Saltar para o conteúdo

Socialismo via fiscal

26 Setembro, 2018

O fisco é agora o instrumento da nova luta de classes: os estatistas versus os privados
BE quer que empresas com mais de 10 trabalhadores passem a divulgar as assimetrias salariais.A ideia é fixar um leque entre salários mais baixos e os mais altos e penalizar empresas que não cumpram.

Marcelo está lélé da cuca?

25 Setembro, 2018

DIabo

O “Diabo” tem hoje a manchete ilustrada acima.

Esta direita ainda não percebeu que Marcelo está lúcido e consciente.

Por isso mesmo é que pode e deve ser responsabilizado pelas decisões que toma.

Ademais, sei que ainda falta muito tempo, mas se MRS decidir se recandidatar, será curioso perceber se CDS e PSD lhe darão apoio político.

*

 

também eu fui censurado!

24 Setembro, 2018
by

No facebook, que me removeu o post que tinha editado no Blasfémias, por estar ilustrado com uma bela peça de arte do Mestre Robert Mapplethorpe. Segundo a nota que me foi enviada pelo facebook, o post «não respeita os nossos Padrões da Comunidade». E truflas!, cortaram-mo!

Sinto-me, agora, uma vítima tão ou maior do que João Ribas, já que, pelo menos, ninguém gasta dinheiro do estado para manter a minha página do facebook e não tenho que prestar contas a ninguém. Uma perseguição que, espero, promova na sociedade culta nacional idêntica indignação à suscitada pelos censores do Ribas.

censuraram o menino joão

24 Setembro, 2018
by

O menino João fez birra porque não lhe mandaram tirar, de uma exposição em Serralves que promoveu, meia-dúzia de fotografias indecentotas de um «grande» artista americano, e, vai daí, demitiu-se. «Censura!», logo gritaram umas dúzias de génios incompreendidos das «artes»: «demita-se o Conselho de Administração, já!», e regresse o artista puro e casto que é o menino João, pediu-se. A tremer das pernas, o Conselho de Administração, por onde paira essa eminência parda da Alta Cultura lusitana que é o dr. Pacheco, logo veio dizer que não, que o «Joãozinho tinha exposto o que quisera», e que os tinha era tratado muito mal, sem consideração pelas suas elevadas pessoas. Pois bem, é este, exactamente, o problema desta estória de faca e alguidar. Porque é inexplicável que uma Fundação instituída com dinheiros públicos não disponha de um conselho de curadores para o seu museu  e entregue a responsabilidade das exposições a um fedelho que amua por não o deixarem expor fotografias de marmanjos musculados com rabanetes, ou coisa que o valha, enfiados no traseiro.

robert-mapplethorpe-sans-titre

Obra de arte do mestre Mapplethorpe.

Não se pode ter filhos na escola em Portugal

24 Setembro, 2018

Eu não consigo compreender como é que um país que arranca a ferros tantos impostos ao orçamento familiar que ainda por cima é baixo por causa dos salários miseráveis, colocando-o a par dos países que mais impostos cobram, não distribui em todas as escolas públicas, livros e material a todos os alunos, em vez de obrigar os pais a desembolsar pequenas fortunas para dar educação aos seus descendentes. Afinal para que servem os impostos?

Até aos 12 anos meus pais nunca souberam o que era pagar para me ter a estudar na escola pública. No Canadá, era o Estado que distribuía no início das aulas, livros, cadernos e todo o restante material escolar necessário para o ano lectivo. Nada tinha de ser adquirido. No final do ano, a professora recolhia os livros, as tesouras, os marcadores entre outros materiais reutilizáveis,  que serviam depois para os anos seguintes.  Mas não era só. Tínhamos ainda escolas espaçosas, bem equipadas, grandes bibliotecas,  salas amplas, mobiliário ergonómico e de qualidade. Não faltava rigorosamente nada. Mais: a manutenção era primorosa e  não deixavam degradar um edifício escolar ou outro,  até a cair de podre para depois reconstruir de raiz gastando milhões como se vê neste mal governado país. Cuidavam com esmero do património.

Nos hospitais acontecia exactamente o mesmo. Com 5 anos tive de ficar internada, sozinha por via de uma cirurgia às amígdalas. Fiquei num quarto que nada lembrava um hospital, onde até tinha telefone e casa banho privada. O telefone que me servi para ligar aos meus pais, a chorar para me virem buscar e através do qual meu pai me sossegava prometendo uma barbie, se me portasse como uma mulherzinha corajosa. Um botão para chamar a enfermeira que usei a noite toda porque tinha dores e elas, com o maior carinho e compreensão, a virem acalmar meus medos, sempre sorridentes, sempre amigas.  A saúde e educação eram de excelência e além disso “gratuitas” para os contribuintes.

A pergunta urgente que se põe nesta altura do campeonato é a seguinte: se nós descontamos como “mouros” porque razão temos uma porcaria de serviços públicos? Mais: se o dinheiro dos impostos não vai para aquilo a  que em princípio se destina, isto não é um crime, não é roubar?

A mim parece-me óbvio que sim. É um roubo legal . Os impostos em Portugal não servem para aplicar no bem estar e qualidade de vida dos utentes. Serve os interesses dos seus governantes que por serem gulosos e terem uma oligarquia gigantesca para alimentar, nunca o dinheiro chega a quem precisa porque fica a meio do caminho e não sobra. Pior: falta. Como não prestam contas, nem ninguém os obriga verdadeiramente a isso, fazem de conta que o problema não é porque eles andam a roubar nossos impostos, mas sim, porque não são suficientes. Então nós, os burros do costume, vamos continuando a aceitar esta roubalheira sem contestar, sem exigir, enquanto ainda aumentam mais a carga fiscal. Somos mesmos tansos!

