para memória futura
Parece que o PS está à beira da maioria absoluta e que isso se deve à transferência do voto da direita para esse partido, satisfeita que está com a estabilidade das contas públicas e também para evitar que a extrema-esquerda se mantenha influente na governação. António Costa corresponde, com pragmatismo, a esse apetecível eleitorado, assegurando-lhe que não formará coligações governativas com PCP e Bloco (não deve ter apreciado as companhias), e até com volúpia, propondo alianças etéreas aos empresários indígenas. Mas isto significa, sobretudo, que as eleições são ganhas por quem consegue estabilizar a economia com valores de direita, como o controlo do défice e da despesa pública, o que sucedeu, por duas vezes, com Pedro Passos Coelho e agora, pela primeira vez, com uma provável maioria absoluta (ou muito perto disso) de António Costa. E quer dizer, também, que aqueles que, no PSD, fugiram dessa herança “maldita” de Passos, como Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira, Morais Sarmento e o próprio Rui Rio, estavam completamente enganados. De resto, serão eles os culpados por manter o PS no poder e por transformar o maior partido português num partido “piqueno”. O PSD que se não esqueça disto.
O lugar do morto
O milagre socialista
O racismo é o que o LIVRE quiser
Na sua Proposta 2.6 o LIVRE propõe-se combater “o racismo estrutural e a xenofobia, criminalizando o racismo” mas logo abaixo na Proposta 2.7 O LIVRE defende a “introdução de quotas étnico-raciais” que como o próprio LIVRE indica são uma forma dE discriminação com base nas etnias/raças. Portanto o LIVRE vai processar-se a si mesmo?
Conhece os partidos? Exercício eleitoral
Conhece os partidos? Sabe o que defendem? Então será um exercício simples: descubra qual dos partidos apresenta cada uma das propostas por ordem alfabética abaixo. Existem propostas do PS, do PSD, do CDS, da Aliança, da IL, do PAN, do BE, do PCP e do Chega. A chave será revelada no Domingo às 21h00.
Ler mais…Pinguins
Nota muito importante, caso nunca tenham reparado: os lunáticos aparecem sempre com voz melíflua, parecem uns anjos… mas são na verdade um NOJO de gente!
E se o Encarregado de Educação não concordar?

Podem as cabecinhas pensadoras que conceberam este panfleto explicar o que entendem por cada umas das rubricas dos alegados “Temas a desenvolver no domínio congnitivo”? À excepção da Segurança Rodoviária tudo o mais é “>agitação & propaganda.
Ninguém quer comentar isto?
João Guimarães da Costa
Segundo o ranking de citações do Google Scholar, há um português a ocupar a posição 137 a nível mundial. O que é verdadeiramente impressionante! Parabéns ao Professor João Guimarães Costa pelo feito absolutamente extraordinário!
Ver ranking aqui… na posição número 1 continua Michel Foucault, com bastante destaque… o que também é extraordinário!
Burgueses de todo o mundo, uni-vos
Não queria escrever este texto, nem o devia ter feito, pelo que a sua publicação sirva, ao menos, o propósito de regabofe nos comentários entre os partizans das diferentes soluções indistinguíveis para o país. Façam o vosso melhor: ventilem. É que agora é que vai ser! Joga-se tudo nestas eleições: se o PS consegue o que deseja, a vitória sem maioria absoluta que lhe permita deflectir responsabilidades perante o possível flato poluente do “fim da austeridade”; ou se os eleitores castigam o governo com uma maioria absoluta que torna mais difícil – mas não impossível, já que as vacas voam e tudo – o discurso sempre venerado de “a culpa não foi nossa”.
