O Cavaco fez uma declaração no final do Conselho de Estado?
Quem transmitiu esta informação aos jornalistas? Cavaco estraga unanimidade do Conselho de Estado sobre sanções
Aquele senhor isolado atrás do PR será quem?

E depois de Marcelo?
A prática fascizante
O ministro acha que as praxes são fascizantes. E comunizante não serão também?
Passem a informação, por favor
Queria informar que uma vez chorei quando o Hawaii venceu uma competição. Chorei muito. Uma criança sorriu para mim, abraçou-me e disse-me que tudo iria ficar bem. Não sei se era uma criança do Hawaii, sei que tinha chinelos hawaiianos calçados. Sempre que me lembro disso, tenho vontade de chorar outra vez. A quem interessar.
a tripla estupidez das «sanções»
As «sanções» a Portugal e a Espanha são uma tripla confissão de incompetência da União Europeia. Porque demonstram a incapacidade de impor rigor orçamental aos estados-membros. Porque, a serem iguais a zero, confessam que as regras violadas não são obrigatórias, mas facultativas. E porque, se o seu objectivo for exercer pressão para evitar um governo espanhol influenciado pelo Podemos e obrigar o governo português da geringonça a expelir comunistas e bloquistas do seu «inner circle», servirão apenas para vitimizar uns e outros. Depois disto, as Catarinas, os Jerónimos e os Iglésias sentir-se-ão capazes de tudo. O céu será o limite.
azar dos távoras
Acabei agora mesmo de tomar conhecimento que o atraso do reembolso do meu IRS se deve a um «bug» informático nas Finanças. Tratando-se de uma questão meramente técnica, que nada tem a ver com a ruptura da tesouraria do estado, fiquei mais tranquilo. Infelizmente, também já tive a oportunidade de constatar que o dito «bug» na devolução de dinheiro provocou um efeito contrário na cobrança, visto que a 2ª prestação do IMI, habitualmente a pagamento em Setembro, já me foi enviada para pagar em Julho. Bem podia ter sido ao contrário. Não é um azar dos Távoras?
DN: Centeno admite castigo europeu, mas espera que seja a “sanção zero”
Rádio Renascença: Ministro das Finanças promete lutar por sanções que não penalizem o país
JN: Sanções. Importante será a “qualidade da resposta” de Portugal e Espanha
RTP: Centeno com sanções à vista promete reação rápida
Por contraste com esta batalha das sanções travada em Portugal em Espanha mal se encontram referências às sanções mesmo na sedições on line. Nas versões em papel nada.



O rapto da selecção
: Uma coisa foi a vitória da selecção no campeonato da Europa, onde nunca perdeu a cabeça, mesmo depois de perder Ronaldo; outra coisa foram as celebrações populares na rua, que esperavam ocasião desde 1966; e outra coisa ainda foi a tentativa desesperada da oligarquia política para usurpar a alegria nacional: tivemos assim o sequestro dos autocarros da selecção, desviados para Belém; a folga municipal em Lisboa; e o ministro das finanças de cachecol da selecção em Bruxelas.
Em Belém, estiveram os chefes da oligarquia, paramentados a rigor. Quando os jogadores desembarcaram, agarraram-se-lhes como uma espécie de grandes parasitas. Houve sorrisos muito estudados, abraços com grandes palmadas nas costas, e selfies para os assessores porem no facebook. Dir-me-ão: mas certamente que o Estado tinha de assinalar a ocasião. Sim, claro que tinha, embora esta seja a mesma oligarquia que durante anos subsidiou uma razoável quantidade de artigos, livros e congressos a castigar o modo perverso como ditadura salazarista explorava o futebol.