Esta semana recebi um pedido de ajuda de uma mãe desesperada que não tinha como fazer face às despesas do arranque escolar. A viver sozinha, com duas meninas, uma delas com problemas de saúde grave, era impossível ficar indiferente. O Movimento que lidero, entrou imediatamente em acção e ajudou esta mãe. Mas pergunto: porque razão é que os contribuintes têm de passar por isto?

Uma semana depois, e já com as aulas a decorrer, outra denúncia de um leitor: uma escola do Agrupamento de Santiago abre as  portas atropelando completamente a legislação ao compactar em 2 turmas alunos que, por alguns terem necessidades educativas especiais, deveriam estar em 3 turmas! Os pais indignados com esta situação que prejudica seriamente a aprendizagem destes meninos, denunciou o caso à DGEstE e DSRC, sem qualquer resultado prático. Porém a legislação é clara no artº 4º do Despacho Normativo 10-A/2018:

  • nº 1-  que as turmas do 1.º ano de escolaridade são constituídas por 24 alunos e nos demais anos do 1.º ciclo do ensino básico são constituídas por 26 alunos;

  • nº 4 –  que sempre que existem dois níveis de aprendizagem a turma deve ficar reduzida a 22 elementos;

  • nº  5 –  que qualquer turma que possua no máximo 2 alunos com NEE deve ficar numa turma de 20 alunos, desde que nos relatórios técnico-pedagógicos dos alunos seja identificada esta medida de acesso à aprendizagem e à inclusão;

  • nº 6 –  que a redução de turmas prevista, fica dependente do acompanhamento e permanência destes alunos na turma em pelo menos 60% do seu tempo curricular.

Ora, tendo estas 2 turmas  todos estes atropelos à lei, pergunta-se porque a escola, tendo condições físicas (existe uma sala livre para o efeito) para constituir mais um turma do 4º ano, se nega a fazê-lo? Mas afinal,  vivemos numa república das bananas quando é o Estado a cumprir a lei? é isso?

O Estado que deveria dar o exemplo, infringe ele próprio  a legislação por ele criada (que irónico!) para poupar na criação de uma turma extra essencial para dar qualidade de ensino a estes meninos, mas é capaz de gastar milhões em despesa fútil, como candeeiros de Siza Vieira ou torneiras de 500€ cada uma em balneários escolares!

Porque infelizmente é mais importante neste país corrupto, encher o bolso dos empreiteiros  com luvas a políticos, em projectos escolares  megalómanos, do que servir bem a população. É a porcaria de educação que temos.

 

 

 

 

Passos Coelho voltaria para quê?

24 Setembro, 2018

Que projecto tem para os portugueses? Sim, porque 2011 não se pode repetir: Passos não está a pensar voltar para pedir aos mesmos do costume – os contribuintes – que façam mais um esforço? Muito menos para lutar por uma vitória que nunca o será enquanto o socialismo-estatismo se mantiver como o modelo ideal, moralmente superior e constitucionalmente inatacável a que regressamos assim que existe uma folga orçamental? É que se for para isso muito francamente, não vale a pena Passos Coelho dar-se ao trabalho de sair de casa.

Passos Coelho deve voltar?

23 Setembro, 2018

PPC_ok

Segundo se retira do relato magistral que o José Meireles Graça fez de uma recente intervenção pública de Vasco Pulido Valente, este considera que Pedro Passos Coelho continua a ser o “líder natural da Direita”.

Agora que o PSD parece estar em vias de implosão e que a “liderança” de Rui Rio é diariamente criticada e (quase) desafiada, muitos tenderão a olhar para Passos como “a” solução e terão esperança de que volte às lides partidárias num futuro que gostariam tão breve quanto possível. O recente artigo de PPC no Observador sobre a não recondução da Procuradora-Geral da República talvez lhes tenha até dado alento adicional.

Antevendo o que hoje se assiste no partido que ganhou as últimas eleições legislativas, o Rui Albuquerque dizia que é de Pedro Passos Coelho que pode vir uma verdadeira alternativa ao que está.

Mas a pergunta da Helena Matos faz todo o sentido: “Passos Coelho voltaria para quê?”.

De facto, com a degradação do regime e entregues a uma cultura socialista absolutamente dominante, que resultado teria um novo exercício de funções governativas por Pedro Passos Coelho?

Certamente estancaria derivas totalitárias e, com sorte, conseguiria travar a perda de graus de liberdade que cada um de nós sofre com o avançar da interferência do estado nas nossas vidas. Mas, não teria o mesmo fim que teve em Outubro de 2015?

É que, como diz o Alberto Gonçalves, os portugueses “simplesmente não querem saber. Os portugueses querem levar a vidinha sem sobressaltos, maçadas e vergonha na cara”. E ao contrário da fé que o Paulo Milheiro da Costa parece ter nos novos movimentos e partidos ditos liberais, não creio que seja por via de máquinas de acesso ao poder nem pela via legislativa que se altera uma cultura socialista intrínseca ao portugueses.

Por benéfico que possa ser para o país, o que Pedro Passos Coelho fez enquanto primeiro-ministro merece todavia o nosso respeito não colocando nele pressão moral para o seu regresso.

O “interesse nacional” não deve obrigar um indivíduo a lidar com esterco uma segunda vez.

Por isso, apesar de contra minha vontade, paradoxalmente espero e desejo que Pedro Passos Coelho não volte.

