Descida/Subida da Avenida

Estou convencido da boa intenção dos seus promotores, aprecio o factor inovador e o potencial simbólico de a Iniciativa Liberal se ter juntado aos inimigos da Liberdade nas comemorações do 25 de Abril.
Mas se é de simbolismos que se trata, não posso deixar de registar que o presidente deste novo partido tenha pedido autorização à Associação 25 de Abril para o fazer.
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Liberdade? Democracia? Onde?
Mais um ano, mais um festejo de uma suposta liberdade e democracia com a revolução de Abril de 74. Mas a verdade não é essa. Nunca foi. O 25 de Abril não foi uma revolução do povo, mas sim, dos militares insatisfeitos com Salazar que lhes congelara os direitos e que os partidos reaccionários de ideologia marxista (alguns por entre os militares), souberam bem aproveitar. Perguntem a Otelo Saraiva de Carvalho (veja aqui) Ele explica melhor que eu. Se temos hoje LIBERDADE e DEMOCRACIA devemo-la somente aos corajosos comandos liderados por Jaime Neves que em 25 Novembro de 75, que correram com os comunistas já alapados no Governo em marcha com o PREC para tornar o país numa ditadura à semelhança de Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte. Esta é a verdade inegável que nenhum branqueamento da História de Portugal conseguirá jamais apagar. Está escrito.
Tivesse o tão festejado 25 Abril vingado e teríamos hoje um país completamente diferente. As expropriações, a colectivização das propriedades agrícolas privadas, a estatização dos meios de comunicação e consequente controlo da liberdade de expressão, bens e serviços, e mercado controlado pelo Estado, estaríamos hoje ao nível de Cuba, isolados a um canto da Europa com uma moeda fraca, todos iguais na profunda pobreza.
Quis o destino e ainda bem, que desse tempo ficasse apenas uma Constituição comunista obsoleta, que para mal dos nossos pecados ainda não foi toda revertida e adaptada ao nível de um país evoluído e verdadeiramente democrático europeu. Mas pergunto: volvidos mais de 40 anos, somos mesmo livres?
Como podemos ser verdadeiramente livres se votamos numa coligação partidária que ganhou quase a maioria absoluta nas eleições de 2015, mas são três derrotados que governam? Como podemos ser livres se as ideologias divergentes do poder actual são bloqueadas, manipuladas, apagadas, perseguidas e rotuladas de fascistas, xenófobos, racistas, neo-liberalistas e mais outro tanto vocabulário inventado para calar e rebaixar violentamente opositores? Quantos de nós não conhece bem essa realidade da censura moderna nas redes que com mudanças imperceptíveis de algoritmos, bloqueiam a informação indesejada do “establishment”?
Mas há mais. Que liberdade é esta que cria leis que autorizam a ocupação à força de casas privadas ou terrenos? Que permite que se façam alianças com comunistas – essas criaturas que deram os parabéns ao novo líder cubano que venceu – sem eleições livres – exactamente os mesmos que num passado recente quiseram impor o PREC e tomar dos privados, toda a propriedade e economia? Que liberdade é esta que acumulou dívidas estonteantes fruto de muito descontrolo e roubalheira descarada de políticos, empresários e banqueiros, cuja factura chegou aos portugueses, em forma de aumentos grotescos de impostos e austeridade, pagos com sofrimento laboral, cortes na saúde, na educação, na segurança, aprisionando-os por décadas sem fim? Que permite que os maiores corruptos de que há memória em Portugal não estejam ainda todos presos mas sim, a pavonearem-se por aí, livres como passarinhos com tempo suficiente para vender bens, esconder mais dinheiro sujo e ainda dar conferências pelo país numa propaganda desenfreada de lavagem da verdade? Que permite empregar toda a família dos políticos no Estado, receber de viagens não gozadas (entre outros) e ainda declarar estes comportamentos como legais marimbando-se para a ética? Que se une – fazendo desaparecer prova, substituindo procuradores do MP – sempre que é necessário safar políticos de crimes de pedofilia, corrupção ou branqueamento de capitais – mas organiza-se ferozmente para atacar pequenos comerciantes que fogem ao IVA e que, ao serem apanhados com meia dúzia de infracções, de valor irrisório, o fisco confisca imediatamente os bens e os senta sem demoras, na barra dos tribunais aplicando pena de prisão? Que castiga funcionários que investigaram Manuel Pinho, outra “vítima” apanhada com mão no dinheiro público? Que permite ainda para cúmulo dos cúmulos, que um derrotado nas eleições, com outro que nunca foi eleito, fazerem acordos sobre destinos da Nação que não foram escrutinados? Algum de nós votou nisto?! Votou?!! Então não me falem em democracia em Portugal! Isto é ditadura convenientemente camuflada pós 25 Abril. Vão gozar com outros.
Se há “liberdade a celebrar” é a que foi conquistada pelos políticos. Isso sim! Grande golpe! Engordaram contas bancárias e passaram a dominar através do sistema partidário montado, fechado, um povo inteiro que mantiveram refém com discursos faustosos, mentirosos e ilusórios para viverem confortavelmente à sua conta! Até hoje.
É a festa da liberdade deles – políticos – que conquistaram com esta revolução a liberdade de “roubar legalmente” e continuarem livres mesmo depois de condenados.
Regulações há muitas
Nos anos 60 o consumo de leite – sim aquele que agora faz mal – tornou-se sinónimo de saúde e crscimento saudável. Mas o leite escasseava e muito era vendido avulso à porta. Vai daí a CML e o governo de então resolveram salvar os lisboetas dos leiteiros-mixordeiros e da especulação. Como ? Criando umas lojas que vendiam leite: os postos UCAL e subsidiando o leite.
Entretanto nasciam supermercados onde o leite era vendido engarrafado mas por largos anos o dinheiro dos contribuintes serviu para manter abertos os postos da UCAL.
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Vamos lá ver
As pessoas que consideram uma degradação do jornalismo a divulgação das imagens com os interrogatŕios a José Sócrates que adjectivos usam para o livro Fire and Fury sobre Trump?
A propósito deste arrazoado de medidas cujo impacto no mercado de arrendamento será desastroso para quem quiser alugar uma casa convém recordar o entusiasmo que foi no país com o cheque-bebé: o estilo épico-xaroposo das notícias é o mesmo; os amanhãs que cantam cantam ainda mais porque agora o pêcê tb canta, a incapacida da oposição para desmontar esta falácia mantém-se… Vista de 2018 a prosa que segue abaixo é ridícula, não é? Como s e pode ter acreditado naquilo e naquelas personagens? Pois é, o cheque bebé cresceu e agora chama-se Nova Geração de Políticas de Habitação
Sócrates celebra hoje 100 dias de Governo
O primeiro-ministro, José Sócrates, preside hoje a um Conselho de Ministros extraordinário, após o qual os membros do Governo irão reunir-se com diversas personalidades para um balanço dos primeiros 100 dias da legislatura. O Conselho de Ministros tem início marcado para as 10:00, no Centro Cultural de Belém. Na agenda está a regulamentação do chamado cheque bebé .
