Alá que se faz tarde
É com pesar que vejo que uns católicos, em nada representativos do catolicismo, decidiram estragar a paz dos pacatos cidadãos muçulmanos oprimidos e refugiados através de uma provocadora procissão tradicional e histórica na cidade de Sevilha. Estavam os devotos da religião de paz muito bem na rua a gritar por Alá — como fazem as pessoas normais em outras regiões da Andaluzia (como em Torremolinos: “vai, atira o colchão alá piscina”) —, eis que aparecem estes vândalos do heteropatriarcado com as suas vestimentas, andores, velas e preces para deliberadamente perturbarem a paz pública.
E para que este texto tenha uma conclusão, é com agrado que verifico que a Fernanda Câncio já procedeu à remoção de todos os crucifixos deste país, substituindo-os por colchões.
Vai, atira o colchão alá piscina.
Mui temerosamente não vá o papa Francisco zangar-se ou vir de lá outra investigação ao dinheiro da caixa das esmolas…
a Rádio Renascença noticiou o acontecido em Sevilha.
Pelo título somos levados a acreditar que os católicos de Sevilha tiveram um desatino qualquer: Sevilha. Caos durante procissão da Semana Santa faz 30 feridos
Após séculos a organizarem procissões esqueceram-se do ritual das ditas e chegou o caos.
Clicando no video vê-se um dos momentos dos confrontos e percebe-se bem o que gritam: Alá. Segundo o texto que acompanha o video: Ouviram-se ruídos metálicos e gritos, provocando o pânico e a debandada desnorteada de milhares de pessoas que assistiam à cerimónia.
Não sei se na Renascença conhecem alguma debandada que não seja desnorteada mas havia ali que não tivesse nada de desnorteado: aqueles que são designados como desordeiros.
A desordem foi preparada: os desordeiros muniram-de de objectos adequados e escolheram gritar frases que sabiam ir causar o pânico: Gora ETA e Alá.
Enfim, Sevilha é do outro lado do mundo…


e em Espanha fala-se uma língua que ninguém domina. Certamente por isso não se conseguem noticiar os incidentes nas procissões (madrugá) desta noite em Sevilha
Varios de los detenidos por las estampidas de la Madrugá de Sevilla gritaron “Alá es grande”
Ocho detenidos y 17 heridos, uno de ellos grave, por las estampidas en la ‘Madrugá’ de Sevilla
Ocho detenidos por desórdenes en la Madrugá de la Semana Santa de Sevilla
Continuando
Vamos jogar a um jogo: Onde está a Venezuela?
O Insurgente tem um jogo: procurar notícias na secção Mundo de de 4 jornais online. Note-se que A Venezuela está a atravessar uma crise grave. Nos últimos dias houve 5 mortos em manifestações e vários feridos. Moram tantos portugueses na Venezuela como na cidade de Lisboa. Façam portanto o favor de tentar encontrar a Venezuela na da secção Mundo de 4 jornais online.
Portanto a ideia é acabar com o restauro dos prédios
A ideia agora é evitar despejos encapotados e dar maior protecção aos inquilinos. – escreve o Jornal de Negócios. Vamos então observar a ideia:
Primeiro passo, o senhorio resolve fazer obras Para avançar com as obras, os proprietários terão, assim, de entregar na câmara, juntamente com o requerimento de controlo prévio urbanístico, o orçamento total da operação urbanística que querem realizar, incluindo estimativa do seu custo total, bem como a caderneta predial, onde conta o valor patrimonial tributário (VPT) do prédio.
Segundo passo, os orçamentos vão inflaccionar pq têm de corresponder a 25% do valor fiscal do prédio. Para serem consideradas obras de remodelação ou restauro profundo susceptíveis de obrigar à saída dos inquilinos, as intervenções urbanísticas que pretendam alterar ou ampliar imóveis arrendados terão de ter um custo que, incluindo o IVA, seja equivalente a, pelo menos, 25% do valor fiscal do prédio.
Terceiro passo, toca a preparar a litigância com as doutoras das câmaras porque não basta ter gasto 25% do valor fiscal do prédio a fazer um restauro profundo este têm de corresponder a um “nível bom ou superior no estado de conservação”, Além disso, das obras deverá resultar um “nível bom ou superior no estado de conservação”, de acordo com os níveis previstos na lei para o efeito.
Quarto passo, as obras decorrem ao ritmo das vistorias dos sovietes dos inquilinos e da autarquia Por outro lado, os inquilinos deverão ser devidamente informados e passam a ter acesso a consultas ao processo, por forma a poderem acompanhar a realização da obra ou, por outras palavras, verificarem que acontece mesmo e que corresponde à intenção inicialmente apresentada, ou seja, que é de facto uma obra de remodelação ou restauro profundo.
