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Querida Greta Thunberg, esta é a minha mensagem para ti…

30 Setembro, 2019

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O Mundo não te odeia. O Mundo não te quer mal nenhum nem te culpa de nada. A raiva que vês por aí é sobre quem usa crianças inocentes explorando um sentimento de medo e pânico genuínos para levar a cabo uma agenda onde estão envolvidos grandes interesses  pessoais, políticos e financeiros: teus pais e quem os comprou.

Eu também sou mãe de um menino que vê as televisões constantemente a falar no “Apocalipse Climático” iminente, que vê imagens de florestas todas a arder em simultâneo, de furacões, de inundações, de ursos brancos a morrer, do degelo, de golfinhos e baleias mortas na praia e que dizem ser das temperaturas a subir. Na SIC (uma estação de TV cá de Portugal) agora até já passam documentários sobre alarme catastrófico climático no Telejornal, em horário nobre e repetindo o mesmo documentário por 2 vezes! Quem é que com tamanha manipulação não fica com pânico?

Mas eu, ao contrário dos teus pais, não lhe alimento o medo. Informo.

Quando ele me pergunta se é verdade  que o planeta vai acabar em 12 anos respondo que há décadas  que os alarmistas do clima da ONU tentam convencer as massas que  era suposto já termos sido engolidos pelo mar  e os humanos, extintos;

Quando me pergunta se o clima está a mudar respondo que provavelmente sim mas sempre foi assim há biliões de anos e sempre assim será porque a terra tem vida própria e nós homens apenas podemos atenuar essas mudanças como no passado e nunca as poderemos impedir. Assim o explica 500 cientistas de todo o mundo numa carta dirigida a Guterres .

Quando me pergunta se há degelo nos pólos respondo que sim mas à medida que perde de um lado, ganha do outro segundo a NASA; que o  buraco de ozono está a fechar; o  planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema  mas sim o NOX.

Quando me pergunta se o planeta está mesmo a aquecer respondo que segundo os dados existentes a tal curvatura do aquecimento que provocou alarmismo, não existe, foi forjada; os registos desde 1880  demonstram estabilidade nas temperaturas o que obrigou à falsificação de dados pelo IPCC para servir as agendas políticas.

Quando me pergunta se não está mais calor por causa de picos  registados em Julho respondo que sempre os houve e  segundo a imprensa: “Em 1884 já se falava num calor “tão intenso em Portugal que tinha danificado a vegetação”, bem como da “falta de água” em 1919. Já em 1930, “em Lisboa a temperatura subiu como nunca”, falando-se até num “calor tropical” que fez “numerosas pessoas desmaiarem nas ruas”. 

Quando me questiona sobre o urso polar faminto e moribundo respondo que a jornalista confessou que a foto foi descontextualizada para dar voz a uma narrativa que interessava aos alarmistas mas que o google já eliminou esse artigo na Natgeo.

Quando me questiona sobre foto de cães caminhando sobre a água de um rio em degelo na Groenlândia explico que essa terra no passado já foi verde e muito mais quente e é perfeitamente normal que volte a sê-lo mas que essa foto também foi usada para manipular opinião.

Por isso se fosses minha filha, em vez de pânico estarias a questionar OS DONOS DO MUNDO na ONU sobre a coincidência de tudo isto ter por base dados falsos e  manipulados e ninguém se importar;  a coincidência de termos  de pagar com muitos mais  impostos e mais elevados por  um planeta verde; a coincidência dos alarmistas desta agenda terem comprado vivendas à beira-mar, possuírem barcos, aviões a jacto e carros de alta cilindrada extremamente poluentes e não terem ainda mudado seus hábitos de vida;  a coincidência de todas as organizações e pessoas ligadas à “EMERGÊNCIA climática” estarem a receber muito dinheiro por isso; a coincidência da ONU estar falida precisamente quando te vão buscar para ser o porta-voz do apocalipse que eles há muito reclamam e que muito jeito dá aos bolsos dessas pessoas. 

Lutarias  pelo esclarecimento da verdade em nome dum planeta que é  de todos e não só de alguns e que esta teoria (com bases falsas) do aquecimento por culpa do CO2 vem empobrecer ainda mais  países emergentes com recursos naturais impedindo-os de se desenvolver como nós e ter a qualidade de vida que tu tens e que, ao lhes ser negado, rouba a infância a milhões de crianças que ao contrário de ti não podem fazer greve à escola pelo clima porque nem escola têm.  

Se em vez de  explorarem a tua inocência te ensinassem a questionar o modo de vida dos alarmistas – que não são mais do que eco-oportunistas –  e  a seguir o rasto do dinheiro em “nome das EMERGÊNCIAS climáticas” para eliminar o que alimenta os interesses económicos e políticos nessa agenda do clima, acredita que em pouco tempo nenhum deles iria querer saber do planeta para nada e o alarme acabava.

É claro minha querida que devemos lutar pela protecção do  ambiente porque o planeta é a nossa casa e dele dependemos para viver. Mas essa luta nunca deve ser pelo mesmo caminho por  onde jorra  o dinheiro  mas sim, em sentido contrário, de forma altruísta e desinteressada só pelo bem comum. 

Os dados estão lançados

29 Setembro, 2019

Tancos. O papagaio. Acusações de conspiração. O cerco ao PR. A regionalização encapotada. Há no ar uma opacidade que cobre tudo… Mas o que está para lá do que vemos? O que nos espera?

políticos em fuga

29 Setembro, 2019
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Tiago Barbosa Ribeiro, o representante do povo, na Assembleia da República, que gostava de trocar sms com Azeredo Lopes, apressou-se a dizer que “nada a dizer sobre essa matéria”, sendo que “essa matéria” é a escandaleira das armas de Tancos, de que ele parecia estar, ao tempo, bastante bem informado.

A reacção de Ribeiro segue, aliás, o padrão habitual do PS nestas “matérias”, sendo o mantra “à justiça o que é da justiça” o favorito de António Costa, no que é imitado por inúmeros discípulos, onde também já se incluem a devota Catarina Martins e o apóstolo Jerónimo de Sousa.

