Comecem a guardar os anúncios da TAP. É o que costuma sobrar das companhias aéreas depois de anos a escamotear o óbvio
Extorsão fiscal
A proclamada justiça das taxas progressivas de imposto sobre o rendimento advém do suposto facto de elas tenderem para “igualdade de sacrifício” entre ricos e pobres, no pressuposto de que a capacidade para pagar impostos e impacto dessa cobrança no bem-estar não é idêntico para uma pessoa que tenha rendimentos anuais de 20.000€ quando comparado com outra que receba por ano 200.000€.
Além disso os defensores da tributação progressiva entendem que um euro adicional gasto pelo Ronaldo tem menor valor social do que um euro gasto por um empregado de balcão e, por isso, preferem cobrar esse euro ao Ronaldo através de imposto e dá-lo ao funcionário do café.
Só alguém muito distraído acredita que um euro retirado a um rico por meio de impostos entra por magia no bolso de um pobre. Como se sabe, esse dinheiro vai para um bolo do Estado para ser gasto como os políticos bem entenderem. E ninguém certamente se esquece das muitas dezenas de milhares de milhões de euros que já foram gastas no BES, no Banif, na TAP e em tantas e tantas outras opções políticas absolutamente vergonhosas do nosso governo…
Mas se a riqueza tivesse realmente de ser redistribuída, deveríamos confiar que as pessoas o fizessem com seu próprio dinheiro ou nos políticos com o dinheiro que não é deles? Independentemente disso, será justo aplicar uma taxa de imposto mais elevada ao rendimento de alguém que opte por trabalhar mais horas do que uma pessoa que opte por trabalhar menos horas e usufruir de tempo de lazer adicional? E, já agora, se a apropriação de 100% do produto do trabalho de alguém é escravatura, a partir de que percentagem deixa de se ser escravo?
Numa situação de equidade fiscal os impostos são cobrados proporcionalmente e não progressivamente. Uma pessoa rica pagaria sempre e automaticamente mais impostos do que uma pessoa pobre. Ou seja, a exigência de impostos mais altos sobre rendimentos mais elevados também é satisfeita através de um imposto de taxa fixa em que essa taxa de imposto é aplicada à globalidade do rendimento e não por escalões artificiais que estratificam e segregam a sociedade. A quem não tiver rendimento suficiente para uma vida humanamente condigna deveria ser concedida isenção desse pagamento e não a fórmula habitual de cobrar relativamente mais a terceiros.
Por isso acho que a procura da igualdade através de políticas fiscais tem uma motivação de inveja. Começa-se pela ideia de “os ricos que paguem a crise”, mas logo a noção de rico passa a englobar também toda a classe média. Neste processo coloca-se a minoria mais produtiva e geradora de riqueza da sociedade à mercê de uma maioria da população e de zelosos burocratas que por sua vez obedecem aos desejos e comandos de políticos que decidem sobre o destino a dar ao dinheiro dos outros.
Todavia, quaisquer que sejam as motivações para uma tributação desproporcionalmente pesada dos ricos, esse argumento seria unicamente aplicável no caso em que o rendimento é usado para o consumo e não para investimento. Mas, e aqueles que usam os seus elevados rendimentos e disponibilidades financeiras para criar empresas ou abrir negócios dando emprego a mais pessoas? Esse rendimento deve ser retirado por via de uma taxa de imposto especialmente elevada?
Um imposto progressivo desincentiva fortemente a que se trabalhe para ganhar mais. O facto de a legislação permitir que uma minoria de indivíduos com elevados rendimentos seja relativamente mais penalizada com taxas superiores de imposto não é justiça social. É uma violação de princípio éticos e morais fundamentais e não legitima a prática de extorsão. Apenas absolve o criminoso.
O meu vídeo de hoje, aqui:
Ouçam que por agora ainda se pode ouvir
Será que o PCP e o BE vão fazer o favor a António Costa de o libertar do cargo de PM?
PCP junta-se a BE no voto contra à proposta de Orçamento do Estado para 2022
O principal interessado no chumbo do OE: António Costa. O chumbo do OE era o pretexto certo que António Costa deixar o Governo.