Quinto passo, não se preocupem porque ninguém faz obras Numa situação de remodelação ou restauro profundo, os inquilinos podem ser despejados, desde que cumpridos um conjunto de requisitos, nomeadamente o realojamento, durante um período não inferior a dois anos, ou o pagamento de uma indemnização no montante de dois anos de rendas
Calma, Bóbi. Busca, busca.
Custa-me imenso ver este comportamento destrutivo de António Costa. O homem está a pedir para que lhe partam as pernas para que, em cadeira de rodas, os portugueses tenham que se ajoelhar para falar com ele. Este comportamento patológico é muito perigoso e apelo à família para que lhe providencie apoio psiquiátrico antes que seja tarde demais. Já não bastavam aqueles caroços de azeitona retidos na sua boca desde 1994 para bater o record do Guinness e que lhe prejudicam a dicção, eis que agora deseja extrapolar a paralisia cerebral para o domínio da locomoção. Este homem está em perigo. Quem avisa, amigo é.
No pasa nada
Não sei se sabem mas a Venezuela está em ruptura. Falta tudo à excepção da violência. A narco-oligarquia no poder prende a oposição. As manifestações de protesto acabam com presos, ferido e mortos. Como de costume as milícias governamentais fazem o trabalho mais sujo: ontem irromperam na igreja de Santa Teresa onde o cardeal de Caracas celebrava missa. Por cá a palavra de ordem é No pasa nada e até o tão loquaz Papa Francisco se mantém caladinho.
No Rectifications

Esta semana fui almoçar ao Centeno´s, um restaurante muito antigo mas que está sempre a mudar de nome e de gerência. Recordo-me de ir lá desde criança, com os meus pais e com os meus avós. Era o Salgueiro´s, nessa altura, e a minha mãe queixava-se sempre das constantes mexidas nos preços. “Fui aumentada 20% e mesmo assim não chega”, comentava ela com um encolher de ombros. O meu avô ainda era do tempo em que se chamava Salazar´s e era gerido com pulso firme; ele dizia-me que mesmo quando a comida não estava boa ninguém reclamava em voz alta, parece que a alternativa era um restaurante no Forte de Peniche em que a excelente vista para o mar não compensava o péssimo serviço.
Beleza´s, Catroga´s e Cadilhe´s são alguns dos nomes de que me lembro da minha adolescência. Este último acabou por passar o estabelecimento quando saiu uma opinião muito negativa no Independente. O crítico do jornal escreveu que faltava um condimento em todos os pratos. Acho que era a sisa, não tenho a certeza porque percebo pouco de culinária. Sempre ouvi dizer que o restaurante acumula prejuízos anualmente, e não sei como continua aberto! É verdade que há meia dúzia de anos esteve quase a entrar em insolvência, mas nunca chegou a fechar as portas. Desde aí já se chamou Gaspar´s e Albuquerque´s, os preços subiram bastante, as doses ficaram mais pequenas, e a clientela barafustou. No entanto, todos continuam a lá ir, dir-se-ia que parecem obrigados!
Agora aconteceu-me uma coisa muito estranha, que não me lembro de alguma vez ter acontecido! O papel afixado na entrada anunciava o menu do dia: creme de legumes, bife do lombo com batata frita e ovo, um copo de vinho, e tarte de maçã com bola de gelado para a sobremesa. Tudo por 6 euros. Quando dei por ela estavam a pôr-me à frente caldo verde, lombo de porco assado, um copo de água, e uma tangerina! Perante a minha reclamação o empregado justificou-se dizendo que o preço tinha baixado para 5,90 euros. “Oh amigo, a questão não é essa”, afirmei eu com cara de mau, “vocês deviam alterar a informação que está ali na porta, assim sinto-me enganado”. E é nessa altura que aparece o gerente, com o peito inchado de vaidade, a dizer que era um homem completamente diferente de todos os anteriores donos e que se orgulhava muito de nunca fazer ementas rectificativas. “E mais”, acrescentou, “andava meio mundo a dizer que eu não conseguia servir bife do lombo por 6 euros e agora vão ter engolir as palavras”. Não consegui resistir e disse-lhe que ele devia estar a gozar comigo e que talvez estivesse a precisar de descansar, mas, mal acabo de falar, chega o chefe de sala, um tal de Mourinho Félix, e fica a olhar para mim com ar nervoso. Depois respirou fundo, chamou os cozinheiros, os empregados de mesa e o pessoal da limpeza, olhou duas ou três vezes em redor, pousou a mão nas costas de uma cadeira, voltou a encher o peito de ar, apertou-me a mão e declarou: “quero dizer-lhe que foi profundamente chocante aquilo que disse. E gostaríamos que pedisse publicamente desculpa. Bom… quer dizer… se não lhe apetecer, então não precisa de pedir. E também queremos que saia do restaurante. Quer dizer… não lhe vamos pedir para sair, mas… bom… não sei bem. Olhe, fazemos assim, você procede como quiser e depois vê-se, está bem? Muita saudinha e cumprimentos lá em casa. E desculpe qualquer coisinha”.