 

Andam a gozar com o povo de Vila Facaia

23 Setembro, 2018

Já não bastava esta gente ter sido vítima dos maiores incêndios mortais de que há memória neste país. Já não bastava muitos deles terem sucumbido na tragédia, deixando pais e filhos órfãos. Já não bastava também, e para cúmulo, terem sido roubados nos donativos que lhes foram doados para ajudas à reconstrução das suas casas e negócios, depois dos grandes fogos! Não! Tinham, também, de lhes arrancar o pouco que ficou de pé e lhes vai dando alguma dignidade – se é que isso é possível a quem tudo perde na vida – à sua pobre velhice: o Centro de Dia de Vila Facaia!

É inacreditável! Depois de ver fracassado o seu pedido de doação daquele edifício pela Junta de Freguesia, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, de forma unilateral e sem aviso prévio, ordenou o encerramento imediato daquele espaço e transferência dos idosos para a Graça, a 5,5 kms, alegando que o Centro dá despesa! Mas desde quando é que a assistência a idosos tem por base o lucro? Para que serve o dito Estado Social? Para que raio se desconta e paga impostos neste país?

Acontece que esse edifício foi erguido com donativos da população em materiais, equipamentos e mão de obra há mais de 20 anos. O terreno foi comprado pela Junta de freguesia, presidida à época por José Vaz,  aos populares. Todos na terra sabem disso. Foi com o esforço e vontade dessa gente que se criou aquele espaço indispensável à pequena população muito envelhecida de Vila Facaia. Com que direito, então, a Santa Casa da Misericórdia se tenta apropriar do que não é seu? Com que base legal este Provedor dá início, mesmo assim, a este processo tendo até, tentado proceder à desmontagem dos corrimões na zona de banho dos idosos? Algo aqui não bate certo.

Mas o mais bizarro ainda foi a actuação do Presidente da Junta que, depois de uma emigrante, Manuela Henriques, a residir a 2200kms do país, ter tomado conhecimento do plano do Provedor, e ter pressionado com fervorosa insistência para que impedisse o prosseguimento do processo, a menos de uma semana da data de fecho da unidade, ter colocado um edital anunciando o encerramento consumado do Centro de Dia no próximo dia 30/09! Como é possível a Junta de Freguesia não se ter insurgido contra esta acção, levada a cabo pelo Provedor da Santa Casa, que tudo leva a crer ser uma acção muito pouco transparente? Como pode o Presidente ceder tão facilmente à intenção do Provedor sem luta atempada pelos interesses da população de Vila Facaia, vindo apenas uma semana antes da data de encerramento, num edital, comunicar o mesmo, justificando não ser da sua responsabilidade. Foi apanhado também de surpresa? Só tomou conhecimento da situação no momento em que agiu? Isto não faz sentido.

Este Centro, que tem também apoio domiciliário, é muito mais do que um local onde os idosos passam os seus dias. É uma família. A única maneira de alguns terem companhia e apoio em momentos de aflição quando é por de mais sabido que o interior está completamente abandonado e entregue à sua sorte.

Há aqui qualquer coisa que cheira mal… Aliás, há muitas coisas que “cheiram mal”: seguramente os portugueses merecem melhor: sejam eles do interior, do litoral, do norte, do sul, do centro…ou emigrados: somos portugueses. Merecemos respeito, transparência, honra e dignidade. Compete-nos, a todos e a cada um, exigir o que merecemos. Ou o fazemos, ou somos cúmplices de um qualquer sistema que se foi instalando mas que temos conhecimento que existe: logo, a indiferença não pode ser a desculpa e a inércia não será, seguramente, a solução.

Por isso, já que aqueles que têm o poder fecham os olhos – falta saber porquê – às populações, nós, e em nome do Movimento Cívico que represento, mais uma vez Não Nos Calamos e sairemos em defesa desta gente denunciando, exigindo que a justiça seja reposta indo até onde for necessário para impedir tamanha crueldade contra indefesos.

Serralves? Fui lá uma vez… chegou…

23 Setembro, 2018

Eu sei, eu sei… há quem goste muito de dar um ar intelectual a todo e qualquer assunto, por mais pedestre que o mesmo seja. Para tudo há certamente uma teoria, um sociólogo pronto a debitar palavras ligadas por algo sem nexo absolutamente nenhum, um filósofo para nos recordar que há quem viva para perder tempo e, claro, um artista.

O que se passa em Serralves não tem nada a ver com aquilo que vos querem fazer acreditar. Não se trata de liberdade de expressão, muito menos de arte. O ‘artista’ em causa dedicou-se a fotogafar os genitais de crianças. Tanto assim é, que dificilmente as encontram no google… Isto é: a única teoria que explica o comportamento ordinário do tal dito artista é a que trata de caracterizar pedófilos. Nada mais! Tudo o resto é diletantismo. Esteve mal (mas muito mal mesmo) a administração por deixar que se organizasse um festival de pornografia num museu. Aquilo é pornografia, parte dela infantil. Nada mais! A adminsitração devia ter demitido o indivíduo em causa na hora em que aquele lhes apresentou a ideia de organizar uma exposição de fotografias feitas por um fulaninho que toda a gente sabe se dedicou a fotografar genitais de crianças. Tudo o resto em torno deste assunto é discussão para gente mentalmente perturbada! Não há ali nada, muito menos arte: há mau gosto, pornografia, nojeira, sinais claros de perturbação mental séria e, não menos grave, exploração de crianças. O resto, como dizia o outro, é fado e de muito má qualidade! E viva a liberdade de expressão 😉

Táxis vs Uber

23 Setembro, 2018

Uber_New

Nesta história das reivindicações dos taxistas já quase tudo foi dito e comentado sobre o assunto.