Nos jornais, nas televisões, nas redes sociais e nos terceiros, quartos e décimos lavabos das escolas, não se fala de outra coisa. É só conversa sobre se o parlamento nos vai salvar, finalmente, de nós próprios, nunca das salvações que nos impingem. Toda a gente está devidamente alinhada para estas eleições: de um lado, os que escolhem um dos partidos a concurso, qualquer um deles; do outro, nós, os que não estão para dar mais para o peditório do jogo viciado. É verdade que há inúmeros partidos a concurso, mas são todos diferentes designações para o mesmo: o partido do estado. Uns querem obrigar a malta a pagar mais impostos, outros querem obrigar a malta a construir balneários em cada esquina mesmo que chova no ginásio; uns querem que todos reconheçamos que as crianças devem ser vistas como seres sexuais a partir do primeiro ciclo, outros querem que todos reconheçamos o direito do estado a extinguir a vida de velhos obsoletos; uns querem muitas coisas, outros querem as muitas coisas das quais os outros já beneficiaram. É um espectáculo piroso de religiosidade ímpar entre fieis e infiéis, como tem sido desde o princípio do tempo, só que desta vez nem Deus é necessário, que a gente trata sozinha do assunto. Bolas, somos melhores que Ele! Ele nem sequer leu um rol de pessoas altamente citáveis pelo único fito de nos separar dos incréus, os incultos que nem votam.
Portanto, como toda a gente faz o apelo ao voto, eu também faço: não vote. Deixe-se disso. Não alimente o bicho que o devora. Tal como dar rebuçados às crianças antes de comerem, só está a fazer com que o bicho o deixe aí todo amputado com meio tronco e uma cabecinha a magicar como se safar da morte certa. Desista. Deixe-se comer rapidamente. Fique em casa. Garanto que não se arrependerá.
um tipo exemplar
António Capucho sente-se chocado pela forma como algum PSD o tem tratado, por ele ter manifestado o singelo desejo de querer abrilhantar a liderança de Rui Rio com o seu fulgurante regresso ao partido.
Melindrado e magoado, não por o não quererem, garante, mas por lhe mostrarem rancor, logo a ele, coitado!, que nunca teve “qualquer manifestação rancorosa” por ninguém, foi fazer queixas para os jornais.
Obviamente que aqui tem de descontar-se umas coisitas que ele disse de Passos Coelho, depois de ter sido expulso do partido, entre elas, que tudo faria para que ele não ganhasse as próximas eleições legislativas. Não foi ódio vesgo, nem rancor ao ex-primeiro-ministro que o moveu, mas um apurado sentido de justiça, que sempre foi marca sua. Que tipo exemplar!

É só para saber
É só para saber se a freira agredida, mulher do sexo feminino e género não especificado, violada e morta em São João da Madeira vai para a lista das vítimas de violência doméstica a ser lida pela Maria do Céu Guerra no próximo congresso do PS.
Dave Chappelle
Vi hoje o ‘show’ do Dave no Netflix (‘Sticks & Stones’, para quem estiver interessado)… confesso que não me impressionou sobremaneira… dentro do estilo ‘politicamente incorrecto’, não me pareceu particularmente brilhante. Assisti em Agosto a um ‘show’ de humor ‘politicamente incorrecto’ em Boston, nos EUA. Um ‘show’ de rua, absolutamente incrível. Bem melhor do que o Dave…
O que me parece particularmente relevante é o facto de ambos os ‘shows’ terem como protagonistas ‘afro-americanos’. Isto é: tudo indica que determinado tipo de humor está reservado a determinado tipo de comunidades. Os afro-americanos usam o politicamente incorrecto com afro-americanos; os gays podem fazer piadas gay (vide o humorista escocês Larry Dean); mas os mesmos de sempre não podem fazer piadas acerca de absolutamente nada. Comparamos Dave Chappelle com os Monty Python e de repente estes últimos até nos parecem conservadores… e contudo, os Monty Python não poderiam actuar nos dias que correm. Já quanto a Dave Chappelle, não sei quanto tempo durará: o humor não é de primeira categoria, e os temas são perigosos nos tempos que correm.
Vale a pena ver, mesmo assim. Há algumas piadas boas. E mais importante do que isso, fica a dúvida se Dave Chappelle pode ser o início de uma mudança. Isso seria positivo de per si…
(caso queiram, vejam também este artigo sobre o assunto no Financial Times)
entregues aos deuses
Bastam um ou dois dias seguidos de calor e logo o país começa, de norte a sul, de leste a oeste, a arder descontroladamente. Em vão as promessas e ameaças do ministro Cabrita, os planos “grandes reformas florestais” do primeiro Costa, as cabras sapadoras e o eterno “reforço de meios” que o governo todos os anos diz que fez. A dura verdade das coisas – a nossa triste e comezinha realidade – é que Portugal é uma país desprotegido, onde o muito dinheiro que os contribuintes pagam com os seus impostos não chega para lhes garantir a sua segurança e a dos seus bens e património. Portugal arde ou não arde consoante a fúria ou a acalmia da natureza. A segurança do país e dos seus habitantes não está nas mãos do governo. Está nas dos deuses.

