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tréplica

31 Agosto, 2018
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Ao Pedro Arroja, no Portugal Contemporâneo.

case-os, pedro

31 Agosto, 2018
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Em resposta ao meu amigo Pedro Arroja, e a um post seu, no Portugal Contemporâneo, sobre o suposto anticlericalismo liberal.

É só convencer Rui Rio que o PS é o PSD e temos oposição!

31 Agosto, 2018

PSD. Rui Rio processa candidatos às autárquicas com gastos excessivos.
Partido avançou com um processo em tribunal contra candidato à Covilhã por gastos excessivos na campanha. PSD admite que possam surgir novos processos.

Ao cuidado da Presidência-Aquashow: temos de “berrar” porque ao PR entrou água para os ouvidos

30 Agosto, 2018

Marcelo pede que não se “berre” sobre o apoio aos portugueses na Venezuela

O que nunca falta ao socialismo? Boa imprensa

30 Agosto, 2018

Le Monde Diplomatique: Foram distribuídos aos camponeses três milhões de hectares de terras. Milhões de adultos e crianças foram alfabetizados. Milhares de centros médicos foram instalados nos bairros populares. Foram operadas gratuitamente dezenas de milhares de pessoas sem recursos que sofriam de doenças da vista. Os produtos alimentícios de base são subvencionados e propostos às pessoas mais desfavorecidas a preços 42 por cento inferiores aos do mercado. A duração semanal do trabalho passou de 44 para 36 horas, ao mesmo tempo que o salário mínimo subiu para 204 euros por mês (o mais alto da América Latina a seguir à Costa Rica).

Resultados de todas estas medidas: entre 1999 e 2005 a pobreza diminuiu de 42,8 por cento para 33,9 por cento, ao mesmo tempo que a população que vive da economia informal caiu de 53 por cento para 40 por cento. Estes recuos da pobreza permitiram apoiar muito o crescimento, que nos três últimos anos foi, em média, de 12 por cento, situando-se entre os mais elevados do mundo, estimulado também por um consumo que aumentou 18 por cento por ano”

Por hoje era só isto…

29 Agosto, 2018

A Amadora que em 2016 até inaugurou uma Praça Hugo Chavez não vai acolher refugiados venezuelanos?

29 Agosto, 2018

Na tragédia que se está a viver na Venezuela existem outros culpados além da camarilha grotesca que se governa enquanto faz de conta que governa aquele país. E esses culpados são os cúmplices do costume em Portugal representado pelo PCP ou pelos radicais e terroristas espanhóis transformados em assessores do governo venezuelano. Nesta galeria de horrores temos em Portugal além dos comunicados do PCP apoiando “o processo libertador bolivariano” a inauguração em 2016, repito 2016, na Amadora, da Praça Hugo Chavez.

index.

Mas os principais culpados estão na esfera democrática porque são eles e a sua condescendência face a qualquer um que integre no seu discurso expressões como combate à pobreza, solidariedade, apoio aos mais pobres, combate às injustiças e às desigualdades, reforço do papel do Estado nas políticas sociais… que tornaram possível que a Venezuela tenha passado de país que recebia imigrantes a país de emigrantes e refugiados. De país que exportava a país onde falta tudo. Na verdade basta usar a língua de pau do socialismo para se gozar do benefício da dúvida dos jornalistas e das organizações internacionais, todos sempre tão angustiados com a falta de condições de vida no mundo capitalista. Só este apoio implícito a tudo o que transpire socialismo-estatismo tornou possível que entidades como a FAO premiassem em 2013 e 2015 o governo de Maduro pelas suas políticas de combate à fome e à pobreza. Aliás durante anos a FAO só viu e estou a citar “progressos notáveis e excepcionais” na luta contra a fome na Venezuela

A lista de prémios e elogios aos governos de Chavez e Maduro pelas suas políticas sociais é aliás extensa e resistiu ao grotesco discursivo de Chavez, às imagens das prateleiras vazias nos supermercados (resultado da especulação dos merceeiros); às denúncias da oposição (gente ligada à CIA); à destruição das empresas (incapazes de se adaptar às mudanças)… Até que como invariavelmente acontece nas diversas marchas para o socialismo em qualquer lugar do mundo, o povo — sim, o povo esse em nome de quem se faz o socialismo— se pôs a caminho e fugiu da revolução.

Isso em empregos para militantes do partido nas comissões de controlo e na comissão de controlo às comissões de controlo mais na federação das comissões e na confederação das federações dá quanto?

29 Agosto, 2018

PCP defende “limites” ao turismo em Lisboa

o boca-rota

28 Agosto, 2018
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img_797x448$2018_03_08_18_26_15_289032A gravitas necessária à dignidade de qualquer regime político tem de estar estampada na cara e nos actos dos seus principais protagonistas. Marcelo Rebelo de Sousa não a tem. É muito simpático, plasticamente simpático, distribui beijinhos a eito, tira selfies com todos que lhas pedem, mas isso também a Cristina Ferreira faz. E, pior que tudo, continua a colar-se-lhe às faces o papel de comentador político, com a especial agravante de praticamente só comentar o que faz o governo, por achar, provavelmente, que tem esse dever constitucional.