De pedras rolante a floquinhos de neve
13 de Outubro
Não deixem que alguém se gabe das suas visões progressistas, que se vanglorie da posição como académico ou como artista reconhecido, seja cidadão distinto ou cidadão comum. Deixem que ele diga para ele próprio e de forma clara: eu sou gado, eu sou um covarde; eu apenas procuro conforto e comida em abundância.
Aleksandr Sozhenistsyn
Os senhorios continuam a fazer de Segurança Social
A opacidade da dona Kristalina
A mesma UE que saca do arsenal todo sobre a Polónia mantém uma doce candura no caso dos técnicos do FMI suspeitos de terem favorecido a China. Entre esses técnicos conta-se Kristalina Georgieva directorra-geral do mesmíssimo FMI.
PSD e CDS podiam trocar de líderes, não era?
Se Rui RIo tivesse metade da genica de Francisco Rodrigues dos Santos até que Portugal teria oposição. PSD e CDS podiam trocar de líderes com vantagens para todos: Francisco Rodrigues dos Santos tinha um partido para liderar e Rui Rio ficava feliz no meio daquela coisa trostquista em que o CDS está transformado.
O PÚBLICO quando não é a folha de couve roxa do BE investiga bem. Veja-se a reportagem sobre os jovens com idades entre os 15 e os 25 internados no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. À conta da Covid, entre Março de 2020 e Outubro de 2021, estes jovens não tiveram visitas presenciais. Durante quase dois anos, os pais tiveram de falar com os filhos através de janelas fechadas, por vezes empoleirados em escadotes ou corrimãos. Interrogada pela autora da reportagem a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central diz “Eu nunca vi as visitas à janela. Os pais e as mães não fazem visitas assim, que eu tenha conhecimento.” Em seguida , a instâncias da jornalista fez um telefonema e confirmou que sim, as visitas aconteceram nestes moldes entre Março de 2020 e 7 de Outubro de 2021.
Presume-se que entre Março de 2020 e Outubro de 2021 a a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central também esteve confinada.
Rendeiro, Pandora papers e Robin dos Bosques
Nos últimos dias falou-se muito do caso BPP e da fuga de João Rendeiro do país. Houve declarações indignadas sobre o assunto e uma quase revolta com a rebaldaria da Justiça em Portugal. O que parece que ninguém notou é que a soma de penas para Rendeiro resulta em mais de 19 anos. Ou seja, os crimes de colarinho branco são, aparentemente, mais graves do que atentados directos à vida e à integridade física das pessoas.
Algo na escala de valores do legislador não está bem ou, pelo menos, o sistema legal não traduz uma proporcionalidade aceitável das penas.
Entretanto, surgiram também nos jornais notícias sobre o novo escândalo do agora chamado de “Pandora Papers”. O que juntando ao caso Rendeiro resulta na salgalhada habitual que desemboca inevitavelmente na perseguição a todos os que procuram pagar menos impostos e obter o máximo rendimento dos seus investimentos financeiros.
Tirando casos de branqueamento de capitais ou crimes semelhantes, confesso-me muito pouco preocupado com paraísos fiscais, e no meu íntimo sinto até alguma inveja de quem consegue ultrapassar com êxito o Purgatório. Preocupa-me bastante mais o inferno fiscal em Portugal do que os Pandora Papers.
Isto porque se é normal as pessoas procurarem as melhores taxas para os seus depósitos, por que razão não hão de procurar também pagar o mínimo possível de impostos sobre juros de poupanças resultante de actividade sobre a qual até já pagaram impostos sobre rendimento?
A forma como o comentariado politicamente correcto ataca a utilização de offshores baseia-se na crendice de que “se todos pagassem impostos, todos pagariam menos impostos” como se alguma vez o Estado se contivesse na contenção de despesa pública… Ao contrário do que pensam esses ingénuos, a verdade é que se todos pagassem impostos, todos pagariam mais impostos.
