Batistas da Silva há muitos

Depois dos atentados de Nice esta senhora de seu nome Isabel Romero presidente da Junta Islámica e directora do instituto Halal Romero fez várias declarações a televisões espanholas. A dado momento resolveu citar um relatório da UNESCO que segundo ela classifica o Islão como a mais pacífica das religiões.
De imediato vários jornalistas, activistas, pacifistas… replicaram essa informação: segundo a UNESCO o Islão é a mais pacífica das religiões. (Aliás nem tem parecido outra coisa nos últimos anos. O nosso problema são mesmo os católicos e os budistas!)
Pouco depois lá veio a UNESCO declarar que o estudo não existia. mas enfim a senhora não deve ter mudado de fé. E no próximo atentado lá estaremos no mesmo. Nem sei como seria o islão se fosse uma religião um tudo menos pacífica!
as 50 sombras de garcia pereira
Havendo desenvolvimentos recentes sobre o affaire Arnaldo Matos/Garcia Pereira/MRPP e por estarmos a entrar na silly season e não me estar a apetecer escrever nada, tomo a liberdade de republicar um texto, com alguns meses, sobre tão particular ajuntamento de cidadãos.
Custa ler o artigo, ontem publicado na revista Sábado, sobre o MRPP e a zanga entre Arnaldo Matos e o seu obediente discípulo Garcia Pereira. O género de relações existentes no pequeno grupo de dirigentes de um partido que, em legislativas, ainda recolhe mais de 50 mil votos, faz lembrar mais as práticas de um grupo sadomasoquista hardcore do que as de um agrupamento político. Em breves palavras, o MRPP era (é?) dirigido, na sombra, por um <em>dominatrix</em> chamado Arnaldo Matos, tratado, com veneração e temor, pelo nome másculo de «Espártaco», ou, em alternativa, por «”O” camarada». Neste último caso, o artigo definido é colocado em maiúscula para afirmar devidamente o ascendente que aquele cujo nome não pode sequer ser dito mantinha e mantém sobre uma verdadeira horda de palermas chefiada, até há pouco, por Garcia Pereira, um sujeito que ensina Direito em várias Faculdades. Depois, como numa relação sadomaso de grau extremo, «”O” camarada” tratava mal os seus submissos, insultava-os, ameaçava-os, torturava-os psicologicamente e obrigava-os a trabalhar para o servirem pessoalmente, com sacrifício, dor e humilhação. O medo que os escravos tinham do dono era imenso e, mesmo quando ele não estava fisicamente presente, os mecanismos de submissão e sujeição total à sua personalidade dominadora não desapareciam. Por sua vez, quando “O” senhor queria castigar os escravos, e isto acontecia mesmo que eles nada tivessem feito para o merecer, obriga-os à «autocrítica». A «autocrítica» consiste num exercício de pura humilhação pessoal dos escravos de Matos, que, em resposta à voz do dono, confessam, publica e submissamente, as «faltas» que obviamente não cometeram, como aconteceu recentemente com Garcia Pereira, que, depois de um enxovalho público que lhe infligiu «”O” camarada», redigiu estas singelas palavras: <em>«Camaradas, esta é a justa crítica que o camarada Arnaldo Matos me dirigiu (…) Tenho de conseguir reflectir seriamente em todas as minhas tarefas e responsabilidades»</em>, escreveu o pobre diabo, numa carta dirigida aos colegas de partido. O que é mais admirável nesta história toda não são tanto as relações de escravidão a que Arnaldo Matos submetia Garcia Pereira e os seus submissos. O sadomasoquismo é uma prática antiga como o mundo que atrai incontáveis adeptos e, numa sociedade livre, deve ser tolerada, desde que não afecte mais ninguém para além seus adeptos. Todavia, os cultores do sadomasoquismo mantêm relações consentidas, das quais retiram, quase sempre, prazer físico e sexual. Aqui, no MRPP, que se saiba, «”O” camarada» nem sequer ia com eles para a cama. É só mesmo apanhar porrada pela porrada.

