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E se os sumos forem produzidos em empresas que empregam refugiados?

12 Outubro, 2016

Imposto sobre açúcar: sumos de produção nacional ficam de fora. Governo deverá isentar do novo imposto sobre excesso de açúcar as bebidas de produção nacional para não afetar o sector

É agora que a senhora secretária de Estado adjunta e da Educação vai mudar as filhas para uma escola pública?

12 Outubro, 2016

Currículos escolares vão “emagrecer” e apostar no essencial à aprendizagem

Cantam amanhãs no soviete dos camaradas Tiago e Nogueira

12 Outubro, 2016
Acto I
O PS deixou cair o artigo que previa que os procedimentos necessários à aplicação do horários semanal das 35 horas fossem regulamentados no prazo de 90 dias (a partir da entrada em vigor), substituindo-o por uma norma transitória. Essa norma determina que em 2016 as despesas com pessoal dos serviços abrangidos pela Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas não podem exceder os valores observados em 2015 acrescidos do efeito da reversão do corte salarial, mas abre caminho a que este limite seja afastado “quando razões excecionais o justifiquem”, mediante autorização do ministro da tutela e das Finanças. Nos casos em que este diferimento seja necessário, os sindicatos serão chamados a acompanhar todo o processo – desde a identificação das necessidades de novos trabalhadores, à tramitação e lançamento dos concursos
 Acto II
11 out, 2016 Governo autoriza contratação de 300 funcionários para escolas
Acto III
Sai mais um imposto

Planta que colherás

12 Outubro, 2016
a-hard-rains-gonna-fall-1
You walk into the room with your pencil in your hand
You see somebody naked and you say, “Who is that man?”
You try so hard but you don’t understand
Just what you will say when you get home
Because something is happening here but you don’t know what it is
Do you, Mr. Jones?

— Bob Dylan, “Ballad of a Thin Man”, 1965

O Dom Profano. “Dom” é um talento, uma dádiva da natureza. “Profano” é aquilo que é alheio ao que é sagrado ou a caracterização certa para alguém desprovido de conhecimentos sobre um determinado assunto. Daí que seja um título excelente para uma obra elaborada por um professor de Direito para uma criatura que se considera acima da Lei.

Chegou a chuva. O céu está negro, carregado. O gato mia e começa a trovejar. No Olimpo, os deuses riem da pequenez dos humanos, sujeitos à intempérie. Sócrates, o enviado, anuncia a segunda vinda. Tem o carisma de um porco antes da matança, mas não faz mal, está de volta e isso é que importa para quem a existência humana começa e termina na sua própria vida. Não é tempo para vergonhas: o palhaço envelhecido regressa para assombrar os pesadelos das crianças. Que importa se é ou não real? O medo existe em total independência da realidade.

Se os taxistas cantassem…

11 Outubro, 2016

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Os taxistas querem apenas o direito à sua reversão

11 Outubro, 2016

Percebo perfeitamente a indignação dos taxistas. Há meses que eles assistem à reversão de medidas que visavam adequar um pouco as empresas públicas e a função pública ao século XXI. Porque há-de sobrar para eles o terem de se adequar à realidade? Os funcionários do Metro não viram revertida a privatização? E não está o serviço de Metro de Lisboa literalmente de pantanas mas tudo satisfeito e caladinho? Ontem mesmo, dia da greve dos táxis, na estação de Metro do aeroporto havia filas gigantescas de candidatos a passageiros que não conseguiam comprar bilhete. Alguém se importou? O contribuinte paga e vai continuar a pagar. Se repararmos os taxistas até pedem pouco. Querem apenas que a Uber não opere. Ou não opere tanto. Os funcionários de empresas como o Metro exigiram e conseguiram muito mais. E dão-nos muito menos.

Os taxistas querem a sua reversão. Ou como dirá a geringonça a reposição de direitos e a recuperação de rendimentos. Ou seja querem igualdade na reversão. Ser taxista é isto: protestar quando lhes dizem que a reversão é só para alguns.

Temos de proteger estas indústrias. Proíbam-se as máquinas de lavar e os ferros eléctricos

10 Outubro, 2016

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Apenas para que depois se percebam certas coisas

10 Outubro, 2016

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Foi assim que ficaram as viaturas policiais em Grande Borne, França, este sábado. Duas patrulhas foram cercadas, os vidros das viaturas partidos e lá para dentro foram atirados cocktails Molotov. Os polícias que fugiram do fogo foram atacados.
Dois polícias estão em estado grave.

