Os congelados
No passado dia 15 e Março foi publicado o Decreto-Lei n.º 36/2019, através do qual o Governo decidiu contabilizar 2 anos, 9 meses e 18 dias aos professores do ensino público que viram as suas carreiras congeladas “entre 1 de Janeiro de 2011 e 31 de Dezembro de 2017.“
No entanto, o significado do congelamento raramente é explicado, seja pelos actores políticos e sindicais, seja pela comunicação social, pelo que pode ser útil alinhar aqui alguns factos. Ler mais…
um enigma
Ao fim de três anos e meio de concubinato e a seis meses de eleições, a geringonça tinha de rebentar com estrondo: o PS precisa de votos ao centro e só os irá buscar se despegar dos seus dois parceiros, e estes, por sua vez, precisam de convencer os seus eleitorados que não se deixaram seduzir pelo poder e mantêm intacta a “pureza” das suas intenções revolucionárias. Por conseguinte, se o governo cair nas próximas duas semanas, todos os partidos que o apoiaram sairão bem na fotografia: o PS como garante da estabilidade orçamental; o Bloco e o PC como intransigentes defensores dos direitos dos trabalhadores. Só não se entende o que andam a fazer o CDS e o PSD, sobretudo Rui Rio, que arrisca uma imagem de rigor construída durante muitos anos, no meio disto.
Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal
Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?
Acontece que a direita nunca governou em Portugal. Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.
Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e justiça.
O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.
Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor uma ditadura de minorias.
Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde: todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos; há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria, não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História. Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.
É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política, capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos, habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.
A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais.
A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam. E essa Direita ainda não governou em Portugal.
Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.
A recuperação quando nasce é para todos?
Quero recuperar os valores que cobrava há 9 anos, 4 meses e 2 dias e agora não cobro.
Quero recuperar os impostos mais baixos que pagava há 9 anos, 4 meses e 2 dias.
Remodelação governamental em curso

*
Liberais à solta
Não deixa de ser uma (in)feliz coincidência o seguinte facto: no dia em que a Oficina da Liberdade e a Aletheia lançam no mercado um livro que reune quase 31 pensadores liberais, a extrema-esquerda portuguesa (a aliança ‘Chavista’ PSD-BE-PCP-CDS-PP) verga às exigências dos professores. Tudo isto na mesma semana em que dirigentes do CDS-PP mentiram descaradamente em relação ao apoio incondicional do seu partido ao regime venezuelano. Nem de propósito, dias depois juntam-se a partidos ‘Chavistas’ para aprovarem uma medida própria do regime de Maduro: o dinheiro é para imprimir/distribuir; depois vivemos na ilusão de que esse mesmo dinheiro volta à procedência via impostos. Viva a Venezuela! A estupidez deste tipo de raciocíonio só mostra a necessidade do livro que hoje mesmo lançamos no mercado.
O livro ‘Juntos, somos quase um 31. Liberais à solta!‘ reune cerca de 31 pensadores liberais. O livro está dividido em 4 partes. Na primeira parte tratamos da história do liberalismo (com a companhia magnífica do André Azevedo Alves e do José Manuel Moreira), de alguns dos seus movimentos internos (juntamo-nos aqui ao Stephan Kinsella e ao Miguel Botelho Moniz) e da sua relação com o cristianismo (viagem proporcionada pelo Ricardo Dias Sousa). Esta primeira parte é um pouco mais académica, o que é extremamente necessário: dado que nem o CDS-PP sabe o que é ser de direita, convém voltar às origens de tudo e explicar, com calma, o que é o liberalismo. Não vá dar-se o caso de mentes simples confundirem liberalismo com o seu oposto, o fascismo! Para os dirigentes do CDS-PP, caso saibam ler, temos um capítulo sobre cristianismo e liberalismo – ali têm acesso a material muito interesssante para pensarem sobre as tristes figuras que fazem.
A segunda parte do livro está dedicada ao liberalismo em Portugal. Esta parte inicia-se com uma reflexão histórica, da autoria do Rui Albuquerque; segue-se uma breve reflexão sobre liberalismo nos partidos, da autoria do único dirigente do CDS-PP que aparentemente terminou a ‘quarta classe’, o Adolfo Mesquita Nunes; seguem-se alguns textos centrados na realidade portuguesa, da autoria do Gabriel Mithá Ribeiro, do Alexandre Mota e do José Meireles Graça. Tratam-se de reflexões cujo estilo é diverso, mas bastante rico. Creio que temos ali uma breve, mas lúcida, análise do país.