Pequeno incidente sem a mínima importância
Os adolescentes são problemáticos. Lá porque um desses, refugiado, entra num comboio com um machado aos gritos de Allahu Akbar, isso não significa que tenha a ver com religião. Podia ter gritado abracadabrante, Isabel Moreira tatua-me ou dá-me o teu pénis rechonchudo. Seja como for, importante é que a família dos feridos seja compreensiva, tolerante e não se meta aí a votar nas Le Pens ou nos Trumps, que isso seria muito errado.
afinal, a austeridade é para continuar e remoçada
Lemos e pasmamos. Afinal, a austeridade não tinha terminado? Afinal, não era possível outro caminho no Tratado Orçamental e na União Europeia? Afinal, não bastavam meia-dúzia de medidas keynesianas para pôr as pessoas a consumir e a economia a crescer? É verdade que as contas públicas têm sido severamente prejudicadas pelo sector financeiro, graças aos sucessivos problemas do BPN, do BPP, do BANIF, do Novo Banco e da Caixa. Descontando as responsabilidades pessoais dos políticos que governaram Portugal nos últimos vinte anos (tema que explicaria muita coisa e que teria mesmo impedido, a montante, alguns dos prejuízos ocorridos, mas que agora, a jusante, de nada serve para pagar facturas), ignorava o governo actual a dimensão dos problemas do país? Será que, quando nos prometeram um caminho fácil, os actuais governantes desconheciam o que toda a gente comum já sabia: que o Novo Banco não se venderá sem enorme prejuízo para o estado e que a Caixa está falida e precisa urgentemente de capital? Parece que não. Parece que todos ignoravam que, afinal, a austeridade não só continuará, como será mesmo reforçada com novas medidas no orçamento do próximo ano, e que só se encontrarmos petróleo no Beato o país resistirá à política da geringonça.
Uma Europa chamada Roma
Perceber as motivações
“Perceber as motivações” de criminosos é moderno. Olhe, o senhor passou a ferro mais de uma centena de pessoas com um camião. Quer explicar-me o motivo? Você deitou fogo à floresta que continua a arder, obrigando ao realojamento de populações e causando a morte a três bombeiros. Explique-me o porquê. O senhor recebe malas de dinheiro que diz ser emprestado sem sequer saber quantificar quanto deve. Qual é a razão? Vocês entraram na casa da velha, que incendiaram depois de a violarem à vez. Foram oprimidos por tijolos de direita? Os senhores reuniam-se numa casa onde havia meninos à disposição para enfiarem as pilas. Porquê? É uma resposta ao estigma da infertilidade?
Porém, “perceber as motivações” é importante. Em particular, é importante perceber as motivações dos palermas que querem “perceber as motivações”.
Explicação neo-feminista plausível
Isto são coisas que acontecem. Às vezes, na vida conjugal, a tensão é tão grande que uma pessoa passa-se por completo. É de saudar a atitude deste homem, que para evitar dar mais uma chapada à desgraçada que com ele vivia, foi dar uma voltinha no seu camião. Foi ver o mar, desanuviar, contemplar a beleza infinita do universo que coloca todas as preocupações em perspectiva reveladora da insignificância cósmica de simples adversidades mundanas.
Precisa-se
Homem branco, louro e católico. De extrema-direita. Para fazer ataque terrorista.
Basta que simule explodir-se apenas a ele mesmo.
Em seguida deixarão de ser os camiões, a pobreza e a discriminação a matar. Será ele mesmo: o racista, xenófobo, fascista… o terrorista enfim. Sempre será um avanço na discussão do assunto.
A isto temos de acrescentar a crise, a precaridade, a vida nos subúrbios ou no centro e a falta de apoios sociais

Eu diria até que está fortíssima
Hollande: “A França chora mas é forte e será sempre mais forte do que os fanáticos”
Nice
É extremamente importante que não se noticie o nome do indivíduo que cometeu a atrocidade em Nice. Temos que compreender as motivações, para relativizar o que se passou à luz da homofobia, do heteropatriarcado, do Brexit, da colonização de África, das cruzadas e da omnisciência repressiva da civilização ocidental desde o paleolítico. Uma coisa é certa: a culpa é da Merkel, do Passos Coelho, do Schäuble, do neoliberalismo, do tratado orçamental e do capitalismo que mata – agora só temos que o provar.
