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Lendo

24 Outubro, 2012

Queremos mais tempo para o défice? Mesmo?  – Camilo Lourenço

Trabalho sexual é trabalho” – Eduardo Cintra Torres

E porque não um referendo a todos* os orçamentos?

23 Outubro, 2012

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Diogo Freitas do Amaral defendeu hoje, na Marinha Grande, que, no futuro, as leis do Orçamento do Estado tenham um visto prévio do Tribunal Constitucional. (Público)

O Governo e os deputados assumiram a obrigação de respeitar a constituição, mas, antes disso, assumiram compromissos com os eleitores. Em vez de um visto prévio do TC, seria mais eficaz para a paz social o visto prévio dos eleitores, através da aprovação ou ratificação referendária dos orçamentos de estado, tanto mais justificada quanto mais distantes estejam os orçamentos dos programas eleitorais e de governo. Ler mais…

Dias perigosos

23 Outubro, 2012

Lance Armstrong é «condenado» sem qualquer prova.

Apenas há testemunhos de ex-colegas que o fizeram em troca de receberem somente 6 meses de suspensão por casos, esses sim, comprovadamente de dopping.

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Cientistas condenados a 6 anos de prisão por não preverem tremor de terra (uma impossibilidade cientifica na actualidade). Os astrólogos tem a profissão em risco.

Reféns de um país imaginário

23 Outubro, 2012

Onde estão aqueles que em em 1974 garantiam que a Guiné ia ser uma potência cultural em África? Que nem havia nada a discutir em matéria de independência  tal era organização, a eficiência e a competência dos quadros do PAIGC? Onde estão as escolas maravilhosas que uns jornalistas garantiam que o PAIGC instalava sob uns quaisquer arvoredos? Onde está a democracia exemplar que outros jornalistas garantiam ver nas estruturas do PAIGC?

A Guiné é um exemplo das mentiras com que se Portugal se embala e com que nada aprende. A não ser a mentir mais. Nos anos 70 mandavam-se os filhos do povo morrer na Guiné. E em 1974 os mesmos oficiais que os chefiaram entregaram aquele território ao PAIGC sem sequer esperar pelas negociações oficiais. (Negociações do Cantanhez, já ouviram falar?) No fim promoveram-se e medalharam-se muito.  Os mesmos coronéis e generais que muito medalhados diziam que o Ultramar não se discutia  continuaram depois muito medalhados a dizer que o Ultramar se devia ter discutido. O Ultramar tornara-se um mapa imaginário do qual Portugal estava refém. Hoje Portugal está de novo refém. Agora de um texto imaginário, a Constituição, que substituiu o país histórico que ia do Minho a Timor pelo país ideológico de um Estado socialista, em que a palavra igualdade não se discute.

Daqui a uns anos aqueles que agora dizem com a mão no peito que a Constituição não se discute dirão muito laureados, biografados e doutorados honoris causa  que ela se devia ter discutido. Mas que não se conseguiu, que não foi possível, que esteve para ser mas não foi… Jamais avaliarão as suas responsabilidades nessa catástrofe mais que anunciada. Mas tal como em 74 e 75 o ordenado nunca falhou aos militares – estivessem eles de que lado estivessem – também neste início do século XXI os ordenados e as avenças, direitos adquiridos das corporações, não lhes faltarão.  Dentro de alguns anos da desgraçada vida dos filhos do povo falarão com a mesma condescendência hipócrita com que os capitães e generais de de 74 ouvem hoje  isto.  As corporações de cada época fizeram-nos reféns de um país imaginário. Reféns do país de que elas se serviram e de que airosamente se desembaraçam quando lhes dá jeito enquanto aqueles que as seguem e  nelas acreditaram são atirados para um canto, como fatos fora de moda.

A judicialização da ciência

23 Outubro, 2012

L’Aquila earthquake scientists sentenced to six years in jail É terrível ver uma senhora que perdeu a filha e dois netos no sismo dizer que aquilo não pode voltar a acontecer.  Mas não só os sismos acontecerão de novo em Itália como no estado actual da ciência é impossível assegurar que outras mulheres não perderão os seus filhos e os seus netos num sismo.

