Só Pode Ser da Primavera
A explicação só pode estar na aproximação da Primavera onde os passarinhos cantam, as flores florescem, as paixões nascem para se entender esta euforia à volta do défice de 2,1% (Sócrates conseguiu 2,6% antes de falir) e das melhorias económico-financeiras que ninguém vê nem sente e muito menos aplaude, a não ser claro o nosso Governo com o devido colinho do Presidente da República. Costa diz que contra factos não há argumentos; Marcelo fala em preconceito dos investidores com governo BE e PCP; Centeno lamenta-se da injustiça dos mercados que não entendem todo este esforço à volta do incrível défice. Realmente estar apaixonado é outro nível. Cega. Ler mais…
Há aqui qualquer coisa que não bate certo
- A Casa de Acolhimento para Crianças Refugiadas (CACR), em Lisboa, perdeu o rasto a 15 adolescentes entre os 15 e os 17 anos, em 2016, avança a edição desta sexta-feira do Público. Um dos migrantes tinha apresentado sinais de ter sido vítima de tráfico de seres humanos – é uma rapariga que vinha da Nigéria e que tinha mostrado comportamentos de isolamento. – FACE A ISTO PENSAMOS NÓS OU PENSO EU QUE SE PROCURA ACTIVAMENTE SABER DESSES MENORES
2. Dora Estoura, coordenadora da CACR, disse ao Público que apesar de os desaparecimentos serem “naturalmente uma fonte de preocupação”, que não era necessário “criar alarmismos”, lembrando que a instituição é um espaço livre e que as saídas dos menores sem regresso são habituais. Em 2015, 29 dos 66 menores que o centro acolheu também desapareceram do seu radar. – PELOS VISTOS LIBERDADE É SINÓNIMO DE IRRESPONSABILIDADE: EM 2015 DESAPARECERAM 29, AGORA 15… MAS SÃO OU NÃO CRIANÇAS REFUGIADAS? E SE SÃO REFUGIADAS VÃO PARA ONDE? QUE TIPO DE DOCUMENTOS TÊM?
3. Mas a organização do Conselho da Europa está preocupada com a situação em que vivem os menores vítimas de tráfico em Portugal e incitou as autoridades portuguesas a melhorar a assistência que lhes dão, com apoio na habitação, educação e assegurando uma monitorização da sua reintegração na sociedade PORTANTO AS CRIANÇAS REFUGIADAS FOGEM PORQUE NÃO TÊM APOIO NA HABITAÇÃO? QUANTO AO APOIO NA EDUCAÇÃO ESTAS CRIANÇAS REFUGIADAS NÃO VÃO À ESCOLA?
NADA BATE CERTO NESTA HISTÓRIA
Os Ricos Não Produzem Pobres
Os ricos de facto são uns chatos com a mania das grandezas a encher o país de shoppings cheios de lojas de marcas a preços acessíveis! Esse Belmiro deve ter a mania deve, que é dono de Portugal. Tem algum jeito a Sonae que já tem os “Continentes”, acumular com mais negócios na indústria e no comércio a retalho, criando milhares de postos de trabalho para obrigar as pessoas, coitadas, a trabalhar para ele?
E o IKEA? Quem pensa ele que é ao invadir nosso país assim com artigos super baratos para a comodidade do lar? A terra dele não chegava pra ter de nos impingir esses produtos que todos correm para comprar? Mas que lata!
Para não falar dos chineses… Ah! Os chineses que se reproduzem a velocidade da luz, inundam-nos de armazéns cheios de tudo e mais alguma coisa, abertos quase 24h por dia só pra nos fazer derreter o salário, que depois usam pra estacionar uns quantos BMW de topo à porta? Desgraçados!
E a Apple? A maior responsável por quase todos terem 1 iPhone, aquela màquina insuportável que faz tudo e mais alguma coisa e cabe na palma da mão.
Isto sem falar daquele rico nojento do Zuckerberg que foi inventar o Facebook só pra nos viciar e depois enriquecer à conta dos miseráveis que não conseguem viver desligados dum mundo que ele tornou global. E como se não bastasse, em vez de distribuir sua fortuna por todos os utilizadores, cria fundações para ajudar na cura de doenças. Shame On you!
E a BMW, Mercedes, Ferrari e por aí fora… Quem precisa de carros com todas as comodidades e mais algumas, que nos levam para onde queremos quando o Costa tem bicicletas eléctricas que chega pra todos? Companhias aéreas privadas? Cruzeiros? Com tantos barcos pneumáticos a preços ridículos e muito mais ecológicos.
Os ricos não produzem pobres. Essa demagogia foi inventada pela esquerda radical das Marianas e Catarinas, que, secretamente, lhes reconhece mérito e deles precisam para que se crie a riqueza que depois numa revolução provocada, irão confiscar para criar 1 sociedade comandada por eles, onde a igualdade, não a equidade, irá prevalecer: todos iguais, todos sem oportunidades, todos sem liberdades, todos pobres. Uma sociedade a preto e branco. Um regime totalitário onde o único rico é o Estado.