Todavia, para mim o tema é ainda mais degradante e triste porquanto a experiência que tenho de contacto com os motoristas da Uber ao longo dos últimos dois anos tem sido a de verificar que eles próprios acham muito bem que o governo coloque “ordem” no mercado, concordam com contingentes de entrada de novas viaturas, são favoráveis à obrigatoriedade de novas taxas e licenças, entre muitas outras e variadas questões de “regulação”.

Tenho-me deslocado em carro próprio e vou passar a andar mais a pé na cidade.

*

 

ÚNICO

22 Setembro, 2018

O que garante ou oferece melhores condições para a independência de um PGR?
Ter um mandato único ou a possibilidade de renovação?
Creio que é a primeira opção.
Não tem pressão adicional para agradar a ninguém, nem receios acrescidos por eventualmente desagradar.
A nomeação de um PGR é politica (indicado pelo pm, nomeado pelo PR). Fosse qual fosse o resultado na possibilidade de um novo mandato, mancharia logo a sua independência: se renovado, era porque «agradou» aos poderes instituídos, o que seria mau sinal; se não renovado o mandato, seria porque incomodou tais poderes ou incompetência. Em qualquer caso, a sua independência seria sempre questionada ou ficaria sob suspeita.
Com mandato único, faz o que tem a fazer, é avaliado por isso, mas não depende em nada de tal avaliação nem de ninguém. A meu ver, é mais livre. E isso é sempre bom.

nunca falha

22 Setembro, 2018
by

Pessoal da ADSE é aproveitar que ides todos ser operados em hospitais privados e de borla.

mw-1920

também irá fazer um partido?

21 Setembro, 2018
by

Parece que os desejos do Dr. Rui Rio se estão a materializar. É como dizia o outro, «be careful what you wish for, it might just come true». Aí vamos nós para mais quatro anos de geringonça…

A vichyssoise de letras do chef Marcelo

21 Setembro, 2018

 

chef

 

 

nem todos são analfabetos

21 Setembro, 2018
by

Há dois dias, a 19 de Setembro, em comunicado da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa anunciava que o PR «nunca manifestou, nem pública nem privadamente» qualquer posição sobre a nomeação do PGR.

No dia seguinte de manhã, ontem, 20, dizia, aos jornalistas que lhe perguntavam se conhecia os nomes que lhe seriam propostos pelo primeiro-ministro na reunião de sexta-feira, o seguinte: «Ah, isso eu não posso imaginar, pois se eu estive aqui fechado, como sabem, neste momento particularmente importante da minha vida. Portanto, não tenho a mínima ideia. Veremos».

No mesmo dia de ontem, mas mais lá para o fim da tarde, é anunciado o nome da nova PGR, obviamente já nomeado pela PR.

Moral da história?

Marcelo Presidente nunca mais!!

21 Setembro, 2018

Conseguiram tudo. Primeiro com a reversão dos resultados eleitorais que deram ao PS uma estrondosa derrota. Lembram-se? A PAF acabava de obter uma maioria relativa, quando António Costa puxou de um acordo com as extremas esquerdas para governar. Agora, retiram do caminho aquela PGR que, ao contrário de Pinto Monteiro, demonstrou que não misturava a justiça com política. Se dúvidas houvesse sobre os objectivos desta “família socialista”, hoje ficaram todas esclarecidas.

Ninguém mexe em equipa vencedora. Ninguém! A menos claro, que se pretenda um final diferente. E que final é esse? Safar Sócrates, Vara, Manuel Pinho, Ricardo Salgado, Luis Filipe Vieira, Valdemar Alves e por aí fora. A “família” acima de tudo, acima do país. Não importa o quão criminosos foram. Importa fazê-los escapar, pelas malhas largas da lei , para os corruptos de colarinho branco, como tem sido tradição neste país.

Ainda vieram com a conversa para “boi dormir” de um “mandato único e longo”, para justificar a decisão tomada, já desde que assaltaram o poder (sim, salvar a pele deles foi uma das razões para assaltar o governo). Como se nós não soubéssemos que, o que eles mais defendem com unhas e dentes,  são lugares vitalícios desde que sejam da “família socialista”. Quantos deles já “nasceram” no Parlamento e arrastam-se até hoje como múmias? Quantos deles têm também familiares a “fazer carreira” na Assembleia da República, onde já fazem parte do  mobiliário? Quantos deles até já “criaram raízes” agarrados ao sistema durante décadas?  Mas que grande banhada de gozo com que esta gente nos presenteia!

Para não dar nas vistas e parecer uma decisão ponderada e séria, foram buscar uma mulher que, até ao momento, não fazia parte da lista proposta por Costa. Uma estratégia pensada ao pormenor no intuito de acalmar os ânimos. Ora, quem não vai ficar sensibilizado com o facto de a substituta ser outra mulher? Logo, os menos atentos até pensarão que por ser mulher, estará à altura da anterior apenas por associação de género. Boa táctica não haja dúvida. Este PS não brinca em serviço quando se trata de mascarar o cenário.

Acontece que, mesmo sendo uma mulher e  mesmo sem pôr em causa suas capacidades profissionais, esta magistrada quase não tem experiência na área criminal onde precisamente faz muita falta e  basta um pequeno erro para deitar por terra os processos complexos que envolvem ex-governantes e banqueiros. Investigou casos como o das viagens fantasma dos deputados que deu no que deu: nada. Trabalhou com a actual ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na procuradoria-geral distrital de Lisboa. É  ainda casada com Carlos Gago, que fez parte da PJ no tempo de Fernando Negrão e Luis Bonina, e que foi um importante membro do PCTP/MRPP.