O Conselho de Ministros extraordinário tem início marcado para as 10:00, no Centro Cultural de Belém. Na agenda está a regulamentação do chamado “cheque bebé”. Por cada nova criança nascida em Portugal, o Estado abrirá uma conta-poupança com um valor inicial de 200 euros, que poderá ser reforçada pelos pais que, para tal, poderão beneficiar dos mesmos benefícios fiscais atribuídos aos PPR – Planos Poupança Reforma.
O Conselho de Ministro deverá prolongar-se por apenas 45 minutos, estando, para depois, marcada uma reunião entre José Sócrates, os ministros e várias personalidades “que representem um país dinâmico, positivo e que ajudem a apontar caminhos e medidas futuras”, segundo fonte governamental divulgou à Lusa.
Esta reunião, com a qual se pretende fazer um balanço dos primeiros 100 dias de Governo, conta com a participação, entre outros, do reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Rendas, do presidente da AEP, José António Barros, do ex-secretário de Estado, João Nuno Mendes, do investigador Alexandre Quintanilha e do docente universitário e politólogo, Pedro Adão e Silva.
A área cultural será representada, neste encontro ministerial, por nomes como a da pintora Graça Morais, a artista plástica Joana Vasconcelos, a cantora Ana Free, o arquitecto Carrilho da Graça e a coreógrafa e bailarina Olga Roriz. O desporto está também presente na reunião – fechada à comunicação social – , com Nuno Barreto, medalha olímpica de vela e Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos.
Querem falar de populismo?
O Interrogatório a Sócrates no Ministério Público
Foi impossível ficar indiferente à Grande Reportagem da SIC sobre o Processo Marquês. Não há dúvida que é preciso muita coragem jornalística para trazer a público detalhes tão importantes sobre o maior caso de corrupção jamais visto em Portugal envolvendo um ex-primeiro ministro. Há quem diga que foi manobra encomendada dos advogados de Sócrates para “mostrar” que não há provas. Aqui vai minha análise.
Se no primeiro episódio (veja aqui) ficamos com a sensação de que há um propósito para “ilibar” publicamente Sócrates alegando falta de provas de acusação, nos seguintes (veja aqui e também aqui) esse sentimento dissipa-se por completo. A trilogia da reportagem veio demonstrar que, sim, nos primeiros interrogatórios, Sócrates foi interpelado pelo MP sem lhe darem as fontes sobre as quais pesavam as tais acusações mas, mais adiante, à medida que avançavam nos interrogatórios, já o confrontavam com testemunhos que contrariavam afirmações dadas por ele. Foi o caso em que Sócrates, por exemplo, totalmente irado dizia que não teve qualquer influência nos concursos públicos atribuídos ao grupo Lena e exigia provas, mas quando confrontado no interrogatório seguinte com testemunhos, engasgou-se e teve amnésias. Outra situação foi sobre a amizade que mantinha com Salgado ao qual respondeu peremptoriamente que sempre fora tratado por este por “Senhor Primeiro Ministro”, que tivera com ele apenas encontros institucionais e raros. Mas numa escuta ouvimos Salgado dizer “Olá Zé tudo bem?” enquanto combinavam um jantar em casa do banqueiro. Ou ainda que não ordenou a compra de seus próprios livros a Santos Silva quando vemos o amigo a confessar o plano. Sem referir a famosa histeria à volta das férias de luxo que dizia não se lembrar, todas pagas pelo amigo, afirmando que ele, o “teso provinciano que vivia dos empréstimos” deste, pagava todos os jantares (hilariante!). Tudo isto com os advogados passivamente a ouvir, cabisbaixos, os disparates mal criados de Sócrates dirigidos ao MP.
Ficou claríssimo que não se trata de perseguição política alguma. As contradições dos testemunhos com os depoimentos de Sócrates são mesmo muitas e as escutas são elucidativas. Revelam, que há um novelo de ocorrências que todos os arguidos tentaram branquear para não deixar pontas soltas. Mas deixaram. E é precisamente por essas pontas pequeninas, que o grande novelo se desenrolou.
Começando pela origem duvidosa do dinheiro entre Santos Silva e Sócrates, NINGUÉM pede emprestado a amigos por códigos. Transporta depois o dinheiro por correios humanos pagos a peso de ouro, ou põe motorista a receber 80 000€ desse “empréstimo” por transferência, na conta deste, para pagar suas despesas pessoais a menos que esse dinheiro seja ilícito e não se queira deixar rastos. Também, NINGUÉM compra apartamento luxuoso em Paris e formaliza depois um contrato de arrendamento ao amigo, em 2014, por um período que já caducou, em 2013, se não for com o propósito de enganar as autoridades fingindo ser arrendada. NENHUM amigo do mundo financia outro amigo que se diz provinciano sem dinheiro e a viver da generosidade da mãe para: viagens em executivo; para 20 000€ em estadias; para viver no lugar mais luxuoso e caro de Paris; para gastar uma média de 40 000€ por mês; para dar guarida à ex-mulher e filho em Paris numa casa por 400€ a noite; para gastar fortunas com amigas; para decorar “seu próprio apartamento”, sem limites de despesa, com tudo do mais caro e requintado que há, ao gosto do amigo, sem ser “tido nem achado” na execução das obras como se não fosse dono dele; para comprar casas para mãe do amigo; para comprar 170 000€ de exemplares de livros do “amigo pobrezinho”. E como se não bastasse, ver ainda o amigo a pedir emprestado compulsivamente milhares de euros e não dizer um “não, não posso” uma única vez, continuando a disponibilizar valores astronómicos sem garantias, sem papeis, sem nada. NINGUÉM é tão generoso a menos claro que o dinheiro “emprestado” não seja do tal amigo “porreiro e generoso”.
Depois vem Vale do Lobo onde Sócrates afirma não conhecer ninguém, não saber de nada mas não consegue responder como aparece de novo seu amigo generoso a receber dinheiro deste empreendimento. Como não soube explicar a existência de pagamentos da Venezuela ao amigo, outra vez, que depois serviram para gastos pessoais de Sócrates. Como não conseguiu explicar como um provinciano com conta a zeros, sem qualquer rendimento, avança com proposta de compra de casa no Algarve por 900 000€ pondo seu amigo a gaguejar no inquérito do MP, quando confrontado. Como também não conseguiu explicar como o dinheiro transferido do saco azul do BES foi parar à conta do primo que depois o fez chegar ao “amigo generoso” que está em todas as negociatas (mas que coincidência!). Como resposta limitou-se a dizer: perguntem ao Santos Silva, perguntem ao meu primo, consciente que não tinha o seu nome nas contas, logo, não se importou de “entregar as cabeças destes dois numa bandeja” ao MP. Muito perverso e revelador.
Ficou claro com este interrogatório que o Processo Marquês é muito mais do que uma acusação a um ex-primeiro ministro. É todo o sistema político que está a ser julgado envolvendo ministros, banqueiros e empresários como nunca se viu em Portugal. Um polvo gigante ao estilo siciliano que parece não ter fim. Como diz Ana Gomes e bem, depois de ver Manuel Pinho juntar-se a Sócrates: PS não pode continuar a ser instrumento de corruptos e criminosos.