João Rendeiro está a fugir à Justiça e à sua condenação efectiva. Mas quero recordar que os Portugueses que pagam impostos, esses, têm eles próprios um julgamento sumário e são condenados sem hipótese de recurso a uma brutal carga de impostos que mais não é do que subtracção por parte do Estado de propriedade privada alheia através de ameaça e coação.
Quando, apesar de a legislação o permitir, a sociedade tem pouca consideração pela propriedade privada fruto do trabalho dos indivíduos, ficam muito ténues os limites éticos que separam a actividade da Autoridade Tributária da prática de extorsão.
Como disse atrás, a lógica do poder é inexorável e o Estado cobrará sempre mais e mais impostos. Lembro que o Robin dos Bosques não roubava aos ricos para dar aos pobres. O que Robin dos Bosques fazia era tirar dos cobradores de impostos o dinheiro que estes tinham subtraído aos empreendedores e comerciantes.
Robin dos Bosques tornou-se herói porque se insurgia contra o Rei e o aparelho de Estado que extorquia aos cidadãos a sua propriedade privada.
O meu vídeo de quarta-feira passada, aqui:
E aproveito para colocar uma pergunta: «Uma dúvida profunda atormenta-me há dias: dado o unanimismo das redacções portuguesas na hora de apelidar Rui Fonseca e Castro como “juiz negacionista” vão passar a tratar como juiz ou juiza “xoné” quem aceitou que João Rendeiro desse a morada da embaixada portuguesa em Londres como local para ser contactado após viajar para Inglaterra?»
Depois do socialismo democrático e do socialismo terceira via temos o “socialismovamolaverquatéabarracabana”
O jornalismo palhaço

É o chamada jornalismo palhaço. Aquele do vale tudo contra quem não é da nossa cor e que despublica artigos de opinião porque, segundo o PÚBLICO, estes têm um “tom desprimoroso e supérfluo usado pelo autor em relação a várias personalidades da nossa vida pública“
Apresentar desta forma o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, é certamente um primor do jornalismo palhaço que não tarda muito será o jornalismo feito por palhaços.
Portanto
Foi o juiz Rui Fonseca e Castro que deixou fugir o Rendeiro, certo?
O deputado Magalhães
Esta manhã ouvi o deputado Magalhães perorar com aquela sanha que o caracteriza sobre a falta de regulação do facebook. O deputado Magalhães referia tb não existir um facebook europeu.
Sabe o deputado Magalhães pq não existe um facebook europeu? Porque os deputados Magalhães da Europa impedem que tal aconteça. Por cada deputado Magalhães é um criativo que não cria. Ou que se põe a andar para paragens onde os deputados magalhães não mandem tanto.
Uma certa forma de populismo
De cada vez que se divulgam mais uns papers lá vem o indisfarçável ódio à riqueza. Não interessa se as pessoas que recorrem a offshore roubaram ou simplesmente escolheram colocar o seu dinheiro de forma a pagarem menos impostos. Por exemplo, as pessoas referidas neste título sabe-se como ganharam os milhões «Pandora Papers. Shakira, Guardiola e Julio Iglesias entre as estrelas internacionais que usaram offshores para negócios» Querer misturar estas pessoas com outros que não se sabe donde lhes veio o dinheiro é um populismo justicialista.
Não são eles que decidem mal, somos nós que não os percebemos
Esta semana no Observador tratei de um artifício clássico de quem nos governa: nunca assumem um erro, uma má decisão. Nós é que não os entendemos: «No caso da exoneração do Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), o presidente da República veio já tranquilizar-nos garantindo que “Todos os equívocos sobre a polémica na Armada estão esclarecidos” como se tudo se tivesse resumido a uns trocadilhos que nós no nosso fraco entender não discernimos.
O que não queremos ver
Jacinto Gonçalves, médico octogenário sobre o dia mundial dos idosos: «a maioria de nós, com a sabedoria ancestral que só se aprende no dia a dia, sabedoria a que também se chama “bom senso”, está fechada nos novos Jardins Zoológicos, só para a espécie humana em idade avançada, também chamados Lares de Terceira Idade. As famílias vão lá aos fins-de-semana, quando faz bom tempo, ultimamente com máscara e distanciamento social. A pandemia da Covid 19 apanhou os idosos na ratoeira destes lares.»
