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Deixemo-nos de hipocrisias

10 Dezembro, 2016

Ao que parece Lisboa está cheia de candidatos ao curso de comandos. Os treinos decorrem em Julho entre a calçada do Moinho de Vento a São Bento.São esses candidatos os ciclistas que agora pedalam furiosamente pelas redes sociais. Sim, porque nas redes sociais não faltam ciclistas. Já na cidade a conversa é outra.  Antes de termos de ser todos obrigados a dizer que adoramos andar de biciclete na cidade e a inventar uma desculpinha para para o facto de não o fazermos – nesse dia mas só nesse dia – vamos acertar nuns detalhes: é muito diferente usar a biciclete com meio de transporte numa cidade plana ou com colinas e, absolutamente diferente, num país que chega aos 40º.  Não por acaso muitos daqueles que há uns anos se equiparam a preceito para andar de biciclete na cidade agora têm a dita arrumada na varanda.

Por mim gosto muito mais de andar a pé mas não desdenho das bicicletes. Agora não queiram fazer de conta que  as ciclovias são utilizadas por mais alguém que os passeantes do cão. E antes que apareçam os dirigentes autárquicos do costume a dizer aqueles arrebatamentos costumeiros convido quem quiser a colocar-se em frente dos edifícios municipais e contar quantas bicicletes saem e entram por exemplo do edifício da CML no Campo Grande.  E note-se não vale usar o carrinho de serviço para vir de casa até perto do destino e depois mandar o motorista parar e tirar a biciclete desdobrável da bagageira para em seguida passar pedalando diante dos jornalistas

 

Está dito e lançado o mote para o que aí vem*

9 Dezembro, 2016

Eduardo Cabrita. “Portugal é uma Albânia ferroviária. Em 2018 há novos projetos”

*Proponho qie a começar esse novo ciclo de grandes obras do regime se convide José Sócrates para Alto Comissário das Grandes Obras

Os Economistas Trambolhos

9 Dezembro, 2016

Anda tudo histérico com a última previsão do FMI ao nosso défice. Sim, esse mesmo organismo achincalhado e descredibilizado pelas esquerdas quando as previsões não lhes agradavam.  Como sempre, os economistas trambolhos desta governação não tardaram em rejubilar-se. Mas estão satisfeitos com quê se o controlo do défice é feito essencialmente com recurso ao estrangulamento do investimento público, de pagamentos e aumento de impostos? Ler mais…

Sua Santidade anda a ler o quê?

9 Dezembro, 2016

Papa compara difusão de notícias falsas a pessoas atraídas por fezes

Deve ser por causa do prior do Crato

9 Dezembro, 2016

Este artigo do El Pais La buena escuela portuguesa encerra várias das verdades oficiosas sobre o período da troika em Portugal mas reconhecendo que o ensino melhorou nesse período não deixa de ser espantoso que nunca consigam escrever o nome do ministro que então tinha a pasta da Educação. Tal apagamento só é possível porque o mesmo ministro tem como apelido Crato. Distração não é certamente e a informação não se faz assim.

Nos governos de esquerda a culpa vai sempre por conta de outrém

7 Dezembro, 2016

Meios de comunicação gregos fazem greve de 24 horas. Os meios de comunicação estão a contestar a liberalização dos despedimentos e a redução dos direitos laborais – não é uma greve contra o governo, mas contra os credores do país

“Linhas de continuidade”

7 Dezembro, 2016

O Presidente da República destacou, esta terça-feira, os resultados alcançados por Portugal nos testes PISA 2015 e os progressos dos últimos 15 anos, e defendeu que é importante haver “linhas de continuidade” na educação.

Então vamos lá ver as “linhas de continuidade”

1. Dois meses depois de ter entrado para o Ministério da Educação, Tiago Brandão Rodrigues anunciou um novo modelo integrado de avaliação no ensino básico, acabando com as provas finais de 4.º e 6.º anos e introduzindo provas de aferição nos 2.º, 5.º e 8.º anos: Existem estudos nacionais e internacionais, amparados acima de tudo por estudos da OCDE, que mostram que a avaliação formativa [provas de aferição] traz um impacto mais positivo nestas idades de formação e os exames só se justificam nas fases mais avançadas. Dizem claramente não aos exames nestas fases em concreto“
2. Ministério da educação dá orientações para flexibilizar programa de matemática
3. Mudanças curriculares: ministério excluiu sociedades científicas
4. Ranking do Ministério coloca escolas públicas no topo. Escolas que eram habitualmente colocadas em 300º lugar passam a liderar ranking do ensino secundário no top 5.
…

Viva o PISA! Morte ao PISA!

6 Dezembro, 2016

Estou satisfeito com os resultados que os alunos portugueses obtiveram no PISA de 2015, publicados hoje. O leitor também deve estar satisfeito. Infelizmente, nem Tiago Brandão Rodrigues, nem Catarina Martins conseguem sentir a mesma satisfação.

