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Pensamento mágico

23 Junho, 2012

Não vejo nada mais parecido com aqueles anúncios a uns morangueiros que crescem sem parar que enxameiam algumas publicações gratuitas do que estes anúncios de milhões de euros lançados sobre a UE:

Vêm aí muitos milhões de euros para transformar a Europa

Europa prepara 130 mil milhões para “estímulos”

Europa prepara 130 mil milhões para “medidas de estímulo ao crescimento”

(…)

Ps. Como a factura ainda há-de chegar na nossa vida convirá desde já saber donde vem o dinheiro e quem o vai pagar.

Notícias das terras esquecidas

23 Junho, 2012

Deve ser quase impossível perceber o que está a acontecer no Paraguai dado o particular enviesamento da imprensa europeia. Lugo foi destituído. Porquê? Não certamente por a sua prole continuar a aumentar. Afinal e passada a euforia com a eleição em 2008 do «“Bispo vermelho” decreta o fim “do Paraguai corrupto”»  Lugo só era notícia porque se descobria que tinha mais um filho. Digamos que a sua vida  pessoal era mais ou menos como a daquele outro bem mais mediático bispo que se anda a banhar nas águas nao sei donde mas bem menos comentada ou então comentada de forma simpática: Religião “Bispo vermelho”reconhece o filho . Mas voltemos à destituição de Lugo. O que aconteceu no Paraguai que levou a isto? Que notícias tivemos disto: Paraguai procura vítimas e responsáveis por massacre em fazenda ?

A tribo das causas urgentes está agora centrada na Síria onde repete o livro de estilo da Egipto e da Líbia – um governo muito mau massacra opositores românticos – e nas dificuldades que atravessa a Grécia fazendo uma cobertura xenófoba, populista e vergonhosa do jogo Grécia- Alemanha. Agora que Lugo foi destituído pelo parlamento do Paraguai talvez se interessem um pouco mais por aquilo que tem sucedido naquele país. Provavelmente vão redescobrir o caso das Honduras – já se esqueceram dos manifestantes pró-Zelaya ? – e descobrir que a vida no Paraguai continuou depois deles terem deixado de olhar para aquele país, felizes e contentes pela eleição do “bispo vermelho”.

 

 

Carga fiscal efectiva desceu

23 Junho, 2012

De acordo com o último Boletim de Execução Orçamental a carga fiscal efectiva do Estado sobre a Sociedade Civil desceu 3,5%. Entre Janeiro e Maior de 2011 a Sociedade Civil pagou ao Estado 13 577 milhões de euros. Este ano, no mesmo período, a Sociedade Civil pagou ao Estado 13 097 milhões de euros. Uma vez que temos indicações que o PIB caiu menos de 3,5%, a conclusão que se tira é que muito provavelmente a Sociedade Civil reteve este ano uma fracção maior dos recursos que produziu.

Aviso dos alemães aos gregos

22 Junho, 2012
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Vocês já são crescidinhos, mas comportam-se como catraios embirrentos e mimados, sempre com tropelias a provocarem estragos e despesas crescentes à família, julgando que ficarão eternamente impunes. Portem-se bem, ou volta a sair chibatada, mas para a próxima será a sério e a doer!

Quem andou os últimos dias a simbolizar na bola raivas, frustrações e pressão política, tem de aceitar como válida esta interpretação.

Eu não quero viver à custa dos alemães. Vocês querem?

22 Junho, 2012
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Esta foi a pergunta que fiz hoje no Público:

Cada doente tratado num hospital da zona de Lisboa custa ao Estado – ou seja, a todos nós – sensivelmente mais 50 por cento do que custaria se fosse tratado num hospital do Grande Porto. Que se saiba, não se é melhor tratado na capital do que na Invicta, mas isso não impede que os custos por doente e por acto médico de dois hospitais muito semelhantes, até fisicamente – o Santa Maria em Lisboa e o São João no Porto -, sejam substancialmente diferentes. Isto não acontece porque nos hospitais do Porto estão uns génios da gestão e nos de Lisboa gente desqualificada. Isto sucede sobretudo por causa de decisões políticas tomadas ao longo das últimas décadas que resultaram numa estrutura hospitalar muito mais ineficiente e cara em Lisboa.