Se alguém, daqui a uns tempos, tiver de ilustrar o esgotamento deste regime, poderá muito bem começar pelo dia de ontem. Não foi só o rapto da selecção. Foi o sorriso bacoco com que comunistas e bloquistas esperaram enquanto o presidente, a pretexto do entusiasmo pela selecção, enumerava as capitais provinciais do antigo ultramar e lia correspondência de Moçambique. O que andámos nós para aqui chegar. Ao princípio, a ideia do regime era começar tudo de novo. Não apreciava fado, mas canções de “intervenção”. Não gostava de futebol, mas de atletismo. Não queria África, mas a Europa. O futebol e o fado voltaram logo. E depois foi a vez do império, em versão de fraternidade histórico-linguística. Perdido o imaginário europeu, o regime volta ao velho imaginário da ditadura salazarista. Até o hino do momento transpira atavismo: “a minha casinha” é interpretada pelos Xutos e Pontapés, mas nem por isso deixa de ser a canção de Milú de 1943. E para que nada falte ao ambiente retro, temos até as acusações de traidor à pátria, com Catarina Martins, no debate do Estado da Nação, a insinuar que quem não é pelo governo “torce” pela Alemanha (que jeito que teria dado uma final contra a Alemanha). Se o presidente for a Fátima, a geringonça também irá atrás? É o único F que falta daquela trilogia tradicional (Fado, Futebol e Fátima) que tanta urticária causava aos profissionais do progressismo.
Acabou
Bem… e agora? Acabou o europeu de futebol, já se entregou a folha A4 aos jogadores num especial televisivo muito parecido com o Luís Pereira de Sousa na praia do Tamariz e as pessoas que encontramos na rua já disseram ontem o “somos campeões” que impede a sua repetição hoje. Foi bom enquanto durou. A substituição dos protagonistas televisivos habituais por pessoas que foram verdadeiramente seleccionadas por mérito para alguma coisa – não é fácil chutar bem uma bola – foi salutar, mas sabíamos que chegaria ao fim. Mais cedo ou mais tarde voltaríamos às lides diárias do sopeiro que nos governa coadjuvado pela nata da mitra nacional. Era bom podermos ficar o resto do ano admirados com a velocidade do Renato Sanches, com a criatividade do Cristiano Ronaldo, com a força explosiva do Quaresma, com a eficácia de Pepe, com a tenacidade do João Mário e com os outros todos que nos trouxeram emoções fortes e, no fim, alegria. Mas, não pode ser. Teremos que nos contentar com o embaraço que é António Costa, a vaidade de Centeno, o patriarcado de Vieira da Silva, a irresponsabilidade milenial de Tiago Brandão Rodrigues, os proxies de Catarina Martins e o falinhas-mansas do Estaline que encabeçar o PCP durante duas a três décadas. Temos também que gramar com o militante de armário Adão e Silva, o exemplo cabal da eficácia de lobotomias Marques Lopes, os Teixeiras, as Lourenço, os que asseguram que uma família deve bradar aos céus por ter caído em desgraça quando um filho entra no curso de História, como os Rosa ou Micro-Tavares, as bacoradas turbo-sopeiras e a admiração dos minions com nariz a pingar, os ateus bichas que destroem a paz de pacatos homossexuais, toda a turba indistinta de comentadores sentados na estalagmite PS. Acabou o futebol, abracemos a choldra. Porque, se não a abraçarmos, ela abraçar-nos-á.
O que vale é Hollande ser cá muito de casa
Estão a ver aquela coisa da Torre Eiffel não se ter iluminado com as cores de Portugal mais a lesão ao Ronaldo? Imaginem se o jogo não fossem com a França mas assim por exemplo com a Alemanha. De certeza que era tudo uma conspiração do Schauble
Um grande passo para bebés políticos
Um francês que tenha o azar de ser atento à vida em Portugal aprovaria a lesão provocada a Cristiano Ronaldo. Parecia uma excelente táctica, aniquilar o capitão e esperar que tudo desmoronasse. É assim que são os portugueses: acreditam em figuras míticas, como na banda desenhada. Deixam o gordo destruir toda a credibilidade que conseguiram com quatro anos de ajustamento porque não têm espinha dorsal, seguem qualquer um que fale grosso, nem que por hubris. Sem capitão iriam ao charco. Só não foram porque não representam o português que espera que lhe dêem aquilo que têm que conquistar para eles próprios. Não admira que palhaços políticos se colem à vitória na competição: é preciso deixar bem claro que o conseguiram pela atitude de iluminados reguladores da elite socialista, nunca por mérito próprio. Não o fazer seria dar o flanco à hipótese de os portugueses terem crescido. Deus nos livre se começassem a perceber que não só não precisam destes políticos como estariam melhor sem eles.