Os sem perdão

9 Outubro, 2016

Como vivemos numa espécie de ilusão mediática acreditamos que só existe o que os jornais e televisões mostram. Mas acontece que nas democracias há um local onde a sós consigo cada cidadão pode manifestar-se: a cabine de voto. Esse grupo às vezes maioritário, esse grupo que, nas sondagens, aparece invariavelmente como perdedor e que raramente um jornalista consegue entrevistar, está a usar a cabine de voto, para dar conta da sua insatisfação, quando não da sua revolta, perante um Estado que acreditam ser tolerante com quem desrespeitou a lei e severo com quem a cumpriu. Para já, esta atitude restringe-se muito às questões ligadas à segurança mas pode alargar-se a outros temas. Não que nos assuntos fiscais os governos (transformados que estão em seres ligados à máquina da receita fiscal) nem podem perguntar nada. Mas convém que não se esqueça que um dia, feitas as contas, os cumpridores podem concluir que mais lhes valia estar do outro lado. O dos que levam perdões. Afinal, vamos lá falar a sério: cumprir compensa?

Inveja e preconceito – escrever um livro é duro (como uma barra de ferro)

9 Outubro, 2016

Segundo o noticiado, Domingos Farinho terá recebido 100.000€ para – e aqui o verbo é de primordial importância – ajudar Sócrates a escrever um calço para frigoríficos a que se convencionou denominar, sem qualquer denúncia de ironia, pelo termo “livro”. É necessário definir o significado de “ajudar”: se significa escrever, em parte ou no seu todo, trata-se de uma fraude académica que terá que culminar num severo processo disciplinar para Farinho e na remoção do título de Mestre a Sócrates. Porém, ninguém poderia escrever sobre a “confiança no mundo” sem possuir bastante desta confiança em que tudo corra bem, daí que a interpretação mais adequada para “ajudar” deva ser a de providenciar meios, recursos e disponibilidade para assegurar o bem-estar mental para a elaboração da obra. Tal ajuda pode ocorrer sob a forma de apoio informático, logístico, entrega de resmas de papel, preparação de chá, massagens, abertura dos shakras, libertação de tensão de escritor, carinho e – porque não? – homoerotismo – “Tu serás o Robin, eu sou o Batman. Foge, pequeno mascarilha, foge”. Não julgo. 

Como não acredito que um professor de Direito se metesse em fraudes, a resposta à acepção possível para o verbo “ajudar” parece-me óbvia. E, assim sendo, não temos nada a ver com isso.

Mais uma medida, mais atirar a despesa para depois…

8 Outubro, 2016

Governo tem outro “coelho na cartola” que pode dar borla de IRC a prazo. “Expresso” avança que o Governo pode fazer encaixe financeiro imediato com reavaliação de ativos, uma medida que pode vir a favorecer as grandes empresas no longo prazo (e penalizar as PME).

… e num momento qualquer à nossa espera…

Gente estranha

8 Outubro, 2016

Uma das coisas que mais impressionam em tudo o que  se conhece da vida que Sócrates levava e o que mesmo admite como verdade é a forma como quer ele quer aqueles que o rodeavam se relacionavam com o dinheiro: é sempre muito, todos acham natural que ele pague tudo e por valores absolutamente desmesurados. Não há qualquer noção de nada nem da vida real. Tudo é aos milhares e muitos. Todos pedem. Todos falam de milhões. Todos querem. Todos acham que têm direito a mais…

Eu sou a favor do perdão-que-não-é-perdão fiscal

7 Outubro, 2016

Ao contrário das pessoas que vêem no perdão-que-não-é-perdão-é-só-indulto-ou-outro-sinónimo-desde-que-não-seja-perdão uma tentativa desesperada para cumprir a meta do défice, eu acho bem que o governo use todo e qualquer expediente, mesmo manhoso, para assegurar que António Costa continua como primeiro-ministro no Natal. Sim, pode argumentar-se que é uma medida extraordinária que em nada interfere no estado real das contas, permitindo apenas mascarar o descalabro deste ano de graça da Geringonça, mas, caramba, temos que admitir que ainda não estamos fartos de António Costa e Catarina Martins. Queremos que desapareçam quando já não os pudermos ver à frente, não enquanto as pataqueiras (só personalidades do tipo feminino gostam de figurões como o Costa) têm risco de sofrerem mais uma recaída do Síndrome de Estocolmo que evita a inevitável transformação do PS em candidato a coligação com o POUS. Precisamos deles em Dezembro, para a tradicional mensagem do Natal, a data que celebra o nascimento do Jesus republicano. E precisamos deles para o próximo ano, durante as chuvas de Inverno, para nos aquecerem com o alento que dois tipos diferentes de chanfrados podem proporcionar à corte enquanto o país acelera a sua negação da parede onde embaterá. “Não há parede, está tudo na sua cabeça”. Eu acho que é uma boa medida. O português é engenhocas, gosta de consertar coisas partidas. E gosta de geringonças e gadgets fraquinhos, daqueles que acabam sempre na lixeira ou arquivados “para peças”. Não podemos agora deitar tudo a perder com indignações momentâneas. Perdoa-que-não-é-perdoa-mas-é-algo-tão-idêntico-que-se-poderia-dizer-perdoa-não-fosse-proibído-o-uso-do-termo lá as pessoas, Costa.