Jean-Paul Montagner : «On est incapables de prévoir les séismes»: »Il n’existe à l’heure actuelle aucun signal magique permettant de faire ce type de prédiction. On aimerait bien qu’il y en ait un, mais on le cherche encore. Les petites secousses qui précèdent parfois les séismes majeurs ne peuvent être interprétées comme des signes précurseurs qu’a posteriori. Il faut bien comprendre que, dans la plupart des cas, ces petits tremblements de terre ne sont pas suivis de séismes dévastateurs. Sur le plan éthique, les scientifiques ne peuvent pas donner l’alerte et lancer l’évacuation de milliers de personnes s’ils ne sont pas sûrs d’eux. A l’Aquila, le séisme a d’autre part été de magnitude 6,3, ce qui est une magnitude modérée comme il y en beaucoup en Italie. Le drame c’est qu’il a eu lieu juste sous une vieille ville, sans aucune construction aux normes antisismiques. Avant le récent séisme au Japon qui a provoqué un tsunami meurtrier, il y avait eu une secousse de magnitude 7. Et personne n’a reproché aux chercheurs japonais, qui sont à la pointe dans ce domaine, de n’avoir pas prévu la catastrophe

Atravessar o Rio

22 Outubro, 2012
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Os ferozes argumentos anti-Luís Filipe Menezes que hoje a concelhia do CDS-Porto entendeu por bem publicitar são extraordinários: afinal de contas, o CDS está ou não coligado na gestão “menezista” da CM de Gaia desde 1998??? 
Então o CDS está coligado há catorze anos em Gaia, feliz e contente, elogiando a gestão de Luís Filipe Menezes a cada instante, e agora, no Porto, sabe-se lá porque  por artes misteriosas, vilipendia tudo aquilo que não se cansa de gabar do outro lado do Rio?
Serão, quiçá, partidos diferentes, com distintos programas e posicionamentos existenciais e ideológicos dissemelhantes????

A favor dos cortes desde que não se corte

22 Outubro, 2012

82,1% defende cortes na despesa em vez de aumento de impostos

0,7% defende cortes nas despesas de educação

0,2% aceita cortes nas despesas de saúde

Um caso a seguir com muita atenção

22 Outubro, 2012

«Científicos condenados Seis años de cárcel por no haber previsto el mortal terremoto de L’Aquila. (…)   La Justicia acusa a los imputados de no haber informado a la población del riesgo que corrían para que la gente pudiese tomar medidas para protegerse. Sin embargo, los habitantes de L’Aquila nunca fueron lo debidamente informados. Entre los siete acusados se encuentran grandes figuras de la ciencia en Italia, como el profesor Enzo Boschi, hasta hace poco presidente del Instituto Nacional de Geofísica, o el profesor de Física Claudio Eva.»

A estratégia de Gaspar

22 Outubro, 2012

João César das Neves, que a Helena Matos acaba de citar, pôs o dedo na ferida: embora todos defendam, em abstracto, cortes na despesa, em concreto haverá sempre um qualquer grupo de pressão, próximo dos círculos do poder, a opor-se com veemência e violência a qualquer corte que os afecte.

Ao sublinhar, nas suas declarações, que o OE 2013 traz consigo um enorme aumento de impostos, o Ministro das Finanças mais não estava do que a espicaçar, com um ferro afiado, os apelar aos pagadores líquidos de impostos – aqueles que pagam mais do que recebem do OE – para erguerem a sua voz contra os inúmeros lobbies que prosperam à sombra do OE e contra aqueles que, não há muito tempo, defenderam a constitucionalização da chamada regra de ouro (imposição de limites constitucionais ao défice) e defendem agora a inconstitucionalidade do OE. Se esta estratégia resultasse, a violência do orçamento do lado da receita permitiria criar um ambiente favorável a verdadeiras reformas do lado da despesa no próximo ano. Mas é um se maior do que a dívida pública portuguesa.