A riqueza dum país está na quantidade de ricos que consegue criar para que essa riqueza chegue a todos. E é nessa construção de sociedade livre que se diminuiu a pobreza.
Portanto quem ganha as eleições governa?
Pasmo com o entusiasmo que vai na pátria com o facto de Geert Wilders não ir governar porque perdeu as eleições. Ora Portugal é governado por um partido que perdeu as eleições. Bastaria que alguns partidos fizessem na Holanda o que o BE, o PCP e o PS fizeram em Portugal e teriam um governo de derrotados.
Mi(ni)stério da Fé

Fiquei muito surpreendido com as declarações de Miguel Tiago sobre Teodora Cardoso, afirmando que o milagre não estava no défice mas sim no facto da Presidente do Conselho de Finanças Públicas ainda ter salário e emprego. É inacreditável a escalada que os comunistas estão a levar a cabo na montanha da monstruosidade: nos bons velhos tempos do socialismo soviético o pior que podia acontecer a uma pessoa que pisasse o risco era ser convidada a desanuviar a cabeça numa estância de neve siberiana; agora a violência atinge tal ponto, que se chega a propor sujeitar um ser humano aos processos de despedimento por justa causa característicos das economias liberais! Tão desmedida é a punição sugerida, que temos de concluir que a crueldade está a invadir as estruturas do Partido. Qualquer dia, em vez de pentearem os dissidentes com uma picareta, tal como aconteceu com Trotsky, ainda os vão sujeitar a um contrato de trabalho precário ou a uma outra barbaridade capitalista qualquer. Ainda por cima, meter o deputado Miguel Tiago a tratar deste assunto só serviu para confundir e atemorizar a pobre senhora. Tendo saído à noite pela última vez ainda durante os loucos anos 20, ficou certamente intrigada ao ver-se tão bruscamente confrontada por um segurança de discoteca. “Queres ver que me esqueci de pagar o cartão do Maxim´s naquele maravilhoso réveillon de 1923?”, pensou a Dra. Teodora, assustada com tamanho rapagão.
Mas deixemos estes detalhes insignificantes e concentremo-nos na sempre essencial “questão essencial”. E aí não há dúvidas de que a razão está do lado do camarada Miguel. E isso não é de estranhar, dado o carácter científico do marxismo. A execução orçamental de 2016 não foi nenhum milagre, como poderemos facilmente comprovar se, como fez o nosso Presidente, a analisarmos à luz dos acontecimentos da Cova da Iria. Imaginemos que Nossa Senhora faz uma conferência de imprensa no Ministério das Finanças, revelando que pretende testar uma vez mais a resistência das azinheiras do Concelho de Ourém. Imaginemos também que anuncia aos jornalistas presentes que se vai servir da auto-estrada A2 para fazer essa deslocação. A acontecer, isso seria, claramente, um milagre. Agora vamos supor que a Virgem Maria, vinte minutos antes de se mostrar novamente ao povo de Fátima, é apanhada pelas câmaras de vigilância a meter gasolina numa estação de serviço da A1. Nesse caso, infelizmente, teríamos de concluir que tudo não passava de uma vulgar aparição, igual às muitas que ocorreram há 100 anos. O caso de Mário Centeno é parecido: anunciou que atingiria um défice baixo através da via do crescimento económico, mas, na realidade, foi visto várias vezes a percorrer o habitual caminho dos cortes e dos impostos. É verdade que, em alguns momentos, como quando foi surpreendido a aumentar as taxas dos combustíveis ou a dar talhadas no investimento público, ainda soltou um “são rosas, senhores, são rosas”. Todavia, exceptuando os beatos em êxtase, ninguém viu flores algumas. E esses beatos, recorde-se, também acreditavam que o PEC IV de José Sócrates ia salvar o mundo. Já para não falar da fé que depositavam na sua milionária herança do volfrâmio.
É uma Caixa Portuguesa. Com certeza

Numa Caixa portuguesa fica bem
Empréstimos para os amigos
Se do Rato humildemente chega alguém
Senta-se à mesa da administração
Para assinar um contrato com registro
Que o Caixa nunca diz não
Para levar financiamento
Basta apenas um ministro
que faça uma recomendação
Muitos milhões para dar
Sem hipoteca nem penhor
Sem seguro ou garantia
Avalista ou fiador
Fomos comprar o Millennium
Numa operação de requinte
A promessa de imparidade
Paga agora o Contribuinte…
É uma Caixa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma Caixa portuguesa!
No conforto requintado do meu banco
Estão vazias as gamelas
Faltam quatro bi para capitalizar
O futuro das clientelas
Bastam poucos milhõezinhos para alegrar
As suas vidas singelas
De caviar, queijo e vinho
E papel verde, verdinho
A voar pelas janelas
Muitos milhões para dar
Sem hipoteca nem penhor
Sem seguro ou garantia
Avalista ou fiador.
