Marcelo: touradas e jogo de cintura


Do jornal regional “O Mirante” de 2015-02-11.
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Sua Santidade está pensar particularmente nos venezuelanos, certo?
Poesia dedicada a Manuel Alegre
Burros de carga
A propósito de touradas
este cartaz é fantástico

e a Hermínia sublime
O “Sol e Toiros” ainda acaba a ser exibido com bolinha
Tourada
Uma rematada pouca vergonha
Faena socialista

Já sabemos que António Costa é uma prostituta política, sempre pronto a contorcer princípios e a fazer malabarismos opinativos se isso lhe trouxer vantagem para a sua manutenção no poleiro e sobrevivência no poder.
Carlos César é um pau para toda a obra do líder do PS e um serventuário do caudilho. Alguém imagina que este desautorizasse ou sequer divergisse do discurso de Costa?
Vem isto a propósito da suposta polémica dentro do partido socialista sobre o IVA nas touradas que mais não é do que uma farsa, uma encenação. Na verdade do que se trata é de um arranjo entre os dois personagens para tentar não desagradar a ninguém, uma artimanha para salvar a face da ministra Graça, uma tramoia para amouchar o insuflado poeta Alegre e uma forma de se apresentarem ao povo em versão de dois heterónimos socialistas: Costa, o bom e civilizado. César, o mau e grosseiro. Mas no final do mise-en-scène o PS surge como a irmandade onde todos têm lugar.
Mesmo os incautos se aperceberiam facilmente que as características de bondade e civilidade acima referidas não têm relação harmoniosa com a personagem que se pretende descrever, embora os atributos imputados ao segundo caso não sejam desapropriados.
Todavia, quero prevenir os totalmente ingénuos de que tudo isto serve somente para desviar a atenção da realidade quotidiana do país. Os media empenhados ajudam a veicular para a opinião pública controvérsias imaginárias, deixando o máximo número possível de pessoas entretidas com histórias sobrenaturais e viagens a mundos paralelos.
Falem de touros. Mas burros os portugueses não são.
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E já lá vai o PAN a caminho do empalhamento ao lado dos dodós
Informa o site AbrilAbril: Dirigente do PAN envolvida em grupo paramilitar com ligações à extrema-direita
Ainda se fosse ligação à extrema-esquerda! Agora à extrema-direita!! Passando isto para linguagem animal alguém está a colocar as formigas-voto no carreiro e ai de quem pensar em desviar uma formiga-voto do seu destino. Daqui até às eleições vai ser um nunca acabar de ligações à extrema-direita entre os compagnos de esquerda.
O PCP está a tratar de fazer do PAN uma espécie extinta
A CGTP é o totoloto das empresas rodoviárias
15 de Novembro. Praça de Espanha. Princípio da tarde. Passam autocarros a caminho da manifestação da CGTP. Semi-vazios.
Podem chamar-me como vos originar maior proveito
Na igreja aqui da paróquia há um padre que todas as semanas se repete sobre a importância da comunidade. A igreja está aberta, não tem um daqueles cartazes sobre direito de admissão e muito menos um daqueles sobre não se vender fiado. Às vezes entro, desligo o telemóvel e sento-me a olhar para as figuras e para o altar, a pensar na vida e essas coisas que as pessoas fazem em silêncio. Antes de entrar tinha os ascultadores postos, como muitas outras pessoas da minha idade, que passam a pender no meu pescoço como outrora penderia um fio ornamentado com um crucifixo. Não são particularmente diferentes: ambos simbolizam a ligação a comunidades, agora a comunidade dos que escrevem canções para mim e para os meus, outrora aos que passaram mensagem semelhante sobre a condição humana. Talvez seja rezar, talvez não seja, o que é, seguramente, é um momento de alívio do ruído externo que impede ver a realidade com clareza. Deus é muito pouco mencionado na minha relação com Ele.