A própria realização das provas irrita Tiago Brandão Rodrigues, tanto que terminou com elas, destruindo irreversivelmente uma série que jamais permitirá comparações de desempenho interno. Além disso, para Tiago Brandão Rodrigues, “treinar para os exames é pernicioso e nocivo”, o que significa que o governo anterior, sob a batuta do vil Crato, sujeitou estes alunos a um trauma, a um dano que pode ser irreversível, consoante o tempo que dispensaram a treinar para estas provas do PISA (antes usava-se o termo “estudar”, agora “estudar” usa-se para designar o trabalho que idiotas fazem antes de chegarem a ministros).

Por outro lado, estas provas tentam aferir o desempenho dos alunos na língua materna, nas ciências e na matemática. Assim sendo, não permitem aferir o mais importante, a felicidade dos jovens, o quanto gargalham. Isto irrita Catarina Martins. Aposto que nem uma pergunta bem humorada sobre os Monty Python, que provavelmente os alunos também desconhecem – que nem que os vissem na TV reconheceriam, que um gajo quando gargalha fecha os olhos -, saiu nestes exames perniciosos e nocivos.

O meu apelo a Tiago Brandão Rodrigues, que sendo mais novo que eu e dispondo da bonomia sabuja da geração Y com barba à lenhador tratarei por tu, é que, ó pá, acaba lá com isto da participação de portugueses no PISA. Isto é uma violência para os meninos, Tiago. Pára como isto imediatamente, a bem do progresso, pá.

Um Minuto de Silêncio pela Assembleia da República

5 Dezembro, 2016

É incompreensível o que aconteceu na Assembleia da República Portuguesa, aquele lugar onde,  supostos representantes do povo, decidem as nossas vidas. Como foi possível aprovar, em pleno século XXI, dois votos de pesar pela morte de Fidel Castro,  ditador sanguinário, mas ficarem sentados a fazer o “manequin challenge” na ovação ao Rei de Espanha, país vizinho, democrático e amigo de Portugal? Que criaturas são estas a representar-nos no Parlamento? Ler mais…

Ansiosamente à espera…

5 Dezembro, 2016

…da análise sócio-económica que explique as eleições austríacas. Coisas que mencionem o voto branco instruído e afins. Podem começar. 

E portanto

4 Dezembro, 2016

Congresso do PCP: desta vez não dá

4 Dezembro, 2016

Não vou comentar congresso partidário algum porque não aconteceu congresso partidário algum. Ou, melhor dizendo, não vou fazer de conta que estamos perante um congresso partidário no sentido ideológico do termo e perder uma parte do meu tempo a ler textos e a ouvir discursos para no fim concluir algo de “bem bonito, moderno e original” sobre os destinos do PCP. Também não me apetece teorizar sobre a sucessão de Jerónimo de Sousa ou sobre a eficaz máquina dos comunistas na organização deste e de outros eventos. E muito menos acho graça ao faz de conta que o PCP é um partido vintage com aquele design estalinista do passado mas adequado aos tempos modernos.

O PCP apoia e apoiará este ou qualquer outro Governo enquanto daí retirar vantagens para se blindar no aparelho de Estado. Fazer uma coisa e dizer o seu contrário é aquilo em que o PCP se especializou. Que o PCP o faça faz parte da sua História e explica o seu sucesso. O resto é propaganda. E da boa. O que não entendo e me cansa é que todos tenhamos de viver isso com o abandono de quem escuta um fado.

Qual é a próxima declaração do presidente?

4 Dezembro, 2016

PSD faltou ao 1º de Dezembro

3 Dezembro, 2016

O PSD faltou às comemorações do 1º de Dezembro. Não foi a primeira vez. Em 2009 também faltou. As comemorações foram assim:

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Uma pequena cerimónia na Praça dos Restauradores, em Lisboa, assinalou hoje a restauração da independência de Portugal em relação a Espanha, conseguida a 1 de Dezembro de 1640. *com RR

Participaram nesta cerimónia a presidente da assembleia municipal da capital, oficiais dos vários ramos das Forças Armadas, o Partido Popular Monárquico (PPM), o Partido Nacional Renovador (PNR), a Associação dos Amigos de Olivença, entre outras entidades.

Para a presidente da assembleia municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, faz todo o sentido recordar o 1º de Dezembro.

“Foi um momento importante da nossa História, em que nós, mais uma vez, afirmámos a nossa independência. Nós somos um dos países da Europa com a Língua e as fronteiras mais antigas”, afirma Simonetta Luz Afonso.

Na altura da deposição de flores frente ao monumento da restauração participaram os Amigos de Olivença, o PPM e o PNR de extrema-direita, com o seu líder José Pinto Coelho.

A Câmara Municipal de Lisboa “desconhece” os critérios de escolha para a deposição de flores e demarca-se da situação, refere Simoneta Luz Afonso.

Por seu lado, o presidente da Sociedade de História, Jorge Rangel, que organizou a cerimónia oficial, diz que todas as instituições podem participar nesta cerimónia oficial.