Marcelo Rebelo de Sousa é um bouca-rota a quem António Costa, um primeiro-ministro de um governo minoritário, trata com desdém político. Imaginem o que lhe faria se o PS tivesse uma maioria absoluta no parlamento. Nada do que Marcelo diz ou «exige» tem provimento pelas bandas de São Bento, e bem pode Marcelo esbracejar e ameaçar, que Costa não lhe liga. Quando aparece a dizer que quer saber tudo e mais alguma coisa, Costa deixa-o a falar sozinho. Em 4 de Julho de 2017, por exemplo, o homem exigia uma «investigação total ao caso de Tancos, doa a quem doer». Quase um ano depois, o pobre Marcelo continua a exigir o «cabal esclarecimento do que se passou em Tancos». Em 5 de Setembro do ano passado, Marcelo queria o «esclarecimento público sobre os donativos dePedrogão». Ontem mesmo, o infeliz ocupante do Palácio de Belém já só pede que «a alegada fraude com Pedrogão fique esclarecida até ao final do ano».

À conta dos seus excessos de simpatia, da sua incontinência verbal e de se ter posto debaixo do governo e de António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa deixou de ser politicamente relevante, ao contrário do que os seus elevados índices de popularidade o podem levar a crer. Mas a Providência Divina, sempre tolerante para com os seus filhos, deu-lhe, agora, uma última oportunidade para inverter o jogo: a nomeação do próximo Procurador-Geral. Se a não aproveitar estará politicamente morto.

No dia em que desatarem a queixar-se por ficarem sempre com menos e pior espaço nas lojas de roupa nem imagino o que vai ser!

28 Agosto, 2018

Homens apresentaram mais queixas de discriminação de género do que mulheres em 2017

Será muito pedir?

28 Agosto, 2018

Procura-se com urgência candidato a Belém que não se obstine em tomar banho e tratar da roupinha enquanto comenta a vida política nacional e assuntos de Estado.

Coincidências

27 Agosto, 2018

Não deixa de ser irónico que no dia em que me junto ao Blasfémias, o próprio fisco, na ‘pessoa’ de um ‘Chefe de Finanças’ (sic) (título profissional incrivelmente jovial), tenha decidido contactar-me… para quem acredita no Espírito Santo, isto só pode ser sinal divino; para quem não acredita, isto só mostra o nível a que o totalitarismo fiscal (e não só) chegou em Portugal. O ‘Chefe de Finanças’ não tinha nada de importante (nem útil…) para me dizer… no entanto, fez-me recordar que as ofertas fiscais do senhor Costa para que os migrantes como eu voltem à pátria não passam de mais um malabarismo deste grupo de infelizes que nos (des)governa…

Vamos ao que interessa: é com alegria e determinação liberal que me junto a este grupo de Blasfemos… obrigado a todos os Blasfemos pelo simpático convite. Aos leitores, até breve!

reforços de início de época

27 Agosto, 2018
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Parece incrível, mas o Blasfémias existe há catorze anos. Teve duas moradas, entraram e saíram pessoas, escreveram-se centenas de milhares de posts, teve crises internas e zangas, influenciou a política e os jornais, teve audiências quase sempre em crescendo, milhares de comentadores “alojados” e eventuais, e hoje, apesar de uma certa crise em que se encontra o meio de comunicação que utilizamos, o Blasfémias continua a ser o blog português com maior audiência, em visitas e visualizações, da área política a que pertence: a do liberalismo, mais à direita ou à esquerda, onde coabitam conservadores, anarcocapitalistas, liberais clássicos, entre outros espécimes de plumagem variada.

Catorze anos de vida são, em comunicação, informação e opinião, uma eternidade, sobretudo se tivermos em consideração as limitações técnicas e tecnológicas dos instrumentos que utilizamos. Por conseguinte, só uma excepcional qualidade – e não vale a pena usarmos de falsas modéstias – dos seus colaboradores e mantenedores (à brasileira) pode explicar a subsistência e o sucesso deste projecto liberal.

A renovação e o rejuvenescimento da equipa fazem parte necessária da exigência de qualidade e sobrevivência deste projecto, mesmo quando não há deserções para equipas europeias, alegando justa causa de rescisão, como é o nosso caso. Por conseguinte, é com gosto que anunciamos a “contratação” de dois novos pontas-de-lança, que começam a escrever no blog a partir de hoje: o Alexandre Mota e o José Bento da Silva.

O Alexandre é gestor e empresário, foi presidente do Mises-Pt, e é um liberal à sua maneira, que certamente não será muito distinta da nossa, o que quer que isto signifique.

O José é um académico e investigador, com passagem pelo mundo das empresas, e também se considera um liberal à sua maneira, que não será muito distinta da nossa, o que quer que isto signifique.

Ambos recusam quaisquer preocupações de «justiça» social e votariam no António Costa, caso ele não existisse. Outros pormenores das suas fascinantes personalidades, eles que vos cuidem de transmitir.

Sejam, então, muito bem vindos, esperando que se sintam em família, para o que, se for necessário, recorreremos à práticas de integração na equipa que temos aprendido nalgum lado de que agora não me recordo.

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Presidente Marcelo, os donativos de Pedrógão Grande foram desviados!

27 Agosto, 2018

Já foi encontrado parte do dinheiro dos donativos desaparecidos em Pedrógão, e que pôs a sociedade a questionar seu paradeiro, até o próprio Presidente da República,  ao ver que muita gente, um ano depois, continuava sem ajudas. Aleluia!! Afinal não andava perdido. Não senhor! Nada disso! Estava só “muito  bem guardado”  pelos autarcas locais e seus preciosos colaboradores para ser distribuído pelos familiares, amigos e familiares de amigos! Portanto tratou-se apenas de fazer uma “boa gestão dos dinheiros solidários” por forma a garantir que chegava primeiro e depressa aos que deles não necessitavam antes de esgotar. Exactamente como fazem os  oportunistas, ladrões, salafrários sem um pingo de carácter pelo nosso país fora! 