Se a divulgação dos interrogatórios foram legais ou não de pouco interessa. Não passa de uma desobediência nos termos do artº 88, nº2 do Código Processo Penal que ao pé dos 31 crimes de Sócrates, 33 crimes de Santos Silva, 21 de Salgado (sem contar os restantes 25 arguidos) é uma insignificância que não vem alterar qualquer facto que nele vimos e ouvimos. E merece um aplauso aos jornalistas que puseram o interesse público acima dos interesses do sistema.
A Ordem dos Advogados manifestou seu repudio pelo sucedido alegando que a reportagem “instiga a tumulto social ao revelar apenas partes de interrogatório e escutas acusando os jornalistas de parcialidade. Boa desculpa. Se fossem EMITIDOS por completo já seria ético, é isso? (algum jornalista da SIC que pense nisso). E pergunto: fazer vídeos no YouTube, conferências de imprensa, comentários televisivos sobre Processo Marquês, a revelar detalhes em investigação, ANTES do trânsito em julgado, por um arguido, que esteve 9 meses em preventiva, é legal? Não brinquem.
Do interrogatório, ficaram estas dúvidas: como pôde a CGD fazer um empréstimo de 145 000€ a alguém teso, sem rendimentos e sem garantias? De onde tirou Santos Silva o dinheiro para “emprestar” ao amigo? Com que rendimentos o arguido Sócrates – que vive actualmente com pensão de pouco mais de 3000€ – paga 700 000€ aos advogados e vida pouco modesta que ainda faz? De onde vinham os “valores milionários emprestados” pela mãe de Sócrates sem fortuna conhecida? Porque Sócrates ordenou em escutas o pagamento de impostos atrasados, relativo a uma casa em Paris que “não era sua”? Se não há provas na condenação a Sócrates, porque seus advogados queriam inutilizar as escutas sob o pretexto ridículo de vírus?
Termino com um forte aplauso para Passos Coelho, o homem a quem devemos a queda do Império Salgado que deu origem ao Processo Marquês e levará este banqueiro e Sócrates e mais 26 arguidos, à barra do Tribunal. Outro aplauso sonoro ao Juiz Carlos Alexandre e sua equipa pelo grande trabalho de investigação que certamente ficará na História de Portugal. Parabéns à SIC pela excelente reportagem que nos leva a este submundo da corrupção inimaginável ao cidadão comum. Que a Justiça prossiga seu caminho tranquilamente sem obstruções.
Habitação: a nova Reforma Agrária (com ocupações e tudo)
Esse universo pré-anunciado de rendas sociais, rendas reguladas, rendas acessíveis e rendas condicionadas ocupa hoje o lugar que a Reforma Agrária desempenhou no século passado: a esquerda acredita que é ali que fará a sua sementeira de votos. E de ódio.
Para a legitimar essa nova Reforma Agrária e o seu inevitável cortejo de atropelos e esbanjamento todos os dias se descobre mais uma caso dramático relacionado com o mercado de arrendamento. Temos de tudo: os adultos que sofrem por passar do Chiado para os Olivais ou de Campo de Ourique para Campolide. Na verdade, pela primeira vez em muitas décadas, os portugueses podem aspirar a alugar uma casa. Recordo que a falta de casas para alugar criou em Portugal um estado civil que creio único no mundo: os amarrados pelo empréstimo da casa.
A regionalização foi derrotada em referendo. Se querem regionalizar convoquem outro referendo.
A regionalização muito adequadamente passou a descentralização (tal como a eutanásia se transformou em morte digna ou assistida e as barrigas de aluguer em maternidade de substituição) mas ou os portugueses acordam para a mistificação subjacente à fantochada da declaração conjunta assinada por PS e PSD ou acordamos em Julho de 2019 com uma regionalização feita nos bastidores pelos caciques partidários.
O que Costa e Rio aprovaram foi isto a constituição de uma “Comissão Independente para a Descentralização” que analisará “estudos aprofundados a executar por Universidades com reconhecidas competências académicas na investigação sobre as políticas públicas e a organização e funções do Estado”.
É isto que a geração mais preparada de sempre escreve nas paredes de uma das universidades ocupadas em Paris

Quotas para burras
Na mesma semana em que se aprova quotas para obrigar mulheres a entrarem à força para listas partidárias — à força porque voluntariamente nunca arranjaram desequilibradas do sexo feminino em número suficiente —, aparece a proposta Roseta que permite que o monstro roube a propriedade das pessoas porque sim. Excelente publicidade para mulheres na política: és invejosa, queres o que é dos outros, tens a tara de tirar ao Pedro para dar ao Paulo, que é teu irmão? Anda para as nossas listas.
Tem havido um certo reboliço em torno de feministas nos meios liberais, uma coisa de que nenhum dos leitores ouvirá falar por ter relevância cultural entre a de um clube de bridge e a de um rancho folclórico. Todavia, o feminismo isabelmoreirista/câncioburaquista, infelizmente transversal quer a socialistas quer a socialistas que julgam ser outra coisa, é a encarnação mais recente do racismo (e que neologistas poderiam chamar de generofobia) e está aí para ficar, elegendo o sexo masculino como inimigo de ninguém sabe bem o quê. Podiam ser “os ciganos”, “os judeus”, “os pretos”, mas, para quê limitar o inimigo a franjas da população se se pode encontrar o inimigo em metade da população incluindo todas as etnias e as religiões?
Lêem-se frases incluindo “os homens decentes” ou “os homens inteligentes”, como em tempos se leram frases contendo “os pretos decentes” ou “os pretos inteligentes” sem que ninguém ligue o alarme. É o que é. Às vezes fico na dúvida sobre se nasci no tempo errado ou se é o resto do mundo que se esqueceu de nascer entre uma paragem e outra.
A propósito da enorme comoção que vai nesta cidade de Lisboa
com as obras que estão a ser levadas a cabo pelos conspícuos proprietários – e que são apenas de fachada e patati patatá – é favor olhar um bocadinho para as instalações de serviços públicos da administração central e municipal: barracos, acrescentos, caves e subcaves sem condições nem segurança, funcionários a conviver com casas das máquinas de elevadores, aguinha a correr dentro de arquivos (na versão pingo e fio), pedras de fachada a cair, inacessibilidade para pessoas de porte atlético quanto mais para quem esteja numa cadeira de rodas….
