Acham que o Bolsonaro vai fazer isto com as zonas da Amazónia afectadas pelos incêndios que não votaram nele?
À atenção do ministro que do Ambiente: Após o incêndio de 2017, o município de Mação foi excluído do acesso ao Fundo da União Europeia que deveria financiar a 100% os prejuízos daquela catástrofe. Porquê? Consegue explicar porquê?
Em 2019 depois da vergonha que foi a actuação do poder central durante o combate ao incêndio em 2017, depois ainda do escândalo da exclusão do municipio de Mação do o acesso ao Fundo da União Europeia (em que o governo foi derrotado em tribunal), o primeiro-ministro sacudiu a aǵua do capote declarando que os autarcas são os “primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho” e o ministro Eduardo Cabrita, foi à RTP, repetir e agravar as acusações, passando ao ataque pessoal ao presidente da câmara de Mação, Vasco Estrela acusando-o de não ter accionado de imediato o Plano Municipal de Emergência, sendo que o plano estava desde Março para apreciação pelo poder central, e a notícia da sua aprovação só chegou via SMS ao telemóvel de Vasco Estrela já o fogo estava em fase de rescaldo.
Entretanto dias depois soube-se que o Governo vai recorrer da condenação por discriminar Mação na atribuição do Fundo de Solidariedade da União Europeia. Note-se que na sequência da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria o Governo cumprindo o determinado pela sentença, procedeu à abertura de um concurso para os Municípios que tinham sido excluídos. A 2 de Agostou veio o resultado do concurso: a candidatura de Mação foi aprovada.
Mas dias depois chegava a vingança rasteirinha: sabe-se que o Governo tinha recorrido da decisão do Tribunal de Leiria e portanto mandava para o lixo o concurso que ele mesmo Governo criara.
O ministro português do Ambiente tem um recado para Bolsonaro…

Sem um pingo de vergonha na cara criaturas com o mnistro do Ambiente multiplicam-se num exercício que noutros países seria ofensivo para o Brasil mas que no caso português é uma ofensa aos portugueses.
O recado que esta figura pode dar a Bolsonaro é que se alie com a esquerda e a extrema-esquerda e então não só a Amazónia pode arder como os brasileiros eles mesmos podem ser encaminhados para uma morte atroz pelas suas autoridades sem que que se ouça um protesto, um murmúrio.. E dois anos depois os responśaveis políticos aquando da tragédia até podem fazer exercícios vergonhosos como este aqui praticado por Matos Fernandes.
Portanto a Gran Canaria já está sob controlo internacional?
O fogo na Gran Canaria destruiu 10 mil hectares e obrigou à evacuação de 9 mil pessoas. A Gran canaria leio na Wikipedia tem 1 560 km² de área.
Nos fogos que actualmente lavram na Amazónia terão ardido 33 mil hectares de vegetação. A Amazónia leio na mesma wikipedia tem 5 500 000 km² de aŕea.
E lá está o circo montado
22 de Agosto de 2019: Marcelo “profundamente sensibilizado pela tragédia ambiental” na Amazónia: “O Presidente da República, como qualquer cidadão do Mundo, não pode ficar indiferente a estes incêndios que continuam a devastar um ‘pulmão’ do planeta”
23 de Julho: Marcelo recusa responder a questões sobre os fogos [em Portugal]
Ps. Na manifestação que vai ter lugar em Lisboa por causa dos incêndios na Amazónia podem fazer um minuto de silêncio pelos mortos de Pedrogão? Ou para eles serem recordados tinha de o governo ser outro?
Os milhões da igualdade de género
A actual causa pela igualdade de género (IG) poderá ser neo-fascista, imbecilizar muito boa gente e servir de trampolim a feministas para posições de poder ou influência. Mas, de forma mais prosaica, é também uma indústria instalada para sacar dinheiro aos contribuintes em benefício dos seus propagandistas.
Vejamos:
De forma rápida (e por isso longe de ser exaustiva) são facilmente contabilizados 13 milhões de euros de projectos aprovados no Portugal 2020 que, de forma mais ou menos directa, têm por objectivo a promoção da IG. Tipicamente estas iniciativas têm taxas de apoio de 85%, o que significa que em cada 100€ gastos em fantochada, 85€ são retirados do bolso de contribuintes sem a sua autorização prévia.
Algumas das justificações aduzidas para aplicar estes 13 milhões de euros são coisas como a “formação de públicos estratégicos”, a “melhoria das competências na área de igualdade de género”; “promover o associativismo e mobilização jovem pela IG”; “participar na transformação da sociedade”; “contribuir para uma Europa mais inteligente”; “celebração de identidades LGBT” ou a “produção do primeiro guião de boas práticas na temática da IG”.
Usam-se também descrições originais com utilização de caracteres próprios de lobotomizados como o “@”: “capacitação de técnic@s de intervenção”; “sensibilização de estudantes universitári@s”; “angariação de voluntári@s”.
Há quem se proponha realizar a “promoção da IG através das artes com crianças e jovens”, o que só por si levanta algumas questões pouco agradáveis de cogitar…
Alguns promotores curiosos são uma associação de municípios com um programa “pelas vítimas de desigualdade de género”, uma associação de “mães e pais” pela “liberdade de identidade de género” ou uma associação de proprietários de uma urbanização que quer “despoletar alterações cognitivas e comportamentais” relativas à temática da IG.
Mas nesta campanha também se encontram diversas Caritas Diocesanas, Santas Casas da Misericórdia e outros Centros de inspiração cristã.
