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O melhor comentário ao desempenho da senhora deputada do Livre: os rostos da delegação do PS

10 Outubro, 2019

 

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O Livre deve achar que somos todos parvos

10 Outubro, 2019

Livre vai pedir tolerância de tempo nas intervenções de Joacine “Consideramos que para haver um tratamento igualitário e igualdade de oportunidades, tem de haver uma tolerância de tempo e tem de ser atribuído o tempo para que a deputada possa expor as suas ideias”, defendeu, em declarações à Lusa, Paulo Muacho, da direção política do partido

Em primeiro lugar o Livre resolveu candidatar uma pessoa gaga. Podia não o ter feito. Foi uma escolha. O parlamento não é um um exame a que se é obrigado a comparecer, uma consulta a que se tem de ir. Só se candidata quem quer.
Em segundo lugar o Livre enganou os eleitores na campanha: tratou o assunto como se fosse óbvio apresentar como candidata a um parlamento uma pessoa com dificuldades de expressão. Porque vem agora o Livre pedir mais tempo no parlamento para Joacine quando nem sequer pediu mais tempo nos debates?
Portanto agora o Livre assume as consequências da sua escolha. E deixa de tentar fazer um grupo parlamentar – tipo Verdes na CDU – à conta da gaguez de Joacine. Aliás a questão de mais ou menos tempo nem sequer faz sentido porque o que acontece é que o discurso tenha ele um minuto ou cinco se torna impossível de ser acompanhado.
Por fim e a avaliar por vários registos gravados de intervenções de Joacine Moreira, dentro de algum tempo, quando se sentir mais à vontade, Joacine deixará de gaguejar.

Iniciativa Liberal versus Chega

10 Outubro, 2019

A IL e o Chega têm neste momento eleitorados diferentes (um mais burguês e urbano, digamos assim; outro mais suburbano). Para crescerem terão de tentar consolidar esse eleitorado e, ao mesmo tempo, captar um eleitorado potencial comum que anda pela abstenção e pelos partidos tradicionais como o CDS e o PSD. Portanto, é natural que haja aqui e ali uma necessidade de alertar para as diferenças, que aliás são várias. O Carlos Guimarães Pinto fez um post, a meu ver inatacável do ponto de vista do eleitor da IL, que pode ser visto como inoportuno e potenciador de uma guerrilha desnecessária com o Chega. Percebo que se possa pensar dessa forma, mas é preciso ser muito crente para pensar que alguém com um temperamento truculento como é o André Ventura não irá aproveitar todas as oportunidades para se demarcar da IL. Fá-lo-á com todo o gosto, mais cedo ou mais tarde.

Em suma, a questão é outra e é muito simples de formular: como é que a IL e o Chega vão lidar com o facto de terem muitos pontos em comum nos seus programas?

E para responder a esta questão temos de ser rigorosos nas palavras. Mendes da Silva, ex deputado do CDS, escreveu que o Chega é um perigo para o regime. Ora, não há uma única proposta do Chega fora do regime. Nem uma. É um partido democrático, isto é, não aceita contrariado a democracia como é o caso do PCP; e também é um partido que respeita a presença de Portugal na UE, ao contrário do PCP que foi sempre contra. Isto basta para o definir como um partido não só do arco do regime, como até defensor de dois pilares fundamentais do tão propalado sistema que muitos apelidam queirosianamente de “Choldra”.

Por conseguinte, é bom que, da direita à esquerda passando pelo extremo centro, as propostas do Chega (necessariamente dentro do regime, quer por imposição deste quer por decorrência do seu programa) sejam respeitadas e discutidas como as de qualquer outro partido.

Nesta matéria, caberá à IL demonstrar que tem as melhores ideias, as mais adequadas ao país e à defesa dos valores da liberdade individual. Eu acho que as tem, mas terá de o demonstrar. Se o adversário é o socialismo, o Chega não é seguramente esse adversário.

 

 

Se for para denunciar a violência sobre os galos de luta já conseguiremos que se fale disto?

10 Outubro, 2019

Tortura em centro de detenção na Venezuela. Luta de galos sobre presos deitados e nus

E este não sofre de perturbações mentais?

10 Outubro, 2019

Tiroteio junto a sinagoga na Alemanha faz dois mortos.Um dos suspeitos foi detido. Autoridades admitem ligação à extrema-direita

Chega para cá

10 Outubro, 2019

Ainda na sequência do meu post de ontem, será sensato reconhecer que os votantes do Chega não surgem do nada e, por muitos votos que tenha ido bucar à abstenção, vários dos apoiantes do Doutor em Direito e licenciado com média final de curso na Nova de 19 valores, virão também de partidos como o CDS e o PSD (aliás como o próprio Ventura).

Ora, se estes votantes/militantes estivessem nas suas agremiações de origem (PSD e CDS, pex) seriam considerados como “tendências” ou “sensibilidades” e os respectivos partidos seriam elogiados pela sua diversidade e pluralidade de opinião interna. Como estão num partido próprio, ficaram repentinamente com sarna, lepra e são indesejáveis…

Além disso, conheço pê-pê-dês, cê-dê-esses bem mais fascistas, securitários e anti-europeus do que gente do Chega. Já para não falar de uma quantidade infindável de socialistas, estatistas e mamistas do estado democraticamente espalhados por CDS e PSD…

Bloco, Pan e PC são muito mais fascistas do que o Chega e é isso que importa demonstrar. Ainda para mais quando são assumida ou veladamente apoiantes de regimes totalitários sanguinários. Admiradores de assassinos, misóginos e homofóbicos como Che(Guevara) não são a mesma coisa do que admiradores do Che(ga).

A conversa da auto-exclusão de André Ventura do processo de reconstrução da Direita será no imediato conveniente e politicamente correcta, mas a prazo contraproducente.

 

 

Porco fascista e nazi não entra!

9 Outubro, 2019

Está em curso um retomar das conversações e preocupações sobre a “Refundação da Direita”, entendida como todo o espaço democrático não-socialista.

Tenho vindo a notar que, salvo erro, todos os actuais líderes e potenciais líderes futuros das agremiações partidárias nesta área política excluem o Chega de André Ventura destes esforços de juntar forças e vontades.

Ora, por muitas e profundas que sejam as divergências de pontos de vista, estabelecer um cordão sanitário em torno de quem se afirma anti-socialista não me parece muito democrático nem útil para “construir pontes” (conforme politiquês da moda).

Pensem nisso.

Limpando contas antigas usando um piaçaba

9 Outubro, 2019

A pessoa…

Que compra lutas na lama a cada toque no teclado.

