Saltar para o conteúdo

Esqueçam a eutanásia, casem-se, mas é

1 Março, 2017

Tomando em consideração que um artigo de “ciências” sociais pode servir para tudo o que quisermos — e se esse artigo não der, outro qualquer da interminável selva académica das “ciências” sociais dará —, dotados do engenho de um Eugénio Rosa a gasolina super em vez de gasóleo agrícola, podemos concluir que é giro casar homens com outros homens para evitar que não se suicidem. Até o podemos fazer num jornal cujo esforço para ser igual aos restantes — leia-se “sem sal” — começa a ser por demais notório. Vou presumir tratar-se de um caso de peer pressure ou, como se diz agora, bullying.

Em certos aspectos, não sei se vale o esforço: indivíduo que se mata só porque não consegue obter uma certidão social enraizada em tradição de índole religiosa no contexto tribal é bem capaz de desatar em pranto interminável por qualquer outro motivo ridículo como uma mancha de mostarda de dijon nas calças de terylene. No fundo, não há nenhum motivo para evitar o suicídio de pessoas, recordam-se? Ainda há dias se discutia o quão necessário era ajudar quem se queria suicidar e não conseguia: até estávamos dispostos a legalizar o homicídio em determinadas circunstâncias que, de forma tão colorida como a nossa sexualidade pós-desconstrutivista, denominávamos por eutanásia.

Por isto, estranho um pouco que o Luís Aguiar-Conraria opte agora por esta posição tão pró-vida. É com enorme satisfação que verifico que o casamento de homossexuais contribuiu para a redução de suicídios de pessoas. Talvez se legalizarmos o baptismo, a comunhão e o crisma homossexual se consiga uma redução ainda maior de suicídios. O caminho é por aí: em vez de se voltar à causa da eutanásia, talvez se deva oferecer ao doente terminal a hipótese de um qualquer sacramento civil progressista.

Mas pretenderá que os EUA adoptem esse modelo de construção?

1 Março, 2017

A ex ministra Lurdes Rodrigues trata de desmentir os populistas como o Trump no que respeita à falta de controlo de fronteiras na Europa. Vai daí saca de uma ilustração da vala de Ceuta e Melilla. De facto é preciso andar-se muito distraído paar criticar o muro na fronteira com México quando a UE tem isto nas suas fronteiras. Está a senhora ex-ministra cheia de razão

ng8331416

cOMO SE SABE ISTO TEM SIDO UM VER SE TE AVIAS DE ATAQUES A MUÇULMANOS

1 Março, 2017

Quem chegar aqui vindo de Marte acreditará ao ler prosas destas que os muçulmanos são por esse mundo fora vítimas dos mais desvairados preconceitos e atentados por parte dos cristãos. O que é espantoso é que este lado tolerante e cosmopolita do islão – que reportagens como estas apresentam como sendo o predominante – não consegue explicar ao outro lado do islão que não pode matar, perseguir e infernizar a vida aos demais. Quem tem um problema com o islão são maioritariamente os muçulmanos cujo lado tolerante não consegue impor-se, não se tem conseguido mobilizar para combater os fanáticos e não raramente é vítima desses mesmos fundamentalistas.

As artes, a cultura. a vida nas empresa, nos transportes, nas ruas… estão a ser condicionadas na Europa pelo temor da susceptibilidade de alguns muçulmanos. E quando se esperava que a defesa da liberdade se tornasse urgente o que temos é esta acusação virada para o lado que tem sido vítima. Sim acredito que o islão seja toda essa maravilha mas toda esssa maravilha terá de ser explicada em primeiro lugar às pessoas que em nome do islão matam e perseguem os que não pensam como eles. Onde pára o islão moderado quando os radicais aparecem?

 

 

Ou vice-versa, não sei bem

1 Março, 2017

life

 

Tenho passado estas noites de Inverno no sofá, em frente à televisão, muito entretido com a história de um político poderoso que utiliza todos os meios à sua disposição para atingir os fins a que se propõe. Numa sequência de episódios bem engendrados, conseguimos perceber o modus operandi do personagem e conhecer as variadas artimanhas maquiavélicas por ele utilizadas no atropelamento dos seus adversários e no alargamento do seu poder e da sua esfera de acção. Claro que, numa narrativa deste género, não poderiam faltar todas as técnicas de manipulação, propaganda, contra-informação, retórica enganadora e deturpação de factos.

Têm sido momentos bem passados e, de certo modo, instrutivos. Por vezes, terminado o enredo do dia e antes de ir para a cama, ainda ligo o DVD para assistir a um episódio de House of Cards. Mas normalmente isso não acontece e, concluído o resumo noticioso diário dedicado ao Primeiro-Ministro António Costa, acabo por me deitar.

 

Como se estava à espera

28 Fevereiro, 2017

a indústria das indemnizações já está em grande laboração. João Braga é o filão do momento: A associação SOS Racismo anunciou em comunicado que vai apresentar uma participação à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial, “exigindo bom senso e sentido de responsabilidade dos diferentes actores sociais” para que estes não andem a sedimentar preconceitos, alimentar estereótipos e a legitimar racismos. É que, no diálogo que entretanto estabeleceu com os seus “amigos” no Facebook, João Braga acabou por qualificar como “imbecis, curtos de cerebelo e preconceituosos” todos os que o apelidaram de racista e homofóbico, “entre outras aleivosias”.