Os adesivos
A colagem do PR e do PM ao futebol é um espectáculo de adesivismo puro.
Tem toda a razão, moça
Ana Catarina Mendes, pessoa que apareceu pela primeira vez nos meios públicos como a namorada de Paulo Pedroso quando este era mencionado no processo Casa Pia, chegou a secretária-geral adjunta do PS pela mão de Costa, o primeiro broeiro. “Durão Barroso foi presidente da Comissão Europeia nos piores anos do projecto europeu”, terá dito, provavelmente referindo-se ao Tratado de Lisboa que Sócrates fingiu querer referendar. Parece que o problema é mesmo o PPE, que descreve como composto de “neoliberais, conservadores e xenófobos”. Nunca pensei sentir-me tão representado pelo PPE: se há cancro reincidente neste país é o do socialismo, ser conservador é estar do lado não estúpido da história e ser xenófobo é algo que qualquer um deveria ter orgulho de ser perante gente da raça destas Anas Catarinas Mendess. Qual é a crítica, mesmo?
um especialista em indecências
Vai, por aí, uma enorme algazarra, entre inúmeras virgens púdicas, por causa da contratação do camarada Abel pela Goldman Sachs, tacho emprego que certamente nenhuma delas enjeitaria, até por representar o «topo da vida empresarial», segundo as sempre avisadas palavras do Sr. Presidente da República.
A esse propósito, o Diário de Notícias informa que «políticos franceses criticam a ida de Barroso para a Goldman Sachs», considerando-a «uma indecência». Um desses «políticos franceses», um tal Mattias Fekl, foi mais longe e disse mesmo que Barroso é um «representante indecente de uma velha Europa que a nossa geração vai mudar».
Para percebermos a autoridade moral e a capacidade desse homem para avaliar «indecências», convém referir que se trata de um político francês que ascendeu politicamente pendurado em duas autoridades na matéria: Pierre Moscovici (sim, o das sanções a Portugal) e, sobretudo, Dominique Strauss-Kahn., nome que desnecessita apresentações. Trata-se, portanto, de um verdadeiro especialista em indecências, pelo que saberá bem do que está a falar. Já quanto a «mudar a Europa», é capaz de ser melhor deixar isso para outros…
parabéns, camarada abel!
Em devido tempo, Durão Barroso deixou-se das parvoíces maoístas dos tempos de faculdade, fez-se à vida política e, nessa vida, triunfou. Cedo foi ministro de Cavaco, cedo foi primeiro-ministro de Portugal, cedo pôs-se a mexer e fez-se presidente da Comissão Europeia, um dos mais altos cargos políticos do mundo. Hoje foi anunciado como chairman da Goldman Sachs, o que, em qualquer país normal do mundo, seria motivo para públicas felicitações. Em Portugal não.
Embora nunca tenha entendido muito bem as capacidades pessoais de Barroso, que seguramente as terá, a verdade é que a sua ascensão foi sempre um cruzamento de talento pessoal e de circunstâncias fortuitas da vida. Alçou-se, por mérito próprio, a líder do PSD, mas foi para Bruxelas por exclusão de partes, embora esse seja o método comum de escolha do presidente da Comissão… Quanto ao cargo hoje anunciado, é evidente o interesse que a sua agenda pessoal terá para uma empresa da dimensão global da Goldman. Nada a acrescentar.
