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catástrofe

19 Julho, 2019
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O PSD de Rio, ou melhor, o PSD a que Rio nos condenou, a 14% de distância do Partido Socialista. O CDS a descer abaixo dos 5% e de regresso fatal ao táxi. Os pequenos partidos não-socialistas recentemente criados, a Aliança e a Iniciativa Liberal (que insiste, com uma ingenuidade um tanto pueril, em dizer-se distante da direita) sem expressão eleitoral. A direita, no seu conjunto, se é que chega a formar um “conjunto”, com menos de 30% de intenções de voto, e uma frente de esquerda reforçada, que já começou a anunciar medidas do próximo governo, que serão muito mais agressivas e predatórias do que as do anterior. A direita sem liderança percepcionável depois da catástrofe de 6 de Outubro e até com a possibilidade de se esfrangalhar ainda mais após esse dia, com conflitos internos insolúveis. Os quadros e as pessoas competentes que a poderiam renovar fogem da política, porque ela não é um sítio bem frequentado. Um cenário que, nem nos tempos do deserto cavaquista, se tinha visto, em Portugal. Como é que se sai disto, ninguém sabe. Só parece saber-se que, nos próximos anos, é a isto que estaremos condenados. Nós, ou seja, Portugal.

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É isto!

19 Julho, 2019

19. de Julho. Bloco quer englobar rendimentos prediais e de capitais no IRS

19 de Julho. BE quer fim das propinas durante a próxima legislatura

18 de Julho. BE quer adoção de medidas para proteger repúblicas de estudantes de Coimbra

18 de Julho. Rede de Teatros e Cineteatros. BE quer financiamento independente

16 de Julho. O BE quer ver aprovada norma do regime das barrigas de aluguer que permite à gestante arrepender-se até ao registo da criança

15 de Julho. BE quer Serviço Nacional de Justiça e Lei de Bases da Justiça

15 de Julho. BE quer salário mínimo de 650€ em 2020

14 de Julho. BE quer legislar sobre o outsourcing e a “uberização” das relações laborais

13 de Julho. BE quer suspensão da linha circular do Metro de Lisboa

12 de Julho. BE quer mais vagas e rede pública gratuita de creches e jardins de infância

12 de Julho. BE quer contratos de trabalho para cuidadores formais e trabalhadores domésticos

12 de Julho. BE quer 100 mil casas com rendas acessíveis através de programa público até 2023

12 de Julho. BE quer apuramento de responsabilidades no processo Ambifaro

7 de Julho. BE quer criação de Ministério para a Alteração Climática<

3 de Julho. Bloco de Esquerda quer alargar dispensa de três horas para levar filhos à escola ao privado

Portanto os contribuintes pagam 30 mil euros por mês à VianaPolis que não serve para nada?

17 Julho, 2019

O ministro do Ambiente anunciou que a acção contra os últimos moradores no prédio Coutinho, em Viana do Castelo, pelos custos causados ao Estado com o adiar da demolição do edifício, será apresentada no fim das férias judiciais.

E que custos são esses? O funcionamento da sociedade VianaPolis detida em 60% pelo Estado e em 40% pela Câmara de Viana do Castelo. Quanto custa a VianaPólis? 30 mil euros por mês.

 

Silly silly season

17 Julho, 2019

As pessoas andam entretidas a discutir o racismo, as quotas e outras coisas que mostrem o quão virtuosos somos em relação aos outros. Acho engraçado porque é Verão. Temos todos recordações (completamente ficcionais) dos verões passados a discutir à mesa da nossa villa com vista para o Mediterrâneo os méritos de Fellini sobre Bergman no retrato da decadência burguesa, se La Traviata consegue atingir os píncaros cénicos da Turandot e quais as implicações da luta armada da ETA para o estabelecimento de uma mudança de mentalidades rumo à verdadeira luta de classes. Na realidade, tudo o que se passou em verões passados foi estarmos sentados à mesa desdobrável de um apartamento na sexta linha da Praia da Rocha ou de Benidorm a discutir se as gajas alemãs têm mamas grandes por natureza ou se são simplesmente gordas enquanto emborcando mijo a que o fabricante chamou por ironia de cerveja, tudo isso enquanto os miúdos mais novos nos cagavam nos pés por “ser uma boa altura para lhes tirar a fralda”, segundo a tia esquisita que até fez topless uma vez em Afife.

Há grandes deambulações sobre se o racismo é uma característica inata dos seres humanos ou se é uma invenção dos palermas que, mesmo assim, e por muito que se esforcem, não conseguem vender jornais. Eu acho que é uma delas ou até uma terceira. Há autos de fé sobre artigos que ninguém leria se não se tivesse iniciado o processo burocrático de crucificação por delito de opinião. Jesus teve sorte: não havia internet na altura, pelo que o processo decorreu com a normalidade necessária para não incomodar as pessoas desinteressadas com gritaria excessiva em zona árida.

Rui Rio quer mudar o nome do ministério da saúde para qualquer coisa que leu ao Orwell, o que acho bem, também alivia da outra maluquice. Como qualquer ressaca se cura com outra ressaca, também a histeria se cura com nova indignação histérica. O que não tem cura é a apetência dos portugueses pela indiferença perante problemas reais. A continuar assim, nos verões do futuro, podemos todos recordar o quão sagazmente discutimos a epistemologia dos média e redes sociais no Verão de 2019 debaixo da ponte com vista para o rio Lima. Com sorte, os moradores do prédio Coutinho nem precisam esperar.

Reformas à lá Rui Rio

17 Julho, 2019

Ministério da Saúde > Ministério da Promoção do Bem-estar
Ministério dos Negócios Estrangeiros > Ministério dos Assuntos Não-Autóctones.
Ministério da Defesa > Ministério da Protecção contra Ameaça Externa
Ministério da Administração Interna > Ministério dos Cuidados e Socorro à População
Ministério das Finanças > Ministério das Contas e Dinheiro do Contribuinte

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O racismo e discriminação não tem cor

17 Julho, 2019

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Nesta foto tirada há 47 anos estou eu com apenas 5 anos. Acabara de entrar para a primeira classe. Desde o primeiro minuto fui vítima de racismo por ser estrangeira no Canadá.  Sofri bullying assim que entrei para o ensino primário. O fotógrafo viera à escola e no dia em que a professora entregou as fotos, assim que vi a minha  –  feiinha e sem um dente –  sabendo que ia ser chacota de toda a turma, (mais uma vez), tentei escondê-la, mas eles vieram atrás de mim. Queriam à força que mostrasse a foto e perante a minha resistência, arrancaram-na das minhas mãos e numa gargalhada sonora, andaram depois pela escola a exibi-la com desdém.

Foi sempre assim. Uma chacota constante: por causa do meu aspecto de chinesa; os meus lábios a que chamavam de beiças; por causa do meu apelido português (lá era obrigada a ter apelido do meu pai “Gonçalves” que soava extremamente mal quando pronunciado por canadianos); por ser portuguesa e falar uma língua esquisita; por causa da forma provinciana (aqui o termo é “parolo”)  e humilde de como a minha mãe me vestia. Tudo servia para me atacar. Até um lanche que levei um dia que por ter uma banana, me chamaram de macaca aos gritos e risos sonoros.