Fomos comprar o Millenium
Numa operação de requinte
A promessa de imparidade
Logo paga o Contribuinte
É uma Caixa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma Caixa portuguesa!
É uma Caixa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma Caixa portuguesa!
Uma entrevista duplamente notável
A entrevista realizada pelo Observador a José Rentes de Carvalho e publicada em dia de eleições na Holanda é notável em dois sentidos: em primeiro, pelas perguntas bizarras; em segundo, pelas impecáveis respostas apesar das perguntas.
Quando se pergunta a um autor se teme as consequências dos leitores por ter declarado uma intenção de voto, eu corro para as pipocas. Alguém se lembra de perguntar ao Pedro Abrunhosa se teme as consequências dos fãs por ter declarado apoio ao António Costa? Ou de perguntar ao Camané se teme as consequências dos entusiastas do fado por se permitir parecer maluquinho? Ou de perguntar ao António-Pedro Vasconcelos quando começa a aplicar leme no caso de falha do motor número um durante a descolagem de um A320 após V2? É que, dito desta forma, parece que as pessoas só devem temer as consequências por declararem intenção de voto a pessoas que não são devidamente consagradas pelo papado da comunicação social.
A uma dada altura, Rentes de Carvalho acaba a declarar que “a sua pergunta denota irrealidade”. Pois denota, e pouco importa, para o caso, saber qual é a pergunta. Por isso mesmo, toda a entrevista é um tratado sobre quem vota em eleições: é a enorme maresia de gente, não a infinitesimal fracção de nacionais que trabalham na comunicação social. Já era tempo de abrirem os olhos, mas, convenhamos, tal não alteraria em nada o destino. É que as eleições deste ano, em qualquer país europeu, começaram a ser decididas há vinte anos.
Fartou-se, ‘prontos’
“Caixa, portuguesa com certeza!”
“Caixa portuguesa com certeza!” A publicidade à CGD que anuncia milhões para capitalizar “as nossas empresas” remata com esta expressão: “Caixa portuguesa com certeza!” Pois certamente que só pode ser português (ou venezuelano) um banco que acumula prejuízos decorrentes de empréstimos políticos que não podemos conhecer. Desde que a OPA da Sonae sobre a PT, em 2007, foi chumbada porque a PT era a pátria, porque Portugal não se vendia e outros arrebatamentos similares que acabaram com Granadeiro a teorizar sobre as empresas que eram “sangue do nosso sangue” que não tínhamos slogans destes. Nem negócios destes.
Cristas, a ausente
Assunção Cristas ao jornal Público: «O CDS foi sempre, no Governo, e antes na oposição, um partido muitíssimo activo e na linha da frente do escrutínio da actuação da supervisão bancária. (…) nunca os temas da banca foram discutidos em profundidade em Conselho de Ministros».
Ora, enquanto Cristas foi ministra, o Governo de então fez um primeiro resgate à CGD (2012), nacionalizou o BANIF (2013) e aprovou a resolução do BES (2015). Tudo somado, foram torrados pelo governo de que fazia parte, pelo menos 7 mil milhões de euros. No último caso ficamos a saber que assinou de cruz por «estar de férias». Nos outros dois casos revela que nada foi falado «em profundidade». Seja isso o que for, parece que em vez de «muito activo» houve uma enorme inércia e em vez da «linha da frente», Cristas e o seu partido nem sequer na retaguarda estiveram, primando pela total ausência. Afinal, o que estavam lá a fazer? Mas alguém acredita que isto foi assim?
Toda a história é muito mal contada e deixa a suspeita sobre do porquê agora tentar tirar o cavalinho da chuva.
Machadite europeiensis
Não, não é o regresso do PREC
Os Donos Disto Tudo
Em 2008 um terramoto financeiro abalava o Mundo: o intocável e respeitado coordenador-chefe da NASDAQ Bernie Madoff, era acusado de mega fraude num esquema Ponzie. De ascendência judia, este talentoso corretor, percebendo a volatilidade dos mercados bolsistas, idealizou um esquema onde só haveriam ganhos sem riscos, prometendo 10% de retorno a quem investisse num Fundo de entrada limitada e exclusiva. As fortunas recebidas iam directamente para a conta pessoal de Madoff sem nunca passar pela Bolsa. Para manter as aparências construiu um escritório para servir de fachada. Noutro, escondido, funcionava o cérebro das operações fictícias em bolsa, com software para falsificar toda a documentação. Por se tratar de supostos “investimentos em Fundos de Alto Risco”, muito pouco regulamentados nos EUA, foi poupado pelo SEC – Security Exchange Comission, e andou décadas sem ser descoberto. E mesmo quando foi fiscalizado, esqueceram-se de verificar sua inscrição no mercado bolsista. Apenas lapso? Só mesmo a queda de Wall Street com a falência dos Bancos americanos pôs fim ao embuste. Mistério… ou talvez não. Ler mais…
Eles Já Não Enganam Ninguém
Depois da Galpgate e Caixagate, o caso da FCSH com aquela meia dúzia de putos selvagens do BE a impedir a liberdade de expressão, é só mais um no universo da geringonça. Já percebemos que faz parte. Está-lhes no ADN. Democracia e liberdade, é quando eles querem porque eles é que mandam. Mesmo que esse poder tenha sido descaradamente roubado aos eleitores portugueses em Outubro de 2015. Eles mandam e mais nada. Porque são esquerda e à esquerda tudo se permite e tudo se perdoa. Por acaso estes “democratas” alguma vez mandaram calar Sócrates? Claro que não. Ler mais…
Acham mesmo que o Darwin tem razão?