Ouvir João Braga antes que seja crime

28 Fevereiro, 2017

Chiça, é que são mesmo

28 Fevereiro, 2017

O fadista João Braga disse uma coisa irritante. É irritante porque é quase verdade: Agora basta ser-se preto ou gay para ganhar Oscares. Na realidade, o uso de ou estraga a declaração. Para ser verdadeiramente correcta, seria necessário escrever que basta ser preto e gay para ganhar Oscars.

“Toda a gente” — leia-se brancos e heterossexuais xoninhas apoiantes da Geringonça — já reagiu com a indignação da praxe. O fadista também já reagiu, agora com uma verdade que dispensa correcção: CHIÇA, QUE OS HERDEIROS DE ESTALINE SÃO MESMO AVESSOS À LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

Pois são. E também são mariquinhas, diga-se, em abono da verdade.

PAN leirices

28 Fevereiro, 2017

horses-eating-straw“Qual é o custo?”
Esta é a pergunta feita por ninguém, em nenhuma circunstância, em nenhuma altura, sempre que quem paga “é o Estado”. Ao menos, evita-se complementar a questão — felizmente — com a besteira que é a afirmação subsequente a estas coisas: “o Estado somos todos nós”.

O PAN, o BE e os Verdes (um deputado, um partido e uma coisa que finge ser outra) decidiram que todas as cantinas associadas a serviços do Estado — inclui escolas — têm que ter uma opção vegetariana no menu. Apesar de desconhecer a existência de menus em cantinas — já que costuma ser arroz com frango ou, em opção, frango com arroz — será interessante perceber a repercussão de coisas como estas:

A aplicação da lei será “simples”, comenta André Silva, pois “qualquer cantina tem uma entidade gestora responsável, que [por sua vez] tem alguém da área da nutrição que faz as fichas técnicas e as capitações”. Não estão, assim, previstos custos adicionais, comenta, até porque as refeições vegetarianas são “mais baratas” que as outras, acrescenta, citando a Direcção-Geral de Saúde (DGS), que fez um manual para quem quer seguir uma dieta vegetariana de forma saudável.
Público

Mas são mais baratas ou são grátis? Como é que o custo de estar quieto e o de confeccionar um agradável empadão de beterraba e grelos recheado de nabo e beringela é igual?

A opção vegetariana sempre esteve presente nos “menus”: é frango assado com arroz e uma folha de alface? Tire o frango fora, tem prato vegetariano instantâneo. Agora, abrindo portas aos vegetarianos, por que se há-de manter a discriminação? Para quando comida kosher? E halal? E para vegans? E fardos de palha para indivíduos que se caracterizam como sendo de esquerda?

Por outro lado, é bom verificar que os grandes problemas da humanidade estão a ser enfrentados por um governo de grande mérito: eutanásia, refugiados, promessas de não declaração de rendimentos para convidados e maneiras eficazes de meter as salsichas na borda do prato.

O PÚBLICO resolveu o seu défice: criou uma página de anúncios para encontros

28 Fevereiro, 2017

PÚBLICO: E o Óscar é… jovem, negro e homossexual

Carnaval de Las Palmas 2017. Para o ano certamente que se vão inspirar noutra religião.

28 Fevereiro, 2017

14882557201894

O Circo dos “ChenVergonha”Chegou a Portugal

27 Fevereiro, 2017

Chegou o circo a Portugal. O maior circo político “ ChenVergonha” de todos os tempos. Aqui não falta nada: contorcionistas, malabaristas, palhaços, mágicos, domadores. De tantos números a que assistimos fica muito difícil escolher o “melhor” de tanta “qualidade” que estes artistas transpiram. Se a “figura de ursos” que constantemente fazem junto da UE onde fingem odiá-la batendo do pé, mostram os dentes exigindo reestruturação da dívida, mas sempre de mão cada vez mais estendida, já nos causa “frisson”, imaginem o excelente número de mágica de Centeno que faz desaparecer défices sem baixar a dívida! Divinal! O problema é que  cada português já deve 70 mil euros para o ver… e não vai ficar por aqui. Ler mais…

A melhor crítica ao galardoado com Oscar para melhor filme que se publicará em Português

27 Fevereiro, 2017

Toda a gente diz que os Oscars são um espectáculo degradante. Não só por isso, mas também, asseguro que assisto ao maior número possível de filmes nomeados para as principais categorias. Este ano não foi excepção, tendo assistido a todos os nomeados para a categoria de melhor filme. Não sem custo, porém. “Moonlight”, o (afinal) vencedor, custou um bocado a ver, digamos, numa escala de sofrimento algures entre uma crónica do Daniel Oliveira e as vezes em que o CDS se porta como um ginasta cego numa auto-estrada, como fez agora com o “caso” das transferências para offshores. Perdoem-me os amigos do CDS, mas é mesmo assim: em pantomina ninguém bate os centristas (já os amigos — concedamos um plural misericordioso — do Daniel Oliveira ficarem aborrecidos seria um dia de sol primaveril com greve de guardas do gulag).