Enfim, de tudo um pouco e quanto mais pateta fôr a amalgama de objectivos e instituições, melhor.
Uma das mais conhecidas do público que se dedica à área da IG é a UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta. De 2016 até hoje já recebeu mais de 250.000€ de dinheiro dos contribuintes para os seus projectos.
Outra, a MDM – Movimento Democrático de Mulheres tem dezenas de dirigentes e titulares dos seus órgãos sociais que são membros do PCP/CDU e exercem (ou exerceram) funções como deputadas à Assembleia da República, presidentes e vereadoras de Câmaras Municipais, deputadas municipais, dirigentes da CGTP. Funciona, portanto, como se tratasse do grupo das mulheres comunistas do partido.
O MDM é solidário com mulheres venezuelanas e apelou em Maio deste ano à intervenção do Governo de António Costa para desbloquear 1.547.322.175,89 dólares retidos no Novo Banco pertencentes à “República Bolivariana da Venezuela”.
Mas o MDM também é solidário com os membros do seu próprio Conselho Nacional. Uma técnica da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e eleita na Assembleia Municipal do Seixal pelo PCP/CDU, naturalmente, foi contratada em 2018 pela Associação em regime de adjudicação directa por 1.400€/mês para execução de serviços de apoio. De igual modo, esta mesma militante do PCP/CDU beneficiou adicionalmente, entre 2017 e 2018, de dois contratos públicos no valor de 61.200€ adjudicados pela ex-atriz e deputada agora presidente da Câmara Municipal de Almada (ex “feudo” comunista), para prestação de “serviços relacionados com a administração pública, a defesa e a segurança social”.
Já a AKTO – Associação para a Promoção dos Direitos Humanos e Democracia foi constituída em Junho de 2015 por duas familiares (suponho que irmãs, dado os mesmos apelidos) e logo em Setembro de 2016 sacou ao Portugal 2020 68.500€ de subsídios e em Outubro de 2017 mais 48.500€. Passados dois meses, em Janeiro de 2018, mais 130.000€ de dinheiro dos contribuintes foi desviado para a Akto. Sem surpresa, pelo menos uma das duas fundadoras da instituição foi candidata pelas listas do Bloco de Esquerda nas últimas eleições legislativas.
E é assim que se fazem as coisas.
São centenas de projectos e iniciativas do género do género e o que está descrito acima apenas uma gota de água no oceano.
Tudo, aparentemente, regular e legal. Quanto à ética e moral, cada um fará a avaliação consoante os padrões por que rege a sua vida.
As causas da igualdade de género e do feminismo de hoje são urbanas, elitistas, podres e cheiram mal.
E desiguais, diga-se, pois percorrendo a muito longa lista de projectos apenas detectei um único cuja preferência do beneficiário incide no género masculino, menos representado. Poderá eventualmente escapar a ser considerado masculinidade tóxica apenas pelo facto de se tratar de uma tarefa para vendedor em loja de produtos agrícolas na Charneca Ribatejana.
*
Nota: todos os dados referidos podem ser consultados em fontes públicas de acesso gratuito e irrestrito, à distância de um click na internet.

Com a Greta no veleiro e o Hadad condenado, os jornalistas portugueses descobriram que a Amazónia arde
Foi condenado por corrupção Fernando Hadad, o candidato apoiado quase oficialmente por Portugal nas presidenciais brasileiras. O assunto é por cá tratado discretissimamente até porque os jornais portugueses descobriram que a Amazónia arde. Demoraram anos a descobri-lo é certo mas a verdade é que este ano chegaram a essa conclusão. Com mais algum tempo e uma mudança política na Bolívia até descobrirão coisas ainda mais chocantes como as que estão a acontecer na reserva Tipnis
Dado o estremecimento de alma que vai nas redacções portuguesas com os incẽndios na Amazónia imagine-se o que não seria se as autoridades brasileiras mandassem os automobilistas para uma estrada onde morreriam vários queimados ou se falhassem no seu socorro às populações. Quanto às afirmações sem provas de Bolsonaro sobre a origem criminosa dos incêndios realmente causam estranheza. É tão estranho quanto achar-se que os incẽndios estão a ser ateados para prejudicar os resultados eleitorais do PS.
Ps. Apenas para lembrar que a petição Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!! está quase nas 20 mil assinaturas. Já se sabe que o despacho não muda nada, não vai implicar com nada e que só pessoas muito mal intencionadas afirmam o contrário mas mesmo assim votemos pela sua suspensão.
O síndroma “Na realidade, não é isso que o despacho prevê “
Sempre que alguém contesta a legislação das outrora chamadas causas fracturantes logo surgem artigos dando conta da sem razão dos contestatários. É o chamado síndroma “Na realidade, não é isso que o despacho prevê” subjacente, por exemplo, a este artigo do Observador ou a este do Polígrafo, sendo que no caso do Polígrafo acaba a ser produzida uma prosa anedótica que se contradiz a si mesma
«Concluindo, o Governo não obriga as escolas a deixarem que “um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos” e vice-versa. O que é assegurado através do referido diploma é que um rapaz que se identifique como rapariga não seja obrigado/a a utilizar os balneários masculinos, ou que uma rapariga que se identifique como rapaz não seja obrigada/o a utilizar os balneários femininos. Acrescem as situações de identidade não binária.» (Desculpem a pergunta mas afinal a que casa de banho vão os gaiatos em questão?)
O propósito destes textos é mostrar a sem razão dos contestatários pois “Na realidade, não é isso que o despacho prevê”, entendendo-se por “isso” aquilo que os contestatários criticam na lei. Como nestas leituras activistas da lei tudo são maravilhas a lei acaba a não prever nada.