Tempo de antena ao socialismo revolucionário
Ontem, durante o programa Opinião Pública da SIC Notícias, Gonçalo Romeiro, 29 anos, teve direito a mais de 6 minutos de tempo de antena para apoiar efusivamente o boicote da conferência de Jaime Nogueira Pinto na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Referindo-se ao Estado Novo (e passo a citar) como “um dos regimes mais brutais do século XX” (o que deveria levar todo o Ministério da Educação a chicotear-se em praça pública), toda a intervenção merece ser ouvida para se perceber que o que está em causa não é a mera burrice de alunos com analfabetismo político e subsequente cedência inaceitável da direcção da faculdade a estes. É que Gonçalo Romeiro, apesar de se identificar apenas como “um jovem”, é um dos membros do movimento Socialismo Revolucionário identificado pelo Bloco de Esquerda numa tentativa de “entrismo”, como noticiado pela Sábado em Janeiro deste ano. O que ele diz é que os média não investigam a quem dão voz. Bem, deste post não se pode então queixar.
Ó tempo volta para os anos de Sócrates
Anabela Neves está no seu melhor registo dos anos de Sócrates
O Cânone Ocidental

A Assembleia da República resolveu entregar o Prémio Direitos Humanos 2016 a António Guterres. Infelizmente, devido a um extraordinário azar, a atribuição de tal honra ao novo secretário-geral da ONU violou o regulamento previamente elaborado no âmbito deste galardão. Como a entidade que fez as regras foi a mesma que decidiu o vencedor, é natural que este contratempo tenha acontecido. E quem nunca desrespeitou uma resolução de ano novo que atire a primeira pedra.
Quando confrontado com este caso, Pedro Bacelar Vasconcelos, Presidente do júri que decidiu o prémio, encerrou a questão chamando idiota a quem não concordava com esta escolha. Gostava por isso de congratular o Deputado do PS; “idiota”, palavra que Dostoiévski usou como título de um dos seus livros, é um insulto que merece a minha estima. Se Bacelar Vasconcelos fosse um broeiro qualquer teria utilizado um palavrão tosco e deselegante para lidar com a situação. Mas como estamos a falar de um Professor Universitário e insigne constitucionalista, é natural que tenha recorrido à mais alta literatura para tratar do caso. E é por isso que proponho, como forma de prestigiar ainda mais o Parlamento, que os nossos políticos passem a usar sempre esta nobre metodologia, nomeadamente através do recurso ao cânone literário quando é necessário acalorar o discurso. Atentemos num exemplo do que seria o debate parlamentar, se todos partilhassem a cultura livresca do tribuno socialista:
– Tem a palavra o Sr. Deputado do PSD. Peço-lhe que fale alto, pois V. Exa. tem a voz subterrânea (Fiódor Dostoiévski).
– Muito obrigado, Sr. Presidente. Se falo baixo é apenas para não me enervar, uma vez que as graçolas do Sr. Primeiro-Ministro são lamentáveis; pensará talvez que se encontra n’ a taberna (Émile Zola).
– Protesto, Sr. Presidente, protesto… o Sr. Deputado, com estas afirmações, mostra apenas a sua senilidade (Italo Svevo). Não passa de um tartufo (Molière) desavergonhado, um verdadeiro filho da Madame Bovary (Gustave Flaubert).
– Cale-se mas é, seu Fausto (Johann Wolfgang von Goethe) socialista; venderam a alma ao diabo para constituir essa geringonça Frankenstein (Mary Shelley) e agora não querem ouvir umas verdades. Este Governo Drácula (Bram Stoker) está agarrado ao pescoço dos contribuintes, sugando-lhes todos os recursos. O país está a dirigir-se impetuosamente para o coração das trevas (Joseph Conrad).
– Senhores Deputados, por favor, este debate já me está a provocar uma náusea (Jean-Paul Sartre). Como Presidente deste covil (Franz Kafka), peço-vos que se concentrem no nó do problema (Graham Greene).
– Sr. Presidente, o ilustre Deputado do PSD é useiro e vezeiro neste tipo de observações; o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda já foi muitas vezes alvo da grosseria deste tolo (Edward Bond).