Enquanto nos distraiam com “fake news” sobre a orientação sexual dos bonecos da Rua Sésamo no Jornal de Notícias ou a falsa recondução quase confirmada de Joana Marques Vidal pelo Presidente no Expresso, a panelinha ia sendo feita para apanhar todos de surpresa. Assim, não tivemos tempo de respirar nem de barafustar. Logo que anunciaram  na TV, já a decisão estava consumada e colocada no site da Presidência da República. Exactamente ao estilo Nicolás Maduro na Venezuela. Bravo! Esta foi de mestre!

O Presidente da República tinha todo o poder  nas mãos para interromper este regime ditatorial do Costa, que insiste em pisar as regras democráticas,  tratando o país como se fosse propriedade sua. Mas não. Mesmo podendo à luz da nossa Constituição reconduzir a mulher que notavelmente  trouxe de novo prestígio e confiança à nossa justiça doente, assinou a sua saída. Também ele a justificar que o mandato deverá ser limitado em homenagem à vitalidade da democracia (cof, cof, cof). Quanto apostam que se esta nova PGR se “portar bem” e na altura da renovação estiver o PS e um “Marcelo” no governo, a reconduzem alegando que um “bom trabalho” não deve ser interrompido? Lamento mas por muito que se esforcem em esconder, esta foi uma decisão  política por ser a que mais convinha aos dois intervenientes: Costa e Marcelo ambos com amigos entalados. Se assim não fosse, teriam deixado Joana Marques Vidal seguir seu excelente trabalho, doesse a quem doesse.

Acreditei sempre que o Presidente, apesar das muitas falhas a reboque de um populismo irritante, nos momentos cruciais do país, não falharia com seu dever de isenção pelo interesse superior da Nação que ele representa. Que saberia ser árbitro nos intervalos dos banhos no rio ou dos passeios pelas tascas. Enganei-me redondamente. E não me perdoo por ter contribuído mais uma vez, para a desgraça que vem aí.

Para mim, Marcelo Presidente,  nunca mais!

 

 

Deixemo-nos de tretas: o governo, o parece que é PR e o parlamento vão fazer o quê por estes cidadãos portugueses?

21 Setembro, 2018

Detenidos 34 gerentes de supermercados en Venezuela por supuestamente ocultar productos y subir sus precios

nunca falha

20 Setembro, 2018
by

expresso-2018-09-15-2c6242

um pobre clown

20 Setembro, 2018
by

No último dia de aulas de Marcelo, o último erro político de Marcelo. Se já desconfiávamos que o homem era um boneco de palha nas mãos do líder do segundo partido português, ele fez-nos hoje o favor de o confirmar sonoramente. Marcelo é um pobre clown da política portuguesa. Não conta para nada, não risca nada. Mais lhe valia ficar-se pela Universidade por onde andou quarenta e seis anos.

image.aspxn

Deus seja louvado! Rui Rio discordará de Costa se este não escolher ninguém para PGR. Mais um pouco e ainda faz oposição

20 Setembro, 2018

Rio apoia recondução de Joana Marques Vidal ou outra escolha

Isto está a ficar soviético

20 Setembro, 2018

Juiz ordena exame psiquiátrico a Marine Le Pen, que se insurge

 

Mais outra profissão e empregos sacrificados no altar da tecnocracia capitalista: os aguadeiros.

20 Setembro, 2018

Vamos apoiar manifestação de mulheres contra a imposição da tecnologia heteropatriarcal branca da máquina de lavar roupa

20 Setembro, 2018

 

Joana Marques Vidal e a reeleição de Marcelo

18 Setembro, 2018
by

Assunção Cristas e o PSD que conta já vieram dizer que apoiam a recondução de Joana Marques Vidal. Não existindo mandato único, como deveria, e havendo disponibilidade para a recondução, como há, essa deveria ser a única hipótese em cima da mesa. Há apenas uma ala política que discorda: a ala socretina, representada por António Costa. Esta é a altura dos partidos à direita do PS se imporem e garantirem a Marcelo que não apoiarão a sua reeleição caso ele resolva fazer o favor à ala socretina. Eu certamente nunca mais votarei num partido que se una em torno de Marcelo se ele rejeitar a recondução.

O poder do matriarcado

18 Setembro, 2018

1290045

 

António Costa aterrou em Angola de calças de ganga e milhões de portugueses desataram, de modo obsessivo, a debater questões protocolares e o respectivo dress code. Não é certamente todos os dias que João Carlos Espada se orgulha dos seus compatriotas, mas fontes bem informadas já relataram que o ilustre académico não consegue tirar, desde segunda-feira, o sorriso dos lábios e o brilhozinho dos olhos. Alguns amigos já pensaram em chamar o Batman, mas desconfiam que, à semelhança do ocorrido no filme de Tim Burton, não será uma queda do topo de uma torre da Universidade de Oxford a resolver o problema.

A indumentária do primeiro-ministro, à semelhança da indumentária dos homens em geral, deve ser sempre analisada à luz das decisivas e poderosas influências externas inerentes à mesma. Traduzindo: mulheres. O espécimen do género masculino, como é do conhecimento de toda a gente, veste-se de acordo com o gosto da mãe, da mulher e das filhas. E esse processo não ocorre por substituição mas sim por acumulação: não é por a filha começar a dar uns palpites que a mulher se abstém de participar, assim como não foi a cerimónia matrimonial a conseguir interromper a acção materna. Neste campo particular, Versalhes nunca acabou, e o acto de trajar continua a ser um ritual colectivo.

Não é por isso de estranhar o que aconteceu em Angola. Quem leu a entrevista que Maria Antónia Palla, mãe de António Costa, deu ao jornal Sol este fim-de-semana, percebe imediatamente quem fez a mala ao chefe do Governo. Queixando-se da atitude subserviente de Lisboa em relação a Luanda, Maria Antónia Palla atacou o agachamento nacional e caracterizou a nossa estratégia diplomática como “política de lambe-botas“.