Quem recebe está mais perto do que quem paga

22 Outubro, 2012

«A questão é simples, confirmada por estes meses de troika: o poder político dos grupos à volta do Estado é maior que o poder político dos contribuintes. Quem recebe está mais perto do que quem paga e isso faz toda a diferença. Não é abuso e corrupção (que há mas não chega para isto). São muitas pessoas boas que vivem à custa do Estado. Seja expresso em leis ou negociações de ministério, através das queixas de funcionários, polícias e médicos ou por pressão de câmaras, construtoras e fundações, vendo-se no crescimento de pensionistas e desempregados ou no apoio à agricultura e PME, o que é indiscutível é que a despesa pública arranja sempre maneira de subir. Isto significa, ao contrário do que tantos dizem, que o Ministério das Finanças não é culpado, mas vítima. Aliás foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país. Impedindo o corte de salários e pensões, 70% da despesa, obrigou a subir impostos. Isso estrangula a economia, que paga os salários e pensões. Enquanto alguém lá fora empresta, as coisas parecem ir bem. O problema, em 2011 como em 1890, 1978 ou 1983, surge quando os credores internacionais perdem a paciência com o nosso desregramento. Face ao seu ultimato inevitável, a única alternativa, hoje como no século XIX, é subir impostos. E os impostos sobem sempre. Repetir sucessivamente que esta receita não funciona é como o bêbado dizer que tem de beber para esquecer a bebedeira.» César das Neves

Para o que estávamos guardados!

22 Outubro, 2012

Desde o 25 de Novembro de 1975 que se lhes compram os sorrisos e a condescendência com subsídios, um teatrinho aqui, uma exposição acolá. Incensam os autarcas que os convidam para os espectáculos de Verão. Os menos talentosos até conseguiram um posto no munícipio, uma assessoria cultural num instituto. Muitos deles dependem do estado como seu grande contratador. E estão no seu legítimo direito. Mas convém que fique claro que o espectáculo na Praça de Espanha foi um dos raros em que alguns deles actuaram que não foi pago pelos contribuintes. E por fim mas não por último a ser verdade o que escreve Alberto Gonçalves declamaram e cantaram versos deste teor O que é preciso é gente/gente com dente/gente que tenha dente/que mostre o dente//Gente que não seja decente/nem docente/ /nem docemente/nem delicodocemente”  (aqui fica numa outra versão mas pese a autoria é fraquitoou Disparamos uma bala de ternura defendendo a cultura portuguesa/e outra bala mais acesa e mais dura contra a troika vai dizer não à tristeza eu por mim estou disposta a pagar mais IRS, mais IVA e mais taxas para que os façam todos funcionários públicos como muitos deles almejavam nos idos de 75 desde que eles se comprometam a não cantar nem declamar textos destes. A Pátria já tem sofrimento que baste. Mas sofrer ouvindo Camões é uma coisa. Agora em cima do napalm fiscal ser transformado em espectador de jogos florais é que NÃO.

Não fui eu! Não fui eu!

22 Outubro, 2012

«Alberto Costa, o primeiro subscritor do requerimento que mandou o Orçamento do Estado (OE) 2012 para o Tribunal Constitucional (TC) diz que está a ponderar assinar. «Admito pedir a fiscalização, na hipótese de não serem alteradas no Parlamento algumas normas da proposta. A decisão será tomada após a promulgação», declara ao SOL. O ex-ministro da Justiça socialista mostra, porém, alguma preocupação com os efeitos de um eventual ‘chumbo’: «Decidindo o TC como é previsível, deve ficar claro que toda a responsabilidade por eventuais consequências indesejadas caberá, por inteiro, ao Governo, à maioria e ao Presidente da República, a quem incumbe respeitar e fazer respeitar a Constituição».» SOL

Como ninguém quer ser responsável pela queda do Governo a estratégia passa por atirar a bola de uns para os outros a ver quem fica com ela nas mãos. Mas não me parece que o Constitucional esteja disposto a assumir ele essa responsabilidade. Esperar é um verbo tramado.

Portugal explicado aos portugueses em 2 notícias

21 Outubro, 2012

Marcelo lança filme para explicar Portugal aos alemães
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Deolinda Martin, 56 anos, dá aulas há 35 e contava aposentar-se em 2013, com a pensão completa.