Desculpem mas já demos para o peditório das leis que não previam nada daquilo que nelas criticávamos e que acabaram a revelar-se uns monstros legislativos. O despacho 7247/2019 tem aspectos tenebrosos e não adianta o secretário de Estado da Educação, João Costa, declarar que “qualquer medida só será aplicada em relação a crianças e adolescentes cujos pais ou encarregados de educação tenham dado autorização, e que estejam a passar pelo processo de transição de género, permitido a partir dos 16 anos de idade, ou se preparem para o fazer.” O artigo 4º deste despacho prevê precisamente que as medidas sejam tomadas independentemente da autorização da família e do próprio jovem.
Era apenas para informar que
A petição Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!! já vai em mais de 12 assinaturas.
O KGB do género
Como a Laurinda Alves alertou o Despacho n.º 7247/2019 tem disposições muito mais perversas que a questão das crianças a escolherem as casas de banho de acordo com o seu “género”.
O que o Artigo 4.º intitulado “Mecanismos de deteção e intervenção” prevê é algo de tenebroso, característico de um Estado totalitário. Leia-se bem o que lá está escrito:
Ou seja alguém resolve comunicar a um funcionário da escola que uma crianças manifesta uma identidade ou expressão de género que não corresponde à identidade de género à nascença e aí começa uma coisa kafkiana com a família a ser convocada para o respectivo processo monitorizado pelos activistas do género.
Depois dos filhos dos burgueses e dos degenerados que tinham de ser retirados aos pais para serem reeducados saudavel e patrioticamente, agora são os filhos dos homens e das mulheres que têm de ser reeducados na ideologia do género
Tropeçar nos milhões
Lê-se este artigo e fica-se espantado com a facilidade com que se desbaratam dinheiros dos contribuintes sem que ninguém solte um ai de escândalo. Ou se calhar, atendendo aos tempos de compadrios socialistas actuais, não será assim tão estranho.
- Há um projecto de parque eólico marítimo na zona de Viana do Castelo;
- Por causa da sua localização, 28 pescadores da zona terão a sua actividade económica prejudicada e receberão uma indemnização de 500 mil euros.
- Desse valor, 100 mil euros serão pagos pelo Consórcio Windplus, liderado pela EDP e os restantes 400 mil euros serão pagos pelos consumidores de electricidade no prazo de 25 anos.
- A tais valores soma-se o milhão de euros pago como compensação a 16 armadores;
- Durante os 25 anos do projecto, a electricidade produzida terá a garantia de ser paga a 100 euros por megawatt/hora. Recorde-se que o valor médio actual é de cerca de 50 euros/hora e naturalmente a tendência será de acelerada diminuição nos próximos anos.
- O projecto terá sido financiado com 30 milhões de euros «de Bruxelas», que é como quem diz, os contribuintes dos vários países europeus.
- O governo terá ainda garantido à empresa estatal chinesa REN outros 30 milhões de euros, provenientes de fundos comunitários, «para as obras do cabo».
- «A contrapartida nacional do parque eólico são 19 milhões de euros, que têm estado a ser pagos à Windplus pelo Fundo Ambiental».
- «Além disso, o Windfloat recebeu, na fase de testes (com um protótipo de 2 megawatts instalado na Póvoa de Varzim), um subsídio de três milhões de euros do Fundo de Apoio à Inovação».
Concluo que bons negócios neste país é entrar em projectos políticos empresariais (aqueles em cuja relação os factores investimento/recursos próprios/potenciais proveitos e risco são inexistentes ou irrelevantes): decisões de investimento desfasadas dos mercados e puramente determinadas por motivações políticas visando retirar e desviar recursos públicos e rendimentos dos contribuintes, redistribuindo-os por determinados grupos afiliados politicamente ou meramente fruto de conexões pessoais.
O despacho nº 7247/2019 é mais uma tentativa do governo em demonstrar que a sua função é a de construir uma sociedade conivente com os seus preceitos ideológicos ao invés da simples gestão da causa comum. Como tal, é mais um exemplo de imbecilidade do triste fado nacional, o de as pessoas serem instrumentos para o governo em directa oposição à ideia primordial da democracia: o de os governos serem instrumentos das pessoas.
O Polígrafo, nome menos subtil e deliberadamente beligerante que o Ministério da Verdade de Orwell, opinou – não, perdão: decretou – que “o governo não obriga as escolas a deixarem que ‘um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos’ e vice-versa”. O autor do texto, um tal de senhor Polígrafo (sem apelido, como a Madonna), conseguiu escrever tal coisa sem tropeçar na rugosidade do verbo “obrigar”, facto notável para quem se identifica com o género “um amigo dos leitores e um defensor das virtualidades da democracia liberal”. Não que consiga explicar-vos o que são as “virtualidades da democracia liberal”; consigo, sim, explicar-vos o que é uma democracia liberal: é um sistema onde dois paspalhos não determinam por mero despacho as competências logísticas para a higiene nas escolas.
Contudo, diga o que disser o Polígrafo, o despacho nº 7247/2019 visa unicamente a concessão da chave do manicómio aos malucos. Bem sei que a sexualização de crianças está no ADN deste Partido Socialista; tal coisa é, digamos, o seu género. Contudo, a entrega da chave do manicómio a malucos não implica que os malucos deixem de o ser: só significa que os piores malucos obtiveram a chave para o governo por malucos ainda maiores numa poética recursividade demonstrável já a 6 de Outubro.