– Tolas são as vossas tias, suas mulherzinhas (Louisa May Alcott) esganiçadas. Agarrem-se menos às folhas de erva (Walt Whitman) para ver se não dizem disparates. Repito: estamos na presença de um executivo de salteadores (Friedrich Schiller), que se agarrou à máquina do Estado como um polvo (Frank Norris).
– Essa conversa é um nonsense completo (Edward Lear). O senhor, qual rinoceronte (Eugène Ionesco), leva tudo à frente com a sua falta de educação. É um verdadeiro monta-cargas (Harold Pinter) de impropérios.
– A bancada do CDS gostaria de se solidarizar com o colega do PSD, apoiando a sua denúncia deste inominável (Samuel Beckett) Governo, que se abateu, como a peste (Albert Camus), sobre Portugal. É o poder das trevas (Lev Tolstói) liderado por um homem sem qualidades (Robert Musil), e terá como consequência mais uma geração perdida (Aldous Huxley).
– Sr. Deputado, não é por envergar botões de punho dourados, qual Príncipe (Maquiavel), que ficou mais inteligente. Podemos dizer de V. Exa., com propriedade, que se transformou num autêntico asno de ouro (Apuleio).
– E o senhor, apesar de se armar em cândido (Voltaire), não passa de um percevejo (Vladimir Maiakovski). Sugiro que tire umas férias para relaxar. E pode aproveitar para escrever as suas memórias… Diário de um ladrão (Jean Genet), dará um belo título.
E já chega, fico por aqui. Deixo-vos com esta história contada por um idiota, cheia de som e fúria, sem sentido algum (William Faulkner? William Shakespeare? Outro William qualquer? Todas as anteriores?)
Segundo se informa
no comentário 10 no texto que fiz para o Observador na RGA que votou a moção que solicitava a proibição da conferência de Jaime Nogueira Pinto na FCSH estavam 35 pessoas e a moção foi aprovada por 24
Prémio Título Militante
Operação cerco
Toda a gente faz cocó
Mérito seja dado a Fernanda Câncio: não é qualquer um que arranja um tribunal que publicite dois parágrafos esquecidos de um livro. Assim, com a decisão judicial, a jornalista, ex-namorada e actual coordenadora da opinião do “eu vendo quase doze mil exemplares, se correr bem” DN, consegue assegurar que toda a gente fique a saber que o seu ex-namorado, adepto de fotografia, tirava umas fotos durante sexo que deixava espalhadas pela casa, à vista da empregada. Entendo o golpe publicitário, mas a história diz-nos que, para alcançarem fama, pessoas como a Paris Hilton ou a Kim Kardashian têm mesmo que publicar as fotos, não é só andarem a demonstrar em tribunal que as fotos existem. É que, Fernanda, não faltam por aí fotos de sexo por publicar: basta estar no metro e roubar quatro ou cinco telefones.
Por falar em sexo: a direcção da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa é composta por coninhas. Então, numa universidade, cujo propósito é expôr a alunos ideias diferentes, são os palermas dos estudantes quem decide se há ou não uma conferência? E a direcção fica-se, aceita a decisão, por cagaço de distúrbios? Distúrbios? Mas, que mal viria ao mundo por as forças de autoridade partirem à bastonada as cabeças de pirralhos da extrema-esquerda? Parece-me consensual que tal seria considerado um imperativo moral pela Humanidade. Mas pronto, a direcção preferiu arriar as calças para um triste olhar cego ao céu antes da perfuração que alarga o horizonte da miséria (eu disse que era sobre sexo).
Quem Manda no Banco de Portugal?
O país anda em alvoroço com uma reportagem da SIC “Assalto ao Castelo”. E não é para menos. Agora as suspeitas confirmam-se: desde 2009 que havia indícios que BES estava falido. Em relatório entregue pelo BPI, Banco de Portugal tomaria conhecimento do facto. Mas o que é que isto tem de novo? Nada. Em 2010, Vítor Constâncio, então Governador do Banco de Portugal, protagonizava falhas na supervisão no BPN, BCP, e BPP que custaram aos contribuintes só 9 500 milhões de euros!! Foi substituído? Não. Este brilhante Governador viu seus méritos compensados ao ser nomeado vice-presidente do BCE na função de responsável pela… supervisão bancária, agora da UE! Exactamente isso que acaba de ler! E só por isso deixou seu cargo para o sucessor então vice-presidente, Carlos Costa.
Ora, como se vê, já vem de longe esta inércia do Banco de Portugal na supervisão bancária. Contra factos não há argumentos. A questão é: porquê? É aqui o busílis da questão e é aqui que se tem de agir rapidamente. Não são substituições de A ou B que resolvem o problema porque o problema não está nos governadores, está nos banqueiros DDT (donos disto tudo) e no poder que lhes é dado pelos políticos para agirem como agem. Simples.
