no país dos 600 € de salário mínimo
«Paz Ferreira trabalhou com o antigo executivo com contratos que lhe deram um total bruto de 528 mil euros. Na presente legislatura celebrou contratos com o governo num total de 587 mil euros». Ninguém melhor do que um socialista anti-capitalista para apreciar a volúpia, quase sexual, do dinheiro.
Título anedota do ano: Combustíveis: Sociólogos alertam para aproveitamento político e excessiva mediatização
Os sociólogos são dois e chamam-se Manuel Carvalho da Silva e Elísio Estanque. Daí para a frente é ler e perceber como a liberdade de imprensa está longe de ser um adquirido
Hafsa Askar, dirigente estudantil em França que se tem destacado pelo seu radicalismo e ódio à cultura francesa, escreveu isto enquanto Notre Dame ardia.

Em menos de 24 horas
Portugal deixou de ser um país a descarbonizar, lutando para se declarar livre do petróleo para ver cada um dos seus cidadãos em luta pelo seu depósito atestado e com o PR a fazer doutrina ao defender o alargamento da requisição civil de modo a garantir o fornecimento de combustível aos milhares de pessoas que planeavam “passar a Páscoa com as famílias”. E, pergunto eu, porquê apenas aos que planeavam passar a Páscoa com as famílias? E os que planeiam ir em grupo aos santos populares? E os ‘tadinhos dos ateus mais os que se dão mal com as famílias ficam de fora? E as idas à praia nas férias ficarão de fora desse alargamento da requisição civil por assim dizer a tudo o que nos dê jeito e sobretudo não belisque a nossa popularidade?
Da pantominice
Então não andam todos de bicicleta? E onde estão os tais milhares que trocaram o carro pelos transportes públicos graças ao menor custo dos passes? Segundo as contas do Expresso era um dito e feito: “Passes sociais retiram 40 mil carros de Lisboa por dia.” Menos de 24 horas de uma greve mostraram como o patetismo tomou conta do discurso sobre os transportes. É tudo um faz de conta.
Transporte de matéria perigosa

*
não terá sido lembrança
Vi o Sócrates, na TVI, no programa «A crise das nossas vidas», a dizer que só chamou o FMI, em 2011, porque os banqueiros se recusaram ao «dever patriótico» de comprarem mais dívida do Estado. É espantoso como este homem não se lembrou de a vender ao Carlos Santos Silva! Bem conversadinho comprava-a toda…

Ricardo Chibanga: “Sempre senti medo.”
Ocidente
Proposta para a reconstrução de Notre Dame