Só que esta farisaica posição, muito adequada para fugir a jornalistas e remeter as coisas para um limbo, fere gravemente o princípio basilar da democracia, que é o da representação. É que, quando a opinião pública pede responsabilidades a deputados, ministros e primeiros-ministros sobre casos judiciais ocorridos nos seus gabinetes, ainda que sem evidência de participação directa dos visados, não são responsabilidades criminais que se lhes estão a pedir, mas responsabilidades políticas. As criminais, o Ministério Público que apure se têm ou não lugar. Mas as políticas são os eleitores quem as têm de exigir.

A consequência de fugir às responsabilidades políticas pelos actos daqueles que estão sob a sua tutela tem uma consequência: o descrédito da política e dos políticos. E é por isso que, quando as coisas atingem a saturação, os cidadãos elegem quem denuncia estas situações e que, aparentemente, estão à margem de um sistema que já pouco diz às pessoas. Dito doutro modo, aqueles que se dizem horrorizados pelo surgimento dos populismos, são os seus principais causadores.

por que apoio o iniciativa liberal

28 Setembro, 2019
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Iniciativa_Liberal_símboloAprecio Assunção Cristas e acho que o CDS não encontrará, nos próximos anos, alguém à altura para a substituir. Que a estimem, independentemente do resultado do dia 6, é a minha recomendação. Não me importaria que Rui Rio ganhasse as eleições, embora saiba que, entre ele e Costa, as diferenças não são muitas, como ele mesmo fez questão de frisar, após a sua eleição como líder do PSD. A alternância é, contudo, o grande mérito da democracia, e faz-nos, neste momento, muita falta. Mas tenho a convicção de que o homem ficará entre os 25% e os 30%, o que lhe dará mais do que oxigénio suficiente para continuar em funções e ficar à espera que a geringonça se desfaça a meio da próxima legislatura. Por conseguinte, votaria, sem dificuldades, em qualquer um desses dois partidos, não fora o facto de achar que, nestas eleições, a Iniciativa Liberal será um destino mais adequado para o meu voto.

Sempre fui muito crítico do acantonamento do liberalismo num partido político. Entendo que o liberalismo é uma filosofia política sobre o estado e a sociedade e não um programa político para o estado e a sociedade. Por conseguinte, parece-me que todos temos mais a ganhar em que haja liberais no CDS, no PSD e até no PS (conheço alguns, não tão poucos quanto isso), que possam influenciar futuros governos desses partidos com políticas que privilegiem o indivíduo em vez do estado. O Adolfo Mesquita Nunes foi, nos últimos anos, um bom exemplo disso mesmo. Mas, se simpatizo com a ideia dos liberais se disseminarem por vários partidos, como poderia não aceitar que eles possam também estar em partidos que assumidamente se identificam com essa ideologia?

O surgimento do Iniciativa Liberal foi rodeado de muitos equívocos e não lhes fui meigo, por aqui, durante muitos meses. Hoje, que conheço algumas das pessoas que protagonizaram esses primeiros momentos, convenço-me de que foi amadorismo e impreparação, e não qualquer outra causa de ordem conspirativa, teorias para as quais, de resto, não costumo ter qualquer predisposição intelectual. Mas, se dúvidas pudesse haver, o Carlos Guimarães Pinto, que é um dos tipos mais capazes da sua geração, dissolveu-as todas. O Iniciativa Liberal é, hoje, uma agremiação política inteligente, séria nos seus pressupostos e finalidades, eficaz e que está a pôr muita gente a pensar neste país. Essa é a razão pela qual o partido está a ser temido e atacado: porque está a pôr as pessoas, muitas pessoas, a pensar. Um dia, numa troca de palavras escritas entre mim e o Carlos, ele disse-me que nunca tinha conseguido chegar a tanta gente como desde que era presidente do partido. Na altura, não fiquei convencido. Hoje, estou certo de que tinha toda a razão.

Por conseguinte, como posso eu deixar de votar num partido que diz, e diz bem dito, aquilo que eu ando a dizer há décadas? Não posso, evidentemente. Sobretudo numa altura política em que, nem o CDS, muito menos o PSD, dizem o que eu penso que deve ser dito. E é por essa razão, para além das anteriormente aduzidas, que apoio e votarei, nas próximas eleições, no Iniciativa Liberal.

O sítio não é tão bom para tomar uns copos

28 Setembro, 2019

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mas os manifestantes-activistas do clima podem deixar de importunar os residentes da Almirante Reis e meterem-se a caminho da Rua Pau de Bandeira, 11-13 na Lapa? É que o principal poluidor do mundo tem lá  a sua embaixada. De caminho tratavam de protestar contra isto, mais isto . e quem sabe os jornalistas presentes entre títulos arrebatados até podiam tentar falar com o sr embaixador e perguntar-lhe  se sabe alguma coisa sobre o estado das florestas em África ou para não ser tão abrangente fiquemos por Moçambique.

 

A bem dizer já chega de notícias, de campanha… enfim chega de tudo o que perturbe a radiosa propaganda da pátria socialista

27 Setembro, 2019

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Ps. Luísa Meireles é directora da LUSA, a agência noticiosa que está para o PS como a TASS para a URSS

Chamem o mandatário do BE e o caso Tancos resolve-se num ápice

27 Setembro, 2019

Mário Tomé, o militar mandatário do BE nestas eleições legislativas, e que, pasme-se,  segundo o mesmo BE tem uma  “uma posição antimilitarista”, ainda deve lembrar-se das assembleias do MFA, nomeadamente de uma, célebre, que teve lugar em Tancos no ano de 1975. Portanto convoca-se uma assembleia nos moldes das pretéritas do MFA e a coisa fica resolvida, no ponto prévio da ordem de trabalhos.