Numa Reportagem corajosa de Ana Leal na TVI ficamos então  com a confirmação daquilo que já todos suspeitávamos: os cerca de 15 milhões de euros (coisa pouca) doados pelos portugueses solidários  com a tragédia de Pedrógãoestavam a ser sugados descaradamente pela máfia do costume sempre atenta às boas oportunidades para meter dinheiro ao bolso seja ele do que for.

O plano era simples: fazer com que o dinheiro ficasse todo nos bolsos de gentes da terra sejam vítimas ou não. Para isso, aconselhava-se a quem não viu arder suas casas de 1ª habitação, que aceitassem a falsificação dos dados de modo a serem contemplados. Enquanto isso, os que verdadeiramente viram arder todo o património de uma vida ficavam em lista de espera para receber migalhas ou nada. Falta só  saber o que estes conselheiros levaram em troca. Não há almoços grátis.

Assim, e com a conivência da Câmara Municipal de Pedrógão, foi possível reabilitar com prioridade, casas devolutas inabitadas há anos; palheiros e abrigos para carneiros; casas de férias e até casas que nunca existiram, como sendo de 1ª habitação,  em tempo recorde e por valores exorbitantes que claramente não correspondem ao investimento feito! Isto sem falar dos envelopes entregues em mão com dinheiro vivo sem qualquer controlo como denunciam alguns habitantes.

Enquanto isso, as verdadeiras vítimas,  esperam e desesperam por apoios que nunca vêm ou se vêm, são tão irrisórios que dá vontade de desistir. A uns atolam-nos de burocracias para que se contentem com 5000 euritos. Outros esperam em casas da Segurança Social a conclusão das obras que nunca mais acabam, com o aviso de despejo à porta. Outros valeu-lhes a ajuda de voluntários que fizeram as obras e doaram materiais. Outros ainda, não viram mexer sequer um tijolo na sua propriedade carbonizada.

Confrontados os responsáveis do poder local com estas evidências, a reacção foi a de sempre: não vi nada, não sei de nada, não há ilegalidades, somos todos bons rapazes, isto é calúnia. Até vão apresentar queixa contra a TVI, tadinhos destes injustiçados! Fazem lembrar aqueles putos que foram ao pote de mel e apanhados todos besuntados afirmam que não sabiam do mel. Estão a ver? Canalhas sem vergonha é o que são!

A verdade no entanto, por muito que a neguem, não deixa margens para dúvidas. O fundo Revita (para onde foram canalizados todos os donativos) e a CCDR foram os responsáveis pela selecção  das casas a apoiar. Eram eles que mandavam nos fundos privados. Escusam de mandar areia para os olhos! Curioso porém  foi ver a seguir à exibição da reportagem, o desbloqueio imediato de 350 000 euros para apoio a agricultores e entrega de electrodomésticos doados. A comprar silêncios?

Infelizmente e por tradição somos assim. Um povo que não vê maldade nenhuma em se apropriar do dinheiro público por achar que “ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão”. Justificamos os nossos delitos com os exemplos que vemos de cima. E por isso, dizemos tal como se viu na reportagem ” fiz porque os outros também fizeram” ou fizemos porque nos mandaram” sem qualquer demonstração de culpa.  É o país real que temos. Por isso seremos eternamente pobres enquanto esta mentalidade persistir.

Aqui há tempos Marcelo queria saber onde parava o dinheiro de Pedrógão Grande. Está aqui. Já pode e deve  pronunciar-se em defesa da honra do nosso país.

Aguardemos.

 

O homem que só sabe fazer oposição ao seu partido

27 Agosto, 2018

Desde que se tornou líder do PSD Rui Rio ficou sem objectivo. Rio não pode liderar o PSD porque aquilo que ele faz bem e gosta de fazer é contestar as lideranças  do PSD.

O Liberal esquecido

27 Agosto, 2018

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Se não me falha a memória, formalizados ou em processo de criação estão os seguintes movimentos partidários ditos liberais:

  • Iniciativa Liberal
  • Democracia 21
  • Aliança
  • Nós Cidadãos
  • Volt
  • Democratas – Novo Centro
  • Partido Libertário

Pelo menos os dois primeiros da lista acima são declaradamente seguidores da ALDE.

Sendo que as próximas eleições serão as Europeias, estranho neste mediatismo em torno da volúpia por novas máquinas de acesso ao poder e de intervenção na sociedade por via legislativa é o facto de os media terem votado ao ostracismo o único eurodeputado português pertencente ao grupo Liberal do Parlamento Europeu.

Marinho Pinto através do seu PDR-Partido Democrático Republicano parece ser o liberal esquecido.

*

 

boa noite

27 Agosto, 2018
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O Rui Rio é mau? Provavelmente sim, pelo que dele até agora se viu. Mas não esqueçamos que foi eleito líder numa disputa a dois, com um outro candidato que, na campanha para essas eleições, jurou nunca lhe ter passado pela cabeça sair do partido a cuja liderança se candidatava, e que, nem meio ano depois, o abandonou para fundar outro. Foram estas as escolhas que foram oferecidas aos militantes do PSD.

Boa noite e até amanhã.

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Em 2008 os jornalistas eram outros?

26 Agosto, 2018

Dadas as reacções à morte do senador McCain, deve ter ocorrido uma renovação a 100% nas redacções do mundo. Em 2008 McCain foi o bombo da festa dos mesmos jornais que agora o homenageiam. O que terá acontecido?

Até quando?