“Agora é preciso fazer habitação pública a preços acessíveis a apostar na classe média”
O custo da habitação pública é obsceno. Façam as contas ao custo m2 das casas da EPUL
E acha que isso seria melhor para Portugal?
El País: El primer ministro de Portugal apoyaría al español Luis de Guindos para sustituir a Dijsselboem
A campanha contra Dijsselboem que está ser levada pelo governo português está ao nível da indigência mental. Para lá da má fé perante o que foi dito por Dijsselboem, do carnaval catarinesco dos pedidos de demissão, das figurinhas tristes do secretário de Estado a encher o peito para jornalista ver temos agora o primeiro-ministro português neste despreparo: António Costa tornou-se no porta-voz da campanha de Guindos para o Eurogrupo.
Para lá do ridículo da questão onde é que António Costa vê qualquer vantagem para Portugal na troca de Dijsselboem por Guindos? Já reparou que com o Brexit Mariano Rajoy passou para o pelotão da frente reunindo com Merkel, Hollande e Gentiloni?
Sinais
Deve ser por falta de mediadores culturais e psicólogos para aulas de preenchimento do livro de reclamações
Não é assim que se destrói um hotel
Após 12 anos de ensino a valorizar “competências” que fazem “adquirir aprendizagens”, depois de inúmeras reformas mais ou menos anuais a ajustar milimetricamente os “programas” e “objectivos pedagógicos”, incluindo o foco atribuído a “educação cívica”, “ofertas complementares”, “apoio ao estudo” e “formação para a cidadania” através dos mais recentes cânones da geringonça monstruosa do planeamento central, nem sequer conseguimos ensinar aos nossos jovens os rudimentos da destruição sistemática e organizada de hotéis em estâncias balneares que permitam bacanais em segurança e assegurem, ao mesmo tempo, o hedonismo necessário ao alívio de tensão estudantil adquirida com anos a fio de estudo intenso na prevenção de uma Europa livre de álcool, tabaco, doces e gorduras saturadas.
Após tantos anos disto, os nossos jovens só conseguem imitar os governantes.
Hoje chegámos ao quadro de honra do El País

E o aconselhamento psicológico já está no terreno?
afinal, julgam que o homem falava do quê?

Só por ingenuidade ou ignorância se pode imaginar que a ordem internacional é anárquica, não no sentido de que, muitas vezes, possa ser confusa e imprevisível, mas que funciona harmoniosamente sem poderes tutelares. Pelo contrário, ela é o campo mais propício à monopolização do poder e da força, chamando-se esses monopólios «impérios». Como todos sabemos, a História está cheia deles, e quando um desaparece foi porque um outro o aniquilou. A ordem internacional é competitiva. Mas, decididamente, não é anárquica.
Foi isso que sucedeu em 1989, com a queda do Muro de Berlim, com o princípio do fim da União Soviética e da Guerra Fria: o mundo bipolar em que vivemos durante décadas terminou com o fim do império soviético e a emersão monopolista do do império americano,
A «pax americana» em que desde então vivemos terá vantagens e inconvenientes, mas tem certamente custos, goste-se ou não. Um deles é que quem desafia o império, mais tarde ou mais cedo, de uma forma ou de outra, tem que levar. E compreende-se, porque essa é a lógica de todo o poder monopolista. E, num mundo difícil e perigoso, não é possível ao «polícia do mundo» admitir faltas de respeito sucessivas, como o fez Sadam Hussein, por exemplo, que, não satisfeito com a coça que apanhou na primeira guerra do Golfo, mas tendo-o deixado no lugar, continuou a desafiar o império e, ainda por cima, o herdeiro do ceptro daquele que, por sua causa, abandonou prematuramente o lugar. Tinha que levar. E levou.
É neste contexto que Donald Trump deve ser lido e que qualquer outra interpretação sobre o seu governo será sempre ingénua ou maldosa. Trump está sentado no trono do mundo e não pode permitir que se ultrapassem certos limites. Sob pena de lhe perderem o respeito e, o império, a respeitabilidade. Ia acontecendo com Obama e com Putin, não acontecerá com ele. Afinal de contas, quando o homem lançou o slogan de campanha «Make America great again», acham que estava a pensar em quê?
Trabalha Tuga!!