Não PERES pela demora

7 Outubro, 2016

«Os contribuintes com dívidas ao Fisco e à Segurança Social vão beneficiar de um perdão de juros e custas até dia 20 de dezembro, foi anunciado esta quinta-feira no final do Conselho de Ministros»

Ora cá está uma medida social. Perdoar os incumpridores e prejudicar esses bandalhos dos «ricos» que pagam a tempo e horas. Muito bem, é preciso incentivar a reinserção social das empresa falidas e incumpridoras, facilitando-lhes a vida para efectuarem concorrência desleal com as empresas («ricas», note-se), que cumprem os seus deveres fiscais. Deve ser algo dentro da«estratégia Capoulas» de «domar os mercados».

«Não tenho a certeza se vai permitir subir ou descer a receita deste ano.»(*)

Mesmo o mais bem intencionado geringonço aqui coça a orelha . É insanável a dúvida instalada de que não sabem o que fazem nem estudam os dossiers (como tão bem faz Jorge Coelho: ponham os olhos nesse exemplo e onde chegou).

Eis senão quando, o porta-voz do PS dá uma indicação do objectivo da medida:

 

ok. Portanto visa criar condições para que empresas incumpridoras e falidas possam sacar uns dinheiros lá de fora e estender artificialmente a sua existencia lixando tudo e todos e deixando rasto de dívidas e projectos falhados, arrastando consigo mais umas quantas que não sobrevivem a tais manobras de boicote desleal. Um projecto socialista sem dúvida: financiar os incompententes e aldrabões com o dinheiro de todos para no final todos ficarem mais pobres.

Mesmo giro é rasgarem as vestes  e mostrarem a tatuagem no peito:  «não há perdão fiscal» (repetir 3 vezes).

Na novolíngua gerigoncica os conceitos são definidos por quem bem quer. No fundo, «pela malta, pá». Multas e juros de dívidas fiscais deixam de ser receita fiscal. Será algo do tipo: «adiantamento de prestação de auxilio à criação de condições de candidatura a fundos para o desenvolvimento financiados  pelo FEDER».

pós-graduação em escola austríaca de economia

6 Outubro, 2016
by

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E a educação de adultos?

5 Outubro, 2016

Como Medina, Jorge Costa e Louçã negociaram logo 
na manhã de 4 de outubro

De repente dá-se como adquirido que as negociações que Costa manteve com Passos em Outubro de 2015 foram uma fantochada. Também sempre me pareceu iso mesmo e disse-o e escrevi-o. Ora acontece que vários comentadores defenderam com convicção e informação que não era isso que estava a acontecer: a PAF não queria saber da educação de adultos, Passos não queria negociar… Agora que o óbvio se tornou público assobiam para o ar e preparam-se para apresentar o acontecido em Outubro e Novembro de 2015 como um sinal inequívoco do instinto político de Costa.  Mas como se sabe as hemerotecas não esquecem.

Ideia de cortar as pensões mínimas

5 Outubro, 2016

Surgiu recentemente a ideia,pela boca de António Costa, de que o Estado devia atribuir pensões mínimas que não resultam de carreiras contributivas apenas sob condição de recurso, isto é, a pensão só deria atribuida se a pessoa não tivesse meios alternativos de rendimento.

O racional é resumido neste post de Margarida Corrêa de Aguiar:

Estudos (Miguel Gouveia e Carlos Farinha Rodrigues) apontam para que 68% dos pensionistas que auferem estas prestações sociais pertencerem a agregados familiares que não são pobres, o que significa que uma parte significativa desta despesa da segurança social não seria devida se a estas prestações fosse aplicado o critério da condição de recursos.
[…]
Numas contas rápidas e conservadoras, a aplicação do critério da “condição de recursos” a estas pensões poderia libertar, tendo em conta os referidos estudos, mais de mil milhões de euros, o correspondente a 0,6% do PIB.

Note-se os problemas que isto envolve: pretende-se cortar pensões de 250 euros, a pessoas com mais de 65 anos, com base não no rendimento próprio mas sim no rendimento do agregado familiar. Sabe-se que os detentores destas pensões são sobretudo mulheres, rurais, que dedicaram a vida à família e que no final da vida perderiam o mínimo de independência porque os maridos têm uma reforma superior a um dado patamar.