26 Agosto, 2018

Não sei se será graças a um partido novo ou velho ou a um movimento anti-partidário. Também não sei dizer quem será o primeiro político a enfrentar directamente o assunto mas, a bem da nossa liberdade e dignidade, alguém vai ter de dizer que não podemos continuar a viver nesta ratoeira em que os políticos compram o voto dos cidadãos à custa da criação de uma ditadura sobre os contribuintes. Esses invisíveis que na sua mansidão tornam possível o populismo de quem promete o insustentável às suas clientelas eleitorais. Esses desmobilizados sem cartazes nem megafones e portante irrelevantes na hora em que o Estado negoceia com os seus: Caixa dá prémio aos trabalhadores em plena guerra laboral. Esses silenciosos que pagam aos credores que nos resgatam e aos governos que nos levam à falência… Até quando?

Eu vou

26 Agosto, 2018

Alguns amigos entretém-se com partidos, tentando descobrir se há uma matriz liberal na Iniciativa Liberal ou se o país é mais socialista ou mais o raio que o parta. Fui perdendo paciência para essas conversas ao perceber que estavam a falar a sério. Poucas coisas faladas a sério me entusiasmam, principalmente na política: estou sempre disposto a depositar a minha confiança e energia a apoiar pessoas, não a apoiar o que parecem ideias mas não passam de toscas recauchutagens do velho conceito “eu é que sei, eu é que tenho os livros”. Apoiei Passos Coelho porque apanhou um país na lama e, contra tudo e todos, resistiu a navegar por onde lhe foi possível nas turvas águas dos instalados, por entre a gritaria dos peões organizada por bispos, cavaleiros e torres de um xadrez que tolera (e incentiva) a triste ideia de haver “cultura de esquerda”.

Assim, surja aí alguém que proponha fazer diferente – ou seja, que não ande a reboque das causas esotéricas de um grupo de azeiteiros que fingem preocupação com as causas alheias (sim, as Câncios, os Daniéis Oliveiras, as Catarinas Martins, os Rui Tavares, os trepadores académicos da doutrina e as filhas da podridão lisboeta que acabam em apresentadoras de “televisão”), alguém que compreenda que o país são pessoas e não “massas” e que saiba que conservadores somos todos, em particular do que possuímos (ainda estou para entender como é que alguém que defende propriedade pode ser não-conservador, mas sei que, a obter resposta, será necessário compartimentar comportamentos, como se toda a economia não fosse comportamentos de pessoas), então terá o meu apoio de todas as formas possíveis.

Até agora não surgiu nada que o mereça, só o pitoresco faduncho da política interna que preenche o espaço mediático com entretenimento rasca, como um hotel de uma estrela em Benidorm e a sua magnífica atracção da noite, a estonteante Soraia, directamente de Las Vegas (Las Vegas como subúrbio de Albacete, não a do Nevada).

Venha ele, não o D. Sebastião, só o gajo ou gaja que me trate como pessoa e não como conceito. Venha ele, que eu vou.

Cadeiras e malas pelo ar??? Não terá sido um disco voador?

25 Agosto, 2018

Agentes da PSP foram atacados num supermercado de Estremoz, distrito de Évora, por familiares de jovens identificados por suspeita de roubo. Lançaram cadeiras, malas de viagem… Prejuízos rondam os cinco mil euros.

O concubinato dos Salgados

25 Agosto, 2018

MiguelCatuna

A vida política dissoluta que o Presidente da República e o Primeiro-Ministro mantêm um com o outro não é propriamente notícia. O facto de Marcelo e Costa se amancebarem à vista de todos já não causa estranheza ao povo.

A única curiosidade no jantar da Paia dos Salgados da passada noite de 16 para 17 de Agosto (conforme documenta o gerente do restaurante em foto partilhada no Facebook) é que se juntaram ao encontro amoroso Rita e Fernanda.

De resto, aguardo apenas que o Vomidrine que acabei de tomar faça efeito.

*

 

 

 

 

Futebol, Portugal, anos 30: quem matou o Pepe?

25 Agosto, 2018

Às 12h30 o escrivão anota no livro de registos de ocorrências do Hospital da Marinha: “Torneiro mecânico José Manuel Soares, em serviço nas Oficinas da Aviação Naval – Hospitalização acidental, julgada urgente.”

Enquanto presta os primeiros cuidados ao doente, o médico nota que os seus gestos são seguidos com crescente interesse pelos marujos e pessoal do hospital. Há quem acorra para ver o que está acontecer. Para surpresa do médico o grupo desses assistentes não pára de aumentar. Até que, como mais tarde relatará o médico Mendes Belo a um jornalista, “os rapazes” lhe disseram: “É o Pepe! É o Pepe!”

Quem estava entre a vida e a morte naquela enfermaria era o primeiro grande ídolo do futebol português: o torneiro mecânico José Manuel Soares era o jovem que em 1927, com 19 anos acabados de fazer e a camisola da Selecção vestida, marcou dois dos quatro golos com que Portugal esmagou a França. Foi também o autor do golo na vitória sobre a Checoslováquia em 1930 e capitão de uma das mais importantes equipas de então, o Belenenses.

Alguém consegue avisar o PCP que essa mania com os crocodilos já deu o que tinha a dar?

25 Agosto, 2018

Jerónimo diz que CDS-PP verte “lágrimas de crocodilo” pela ferrovia

Jerónimo acusa PSD e CDS de chorarem “lágrimas de crocodilo” sobre contratos de associação

PCP: As lágrimas de crocodilo do PSD/CDS sobre a falta de concorrência

A deputada do PCP, Paula Santos, disse ontem em Castelo Branco que o PSD chora lágrimas de crocodilo em relação ao encerramento de colégios privados.