Sem palavras
a melhor notícia do ano

Eis uma notícia fantástica! Graças aos denodados esforços do governo das esquerdas+Mário Centeno (cuja actuação não devemos confundir com a pureza de intenções do Bloco, muito menos do PCP), o investimento no Alojamento Local caiu 60%, em relação a anos anteriores. Isto quer dizer que o investimento na recuperação do património imobiliário das nossas grandes cidades cairá em igual proporção, ou até maior, se a isto adicionarmos as sábias medidas de agravamento do IMI, que aí se anunciam. Ora, quem passear pelas baixas do Porto e Lisboa, já para não falar nas cidades de média e pequena dimensão, constatará que pouco mais que 20% do seu imobiliário se encontra recuperado, podendo, a partir de agora, os indígenas locais beneficiar de um património desintervencionado, sem obras modernas, verdadeiramente castiço e típico da alma lusitana. Por outro lado, a queda do investimento no AL arrastará empresas de construção, turismo, restaurantes e mais uma quantidade de sectores da nossa economia que vinham a gerar emprego e riqueza graças aos idiotas que nele investiram. É, pois, graças a medidas sábias e inteligentes, como estas, que se prepara o país para enfrentar a próxima crise económica que aí vem a caminho. Uma vez mais, a culpa será da economia mundial e europeia. Nós fizemos tudo o que era possível para a evitar.
Senhores políticos, trabalhem vocês até morrer!
Não custa nada ser político e sentadinho no seu gabinete com ar condicionado, mobiliário ergonómico, todo aperaltado com muito conforto e mordomias, decidir mais umas medidas austeras sobre os destinos dos desgraçados dos portugueses que os sustentam. Não há dinheiro para cobrir o aumento da despesa pública? Afoga-se o contribuinte de impostos. Há défices crónicos por má gestão pública? Afoga-se o desgraçado ainda mais em impostos. Há défice na Segurança Social? Põe-se o contribuinte otário a trabalhar até morrer! Isto é socialismo!
É demais. Andamos há anos nisto. O pesadelo parece não só não ter fim como se adensa a cada ano que passa. A idade efectiva da reforma que era em 1980 de 62 anos, em 2013 passou a 65 anos; em 2014 e 2015 a 66 anos; em 2016 a 66 anos e 2 meses; em 2017 a 66 anos e 3 meses; em 2018 para 66 anos e 4 meses; agora em 2019, será a 66 anos e… 5 meses!! Isto já é real e só no mandato da Geringonça, já contamos com 4 desses aumentos. Eis o que nos espera se não retirarmos o socialismo dos destinos dos portugueses:
(Fonte Jornal Eco)
O cidadão não tem culpa das irresponsabilidades governativas de todos os que passaram pelos governos. Não têm! Trabalhou, descontou e confiou no Estado. Quem cuida da gestão desse dinheiro é que tem muita responsabilidade pelo estado das contas da Segurança Social.
Porque não foi o contribuinte que investiu em fundos especulativos como denunciou o Observador: ” O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), onde se concentra o dinheiro que pagará, no futuro, as pensões, perdeu 18,6 milhões de euros devido à falência de um dos principais investidores, a Finpro, diz hoje o Correio da Manhã na sua edição impressa. A empresa era, de resto, uma das maiores devedoras da Caixa Geral de Depósitos, que com a falência da Finpro perde igualmente uma quantia considerável de 23,8 milhões de euros, já que detinha 17,2% da empresa. O FEFSS detinha 10% da Finpro, daí ter perdido menos do que o banco.”
Também não foi o contribuinte que determinou que houvesse políticos a receber reformas vitalícias ao fim de 8 anos de “serviço” que vão custar em só 2019, 7,17 milhões. Apesar desta medida ter sido revogada em 2005, não teve efeitos retroactivos o que permitiu uma corrida às pensões dos que já tinham 8 anos acumulados até 2005 (inclusive). Segundo o DN “(…) em 2009, com as reformas de 383 deputados foram gastos mais 3,5 milhões de euros (um total de 8,5 milhões de euros) do que com os 22 311 pensionistas que ocupavam o então escalão mais baixo de reforma (até 227, 39 euros).” Neste grupo estão não só deputados, mas também presidentes de autarquias que a podem requerer. Contam-se 117 presidentes de câmara com este “direito”. Há ainda políticos a acumular estas subvenções vitalícias com outras pensões que recebem de organismos públicos e privados. A lista é extensa e continua a crescer por efeito retroactivo. Em 2016 eram 330 nomes mas agora não podemos saber quantos são porque o Governo de António Costa continua por decisão unilateral a esconder a lista.