Entende d. Jorge Ortiga: por “estar mais do lado dos pobres” o gerar pobres e pobreza, tipo Venezuela?
Arcebispo d. Jorge Ortiga: “se consideram que esquerda é estar mais do lado dos pobres, dos marginais, dos excluídos, dos descartados”, então “a Igreja é de esquerda mais do que ninguém“.
Esta conversa da esquerda que está mais do lado dos pobres é uam das maiores falácias do nosso tempo: milhões de pessoas foram atiradas para a pobreza à conta desta mentira. E invariavelmente ela continua a ser propalada.
Arnaldo Matos, camarada, esta é para ti
Ando há semanas para escrever sobre isto por um mero sentimento de obrigação, não por gosto ou por vontade de participar nesta fantochada a que se chamam eleições. Depois de quatro anos a carpir sobre como foi possível que o parlamento se sobrepusesse à declaração de voto dos portugueses com mudança das regras estabelecidas pela tradição para o jogo e abrindo um precedente do qual nunca mais se sairá, eis que a direita – em sentido muito lato – se convenceu da impossibilidade física da sua sobrevivência no regime sem uns favores sexuais. Já não tinha grande fama, a tal da direita, mas agora decidiu simplesmente virar puta. Assumiu-se, portanto.
Sem o minúsculo sector católico do CDS a esbracejar, passaria durante o mês de Agosto (felizmente ameno para grandes incêndios) sem qualquer menção o despacho que determina o novo rumo para a Parque Escolar II (ou III, ou IV), a da construção em massa de lavabos em todas as escolas do país para que eventuais filhos dos secretários de estado proponentes (supondo que a Natureza falhou ao não bafeja-los com a merecida infertilidade) pudessem dar azo à psicose de pertencerem ao terceiro, quarto e décimo-quinto sexo. São como uns anjinhos, já se sabe, não é malta de pénis ou vagina, é algo diferente, algo de inútil para a espécie.
Não satisfeita com mais uma agradável colonoscopia com mangueira de esgoto, a tal de direita – a que se junta a mui moderna interpretação do liberalismo como Estado-concessionário do poder divino de cada um se sentir como lhe apetecer (eu hoje sinto-me um helicóptero verde) – ocupou-se na elaboração de programas sobre problemas prementes da humanidade, como o direito a exterminar velhos, o monopólio estatal da concessão de produção de drogas ou o quão bom seria se começássemos a taxar as prostitutas. Eu disse prostitutas, não disse putas: para estas o mote é quotas binárias (pelo que se amanhã me sentir um carro de bombeiros vermelho em vez de um helicóptero a situação poderá ser problemática em termos de discriminação).
Estúpido que sou, meti-me a ler os programas eleitorais. O do CDS até se lê, admito. Tirando umas besteiras típicas da crise de identidade que toda a direita vive, até é a coisinha menos execrável que por aí circula. O resto é intragável: é o produto de gente que vive numa bolha que está, ela própria, dentro de outra bolha. É uma dupla camada de protecção perante o mundo, o que permite grandes elogios e muitas palmadinhas nas costas, mas também permite que os filhos nasçam demasiado tantãs por tanta consanguinidade. Não brinco: eles andam por aí, como papoilas. Outra coisa que permite tal consanguinidade é que os jornalecos publiquem, impunemente, historietas de Gretas e da necessidade de todos os humanos deixarem de comer carne, passando, como já fazem com o conteúdo informativo, a comerem merda.