Recordo que tantas vezes cheguei a casa e não queria voltar para a escola. Que em choro compulsivo dizia ao meu pai que não queria estes olhos, que não queria aquele nome, que não queria estes lábios. Recordo a ternura com que o meu pai me fazia sentir que era bela, por dentro e por fora, para acreditar em mim, e que tudo aquilo era inveja, que tinha de ser superior a isso pois era assim que as pessoas inteligentes superavam as adversidades. Dizia para mostrar o meu valor crescendo cada vez mais como indivíduo. “Sê o melhor dos melhores” de forma honrada – dizia ele. 

Mas não era fácil. Não ter amigos no recreio, ter uma escola inteira reunida no ginásio a rir-se de nós às gargalhadas quando nos chamavam ao palco, mesmo que para receber um prémio de atletismo por ser das melhores da escola. A propósito do nome, recordo um momento no 4º ano em que eu perco o controlo e aos gritos no meio de um  choro de raiva, dizer à professora que meu nome era MIRANDA e para parar de me chamar Gonçalves!

Sentir que somos postos à margem por sermos diferentes sem termos culpa era revoltante. Por isso a minha infância foi muito infeliz e solitária.

Podia ter deixado que isto afectasse a minha vida mas ao invés disso, decidi lutar. Se não podia mudar o meu aspecto exterior podia me “vingar” investindo no meu interior tornando-me a melhor em tudo. E assim fiz: como resposta ao bullying, fiz questão em ser sempre a melhor ou das melhores da turma. Sempre. E fui a melhor no 2º ano, no 3º, no 4º e no 5º tendo perdido o primeiro lugar do pódio no 6º por um valor apenas. Recebi vários prémios, fui para o quadro de honra e dentro da sala de aula (e apenas aí), todos queriam pertencer ao meu grupo de trabalho. Foi a minha primeira “pequena vitória”.

Quando em 1978 com 12 anos meu pai decide vir para Portugal, o meu primeiro receio foi: “Como vai ser na escola? Vão todos novamente gozar comigo por ser “estrangeira”, meus olhos de chinesa, não saber falar… Vai tudo repetir-se?” Mas o inesperado acontece. Assim que fui apresentada como novo aluno, no intervalo todos os miúdos me rodearam curiosos, atenciosos e muito afáveis a querer saber quem era, donde vinha, como era lá fora, e de uma extraordinária humanidade que me fez sentir logo no primeiro minuto, a pessoa mais feliz do mundo. A aceitação foi tão imediata que esqueci todos os anos de bullying que vivi. Pela primeira vez senti-me “bonita”.

A vitimização por racismo ou pobreza HOJE, não passa de um argumento para desculpabilizar a inércia de alguns indivíduos na luta por objectivos e assim culpabilizar a sociedade pelos seus fracassos. Só não o sabe quem nunca o viveu. Eu vivi essa realidade mesmo sendo branca.

Portugal não é racista. Dá oportunidade a todos para lutar pelo que desejam. Está na Constituição Portuguesa e qualquer vítima pode recorrer à justiça para fazer valer seus direitos. A cor da pele, as orientações sexuais e etnias até já são vantagem em detrimento  de  quem como eu é apenas e somente gente comum. 

Por isso parem lá com as narrativas falsas de criação à força de racismo só para justificar emprego às associações que em vez de lutar contra ele, o promove, o instiga e  fomenta.

Vítimas de racismo e discriminação em Portugal  são todos aqueles que trabalham arduamente para conseguir objectivos e  sem pedir nada a ninguém  vão à luta para que outros, que se  vitimizam – porque são incentivados pelos Mamadous a isso –  possam usar  o argumento do  “racismo” para terem tudo facilitado com quotas e subsídios  à conta do esforço dos outros. Isso é que é racismo e discriminação. 

 

 

A matriz continua a ser esta

17 Julho, 2019

Com as devidas adaptações e tendo em conta que o tempo político agora corre mais rapidamente quanto vai demorar a que cumpramos as diversas étapas deste processo:

  • 14 de Julho: Tomada da Bastilha – o início simbólico da Revolução francesa.
  • 15 de Julho: A “jornada sinistra” estende-se aos campos, com pilhagens de igrejas, queima de colheitas, casas, etc..
  • 28 de Julho: A Assembleia Nacional institui um comité de investigação de “complots” aristocráticos.
  • 4 de Agosto: Sob proposta do visconde de Noailles e do duque de Aiguillon, a Assembleia Nacional suprime todos os privilégios das comunidades e das pessoas, as imunidades provinciais e municipais, as banalidades, e os direitos feudais.
  • 26 de Agosto – “Declaração dos direitos do Homem e do Cidadão“.
  • 10-11 de Setembro: Derrota dos monárquicos – afirmação da Câmara Única e rejeição do Veto Suspensivo do Rei.
  • 6 de Outubro: A família real é forçada a deixar o Palácio de Versalhes e é escoltada por Lafayette e a Guarda Real. A Família Real é transferida para as Tulherias.
  • 2 de Novembro: Nacionalização dos bens de rendimento da Igreja Católica para garantia dos assignats.

1790

  • 19 de Abril: O Estado nacionaliza e passa a administrar todos os bens da Igreja Católica.
  • Maio – Publicação dos decretos de aplicação da abolição dos direitos feudais; início do assalto e destruição dos arquivos notariais e senhoriais.
  • 12 de Julho: Constituição Civil do Clero.[1]
  • No Verão de 1790: início da organização, sob inspiração de Marat e Danton de “Les Cordeliers“, que vêm a ser muito reprimidos por Lafayette em Julho de 1791.
  • 27 de Novembro: Sob proposta do protestante Barnave, a Assembleia decide que todos os eclesiásticos católicos que se mantivessem em funções teriam que jurar manter a Constituição Civil do Clero.

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Carta aberta ao Presidente da Câmara de Viana do Castelo

16 Julho, 2019

Caro Sr. Presidente José Maria, permitam-me estas palavras que lhe dirijo:

Não me lembro da cidade sem o Prédio Coutinho mas lembro-me deste ser uma referência e de uma amiga do colégio, a Paula Fernandes, filha de um deputado à época, viver lá e ter ficado muitos fins de semana naquele luxuoso apartamento com vistas lindíssimas! Únicas! Para se poder habitar ali era preciso ter poder de compra. Daí muita elite da cidade e fora dela ter investido naquele prédio. Defensor Moura foi um dos que lá morou, que ironia. Enquanto interessou, o Prédio, e segundo as palavras deste ex-autarca, era do melhor que havia em Viana e não se poupou a elogios. Agora é aberração e tem de vir abaixo? Curiosamente a mesma esquerda que agora quer a demolição do Prédio Coutinho por ser alto e inestético é a mesma que em 1993, quando o autarca Branco Morais do PSD quis eliminar 6 andares, o acusou de megalomania. Isto faz sentido?

Inicialmente era por questões “paisagísticas” e de “estética” e como não colheu muitos aplausos pela maioria dos cidadãos, mudaram a narrativa para poderem seguir com o “negócio”: porque precisavam daquele terreno para lá colocar o centro cultural; mais tarde um mercado municipal depois de demolido o existente a 100 metros do Coutinho; depois porque era um perigo em caso de sismo, e por fim porque a cidade era candidata a Património Mundial! Ou seja, o vale tudo para levar avante este sugadouro obsceno de dinheiros públicos por mera ambição de meia dúzia de pessoas.