Trabalha todos os dias como um mouro para pagar as suas contas e impostos? Não faz férias, corta nos passeios em família, restaurantes, cinema, roupas e actividades dos miúdos para aguentar a austeridade imposta? Pronto. Tenho uma boa notícia para si. A Avoila, essa inútil senhora, vai convocar mais uma manifestaçãozita dia 26 (mais uma 6f) para obrigar o governo a dar mais umas regalias à função pública, aquela que ele engordou e que você já suporta com muitos sacrifícios. Sorria porque caso eles aceitem, é você quem vai suportar mais essas despesas. Ler mais…
Quem se mete com o PS leva
“A troika foi-se embora e, pelo que sei, não se mudou para a Entidade das Contas”. – Luís Patrão, secretário nacional do PS para a Administração, sobre irregularidades nas contas do PS detectadas pelo Tribunal de Contas. “Até parece que a ECFP [Entidade das Contas e dos Financiamentos Políticos] não gostou do sucesso e da dimensão que tiveram as primárias, quer financeiramente, quer de adesão.”
Sócrates, o homem rodeado de gente parva
Portanto José Sócrates era líder partidário e primeiro-ministro no dizer de muita gente inebriante. Um homem que tinha um projecto para o país. Um homem que resistia a tudo concluía-se nos painéis de comentário. Depois, sem que ningúem o soubesse, tinha uma segunda vida que passava pelo amigo Silva. Espantosamente além daquele amigo Silva ninguém mais, fosse no PS, fosse no governo de então, fosse entre aqueles que com ele privavam, ninguém mesmo achou este tipo de vida um bocadinho estranho?
Diário de bordo de J. Bruce Sampaio, Presidente da White Star Line, proprietária do RMS Titanic

10 de Abril de 1912
Southampton ficou para trás e navegamos agora, a alta velocidade, em direcção a Nova Iorque. Estou muito contente com o nosso Comandante, o Capitão Edward J. Sócrates. É neste momento claro para todos que decidi correctamente quando despedi o anterior oficial, o Capitão P. S. Lopes. Dei-lhe a oportunidade de liderar o navio à experiência, durante os testes marítimos em Belfast, mas fartei-me dele em pouco tempo. Estava a deixar o meu querido Titanic à deriva.
11 de Abril de 1912
Estou cada vez mais convencido que interpretei bem o sentimento da tripulação, o Comandante Lopes não era um homem decidido, faltava-lhe rasgo e ferocidade. Até chegou a constar na embarcação, imagine-se, que aproveitou uma folga na agenda para dormir uma sesta! Completamente imperdoável. Não é, pois, de estranhar, que um dos seus oficiais tenha pedido a demissão, e que um conhecido palestrante londrino de assuntos marítimos tenha deixado de palestrar.
12 de Abril de 1912
Hoje recebemos alguns avisos sobre a presença de icebergues na nossa rota. O Capitão Sócrates ordenou que se aumentasse a velocidade. “Quanto mais rápido navegarmos, mais depressa deixamos o gelo para trás”, afirmou, convictamente, perante o olhar de admiração dos seus fiéis. Que maravilha, que diferença para aquele sem rumo do S. Lopes.
13 de Abril de 1912
Icebergues, icebergues, e mais icebergues, o telégrafo não pára. Estou farto desta conversa. Há mais vida para além dos icebergues! O Comandante concorda comigo.
14 de Abril de 1912, 23h50m
Acordei há uns minutos com um barulho, parece que raspámos em qualquer coisa. Já falei com o Capitão Sócrates, que me disse para estar tranquilo. Ele terminou agora mesmo a 4ª actualização do Plano de Emergências e Casualidades, o PEC IV, que se destina precisamente a estes pequenos contratempos.
15 de Abril de 1912, 01h30m
Estou com água gelada pelos joelhos, mas o Comandante já me veio acalmar e até referiu que a minha circulação vai beneficiar deste episódio. Que homem extraordinário, domina todos os temas e assuntos! Nota-se bem que se dedicou aos estudos, não é como aquele boémio do Capitão P. S. Lopes. Se bem que, neste momento, parece algo nervoso. Pelos vistos tinha tudo controlado e foi traído pelo Imediato T. Dos Santos, um mariquinhas que se pôs a enviar S.O.S. mal viu a proa debaixo de água.
15 de Abril, 02h00m
A música continua boa!