E sobre as críticas que, em Portugal, alguma esquerda e extrema-esquerda lhe estão a fazer. digo apenas o seguinte: gostaria de ter acesso aos cartões e telefonemas pessoais que Durão Barroso receberá nos próximos dias…
Portanto descontando a sindicalista no máximo seria uma manifestação de 9 trabalhadores
O Pingo Doce paga um preço mediático pelas declarações de Alexandre Soares dos Santos. Daí que volta e meia e por contraste com outras cadeias de supermercado que não melhores condições de trabalho lá tenhamos o protesto dos trabalhadores do Pingo Doce. Este texto da LUSA é uma bela introdução ao mundo das manifestações ditas dos trabalhadores
Trabalhadores do Pingo Doce manifestam-se em Alverca por melhores condições
Um grupo de trabalhadores da cadeia de supermercados Pingo Doce concentrou-se esta sexta-feira junto a uma das lojas, em Alverca, Vila Franca de Xira, para exigir uma resposta da administração às suas reivindicações por melhores condições de trabalho. A ação de protesto, que juntou cerca de uma dezena de pessoas, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP). Em declarações à agência Lusa, Isabel Delgado, do CESP, explicou que a manifestação se deve “à falta de resposta” por parte da administração da cadeia de supermercados Pingo Doce, pertencente ao grupo Jerónimo Martins, ao caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato. “O fim do banco de horas”, “o fim das transferências abusivas do local de trabalho” e a “passagem a efetivos dos trabalhadores com vínculos precários” são algumas das exigências inscritas no caderno reivindicativo. “Já solicitamos ao Ministério do Trabalho que convocasse a empresa para uma reunião. Mesmo assim, a empresa optou por não comparecer às convocatórias que foram feitas, preferindo pagar as respetivas coimas. Isso mostra a falta de respeito do Pingo Doce”, apontou. Nesse sentido, a sindicalista afirmou que os trabalhadores irão continuar a realizar ações de protesto “enquanto não houver uma resposta da empresa” e uma “atuação mais forte” do Ministério do Trabalho. A Lusa contactou fonte do grupo Jerónimo Martins para obter um comentário, mas tal não foi possível até ao momento
Antes das explicações do costume
É esta a página da polícia de Dallas. 
Omissões significativas
Esta notícia tirada do site da Renascença é igual a tantas outras que referem as questões raciais. Se repararmos as referências raciais são omitidas a não ser nos casos em que os negros surgem como vítimas do racismo/violência policial colocada no campo dos brancos.
Cinco polícias ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) morreram e outros seis ficaram feridos com tiros numa manifestação de protesto, em Dallas, contra a violência policial sobre negros. Este é o balanço mais recente das autoridades norte-americanas.
O chefe da polícia de Dallas ( branco, negro, hispânico, asiático…?) afirmou que, “aparentemente”, dois homens armados ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) atingiram com tiros 10 polícias ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) durante os protestos. Segundo David Brown, os autores ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) dos tiros colocaram-se em locais “elevados” para disparar sobre os polícias ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?).
A polícia está a negociar com um suspeito ( branco, negro, hispânico, asiático…?) que encurralou num parque de estacionamento, apesar de já ter havido troca de tiros entre os agentes e o indivíduo durante 45 minutos. Um outro agente ( branco, negro, hispânico, asiático…?) ficou ferido .
“O suspeito disse aos negociadores que o ‘fim está próximo’” e alertou para a existência de bombas dentro da garagem e no centro da cidade, sublinhado que vai “magoar e matar” mais agentes, revelou o chefe ( branco, negro, hispânico, asiático…?) David Brown.
“Por isso estamos a ser muito cuidadosos na nossa abordagem e táctica para não colocarmos mais nenhum polícia em perigo”, explicou, acrescentando que foram detidas outras três pessoas (uma mulher e dois homens) ( brancos, negros, hispânicos, asiáticos…?) suspeitas de envolvimento no tiroteio.
Milhares de pessoas manifestaram-se nos EUA, em cidades como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, para protestar contra a violência policial sobre negros.
As manifestações surgiram após as mortes, registadas em vídeo, de dois homens afro-americanos às mãos da polícia. Philando Castile morreu na quarta-feira em Falcon Heights, no Estado de Minnesota, e Alton Sterling morreu na terça-feira, em Baton Rouge, no Estado de Luisiana.