Já percebi: os empresários, jornalistas e políticos que o Expresso descobriu na tal lista que nunca mais revelava mas que apesar disso justificava quer o fim do capitalismo quer mais leis a proibir-nos mexer no nosso dinheiro

3 Dezembro, 2016

são o Ronaldo e o Jorge Mendes. Certo?

1º de Dezembro de 2016

2 Dezembro, 2016

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Numa CGD perto de si

2 Dezembro, 2016

(Ainda grândolamos, não grândolamos?)

As Lapas Não Comem Sapos

2 Dezembro, 2016

Confesso que inicialmente sempre pensei que esta aliança do PCP e BE com os socialistas, iria durar pouco. Isto porque, como é lógico, pelo radicalismo destes, via grandes dificuldades no entendimento uma vez que defendem políticas diferentes. Porém, o tempo mostrou que estão aí para durar. Começou-se então a dizer que eles andavam a comer sapos. Mas a realidade é bem outra. Eles afinal, são lapas e as lapas não comem sapos. Acoplam-se. E estas saciam-se de poder.

É este o verdadeiro segredo deste sucesso governativo que até ao Costa surpreendeu. Quando tudo apontava para grandes dificuldades e possíveis ruptura, eis que as “blocas” e Jerónimo estão de pedra e cal no poder, sem sinais de mossa. Berram, criticam, ameaçam, mas tudo show-off. Tudo discurso dirigido aos seus eleitores que tratam como iletrados incapazes de fazer uma análise lúcida do que realmente estão no Parlamento a fazer. Enganar.

Eles não são peixe nem carne. Por isso, agora no poder, já deixaram cair os ideais que os definiam.   Aceitam toda a austeridade que Costa cria. Enaltecem o governo no cumprimento do défice imposto por Bruxelas. Assinaram aumentos de impostos no OE2016 e OE2017. Não se enojam com aumento das subvenções vitalícias,  com a isenção do IMI para partidos, o chumbo do imposto sobre fortunas e enriquecimento ilícito. Não se importam com despedimentos de cerca de 2500 funcionários da CGD. Não se escandalizam com o fim de tectos para salários de administradores. Não se revoltam com quase 4 mil milhões de impostos para recapitalização de um banco. Não exigem demissões por via da novela da CGD, nem da Galpgate, muito menos pelos falsos doutores que proliferam neste governo. Nada.

Porque as lapas acoplam-se. Agarram-se com força ao seu “hospedeiro” para não cair. E quanto mais as tentam descolar, mais elas se agarram. O poder fascina-os. E vale tudo para não o perder.

Hoje o objectivo tornou-se muito claro: aguentar, com todas as adversidades para ter tempo de fazer a revolução silenciosa que nos levará a uma sociedade marxista. E essa revolução, quer queiramos, quer não, já se iniciou. E tal como as lapas que só de faca saem das rochas, esta gente, agora, só sai à força porque nada do que vier a ser aprovado pelo Costa as demove a desistir.

São lapas e as lapas acoplam-se até morrer.

Deixem-se de conversa fiada

1 Dezembro, 2016

o reforço da contratação colectiva quer tão só dizer reforço do poder das direcções sindicais, esse poder que não é escrutinado e votado por uma escassa minoria mas a quem se dá e reforça o monopólio da negociação. : No que governo, BE e PCP parecem convergir é na valorização da contratação coletiva como mecanismo de reforço dos direitos dos trabalhadores e de melhoria das suas condições de trabalho. No Orçamento do Estado para 2017, aprovado na terça-feira no Parlamento – e que agora entra na fase de redação final -, começa-se a repor os efeitos dos acordos coletivos de trabalho – mas cingido às empresas do setor empresarial do Estado.

Visita de Castro II ensombrada por protestos do BE

30 Novembro, 2016

Os deputados do Bloco de Esquerda não participaram na sessão de cumprimentos protocolares com o chefe de estado cubano «fiéis também à não valorização das relações de poder com base em relações de sangue e não em actos democráticos» (*)

Somos Governados por Comunistas

30 Novembro, 2016

Longe vai o tempo em  que o socialismo por cá era democrático e moderado. Com a entrada burlesca do “carismático” Costa, aderimos  silenciosamente ao comunismo. É claro que ele nunca o disse abertamente mas convenhamos, quem dá a mão a comunistas para fazer uma aliança, se não concordar com essa doutrina? É por demais evidente que Costa é mais comunista que socialista e não precisou de concluir um ano de governação para que fosse iniciada a revolução pacífica que nos levará a essa mudança completa. Confuso? Acha que exagero? Vamos lá então tirar a prova dos nove. Ler mais…

Os espanhóis não sabem dos tubos dorsais do Bloco de Esquerda

30 Novembro, 2016

Povos dos territórios espanhóis,

Venho, por este meio, apresentar uma justificação para o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda não se ter levantado em respeito ao vosso ilustre Rei. Não foi falta de educação nem muito menos uma tomada de posição política pelo regime republicano de afectos e selfies: é apenas uma característica das pessoas do Bloco de Esquerda que, com o tempo, os portugueses aprenderam a apreciar e que, decerto, também apreciaríeis, caríssimos vizinhos, caso tivésseis que privar com um destes espécimes debaixo das vossas pontes ou nas soleiras das vossas entradas nas noites frias de Inverno. Passo a explicar.

