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Noite gloriosa

9 Novembro, 2021

Há 32 anos, em Berlim.

Marcelo & ministro da Defesa, Sociedade Anónima de Irresponsabilidade Ilimitada

9 Novembro, 2021

*”Decorreram sob sigilo.” Marcelo diz que não soube de investigações aos comandos. Marcelo Rebelo de Sousa, que é chefe supremo das Forças Armadas, adianta que não sabia, nem era suposto que soubesse, do caso que desencadeou uma megaoperação da PJ

*Marcelo depõe no caso Tancos, diz que só soube do aparecimento das armas pela comunicação social.

*Exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada? Marcelo sabia mas não sabia que se sabia e não sabia que o Governo escolhera o momento para se saber

Realmente isto está a ficar denso, muito denso até

8 Novembro, 2021

é a chamada densidade dos corpos em putrefacção: “PS não exclui, ambiciona mesmo, consensos partidários mais vastos e densos”, avisa Carlos César Presidente do partido lembra que PS “congrega o eleitorado moderado da esquerda” e defende outros consensos partidários e sociais. Partido pede a Costa que inclua cedências à esquerda no programa.

8 Novembro, 2021

Tableau de prime. Ouviram falar?

Em França foi hoje esfaqueado um polícia. O homem dirigiu-se ao carro onde estavam os polícias, simulou um pedido de informação e em seguida abriu a porta e esfaqueou três vezes um dos polícias. Tentou agredir outro. Chama-se Lakhdar, é argelino e tem documentação italiana. Gritou a frase do costume. Mas o problema em França já é muito mais grave que isso.

Neste momento, em França, lêem-se frases como estas em algumas paredes:

https://i.f1g.fr/media/cms/1194x804/2021/10/31/ba093f5861c6192494b84f8bc83d3cc54913c684439b6d4089afff5c4d4af101.jpg

Nos cornos dos unicórnios

7 Novembro, 2021

Esta semana no Observador tratei daquilo em que a Web Summit está transformada: uma feira cada vez menos tecnológica e mais de desfile do politicamente correcto, em que se chama discussões difíceis ao que simplesmente não passa de um discurso padronizado e previsível. Outra discussão difícil mas que alguma vez teremos de ter, queira ou não Paddy Cosgrave mantê-la, passa pelo financiamento da Web Summit. Sim, já se sabe que Paddy Cosgrave acha que nós portugueses nos bastamos com o sol  – “Quem precisa de 5G, quando tem o sol? – perguntou Paddy com aquela manha de quem já nos topou a lusa fraqueza: qualquer estrangeiro que nos exalte o clima, a comida ou garanta a singularidade da palavra saudade tem o seu viver praticamente assegurado neste país. Ora não só nós portugueses não nos alimentamos do sol como tal não daria jeito algum ao senhor Paddy Cosgrave, pois se fossemos respiracionistas (assim se chamam os defensores da alegada  alimentação a partir do sol) não lhe poderíamos pagar os 11 milhões de euros anuais a que nos comprometemos para que ele mantenha a Web Summit em Lisboa.

A filha de Brad Pitt e Angelina Jolie voltou a ser rapariga?

6 Novembro, 2021

Durante anos jornais, revistas e televisões informaram-nos que Shiloh Pitt não se identificava como rapariga. Qualquer observação à pouca idade da criança para decidir em tais matérias era imediatamente apresentada como sintoma de transfobia. Pressurosamente adoptou-se uma linguagem neutra ou masculina para referir Shiloh. Alguns tratavam-na como  John, o nome masculino que Shiloh gostaria de ter. Acontece que Shiloh Jolie-Pitt fez agora quinze anos e apareceu ao lado da mãe na promoção de um filme. A menina Shiloh Jolie-Pitt não só não parece ter qualquer dúvida sobre a sua feminilidade como esta se manifesta de forma exuberante, facto em que os genes da mãe devem dar uma boa ajuda. Agora os jornalistas teorizam sobre a prática da reciclagem de vestidos entre Angelina Jolie e as suas filhas. A criança transgénero ficou enfiada no armário. A causa agora é a salvação do planeta e lá havemos de chegar com as Jolie-Pitt a trocarem vestidos Versace entre si. De causa em causa até à estupidez geral!

Quando o medo leva à tirania

5 Novembro, 2021

Tradução de excertos do ensaio de Lord Sumption apresentado em forma de palestra na série inaugural da “Sir Roger Scruton Memorial Lectures” proferida no Sheldonian Theatre em 27 de outubro de 2021:


As democracias falham por dentro. Geralmente não são oprimidas por forças externas, como uma invasão ou insurreição, ou derrubadas por golpes internos. Elas falham porque as pessoas se voltam espontaneamente para formas de governo mais autoritárias.(…)

A democracia só pode funcionar numa cultura legal e social onde haja liberdade de pensamento, expressão e associação, acesso não controlado a informações confiáveis e uma grande tolerância à dissidência política. Uma cultura desse tipo é frágil. Onde as democracias falham, geralmente não é porque a estrutura institucional falhou. É porque a base cultural necessária desapareceu. (…)