Portanto vão começar pelo património estatal?
os caloteiros do bordel
A Caixa Geral de Depósitos é um banco público que, segundo o tão apregoado «interesse público», não deveria servir apetites privados, nem clientelas. Supostamente por isso é que, até hoje, nunca nenhum governo consentiu na sua privatização. Pois bem, se a CGD não fosse um banco público, se o governo não lhe tem acorrido com uma recapitalização de muitos milhões de euros feita à custa dos contribuintes portugueses, a Caixa estaria fechada a estas horas e os seus clientes a arder. Porquê? Porque o dinheiro dos seus depósitos foi devassado em financiamentos a terceiros. Quem e com o apoio de que gestores da Caixa é o que convém saber. Para a segunda pergunta ainda não há resposta translúcida. Para a primeira já são conhecidos os nove grandes devedores do banco e os montantes das suas dívidas. São estes:
- Grupo Artlant (La Seda e Carlos Moreira da Silva): 476,4 milhões de euros;
- Grupo Efacec (têxtil Manuel Gonçalves e Grupo José de Mello, e, desde 2017, Isabel dos Santos): 303,2 milhões de euros;
- Vale de Lobo (Hélder Bataglia, via Armando Vara)): 282,9 milhões de euros;
- Auto Estradas Douro Litoral (Grupo José de Mello): 271,3 milhões de euros;
- Grupo Espírito Santo (palavras para quê…): 237,1 milhões de euros;
- Grupo Lena (palavras para quê…): 225 milhões de euros;
- Grupo António Mosquito (representado por Proença de Carvalho): 178 milhões de euros mais 49,2 milhões de euros de créditos já considerados perdidos;
- Reyal Urbis (imobiliária espanhola): 166,6 milhões de euros;
- Finpro SCR (Américo Amorim, Segurança Social e Banif): 123,9 milhões de euros.
Uma dúvida
José Sócrates deixou de ser primeiro-ministro em 2011.
A sua vida agora é um caso de polícia (e também de psiquiatria na minha modesta opinião)
Ora a não ser que se preveja um regresso do dito José Sócrates à vida política um cidadão a bem da sua saúde pode ser dispensado de assistir àquele espectáculo degradante dos interrogatórios?
Olhei para aquilo breves minutos e desliguei. Um misto de vergonha e medo por ter vivido num país governado por tal pessoa leva-me a perguntar se terei mesmo de ver aquilo. Para mim de Sócrates chegou.
Berlim, 2018
Uma lei em fraude é inexistente … ou será legal e eticamente irrepreensível no processo em curso de cesarização do país?
: «Todas as leis devem ser bem discutidas e bem votadas. Todas as leis devem resultar, na Assembleia da República, de um processo apropriado, conforme à Constituição. E, por maioria de razão, uma lei como a votada na sexta-feira, 13 de Abril, com a sensibilidade humana da lei sobre identidade de género, deveria ter particular cuidado processual.
As normas do processo legislativo não existem por acaso. Existem para garantir o debate profundo e transparente, como é essencial à democracia representativa, e assegurar a formação da vontade livre e informada de todos os decisores (os deputados), bem como a sua manifestação igualmente livre e informada. Tenho criticado práticas negativas parlamentares em que se tem decaído. Esta lei bateu o recorde: conjugou três práticas inaceitáveis, geradoras de inconstitucionalidade formal da lei e mesmo inexistência jurídica.
O processo de elaboração das leis, depois de iniciado, tem duas fases: generalidade e especialidade. E um momento final: votação final global. É o que resulta da Constituição e não pode ser destruído, nem mascarado. A fase da generalidade aprecia as linhas gerais da proposta, a doutrina, os propósitos. Termina pela aprovação ou reprovação, na generalidade. Se foi tudo reprovado, acaba aí. Se houve textos aprovados na generalidade, passam à fase da especialidade, que os examina artigo a artigo, aceitando sugestões e procurando melhorar. A votação final global é a votação de aprovação ou reprovação do diploma, sendo frequente haver diferença entre a votação na generalidade e a final global, por causa das emendas entretanto introduzidas na especialidade. Esta sequência – pausada – é essencial à dignidade e à transparência do processo legislativo.
Desde há alguns anos, a Assembleia da República ora por normas regimentais insuficientemente claras, ora por habilidosas interpretações de conjugação de normas, adoptou um procedimento profundamente irregular que torpedeia a limpidez constitucional do processo, contra que protestei algumas vezes. Os povos do Norte chamar-lhe-iam o procedimento de almôndega; os povos do Sul, o procedimento de açorda. Em que consiste?
No final do debate na generalidade, em plenário, emerge uma combinação política para não se votarem os textos, mas um requerimento para os baixar de novo à comissão, sem votação, para reapreciação dentro de determinado prazo. É dito que o requerimento não tem importância e é meramente formal, não envolvendo a substância, o que leva a que usualmente a “formalidadezinha” seja engolida e votada por unanimidade. A seguir, os projectos são remetidos para uma saleta (subcomissão ou grupo de trabalho) para conveniente mastigação fabril. Apesar de não terem sido votados, os projectos ficam a marinar largos meses na salinha de laboração, desenvolvendo-se objectivamente o respectivo trabalho na “especialidade” como se tivessem passado na generalidade. Ao fim destes meses de laboratório, se a coisa teve sucesso, é adoptado um “texto de substituição”, que a comissão parlamentar confirma, enviando para plenário para se proceder de uma vezada, consecutivamente, às votações na generalidade, na especialidade e final global, assim ratificando, por sumaríssimas carimbadelas gerais, a engenhosa produção da fabriqueta. Ler mais…
Apesar do desfecho trágico desta história, talvez o método utilizado por Queirós seja perfeito para avaliar a fidelidade político-conjugal de António Costa, que tudo indicia estar muito por baixo. Jerónimo de Sousa e Catarina Martins que arranjem perfis falsos e politicamente lascivos, como, por exemplo, «laranjinha vermelha» ou «social-democrata à deriva procura costa para ancorar», e verão como o primeiro-ministro do governo que eles suportam há três anos prontamente lhes agendará encontros. Depois não façam mais nenhuma asneira de que se venham a arrepender. Já basta o PC ter praticamente ficado sem eleitores e o Bloco sem credibilidade.
mudança
Até ser a pessoa mais importante do governo da França revolucionária, Maximiien de Robespierre era um humanista que contestava a pena de morte e tinha horror a sangue. Quando, entre 27 de Julho de 1793 e 27 de Julho do ano seguinte, liderou o Comité de Salvação Pública, o soturno político de Arras não hesitou em permitir e até incentivar a morte arbitrária de milhares de franceses, supostamente «inimigos da revolução» e, consequentemente, da «liberdade». Da sua liberdade.
A grande vitória do jacobinismo foi convencer os comuns de que as sociedades se podem mudar pela acção resoluta de alguns homens políticos. Enganam-se aqueles que pensam que o jacobinismo é de esquerda: ele não é nem de esquerda nem de direita, mas essencialmente revolucionário e/ou voluntarista, encontrando-se, assim, tanto à esquerda como à direita. A sua crença é que as coisas se mudam porque nós queremos e porque, dotados de razão preclara, somos senhores soberanos das nossas existências. Desse ponto de vista, Ayn Rand foi tão jacobina como Robespierre.
A extrema-esquerda não existe em Portugal!

“Mesmo a extrema-esquerda não existe mais em Portugal“, disse o nosso Presidente da República.
Marcelo absolutamente certeiro!
A nossa Direita é de Esquerda, o que faz do Bloco e do PCP partidos moderados, em termos relativos.
Por outro lado, um indivíduo não-socialista é uma aberração da natureza, pelo que mais vale negar também a sua existência não vá atrapalhar o caminho para a servidão.