As pessoas do Bloco de Esquerda têm uma limitação física decorrente do muro de granito que separa os dois hemisférios cerebrais. Este muro, por sinal, chega a constituir 80% da massa corporal em indivíduos que padecem da doença. A ciência, por muito que avance, não consegue resolver este problema: coisas mais simples, como explicar um Adão e Silva a andar na rua sem que lhe atirem com os baldes de detritos das cavalariças que acabou de limpar, continuam envoltas em densos mistérios. Acrescendo à separação dos hemisférios cerebrais, xs bloquistxs (membros da Bloca e/ou Bloco e/ou Outro de Esquerda) não possuem espinha dorsal. Nesta área, sim, os desenvolvimentos tecnológicos permitiram a estes doentes uma vida mais normal e enquadrada com os rituais da sociedade. Graças a um grosso tubo afunilado na ponta e dotado de rosca em espiral de confortáveis toros que tarraxam pelo recto, conseguem manter uma postura hirta, quer na tradicional posição levantada de um Ferro Rodrigues a olhar para um palácio, quer na posição sentada de um Louçã a dar aos remos no barquinho. Porém, a transição entre essas duas posições não é instantânea, obrigando a uma ligeira torção do tubo que alivie a pressão na zona cervical. É este o motivo pelo qual não se levantam quando tal é sugerido pelo protocolo ou pelos rudimentos de boas maneiras que qualquer mãe não-drogada em metanfetamina ensina aos filhos. A opção para se levantarem, um pouco depois dos outros, implicaria o ajuste do tubo, só possível através de um enfiamento da mão pelo interior das calças, algo que poderíeis interpretar como falta de respeito, daí não ter sido efectuada a manobra, por puro respeito.

Antes que a polémica cresça, achei por bem que vos prestasse estes esclarecimentos. Agora que tudo está esclarecido, vamos todos esquecer este terrível incidente: estas pessoas já sofrem que chegue.

Os atolambados

30 Novembro, 2016

CGD. PSD propõe quotas de género

Alguns votos de pesar

30 Novembro, 2016

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Pela sua vida dedicada ao combate da opressão capitalista, do consumismo sem alma e da exploração moral através do hedonismo e da gratificação materialista, o Parlamento Português expressa este voto de pesar pelo falecimento de Osama bin Laden.


A dedicação ao superior interesse do colectivo, ao seu bem-estar, e a libertação do seu povo das amarras que prendem os Homens ao materialismo desenfreado e ao entretenimento vulgar que causa doenças e deforma a estrita moral do Ser Humano, levam o Parlamento Português a expressar este sentido voto de pesar pelo falecimento provocado pelas mãos da tirania do nosso sempre camarada Nicolae Ceaușescu.


Pela traição da nobre causa da emancipação do povo mundial, pela vilania demonstrada na rejeição dos anos providenciados pelo Estado para a sua reeducação nas prisões de Praga, pelo seu passado burguês e pela subversão política do projecto de unificação da vontade popular pelo socialismo, o Parlamento Português rejeita expressar pesar pela morte de Václav Havel, um verme dos esgotos da Terra.


É com a consternação de quem perde um pai, um companheiro de luta moral, espiritual e psíquica, que o Parlamento Português expressa um sentido e doloroso voto de pesar pela passagem à eternidade tão precoce de Enver Hoxha, líder incontestado dos albaneses e luz do mundo.


Pela enorme perda de uma esperança para África, de um homem que se converteu às evidências do socialismo popular e pelas inovações gastronómicas na luta política pelo seu povo, é com enorme tristeza que o Parlamento Português expressa o seu sentido pesar pelo falecimento de Idi Amin Dada.

Se não for muito pedir

30 Novembro, 2016

Importa-se o dr. Medina de explicar o que pretende dizer quando escreve que Fillon Cavalga o preconceito contra o islão ? Já se percebeu por onde irá o discurso contra Fillon.

Teoriza o dr. Medina sobre a falat que faz à França  “uma liderança orientada pelos valores fundamentais da tolerância e do cosmopolitismo, com vontade e energia de reconstrução do projeto europeu e apostada no equilíbrio social“. O dr. Medina não tá  a ver como dira o dr. Costa. Os franceses tiveram isso com Hollande.

Podem falir o país, podem escaqueirar os estados… mas por favor não façam poemas!!!!