PSD e CDS Depois de terem degradado e reduzido a capacidade do SNS, de terem transferido serviços e valências para os privados, hoje, por oportunismo e calculismo político, derramam lágrimas de crocodilo perante os problemas que criaram e ignoraram enquanto foram governo.

Zen

24 Agosto, 2018

Eu sei que o doutor Rui Rio existe porque o vi uma vez. Quer dizer, existiu, isso é garantido; entretanto, pode ter acontecido algo e não nos quererem dizer nada: uma família não tem que andar aí a explicar que o seu patriarca foi raptado por extraterrestres ou, pior, que até está confortável com a ideia de mais quatro anos de Geringonça. Pessoalmente, eu não andaria por aí a dizer que o meu pai apoia secretamente a Geringonça; por outro lado, não teria grandes pruridos em assumir que foi raptado por extraterrestres que isto, na família, deve tentar manter-se a honra das pessoas o mais intacta quão seja possível.

Se, por acaso, alguém vir o doutor Rio por aí, digam-lhe que estou feliz por estar vivo e de saúde. Só não peço para lhe dizerem para aparecer porque… bem, porque isso poderia colocar em causa a brilhante estratégia de perder eleições com a certeza que tal fortuna não aconteceu por algo que disse.

Num registo mais pessoal, eu, uma vez, estive mesmo para casar com uma rapariga muito linda e arranjada de boas famílias. Tal só não aconteceu porque nunca tive coragem para meter conversa com ela.

24 de agosto de 1820

24 Agosto, 2018
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Portuguese_Cortes_1822O dia 24 de Agosto de 1820, que hoje celebra 198 anos, foi de extraordinária importância para a História Contemporânea de Portugal, graças à Revolução Liberal iniciada, nesse dia, no Porto, com um pronunciamento militar no Campo de Santo Ovídeo, que verdadeiramente deu inicio à modernidade política de Portugal.

Por esse tempo, o país encontrava-se numa das suas mais profundas crises de sempre. Com o rei ausente no Brasil desde 1807, transformado num protectorado da Inglaterra, às mãos do Marechal William Beresford, entregue a um Conselho de Regência que perpetuava as velhas estruturas sociais do nosso Ancien Régime, o país encontrava-se desamparado, desmoralizado e sem rumo.

É verdade que D. João VI, então ainda apenas Príncipe Regente, não foi para o Brasil em fuga dos exércitos napoleónicos, ou, pelo menos, foi-o de acordo com a Inglaterra, com quem assinou um tratado secreto, a 22 de Outrubro de 1807, para fazer a transferência da coroa portuguesa para o Brasil e evitar que Napoleão a capturasse e destituísse. Desse modo, permaneceria a soberania portuguesa salvaguardada numa nova capital – o Rio de Janeiro – e Napoleão teria maiores dificuldades em executar as suas pressentidas intenções de retalhar Portugal, que o Tratado de Fontainebleau, assinado com os espanhóis a 27 de Outubro, tornariam claras. Mas, depois de fracassadas as incursões napoleónicas em Portugal, pelo ano da terceira expedição peninsular, capitaneada por Massena, em 1810, e da segunda e definitiva abdicação de Napoleão, em 22 de Junho de 1815, já nada justificava a ausência do rei no Brasil. Todavia, cinco anos após aquela última data, D. João VI não dava quaisquer sinais de querer regressar à pátria. E esta continuava, assim, entregue à tutela inglesa.

Foi esse, então, o móbil aglutinador dos homens que, a partir da cidade do Porto, reunidos numa associação secreta, posteriormente denominada de «Sinédrio», organizaram o 24 de Agosto de 1820: o regresso de D. João VI a Portugal.

Mas não foi apenas por aqui que esses homens, ou, pelo menos, parte deles, se ficou. Se tivesse sido uma mera «Restauração» da soberania nacional e do rei, 1820 teria sido igual a 1640. Mas foi muito mais do que isso.

Na verdade, o partido civilista do Sinédrio, os «becas» ou «rábulas», em referência à sua condição maioritária de juízes e advogados, influenciados pelas ideias iluministas e liberais vindas de França e de Inglaterra, leitores de António Ribeiro dos Santos, de Montesquieu e de Locke, queria que essa «Restauração» fosse acompanhada de uma profunda transformação política do país, recuperando velhas tradições representativas, como as Cortes, que já não reuniam desde o longínquo ano de 1698, com a sua última reunião promovida por D. Pedro II em Lisboa, e estabelecendo uma Constituição política moderna onde figurassem os princípios liberais da soberania nacional, da separação de poderes, da garantia dos direitos individuais da liberdade, da segurança e da propriedade.

Foi essencialmente isso que conseguiram os homens do Sinédrio, entre eles, com natural destaque, Manuel Fernandes Tomás, José da Silva Carvalho e José Ferreira Borges. Contra o partido militar da revolução, que prontamente se rendeu a D. João VI e até a D. Miguel, quando se apercebeu que a Revolução não fora uma mera «Restauração». Restauração do rei, das instituições tradicionais do absolutismo e dos seus direitos no exército, que Beresford relegara em benefício dos oficiais ingleses.

Depois de aprovada a primeira Constituição Portuguesa, em 23 de Setembro de 1822, que criava um sistema de governo verdadeiramente liberal e parlamentar, o 24 de Agosto de 1820 terminaria poucos meses mais tarde, a 27 de Maio do ano seguinte, com o golpe miguelista da Vilafrancada. E o país entrou, então, numa nova e profunda crise política, que adiou a sua modernização e industrialização, cujas consequências ainda hoje estamos a pagar.