Quem viu a reportagem não pôde ficar indiferente ao assustador poder de Ricardo Salgado nos meandros da política. E só isso justifica os imensos polvos que ele criou envolvendo praticamente todos os sectores da economia. Tentáculos gigantes que sozinho nunca conseguiria fazer proliferar de forma tão agressiva, passando por Dubai e Angola que se serviam do banco como “lavandaria”. Pior ainda, era o “à vontade” com que o fazia. Sem temer ninguém porque ninguém estava de “fora do polvo”. Foi obra, diga-se, de um grande mestre da fraude a quem todos se curvaram e ainda se curvam apesar de arguido no caso BES e Marquês. Um poder tão assombroso que lhe permite não estar preso preventivamente como autor da maior fraude bancária jamais vista em Portugal. Um ser perigoso que todos temem. Todos, menos um, PPC, que provocou sem hesitações a queda do Império. Terá sido por isso que Carlos Costa resolveu finalmente abrir o jogo?
Por outro lado, é nítida a ligação do BES a outros escândalos: na CGD pertence ao grupo dos maiores devedores com uma exposição de 237,1 milhões e 79 milhões em imparidades; a queda da PT com venda à OI ; o caso dos 10 mil milhões que saíram para offshores supostamente sem controlo da AT onde cerca de 5 mil milhões eram da PT de quem o GES era também administrador… Ou seja, um ninho de ilegalidades à vista de todos que ninguém quer aprofundar porque se o fizerem são todos caçados com rabo preso na armadilha da corrupção e abuso de poder. Logo, todos fogem como o diabo da cruz das CPI’s que possam pôr a nu esta miséria incontestável de promiscuidade política em negócios ao mais alto nível. Que restaria da classe política se tudo fosse realmente investigado? Muito pouco.
Por isso, Costa que tanto se indignou com o caso offshores, que só trouxe a lume para lançar areia nos olhos dos portugueses e ainda mais com o caso BP no BES, diz agora tranquilamente que não há pressas ou motivos para substituir o governador. Tão óbvio que até aleija.
Enquanto não mudarmos o sistema eleitoral e continuarmos a votar em listas em vez de pessoas, permitindo que os partidos façam girar o poder entre amigos, longe do escrutínio popular, enquanto não houver mecanismos que permitam automaticamente suspender de funções responsáveis de cargos públicos ao 1º sinal de prevaricação e responder criminalmente com seus bens, teremos todo o tipo de gente com assento Parlamentar sem que nós, os eleitores, possamos fazer nada para os impedir.
Enquanto isso, o “crime” compensará sempre porque sairão sempre impunes por muito que lesem o Estado. E os DDT continuarão a existir e mandar nisto tudo.
Esse é o problema.
Aquilo no centro de Lisboa era um fartar de gente!
Catarina Martins: “Nós precisamos de uma cidade que responda a quem lá viva. Nós estamos a ficar com cidades esvaziadas, no seu centro, das suas populações, em nome de um crescimento turístico, que as pessoas desejam, que é normal que desejem, que dá emprego, que dá crescimento económico, mas [que] é absolutamente insustentável e que está a retirar às pessoas os direitos mais básicos de habitação, de mobilidade, de cidadania”
Depois da via aérea chegou a via marítima
Dois argelinos clandestinos fugiram a nado de navio atracado no Barreiro.
Homens terão conseguido nadar até terra e estão em fuga desde a última quarta-feira
A avaliar pelo que aconteceu aos que desataram a correr pela pista do aeroporto certamente que estes dois argelisnos inda acabarão a fazer exames médicos por causa da poluição das aǵuas do Tejo.
O Presidente-feirante e “a direita”
Não creio que “a direita” critique o Presidente, como diz Vasco Pulido Valente. Creio, sim, que muita gente, da esquerda à direita (agora sem aspas), discorda da postura de um Presidente feirante, preferindo alguém para o cargo que, com ponderação, seja o fiel entre as forças antagónicas em jogo, a saber, os que crêem que a UE tem problemas de sobra para importunar Portugal com alguma decência orçamental e os que crêem que o país pode ser mais que uma placa de Petri para parasitas do Euro.
Numa semana em que a condenação que reconhece a grande miséria de Holodomor esteve a votação no Parlamento, originando votos contra de três deputados socialistas, de todos do BE e de todos do PCP, é difícil não admitir que 2/3 dos partidos que suportam o Governo nada têm a dizer da morte de milhões — em quantidades estimadas de 1/4 a 3/4 da população portuguesa — à fome. Que o sr. Presidente ache que “esta solução de Governo é cimento armado” seja ofensivo apenas para “a direita” diz muito mais sobre a esquerda do que diz sobre a tal de “direita”.
Em nota final, deixo uma pequena dica para a deputada Moreira, a da tatuagem da data de aprovação do casamento gay: é bastante provável que, entre 1932 e 1933, na Ucrânia, alguns dos milhões de famintos que pereceram pela mão activa do regime fossem homossexuais. Alguns até seriam “de esquerda” e outros ainda seriam ateus. Estamos conversados sobre as causas das activistas de esquerda?