15 de Abril, 02h20m
glu glu glu
15 de Abril, 17h
Estamos no RMS Carpathia, que nos retirou da água, a caminho de Nova Iorque. Alguns sobreviventes estão revoltados com as condições deste barquito austero, e os oficiais do Titanic, apesar de bem instalados, incitam-nos com gritos de “isto não se aguenta!” De facto, podiam-nos ter salvo com mais pompa, não se percebe a falta de solidariedade. Decidi que vou escrever as minhas memórias, tenho muito para contar sobre os últimos tempos. Acima de tudo não me saem da cabeça aqueles testes marítimos com o Capitão S. Lopes. Que falta de rumo, meu Deus, andávamos mesmo à deriva!
Se não for muito incomodar
Poderiam os senhores jornalistas dizer-nos o que aconteceu nas últimas horas na Venezuela?
Primavera em flor
Há pouco para comentar. O governo entrou em regime permanente, ou seja, as suas acções já não são noticiáveis. Por um lado, é muito positivo não ligarmos à governação: um governo em regime permanente é aquele que se limita a assegurar a reeleição ou, neste caso, a eleição; por outro lado, há costa livre (trocadilho intencional) para que façam o que quiserem sem serem importunados pela comunicação social e pelos comentadores do regime.
Hoje em dia, quem precisa de um Daniel Oliveira se só serve para dizer bem, receber a jorna e nem perder tempo a organizar manifestos e petições por coisas abstractas perante o mugido simpático da comunicação social? Para que servem os debates permanentes entre os socialistas de todos os partidos se não considerarmos o pretexto útil para a jantarada que se segue? Para que serve aos socialistas pagar um salário ao Paulo Baldaia se a Fernanda Câncio até está disposta a imprimir e distribuir jornais sozinha em troca de alguém fora do clube do Bairro Alto ler sobre o seu fetiche, aquele que consiste na associação fálica a objectos em forma de crucifixo? De que adianta mais um Prós e Contras, mais uma Quadratura, mais uma despedida às aves nocturnas e aos filhos da noite? Porque insistem as televisões em mais reuniões da Tupperware a que chamam debates? Ou, pior, “informação”?
Este governo merece todo o mérito por nos ter cansado, por nos ter aborrecido até à indiferença. Mais perigoso que isso seria, pelo menos para já, completamente impossível. Mais cedo ou mais tarde até acabaremos por esquecer que o sono é o maior aliado dos audazes.
Estamos Lixados
Se pensava que ter todas as esquerdas, inclusive as que não saíam da oposição devido aos seus miseráveis 10%, AGORA no governo, a sua vida e a do país melhoraria e passaríamos a viver na prosperidade, com melhores políticas sem custos para os contribuintes, enganou-se. Tirando os funcionários e pensionistas públicos, tudo o resto continua igual para pior. Continua a austeridade sem se saber porquê pois apesar de termos o “melhor défice” (risos!!!) e supostos “bons indicadores económicos” (gargalhadas!!!!) temos de desembolsar mais impostos , pelo segundo ano consecutivo. Temos que aguentar com mais cortes em todos os serviços do Estado que os degradam a níveis insuportáveis. Temos de viver com menos ao fim do mês porque somos sugados pelos impostos camuflados. Só isto? Não. Carregaram-nos com mais 10 mil milhões a bancos que sairão direitinho de impostos pagos por nós… Maravilha. A austeridade é boa e as esquerdas fazem-na prosperar … Ler mais…
Os protectores
Às vezes, a espécie dá-nos motivos de orgulho
Um Aeroporto Merecido
E pronto! Depois do episódio do Presidente do Eurogrupo, tinha de aparecer logo a seguir outra polémica, à boa maneira portuguesa, para nos distrairmos das reais preocupações do país. Durante mais uns dias em vez de se falar de coisas sérias, do Estado que entrou em défice ou das dívidas dos hospitais que subiram 59 milhões, durante o mês de Fevereiro, andaram todos indignados com a atribuição do nome de Cristiano Ronaldo ao Aeroporto do Funchal. A decisão não é consensual mas convenhamos, não é caso para tanto espalhafato. Sejamos honestos. Num país onde há uma praça na Amadora com o nome de Hugo Chavez e um Panteão Nacional com restos mortais de Eusébio, indignam-se porquê? Ler mais…
Die Büste

O busto luz e reluz
Caramelo, alcaçuz,
Engomado a verniz.
O seu septo de dor
Fundido a calor
Entortou-lhe o nariz.
Olha p’ráqui ou p’ráli
E também olha p’ra ti,
Com olhar desigual.
Quererá fazer xixi?
Está a apertar o pipi?
Parece qu’é anormal.
Ah! Mas é ele, o tal,
O que é fenomenal!
Que imagem desengonçada!
Mas, complementa, afinal,
A dos colhões de metal
Que já está bem coçada.