A terceira parte do livro é bastante técnica. Esta opção foi consciente e hoje sabemos que os deputados do CDS-PP que ontem se uniram à extrema esquerda ‘madurista’ devem passar directamente para a quarta parte do livro. Eu pessoalmente não acredito que esta parte esteja dirigida a quem se recusa a pensar. Autores de renome explicam ao leitor que tenha conseguido terminar a ‘quarta classe’ (lá se foi a possibilidade dos deputados adquirirem a obra para a biblioteca da Assembleia) o que são mercados livres, o que é moeda e o bitcoin (escrevo isto já com um certo sentimento de misericórdia pelos dirigentes do CDS-PP…), do que trata o termo austeridade (por favor enviar o livro para o Tribunal Constitucional), o que é o rendimento básico incondicional (é o que a Assunção Maduro Cristas deu ontem aos professores…), quais são os desafios de um mercado de trabalho, o que esperamos do estado quando se mete na saúde, como o estado delapidou as nossas reformas, porque é que as exportações não interessam e, principalmente, o que representa a máquina Nazi de extracção de impostos. Dito isto, foi assim que imaginei esta terceira parte do livro. À boa maneira liberal, os diversos autores deram o seu cunho pessoal a cada capítulo. Ficou excelente, e nesta parte o leitor encontra muita matéria para pensar a realidade económica que o rodeia. Os autores que nos guiam pelos meandros técnicos do liberalismo são o Ricardo Arroja, o Daniel Lacalle, o Juan Ramón Rallo, O Telmo Azevedo Fernandes, o Rui Santos, o Carlos Novais, o Pedro Martins, o Ricardo Campelo Magalhães, o Mário Amorim Lopes e o Carlos Guimarães Pinto. Por fim, o Professor Ubiratán proporciona ao leitor uma excelente reflexão sobre a realidade Brasileira – definitivamente a ler!
Na quarta e última parte do livro, autores como o Vítor Cunha, o Helder Ferreira, o Eduardo Cintra Torres, o Alberto Gonçalves, o Carlos M. Fernandes e a Gloria Alvarez, reflectem sobre temas vários: a arte, os media, a liberdade de expressão, o politicamente (in)correcto e os ‘guerreiros da justiça social’. É uma forma diferente de terminar o livro: depois de uma parte mais técnica, guiamos o leitor por temas aparentemente importantes para podermos sobreviver na sociedade que alguns, infelizmente, já conseguiram desenhar. Tal como acontece nas outras partes do livro, os textos têm estilos variados, partilhando contudo a mesma qualidade: são excelentes reflexões que potencialmente permitem ao leitor incauto escapar à prisão em que muitos sonham colocar quem não se rendeu a determinadas lutas. Esta parte do livro é especialmente útil para os dirigentes do CDS-PP mais preocupados com as cores das passadeiras do que com quem lá morre atropelado! É que discutir as cores a usar, mas não a necessidade de garantir a visibilidade das passadeiras, a sua renovação regular ou até a sua iluminação, demonstra o triste estado a que a ‘direita’ portuguesa chegou!
Como editor do livro, só tomei três decisões críticas (tudo o resto deixei ao critério dos autores). A primeira decisão foi não incluir a educação no livro. Não fosse dar-se o caso de algum autor, na sua liberdade, defender, num livro editado por mim, o cheque-ensino! Dei por isso rédeas à minha veia pouco liberal, e não deixei que alguém viesse aqui defender formas escamoteadas de socialismo. A segunda decisão que tomei foi a de não ter um capítulo dedicado a política internacional. Também aqui tive medo que alguém tivesse a triste ideia de, num livro editado por mim, defender a intervenção militar na Venezuela. A terceira decisão foi a mais difícil. Confesso que pensei em eu próprio escrever acerca da relação entre a proibição para o porte de armas e a tomada do poder na Venezuela por cartéis de droga… pareceu-me contudo que num livro desta qualidade, e rodeado de tão ilustres autores, seria ridículo escrever o óbvio!
Dito isto, estão todos convidados para a sessão de apresentação (ver figura)…

A caminho da Venezuela…
O infantilismo
Aconseho vivamente a que se comparem os relatos noticiosos sobre as visitas de Marcelo aos EUA e à China. Muito particularmente as reportagens sobre os encontros que o nosso PR manteve com os presdentes daqueles países. É um exercício esclarecedor sobre o infantilismo.
Mais respeito pelos peões sff
Depois dos semáforos que não dão tempo para atravessar, mais as trotinetes que andam por todo o lado, as bicicletas que acham que o mundo é delas temos agora as passadeiras transformadas naquilo que os políticos quiserem: na Almirante Rei vão ser das cores do arco íris, alegadamente em solidariedade com certas pessoas. Amanhã o sinal de STOP pode encher-se de lacinhos em solidariedade com outras. E já agora o colete reflector tb pode ser cor-de-rosa, azul, vermelho ou verde consoante a mensagem que as pessoas quiserem transmitir. esta proposta do CDS é uma fantochada. Se o CDS que ser solidário solidarize-se. Não apalhace. E de caminho exija que as passadeiras de peões sejam pintadas regularmente e bem visíveis.