 

Impressões

21 Outubro, 2012
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OE 2013

Vai parecer meigo. Quando se discutir o de 2014.

O teatro continua

“Ia cair”, mas não caiu. Se não há pão, pelo menos temos animação.

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Técnicas de agit-prop

21 Outubro, 2012

Prestige: modelo para armarla: El desastre ambiental ocasionado por el petrolero Prestige vuelve a la actualidad diez años después por la apertura del juicio en La Coruña. Pero, al margen del asunto judicial, el plan de agitación y propaganda que provocó el suceso en su día merece estar destacado en los temarios de las escuelas de negocios, marketing y sociología política del planeta.

Los ingredientes del plan son los siguientes: un intelectual mediático progre, afecto a la prensa socialdemócrata y mayoritaria; gobiernos autonómico y central de derechas, presididos ambos por líderes con carácter, y en consecuencia, objetivos de combate de toda la izquierda y el nacionalismo radical (juntos y revueltos); y un desastre medioambiental con mucho chapapote. Con estos imprescindibles ingredientes se arma en todo el país un “agit prop” fenomenal: el intelectual utiliza las incontables terminales mediáticas con que cuenta y denuncia la falta de escrúpulos de la “insensible derecha” ante la magnitud de la tragedia (el medioambiente, además, siempre ha sido patrimonio de la izquierda); inmediatamente la llama de la indignación prende en todas la redacciones del país y la alarma social ya está montada; enfatizada por los sindicatos, asociaciones ecologistas y los partidos de la oposición. Todos ellos no podían tener mejor escenario para radicalizarse e intentar crear una profunda crisis en los gobiernos de Fraga y Aznar, culpándolos del desastre. Y lo ensayaron con tal demagogia y exageración que, ayudados por los medios más afines y creando plataformas como Nunca Máis, simularon la conversión de Galicia en un país sin futuro, arrasado por una catástrofe telúrica, a los ojos del resto de los españoles y del mundo entero.

La totalidad de los medios de comunicación se contagiaron de esta hipérbole; una desmesura, una histeria social, que inducía a pensar que el Finisterre gallego había sido barrido por un tsunami y la muerte y el hambre se adueñaban de la región. Paquetes de ayuda alimentaria, mantas, voluntarios, etcétera, se movilizaron en toda España. Los políticos aullaban, los intelectuales predicaban las doce plagas de la derecha y los periodistas seguían, avezados, el espectáculo del chapapote. Mientras tanto, en La Coruña, en la zona siniestrada y en toda Galicia la vida transcurría con normalidad, solo perturbada por las noticias del barco y la marea negra. Al final, el barco se hundió, se iniciaron los trabajos de recuperación de la costa, hubo dinero para indemnizar muy bien a los pescadores y ayuntamientos afectados; y Galicia superó la catástrofe ambiental del Prestige. »

Mas o sucesso da agit-prop não é só agigantar o que combate mas sobretudo evitar que se fale do que não lhe interessa: Por exemplo quem ouviu falar de  Aznalcóllar e Guadalajara?

Notas finais…..

21 Outubro, 2012
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de um (ex) Procurador errático.

Ou com “agenda”?!

Entre mortos e feridos…*

21 Outubro, 2012
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A situação do país, para mim e agora, depois de ter ouvido o Ministro das Finanças anunciar a proposta de Orçamento para 2013, assemelha-se a uma “estória” que, em tempos, me foi relatada por quem, de resto, a viveu (para mal dos seus pecados!). Um doente, com vários problemas oftalmológicos, era acompanhado por um médico que mantinha e intensificava o mesmo tratamento, desde há vários meses. Melhorias, contudo, não se detetavam. No entanto, o médico lá ia garantindo que, mais tarde ou mais cedo, elas chegariam. Optou-se, então e perante a falta de resultados daquela terapia, por radicalizar o tratamento: submeter o doente a uma determinada intervenção cirúrgica. Resultado, a miopia “tecnicamente” desapareceu. Porém, o olho intervencionado ficou completamente cego!