Outra hipótese é o dr Azeredo Lopes invocar o exemplo do capitão Fernandes, que orgulhosamente assumiu o desvio de 1 000 (ou 1500) espingardas G3 do Depósito Geral de Material de Guerra (DGME), localizado em Beirolas (Loures) para as entregar ao povo se por povo se entender a élite do Partido Revolucionário do Proletariado/Brigadas Revolucionárias (PRP/BR). Tendo em conta que o capitão Fernandes depois de tudo isto obteve o estatuto de refugiado político da ONU e ainda veio a ascender a  tenente- coronel nas Forças Armadas Portuguesas, o dr Azeredo Lopes tem à sua frente uma auspiciosa carreira política. Vai-se  aver ainda acaba a ser recebido pelo engenheiro Guterres nas Nações Unidas como activista de qualquer coisa.

 

Tiago Barbosa Ribeiro

27 Setembro, 2019

O socialista de vermelho carregado que durante os anos de Sócrates andou nas redes sociais a fazer fretes políticos e a defender raivosamente o governo do pobre provinciano integra a lista de candidatos a deputados pelo PS no distrito do Porto.

Ora, sabe-se agora a partir da acusação do caso Tancos que o deputado e novamente candidato a deputado foi conivente – se não mesmo activamente apoiante – de que o na altura ministro Azeredo Lopes fosse ao Parlamento mentir sobre assuntos da maior relevância para o Estado e a segurança dos Portugueses.

Que Tiago Barbosa Ribeiro não tenha nenhuma noção das suas responsabilidades enquanto suposto escrutinador em nome dos eleitores das actividades do governo, não me surpreende.

Absolutamente grotesco é a situação de o secretário-geral do partido e primeiro-ministro desta espécie de país o mantenha em 8º lugar como candidato efectivo pelo círculo eleitoral do Porto.

Mas vai-se a ver a composição da lista do PS e notamos que lá consta também Constança Urbano de Sousa que nos incêndios de 2017 e depois de 130 mortos se queixava de não ter tido oportunidade de gozar férias.

Percebemos que com o PS é mesmo assim, à descarada e com a soberba dos brutos.

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vítima sacrificial

26 Setembro, 2019
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azeredo5Mas alguém acredita que este pobre homem, habituado ao sossego dos gabinetes e à maciez de boas alcatifas e sofás, se atrevesse a fazer uma coisa destas, envolvendo armas, máfias e terroristas, sem que lho dissessem para o fazer e lhe garantissem segurança e recato? Isto, aliás, quando se faz faz-se a principiantes, porque qualquer tipo batido na política não se meteria em semelhante estupidez. De todo em todo, Azeredo não é nenhum Johnny Rambo e deve até desmaiar à vista de uma granada ou de um fuzil. Ele não é mais do que uma vítima sacrificial, usada, já por duas vezes, para que o resto do rebanho possa avançar.

Isso do não saber nada é sorte, coincidência ou opção?

26 Setembro, 2019

Portanto António Costa ministro não sabia nada do que fazia o primeiro-ministro. António Costa primeiro-ministro não sabe o que fazem os seus ministros.

A crença que nos é imposta

26 Setembro, 2019

Paulo Tunhas, no Observador:

O fanatismo – todos os fanatismos – não vive de nenhum sentimento absoluto da verdade do que se crê ou diz, de onde qualquer cepticismo se encontra arredado: vive do puro desejo de impor a sua crença aos outros. Por outras palavras, um fanático não precisa de se encontrar capturado por uma qualquer iluminação fantástica. Define-se sim pela necessidade de fazer crer que foi tocado por essa iluminação, como meio para a impor aos outros. É o desejo de a impor, e não qualquer efectiva expressão do seu íntimo mais profundo, que o move. Para mim, foi essa a inesperada lição de Greta Thunberg.

Mais aqui.

Nada disto importa, tudo isto é fado

25 Setembro, 2019

Impostos mais baixos é uma ideia excitante. Crescimento económico também, apesar de não me excitar tanto como a outros por se tratar de uma mera corrida inevitavelmente perdida atrás de dívida estratosférica sem qualquer reserva real de valor, só de uns números num jogo de monopólio em economês que não têm qualquer relação com o esforço do sapateiro ou do marceneiro em meter comida na mesa. Contudo, não é nada disso que vai a eleições. O que vai a eleições é o grau de conformidade dos portugueses a um modelo global de corrida atrás da própria cauda. Longe vão os clusters estratégicos, os empreendorings e os grandes desígnios nacionais: não há desígnios nacionais onde apenas há a tragédia que é definhar com a UE ou definhar mais ainda sem a UE. Quando uma civilização está em colapso, constroem-se pirâmides. Como tal, votamos no indivíduo que melhor nos assegure que amanhã não pareça particularmente pior que hoje.

Deixamos de ter filhos: é um problema real, pelo menos para mim, que espero envelhecer rodeado de brincadeiras de crianças. Consideramos condicionar velhos doentes para que desamparem a loja, poupando despesa: é um problema real, que espero envelhecer e não andar aqui a chatear ninguém sem sequer saber que o faço. Consideramos construir casas de banho para acomodar construções mentais que fizemos para dissociar biologia de preferência sexual e esta da individualidade de cada um: é um problema para mim, que quero poder ter uma vida sexual em privado, sem que o estado me coloque etiquetas de identificação. Assimilamos a previsão de Nietzsche da morte de Deus: é um problema real, pelo menos para mim, que fico desprovido do formalismo da autoridade, com o risco desta ser açambarcada por seitas rousseaunistas que a atribuem à abstracção “estado”, algo que é inerentemente absoluto (não há “um bocadinho de autoridade”, há autoridade ou não há). Engolimos a treta cientóide das alterações climáticas baseados em modelos apocalípticos em busca do colmatar de um sentimento de culpa renovado previamente atribuído ao “privilégio do homem branco”: para mim é um problema real, dada a quantidade de africanos puritanos que a Europa recebe impedindo a beleza da mini-saia ou do mui laissez-faire topless. Inventamos “polígrafos” e outros códices da verdade absoluta: para mim é um problema, que a busca da verdade absoluta é a própria tragédia da condição humana, coisa que sou (humano, isto é). Banimos livros porque uns bonecos aparecem a pinar com outros, não vá um miúdo deixar o YouPorn para ir a uma biblioteca ver tamanha badalhoquice: para mim é um problema, que a liberdade de publicar seja o que for é sagrada (na vossa casa, não na minha, idiotas, é sempre bom reforçar). Podia continuar por aqui fora.