O Polígrafo da SIC tem de ir ao polígrafo
A SIC criou uma nova rubrica no seu Jornal da Noite, o “Polígrafo SIC”, que à semelhança do seu homónimo “online” pretende (des)informar sobre a veracidade das notícias que circulam nas redes sociais. Como sempre, sob a suposta boa intenção de tornar a rede mais credível denunciando o que é falso ou verdadeiro, acabou ele próprio por meter, a poucas semanas da sua estreia, os pés pelas mãos – ou será antes propositado – ao aqui e acolá ser POUCO preciso e até omisso, usando meias verdades para “comprovar” a veracidade de uma notícia.
Aconteceu agora com um “fact-check” ao VOX. À pergunta: “o VOX é ou não um partido de “extrema-direita” o dito Polígrafo responde com um “sim” fazendo a verificação APENAS por umas imagens de um grupo a cantar o hino franquista e supostamente a fazer a “saudação nazi”. Assim, e só com isto sem qualquer outra análise, seja a entrevistas ou programa eleitoral, o Polígrafo SIC dá-nos a “certeza” de que se trata de “nazis franquistas” a partir dum vídeo.
Ora, pegando na lógica deste programa de “fact-check”, podemos então concluir com toda a legitimidade que TODOS os SOCIALISTAS e COMUNISTAS são de extrema esquerda porque, nos seus comícios, levantam o braço de punho fechado, símbolo soviético de Lenine, utilizado na Revolução Russa (1917-1921) como saudação vermelha, entoando palavras de ordem saudosistas da ditadura comunista. Ditadura essa – é preciso lembrar este “pequeno” detalhe – que assassinou (e é de longe a mais mortífera da História Universal), MILHÕES de seres inocentes e que ainda mata, à fome e miséria, nos dias de hoje como o podemos constatar na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte entre outros. E mais: aprovaram (PS, PCP e BE) no Parlamento, votos de pesar pelo ditador sanguinário, Fidel Castro.



Portanto, graças ao Polígrafo da SIC ficamos todos esclarecidos de que no Parlamento Português, somos governados pela extrema esquerda composta pelos partidos de punho em riste,
Obrigado pelo “bom trabalho” senhores jornalistas.
o comunismo põe sempre o mundo ao contrário
O Jerónimo de Sousa já denunciou o golpe imperialista americano e anti-democrático, que está em curso na Venezuela? E a Mariana Mortágua, já encomendou a alma do Guaidó para ir fazer companhia a Óscar Pérez? Entre amantes da democracia norte-coreana e da liberdade cubana surgem os habituais bonzos da política europeia, entre eles o governo renovado de Sánchez-espanhol, que já veio condenar a tomada de poder por golpes de estado, como se o poder de Maduro não decorresse de uma sequência de violentos golpes contra a democracia e a liberdade, apoiados na força bruta das armas contra o seu povo. Infelizmente, foi sempre assim: o comunismo põe o mundo ao contrário e nunca desilude. Esperemos que, hoje, seja o princípio do seu fim na Venezuela e que esse fim não faça mais mártires.
As faculdades foram tomadas pelos queixinhas

Dantes isto era uma piada. De mau gosto, claro. Mas as faculdades estavam cheias de coisas de mau gosto a que chamavas irreverência. Agora os queixinhas tomaram conta de tudo e fizeram das queixinhas um modo de vida.
Alterações climáticas: avizinham-se meses fatais
Os cientistas reunidos em Wau, Sudão do Sul, para a cimeira anual “Acabou o Inverno, e agora?” advertem para uma mudança acentuada do clima para os próximos 6 meses. Fenómenos incomuns, como semanas seguidas sem chuva, deverão motivar várias pessoas a nível internacional para a interrupção por alguns dias das suas actividades produtivas de forma a enfrentarem estas alterações em ambientes como praias, lagos e jardins, locais onde mulheres poderão usar vestuário proibido por Salazar como o biquíni ou modelos de saia acima do tornozelo. Piqueniques em espaços protegidos habitualmente sem visitantes aumentarão o nível de CO2 no ar, despontando um processo bioquímico que especialistas denominam por “fotossíntese” e que consiste em massivas libertações de oxigénio poluente, uma substância perigosa ausente em vácuo que é responsável, entre outros fenómenos, por processos de oxidação que resultam em ferrugem, um elemento tóxico que não deve ser consumido regularmente por humanos. O mercúrio subirá entre 6 a 12 milímetros, indicando subidas de temperatura na ordem dos 10 a 20 graus, podendo, nos casos extremos, atingir temperaturas superiores a 30º centígrados, acelerando a decomposição de espécies da fauna e da flora que pereceram perante a intempérie. A libertação de metano das fezes da fauna perecida em conjunção com esta decomposição permite que solos adquiram nutrientes necessários para o aparecimento de espécies parasitas como a videira, que, diz-se, permite a produção de vinho.