Nem tão pouco é culpa do contribuinte haver reformas milionárias para as quais não houve total cobertura com contribuições. Reformas obscenas suportadas também pela Segurança Social.
Muito menos é culpa do contribuinte a Segurança Social ter pago 4 milhões de euros em pensões de sobrevivência e de direito próprio a beneficiários já falecidos há mais de 10 anos ou dar subsídios a quem não precisa deles.
Portugal é dos países mais defraudados que existe nesta Europa e só não está pior porque anda ancorado à UE. Vive na ilusão de que é “rico” e “próspero” quando na verdade não aguenta sequer uma “constipação” financeira. Por isso temos ao contrário da insultuosa propaganda socialista, as contas viradas do avesso que penalizam sempre os mesmos: o povo indefeso.
Não é a idade da reforma que tem de subir. É a gestão da Segurança Social que tem de ser reestruturada. De raiz. Acabar com um sistema que permite ser politizado, roubado, saqueado por outro transparente, mais justo e eficaz que assegure o seu propósito: devolver em fim de vida o dinheiro entregue pelos contribuintes e dar protecção social, sem criar dívida para as gerações seguintes.
A Suécia, como informa a FMS, “é um sistema de repartição como o nosso. É pago pelas contribuições dos trabalhadores e empregadores, mas a pensão é calculada como se estivesse num PPR virtual”, explica Amílcar Moreira. O sistema assenta em contas nocionais – não é possível saber hoje o nível de pensão que se terá no futuro – e integra três pilares: uma pensão-base, para a qual se contribui; uma pensão garantida que complementa a primeira quando esta é demasiado baixa; e uma pensão premium, privada, de carácter obrigatório.” Aqui, cada um receberá não mais nem menos do aquilo que pagou ao longo da sua vida. É uma pensão de velhice em função da esperança de vida da geração a que pertencem e é calculada com base numa taxa de contribuição fixa e nos salários auferidos, pela remuneração anual das contas individuais a uma Taxa Interna Retorno do sistema (nocional). As pensões são actualizadas automaticamente e de forma igual para todos. Apesar da natureza individual são regimes de seguro social de protecção contra os riscos de velhice, morte e invalidez. O sistema pode ser complementado desde que asseguradas por fontes de financiamento externas para não criar dívida às futuras gerações (Fonte artigo de Jorge Miguel Bravo no Público)
Este sistema já é adoptado também pela Polónia, Letónia, Noruega e Itália bem como muitos outros países e assegura equidade intergeracional e sustentabilidade financeira. Ora, por que razão Portugal, governado desde sempre pelo socialismo e social democracia, foge a sete pés de um sistema que permite justiça, equidade e fim do endividamento? Simples: porque não permite eleitoralismos e populismos à conta da Segurança Social.
Como é que a Lusa prova isto?
A Lusa criou um site designado combatefakenews.lusa.pt O combate passa por publicarem uns textitinhos mais ou menos institucionais em que invariavelmente aparece o seguinte parágrafo:
«As ‘fake news’, comummente conhecidas por notícias falsas, desinformação ou informação propositadamente falsificada com fins políticos ou outros, ganharam importância nas presidenciais dos EUA que elegeram Donald Trump, no referendo sobre o ‘Brexit’ no Reino Unido e nas presidenciais no Brasil, ganhas pelo candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro.«
Após ter lido esta litania em vários textos da Lusa
‘Fake News’ são “mais um desafio” do que um perigo
Regulador da Comunicação propõe criar lista de sites e sugere sanções
“Os Verdes” defendem “comunicação social plural e contraditória”
Alemães defendem ação rápida das autoridades contra notícias falseadas
Venho solicitar que a Lusa dê exemplos dessa utilização de notícias propositadamente falseadas nessas campanhas eleitorais e por quais candidatos. Ou pretenderá a Lusa que as fake news só são um problema quando o resultado das urnas não confirma os vencedores que a Lusa considera correctos?
Continuando com a campanha eleitoral que não é noticiada