Basta pensar no seguinte. Até há sensivelmente 20 anos todos os doentes da Grande Lisboa e uma boa parte dos do Sul do país convergiam para os hospitais da capital. Nestas duas décadas abriram em redor da capital os hospitais de Almada (Garcia da Horta), Amadora-Sintra, Cascais e Loures, e deverá abrir em breve o de Vila Franca de Xira. Isto sem contar com o Hospital do Barreiro, inaugurado um pouco antes, em 1985. A abertura destas novas unidades hospitalares correspondeu à perda de população do concelho de Lisboa e ao aumento do número de habitantes nos concelhos limítrofes, o que significa que teve toda a lógica. Perguntar-se-á agora: tendo aberto todos estes novos hospitais, quantos fecharam em Lisboa? Apenas um, o do Desterro. Era interessante perceber em detalhe por que é que isto sucedeu, mas a actual discussão em torno do futuro da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) dá-nos algumas pistas.

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22 Junho, 2012
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Hoje, às 21.30h, estarei no ‘Cara a Cara’ com Ana Gomes, no “Política Mesmo”, na TVI24.

Novas pontes entre nós…

22 Junho, 2012
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Luís Filipe Menezes é o exemplo de que com imaginação política e um imprescindível plano financeiro sustentável, as boas ideias podem brotar e ser realidade mesmo em tempos de aflição financeira. Em triste contrate com um Porto abúlico, politicamente avelhentado e volitivamente inexistente.

É só fazer as contas…

22 Junho, 2012

Passo Coelho comunicou no Parlamento a intenção de reduzir em 30% as rendas das parcerias público-privadas. Como o custo destas nos próximos anos é de 40 mil milhões de euros, esperava-se que Passos Coelho anunciasse uma poupança de 12 mil milhões de euros, que são os referidos 30%. Mas não, afinal referiu-se apenas a 4 mil milhões de euros, uns míseros 10%. Ler mais…

Já vimos este filme

22 Junho, 2012
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Pedido de resgate espanhol iminente…

redistribuição

21 Junho, 2012
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Sempre com os mais nobres objectivos, invariavelmente com resultados bastante mais prosaicos…

Os homens não têm relações?

21 Junho, 2012

Relvas ameaçou Maria José Oliveira com a revelação da sua relação com alguém da oposição.

Raquel Alexandra é questionada na sua isenção por causa da sua relação com Relvas.

Aqueles que se indignaram com a ameça da revelação da relação feita por Relvas a Maria José Oiveira não acham estranho espalhar aos quatro ventos a relação de Raquel Alexandra com Relvas e tal como ele duvidam da isenção de uma jornalista  para fazer o seu trabalho  por causa das relações que mantêm.

Moral da história:

I) Os homens não têm relações porque nunca se coloca a sua isenção em causa por via das relações que mantêm ou mantiveram

II) Relvas tem uma larga corte de seguidores que ao contrário dele nem sequer ameaçam ou pedem desculpa: passam logo à acção.

Mistérios de Lisboa

21 Junho, 2012

«O metro de Lisboa chega no mês que vem ao aeroporto. Os 3,3 quilómetros de linha entre a estação do Oriente e a Portela demoraram cinco anos e meio a construir – o que equivale a um avanço de 2,41 metros por cada dia útil. Segundo o vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, parte do atraso no processo relaciona-se com o facto de o projecto não incluir escadas rolantes no último lanço de ligação à gare aeroportuária, mas apenas um elevador e escadas.» PÚBLICO. Depois de um cemitério construído em terrenos que não decompõem corpos só nos faltava um acesso metro-aeroporto sem escada rolante.

Ah, mas são verdes!…

21 Junho, 2012
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A velha rábula da raposa e das uvas (que aquela não conseguia alcançar), veio-me à memória, ao ler estes títulos sobre a “inutilidade da ERC“.

Rigorosamente, não sei se a dita Entidade Reguladora será útil ou inútil. Não sei – nem discuto, agora – se essa (i)nutilidade já lhe seria , ou não,  atribuida, antes. Agora, o que me parece muito pouco consistente é a crítica à sua alegada inutilidade, feita por quem era parte interessada , sobretudo, agora, quer dizer, depois de, sobre o caso, a ERC se ter pronunciado….