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Era só para lembrar
que Toulouse vive há duas noites confrontos graves. Tudo começou com um controlo policial e uma mulher usando niqab que não se deixou identificar. Em seguida vieram os carros queimados, confrontos… Toulouse fica em França país confrontado com uma sucessão de greves e ocupações violentas de faculdades. Também está a acontecer a desocupação de Notre Dame des Landes e o presidente deu uma entrevista que as florinhas cá do burgo deviam ver antes de se queixarem da agressividade dos jornalistas. Acreditem que há mundo para lá dessa fixação trumpiana

Centeno Está com Medo. Muito Medo.
Não é irónico ver Centeno passados quase 3 anos de governação encarnar Vítor Gaspar e dizer alto e bom som: “O risco de retrocesso existe e é maior do que parece (…). Não temos memória curta e sabemos o que custou aos portugueses sair daquele pesadelo. Não seguirei esse caminho. Não podemos deixar que os erros do passado sejam cometidos“? É. Mas não estou surpresa. Eu mesma disse aqui que Centeno, assim que tomasse posse como Presidente do Eurogrupo iria mudar sua postura como Ministro das Finanças. E, pasmem-se! acertei em cheio.
Era fácil de prever esta viragem brusca à “direita” no que concerne a pôr um travão ao despesismo das clientelas e birrinhas dos radicais de esquerda acoplados ao PS e segurar as contas do país. Porquê? Porque agora Centeno tem uma reputação a defender junto da CE e não pode mais brincar ao “faz de conta que estou a gerir as finanças de Portugal”. Sobretudo agora que visa alcançar o cargo de Comissário.
Porque Centeno é o único que sabe realmente em que estado estão as contas. Ele sabe que mentiram o tempo todo. Ele sabe melhor que ninguém do embuste que foram os défices apresentados em 2016 e 2017. Sabe que ambos estão seguros por pinças e que basta um “espirro” lá fora para que nossa economia fique com uma grave “pneumonia” da qual pode não sobreviver. Também escrevi aqui sobre isso. É o medo de uma bancarrota – enquanto ele estiver como Ministro das Finanças – que ele não põe de todo de parte ao dizer “… o risco de retrocesso existe e é maior do que parece…”
Centeno que até agora estava refém da Geringonça, liberta-se finalmente do peso de ter de fingir com sorriso amarelo patético que tudo vai bem. Pela primeira vez, comporta-se como um verdadeiro financeiro e sem receios de perder o lugar por cá, diz o que tem de ser dito. Este “basta!” mais direccionado para a UE ver – veja-se o tweet em inglês antes de as publicar em português – , é a prova que Centeno privilegia seu cargo e imagem como Presidente do Eurogrupo. Ele sabe que, ou faz um “garrote” às contas ou vai embora porque se ficar a Geringonça vai lhe estragar o futuro que ele almeja na UE.
Mas apesar desta contenção de despesa de Centeno, continua a ser uma gestão “à socialista” A maior inimiga dos financeiros responsáveis. Porque nada tem de estrutural. É apenas cosmética rasca. É suspender indiscriminadamente toda e qualquer despesa provocando a falência técnica de serviços e fornecedores essenciais ao bom funcionamento do país. É deixar morrer quem precisa do SNS, é deixar morrer quem precisa de socorro no meio das chamas, é deixar descarrilar e avariar comboios por falta de manutenção, é deixar os polícias sem carros por falta de gasóleo, só para dar alguns exemplos graves enquanto se injecta 5 mil milhões na CGD, 10 milhões na RTP, mais outros tantos mil milhões no Novo Banco e se multiplica quatro vezes a despesa com pessoal.
É curioso lembrar o que Costa alegava em 2015 para justificar o assalto ao poder (veja aqui): que a austeridade era ideológica e que por isso era preciso retirar a direita do governo. Precisamente numa época em que todas as economias estavam em recessão e nós acabávamos de ser resgatados pela UE por culpa de Sócrates. Agora que todas as economias estão em expansão vem este vendedor da banha da cobra com a mesma fórmula. Porquê?? Mas desde quando um paciente precisa de remédio para o cancro “sem ter doença oncológica”?
A explicação é simples: Portugal está de facto muito enfermo. Sofre de uma “doença gravíssima”. Uma “leucemia” que já estava controlada mas que por opção deste governo, deixou de “fazer medicação”. E agora? Só resta uma opção: ou continuar a mentir ou impedir a “morte”. Centeno escolheu a segunda. Costa, vai fingir por uns tempos que está de acordo para voltar a fazer estragos perto das eleições para captar votos e segurar os amigos das esquerdas radicais.
Enquanto isso os comentadores reles de serviço que não se calavam em acusações gravíssimas a PPC por este usar a dita austeridade para levantar o país da bancarrota herdada pelo PS, estão caladinhos como ratos a fingirem-se de mortos com esta AUSTERIDADE SEVERA sem precedentes, em tempos de bonança económica. Porque agora a austeridade “é boa”: sem aumentos para a Função Pública; sem dinheiro para os artistas; sem dinheiro para os professores; sem dinheiro para médicos do SNS; sem dinheiro para doentes do SNS; sem dinheiro para as escolas; sem dinheiro para porcaria alguma! Mas não piam.
Porque o medo não é só de Centeno. Também eles comentadores da treta, têm medo de ter de admitir que mentiram aos portugueses em directo. Só isso.
O tio Quim está de volta
A vida era dura, naquele tempo. O tio Abel, perante todas as adversidades anteriores às alterações climáticas – naquela altura nevava sempre –, lá conseguia levar o rebanho a pastar no declive adjacente ao terreno do Morgado. O tio Quim, mais velho, ocupava-se da horta, das batatas e do combate ao flagelo do míldio. Por muito que se esforçasse, sem os pesticidas modernos, não havia colheita que agradasse à matriarca da família, uma mulher roliça de meia-idade que, apesar de viver a mais de mil quilómetros de homens, vivia deprimida entre assédios imaginários e a visão diária de um rabo a murchar como laranja azeda em Março. O tio Abel era o preferido dela. Feminista dos sete costados, fez-se acompanhar das cabras viçosas que enchiam de orgulho a mãe, e, maricas que chegue, dedicou-se ao comentário político (ou assim).
Farto de ser preterido pela mãe em favor do azeiteiro do irmão, que isto de ter cabras lindas à conta de lhe comerem as melhores batatas já há muito o enjoava, o tio Quim, enfurecido, matou o tio Abel. Foi triste. Enfim, até foi exagerado, que bastava matar-lhe uma ou outra cabra à paulada e coisa ficava por ali, sem violência desnecessária. Porém, o receio de acusações de racismo por matar bicho de outra raça falaram mais alto e a justiça social, a igualdade e as restantes lérias progressistas imperaram: “vais mesmo tu, meu querido irmãozinho”.
Isto tudo para dizer que, até ontem, nunca soube o que tinha acontecido ao tio Quim. Diz-se que fugiu para França ou para outro deserto qualquer, mas não posso confirmar. Foi com bastante surpresa que o vi então, ontem, a apresentar o projecto de um novo partido liberal. Força, tio Quim! A tua família apoia-te.
Voando sobre um ninho de caca

Quando é útil confundir legislação com ética, dá nisto.
Há quem diga que Carlos César se prepara para outros voos, nomeadamente na expectativa de vir a ser Presidente da Assembleia da República.