Quanto mais rotineiros os perigos dos quais exigimos proteção, mais frequentemente essas exigências surgirão. Se conferirmos poderes despóticos ao governo para lidar com os perigos, que são uma característica comum da existência humana, acabaremos por fazê-lo a todo o tempo. O facto de os perigos contra os quais exigimos proteção do Estado serem agora muito mais numerosos do que no passado, provavelmente levarão a uma mudança mais fundamental e duradoura das nossas atitudes para com o Estado. Este é um problema mais sério para o futuro da democracia do que a guerra. (…)

Como resultado, temos expectativas excessivamente altas em relação ao Estado. Estamos menos inclinados a aceitar que há coisas que o Estado não pode ou não deve fazer para nos proteger. (…)

Começando por ser um evento natural, a morte tornou-se um sintoma de fracasso social. (…)

Em muitos aspectos, a maior ameaça à democracia não é a opressão do Estado, mas a intolerância dos nossos concidadãos. (…)

As campanhas deliberadas de repressão conduzidas por grupos de pressão contra opiniões politicamente fora de moda ou “incorretas” sobre, por exemplo, raça, redesignação de género ou relações entre pessoas do mesmo sexo; as tentativas de impor um novo vocabulário que aceita implicitamente o ponto de vista dos ativistas: tudo isso são sintomas do estreitamento de nosso mundo intelectual. (…)

O que nos mantém unidos como sociedade é precisamente o meio pelo qual fazemos as coisas. Uma vez que provavelmente nunca chegaremos a acordo sobre questões de princípio controversas, não é o consenso o que nos mantém unidos, mas sim o respeito comum por um método de resolver nossas diferenças, quer aprovemos ou não as decisões resultantes. (…)

O mais simples de se dizer em favor da democracia é que é uma forma eficiente de nos livrarmos sem violência de governos insatisfatórios. (…)

O medo nunca perderá sua capacidade de distorcer os nossos julgamentos coletivos. O declínio da tolerância política e a ascensão do absolutismo moral são tendências igualmente improváveis de serem revertidas, pois a tolerância também não é natural para a humanidade. (…)

As alterações climáticas será o principal gerador de medo coletivo nas próximas décadas e, muito possivelmente, a principal tentação pela acção directa. (…)

A transição da democracia para o regime autoritário é geralmente suave e despercebida. As formas externas, a linguagem da política, permanecem inalteradas. Mas a substância desapareceu. Essas coisas não acontecem com o estrondo de um trovão. A democracia não foi formalmente abolida, mas discretamente redefinida. Deixa de ser um método de governo e passa a ser um conjunto de valores políticos, como o comunismo ou os direitos humanos, que representam os verdadeiros desejos do povo, independentemente de qualquer coisa que ele possa realmente ter escolhido para si. (…)


Texto original e completo, aqui.

Video de palestra completa, aqui.

A sra deputada não quer ir ali tomar um chá de tília?

5 Novembro, 2021

Isabel Moreira: «eu e todas as mulheres temos medo físico da direita em que vocês se transformaram.» Ou quiçá dedicar-se ao crochet que é uma actividade que antigamente as pessoas que falavam em nome de “todas as mulheres” achavam obrigatória para “todas as mulheres”.

Desculpem a pergunta

4 Novembro, 2021

Desde quando é que aquilo que acontece no Conselho de Estado está espetado nas notícuas minutos depois?

Imperdível

4 Novembro, 2021

Este texto do Paulo Tunhas: «acordei ontem para um sonho. (…) Portugal era governado por uma coligação vasta e ecuménica e no Governo brilhava com inusitado fulgor o Ministério da Libertação Obrigatória (MLO), que promovia e implantava a ENINDU (Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não-Discriminação Universais). Os efeitos da aplicação da ENINDU sentiram-se imediatamente e sob todas as formas em todo o lado. Quase da noite para o dia, o mundo tornou-se uma coisa completamente diferente. (…) Eu tinha acabado de sair do meu espaço habitacional inclusivo. Dirigi-me, subindo a rua Audériu (antiga rua Nossa Senhora de Fátima) a um templo cívico de abastecimento alimentar. Ao entrar, reparei mais uma vez no letreiro fixado à porta: “Atenção! Este estabelecimento contém ainda embalagens de plástico. Recomenda-se às pessoas sensíveis que não frequentem os corredores indicados com a tabuleta «Crime»” Comprei o que precisava (por estes dias, precisa-se de pouco – até porque há pouco) e saí de novo para a rua, tendo o cuidado de não me afastar do passeio e de não pisar a zoovia.»

COP26 – Missa apocalíptica

3 Novembro, 2021

Em Glasgow decorre a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O evento tem cariz religioso porque quem lá se desloca vai ouvir um credo para o qual já está convertido. Trata-se também de uma exibição ridícula de suposta virtude de líderes mundiais entre os quais ventríloquos de Santa Greta como o Papa Francisco ou o Arcebispo de Cantuária que avisou esta semana que a inacção dos políticos em relação ao tema da conferência iria provocar “um genocídio em escala infinitamente maior” àquele de que Hitler foi responsável.

O apocalipse e o fim iminente do mundo já foram anunciados dezenas de vezes nas últimas décadas. Mas continuando a sujeitar a opinião pública a esta narrativa de medo sustentada em mirabolantes produções académicas e modelos matemáticos criativos, a oligarquia lá se juntou de novo tendo viajado para a Escócia em mais de 400 voos privados.