“Moonlight” pode ser descrito de forma rigorosa como um balde de trampa em forma de celulóide. Não faço aviso de spoilers porque, sinceramente, não vejo forma de estragar o que não tem forma de conserto. É um miúdo preto, com mãe drogada que se prostitui (o normal), que é um bocado esquisito. Até aqui tudo bem, tudo feliz, é uma alegria pegada. Depois, o miúdo cresce para adolescente completamente diferente (deve ter feito uma plástica) e começa-se a suspeitar que pode ser maricas. Sem problema, tudo normal, pode ter uma vida engraçada que agora a SIDA já nem mata. Contudo, na praia, acaba a beijar um amiguinho da escolinha (que, sem estereótipo nenhum, lhe assenta uma par de socos na face mais à frente) e que, por cortesia e generosidade digna de um conto de fadas (pode substituir a primeira vogal por um O que o efeito é o mesmo), lhe concede um cinco-contra-um, uma contagem de barrotes, um dar milho aos pombos, um descascar da mandioca, um esfolar de periquito, um limar de trave, uma ordenha da cobra, um solo de flautim de capa, uma miríade de expressões divertidas que o realizador toma por românticas. Bem, até aqui, tudo bem na mesma, eles lá sabem, os gostos de uns são a indiferença de outros. Só que, depois, o miúdo cresce para vendedor de droga sem qualquer aparência com o adolescente anterior, bem encorpado, de quem passa mais tempo no ginásio (mas não no balneário) do que a misturar pau de giz com o produto que vende, e percebe-se que o gajo esteve 10 anos (dizem os guionistas, pela aparência do actor diria 20) sem esfolar o ganso. Mas, senhores, isto cabe na cabeça de alguém? O gajo tem obviamente problemas sérios de desenvolvimento, precisa é de um médico, não de um encontro romântico a comer frango frito (não, não há estereótipos nesta linda história de um sociopata, que ideia). Isto, simplesmente, não só não acontece como é estupidamente imbecil.

Surpreendem-se que este afagar de sentimentos de culpa branca (não me recordo de ter visto um único branco neste filme que falasse) degenere na eleição de Donald Trump? Quando acabei de ver o filme tive vontade imediata de ir votar Trump, mesmo não sendo americano e não importando para nada, que ele já foi eleito. Contudo, depois de ver esta mistela pré-pubescente de argumento no ecrã, mais que votar em Trump, fiquei aliviado por não ter o código de lançamento da bomba atómica. Porque, se tivesse, não tenham dúvidas que rebentava com o planeta só para lhe dar a chance de começar de novo, sem este lixo produzido pelo odor dos tempos modernos que os progressistas (burros) tanto admiram. É que nem o Miguel Abrantes — pessoa que almoçou com Fernanda Câncio e Daniel Oliveira e que não consta ter vomitado — seria capaz de escrever uma alarvice tão brutal.

Que vendedor de droga não arranja um Viagra? Ou um cabeça de crack desesperado ao ponto de o gratificar pela hipótese de fumo em segunda mão de qualquer coisa viciante? O único ponto positivo de toda esta história é que, se correr tudo bem, o sofrimento da personagem desaparecerá com um balázio de uma intervenção policial. Infelizmente, o filme terminou antes disso, retirando ao espectador a recompensa por duas horas de comidinha integral para vegans de espírito.

A factura mais pesada

27 Fevereiro, 2017

Tenho seguido com estupefacção as notícias sobre o julgamento que opõe Bárbara Guimarães a Manuel Maria Carrilho. Seja qual for a posição que se tome sobre este caso duas conclusões podemos já tirar. A primeira é que ele está a cobrar uma factura elevada na vida profissional de Bárbara Guimarães. A outra conclusão é que essa factura será tão mais acrescida quanto a mulher menos se aproximar daquilo que a sociedade e muito particularmente os activistas dos direitos disto e daquilo têm como o perfil da vítima. E por fim uma pergunta: perante o que está a acontecer neste caso quantas mulheres não acabam a concluir que o melhor é aguentar e calar? Por todas as razões de outrora — casamento e filhos — e também para salvarem as suas carreiras.

Sobre colunas

26 Fevereiro, 2017

O que define um jornal, bem além da capacidade de cópia de takes mais ou menos toscos da Lusa e da filiação mais ou menos acérrima da redacção num grupelho revolucionário, é o seu corpo de colunistas. Tenho pensado bastante na lista de pessoas que merecem ser lidas, ora por apresentarem um ângulo único, ora por demonstrarem uma capacidade de compreensão do formato de opinião, das suas limitações e do uso pleno da linguagem como ferramenta de comunicação e beleza.

Facilmente conclui que o Observador tem o corpo de colunistas que lhe atribui o primeiro lugar. O segundo, muito à frente de qualquer um dos outros, pertence ao Correio da Manhã, que é o que também tem a maior variedade temática. Já o pior jornal em termos de colunistas é difícil de determinar, que eles parecem competir ferozmente pelo último lugar na liga dos últimos. Porém, se tivesse que apostar, escolheria o Expresso, uma amálgama de tipos que se percebe imediatamente oscilarem entre pagos-a-peso-de-outro e publicas-de-borla-e-já-tens-muita-sorte-não-te-cobrar-para-te-publicar.

Depois há os casos patológicos, como o do DN, que publicava os delírios senis de Mário Soares e ainda publica os delírios fetichistas de ex-namoradas despeitadas de políticos suspeitos de corrupção, e o caso do Público, com Pacheco Pereira, o homem que, em Portugal, mais se esforça, sem qualquer sucesso, para ser expulso do partido a que em má hora se filiou.

É um erro considerar-se que é na redacção que se define a tendência de um jornal. Não é. Nas redacções todos são parecidos, seja no Observador, seja no Acção Socialista. Não admira que, no formato papel, o Correio da Manhã seja líder incontestado de vendas.