Acontece que o mercado já existia no centro da cidade mas demoliram-no para poder justificar uma declaração de utilidade pública; as preocupações com os sismos são tantas que estão-se marimbando com as enormes torres construídas em terreno pantanoso, à entrada da cidade, onde uma até inclinou (e continua inclinada); as preocupações ambientais e paisagísticas atormentam tanto que ainda não pararam de avançar com construções – algumas de grande volumetria – na encosta do monte Santa Luzia.

A demolição do Prédio Coutinho não é uma causa ambiental, nem de estética, nem de segurança. É um negócio que urge levar adiante porque tem muito dinheiro em jogo. Foi tudo decidido no tempo do “ilustre” ex-ministro da bancarrota, Sócrates, agora réu em vários processos de corrupção. Gente tão preocupada com o ambiente que foi autorizar o Freeport em reserva natural. E o actual ministro do Ambiente que integrou a Quartenaire investigada pelo MP, prepara-se para esventrar o país de lés a lés, destruindo reservas naturais, por causa da corrida ao lítio. Onde está a lógica disto? Sabe explicar?

Mas não obstante ter sido iniciado o processo por Defensor Moura, a verdade é que tudo é reversível. Não foi assim com os Estaleiros Navais que agora são uma referência mundial e que você mesmo fez questão de o afirmar em plena gala?

Se optar por requalificar o Prédio vai ser lembrado como o autarca mais corajoso da história desta cidade. Aquele que ousou desafiar os lobbies pelo bem de toda uma Nação em crise financeira. Terá um país inteiro a aplaudir de pé. Porque o Prédio, sem demolição, pode ser valorizado e: receber o novo mercado no seu parque automóvel nas traseiras e nos fundos com excelentes condições; receber um magnífico restaurante panorâmico único no país no último andar e assim preservar as águias migratórias que têm ninho na cobertura; ser o primeiro edifício ecológico com jardins nas varandas e vegetação suspensa; voltar a receber os ex-moradores que queiram regressar e serem vendidos por muito mais de meio milhão as fracções vazias a investidores, depois da requalificação. Pode tudo isto e com isto ser uma atracção turística ímpar no país. Voltar a encher o prédio, que marcou uma época, com 300 pessoas que vão trazer vida e dinâmica à cidade, depois de requalificado, é muito mais sensato e trará muito mais retorno financeiro que a demolição sem necessidade. Para não falar da relação custo-benefício que esta proposta claramente supera em relação à demolição.

Por isso pergunto, com que direito podemos pôr um país inteiro a pagar esta obra megalomana, que era suposto ser auto-sustentável, e que nunca teve aprovação da UE para fundos, sem qualquer necessidade com tanta gente a viver MISERAVELMENTE por causa do nível de vida que não pára de aumentar? Só o hospital de Viana tem o equipamento TODO obsoleto e sem manutenção colocando em perigo os utentes enquanto disputam esta demolição. Como poderão as consciências daqueles que teimam em levar este projecto de Sócrates avante, viver com isto?

A minha missão é de poupar as pessoas a mais impostos, mais austeridade, corrigir erros de governação e não derrubar quem está no poder. Porque o dinheiro não chega para tudo e não nasce nas árvores, nasce dos impostos arrancados a ferros ao orçamento doméstico de cada família portuguesa com o suor do seu trabalho. Acredito que esteja a sofrer pressão mas não tem que temer. Não são eles, os DDT, que mandam nas cidades. São as pessoas e as pessoas Sr. Presidente, estão primeiro. DEVOLVER Viana capturada pelos lobbies às pessoas é uma prioridade para a fazer renascer das cinzas.

Tem a opção de ser relembrado como o pior autarca de sempre e sofrer a maior derrocada política a nível nacional ou por aquele que soube reconhecer a tempo que o país e as pessoas estão primeiro e ser louvado por isso. Não tem de manter a birra do seu ex-colega que usa perfis que não são dele para o atacar e está à espera da sua estrondosa queda. Precisa isso sim, de dar um passo corajoso que só os verdadeiros líderes são capazes. Se persistir neste erro, será lembrado pela sua teimosia e crueldade ao decidir pelos lobbies primeiro em detrimento das pessoas. E tenho a certeza que sempre que olharmos para o vazio que o Coutinho vai deixar naquele lugar, tal como as torres gémeas em Nova Iorque, recordaremos sempre nesse local, à semelhança do “ground zero”, as lágrimas de dor profunda de gente que viu suas memórias e dinheiro de uma vida esfumarem-se nas mãos de 20 anos consecutivos de socialismo autocrático. E nós os cidadãos revoltados, não esqueceremos.

Porque este processo demonstra que não vivemos em democracia mas em autocracia e que o Estado pode apropriar-se e chamar a si qualquer bem privado alegando interesse público por questões tão fúteis quanto a simples estética ou gosto pessoal de quem decide.

Não bastava, pela mão do ex-autarca, ter destruído por completo a economia desta cidade – que quando cá cheguei em 1978 jorrava de vida – com os lobbies dos parques subterrâneos onde se paga quase 3€ por duas horas na cidade; com o elefante branco – o shopping – plantado bem no centro e que matou todo o pequeno comércio deixando as lojas às moscas; com a limitação de trânsito automóvel de todas as artérias que afastou clientes e por isso ninguém lá passa; com as condicionantes à vida nocturna que a transformou num dormitório gigante, sem qualquer interesse, sem vivalma a partir das 19h? Não! Tinham também de destruir profundamente a vida das pessoas que investiram na cidade. Com que direito?

Lutarei para que um dia haja neste país leis que condenem duramente os responsáveis de órgãos públicos que não respeitem os direitos de propriedade, que gerem dolosamente dinheiro públicos para que sejam obrigados a responder criminalmente e indemnizar com património próprio todos os prejuízos que resultarem do seu exercício. Só assim pensarão duas vezes antes de brincarem com a vida das pessoas. Verifiquei enquanto contestava em frente ao prédio na semana de “sequestro” aos moradores, que tal como as gentes de Melgaço, os vianenses têm medo de se pronunciar por receio de represálias da câmara. Quando lhes disse que lhe iria escrever, estas dezenas de cidadãos amordaçados e indignados que me rodeavam só diziam: “faça isso menina! por nós! pela cidade! pelo país!”

Os erros dos ex-autarcas podem sempre ser corrigidos. Ainda vamos a tempo de impedir o ESBANJAMENTO de dinheiro público. Porém se a teimosia prevalecer, sairá cara não só ao país, mas a quem insistir nos erros pois jamais será perdoado por ter agido em detrimento das pessoas. Reconhecer que essa utilidade pública já não faz sentido e promover a recuperação do património fará subir em muito a consideração por si. Pois a maior virtude de um homem está na sua capacidade de assumir erros e humildade em os saber corrigir.

A minha dúvida é: será capaz?

Pelo bem desta Nação, espero sinceramente que sim.

Uma cidadã vianense

Portanto a senhora de agora em diante vai ser socialista, é isso?

16 Julho, 2019

A candidata à presidência da Comissão Europeia comprometeu-se hoje a tornar a Europa o primeiro continente a alcançar a meta da neutralidade carbónica em 2050, indicando que irá apresentar um “acordo verde” nos primeiros 100 dias no cargo.

Von der Leyen mostrou-se preparada para assegurar um salário mínimo justo em todos os Estados-membros

A ainda ministra alemã da Defesa tentou ‘seduzir’ a bancada dos Socialistas e Democratas (S&D), comprometendo-se a completar a União de Capitais, a recorrer à flexibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento e a taxar os gigantes tecnológicos a operar na União Europeia, três das bandeiras defendidas pelos socialistas.