Sob a batuta do nosso possidónio e salvador Guterres, além de hipócrita esta gente esconde as suas ideias anti-humanas atrás da grandiloquência sobre salvar o planeta quando a sua real ambição é manter-se e lutar pelo poder.

Mas com isto sofremos um ataque impiedoso aos nossos padrões de vida e liberdades. Por exemplo, a redução das emissões de carbono prometidas por Biden até 2050 custariam cerca de 10.000€ a cada americano, todos os anos, até essa data. Mas quantas pessoas estariam dispostas a pagar esse preço? E será que os europeus têm consciência de que por cada euro gasto na redução de carbono apenas se evitou um custo de 3 cêntimos atribuíveis às alterações climáticas? E já ouviu algum jornalista referir que apenas 19% das emissões mundiais de carbono provêm da produção de energia? Note que embora nos digam que os carros eléctricos serão a nossa salvação, actualmente apenas 1% dos veículos no mundo são eléctricos apesar das fortunas de dinheiro dos contribuintes gastas em subsídios à sua compra. Já agora fique sabendo também que temos capacidade de armazenamento de energia em baterias capaz de satisfazer menos de um minuto do consumo mundial necessário. E repare que se forem alcançadas todas as ambiciosas metas definidas pelos políticos para adopção de veículos eléctricos, ainda assim conseguiremos fazer baixar a temperatura do planeta uns fantásticos 0,0001 graus centígrados.

Mas uma narrativa de medo ao despertar sentimentos de pânico nas populações confere aos autoproclamados especialistas, poder de influenciar uma alteração radical da nossa vida em sociedade. Contudo existem problemas ambientais muito mais importantes e locais do que as mudanças climáticas globais devastadoras que os ativistas e radicais lunáticos nos querem impingir. Esses o mercado e as comunidades locais têm-nos resolvido ou mitigado.

Por isso as centenas de milhar de milhões de euros que a oligarquia quer gastar para inglês ver, seria muitíssimo melhor empregue se não fosse retirado às pessoas através de impostos e fosse antes deixada à iniciativa privada e ao engenho humano o desenvolvimento e investigação de novas tecnologias que desde o início dos tempos sempre nos ajudou a uma mais harmoniosa e equilibrada relação do homem com a Natureza.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Mais sobre o CRAP26

3 Novembro, 2021

Ver este thread: https://twitter.com/alexepstein/status/1455863582428594179?s=21

Descubra as diferenças

3 Novembro, 2021

Tribunal “chumba” alunos de Famalicão por faltas a “Cidadania”, pais recorrem: «Em causa estão dois alunos que terminaram o 7.º e o 9.º anos de escolaridade, respetivamente, com média de cinco mas com o “averbamento final” que dá conta de que não transitam, por não terem frequentado a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. O pai dos alunos acusa a escola e o Ministério da Educação de “obsessão na tentativa de impor, nem que seja à força”, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, que classifica como uma espécie de “religião do Estado»

Dentro de algum tempo, quando estes proselitismos e seus devotos estiverem na mó de baixo não faltarão testemunhos de pessoas que, dirão então com ar sofredor, discordavam do conteúdo destas aulas, mas agora assobiam para o lado. Os dirigentes políticos descobrirão então que a família Mesquita Guimaraẽs foi alvo de perseguição pelo Estado… Mas por agora nada. Ou quase.

Para variar deste estado manhosos de coisas recomendo que se tente perceber o que esteve por trás da derrota do Partido Democrata na Virgínia. Mais precisamente essa derrota começou no dia em que gente que sempre votou nos Democratas percebeu que os seus filhos iam ter uma escolaridade da treta e ser objecto de propaganda e sessões de vitimização à conta das teorias raciais e identitárias que as autoridades escolares estavam a impor. Resultado: os Democratas perderam a Virginia. Hoje os jprnais falam de revés para Biden mas o que está a acontecer vai além disso.

CRAP26 Summit

2 Novembro, 2021

O clima substitui o COVID e torna-se na nova idiotice. O foco agora são as emissões de metano. Parece que quase tudo emite metano, mas é a flatulência das vacas o que preocupa os líderes da farsa. Eis o que vos vai acontecer num conjunto de 5 passos:

1. Quase tudo emite metano, mas não vamos atacar tudo, certo?

2. Foquemos a atenção na carne, que essa sim é que é o problema…

3. Para resolver o problema, vamos tentar diminuir o consumo de carne

4. Para diminuir o consumo de carne, nada melhor do que taxar a carne

5. Mas como o povo não vai deixar de comer carne assim por dá cá aquela palha, o que na realidade vai ocorrer é que os governos acabam de criar mais uma forma de extrair ainda mais impostos ao povo…

A agenda climática não passa de mais uma forma de extrair riqueza aos cidadãos. Não tem, nem nunca teve, nada que ver com o clima… reporta a Spectator que a senhora von der Leyen e a sua equipa de comissários inúteis tem este hábito curioso de usar aviões privados para fazer distâncias de 31 milhas (leu bem… 31 milhas de avião privado!)… ver também notícia do The Telegraph sobre o mesmo assunto…

Tirem-nos daqui!