Heloísa, pf… É só dizer a frase

24 Agosto, 2018

Ó sinhor primeiiiro miniiistro é uma vergonha o que está a acontecer.  O sinhor primeiiiro miniiistro tem de dar uma explicação.  Ó sinhor primeiiiro miniiistro é uma vergonha o que está a acontecer. O sinhor primeiiiro miniiistro tem de dar uma explicação….

Jerónimo, pronuncie naquele tom sincopado de palavra de ordem…

24 Agosto, 2018

Após um desinvestimento brutal na ferrovia o governo e seus capangas reservam para si o que negam aos operários e operárias deste país.

Esta é a hora de lutarmos para salvar o que resta do comboio em Portugal e  corrermos com este governo. A hora é de luta porque só a luta dos comunistas, dos independentes e de todos aqueles que se procupam com o futuro do país trará de novo Portugal aos caminhos de Abril.

Catarina, faça de conta que estamos em 2012, coloque a voz naquele agudo-indignado e repita…

24 Agosto, 2018

O descaramento deste governo vendido ao capital atingiu o máximo: a CP vai mudar os seus horários para que os lacaios de Merkel viajem sem incómodos em campanha partidária. Os trabalhadores e trabalhadoras deste país não aceitam mais esta afronta e esta arbitrariedade. Enquanto o povo desmaia de calor nas carrugens a clique governamental viaja em primeira.

Que extraordinário polo cultural era a Livraria Lello antes do amor tóxico dos turistas!

24 Agosto, 2018

Na linha das suas preocupações com a invasão turística o DN transcreve e comenta um artigo da revista alemã “Der Spiegel” que conclui: Amor tóxico: como os turistas estão a destruir o Porto.
Exemplificando essa toxicidade vem esta pergunta a propósito da Lello: Fica a pergunta dos alemães: “Os habitantes locais também têm de ficar na fila e pagar cinco euros?”
Para início de conversa, comecemos por uma pergunta: quando compraram pela última vez um livro na Lello antes da invasão turística a tornar inacessível aos locais?

Diferenças

24 Agosto, 2018
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Como já tenho dito várias vezes aqui ao Rui, os partidos liberais não podem ser comparados a um qualquer partido ideal constítuido por monges impolutos estudiosos do liberalismo, mas em relação às alternativas partidárias. A mini-crise recente da Iniciativa Liberal é um bom exemplo disso. Este novo partido entrou em mini-crise por ter cóstistas no sua direcção. Já o PSD não só convive bem com eles, como os coloca em lugares de destaque.

o mínimo que se lhe pode exigir

23 Agosto, 2018
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Se bem entendi esta crise na Iniciativa Liberal, o líder Ferreira da Silva sai e o vice-presidente Krauss fica para o tentar substituir. Também parece que os motivos da zanga são devidos às ligações de Krauss ao PS e a Costa, o que, não sendo novidade para ninguém, terá provocado agora, por razões não explicadas, uma ruptura entre aqueles dois dirigentes. Foi isto? Foi outra coisa qualquer? Não sei, e apesar dos comunicados, contra-comunicados e notícias nos jornais, ainda não deu para perceber o que se está a passar. O que é mau, embora seja a marca genética da casa. E é mau porque quem se reclama adepto da «responsabilidade» e da «transparência» devia pôr tudo em pratos limpos, e explicar o que levou a uma decisão tão drástica. Por outro lado, se querem salvar o projecto, há que fazer as rupturas que forem necessárias para que a Iniciativa Liberal deixe de ser uma coisa pardacenta e duvidosa, e passe a ser um projecto inteligível. Ora, isso só poderá ser feito pelo líder demissionário, que tem, aliás, recebido apelos para se recandidatar na sua página pessoal do Facebook. Que faça o que tem que ser feito e limpe a casa, é o mínimo que se lhe pode exigir.

Kraussfixo

23 Agosto, 2018

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O agora ex-Presidente do partido diz que “todos os cidadãos que lutam diariamente por um Portugal mais liberal” “dependem da Iniciativa Liberal“.

Entretanto o Krauss fica.

Consequências do Kraussgate – Presidente da Iniciativa Liberal demite-se

23 Agosto, 2018
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Presidente da Iniciativa Liberal demite-se. Uma reacção que pode parecer exagerada, mas está coberta de dignidade. Agora é comparar com o que se passa noutros partidos em ssituações com ordens de magnitude várias vezes inferior. Fica a mensagem de demissão abaixo.

𝗢𝗯𝘃𝗶𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗱𝗲𝗺𝗶𝘁𝗼-𝗺𝗲. 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗶𝗺𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.

Ontem, a Comissão Executiva da Iniciativa Liberal deliberou, por maioria, tomar uma posição sobre a origem da página de Facebook do partido – posição esta tornada, hoje, pública nessa mesma plataforma. Não me revendo nessa posição, manifestei convicta e profundamente que, sendo a Iniciativa Liberal uma plataforma de cidadania ativa e uma alternativa assumida à atual forma de fazer política, deveria assumir todas as responsabilidades com a mesma convicção com que luta, diariamente, por uma maior liberdade política.

Assim, considero que a direção da Iniciativa Liberal deveria aproveitar esta oportunidade para, sem quaisquer subterfúgios, assumir o erro e dar o exemplo de responsabilidade que sempre exigiu da restante classe política – ainda que a responsabilização se insira nas opções estratégicas anteriores à eleição desta Comissão Executiva.

Votei vencido pela convicção inabalável de que o liberalismo implica responsabilidade. Acreditando que não é possível apontar o caminho sem estar disponível a percorrê-lo, apresentei a minha demissão, por não me rever na posição aprovada pela direção do partido.