Numa declaração muitas vezes aplaudida, e ‘recheada’ de promessas, a candidata indigitada pelo Conselho Europeu em 02 de julho assegurou que a sua Comissão Europeia será paritária.

“Se os Estados-membros não propuserem mulheres, não hesitarei em pedir outro nome”, asseverou, antes de anunciar a intenção de incluir a violência contra mulheres nos crimes previstos nos tratados europeus.

O estranho desaparecimento noticioso de Luna-15*

16 Julho, 2019

untitled Esta é a capa de O SÉCULO de 16 de Julho de 1969. Para lá da Apolo-11 existe uma referência a Luna-15. O que era Luna-15 a tal nave de que se falava em Cabo Kennedy? Luna 15 era a nave com que os soviéticos contavam para no último momento venceram os norte-americanos na corrida à Lua. Luna 15 acabou espatifada na superfície lunar. A Apollo 11 chegou lá. Se tivesse sido ao contrário ainda hoje ouviríamos falar do enorme falhanço norte-amercicano. Os soviéticos não chegaram primeiro à Lua mas em matéria de propaganda estiveram sempre à frente: mesmo quando os companheiros de estrada não lhes celebravam as vitórias escamoteavam-lhe os falhanços. Após Julho de 1969 Luna 15 desapareceu da primeira página dos jornais tão rapidamente quanto lá havia chegado e subitamente as viagens à Lua passaram a ser mostradas como mais um sinal dos absurdos despesistas do capitalismo. Entretanto nas Honduras acontecia isto Em conclusão o mundo muda menos do que parece.

*Retirado do arquivo Blasfémias de 2009

Agora é tarde: “Inês é morta”

15 Julho, 2019

Cristas incentiva sector privado a fazer oposição e a não ter medo do PS

E a senhora perdeu o emprego porquê?

15 Julho, 2019

Deputado do PS Pedro Delgado Alves condenado a dois mil euros de multa por atropelar cantoneira de recolha de lixo urbano, em maio de 2016. Vítima ficou 596 dias de baixa médica e acabou por perder o emprego.

Um provinciano sem maquilhagem

14 Julho, 2019

Só agora me dou conta de que Poiares Maduro escreveu no mesmo dia em dois jornais diferentes (JN e Público) dois artigos a sinalizar a sua própria virtude e as boas intenções da sua moderação opinitiva ou, dito de outro modo, conversa de chacha.

A estética de sofisticação e urbanidade que pretende aparentar tem-se tornado objectivo comum a diversos comentadores e analistas da chamada Direita.

Depois, nesta área política cada colunista acrescenta a gosto uma pitada de alteração climática, um “claim” de liberalismo, uma dose QB de “preocupação” acerca do poder de empresas como o Facebook ou o Google e fica criado o boneco de um verdadeiro Progressista.

Se é este o posicionamento que os potenciais concorrentes à liderança do PSD acham dever ter, pode é acontecer que os militantes e simpatizantes desse partido continuem a preferir manter Rui Rio na liderança da agremiação, pois pelo menos não disfarça a sua imagem de provinciano com as técnicas enlatadas de comunicação dos seus desafiadores.

RuiRio

Depois dos ataques que atacavam e das armas que disparavam temos os confrontos que esfaqueiam e fecham estações. Nem sei o que seria se isto fosse provocado por seres humanos

14 Julho, 2019

Confrontos fizeram três feridos esfaqueados e fecharam estação Queluz/Belas

Não foi depois. Foi “durante”.

14 Julho, 2019

António Costa nunca viu nada de estranho em Sócrates e diz que “no PS, as pessoas não conheciam factos que têm vindo a público”.

António Costa tenta habilmente passar a ideia de que os factos só foram conhecidos num depois que não se sabe ao certo quando aconteceu mas que há-de ter sido “depois”. Só que não foi depois. Foi “durante”, pois praticamente desde que José Sócrates se tornou primeiro-ministro que começaram a vir a público notícias que levantavam muitas dúvidas sobre a sua maneira de proceder.

Ao contrário do que declarou António Costa, os socialistas não só conheciam essas revelações como atacavam quem as fazia. Eram os tempos da “devassa”. Como era possível José Sócrates manter aquele nível de vida? Lá vinha a devassa. O unanimismo soviético que os socialistas garantiam a Sócrates permitiu-lhe fazer o que quis.

Mandatário nacional

13 Julho, 2019

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A génese e o âmago do Bloco de Esquerda, também aqui.

“Nós dizemos: o caminho para a democracia popular e o socialismo passa necessariamente pelo derrubamento violento do estado burguês.””A democracia popular há-de nascer da revolução e não de reformas socializantes.”
“A passagem pacífica ao socialismo é uma burla.”
“Ou a burguesia nos esmaga e oprime ou nós oprimimos e esmagamos a burguesia.”
“A função do deputado da UDP na assembleia é a de um agitador revolucionário enviado para o seio do inimigo para sabotar as manobras enganadoras do povo.”

um país que a todos deveria envergonhar

13 Julho, 2019
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Há uma velha frase indevidamente atribuída a Voltaire, mas que é, na verdade, da sua biógrafa Evelyn Beatrice Hall (1868-1939), que sumaria exemplarmente o que não pode nunca deixar de existir numa sociedade liberal ou livre, se preferirem evitar conotações ideológicas, sob pena de deixar de o ser, por mais que se engane a si mesma. A máxima é universalmente conhecida, reproduz muito bem o que era o espírito do velho filósofo das «luzes» francesas, e é mais ou menos isto: «Eu desaprovo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo».

O significado desta afirmação é de elementar compreensão, e quer dizer que a liberdade de expressão – sem a qual não existe sombra de democracia e liberdade – é exactamente para os pensamentos e as pessoas com as quais não concordamos e que até por vezes nos ofendem. Numa sociedade de pensamento uniforme – ou único, conforme se prefira uma nomenclatura ocidentalizada ou soviética – é que ninguém se pode atrever a sair da norma e, sobretudo, a dizê-lo em voz alta.

A propósito disto está, ou parece estar, o artigo «racista» da Maria de Fátima Bonifácio. Mas não está. Por mim, muito mais preocupante do que a senhora ter escrevinhado algumas coisas insensatas, no meio de outras que até eram bastante ponderadas, têm sido as reacções ao que ela escreveu, no suposto uso daquele princípio atribuído a Voltaire, e que a Constituição da nossa República consagra em vários lados, mas muito especificamente no seu artigo 37º, nº 1, sob a forma de direito fundamental, logo intangível até pela própria república em uníssono, assim ela para aí estivesse virada: «Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações».

As reacções persecutórias a Maria de Fátima Bonifácio, que não as de indignação, que são, obviamente, elas também, formas de uso da liberdade de expressão, deviam-nos envergonhar a todos, porque são próprias de regimes e mentalidades ditatoriais, fascistas ou comunistas. A pretexto, já li e ouvi dizer que a senhora – que é uma académica notável, já agora – tem de ser expulsa da sua Universidade; já li e ouvi dizer que a senhora tem de ser expulsa do Público e, quiçá, proibida de escrever na imprensa portuguesa; já li e ouvi dizer, num discurso, esse sim, de ódio incontido, que a senhora «tem que pagar pelo que fez» (mas que raio fez ela, senão expressar o seu pensamento), e por aí vai. Enfim, um verdadeiro nojo, próprio de pides e de bufos, mas um nojo que não é acidental, nem sequer casuístico, porque tem precedentes, e tão-pouco é da responsabilidade da autora do artigo.