Em situações normais as mães obrigam os filhos, mesmo debaixo de protestos, a vestir-se adequadamente. Neste caso, pelo contrário, podemos perfeitamente imaginar o seguinte raspanete à saída para o aeroporto: “António, meu filho, aonde é que o menino pensa que vai tão limpo e arranjadinho? Já para o quarto mudar de roupa e que isto não volte a acontecer”.

 

Posso contratar a Autoridade Tributária para me cobrar umas dívidas?

18 Setembro, 2018

Fisco poderá executar quotas em atraso a sete mil advogados

Os apoiantes

18 Setembro, 2018

Quando se soube que José Sócrates era cliente de uma loja em Rodeo Drive uma parte do país interrogou-se sobre  a desmesura de tais gostos. Mas  logo começou a onda explicativa das necessidades excepcionais de um primeiro-ministro na hora de se vestir. Agora que o actual primeiro-ministro se apresentou numa cerimónia oficial noutro país como se fosse ali tomar uma cerveja somos confrontados com uma sucessão de suspiros pelo fim do dress code, sobre a beleza de um mundo em que as pessoas se vestissem como quisessem… A capacidade da esquerda de normalizar todos e quaisquer comportamentos e decisões dos seus líderes leva a que à esquerda se possa governar sem limites.

 

Javardice oficial

17 Setembro, 2018

Costa_Angola_ok

Costa_Angola

 

Catarina, vá pregar para Cuba!

17 Setembro, 2018

Cara Catarina, a propósito da sua intenção de criar uma “taxa Robles”, permita-me que lhe diga o seguinte:

Durante mais de duas décadas geri e criei empresas para descobrir que este país é inimigo de quem empreende. Que maltrata todo aquele que tem coragem de investir. Aprendi que para ter as contas em dia é preciso sacrificar fins de semana, férias e família e mesmo assim todos os meses, andar à rasca porque o Estado é o maior caloteiro que existe na economia do país, tornando-a cancerosa. Que quem não foge aos impostos, tem de andar a pedir  aos bancos porque a carga fiscal é tão alta que fica sem margem para trabalhar. Que o banco público não serve sua função, porque não se interessa em apoiar pequenas e médias empresas, só se interessa pelos créditos habitação e empréstimos aos “Grandes Amigos Empresários” do Sistema a quem abre generosamente cordões à bolsa e depois vai sugar os impostos dos contribuintes. Que ser empresário é andar 24h por dia a se estafar para conseguir financiamento e quando o consegue, será em troco de “um porco por uma chouriça”. Que ser empresário por cá é ser-se masoquista, é ter prazer em andar sempre a mendigar, sempre na corda bamba, sempre a fazer contas para não falhar, tirar salário quando calha e mesmo assim falhar, porque falharam com ele. Para no fim, ver o Estado a condená-lo porque falhou, sendo o Estado o causador do falhanço.

Já criaram o Imposto Mortágua do qual, vós capitalistas caviar hipócritas da esquerda, logo arranjaram forma de se isentar. Agora querem uma taxa Robles depois de colocar vosso património a salvo. Porque não vai pregar vossas “maravilhosas” ideias de criação de impostos  para Cuba ou Venezuela que tanto precisam de “mentes brilhantes” para levantar o país da miséria em que o marxismo os colocou e nos deixa em paz?

Já chega de hipocrisia. Já chega de propostas que penalizam seriamente o país. Já chega de ensaios que faz dos  cidadãos, cobaias da vossa ignorância. Não conhece a lei da oferta e da procura? Não é criando e aumentando impostos que se regula o mercado. É aliviando a carga fiscal, diminuindo burocracias, criando estímulos à economia, estabilidade fiscal,  que se cria riqueza e assim  atrair investimento aumentando a oferta. Com mais oferta os preços baixam inevitavelmente. O Estado no seu papel de regulador até podia dar uma ajuda colocando seu património para habitação mais acessível em vez de o ter a cair de podre e vender depois aos “Robles” deste país a preço de uva mijona. O mercado regula-se a ele próprio quando os “assassinos da economia”, como vocês,  saem da frente. E sim, é  com mais riqueza, cara Catarina, que se combate a pobreza e não ao contrário. Porque sem os investidores, não há empregos, não há casas para vender nem alugar, não há bens para consumo, não há porra nenhuma!

Assuma de uma vez que são uns falhados. Que estão no Parlamento sem perceber patavina do que andam a fazer. Que não estão aí para  trazer prosperidade a esta terra mas antes capturar as pessoas na vossa ideologia opressora que aniquila a liberdade individual para a  transformar  numa sociedade fraca e dependente do Estado, que alimenta a vossa ganância  e garante o vosso poder.

Por isso, Catarina e companhia, façam um favor a esta grande Nação e saiam do caminho! Desapareçam! Usem sabão em vez de taxas para lavar a vossa cara suja com o caso Robles. Fica mais barato ao país.

Portugal empreendedor, trabalhador e pró-activo agradece!

«Não se vão enganar…»

16 Setembro, 2018

Talvez a declaração governamental mais patética dos últimos tempos. A porta-voz do Governo espanhol afirma que as bombas que vão vender ao Estado Islâmico Saudita são dotadas de lasers de «grande precisão» e portanto os sauditas não se vão enganar e matar iemenitas.
Tá certo…. Numa guerra que já fez mais de 10 mil mortos, muitos dos quais civis e às mãos da coligação sob comando saudita, o Governo de Espanha dá estas piruetas para não perder os sacrosantos contratos de armamento com os sauditas. O resto que se lixe.