Estamos sozinhos no mundo. Nascemos e morremos sozinhos. Alguns procuram o alívio da solidão na tribo de lenhadores com barbas iguais, outros na família, outros ainda na comunidade paroquial e, principalmente os que mais conheço, em ideologias. Há uma imagem de João Baptista nesta igreja. Há outras no Facebook, nos partidos e nos jornais e blogues. Ao fim do dia, adormeço na mesma sozinho, independentemente da sorte de partilhar a cama com alguém. É por as coisas serem como são, pela condição solitária da existência humana em mundos que se encerram em cada indivíduo, que grupos normativos me incomodam cada vez mais. Se vos agrada, podereis chamar-me de conservador, de ultramontano, de socialista ou até de filho da puta. Só não me chamem de liberal, que isso é o que se denomina o João Miguel Tavares, e eu, com a consciência tranquila, posso afirmar que não vos fiz mal algum.
«ispetáculo»!
Afinal de contas, esse estrondoso sucesso que é a Web Summit tem uma conta para pagar. Eu pensava, que dado o estrondoso prestígio da coisa, ela não só se pagaria a si mesma, como nos traria um lucro financeiro colossal. Ora, as notícias que por aí foram plantadas na semana passada sobre os enormes ganhos que o faraónico certame de vaidades trará à pátria, tinham alguma coisa de apocalíptico: na verdade, anunciavam, veladamente, uma continha anual de pelo menos 11 milhões de euros, que se terão de entregar, durante dez anos, às mãos ansiosas do sorridente sujeito que organiza a coisa. Como o Dr. Costa não brinca em serviço quando se trata de promover a sua augusta figura, já mandou dizer, também pelos jornais do regime, que podemos todos dormir em paz, porque a singela conta será paga com «fundos europeus». O prestígio enorme de tudo isto, que faz babar de inveja as bocas abertas de filandeses, suecos, dinamarqueses, e de outros povos que nos ajudarão a pagar a festa só pelo orgulho de o fazerem, será suficiente para que o arrojado Costa se disponha a assinar os contratos e os cheques que forem precisos. Até porque, se eles nos fizerem um manguito, sempre cá temos à mão os papalvos dos contribuintes. Eles já estão habituados.

AVISO: tourear permanentemente os princípios pode prejudicar gravemente a sua saúde

terrorismo
Foram detê-lo a casa, numa tarde de domingo, para ir depor num inquérito a que ele mesmo voluntariamente se apresentara duas semanas antes. Nessa noite já dormiu em instalações prisionais, com os movimentos e a sua liberdade toldados. Na segunda-feira não foi ouvido. Na terça também não: havia uma greve, e entre o direito à greve e à liberdade a nossa Constituição opta pelo primeiro. Começou na quarta, já com três noites de calabouço. Desconhece-se quando terminará de ser ouvido: é que o inquérito é de «especial complexidade»… Durante esses dias entraram-lhe casa dentro e fizeram «buscas»! Levaram-lhe papéis, como se fosse concebível que alguém mantivesse em sua casa provas que o incriminassem, meses passados sobre os factos de que é suspeito. Apreenderam-lhe o computador da filha menor, onde certamente terá escondido os planos diabólicos desse negro dias que foi o atentado terrorista de Alcochete. Acusam-no, agora que está detido há dias, de cinquenta e tal crimes, sendo um deles, precisamente, o de «terrorismo». Parece que o homem faltou gravemente ao respeito a algumas personalidades. Pessoas de grande seriedade, e isso, em Portugal, é crime sem remissão. Mas, por mim, quanto ao «terrorismo», a haver crime só se for de estado.
O que sabes tu, Jerónimo?
Reformas e pensões: um chorrilho de mentiras
: «Só há duas coisas certas a respeito das pensões em Portugal: uma é a constante preocupação do actual governo com a necessidade política – tanto mais urgente quanto as eleições se aproximam – de garantir algum tipo de aumento ao eleitorado dos vários tipos de pensionistas; a outra, pretensamente legitimadora da primeira, é esconder a impossibilidade de manter a médio-longo prazo o actual sistema de pensões, anunciando dia-sim dia-não aumentos que, em muitos casos, nunca virão a ter lugar, pois não haverá dinheiro para tal, ao mesmo tempo que prolonga no papel a data da reforma mas depois não a aplica!»