Compare-se agora esta ideia com a contestação ao corte de pensões de sobrevivência durante o governo Passos. Pretendia-se na altur cortar em cerca de 10% nas pensões de sobrevivência superiores a cerca de 400 euros a pessoas com rendimentos acima de cerca de 2000 euros. Pensões de sobrevivência são pensões não contributivas que se recebem por morte, por exemplo, do conjuge, e não resultam da carreira contributiva própria de quem as recebe.

Nocaso das pensões de sobrevivência, pretendia-se cortar cerca de 200 euros no rendimento de quem recebia 2000 euros. A ideia foi contestada por toda a esquerda e foi considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional. Não estou a ver a mesma esquerda a cortar pensões de 250 euros com base no rendimento do agregado familiar e com isso conseguir poupar 1000 milhões de euros.

Proclamação da república dos bananas

5 Outubro, 2016

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Simplex revisitado

5 Outubro, 2016

Lembremos brevemente o contributo deste governo para a simplificação burocrática:

1. ISP revisto trimestralmente por decreto.

2. ISP variável com o concelho para pesados com uma determinada tonelagem mas só até um determinado volume de combustível.

3. IVA da restauração à taxa intermédia, excepto nas bebidas, excepto se as bebidas forem cafetaria ou água. Excepto se a comida for para levar.

4. Proposta de IMI progressivo variável com o rendimento e com a exposição solar.

5.Sobretaxa sobre o património variável com o rendimento do agregado familiar (agregado que pelos vistos não pode ser segregado mesmo que a declaração de IRS seja separada).

6. Requisitos adicionais de burocracia para os carros Uber para os tornar menos competitivos e os aproximar da falta de competitividade dos táxis.

7. Novas regras burocráticas para o alojamento local listado em sites como a Airbnb, incluindo novas taxas.

8. Proposta de eliminação do regime simplificado de IRS para o alojamento local sob o pretexto de que o alojamento local tem que ter a mesma taxa de IRS que o arrendamento tradicional.

9. Proposta de um novo imposto, a fat tax, que, do que se sabe de uma proposta anterior, vai incidir sobre refrigeantes e outras bebidas açucaradas. O governo tinha prometido à restauração baixar o IVA destas mesmas bebidas em 2017.

10. Proposta de quotas para os operadores de alojamento local, que teriam que ter uma percentagem dos seus apartamentos alocados a arrendamento tradicional.

11. Redução do horário de trabalho dos funcionários públicos para 35 horas, excepto para os que têm contrato individual de trabalho, que continuam nas 40. Horas de trabalho a menos são compensadas pela contratação de funcionários com contrato a termo em regime de 40 horas semanais.

Gostava de saber o que é que a ministra do Simplex diz sobre estas medidas quando elas são discutidas no Conselho de Ministros.

há mais vida além do défice?

5 Outubro, 2016
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Por que é que António Costa não se cansa de lançar e estudar a criação de novos impostos? Porque tem o défice público descontrolado, por via da despesa, e só com receitas compulsivas poderá tentar o seu equilíbrio, para cumprir as regras orçamentais da União Europeia. Infelizmente, estas novas receitas não contribuem, em nada, para reduzir a verdadeira fonte do problema, que são, obviamente, as despesas do estado. Pelo contrário, convencido de que financiando o consumo desenvolverá a economia, Costa não se cansará de lançar impostos sobre os nossos bolsos para pagar o agravamento da despesa pública de que ele é responsável com as suas decisões. Como também pagaremos a compra de votos dos sindicatos e dos funcionários públicos, que sustentam o crescimento eleitoral do PS e dos partidos do governo. No entretanto, o capital de que as pessoas e as empresas precisam para gerar negócios e postos de trabalho vai-se esvaindo na política fiscal ultra-agressiva de António Costa. Tudo para equilibrar as contas públicas, cujo desequilíbrio se agrava com o crescimento exponencial da despesa pública dos últimos meses. Há mais vida para além do défice? Infelizmente, parece que não. Mas pelas piores razões.

Os taxistas

4 Outubro, 2016
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Portugal é um país de taxistas. Há taxistas em todos os partidos. Os taxistas arranjam sempre maneira de nos cobrar mais do que o serviço merece. Eles não aumentam impostos. Eles criam taxas. Vejam uma amostra dos últimos anos.

2003 – Taxista Durão Barroso : Cria a contribuição para o audiovisual.

2003 – Taxista Manuela Ferreira Leite : Nova taxa de IMI para casas detidas por residentes em offshores.

2005 : Taxista Nunes Correia: Nova Taxa sobre Recursos Hídricos

2006 – Taxista Manuel Pinho : Novo Certificado Energético Obrigatório

2006 – Taxista José Sócrates : Novas Taxa para a Entidade Reguladora da Comunicação Social

2007 – Taxista José Sócrates : Nova Contribuição do Serviço Rodoviário

2007 – Taxista Nuines Correia : Nova taxa ambiental sobre as lâmpadas de baixa eficiência energética

2008 – Taxista Carlos César : Garrafas de cerveja vão pagar eco-taxa

2008 – Taxista Nunes Correia: Nova Taxa de Recursos Hídricos

2008 – Taxista José Sócrates : Nova taxa de tributação autónoma para petrolíferas.