Que permitiria o despacho, entrando em vigor? Nada. Quer dizer: haveria sempre uma ou outra ocorrência com pais chatos, daqueles chupistas que tentam sacar tudo aos outros; estes vestiriam o Zézinho com o vestidinho de elastano – que o pai desejaria usar na Trumps não fosse um cobarde -, para que o petiz pudesse banhar-se sem ser gozado pelos rapazes, só gozado pelas raparigas; mas, além disso, aconteceria, em pleno rigor, o absoluto nada. É que, por muito que dois chanfrados, que pelo mecanismo de entrega de chaves já descrito, decretem ou despachem aos miúdos para literalmente se irem foder, quem trataria de os foder com a total indiferença da vasta normalidade que subsiste no país (a começar pela maioria silenciosa de abstencionistas) seriam os miúdos deste país que, de género, só conhecem o que lhes entra pelos tablets dentro, nas redes wi-fi das próprias escolas, os géneros mais vistos do YouPorn.
É inconstitucional? É muito provável, o que não é dizer muito: bem vistas as coisas, até a constituição me parece inconstitucional.
Que fofucho!!!
As leituras da deputada comunista Rita Rato enchem uma secção dasquelas O que eles andam a ler do jornal PÚBLICO. A prosa parece saída do Diário de Lisboa dos anos 70: «Nascida e criada em Estremoz, onde corria à biblioteca municipal para encher os braços de livros na véspera das férias, Rita Rato diz hoje que nas leituras e na música sente-se como peixe na água entre autores de língua portuguesa, sejam eles brasileiros ou africanos. “Também sou assim noutras vertentes da estética”, assegura, sentada no sofá de um dos corredores atapetados do Parlamento, com uma pilha de livros que equilibra sobre os joelhos.»
Ora aqui está resolvido o problema da nossa deputada bibliófila que apesar de “encher os braços de livros” (a braçada é mais da área da nataçõa do que da leitura) se sente “como peixe na água entre autores de língua portuguesa, sejam eles brasileiros ou africanos.” e, pormenor não dispiciendo, acrescenta “Também sou assim noutras vertentes da estética”.
Portanto a senhora deputada passou dos bracinhos cheios a esmo de livros para ser peixinho na água entre as vertentes da estética dos autores “de língua portuguesa, sejam eles brasileiros ou africanos.” Neste meter de aǵua nunca visto vamos ao que interessa: a senhora deputada licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais já teve tempo para se informar sobre o Gulag? Recordo que em Outubro de 2009 a senhora deputada respondeu quando interrogada sobre o que pensava do Gulag: “Não sou capaz de responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso”
Quando é que Rita Rato chega a essa vertente da estética?
entradas de leão…
Habituado a que os deuses o bafejem com a sua protecção, beneficiando de uma conjugação de factores políticos mais raros do que os macacos-narigudos (também conhecidos por Nasalis larvatus), entre os quais a inexistência de qualquer espécie de oposição, o Dr. António Costa entrou como um leão neste assunto da greve dos camionistas, convencido que conseguiria, desse modo, chegar à tão ambicionada maioria absoluta.
A táctica é compreensível: se Costa faz o pleno do PS e sempre conseguirá o apoio parlamentar do Bloco e do PC, seria absurdo não tentar pescar nas águas sulfurosas de uma direita abandonada pelo seu principal partido sociológico, o PSD. Para isso, este episódio caiu-lhe como uma luva de pelica, porque, enfrentando os sindicatos, a quem ele julga poder partir a espinha, apresentar-se-à ao país com os atributos de que a direita eleitoral tanto gosta: um chefe capaz de manter a ordem, a Bem da Nação.
Costa já tinha ensaiado este passo com as greves dos professores e a coisa saiu-lhe muito bem, aliás crucificando o PSD e o CDS que estupidamente se colocaram ao lado dos professores para o tentarem encalacrar, acabando por dar o dito por não dito e meter o rabo entre as pernas, fugindo a galope e em marcha acelerada do local do crime.
Só que os professores não ganham 600 euros ao mês, não têm de fazer horas extraordinárias sucessivas para levarem mais algum para as suas casas, tão-pouco conduzem camiões-cisterna. A greve dos camionistas, se eles forem ossos duros de roer, poderá não ter fim enquanto a outra parte não ceder, e se isso acontecer a opinião pública entenderá a capitulação dos patrões como, também, a capitulação de Costa. Por outro lado, se em momento de desespero o governo mandar prender grevistas e dar-lhes cargas de bastonadas policiais, por mais irritado que o país esteja com a greve a sua reacção ao autoritarismo do governo será imprevisível. É que por mais amorfo que esteja o país, os fortes baterem e espezinharem os fracos é coisa que provavelmente não lhe cairá bem.
Concluindo: se esta greve se mantiver sine die e se se aproximar da data de 6 de Outubro, a imagem do Costa-disciplinador poderá desmoronar-se e resvalar para a de um Costa-desrespeitado e despeitado. A sua entrada de leão poderá acabar numa saída de sendeiro. E é por isso que Costa denuncia, cada vez mais, um estado de nervos preocupante…
A propósito
Vejo três erros neste artigo da Helena Garrido. O primeiro é que continua a pensar num Portugal em que PS e PSD iam rodando no poder. Ora o PCP e o BE estão dispostos a tudo para que tal não aconteça.
O segundo erro é supor que caso o centro-direita voltasse ao poder se lhe aplicariam os mesmos critérios sobre a legalidade dos procedimentos o que dificilmente aconteceria. Por exemplo o que teriam decidido caso a orientação do governo fosse outra o Conselho Consultivo da PGR que autorizou a requisição civil quer a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) que agora não “não manifestou a sua oposição” a realização de filmagens por agentes de autoridade?