Portugal é dos países com maior consumo de vinho por habitante do planeta, um consumo muito superior ao de países mais desenvolvidos como o Iraque, Yemen ou Paquistão. Este fenómeno ambiental causado pelas alterações climáticas afectará, assim, países como Portugal de forma mais acentuada, podendo, inclusivamente, gerar situações epidémicas de vindimas.
Os cientistas recomendam, assim, campanhas universais para o combate ao consumo de vinho, sendo de esperar que a União Europeia lance, ainda este mês, pela mão do presidente da comissão Jean-Claude Juncker, as directivas comunitárias de restrição à produção de álcool.
À atenção de Paulo Rangel
É uma ilusão perigosa acreditar que a si nunca o acusarão de ser de extrema-direita e muito menos acreditar que tal nunca acontecerá porque agora integrou o coro daqueles que tentam demonizar o VOX.
Breaking News: Europeias e sondagens para Legislativas
Os resultados das mais recentes eleições na Europa, nomeadamente em Espanha, e as projecções que um pouco por todo o lado vão sendo divulgadas devem fazer-nos reflectir.
As notícias são preocupantes: a extrema-esquerda continua a ter uma representação relevante nos parlamentos nacionais.

*
Este programa é de “extrema direita”?
A comunicação social prossegue na sua lavagem cerebral em conotar tudo o que vem da direita como “extrema direita”, mas branqueia tudo o que vem da esquerda mesmo com os membros dessa ideologia com assento parlamentar, a desfilarem por uma avenida instigando ao ódio enquanto cantam a morte a Bolsonaro, que venceu as eleições democraticamente ou a defenderem com louvores, as ditaduras comunistas na Venezuela ou Cuba. Sim é verdade que existem extremismos quer à direita quer à esquerda mas por que razão se oculta a verdade no caso das esquerdas efectivamente extremistas e se mente quanto às de direita que não o são de todo? Eu tenho uma teoria.
Na verdade vivemos num mundo ao contrário. Uma sociedade que ao longo das décadas perdeu literalmente seus valores, seus princípios. Por isso, cada vez que surge alguém disposto a repor a ordem e valores sociais perdidos, os “progressistas” que a desconstruíram, catalogam o “inimigo” para assustar os eleitores e afastá-los da possibilidade de virem a ganhar o poder. Porquê? Porque são efectivamente uma “ameaça”, não ao povo, mas a eles, parasitas do poder, que vivem à custa do caos social e financeiro.
Neste sentido, desafio meus leitores a identificar neste programa eleitoral do VOX espanhol que surpreendeu nestas eleições espanholas com uma ascensão inédita, o dito “extremismo de direita”. Mas se não se importam, vou me sentar enquanto espero pois sofro da coluna.
LEIA AQUI todo o programa do VOX e reflicta.
A desinformação combate-se assim: com factos. E duvido que não aprecie o que nele se defende. “Extremismo”? Só se for na defesa firme e sem preconceito de uma sociedade justa, responsável, com valores e que combate o extremismo. Aquela que nossos avós e pais nos deixaram mas que os “piratas progressistas” destruíram em poucas décadas.
Mas tẽm noção do que estão a dizer?
“Migrantes contribuem mais para o sistema do que retiram dele” – esta afirmação de
Marianne Thyssen, comissária europeia para o Emprego e os Assuntos Sociais, é repetida por aí como se isto fosse a solução para a segurança social e a prova de que só os tolos questionam o impacto das migrações.
Sendo verdade que os migrantes contribuem mais para o sistema de segurança social do que retiram dele é óbvio que os migrantes vão envelhecer e como tal terão de retirar do sistema. Ou será que nesse momento estão a pensar mandá-los procurar outros migrantes que lhes paguem as pensões?
Sentido de Estado
E que tal investigar um pouco antes de escrever?
«A moda portuguesa mudou com o 25 de Abril. Sabe o que se vestia antes?
Portugal estava isolado e o que se passava no resto do mundo mal chegava cá. Um país a preto e branco, no estado de espírito e até na roupa. Enquanto que “lá fora”, as mulheres usavam as calças à boca de sino, as mini saias, os vestidos justos e as plataformas, por cá, quem usava calças eram praticamente só os homens e as mini saias e decotes eram censurados. Os looks das portuguesas antes da revolução eram então os vestidos cintados e abaixo do joelho, os saltos muito baixos, a gola alta, padrões florais e xadrez, mas muito discretos. Basicamente o que fosse permitido pelo regime de Salazar.»