As pessoas não são propriedade do Estado
Há que prestar muito mais atenção a esra conversa fofinha em torno dos “cuidadores informais”: “Estima-se que em Portugal haverá 827 mil pessoas que dependem de cuidadores informais, na esmagadora maioria mulheres. De acordo com dados de um estudo pedido pelo governo, o valor económico das horas de trabalho despendidas por estes cuidadores ascende aos 333 milhões de euros mensais.”
Em primeiro lugar há que ter em conta que a responsabilidade pelos mais velhos tal como pelas crianças é das famílias e não do Estado. Paulatinamente tem vindo a ser instilada na sociedade a ideia de que alguém que não os familiares deve cuidar dos mais velhos e dos dependentes. Parece-me óbvio que estas pessoas que não são uns estranhos a quem acontece uma desdita qualquer mas sim todos nós porque todos nós (a não ser que nos tenha acontecido uma enorme tragédia familiar) temos pai, mãe, tios … e todos nós envelheceremos logo todos seremos confrontados com a necessidade de cuidar de alguém e de sermos cuidados por alguém. É também óbvio que esse cuidar se prolonga cada vez mais no tempo. E basta ter cuidado de uma pessoa para perceber que não existem soluções perfeitas, receitas padrão ou medidas mágicas.
Mais trabalho, mais responsabilidade e mais despesa é o que acontece quando se tem de cuidar de alguém. É certamente importante que se flexibilizem horários de trabalho, que existam estruturas de apoio e flexibilidade na forma como esses apoios são administrados, que sejam atribuídos apoios financeiros, que se acabe com a penalização fiscal de quem cuida dos seus familiares em casa, que a alternativa não seja apenas o lar ou ficar sozinho em casa … Agora transformar os dependenetes propriedade do estado e os familiares que cuidam deles em funcionários é que não.
E o Óscar de Melhor Argumento Original vai para… João Salaviza

Habituados que estamos, historicamente, a que a verdade domine a política e caracterize os políticos, é natural esta surpresa generalizada diante do mundo novo das fake news. É certo que os investigadores nos falam, a propósito da Batalha de Kadesh, de uma gigantesca campanha de mentiras orquestrada a partir da cúpula do poder imperial de Ramsés II (obrigado, Yul Brynner): o faraó egípcio, nesse célebre episódio, mandou inscrever nas pedras das mais imponentes construções da época o relato da sua gloriosa e retumbante vitória contra os Hititas, algo que seria bastante justo caso tivesse de facto vencido, o que não aconteceu. Mas isso foi no séc. XIII antes de Cristo, não sendo por isso minimamente representativo da honestidade que os políticos cultivaram durante os 3290 anos que se interpuseram entre as aldrabices de Ramsés o Grande e as aldrabices de Donald Trump.
Embora haja neste momento um enorme pessimismo sobre a eficácia do combate às notícias falsas, eu confio na resolução do problema. E fui invadido por essa confiança quando li o texto que o realizador João Salaviza escreveu no jornal Público, relativo às presidenciais brasileiras, no qual lamentava a propagação de mentiras durante a campanha eleitoral. Quando um especialista em difundir patranhas se vira contra a difusão de patranhas, só podemos ter esperança de que todos os outros façam o mesmo e o fenómeno se extinga.
Recordemos, para contextualizar a conversão do cineasta, um episódio relativamente recente: há cerca de meio ano, comentando o filme que rodou no Aleixo, o autor desabafou sobre o pesadelo que representa ainda hoje a sinistra comemoração de Rui Rio, que se pôs a brindar com champanhe durante a demolição das torres do bairro portuense. Salaviza olha para essas imagens e considera-as tenebrosas e traumáticas, o que seria uma opinião perfeitamente legítima não fosse o caso de elas não existirem! Sabemos bem que os artistas têm uma sensibilidade especial para analisar os acontecimentos, mas os dotes artísticos de Salaviza são tão extraordinários que essa sensibilidade se manifesta até na análise do que nunca aconteceu. Se fosse um vulgar cidadão a imaginar coisas destas, teríamos de lhe dar medicação; sendo um realizador de cinema, merece que lhe seja dada a Palma de Ouro.