A excepção
Os franceses são um povo dado às excepções. Por exemplo, estão em fúria com a ida de Durão Barroso para o Goldman Sachs. Curiosamente mantiveram-se em contrastante silêncio quando Gerhard Schroeder foi trabalhar para a russa Gazprom.
Um agradecimento sincero
Hoje tive uma conversa franca com o meu filho mais velho. “Que pensas que gostarias de fazer na vida”, perguntei. Respondeu-me coisas ligadas à engenharia, como cálculos de estruturas e recuperações de casas velhas. “Não gostavas de compreender mais sobre a nossa história? Ou sobre as interacções sociais dos indivíduos numa sociedade”, perguntei, a armar-me em estúpido. “Não, queria fazer um curso em que aprendesse ciência”. “Mas estas são as ciências sociais”, retorqui, perante um esgar cúmplice de quem compreende a comicidade da resposta. “Isso só dá para comentadores de televisão”.
O meu muito obrigado a figuras ilustres do nosso país, como o dr. Rui Tavares ou o prof. Fernando Rosas pelo esforço de promoção das ciências sérias aos jovens.
o barbeiro de figaro
O governo francês, pela voz do secretário de Estado dos Assuntos Europeus, pediu a Durão Barroso que desista do cargo que aceitou na Goldman Sachs, por se tratar de um escândalo «moral, político e ético». No afã de moralizar a coisa pública, certamente que o governo de M. Hollande não deixará de despedir o cabeleireiro do presidente, que, soube-se por estes dias, ganha 10 mil euros mensais para lhe escovar a careca. Ficando esse lugar vago e seguindo os conselhos que lhe foram dados pelo governo francês, quem sabe Barroso não possa vir a ocupar o substituir o barbeiro. Certamente que o salário não ficaria muito atrás do que receberia na Goldman Sachs.
O Cavaco fez uma declaração no final do Conselho de Estado?
Quem transmitiu esta informação aos jornalistas? Cavaco estraga unanimidade do Conselho de Estado sobre sanções
Aquele senhor isolado atrás do PR será quem?

E depois de Marcelo?
A prática fascizante
O ministro acha que as praxes são fascizantes. E comunizante não serão também?
Passem a informação, por favor
Queria informar que uma vez chorei quando o Hawaii venceu uma competição. Chorei muito. Uma criança sorriu para mim, abraçou-me e disse-me que tudo iria ficar bem. Não sei se era uma criança do Hawaii, sei que tinha chinelos hawaiianos calçados. Sempre que me lembro disso, tenho vontade de chorar outra vez. A quem interessar.
a tripla estupidez das «sanções»
As «sanções» a Portugal e a Espanha são uma tripla confissão de incompetência da União Europeia. Porque demonstram a incapacidade de impor rigor orçamental aos estados-membros. Porque, a serem iguais a zero, confessam que as regras violadas não são obrigatórias, mas facultativas. E porque, se o seu objectivo for exercer pressão para evitar um governo espanhol influenciado pelo Podemos e obrigar o governo português da geringonça a expelir comunistas e bloquistas do seu «inner circle», servirão apenas para vitimizar uns e outros. Depois disto, as Catarinas, os Jerónimos e os Iglésias sentir-se-ão capazes de tudo. O céu será o limite.
azar dos távoras
Acabei agora mesmo de tomar conhecimento que o atraso do reembolso do meu IRS se deve a um «bug» informático nas Finanças. Tratando-se de uma questão meramente técnica, que nada tem a ver com a ruptura da tesouraria do estado, fiquei mais tranquilo. Infelizmente, também já tive a oportunidade de constatar que o dito «bug» na devolução de dinheiro provocou um efeito contrário na cobrança, visto que a 2ª prestação do IMI, habitualmente a pagamento em Setembro, já me foi enviada para pagar em Julho. Bem podia ter sido ao contrário. Não é um azar dos Távoras?