Há dias infelizes na vida de qualquer um. E entre aqueles que escrevem a infelicidade é acrescida pelo facto de tudo ficar registado para a posteridade. Mas este artigo é um sério candidato ao prémio de cada palavra cada asneira. Recomenda-se vivamente uma ida às bibliotecas.
Falar ao contrário
Repare-se como automaticamente Nuno Melo deixa de propor ou defender as suas ideias e é colocado a defender-se da acusação de nacionalismo ou populismo. Já não se trata do discurso ser dominado pela esquerda mas sim de estarmos reduzidos a preencher os espaços deixados em branco no questionário.
O milagre dos cravos
gota de água é a tua tia, ò Florêncio
«Secretário do Estado do Ambiente prometeu 100 mil euros do Estado para apoiar a nova ‘app’ dos táxis, a Izzy Move. Em entrevista, o presidente da Antral [Florêncio de Almeida] diz que “é uma gota de água” e quer mais( .*)»
Então não havia de «querer mais«? É o típico «empresário» de encosto, ou parasita muito comum na tugolândia e que tem como máximo expoente os taxistas, os banqueiros e os agricultores.
Um empresário perante a oferta (sem qualquer razoabilidade, nem justificação aliás como é costume) de 100 mil euros tirados aos contribuintes pelo secretário de estado, levanta a voz e diz sem ponta de vergonha: «isso é pouco, migalhas, queremos mais»…. Era de lhe meter o taxímetro pela goela abaixo e que vá trabalhar e que pague pelas aplicações e outras tretas do seu bolso se quiser, se não quiser, que vá chatear outro. Mas que deixe em paz os contribuintes.
Clubes e agremiações
Um amigo bem mais sábio que eu disse-me que não é possível manter grupos de pessoas pela internet, que a única forma de os manter é através de almoços, jantares e convívios. Não duvido, até porque não tenho qualquer argumento que refute o quão as pessoas se compreendem melhor através de elementos intuidos pela ancestral arte instintiva da linguagem não-verbal, algo que raramente consegue ser comunicado por palavras impressas num papel ou num ecrã. Todavia, fico a pensar que o meu amigo está a esquecer o que vem acima do convívio, o que o motiva e que o torna imprescindível para que a comunicação se estabeleça sem ruído digital: uma causa comum.
A causa comum tanto pode ser sexo, a formação de um partido político, a gestão de um rancho folclórico, a educação dos filhos, piadas da tropa, de mulheres ou de comunistas ou, ainda, qualquer outra coisa mais indefinível como não gostar de comer sozinho. Os grupos que fui frequentando costumam ter como causa comum uma espécie de “defesa do liberalismo”. À medida que o tempo foi passando por mim e deixando marcas em forma de rugas, que nada mais são que cicatrizes da batalha inglória contra o fim, fui adquirindo uma certa convicção de que “o liberalismo”, tal como não é base suficiente para um partido político, também não é base para uma organização de pessoas. Quem segue o que se vai escrevendo em vários jornais já terá concluído que toda a Direita precisa de um adjectivo para se imiscuir na moda das políticas identitárias: direita musculada, extrema-direita, direita tofu, direita de esquerda, direita trauliteira, direita liberal, direita conservadora, direita ultramontana, direita beata, direita maricas, direita nacionalista, direita feminista, direita rendida ao marximo cultural, direita mulher-é-na-cozinha… Já a esquerda é a esquerda. Eles, os da esquerda, são homogéneos; nós, os da direita, temos uma luta de classes em mãos. Não estou interessado em tal coisa.
Quando formamos “grupos liberais” (ou ranchos folclóricos), acabamos sempre a criticar os de fora, começando sempre pelos dissidentes e finalizando com os peões mais artolas dos que percepcionamos como grandes adversários. Em todos os grupos há hierarquias naturais – como na natureza – e há os que são estão para ver o jogo. Há papeis definidos naturalmente e há líderes que, com as melhores das intenções, precipitam as cisões, a atribuição de adjectivos e o esgotamento da vontade de participar. Em parte, pode ser falta de almoços e convívio; mas, em parte ainda maior, trata-se da natureza humana em acção.
Já dizia o Marx, o inteligente, que recusava pertencer a qualquer clube que o quisesse como membro. Eu, compreendendo o conselho adaptado ao século XXI, eu só estou interessado em pertencer a um clube que, na realidade, não exista. E, assim, sim, consigo, afinal, dar a razão ao meu amigo: o único clube é aquele cuja motivação para almoçar, jantar e conviver é mesmo almoçar, jantar e conviver. Porque as ideias têm consequências, para o bem e para o mal.
Já foi consultar os seus descontos na Segurança Social?