O facto é que em todas as sociedades existem maluquinhos convencidos que detêm a verdade sobre a felicidade dos povos e os meios de a alcançar. Os exemplos históricos – de Cuba “Libre”, ao paraíso soviético e ao Império Nazi de mil anos – são absolutamente horríveis, mas eles começaram sempre por uma teorização e uma filosofia. Em Portugal, desde que António Costa, levou para a área do governo, pela simples volúpia de poder pessoal, as «esganiçadas» do Bloco – termo aqui intencionalmente empregue para lembrar que o mesmo valeu um processo-crime ao seu autor – ele criou uma «vanguarda» do regime que zela pela sua «pureza», denunciando, acusando, perseguindo. Ora, quase todos os dias temos bons exemplos de que a «vanguarda» desempenha muito bem o seu trabalho, e se ultimamente – por puro oportunismo eleitoral – tem amansado os decibéis do esganiçanso, as intenções permanecem as mesmas.

Por conseguinte, Portugal tem que decidir se quer ser, de facto, uma sociedade livre, tal e qual o 25 de Abril lhe prometeu, ou se prefere manter a PIDE em exercício de funções e importunar quem usufrui de uma liberdade que, se calhar, não termos. Enquanto admitirmos «delitos de opinião», não seremos nunca uma sociedade livre, e devemos envergonhar-nos daquilo que somos como comunidade.

Portanto o PS é um partido com défice de atenção

12 Julho, 2019

Costa sobre Sócrates: “No PS, as pessoas não conheciam factos que têm vindo a público”

 

Isto deve ser o discurso do amor, segundo o PÚBLICO

12 Julho, 2019

Anarquista grego Nikos Romanos libertado da prisão – anuncia o PÚBLICO. Imagina uma pessoa que o dito anarquista estava preso pelas suas ideias, coisa de facto injustificada.
Mas eis que ficamos a saber que o dito anarquista “um dos principais símbolos do movimento anarquista grego” foi “condenado por tentativa de assalto a bancos e atentados terroristas.” Mais, o anarquista que afinal é terrorista continua a apelar à “organização de diferentes formas de violência revolucionária”. Mas apresentá-lo como terrorista é que não,
Enfim, este branqueamento do terrorismo de esquerda deve ser uma espécie de discurso do amor

Também quero quotas “raciais”para gente como eu

12 Julho, 2019

Desde que me conheço que luto arduamente para ter alguma coisa na vida. E quando digo arduamente é mesmo isso. Nada me foi facilitado. Se quis “independência” cedo,  tive de me agarrar ainda com 16 anos a um trabalho nas férias da escola numa fábrica. Se quis seguir estudos, tive de concluir o secundário à noite enquanto de dia “comia pó” a carregar camiões. Se quis depois entrar para o superior tive de estudar como o caraças para ter boa média. Se quis depois concluir o curso, tive de trabalhar até às 17h/18h e seguir directo de Ponte de Lima até ao Porto para assistir às aulas que podia, ficar muitos fins de semana fechada em casa a “marrar”  para as frequências e mesmo assim aguentar com as frustrações de não passar a inglês (apesar do meu 16 no secundário) só porque era uma cadeira que não podia frequentar por chegar sempre tarde. Mesmo assim, não desisti e com mais um ano  em cima pelas dificuldades criadas por certos professores, lá concluí o curso.

Mas a saga não acabou aqui. Se quis dar aulas tive de ter boa média para ficar bem colocada. Se quis mudar para gestão de empresas tive de sobreviver a um mundo maioritariamente de homens que por ser novinha (com 25 anos) e mulher, punham em causa as minhas capacidades  dificultando todos os meus passos, obrigando a uma maior afirmação que qualquer outro mortal para conseguir objectivos. Se quis depois empreender tive de ir buscar coragem ao diabo para fazer frente a todos os lobbys que se atravessaram no meu caminho para me atirar borda fora daquele ramo de actividade. Se quis recomeçar tudo de novo e renascer das cinzas,  depois de uma luta desigual contra interesses instalados, tive de vestir uma bata para limpar casas, passar a ferro para fora, guardar crianças e idosos porque aos 40 somos velhos demais  para trabalhar e ninguém nos quer.

Porque ser branco, mulher/homem, de meia idade, de estrato social baixo, sem grandes apelidos, sem conhecidos em lugares importantes, heterossexual, com carro de baixa cilindrada com cerca de 20 anos,  não dá quotas de borla e impede que consigamos sequer um lugar na política – onde prospera gente sem competências nem conhecimentos do  país real apenas dotados de currículos académicos extensos e pomposos – cujo o status quo é mais importante do que qualquer experiência  profissional comprovada no terreno.

Se é para estabelecer quotas raciais por que motivo nós os remediados deste país que contam tostões ao fim do mês por não ter “amigos” influentes, sem cor na pele nem tendências sexuais da moda, não podemos também ter o privilégio de deixar de ter de lutar como mouros  por aquilo que desejamos?

Diz o artigo 13 da nossa Constituição:

Artigo 13.º – (Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Como podem estes pseudo-políticos atropelar os direitos previstos na nossa Constituição sobre igualdade? Quando impomos quotas estamos claramente a colocar grupos em situação privilegiada em detrimento de outros sem qualquer respeito pelo mérito. E isto é  racismo.

Não há lei nenhuma neste país que impeça que qualquer indivíduo alcance o que quer que seja pela sua condição.  Por isso cabe a cada um lutar por conseguir o que deseja na vida. Se não for bem sucedido não é por causa cor da pele porque se assim fosse, António Costa não era ministro de Portugal; Van Dunem não era ministra da Justiça; Mamadou Ba não se sentava no Parlamento a viver do erário público; Narana Coissoró não tinha sido deputado; a candidata negra do LIVRE não se tinha formado na universidade; não haveria pessoas de todas raças e etnias a estudar no superior;  Hirondina Costa, uma  habitante do Jamaica que tenho a honra de conhecer, não seria uma profissional de sucesso completamente integrada na sociedade com dois estabelecimentos comerciais. Algum destes precisou de quotas para chegar mais longe do que muitos de nós? Não. O que impede realmente alguém de subir na vida é sua determinação, sua vontade e para voos mais altos, seu estrato social (infelizmente). Mais nada.

Anda-se a inventar um país racista que nunca o foi só para legitimar a acção de associações pouco transparentes e com legalidade dúbia, agremiações de antifas (anti-fascistas) perigosos debaixo de uma capa partidária que faz perseguição criminosa por divergência de opinião. Eles alimentam-se destas agendas e não perdem uma oportunidade para as intensificar. Porque é disso que vivem. (Veja aqui neste vídeo o próprio Mamadou a afirmá-lo.) 

Foi o caso do artigo de opinião Fátima Bonifácio. Por que razão a primeira não pode ter liberdade de expressão e tem de ser crucificada na praça e  em relação à instigação ao ódio   e violência – clara e inequívoca –  de Mamadou e as Mortáguas contra os bófias, os tugas, os nazis imaginários e pedido de  morte ao Bolsonaro, já pode ao abrigo da liberdade de… expressão? Mas voltamos ao fascismo, é isso?