DN: Centeno admite castigo europeu, mas espera que seja a “sanção zero”
Rádio Renascença: Ministro das Finanças promete lutar por sanções que não penalizem o país
JN: Sanções. Importante será a “qualidade da resposta” de Portugal e Espanha
RTP: Centeno com sanções à vista promete reação rápida
Por contraste com esta batalha das sanções travada em Portugal em Espanha mal se encontram referências às sanções mesmo na sedições on line. Nas versões em papel nada.



O rapto da selecção
: Uma coisa foi a vitória da selecção no campeonato da Europa, onde nunca perdeu a cabeça, mesmo depois de perder Ronaldo; outra coisa foram as celebrações populares na rua, que esperavam ocasião desde 1966; e outra coisa ainda foi a tentativa desesperada da oligarquia política para usurpar a alegria nacional: tivemos assim o sequestro dos autocarros da selecção, desviados para Belém; a folga municipal em Lisboa; e o ministro das finanças de cachecol da selecção em Bruxelas.
Em Belém, estiveram os chefes da oligarquia, paramentados a rigor. Quando os jogadores desembarcaram, agarraram-se-lhes como uma espécie de grandes parasitas. Houve sorrisos muito estudados, abraços com grandes palmadas nas costas, e selfies para os assessores porem no facebook. Dir-me-ão: mas certamente que o Estado tinha de assinalar a ocasião. Sim, claro que tinha, embora esta seja a mesma oligarquia que durante anos subsidiou uma razoável quantidade de artigos, livros e congressos a castigar o modo perverso como ditadura salazarista explorava o futebol.
Se alguém, daqui a uns tempos, tiver de ilustrar o esgotamento deste regime, poderá muito bem começar pelo dia de ontem. Não foi só o rapto da selecção. Foi o sorriso bacoco com que comunistas e bloquistas esperaram enquanto o presidente, a pretexto do entusiasmo pela selecção, enumerava as capitais provinciais do antigo ultramar e lia correspondência de Moçambique. O que andámos nós para aqui chegar. Ao princípio, a ideia do regime era começar tudo de novo. Não apreciava fado, mas canções de “intervenção”. Não gostava de futebol, mas de atletismo. Não queria África, mas a Europa. O futebol e o fado voltaram logo. E depois foi a vez do império, em versão de fraternidade histórico-linguística. Perdido o imaginário europeu, o regime volta ao velho imaginário da ditadura salazarista. Até o hino do momento transpira atavismo: “a minha casinha” é interpretada pelos Xutos e Pontapés, mas nem por isso deixa de ser a canção de Milú de 1943. E para que nada falte ao ambiente retro, temos até as acusações de traidor à pátria, com Catarina Martins, no debate do Estado da Nação, a insinuar que quem não é pelo governo “torce” pela Alemanha (que jeito que teria dado uma final contra a Alemanha). Se o presidente for a Fátima, a geringonça também irá atrás? É o único F que falta daquela trilogia tradicional (Fado, Futebol e Fátima) que tanta urticária causava aos profissionais do progressismo.
Acabou
Bem… e agora? Acabou o europeu de futebol, já se entregou a folha A4 aos jogadores num especial televisivo muito parecido com o Luís Pereira de Sousa na praia do Tamariz e as pessoas que encontramos na rua já disseram ontem o “somos campeões” que impede a sua repetição hoje. Foi bom enquanto durou. A substituição dos protagonistas televisivos habituais por pessoas que foram verdadeiramente seleccionadas por mérito para alguma coisa – não é fácil chutar bem uma bola – foi salutar, mas sabíamos que chegaria ao fim. Mais cedo ou mais tarde voltaríamos às lides diárias do sopeiro que nos governa coadjuvado pela nata da mitra nacional. Era bom podermos ficar o resto do ano admirados com a velocidade do Renato Sanches, com a criatividade do Cristiano Ronaldo, com a força explosiva do Quaresma, com a eficácia de Pepe, com a tenacidade do João Mário e com os outros todos que nos trouxeram emoções fortes e, no fim, alegria. Mas, não pode ser. Teremos que nos contentar com o embaraço que é António Costa, a vaidade de Centeno, o patriarcado de Vieira da Silva, a irresponsabilidade milenial de Tiago Brandão Rodrigues, os proxies de Catarina Martins e o falinhas-mansas do Estaline que encabeçar o PCP durante duas a três décadas. Temos também que gramar com o militante de armário Adão e Silva, o exemplo cabal da eficácia de lobotomias Marques Lopes, os Teixeiras, as Lourenço, os que asseguram que uma família deve bradar aos céus por ter caído em desgraça quando um filho entra no curso de História, como os Rosa ou Micro-Tavares, as bacoradas turbo-sopeiras e a admiração dos minions com nariz a pingar, os ateus bichas que destroem a paz de pacatos homossexuais, toda a turba indistinta de comentadores sentados na estalagmite PS. Acabou o futebol, abracemos a choldra. Porque, se não a abraçarmos, ela abraçar-nos-á.