Recebi uma denúncia muito grave. Nada porém que me surpreendesse não fôssemos nós governados por um bando de salafrários peritos em aldrabice. Um cidadão descobriu acidentalmente que em 2018 foram subtraídos valores aos seus descontos. Ou seja, entre os valores reais das remunerações auferidas declaradas e os valores lançados na Segurança Social para cálculo de reforma, há uma diferença substancial que desapareceu misteriosamente. Está perplexo? Aqui vai a prova toda.
Contabilista de profissão, este cidadão por norma consulta a base de dados da Segurança Social para acompanhar os seus descontos. Mas alertado por uma notícia do Correio da Manhã, que denunciava que estavam a “roubar” no cálculo das reformas, resolveu consultar o seu conta-corrente tendo detectado imediatamente que algo de errado se passava: em 2018 o valor total das remunerações era inferior ao real. Ligou para a Segurança Social Directa e a funcionária que o atendeu ficou toda escandalizada, porque as notícias do Correio da Manhã eram falsas, que o que havia era um atraso no lançamento das contribuições e assim sendo, não havia erro nenhum apenas um “atraso” por falta de pessoal, uma vez que esses movimentos eram lançados… manualmente(??) – afirmou ela. No decurso da chamada a funcionária corrigiu os valores para os correctos e recomendou “sair” e “entrar” outra vez no site. Por “magia” ficou resolvido: o extracto de remunerações e o valor para cálculo da reforma ficaram iguais. Este suposto “lapso” representou um sumiço de 30% do valor acumulado para a reforma. Acontece que o argumento justificativo para esta situação é falso: a comunicação das remunerações é automática via internet.
Porém uma dúvida assombrou-o: “será que foi só comigo?”. Resolveu então verificar um a um todos os seus clientes. E foi aí que percebeu a dimensão do “erro”: todos eles sem excepção, tinham valores subtraídos de cerca de 30% nas remunerações de 2018. Todos. Para o comprovar, enviou-me só alguns casos de contribuintes lesados, identificados com as letras de A a G:
(Verifique também sua situação contributiva: entre no site da Segurança Social Directa e siga estes passos: pensões; consultar remunerações anuais declaradas por empregadores; simulador de pensões; simulação automática; obter os salários que contaram para esta simulação ou dirija-se pessoalmente à Segurança Social).
Como não poderia deixar de ser, fui também consultar o meu extracto na Segurança Social Directa e pasmem-se, também fui contemplada com este estranho sumiço em 2018: desapareceu-me 33% do valor de remunerações desse ano. Exactamente a mesma percentagem que todos os outros lesados.
Ora se em 2018 éramos cerca de 5,2 milhões de contribuintes, todos com subtracção de cerca de 30% do valor total das remunerações declaradas, vejam quanto dinheiro o Estado “poupou” ilegalmente nas nossas futuras reformas sem o nosso conhecimento.
Se juntarmos a isto o atraso significativo no pagamento de reformas como refere a Provedora de Justiça no Jornal Negócios: “O problema tem sido agudizado exponencialmente nos últimos tempos”, referindo-se, em particular, à concessão de pensões, com pessoas a esperarem mais de um ano pelas suas reformas, temos mais umas inovadoras cativações de Centeno, o mestre dos malabarismos contabilísticos, para impedir a saída, antes do final de ano, de dinheiros dos cofres do Estado e assim evitar estragar o défice que se prevê
“baixinho”. Pois, pudera, também eu faria um brilharete destes se deixasse de pagar minhas despesas obrigatórias todos os meses e ainda desviasse dinheiro.
Não estou nada surpreendida com esta descoberta. Nada. Estou isso sim preocupada com aquilo que ainda não sabemos e que por estar ainda escondido de nós, cidadãos, podemos já ir tarde para os solucionar.
Isto é um país governado por vigaristas. Foi esta a herança deixada por um 25 de Abril mal feito que permitiu esta corja penetrar no Parlamento.
Por isso hoje, não se esqueça de usar a sua “liberdade conquistada” para ir ao site da segurança social e verificar se também foi “premiado” – por ter aplaudido, apoiado e votado nestes piratas que Abril nos deixou – com um sumiço misterioso nos valores declarados das suas remunerações para contagem de reforma.
Reclame já antes que seja tarde.
A enxada na versão Espanha 2019
Depois disto o BE deve substituir o seu logo pela esfregona
o governim
O governo de António Costa tem um padrão incomum de governação: começa as suas “reformas” à esquerda, para agradar aos seus parceiros de coligação, e, à medida que leva nas orelhas de Bruxelas, do Presidente da República ou das oposições, acaba sempre por as suavizar. Pelo caminho, fica-se num meiotintismo confrangedor, que exaspera a maltosa do Bloco, menos habituada do que os dinossauros do PC, logo, mais sensível às manhosices da política caseira, como sucedeu com mais este barrete enfiado das PPP na saúde. O governo de António Costa não é bem um governo: é um governim.