Se a alegação da referida inutilidade tivesse sido assumida, desde logo,  antes da decisão, ainda vá que não vá. Agora, fica-nos sempre a ideia de que para a Directora do Público , a ERC só é inutil porque a sua decisão não tomou partido contra o Ministro!

empirismo e autoridade

19 Junho, 2012
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A Priscila Rêgo, co-autora de um blog humildemente designado “A Douta Ignorância”, incomodou-se fortemente com o tom e o conteúdo de alguns dos meus posts, que, segundo ela mesmo confessa, lhe provocaram “urticária”. Longe de pretender exercer esse ou qualquer outro efeito epidérmico sobre a Priscila Rêgo, dediquei-me a ler, atentamente, as considerações que ela me dirigiu sobre os textos que lhe provocaram tamanhas sensações cutâneas. Concluí que o ponto forte do seu argumento, fundado sobre uma “investigação empírica de quem sabe” (a conjugação do empirismo com o argumento da “autoridade” dá, em economia, pano para mangas…) é o de que “Impostos mais altos não tornam os ricos substancialmente mais indolentes”. Ora, como eu não sou rico, nem a tanto aspiro, não lhe sei dizer se esta asserção é verdadeira ou falsa. Mas sempre lhe posso adiantar que o argumento (empírico e de autoridade) de que os impostos altos destroem a riqueza, não deve ser confundido com esse outro, que ela utilizou, de que os impostos altos sobre os rendimentos altos não destroem a riqueza. São coisas diferentes, como todos os portugueses, ricos ou pobres, bem sabem, por experiência empírica própria. O ponto é, então, o seguinte: os impostos, altos ou baixos, sobre rendimentos baixos, médios ou altos, destroem riqueza. A riqueza de quem a gerou e a quem ela pertence por aquele direito que decorre do trabalho honrado, e que certamente lhe daria um destino pelo menos tão proveitoso quanto aquele que permitiu a sua criação, mas que se viu privado dela e de o fazer, em nome de um destino e de finalidades determinadas por quem nada fez para dela usufruir. Mas isto é, obviamente, “propaganda do Instituto Mises”, que desmerece qualquer abordagem mais cansativa por parte da Priscila Rêgo que não seja a invocação do argumento da autoridade e do empirismo alheios. Talvez os trabalhos de Mises, o propriamente dito, lhe merecessem outro tipo de considerações e cuidados. Isto se, obviamente, a Priscila Rêgo se desse ao trabalho de os ler.

Apetece-me algo. Uma revolução, sei lá. Qualquer coisa para quebrar o fastio da modorra burguesa.

19 Junho, 2012

«Louçã: “Portugal precisa de se revoltar”»

Obs. A propósito do efeito contra-revolucionário do estado social falei ontem na TVI

mais uma das coisas que «só o estado pode garantir»

19 Junho, 2012
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Entretido a gerar riqueza e prosperidade com o dinheiro dos contribuintes, o estado português tem-se descuidado ligeiramente no cumprimento das suas funções ditas originárias. A ver: «número de seguranças privados já supera o de agentes policiais». Ora, se a iniciativa privada já cumpre melhor aquela que é a primeira justificação da existência do estado – a segurança dos cidadãos – por que não o poderá fazer com todas as outras? Ou será preciso aumentar ainda mais os impostos para que os cidadãos portugueses se sintam seguros pelo estado? É evidente, que há nesta última hipótese um certo contra-senso, pois é sempre difícil esperar protecção de quem nos arranca a carteira do bolso…

que tretas!

18 Junho, 2012
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Escreveu, em tempos, o meu querido amigo Professor José Manuel Moreira que “a tributação talvez seja o preço que pagamos pelo fracasso da civilização, dado que os impostos representam a força. Quanto mais elevado o nível dos impostos, maior o nosso fracasso em criar uma sociedade voluntária”. Tinha e tem, infelizmente, toda a razão, como podemos facilmente depreender pelo que nos tem vindo a acontecer nos últimos anos, em Portugal.

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Vem isto a propósito de um texto, cheio de afirmações e desprovido de quaisquer demonstrações, com o qual o Ludwig Krippahl comentou o meu post “economia capitalista e “economia” parasitária”, ao qual passo, por minha vez, a responder.

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Títulos de segunda-feira

18 Junho, 2012
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O descalabro segue sem Alexis Tsipras

Tradução: estou inconsolável

Louçã: “Portugal precisa de se revoltar”

Tradução: agora que o Syriza não ganhou, dêem lá um votinho ao Bloco. E também estou inconsolável.