O Reitor e as suas soluções para residências de estudantes
O Professor de Anatomia e Reitor da Universidade do Porto diz – sem se rir – que “como as residências de estudantes não se constroem da noite para o dia, a solução do alojamento estudantil passa pelas autarquias”.
O intervencionismo estatal, como toda a gente sabe, tem-se revelado magnífico…
O meu vídeo de hoje está disponível aqui:
A isto chegámos: tratar da exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada na Casa do Artista
«Presidente da República afirmou esta quarta-feira que a saída do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, antes do fim do mandato está acertada, mas não acontecerá agora, escusando-se a adiantar qual será a data.
Em declarações aos jornalistas, na Casa do Artista, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que António Mendes Calado mostrou “lealdade institucional” no exercício do cargo e realçou que nesta matéria “a palavra final é do Presidente da República”.»
Em resumo: o PR despacha a exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada numas declarações na Casa do Artista e os jornais informam-nos que que ficamos com um chefe do Estado-Maior da Armada a meio tempo : “Saída do chefe do Estado-Maior da Armada não é para já”.
Há fins de ciclo muito tristes!
Assim estamos de regular funcionamento das instituições*
Defesa propõe exoneração de Chefe do Estado-Maior da Armada. Decisão é do Presidente da República
*Alguém se lembra porque Sampaio correu com Santana Lopes? Uma pista estava em causa o regular funcionamento das instituições….
Os comandos africanos foram traídos e abandonados durante a guerra colonial? E quem traiu?

O DN tem hoje esta chamada de capa que dá conta da bizarra forma de falar dos crimes cometidos no âmbito do que se chama descolonização. Já se fala desses crimes mas correm por conta da guerra colonial. Não foram apenas os militares e os políticos que traíram. Os jornalistas e os activistas também traíram. Não quiseram ver. Calaram o que se sabia e que militares como Otelo não escondiam sequer: a célebre frase sobre o meter os reaccionários no Campo Pequeno foi precedida do exemplo de como na Guiné tinham sido fuzilados os reaccionários.
TSF: «O ministro das Infraestruturas critica as opções de Carlos Moedas para Lisboa em matéria de mobilidade e de habitação. Pedro Nuno Santos diz que admite estar “muito preocupado”
Resposta socialista: baixar a exigência
Era uma vez uma noite muito loonggaaaaaaa…
Os resultados não era bons para o BE
Catarina Martins foi buscar aquilo que deve ter aprendido nas aulas de teatro.
De repente senti-me transportada para aquelas peças de teatro que faziam parte da minha infância.
Reflectindo
Hoje, no Observador, escrevo sobre o regresso dos caldeirões infernais agora na versão do planeta em chamas e aproveitando o dia de reflexão pergunto:
Zeca Afonso Revisited
Na viatura que é municipal
Com estardalhaço e nunca calada
Vem com lacaios e com um fiscal
Chupar os néctares de uma laranjada
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
…
Figos, cerejas, mangas e melões
Tudo tratado em ajuste directo
Nem é preciso gastar uns tostões
Para encher a copa até ao tecto
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
…
O esbulho faz-se descaradamente
Não há problema pois a malta é branda
Pode levar fruta suficiente
Pra mil chapéus da Carmen Miranda
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Quem são os verdadeiros chalupas?
As armas de persuasão
Robert Cialdini, no seu livro Psychology of Persuasion, explica que há seis princípios essenciais que sustentam a arte da persuasão: o princípio da reciprocidade resulta da nossa tendência para retribuir uma oferta, o que implica uma maior disponibilidade para fazer negócio com alguém que nos oferece algo a priori; o princípio da consistência significa que as pessoas procuram ser coerentes com o que disseram no passado, principalmente se o fizeram em público ou por escrito; o princípio da empatia significa que tendemos a fazer as vontades a alguém que conhecemos ou/e com quem há interesses mútuos; o princípio da escassez significa que valorizamos o que não podemos ter ou alcançar ou que estamos na iminência de perder; o princípio da autoridade significa que as pessoas procuram interpretar a miríade de informações recorrendo à autoridade de especialistas a quem reconhecem autoridade na matéria; o princípio da prova social diz-nos que as pessoas tendem a fazer aquilo que é socialmente aceite.