2010 – Taxista José Sócrates : Nova taxa sobre activos dos bancos

2010 – Taxista Teixeira dos Santos: Nova tributação das mais-valias

2011 – Taxista Helena André : Nova Contribuição Extraordinária de Solidariedade

2011 – Taxista Carlos César: Nova taxa sobre garrafas não reutilizáveis de bebidas alcoólicas nos Açores

2011 – Taxista José Sócrates : Novo IVA para refrigerantes.

2011 – Taxista Passos Coelho : Sobretaxa Especial do IRS

2012 – Taxista Assunção Cristas : Nova taxa de Saúde e Segurança Alimentar

2012 – Taxista Passos Coelho: Novo Imposto Especial de Consumo de Eletricidade

2012 – Taxista Francisco José Viegas : Nova taxa sobre operadores de televisão para financiar cinema português.

2013 – Taxista Moreira da Silva : Nova Taxa sobre Sector Energético

2013 – Taxista Moreira da Silva: Nova Taxa sobre Carros a Gasóleo

2013 – Taxista Moreira da Silva: Novo Imposto Especial de Consumo de Gás Natural

2013 – Taxista Vitor Gaspar : Imposto sobre Euromilhões e Outros Jogos

2014 – Taxista Fernando Medina : Nova taxa sobre resíduos sólidos urbanos

2015 – Taxista António Costa : Nova taxa sobre turistas que entram em Lisboa

2015 – Taxista Fernando Medina: Nova Taxa Municipal de Proteção Civil

2015 – Taxista Barreto Xavier: Novas taxas sobre compra de dispositivos eletrónicos

2015 – Taxista Moreira da Silva : Noxa Taxa sobre Sacos de Plástico

E agora, aí vêm mais taxistas.

2017 – Taxista António Costa : Fat Tax

2017 – Taxista Mariana Mortágua : Novo imposto sobre imóveis

2017 – Taxista Mendes Godinho : Novo Imposto sobre Alojamento Local

Evitem esta gente. Usem Uber.

Baratas (daquelas grandes que voam) incluídas?

4 Outubro, 2016

PAN defende extensão jurídica de proteção a todos os animais

Já faltou mais para que a desratização e a desparatização passem a crime público

Pf

4 Outubro, 2016

Aguém sabe onde pára o outrora activíssimo dr Marinho Pinto?

Perfeitamente claro

3 Outubro, 2016

tiro-a-vaca

Pequena transcrição da entrevista concedida ao Público.

Como sabe nós temos um sistema deeee… nós temos um sistema deeee… de pensões que sofre deeee distrorções êeeee estruturais êeee grandes, fruto deeee êeee uuoooee uma parte importante da população êeeee não… ter carreiras… contributivas curtas, êeeeeeeeee e êeeee de baixo… e fundadas em salários muito… muito muito baixos. E ter-se êeee êee generalizado esta idéia, que num é currecta, que todas as pensões mínimas [som de ambulância no fundo aumenta substancialmente] são necessariamente, correspondem necessariamente a baixos… a baixos… a baixos… a baixos rendimentos. E êee…

A sério? E o PM disse isto e não está já convocada uma manifestação-cerco para o Palácio de Belém?

3 Outubro, 2016

O primeiro-ministro diz que concorda com a introdução de regras à atribuição de pensões mínimas, mas não agora. Estudo diz que só 31% dos beneficiários é considerado pobre.

Recordo que 2014 o PS achou por bem pedir a fiscalização ao TC dos cortes nas pensões de sobrevivência para os viúvos cuja pensão somada à de sobrevivência  resultasse num valor superior a 2.000 euros. O que se previa em 2014 era do mais elementar bom senso.

O discurso dos cortes, da miséria e da troika e disto e daquilo triunfo. O TC chumbou tudo e mais alguma coisa. Que agora António Costa venha dizer que concorda com a introdução de regras à atribuição de pensões mínimas (já não são sequer as de sobrevivência/viuvez são as mínimas!) é espantoso. Aliás só não se percebe porque não avança já com a medida. Porque concorda mas não agora? Vale a pena aliás ver o video da entrevista porque é evidente que Costa arrasta as respostas, não está à vontade e claramente espera que o jornalista passe para outro assunto.