Segundo o manual geringôncio do racismo como devemos classificar o que está a acontecer na África do Sul?

25 Fevereiro, 2017

South African police use force to disperse anti-immigration protesters

14879378663150

Emails sem controlo do fisco?

24 Fevereiro, 2017

Perguntaram-me hoje se eu recebia a newsletter do Público. É verdade, recebo, mas não me recordo de ter subscrito tal coisa. Poderia, eventualmente, subscrever a newsletter do PCTP/MRPP ou até os papiros do POUS, que desses saberia com o que contar, mas do Público? Que mal fiz eu para receber a newsletter do Público? Pior mesmo só se recebesse fotografias do Sócrates e namorada em Formentera (a moça tem razão, há coisas que devem ficar mesmo reservadas para a imaginação). O que é factual é que recebo a newsletter do Público e esta apareceu espontaneamente na minha caixa de correio, nem veio acompanhada de um faqueiro ou de comprimidos de cianeto que explicassem a proeza. Eu subscrevi a newsletter do Observador, mas não fazia ideia que isso implicaria subscrever todas as newsletters de publicações subsequentes que fossem dirigidas pelo David Dinis. Assim sendo, espero que passe rapidamente para a Playboy (é legal e até já fizerem capa com um homem, não é nada sexista).

Bem, meti-me a ler a coisa. No contexto em que me encontrava era isso ou a composição do shampoo e, bem, a composição do shampoo já li em ocasiões anteriores do mesmo cariz contextual. Eu falo mesmo assim como escrevo, como as pessoas que me conhecem poderão atestar após o quinto ou sexto copo. Bem, voltando à história, fui ler. Calha-me um artigo do David Dinis com uma coisa qualquer do Jefferson e nós somos isentos como o caraças e ai de quem questionar que não somos que eu provo já que somos atacando o outro lado que é para eles verem. Não percebi grande coisa. Quem me conhece sabe que tentei, mais uma vez, ler o Finnegans Wake, tendo desistido apenas à página 20 sem perceber patavina da coisa, portanto, é perfeitamente normal que não entendesse um artigo do Público. Porém, cheguei a uma parte que lá percebi, a custo:

Esta semana, porque fomos nós a contar a notícia das transferências para offshore sem controlo do fisco, passámos a ser acusados de “seguir a agenda do Governo” e prejudicar a direita.

“Sem controlo do fisco”? Perdão, este é um caso daqueles que justifica múltiplos sinais de pontuação: “sem controlo do fisco”????? Então, um gajo tem que dar cavaco ao fisco das transferências que faz? Tem que pedir autorização? Tem que ser considerado como criminoso pelo jornalismo isento e equilibrado e sei lá o caraças a quatro? Mas legalizaram as drogas e não me disseram nada? Anda tudo grosso? Acham que precisam do carimbo da funcionária das finanças para transferirem dinheiro para onde bem entenderem?

Depois meti-me a pensar. (Não agoira nada de bom, já se sabe.) Então, e para transferir endereços de e-mail de um jornal para outro, subscrevendo newsletters que nos deixam muito mais maldispostos que a composição do shampoo deixaria, não é preciso controlo do fisco? E se não é do fisco, é de quem? Não há protecção de dados? Não há uma entidade qualquer – se há uma para o calibre da cenoura, para isto também deve haver – que impeça esta escandaleira (ou, como outra dizia ontem, poeticamente, esta ignomínia moral)? (Agora estou a sentir-me um verdadeiro jornalista isento e tudo, palmas para mim.) É preciso tirar isto a limpo.

Vamos parar com a brincadeira? Bem me parecia que não, que é para continuar.

afinal havia outro? qual outro?

24 Fevereiro, 2017
by

O governo da geringonça, depois de uns primeiros meses a dar umas baldas aos sindicatos e aos eleitorados das esquerdas, está a fazer, essencialmente, o que faria um governo de Passos Coelho e do CDS, se tivesse continuado para uma segunda legislatura. Certamente existiriam algumas diferenças em algumas áreas, como na educação não superior (no ensino superior tudo permanece, infelizmente, na mesma), mas nada que nos fizesse abrir a boca de espanto. Quanto à geringonça, o caminho que tem seguido era o inevitável: continua-se a extorquir os contribuintes e a pagar aos credores, com Costa a dizer aos seus crentes que este governo provou quer «havia outro caminho». Desse ponto de vista, Centeno é um herdeiro natural de Albuquerque e de Gaspar, e nem poderia ser de outro modo, caso quiséssemos permanecer no euro, o mesmo é dizer, vivos e na União Europeia. A austeridade, que era para acabar, está, como não poderia deixar de estar enquanto se não secarem as fontes dos problemas, cada vez mais assanhada, com novos impostos e aumento dos antigos. No resto, a geringonça serenou os sindicatos, via PC, e calou os palhaços de rua, via Bloco. Enquanto as sondagens não forem muito péssimistas para estes dois partidos, as coisas permanecerão assim. Quanto aos problemas de fundo do país continuam sem ser reformados, os bancos a darem as habituais dores de cabeça, Bruxelas e o FMI a mandarem os recados do costume. Se o BCE continuar a suportar a parada, o circo continuará a rodar e Portugal a ser a grande esperança da Europa e do Mundo.

No pasa nada

24 Fevereiro, 2017

COPENHAGEN, Denmark — A Danish prosecutor says a 42-year-old man in northern Denmark has been charged with blasphemy for allegedly burning the Quran and posting a video of it on Facebook.