O que vale é Hollande ser cá muito de casa
Estão a ver aquela coisa da Torre Eiffel não se ter iluminado com as cores de Portugal mais a lesão ao Ronaldo? Imaginem se o jogo não fossem com a França mas assim por exemplo com a Alemanha. De certeza que era tudo uma conspiração do Schauble
Um grande passo para bebés políticos
Um francês que tenha o azar de ser atento à vida em Portugal aprovaria a lesão provocada a Cristiano Ronaldo. Parecia uma excelente táctica, aniquilar o capitão e esperar que tudo desmoronasse. É assim que são os portugueses: acreditam em figuras míticas, como na banda desenhada. Deixam o gordo destruir toda a credibilidade que conseguiram com quatro anos de ajustamento porque não têm espinha dorsal, seguem qualquer um que fale grosso, nem que por hubris. Sem capitão iriam ao charco. Só não foram porque não representam o português que espera que lhe dêem aquilo que têm que conquistar para eles próprios. Não admira que palhaços políticos se colem à vitória na competição: é preciso deixar bem claro que o conseguiram pela atitude de iluminados reguladores da elite socialista, nunca por mérito próprio. Não o fazer seria dar o flanco à hipótese de os portugueses terem crescido. Deus nos livre se começassem a perceber que não só não precisam destes políticos como estariam melhor sem eles.
Os adesivos
A colagem do PR e do PM ao futebol é um espectáculo de adesivismo puro.
Tem toda a razão, moça
Ana Catarina Mendes, pessoa que apareceu pela primeira vez nos meios públicos como a namorada de Paulo Pedroso quando este era mencionado no processo Casa Pia, chegou a secretária-geral adjunta do PS pela mão de Costa, o primeiro broeiro. “Durão Barroso foi presidente da Comissão Europeia nos piores anos do projecto europeu”, terá dito, provavelmente referindo-se ao Tratado de Lisboa que Sócrates fingiu querer referendar. Parece que o problema é mesmo o PPE, que descreve como composto de “neoliberais, conservadores e xenófobos”. Nunca pensei sentir-me tão representado pelo PPE: se há cancro reincidente neste país é o do socialismo, ser conservador é estar do lado não estúpido da história e ser xenófobo é algo que qualquer um deveria ter orgulho de ser perante gente da raça destas Anas Catarinas Mendess. Qual é a crítica, mesmo?
um especialista em indecências
Vai, por aí, uma enorme algazarra, entre inúmeras virgens púdicas, por causa da contratação do camarada Abel pela Goldman Sachs, tacho emprego que certamente nenhuma delas enjeitaria, até por representar o «topo da vida empresarial», segundo as sempre avisadas palavras do Sr. Presidente da República.
A esse propósito, o Diário de Notícias informa que «políticos franceses criticam a ida de Barroso para a Goldman Sachs», considerando-a «uma indecência». Um desses «políticos franceses», um tal Mattias Fekl, foi mais longe e disse mesmo que Barroso é um «representante indecente de uma velha Europa que a nossa geração vai mudar».
Para percebermos a autoridade moral e a capacidade desse homem para avaliar «indecências», convém referir que se trata de um político francês que ascendeu politicamente pendurado em duas autoridades na matéria: Pierre Moscovici (sim, o das sanções a Portugal) e, sobretudo, Dominique Strauss-Kahn., nome que desnecessita apresentações. Trata-se, portanto, de um verdadeiro especialista em indecências, pelo que saberá bem do que está a falar. Já quanto a «mudar a Europa», é capaz de ser melhor deixar isso para outros…
parabéns, camarada abel!