A casta branca do anti-racismo

16 Setembro, 2018

Resumo da semana: Hockney à Lapa

16 Setembro, 2018

 

RR

 

 

A direita é careta

15 Setembro, 2018

A direita é chata, maçuda, só pensa em défices e coisas dessas que nada têm a ver com a vida das pessoas. No fundo, estamos todos tão bem a receber o subsídio enquanto vemos a apresentadora jeitosa da RTP, e aparecem uns tipos taciturnos, que só sabem falar da economia, do crescimento e de como querem impedir a Deolinda de fazer o sexto aborto do ano antes da mudança de sexo que a tornará em Luís com pronome de “elo”.

A esquerda é fixe, tem até uma festa de um jornal comunista onde actuam pessoas num palco digno de U2 como The Black Mamba, Ana Bacalhau, António Zambujo, Dead Combo, Jorge Palma, Sérgio Godinho ou Xutos e Pontapés entre discursos de Jerónimo de Sousa e, por mero acaso, de nenhum dissidente norte-coreano. É até ternurento, ver aquela Fender Telecaster, uma maldita invenção do norte-americano Leo Fender nos mui heteropatriarcais anos 50, antes da crise dos mísseis de Cuba, caída ao chão, após mais uma contagiante fusão de sindicalista-tradicional com sindicalista-rock dos Diabo na Cruz.

O leitor incauto poderá achar que estou a criticar as bandas mencionadas. Longe disso. Estou a enaltecer a qualidade da esquerda na sua versatilidade de exploração de novos públicos. Já à direita, quais são os públicos que se pretendem adquirir? Pessoas que gostam de música (incluíndo alguma muito boa, diga-se de passagem) portuguesa? Não! Pessoas que marcham com bandeiras arco-íris sobre qualquer coisa relacionada com o direito de pessoas que consideram não os ter (ou assim). Legalização de drogas: tem mal? Não. É só pensar pequenino, pregar aos convertidos.

A esquerda sabe-a toda. Não é preciso novas fórmulas: estão todas aí. Enquanto apresentam propostas para legalizar drogas, na festa do Avante! já as estão a fumar. As conclusões são fáceis de tirar.

 

Lisboa, a cidade deles

15 Setembro, 2018

Esta entrevista de Fernando Nunes da Silva antigo vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa dá conta linha a linha de uma Lisboa capturada por interesses em que a autarquia usa os seus poderes para manobrar negócios. O caso do edifício novo da Fontes Pereira de Melo é exemplar dessa forma de poder exercido na cidade:

Acha que Manuel Salgado pode ser condenado?

Sabe porque saí da Assembleia Municipal? Porque o apanhei numa coisa que dá perda de mandato e eventualmente cadeia, que é o edifício novo da Fontes Pereira de Melo. O processo esteve na PJ… O terreno é do Armando Martins, dono do Atrium Saldanha. Ainda no tempo do Abecassis ele ligou ao Armando a dizer que lhe comprasse o terreno. Ele comprou, fez vários projetos, e durante 20 e tal anos nunca lhe aprovaram nenhum projeto, por uma razão extremamente simples: os vários PDM só admitiam à volta de 10, 12 ou 14 mil metros quadrados de construção e naquela altura, para viabilizar o que lá estava, era preciso um pouco mais – 16 ou 17 mil. E um dos Espírito Santo com que ele trabalhava aconselhou-o a fazer uma hipoteca sobre o terreno, e ele fez, uns 15 milhões. Entretanto há o estoiro da economia, tem uma proposta da KPMG que estava no Monumental e precisava de expandir. Isto já se passa com o Salgado, ele diz não ao projeto por causa do PDM. E há uma carta em que os homens da KPMG escrevem ao Armando Martins a dizer que não vão falar mais com a CML porque não são pessoas de confiança. O Armando Martins faz um pedido de informação prévia para ficar com um documento escrito, que é assinado pelo Salgado e diz que se pode chegar a 12 mil metros quadrados para escritórios ou a cerca de 14 mil e tal para habitação. E o Armando entregou o terreno por um euro ao Banco Espírito Santo.

Mas porquê?

Tinha a hipoteca e não tinha como pagar. No ano seguinte, o mesmo Manuel Salgado aprova 24 mil metros quadrados de construção ao Banco Espírito Santo. E é por isso que saio, porque entreguei um dossiê disto ao Medina com os documentos todos numa reunião de duas horas e tal. O Medina agradeceu muito e não fez nada. O Vítor Gonçalves do PSD entregou ao Costa, porque o Costa julgava que era uma guerra pessoal minha com o Salgado. Mas o Costa estava de saída e já não conseguiu fazer grande coisa, o terreno já tinha sido entregue.

Por que é que Armando Martins não processou Salgado?

Foi a meu conselho, porque ele tinha dois grandes projetos em Lisboa para serem licenciados, além de interesses em Loures, outra câmara do PS. Eu fui ouvido pela PJ.

E a PJ não fez nada?