1 Novembro, 2021

Quem precisa de 5G, quando tem o sol?”. Um dia a trocar mensagens com Paddy Cosgrave

«Ya basta de tratar a la naturaleza como un retrete», el secretario general de la ONU, António Guterres

Archbishop of Canterbury, Justin Welby’s here at COP too – tells me leaders will be ‘cursed’ if they don’t reach agreement in next fortnight, and suggests failure to act would be possibly more grave than leaders who ignored warnings about the Nazis in the 30s – , Laura Kuenssberg BBC’s political editor,

Para esta geringonça não há nem haverá crise

1 Novembro, 2021

No OBSERVADOR desta semana tratei da outra geringonça, daquela que há décadas define a agenda do avançar, das causas, dos combates certos… Não é verdade que a aliança entre o PS e a extrema-esquerda tenha começado em 2015. Muito antes já imperava uma frente de esquerda que definia as causas e a agenda. Gozando de uma extraordinária simpatia nas redacções, instalados nessa teia de institutos, comissões, observatórios – o caso do operacional das FP-25 condenado por terrorismo que agora, na qualidade de presidente de um observatório do ISCTE,  acabou a avaliar candidatos a juízes é um bom símbolo desse mundo que BE e PS repartiram entre si –

Para esta geringonça não há nem haverá crise. Quer estejam ou não no poder vamos vê-los a mobilizarem-se contra a direita (pronunciar enfaticamente), banalizando absurdos e impondo contra-sensos. Da outra teremos notícias na próxima noite eleitoral. Enquanto não colocarmos em causa o poder desta geringonça — aquela que nos diz sobre o que devemos falar, como e quando — não seremos capazes de enfrentar nenhuma outra. Sobretudu é inútil fazê-lo.

Finados à Direita

31 Outubro, 2021

Tenho seríssimas dúvidas que o apoio e as dores que os apoiantes de Rangel e da IL tomam pelos recentes dissidentes do CDS augure uma regeneração sã da porcalhota da nossa classe política.

Ao mesmo tempo, vejo em Rio e na sua equipa uma inabilidade crónica e total falta de sentido político, a personificação da inexistência de oposição ao PS. Em Francisco Rodrigues dos Santos a incapacidade de reconstruir um partido de cariz «thatcheriano» ainda seco e amarrado à sombra e conexões de Portas. Ventura não é Abascal, o Chega está a anos-luz do Vox, e portanto o pêndulo não tem força consistente para a Direita ser capaz de equilibrar o quadro e cultura políticas em Portugal, maioritariamente de Esquerda. Na Iniciativa Liberal permanece o risco do seu aburguesamento, a enorme pressão interna e externa para se entregar à agenda progressista, de engenharia social modernista e ao lero-lero da moda do “combate” às alterações climáticas.

De maneira que isto não está famoso…

Anúncio prematuro da morte da geringonça

30 Outubro, 2021

Seis anos de geringonça não é nem foi coisa pouca e a sua morte pode ser uma notícia prematura ou exagerada.

António Costa não deixará de procurar vias de entendimento para uma segunda versão da geringonça, agora muito provavelmente sem o Bloco de Esquerda, mas não esquecendo o PAN, os Verdes e outras pontas soltas que se puderem arregimentar.

O espaço político da Direita está e estará ainda mais fragmentado e é expectável que o Chega passe a ter um grupo de deputados na Assembleia, quiçá imprescindível para a formação de uma maioria dita não-socialista que assegure ao presidente da república a estabilidade parlamentar que este exigirá para dar posse a um governo chefiado por Rio ou Rangel.

Mas como a direita bem-pensante parece ter nojo dos portugueses que votam no partido de Ventura, o arranjo de forças à Direita ficará extremamente dificil de conseguir.

Com o grau de dependência de subsídios a que grande parte do país já se habituou, com a União Europeia a continuar a disponibilizar bazucas ilusórias de crescimento económico e uma sociedade sem vergonha de viver uma vida à custa de dívida cuja conta deixará às gerações futuras para pagar, se Rui Rio ou Paulo Rangel não passarem a ter um discurso e acção política na defesa de grandes cortes na despesa pública e na redução drástica do âmbito de actuação do Estado, mesmo que a Direita venha a formar governo, não haverá propriamente um novo ciclo político.

Acresce que se o PSD continuar a embarcar na agenda e tralha do discurso sobre o combate às alterações climáticas e quejandos, aí é que nem nos próximos 20 anos começaremos a regressar a um caminho de país decente.

Sr. Presidente, por este andar vai acabar a fazer de limpa-chaminés em Belém

28 Outubro, 2021

A ida de Marcelo ao Multibanco é o remake das suas andanças com o porta-fatos à entrada do Palćio de Belém, em Outubro de 2004: quando não quer esclarecer os factos Marcelo faz uma performance, tornando-a no foco das atenções.

Marcelo, o arranjista

27 Outubro, 2021

Enquanto as 4 milhões de famílias portuguesas lutam todos os dias para que o orçamento do seu próprio agregado chegue para pagar as contas da vida quotidiana, os políticos e jornalistas dedicam-se ao circo mediático das discussões em torno do orçamento do Estado e contas de merceeiro sobre qual dos partidos propõe ou promete dar mais benefícios aos portugueses.