Centeno 2 : 4 – 3

Quem já assistiu a uma cena de caça no National Geographic compreende perfeitamente o acerto da estratégia do governo e da maioria parlamentar em relação aos 243 mil milhões de euros que compõem a dívida pública portuguesa. É bem sabido como esta actividade predatória se processa: o leopardo aproxima-se da gazela com o maior estardalhaço possível, rugindo e saltitando desde longe, e o doce antílope, em atitude sacrificial, vai ter calmamente com o felino e oferece o pescoço à mortífera dentada.
A sábia natureza não chegou a este estádio evolutivo por acaso. Ao facilitarem a vida aos predadores, as presas, além de evitarem correrias cansativas e pouco dignificantes, dão também um importante estímulo aos carnívoros mais inseguros ou preguiçosos, informando-os de que são facilmente comidas por qualquer um. É este tipo de mecanismo que também se encontra na espécie humana, nomeadamente nos liceus. Daí o enorme carinho que todas as moçoilas sentem pelo fanfarrão que espalha aos quatro ventos as histórias íntimas dos dois, fazendo do kiss and tell uma das mais nobres actividades em recintos escolares. E se forem histórias inventadas, melhor ainda.
O nosso actual elenco dirigente percebe bem estas idiossincrasias dos caçadores. Daí que não passe um dia sem levantar poeirada na savana financeira. Uns dizem para esperar pelas eleições na Alemanha, outros que mais vale atacar já, e os restantes vão cantando de galo em animados grupos de trabalho. O importante é que se anuncie que a montaria ao credor está na agenda oficial. É o que se costuma fazer nas dedicadas ao javali, e os bichos nunca fugiram por causa disso. Claro que tudo isto é muito tell sem nenhum kiss, mas é nesse pormenor que reside toda a elegância.
Foi por causa desta particularidade biológica e cultural que o trabalho do ex-ministro das finanças Vítor Gaspar não foi muito apreciado. É verdade que ele foi o único que conseguiu renegociar efectivamente a dívida pública portuguesa. Mas fez tudo com tanta discrição que deu logo para ver que se tratava de um homem sem maneiras. E os governantes que representam os países credores viveram um autêntico pesadelo. Perderam umas valentes massas de uma forma tão disfarçada que os seus eleitorados nem chegaram a dar por isso. Esse secretismo foi, para Wolfgang Schäuble, por exemplo, muito constrangedor. O homem sonhava desde há muito com o dia em que, perante dezenas de câmaras de televisão e microfones da rádio, anunciaria aos contribuintes alemães que tinha perdido o dinheiro deles num empréstimo incobrável aos portugueses. Vítor Gaspar, com a sua atitude reservada, tirou-lhe esse prazer. Há quem diga que foi esse o motivo que o levou, envergonhado, a baixar-se respeitosamente perante o homólogo germânico em plena reunião da Eurozona. Uma forma de pedir desculpa pela desadequada circunspecção. Também há quem diga que Gaspar se baixou porque Schäuble é paraplégico. Mas esses nunca leram a Bíblia e não conhecem a cura do paralítico em Cafarnaum. Mário Centeno, que de acordo com Teodora Cardoso até já fez um milagre, poderá em breve fazer outro. É só proferir, cheio de gabarolice e em voz alta: “levanta-te e anda cá, Wolfgang, para te pregar um grande calote”.
A fluidez de género
Mal entrou no café, Jorge sentiu os calores da caminhada. “Será a menopausa?” – questionou a moça ainda pouco carregada pelas rugas dos seus cinquenta anos como estudante universitário. Senta-se para ler o jornal, cruzando as pernas como uma senhora das antigas para prevenir o olhar de homens com perversão heteropatriarcal e treinados para afiar o olhar no pénis das moças. Jorge detesta as cronistas conservadores, daí que sinta a necessidade de comprar o DN, que o senhor da tabacaria encomenda só para ela, um jornal que tem como público-alvo os candidatos a cortesãs. Começa a ler o cronista Fernanda Câncio, pessoa que, normalmente, escreve sobre os temas que lhe interessam, os da fluidez que o putedo tem nos obséquios da Corte. Jorge imagina Fernanda nu, coisa que só algumas eleitas poderão ter visto, como o Carlos Santos Silva ou o empregado de limpeza da namorada com gosto pela fotografia que deixava fotos do sexo espalhadas pela casa. Será verdade o que se diz sobre correlações do tamanho do nariz com tamanhos de outros apêndices corporais? O clitóris de Jorge é enorme, mais parecendo um pequeno pénis que a natureza, de forma perversa, quis determinar, sem sucesso, ao pretender atribuir uma paralisia determinística à fluidez inerente dos géneros.