Em Portugal as agressões e insultos oas militantes do PP, Ciudadanos e Vox nesta campanha eleitoral não têm sido notícia. A fotografia mostra um simpatizante do Vox, partido de extrema-direita segundo a nossa imprensa, a ser esclarecido sobre as desvantagens de ir a comício por aqueles que a nossa imprensa chama activistas e democratas
Chamem-se como quiserem mas façam alguma coisa!
Gestão de expectativas

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a moral e a ética não se legislam: praticam-se
Trigo Pereira, um dirigente socialista que, por vezes, tem assombros de sensatez, sugeriu, no Público de hoje, que se fizesse uma lei onde se impedissem «os dirigentes» políticos «de intervir nos procedimentos de nomeação de cônjuges, pais, filhos, irmãos ou afilhados». Esta não é, claramente, uma ideia sensata.
Não o é, desde logo, porque nenhuma lei do mundo poderá definir utilmente, isto é, para os fins por ela supostamente pretendidos, o conceito de «intervenção» Trata-se de apor a sua assinatura no despacho de nomeação do parente? De fazer uns telefonemas aos colegas ministros para ver se lhe tiram a mulher de casa ou se arranjam alguma coisa para entreter o seu jovem infante desempregado? De pedir à sua amante, por sinal chefe de secção de um qualquer ministério, no doce remanso do vale dos lençóis, que lhe contrate a prima?
Moral da estória: o positivismo legislativo e o socialismo ideológico costumam andar sempre de braço dado. Acontece que ambos ignoram, quase sempre, que a ética e a moral não se legislam: praticam-se.
Outra vez a conversa do novo aeroporto?
Como cidadã não há nada mais revoltante do que ver um país tecnicamente falido e que caminha a passos largos para mais uma grave crise financeira em propaganda por mais um aeroporto. Sim, mais um. Ou estão esquecidos que em 2011 inauguramos um, novinho em folha, por 33 milhões de euros, a 147 km do Algarve e com capacidade para receber os A380, o maior avião do mundo da Airbus e que está literalmente ao abandono?
Não existe qualquer respeito pelo contribuinte que já suporta a maior carga fiscal de que há memória. Como se pode falar em mais gastos megalómanos desta forma tão brejeira? Eu sei. Interesses. Só, só interesses. E muitos. Imobiliários e financeiros e… “comissões”.
Há anos que andam a dizer que o aeroporto de Lisboa “esgotou” as suas capacidades. Mas foi com Sócrates que essa lenga-lenga mais se fez ouvir. Lembram-se do aeroporto da OTA que era preciso fazer urgentemente bla, bla, bla? Pois é. Era tão, mas tão, mas tão urgente, que construíram primeiro o de Beja. Não acha isso no mínimo estranho? Então com um aeroporto já em “perigo de rebentar pelas costuras” dá-se prioridade a outro fora de Lisboa? E em… Beja!!!!
Bom, vamos a factos: a única entidade internacional que efectuou estudos de capacidade na Portela foi a Aeroports de Paris, parte interessada na eventual futura construção de um novo aeroporto; foram solicitados estudos preliminares aos Aeroportos de Manchester e de Gatwick mas os resultados NUNCA foram divulgados (obviamente porque o resultado não interessou ao “establisment”); o Aeroporto de Gatwick, em Londres, apenas com uma pista tal como o de Lisboa, movimentou em 2016, 43.136.795 passageiros enquanto Lisboa, no mesmo ano, 22.462.599 passageiros; em 2005 altura em que o governo decidiu pela Ota o total de passageiros anual era de apenas 11.236.476. Onde estava a saturação?