O terceiro erro é achar que pode existir um antes e depois da greve dos motoristas em matéria de direitos. Claro que não haverá um antes e depois da greve dos motoristas em matéria de direitos. O que determina o antes e o depois em Portugal não são os grevistas nem as greves mas sim a posição que a esquerda tem sobre essas greves.
Por fim tenho uma discordância em relação ao artigo da Helena Garrido. Escreve ela “Escapámos até agora aos partidos populistas”. Discordo absolutamente. Nós somos governados por populistas.
Desculpem lá
mas sabem se aquele sr que escreveu no Observador sobre a chacina dos caracóis mais o PAN dos tutores dos animais têm alguma tese sobre o que fazer quando uma barata ENORME resolve instalar-se nas nossas casas?
Greves e propaganda
Uma greve dos médicos tem um impacto mais imediato e gravoso sobre terceiros do que a dos motoristas de “matérias perigosas” (leia-se “combustíveis”). Já houve muitas e, que me lembre, nunca vi tamanho alarmismo de um governo, nunca o País foi colocado em “alerta médico”. Porquê então tamanha histeria com a actual greve? Porque mexe com o automóvel, esse símbolo-mor do capitalismo, cuja posse continua a ser um símbolo de status, algo de vital para a classe média, esquerda caviar e eco-fascista incluída, mas cuja indisponibilidade é fonte de insuportáveis pesadelos, mais a mais em período de férias.
Greves de médicos (ou de professores), nunca são generalizadas, afectam apenas hospitais e escolas públicas, portanto as classes baixas sem voz. A classe média urbana que protesta, pouco ou nada sofre com estas greves, tem os filhos em colégios privados e recorre a clínicas também privadas a coberto de seguros de saúde ou da ADSE.
O governo sabe disto e está em pânico com a perspectiva de secarem os postos de combustíveis. Haverá matérias bem mais perigosas, mas para outros efeitos que não o dos votos, portanto irrelevantes. E um sindicato que, tal como o dos enfermeiros, não integra o establishment, constitui incentivo adicional para o governo “ir à luta” e, pasme-se, vermos a geringonça a tender para o lado do patronato.
Claro que o governo tem feito asneira atrás de asneira, desde o convite a atestar atempadamente os depósitos até ao decretar da “emergência energética”, tudo a convidar explicitamente ao açambarcamento e a antecipar a situação de escassez.
Perfeita irracionalidade? Talvez não. Este governo vive apenas na lógica da propaganda e procura aproveitar cada crise como oportunidade para tal. E com uma imprensa amestrada e uma oposição queda, muda e acéfala, tem à frente um caminho sem escolhos.
Gente que não presta
A trágica criatura
A propósito da morte de Jeffrey Epstein
Não é tolerável a indiferença com que se aceita que as prisões sejam um território sem lei. Um preso é alguém a quem são retirados direitos nomeadamente o de se defender ou fugir de um agressor. Que um preso acabe vítima dos outros presos não é tolerável, independentemente do crime que cometeu. Se querem penas mais pesadas nomeadamente para os crimes contra menores exijam-nas. Se querem regimes prisionais mais duros defendam-nos. Agora tolerar que as prisões sejam um território com outro tipo de leis não.
Descubra as diferenças
2012. Outubro. Governo PSD+CDS «O Bloco de Esquerda pediu hoje esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna (MAI) sobre a utilização de câmaras de vídeo portáteis, pela PSP, nas manifestações de 21 e de 29 de setembro. Numa pergunta dirigida ao MAI, o BE considera que a utilização de câmaras de filmar em manifestações, pela PSP, visa «instalar um clima de perseguição aos manifestantes, clima que é próximo de estados não democráticos». O BE adianta que teve acesso ao parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), o qual afirma que a «PSP violou a lei, ao filmar os manifestantes que se concentraram» à porta do Palácio de Belém, no dia 21 de setembro, assim como os que se concentraram no Terreiro do Paço, na iniciativa convocada pela CGTP, para o dia 29 de setembro, pelo que «os registos só podem ser destruídos».
O festival da política
Vi hoje no Observador um artigo de Saliu Djau sobre acabar com a mutilação genital feminina. Confesso que não li o texto, mas tive curiosidade em perceber quem seria o seu autor.
Este assina a peça como “Guineense, membro da organização do Festival Política e da rede transacional de ativistas, MURAL- Mutual Understanding, Respect And Learning.”
O meu interesse cresceu substancialmente!
Tive oportunidade de verificar que o Festival Política já vai na sua terceira edição e o tema deste ano é dedicado à “Europa” e serão abordadas questões como “o populismo e a pressão migratória que estão a criar divisões no espaço da União Europeia, o ‘Brexit’ e as fake news”.
Fiquei também a perceber que o Projecto MURAL tem como parceiro nacional o Alto Comissariado para as Migrações.
Dediquei atenção adicional a estas instituições e constatei que a produtora principal do espectáculo é a “Associação Insonomia” (NIPC 514833610), cuja fundadora teve contratos com a Câmara Municipal de Cascais de mais de 120.000€ por ajuste directo para “implementação do plano de transparência, integridade, accountability” e “recuperação de impostos municipais”.
Na produção deste acontecimento cultural também esteve a “Produtores Associados” (NIPC: 508038197) que por sinal teve 298 contratos públicos por ajuste directo, num total de perto de 6 milhões de euros e cujo sócio é ex-deputado do PCP.