O personagem tem bagagem de Presidente do PS.
Não admira que despache o código de conduta no porão.
*
Esta foi uma votação encenada – uma espécie de fantochada, portanto – porque os votos foram contados pelo número total de deputados de cada bancada e não pelo número de deputados presentes. Cabe perguntar se o Presidente da República, que em 2001 questionou a validade da votação de Lei de Programação Militar por causa da forma como os votos então foram contabilizados, se não tem uma palavra a dizer em 2018 sobre a votação por bancada na legislação sobre mudança de género.
A pantomina
Depois do número da educação de adultos em Outubro de 2015 – a educação de adultos foi a explicação dada à época pelo PS para explica porque corriam bem as reuniões com o PCP e o BE e mal com o PSD – estamos agora na fase dos ultimatos: “Da luta de classes à luta pelo melhor escalão” é o papel reservado ao povo nesta revista à portuguesa que tem como estrelas a Catarina dos ultimatos, o Jerónimo dos provérbios e Costa, o habilidoso.
Nada como fazerem-se ofendidos
para não serem responsabilizados pelos seus actos: o serviço de oncologia de um hospital do “nosso SNS” aquele que tem pais e famílias que tais funciona de forma degradante. Vamos ofender-nos comn isso? Não, coitadinhos dos nossos governantes que nos cobram tão poucos impostos. Coitadinhos dos pais do SNS que querem tanto salvar o SNS. Vamos é todos fazer de conta que o humorista foi insensível. O humorista está a precisar de ser metido na ordem, não está?
sexo e género
Desde 2011 que é possível, em Portugal, a alteração do sexo no registo civil e a consequente alteração dos nomes próprios.
O que muda então com a lei aprovada nesta sexta-feira pelo Parlamento? Para além da afirmação dos direitos à autodeterminação de género e do direito à protecção das características sexuais de cada pessoa, a par de proibições de discriminação em larga medida redundantes, são duas as alterações mais relevantes.
A primeira é a dispensa de qualquer relatório médico, exigido pela lei de 2011, ou de qualquer outra demonstração da existência de “perturbação de identidade de género”. A segunda é a possibilidade de o procedimento ser requerido por menores maiores de 16 anos, ainda que, aparentemente, sujeita a autorização dos responsáveis legais.
Não ponho em causa a existência do direito à autodeterminação do género e, muito menos, o direito à protecção das características sexuais de cada pessoa. Tenho sérias dúvidas, isso sim, que o primeiro daqueles direitos fique dependente de um procedimento administrativo perante o Estado. Passo a explicar.
Lugar de Corrupto Ladrão é na Prisão!
Só num país do terceiro mundo, sem formação ética e moral, completamente à deriva e cheio de doidos, defende corruptos e ladrões. Brasil transformou-se num manicómio gigante quando quis impedir que um corrupto bilionário e sem escrúpulos fosse preso alegando que, mesmo tendo roubado – foram só 229.412.000.000,00 R$ – Lula foi “amigo dos pobres”. Ou seja, viabiliza-se um comportamento amoral que lesa uma Nação inteira por décadas, provocando um colapso económico monstruoso, com a desculpa que ele “ajudou os pobrezinhos”. Isto é o mesmo que dizer-se que o pai violador é um bom homem porque apesar de tudo é muito amigo do filho não lhe faltando com nada. Se isto não é insanidade é o quê?
De facto, Lula foi um tipo porreiro (como Sócrates, estão a ver?). Entrou para o Governo liso como um carapau, começou a distribuir algum dinheiro pelas classes mais desfavorecidas, enquanto com isso escondia os biliões que desviava para si (agora bilionário) , filhos (agora bilionários), comparsas dos esquemas (agora todos ricos), regime (registou um crescimento estratosférico com gastos também colossais) e DITADURAS COMUNISTAS AMIGAS ( 1 bilião dólares para médicos em Cuba; 1,22 biliões dólares para uma ponte na Venezuela; 1,5 biliões dólares para um metro na Argentina; perdão de dívidas a ditaduras africanas de 900 milhões dólares; metro na Venezuela por 732 milhões dólares; um porto em Cuba por 692 milhões dólares; um gasoduto na Argentina por 637 milhões dólares; auxílio alimentar a Cuba por 400 milhões dólares; entrega de máquinas agrícolas em Cuba por 200 milhões dólares), sem qualquer controlo, como se o Brasil fosse um poço sem fundo de rendimentos. Um regabofe igual ao do Sócrates, mas em escala muito maior, que com a crise mundial – exactamente o mesmo “azar” da gestão do nosso “Lula português” – ajudou a pôr a nu os podres da sua gestão criminosa.
O problema é que a propaganda sobre a retirada de 36 milhões de brasileiros da miséria do Lula é falsa. Num estudo levado a cabo pelo economista Ricardo Pães de Barros, reconhecido pela sua contribuição na criação do Bolsa Família, são desmentidas passo a passo as narrativas populistas. Neste artigo muito bem fundamentado (veja aqui), conclui-se que a queda na desigualdade iniciou-se em 2001 e prolongou-se com a chegada de Lula. Ou seja, ainda o PT não tinha aquecido a cadeira do poder e a desigualdade atenuava-se gradualmente fruto de políticas implementadas em governos anteriores. O próprio Lula, à sua chegada, admitiu que no campo da economia iria limitar-se “a fazer rodar o software económico vindo do governo anterior”. Ou seja, as pessoas no poder eram Petistas mas a política económica NÃO! Assim, o crescimento económico não ocorreu por políticas inovadoras pós Lula mas sim pela continuidade das políticas ANTERIORES (isto lembra-me qualquer coisa). A juntar a isto, veio a já habitual SORTE nas governações socialistas: a conjuntura externa melhorou muito no seu mandato o que lhe permitiu “surfar nessa onda” (igualzinho ao Costa neste momento). A taxa de crescimento dos países da América Latina foi 72% maior do que durante o governo de FHC. . Em 2011 as exportações chegaram ao seu melhor nível em 50 anos. Mais: entre 2005 e 2008, 111 milhões de pessoas saíram da pobreza em todo o globo. Portanto, TODOS os países emergentes do Mundo deram um salto qualitativo nesse período!! Acontecimentos internacionais que o ex-presidente Lula nunca poderia controlar. Nem mesmo na educação o mérito é de Lula. Os indicadores demonstram que a bolsa educação do FHC estava já com um franco crescimento no acesso escolar.
Claro que há algum mérito a ser reconhecido do governo Lula: a expansão do Bolsa Família, e ainda outras contribuições importantes como as reformas micro-económicas, em especial a Lei de Falências. Mas isso é uma gota de água num oceano de corrupção gigantesca que tira mais do que dá. Que ilude enquanto desgraça o país. Principalmente quando num período altamente favorável, Brasil comparado com outros países idênticos, no mesmo período, tem resultados maus. O estudo chamado “A Década Perdida: 2003 – 2012”, explica o fenómeno. E mesmo a tão badalada Bolsa Família não passou do agrupamento de apoios já criados pelo anterior executivo, dando-lhe uma nova roupagem, ao qual juntou o “Fome Zero” , tornando o mecanismo já existente, mais eficaz nos seus objectivos:
- Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Educação – Bolsa Escola (Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Cadastramento Único do Governo Federal (Decreto nº 3.877, de 24 de Julho de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde – Bolsa Alimentação (Medida Provisória nº 2.206-1, de 6 de Setembro de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Programa Auxílio-Gás (Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Programa Nacional de Acesso à Alimentação – Fome Zero (Lei nº 10.689, de 13 de junho de 2003 – Governo Lula)
Mas na política populista o que vale é o que parece ser. Exactamente o que estamos a viver neste momento com Costa e seus companheiros. Não interessa se estamos a falir, interessa é que pareça o paraíso económico.