É muito grave. A PJ ouviu, isto veio cá para fora para os jornais, foi investigado. O Armando Martins foi ouvido, o Vítor Gonçalves do PSD também e depois de nós sermos ouvidos passam meses e o Vítor Gonçalves telefona à inspetora e pergunta pelo processo. E ela diz que o processo tinha sido avocado a nível superior e não sabia o que tinha acontecido. Foi abafado. Mas há aqui uma coisa: é que quando ele assina aquela carta ao Armando já tinha sido aprovado na CML o regulamento do novo PDM e a planta de ordenamento do novo PDM que estava na altura em discussão pública e o novo regulamento permitia o que o Armando queria. O que o Salgado devia ter dito ao Armando era para ele esperar mais uns cinco meses até isto estar aprovado porque o novo regulamento já permita fazer o que ele tinha pedido. O que lixou o Salgado? É que como eu estava a trabalhar com eles na CML, na redação do regulamento do novo PDM, eu guardei as cópias todas dos vários documentos. E tenho aquilo que tinha sido aprovado para ser submetido em discussão pública na sessão de câmara, onde, antes do despacho do Salgado para o Armando Martins a dizer que não podia construir, já era permitido construir o necessário. Isto é ocultação de informação, abuso de poder, etc. Por que é que ao fim deste tempo todo ele não foi preso? Por causa dos interesses do grupo Espírito Santo. Aliás, eu continuo a achar que face a alguns processos que continuam a ocorrer na câmara, como a Quinta da Matinha, muita coisa ainda se vai descobrir. Esses terrenos eram da família Espírito Santo que passaram para um fundo fechado de que ninguém sabe quem são os verdadeiros proprietários…

Quando revela tudo isso não tem medo?

Tenho algum, mas neste momento estou a um ano da reforma, os meus filhos estão empregados, a minha mulher está reformada, tenho casa própria, tenho a licença de utilização passada, respeitei tudo.

Num estado lastimável

14 Setembro, 2018

orcamento - porquinho

Em que estado nos deixa o orçamento de estado? Num estado de nervos? Num torpor condescendente de quem nada pode fazer?

Será que este é o princípio do fim da geringonça ou apenas o fim do princípio que pré-anuncia um novo arranjo doutro tipo? E será que isso muda algo de fundamental?

Onde pára a Liberdade num país em que o estado abarbata metade da riqueza e regula tudo o resto?

Estas e outras inquietações poderão ser discutidas na próxima tertúlia da Oficina da Liberdade, uma associação sem fins lucrativos em processo de formalização, que tem como objectivo abordar temas fundamentais relacionados com a liberdade individual.

Oradores: Daniel Bessa e Camilo Lourenço

Eu irei moderar o debate.

12 de Outubro de 2018 / Porto / Casa do Vinho Verde / 21:30

Entrada Livre

 

Tem porta em casa? Então é “xenófobo”!

14 Setembro, 2018

Tem uma porta de entrada na sua casa? Tranca-a todos os dias com chave quer esteja ou não? Protege sua família de invasões de pessoas, sejam elas de que nacionalidade for, não permitindo que usem sua casa, sem seu consentimento, para dormir, comer e usar WiFi de borla?

Então saiba que de acordo com os jornalistas actuais ao serviço da agenda política globalista você é “xenófobo e racista”. Se ainda por cima é daqueles que tem vídeo porteiro e propriedade com muros além de “xenófobo e racista”, é um “neonazi e de “extrema direita”.

Por isso, segundo a ideologia de “nação sem fronteiras”, qualquer pessoa que não viva de porta escancarada para receber tudo e mais alguma coisa em sua propriedade, sem qualquer restrição de acesso, é um “xenófobo” independentemente da sua cor política. Ouviu bem?

Se não se revê nesta definição por ter uma porta de entrada na sua casa, fechada,  é porque percebeu a estupidez e o ridículo em que cai sempre que rotula pessoas que apenas defendem a segurança do seu país, de “xenófobos ou racistas”.

Porque seu país também é sua casa o’ idiota! Pense nisso.

Os vendedores de indemnizações

14 Setembro, 2018

A DECO que não sei como tem os meus contactos inunda-me a caixa do correio com as mais variadas propostas.
Hoje, sem mais aquelas, trata-me pelo meu nome e convida-me numa espécie de versão gauche motivacional do mail da Nigéria a ganhar 200 euros: “Helena, vamos lutar em tribunal por uma indemnização. Em média, cada lesado poderá vir a ter direito a 200 euros.Ação contra o Facebook. Os meus dados são meus!Os consumidores devem ter o controlo dos seus dados, saber exatamente para que finalidade são usados e obter uma parte justa do valor criado pelas empresas que os utilizam.”

 

Não se querem indignar um bocadinho?

14 Setembro, 2018

Só um dos cinco suspeitos de vaga de crimes contra idosos na zona centro ficou em preventiva Os restantes saíram com termo de identidade e residência

Se invocarmos violência de género ou que o gato ficou assustado talvez Lisboa se agite

Dança, menina, dança

13 Setembro, 2018

Apelo ao Bloco de Esquerda para que apresente rapidamente a proposta de lei que obrigará todos os cidadãos a serem amputados uma vez por ano por uma foice. Só assim poderemos ter o doutor Rio a aproveitar a oportunidade para apresentar a sua justa proposta alternativa de amputação por gadanha ferrugenta.

O especulador

12 Setembro, 2018

buy_sell_1024x1024

Um empresário é aquele identifica (mais rápido e melhor do que outros) oportunidades no mercado de fazer lucro, combina recursos e orquestra as operações para produzir esse bem e serviço, arriscando recursos e património próprios.

Um especulador é aquele que procura antecipar as condições futuras do mercado e com essa análise atenta e muitas vezes profissionalizada procura ter ganhos com esse conhecimento diferenciado que possui.

O especulador, portanto, é tipicamente um first-mover: compra quando a procura de um determinado bem é diminuta (e preço está baixo) e vende quando a procura desse bem é grande (e preço está alto). Há algum mal nisto? Seria preferível o especulador não colocar no mercado os produtos precisamente na altura em que as pessoas necessitam deles e os querem comprar?

Estou mais do que acostumado a que socialistas, trotskistas e comunistas menosprezem e, no fundo, sejam contra os empresários, entendidos aqui como empreendedores.

Já me causa alguma surpresa que à Direita muitos cedam ao politicamente correcto e à novinlíngua ao terem o cuidado de afirmar em público não quererem ser confundidos com apoiantes da especulação.

*