MJM_LutaLama

Que de vez em quando é apanhada em falso por quem, mesmo sendo pouco recomendável, anda há muitos anos nisto, e se deu ao trabalho de a desmascarar como mentirosa compulsiva.

https://jugular.blogs.sapo.pt/bom-enough-is-enough-a-maria-joao-3929108

Que ainda há pouco tempo (2 anos) partilhava a sua presença num evento em que falavam o atual presidente da IL e o atual presidente do partido libertário mas que entretanto se dedicou a uma campanha negra contra a IL.

MJM-CampanhaNegra

O que não resultou (e como deve doer…), levando a mais um vómito…

MJM-Vomito

Que se diz de direita, mas que exulta com a eleição da deputada do Livre.

MJM-Livre

Que ousou usar o meu nome em mais um delírio mentiroso (no fundo é por isto que escrevo hoje, apenas após as eleições).

MJM-Alexandre

Essa pessoa, auto-intitulada feminista e empresária, ficou muito aborrecida por nenhuma mulher ter sido consultada num inquérito. Estranhei duas coisas: 1) esse mesmo facto e  as explicações para o mesmo 2) a hipótese subliminar dessa pessoa querer ser consultada.

MJM-Empresarios

Empresária? O que venderá em part-time, na empresa do papá, nos intervalos dos seus escarros literários? Parece que vende, entre outras coisas, Piaçabas. Faz muito bem. Não vejo melhor imagem para ilustrar a quantidade de fezes e outros dejectos escritos pela senhora, e que necessitam de correctivo do dito instrumento.

MJM_Piacaba

Use-os em proveito próprio, criatura, e desampare-me a loja!

 

 

 

Isto é verdade? O que diz o Livre? E Mota Pinto confirma?

8 Outubro, 2019

André Ventura escreve: Ontem, depois do debate na RTP, fui cumprimentar todos os deputados eleitos. Deve ser assim em democracia. A Dra. Joacine deixou-me com a mão estendida e disse “Ah, André, desaparece!”. E virou – me as costas.
Felizmente houve uma testemunha de tudo isto, o Dr. Mota Pinto (PSD), que trocava algumas palavras comigo.

Se o princípio agora constitucionalizado do “quem não se sente não é filho de boa gente” for adoptado neste caso qual é o passo seguinte?

Introdução ao acampamento de Verão do BE

8 Outubro, 2019

Nova disciplina de História para ajudar alunos do 12.º ano a interpretar o presente

«As aprendizagens essenciais estruturam-se em torno de quatro grandes temas: “A História faz-se com critério”; “Global e Local (“Glocal”) e Consciência Patrimonial”; “Passados Dolorosos na História” e, finalmente, “História e tempo Presente”. O tema “Passados Dolorosos na História”, por exemplo, assenta no pressuposto de que o desconhecimento da realidade histórica pode conduzir à instrumentalização do passado.»

Ainda acham que os debates influenciam a votação?

7 Outubro, 2019

O PAN obteve em Setúbal 4,57% dos votos

Os cartuxos

7 Outubro, 2019

Caso a partida dos monges Cartuxos tenha passado despercebida, aqui fica o link para uma das várias notícias / reportagens que dá conta do facto…

Notas sobre um desastre eleitoral da direita

7 Outubro, 2019

 

Começo por definir em termos latos aquilo que entendo por direita para efeitos deste texto. É de direita todo o cidadão que entende que o motor da economia é a iniciativa privada. Por sua vez, é de esquerda todo o cidadão que entende que cabe ao estado (à política) mandar na economia. Nestes termos, o PSD, o CDS, a IL e o Chega são de direita. Ora, estes partidos vão ser representados por 86 ou 87 deputados. Não são basicamente os mesmos resultados de há quatro anos, conforme disse Rui Rio; nem sequer é rigoroso comparar com as autárquicas onde lhe dá jeito a comparação, isto é, em concelhos como Lisboa e Porto onde fenómenos distintos afundaram o PSD nas últimas eleições. Em suma, a direita perde, embora se salve do desastre que seria ficar com menos de 1/3 dos deputados na AR.

Dentro da direita as coisas mudaram.

O PSD mantém-se claramente como partido liderante, mas não há dúvidas que repetiu grosso modo os maus resultados de Ferreira Leite (2009) e Santana (2005). Há quem diga que o reforço de liderança da direita por parte do PSD prova que é ao centro que a coisa se resolve. Não contesto que o eleitorado do centro é fundamental para ganhar uma eleição, mas isso não quer dizer que o partido não reafirme os valores de direita que estão na sua matriz e que, sobretudo, são partilhados pela esmagadora maioria do seu eleitorado atual e potencial. Este equívoco estratégico, que persiste em Rui Rio, transformá-lo-á apenas num “PS com dê” e não num partido federador do centro e da direita.

O CDS afundou, prejudicado pelo voto útil em Rui Rio e pela emergência de novos partidos como a IL e Chega. Cristas demitiu-se, obviamente.

A IL teve um desempenho fantástico. Uma análise mais fina por concelho e freguesia permite ver votações muito interessantes para um estreante e promissoras para o futuro eleitoral. Para já, parece-me ser um partido fundamentalmente urbano, em contraste com o Chega que me parece ser sociologicamente suburbano.

Ao contrário de Lisboa, no Porto a IL foi prejudicada pelo prestígio de Rio (o PSD ganhou no concelho do Porto – e até me pareceu que Rio está a comentar isso e não o total nacional), facto que também afundou o CDS (elegeu só um deputado) e não permitiu eleger o grande responsável por este resultado, o Carlos Guimarães Pinto.

Por último, queria deixar uma saudação especial à Madame Marques, que fez parte do espontâneo movimento liberal dos blogues e redes sociais que pavimentou o caminho para o surgimento de um partido como a IL, mas que, devido a problemas de saúde mental, não pode saborear devidamente esta vitória. Ficam aqui (e ficam bem) um grande beijinho e desejos de melhoras.

Desculpem mas para esse peditório não dou

7 Outubro, 2019

Portugal tem como PM um homem que não se controla que literalmente quase desata à estalada na campanha eleitoral. A sustentar o governo temos tido o PCP e o BE uma esquerda radical e extrema que oscila na sua admiração entre Estaline e Chavez. E estão todos enervadinhos porque o Chega elegeu um deputado? Os extremistas já lá estão.

O caso Rui Rio

7 Outubro, 2019

Desde que Ségolène Royal perdeu as eleições para Sarkozy e levou a noite eleitoral a sorrir de forma tão exuberante que Dominique Strauss Kahn chegou a perguntar aos microfones da rádio “Esta mulher já percebeu que perdeu as eleições?” que não assistia a uma reacção eleitoral tão espantosa quanto a de Rui Rio.