Jorge pensa nas quotas para mulheres e constata que poderá beneficiar destas, se a contratação ocorrer no minuto em que a sua fluidez de género oscila para o lado feminino. O relógio mental de Jorge é do tipo suíço, batendo exactamente trinta vezes por hora no género feminino e outras trinta no género masculino-rabeta, o género que alguns heterossexuais apresentam quando querem estar de bem com a madame que conhece intimamente todos os clientes e pessoa com maior capacidade de ampliar carreiras de forma perfeitamente desinteressada em troca de pequenos momentos de exploração intestinal com remos. Jorge já se imagina como presidenta, de vestidinho justo, a meter as mãos no rabo de um Putin como genuína sapatada entre companheiras de equipa desportiva por lance memorável. Miragens para um homem como Jorge: a direita manda nisto tudo e nunca permitiria que uma rapariga tão inteligente como ela pudesse ascender a cargos sem ajuda da legislação.
Dr. Costa, primeiro homem português a obter um cargo de governação através das quotas, que pela vontade dos eleitores não ia lá, tem a obrigação de avançar com a lei das quotas antes que seja tarde demais para Jorge, como já começa a ser para a concretização do seu outro sonho de menino, o de ser mãe.
De alegado em alegado até ao branqueamento final
Escreve o Expresso: Mulher do alegado terrorista condena ataque
Ora se o terrorista é alegado a mulher dele pede desculpas de quê? Nesse caso devia escrever-se Mulher do alegado terrorista condena alegado ataque
Ou tendo em conta as questões de género e o direito à privacidade do alegado terrorista era bem melhor apresentar assim oa ssunto: Alegada mulher do alegado terrorista condena alegado ataque
Mas ainda não está bem porque note-se as vítimas também podem ser alegadas. Quem nos garante que culpam o homem que alegadamente as matou? Quem nos afiança que não se suicidaram ou resolveram participar no alegado ataque do alegado terrorista que era alegadamente casado com a alegada mulher que alegadamente o condena porque alegadamente ele cometeu um acto alegadamente terrorista?
Onde estão os vossos judeus?
No Conselho de Direitos Humanos da ONU Hillel Neuer, diretor do United Nations Watch, pergunta o que se faz questão de omitir; “A Argélia tinha 140.000 judeus, Argélia, onde estão os vossos judeus? O Egito tinha 75.000 judeus, Egito, onde são os vossos judeus? A Síria, que tinha dezenas de milhares de judeus, onde está os vossos judeus? No Iraque, havia 135.000 judeus, onde estão esses judeus?”.
A UE está morta (e o Paul McCartney também)
Procurando no YouTube, encontram-se, neste ano de 2017, dezenas de vídeos acerca da alegada morte de Paul McCartney em 1966. Cinquenta anos depois, ainda há maluquinhos dispostos a encontrarem provas que vão das capas dos discos — não apenas Sgt. Pepper’s mas também todos os outros — a referências nas letras e mensagens ofuscadas, estas apenas decifráveis, com muito boa vontade, quando ouvidas invertendo o áudio.
Não é só cá, onde quase um ano e meio após a formação da Geringonça ainda há quem ache que isto vai correr bem, que há malucos a rodos. Não tenho escrito por isso mesmo: compreender o mundo actual é perceber estes doidos e, admito, cada vez menos me parece possível fazer mais do que encher o armário de enlatados. Ou, ouvindo o que diz a Le Pen, esperar para ver o que farão os malucos dos dois lados da barricada para a destruição da UE, quer os que querem acabar com ela, quer os que destruirão o que resta na tentativa de a manter.
Por outro lado, o substituto do Paul McCartney é muito bom: até acho que é melhor que o original. É preciso dar crédito a quem quer que tenha feito o casting.