Infelizmente, não vamos votar para resolver o que descrevi no segundo parágrafo. Assim sendo, para o que descrevi no primeiro, só me ocorre como solução para o jogo a opção de não participar nele.

Também sei que tinha dito que não voltaria a escrever até acabar a febre das eleições. Que seja então essa a promessa quebrada que têm contra mim. De volta à caverna.

E quer muito bem, o assunto da nossa campanha e dos nossos noticiários é o impeachment do Trump

25 Setembro, 2019

Catarina Martins não quer que Tancos seja “caso de eleições”

«Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança»

25 Setembro, 2019

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I’m not a crook

25 Setembro, 2019

the king can do no wrong

24 Setembro, 2019
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Quem não estiver familiarizado com o sistema político inglês, que é um sistema parlamentar puro, enxertado numa monarquia constitucional, julga que o rei pode tomar decisões políticas e que é responsável por elas. Pois não pode e não é.

Quem ler a decisão do Supremo Tribunal inglês de hoje e, sobretudo, prestar atenção à forma como está escrita e as fórmulas políticas que ela contém, terá uma boa pista para o entender. Nela,  pode ler-se que “O tribunal conclui que a decisão de aconselhar Sua Majestade a suspender o Parlamento foi ilegal”. Ou seja, não foi o acto da rainha que foi ilegal, mas o acto político de a “aconselhar” a fazê-lo, do qual é responsável o primeiro-ministro, como o é, de resto, por todos os actos políticos formais da monarquia inglesa.

Essa foi a forma que os ingleses encontraram, no século XIX, para permitir a coexistência da legitimidade monárquica com a democracia: como o rei não é designado pelo povo mas pela hereditariedade e pelo sangue, não tem legitimidade democrática e, consequentemente, não pode tomar decisões políticas, isto é, decisões cujos efeitos se façam repercutir sobre quem não teve oportunidade de o designar. Consequentemente, os ingleses inverteram o sentido de um velho princípio do absolutismo, que punha o rei acima da lei e do direito – “the king can do no wrong” -, acrescentando-lhe que, para se não equivocar, não poderá ser o autor material de qualquer decisão sobre os seus súbditos. Ou seja, a monarquia constitucional obriga a que o rei não tenha qualquer espécie de poder político autónomo de quem tem legitimidade democrática, o governo parlamentar.

Na situação actual do Reino Unido, a insistência de Johnson em querer envolver novamente a rainha neste processo, poderá ter como consequência, não só a dissolução do Reino Unido, mas também uma crise profunda, e quem sabe irremediável, da monarquia. Cromwell não teria feito melhor. Ou pior, consoante a perspectiva.

Para memória futura

24 Setembro, 2019

Os activistas, políticos, jornalistas, príncipes, gente da moda… que agoram andam com a adolescente sueca num altar rapidamente a vão trocar por outro ídolo-causa. É sempre assim: mudam de causa e de ídolo como quem troca de look. Não se esqueçam que estão perante uma miúda e uma miúda com problemas na sua mental. O que vai ser de Greta Thunberg quando crescer e os seus amigos célebres e poderosos já não lhe atenderem o telefone?

rule of law

24 Setembro, 2019
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Para se compreender o que se passa no Reino Unido, ou melhor, a gravidade do que se passa no Reino Unido por causa de um primeiro-ministro tonto que, se tivesse ido a votos antes de fazer disparates, ganharia as eleições e legitimidade para executar os seus planos, há que não esquecer que o sistema político-democrático inglês assenta em dois pilares fundamentais: no parlamento e na justiça. Isto é o seu rule of law, por sinal muito bem sucedido por vários séculos. Quando um primeiro-ministro consegue ser posto em causa por ambos, é mau sinal: para o primeiro-ministro, para a saúde do sistema, ou para ambos.

Os poderosos têm sempre os seus meninos-prodígio

24 Setembro, 2019

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A menina Greta, que não precisa estudar para elucidar o mundo sobre as alterações climáticas, causa o mesmo entusiasmo nas élites ocidentais que as funestas brigadas médicas do Cambodja, no tempo dos khmers vermelhos: sendo a medicina um saber burguês, entenderam os comunistas cambodjanos que os camponeses e as crianças substituiriam os intelectuais-médicos.

Por gentileza

23 Setembro, 2019

Pode alguém na Cimeira de Ação Climática, da ONU, avisar o sr Fernando Medina , edil de Lisboa, que a ausência de traços  a indicar as faixas de rodagem na 2ª circular não vai salvar o planeta?

O achamento de Costa

23 Setembro, 2019

Alguém acredita que o teatro e malabarismo à volta do caso de Tancos não era do conhecimento de António Costa?

Alguém acredita que Marcelo se deixaria passar por lorpa e pateta se não tivesse ele próprio conhecimento das – digamos assim – diligências de Azeredo Lopes?

Isto só não é uma escandaleira de proporções gigantescas porque, além de não haver Oposição, o povo deixou o país ser sequestrado por uma oligarquia que o deixa moribundo e mal-cheiroso.

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O fundamentalismo vegetariano e vegan

23 Setembro, 2019

Não gosto de radicalismos. Sejam eles sobre o tema que forem. Para mim, tudo na vida tem de ter equilíbrio e bom senso. E definitivamente, esta onda do vegetarianismo/vegan obsessivo enerva-me. O fundamentalismo à volta desta crença chegou ao cúmulo de nos impor o sentimento de culpa por respeitarmos a nossa natureza biológica de omnívoros!