 

 

Resumo da noite

7 Outubro, 2019

Kim Jong-un-3

*

Desculpem a pergunta

6 Outubro, 2019

O almirante Pinheiro de Azevedo encarnou no dr Rui Rio?

cds

6 Outubro, 2019
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índiceO CDS teve, em toda a sua história, dois momentos: o da sua fundação, que foi até ao fim da primeira AD, em que beneficiou de um eleitorado vindo, essencialmente, do antigo regime, e o da refundação operada pelo O Independente e Paulo Portas, em que apanhou um eleitorado jovem, cansado do cavaquismo e que se revia na modernidade do projecto político e de comunicação social daquele jornal e do seu director.

O seu segundo ciclo foi completamente dominado pela figura de cada um dos seus dois presidentes, Manuel Monteiro e Paulo Portas, ambos com boa imagem mediática, mais o segundo do que o primeiro. Foi por isso que o CDS voltou a crescer, e foi graças ao carisma mediático do “Paulinho das feiras” que conquistou eleitorado e foi parar duas vezes ao governo.

Todavia, nesta última fase o CDS praticamente nunca ultrapassou os 10%, e foi-se esclerosando em torno da elite dos dirigentes que, com Portas, tirou o partido a Monteiro, no célebre Congresso de Braga. Hoje, os seus dirigentes são ainda os mesmos desse tempo, e o CDS é um partido de velhos-novos, porque, apesar de ainda serem relativamente jovens, já lá estão há décadas, não deixando o partido renovar-se.

Cristas foi das muito poucas que não saiu desse naipe, escolha pessoal de Paulo Portas para o partido e para o governo. Quando se diz que o CDS não arranjará melhor do que ela, é porque ela ainda tinha uma réstia do único argumento que rendia votos ao partido: uma imagem agradável e fresca, que não passava mal na comunicação social.

Tudo o mais é uma desgraça, porque o CDS nunca se preocupou em ser mais do que um clube de amigos em Lisboa e outro no Porto. O Adolfo Mesquita Nunes fugia a este estereótipo, mas, por si só, não chegava, como não chegou e se foi embora.

Consequentemente, o que sobra ao CDS é o vácuo absoluto. E dificilmente sairá dele.

chacun à sa place

6 Outubro, 2019
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O PS perderá, amanhã, a possibilidade da maioria absoluta, porque o Bloco lha tirará. Não serão nem o PSD, nem o CDS, muito menos o moribundo PCP, os responsáveis por isso. O pacto de sangue que António Costa fez com os bloquistas, para ter um governo de legislatura, teve os seus custos: deu palco e poder a uma agremiação política que, de outro modo, penderia, naturalmente, para a irrelevância. O Bloco agradeceu e aproveitou. Amanhã apresentará a conta no Largo do Rato.  O carteiro toca sempre duas vezes.

O PSD ficará condenado a ser o maior partido da oposição. E assim ficará, ad eternum, se não perceber que precisa de 116 deputados para voltar a governar e que, para isso, tem de arrumar a direita e construir um bloco político alternativo ao bloco de esquerda. Qualquer criança é capaz de entender isso. Mas será que Rui Rio, com novo fôlego para se manter mais uns anos como líder, conseguirá aceitar que a vocação do seu partido é liderar um espaço político a que ele nega pertencer?

O CDS poderá entrar num suicídio alucinante se decidir correr com Assunção Cristas. Apesar de estar longe da perfeição, não arranjarão melhor do que ela, nem nada que se lhe chegue. Pelo partido do Dr. Portas já se fala no regresso do Dr. Monteiro, o que nos proporcionaria bons momentos de humor. Pedro Mota Soares e Nuno Melo não acrescentariam nada ao que já existe. O que o CDS precisa é de ter presente que não pode ser apenas um clube de bons amigos do Caldas, que se distribuem, de tempos a tempos, por lugares elegíveis em listas de deputados. O CDS não existe sociológica e ideologicamente. E, ou resolve esses problemas, ou desaparecerá, qualquer que seja o líder.

O Bloco, como grande vitorioso destas eleições, ficará, muito provavelmente, com o futuro do próximo governo nas mãos, como, de resto, já teve o do que cessa funções. É evidente que a próxima legislatura lhe sairá mais cara do que a anterior, e, se quiser credibilizar-se como verdadeiro partido de esquerda e não como um grupo de moças de recados de António Costa, terá de ser mais exigente a viabilizar orçamentos. Isso implicará exigir medidas que colidirão com as exigências e os filtros de Bruxelas, que o PS não poderá aceitar. No limite, chegará o dia em que terá de derrubar o governo, ou ficará sem qualquer utilidade para o eleitorado.

O PCP junta, ao problema gerontocrático das suas elites e, principalmente, das suas bases, o de ter sido o partido mais prejudicado pela geringonça. Foi vampirizado pelo PS e pelo Bloco e, se continuar a viabilizar orçamentos de estado amigos de Bruxelas, levará o destino dos seus antigos congéneres europeus, que, durante anos, o Dr. Cunhal conseguiu evitar, com inteligência e pertinácia. Não será, portanto, com o PCP que António Costa poderá contar para mais quatro anos.

PAN: espera-se que, com o abrandar da moda do holocausto ambiental e dos animaizinhos em restaurantes, se torne numa espécie em vias de extinção.

Iniciativa Liberal: consiga, ou não, eleger um deputado, o Iniciativa Liberal tem de compor uma futura solução política à direita. Tem ideias, pode refrescar o ambiente e provará, amanhã, que tem eleitores. Sá Carneiro foi buscar o PPM, que nunca elegera meio deputado, para integrar a AD. Sabia o que fazia. Depois desta campanha, o IL não poderá deixar de fazer parte da solução.

Amanhã será um velho dia

5 Outubro, 2019

Grosso modo, no Domingo de amanhã tudo ficará igual.

Haverá cada vez mais dificuldade em gerir aparências de prosperidade, pelo que se acentuará a tónica das causas fracturantes e terá lugar disputa pelo melhor desenho legislativo para um homem novo.

poupança e o património serão atacados como nunca.

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A crise da siderurgia nacional

5 Outubro, 2019

27.10.2017: António Costa: “Tenho os nervos de aço”

Isto já acabou, apaguem as luzes

5 Outubro, 2019

Num país decente, António Costa teria terminado ontem a sua carreira política. Isto não está ao nível de sexo com estagiárias ou envio de fotos em cuecas para moças, isto está abaixo de qualquer lapso de decoro. Isto está ao nível em que já não há nível nenhum. Se o país não se dá ao trabalho de encontrar um único indivíduo que não faça destas figuras enquanto primeiro-ministro, então o problema não é de mais ou menos socialismo ou de falta de crescimento, é de falta de vergonha.

Alguém sabe o partido da senhora que tentou agredir a líder do CDS?

4 Outubro, 2019

A arruada do CDS-PP, com Assunção Cristas, no Porto viveu esta quarta-feira momentos de tensão, com protestos contra o ex-governo PSD/CDS, empurrões e até uma tentativa de agressão à líder centrista.
No final, a mulher afirmou a jornalistas que tinha empurrado Cristas, gritou-lhes “ladrões”, com vários palavrões à mistura: “São uns ladrões, não se aproveita nada. Não gosto dela.”