Em devido tempo, Durão Barroso deixou-se das parvoíces maoístas dos tempos de faculdade, fez-se à vida política e, nessa vida, triunfou. Cedo foi ministro de Cavaco, cedo foi primeiro-ministro de Portugal, cedo pôs-se a mexer e fez-se presidente da Comissão Europeia, um dos mais altos cargos políticos do mundo. Hoje foi anunciado como chairman da Goldman Sachs, o que, em qualquer país normal do mundo, seria motivo para públicas felicitações. Em Portugal não.
Embora nunca tenha entendido muito bem as capacidades pessoais de Barroso, que seguramente as terá, a verdade é que a sua ascensão foi sempre um cruzamento de talento pessoal e de circunstâncias fortuitas da vida. Alçou-se, por mérito próprio, a líder do PSD, mas foi para Bruxelas por exclusão de partes, embora esse seja o método comum de escolha do presidente da Comissão… Quanto ao cargo hoje anunciado, é evidente o interesse que a sua agenda pessoal terá para uma empresa da dimensão global da Goldman. Nada a acrescentar.
E sobre as críticas que, em Portugal, alguma esquerda e extrema-esquerda lhe estão a fazer. digo apenas o seguinte: gostaria de ter acesso aos cartões e telefonemas pessoais que Durão Barroso receberá nos próximos dias…
Portanto descontando a sindicalista no máximo seria uma manifestação de 9 trabalhadores
O Pingo Doce paga um preço mediático pelas declarações de Alexandre Soares dos Santos. Daí que volta e meia e por contraste com outras cadeias de supermercado que não melhores condições de trabalho lá tenhamos o protesto dos trabalhadores do Pingo Doce. Este texto da LUSA é uma bela introdução ao mundo das manifestações ditas dos trabalhadores
Trabalhadores do Pingo Doce manifestam-se em Alverca por melhores condições
Um grupo de trabalhadores da cadeia de supermercados Pingo Doce concentrou-se esta sexta-feira junto a uma das lojas, em Alverca, Vila Franca de Xira, para exigir uma resposta da administração às suas reivindicações por melhores condições de trabalho. A ação de protesto, que juntou cerca de uma dezena de pessoas, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP). Em declarações à agência Lusa, Isabel Delgado, do CESP, explicou que a manifestação se deve “à falta de resposta” por parte da administração da cadeia de supermercados Pingo Doce, pertencente ao grupo Jerónimo Martins, ao caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato. “O fim do banco de horas”, “o fim das transferências abusivas do local de trabalho” e a “passagem a efetivos dos trabalhadores com vínculos precários” são algumas das exigências inscritas no caderno reivindicativo. “Já solicitamos ao Ministério do Trabalho que convocasse a empresa para uma reunião. Mesmo assim, a empresa optou por não comparecer às convocatórias que foram feitas, preferindo pagar as respetivas coimas. Isso mostra a falta de respeito do Pingo Doce”, apontou. Nesse sentido, a sindicalista afirmou que os trabalhadores irão continuar a realizar ações de protesto “enquanto não houver uma resposta da empresa” e uma “atuação mais forte” do Ministério do Trabalho. A Lusa contactou fonte do grupo Jerónimo Martins para obter um comentário, mas tal não foi possível até ao momento
Antes das explicações do costume
É esta a página da polícia de Dallas. 
Omissões significativas
Esta notícia tirada do site da Renascença é igual a tantas outras que referem as questões raciais. Se repararmos as referências raciais são omitidas a não ser nos casos em que os negros surgem como vítimas do racismo/violência policial colocada no campo dos brancos.
Cinco polícias ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) morreram e outros seis ficaram feridos com tiros numa manifestação de protesto, em Dallas, contra a violência policial sobre negros. Este é o balanço mais recente das autoridades norte-americanas.
O chefe da polícia de Dallas ( branco, negro, hispânico, asiático…?) afirmou que, “aparentemente”, dois homens armados ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) atingiram com tiros 10 polícias ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) durante os protestos. Segundo David Brown, os autores ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) dos tiros colocaram-se em locais “elevados” para disparar sobre os polícias ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?).