29 Novembro, 2016

Como antigamente se diria eu sou de Letras. Logo estou por tudo desde que não façam poemas! Além da mania de se amarrarem, fazerem cordões de mão dada e dizerem que são vítimas ditos e daquilo, o pior da esquerda-activista é a telha da poesia.
Como é que se pode escrever tão mal??????
Nos tempos em que Rui Rio era “facista” um emparvoados fechararam-se no Rivoli e desataram numa produção poética intitulada Amigo OCUPANTE de fora que deve ter levado muita gente a pensar que o melhor era mesmo deixá-los lá encerrados para sempre. Depois veio o Manuel Alegre mais os versos ao futebol que eram também contra a Alemanha das sanções. Como se a desgraça não fosse pouca aparece-nos agora o Boaventura mais os versos ao Fidel! Mas que mal fizemos nós às Musas???

Para quem já não se entender no caso CGD

29 Novembro, 2016

talvez assim se perceba melhor
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«res publica«? só se for das bananas

29 Novembro, 2016
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Sua Alteza Real El Rei D. Filipe VI, de Espanha, anda a passear pelo Porto. É uma visita agradável e importante, que deve ser acompanhada das maiores cautelas. Não parece, contudo, que careça de sitiar o centro da cidade – desde a Alfândega à Cordoaria, passando pela Mouzinho da Silveira, Baixa, etc. – impedindo o acesso dos carros particulares a essas partes da cidade. Mas é isso que está a acontecer, desde ontem, com polícias de trânsito impedindo o acesso de carros ao centro da cidade, que mandam, quem para lá tem que ir trabalhar, entrar na cidade pela Ponte do Freixo e por Campanhã. Não me lembro, com franqueza, de nenhum personalidade que tenha visitado o Porto e provocado semelhante alvoroço. Isto faz lembrar o que, outrora, se passava noutras latitudes, na República Centro Africana, por exemplo. Nesse país, quando o Imperador Bokassa ia à Missa, aos domingos, em Bangui, era comum fecharem-se as ruas ao acesso dos carros. Era incomodativo, as pessoas não gostavam, mas, como também ninguém tinha automóvel, ninguém se melindrava, por aí além. Ora, no Porto costuma ser diferente: a cidade é um espaço de livre acesso a todos, como é próprio numa «res publica». De facto, a última vez que a cidade esteve sitiada foi, que me lembre, entre 1832 e 34, por causa da guerra civil entre os irmãos Bragança. Mas, nessa altura, o país não era uma «res publica». E hoje, ao que parece, também não é.

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Vai ganhar as primárias da esquerda francesa

28 Novembro, 2016

«Nunca nenhum candidato [Fillon] foi tão longe na submissão às exigências ultraliberais da União Europeia”, afirmou Marine Le Pen, criticando os cortes propostos de 500 mil funcionários públicos, a subida do IVA, a redução das prestações sociais. Para combater o candidato da direita, a FN está a apoiar-se no seu programa económico eurocéptico, anti-globalização e intervencionista(*)

Normalidade vende-se. Costa compra. Portugal paga.

28 Novembro, 2016

Todas as semanas o Governo vai ao mercado e compra normalidade. Em troca Catarina diz-se tranquila e Jerónimo satisfeito. O preço político da normalidade celebrada por Costa ainda vai no adro

As Ditaduras de Esquerda São Boas e Recomendam-se

28 Novembro, 2016

E não é que precisamente no dia em que celebrávamos o golpe falhado de uma tentativa de ditadura comunista em Portugal, somos surpreendidos pela morte de Fidel Castro? Não tivesse o homem escolhido o 25 de Novembro para ir ao encontro daqueles que matou, e a data, por cá, teria passado em branco. Felizmente, Fidel, esse grande e ilustre ditador sanguinário capitalista, tornou esta data memorável.

Ler mais…

Exclusivo: a carta da demissão de Domingues

28 Novembro, 2016

Exmo. Sr. Primeiro-Ministro e seu Banana das Finanças,

Tive que me demitir, como já deverão ter reparado. Sou um bocado asno, admito, por ter confiado em V. Exas., crendo que a palavra dada é palavra honrada. Não sou muito diferente dos outros portugueses, admito: ainda acredito em unicórnios e sei que um dia haverá um Governo sem quotas para “pessoas muito especiais” dos espectros alternativos de cognição. Demito-me porque sou palerminha, isso é óbvio. Uma pessoa com um pingo de dignidade não se demitiria, limitar-se-ia a cumprir o mandato com a mesma dignidade e com o mesmo zelo no cumprimento das promessas que o Governo que o convidou. Por exemplo, poderia sempre alegar que tudo fiz para salvar a CGD enquanto a espatifava – se é que ainda há alguma peça inteira para partir – com a alegria de não ter que prestar contas sobre as minhas acções. Podia, inclusivamente, distribuir a propriedade de balcões da instituição por jornalistas amigos, como celebração da vida desse “líder histórico”, Fidel Castro, assegurando que o Expresso ficava com a parte mais qualificada. Podia entregar todos os balcões de Lisboa ao Medina dos autocarros. Podia ter sindicalizado todos os funcionários para que viessem para a rua gritar pela fome e essas coisas que vocês combinam nas jantaradas. Até podia ter ido ao Prós e Contras, cumprir o processo de doutrinação dos portugueses acerca da necessidade de uma instituição pública de financiamento da megalomania lunática dos brancos instruídos que compõem o Governo. Até podia ter tirado selfies com o Presidente da República, caramba, para meter no Instagram. Não, demiti-me e nem sugeri um sucessor. Se ainda vou a tempo, proponho o doutor Armando Vara. Conheço também um sucateiro de Ovar com um filho novinho e casa em Elvas, caso as Instituições da República estejam particularmente carentes. Esta política de afectos é mesmo uma grande alternativa. Bem, fico-me por aqui. Ah! E quando essa coisa que tem aí no ministério das finanças acertar, finalmente, numa previsão, veja lá se o demite: só tem interesse ficar com ele enquanto sair tudo ao lado do porta-aviões.