Mas há mais: em 2000 já se sabia que Portela tinha capacidade para suportar 35 milhões de passageiros como afirmava – o insuspeito socialista – João Soares ao Expresso: «todos os dados novos que apareceram, os tais relatórios que estavam na gaveta, vieram dar-me razão: a Portela tem todas as condições para chegar aos 30 ou 35 milhões de passageiros». Nesse mesmo ano, Jorge Coelho dizia no Porto que o aeroporto da Portela ficaria saturado mais cedo do que o previsto e que em 2006, só com transportes rodoviários alternativos se evitaria engarrafamentos na área do aeroporto (fonte TSF). Ora, em 2000, o total de passageiros era de 9.394.532 e 2006 acabou com um total de 12.314.917. Mais ainda: em 2010 o Jornal Nacional da TVI denunciava a falsa saturação do Portela onde claramente os slots, isto é, a disponibilidade para aterrar e descolar das aeronaves, demonstravam que não havia saturação nenhuma.
Esta ideia megalómana de construir de raiz um aeroporto internacional totalmente novo em Lisboa surgiu com o ex-ministro socialista (tinha de ser) das Obras Públicas, Jorge Coelho, que a juntar a isto queria ainda, em simultâneo, o comboio de alta velocidade e uma terceira ponte sobre o Tejo. Acontece que Portela já provou ser um dos aeroportos mais fiáveis e mais seguros do mundo e que a pista 17/35 é o ex-libris deste aeroporto por causa da frequência dos ventos cruzados atlânticos. Exemplo disso, em 2013, dos 182 aviões que deveriam ter aterrado, em dia de forte temporal, a 19 Janeiro, apenas 13 foram forçados a seguir para outro aeroporto. A sua eficiência, a sua excelente localização e a qualidade do projecto original fazem dele um dos melhores entre os melhores.
Obviamente que o aeroporto de Lisboa, hoje, mais do que nunca, precisa de uma remodelação de beneficiação como se verificou com o aeroporto Francisco Sá Carneiro no Porto para aumentar sua eficiência e qualidade. E uma vez que já temos um excelente aeroporto em Beja, inaugurado em 2011, que apenas precisa de melhores acessibilidades, manda as boas regras de gestão, rentabilizar esse investimento que, por falta de VONTADE política, está “morto”.

(foto Dinheiro Vivo/ Lusa)
“Nem mais um cêntimo para lobbistas” deveria ser o slogan actual contra este (des)governo recalcado do socratismo e não qualquer outro. As pessoas estão primeiro. E as pessoas não podem ser as eternas cobaias dos políticos irresponsáveis.
Demasiado grave para não falarmos disto…
trampolineiros da silva

Durante dezassete dos últimos vinte e quatro anos, o Partido Socialista dirigiu o governo português. Teve, nas suas mãos, a responsabilidade da Segurança Social, sendo que, por mais de dez anos, nos XVII, XIII e XXI governos constitucionais, foi ministro dessa pasta o valoroso José Vieira da Silva, a quem é devido, segundo se diz, a «sustentabilidade» desse sistema.
Ora, embora já desconfiássemos, este «estudo» da Fundação Francisco Manuel dos Santos informa-nos que o sistema está falido e em colapso, não aguentando, nas já muito exigentes actuais condições de concessões e benefícios, para além de 2038. Consequência: as pensões terão de ser reduzidas e só a partir dos 69 anos de idade estarão acessíveis aos que chegarem a essa idade. O «estudo» já está feito e divulgado, para amaciar o lombo onde entrará a faca que o transformará em lei. O valoroso ministro Da Silva não tem, com o é evidente, qualquer responsabilidade neste cartório.
Acontece que este sistema de Segurança Social não resulta de uma escolha livre dos seus cada vez mais precários e desabonados «beneficiários»: ele é uma imposição do regime, que obriga a que entreguemos parte substancial do nosso rendimento mensal ao estado, para que este tome conta de nós. Deixar isso ao cuidado dos «privados», que só se preocupam com o «vil metal» e o «lucro», seria uma tragédia. É preferível entregá-lo a uma gestão que só dá prejuízos.
O «contrato social» entre os cidadãos e quem os governa é, cada vez mais, um verdadeiro logro, pelo qual uma classe dominante (deixem-me utilizar Marx, por favor) se instala no aparelho de poder, com famílias, amigos e amantes, para viver à custa de uma cada vez mais vasta classe dominada (Marx outra vez, para ser agradável ao ministro Da Silva). As nossas «contribuições» para a Segurança Social não são mais do que um imposto encapotado.
A ler
Bento XVI sobre os abusos sexuais na Igreja
O legislador