Sobre liberdade de expressão diz nossa Constituição:

Artigo 37.º – (Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de se informar, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficarão submetidas ao regime de punição da lei geral, sendo a sua apreciação da competência dos tribunais judiciais.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta.

Quando tentamos silenciar opositores e não olhamos a meios para o conseguir, não restam quaisquer dúvidas que não se trata de um Estado de Direito mas sim o princípio claro  de  instauração de uma ditadura.  Com as quotas raciais  o princípio é exactamente o mesmo.

 

 

Essa igualdade não chega

11 Julho, 2019

Vai grande entusiasmo com a reivindicação de “equal pay” por parte da seleção americana de futebol feminino. Acho muito bem. Acho até que as meninas não devem ficar por aí na reivindicação de mais igualdade: no futebol todos devem ganhar o mesmo. Jogadores e jogadoras. Independentemente da equipa em que jogam. E dentro das equipas (que já agora devem ser mistas) todos devem ganhar o mesmo.
Se as minhas preces forem ouvidas estas moças do “equal pay” ainda conseguem acabar com o futebol e desse modo resolver o pandemónio da segunda circular.

Fascismo do bom

11 Julho, 2019

Pelo que percebo e conforme consta no Portal da Justiça (NIPC 503106054) o presidente da Direcção da SOS Racismo é actualmente José António Formosinho de Palhares Falcão que foi responsável financeiro do Partido Socialista Revolucionário (PSR).

Por outro lado, é curioso também que à data de hoje o estatuto de utilidade pública desta organização esteja “pendente”, conforme informação oficial abaixo.

Sos_racismo

Registo também que no website da associação não se informe absolutamente nada acerca dos orgãos sociais da mesma, nem sequer sobre as respectivas fontes de financiamento das suas actividades.

Em termos de transparência e de boas prácticas de governança, estamos conversados.

Se se constatar que a SOS Racismo é subsidiada com dinheiro dos contribuintes, interrogo-me se entidades públicas que estejam envolvidas no financiamento manterão a torneira aberta a uma organização cujos dirigentes, à semelhança de prácticas fascistas de outrora, promovem a abertura de um processo judicial por delito de opinião a Maria de Fátima Bonifácio.

 

as sociedades humanas são compostas por indivíduos e não por agregados sociológicos inanimados («pretos», «ciganos», «gays», «arianos», etc.). ah!, e, já agora, também eu me estou nas tintas para as quotas

11 Julho, 2019
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O principal óbice do tão comentado artigo da Maria de Fátima Bonifácio, que é inequivocamente uma mulher culta e inteligente, é que foi escrito por uma mulher que incorporou os esquemas mentais da esquerda, na sua juventude, e hoje, considerando-se de direita, mantém as mesmas categorias analíticas, ainda que lhes dê uma coloração diversa. Diga-se, aliás, que está longe de ser caso único, e que isto se encontra em inúmeras pessoas que não mudaram tanto os seus esquemas mentais de juventude como pensam e que por aí escrevem umas coisas. De facto, fazer análise de comportamentos colectivos, vistos por categorias sociológicas gregárias («os pretos», «os chineses», «os ciganos», «os gays», etc.), é do mais iliberal que se pode conceber, porque a liberdade assenta no pressuposto da acção individual e em que cada indivíduo é uma persona completa e diferente de todas as outras. Ora, estas análises de comportamentos colectivos são próprias do socialismo positivista sociológico do século XIX e de Marx («o proletariado», «a classe dominante», etc.) e nunca explicam coisa nenhuma a não ser o que vai da cabeça dos analistas. Que por vezes, como no caso de MFB, é um pré-conceito,o que piora as coisas, embora, reconheça-se, a este tipo de análise subjaz sempre um preconceito instigador e limitador, pelo que também aí não é original (vejam-se, por exemplo, «os ricos» das meninas Mortágua e Martins, os «patrões» do sr. Arménio). As sociedades democráticas e liberais vivem de indivíduos, de pessoas concretas que agem para diminuírem seu desconforto existencial, e que se estão nas tintas para os agregados sociológicos, não se deixando condicionar, no seu dia a dia, por esse tipo de pseudo-ciência (por exemplo, um cigano levantar-se e dizer: «já que não faço parte da «cristandade», não tenho de cumprir o Decálogo, logo, vou para o Rossio roubar umas carteiras e vender maconha»…) . Quanto ao mais, a MFB tem de dispor da liberdade para expressar o que pensa, pense o que pensar, mas também ninguém se poderá ofender se outros pensarem de forma radicalmente diferente. Como é o meu caso.

Por um mundo melhor…

10 Julho, 2019

MamadouVictimsOfComunism

 

A ler também

10 Julho, 2019

João Pires da Cruz: Ser a favor de quotas enquanto se acabam com os contratos de associação na educação é a falsídia extrema. O que os desfavorecidos precisam é de educação de primeira, não é de reforço dos direitos sindicais dos professores ou reduções de horário destes. É fácil reforçar-se o contexto e, depois, põe-se a culpa na discriminação obtida pela leitura do próprio contexto. Há poucos pretos no topo de sociedade? Porquê? Há muitos à entrada da universidade? Sendo mais provocador, qual a percentagem de pretos professores no ensino do estado ou quantos alunos de outras etnias esperam favorecer pela redução de horários na função pública?

Repare-se no que é que isto significa. Na tentativa de esconder que são os pobres que são expulsos da educação por um serviço deplorável, coloca-se a culpa na cor da pele, como se o serviço deplorável fosse pior para os pretos do que é para os brancos. Até acredito que estas pessoas defensoras das quotas sofram apenas de iliteracia matemática e nem se apercebam que estão a dizer que as pessoas são definidas pela cor da pele. Mas isso não os faz menos racistas.

A ler

10 Julho, 2019

Gabriel Mithá Ribeiro: A esquerda impede, e de forma dolosa, qualquer crítica vinda de fora às minorias raciais, étnicas ou religiosas. Quem o faz é logo «racista», «islamofóbico», entre outros rótulos que visam o seu silenciamento e, se possível, assassinato social da branca ou branco que arrisque tal ousadia. Desse modo, não apenas o indivíduo pertencente a minorias sensíveis não se liberta do seu coletivo guetizado, como ainda quem pertence a uma minoria está interditado de criticar os seus grupos de pertença ou, no mínimo, o aparelho ideológico em peso (imprensa, universidades, ensino, partidos políticos, intelectuais, meios artísticos) desincentiva fortemente tais ousadias.

Mesmo que tenha razões de sobra (querer estudar, viver tranquilo, trabalhar, estar em casa em segurança e sem ser incomodado pela música do vizinho, educar os filhos e filhas, entre outros), o pobre não pode criticar o pobre, o negro não pode criticar o negro, o cigano o cigano, o islâmico o islâmico, por aí adiante. Todos só podem criticar o branco. É assim que a esquerda, a nova escravocrata, os educa a afundarem-se nos seus bloqueios e traumas.

Acerca da proposta da Helena

10 Julho, 2019

A Helena coloca uma proposta interessante, quase um desafio a “sair do armário”.

No entanto, nos tempos que correm, fico é intrigado sobre qual o tratamento a dar, por exemplo em termos de quotas, a um negro que se declare branco, a um gay que se declare heterosexual, a uma mulher que se declare homem, a um cigano que se declare nórdico, a um jovem que se declare velho ou a um animal que se declare humano.