Maioria absoluta do PS travou entrada de Marine Le Pen no Parlamento francês

Tradução: gostava que fosse verdade, mas foi só coincidência. Marine Le Pen não entrou por menos de 200 votos na sua circunscrição, mas isso nada teve a ver com os resultados do PS francês nas outras circunscrições. O título é tão verdadeiro como esta alternativa: Maioria absoluta do PS travou entrada de Ségolène Royal no Parlamento francês. Só que este era menos sexy. 

UE e ambientalistas criticam “falta de ambição” do novo texto na Rio+20

Tradução: a UE acha que aindanão tem problemas económicos suficientes

Espanha exige firmeza contra pressão dos mercados

Tradução: salvem-me, que estou aflito. A culpa é dos mercados, não da bolha imobiliária e dos buracos bancários que as autonomias alimentaram. 

Fotoprotesto contra exames nacionais vai estender-se a todo o país

Tradução: somos só duas, temos dois baldes de cola, só nos manifestámos no Porto, mas temos esperança. A jornalista também.

Syriza e a quebra do contrato social

18 Junho, 2012

Na Grécia, os jovens tendem a votar sobretudo no Syriza, a maior parte dos velhos preferem a Nova Democracia. O Daniel Oliveira vê esta divisão como um sinal de esperança no futuro da Grécia. Na verdade é um sinal de rompimento do contrato social. O Syriza oferece aos jovens a possibilidade de se realizarem 3 quebras de compromissos: com os credores, com os funcionários públicos e com os reformados. Os jovens são quem mais tem a ganhar com cada uma destas quebras de compromisso. O Syriza tem ainda a vantagem de oferecer uma quebra do contrato social em nome de grandes princípios solidariedade e humanidade, mas no fundo do que se trata aqui é de ir à reforma da avó.

Políticas de crescimento com efeito imediato para as quais já demos o nosso luso contributo

18 Junho, 2012

«Hollande propõe medidas de crescimento avaliadas em 120 mil milhões. François Hollande propôs esta semana aos chefes de Estado europeus, antes da cimeira em Bruxelas dos dias 28 e 29, medidas de crescimento “com efeito imediato” avaliadas em 120 mil milhões de euros, revela hoje a imprensa. (…) Hollande apresenta no documento as suas propostas de relançamento da economia, que passam especialmente por grandes projetos nas áreas das energias renováveis e biotecnologias

Políticas de crescimento I

18 Junho, 2012

Há um ano o presidente da autarquia lisboeta resolveu  arrendar e remodelar um espaço no Intendente para aí instalar o seu gabinete. Para lá do esbanjamento em si a CML é proprietária de centenas de espaços na cidade  – há uma questão de fundo que formulei então: será que alguém acredita que uma zona se revitaliza porque lá se instalam 20 funcionários da autarquia mais o respectivo presidente? Por estranho que pareça este pensamento mágico tem seguidores. Podem é ser seguidores improváveis: Droga livre nas ruas de Lisboa

Impressões

17 Junho, 2012
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Moção de censura

CRP, 194,3 – “Se a moção de censura não for aprovada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa”. É necessário censurar enquanto é tempo – para o ano há mais.

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Eleições.

17 Junho, 2012
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PS / Porto: José Luis Carneiro acabou por vencer. É um político sério, com obra feita e preocupações intelectuais… quer dizer, que estuda e procura fundamentar as suas opções. Pelo menos, no Porto, ajudará o PS a livrar-se de algumas personagens que, diz-se, não serão nada recomendáveis, esparando-se, agora, uma saudável renovação…

Grécia: empate técnico, o que poderá significar, provavelmente, derrota para todos (a prazo não muito longo, também para nós, inclusivamente).

Tutela

17 Junho, 2012

Finalmente foi fixado um prazo ao ministro da tutela da comunicação social e dos telefonemas-a-fazer-queixinhas-de-jornalistas. Terá até ao final do ano para tratar do dossier da RTP. É que já passou um ano e para além de vagas promessas nada foi feito. E nem é coisa complicada nem profunda: o grupo RTP continuará a ter 8 canais de televisão e 17 rádios….nesse aspecto, não falta imaginação e criatividade para inventar tanto serviço público. Desde 1935. E Portugal continuará a ser o único país com TDT em que a única alteração foi o consumidor ter de pagar umas dezenas de euros por um aparelho para continuar a ver exactamente a mesma coisa que via antes. Nem mais um canal, que isso pode ser chato para a concorrência….
Bom, não é bem verdade que o ministro das queixinhas não tenha feito nada. Estourou 475,6 milhões naquele buraco sem fundo. Isto para além do orçamento normal de 300 milhões que os contribuintes pagam. Uns neo-liberais do piorzinho….