O meu optimismo é ainda reforçado pelo circuito que a ficção de Salaviza percorreu à época e as mudanças que entretanto ocorreram: o desabafo do cineasta foi divulgado pelo Diário de Notícias, que se transformou desde essa altura no órgão oficial do combate à mentira, e foi amplamente multiplicado pelo Bloco de Esquerda, partido que encabeça actualmente a frente política contras as fake news. O deputado José Soeiro, por exemplo, chamou canalha a Rui Rio por causa do champanhe e disse que não era capaz de esquecer aquelas imagens. A minha sugestão, para ver se ainda vai a tempo de passar por artista, é que José Soeiro pegue rapidamente numa lata de spray e faça um rabisco qualquer numa parede da cidade. Se com essa manobra conseguir escapar aos psicofármacos, merece, sem dúvida, um grande brinde.
Hoje chamam-lhe “Fake News” porque dá estilo falar americanizado. Dantes eram designados apenas por boatos, a arte de descredibilizar e atacar o adversário, mais antiga do mundo. Lembrou Carlos Abreu Amorim no facebook, e muito bem, que “a melhor e mais proveitosa “fake news” aconteceu em 1383, quando “O Mestre de Avis e amigos foram ao Paço matar o Conde de Andeiro e puseram os pajens e o cúmplice Álvaro Pais a gritar pelas ruas de Lisboa:
– “Todos ao Paço que matam o Mestre! Venham que matam o Mestre que é filho de El-Rei D. Pedro!” Ou seja, o futuro D. João I e os seus, foram matar um inimigo político e, à cautela, puseram o povo em armas em frente ao Paço, já quase a arrombar as portas, porque espalharam a “fake news” de que eram eles que estavam prestes a ser assassinados”. Onde está a novidade que tanto agita hoje governo e comunicação social? Simples: é que hoje as falsas notícias já não são controladas por eles.
A arte de manipular é antiga. Mas foi com a imprensa que ela se tornou mais eficaz. Se um boato lançado boca a boca já corre várias cidades, um boato escrito na imprensa, faz uma volta ao mundo. Por isso Gramsci, depois de ver fracassado o marxismo da luta de classes pelo proletariado, virou-se brilhantemente para a “revolução” através das letras tendo dito: “Não tomem os quartéis, tomem as escolas e universidades; não ataquem blindados, ataquem ideias”. E ainda: “Os jornais são aparelhos ideológicos cuja função é transformar uma verdade de classe num senso comum, assimilado pelas demais classes como verdade colectiva – isto é, exerce o papel cultural de propagador de ideologia. Ela embute uma ética, mas também a ética não é inocente: ela é uma ética de classe”. Foi o marxismo cultural que ideologicamente deu o mote para transformar nossa sociedade numa incubadora de falsas verdades para desconstruir valores, conceitos e culturas. Criar um pensamento único em que a verdade é somente aquela que eles defendem e mais nenhuma.
Com este princípio posto em acção, silenciosamente, durante décadas, as sociedades sem se darem conta, foram sendo doutrinadas por um batalhão de gente que controla os meios de difusão das letras sob o batuque dos políticos que assim que se apoderam do poder, tudo fazem para controlar a notícia e a História a seu favor. Uns de forma subtil outros completamente à descarada como foi o caso em Portugal de Sócrates que queria comprar a TVI para a silenciar e manipular a informação.
Por isso, muito antes das redes socais sequer serem sonhadas por “Zuckerbergs”, já se ensinava falsamente nas escolas e universidades, entre tantas outras coisas: que o 25 Abril foi uma luta pela liberdade quando na realidade aconteceu – dito pelo próprio Otelo Saraiva de Carvalho – pelo cansaço pela guerra colonial e por razões corporativistas quando os militares de carreira se viram ultrapassados nas promoções por antigos milicianos; que Che Guevara foi um herói da democracia e liberdade quando na verdade foi um assassino em massa, racista e homofóbico que queria impor uma ditadura; que o socialismo não é marxismo quando este deriva dessa ideologia; que o fascismo é de direita quando este é uma ideologia revisionista do marxismo; que a ideologia de esquerda é quem se preocupa com os pobres quando na verdade é a que mais pobres e dependentes cria; que os países comunistas/socialistas não fracassaram apenas não aplicaram o verdadeiro socialismo.