Beijinhos,

Domingues

Solução para a esquerda permitir armas

27 Novembro, 2016

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Fidel Castro era um homem. Isto é importante: ver a tralha nacional embevecida por um indivíduo com testículos e propensão para armas de fogo permite termos alguma esperança no reconhecimento da distopia que habita nestas mentes. Durante anos, ouvimos que aqueles americanos que defendem o direto à posse de arma eram maluquinhos. Eis que agora, por ocasião do falecimento de Fidel, podemos verificar que os heróis da esquerda revolucionária (e do PS, desde a abertura igualitária a idiotas chapados ao abrigo da inclusão) são parecidos com agricultores brancos e não-instruídos do Kansas.

A diferença de critério parece ser de ordem pragmática: o americano com armas não precisa delas se afirma que não pretende matar ninguém, enquanto o revolucionário que os jornais caracterizam como “líder histórico”, como precisa assassinar um ou outro daqueles que, caso votassem, seriam meninos para votar mal, tem todo o direito a possuir o arsenal que lhe aprouver.

A minha sugestão para esses brutos americanos que nem votar sabem é que optem pela via revolucionária: passem a dizer que precisam das armas para matar dissentes e, já agora – porque não? -, à lá Che – outro grande “líder histórico” -, alguns homossexuais que se atravessem pelo caminho.

Pequena nota: ao contrário dos que vêem nestes tipos uns heróis, não sou a favor do assassínio de dissidentes e homossexuais.

o alegre ditador

27 Novembro, 2016
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0800Jorge Sampaio, que também é homem dado a afectos, quase poderíamos dizer, o presidente dos afectos de esquerda, para contrapor ao presidente dos afectos da direita, pronunciou-se, hoje, sobre o novo santo do panteão das esquerdas revolucionárias (e não só…), Fidel Castro. A respeito da santificação desse beato, há que referir, aproveitando a oportunidade, que se arrisca a bater o recorde pessoal de João Paulo II, também ele santificado numa velocidade mesmo imprópria para um Papa. Ora, o que disse, então, o afectuoso Jorge sobre o Papa de la Revolution? Disse que «Fidel Castro era isto». «Isto», reparem bem, pois podia ser «aquilo», mas não: «Fidel Castro era isto!». E mais alguma coisa? Sim, que «era de uma grande simpatia». Um camaradão, bom para larachas e conversas ao serão. Também devia ser um excelente contador de anedotas. Provavelmente seria um excelente diseur (dos poemas do Che) e, nos dias de maior descontração, era capaz de nos brindar com umas melodias ao piano. Enfim, um virtuoso. De resto, quanto à «simpatia», todos os apreciadores de um bom «puro» (cof, cof…) são tipos de bem com a vida e que gostam de espalhar alegria à sua volta. É evidente que, segundo o afectuoso Jorge, «as pessoas não podiam ignorar a ditadura». Reparem, mais uma vez: «ignorar» não é necessariamente combater, nem sequer contestar. É reconhecer um facto. E os factos, em primeiro lugar, compreendem-se (Jorge também é óptimo a «compreender o mundo e a vida»), assimilam-se, mas não se contestam. Não se podem contestar: são factos. Já lá dizia o outro, o nosso Pessoa: «primeiro estranha-se, depois entranha-se». Com o Fidel e a sua «grande simpatia», também era assim. Já o Pinochet era um trombudo, e essa era uma grande diferença entre os dois.