Marxismo cultural e o bacanal
Um assunto que vejo ser discutido é o do marxismo cultural. Se existe, se não existe, se os seus resultados estão à vista ou se ainda estamos no início de um The Handmaid’s Tale que culminará na abolição da democracia liberal substituída por uma teocracia de ídolos pop, que tanto podem ser anunciados pelo Orbán húngaro como pelo Costa português.
Eu acho que sim, que há marxismo cultural, mas não o reconheço necessariamente por esse nome: o que há em abundância é a ausência de amor próprio, o que é consequência da ausência de cultura. Facilmente adoptando a estética da estupidez papagueada nas televisões, universidades e salas de aula, o pensamento crítico foi sendo substituído por uma moral artificial – como todas as morais – que apregoa o ecumenismo de hubris. É darwinista: quem ladra mais alto é mais ouvido.
Em suma, o socialismo, irreversível, a fazer o seu caminho. É passível de ser combatido? É. Mas, normalmente, a emenda é pior que o soneto. Claro, podemos sempre fazer alguma coisa, como, por exemplo, educar os nossos filhos para exigirem factos da escola, não achismos da parolada, mas isso não é revolucionário e, como tal, não é atraente. Eu costumo resolver com caminhadas e com banhos de sol – talvez possam fazer o mesmo.
IVA e SAFT
Acabei de pagar o IVA e entregar o SAFT da empresa.
Verifico no entanto que se continua a discutir acerca da massa muscular da Direita, marxismos e nazismos.
São com certeza gostos, prioridades e análises intelectualmente estimulantes.

A ditadura do pensamento único está em marcha
Apesar de vivermos em democracia cada vez somos menos livres. A liberdade de expressão começa a ser manietada, os direitos cívicos subtraídos e os deveres multiplicados. Enquanto isso, o Estado torna-se cada vez mais omnipotente e omnipresente. Não é isto um contra-senso?
A origem deste problema que já vem de longe está na ideologia de Marx. Foi aqui que nasceu a semente perversa das políticas que se denominam hoje por “democráticas” e “libertadoras” da opressão dos povos, mas que na verdade são mais castradoras de liberdades e criadoras de pobreza do que qualquer outra. Lenine, Estaline, Mao Tsé Tung, Pol Pot, Fidel, Kim Jong-un, Chavez, Hitler, Mussolini, são apenas uma amostra de líderes que seguiram essa doutrina socialista. O Manifesto Comunista escrito por Marx e Engels em 1848, a que chamaram de ‘socialismo científico’, serviu também de inspiração aos partidos social-democratas que surgiram na Europa do séc. XIX.
O socialismo de Marx sofreu revisionismos à medida que foi fracassando. Inicialmente, defendia a luta de classes contra o capitalismo que acusava de ser o responsável pela opressão do povo. Mas, ao implementar a ideologia marxista logo se percebeu que só recorrendo à força bruta se conseguia impor as políticas que levavam a essa “libertação”. Muitas guerras com muitas mortes, muito sangue derramado, e colapsos económicos depois, constataram que essa via era um fiasco. Que a luta pelo fim das classes não unia o povo que se mantinha fiel ao capital que os resgatara da pobreza extrema, transformando-o na classe média.
Nasce assim outra corrente socialista – nacionalista – que daria depois origem ao fascismo/nazismo pela mão do italiano filósofo socialista, Giovanni Gentile, que concluiu que o sentimento de nação era mais galvanizador do proletariado do que o sentimento de classe. Mussolini e Hitler seguiram por esta via. Ambos pertencentes ao Partido Socialista, assumidamente socialistas, criaram um Estado totalitário, de partido único, pensamento único, ultra-nacionalista, elitista, que não abolia a propriedade privada, mas controlava-a totalmente, retirando o poder absoluto aos proprietários. O declínio económico também não se fez esperar. Foi mais um grande fracasso do socialismo.