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Ler para perceber

20 Outubro, 2012

Aquilo que pagamos pela invenção da sociedade civil ou mais exactamente sobre o financiamento a sindicatos a associações patronais. Seja de forma directa seja através dos cursos e acções de de formação

Cortem no Estado e não nas pessoas

20 Outubro, 2012

Maria João Marques diz que  “a porção da procura interna que tem de ser significativamente reduzida é a procura de bens e serviços pelo estado” e que “é errado diminuir a procura privada (diferente de procura interna, que inclui também gastos públicos) com aumentos de impostos”. O que não diz, não analisa, e pelos vistos não acha relevante, é que, dado que a despesa corrente do Estado é na sua esmagadora maioria salários e pensões, qualquer corte relevante levará à queda da procura privada. Cortar no Estado é cortar no consumo interno privado. Cortar 1000 milhões de euros em salários e pensões terá aproximadamente o mesmo efeito no consumo privado que aumentar os impostos em 1000 milhões de euros. E embora os efeitos sejam da mesma ordem de grandeza, há boas razões para acreditar que cortes na despesa tenham um efeito um pouco maior no consumo interno  que aumentos de impostos. Essas razões já as expliquei num post anterior.

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Note-se que a medida da TSU minimizava os impostos agregados sobre o sector privado. Alguns empresários contestaram-na com base no pressuposto que o consumo interno iria cair. Estou convencido que tinham razão. A medida da TSU cobrava menos impostos que as actuais medidas, e alem disso cortava mais no Estado e reduzia mais o consumo interno que as actuais medidas.

Redefinição das funções do Estado

20 Outubro, 2012

É uma crítica frequente ao governo. O governo devia redefinir as funções do Estado para cortar na despesa. Para isso deverá identificar áreas prioritárias e sair das não prioritárias. Felizmente esse trabalho já está feito desde 1975 e nós já sabemos quais devem ser as funções do Estado.

Aqui fica uma lista das funções do Estado, aprovadas por mais de 2/3 dos votos no nosso Parlamento:

 – Incumbe ao Estado organizar, coordenar e subsidiar um sistema de segurança social unificado e descentralizado;

– Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde e orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;

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O país já começou a desistir. Vamos ser como a Grécia

19 Outubro, 2012
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Hoje, no Público, defendi que as nossas elites parecem estar a perder a cabeça e a compostura, pois já repetem o choradinho que a Grécia fazia antes de ser obrigada a um segundo resgate:

Passei a semana a ler e ouvir resmas de comentadores e todos os economistas, os do regime e os outros. A escutar o que diziam os manifestantes que as televisões entrevistaram. A ver como, de repente, uma mensagem no Facebook do Presidente da República transformou em cavaquistas os deputados da esquerda parlamentar e os editorialistas de pena leve. A pasmar com as diatribes de senhores e senhoras de cabelos brancos e responsabilidades passadas, porventura esquecidas. A olhar incrédulo para a pose de indignação de alguns deputados da maioria. A tentar adivinhar onde estão os cortes na despesa de que todos falam e que ninguém identifica. A perceber como muitos, nas nossas elites, lhes puxa o pé para a chinela, mal percebem que, desta vez, também lhes tocou uma parte séria dos cortes. Foi deprimente. Está a ser deprimente.
Constatei uma unanimidade fácil: são todos contra o Orçamento do Estado. Não surpreende: é um orçamento de quem está encurralado. E também estão todos indignados com o aumento de impostos. Na verdade, quem pode ser a favor deste saque fiscal? Eu também sou contra, eu também consigo antecipar mais um novo corte no consumo interno e mais dificuldades para as empresas que vivem do mercado doméstico. Nem preciso de perder tempo a fazer contas ao modelo econométrico que relaciona austeridade com recessão: o aumento anunciado da carga fiscal será sempre mau para a economia e será sempre muito difícil de reverter.
Constatei, a seguir, uma dificuldade. Ninguém disse como se podia fazer de outra forma e, ao mesmo tempo, cumprir o memorando de entendimento com a troika. Nem sequer os que, como Paulo Portas, querem estar ao mesmo tempo com o Governo e contra o Governo. O melhor que se consegue é encontrar quem admita que sem outro entendimento com a troika restam poucas alternativas ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças. Ler mais…

O que será um verdadeiro astrólogo?