Recuemos no tempo. Nos primórdios da evolução humana, os nossos antepassados  primitivos comiam plantas e caçavam para a sua sobrevivência. À medida que foram evoluindo organizaram-se em sociedade e da caça, passaram a fazer a sua própria criação poupando assim a vida selvagem. A minha avó criava galinhas, patos, porcos e vacas. Vivia do que criava. Não o fazia por ignorância, por falta de cultura. Fazia-o por instinto. A nossa constituição biológica é testemunha que a nossa natureza é também comer carne. Só a título de exemplo, se o ser humano fosse vegetariano teria nascido com dentição e estômago de ruminantes e não caninos. A verdade é que fazemos parte de uma cadeia alimentar onde todos são imprescindíveis e a “morte” para alimentação não é chacina mas sim sobrevivência.

É certo que o corpo humano em adulto consegue viver só de plantas. Mas é errado dizer que vive melhor. Há nutrientes insubstituíveis que só  se encontram na carne, no peixe e  seus derivados  como é o caso da vitamina B12 e que nem os suplementos conseguem suprir eficazmente essa lacuna. A carência desta vitaminaimportante para a formação de células vermelhas, essencial para o sistema nervoso central, que previne o risco de quebras nos cromossomos, evita anemia megaloblástica  – encolhe o cérebro que como já foi provado, cresceu na nossa evolução até ao que é hoje graças ao consumo de carne. É sabido também que os nossos antepassados vegetarianos extinguiram-se enquanto nós evoluímos no que somos hoje graças à alimentação diversificada. Mais: provado está também que esta dieta não pode ser aplicada às crianças que viram reaparecer o RAQUITISMO, por via desta teoria alimentar  dita “saudável”. Por isso, afirmar-se que se vive muito bem só comendo vegetais não deixa de ser uma verdade com duas realidades: sim, o corpo adulto aguenta;ã não esta não é a dieta adequada ao ser humano!

Mas o pior é que os fundamentalistas da causa não se ficam por aqui. Para justificarem a sua teoria  auto-afirmam-se amigos dos animais e logo, deixam passar o sentimento de que só é amigo destes quem come plantas! É o contra-senso total! Então devo depreender que há espécies de seres vivos privilegiados que não devem ser comidos e outros que até o podem ser? Não serão as plantas elas também seres vivos, tão dignos de serem mantidos  como as galinhas os patos ou os porcos? Não terão elas até maior nobreza no papel ecológico e ambiental que desenvolvem no nosso planeta limpando todos os dias o ar que respiramos, muito mais importante que a galinha que se limita a comer e defecar?  E os insectos, quem os defende? Só os mamíferos ou peixes é que parecem ter direito à vida? Em que ficamos?

Acontece que todo os ser vivo é imprescindível  precisamente porque uns pertencem à cadeia alimentar de outros  e a sobrevivência de ecossistema depende da morte de uns em prol de outros para restabelecer o equilíbrio ambiental. Nada a fazer. São leis da natureza de que o Homem faz parte mas não as  altera porque se o fizer condena espécies. Não vejo nenhum radicalista a contestar a natureza carnívora do leão que caça a coitadita da gazela indefesa  e a come com violência ainda viva. Não deixa de ser um cenário bárbaro. Então porque não os põem a comer ervas ou ração? Porque deixam que ele continue a matar “inocentes” seguindo a sua natureza? Não será esta prática condenável e merecedora de intervenção? E nesta perspectiva, serão os animais herbívoros melhores seres do que os carnívoros só porque comem plantas? Haja coerência mas acima de tudo honestidade intelectual.

Sim é verdade que hoje se assiste a uma massificação da produção e matança animal. Que se lida com eles de forma cruel sem comparação alguma com o que se fazia no tempo da minha avó que cuidava deles todos os dias com carinho em condições mais dignas. Mas é aí que se deve intervir. Criar regras, limites a toda a selvajaria que por aí inunda e que deve ser criminalizada, fazer educação alimentar ensinando a comer de forma equilibrada sem excessos, seja de carne, seja do que for, isto é, reduzir os consumos. 

Não sou assassina de animais indefesos e não tenho pudor em fazer criação em casa. Gosto de comer carne, sim, e não vejo qualquer problema nisso. Manter-mo-nos fieis à nossa natureza é um direito que devemos viver sem culpas onde o fundamentalismo vegetariano/vegan  não tem lugar, seja na sociedade, seja na política, seja nas escolas, seja lá onde for.

 

Imagine-se o que seria se não tivesse de fazer de conta que não é destratada pelo Costa todos os dias

22 Setembro, 2019

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Ps. Se aquela proposta do PCP de cada deputado ganhar em função daquilo que ganhava antes de entrar na política for em frente a Catarina fica a ganhar como palhaça? Tendo em conta esta hipótese  a que há que juntar o facto de o grupo parlamentar do BE ficar mais ou menos na indigência porque boa parte deles nunca fez mais nada, apoio a proposta do camarada Jerónimo. (O líder do PCP esqueceu-se de explicar que ele ganha como metalúrgico mas os contribuintes lhe pagam como deputado e a diferença vai para o partido. Mas esse detalhe fica para depois.)

Os filhos do Vasco Granja

22 Setembro, 2019

O reitor proibiu a carne de vaca. Os alunos se pudessem proibiam toda a carne. Em Portugal, eles são os filhos e netos do Vasco Granja. Os filhos do Vasco Granja começaram por ser aqueles pequenos telespectadores que ele tratava por “amiguinhos” e a quem mimoseava semanalmente com “excelentes animações” provenientes da Bulgária, da Roménia, da RDA, da Checoslováquia, da URSS e às vezes, numa deriva para fora do Pacto de Varsóvia, do Canadá. No fim, lá vinha o rebuçado do Mickey ou outra animação do nefando capitalismo. Os amiguinhos e os filhos dos amiguinhos cresceram e revelaram-se uns monstros de presunção e ignorância. Entre muita animação, os filhos do Vasco Granja estão a impor uma ditadura.

Sugestão para o almoço

20 Setembro, 2019

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Enquanto se fritam as alheiras não esquecer que as inquisições voltam sempre. E têm sempre a servi-las os seus letrados e os seus bacharéis.