Portanto, se espera da minha parte um apelo ao voto, cá vai ele: se for mesmo votar, vote PS. A maioria absoluta seria melhor que toda esta hipocrisia; mas, se tem algum juízo, fique mas é em casa a ver o putedo todo a desfilar nas televisões.
parabéns ao artista
Aí há uns dias, escrevi que, em Inglaterra, pelo menos desde 1688, quem se mete com o Parlamento não costuma ter vida política longa. A maioria dos comentadores discordou da coisa. Ontem, o Parlamento inglês começou a explicar a Johnson, e a esses comentadores também, por que é que a Inglaterra é a democracia parlamentar mais antiga do mundo. E a explicação poderá ser particularmente severa para o primeiro-ministro em funções: porque Johnson verá a sua golpada de controlar o Parlamento a partir do executivo sair-lhe pela culatra; porque se arrisca a fazer do inenarrável Corbyn um líder da oposição credível e moderado, quem sabe, até primeiro-ministro; e ainda porque será ele o responsável pela marcação de um novo referendo ao Brexit, que é isso que serão as eleições parlamentares antecipadas que parecem inevitáveis. De brinde ainda poderá ver o «seu» Partido Conservador, que ele já tinha minado na sabotagem a Theresa May, completamente desfeito, com demissões e expulsões em catadupa. Está, por tudo isto, de parabéns.
Ainda o mistério da pensão de António Guterres
Um clique e eis que chegou à folha de vencimentos dos funcionários e responsáveis das Nações Unidas Portanto António Guterres acumula o salário das Nações Unidas com a subvenção vitalícia em Portugal? Tudo será legítimo e legalíssimo mas temos de admitir que a fileira da solidariedade é um negócio de alta rentabilidade.
Podemos ou não concordar com este tipo de remunerações. Umas serão mais justas outras não. Mas no meio dos nomes dos beneficiários de pensão por terem ocupado cargos políticos há um nome que me causa estupefação: ANTÓNIO MANUEL OLIVEIRA GUTERRES, 4 138,77 EUROS. Juro que não entendo: os cargos que Guterres tem ocupado nas Nações Unidas não são remunerados? Custa-me acreditar que não. Mas ainda me custa mais imaginar que acumula. Alguém explique isto pf.
Fantástico!!!!
Não, não é
Greta Thunberg responds to Asperger’s critics: ‘It’s a superpower
Esta conversa sobre as diferenças só não é uma treta porque causa sofrimento a muitos que se confrontam com as consequências do Asperger. As doenças existem, não são características diferentes.
Notícias da comissão liquidatária do PSD
A ideologia de género aplicada aos partidos
Maioria absoluta
Vejo muita gente a especular sobre a possível maioria absoluta do PS nas próximas Legislativas.
Já eu fico sobretudo na expectativa de saber se a Esquerda terá os 2/3 necessários para instituir uma RDA à portuguesa no sec. XXI.

O corpo humano no planeta do bom tempo
Informa o Expresso: «A Polícia Judiciária quer atuar contra a extrema-direita tal como há 20 anos lutou contra as máfias de leste e as fez praticamente desaparecer de Portugal. Ou como combateu mais recentemente os gangues violentos que faziam explodir caixas multibanco. Em ambos os casos foram detidos largas dezenas de suspeitos que acabaram condenados a pesadas penas de prisão. “Temos de atuar sobre o problema logo na sua génese. Esta fase é determinante para que não se alastre”»
Na mesma edição Jerónimo de Sousa é fotografado tendo como fundo um símbolo do terror de esquerda:

Digamos que aqueles que alastraram com evidente benefício tratam de impedir que outros tão radicais e violentos quanto eles alastrem. Nisto do monopólio do alastrar é que vai o ganho.
Quando falaremos a sério sobre isto?
Número de mortes em acidentes rodoviários:
2018: 513 vítimas mortais,132.378 desastres e 2.093 feridos graves
2017: 510 vítimas mortais,130.208 desastres e 2.198 feridos graves
2016: 445 vítimas mortais,127.210 desastres e 2.102 feridos graves
Tudo indica que os números de 2019 serão igualmente maus: entre 1 de janeiro e 30 de junho deste ano morreram 224 pessoas nas estradas portuguesas, mais seis do que no período homólogo do ano passado. No mesmo período foram registados 994 feridos graves, mais 101 do que nos primeiros seis meses de 2018.