É extraordinário que para muita gente continue ainda hoje a não estar claro que cada euro a mais no orçamento do Estado é um euro a menos no bolso de cada uma das nossas famílias.

Mas, independentemente do resultado da votação final de hoje do orçamento de Estado e havendo ou não havendo eleições antecipadas, parece continuar a faltar discernimento ao PSD e CDS para perceber que se querem desalojar António Costa do Governo e colocar um travão às suas políticas que fariam corar de inveja Hugo Chavez ou Fidel Castro se fossem vivos, é que é imprescindível ser também implacável e rejeitar por completo a acção política de Marcelo Rebelo de Sousa.

Ao contrário do PSD e CDS que apoiaram e fizeram campanha pela reeleição de Marcelo, honra seja feita ao Chega e à Iniciativa Liberal que apresentaram candidatos próprios nas últimas eleições presidenciais, embora num caso com um candidato bazófia e noutro caso com um candidato descafeinado.

Marcelo sintetiza tudo o que de mais pantanoso tem existido no nosso país e representa um desvio político patológico da dignidade que o cargo de Presidente exigiria.

O estilo infantil de menino mimado, pantomineiro e habilidoso que lhe atribuem como sendo traços de uma personalidade genuína não seriam dramáticos se Marcelo não usasse essas características – como tem usado – para brincar aos Chefes de Estado e alimentar um recreio dos casos mais podres e fétidos do país nos últimos anos, de que basta dar apenas os exemplos de Pedrógão, Tancos ou a substituição da Procuradora-Geral da República.

Além de que Marcelo foi também responsável por quinze declarações sucessivas de estado de emergência, atirando Portugal para a lista de países que não respeitam o Estado Direito nem as liberdades individuais à boa maneira da antiga RDA ou da Albânia.

O ilusionismo político do ex (?) comentador televisivo aliado à sua falta qualquer pensamento ou convicção digna de substância tem oferecido telenovelas e música-pimba ao povo ao mesmo tempo que tem deixado o espaço político da Direita refém da obsessão do hipocondríaco de Cascais com a sua popularidade.

Há tempos um semanário perguntava em título desse jornal se “Marcelo estava lélé da cuca”. Ora, se nem Rui Rio nem Paulo Rangel, Francisco Rodrigues dos Santos nem Nuno Melo perceberem que Marcelo está lúcido e consciente, mas que por isso mesmo devem ser denunciados os seus espectáculos de fintas, intrigas, jogos, voltas e baldrocas para entreter audiências, não sairemos da cêpa torta.

Marcelo e Costa são duas faces da mesma moeda do nosso atraso de vida.

Precisamos de nos livrar dos dois. Nas próximas eleições, toda a Direita, do Chega ao PSD, terá oportunidade de dizer se quer regressar a um caminho de liberdade.

Nota: escrito e o vídeo publicado originalmente antes da votação de hoje da AR.

Outubro de 2015: socialista faz agora o que quiseres mas depois não te queixes

27 Outubro, 2021

Era óbvio que o dia de hoje ia chegar. Em Novembro de 2015 publiquei um texto intitulado Faz agora o que quiseres mas depois não te queixes. Esse texto era destinado aos socialistas e muito particularmente aos socialistas num dia como o de hoje: “Estou a ver-te à minha frente com aquele jeito algures entre a nevralgia e a dor ciática que te acompanha nas situações embaraçosas: foi um momento de esperança, se tivesse corrido bem tinha sido… Mas – e ao proferires este “mas” o tom auto-condescendente da tua voz dará lugar a uma ênfase acusatória – o pêcê lixou tudo.

É sempre assim: os teus sonhos de esquerda esbarram invariavelmente na ortodoxia do pêcê. Como quem acabou de ter uma epifania logo desatarás numa listagem das provas terrenas dessa tua descoberta ou melhor dizendo redescoberta. Ou será que desta vez vais culpar o BE, mais a Catarina porta-voz e as manas Mortágua?

Olha, antes que a conversa azede vamos já combinar uma coisa: faz agora o que quiseres mas depois não te queixes. E sobretudo não culpes os outros.

Sim. Não te faças desentendido. Quem? Tu, o gajo porreiro da esquerda, aquele com quem gostamos de ir de férias, de almoçar no trabalho, de conversar sobre cidades que talvez nunca conheçamos… Tu, esse mesmo que no momento em que se trata do poder político te tornas no nosso maior problema. Um problema muito maior que o representado pelos interesses que se agitam no CDS, pelo destrambelhamento congénito do PSD, pelo lobbie corporativo que é o PCP ou pelo folclore arruaceiro do BE. Porque tu, burguês blasée como ninguém, o gajo porreiro da esquerda que vota PS, ao contrário dos outros atrás citados, achas que o poder te é devido por isso mesmo, por seres um gajo porreiro. De esquerda, claro.

Aliás detalhar que és de esquerda é um pleonasmo porque, para ti, fora da esquerda só existe um mundo de trevas, interesses, hipocrisia, ignorância, atavismo… Excepções a esta regra: os mortos como Sá Carneiro ou os vivos que reconhecem o teu direito natural ao poder. Para ti o regime e as suas instituições só fazem sentido e só merecem ser respeitadas se e quando o regime e as instituições forem tutelados por ti. A começar naturalmente pela Presidência da República e a acabar no Tribunal Constitucional que rapidamente passará de intocável bastião da República a escolho deste “histórico virar de página” caso os ocupantes do Palácio Ratton chumbem qualquer iniciativa deste governo nomeadamente alguma da resultante dessa espécie de PREC legislativo que tem tido lugar na Assembleia da República nos últimos dias.