*

Não percebo

10 Julho, 2019

Após tantos anos, a Helena vem dizer que desconhece ter uma mulher cherokee no Blasfémias? Vamos andar a inventar que somos ciganos só porque está na moda depois de ter dito que só entraria para o Blasfémias se reconhecessem aquilo que eu sinto no meu íntimo, o que me define como pessoa, o que o mundo precisa saber sobre mim para perceber o quão boa e justa sou, completamente livre de preconceitos ao ponto de deixar a minha tenda aberta todo o ano, seja a outras pessoas, seja a serpentes e animais selvagens?

O medo tolhe as pessoas. Os preconceitos são uma manifestação desse medo, dessa fobia aos outros e à natureza. Eu nada temo, porque todos amo, seja o bombista muçulmano, seja um leão esfomeado. Por mim, todos vêm por bem. Agora, pessoas que se conhecem andarem aí a fingir que não é por demais evidente que sou uma mulher cherokee é, em si mesmo, um grande preconceito. Sabem o que sinto? Conseguem duvidar do que o meu corpo e a minha mente me dizem com todas as forças da Grande Águia?

Sobre os grandes problemas da humanidade, como a taxa de infertilidade nas mulheres cherokee portuguesas, disso é que ninguém fala. A dor de nunca poder carregar uma vida dentro de mim, excepto lombrigas (que também amo e respeito), é mais que suficiente para me sentir ultrajada por estas tiradas de uniformização das pessoas como se todos fossemos ciganos. Marchas de orgulho cherokee feminino não organizam eles.

Racistas, é o que são.

A minha proposta aos outros blasfemos

9 Julho, 2019

Vamos etnicizar.
Por mim, declaro-me cigana. Não posso? Porquê?
Não sou cigana? Como sabem? Quem passa os atestados respectivos?
Não devo? Por alma de quem? Posso mudar de sexo, de nacionalidade e não posso dizer-me cigana ou sendo cigana passar a não cigana?
…Agradece-se informação sobre os procedimentos adoptados por aqueles que se dizem ciganos para serem reconhecidos enquanto tal.

Prioridades

9 Julho, 2019

Alterações ao estatuto do antigo combatente custam cerca de 7 milhões/ano

A demolição do prédio Coutinho vai custar aos contribuintes mais de 35 milhões de euros.

A máquina de inventar racistas

9 Julho, 2019

Rui Ramos: A esquerda radical confunde as duas coisas, para melhor esconder que quer praticar uma delas. Tal como sempre precisou de fascistas, precisa agora de racistas. Precisou de fascistas, porque se toda a gente que não pensa como Catarina Martins for fascista, está legitimado o uso da força para perseguir e calar quem não pensa como Catarina Martins. E precisa agora de racistas, porque só havendo muitos racistas é que pode justificar o sórdido projecto com que substituiu a “luta de classes”: usar cinicamente as migrações para segmentar as sociedades ocidentais em “raças” mutuamente hostis. A pretexto da causa da “integração” e da denúncia do “racismo”, o objectivo desta esquerda que trocou Marx por Fanon é tentar reduzir certas pessoas a membros de “minorias”, e estas “minorias” a meros colectivos identitários de “vítimas”, dependentes do Estado e controlados por demagogos.

Se fossem membros da ETA aparecia logo um advogado a dizer que a soberania de Portugal estava em causa e até tinham direito a manifestação de solidariedade

8 Julho, 2019

O Fisco espanhol vai passar a pente fino os contribuintes que, nos últimos anos, mudaram o seu domicílio fiscal para Portugal, beneficiando assim de um regime mais favorável. Por isso, vão tentar encontrar provas de que os espanhóis deixaram mesmo o seu País. E como? Através de vizinhos, dos serviços próximos e das redes sociais.

Público: quando os leitores estão errados

8 Julho, 2019

Passou despercebido à maioria dos leitores mas o lema do Público mudou recentemente, já com a actual direcção ao leme. Passou de “a verdade é um bem Público” para “pense bem, pense Público”.

Não é coisa pouca. A mudança de uma assinatura é bem pensada pelo topo da organização, seja ela qual for. Neste caso, a explicação é simples: a verdade deixou de ser a referência; a referência agora é o alinhamento de pensamentos, quem pensar como o Público, pensa bem.

Vem isto a propósito do episódio Fátima Bonifácio-Manuel Carvalho.

Um director de outro título da nossa praça escreveu há dias que é legítimo um jornal ter um estatuto editorial, um compromisso que estabelece com os leitores, e escolher os colunistas e os conteúdos em coerência com este estatuto. É verdade. O problema é do leitor. É do leitor que acha que o Público é um jornal aberto, liberal. Não é.

O Público é o jornal que acolhe de braços abertos os artigos do Francisco Louçã defendendo o ditador Fidel Castro e de Boaventura Sousa Santos defendendo o ditador Maduro. Ou os artigos de Mamadou Ba atacando as próprias base do estado de direito. Nada disto é, para o Público, discurso de ódio ou fobia de qualquer espécie.

O mesmo Público que passou as eleições brasileiras numa intensa campanha pro-Haddad e foi incapaz de descobrir um só colunista pro-Bolsonaro. O qual aliás era apelidado a torto e direito como “fascista”. Também isto não era discurso de ódio.

E porém não aceita Fátima Bonifácio.

A praxis editorial do Público posiciona o jornal muito claramente no eixo PS-Bloco. Errado está quem não perceba isto, iludido aqui e ali por um artigo de algum autor com diapasão algo distinto.

O Público tem todo o direito de seguir esta via. Errado está é quem achar que o caminho é outro.

Depois queixem-se das redes sociais.

Pense bem, pense Público.

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(imagem roubada do Facebook de Eduardo Cintra Torres)

Não acham que está na altura de se criarem quotas para boas notícias sobre políticos de direita?

8 Julho, 2019

Vitória de Kyriakos Mitsotakis em 2019

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Vitória de Tsipras em 2015

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E discriminação com base na orientação política?

8 Julho, 2019

Escrevia este fim de semana o director do PÚBLICO:  O PÚBLICO orgulha-se da sua tradição de estar na linha da frente do combate ao racismo ou a qualquer tipo de discriminação baseada na cor da pele, na sexualidade ou no género.

Perante o destaque do resultado das eleições gregas podemos concluir que o PÚBLICO orgulha-se da sua tradição de estar na linha da frente da defesa da discriminação  baseada na orientação política?

Sócrates ainda (des)governa este País

7 Julho, 2019

 

Post de convidado: Atacante Moura

Quando falamos de Sócrates e das suas ideias, há muito quem diga “isso teve o seu tempo”. Pois bem, a verdade é que isso não teve o seu tempo. Estamos em 2019, a discutir o tema da demolição do Prédio Coutinho, e a VianaPolis continua a ser financiada com o dinheiro dos contribuintes para fazer… nada.

A actividade da VianaPolis designa-se no “desenvolvimento da acção estruturante relativa à expropriação do Edifício Jardim, subsequente demolição e posterior construção do novo Mercado Municipal e espaços públicos envolventes, bem como o arrendamento, gestão e administração de bens imobiliários.” Estamos, pois, perante um caso de incompetência.

Durante quase duas décadas, os contribuintes sustentaram uma empresa – cujos custos de constituição nunca foram comunicados – e que tarde apresentou o projecto do Mercado Municipal que está na origem da eventual demolição do Prédio Coutinho (ficámos a conhecer as imagens da maquete do Mercado Municipal a 5 de Julho de 2019, numa tentativa desajeitada de comunicar positivamente num caso mediático que já manchou o nome da cidade em todos os órgãos de comunicação social deste País).