Estes princípios têm muita utilidade como técnicas de vendas e marketing das empresas, mas também podem ser olhados como contexto para a adoção de políticas e promoção das mesmas na opinião pública.
O princípio da autoridade e suas consequências
Talvez o episódio mais impressionante sobre o poder de influência do princípio da autoridade esteja no Velho Testamento, quando Abraão, em cumprimento das ordens de Deus, se dispôs a executar filicídio, o que acabou por não acontecer porque Deus cancelou a ordem no último momento. Seja ou não factualmente verdadeiro, o episódio ilustra bem a tendência humana para confiar no juízo da autoridade. No seu livro, Cialdini dá um exemplo de uma experiência em que dois atores, que se faziam passar por cientista e cobaia voluntária, pediam a um terceiro elemento (o verdadeiro objeto da experiência) que colaborasse numa rotina “científica” que visava, supostamente, testar os efeitos da punição na aprendizagem e memória (na verdade a experiência visava perceber quanta dor as pessoas são capazes de provocar num inocente, no âmbito de uma tarefa ou trabalho). O “falso cientista” fazia perguntas à “falsa cobaia” e sempre que esta errava o primeiro ordenava ao terceiro elemento que carregasse num botão que produzia um choque elétrico (obviamente o terceiro elemento não sabia que o choque era fictício). A experiência foi-se desenrolando e os choques aumentavam de intensidade, assim como os gritos das “cobaias”, à medida que as respostas erradas se sucediam. O mais impressionante é que dois terços das pessoas continuaram a carregar no botão, apesar de estarem a assistir àquele espetáculo atroz, mas nenhum o fez quando numa experiência similar em que quem dava a ordem não era cientista. Conclusão: é muito importante que a autoridade não seja beliscada para que possa ter o poder de influenciar decisivamente as pessoas.
Uma autoridade em vacinas mRNA esteve em Portugal
Esteve em Portugal Robert Malone, pioneiro na técnica mRNA que levou à produção de algumas vacinas contra a Covid-19. Surpreendentemente, ou talvez não, nenhum órgão de comunicação social mainstream entrevistou Malone. Podem ter tentado, mas não creio que tenha sido o caso. Para ouvi-lo é preciso consultar as malditas redes sociais, as Tertúlias da Junqueira ou as Notícias Viriato. Mas porquê esta omissão? Parece-me evidente que, para a narrativa oficial, o facto de Malone ter pedido, com boas razões para tal, cautelas na vacinação de crianças e de ter alertado para a pressão política sobre a FDA, entre outras reflexões inquietantes, o qualificam não como uma autoridade científica, mas sim como um “perigoso chalupa”.
E o que é um chalupa?
Devo começar por afirmar que a lista quase não tem fim, pelo que faço apenas um pequeno resumo. Um chalupa é: alguém que anda sozinho de carro com a máscara posta; alguém que usa duas máscaras; alguém que destrói a epiderme abusando de produtos de limpeza das mãos à base de álcool; é alguém que se cruza na rua com outra pessoa e foge assustado; são grupos de pessoas que, apesar da vacinação, mantiveram ou agravaram as medidas sanitárias nas escolas; por último, chalupa é o médico veterinário do Zoo de Lisboa que diz que vacinar os animais “faz todo o sentido”. Isto sim, são pessoas com deficits de vária ordem ou então estão encurraladas pela narrativa do medo. Claro que também há, embora num grau muitíssimo menor, pessoas que dizem que não se passa nada e que o vírus não existe, mas a proporção entre o primeiro grupo de chalupas e estes últimos é de 1000 para 1, ou algo do género.