Jan Reckendorff says it was the first time since 1971 that a person was charged for “publicly mocking a religious community’s religious doctrines or worship,” adding it is punishable by imprisonment for up to four months or fine.

Reckendorff said Wednesday the man, who wasn’t identified, burned the Quran in his backyard and posted the video Dec. 27, 2015 on an anti-Muslim Facebook page.

À conta de ser “voz fora da ortodoxia” anda a ortodoxia a pagar-lhe o vencimento desde sempre

24 Fevereiro, 2017

Louçã: a “voz fora da ortodoxia” no Banco de Portugal

É impressão minha

23 Fevereiro, 2017

ou Cavaco Silva recusa pronunciar o nome de José Sócrates?

Não sei se é mais interessante o que diz Caiado Guerreiro se a total esquizofrenia entre o que ele diz, o que lhe perguntam e o oráculo

23 Fevereiro, 2017

Aquela experiência de criopreservação do BE foi interrompida?

23 Fevereiro, 2017

Mariana Mortágua acusa Governo anterior de deixar escapar milhões para offshores

Comédia à portuguesa

23 Fevereiro, 2017

No momento em que iniciei a escrita deste texto, o artigo Os paraísos fiscais são pura ignomínia de Ana Sá Lopes no jornal i ostentava, orgulhosamente, 107 visualizações. Neste artigo, a autora queixa-se (“pura ignomínia”) de existência de offshores. Ora, isto é particularmente engraçado se tomarmos em consideração que o jornal i pertence à Newshold, empresa integrada na holding Pineview Overseas com sede no Panamá.

A realidade portuguesa ultrapassa as capacidades de imaginação dos comediantes.

Os offshores, essa coisa hedionda e tenebrosa

22 Fevereiro, 2017
by

O artigo do Público dos 10 bi constitui um caso típico de notícia encomendada, puro spin para posterior exploração política. Se o tema meter offshores, existe campo aberto para a demagogia mais rasteira e para fomentar a indignação fácil da populaça.

Mas isto é um não assunto e parece que o “crime” maior reside na falta de divulgação estatística das transferências e na eventual não cobrança de impostos (quais?). Certo é que a informação reside toda na Autoridade Tributária (AT) e no Banco de Portugal, estando os Bancos, sociedades financeiras ou qualquer outra entidade prestadora de serviços de pagamento, obrigados ao envio periódico da informação.

Para a AT, as referidas entidades remetem anualmente o Modelo 38 (Declaração de Operações Transfronteiras) que, entre outras especificações, identifica o ordenante, o destinatário e o motivo da operação. Este é detalhado através dos Purpose Code do ISO 20022. Refira-se que o Modelo 38, tal como a generalidade das declarações fiscais, é transmitido através do Portal das Finanças via upload de ficheiros, ficando desde logo disponível no sistema central da AT para todo e qualquer tratamento estatístico que se pretenda fazer.

Ou seja, o governo está cansado de saber quem transferiu os 10 bi, quais os beneficiários e os motivos das transferências. Tal como sabe que as mesmas não podem ser obstaculizadas, pois elas são objecto apenas de comunicação e não de autorização prévia. Agitar o espantalho das offshores é usual na extrema esquerda com o objectivo último de tornar aceitável pela opinião pública o controlo de capitais. Quando tal for atingido, os capitais continuarão a sair mas deixarão definitivamente de entrar.

Claro que isto não passa de cortina de fumo para ofuscar o tema dos créditos problemáticos da CGD e o folhetim Domingues/SMSs e a responsabilidade da troika Marcelo/Costa/Centeno. Ter uma imprensa amestrada, sempre disponível para divulgar estas patranhas e inventar a ridicularia dos Lisbon Papers, naturalmente que dá jeito. É tudo tão óbvio…

No PREC ainda nos deixavam levar 20 contos

22 Fevereiro, 2017

Continuem assim continuem que aos milhões que voaram mais milhões se juntarão. Desde Abril de 1974 que as élites portuguesas passaram a ter dinheiro fora do país.

Novo colaborador: je suis aussi la tante de Piscoiso

22 Fevereiro, 2017

je-suis

O Blasfémias, vencido que foi pela abordagem universalista, expansionista, neo-colonialista e anti-tradicionalista do anti-fascismo primário que combate o nefasto anti-comunismo básico, decidiu que o seu novo colaborador, Sérgio Barreto Costa, dispensava apresentações. Como um progressista perante um trecho de Žižek dispensa análise crítica, comentário avalizado e funcionamento correcto do cérebro, também nós entendemos que o Sérgio dispensa formalidades para ser considerado por vós como imediatamente certo. Que fique claro que o risco de contrariarem o Sérgio pode dar direito a uma valente e muito merecida tareia da Zazie. Bem sabemos que o número de leitores do Sérgio será muito maior que o número de votantes no Livre do Rui Tavares, mas não é por isso que temos que ceder a burocracias conservadoras e maçadoras de apresentar mais um indivíduo que, por não pertencer a nenhuma minoria desfavorecida, só será mais um empecilho à revolução que permitirá alcançar o Homem Novo.

Porém, é meu dever informar que demos as boas vindas ao Sérgio numa sessão colectiva onde o presenteamos com a nossa T-shirt “eu é que sou a tia do Piscoiso”. Inclusivamente, arrisco-me a dizer que, doravante, todos nós seremos a tias do Piscoiso.