19 Outubro, 2012

«Falso astrólogo burlou idosa em 33 mil euros»  DN

Jorge Miranda a primeiro-ministro já!

19 Outubro, 2012

 «O constitucionalista Jorge Miranda defendeu, em declarações à SIC Notícias, que a redução dos escalões do IRS, prevista no Orçamento de Estado para 2013, viola a Constituição.»

 

Um dos problemas da greve da Lusa

19 Outubro, 2012

É que vamos ficar privados da recorrente entrevista   daquela agência a Otelo Saraiva de Carvalho:

13.04.2011 – 10:24 Por Lusa Otelo: Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução 

09.11.2011 – 16:52 Por Lusa  Otelo admite novo golpe militar em Portugal. Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo”, defendeu Otelo, em entrevista à Agência Lusa, num comentário à “manifestação da família militar”, no sábado, em Lisboa.

17-10-2012 às 19:24Em entrevista à Agência Lusa, no dia em que militares se reúnem para discutir a situação atual e as suas repercussões nas Forças Armadas, o célebre “capitão de Abril” diz que é diariamente confrontado com “anónimos” que o convidam a fazer uma nova revolução, “agora sem cravos”. Esta ideia de uma nova revolução “está latente”, disse Otelo.

(…)

Regresso ao passado donde nunca saíram

19 Outubro, 2012

¿Dónde están los curas? Que los vamos a quemar’ – Foi com este slogan que vários jovens invadiram um colégio católico em Mérida, Espanha. Por razões tácticas em alguns períodos e momentos a esquerda radical aparenta estar integrados na ordem democrática mas mal lhes tocam nos seus privilégios deixa cair a máscara e voltam ao local/tempo donde nunca saiu: os anos 30 do século passado. Continuam iguais e caso lhes fosse dada oportunidade repetiriam os mesmos crimes. Não aprenderam nada e esqueceram tudo. Nunca se lhes colocou em cima o ónus que a direita radical carrega e o resultado está aí à vista de todos. Num outro campo, o religioso, caso alguém tivesse tido a ideia de invadir um colégio muçulmano com estes gritos e atitudes quantos pedidos de desculpa não teriam já surgido? Onde se teriam tido de esconder os protagonistas?.. E os jornalistas quantos notícias não teriam feito?…

À atenção dos apressados

19 Outubro, 2012

Passos tem de ficar porque:

a)  o PS não tem maioria

b) o CDS não é confiável como parceiro

c) nem o PS, nem o CDS nem nenhum notável laranja ou alaranjado quer pagar o ónus de fazer um OE para 2013

 

Logo os apressados só podem voltar a descobrir inconstitucionalidades ou que as instituições não estão a funcionar regularmente quando:

I) a alínea A deixar de ser verdadeira

II) quando este OE estiver aprovado

III) quando o pior estiver passado

Com forte de probabilidade haverá um breve período em que estes três pontos serão todos verdadeiros. Aí será corrido imediatamente. Até lá Passos não se pode demitir nem ser demitido. Passos é um refém do tempo.

Merecem voltar à dimensão do táxi

18 Outubro, 2012
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Seja porque integra as “elites(?) disfuncionais” e não tenha ainda interiorizado o que é um país falido, seja pela sua natureza intrínseca que o leva a espetar sempre o ferrão, certo é que a obsessão de Portas passa por se esquivar aos “flocos de neve” da austeridade e minimizar os danos eleitorais.

Este comunicado é a parte II de toda a encenação iniciada com a conferência de imprensa de 16 de Setembro sobre a TSU. O tom é o mesmo, as eternas “razões patrióticas” que o levam a engolir sapos, se dependesse dele jamais haveria tratamentos com dor, ele valida-os porque a força está com os “maus da fita”, mas está contra, que isso fique bem claro.