Comparem-se as reacções do CDS e da sua lider perante a atitude desta senhora com a forma como o PS e Costa estão a reagir ao acontecido hoje.

Suponha-se ainda que Assunção Cristas tinha reagido como António Costa. Pois é, a sua vida política estaria dada mais ou menos como terminada.

Até quando o país vai tolerar que o PS  se comporte como uma milícia?

Um homem de cabeça perdida

4 Outubro, 2019

PS apresenta queixa-crime contra homem que acusou Costa de estar de férias nos incêndios

Acusação de Tancos. PS acredita em conspiração política do Ministério Público

António Costa não tem qualquer capacidade para fazer campanhas eleitorais. Não sabe conviver com o povo, em qualquer situação menos favorável só vê conspirações.
Foi um homem de cabeça perdida que acabou esta campanha. Qualquer outro lider teria resolvido o incidente de hoje de forma cordata e simpática. Ele desatou numa berraria, a empurrar quem o interpelava.
António Costa não esteve de férias durante os incẽndos de Pedrogão, fez bem pior: foi de férias depois dos incẽndios de Pedrogão. É óbvio que percebe agora que não devia ter ido.
Escusa de gritar, empurrar, esbracejar. O homem que paralisa nos maus momentos para o país e reage despropositadamente perante as criticas pessoais não dá tranquilidade como titular de cargos de responsabilidade. O PS fecha os olhos perante esta deriva bolivariana como fechou perante Sócrates. Vai ser medonho.

Que todavía hay clases!

4 Outubro, 2019

 

Velha boa, Velho mau

4 Outubro, 2019

Idosa tenta agredir Cristas  |  #BEM

VelhaCristas

Idoso manda bocas a Costa |  #MAL

VelhoCosta

“Cativações” de votos de emigrantes

4 Outubro, 2019

As cativações deste (des)governo chegaram também aos votos dos nossos emigrantes. Eis aqui uma denúncia de Tiago Sousa Dias que transcrevo. É só para reflectirem.

“Não param de chegar queixas de portugueses no estrangeiro a quem está a ser negado o direito de votar. As causas são intermináveis. Os envelopes não têm “To” nem “From”, o selo pago não é reconhecido, no Lobito os envelopes chegaram ontem e hoje (dificilmente chegarão antes de dia 16), no Dubai não reconhecem o modelo de carta, no Canadá e EUA já há envelopes devolvidos pela segunda vez pelas mais variadas razões.
Não tenho dúvidas do que estou a dizer nem da dimensão da conclusão: foram milhares os Portugueses a quem foi negado o direito a votar. A democracia falhou àqueles a quem o Estado já antes falhou empurrando-os para o estrangeiro.
Vergonha!”

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10221701545627469&id=1219952993

Partido PAN: um lobo com pele de cordeiro

4 Outubro, 2019

Encontrei no Observador uma excelente análise num artigo de José Ribeiro e Castro do que nos espera se o PAN crescer na Assembleia da República. Deixo aqui para reflectirem. Esta é a verdadeira face dos “amigos dos animais”:

“O programa do PAN, com 1196 propostas, é difícil de abarcar em toda a variedade. É um festival de burocracia: entre Estratégias, Observatórios, Planos, Programas, Redes, Centros, Sistemas, Inventários, Registos, Estudos, novas Secretarias de Estado e Direcções-Gerais, Provedores e Plataformas encontrei mais 190, aos mais diversos propósitos. A medalha de ouro atribuí-a aos (vá lá, retenham o fôlego) GLPSSAOSES: “Grupos Locais de Situação de Sem-Abrigo e Outras em Situação de Exclusão Social”. É também um festival de proibicionismo: tem 50-propostas-50 para “abolir”, “impedir”, “interditar”, “limitar”, “proibir”, “vedar” ou “não permitir” isto ou aquilo. É amigo de lobbies que serve diligentemente, como um de psicólogos: contei 30 propostas para favorecer psicólogos, incluindo contemplar “a dedução à colecta, em sede de IRS, na categoria de despesas de saúde, de gastos com Serviços de Psicologia a qualquer área de intervenção e não apenas na área da Psicologia Clínica” – isto é, descontar como saúde gastos que não são clínicos. É um bodo de benefícios e regalias, restando explicar como é que paga tanta coisa, sobretudo depois das marteladas que o PAN propõe dar na economia – pode recear-se que o PAN, ao soltar a ideologia para fustigar o “modelo económico extractivista-produtivista” e propor “a mudança de paradigma baseado no crescimento ilimitado”, esteja a pensar num futuro caracterizado pelo paradigma da recessão ilimitada.

O programa do PAN tem coisas de elevadíssima importância, como “incluir legendas em inglês nos ecopontos das zonas de maior afluência turística”, a par de outras talvez um nadinha intrusivas, como “promover campanhas de sensibilização sobre os impactos ambientais dos produtos de higiene íntima e os benefícios da utilização de copo menstrual” – aqui, não esclarecendo o PAN se, sim ou não, com legendas em inglês. O PAN não deixa, todavia, de nos informar que “estima-se que cada mulher utilize cerca de 15 mil produtos de higiene íntima descartáveis durante a sua vida”.

Tem manifestações de fúria veggie, ao “determinar como regra que todas as refeições nos eventos promovidos pela administração directa e indirecta do Estado são vegetarianas”, a par de ataques de dirigismo informativo, como na cominação de “incluir uma rubrica/peça jornalística diária de divulgação cultural em programas de grande audiência da televisão pública, como, por exemplo, o Telejornal”. E não esquece uma incursão ternurenta pelo programa Walt Disney para a reforma do sistema financeiro, anunciando “criar regulamentação própria com vista à instalação da Banca Ética e das Finanças Solidárias em Portugal”.

Entra a sobrepor a ideologia à decisão exclusivamente técnica e científica em matérias de saúde, seja na questão da “doação de sangue por parte da população LGBTI+”, seja na proibição de intervenções cirúrgicas “à nascença de bebés e crianças intersexo” (carregando nas tintas como “mutilações genitais”) – trata-se de matérias em debate, mas que devem ser decididas pela ciência médica, não por programas partidários. E lança uma girândola de ideologia de género: “alargar a autodeterminação no reconhecimento legal da identidade de género a jovens menores de idade”; “possibilidade da abolição da menção de género/sexo em documentos oficiais”, na linha do combate por “processos legislativos cada vez menos centrados no binarismo de género”; e insistência nas barrigas de aluguer, acrescentando o “alargamento do acesso a homens solteiros e casais de homens.” Já, porém, quanto às vacas, sempre na ordem do dia, a doutrina é diferente, velando pela estreita relação filial/maternal entre vitelo e vaca: “Regulamentar a separação dos vitelos das suas progenitoras, considerando que actualmente é possível a sua separação nas primeiras 24h de vida”.