Por sua vez os mesmos sócios desta produtora têm outra empresa chamada “Idade das Ideias” (NIPC: 513445137) do qual também fez parte um avençado da Câmara Municipal de Sesimbra. Esta produtora teve, por sua vez, 118 contratos públicos por ajuste directo, no valor global de mais de 3 milhões de euros.
A “Produtores Associados” detém ainda uma quota de 50% numa outra empresa do ramo chamada “Bravopalco” (NIPC: 508702240), esta com outros 44 contratos públicos por ajuste directo no valor global de quase 900 mil euros.
Voltando ao Festival Política, conforme noticiou o Público, em edição anterior do evento foi produzido um vídeo de divulgação cuja narrativa anti-abstenção era o do perigo de as decisões políticas serem deixadas a pessoas “racistas, chauvinistas, homofóbicas, xenófobas e saudosistas dos tempos do Salazarismo”. Na altura o PS e o PAN também usaram este vídeo na campanha das autárquicas. (Pergunto-me se os abstencionistas terão mesmo o perfil acima descrito. A ser verdade, mais de metade dos eleitores nacionais serão pouco menos que nazis…)
Além da preocupação de apelo ao voto, gostaria de salientar que este Festival também já teve como mensagem central a necessidade de “beijos apaixonados para acabar com as discriminações”.
As pessoas e entidades envolvidas nas actividades e contratos a que acima faço referência não são, que eu saiba, suspeitas ou arguidas de qualquer ilegalidade ou irregularidade. Salvo informação que desconheça, tudo é legal e trata-se de prácticas comerciais habituais. Aliás, toda a informação recolhida é de acesso público e irrestrito à distância de um click através da internet.
Mas, o que concluo de tudo isto?
Duas coisas:
- Que a política é mesmo um festival e que o festival é mesmo política.
- Que a “rede transacional de ativistas” vive à custa do dinheiro dos contribuintes.
Entretanto, a causa contra mutilação genital feminina parece relegada para um secundaríssimo plano por esta gente.
*
Não estou cansado, estou de férias!
Tenho andado afastado do comentário e não é por eu estar em férias. Quer dizer: eu estou de férias. É, sim, por os leitores estarem em férias, situação que dura sensivelmente há quatro anos. Vai havendo umas interrupções nas férias dos leitores para uma indignação entre finos sobre se o primo em terceiro grau do Carlos César ainda pode ser considerado familia ou se é aconselhável não engravidar dele; lá vamos parando a festa quando se torna impreterível discutir se a miúda de dezassete anos violada por trinta e quatro sírios é na realidade uma racista intolerante a cavalgar a onda #MeToo de que 300.000€ só é prostituição quando o dinheiro acaba; entre descidas no escorrega do aquaparque vamos opinando sobre os baixíssimos números de bebés mortos por transferências motivadas por falta de pessoal médico no interior profundíssimo que é Faro; enquanto esperamos o bife com batatas fritas lá olhamos para o telefone e até mandamos uma enorme boca sobre a fumarada dos incêndios que nos perturba a refeição; mas, tirando essas pausas para café, lá vamos vivendo as nossas férias com a certeza de que, a completar quatro anos, ainda nos resta outro tanto para terminar a merecida paragem da azáfama que é ser português.
Os temas nacionais de grande importância, para quem tem andado distraído, são o Julho mais quente que há memória desde a erupção do Vesúvio, o quão Trump é feio e gordo, a forma como Bolsonaro nos vai desgraçar a plantar o eucaliptal de Leiria e o quão inadequado é o Boris Johnson em comparação com os grandes colossos continentais como Guterres, Centeno, Juncker e, porque não?, o nosso porto seguro, António Costa. Também discutimos quantas vezes um cérebro Mortágua caberia no crânio da Greta Thunberg, se a eleição de um, dois ou três deputados da IL permitiria a mudança do país para um paraíso sem “o preço certo em euros” com Fernando Mendes e, sobretudo, discutimos se o crescimento do feminismo das quotas é por carência de anti-depressivos ou por factores ambientais como a homossexualidade de armário dos maridos e ex-maridos. Enfim, temas interessantes, não como aquelas coisas aborrecidas como a sustentabilidade da segurança social ou a substituição do sistema de ensino por uma igreja apostólica de calhaus iletrados com mestrado.
É por isso que tenho andado afastado. É que, tal como vós, estou de férias.
EXPRESSO: «Foi em 2016, durante as festas de San Fermín, em Pamplona, que Alfonso Jesús Cabezuelo, Ángel Boza, Antonio Manuel Guerrero, José Angel Prenda e Jesús Escudero encaminharam a jovem à força para um local isolado e a violaram, enquanto faziam vídeos do ataque, que partilhariam mais tarde. Entre os cinco encontram-se um membro da Guardia Civil e um outro do Exército. No final de abril de 2018, um tribunal de Navarra condenou-os a nove anos de prisão por abuso sexual. Do coletivo de três juízes, dois decidiram aquela sentença (entre eles, uma mulher), enquanto um terceiro deliberou a favor da absolvição. A defesa e o Ministério Público recorreram num caso que gerou uma onda de indignação no país e acabaria por se arrastar num calvário judicial.»
EXPRESSO: «A polícia do País Basco decidiu colocar esta quinta-feira em liberdade quatro suspeitos da agressão sexual em grupo ocorrida na madrugada do passado dia 2 de agosto em Bilbau. Os indivíduos foram detidos no dia seguinte à violação de uma jovem de 18 anos no Parque de Etxebarria, na sexta-feira, na cidade basca, após a descrição pormenorizada dos suspeitos feita pela vítima.