A polícia está a negociar com um suspeito ( branco, negro, hispânico, asiático…?) que encurralou num parque de estacionamento, apesar de já ter havido troca de tiros entre os agentes e o indivíduo durante 45 minutos. Um outro agente ( branco, negro, hispânico, asiático…?) ficou ferido .
“O suspeito disse aos negociadores que o ‘fim está próximo’” e alertou para a existência de bombas dentro da garagem e no centro da cidade, sublinhado que vai “magoar e matar” mais agentes, revelou o chefe ( branco, negro, hispânico, asiático…?) David Brown.
“Por isso estamos a ser muito cuidadosos na nossa abordagem e táctica para não colocarmos mais nenhum polícia em perigo”, explicou, acrescentando que foram detidas outras três pessoas (uma mulher e dois homens) ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) suspeitas de envolvimento no tiroteio.
Milhares de pessoas manifestaram-se nos EUA, em cidades como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, para protestar contra a violência policial sobre negros.
As manifestações surgiram após as mortes, registadas em vídeo, de dois homens afro-americanos às mãos da polícia. Philando Castile morreu na quarta-feira em Falcon Heights, no Estado de Minnesota, e Alton Sterling morreu na terça-feira, em Baton Rouge, no Estado de Luisiana.
As mortes, ambas filmadas, provocaram protestos e a denúncia de violência policial contra afro-americanos e outras minorias.
uma impossibilidade metafísica
A propósito das ameaças de sanções de Bruxelas ao governo da geringonça, tem havido muita gente a afirmar que elas são uma forma de pressão para que não exista um governo de esquerda em Portugal. Têm razão. Ou melhor, têm parte da razão, porque um governo de esquerda em Portugal, e na União Europeia, não constitui qualquer problema. Ele há vários por aí, bastando referir os de Itália e França, como bons exemplos. O que não é possível na União Europeia, e esta é a parte involuntariamente razoável do argumento, é haver governos de extrema-esquerda, como o primeiro do Syriza, que, de resto, rapidamente se acalmou.
E não é porquê? Porque, entre outras coisas, diz o artigo 120º («Política Económica») do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia: «Os Estados-Membros e a União actuarão de acordo com o princípio de uma economia de mercado aberto e de livre concorrência». Isto quer dizer, entre muitas outras coisas, que o Mercado Comum, a essência da União Europeia e de toda a construção económica comunitária, desde 1957, é um espaço de liberdade económica, fundado sobre os princípios económicos capitalistas do livre-mercado, do mercado aberto e da livre-concorrência. Isto é, como se sabe, a antítese do pensamento da extrema-esquerda, que não acredita no mercado. Mas, lamentamos, é condição fundamental para que um Estado possa pertencer à União Europeia. Nesta medida, se as instituições da UE verificarem que um governo de um Estado-membro dirige as suas políticas contra estes princípios poderá sancioná-lo e, no limite, até mesmo expulsar esse país. A União Europeia é um espaço de países que acreditam e praticam os princípios da economia capitalista. Goste-se disso ou não.
É daqui que resulta o principal drama do governo da geringonça, que mais cedo ou mais tarde terá de ser resolvido pelas partes que o compõem, ou pela realidade dos factos: ou o governo se converte à ideologia do Bloco e do Partido Comunista e põe Portugal fora da União Europeia, ou o Partido Comunista e o Bloco passam a acreditar – e a defender – o modelo capitalista da economia de mercado e deixam de ser o que são. Que esta coligação contra-natura se aguente, durante algum tempo, em contestação à memória do anterior governo de direita está visto que sim, que é possível. Que se aguente muito tempo e se transforme num projecto político consistente e consonante com os princípios da União Europeia é uma impossibilidade metafísica.
O deputado Galamba heloisou
Algo se passa na Terra. O deputado Galamba não aderiu aos Verdes mas adoptou aquele estilo “sr. deputado!” “sr deputado!” “sr. deputado!” que carcateriza as intervenções de Heloísa Apolónia
Outro jogo
As sanções podem muito bem ser o pretexto que Costa procura para provocar eleições antecipadas
Um grande jogo