António Gramsci, um filósofo italiano marxista, ao perceber a dificuldade de implementação do socialismo, seja pela luta de classes seja pelo apelo à união nacional, logo reviu outra forma de fazer a revolução: a infiltração da ideologia na sociedade através do poder político. Tomando a comunicação social, as escolas, as universidades, a religião, as artes, a História, mudaria o pensamento doutrinando-o nos ideais marxistas . A sociedade seria tomada lentamente e sem violência e de uma forma naturalmente aceite e sem contestação. Nasce o marxismo cultural.

Porém, o que Gramsci não previu foi a evolução exponencial do capitalismo que em poucos anos catapultou para as novas tecnologias abrindo uma nova era de comunicação: a internet.
Com a chegada da rede, a liberdade tomou conta da plataforma que sem filtros nem controlo possíveis (censura) dos governos, expôs conteúdos até então vedados, abafados, adulterados. Conteúdos esses agora acessíveis a qualquer cidadão com apenas um clique. As redes socais deram depois voz ao cidadão comum que passou a expor suas opiniões, a questionar, a confrontar toda a informação em partilha com o Mundo inteiro. Foi o fim do controlo absoluto até então existente, mesmo que dissimulado, na comunicação social. Foi o despertar da consciência do povo de todas as nações.
Em reacção a esta ameaça, os defensores do socialismo, de todo o Mundo, logo iniciaram formas de travar esta liberdade. Na UE dominada por socialistas, surgem novas leis tais como o Artigo 13 de controlo de conteúdos sob o falso pretexto de protecção dos direitos de autor. Em Portugal os socialistas organizam-se para travar a liberdade nas redes. Sob também o falso pretexto das fake news, estudam formas de “regulamentar” a plataforma mais popular para travar as opiniões contrárias ao sistema.
Entretanto, as “brigadas do Comité Socialista” português ligados ao sistema, disfarçados de cidadãos comuns, circulam nas redes atentos aos que se insurgem contra a imposição das aberrantes teorias ideológicas “progressistas”, para proceder ao bloqueio dessas pessoas nas redes, impedindo-os de exercer o seu direito à liberdade de expressão.
Dizer a verdade hoje passou a ser um exercício perigoso que só os mais corajosos e que têm pouco a perder, experimentam sem medos. São ameaças de morte, perseguições, terror psicológico, perda de emprego, exclusão social, processos judiciais por “homofobia” sem ter sido homofóbico; por “racismos” sem ter sido racista; por “islamofobia” sem ter sido islamofóbico. É a era da criminalização da verdade e de quem ousa defendê-la. É a disseminação do medo de ser rotulado de “racista, homofóbico, islamofóbico” apenas por discordar de políticas “progressistas” que impõem uma agenda sem consulta à população.
O medo da internet tomou conta dos socialistas que hoje já não podem mentir manipular, aldrabar, inventar, branquear factos históricos, como sempre o fizeram, por serem facilmente desmascarados. O medo que faz com que os membros das “brigadas do comité Socialista” pareçam cães raivosos à toa nas redes ameaçando todos aqueles que se lhes opõe.
Porém a rede tornou o povo mais forte, mais informado, mais activo, mais atento, mais exigente e mexer na liberdade conquistada terá um preço elevado para aqueles que a ousarem roubar.
O socialismo é um meio de transição com maior ou menor radicalismo, para chegar ao totalitarismo. Daí que o fio condutor da ideologia, seja pelo apelo à união do proletariado, à união nacionalista ou pela hegemonia cultural, acabe sempre no mesmo: controlo da economia, dos meios de comunicação, do ensino e da cultura, um Estado grande e forte, pensamento único, repressão sobre as mentes discordantes.
Não. o marxismo cultural não é uma teoria da conspiração. É uma ameaça real que já está em curso e tomou conta do pensamento. Agora, só falta mesmo que esta oligarquia familiar que controla as instituições todas do Estado, reforce seus poderes e se perpetue no governo.
A propósito de Idai
- «Quem conhece a cidade da Beira, no centro de Moçambique, dificilmente ficará indiferente à quantidade de madeira exportada a partir do porto local. Sobretudo por causa da parceria com a China, e como outros países africanos, a floresta de Moçambique tem sido dizimada a um ritmo avassalador que não pode ser dissociável das alterações climáticas e demais desequilíbrios ambientais na região. Nisto os governantes locais têm seriíssimas responsabilidades e os custos das suas decisões implicam consequências pesadas a longo prazo para as populações que se começam a manifestar.»
País de papelão
Portugal é uma espećie de cenário de papelão que se esboroa aos primeiro pingos de realidade. O relato feito no I do julgamento do marroquino Abdesselam Tazi, acusado de recrutar jovens para as fileiras do Estado Islâmico, que agora começou no Campus de Justiça é constrangedor:
* Uma mulher asiática entrou na sala de tribunal depois de ter exibido um documento da embaixada do Japão alegadamente falso e tirou anotações sobre tudo o que ali se passou. Depois disso saiu e foi à sua vida, tendo apenas sido interpelada pelo i à saída.
*há falta de polícias, os próprios edifícios dos tribunais têm problemas e os agentes nem sequer podem usar armas dentro das salas de audiência – há o receio de que os arguidos consigam controlar os poucos agentes da PSP disponíveis.
* problemas com o sistema de videochamada na segunda sessão, que dificultaram a audição de diversas testemunhas que estavam noutras cidades.
* Os funcionários dos pequenos tribunais onde algumas das testemunhas estavam a ser ouvidas estiveram-se nas tintas para os problemas com as videochamadas e às 17h saíram, sem esperar uns minutos que as audições acabassem. Num dos casos acabaram por ser as testemunhas a comandar as máquinas e a ir chamar o próximo fora da sala para que se aproximasse da câmara e respondesse ao coletivo de Lisboa.
Descaramento
Lá fora cá dentro