O estado das artes

22 Fevereiro, 2017

o-caso-da-cornucopia-cintra-marcelo-ministro-cultura

Foi já há algum tempo que a história veio a lume, mas não queria deixar de comentar o inesperado encerramento de um dos mais importantes e frequentados espaços culturais de Lisboa. Também foi notícia, mais ou menos na mesma altura, a decisão de Luís Miguel Cintra em acabar com o Teatro da Cornucópia, mas o fecho do Elefante Branco parece-me um assunto de maior gravidade e, por isso, mais merecedor de pormenorizada análise socioeconómica.

Há nestes dois encerramentos um facto intrigante que devemos sublinhar: quer a Cornucópia quer o Elefante resistiram à austeridade e filistinismo cultural do governo de Passos Coelho mas não às mãos-largas e gosto pelas artes do governo das esquerdas. Como não quero acreditar que as tão anunciadas reposições, de rendimentos e do Ministério da Cultura, tenham sido meras operações de propaganda, só posso concluir que foram os homens do FMI destacados em Lisboa durante o período do resgate que asseguraram a sobrevivência dos dois estabelecimentos nos últimos anos. Os grandes marotos, traumatizados pelo estado calamitoso das nossas finanças públicas, andaram a afogar as mágoas em champagne e Gil Vicente.

Estranhamente, talvez por julgar não conseguir acrescentar afectos a um lugar que por eles se tornou famoso, Marcelo Rebelo de Sousa não foi visto na pista de dança do “Trombinhas” no estertor do estabelecimento. E fica assim a dúvida se não teria sido possível, com essa mediação presidencial, ultrapassar os constrangimentos que prejudicaram o normal desenrolar da actividade. Esta ausência torna-se ainda mais estranha quando fomos testemunhas de toda a atenção que o Palácio de Belém prestou à candidatura de António Guterres à liderança da ONU. É que, com a sua clientela de políticos, governantes e diplomatas, e com a forte presença de trabalhadoras de várias nacionalidades, da América Latina à Europa de Leste, o Elefante Branco era, sem dúvida, o local português mais parecido com a Assembleia Geral das Nações Unidas. E, tal como no edifício nova-iorquino, muitas guerras tiveram nas suas mesas o seu prólogo. Guerras conjugais, principalmente. Mas nem por isso menos atrozes e arrepiantes. E muito mais palavrosas, para horror do beligerante masculino.

É também curioso que num país repleto de “elefantes brancos” sem qualquer utilização, se tenha optado por fechar aquele que ainda registava alguma procura. E não me venham falar de custos de manutenção. Por muita cowboyada que se fizesse no paquiderme lisboeta – e não faço a menor ideia do que lá se passava, uma vez que, à semelhança de todos os restantes homens do planeta, nunca lá fui –, não acredito que desse tanto trabalho a limpar como as 23 mil cadeiras vazias do Estádio de Leiria ou os 6 quilómetros de pistas abandonadas do Aeroporto de Beja.

Como? Renda convencionada para estrangeiros em Lisboa só se NÃO tiverem título de residência válido?

22 Fevereiro, 2017
Na sua vertente senhoria a CML volta e meia anuncia alugueres de casas a preços comparativamente baixos. Não deixando de ser significativo dos tempos que se exija que se prove que nada se deve de impostos  à CML e ao Estado e nada se refira sobre questões criminais, o ponto 8 diz textualmente:No caso de estrangeiro não tenham o título de residência válido em território português.
Quem pode concorrer:
1. O agregado aufira um rendimento mensal bruto compatível com uma renda que representa uma taxa de esforço mínima de 10% e máxima de 40 % desse rendimento;
2. Não sejam devedores de impostos ao Estado Português;
3. Não sejam devedores ao Município de Lisboa;
4. Não detenham, nem nenhum dos elementos do seu agregado, outra habitação com condições de habitabilidade e possibilidade legal de a ocupar na cidade de Lisboa;
5. Não sejam arrendatários ou ocupantes de habitação propriedade da Câmara Municipal de Lisboa;
6. Não prestem falsas declarações;
7. Sejam maiores de 18 anos;
8. No caso de estrangeiro não tenham o título de residência válido em território português.

Quotas para mulheres? Dispensem a má publicidade.

22 Fevereiro, 2017

É verdade que não falta mérito às mulheres, como diz Maria de Lurdes Rodrigues no seu artigo no DN que, para além da minha pessoa, ninguém terá lido, graças a Deus. O problema de afirmações deste tipo é serem emitidas por pessoas que, sendo mulheres, não são dotadas de particular mérito que se lhes reconheça fora do clube de chá onde os vários chalados socialistas conspiram com a sua infinita sapiência para conformar o mundo ao cânone ideal (ideal este que vai mudando à medida que os modelos socialistas vão rebentando mundo fora).

A razão por que as mulheres não acedem aos lugares de topo nada tem que ver com as suas capacidades ou qualificações, mas sim com o facto de serem mulheres, com a inércia das redes de recrutamento para os lugares de topo, no passado completamente monopolizadas por homens e por isso ainda hoje muito menos participadas por mulheres do que o espaço social no seu conjunto.

Pois, é quase lacrimal a beleza pastoral da frase, mas não é disso que se fala. A proposta do governo é a de estabelecer obrigatoriedade de lugares para mulheres em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa, não a de vencer inércia de redes de recrutamento. É provável que Maria de Lurdes Rodrigues não saiba — se terminasse esta frase aqui seria uma verdade incontestável aplicável a quase todas as áreas —, mas os conselhos de administração de empresas (independentemente da sua cotação ou não em bolsa) não recorrem a “redes de recrutamento” no sentido em que a senhora doutora está habituada lá na universidade e no partido (como se a universidade e o partido fossem particularmente diferentes).