 

Obituários à Moda do Jornalista Tuga

26 Novembro, 2016
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Faleceu hoje Átila (406-453), lider histórico do povo huno, figura marcante do século V. Os detractores chamavam-lhe Flagelo de Deus, mas ficará para a história como o derradeiro conquistador das últimas décadas.
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O povo Khmer chora a morte do carismático líder histórico Pol Pot (1925-1998). Apesar de controverso, foi um dos últimos revolucionários idealistas do século XX. O Presidente da República lamentou não ter tido tempo de o conhecer em vida.
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Jean-Bédel Bokassa (1921-1996), pai dos centro-africanos, faleceu hoje vítima de ataque cardíaco. Apesar de ter liderado apenas 3 anos e de ter sido perseguido nas últimas duas décadas pelos seus opositores políticos, deixa uma marca incontornável na República Centro Africana. Morreu sem se provarem as alegadas acusações de comer criancinhas ao pequeno-almoço.
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Os alemães estão inconsoláveis com a morte de Adolf Hitler (1889-1945) carismático líder do Partido Nacional-Socialista e Führer desde 1933. Orador poderoso, chefe incontestado e idolatrado por milhões de alemães, não deixou de ser uma figura controversa chegando a ser acusado pela oposição da prática de genocídios. Ter-se-à suicidado hoje, na sua habitação em Berlim. Foi uma figura incontornável da política europeia da última década.

Histórico, comandante de Cuba, eterno revolucionário… É isto, não é?

26 Novembro, 2016
Correio da Manhã: Morreu o histórico líder cubano Fidel Castro Pai da revolução de Cuba tinha 90 anos. Corpo será cremado este sábado.
DN:‘El Comandante’ Fidel Castro, histórico líder cubano, morre aos 90 anos
JN:Morreu Fidel, o comandante de CubaPÚBLICO: Morreu Fidel Castro, o eterno revolucionário

Portugal do pode ser

24 Novembro, 2016

Paulo Tunhas: Portugal tornou-se, para sorte de alguns, uma espécie de experiência colectiva dos célebres “cenários políticos” de Marcelo Rebelo de Sousa, numa sua anterior encarnação. E tirando, parece, a gente que investe dinheiro, que sofre do horrível vício maniqueísta do “ou é ou não é”, viver num mundo de plena virtualidade tem um indiscutível encanto. Quem me garante que amanhã não vou encontrar um pote de ouro, deixado por um duende benfazejo, no fim do arco-íris? Até pode ser que sim.

Há, no entanto, alguns inconvenientes. Um deles é que todos os portugueses, com a excepção de Marques Mendes, o único que sabe, estão, sob a poderosa influência do poder ser, condenados ao “parece que”. Parece que António Costa e Mário Centeno negociaram com a equipa da CGD as tais condições excepcionais. Parece que Rui Rio não se vai candidatar. Parece que Sócrates escreveu mesmo o livro. E, de repente, uma ou outra destas coisas parece que não.

Pensar a sociedade

24 Novembro, 2016

cow_eating_2_by_mearnzy-d3e9rg5O último cluster de lero-lero entre economistas – uma eventual necessidade para criar assunto entre a camada de ciento-plebeus que se sente segura com existência de um teologia moderna baseada em cientismo, a utilização de jargão científico para credibilizar o conteúdo que, em linguagem de leigos não teria ponta por onde se pegasse – é a questão da desigualdade. É bastante irónico, tomando em consideração que indivíduos como o Piketty têm como objectivo essencial a diferenciação, o reconhecimento da malta pelo seu mérito intelectual por oposição a todos os outros, os que não são capazes de “pensar a sociedade”.

Sempre tive aversão a tipos que “pensam a sociedade”. Em Trás-os-montes – mas não só – usa-se o verbo “pensar” para o acto de dar alimento ao gado. “Vou pensar a Mimosa”, dirá um agricultor que solta a vaca para verdes prados. “Corre, vaquinha, corre! Vai, pensa-te!”, que é o que estes pensadores da sociedade fazem: vai, boi, alimenta-te deste húmus que te enfio à colher pela goela abaixo, eu que penso a sociedade como ninguém.

Há centenas de anos que existe “globalização”. O que se denomina agora por globalização não é mais do que a transferência do patrocínio da corte para ir buscar umas especiarias aos orientais para a iniciativa privada de cariz tecnológico. Uns chineses constroem telefones em vez de comerem cascas de arroz ou pedras, recebem salário que nunca receberiam na “lixeira de Manila” (ainda gostam do Krugman, não gostam?), e os ocidentais podem “pensar a sociedade” nos blogues e Facebooks enquanto sentadinhos no aeroporto ou no gabinete antes da aula a leccionar durante o dia na universidade pública. O que chateia os arautos das desigualdades é, precisamente, não meterem a mão no bolo, como antigamente a corte fazia, sem pretenderem, porém, investir o capital necessário que esta investia para financiar o empreendimento. Vai daí, os estados, transpondo a máxima ginotrotskyista de que é preciso perder a vergonha de ir buscar a quem acumula – uma variante do “é preciso casar com homem rico e distraído o suficiente para ignorar o fogo que arde pelo jardineiro sem se ver” -, e por intermédio de quem “pensa a sociedade”, procuram “regular” as cenas, um eufemismo para “comer parte do bolo”. Invariavelmente, o cariz autoritário abrange todo o espectro, desde os que querem comer o bolo todo aos que querem comer o bolo todo mas só assumem querer comer uma ínfima parte.