Entretanto, a polícia basca procura também perceber se os indivíduos estrangeiros se encontravam ou não numa situação irregular no país, o que poderia motivar a sua expulsão. Mas essa hipótese acabou por não se confirmar.
A prioridade das autoridades bascas é a de prosseguir a investigação com vista a perceber se há mais suspeitos de envolvimento no crime. Dois dos seis alegados criminosos continuam detidos e deverão ser em breve ouvidos de novo em tribunal.
Foi na madrugada da passada sexta-feira que uma jovem espanhola, de 18 anos, foi surpreendida por um grupo de seis homens quando ia supostamente encontrar-se no Parque de Etxebarria com um indivíduo que tinha conhecido na internet.Ainda tentou fugir, mas os homens ameaçaram-na com uma arma branca falsa, tendo sido levada depois para um acampamento onde cometeram o crime. Após a violação em grupo, os seis agressores atiraram-lhe 17 euros e colocaram-se a monte.»
É isto
João Távora: «A questão que deixa livre o terreno para o crescimento do BE aqui referido por José Manuel Fernandes é que ela deixou de ser a economia – esse assalto fica adiado para futuras núpcias, se a coisa se proporcionar. O BE socialdemocratalizou-se (o modelo económico obrigatório em Portugal) e cavalga, entranhado com outros “progressistas” nas redacções dos media de massas (Observador incluído), a batalha cultural. Desse modo, sem pudor, estabelecem os parâmetros do que é um discurso politicamente aceitável – veja-se a forma “activista” como as televisões abordam o Brexit, os migrantes, ou, nos últimos dias relacionam os assassinatos em massa nos EUA com o discurso (!) de Trump. Sem contraditório nem lugar à complexidade, pura propaganda, um proselitismo tão descarado que enjoa.»
Nausea
Antes que comece o festival em torno da primeira mulher negra no parlamento convém lembrar esta mulher
No dia 24 de Abril de 1974 existiam quatro deputadas na Assembleia Nacional: Custódia Lopes, Maria de Lourdes Filomena Figueiredo de Albuquerque, Maria Ester Guerne Garcia de Lemos e Sinclética Soares Santos Torres. Esta última era negra.
A Sinclética Torres, deputada por Angola, entre 1965 e 1974, se deve muita da atenção à questão da droga naquele território tanto mais que esta deputada defendia que se devia distinguir a toxicomania, enquanto “problema do mundo civilizado” dos consumos tradicionais efectuados pelas populações nativas
O Ricardo Dias de Sousa, há muitos anos a viver em Madrid, escreve nas páginas da Oficina da Liberdade sobre os socialismos ibéricos e diz-nos coisas como estas:
É certo que Portugal e Espanha são ambos governadas por partidos socialistas, mas não é certo que esses partidos socialistas sejam iguais. O Partido Socialista português pode comparar-se em vileza, quanto muito, ao PSOE da Andaluzia, não coincidentemente a região mais pobre (e corrupta) de Espanha.
(…)
Mas a diferença é que, em geral, os familiares mais chegados aos socialistas espanhóis, pelo menos a nível nacional, normalmente ainda fazem carreira naquela iniciativa privada que está mais além do mero enriquecimento através do Diário da República.
(…)
Mesmo para um país socialista, governado por um plagiador vaidoso e inane, como é a Espanha actual, a política portuguesa tem requintes terceiro-mundistas que eles julgam estar bastante abaixo do que é possível num país civilizado.
O artigo completo está disponível aqui. Serão dois minutos de leitura de qualidade.

Uma pessoa sabe que vive num país socialista quando
Os outrora activistas fazem uma bandeira com uma alteração legislativa irrelevante Já não precisa esperar para voltar a casar e se calam com a regressão da qualidade de vida do povo Consultas a grávidas recusadas em Lisboa
Esta alteração vai ser extensível aos não imigrantes? Note-se que se tem de apresentar registo criminal para o exercício de empregos, funções ou actividades, públicas ou privadas, ainda que não remuneradas (em regime de voluntariado), que envolvem o contacto regular com menores; carta de caçador; ter um cão perigoso ou potencialmente perigoso; inscrições em ordens profissionais, participação em concursos públicos, pedido de insolvência, obtenção de licença ou exercício de segurança privada…
Assim estamos
O El Pais noticiou o ataque na Tate em que uma criança foi atirada de um décimo piso na secção de Cultura

A propósito da recente inquietação com a Amazónia brasileira
será interessante saber o que está aacontecer na reserva natural Tipnis, na Bolívia. Claro que a Bolívia não tem como presidente Bolsonaro mas sim Evo Morales. E isso faz toda a diferença na hora de fazer notícias.
E que tal alargar isso aos comunistas?
A possibilidade de alguns nazis ou apresentados enquanto tal se reunirem algures causa inquietação e repulsa. Já ter os comunistas como donos da rua, sentados no aparelho de Estado e fazendo parte da solução governativa é ums habilidade.
Esqueci-me que tinha de pagar o IUC em Junho. Tontas as Finanças mandaram-me uma liquidação oficiosa. Vou responder-lhes citando o sr ministro Santos Silva “Seria absurdo fazer interpretação literal” da lei
Aspas porquê?
PÚBLICO: Trump atribui ataques a “ódio” e problemas de “doença mental”
Não percebo o que fazem aqui as aspas, se fosse na Europa nem sequer se escreveria a palavra ódio – proferi-la seria em si mesmo discurso de ódio – e obviamente os autores dos atentados seriam doentes mentais. Só na passada semana tivemos dois doentes mentais atirando pessoas para a linha do comboio (Alemanha) e Madrid.