Vivemos, infelizmente, num tempo em que ainda está naturalizada a ideia de que uma parte do espaço público pode ser construído apenas com a participação dos homens.

No entanto, Maria de Lurdes Rodrigues é mulher, tem uma coluna no DN em substituição da de um homem, foi ministra e conseguiu o feito de considerar a Parque Escolar como “um exemplo de boa prática de gestão”. Para a colunista e co-autora de livros com Adão e Silva, 2500 milhões de euros não orçamentados é “boa prática de gestão”, o que leva directamente à questão: será que Maria de Lurdes Rodrigues é a pessoa indicada para promover quotas para mulheres nos conselhos de administração de empresas?

Perguntará o leitor: mas porque é tão importante a participação das mulheres nos espaços de decisão política e económica? Se outras razões não houvesse, havia a da equidade. A razão que resulta do facto de as mulheres serem metade da população. Tão qualificadas, tão inteligentes e tão capazes como a outra metade e com o direito e o dever de participar em todas as esferas da vida.

Mais uma vez, conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa não são “espaços de decisão política”, dra. Rodrigues. Poderão ter sido no tempo em que esteve no governo, mas verificou com o seu primeiro-ministro se aprovava agora esta confissão marota num artigo de jornal?

Estão também a pensar na Catalunha, certo?

21 Fevereiro, 2017

Socialistas europeus exigem mudanças contra espírito nacionalista e isolacionista

Centeno, o “David Copperfield” Português

21 Fevereiro, 2017

Não há dúvida. Factos são factos. Vamos ter o melhor défice em 40 anos! Em 2016 ficamos ao que parece nos 2,1% abaixo de todas as previsões, até as mais optimistas. Fomos muito além da CE tal como no passado com a Troika. E tudo isto graças ao nosso extraordinário Ministro de Havard que milagrosamente conseguiu o que nenhum outro economista do Mundo conseguiu até hoje: baixar estrondosamente o défice aumentando simultaneamente e colossalmente, a dívida! Surpreendente!

Ler mais…

Totalitarismo

21 Fevereiro, 2017

 sempre que se verifique um acto racista ou xenófobo, a vítima não tem necessidade de provar os critérios que os motivaram – ou seja, presume-se a intenção discriminatória, que pode ser rebatida nas entidades competentes.

Portanto alguém alega ser vítima de racismo, de imediato se presume a intenção discriminatória restando ao acusado dirigir-se às autoridades competentes. Que são?

Meninos e meninas, bem-vindos ao grande circo português!

21 Fevereiro, 2017

mw-320Sérgio Figueiredo, director de informação da TVI, decidiu, todo pimpão, que era seu dever institucional intervir na fossa malcheirosa que é o caso CGD (ou, caso ocorresse na civilização, Government vs. The People). Peito cheio com convicção na veia espirituosa digna de um estudante de Eton – como porventura se imagina – exala dióxido de carbono, re-inspira ar de Berkshire que mandou vir engarrafado para Queluz de Baixo, solta a laracha, pontifica com punchline e exala mais dióxido de carbono, desinchando o balão (nada de gordura abdominal, é só músculo firme, senhores), em aparente ciclo perpétuo de serventia. Costa já o pressionou? “Já (pausa dramática… virgula demorada… já é ponto final… esgar… vem aí, vem aí… punchline!): Mas não mostro as SMS”.

Comparando um director de informação de uma estação de televisão “privada” (tosse) a um ministro — o que, pensando bem, faz um certo sentido —, Figueiredo tenta legitimar, com a subtileza de um relojoeiro suíço a compor relógios com martelo pneumático, a triste noção de existência de mensagens privadas entres detentores de cargos políticos e gestores da causa pública sobre assuntos de interesse público. É tratar destas como se fossem mensagens espirituosas sobre as mamas da do buraco, conversas de balneário que só devem ser públicas quando se trata de Trump, o mau. Mais, tenta predicar como normal que um director de informação receba pressões da Corte ou — má sorte ter nascido coiso — que seja função deste desempenhar para esta o papel de bobo.

Foi bonito, senhores, foi bonito. Venha agora o trapezista.

O contrário chama-se como?

21 Fevereiro, 2017

Podia ter sido, mas não foi o Trump

20 Fevereiro, 2017

Um grupo de banqueiros, convidados para gerirem um banco público, entenderam que os salários permitidos eram baixos e que a obrigação de demonstrar o património à entrada de funções comparando-o com o momento de saída era inoportuno e pessoalmente desagradável. Esta última questão resultava da normal exigência de garantir transparência na gestão de bens públicos, como era o caso. Exigiram os banqueiros mudanças que o governo Costa Concordia prontamente aceitou de cruz. E sub-arrendou a elaboração ds respectivas alterações legislativas aos advogados desses banqueiros. O Primeiro-ministro e seu ministros assinaram por baixo. O Presidente da República, lampeiro como é seu costume, prontamente promulgou o decreto em benefício de um grupo de banqueiros e por eles directamente elaborado.

Feito o burburinho público, PM e PR deixaram cair aqueles banqueiros por já terem feito o principal, que era assegurar um plano, (qualquer um) junto do BCE.