Castrem o adúltero!
Frederich Nietzsche foi, ao longo dos seus 55 anos de vida, um homem profundamente solitário. Dotado de uma melancolia facilmente atribuível à débil saúde e à triste incapacidade de se relacionar sexualmente, pouco lhe restou que não andar pela montanha a recriar-se como profeta pós-teísta, apreciando a natureza como os românticos que o precederam e, eventualmente, esgalhando um ou outro misericordioso orgasmo solitário para a neve na esperança de transcendência para Übermensch, o ser relativista — ou perspectivista, além do bem e do mal — que, paradoxalmente, numa aplicação prática da noção de “eterno retorno” (Ewige Wiederkunft) o levaria à loucura e à morte prematura (No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.— Genesis 3:19). É que Deus pode estar morto mas não anda a dormir.
Homem sem mulher é, por definição e por necessidade, um filosofo. Mulher sem homem é uma ameixa azeda.
Uma taróloga — ou seja, alguém que personifica a lógica pós-gnóstica de Nietzsche — sugeriu, na televisão, a mulher capaz de ligar em directo para se queixar da infidelidade do marido, que esta se deve arranjar, “empinocar”, para que se o marido “fizer muita ginástica em casa” lhe sobre pouca energia para a rua. Parece-me uma boa ideia — já diziam os Beatles que all you need is love —, partindo do princípio que a senhora deseja manter o casamento (recordo que ligou para uma taróloga da televisão a pedir conselhos). Porém, as gajas da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta — expressão que deve ter significado apesar de críptico), associação que discrimina 50% da população, e que também vêem com afinco os programas de Tarot (ou Reiki, ou Feng Shui ou o Prós e Contras) ficaram indignadas ao ponto de terem soltado uma gotinha de xixi em forma de queixa ao Público. Com a experiência de incontáveis anos a partir cascalho para que se desperdicem os bíceps ao volante de um camião, as ameixas azedas decretaram imediatamente que o casamento da senhora não funciona, que tem que ser terminado, e que a culpa é do heteropatriarcado, ou do patriarcado ou sabe-se lá de quê. Não sei se sugerem a castração imediata do ex-marido, mas parece-me o passo lógico seguinte. Que se lixe se a mulher quer manter o casamento e arranjar estratagemas de evitar posteriores traições: as ameixas secas já decidiram o que é que a mulher tem que fazer, independentemente de isso ser um passo que lhe origine felicidade ou não.
Que os homens sabem que não percebem as mulheres, é óbvio. Que haja mulheres que achem que percebem os homens é que é só triste. Que haja mulheres que nem a maioria das outras mulheres percebem é que é cómico.
E uma lista negra para as ideias parvas?
Texto progressista para sexta-feira chuvosa
Nem sempre é fácil encontrar textos que definem o pensamento progressista. Por ter encontrado um que considero bastante exemplificativo, deixo aqui a sua tradução do original em Inglês, para que possam passar aos vossos amigos progressistas que, decerto, concordam com ele. Boa leitura. Ler mais…
Milagre é Teodora Cardoso ainda ter salário e ocupar o lugar que ocupa” – declarações do deputado comunista Miguel Tiago sobre a apreciação da da presidente do Conselho de Finanças Públicas que declarou que, até certo ponto, foi quase um milagre o Governo ter conseguido um défice de 2,1%.
uma lição moral
O grande trunfo que o Ministério Público utilizou, durante o longo tempo que levou a investigação da Operação Marquês, foi nunca ter deixado antever as suas suspeitas sobre o motivo do crime de corrupção do ex-primeiro-ministro e a identidade do corruptor. Estas eram, de resto, as principais «fragilidades» que a defesa apontava à investigação e que ficam, agora, muito claras: a utilização da «golden share» para impedir a OPA da SONAE à PT e Ricardo Salgado. Trata-se de um verdadeiro «ovo de Colombo», porque a importância estratégica, para Salgado e para o Grupo Espírito Santo, de manter o controlo da PT era evidente e mereceria bem os milhões do alegado suborno. Mas, até há poucos dias, até à constituição de Salgado, Granadeiro e de Bava como arguidos no processo, esta hipótese nunca tinha sido levantada. Num processo em que todos se queixam das constantes «fugas de informaçã0», este é um facto assinalável.
Mas, seja verdadeira ou falsa a tese da acusação, há aqui uma ilação inevitável, para a qual esta conclusão nos remete com violência: depois das trágicas consequências da sua decisão «patriótica» de manter a PT longe do mercado e das mãos de Belmiro de Azevedo, nunca José Sócrates foi questionado sobre a desgraça que aconteceu à PT em Portugal e no Brasil (donde, de resto, o «merceeiro do Norte» a queria, muito sensatamente, retirar), e que acabou com a venda da empresa, por um preço irrisório, a uma concorrente francesa de segunda categoria.