Acontece que os eleitores não são propriamente uma corja de canastrões ignorantes como a “Corte” sempre os considerou desde os primórdios da revolução “liberal”. A aferir pela amostra das recentes Regionais dos Açores, eles não estarão dispostos a premiar atitudes traiçoeiras ou posturas ubíquas: o CDS foi, de longe, o partido que mais desceu e o seu parceiro de coligação pró-austeridade, o que mais subiu.

Mas o dito comunicado tem algo de positivo, mostra à saciedade a impotência de Portas e do seu partido em criar algo, em assumir uma postura mais activa em prol de uma verdadeira mudança. Basta ler o seu ponto 3. (bold meu):

Em coerência com o esforço feito dentro do Governo, e em articulação no quadro da maioria, o Grupo Parlamentar do CDS contribuirá para melhorar aspectos do Orçamento de Estado até à conclusão do respectivo processo.

Interessa-lhes a forma e não o conteúdo. Que ninguém se iluda que daquele lado sairá alguma proposta relevante de redução da despesa que vá para além da proibição de gravatas no Verão ou da obrigatoriedade de samarras no Inverno. Portas e o CDS têm todos os vícios do regime e encaram o poder como o instrumento privilegiado para a compra de votos e consolidação de clientelas, algo incompatível com cortes de despesa. Manterão sempre um pé neste governo, mas prontos e disponíveis para integrarem o próximo.

Ainda não entenderam que o mundo mudou e o dinheiro se esgotou. Merecem voltar à dimensão do táxi.

Deviam convidar este partido da oposição a estar presente no Conselho de Ministros

18 Outubro, 2012

A propósito do comunicado de Paulo Portas faço minhas as palavras do Rui: “Afinal, uma oposição séria, responsável e constructiva pode ser muito útil ao governo e ao país.

Um dia normal no Público

18 Outubro, 2012

Ontem o Público enganou os seus leitores passando a ideia de que o FMI tinha uma previsão de queda do PIB de mais de 5% para Portugal em 2013.  Claro que a previsão dos -5% não era do FMI, mas do próprio Público com base em pressupostos falsos e dados errados. Hoje o Público desmente a sua própria capa de ontem sem reconhecer o erro.

Até quando teremos de pagar a loja INATEL?

18 Outubro, 2012

Má Despesa Pública traz mais informação sobre o INATEL  essa espécie de oriente rosa aqui tão perto doutros orientes

Pensamento mágico

18 Outubro, 2012

Esta ideia infantil de que a austeridade poderia acabar porque o FMI mudou de ideias só poderia ocorrer num país de elites disfuncionais dominado pelo pensamento mágico. A razão pela qual a austeridade terá que continuar por vários anos nada tem a ver com a vontade do FMI, as previsões do FMI ou o facto de a Merkel ser uma bruxa má. Terá que haver austeridade porque o Estado português tal como está é insustentável. A dívida é demasiado elevada, o défice é demasiado elevado e quem tem dinheiro para emprestar tem melhores clientes a quem emprestar por esse mundo fora. O Estado não tem como se financiar a partir de 2014, pelo que existem duas alternativas, ou se aperta muito o cinto até 2014 ou aperta-se ainda mais o cinto a partir de 2014. Em qualquer dos casos, as nossas elites disfuncionais vão berrar.

Diferenças substanciais

18 Outubro, 2012

Via Aventar cheguei a esta reportagem: Latim volta a ser popular nas escolas e universidades da Alemanha Este tipo de escolha pressupõe um atitude completamente diferente não apenas face à escola mas também face à vida. Por cá  acredita-se que escolhendo o que  dizem ser mais fácil se conseguem os mesmos resultados. E assim não só o latim acabou uma disciplina morta como na escolha das línguas vivas vigora a idiotice: em algumas escolas reina agora a convicção que o espanhol é mais fácil que o francês e que o alemão e então toca a escolher espanhol.

É para continuar a apertar o cinto!…

18 Outubro, 2012
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FMI diz que ajustamento orçamental em Portugal é indispensável e precisa de continuar

Tudo o resto, serve apenas para fazer grandes títulos, entreter comentadores e alimentar o vocabulário bélico-catastrofista de Bagão Félix.