Não se vê fiscalização. Fazem-se milhares de quilómetros por Às disto daquilo Ipês e nada de nada de brigada de trânsito. Desde que se paguem as portagens tudo bem.
cada um come do que gosta
Pode não se apreciar a democracia inglesa e o sistema de governo parlamentar que a dirige desde 1688. Pode preferir-se um Ancien Régime à inglesa, com reis que punham e dispunham do poder sem controlo político ou metendo-o no bolso quando lhes convinha fazê-lo. Pode fazer-se de conta que se ignora que o rei de Inglaterra é um mero símbolo constitucional sem poderes políticos efectivos, o que, de resto, é condição imprescindível para que a monarquia inglesa seja uma monarquia de um país democrático. O que não se pode é desconhecer que só existe estado de direito constitucional onde houver separação de poderes entre o legislativo e o executivo, e que nunca, em circunstância alguma, pode este último impedir que aquele exerça as suas funções constitucionais de controlar os actos políticos de quem governa. E, já agora, convém ter presente que o cerne do sistema político e de governo do Reino Unido é, pelo menos desde 1688, o Parlamento. Tudo o resto é conversa e emotividade juvenil de que, a seu tempo, veremos os resultados.

Podiam dar um saltinho à Bolívia?

Duas semanas depois da partida a menina já chegou a Nova York no tal iate que todos deveríamos usar nas nossas viagens a começar, digo eu, pelos jornalistas que apresentam esta viagem como um modelo ambientalmente correcto.
Aliás creio que foi essa opção pela viagem em iate que explica a desinformação generalizada sobre os incêndios na Amazónia: como se sabe a Bolívia não tem mar e portanto os iates patrocinados por paraísos fiscais, devidamente carregadinhos de jornalistas que procuravam investigar os incêndios na Amazónia tiveram de aportar na costa brasileira e como é óbvio entre tanto mar e rio para atravessar ainda não conseguiram chegar à Bolívia.
De caminho presume-se que despachada a peroração a menina, mais o paizinho e o filho da princesa Carolina voltem a meter-se na embarcação e regressem a casa. No iate, claro. Mas como é tudo gente com pouco que fazer e rendimentos qb podiam ir até à foz do Amazonas e depois subiam o rio. Eu cá não sei nada de iates mas estou em crer que era coisa fácil.
a golpada
A gravidade da golpada de Boris Johnson de suspender o parlamento inglês não está no facto de assim precipitar uma saída desordenada do Reino Unido da União Europeia, até porque os ingleses saberão o que lhe fazer se não gostarem das consequências dessa decisão, mas na subversão de um sistema de governo que perdura desde 1688.
Na verdade, desde a Revolução Gloriosa que a legitimidade do poder político inglês reside no parlamento, que indigita, mantém, substitui e fiscaliza o governo, obrigando o poder executivo a agir dentro de limites impostos pelo common law, que, juntamente com a legitimidade democrática das câmaras parlamentares, representa o primado do direito sobre a força. São esses os dois alicerces fundamentais do rule of law, que fazem desse país aquilo a que chamaríamos, na Europa Continental, um «Estado de Direito» desde os finais do século XVII. Provavelmente, o mais antigo do mundo.
Ora, a golpada de Johnson, vinda do executivo e tendo como consequência a impossibilidade das câmaras parlamentares continuarem a fiscalizar a actuação do governo na questão do Brexit, subverte essa antiga ordem constitucional e, em seu lugar, coloca o executivo a tutelar e a controlar a instituição política onde reside a soberania nacional.
A saída disto só poderá ser, por conseguinte, a demissão de Johnson e o seu definitivo afastamento da política. Porque, se ele julga que a animosidade dos ingleses à União Europeia lhe permitirá pisar regras estruturantes da mais velha democracia do mundo, está muito enganado.
selvajaria
Uma das coisas mais ingratas das sociedades ocidentais dos nossos dias é termos de conviver, em praias e piscinas, com casais e famílias muçulmanas, eles de corpo bem feito, de calções de banho a apanharem sol e banhos de mar, e elas de burka, túnicas ou com os sinistros burkinis, a derreterem de calor.
A coisa é uma absoluta selvajaria, no sentido de que não é racional ou, pior ainda, de que a razão é, no caso, utilizada de modo discriminatório e perverso, não só pelo que usam as mulheres, mas pelo que não usam os homens. Ou seja, se fosse bom andar coberto na praia (ou onde quer que seja) só com os olhinhos à mostra, os mânfios dos maridos, que expõem as suas mulheres a esta selvajaria, andariam também assim. Ora, pelo contrário, os sujeitos gostam de apanhar uns bons banhos de sol, de mar e de piscina, não percebendo, ou fazendo de conta que não percebem, que o prazer que têm nisso poderia ser também partilhado pelas suas escravas companheiras. Negar-lhes algo que fazem e lhes dá prazer é, obviamente, um acto perverso.