As mortes, ambas filmadas, provocaram protestos e a denúncia de violência policial contra afro-americanos e outras minorias.
uma impossibilidade metafísica
A propósito das ameaças de sanções de Bruxelas ao governo da geringonça, tem havido muita gente a afirmar que elas são uma forma de pressão para que não exista um governo de esquerda em Portugal. Têm razão. Ou melhor, têm parte da razão, porque um governo de esquerda em Portugal, e na União Europeia, não constitui qualquer problema. Ele há vários por aí, bastando referir os de Itália e França, como bons exemplos. O que não é possível na União Europeia, e esta é a parte involuntariamente razoável do argumento, é haver governos de extrema-esquerda, como o primeiro do Syriza, que, de resto, rapidamente se acalmou.
E não é porquê? Porque, entre outras coisas, diz o artigo 120º («Política Económica») do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia: «Os Estados-Membros e a União actuarão de acordo com o princípio de uma economia de mercado aberto e de livre concorrência». Isto quer dizer, entre muitas outras coisas, que o Mercado Comum, a essência da União Europeia e de toda a construção económica comunitária, desde 1957, é um espaço de liberdade económica, fundado sobre os princípios económicos capitalistas do livre-mercado, do mercado aberto e da livre-concorrência. Isto é, como se sabe, a antítese do pensamento da extrema-esquerda, que não acredita no mercado. Mas, lamentamos, é condição fundamental para que um Estado possa pertencer à União Europeia. Nesta medida, se as instituições da UE verificarem que um governo de um Estado-membro dirige as suas políticas contra estes princípios poderá sancioná-lo e, no limite, até mesmo expulsar esse país. A União Europeia é um espaço de países que acreditam e praticam os princípios da economia capitalista. Goste-se disso ou não.
É daqui que resulta o principal drama do governo da geringonça, que mais cedo ou mais tarde terá de ser resolvido pelas partes que o compõem, ou pela realidade dos factos: ou o governo se converte à ideologia do Bloco e do Partido Comunista e põe Portugal fora da União Europeia, ou o Partido Comunista e o Bloco passam a acreditar – e a defender – o modelo capitalista da economia de mercado e deixam de ser o que são. Que esta coligação contra-natura se aguente, durante algum tempo, em contestação à memória do anterior governo de direita está visto que sim, que é possível. Que se aguente muito tempo e se transforme num projecto político consistente e consonante com os princípios da União Europeia é uma impossibilidade metafísica.
O deputado Galamba heloisou
Algo se passa na Terra. O deputado Galamba não aderiu aos Verdes mas adoptou aquele estilo “sr. deputado!” “sr deputado!” “sr. deputado!” que carcateriza as intervenções de Heloísa Apolónia
Outro jogo
As sanções podem muito bem ser o pretexto que Costa procura para provocar eleições antecipadas
Um grande jogo

Cogumelo a cogumelo estamos a ser tramados
Como o estado de graça ou desgraça do PR passa por aquilo que a esquerda quer as declarações mais despropositada de Marcelo passam absolutamente incólumes. E contudo o actual PR trata o governo de Costa em termos institucionalmente ofensivos.
DN «Olha que maravilha, um duplo cogumelo”, disse o Presidente enquanto colhia o produto. Depois veio a distinção intencional. Para Marcelo “o cogumelo maior é o cogumelo presidencial e este é o governo porque é mais pequenino”. Também aqui quis pender o peso do semipresidencialismo para Belém, já que o Presidente é “o cogumelo maior” e o governo de Costa “o mais pequenino”. Com a faca e o cogumelo na mão, o Presidente continuou a comparação, falando em “solidariedade institucional”, já que – como a forma daqueles cogumelos – “o Presidente da República [está] sempre a aguentar o governo…” A surpresa veio no final da frase, com Marcelo a acrescentar que o Presidente aguenta o governo… “por uns tempos”.»