Escusas de sorrir com esse ar mimado de quem se habituou a lamentar a posteriori não o que fez mas sim aquilo que os outros não fizeram para o impedir de errar: sei bem que por feitio é pouco provável que juízes do TC alguma vez se interponham entre ti e o teu sonho. Mas caso isso acontecesse logo os juízes seriam apeados do pedestal para onde os elevaste e acabariam nas ruas não da amargura mas sim da fúria das redes sociais e dos humoristas do regime. O problema de discordar dos gajos porreiros é que, exactamente por eles se acharem porreiros, tal discordância nunca é entendida como uma posição legítima mas sim como um ataque pessoal.

Dirás que nesta forma de reagir o PCP e o BE procedem exactamente do mesmo modo. É verdade mas como também sabes, eles, ao contrário de ti, não são porreiros. Como tu lhes lembras nos momentos da tua desilusão, eles são “ortodoxos”, “paranóicos” e “totalitários”. É claro que agora fazes de conta que nunca disseste tais coisas e até esperas que comunistas e bloquistas se ocupem nesse exercício arrebatador de ódio fulanizado e da engenharia social e te deixem a ti a decidir o País.

Um país novo cheio de estímulos e multiplicadores precisa de um homem novo. Queres enganar-te como das outras vezes, não é? Lembras-te quando o Sócrates tinha lá as suas coisas mas era uma máquina? Resiste a tudo, declaravas indignado com as investigações policiais que puseste no patamar dos ataques pessoais. Os aumentos à função pública em 2009? Era preciso dinamizar o país. O TGV? Tínhamos que apostar nas infra-estruturas. Para tudo havia uma explicação. Com o tempo começaste a conceder que havia um novo-riquismo na casa da Rua Castilho, mais os estudos de filosofia em Paris e as férias de nababo russo mas era mais uma questão estética do que ética: a mãe era rica não era? E isso também não interessava nada. Havia sempre uma cabala. Também já tinha havido a cabala do Processo Casa Pia.

Depois veio 2011 e o pedido de ajuda externa. Mas o sobressalto não durou mais que umas breves semanas porque logo passaste a acusar os credores (sim exactamente aqueles a quem esse Governo que nunca enjeitaste tinha suplicado ajuda pouco antes) de quererem destruir o País: a austeridade não era o resultado da nossa falência mas sim a consequência de um pérfido plano da Merkel e da direita liberal.

Agora calaste perante o processo que colocou o PS e o país nas mãos da extrema-esquerda: é um tabu que se quebrou, um muro que se derrubou… e acabo aqui porque de rima em rima ainda vou buscar as “pombas assassinadas” e o “camarada, amigo, palhaço”.

Depois quando a realidade se impuser logo vais arranjar uma desculpa para o falhanço. Tenho a certeza que vais reler esses patéticos acordos e descobrir neles sinistras intenções nos teus agora parceiros. Por mim, ficamos combinados: quando este teu sonho acabar no jeito do costume eu estou disposta a pagar ainda mais impostos, a ganhar ainda menos dinheiro mas ouvir-te culpar os outros é que não. Fala-me de livros, de quadros, de comida… Ou de fado. Porque agora já gostas de fado, não é? Mas nunca digas que foste enganado. Quiseste sim enganar-te a ti mesmo que é o mais perigoso dos enganos.

Faz agora o que quiseres, diz o que quiseres mas por favor depois não te queixes de ninguém a não ser de ti mesmo.

Aqui ninguém enganou ninguém.

Vai-se a ver a culpa é do trolha

26 Outubro, 2021

14.10.2015: Costa: “É como deitar abaixo o resto do muro de Berlim”

10.11.2015: António Costa: “Acabou um tabu, derrubou-se um muro, venceu-se um preconceito”

02 dez 2019: António Costa diz ter apagado “último vestígio do Muro de Berlim” com “geringonça”

Exactamente

26 Outubro, 2021

henrique pereira dos santos: “Lembram-se da forma como António Costa fingia negociar com Passos Coelho ao mesmo tempo que consolidava a gerigonça, porque o PSD era absolutamente intransigente?

É a mesma pessoa, é a mesma técnica, portanto, qual é a surpresa sobre o resultado das negociações sobre este OE?

Ao certo o que era aquela coisa do regular funcionamento das instituições invocado por Sampaio para correr com Santana Lopes?

25 Outubro, 2021

Depois do PCP ter anunciado que vai votar contra o OE o Governo diz-se disponível para suspender caducidade de convenções colectivas “sem limite de tempo”-

Portanto o OE está morto, o PS tenta manter-se no poder cedendo às alegadas pretensões do PCP que diz que vai votar contra.

Se o PR se tivesse deixado de brincar aos comentadores

25 Outubro, 2021

Comentando hipóteses: Marcelo exigiria acordo escrito se Governo incluísse o Chega

E tivesse tido a coragem de Cavaco tudo seria hoje mais claro

Contado não se acredita

25 Outubro, 2021

O ministro ignora as perguntas dos jornalistas sobre a proibição dos paraquedistas cantarem o seu hino.