É generoso para além da natureza, ao garantir, “a obrigatoriedade da existência de sombra e a protecção contra as intempéries nos pastos extensivos”, ou seja, pradarias com abrigos e coberturas, “para além – acrescenta o PAN – das demais condições que devem ser asseguradas aos animais”. O que serão? Instalações sanitárias? Balneários? É possível – trata-se de gado vegetariano, todos os privilégios são poucos.

O PAN (tal como o Bloco) prevê autorizar os médicos a matar doentes a pedido – a eutanásia -, sob o falso eufemismo de “morte assistida”, que é a prática comum e humana de chegar à morte com assistência médica e os cuidados de familiares e amigos. Ameaça a independência partidária do Procurador-Geral da República e do Presidente do Tribunal de Contas, mudando a fonte da sua indicação para a Assembleia da República. Abre um paraíso para os “hackers”, ao anunciar a criação de “um portal para consulta facilitada sobre os dados de cada cidadão que estão a ser recolhidos, por que entidade e qual a sua finalidade”. E previne-nos para a “conhecida Declaração de Cambridge de 2012”, em que “cientistas na área das neurociências declararam, pela primeira vez, que animais não-humanos (designadamente mamíferos, aves e polvos) possuem os substratos neurológicos, neuroanatómicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência em linha com a capacidade de exibir comportamentos intencionais, devendo, por isso, haver mais exigência no seu trato e mais respeito pela sua existência e natureza.” Esta constatação levará a importantes consequências: por um lado, podemos dizer adeus a pitéus como a salada de polvo, o arroz de polvo e o polvo à lagareiro, uma vez que o saboroso cefalópode está coberto pela esmerada atenção dos sábios de Cambridge; por outro, impõe uma série de medidas de educação alimentar dos animais selvagens carnívoros, a fim de passarem a herbívoros – que é como quem diz vegetarianos –, não só porque será melhor para a sua saúde e pegada ecológica, mas porque há que pôr fim à prática cruel de devorarem outros animais vivos sencientes. Estas medidas não constam deste programa do PAN para 2019; certamente estão guardadas para 2023.”

Ainda assim, Iniciativa Liberal

4 Outubro, 2019

Partilho inteiramente o que diz o Vítor sobre a eutanásia. Ainda assim não vejo que tal seja motivo para não votar na Iniciativa Liberal no próximo domingo. Creio que ele concordará que será impossível encontrar algum partido onde estivéssemos de acordo com todas as propostas. Aliás, tenho a certeza que se fosse eu próprio a escrever todas as propostas partidárias para uma legislatura, ao fim de um mês era bem capaz de já não concordar com uma ou outra.

Eu subscrevo o que já aqui disseram o Rui A. e o jcd e votarei na Iniciativa Liberal. A minha discordância com várias propostas não é justificação para deixar de votar em quem, e pela primeira vez no espectro partidário, assume as ideias e valores liberais que há mais de 15 anos neste blog e noutros locais temos defendido. Aliás, divergências e discordâncias são coisa que não tem faltado neste blog que sempre se assumiu liberal e nem por isso deixamos de seguir um caminho junto. Nem teria graça de outra forma. Discordar é algo muito liberal. E seria pena perder ou diminuir a oportunidade de eleger um deputado liberal, com o risco de ser eleito mais um deputado comuna ou socialista de qualquer espécie e tonalidade de pantone, que é no que se resumem todas as demais alternativas.

O legado catastrófico de Costa

4 Outubro, 2019

Enquanto nos distraem com o “apocalispe” do  clima, a verdadeira catástrofe aqui mesmo no nosso país, soma e segue com uma destruição “ciclónica” como não há memória. O pupilo de Sócrates, fiel amigo e braço direito, não desiludiu o mestre e com primor aplicou todo o desgoverno possível para nos tornar na próxima “Venezuela da Europa”.

Se bem se lembram a primeira medida desastrosa em 2015 e lesiva para o contribuinte, foi a resolução do Banif. A compra compulsiva por parte do Santander foi muito bem planeada pelo actual executivo, que com uma notícia falaciosa, acelerou o declínio do banco. Tudo isto para justificar a necessidade urgente de actuação, que na verdade escondia um milionário empréstimo ao Estado, contratações de ex políticos do PS para chefias do Santander e impedir que entrássemos em 2016 para que a normativa da UE, que põe os grandes depositantes e accionistas a pagar os prejuízo não fosse aplicada no Banif, para proteger os amigos envolvidos nesse banco.  Bruxelas que afirmou que “estava disposta a continuar em 2016 qualquer novo plano de reestruturação”  nem sequer foi ouvida.

Depois veio a “CGDgate”. O vazamento de e-mails confirmavam um acordo de Centeno e Domingues para administradores não declararem rendimentos. Como a união faz a força, a geringonça impediu uma comissão de inquérito. Lindo! A juntar a isto a administração cresceu para 19 elementos, aumentou  salários aos dirigentes, fechou centenas de balcões e  despediu milhares de trabalhadores pois claro, para de seguida injectar  6 mil milhões dos contribuintes neste banco para ele continuar… público.

Na segurança,  chegou a tragédia maior: os fogos mortais em Julho 2017 de Pedrógão. Centenas de mortos, feridos e desalojados. Gente entregue à sua sorte quando o maior fogo de sempre tudo. Seguiu-se  milhões em donativos que foram desviados pela autarquia e  pelo REVITA criado pelo governo.  A Protecção Civil carregada de boys que meses antes tinham assumido os cargos e que muitos deles nem sequer eram  da área, deixaram engolir tudo pelo fogo. Enquanto isso, Costa foi tranquilamente de férias mas estava a seguir tudo pelo telefone, disse. Foi quando se descobriu que o SIRESP não funciona quando faz falta mas é muito bom e infalível nas clausulas contratuais do tempo do Costa como ministro do MAI, para não assumir responsabilidades e sugar o contribuinte até ao tutano. Como a lição não foi bem aprendida (os maus alunos são assim) repetiram-se as tragédias com os grandes fogos de Outubro que ceifaram o resto do país até ao pinhal de Leiria mas que foram um sucesso porque não morreu gente, afirmou  Costa todo orgulhoso pela proeza.  A seguir veio a derrocada anunciada e com conhecimento do governo – Galamba tinha lá estado meses antes – da estrada de Borba com mais  5 mortes por inércia do Estado.

Na justiça, o afastamento de Marques Vidal com apoio de Marcelo e um sorteio de um juiz para o Processo Marquês que se repetiu 4 vezes até dar o resultado pretendido: Ivo Rosas (o juiz arquivador já deveras conhecido no meio por arquivar tudo). O “insuspeito” vencedor ainda não parou de minar o processo que envolve Sócrates obrigando o MP a fazer queixa. Portanto, mais um “gate” para juntar à lista.