O Défice de 2016 é um Embuste
O défice que nos apresentaram é uma perigosa bomba relógio. Não há mérito nenhum nos 2,1%. Muito menos prova que usando outras políticas se consegue os mesmos objectivos como disse Marcelo. O que há são malabarismos grotescos, diria quase criminosos, de “chico-espertice tuga” que escondem o maior embuste, depois de Sócrates, fundamentado em mentiras, patranhas e ilusões para o iletrado cidadão. Uma falta de respeito por toda uma Nação a quem se pede constantemente sacrifícios fingindo ser pelo bem de todos. Uma mentira abençoada pelo PR que nos deveria fazer corar de vergonha. Infelizmente. Ler mais…
Da próxima vez que o PR aparecer aos saltos
passo para este video que descobri graças a Alexandre Mota
Da luta de classes ao ressentimento
A esquerda e os jornalistas-activistas deixaram cair os operários para apostarem no ressentimento. Os radicais islâmicos são os grandes beneficiários da troca da luta de classes pelo multiculturalismo. Assim chega aqui um cidadão marroquino que pretende “uma orientação islamita mais radical” para o seu país (de cuja capital Lisboa dista tanto quanto de Madrid) e Portugal trata-o como se ele fosse um defensor da democracia: concede-lhe asilo, mais cama, roupa lavada, uns subsídios e presumo que alimentação confeccionada segundo os ditames da sua “orientação islamita” devidamente identificados naquele manual para “Acolhimento de refugiados” editado pela a Direcção-Geral da Saúde que nos recomenda coisas tão extraordinárias quanto “Fique atento aos seus próprios preconceitos e preferências e coloque-os de lado”
vasco, pedro, weber e a riqueza das nações…
Vasco Pulido Valente é, sem qualquer hesitação, o tipo que há mais anos melhor pensa e melhor escreve na imprensa portuguesa. Há, porém, coisas em relação às quais nem a melhor inteligência é capaz de superar a formação provinciana da Universidade portuguesa dos anos 60. Aqui, nesta passagem da sua crónica de hoje do Observador, na qual Vasco insiste na leitura weberiana sobre o capitalismo e a religião («a Europa protestante, onde o capitalismo encontra um leito macio, e a Europa católica (Portugal, Espanha, França e a maior parte de Itália – a Grécia ortodoxa por definição não conta), onde a Igreja por séculos e séculos habituou as gentes à irresponsabilidade pessoal e à dependência do padre»), percebe-se que, afinal, ele não conseguiu ultrapassar a conversa de que a Igreja era uma coisa linear, apostada no obscurantismo das massas e no pauperismo das nações. Tivessem-lhe falado, nos bancos da Universidade, em Covarrubias, Molina, Suarez, Mariana, Azpilcueta e ele certamente faria, hoje, outra ideia sobre as origens do capitalismo moderno.
É, aliás, um registo muito semelhante, e eivado dos mesmos vícios, ao que tem feito, nos últimos anos, o meu amigo Pedro Arroja, para quem as conclusões sobre a influência do sentimento religioso no pensamento económico são, embora ele julgue que não, iguais às do VPV: o capitalismo não funciona nos países católicos, porque é coisa inventada pelos protestantes. Embora, no caso do Pedro, ele conheça muito bem os escolásticos de Salamanca. O que adensa mais ainda o mistério…
o bordel do regime assume-se?
recordar o passado em azurém

Lendo este interessante artigo do Observador, sobre as eleições à Câmara de Lisboa antecipadamente perdidas pelo PSD, fica-se com uma melhor ideia do aproveitamento canhestro que em várias freguesias se tem feito sobre a “inevitável” demissão de Passos Coelho se o próximo resultado autárquico em Lisboa for mau. Na verdade, nos últimos anos, desde há muito tempo, as prestações do partido, nessa autarquia, têm variado entre o mau e o péssimo, pelo que não é de admirar que assim continuem nos próximos tempos. Ora, entre aqueles que têm vindo a insinuar que o futuro de Passos passa pelo resultado de Lisboa, ressalta Luís Marques Mendes, literalmente, o Marcelo Rebelo de Sousa dos pequeninos, que, quando foi líder do PSD (sim, ele já por lá andou), o melhor que conseguiu na capital foi um terceiro lugar, com 15,74% dos votos, quase ex-aequo com o quarto lugar do movimento independente de Helena Roseta, que sacou 10,21%, sem partido nem recursos. Nessa altura, e perante esse desse lastimável resultado, não consta que Mendes se tenha demitido da chefia do laranjal, donde só saiu em eleições internas, que apenas convocou por sido pressionado para isso. Assim, ao Marcelo de Azurém, que todos os domingos tem destilado fel sobre Passos, deixaria apenas a nota de que não me parece que o actual líder do PSD seja da estirpe de quem se deixa derrotar por tipos politicamente menores. Como, por exemplo, Luís Filipe Menezes…
O Fim do Mundo em Cuecas
Foi o fim do mundo em cuecas esta semana por causa de uma frase, completamente descontextualizada (claramente propositado) e depois manipulada, alegando ser do socialista holandês, Dijsselbloem. Ora, nossa querida CS escreveu que o Presidente do Eurogrupo terá dito que ” os países do sul gastavam o dinheiro todo em álcool e mulheres.” Porém a frase foi precisamente esta: “Na crise do euro os países do Norte mostraram solidariedade para com os países do Sul. Como social-democrata, a solidariedade é para mim extremamente importante. Mas quem a pede, tem também deveres. Não posso gastar o meu dinheiro todo em álcool e mulheres e depois disso ir pedir a vossa ajuda. Este princípio vale para o nível pessoal, local, nacional e também europeu”. Dijsselbloem AFINAL falou na 1ª pessoa, dando-se como exemplo. Porquê então toda esta indignação? Ler mais…