2014

Valor das pensões sobrevivência paga pela CGA Até aqui De futuro
Entre 2.000 e 2.250 euros 50% 44%
entre 2.250 e 2.500 euros 50% 43%
entre 2.500 e 2.750 euros 50% 40%
entre 2.750 e 3.000 euros 50% 38%
entre 3.000 e 4.000 euros 50% 34%
superior a 4.000 euros 50% 33%

 

Valor das pensões de sobrevivência paga pela Segurança Social Até aqui De futuro
Entre 2.000 e 2.250 euros 60% 54%
entre 2.250 e 2.500 euros 60% 51%
entre 2.500 e 2.750 euros 60% 48%
entre 2.750 e 3.000 euros 60% 45%
entre 3.000 e 4.000 euros 60% 41%
superior a 4.000 euros 60% 39%

 

Vamos ver isto no largo do Rato?

2 Outubro, 2016

Em Portugal tivemos ontem a saga dos barões do PSOE contra Sanchez. Valha a verdade que os barões do PSOE até agora chamavam-se históricos mas desde que homens como Gonzalez se manifestaram contra uma aliança do PSOE com o Podemos o histórico desapareceu e nasceu o barão.
E assim chegámos ao dia em que os barões estiveram contra o líder Sanchez apoiado pelos bons militantes. Vale a pena perceber quem eram esses militante que se dirigiram para a calle Ferraz para causar o maior estardalhaço e se posssível impedir que o PSOE deliberasse.
Alguns deles como este senhor que se apresenta como “activista sin techo en defensa de los derechos humanos, Educador y Aprendiz en la Universidad La Calle. Gay, rumano, gitano, ateo, vagabundo, okupa que viaja sin destino” é um conhecido simpatizante do Podemos. Em Sanchez, os radicais viram o homem que os levaria ao poder. Cá como será quando e se o PS reagir à liderança de Costa?

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Os ricos, nossos amigos

2 Outubro, 2016

O segredo da riqueza estava ali ao alcance da nossa mão. Bastava ter imaginação. Bastava sonhar. Bastava ousar. Basta ir buscar dinheiro aos ricos. Se cada rico depois de pagar os seus impostos ainda pagar mais dez euros para aumentar as pensões e mais dez para ficarmos com os Mirós e mais dez para termos medicamentos nos hospitais e mais dez para os artistas fazerem cultura e mais dez para que as florestas não morram e mais dez para o direito à habitação e mais dez para que os carros sejam eléctricos e mais dez para que aumente o número de professores sem turma e mais dez para que o que for preciso, libertamo-nos de vez do problema da falta de crescimento da economia. Basta ir buscar dinheiro aos ricos. Domesticam-se os ricos, dá-se um rico a cada cem pobres (não esquecer que José Sócrates não pode entrar nestas contas porque elas ainda não contemplam fatinhos em Rodeo Drive) e está resolvido o problema. A domesticação dos ricos é por isso o passo mais importante nas nossas vidas desde a domesticação dos animais feita pelos nossos antepassados. Obviamente que tal como no Neolítico os animais resistiam à domesticação também os ricos nem sempre aceitam a mudança. Os mais difíceis de domesticar são mesmo aqueles que se obstinam em dizer que não são ricos, que trabalham e poupam… Enfim, arcaísmos! Importante, importante é saber a cada momento se estamos diante de um muito rico, um rico ou apenas um bocadinho rico. Quem sabe um dia teremos um ricómetro ou seja uma geringonça que no próprio instante determina o nosso grau de riqueza!

Onde pára o outrora loquaz bastonário da Ordem dos Médicos? E o sempre indignado pai do SNS foi arranjar outro filho?

1 Outubro, 2016

O Governo mandou apertar o cinto aos hospitais na parte final do ano para cumprir as metas do défice. Ficam congeladas quaisquer despesas de investimento, que estarão condicionadas a autorização prévia do ministro da Saúde. E é ainda imposta uma limitação aos gastos que fiquem acima da média dos últimos oito meses em despesas com reposição de materiais e até de medicamentos, entre outros. A ordem foi dada num despacho assinado pelo secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado.

Brilhante golpe publicitário

30 Setembro, 2016

Fernanda Câncio, pessoa conhecida por escrever num jornal, quer retirar do mercado o livro de José António Saraiva, “Eu e os políticos”, noticia o Correio da Manhã. Esta ideia é tão estapafúrdia que custa a acreditar. Porque haveria Fernanda Câncio, pessoa que parece não gostar do autor, pretender promover este livro em particular? Sim, porque tentar retirar um livro de circulação só o torna mais apetecível, daí que, das duas uma, ou é burrice, ou é uma acção combinada com José António Saraiva e com a Gradiva para vender o livro como se este fosse refresco no Sahara.