E por falar em “gate” tivemos o Galpgate, familygate, golasgate  e o mais recente , Tancosgate que não pára de nos surpreender com um furto a um paiol que acabou em encenação de recuperação de armamento furtado e com cada vez mais evidências de que o envolvimento neste caso cabeludo não se limita aos que se demitiram do governo.

Nas finanças e economia, uma  subida de impostos indirectos e criação de outros tantos novos que nos colocou com a maior carga fiscal de sempre; uma economia que cresce miseravelmente  – apesar das condições conjunturais favoráveis  como há muito não se registava – com os países de leste acima de nós e uma dívida pública que nunca parou de subir e está já nos 252 mil milhões.

Nos transportes públicos assistimos à degradação diária com supressões na CP e Soflusa  com filas intermináveis de gente à espera  e passes baratos que não servem para nada porque não há transportes suficientes.

Na saúde tomamos conhecimento da falta de medicamentos nas farmácias; dos hospitais sem dinheiro para despesas correntes, com falta de material, de pessoal, de manutenção nos equipamentos; das listas de espera por consultas que aumentam; das consultas que se cancelam para obesos; dos cortes nos tratamentos oncológicos. Em suma um SNS em ruptura.

Tivemos reversões ruinosas: da TAP cujos obscenos prejuízos voltamos a ser nós contribuintes a ter que os assumir e as 35h no sector público que fez disparar a factura das horas extras no ministério da saúde atingindo o valor mais elevado de que há registo e a redução do IVA da restauração que, nem aumentou emprego nem melhorou a oferta.

Vimos ainda  a censura nas plataformas digitais, a manipulação dos órgãos de comunicação social, caos nos serviços com  filas intermináveis nas lojas do cidadão e bateu-se o recorde de greves de todos os sectores de actividade.

O momento alto foi a introdução secreta sem debate, sem escrutínio da Ideologia de Género nas escolas públicas que tal como o nome indica não é uma ciência é uma doutrina sob a falsa capa da “igualdade de géneros” e a assinatura do Pacto Global das Migrações que compromete seriamente o futuro da nossa nação.

Nesta brilhante desgovernação houve ainda lugar a 15 demissões:

  1. Francisco José Ferreira, líder do PS de Arouca fazia parte do gabinete do secretário de Estado da Protecção Civil (caso das golas);
  2.  José Artur Neves, secretário de Estado da Administração Interna (caso das golas);
  3. João Soares ministro da cultura (caso das bofetadas);
  4.  João Wengorovius Meneses, secretário de Estado da Juventude e Desporto,em “profundo desacordo” com o ministro da Educação;
  5.  Nuno Félix, chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e do Desporto (licenciaturas falsas);
  6.  Rui Roque,adjunto do primeiro-ministro para os Assuntos Regionais (licenciaturas falsas);
  7.  Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde (caso  Raríssimas);
  8. Rocha Andrade, secretário estado Assuntos Fiscais (caso Galpgate);
  9. João Vasconcelos secretário estado Indústria (caso Galpgate);
  10. Jorge Costa Oliveira secretário estado Internacionalização (caso Galpgate);
  11. Constança Urbano de Sousa  ex-ministra da Administração Interna (incêndios Pedrógão Grande);
  12. Azeredo Lopes, ministro da Defesa (caso Tancos);
  13. Carlos Martins,  pasta do Ambiente (caso Familygate);
  14. Armindo Alves, adjunto e primo de Armindo Alves (caso Familygate);
  15. João Ruivo, marido da secretária de Estado da Cultura com funções na secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional (caso Familygate).

Não admira pois, que com tanta coisa às costas o Costa não aguente as dores.

Minoria desprotegida

4 Outubro, 2019

Haverá uma altura em que um projecto de legalização da eutanásia será aprovado na assembleia da república. Consistirá num texto com tretas muito bonitas sobre a liberdade, que serviria para ocultar o lado prático da coisa: o extermínio de velhos doentes, senis e sem recursos económicos. Em alguns casos, com o aval dos familiares dado enquanto recolhem as alianças do dedo do proto-cadáver para o posterior luto na loja de penhores. Como não terei nada a ver com isso, nunca poderia, em plena consciência, votar em qualquer partido que não rejeitasse liminarmente esta aberração. Assim sendo, não posso e não vou votar Iniciativa Liberal.

Iniciativa Liberal no RAP

4 Outubro, 2019

We will always have Paris

3 Outubro, 2019

Prefeitura de Paris concede a Lula título de Cidadão Honorário
Duas semanas após prefeita da capital da França receber Dilma, cidade concede honraria reservada a defensores dos direitos humanos, já dada ao cacique Raoni

Em breve:

Socrates_Paris-jogging

 

Pedido de esclarecimento ao PAN

3 Outubro, 2019

Encontrei este texto numa caixa de comentários que por ser pertinente resolvi aqui reproduzir com a expectativa de virmos a ser esclarecidos em abono da verdade:

” Muito se ouve dizer que “…voto PAN porque gostam dos animais…” e “…voto PAN porque tenho um cão…” ou “…voto PAN porque protegem os animais…”, mas há algo nesta ideia que me intriga e gostava muito que o PAN viesse publicamente esclarecer a sua posição quanto á organização PETA ( Pessoas pelo tratamento ético de animais).

O PAN APOIA ou REPUDIA a PETA ?

O motivo da minha dúvida tem a ver com duas pouco divulgadas particularidades dessa organização :
1- a PETA é totalmente contra o ser humano possuir outros animais, ou seja não devemos ter animais de companhia (ou outros);
2- a PETA ao longo dos anos eutanasia (mata) para cima de 75% dos animais que resgata.

Tendo em conta estes dois factos muito agradecia um esclarecimento.

No caso de repudiar a PETA deverá então fazê-lo não só em palavras mas ao nível das acções para bem da consistência.

Caso apoie a PETA então não deverá apresentar-se á sua base votante como um partido que luta pelo bem estar dos animal mas sim que é a favor do rapto (prática recorrente da Peta) e da morte desses mesmos animais.

Para suporte desta informação, e para que não se pense que esta dúvida é infundada junta-se os seguintes links :

1- Relatório oficial de um dos estados Americanos (noutros temos números iguais sobre eutanasia)
https://arr.va-vdacs.com/PublicReports/ViewReport?SysFacNo=157&Calendar_Year=2016

2- Reportagem vídeo onde se aprofunda estes dados e outros.
https://www.youtube.com/watch?v=IfO9PL-Z8II&list=WL&index=60&t=0s

3- Página dedicada à análise profunda sobre as práticas da PETA
https://www.youtube.com/watch?v=IfO9PL-Z8II&list=WL&index=60&t=0s

PS: Já agora pedia um esclarecimento sobre como podemos ter animais de companhia (cão e gato) dentro de 15 anos sem criadores? Devemos fiscalizá-los? Claro que sim, mas sem estes e com a regra que os animais adoptados têm de ser esterilizados como se dará a sua reprodução? Ou seja… se não protegermos a sua ética reprodução DENTRO DE 15 ANOS NINGUÉM TEM NEM UM CÃO NEM UM GATO….”