A seleção de chalupas a abater
Para os prosélitos da narrativa oficial, o mais incomodativo no processo de persuasão das massas não é o chalupa que nega o vírus, mas sim os malditos cépticos. Os cépticos são alguém que faz perguntas, que sugere alternativas e, sobretudo, alguém que não admite que se justifiquem as facadas nos direitos das pessoas que ocorreram nestes tempos de vírus. Numa sociedade civil livre, com uma imprensa livre, o céptico faria sempre parte da formação da opinião pública. Numa pequena proporção foi isso que aconteceu, embora com limitações e condicionamentos de forma a não beliscar a integridade da narrativa oficial e um consenso social visto como absolutamente necessário. Mais recentemente, deu-se um truque adicional que consistiu em aproveitar fenómenos soltos como os insultos ao Presidente da Assembleia da República para qualificar como chalupas a abater todos os que se insurgem contra as medidas e contra a falta de transparência do processo de vacinação das crianças. Isto apesar de, numa ilha de liberdade de expressão, uma reportagem de Ana Leal ter exposto de forma tão evidente a Ordem dos Médicos, que escondeu na gaveta um parecer que recomendava prudência na vacinação das crianças. Prudência essa que foi durante bastante tempo a palavra de ordem nesta matéria, até que, de repente, a DGS recomendou a vacinação de crianças dos 12 aos 15 e todos os dissidentes passaram a ser tratados como chalupas. O que fazer com eles? Mafalda Anjos respondeu assim no final do seu editorial infame na Visão: “…É, pois, preciso consequências, imediatas, rápidas e duras, tal como estipula a lei. Encolher os ombros não é mais solução.” Uma fascista, portanto.
Um mundo nada admirável
No artigo O Admirável Mundo Novo em 2020 chamei a atenção de que a submissão das massas seria mais eficaz e duradoura numa sociedade anestesiada e condicionada no pensamento livre, tal como descreve o livro Brave New World de Huxley, do que através de métodos totalitários mais diretos. Para que tal aconteça é preciso dominar os princípios da persuasão, em especial a força do princípio da autoridade e do princípio da prova social. É o que está a acontecer em larga escala.
A reação a este estado de coisas é a insubmissão através de todas as ferramentas ainda existentes que permitam travar o caminho em direção a uma sociedade de servos. O admirável mundo novo não tem nada de admirável.
Nota: artigo publicado no Observador.
A cruzada das crianças
Relatos como este que o PÚBLICO traz hoje sob o subtítulo Ansiedade Climática é o que temos de mais aproximado com Cruzada das Crianças: «Há noites em que Sofia Oliveira se deita mas não consegue adormecer com os cenários que a sua preocupação constrói. “Penso demasiado nas catástrofes ambientais à minha volta”, explica a jovem de 16 anos. E os exemplos são vários: há cada vez mais plantas e animais em risco de extinção, a subida do nível do mar continua a obrigar muitas pessoas a abandonar as suas casas e os episódios meteorológicos extremos são cada vez mais frequentes – inundações, furacões, tempestades ou mesmo a seca, que já é apontada pela Organização das Nações Unidas como a próxima pandemia. “Já tive ataques de ansiedade a pensar nisto”, diz a jovem. “Se hoje já acontece tanta coisa devastadora, o que posso esperar do futuro?”, questiona.»
A paranoia que se criou em torno do clima não vai passar sem deixar sequelas.
Arroios, o futuro do Portugal socialista
Norma nº 1 da imprensa portuguesa: desde que Trump saiu da Casa Branca não há mais nada a noticiar
O Vaticano e a segregação de milhões de pessoas
O Vaticano proibiu a entrada nesta cidade-estado a 5.400 milhões de pessoas. Isto porque segundo despacho oficial do Estado do Vaticano, a partir de 01 de Outubro próximo qualquer pessoa que não esteja munida do certificado de vacinação covid será impedida de entrar no território da sede da Santa Sé.
Como a proibição não abrange a possibilidade de participar na missa na Basílica de S. Pedro, – desde que se entre e saia imediatamente e apenas para esse efeito – podemos colocar de lado a possibilidade de o decreto atender a motivos estritamente sanitários. O caso parece, pois, uma manifestação pública de suposta virtude pelo actual ocupante da Cadeira de Pedro. Se 68% da população mundial não está hoje vacinada pelos mais variados motivos, que virtude é esta em que o Papa impede a entrada de mais de meio mundo no seu domínio territorial? Domínio esse outorgado em 1929 por Mussolini, que foi quem permitiu que a cidadela do Vaticano tivesse “fronteira”.