A regra agora é ser parvo

20 Setembro, 2019

“A regra agora é que todos os jantares oficiais têm peixe, porque temos o melhor peixe do mundo” afirmou  António Costa” com aquela fanfarronice que a ignorância exponencia quando interrogado sobre o consumo de carne. Ambientalmente a declaração de Costa é um disparate. Esta gente, reitor, PM…, não passam de uns  urbano-arrogantes.

Se querem mesmo passar do folclore para uma aitude ambientalmente sustentada podem ler isto . Quanto a esta declaração sobre o peixe em todos os jantares oficiais ainda se vai revelar uma espinha na garganta.

Hoje, quinta-feira, é dia de falar sobre as grandes obras à beira rio. Amanhã, sexta, alertamos para a subida do nível das águas do mar e estuários.

19 Setembro, 2019

Pelo cálculos da “Natureza zangada” do engenheiro Guterres quantos anos demoram o  aeroporto do Montijo e a cidade da água de Almada a ficarem submersos?

Da cara pintada de preto às caras de parvos

19 Setembro, 2019

Não há jornal e site noticioso que hoje não dê conta deste exercício penitencial do actual PM do Canadá: O primeiro-ministro canadiano disse esta quinta-feira que “lamenta profundamente” ter escurecido o tom de pele da cara numa festa, em 2001, reagindo a uma fotografia divulgada pela revista Time, em pleno arranque da campanha eleitoral no país.“Estou vestido com um fato de Aladino e maquilhado. Não devia ter feito isso (…) É algo que não considerei racista na altura, mas reconheço hoje que era. E lamento imenso por isso”

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Estas sessões de auto-crítica pelos actos praticados quando ainda não se vira a luz são um espectáculo indissociável dos totalitarismos, sobretudo dos marxistas, e integralismos religiosos. O problema do senhor Trudeau ter pintado a sua acra de preto é nenhum tal como é nenhum pintar-se de pele-vermelha ou chinês.

Mas o texto da Lusa sobre o assunto reservava outra surpresa: No fim escrevia a Lusa: «Líder do Partido Liberal do Canadá desde 2013, Trudeau tem desenvolvido políticas de proteção ambiental e de luta contra o aquecimento global, como um imposto nacional sobre o carbono e a nacionalização de um oleoduto.»

Pode a Lusa explicar como é que a nacionalização de um oleoduto pode ser classificada como políticas de proteção ambiental e de luta contra o aquecimento global? Porquẽ? O oleoduto público tem menos impacto ambiental que o privado?

E cerveja os “cérebros” vão continuar a consumir

18 Setembro, 2019

A propósito da proibição do consumod e carne d evaca na scanto«inas da Universidade de Coimbra, a Associação Académica explicou que cabe aos que são, “em certa parte, considerados os cérebros da sociedade”, pensar em soluções e “consciencializar toda a comunidade até porque estamos a ficar sem tempo”.
Já me tinha parecido de facto que os “cérebros” da nossa sociedade pensam pouco como se percebe pelos títulos abaixo

Queima das Fitas de Coimbra: mais de 100 comas alcoólicas numa semana

Coimbra: cortejo da Queima deixou nas ruas 25 toneladas de resíduos

O voto útil marginal

18 Setembro, 2019

Num debate ontem no Porto, com a presença de representantes do PS, PSD, CDS, IL e Aliança, foi claro para mim um muito razoável alinhamento de ideias entre o CDS (representado por Cecília Meireles) e a Iniciativa Liberal (representado por Carlos Guimarães Pinto). Embora menos, também foi possível perceber que tanto o PSD como o Aliança não são o inimigo. O inimigo é a esquerda, sem margem para dúvidas. E quem lidera a esquerda é o PS.

Tenho lido algumas teorias delirantes sobre as culpas do CDS e PSD na formação de novos partidos e o mal que isso pode fazer à direita, via diluição de votos. Em particular, no que diz respeito à Iniciativa Liberal, desenvolvem-se teses sobre a utilidade do voto neste novo partido. Ora, a este propósito convém lembrar a teoria do valor, recordando que o valor diz respeito à última unidade consumida (ver teoria subjetiva de valor). Transpondo para o voto e em particular para o distrito do Porto, o Carlos Guimarães Pinto não está a competir com os votos da Cecília Meireles ou do Rui Rio, nem sequer com os do Álvaro Almeida, seu adversário no debate de ontem (todos garantidamente eleitos). Está a competir com o terceiro ou quarto deputado do CDS e com 12º ou por aí do PSD.

Portanto, se a IL tem hipóteses (e tem, caso contrário não estaria a causar chiliques sortidos, desde adversários a terapeutas sexuais com colunas nos jornais), é doentio ou simplesmente néscio dizer que há desvio de votos dos grandes partidos que não servem para nada. Não, o raciocínio é marginal e só no dia 6 saberemos, com a eleição do último deputado pelo Porto, quais os votos úteis e inúteis. Repito: para quem tem dúvidas, a IL compete, no Porto, contra o 3º ou quarto deputado do CDS e para aí o 12º do PSD. Terá mais valor esse deputado marginal do CDS / PSD ou o CGP, presidente da IL?

 

Uma pessoa sabe que vive maus tempos quando as fotografias de culinária caem no campo de pecado

17 Setembro, 2019

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Títulos militantes

17 Setembro, 2019

Casal esconde sexo de bebé de 17 meses para evitar preconceitos de género

 
Universidade de Coimbra elimina carne de vaca das cantinas universitárias pelo ambiente

730 anos de história para isto…

17 Setembro, 2019

“A Universidade de Coimbra (UC) vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, anunciou hoje o reitor, Amílcar Falcão.”

Vai-se a vaca e fica o falcão.

Paradoxalmente será o Falcão que mais contribuirá para o estado de bovinidade cada vez mais acentuado da nossa Academia.

*UC

 

“Eu também gosto de vegetais, mas um bom bife também calha bem”.