Populista sorridente a toque de bombo e beijinho Marcelo está a mudar o regime. Como escreve Perante um Governo que vê na sua continuidade o seu sucesso, Marcelo cedo percebeu que o seu mandato poderia ser diferente dos anteriores. (…) Neste mandato de Marcelo a maioria que sustenta o Governo não é absoluta, mas apenas parlamentar, tal como o de Soares em 1978. E quando este Governo cair, mesmo que sejam convocadas novas eleições, não é de esperar uma maioria absoluta de direita. Enquanto isso, Marcelo, que tem tido o cuidado de cultivar uma imagem de homem próximo do povo, um homem da rua, o que lhe granjeia uma popularidade ímpar, não terá dificuldades, perante um Parlamento dividido e um Estado com sérias dificuldades de financiamento, de impor a sua vontade. Se o fizer Marcelo porá termo ao equilíbrio por que Sá Carneiro lutou. Voltaremos a viver num sistema semi-presidencialista de pendor presidencial, ao invés de parlamentar. Ao consegui-lo, Marcelo será um De Gaulle à portuguesa, definindo o regime à sua imagem, mas com uma diferença relativamente ao francês: é que, ao contrário deste, Marcelo candidatou-se à presidência da República sem um programa que fosse. A sua estratégia foi o silêncio e a evitação de confrontos. E é neste ponto que o regime pode resvalar para o populismo sem conteúdo e, porque vazio, incontrolável e isento de críticas. Um regime oposto àquele por que Sá Carneiro, e também Soares, lutaram há 40 anos. »
O senhor que se segue
Depois deste encontro 
o PR vai encontrar-se com qual dos abaixo indicados



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O mito do terrorismo como resultado da pobreza
A imprensa tem destacado como surpreendente o facto de os terroristas do Bangladesh serem de famílias ricas e frequentarem bosas escolas. Não percebo a surpresa. O terrorismo precisa de dinheiro e conta habitualmente com os intelectuais e os filhos família para puxarem o gatilho. Era (ou é porque está vivo e tornou-se sociólogo) analfabeto Renato Curcio o mentor das Brigadas Vermelhas? E Giangiacomo Feltrinelli, conde, riquissimo que morreu vítima da bomba que preparava? E Ulrike e Andreas Baader Meinhof eram analfabetos ou filhos de analfabetos?
10 anos de Bloca
Lá estava ele, a discursar, que o povo escolheu nas urnas isto, que o povo decidiu aquilo. Ele, como em Catarina Martins ou outro qualquer dos que discursam sobre os méritos da democracia quando devidamente interpretada nas suas proporções tão acadabrantes como 10% dos resultados totais. Peito cheio. Ar inspirado pelo nariz e expirado com sons que entorpecem os sentidos do bando de lunáticos que os escutam. Democracia! Democracia!
Às vezes sai errado. Dá mal. Não funciona bem. As pessoas enganam-se. Ainda agora se enganaram, com o Brexit. Também se enganaram nas legislativas de 2015, dando uns míseros 10% a quem tem um projecto sério para o país através de gargalhadas na sala de aula. Enganaram-se na Áustria. Enganam-se em França. Noutro dia enganaram-se em Espanha. Na Grécia acertaram após muitos enganos e agora já perceberam que acertar ou errar vai dar tudo ao muro da realidade. Há sanções, não há sanções? Não faltam é Dalilas, sempre prontas para tentarem o brutamontes para o caminho certo, mesmo que errado. É indiferente: ninguém cala esta gente. E, enquanto falam e têm votos, nada se pode fazer excepto esperar que se calem. Hão-de calar. Mas só para virar o disco e recomeçar tudo outra vez.
Os mortos não falam. Felizmente.

Algum dos presentes na homenagem ao Torga terá pensado no que o escritor diria e pensaria dos presentes, sobretudo dos que ficaram para a fotografia, o actual PR e o antigo PM, José Sócrates? Na montanha de Torga figurinhas dessas não eram tratadas com piedade. E não porque Torga fosse um escritor genial – não era – mas simplesmente porque no seu mundo gente assim tinha nome e não era bonito.