Indivíduos não individuais e o medo da Liberdade
Paulo Tunhas, hoje no Observador, a colocar as coisas como elas são:
(…) Coloquem o indivíduo em lugar da matéria e o Estado a fazer a vez do espírito e têm lá tudo. Tudo o que mexa fora do Estado, tudo o que possa ser visto como criação de indivíduos autónomos e agentes livres, é visto como o resultado de um princípio diabólico que é preciso matar na raiz. (…)
(…) É aos indivíduos não individuais, constituídos por uma amálgama de propriedades abstractas, que a política da nova esquerda – a do Bloco e a do governo – se dirige.
(…) manifesta-se, entre outras coisas, na obsessão de legislar em todos os domínios possíveis, de modo a que a lei e os comportamentos humanos coincidam ponto por ponto, ao milímetro. Esta ambição, que equivale a uma excisão da imaginação nos seres humanos, destrói a liberdade individual, que passa certamente pela possibilidade de agir criativanente, longe da obrigação de coincidência estrita com as regras de comportamento encapsuladas nos mínimos mandamentos do Estado.(…)
25 de Abril sempre (sempre mesmo, já cansa)
Um daqueles lugares-comuns que se repetem por aí, como cogumelos selvagens debaixo da banheira que colocamos no quintal “para ser arrumada” quando “tivermos tempo”, é o de que a palavra ‘saudade’ é uma singularidade portuguesa. Reza o mito que em nenhum outro lugarejo desta esfera condenada às carências transcendentais dos seus habitantes há outra igual, outro alomerado de sons que transmita tão pastoral sentimento de ausência pelo irrepetível. Felizmente, tal mito é fake news*, porque, fora verdadeiro, tratar-se-ia de uma admissão pueril da capacidade única da Lusitânia para se enredar em entediante nostalgia por algo que nunca conseguiu apreciar na devida altura.
O 25 de Abril encaixa perfeitamente no mito da saudade. Andamos há quarenta e cinco anos com “Abril”, “os capitães” e “o fáxismo” na boca, brotando cravos como poesia naïf com sílabas que, há muito, mais se assemelham a verrugas.
Lá vão eles, mais selfie para aqui, mais discurso para ali, mais troca de cuecas para a big carriage acolá. Com gravata, sem gravata, despenteados ou com um Prince Albert dissimulado nas calças de terylene, graças a Deus que a televisão não tem cheiro para nos poupar à naftalina. É assim que se manifesta a ‘saudade’: não é através de uma nostalgia por algo que recordamos com afeição, é pelo prazer da exibição pública perante pobres transeuntes do pranto que torna o sofrimento da condição humana em característica exclusivamente adquirida e, em última instância, que alimenta esse mesmo sofrimento para dissimular o tão ansiado culto pelo masoquismo em indesejada maleita.
Como tudo que já foi o último grito, também a ‘saudade’ enjoa. É que se foi para isto, para carpir saudades que se fez o 25 de Abril, então já chega, já percebemos, avancem lá com isso e derrotem lá de uma vez o tal de “fáxismo”. De resto, repito: felizmente que a televisão não tem cheiro.
NOTA DE RODAPÉ
* Gostaram desta submissão ao jargão imbecil do nosso tempo?
A descida de impostos é sempre uma boa notícia, mas…
“Governo aprova taxa reduzida do IVA na eletricidade e no gás natural”
Descida do IVA de 23% para 6% no gás e na electricidade? O Natal chegou em Abril?
A medida entra em vigor a partir de 1 de julho, dia e que se passará a aplicar «a taxa reduzida do IVA de 6% no Continente e de 4% e 5%, respetivamente, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, a uma parte do preço (componente fixa) devido pelos fornecimentos de eletricidade e de gás natural para os consumidores que, em relação à eletricidade, tenham uma potência contratada que não ultrapasse 3,45 kVA e que, no gás natural, tenham consumos em baixa pressão que não ultrapassem os 10.000 m3 anuais».
A “componente fixa” corresponde a menos de 22 cêntimos por dia na electricidade e a um pouco menos de 16 cêntimos por dia no gás (1). A descida do IVA afectará, por isso, uma componente das facturas que não ultrapassa 11,40 euros por mês, o que significa uma poupança inferior a 2 euros por mês ou a 24 euros por ano. Não cobre, sequer, os 34,20/ano (acrescidos de IVA) da Contribuição Audiovisual.
Por outro lado, se a medida abrange praticamente todos os consumidores domésticos de gás (até 10.000 m3 por ano), só os consumidores que não têm mais do que dois electrodomésticos ligados em simultâneo (até 3,45kVA) verão mudanças nas suas facturas de electricidade.