Certamente que as sociedades liberais devem tolerar os usos, costumes e religiões de cada um, pelo que impedir esta coisa seria sempre muito complicado. Mas, por mim, nada impede que as praias e piscinas ostentem, à entrada, cartazes a sugerirem a estes sujeitos que eles também vistam as burkas que enfiam às suas mulheres. Ou até obrigá-los a isso, se fosse possível!
Manual de auto-censura
Junho, Julho e Agosto: Incêndios no Ártico? Isso não interessa nada.
8 de Agosto : Explosão seguida de libertação de radioactividade na Rússia? isso não interessa nada
Comissária Elisa

Se a amiga de Sócrates, mulher do ex vice-presidente do La Seda e ex administrador da Fundação Berardo podia ser vice-Governadora do Banco de Portugal, por que razão não deveria ser Comissária Europeia?
O dinheiro não é do PS?…
Sff
Demos de barato que os “cronistas do reino da desinformação” estão completamente desfasados da realidade, demonstram uma total insensibilidade ao sofrimento de tantos jovens que simplesmente nasceram com um corpo que lhes é estranho e apenas desejam transitar para a felicidade e comunhão física e psicológica a que têm direito! Admitamos que os referidos cronistas além de padecerem do “fel da indiferença” fazem “eco das suas ideias bafientas” (versão
Não tem nome. Não tem rosto. Procurando bem sabemos que tem 53 anos. É a “mulher da Lourinhã” “baleada na cabeça” durante um assalto. Do seu tio ainda sabemos menos: “não há informações acerca do seu estado de saúde além de que também apresenta ferimentos de bala.” E acabou-se. A invisibilidade é obrigatória para as vítimas de crimes que não estão na agenda dos activismos. Compare-se este silêncio com o clima criado aquando do assassínio de Marielle Franco para quem a CML procura agora uma rua suficientemente digna para atribuir o seu nome.
D’Os Cinco ao Nody nada lhes escapa
Não deixa de ser espantoso que no tempo dos estereótipos de género, de domínio do heteropatriarcado tenhamos tido como personagem a Zé, rapariga que hoje se diria não se expressar de acordo com o género que lhe foi imposto e agora no tempo da libertação a Enid Blyton foi para o index.
Ps. A parte do homofóbico refere exactamente quem?
Resumos dos noticiários e capas de jornais em Portugal
Contar a patetice do dia do Trump/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Escrever qualquer coisa para ilustrar que o Bolsonaro está por um fio/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Continuar a trabalhar naquela peça que mostra a sem razão das critícas à recente legislação sobre o género/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Publicar mais umas fotos daqueles barcos cheios de “migrantes”/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Alinhar umas ideias sobre a idioticie do Boris Johnson/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Não é uma questão de humanidade mas sim de poder
Escreve hoje no PÚBLICO a ministra
«O despacho agora publicado não altera nada que a lei não tivesse já consagrado. Baseando-se nos princípios da segurança, autonomia, privacidade e livre desenvolvimento da personalidade, e respeitando a autonomia das escolas, estabelece medidas que visam exclusivamente defender as crianças, honrando a sua vontade e protegendo a sua intimidade e singularidade. O despacho responde a uma realidade que existe, a crianças e a jovens concretos, combate discriminações que persistem, como tão bem esclarecem os testemunhos de pais e mães e de jovens que nos últimos dias explicaram a importância das novas regras.»
Não é verdade. O despacho não “responde a uma realidade que existe, a crianças e a jovens concretos,”. O despacho faz de cada aluno das escolas portuguesas uma potencial vítima dos activistas do género, um ser a reeducar. Segundo o despacho em cada escola alguém – escolhido com que critério? – detecta a partir da sua observação ou de uma denúncia que uma criança manifesta uma identidade ou expressão de género, que não corresponde à identidade de género à nascença. A partir daí começa um processo não se sabe coordenado por quem e muito menos se percebe com vista a quê. Pode, por exemplo, a escola decidir que a criança deve mudar de género? Que poderes, competências, saberes têm as escolas para desencadear um processo destes?