Bashar al Asad terá uma filha?

17 Junho, 2012

Recomendo vivamente ao casal Al Asad que tenha uma filha e que lhe chamem Isabel. Daqui a 35 anos num milagre não inferior ao das rosas a dita Isabel será uma espresária de sucesso, uma princesa por assim dizer, os paizinhos serão gente de bem e claro que o passado estará morto e enterrado no sentido literal do termo. Mas não se esqueçam de lhe chamar Isabel. Não acreditam? Pensem bem o que estava a suceder há 35 anos na pátria da nossa Isabel e logo me dirão se tenho ou não razão.

Uma certa visão do mundo que nos trouxe à miséria presente

17 Junho, 2012

“Actual crise seria resolvida se Europa fabricasse moeda”, diz Mário Soares

Obs. Em Portugal esta produção gráfica de dinheiro acabou a ser revelada por causa de Alves Reis cujas notas eram tão verdadeiras quanto as das emissões clandestinas do Banco de Portugal.

Um cálice de Porto*

16 Junho, 2012
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A Faculdade de Direito do Porto, através do seu Centro de investigação Jurídico-Económica (CIJE) e em conjunto com a CCDR – N, a Faculdade de Letras e a da Ciências, promoveu, no passado dia 13, um colóquio sobre o “Vale do Douro: Desenvolvimento Rural e Ordenamento Jurídico”. Foi uma sessão muito interessante, sob vários prismas. E não falo apenas da vertente científica (muito boa). Com efeito, para mim que não sou um especial estudioso da problemática duriense, a sessão revestiu-se de um interesse indireto: verificar, ouvindo quem sabe, que grande parte dos problemas do Vale do Douro, acabam por, bem vistas as coisas, ter uma origem comum à da maioria dos problemas de subdesenvolvimento de todas as regiões do país. Por um lado, um abandono e desinteresse por parte das autoridades nacionais, nomeadamente, sob o ponto de vista da promoção de reformas estruturais (por ex., jurídicas) e da realização de investimento público produtivo (de resto, possível e enquadrado por instrumentos e fundos da União, especialmente destinados ao apoio de regiões desfavorecidas como a do Douro). Por outro, uma sobrevalorização redutora, em termos de problemática do desenvolvimento, de uma só questão: no caso, a vitivinícola.

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Já passaram por aqui?

16 Junho, 2012

DROGA DE POLÍTICA NOTAS SOBRE A HISTÓRIA DO PROIBICIONISMO, BIBLIOGRAFIA e ANÁLISE DO NARCOTRÁFICO Quanto mais não seja para se tomar consciência da profunda ignorância que reina sobre este assunto

Sorumbático Equipamentos desactivados nos passeios nascidos de programas que iam mudar Portugal,  estacionamento criativo… depois de se ver no Sorumbático percebe-se melhor o signicado da expressão desleixo urbano.

Malomil Um blogue onde há sempre uma boa história. (A propósito leiam esta sobre a qual escrevi um pequeno comentário)

Ave Bruxelas, os que vão para o abismo te saúdam!

15 Junho, 2012
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Defendi no Público que o choque entre os alemães que fazem contas e todos os outros, os que estão aflitos, não tem solução possível:

A Europa está à beira do abismo. O euro pode desintegrar-se. A União Europeia pode desaparecer. A economia mundial está a afundar-se.

Não faltam previsões catastrofistas na imprensa europeia – e portuguesa. O detonador do apocalipse já está identificado: as eleições gregas do próximo domingo. Tal como o momento onde, de novo, o futuro dos povos se jogará: a próxima cimeira europeia. Até se conhece a má da fita: a senhora Merkel, claro.

Da cacofonia dos alarmismos sai sempre o mesmo tipo de recomendação: para salvar o euro, a Europa, o Mundo, o que é necessário é mais federalismo, seja sob a forma de eurobonds, seja de uma união bancária, seja de “mais solidariedade”, um eufemismo para defender a transferência de recursos dos países bem comportados para os mal comportados.