A lição moral a retirar disto é, por si, evidente: as empresas são coisas para o mercado e os empresários e não para os políticos.
o grande e o pequeno marquês
Um dos episódios que considero mais desagradáveis e incomodativos da história contemporânea de Portugal é o daquele célebre cheque de 900 milhões de euros passado por Henrique Granadeiro da PT para a Rio Forte. Trata-se de uma coisa saída de uma versão malévola dos Padrinhos de Coppola, porque estava à vista de todos, e certamente que de Granadeiro em primeiro lugar, que esse acto, ao qual ele seguramente não pode fugir, lhe destruiria irremediavelmente a vida. Alguém, em determinado momento, lhe terá feito «um pedido que ele não podia recusar», sob pena de acordar com a cabeça do seu melhor cavalo decepada no travesseiro, ou até de nem acordar, e ele assinou a sua sentença de morte para ficar vivo.
No desenvolvimento dos acontecimentos da Operação Marquês, de que hoje a Visão e a Sábado publicam importantes peças, fica-se com a sensação de que, afinal, o grande «marquês» é outro que não Sócrates, concretamente Ricardo Salgado, o homem a quem, segundo Bataglia, «nada se podia recusar». Neste contexto, Sócrates surge, cada vez mais, como uma pequena personagem que se deixou corromper pelo «dono disto tudo», a troco de alguns significativos milhões de euros. Quando se esperava que Sócrates pudesse ser ou inocente ou um grande corruptor, a grande personagem de uma tragédia ou de um crime, eis que ele nos surge como um pequeno figurante de uma ópera bufa, capaz de pôr em causa o enorme património político que os portugueses lhe confiaram, em troca de uma vida flauteada e de luxos exibicionistas. Um pequeno marquês.
Mas, se Sócrates desilude, o papel a que Salgado se prestou nos interrogatórios também não engrandece a personagem, porque, para além de tentar fazer dos inquiridores parvos, fez-se de parvo ele também. Assim é que nos pontos principais do Ministério Público – a transferência de 15 milhões de euros para Bataglia, que foram posteriormente parar às contas do eterno Carlos Santos Silva, e os milhões enviados para o negócio da PT no Brasil – o homem alega um absoluto descontrole das operações, o total desconhecimento do destino das verbas e do resultado dos «investimentos» (os 15M para Bataglia, por exemplo, seriam para comprar «blocos de petróleo», de que, obviamente, nunca ninguém viu o paradeiro). O que, a ser verdade, faria de Ricardo Salgado um absoluto pateta e um péssimo gestor, coisas que ele, obviamente, não é.
Está, pois, próximo o fim dos dias da tão comentada Operação Marquês. Pelo que já se vê, desta vez, a acusação deverá mesmo sair no mês de Março. Esperemos que, em seguida, para que isto não fique a meio, a investigação avance para averiguar o que aconteceu na Caixa Geral de Depósitos, que a levou à ruína. Será, certamente, uma boa ocasião para revermos as personagens principais do caso cuja investigação está agora prestes a terminar. E para entendermos por que razão, e graças a quem, andamos a pagar, com o dinheiro dos nossos impostos, a falência de Portugal.
Façam de conta que o presidente da CML não é o delfim em práticas para um governo de aliança das esquerdas
e de uma vez por todas perceba-se que muro é aquele que desliza todos os dias, quem licenciou o condomínio e garantiu a estabilidade do dito muro e outras coisas assim por dizer comezinhas
E refugiados sírios?
É melhor que não se saiba
Há informação que não deve circular na rua, literalmente. A ideia retrógrada de meninos terem pilinhas e meninas terem pipis é ofensiva para quem, por motivos desconhecidos, decide que deve ter apenas uma imitação cirúrgica de um deles. Pelo menos, assim determinou um tribunal madrileno, assumindo a biofobia como forma de combate à discriminação através de outra discriminação (esta última discriminação deve ser considerada benigna pelos “cientistas” sociais): é que já não se pode dizer que um chanfrado é chanfrado, que este, por ser chanfrado, pode ofender-se, e nós não queremos isso, que as ameixas-secas e os xoninhas também são gente (apesar de chanfrados).
Pelos vistos, a verdade é um crime de ódio. Infelizmente, só em Portugal nascem mais de 220 odientos bebés com pénis ou vaginas todos dias.
Os offshores, esse engodo da propaganda
Tiro o chapéu à Central de spins do governo, que tem profissionais de elevado calibre. No timing devido e com a prestimosa ajuda de uma imprensa amestrada, souberam criar um caso que pôs o país mediático e as redes sociais em ebulição, ofuscando por completo a CPI sobre a CGD, seja a antiga que paralisou, seja a próxima, que irá certamente esperar pelo mais que certo recurso para o Supremo Tribunal sobre o disclosure dos grandes devedores. Ler mais…