A chegada das redes socais não veio piorar esta situação já existente. Na verdade veio trazer mais transparência e escrutínio às falsas notícias e à doutrinação. Porque ao retirar o poder de controlo aos média e políticos, estes deixaram de ter influência absoluta sobre o que se escreve. O pensamento passou a ser mais livre, mais exposto, aberto a todo o cidadão, ligado mundialmente, que analisa por si, questiona, interroga e faz contraditório. Nas redes, uma mentira não atravessa décadas como no passado. Bastam dias para que uma falsa notícia seja desmascarada por milhões de pessoas nas redes, desacreditando o órgão ou pessoa que a lançou. E é aqui que reside o medo dos governos, dos partidos e da comunicação social que vive acoplada a eles. Porque hoje, são as redes o crivo e não os jornalistas. São elas que detectam a falsidade e arrasam quem as cria.
O Governo fingindo-se AGORA preocupado com esta problemática, ironicamente criada também por ele – são os maiores difusores de “fake news” na rede – diz querer legislar. Mas na verdade quer limitar a liberdade de expressão. Quer ter de novo o poder absoluto sobre tudo o que é divulgado. Porque sabe que sem isso: não pode dizer que o país está melhor que nunca sem ser desmentido com números reais na rede; que o OE2019 é um bom orçamento sem ser acusado de embuste; que o rendimento das famílias aumentou sem ser desacreditado por cidadãos atentos que provam que com os aumentos escandalosos dos impostos indirectos, perderam mais que ganharam. O governo quer o monopólio das “fake news”. Quer mentir à vontade sem contraditório. Essa é que é a verdade.
A melhor forma de nos defender das notícias encomendadas, é ter a verdade sempre do nosso lado. Só assim não nos contradizemos, não nos engasgamos com argumentos esfarrapados. A rede pela sua imensidão, regula-se a ela própria, denunciando em poucas horas, a mentira. A verdadeira democracia é assim.
Legislar é só uma forma encapuzada de ditadura ao pensamento livre. Um “lápis azul” mais azul que no passado, sob a falsa pretensão de defesa por uma sociedade mais livre e democrática. Já conhecemos esse filme ainda em exibição perto de nós, e chama-se Venezuela.
E se…
o dr. Rui Rio tiver simplesmente ensandecido?
pela madeira dentro
Nascidos numa civilização, morreremos numa tribo?
Canção de intervenção
uma casa de passe

A deputada do PSD Emília Cerqueira comunicou ao mundo que foi ela quem, “por lapso”, marcou as duas presenças ao também deputado do PSD José Silvano, em dias em que o ilustre representante da nação se encontrava noutras paragens. E explicou que o “lapso” se tinha ficado a dever ao facto de ela ter a palavra-passe com que Silvano entra no seu domínio informático de deputado, partilhando com ele ficheiros, documentos e outras coisas mais. Tal prática – ter a palavra-passe de outros deputados – é corrente nessa honorável casa, segundo afirmou. Ela mesma a tem de outros colegas, como muitos outros o fazem, estranhando, agora, o alarido de autênticas “virgens ofendidas” sobre um assunto “onde não há virgens”, concluiu.
Moral da história: a nossa Assembleia da República é uma casa de passe. Não é que já não se suspeitasse, mas agora tem-se a certeza.
Quando os empresários vivem bem com os impostos
No seu artigo de hoje, Manuel Pinheiro diz-nos que as associações empresariais parecem viver bem com os impostos que temos.
Cito-o:
os cervejeiros reclamam porque o vinho paga poucos impostos, os fabricantes de bebidas açucaradas querem que se aumente os impostos sobre as bebidas com mais açúcar, a associação do sector automóvel está agradada com o Governo e com a neutralidade fiscal. Já as gasolineiras o que pedem é estabilidade fiscal
O texto completo pode ser lido aqui.