Rui Rio é um homem de palavra

3 Outubro, 2019

Rui Rio, com a frontalidade, lógica e honestidade que se lhe reconhecem, ao tentar distanciar-se politicamente de Passos Coelho, disse que os seus objetivos eleitorais eram três (por ordem de importância) :

1) ganhar formando uma maioria com o Cds

2) ganhar e formar uma maioria incluindo o PS

3) ficar em segundo, mas disponibilizar-se a viabilizar um governo PS (uma espécie de Geringonça2. “É melhor que nada” – disse ele em tempos.

Acontece que nenhuma sondagem dá a vitória ao PSD, nem de perto nem de longe. O cenário 1 é praticamente impossível e o 2 é muitíssimo improvável. Pelo que nos resta o 3. A noiva, mesmo que contrariada, quer casar com António Costa, não porque goste dele, mas porque tem ciúmes das outras potenciais noivas.

Rui Rio é um homem de palavra. Se disse isto, podem crer que o fará.

Portanto, para os eleitores que não são de esquerda, o PSD não pode ser uma possibilidade racional. Como alternativas credíveis, restam o CDS e sobretudo um partido novo, com ideias arejadas e muita vontade de agitar as águas no parlamento. Evidentemente, falo do Iniciativa Liberal, que hoje anunciou o seu “desprograma” que propõe a extinção imediata de 13 taxas e a revisão de “mais de 70 organismos do Estado redundantes ou desnecessários”.

Entre o 10º deputado do PSD em Lisboa ou Porto e um da IL, há alguma dúvida sobre o que é mais útil?

Declaração de voto

3 Outubro, 2019

 

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Iniciativa Liberal

3 Outubro, 2019
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Em 2003 a grande moda em Portugal era a blogosfera. Eram os tempos da Coluna Infame e do Blog de Esquerda. Pacheco Pereira tinha acabado de lançar o seu Abrupto e decidi também fundar o meu, acreditando que talvez existissem 10 pessoas por dia a lê-lo. A ideia original era chamar ao blogue “Posts de Pescada” mas o nome já estava tomado e, sem pensar muito, chamei-lhe Jaquinzinhos. Como leit motiv, uma frase: Blogue Sulista, Sportinguista e Liberal.

Era um blogue em que pretendia falar do meu Algarve, do meu Sporting e das minhas opções políticas. Em 2003 conhecia meia dúzia de pessoas que se reclamavam como liberais. Andavam pelos fóruns do Público e antes pelos grupos de discussão da Usenet. Alguns meses após ter lançado o Jaquinzinhos, a minha surpresa era completa. Não só o blogue atingira rapidamente os 1000 leitores diários como havia uma inesperada quantidade de outros blogueiros que defendiam abertamente um Portugal mais liberal. Afinal, éramos poucos, mas não tão poucos como imaginara. Mais tarde, grande parte desse universo blogueiro liberal aglutinou-se em dois blogues de referência. Insurgente e Blasfémias.

Desde sempre, em Portugal, o pensamento liberal foi mal-entendido tanto à esquerda como à direita. A esquerda com a sua habitual incompreensão com o funcionamento do mundo e com a incapacidade de entender como cresce uma economia e a sua sempre presente aversão ao sucesso. Em alguma direita, principalmente a direita nacionalista, a aversão ao globalismo e uma ideia de pulso forte sempre presente.

Coisas normais em países da Europa são vistas em Portugal como emanações de ultraliberalismo selvagem radical. As leis do trabalho da Dinamarca se aplicadas em Portugal dariam para semanas de greve geral. Em Portugal, recomendar a abolição do salário mínimo como nos países nórdicos seria o escândalo do ano. Sugerir um sistema de saúde como o da Holanda ou da Suíça causaria uma apoplexia generalizada nos filhos do Dr. Arnaut. Reclamar por um sistema de gestão de educação como o da Bélgica deixaria o Dr. Mário Nogueira e a Secretária Leitão às portas da morte.

Em Portugal dizem-se as maiores atoardas sobre o liberalismo. Ignorância, preconceito e negação do óbvio estão na origem desta incompreensão. Liberalismo é a defesa intransigente da liberdade individual. A liberdade de expressão e de opinião, seja ela boa ou má. A liberdade de escrever odes triunfais ou tweets inconsequentes, poemas ou amor ou banalidades. A liberdade de querer ser informado ou de querer ser ignorante, a liberdade de idolatrar deuses imaginários ou de ser descrente, a liberdade de mentir ou de falar verdade, de inventar, de interpretar, de discordar, de idolatrar os heróis da moda, a liberdade de ser querer ser feliz ou infeliz, amar ou odiar, ser snob ou humilde, a liberdade de não gostar de liberdade e até de ser contra a liberdade, a liberdade de meter os pés pelas mãos e apontar para o lado, a liberdade para mudar de ideias, liberdade de sermos incoerentes, liberdade de não reconhecer a asneira, liberdade de ler branco e dizer que se leu preto, liberdade de dizer sim e de dizer não. A nossa liberdade só tem um limite: em nada pode diminuir o espaço de liberdade dos outros. Não temos liberdade para usar violência, roubar, ameaçar, difamar ou impedir outros de acederem às mesmas liberdades que queremos para nós.

Ou, nas palavras de Fernando Pessoa: “O liberalismo é a doutrina que mantém que o indivíduo tem o direito de pensar o que quiser, de exprimir o que pensa como quiser, e de pôr em prática o que pensa como quiser, desde que essa expressão ou essa prática não infrinja directamente a igual liberdade de qualquer outro indivíduo”.

Naturalmente, se todos temos este conjunto de liberdades, também temos liberdade económica. Liberdade de comprar, vender, oferecer, arrendar, emprestar, empregar ou empregar-se, contratar, investir ou poupar, importar ou exportar. Liberdade de criar, conceber, correr riscos e de reter os proveitos eventualmente gerados pelas suas apostas ou pela aplicação das suas capacidades. Liberdade de procurar a sorte ou o azar.

Embora este conjunto de liberdades nasçam de uma declaração de princípios e não seja consequência de uma qualquer tentativa de otimização de resultados, a verdade é que na economia ainda não se encontrou nada que funcione melhor que a liberdade económica. Capitalismo, se quiserem. Todas as experiências alternativas colapsaram.