Recomenda-se calma

17 Outubro, 2012

Desconheço as circunstâncias em que esta criança almoçou ou não almoçou. Mas convém ter alguma cautela nestes assuntos. Como mãe e membro de associações de pais conheci de algum modo o problema das famílias que não pagam. Não sei o que se passa neste caso – logo não escrevo sobre ele – mas dos que conheci a maior parte das pessoas que não pagavam tal não se devia a problemas económicos mas sim ao deixar andar que agora não me dá jeito e outros pagam por mim. Quem não tinha dinheiro tinha apoios ou dava conta do problema e às  vezes com enormes sacrifícios juntavam o dinheiro e pagavam. Recordo sobretudo as mulheres que após os divórcios ficavam sós, com filhos a cargo cujas pensões de alimentos os pais raramente pagavam. Quanto aos que não pagavam as soluções escolhidas eram as habituais e nenhuma muito justa para não dizer outra coisa: estas dívidas eram cobertas pelo dinheiro dos então ditos carenciados ou pelas verbas das necessidades educativas especiais. Sendo que em boa verdade as famílias em dívida não integravam estas circunstâncias. Noutros casos negociavam-se algumas borlas com as empresas que serviam as refeições e noutros casos ainda as dívidas eram diluídas por aquilo que os outros pais pagavam. E acreditem que  é difícil convencer as outras famílias a tal generosidade porque se todos gritam arrebatadamente  “uma criança não pode ficar sem almoço” quando em vez de uma são várias crianças e a dívida cresce, cresce…  o caso muda de figura.  Mais difícil ainda  quando, como sucedia frequentemente, essas crianças vinham de famílias que ostentava telemóveis e carros não propriamente baratos ou quando se pede a mães que trabalham todo o dia que paguem mais um pouco para que o menino A ou B cuja família nem está muito ocupada possa almoçar na escola ou frequentar o ATL . É muito fácil fazer demagogia nesta matéria. Nas escolas que conheci acho que nunca uma criança ficou sem almoço por os pais não pagarem mas não creio que as soluções encontradas tenham sido transparentes e justas.

Portugal explicado em 3 linhas

17 Outubro, 2012


(no Público)

Uma ideia muito estúpida

17 Outubro, 2012

O governo quer obrigar as gasolineirasa ter 20% de postos com combustíveis não aditividados. Podemos ter a certeza que esta medida vai contribuir para que os preços dos combustíveis aumentem.

A vida são dois dias mas no PSD têm de ser três porque o terceiro é ocupado a decidir se morrem

17 Outubro, 2012

Ou Passos sabe usar o único poder que tem – ser ele a escolher o momento em que sai – ou um qualquer sucedâneo de Henrique Chaves fá-lo engrossar essa galeria laranja de ex-líderes que por obra e graça da sua imperícia mas sobretudo do desnorte político  do partido a que pertencem acabam a fazer aquilo que o PSD faz melhor que ninguém: comentário político.

Mistérios da fé

17 Outubro, 2012

As reacções de espanto à expressão “enorme investimento” usada por Vítor Gaspar a propósito daquilo que Portugal gastou com os seus estudos é reveladora da crença instalada nesta radiosa pátria acerca do gratuito. Há de facto quem acredite que aquilo que a constituição diz ser gratuito é mesmo gratuito.

Esperança dá fadiga

17 Outubro, 2012

Adriano Moreira: “O Estado social é uma esperança que não se pode deitar pela janela”
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Adriano Moreira: Carga fiscal está a ultrapassar o limiar da fadiga tributária

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Em duas intervenções diferentes, Adriano Moreira expõe o bloqueio a que nos conduziram as últimas 2 gerações de políticos portugueses: querem o Estado Social mas ficam com fadiga quando têm que o pagar. Se dá fadiga, talvez possam meter baixa …

We have a problem

16 Outubro, 2012

O vice-presidente do CDS-PP José Manuel Rodrigues afirmou hoje que sem alteração do Orçamento do Estado a coligação governamental «está condenada», o partido deve chumbar a proposta, assumindo provocar uma crise política que exigirá a intervenção do Presidente da República.