É por estas e por outras que as políticas públicas não devem ser amigas das empresas, mas sim dos indivíduos e consumidores.
Cristalino
Quarta-feira, 7 de Novembro. Reúne-se na Assembleia da República a Comissão Eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas. Agenda de trabalho: criação de um Código de Conduta para os Deputados.
Entra na sala o deputado José Silvano. Assina a folha de presenças. Torna a sair sem nunca mais voltar.
Chamemos os bois pelos nomes: querem instituir a censura?
DN: “Ferro Rodrigues actuou junto da ERC por sugestão de Catarina Martins (BE).
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social vai analisar pela primeira vez, de forma sistematizada e global, o problema da desinformação online (fake news). Vai fazê-lo a pedido do presidente da Assembleia da República, que por sua vez actuou na sequência de uma conversa com a deputada líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins – que recentemente foi alvo de uma campanha de notícias falsas.
PORTANTO CATARINA MARTINS FOI ALVO DE UMA NOTÍCIA FALSA E O PARLAMENTO VAI TER DE LEGISLAR SOBRE O ASSUNTO. HÁ ANOS QUE ESTA MULHER CHAMA TUDO A TODOS E AGORA ENTRA A PÁTRIA NUM FANICO PORQUE DONA CATARINA FOI ALVO DE UMA NOTÍCIA FALSA. ESTÃO A GOZAR, NÃO ESTÃO?
»O assunto já está a preocupar os políticos e foi discutido na última conferência de líderes, terça-feira.»
QUAL ASSUNTO: O FACTO DE CATARINA MARTINS TER SIDO OBJECTO DE UMA NOTÍCIA FALSA?
(…) O que está em causa é legislar – afinal é do Parlamento que se trata e é para isso que serve. A temática do combate às fake news tem sido sobretudo dinamizado pela esquerda, tanto em Portugal como pelo mundo fora. À direita o tom geral tem sido de desdramatização do problema. Na Assembleia da República, um deputado do PS, José Magalhães – o maior especialista do hemiciclo em questões cibernéticas, há décadas – já sugeriu à comissão parlamentar de Cultura que se inicie no Parlamento um debate sobre o assunto. As fake news, disse, merecem dos deputados portugueses “mais atenção”. (…) Segundo contou ao DN, quanto a fake news tudo o que existe na UE é um gabinete com 13 pessoas e um orçamento de um milhão de euros/ano que deteta falsas notícias e as desmente. Mas “tem um fraco impacto porque a mentira circula melhor do que a verdade”. Também há um Código de Conduta, “ineficaz”, como o são quase todos os documentos de mera recomendação.
DEIXEMOS-NOS DE CONVERSA REDONDA: O SENHOR DEPUTADO PROPÕE EXACTAMENTE O QUÊ? PARA FUNCIONAR COMO? QUANTO AO MILHÃO DE EUROS E TREZE FUNCIONÁRIOS DÁ PARA MUITO SE OS FUNCIONÁRIOS TRABALHAREM
Entre as “ferramentas digitais” em relações às quais o deputado acha que a UE tem sido soft, o deputado do PS dá “destaque” às que “permitem municiar com dados falsos grupos fechados de utilizadores” [a prática atribuída a Bolsonaro no Brasil, através do WhatsApp]. Portanto, “a lentidão e carácter leve do processo contrasta com a velocidade e gravidade do fenómeno”
SE A IDEIA É PUNIR E IMPEDIR “municiar com dados falsos grupos fechados de utilizadores” PODE O SENHOR DEPUTADO COMEÇAR POR LEGISLAR SOBRE AS EDIÇÕES AVANTE QUE HÁ ANOS MUNICIAM COM DADOS FALSOS OS COMUNISTAS. PROMETENDO UMA SOCIEDADE PERFEITA QUE SEMPRE QUE TENTADA ACABOU EM DITADURA E FOME E GARANTIDO QUE OS POVOS DOS PAÍSES CAPITALISTAS VIVEM NA MIŚERIA E NA OPRESSÃO.