Toda a conversa que se perpetua sobre nomeações de familares de governantes atingiu proporções épicas. O problema, claro está, não é a contratação de um jardineiro que é primo, de um motorista que é amante ou de uma senhora de limpeza pela activista feminista de redes sociais. A questão coloca-se, e bem, a propósito de cargos de governação. Cargos estes que indicam, mais do que eventual nepotismo, o quão certas famílias educam os filhos para a profissão de parasitas. Portugal é um país tóxico, cheio de filhos e enteados do Senhor das Terras, um triste morgadio de figurões herdados do pântano da Primeira República, que se perpetua no pós-25 de Abril em borrascosa pasmaceira da “ética republicana”.
Uns organizam-se em coligações improváveis da terceira liga com um discurso anti-imigração, outros em novas agremiações destinadas a agitprop para convertidos. Eu, eu vou de férias, para respirar um bocado. É que mesmo que não possa ir sempre para fora lá fora, tenho aprendido a ir para fora cá dentro.
Movimento Dividir Portugal
Aluno de 12 anos agride professor três vezes num dia ou professor deixa-se agredir três vezes num dia por um aluno de 12 anos?
Numa escola do Porto tivemos um professor a pedir “a uma funcionária para varrer os pedaços de vidro” que um menino partiu pois é óbvio que já não tinha autoridade para mandar o rapaz varrer ele mesmo. Em seguida a criancinha com um sentimento de absoluta impunidade ora usa o telemóvel ora salta por cima das mesas. Depois agride o professor em trẽs momentos diferentes, três, e acaba a declarar a um funcionário que, claro, também não se deve ter afoitado a chamar-lhe a atenção, “Já lhe parti o focinho”. O ministro da Educação o que disse? E aquela irmã Mortágua de discurso mais ou menos ininteligível que, ironia das ironias, trata das questões do ensino já se pronunciou? E Mário Nogueira, essa caricatura da luta, por onde anda? O PR não vai a esta escola? Vamos ficar pela conversa de “o caso está entregue ao Ministério Público”, sim porque agora, com os professores e funcionários devidamente desautorizados, a indisciplina nas escolas tornou-se um caso de polícias e tribunais? Como é isto possível?