17 Setembro, 2019

Quando perceberam que o PAN podia ter o deputado que falta a António Costa os geringonços PCP e BE desataram a malhar no PAN. Jerónimo de Sousa que ainda por cima  não sabe o que fazer com aquele trambolho dos Verdes disse o óbvio: “Eu também gosto de vegetais, mas um bom bife também calha bem”. 

Por fim venho indagar do interesse dos amantes da Amazónia desde que o Bolsonaro é presidente, animais, pessoas, baratas e demais bicharada: não querem fazer uma acção de campanha rodeadinhos de vespa asiática?  Mas não é em Lisboa num daqueles parques que se encerram até o ninho ser destruído (aquilo do bem-estar animal vai de férias nesses momentos) é mesmo naquele país que só conhecem na versão folclórica.

 

A propósito do debate de ontem

17 Setembro, 2019

Fiz este comentário para o Observador-

Vencedor (podia ter sido): Rui Rio. O líder do PSD é muito mais telegénico do que Costa, tem muito melhor dicção e é dono de um discurso muito mais fluido embora lhe penda o palavreado para o “orçamentês”. Posto isto, Rui Rio, ao desatar numa diatribe contra a Justiça que ao certo não se percebe como pretende que funcione, mostrou mais uma vez como é um excelente salva-vidas de António Costa: graças ao insólito momento de Rio, o primeiro-ministro fez de sensato e nem sequer teve de referir Sócrates. Curiosamente, foi também a Justiça que permitiu a Rio um momento ganhador: quando o líder do PSD chamou a atenção para o facto de no programa do PS estar prevista a transferência dos processos de regulação do poder paternal para os julgados de paz quase parecia que o próprio António Costa não conhecia completamente aquela parte do programa do seu partido.

Vencido (mas ganhador): António Costa. O líder do PS sabe que muito do que afirma só será confirmado ou desmentido nos dias seguintes, portanto aposta no elencar de dados e medidas, mesmo quando estas são falhanços rotundos como acontece com o Programa Renda Acessível que regista uns embaraçosos 35 alojamentos inscritos – o Governo dizia que iam ser milhares – mas foi apresentado neste debate por Costa como uma das medidas bem sucedidas de redução de impostos. O mesmo com as suas declarações sobre a salvação da Segurança Social e o funcionamento do SNS. Porque o digo então vencido mas ganhador: porque esta sua atitude é aceite sem contestação, dentro e fora dos estúdios, como aliás bem se viu no final do debate quando ficou a proferir declarações, apesar destas não estarem previstas.

Nota final. A pergunta à candidata a Miss Mundo. Estava o debate a terminar quando José Alberto Carvalho avançou com o assunto que não exige preparação (exercício que manifestamente o jornalista não praticou para este debate) mas apenas declarações de fé: as alterações climáticas. São de antologia as patetices proferidas pelo jornalista e por Rio e Costa. Foi o momento “nem faço ideia do que estou a falar mas saio bem se me declarar muito preocupado”.

Abriu a época das promessas eleitorais

16 Setembro, 2019

Abriu a época das  belas promessas de campanha eleitoral de tudo e mais alguma coisa explorando ao máximo os nichos temáticos da moda como o clima e os animais para atrair votos fáceis, sem qualquer responsabilidade, sem fazer contas, sem estudar profundamente os temas, tudo a granel como se de um campeonato de quem faz mais propostas “cool” se tratasse, sem coragem para fazer uma política de verdade. A pergunta que impera fazer é: mas vão fazer isso tudo como? Sim, porque o dinheiro não nasce nas árvores e se Portugal não ganhou o euromilhões e é sabido que todos os serviços estatais estão em ruptura,  como diabo se pode prometer sem dizer como e onde se vão financiar sem ser à conta do sacrifício dos contribuintes?

A  primeira medida  para Portugal que todos deveriam garantir antes de qualquer outra seria prometer  fazer um diagnóstico de norte a sul do país, com auditorias externas a  cada organismo estatal, ao milímetro,  para identificar e eliminar cada ponto crítico seja funcional seja financeiro do Estado – nesta fase é quando normalmente se descobre que há contratos para mudar duas lâmpadas por milhares de euros  ou se paga serviços de jardinagem para espaços sem jardins, institutos e observatórios sem actividade ao estilo da Grécia –  e depois avançar com uma reforma estrutural profunda na máquina estatal corrigindo esses erros de gestão para reverter o Estado  obeso, deficitário e falido num Estado eficiente, económico, mais leve, mais justo e com mais qualidade de serviços. Não se pode prometer aos cidadãos menos impostos, mais e melhores condições de vida, mais investimento nos serviços prestados pelo Estado sem curar primeiro o país doente que desperdiça recursos financeiros preciosos. Isso é enganar o eleitor.

Com a reestruturação feita, criar depois objectivos ambiciosos a todas as administrações públicas não permitindo que ano após ano apresentem prejuízos sem consequências. O mérito tem de ser compensado, a incompetência penalizada. E os prevaricadores expulsos do sector público, responsabilizados criminalmente com julgamentos de processos mais céleres,  penas pesadíssimas e responder  com património pessoal para dissuadir qualquer um a seguir o exemplo dos “chicos espertos”, proibindo inclusive ligações  de familiares nos governos e  pondo fim, assim,  à corrupção megalómana tentacular no erário público que é a principal causa da nossa desgraça há décadas.

Em paralelo liberalizar e desburocratizar  imediatamente toda a economia devolvendo-a aos privados tirando do caminho o Estado cujo o papel é de fiscalização e controle e não de agente económico.

Depois  da “casa” bem arrumada e gerida –  e nunca antes –  o Estado imediatamente começa a “ganhar oxigénio” e com contas equilibradas e superávits  já pode aliviar os impostos das famílias e empresas e em paralelo criar grandes estímulos fiscais aos investidores para fazer crescer o país e aumentar o nível de vida dos portugueses.