Da parolice…
quando a classe média, não percebendo o seu lugar, se imagina como sendo mais do que é… em Inglês, é um ‘wanna be’; em Português, é o Rui Rio a responder aos jornalistas em Alemão…
09 de Novembro de 1989
O acontecimento da história mundial que vivi mais fascinantemente memorável.
Recordar a euforia e felicidade com que milhares de pessoas reconquistavam a sua liberdade individual ainda hoje arrepia ao ver rever as imagens quem como eu tinha 15 anos de idade nesse dia.
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De muito já se viu neste velho reino…
Inquirido sobre um caso que mina a credibilidade do seu partido e também a sua liderança Rui Rio respondeu em alemão. Ou melhor em alemão disse que nada dizia. Proponho que as próximas declarações do actual líder do PSD sejam transpostas em linguagem gestual. Depois em chinês. Em seguida em sinais de fumo. Tb pode explorar a linguagem dos cliques. Dos tambores. Campainhas. Gongos…. Português que se perceba é que não.
Évora, a sul do Sado
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca avançou que o Museu Regional de Évora “passará a ser Nacional já em Janeiro, com um novo projeto museológico e maior capacidade de atração”. Assim, diz a Ministra, este museu, instalado no antigo Paço Episcopal, junto à Sé, no centro histórico da cidade Património da UNESCO, frente ao Templo Romano, vai tornar-se “no primeiro Museu Nacional a Sul do Sado”.

Esta semana, um texto diferente num sítio diferente…
A questão não está na legalidade. Está na dignidade.
A questão não está na legalidade. Está na dignidade. O regulamento não especifica pintura de unhas tal como provavelmente não referirá fazer crochet, escovar o cabelo ou passajar meias. Procurar apresentar o caso em questão como um excesso de reacção- explosão em fúria – a um comportamento invulgar (pintar as unhas durante um debate parlamentar) é o que se chama enviesamento.
Os meus dois centavos…
Para bom entendedor…

Lubrificando Autómatos Comunistas
Hás-de ser doutor, meu filho! Nós, lá no partido dos intelectuais, onde defendemos a igualdade entre camponeses, operários e professores universitários, sabemos que vai demorar até a revolução estar concluída. É um processo diário, que leva tempo! E tu, meu rebento, tu serás doutor e poderás denunciar da tua posição de autoridade todos esses fáxistas. Vais ser tu quem vai denunciar a retrógrada instituição do casamento, um vício burguês que oprime o Homem com noções de fidelidade e sustento nuclear que são da responsabilidade do Estado (ou o seu contrário, se na altura nos der jeito). Vais ser tu quem vai denunciar o aborto, essa prática egoísta que impede a força de trabalho para o Estado e sacrifica a própria nação reduzindo as magnânimas estruturas de defesa a carne para canhão (ou o seu contrário, se na altura nos der jeito). Vais ser tu que vais denunciar essa paneleiragem, os que não se conformam com o papel de rodas dentadas da sociedade perfeita, os marginais poetas que nem conseguem gerar força de trabalho futura e os que o camarada Che soube, com muita classe, fuzilar (ou o seu contrário, se na altura der jeito). Juntos seremos muitos! Invencíveis! Serás tu, meu discípulo e fiel revolucionário ao serviço do povo deste grande Estado, que alcançarás a fama ao defenderes a uma geringonça, onde não falta coerência revolucionária – incluindo a tua – para acusares os outros de incoerência histórica. E vais ser lido por milhares e milhares de pessoas como tu, das que viverão na esperança de construir o Homem Novo à revelia desta merda de país que continua a ir à missa em vez de ir construir a igualdade através da denúncia que fará de ti um bufo dos bons, dos que colocam o Partido acima de tudo, incluindo da tua dignidade.
Tenho tantos planos para ti. Não me desapontes.
Outro exemplo da imprensa de referência em matéria de fake news
28 de Setembro de 2013, véspera de eleições autárquicas