A liberdade económica e liberdade individual são a fundação das democracias liberais, mais ou menos imperfeitas, em que vivemos. E como se deve comportar o estado, numa sociedade liberal, para lá da gestão cuidadosa das óbvias funções básicas de soberania?

O estado não deve servir-se dos contribuintes, mas servir os cidadãos. As pessoas não trabalham para pagar impostos. Trabalham para viver. Pagam impostos porque o estado tem custos. E uma forma que o estado tem de servir os seus cidadãos é na criação de condições para que todos possam exercer em pleno as suas liberdades e fazer uso das suas capacidades. Ninguém devia assustar-se por receber uma carta das finanças, ninguém devia aceitar perder uma manhã para tratar dum papel que o próprio estado exige. Ninguém devia ter medo de criar um pequeno negócio por causa da burocracia, das obrigações absurdas e do fisco implacável. Por outro lado, a cultura da senha, da fila de espera, da superioridade do funcionário perante o cidadão indefeso é também um reflexo do estado que não respeita ninguém.

Servir os cidadãos é garantir-lhes o acesso a saúde e educação com qualidade. Garantir o acesso, permitindo que cada cidadão possa escolher a escola dos seus filhos ou o hospital onde quer ir de acordo com as suas preferências, é muito mais importante que criar estruturas mastodônticas que oferecem serviços de má qualidade, enquistados em regras de gestão do século passado, sem autonomia nem vontade. Note-se que isto não significa que o estado deve pagar ensino ou hospitais de luxo. Definidas as regras de qualidade mínima e preços de referência, todos os cidadãos devem poder aceder livremente aos serviços disponíveis pela sociedade dentro desses limites. Quem quiser diferente terá que pagar. Note-se que no regime actual apenas os cidadãos mais ricos podem escolher. Num sistema de livre acesso, todos podem. Não há nada socialmente mais justo que remover essas barreiras de classe social da frente dos cidadãos mais desfavorecidos.

Servir os cidadãos é também proporcionar-lhes uma rede de segurança que minimize o medo de correr riscos e auxilie quem realmente necessite de ajuda, nunca esquecendo que a melhor forma de ajudar é promovendo a criação de riqueza. Ao limitar o crescimento económico, por desconhecimento, iliteracia económica ou preconceito político, o estado é o principal responsável pelo elevadíssimo número de cidadãos que sempre necessitam auxílio. O que temos hoje é um estado que legisla constantemente contra a economia, coloca todos os entraves a quem quer criar riqueza, é inimigo do investimento e parece empenhado em diminuir seriamente a probabilidade de êxito de quem tenta investir.  Um estado que penaliza o sucesso através de uma fiscalidade asfixiante e de legislação absurda, mas que não dispensa de retirar para si uma fatia cada vez maior da riqueza criada.

Temos um debate político envenenado. Geralmente, são os que agitam a bandeira da solidariedade e que exigem publicamente que o estado consuma cada vez mais recursos com crescentes ajudas aos mais desfavorecidos que pedem legislação cujo principal efeito é a criação de um crescente exército de necessitados.

Como criar um estado que sirva os cidadãos em vez de se servir deles? Não há soluções milagrosas nem panaceias para todos os males, mas há evidências à frente dos olhos de quem quer realmente ver. Os países que mais crescem na Europa são todos mais liberais que nós e não há um único caso de crescimento sustentado e prolongado com governos de esquerda. Um absoluto zero. Com governos que pratiquem políticas económicas como aquelas que Bloco, Livre ou PCP defendem o resultado é sempre o mesmo, a miséria generalizada. A Venezuela não é um acidente isolado. É apenas mais um na interminável sequência de acidentes provocados pela política de quase tudo no estado e nada fora.

Não é com estas eleições que se vai mudar o que quer que seja. A estagnação portuguesa está garantida por muitos anos. Desde Guterres que as décadas de marasmo ficaram garantidas. Assistimos sempre ao mesmo filme. Um governo do Partido Socialista compra votos com o orçamento, é reeleito, sai à vista dos problemas, sejam eles pântanos ou troikas. Entra o PSD e ficam com o menino nos braços. À primeira oportunidade o PSD é posto fora, volta o PS e repete-se tudo. 4 anos a comprar votos à custa do contribuinte, mais 2 anos e sai de fininho.

Na comunicação social aplaude-se sempre a fase das dádivas e culpa-se sempre quem tenta por as contas em ordem. Confundem-se sintomas com cura. Durante a fase das prebendas, o PSD e o CDS são quase sempre incapazes de se manifestarem contra medidas depredadoras do futuro com medo de perderem clientelas eleitorais.

Há por isso um pequeno passo que pode ser dado. Eleger um deputado liberal. Um deputado liberal não compactuará com novas taxas e taxinhas, com aumentos de despesa, com hipotecas ao futuro. Não terá força para travá-las, mas terá uma voz de decência e racionalidade num debate inquinado.

Hoje, em toda a comunicação social, por todos os assuntos, são ouvidos os partidos com assento parlamentar. 5 à esquerda, PS, PCP, Bloco, a burla PEV e PAN. À direita só 2: PSD e CDS. Com a provável eleição da deputada do Livre o discurso ficaria ainda mais desequilibrado a favor da esquerda. 6 a 2.

Por mim, tentarei com prazer o 6-3. Depois de dezenas de anos a defender um Portugal mais liberal, vou votar na IL e esperar que mais de 20.000 pessoas no distrito de Lisboa façam o mesmo que eu. Não é fácil. Alguns erros devidos à inexperiência e a subida recente do PSD, cuja campanha eleitoral esteve muito acima das expectativas, ensombra ainda mais a baixa probabilidade de sucesso pelo regresso do “voto útil”. Mas entre contribuir para eleger um anónimo 10º deputado do PSD e o 1º da Iniciativa Liberal não pode haver espaço para grandes hesitações. No Domingo votarei na Iniciativa Liberal.

 

E aqui chegámos!

2 Outubro, 2019

Bernardo Silva foi esta quarta-feira acusado de má conduta pela Federação Inglesa de Futebol, no seguimento de um tweet alegadamente de cariz racista com o companheiro e amigo Benjamin Mendy. O jogador tem agora uma semana para apresentar mais uma vez a sua defesa e tentar fugir a qualquer castigo.

Para o DN a China começou com o comunismo

2 Outubro, 2019

DN:Manifestante alvejado no peito pela polícia em Hong Kong nos 70 anos da China

O momento “Luís, vê lá como fico a olhar… Achas que fica bem assim? Ou fica melhor assim? de António Costa

1 Outubro, 2019

Julho de 2017: O primeiro-ministro tinha férias marcadas para a primeira quinzena de julho e não as desmarcou, apesar da crise dos incêndios de Pedrógão Grande e do roubo de armamento dos paióis de Tancos.

Setembro de 2019: Costa pondera viagem aos Açores para acompanhar passagem do furacão “Lorenzo”