O lugar de corrupto ladrão é na prisão (dito pelo próprio Lula, veja aqui o vídeo) mas por cá não faltaram apoiantes como Catarina Martins, Louçã, Jerónimo, Isabel Moreira, Daniel Oliveira, manas Mortágua, Sócrates entre outros, tudo gente amiga de ladrões e corruptos como Fidel e Nicolás Maduro. Caso para dizer: “Diz-me quem apoias e dir-te-ei quem tu és”. Não falha!
descubra as diferenças
Há dois ou três dias, o Bloco de Esquerda e a Menina Mortágua acusaram Mário Centeno de estar a ir além das metas do défice impostas por Bruxelas.
No já distante ano de 2015, o líder do PS, António Costa, que é agora o chefe do governo onde Centeno ultrapassa as ditas metas bruxelenses, atacava Pedro Passos Coelho, então primeiro-ministro, num debate televisivo, com a seguinte frase sonora: “O senhor gosta tanto da troika que quis ir além da troika”.
«Ir para além do défice» e «ir para além da troika»: onde estão as diferenças?
Num ponto evidente: em 2011 o país estava falido; agora já não está.
mais as fotografias dos gatinhos e os amiguinhos do facebook que podem ter levado ao brexit podem parar um bocadinho e interrogar-se sobre os dados que esta entidade detém sobre nós:
nó cego
Ao fim de três anos de andarem com o PS e o Dr. António Costa, passe o pleonasmo, literalmente às costas, rumo à maioria absoluta, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, Catarina Martins e Jerónimo do Sousa vêem-se agora ultrapassados pela direita, com Rui Rio, recém empossado líder do PSD, a celebrar magníficos e lustrosos acordos com o governo do Dr. Costa. A mensagem socialista é claríssima: os parceiros de geringonça servem para as minudências e para ajudarem a aprovar orçamentos e a cumprir as promessas socialistas – que os conduzirão à maioria absoluta – perante a função pública. Em troca, Costa deu aos sindicatos comunistas aquilo que eles pediram e ao Bloco visibilidade, importância política e algumas mãos-cheias de lugares no aparelho de estado. Mas – e o recado não termina aqui – para as coisas sérias, para os grandes temas e reformas é com o PSD, o ambicionado PSD livre de Passos Coelho, que o PS se entende e entenderá. Os assuntos grandes não são para adolescentes.
Nesta situação, entre derrubarem o governo e ficarem a ver Costa com uma maioria absoluta ou, sem ela, a entender-se com o PSD, e continuarem a digerir sapos como se estivessem a saborear lagosta, que resta aos «compagnons de route» geringonceiros do Bloco e do PCP? Apenas rezar para que os seus eleitorados não se apercebam do nó cego em que se meteram, e continuar a mostrar os dentes, fazendo de contas que são muito maus.
O dia da raça é quando o homem quiser

Uma das coisas que mais me irrita – e hoje vou escrever sobre irritações, quem não gostar pode parar já aqui – é a conversa sobre pureza da raça. Quando este assunto é abordado pelo ponto de vista de raças humanas, fujo de imediato: pela parte que me toca só consigo reconhecer duas raças, a dos comprovadamente parvos e a dos que são só assim-assim. Contudo, o tema racial é frequentemente abordado noutros contextos, todos decorrentes da abrangência do verbo “ser”.
Eu sou liberal.
Tu és comunista.
Ela é conservadora.
Nós somos socialistas.
Vós sóis burros.
Eles são eleitores do Costa.
No plano das ideias, principalmente as ideias recauchutadas, a questão racial chateia-me, e não é pouco (sou uma pessoa sensível). O passatempo nacional da urbanidade, o que consiste, além das queixas contra turistas, na distinção da pureza das tribos das raças socialista, comunista, liberal, conservadora e outras anda a maçar-me profundamente, principalmente porque a esquerda já se deixou disso nos idos dos anos setenta, optando, ao invés, por cordões sanitários ideológicos que só foram postos em causa nas últimas eleições por um indivíduo que não se importou de se sujar para ficar como o Napoleão do chiqueiro. Cada um faz pela vida como pode, pelo que nem sequer é uma crítica, é mera característica.
Vai daí, como não me apetece repetir discursos do Álvaro Cunhal sobre o verdadeiro socialismo, tampouco me importa decidir se os novos partidos liberais são mais ou menos socialistas e, muito menos, entrar pela teoria dos conservadores contemporâneos serem os inimigos do eixo socialista-liberal para o progresso. Não digo que não entre numa ou noutra picardia de Facebook, porque, afinal, sou um gajo moderno, dos que entram em picardias inconsequentes de Facebook (é mais aconselhável do que ir abrir gabardinas à porta da escola), mas, mesmo assim, para ir à missa, prefiro a do conceito puramente religioso, a que sobreviveu centenas de anos, em detrimento desta missa progressista, quer a que vem dos auto-denominados liberais (“eu sou liberal”, “eu é que sou o presidente da junta”), quer a que vem dos socialistas (“eu sou de esquerda”). Admito que nem sempre os distingo, o que parece ser o propósito para quem quiser submeter-se ao regime. É que gente que não descansa enquanto não impõe a sua revolução racial interessa-me tanto como um glaucoma. Reaccionário? Soa-me bem.
Do 25 de Abril à Liberdade

No próximo dia 04 de Maio realiza-se no Porto mais uma edição das Tertúlias Liberais promovida pela Oficina da Liberdade.
Paulo Tunhas e Eduardo Freitas partilham connosco dois breves textos introdutórios ao tema que servirão para animar a conversa a ter dentro de quase um mês. Destaco as seguintes passagens:
“Ao longo de uma vida, prezamos mais certas liberdades do que outras. A concepção mais alargada de liberdade será aquela que permita o máximo de liberdades compatíveis entre si: passadas, presentes e futuras. Talvez se possa dizer que um dos fios orientadores do liberalismo clássico é precisamente esse.”
(Paulo Tunhas)
“Pensando a 20 anos de vista, é imperativo resolver a “pesada herança” deste regime: uma dívida colossal que, com vento forte pela proa, nos porá na 4ª bancarrota pós-1974, situação humilhante para o regime no confronto com a disciplina financeira do Estado Novo que possibilitou legar-nos 866 “pesadas” toneladas de ouro (de que apenas restam 343). A dívida é uma perigosa inimiga da Liberdade. Especialmente para os netos.”
(Eduardo Freitas)
O convite para participação na Tertúlia fica feito.