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Prosa político-poética

15 Junho, 2012

O PÚBLICO de hoje traz um texto sobre a greve dos mineiros das Astúrias que está redigido nuam espécie de prosa político poética de apologia da violência.Vale a pena ler porque é uma espécie de manifesto sob a forma de artigo:

«Mal a greve começou, em Maio, os mineiros, organizados em equipas, bloquearam estradas e linhas férreas, impedindo a circulação da matéria-prima.» – Não só o bloqueio de estradas e vias férreas não faz parte do direito à greve como se omite que desses bloqueios já resultaram feridos, um deles grave: o passageiro de um comboio que chocou com uma dessas barricadas que bloqueiam as vias férreas.

«Usaram pneus de camião e incendiaram-nos. As autoridades locais e os representantes da indústria pediram ao Governo para iniciar o diálogo, mas o apelo não teve uma resposta concreta. Ao longo da última semana, o número de polícias cresceu nas Astúrias, com reforços a chegarem de Madrid e da Galiza.» – O diálogo não começa por culpa do governo que não responde concretamente aos apelos das autoridades locais e dos representantes da indústria.

«Polícias e mineiros já ficaram feridos nos confrontos – a polícia tem disparado balas de borracha, os mineiros foguetes lançados a partir de engenhos construídos com tubos. Alguns piquetes de greve – com os homens de cara coberta – espalharam-se pelos terrenos elevados e de arvoredo denso em redor das vias de comunicação, criando, com a polícia, um cenário de guerrilhaMaravilha das maravilhas o cenário de guerrilha resulta da actuação da polícia com os tais piquetes de greve com homens de cara coberta  ( Como sabem que são grevistas? Quem os identifica?..) . Logo o melhor será a polícia retirar-se para não criar cenários de guerrilha.

E nem falta o enquadramento histórico deste protesto. E assim temos esta evocação de 1934 nas Astúrias onde se lê o seguinte: «A contestação dos mineiros é também histórica nesta região autónoma, onde é recordada a grande sublevação de 1934, esmagada pelas forças de Franco – mais de 1500 mineiros, 200 civis e 280 polícias e militares mortos.» Não só a contabilidade dos mortos só conta e mal um dos lados como convirá lembrar que Franco não era então chefe de governo nem   ministro da guerra. Era um general que o governo  da Segunda República de Espanha encarregou de colocar fim à chamada República Socialista das Astúrias. Piedosamente no artigo omite-se o nome desses governantes e a sua condição republicana. Mas enfim esse é outro capítulo da prosa póetico-política e versa a chamada memória construída.

o que é, afinal, o “mercado”?

14 Junho, 2012
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Os socialistas de esquerda e de direita descobriram, há algum tempo, no “mercado” o seu inimigo principal. De há uns tempos para cá que os ouvimos dizer que o “vil mercado” é o responsável por todas as tragédias da humanidade, desde logo, pelas crises dos países europeus, entre eles Portugal. À esquerda e à direita políticos a referem-se-lhe, acusando-o das maiores tropelias, chamando ao “deus mercado” “ganancioso”, “inescrupuloso” e “ladrão”, entre outros epítetos ainda menos elegantes, como se o “mercado” tivesse cabeça, tronco e membros, e como se, ao invés, os países em crise não tivessem sido governados por pessoas concretas, essas sim, com membros, tronco e cabeça, que prometeram o paraíso na terra a quem lhes desse o voto e o governo.

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Compreende-se que o “mercado” seja o alvo preferido dos socialistas de esquerda e de direita. Ele representa uma ideia poderosa, que põe em causa os pressupostos das ideologias socialistas, concretamente a imprescindibilidade de um governo grande e omnipotente, com amplos poderes de intervenção na vida social. Verdadeiramente, quem acredita no “mercado” não pode ser socialista e quem é socialista nunca acreditará no “mercado”.

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Tomem atenção: “Zulo luso”

14 Junho, 2012

«Los líderes de Resistencia Galega recibieron doctrina militar sobre el uso de explosivos Los fallos en los últimos atentados contra sedes políticas se deben a la inexperiencia de los jóvenes independentistas que los colocan. Los explosivos están ocultos en zulos lusos» 

a prioridade são as reformas?