O governo estima ainda que a medida signifique uma “redução da fatura energética das famílias em 2019 de pelo menos 6%”. Sabendo que a medida só vigorará no segundo semestre de 2019, isto significa que, de acordo com as contas do Governo, a factura energética das famílias é de € 200,00 por ano (€ 16,67 por mês).
(1) valores correspondentes aos escalões máximos abrangidos pela redução.
A falta de coragem explicada ao povo e às crianças
O Expresso anunciou que Marcelo Rebelo de Sousa vetaria qualquer lei de bases da saúde que impusesse o fim das parcerias público-privadas (as chamadas PPP) na saúde.
Ou melhor dizendo, Marcelo anunciou ao Expresso que vetaria qualquer lei de bases da saúde que impusesse o fim das parcerias público-privadas (as chamadas PPP) na saúde. Pressuroso o Expresso fez a notícia que Marcelo esperava.
Agora na RTP Marcelo veio corrigir a notícia que ele mesmo dera ao Expresso.
Moral da História: a esquerda tem direito à ideologia. A direita não. Quando muito pode invocar a realidade.
Moral da História: Marcelo e o seu “parecismo” a salvar a pele própria e a dar uma ajudinha aos promotores desta lei pois por residual que seja ninguém vai “fechar totalmente” o papel dos privados. A questão é mesmo essa: os privados existem nos interstícios daquilo que o público não faz?
c) Hão-de existir situações em que a gestão pública integral do SNS não é possível”, lembrou Marcelo.
Moral da História: Marcelo não tem coragem para enfrentar o Governo. Aprova tudo e mais alguma coisa porque, como ele nos explicará com os olhos fixos num ponto do infinito, a lei não fecha totalmente a participação dos privados (Contra o totalmente claro ele seria contra. Ó se seria!) e na verdade “Hão-de existir situações” em que os privados estão lá.
Amanhã se for necessário Marcelo dará uma entrevista à Renascença explicando que não se podem salvaguardar situações que hão-de existir mas que não se sabe quais são. Por isso embora a lei pareça que fecha totalmente o papel dos privados na prática não o fecha
Marcelo é isto.
Os pais da menina Greta não têm mais nada para fazer? Por exemplo, proporcionar à filha uma vida normal.
Há pais que nos moem a paciência com as gracinhas dos filhos. Avós que explicam com exemplos detalhados o que os leva a considerar os seus netos os mais inteligentes do mundo. Tias que não se cansam de exaltar a beleza das criancinhas da família… Já todos nós passámos por isto e já todos nós fizemos esta figura. Agora o despropósitos dos pais da menina Greta é que não tem explicação: andam com a menina a dizer aquelas coisas de festa de fim de ano escola perante, uma plateias imbecilizadas que reagem aos dizeres da criança como se estivessem diante de uma pitonisa. No entretanto a menina vai insuflando uns ares de sibila.
A menina Greta é uma menina como qualquer outra. E devia ter uma vida como qualquer outra.
um debate esclarecedor

O debate, ontem realizado, entre os quatro líderes dos principais partidos políticos de Espanha – Sánchez, Casado, Rivera e Iglésias – revelou o estado cataléptico da política desse país: discutiram-se, quase exclusivamente, os possíveis pactos de governo, cientes todos de que nenhum partido alcançará a maioria absoluta, ou ficará, sequer, próximo disso. De facto, Casado e Rivera arrostaram às ventas de Sánchez as suas ligações aos independentistas catalães e a necessidade que terá de indultar os eventuais condenados do julgamento de Madrid para se manter num futuro governo; Iglésias encostou Sánchez às cordas perguntando-lhe se «pactuaria» com Rivera, a quem, por sua vez, chamou de troca-tintas em matéria compromissos de governo; Casado insistiu no perigo de Sánchez e Rivera se entenderem a seguir às eleições, ao que este jurou, pelas cinco chagas de Cristo, que jamais o faria, embora Sanchez não o negasse quando confrontado com essa hipótese; este, em modo de contra-ataque, ia alertando para a mais do que provável ida para o governo do VOX e de Abascal – os grandes ausentes da noite – se esse partido for necessário para uma maioria parlamentar com os dois outros da direita. Quanto ao mais, um Sánchez patético, entre sorrisos irónicos, silêncios comprometedores e um discurso oscilante entre a «igualdade de género» e o perigo do «fascismo»; um Casado francamente imberbe e muito superficial; um Rivera ao ataque, para ver se cresce nos votos que as sondagens lhe negam, mas melífluo q.b. quanto a futuros pactos de governo e um Iglésias decepcionante, porque excessivamente institucionalista e moderado, sempre com a Constituição nas mãos, ao contrário do que se espera dele. Hoje há outro debate e no domingo veremos como ficará a Espanha: se com um rumo certo, se dividida e confusa como este debate. A probabilidade de vencer a segunda hipótese, e de se repetirem eleições a um breve prazo, é mais do que elevada.