A mesma empresa não empreendeu acções de sensibilização junto da comunidade (os próprios vianenses não sabiam, até 5 de Julho de 2019, que não era uma réplica do mercado original o que estava previsto para aquele local, mas antes um mercado igual a qualquer outro), não agendou visitas dos proprietários aos apartamentos alternativos, não dialogou, não procurou minimizar o impacto nos moradores, não existiu, a não ser para atacar os resistentes com actos indignos de uma sociedade do século XXI.

Em 2012, o Jornal de Negócios noticiava uma dívida da VianaPolis de 17 milhões de euros à Banca, sendo que o actual presidente da autarquia remetia uma fatia de 5 milhões de euros desse endividamento para a operação do Edifício Jardim. Quanto deve a VianaPolis hoje? Juntem-se os cerca de 23 milhões de euros gastos em indemnizações por expropriação e cerca de um milhão em custos judiciais e mais dois milhões em juros. Some-se um milhão e duzentos mil euros para a já adjudicada demolição do Prédio Coutinho à DST. Como dizia o outro, “é fazer as contas” e andamos a pagar mais de 30 milhões de euros para tratar da estética de uma cidade no Alto-Minho. Ou chega agora a hora da cosmética das contas?

O actual Ministro do Ambiente fala agora – sim, só agora, já que está na mira do escrutínio público – de um processo contra os moradores do Prédio Coutinho por lesarem o Estado e os contribuintes, razão pela qual espero receber a minha parte se houver demolição e ressarcirem os lesados – que também somos nós.

Não deixa de ser interessante que, pela primeira vez em todo o processo, pareça que o Ministério do Ambiente e a VianaPolis se organizaram para comunicar em conjunto num momento de crise e, de repente, pareça que já estava tudo pensado e pronto a executar. Não estava.

Sócrates teve o seu tempo… mas os meus impostos continuam, ainda hoje, a pagar as suas ideias.

Até breve,
Atacante Moura

Socrates (2)

A ostraca

7 Julho, 2019

 

Tudo está bem quando acaba bem

7 Julho, 2019

Há funções primordiais para o estado. Alguns, talvez induzidos em erro por romances esquisitos, acham que essas funções são óbvias idiotices sem qualquer interesse como não ser desviado para uma estrada onde se acaba a morrer intoxicado ou queimado, estragando assim estatísticas de progresso; outros, ainda, acham que é a providência de entretenimento aristocrático em cuecas para as televisões, como que mostrando que há um santo pénis real encolhido na volumetria oprimida das trusses passível de repovoar os cofres da segurança social do futuro. Todas estas pessoas estão erradas.

Como se viu na semana que passou, a função primordial do estado, aquilo que o monstro faz bem, é a construção de mercados para veganismo biológico – mas que caraças é uma cenoura não biológica, horda de imbecis? – e comercialização de djembes para tribalização rasta-etnográfica pelos palhaços de serviço que mostrem recusa de crises provocadas por cabrões que passam a vida a construir e a demolir as populanças dos contribuintes. Como se não bastasse o querido governo decidir que pessoas têm obrigação de abandonar casas que compraram por indemnização determinada por convenção em pestilento fraldário, decidiu também o querido governo sentir a dor lesa-pátria por pessoas do prédio Coutinho se tornarem surdas à flauta do palhaço de Hamelin destacado para o serviço. Uma sopeira organizou um cordão humano, a que vários camelos compareceram para, perante as televisões, passarem pelo buraco da agulha. Foi um sucesso para a sopeira, tendo imensos Facebook-likes já garantidos, assim como uma foto na Caras de Agosto ou da valente desgraçada que a pariu. Não tendo ainda o estado executado completamente com doloso zelo a sua magnânima função de besta, vem um tipo que se diz ser “ministro do ambiente” (cargo que tutela coisas espectaculares como o aterro da Cova da Beira) dizer que vai processar os moradores que subsistem no prédio Coutinho.

Tudo isto sem que ninguém tenha sido devidamente atado ao pelourinho. Tudo está bem quando acaba bem.

parabéns ao pedro arroja

5 Julho, 2019
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Ouvi, num noticiário da rádio, a notícia de que as crianças da secção oncológica do Hospital de São João abandonaram, hoje, os infames contentores onde estavam internadas, para serem colocadas numa ala desse hospital. É uma boa notícia, que certamente aliviará um pouco o sofrimento destas crianças e dos seus familiares, mas choca que quem gere o Hospital não se tenha lembrado disto mais cedo.

Neste momento, há que agradecer ao Pedro Arroja, que foi o grande responsável por esta decisão. A verdade, é que foi ele quem, há anos, alertou o país para este drama e, de então para cá, mexeu mundos e fundos para tentar mudar as coisas. Com sacrifício pessoal, como sei de conhecimento directo. O seu projecto de construção de um edifício exclusivo para estas crianças não foi avante, mas esta medida certamente que compensa, pelo menos por enquanto, esse adiamento. Parabéns, meu caro Pedro. Assim se demonstra que, por vezes, basta um homem de vontade indómita para mudar o que está mal no mundo.

incompreensível!

5 Julho, 2019
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AADRYl9.imgSua Excelência o Ex-Ministro da Defesa Azeredo Lopes está em estado de choque! Levou uma paulada do Ministério Público e – horror dos horrores! – foi constituído arguido! Tudo por causa de suspeitas de envolvimento no caso mais delirante e pythonesco da história, quantas vezes absurdamente caricata, do nosso regime, que são as «armas de Tancos». Sua Excelência considera «incompreensível» tal facto, que é, para ele, avassalador, tirânico e medonho, numa palavra que são duas, “socialmente destruidor”.

Ora, mesmo tendo em conta a habitual dificuldade de Sua Excelência em compreender as coisas, como, aliás, se viu muito bem pelo caso que agora o vitima e pelas grotescas declarações que então foi a propósito  prestando, não é motivo para tanto. Por mim, que lhe devo algumas boas gargalhadas pelas figuras que o vi fazer quando era ministro e tinha de tratar destas coisas transcendentes, acho que ele devia ser agraciado pela pátria pelos muitos favores que lhe fez, com uma dessas comendas que se dão aos Berardos e aos Varas, até se calhar as mesmas, já que estão de retorno a Belém. Mas vendo-o assim tão chateado, quero deixar-lhe uma palavra de ânimo: Senhor Ex-Ministro da Defesa, não leve estas coisas da justiça portuguesa tão a sério. Saberá V. Ex.ª quantos e quantos arguidos pululam pelas secretarias judiciais dos tribunais criminais do país? Quantos denunciados anonimamente o são? Quantos e quantos empresários o são também, por terem atrasado o pagamento dos seus impostos ao estado para salvar empresas e postos de trabalho? Preocupou-se, alguma vez, Vossa Excelência, com esta gente, de extração política e social certamente muito inferior à sua, é certo, mas, ainda assim, filhos do mesmo Deus e cidadãos do mesmo país? Duvido. Portanto, já que não cuidou do que devia, quando devia e podia, agora vai ter de aguentar. Verá, quando isto chegar ao fim, que o seu nome terá exactamente o mesmo valor público que tinha antes. Se isso é bom ou mau para si é que já não sei.