Fonte do Ministério da Defesa diz que o ministro desconhecia uma alegada diretiva que proíba a entoação dos cânticos. (Será que o ministro também ignora aquilo que a “fonte” disse aos jornalistas?)

O Presidente da República explicou que foi um caso isolado. Marcelo Rebelo de Sousa disse que o hino não foi cantado por causa da pandemia de covid-19: “Não houve proibição nenhuma, continuará a haver os cânticos, o que houve foi por razões meramente de medida sanitária nesta cerimónia dada uma orientação para que não existisse. Mas foi nesta cerimónia, não como regra geral, que eu acharia estranho, não faria sentido e felizmente não ocorreu“, disse aos jornalistas.

Marcelo e Cravinho tiveram aqui o seu momento “Agora vai falar o sr ministro das Obras públicas”.

Papa Francisco faz do melhor amigo dos pobres um inimigo

24 Outubro, 2021

Abaixo deixo uma tradução livre de um artigo de opinião de hoje do Pe. Robert Sirico:


Papa Francisco faz do melhor amigo dos pobres um inimigo – o mercado livre

Como podemos alimentar os famintos?

É uma pergunta que o Papa Francisco trouxe à tona no Dia Mundial da Alimentação em uma série de tweets. “A luta contra a fome exige que superemos a lógica fria do mercado avidamente focada no mero lucro económico e na redução dos alimentos a uma commodity, e que fortaleçamos a lógica da solidariedade”.

Mas sem mercado, como alimentamos alguém?

Sim, a comunidade cristã deve exigir a alimentação de todos os homens. Mas a mensagem anti-mercado do Papa deixa muita gente questionando-se sobre como serão produzidos os alimentos para alimentar os famintos. A mensagem do Papa Francisco justapõe duas abordagens contrastantes para o escândalo da fome: uma expressa essa solidariedade e outra cria empresas e produtores que tentam atender às necessidades dos famintos.

Em Mateus 21: 28-32, Jesus apresenta um dilema aos líderes religiosos de sua época. É a história de um pai que manda dois filhos trabalharem na sua vinha. O primeiro recusa a ordem, mas muda de ideias e vai para a vinha. O segundo prontamente responde que vai trabalhar, mas nunca o faz.

Jesus pergunta: Qual dos filhos fez a vontade do pai? Claro, foi o primeiro filho – aquele que no final cumpriu efectivamente o que seu pai ordenou.

O efeito subjacente do texto é marginalizar os líderes religiosos da sua época que professavam cumprir a palavra de Deus, mas nunca actuaram em conformidade. O julgamento de Jesus é claro: para ele, são os muito marginalizados – “os cobradores de impostos e as prostitutas (podemos incluir aqui os capitalistas?)” – que entram no reino de Deus antes dos piedosos que professam a missão Deus.

Tudo isto inundou a minha mente enquanto lia as palavras do Papa condenando o próprio sistema de mercado que alimenta mais pessoas famintas hoje do que antes na história do mundo.

Então, como responderia o Papa Francisco à mesma pergunta: “Quem fez a vontade do pai?” É a pessoa que apoia publicamente a posição de que destruir o mercado é a melhor maneira de alimentar os famintos? Ou é a pessoa que traz a colheita capaz de alimentar multidões?

O Papa fala da “lógica fria do mercado” que ele associa a um foco ganancioso no “mero lucro económico” e na redução da “comida a uma mercadoria (commodity)”.

Pode-se presumir que por “lógica fria” o Papa está preocupado com o facto de o mercado carecer de uma intimidade pessoal e subjetiva. Isso é verdade, mas apenas na medida em que um mercado, quando desobstruído por várias intervenções, fornece informações vitais para coisas como a oferta e a procura.

Sem dados implacavelmente precisos, toda a capacidade de atender às necessidades das pessoas seria mal calibrada e as pessoas morreriam de fome. Paradoxalmente, a informação que se ajusta é tudo menos objectiva, pois reflete um conhecimento muito íntimo e subjetivo que vem de trabalhadores, investidores e produtores que actuam no mercado – não apenas por ganância – mas por conhecimento das necessidades das suas famílias.

Os lucros, muitas vezes descritos como resultado da “ganância”, são na verdade apenas um sinal de que o processo de “colheita” da produção foi bem planeado. O antecessor do Papa Francisco, S. João Paulo II afirmou isto mesmo na sua encíclica Centesimus annus de 1991: “A Igreja reconhece o papel legítimo do lucro como uma indicação de que uma empresa está funcionando bem. Quando uma empresa tem lucro, isso significa que os factores produtivos foram devidamente alocados e as correspondentes necessidades humanas foram devidamente satisfeitas. “

Uma economia sem preocupação com o lucro é como um navio sem leme – simplesmente não teria a capacidade de dirigir a si mesmo. Como podemos combater a fome se não podermos produzir de forma segura abundância de alimentos?