Vai daí, fui ler o livro – como já expliquei, tentar retirar um livro de circulação é a melhor publicidade que este pode ter – para tentar perceber o motivo. A certa altura, não muito entusiasmado com o que estava a ler, lá chegou uma passagem em que Fernanda Câncio é referida. Não vou dizer sobre o que é – estou de acordo com esta brilhante estratégia de marketing -, mas posso afirmar que compreendo que Fernanda Câncio queira chamar a atenção ao maior número de portugueses para que tenham a oportunidade de ler: não é muito o meu estilo, mas compreendo que não somos todos iguais, que há quem goste. Por mim, tudo bem, até acho artístico.

Que o livro vai vender como refresco no Sahara, isso vai. Melhor que retirar um livro do mercado só mesmo uma fatwa. Felizmente, essa também já está em curso.

Pensava eu que autofinanciamento era quando colocávamos lá o nosso dinheiro

30 Setembro, 2016

PÚBLICO, : “Em termos de organização há um outro traço peculiar na LUAR. É o facto de, desde o seu início, ter optado pelo autofinanciamento, de modo a evitar a dependência de movimentos internacionais, de partidos estrangeiros, de outros países e de serviços secretos. Foi esse o motivo pelo qual a LUAR se estreou com o Assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, a 17 de Maio de 1967″

Portanto acabaram-se os problemas do fim do mês. Vamos daqui assaltamos o engenheiro Belmiro e quando alguém nos pretender acusar por roubo explicamos que estamos a seguir o modelo de autofinanciamento descoberto pelo seu jornal.

Porque recordar é viver, e porque o orçamento está aí a bater à porta

29 Setembro, 2016

Retirado do Manifesto Eleitoral do Bloco de Esquerda, 2015. Para referência.

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Deixemo-nos de incidentes e vamos ao que interessa: quem quer o quê no Metro de Lisboa?

29 Setembro, 2016

Metro sem capacidade de resposta ao aumento de pedidos de passe

Em Agosto, o Metro de Lisboa esteve 62 vezes com problemas

Falta de bilhetes nos transportes em Lisboa: a “culpa” é do fornecedor

O mundo em Setembro de 2016

29 Setembro, 2016

Pela primeira vez Playboy publica foto de muçulmana com hijab

Em 2020 já devemos ir na burka.

A caminho da República Socialista do Cada Um É Mais Pobre Que o Outro

29 Setembro, 2016

Esqueceu-se que eram usados (ou ainda, “compraria um carro em segunda mão a este homem?”)

29 Setembro, 2016

Turistas e gays a mais

28 Setembro, 2016

Uma das ideias que por aí circula é a possibilidade de cidades como Lisboa terem “turistas a mais”. Vamos pensar nas implicações desta noção: se há turistas a mais, também há turistas a menos; se pode ser definido um limite a partir do qual o número de turistas é excedentário, existe também um intervalo para um número deficitário de turistas; a função de bem-estar por número de turistas terá uma assimptota horizontal que define o número óptimo de turistas; em suma, existe uma curva de Laffer para o número de turistas.

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Sendo commumente aceite que poderão existir “turistas a mais”, talvez possamos alargar o leque de variáveis “a mais” a outras caracterizações. Por exemplo, “gays a mais”. Haverá “gays a mais” em Lisboa? Qual o número óptimo de gays em Lisboa? Ainda estaremos no nível deficitário de gays em Lisboa? Ou ainda, por exemplo, “abortos a mais”. Tem Lisboa excesso de abortos? Tem abortos a menos? O número de abortos é óptimo? E excesso de “comentadores do tipo Adão e Silva a mais”? Temos défice de Adões? Temos excesso? Há um número óptimo de Adões e Silvass?

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Dois galos, zero galinhas

O critério para “turistas a mais” nunca foi definido. Será o número máximo de turistas que se conseguem albergar num dado momento? Se assim for, estranho que venham pessoas de avião, barco ou veículo próprio para depois dormirem no passeio. Será o critério mais subjectivo, como, por exemplo, o número de turistas a partir do qual começa a maçar as pessoas que se costumavam queixar de turistas a menos? Ou ainda, o número de turistas a partir do qual não nos apetece receber mais turistas? Neste último caso, adaptando ao caso gay, podemos definir um número de gays a partir do qual não nos apetece aturar mais gays? Ou, no primeiro critério subjectivo, definir o número de gays a partir do qual nos sentimos maçados por terem aparecido gays a mais? Podemos limitar os Adões e Silvass? Campanhas do tipo “ide antes escrever livros sobre a festa da educação/design de interiores”? E ainda, termos turistas gays “a mais”? Isto pode estar tudo ligado. Frase que ainda não ouvi na televisão: “Temos turistas gays a mais que fazem abortos a menos gerando excesso de Adões e Silvass nos telejornais”.