Resta acrescentar que a Iniciativa Liberal é muito mais importante do que cada um de nós, já que dela dependem todos os cidadãos que lutam diariamente por um Portugal mais liberal. O atual momento não é de crise: antes uma clara demonstração prática da liberdade que assiste a todos os liberais.

Estas diferenças de posição surgem e surgirão sempre na construção de uma plataforma de cidadania que garanta mais liberdade política, mais liberdade social e mais liberdade económica.

Demonstramos, também aqui, que a liberdade do debate e a responsabilidade das ações são, e devem ser, a nova forma de fazer política em Portugal.

Nem mamãs nem as auxiliares de educação nem as assistentes sociais nem as empregadas domésticas estavam lá e a geração mais preparada de sempre muito amiguinha do ambiente deixou o acampanento neste estado

23 Agosto, 2018

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Zambujeira do Mar. Depois do festival

Ps. Já agora os frequentadores da Biblioteca Nacional de Lisboa não conseguem arrumar os sacos transparentes que a biblioteca disponibiliza para se levar material para as salas de leitura?

o problema é o césar, não tanto a sua mulher

23 Agosto, 2018
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Ao invés do que aqui escreve o Carlos Guimarães Pinto, com quem estou quase sempre de acordo, não me parece que o problema maior da Iniciativa Liberal seja o de um dos seus fundadores, e actual vice-presidente, ter sido apoiante e colaborador de José Sócrates e de António Costa. É que liberalismos há vários, e, inclusivamente, existe uma tradição histórica liberal portuguesa que foi muito mais próxima do socialismo fabiano do que do liberalismo clássico de livre-mercado, pelo que nada haveria a dizer sobre a evolução do seu vice-presidente, se fosse por aí que a IL se posicionasse. O problema, para mim, é que tudo, ou quase tudo, na Iniciativa Liberal cheira a fake, isto é, a um produto de mero oportunismo político, que tem vindo a evoluir ao sabor das críticas que lhe são feitas, de modo a tentar reparar as asneiras e imprudências anteriores. Veja-se, a título de exemplos meramente figurativos, a evolução da Declaração de Princípios para o Programa, ou a introdução de temas sobre a redução do estado no discurso dos seus dirigentes, que anteriormente nem afloravam o assunto.

Mas também é verdade que, quando se funda um partido para ir a votos, esses votos pedidos servirão para que algumas pessoas recebam e exerçam poder em nosso nome. Donde, obviamente, mais importante do que votar em «ideias» é conhecer as pessoas a quem vamos dar esse poder. Nesse pressuposto, mais do que saber donde veio e por onde andou o vice-presidente actual da IL, parece-me muito mais importante saber donde vieram todos os seus fundadores e dirigentes, que não me lembro de nenhum que, nos últimos vinte anos, tenha escrito um artigo ou um livro, mantido ou participado num blog ou numa revista, dado uma conferência ou uma entrevista em defesa do tal «liberalismo» que agora perseguem. Donde vieram estas pessoas que, de repente, começaram a aparecer nos meios de comunicação social, reuniram 7.500 assinaturas e fundaram um partido para «tornar o estado mais pequeno»? Como se lhes revelou, tão subitamente, um credo liberal que nunca antes lhes ouvimos pregar? Não sei, mas gostaria de saber.

Posto isto, um esclarecimento fundamental: eu não faço críticas à IL; faço perguntas e espero respostas. A democracia, felizmente, permite-nos e obriga-nos a isso. Mas até neste aspecto a IL não esteve bem, visto que se empertigou furiosamente contra quem, num exercício democrático e obrigatório para qualquer espírito liberal, procurou escrutinar as suas origens e intenções. E acusou quem inquiria de se tratarem de «teóricos de sofá», de «velhos do Restelo», quando eles – coitados! – andavam com a cruz do liberalismo às costas, para nos conseguirem o tal «estado menor» que tanto os molesta.

Falta de autenticidade, liberais e liberalismo de geração espontânea e pouco espírito democrático e crítico são os problemas que a Iniciativa Liberal transporta consigo. O Alexandre Krauss e a evolução da sua página no Facebook – do socialismo de Costa a um novo partido liberal – são apenas sintomas mais visíveis desses outros problemas. Que não se ficam pela mulher de César, mas pelo César em si mesmo.

Mais um drama resultante do não controlo da indústria da cutelaria

23 Agosto, 2018

Dois mortos e um ferido grave em ataque em Paris

Actualização: na linha das recentes performances mortíferas dos produtos de cutelaria fora das cozinhas o manipulador do referido objecto apresentava sintomas da patologia psiquiátrica “aláakbar” .

Iniciativa Liberal, Krauss e a mulher de César

23 Agosto, 2018
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Num congresso do PSD de 1995, Luis Filipe Menezes utilizou o epíteto liberal como uma forma de ofender as elites do PSD. A ofensa foi tomada a peito. Liberal era um insulto na classe política portuguesa, apenas uns pontinhos abaixo de fascista. Oito anos depois, Durão Barroso orgulhava-se de que no seu governo apoiado por PSD e CDS não havia um único liberal. Nesta altura já começavam a crescer algumas raízes do movimento liberal na blogosfera, maioritariamente em blogs com algumas dezenas de visitantes diários. No ano seguinte viria a fundar-se o Blasfémias e um ano depois o Insurgente. A partir das margens da internet, a blogosfera liberal foi convencendo e convertendo muitas pessoas com visões ideológicas diferentes, por vezes bastante distantes. Quando a crise financeira veio dar razão a muitas das previsões dos liberais em relação à sustentabilidade do estado social, muitos liberais resolveram sair do armário. Em 10 anos, ser liberal passou de insulto a, dentro de alguns círculos, algo apetecível.