Seguindo o exemplo de Cristo que chamou a si os leprosos, a Igreja Católica sempre acolheu e foi próxima dos doentes. Por isso seria já de si uma enorme perplexidade que o actual Papa permitisse afastar do Vaticano os que sofrem de doenças infeciosas, através da lei e com fiscalização policial. Mas o Papa Francisco vai mesmo ainda mais longe na ignomínia e perversão da palavra de Deus ao excluir por decreto a possibilidade de uma pessoa saudável, mas sem vacina da covid, se deslocar e permanecer até numa Praça de São Pedro deserta.
O Papa já antes tinha dito coisas pouco cristãs numa entrevista a um canal de televisão italiano. Pasme-se e atente-se à forma bruta e arrogante de Francisco quando afirma e cito novamente: “Eticamente todos devem tomar a vacina. Não é uma opção”. E mais uma vez, faz alusão ao “negacionismo” que apesar de nunca explicar em concreto de que se trata, reconhece que não consegue explicar a “negação suicida” (na expressão do Papa) de quem opta por não se vacinar.
Recentemente, o Papa Francisco fez outras declarações aos jornalistas aquando da sua viagem à Eslováquia que são no mínimo de mau gosto, e indiscutivelmente perversas e impróprias para um líder religioso que não queira ceder ao populismo e fomentar a divisão e tribalismo entre seres humanos. Disse Francisco e cito: “Mesmo no Colégio de Cardeais há alguns negacionistas da vacina. Mas um deles, por má sorte, está hospitalizado com o vírus” E acrescentou o Papa: “Essas são as ironias da vida.”
O actual Papado e chefia de Estado do Vaticano é exemplo da mais abjecta miséria moral da hierarquia da Igreja que deixou, aliás, de ser católica, universal.
O chefe de uma Igreja supostamente universal cauciona assim o estigma do “negacionismo” sobre pessoas que fazem a sua própria avaliação de risco, têm sentido crítico e dúvidas sobre o processo de vacinação. Curioso é que tenha sido o Papa na mesma ocasião a dizer asneiras grosseiras sobre o tema ao equivaler a vacina da covid à do sarampo ou da poliomielite.
Agora, quando Francisco deixar a sua habitual mensagem urbi et orbi a partir dos seus aposentos no Vaticano, ficará patente a contradição com uma cidade que deixou de estar aberta ao mundo.
Felizmente para todos, o dogma da infalibilidade do Papa apenas se refere a questões de fé.
O meu vídeo de hoje, aqui:
Costa amigo, Maduro está contigo
CML de Medina: Bicicletas para o povo, estacionamento à porta para nós

A Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes, organismo da CML a funcionar na Rua Alexandre Herculano 46 reserva uma meia dúzia de lugares para si mesma à porta. Só não levam os carrinhos lá para dentro porque não conseguem. Entretanto a mesma CML/Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes diaboliza o automóvel. Dos outros, claro.
Discurso de Costa sobre a GALP versão de 1975

António Costa ressuscitou o Decreto-Lei n.º 222-B/75, o tal que proibia as falências.
Mais uns dias de campanha e chegamos ao discurso de Almada
Olhó candidato com os seniores, olhó candidato no cartaz
A Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, é uma espécie de sempre em festa. Tudo é propaganda.
Aquelas actividades vulgarmente conhecidas como férias seniores são por todo o país um pretexto para garantir o voto dos velhos. Em Benfica a junta levou os seniores (raio de nome) para férias em Montegordo. E lá foi o senhor presidente da junta falar com os seniores. De Benfica a Montegordo não vão eles esquecer-se em quem devem votar pouco depois. Entretanto a prestimosa junta coloca na caixa do correio dos literalmente fregueses material de propaganda disfarçado de informação. Temos revista, folhetos
corporações
Sobre as novas exigências da Ordem dos Advogados aos estagiários de advocacia. No Observador.