Mas isto implica coragem para fazer uma política de verdade. E dizer a verdade não atrai votos fáceis. Não é para político mole, farsante, fingidor que tanto se diz de direita de esquerda ou de centro consoante a “opinião pública” só para enganar papalvos – isto é recorrente à esquerda. Promete-se tudo sem qualquer estudo ou responsabilidade porque já se sabe que não é para cumprir. Que basta chegar ao governo e dizer “ah e tal isto está pior do que pensávamos” ou “vem aí uma crise internacional” e vamos por isso manter ou aumentar impostos. Enfim, a conversa de sempre.

Pelo caminho fica a credibilidade e a sensação do costume de que se está apenas a fazer propaganda porque estamos em ano de eleições. Lamento mas não é assim que se chega aos abstencionistas, a classe mais exigente dos eleitores. 

Se perdermos as eleições à direita não é porque aumentou as intenções de voto à esquerda é porque o abstencionismo de quem não se revê nesta  palhaçada,  aumentou. Porque o eleitor de esquerda vota sempre porque é o que vive ligado ao Estado, o da direita não. E são mais de 40% da população. 

Sem política de verdade não há transparência na mensagem, sem transparência não há confiança e sem confiança nenhum abstencionista vota. Porque é neste grupo que estão os desiludidos, fartos de trabalhar para aquecer enquanto outros vivem à sua conta: políticos, subsidio-dependentes, preguiçosos, vagabundos, criminosos.  É neste grupo que estão as pessoas que preferem emigrar a levar com mais política falsa de roubo fiscal. Mas também é este que manda à fava os políticos com mais facilidade  e quando não vê ninguém a dizer preto no branco como vai acabar com esta injustiça, revolta-se abstendo-se.

Nada é definitivo. A semanas das eleições todas as narrativas à direita podem ser ajustadas à verdade e transparência que se exige hoje mais do que nunca dos partidos que querem marcar a diferença. Basta dizer o que tem de ser dito de forma clara, objectiva e firme aos eleitores. Vamos a isso? Fica aqui o desafio.

Os especialistas no golpe do Boris Johnson

16 Setembro, 2019

indexPodem explicar se a coisa é mais ou menos grave que o golpe dado por este senhor a quem o país agora canta os Parabéns numa versão edulcorada da sua biografia?: Sampaio: “Fartei-me do Santana como primeiro-ministro”

Para o caso de se terem esquecido no tempo de Dom Afonso Henriques, Peniche era uma ilha

16 Setembro, 2019

Reportagens como esta do PÚBLICO “Era tão bonito. Tinha o areal atrás e íamos brincar para as dunas. E o mar estava muito longe” publicadas sob o título CRISE CLIMÁTICA deixam-se cegar pela ideologia. Trocaram a luta de classes pelo clima e tudo serve para provar o apocalipse. Frases como a deste título: “o mar estava longe” são bonitas mas não provam crise climática alguma mas apenas o que a humanidade sabe desde sempre: não são precisos muitos anos para ver como a paisagem se altera no litoral.
A concepção subjacente a artigos como este de que hove uma paisagem imutável e correcta levou a que se construísse como se a Natureza não existisse, fizeram-se casas nas arribas e depois veio-se gritar pela betonização das mesmas arribas e culpar o clima por aqueles disparates urbanisticos.
Lendo os jornais e ouvindo as rádios e televisões somos levados a acreditar que outrora o clima era regido pelo bom tempo e a paisagem não sofria qualquer alteração. Para o caso de se terem esquecido no tempo de Dom Afonso Henriques, Peniche era uma ilha. O engenehiro Guterres podia ter posto as calças de molho no Baleal!

Como plantar rabanetes no Rossio

15 Setembro, 2019

Como está toda a gente à espera da mui liberalíssima unanimidade de opinião acerca do partido Iniciativa Liberal, como quem não professa da fé pelo culto é só um “trolls das redes sociais” e como “por muito que [os trolls das redes sociais] digam que nunca quiseram fazer, isso não é verdade” é o mesmo que chamar-me mentiroso, usando o que César Monteiro respondia ao guarda prisional que lhe mandava desligar o rádio porque “não estamos aqui para chatear ninguém”, voltarei ao Blasfémias só depois da cessação desta febre debilitante que, ironicamente, tal como nos grupelhos marxistas, lida mal com dissentes, caso alguma vez passe. Entretanto, os resultados do exercício de ontem já estão disponíveis.

Pan.eleirices

15 Setembro, 2019

Até há muito pouco tempo o PAN foi encarado pelas restantes forças políticas com muita bonomia, simpatia e até tido como exemplo a seguir no modo de fazer política de forma mais moderna e apelativa ao eleitorado.

Aliás, no seguimento dos resultados das recentes eleições europeias, os restantes partidos procuraram adaptar o seu discurso e as suas prioridades às “causas” do PAN numa tentativa de não perderem votos entre as suas fileiras para a agremiação do deputado “biodanzarino“.

Até agora a peculiar Direita que temos fazia vista grossa ao neo-fascismo e totalitarismo do PAN porque entendia ser isso necessário a dar um ar moderno, urbano e virtuoso.

Nem o facto de este partido parecer posicionar-se como a possível bengala de ouro de António Costa em caso de necessidade de formação de uma maioria parlamentar alterou a postura.

CDS e PSD disputam entre si qual deles sinaliza junto do eleitorado estar mais preocupado com as alterações climáticas, a sueca Greta, o gás metano bovino ou o seitan escolar. Até a Iniciativa Liberal deu honras de primeiro capítulo do seu programa eleitoral ao tema “Sustentabilidade” conforme pdf online.

Sem desmerecer a gostosa tareia que ontem Assunção Cristas deu a André Silva no debate da RTP3, temo que o “click” para a atenção à verdadeira natureza distópica do PAN surgiu quando este cometeu a imprudência de propôr como regra que todas as refeições nos eventos promovidos pela administração directa e indirecta do Estado fossem vegetarianas.

Aqui, meus amigos, alto e para o baile! (ou biodanza).

A oligarquia não dispensa um bom bife.

Maduro_rest-Ok