14 Junho, 2012
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Numa altura em que o saque aos contribuintes se agrava a cada dia que passa, e tendo-se o governo comprometido a reformar o estado para o tornar viável e justificar os sacrifícios impostos aos portugueses, isto que aqui se lê, a corresponder à verdade, ultrapassa todos os limites do imaginável. Assunto a exigir esclarecimentos imediatos do Primeiro-Ministro.

Títulos inspiradíssimos

14 Junho, 2012

*Chefe do Governo francês ‘puxa orelhas’ à primeira-dama  – Nem sei que diga nem sei que conte: este título é todo um programa

*A escolha grega: austeridade ou sair do euro  Donde se conclui que é possível evitar a austeridade. No caso saindo do euro. E como se chamará esse viver? Falidinhos na miséria?

Sem perdão

14 Junho, 2012

Feng Jianmei estava grávida de 7 meses e foi forçada a abortar.

 

35 anos de desalavancagem

14 Junho, 2012

É algo de parecido com isto que nos espera, mas num período de menor crescimento potencial e de declínio demográfico.

Um dia destes vai ser proibido morrer…

14 Junho, 2012
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… e também nascer se os pais, os avós, os primos e os lugares dos detergentes não tiveram sido vistoriados e conseguido o necessário selo de qualidade: 

DGS quer ir a casa de crianças até 4 anos para avaliar risco de acidente

Ineficiências no corte da despesa pública

14 Junho, 2012

Nos posts anteriores argumentei que é impossível baixar despesa pública baixando impostos no mesmo valor sem um efeito recessivo porque a  actividade pública perdida não será de imediato reposta pelo mercado. Os mercados demoram tempo a ajustar e consomem recursos para o fazer.  Há ainda outro tipo de ineficiência que deve ser tido em conta, provavelmente mais importante, que é a ineficiência na eliminação da despesa pública. Idealmente devia-se eliminar a despesa com menor valor para a sociedade de uma forma que  gerasse o menor custo. Como sabemos isso não é possível, por várias razões. A principal é que os políticos não são omnisciente e, mesmo que quisessem, não seriam capazes de identificar correctamente quais as despesas com menor valor para a sociedade. Depois, nenhuma despesa significativa pode ser reduzida sem violação de contratos, e a violação de contratos tem custos para a economia. E, finalmente, muita da despesa que poderia ser reduzida está associada a activos ilíquidos e não têm venda possível (o melhor exemplo é o estádio de Leiria). Todos estes factores contribuem para que a transição de um estado muito despesista para um estado menos despesista não tenha um retorno imediato.

os caminhos do senhor

14 Junho, 2012
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Depois da conversão de Sérgio Lavos, a extrema-esquerda-caviar continua a render-se à Igreja de D. Januário Torgal Ferreira, o mais recente anti-fascista lusitano de sotaina. O novo vidente de Fátima é o improvável Baptista-Bastos, com “p” antes do “t” e hífen de permeio, só para chatear o acordo ortográfico, que ele, como sublime cultor da língua lusa, execra superiormente. Se a conversão de Sérgio Lavos era genuinamente política, procurando utilizar as palavras do belicoso Bispo das Forças Armadas para simples contabilidade anti-passista, já as motivações de BB são muito mais rasteiras, porque pretendem exclusivamente atingir um seu velho ódio seu, que dá por nome de Vasco Pulido Valente. Li, em tempos, umas crónicas deste último que punham Baptista-Bastos no seu devido lugar, que é o de uma figura menor do realismo socialista soviético do velho PCP, escriba sem categoria, nem qualidade. Por estas e outras razões, entre elas certamente a superioridade intelectual e literária de Vasco Pulido Valente, Baptista-Bastos não lhe terá perdoado. Daí, sempre que possível, mesmo se à custa de um Bispo da Igreja Católica (organização que o seu comunismo sempre perseguiu), Baptista-Bastos malha na sombra que o persegue. Assim se demonstra o quanto misteriosos são os caminhos do Senhor.

“Raízes dos judeus em Portugal”

14 Junho, 2012
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Hoje, quinta-feira, dia 14 de junho, pelas 21h, na sinagoga do Porto (rua Guerra Junqueiro), juntamente com Elvira Azevedo Mea, apresentarei o último livro de Inácio Steinhardt intitulado “Raízes dos judeus em Portugal”.