O problema da blogosfera e dos jornais é que funcionam em circuito fechado. Tirando um ou outro vazamento via Facebook, o mercado das ideias dentro deste circuito é sempre limitado. O próximo passo era então evidente: a formação de um partido político. Eu disse-o por aqui há alguns anos: a emergência de partidos de matriz liberal era não só desejável (algo que aceito que seja discutível), como inevitável (algo que torna a discussão anterior desnecessária). Era aliás, o maior indicador de sucesso do liberalismo no mercado das ideias e uma forma de chegar mais longe nesse mercado. O facto de um desses partidos surgir na cabeça de alguém que está no sistema partidário há 40 anos, conhece melhor do que ninguém as tendências políticas, é também um forte indicador de sucesso do liberalismo no mercado das ideias.

Neste momento tudo indica que venha a haver 3 partidos de matriz liberal nas urnas nas próximas eleições. Nenhum deles é perfeito, mas o ponto de comparação deverá ser sempre as alternativas socialistas a que estávamos habituados. O partido de Santana Lopes será sempre o Partido de Santana Lopes e é por aí que conseguirá votos. Já a soma dos votos da Iniciativa Liberal com a Democracia21 será o indicador mais forte da penetração e simpatia dos portugueses pelo liberalismo. Inevitavelmente, há muito quem deseje que essa soma seja o mais baixa possível: socialistas de esquerda, por motivos óbvios; socialistas de direita que lutam contra alas liberais dentro dos próprios partidos e que não querem que transpareça a existêndia de um eleitorado liberal; e mesmo liberais que apreciam o seu estatuto de culto minoritário.

Infelizmente, o primeiro e mais consolidado desses dois partidos, a Iniciativa Liberal, tem um problema de origem que emerge periodicamente e será sempre um limite ao seu crescimento: um dos fundadores, e actual vice-presidente, tinha ligações recentes ao PS e a António Costa, e antes já tinha sido assessor de Sócrates. Mais ainda, justificava o seu apoio a Costa pelo cansaço em relação a um “governo neoliberal” de Passos. Como se não bastasse, a própria página da Iniciativa Liberal acabou por ser construída sob uma antiga página de apoio à candidatura de António Costa.

É evidente que uma pessoa pode mudar de opinião e evoluir. Até de forma bastante rápida como pude presenciar nos primeiros tempos de blogosfera liberal. É também possível que pessoas com tendência liberais simpatizassem com António Costa em 2014 (por exemplo, João Miguel Tavares, um liberal assumido, afirmou muitas vezes a sua disponibilidade para votar em António Costa). Aceito também que numa decisão irreflectida tenha sido difícil resistir à tentação de usar uma página já com milhares de seguidores para dar um empurrão inicial a um partido que começava do zero. Mas é inevitável, e até expectável, que nem todos tenham este tipo de tolerância. Inevitavelmente, todos aqueles que já não simpatizavam, pelos motivos acima, com a Iniciativa Liberal, encontram aqui a racionalização perfeita para o seu desdém. Muitos dos que poderiam simpatizar, não chegarão a fazê-lo ou inverterão o caminho. Alexandre Krauss pode estar inocente e ser genuinamente liberal, mas neste momento apenas prejudica a causa que diz ser sua. Se for mesmo sua, certamente permitirá que o partido continue sem o peso da sua presença.

Eu conheço bastantes pessoas na Iniciativa Liberal e D21 (maioritariamente de interacções nas redes sociais, mas algumas pessoalmente) e sei que em grande parte têm o coração e a razão no sítio certo. Não consigo, nem nunca conseguirei perceber o ódio que emanam alguns à direita relação a essas pessoas, como é que lhes podem dedicar o mesmo tratamento que dão a um Tiago Barbosa Ribeiro, um João Galamba ou uma Mariana Mortágua. A vantagem dos partidos novos é a certeza de que ninguém lá está de forma oportunista, ninguém se envolve à espera de tachos (tirando, eventualmente, meia dúzia de burros que não sabem fazer contas). Eu sei que o Bernardo, o João, o Bernardo, o Cristiano, o Rodrigo, o Francisco, o Miguel, a Sofia e o Francisco, pese embora as discordâncias comigo e entre si, e os infelizes mas inevitáveis jogos políticos, estão nisto de boa fé. Muito provavelmente, terão o meu voto nas legislativas. Mas para terem mais do que o meu, terão que prestar atenção às lições da mulher de César.

novos avanços do fascismo tributário

22 Agosto, 2018
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Docemente, medida a medida, abuso a abuso, o fascismo fiscalista português continua a avançar rumo ao totalitarismo, isto é, a uma situação de devassa total da vida privada dos cidadãos, por conta de um suposto «interesse público» do estado contra a «evasão e a fraude fiscal».

No caso de mais esta medida, às quais se juntarão outras 94, seria inimaginável, há uns anos, que um cidadão tivesse de justificar-se a um burocrata sobre as suas intenções e o destino que dará a dinheiro que é seu, que está legalmente depositado, que foi devidamente tributado e do qual ele quer, num certo momento da sua vida, dispor. Seria inimaginável há uns anos, mas agora vai ser a realidade, certamente enfaticamente apoiada pelos patetas do costume, que logo aparecerão a dizer que «quem não deve não teme». Um dos problemas da liberdade é também esse: é um bem excessivamente valioso para estar ao dispor de idiotas.

Governar é que não!

22 Agosto, 2018

O grande projecto do governo socialista espanhol é desenterrar Franco. Quando os amanhãs deixaram de cantar resta o passado que não pode passar.