Agora querem autoritáriamente «dar o assunto por encerrado». Não me parece de todo possível.

De ora em diante, qualquer decreto deste governo, que o Presidente promulgue, convirá verificar bem quem efectivamente beneficia, quem elaborou o mesmo, se os orgãos do Estado se os seus beneficários. Em especial se estiver relacionado com a banca. Pensavamos que já estavamos livre disso, mas pelos vistos os banqueiros continuam a ter poder sobre o governo e até sobre o Presidente e portanto há que estar vigilante. Pois quem acaba por pagar somos sempre nós.

Há censura em Portugal? Há.

20 Fevereiro, 2017

Há vários dias que tumultos tomaram conta de Paris e outras cidades francesas.

Alguém viu referência nos media nacionais? Nadinha.

É ir ao youtube e colocarem «riots france 2017» ou« violence france 2017» ou qualquer variação no género. Não falta material filmado.

França é um país há meses em Estado de emergência, vigorando fortes limitações nas liberdades individuais e uma hiper-vigilância sobre tudo e todos. Ainda assim, sucede tudo isto.

Porque será que em Portugal censuraram tais notícias?

Era uma vez ou a história de um homem inconformado

20 Fevereiro, 2017

O caso ocorreu na noite de 18 de fevereiro de 2015, quando o indivíduo alegadamente entrou na 6.ª Esquadra da PSP, nas Antas, e dirigiu-se ao vestiário, donde retirou um par de calças de ganga, um casaco de malha, uma ‘sweatshirt’ e um cinto, pertencentes a um agente da PSP, e ainda a chave da residência deste.

Ainda segundo a acusação, o arguido levou consigo um colete com os dizeres “Polícia”, que veio a ser encontrado no interior da sua residência, durante uma busca realizada na manhã do dia seguinte ao furto.

O suspeito veio a ser julgado por um tribunal singular, tendo sido condenado por um crime de furto na pena de 80 dias de multa, à taxa diária de cinco euros, totalizando 400 euros.

Inconformado com a decisão, o arguido recorreu para o Tribunal da Relação do Porto que considerou nula a busca domiciliária efetuada, porque foi feita sem o consentimento do visado.

Assim, os juízes desembargadores concluíram que não foi produzida prova direta que permita a condenação do arguido, daí resultando a sua absolvição.

Se estivesse a fugir ao fisco os papelinhos iam logo todos

20 Fevereiro, 2017

Espanha liberta um dos reclusos que fugiram de Caxias. Atraso no envio de um dos mandados de captura poderá explicar o sucedido.

Retrato genérico da activista social portuguesa

20 Fevereiro, 2017

009d8c549ef1da59fce8efc256ca39fa_mother-silhouette-clip-art-clipart-woman-silhouette-free_900-900Nasceu entre 1960 e 1980, fez topless no fim dos anos 80 e início dos 90, agora já não faz (excepto nas Baleares ou no Meco, onde conserva a parte de baixo do biquini para resguardar a ferramenta de ascensão social), e considera o véu islâmico uma marca de identificação cultural. Regra geral não tem filhos porque se sentiu sempre jovem, tão possuidora do mundo e do futuro, que a menopausa a apanhou ou apanhará de surpresa. Pode alegar que o príncipe encantado nunca apareceu — porque não há muitos homens com disponibilidade prévia para o papel de corno — e, por isso, considera abrir uma conta no Tinder ou semelhante. Claro que vai tendo relações mais ou menos íntimas com pessoas que podem avançar a sua carreira ou que apresentem fluidez sexual suficiente para experimentalismo multidisciplinar que faça corar um padre. Aliás, tudo que a motiva é fazer corar o padre e a família tradicional, como adolescente cheia de acne que nunca cresceu. Renega a sua herança cultural e, ao abrigo de uma vaga noção de defesa dos desfavorecidos, enaltece tudo que seja selvajaria. Conhece alguns pedófilos, mas não os julga se pertencem ao clube certo (ou seja, todos os que não são padres). Considera a própria pedofilia como algo que tem conotação demasiado negativa e adora contar histórias chocantes ao seu círculo de amigos, amigos estes que só o são na expectativa de caírem nas boas graças desta trepadora. Caso encontre um imbecil a que possa chamar de Napoleão começa imediatamente a imaginar-se como uma Josefina dotada de dons profanos. Com 85% de probabilidade, vive em Lisboa e imiscui-se o mais possível na Corte. Tem gostos caros, adora fazer-se de vítima e consegue diagnosticar fobias ainda por catalogar a qualquer um que a contrarie. Tende a desvalorizar argumentações certeiras com risos de hiena. Actua em manada e sabe tornar pessoas inteligentes e ambiciosas em fieis aduladoras. Em alguns casos mais raros até é do sexo masculino e, em casos residuais, até é heterossexual.

Quer Conhecer o Carácter de Alguém?Dê-lhe poder!

20 Fevereiro, 2017

Digam lá o que disserem, o caso CGD está a ser espantosamente revelador. É uma autêntica injecção contra anos de falsas teorias de que a esquerda é moralmente, eticamente e politicamente superior à direita. Num espaço de apenas um ano, com elas todas no governo graças a esta aliança inédita de Costa com comunistas e radicais de esquerda, podemos testemunhar que esta governação opaca, onde não faltaram mentiras, maroscas, ilegalidades, inconstitucionalidades e abusos de poder, já ultrapassou a média anterior. E não vai ficar por aqui… Ler mais…