Quem falaria? E quem pagaria o seminário?
Isabel Moreira, deputada socialista e membro da subcomissão da igualdade no Parlamento, foi vítima de assédio laboral quando era jurista num escritório de advogados.
Este tipo de notícias que começamos por tratar como anedotas mas que algum tempo depois ganham força de lei são uma marca de um tempo entregue a radicalismos. Políticos. Fiscais. Culturais.
A dra Isabel Moreira claro trata do seu ramo: uma obrigação destas garantia-lhe clientela obrigatória para os seus momementos de evangelização. Feitos os primeiros seminários a logo se descobriria que havia que fazer umas acções de sensibilização para os próprios empresários, depois que havia que investigar porque várioa trabalhadores se escapuliam dos seminários, depois que o seminário se tenha de desdobrar em várias formações específicas..Digamos que é uma espécie de PPP: o Estado cria os utilizadores do serviço, os privados põem o público e os contribuintes pagam.
duas figuras menores
Boris Johnson e Nigel Farage passaram os últimos anos a, literalmente, rosnar contra a União Europeia e a fazerem campanha pela saída do Reino Unido dessa organização. Agora que, provavelmente contra as suas expectativas e até, admito, vontades, o país a que pertencem se prepara para assumir as consequências das suas propostas políticas, ambos se puseram a mexer, declinando qualquer responsabilidade sobre o que se passará em seguida. Como, provavelmente, nenhum dos dois se submeterá tão cedo a eleições nacionais, nem sequer poderão ser castigados politicamente. Outras responsabilidades sobre o que possa acontecer deixaram, também, de lhes poder ser assacadas.
São estas coisas chatas que tem, por vezes, o tal sistema que, sendo péssimo, consegue ainda ser melhor que todos os outros. Como muito bem dizia um conterrâneo destas duas figuras menoríssimas, a quem nunca a História poderá acusar de cobardia.
estamos cá todos para ver

A lenda de António Costa descreve-o como um exímio negociador. O homem que conseguiu acordos impensáveis na Câmara Municipal de Lisboa, que replicou e levou ainda mais longe para o governo do país, conseguindo uma coligação parlamentar nunca vista com o PCP e com o Bloco de Esquerda. Ao fim de sete meses de governação, ultrapassando ventos e marés, António Costa tem conseguido, graças aos exímios talentos e qualidades excepcionais, mantido a «geringonça» a funcionar, respondendo sempre, com fina ironia, a quem vaticinava vida breve ao seu exótico governo, que a coisa cumpriria a legislatura.
Pois bem, parece que António Costa terá, nas próximas três semanas, uma oportunidade inaudita para agigantar mais ainda os seus dotes e talentos negociais: a Comissão Europeia exige-lhe medidas para compor as contas públicas do seu governo, ameaçando-o com sanções se o não fizer. No fim de contas, o que a Comissão se prepara é para, mais coisa menos coisa, lhe fazer aquilo que andou quatro anos a fazer ao governo de Passos Coelho, que, segundo Costa, cedeu sempre aos ditames de Bruxelas e de Angela Merkel, indo mesmo, quantas vezes, para além do que a própria troika pretendia. É, então, chegada a hora de António Costa mostrar como se lida de forma diferente com os credores e com as instituições da União Europeia. E com o governo de Angela Merkel.
Certamente que Costa irá defender em Bruxelas o que Passos não soube defender, e conseguirá manter as coisas como estão e ainda para melhor – sem qualquer Plano B -, revertendo o caminho da austeridade que nos impuseram. Estamos cá todos para ver.
Camarada Jerónimo e camarada palhacinha
a malta rasga os tratados e no dia seguinte pede dinheiro a quem para pagar as pensões, o SNS, a escola pública e já agora as 35 horas na gunção pública?