Os texto completos podem ser lidos aqui.
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Nota: créditos da imagem do cartaz, Vitor Cunha
Fáxistas! Rásssistas! É p’racabar est’resto a um eurinho
Segundo a actriz que lidera – perdão: coordena – o manicómio a que se decidiu convencionar – porque até os bichinhos merecem respeito – a denominação de partido político, a prisão de Lula corresponde a “um golpe da direita reaccionária, racista, fascista”. Presumo que o citado golpe, além das enumeradas virtudes, também possua pontos passíveis de crítica: de outra forma, não se compreenderia o insulto aos portugueses que não andam aí na roubalheira evitando serem alvo dos decretos de “enriquecimento ilícito” defendidos por esta gente.
Desde que deixaram o esganiçar em virtude da necessária compatibilidade sonora com humanos, facto que se tornou notório com a diminuição brutal de cães que uivam durante o telejornal, passaram a optar pelo discurso populista para os charrados que constituem o seu eleitor-alvo, diga-se de passagem, com grande sucesso.
É sempre bom termos a apoiar o governo pessoas deste calibre em oratória psicadélica. De outra forma corríamos o risco de passar por um país decente.
discriminação socialista

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acaba de anunciar que vai criar habitação social no centro de Lisboa, com rendas entre os 150,00 € e os 600,00 €, que permitirá que cerca de 1.100 pessoas para lá possam ir viver. O anúncio é feito como se tratasse de uma medida de enorme justiça e inclusão social, quando não passa de uma acção puramente discriminatória. Na verdade, quantas outras 1.100 pessoas não gostariam de pagar essa renda por um apartamento no centro da capital e não terão acesso a essas casas? E com base em que critérios de justiça serão seleccionadas 1.100 pessoas em detrimento de muitos milhares de outras? O que é ainda mais grave nesta medida de Medina nem é tanto tratar-se de uma medida de puro marketing pessoal feita com o dinheiro dos impostos pagos por todos nós. É ela constituir uma injustiça e uma discriminação de que Medina se orgulha, porque nem sequer se apercebe disso.
Porque Devemos Apoiar os Novos Partidos Liberais
Todos se queixam das más governações que destruíram economicamente o nosso país. Literalmente! Todos avançam com palavras de ordem de que é preciso acabar com o “bloco central” e este círculo vicioso da rotatividade entre governos PS e PSD. No entanto, quando surge a oportunidade de quebrar essas amarras, voltam costas e fecham os olhos. Não faz sentido.
Falo obviamente da ala liberal. Daqueles que defendem mais liberdade económica e individual com menos Estado. Daqueles que com razão, contestam o roubo obsceno com impostos para satisfazer a gula das clientelas. Mas que não se movem para incentivar a mudança. Não me levem a mal. Mas estou deveras surpreendida.
Esta falta de coesão não era por mim expectável. Sempre achei que havia vontade séria de “partir a loiça” ao poder instalado durante décadas. Mas não. Afinal havia outra razão: deixar tudo como está mas com outros líderes. É isso não é?
O problema é que jamais haverá mudança sem a entrada de partidos novos liberais no Parlamento. Serão eles que terão coragem de enfrentar o politicamente correcto. Serão eles que representarão os desiludidos com as ideologias políticas vigentes. São eles que vão dar outro colorido às discussões e decisões que afligem o país. Serão eles que, com a sua força crescente – oxalá venha a acontecer como noutros lugares da Europa – vão obrigar CDS e PSD a repensarem sua maneira de estar em política, “limpar suas casas” dos políticos de meia tigela, interesses instalados, vícios, corrupção e abrir espaço para novas lideranças “não escolhidas previamente” pelos barões cadavéricos. Porque foi por falta de concorrência que estes dois hoje cheiram a mofo e pararam no tempo (veja-se a “magnífica equipa de seniores” repescada do baú de antiguidades do PSD, por Rio). Tal como a UBER veio revolucionar a actividade dos taxistas, serão estes liberais a revolucionarem o Parlamento. Não tenham dúvidas disso. A concorrência faz muito bem à política.
É o medo de perder o controlo que faz com que muita gente do PSD e CDS receiem os novos partidos liberais. Porque é disso que se trata: controlo. Ora que ganham os portugueses com o poder sempre controlado pelos mesmos? Nada. Pior: estão a dar um tiro no pé porque quantos mais liberais houver, mais barreiras se edificam ao avanço destruidor de políticas socialistas/marxistas, peritas em bancarrotas. Sou assumidamente liberal na economia e conservadora nos valores. Mas não deixo de apoiar, mesmo com algumas divergências, gente que vem dar uma lufada de ar fresco às políticas reinantes.
O Estado Português parece um grande acumulador de lixo. Lembra aquelas pessoas que enchem a casa de tralha, que deixam por isso de ter espaço e começam a dizer que a casa é pequena. Que é preciso aumentá-la, quando na verdade o que faz falta é fazer uma grande limpeza e deitar fora o que não interessa e só ocupa lugar. Portugal tal como os acumuladores de lixo, não precisa de mais Estado. Precisa de alguém, com coragem, que limpe o Estado do seu peso mórbido, o torne leve e eficiente para chegar a todos com excelência.
Ora, como se faz isto – antes de termos de pagar mais uma bancarrota – e ainda acabar com a hegemonia dos partidos do sistema que por “interesses ocultos” não fazem as reformas estruturais que o país precisa urgentemente? Abrindo espaço aos liberais.
Sou defensora de “Menos Estado, Menos Impostos, Melhor Estado Social”. Defendo que as questões sensíveis da sociedade se resolvem actuando na raiz dos problemas e não pela rama e que qualquer proposta que mexa com a vida e liberdades das pessoas, deva ser referendada. Que nenhum Estado pode falhar na protecção do seu povo, por isso, não pode deixar entrar massivamente todos os que assim o desejam, dentro do país, sem controlo e que para termos liberdade individual, não podemos comprometer a liberdade em sociedade (são coisas distintas) porque ser liberal é promover a liberdade, não a anarquia. E por isso estarei sempre do lado dos liberais que defendam o mesmo.
Parem de se lamentar e saiam do sofá. Dar uma assinatura não dói nada nem transforma ninguém em militante. Mas abre caminho à mudança tão desejada em Portugal.
Pensem nisso.
O património da Segurança Social ao serviço da CML
Anuncia sorridente Fernando Medina: A Segurança Social e a Câmara estão a trabalhar em conjunto para que o património da SS na cidade – os prédios da SS onde estavam e ainda estão instalados serviços que vão ser relocalizados num novo edifício que foi destinado para esse fim – possa ser mobilizado para o programa de renda acessível.
Para Fernando Medina a notícia é óptima para a Segurança Social é que não. QUAL VAI SER O CUSTO das novas instalações da Segurança Social? Quanto vai receber a Segurança Social pela social-municipalização do seu património? A CML vai cobrir a diferença entre as rendas baixas que vão ser pagas e as altas que a Segurança Social podia receber? O património da Segurança Social não devia antes ser utilizado para benefício dos pensionistas de todo país e não de algumas centenas de residentes em Lisboa? Os sindicatos vão manter-se calados?