Aliás achar-se-ia normal que hoje a propósito dos tiroteios nos EUA se escrevesse: “29 pessoas foram assassinadas e as insinuaçõe sda extrema-esquerda obrigaram o Governo norte-americano a montar um gabinete de crise“? Pois foi exactamente assim que o Expresso titulou o atentado de Frankfurt: Uma criança foi assassinada e as insinuações da extrema-direita obrigaram o Governo alemão a montar um gabinete de crise
A novilíngua dos jornais portugueses
Depois do terrorismo e narcotráfico das FARC ser iludido sob o título “depois da luta, chegou o tempo de plantar a utopia” temos o incesto referido como “duas irmãs se aventuram para lá das convenções dos laços fraternos” ou “airosa coreografia de impulsos femininos, que troca as voltas ao moralismo rasteiro e acomodado.
As coisas não são chamadas pelo seu nome. Simplesmente são referidas na perspectiva da reacção que geram no lado definido pelos jornalistas como mau, ou seja os conservadores, as convenções, o moralismo rasteiro…
Título lava mais branco o terrorismo
PÚBLICO: As FARC e a Colômbia: depois da luta, chegou o tempo de plantar a utopia
Traduzindo: depois de matarem, torturarem e sequestrarem, os terroristas, militarmente derrotados, contam a imprens a fofinha para o seu projecto pol+itico na democracia burguesa
Ps. GOSTO PARTICULARMENTE DESTE PARÁGRAFO: “Há uma certa apreensão no ar entre os ex-guerrilheiros e as comunidades mais próximas. As histórias sobre o compromisso com a paz e a vontade em integrar a sociedade convivem com menções constantes a assassinatos, “falsos positivos”, conspirações e corrupção. Em Maio do ano passado, o conservador Iván Duque venceu as eleições presidenciais, depois de fazer uma campanha baseada na oposição ao acordo de paz com as FARC, designadas pelos EUA e pela UE como grupo terrorista, fazendo eco das críticas do seu mentor e ex-presidente, Álvaro Uribe, que considera o acordo um convite à impunidade dos dirigentes da antiga organização terrorista.” Repare-se que os terroristas, romanticamente designados como ex-guerrilheiros, e as comunidades querem a paz mas há uns maus que não querem a paz. São eles os conservadores, tão conservadores e tão maus que são contrários ao acordo de paz celebrado com as FARC que os maus, à semelhança dos EUA e da UE, designam como terrorista. Já agora o mentor do conservador. Uribe, foi o homem que protagonizou a derrota militar das FARC. Sim, porque as FARC foram derrotadas e agora derrotadinhas preparam-se para desgastar politicamente as insttituições que antigamente combatiam pelas armas. Pedir desculpa, nem pensar. Arrependerem-se muito menos. Eles agora são plantadores de utopia.
Costa esconde a marosca
Os sucessivos casos do “familygate” envolvendo o partido socialista e membros do governo de António Costa têm já longa tradição, nomeadamente desde os tempos em que Babush era presidente da Câmara Municipal de Lisboa. As histórias dos últimos dias continuarão a ter desenvolvimentos futuros, sendo que o pronunciamento do Conselho Consultivo da PGR é aguardado com expectativa.
No entanto, com o pedido de parecer feito à Procuradoria, António Costa já conseguiu pelo menos esconder politica e mediaticamente alguns aspectos ligados à situação do seu secretário de estado da Protecção Civil.
Ao centrar a questão na “interpretação” da legislação sobre incompatibilidades nas contratações públicas de empresas de familiares do governo fez esquecer a marosca da consulta prévia organizada para selecção da produção das “golas de Schrödinger” (inflamáveis e não-inflamáveis ao mesmo tempo) e dos kits de protecção contra incêndios.
Por exemplo, já não se vêem jornalistas a pedir esclarecimentos aos responsáveis políticos sobre o facto de as empresas consultadas não terem actividade ligada com o objecto do concurso da ANPC, serem intermediários e não fabricantes, os donos terem ligações a familiares do PS e até relações familiares entre si. Igualmente deixou de se procurar averiguar a razão de algumas sociedade parecerem ter sido constituídas pouco tempo antes de se candidatarem à adjudicação e, outras, informarem que ao contrário do que foi dito não terem sido sequer contactadas para o efeito.
Não se confronta Artur Neves com o facto de ter primeiramente negado conhecer as empresas concorrentes e, mais tarde, ficar-se a saber que as mesmas já haviam sido por si contratadas quando era presidente da Câmara de Arouca.
Pensava eu que importaria também perceber como, depois de ao longo de tantos anos a opinião pública formar (justa ou injustamente) uma suspeita colectiva e quase subconsciente de os madeireiros poderem ter interesses obscuros relacionados com os incêndios florestais, ao secretário de estado não é exigida uma explicação por não ter mencionado no seu registo de interesses a quota de 50% do seu filho numa empresa de serração de madeira, quando não se esqueceu na mesma data da participação de 20% do seu descendente numa sociedade ligada à construção civil.
Ainda por cima, quer com a legislação em vigor quer com a futura versão do diploma, os membros do governo têm obrigação de reportar nessa lista de interesses, de forma completa, participações sociais em empresas de familiares directos.
Esta circunstância não mina a confiança dos portugueses, em especial, das vítimas dos fogos e dos bombeiros que os combatem, no responsável pela tutela directa da Protecção Civil?
Como diria o seu anterior chefe e líder político, a quem aliás serviu fiel e acriticamente, tudo isto é abracadabrante!

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