Um destes dois países tem governo. O outro não
Espanha: A economia espanhola vai crescer 2,3% este ano e 2,5% em 2016 A Comissão Europeia indica que a atividade económica em Espanha em 2015 e 2016 vai continuar “dinâmica”, com taxas de crescimento “bem acima da média europeia” (2,3% este ano e 2,5% no próximo)
Portugal: A Comissão Europeia piorou a sua estimativa de crescimento da economia portuguesa para 1,5% este ano e para 1,7% no próximo
Je suis ninguém
ao serviço de sua majestade

«Foi o senhor que disse que Portugal precisa de um novo resgate?…»
Sajad Gharibi, mais conhecido pelo Hulk iraniano, é um saudável e ambicioso moço de 24 anos, que tem um desígnio na vida: combater o estado islâmico. É uma causa nobre, mas, ainda assim, não tão nobre quanto a que poderia desempenhar no combate a outros temíveis vilões, como os «mercados financeiros», o «capitalismo selvagem», a «especulação bolsista», os «fugitivos ao fisco», as taxas de juro especulativas, os donos das offshores, o FMI, etc.. Enfim, um conjunto de patifes, que têm dado cabo dos rigorosos planos económicos do governo Costa/Centeno, que se podem, todos eles e ainda mais alguns, ilustrar na sinistra figura do Senhor Schauble, que anda a pressionar as contas públicas portuguesas para que a Alemanha tenha o privilégio de nos emprestar mais uns milhões de euros. Ora, se António Costa, em vez de andar preocupado com essas coisas, o contratasse para prestar missões especiais ao governo português junto ao governo alemão, até as pernas lhes tremiam… E nem sequer sequer era necessário reduzir o contrato a escrito: o Ghabi de certeza que é um homem de palavra…
FMI, Futebol e Fado
Todas as pessoas que me lêem sabem o que penso de António Costa. Apesar disso, que nem sequer é ofensivo ou desrespeitoso em relação ao que António Costa pensa de mim e dos outros portugueses, o homem consegue sempre surpreender pela facilidade com que mantém a aceleração constante de imbecilidade. Seria demagógico – apesar da demagogia não ter nada de mal – dizer que me custa ver o alegado primeiro-ministro a assistir a jogos de futebol num estádio francês enquanto a máquina governamental fabrica a todo o gás as contas da execução orçamental rumo ao colapso do país. Poderia, inclusivamente, referir o quão saloio é ter um primeiro-ministro a assistir a jogos de futebol que nem sequer são o jogo final da competição. Podia ainda referir como o mastodonte a roçar o analfabeto procura distrair a população com patriotismos vazios de mera circunstância. Porém, não vou fazer nada disso: o futebol é o único legado que o homem poderá deixar – “eu era primeiro-ministro quando fomos à final”. Porque, do resto, da obra, disso ninguém quererá falar.
Carlos Gouveia, este nome diz alguma coisa? Apareceu nas notícias? Alguém protestou junto da embaixada da Venezuela?
Atentado inexplicável
Não se fala do assunto. Ainda não sabemos muito sobre as vítimas, não as conseguimos caracterizar. Vai ser difícil uniformizar para determinar que as 41 vítimas do atentado no aeroporto de Istambul foram vítimas de uma fobia a combater. Em Orlando foi a homofobia. Não se falava de outra coisa excepto da forma como esta fobia deve ser combatida. Os bares gays discriminam, claro: soubemos imediatamente que nenhum não-gay estava dentro do edifício pela notícia da morte de 50 gays. Culpa dos não-gays, que não frequentam estabelecimentos destes. Este atentado na Turquia, originando menos vítimas, é um rodapé. Não foi homofobia. Terá sido aerofobia? Será um caso da mais rara aeroportofobia? Nunca saberemos. Também não é assunto. Podíamos encontrar algo em comum entre Orlando e Istambul, como uma religião, mas não vale a pena: o primeiro foi homofobia, este é inexplicável. E assim será, pernas rechonchudas em skinny jeans, buraco lisboeta, enquanto quisermos. Felizmente, queremos. Amém.
tenho um iglô no alasca

Se eu tiver um iglô no Alasca e arranjar um emprego em Lisboa, será que me pagam um subsídio de deslocação pelos 8.235,58 km de distância?