E pronto, como me disseram que a direita tinha que pensar nisto, eu pensei, mas não mais que dez minutos, que estou de dieta. No entanto, cheguei à mesma conclusão que tenho desde que deixei de ter acne: um bom governo é aquele que não perde tempo com quem “pensa a sociedade”.

um milagre

23 Novembro, 2016
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lula-linguaO que vimos, até agora, acontecer no Brasil é um pequeno e inocente intróito àquilo que veremos, a partir de hoje. O facto é o seguinte: um ano depois de ter o seu presidente, Marcelo Odebrecht, preso, todos os executivos da empresa que tem por nome o seu apelido de família, e que estão envolvidos na Operação Lava Jato, assinaram, hoje de manhã, um «acordo de delação», a «delação do fim do mundo», como já é conhecida. A Odebrecht é a empresa por onde passaram muitos dos muitos milhões da corrupção política, e a sua rede tentacular terá abrangido praticamente toda a classe dirigente. Por isso se diz à boca pequena que esse acordo atingirá, sem excepção, toda a cúpula política do país dos últimos vinte anos: Lula, Dilma, Temer, Aécio, Cabral, Paes, Alckmin, Serra, enfim, não sobrará ninguém. A violência daquilo que se aguarda é tal, que se diz mesmo que haverá um «Brasil a.O. e d.O.»: «antes e depois da Odebrecht». Sérgio Moro, o juiz que lidera, desde o começo, esta inaudita operação, e que sempre tem sido muito parco em palavras, deixou cair uma sombria ameaça: espera que «o Brasil sobreviva» ao que aí vem. Ele, melhor do que ninguém, lá saberá o que está para vir.

O facto é que esta verdadeira revolução, porque é de uma revolução se trata, é absolutamente inaudita e, quando chegar ao seu termo, criará um novo tipo da história política. Ela é horizontal, porque atinge todos os regimes, todos os partidos, todos os políticos de todos os últimos governos, pelo que não é um golpe de um grupo político contra outro, mas de um poder – o judicial – contra outro – o político. Ora isto tem (pelo menos…) um perigo evidente: quando a revolução acabar, quando já não sobrar ninguém para prender e condenar aos olhos da opinião pública, quem governará o Brasil? Como não se fazem políticos por geração espontânea, muito provavelmente as actuais elites locais e regionais ascenderão ao plano nacional e federal, e preencherão os locais deixados vagos. Os partidos – presume-se (e deseja-se) que a democracia prevalecerá – são os canais próprios para se realizar essa substituição das elites dirigentes, pelo que será pela sua via que quem está hoje na política local poderá chegar à nacional. Só que, infelizmente, a política local brasileira, ainda que numa escala menor, é tão ou mais corrupta do que a nacional. Pelo que, a não ser que suceda algo que é absolutamente imprevisível (um milagre???), o que aí virá não vai ser melhor do que o que aí está. E pode até ser mesmo bem pior.

O Governo Toupeira

23 Novembro, 2016

Somos governados por toupeiras socialistas que desde que assaltaram o Parlamento, ainda não pararam de abrir buracos.  Não fosse o líder das toupeiras um  bom pupilo de Sócrates e não teríamos logo uma estreia fabulosa  com o Banif, que em três semanas, foi vendido  ao Santander  por 150 milhões, que por sua vez emprestou ao Estado 1800 milhões para cobrir a despesa da resolução e depois, este, descontraidamente enviar o buraco  de 3600 milhões para o contribuinte pagar.  

Ora, um governo toupeira que não abre mais que um buraco não é toupeira digno desse nome, e por isso abriu-se mais um na CGD. Como era preciso contratar o melhor gestor bancário da praça para fazer renascer o Banco Público, “O Special One da Banca” exigiu, só, uma “casa bem limpinha” com 5 mil milhões (uma insignificância) que baixou depois, vá lá, para 3 mil milhões (coisa pouca), acompanhado de um salário sem tectos e declarações fiscais  negociadas com o chefe das toupeiras para serem  metidas na gaveta. Não vá alguém saber que, ele também abriu buracos noutros lados e comprou acções de forma pouco clara do BPI, nem  que tem património valiosíssimo subvalorizado…

Insatisfeitos por ainda não estarem no topo da tabela, eis que estas toupeiras trabalhadoras nos presenteiam, agora, com mais um generoso buraco da Carris, essa emblemática empresa pública, tão acarinhada pelas esquerdas,  com uma histórica dívida de 700 milhões. Com a CML agora a gerir, chutam  o buraco da dívida, orgulhosamente para o Estado, ou seja outra vez para os contribuintes. Assim, com cronómetro da dívida a zeros, a nova gestão já pode criar mais dívida até ao próximo buraco.

Se a tudo isto juntarmos os buracos que agora já podem ser abertos pelos autarcas sem serem responsabilizados financeiramente por gestão danosa, dentro de breve, nosso país será um autêntico queijo suíço que, enquanto  abre buracos por populismo doentio, do outro lado do muro afunda-se  numa dívida que já excede os 133% do PIB.

Até lá haja CE, BCE, FMI que nos segure.