Quotas para turistas parece fazer sentido para os defensores do “turistas a mais”. Não percebo porque não definimos quotas para gays. “Já chega, maricas, tendes que ir pinar as bifas”. Podemos ter aqui a chave da sustentabilidade da Segurança Social, é só necessário continuar a pensar no bem-estar dos nossos cidadãos.

Lola rennt

27 Setembro, 2016

Isto não vai abrir os telejornais, como no tempo em que era tudo tão mau e merecia o título de “pior início de ano lectivo de sempre”. Por outro lado, tomando em consideração que nutrição e educação física fazem parte do programa, é giro ver a secretária de estado a evitar enfartes futuros de BMW. Lá no Colégio Alemão, onde estão os filhos da senhora, aposto que se aprende bem uma língua estrangeira. Corre, Lola, corre. 

Motivo xenófobo? Nada de preconceitos. Vão ver que foi tudo obra de um desequilibrado.

27 Setembro, 2016

Bombas explodem junto a mesquita e a centro de conferências em Dresden. As autoridades acreditam que os dois ataques bombistas, levados a cabo na noite de segunda-feira na cidade alemã, “tiveram um motivo xenófobo”.

Melhor não violarem ninguém

27 Setembro, 2016

Recebi, nos últimos dias, algumas mensagens acerca da minha misoginia, brutalidade, bestialidade e grunhideira. O habitual, previsível como um chá a meio da tarde, algo que nos reconforta para o resto do dia. Porém, um anónimo “ya, eu sou de esquerda, yo” sugeriu que eu fiz um apelo à violação da Mariana Mortágua. Primeiro ri: é altamente implausível por todos os motivos imagináveis, incluindo alguém desgraçar a vida só porque eu o teria – eventualmente – sugerido, achar que a Mariana tem fetiche por assaltos na rua por gajos espadaúdos que não sejam como os xoninhas que apoiam o Bloco é o mesmo que um apelo à violação. Se há coisa que parece evidente é que os desejos de Mariana não são concretizáveis, incluíndo esse, caso seja mesmo real. Depois, sorri ao pensar que isso era um pretexto para poder evidenciar – mais uma vez – o quão a esquerda revolucionária está sempre preparada para dar pancada, mas nunca preparada para a receber. Depois, ainda, achei piada quando fui ver que essa micro-indignação é sobre aquilo que acham o máximo na rádio pública sob a batuta da dupla Quadros e Nogueira. Mais à frente, fui ler o que escrevi e constatei que intui um desejo de Mortágua de uma rua mais musculosa, daquele tipo de rua que é boa para a revolução e depois, quando começa a incomodar, é transformada em carnificina pelos dirigentes revolucionários. Depois, deixei de perceber a acusação: então a deputada propõe roubar proprietários e não está disposta a ser assaltada ela própria? E a igualdade? E a justa distribuição de riqueza? E a torre de marfim que a esquerda impoluta inventa para si própria para justificar as suas atrocidades? E a imbecilidade dos dirigentes do Bloco que, deixando queimar a ex-estrelinha da sorte Mortágua, fazem um favor aos socialistas, os que nem têm que anunciar nada excepto, nas entrelinhas, o rumo ao colapso da tesouraria? A forma como Mariana se expôs é que é anormal. Não é acusando-me de misóginia, brutalidade, bestialidade e grunhideira – o meu pequeno-almoço – que apagam a vossa própria inépcia para estarem no lado da governação. Vocês são o protesto, não são o governo. Cinjam-se ao que sabem fazer, que é cantar “Grândola, Vila Morena” a meio de apresentações em teatros com quartos-de-banho unissexo com o charro no bolso.

Ah! E agora um apelo formal: por favor, não violem a Mariana Mortágua, OK? Não violem ninguém. Isso é mau. Já agora, não assaltem ninguém, OK? Isso é mau. E, para a próxima, acho que deviam – mesmo – escolher um alvo que se incomode com o que se diz dele.

A armadilha

26 Setembro, 2016

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Observador: “O último jantar dos Girondinos” – é esta a designação por que se conhece este quadro – retrata com alguma liberdade a última refeição de um grupo de deputados que, também com alguma liberdade, podemos definir como moderados, durante a Revolução Francesa.Este quadro encerra o drama da França em 1793 e o drama das sociedades que, como a portuguesa, têm a sua matriz na Revolução Francesa: como é que os radicais, invariavelmente minoritários, acabam a exercer o poder e a impor as suas agendas? Como é que os moderados se deixam cair na armadilha dos radicais, acabando invariavelmente a fazerem belos discursos entre si, enquanto lá fora as vítimas da demagogia se amontoam? E sobretudo como é possível que, vivendo nós aprisionados nas sucessivas ondas de indignação-condenação promovidas pelos radicais, não vejamos os moderados a ser capazes de trazer os seus assuntos para o debate?