Talvez a afirmação menos coerente do Papa seja seu lamento de “reduzir a comida a uma mercadoria”. Podemos ter diferentes definições de mercadoria, mas a maioria entende o conceito como um bem básico que é produzido e pode ser comprado ou vendido – ou doado. Mas tem que ser produzido primeiro. O pai da parábola acima mencionada estava, no fundo, a pedir aos seus filhos que se envolvessem numa produção lucrativa.

Como padre, fico perplexo quando colegas meus (até mesmo o Papa), sem dúvida com a melhor das intenções morais, apesar disso insistem em tornar como inimiga a própria instituição que foi e pode continuar a ser a mais eficaz ferramenta para combater a fome e a pobreza — o mercado livre.

Sem dúvida é apenas uma ferramenta, não um deus. Mas, nas mãos certas, o mercado livre pode-nos ajudar a cumprir concretamente as nossas responsabilidades morais, muito mais do que meras boas intenções.

O hino que o sr ministro não quer ouvir

24 Outubro, 2021

Uma ordem superior impediu os para-quedistas de entoar os versos ó pátria minha, por ti dou a vida / há sempre alguém que não te quer perdidano Dia do Exército. De facto, percebe-se.

Motel Orçamento Delírio

24 Outubro, 2021

Hoje, no Observador, trato dos termos em que este Orçamento está ser tratado e do imaginário de motel que o rodeia:

Almofada. A almofada é uma peça indispensável à discussão do orçamento neste rectângulo a que chamamos Pátria.

Aprofundar. Pela mesma razão que chamam centros de trabalho às sedes e companheiras às mulheres, os comunistas não negoceiam, aprofundam.

Aceno. O PS tornou-se a nova candidata a Miss Fotogenia – sim, Fotogenia, aquela que pode não ser muito bonita mas parece e no parecer é que está o ganho – daí a importância do aceno.

Avanço. Se com os comunistas o PS aprofunda, com o BE avança.

Folga. A folga orçamental é a versão portuguesa da Falha de Santo André, na Califónia.

Margem. A confirmação da nossa redução a um país náufrago chega-nos todos os anos com o anúncio da margem. Aí por meados de Setembro começa a ouvir-se: Há margem! Há margem!

(…)

A propósito de ciclovias a Almirante Reis está assim

21 Outubro, 2021
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Imagem tirada daqui

Pois é, se os vikings viajassem de bicicleta o clima não tinha mudado e eles podiam ter ficado na América

21 Outubro, 2021

Vikings chegaram à América há mais de mil anos, pelo menos 500 antes de Colombo

E se a Greta a as taxas carbono já existissem a Gronelândia nunca teria ficado coberta de gelo.

A carga pronta metida nos contentores

20 Outubro, 2021

Regista-se uma subida dos preços das matérias-primas nos mercados mundiais, faltam produtos nas prateleiras dos supermercados em alguns países, há escassez de componentes para automóveis ou computadores, atrasos nas entregas de mercadorias e, em geral, assiste-se a uma série de graves disrupções nas cadeias de fornecimento e comércio internacional.

Mas se a comunicação social lhe disse que o grande culpado desta situação é a covid, mentiram-lhe!
Tudo isto resulta directamente ou foi fortemente agravado por decisões dos governos e de políticos.

Se hoje já é evidente para muitos (e cada vez mais pessoas) que a esmagadora maioria das medidas ditas sanitárias adoptadas pelos governos a pretexto da covid19 foram totalmente estúpidas, largamente ineficazes e muitas vezes contraproducentes em termos de saúde pública, os efeitos destas intervenções estatais na vida das pessoas tornam-se agora mais claros.

Os decisores políticos decretaram suspender ou limitar fortemente a actividade da indústria e dos negócios, mandaram trabalhadores para casa, colocaram em confinamentos sucessivos pessoas saudáveis. Fechadas em casa sem poder viajar, fazer férias, frequentar espectáculos ou cinemas, sem ginásios ou jantares em restaurantes os consumidores em isolamento ou teletrabalho foram induzidos pelos governos a alterar os seus padrões de consumo habituais e com os apoios de layoff e injecções de dinheiro e subsídios públicos na economia, as pessoas em vez de serviços aumentaram as suas compras de bens como equipamentos electrónicos, artigos para casa, equipamentos de fitness, etc.

Mas ao mesmo tempo, as fábricas fecharam ou reduziram drasticamente a sua produção, os motoristas de pesados deixaram de estar na estrada e ficaram em isolamento profilático, os trabalhadores dos portos e tripulações de cargueiros de mercadorias deixaram de estar disponíveis em número suficiente. Apenas um exemplo: com a detecção de um teste positivo à Covid num único trabalhador de 34 anos, totalmente vacinado e assintomático, o terceiro maior porto do mundo fechou por completo durante duas semanas.

A carga pronta e metida nos contentores fica parada, os navios de transporte acumulam-se às dezenas nos portos, o tráfego marítimo reduz-se significativamente, deixa de haver paletes e contentores para acomodar novas encomendas, os custos de transporte e logística disparam. O sistema de transporte e comércio internacional está em pré-colapso, os estrangulamentos estão à vista de todos.

E não se pense que estes problemas afectam apenas a burguesia ou aqueles que passaram a usar o ZOOM como a sua ferramenta de trabalho preferida. Não só escasseiam alguns produtos alimentares como o preço dos alimentos também subiu. O número de pessoas em situação de insegurança aumentou, e só nos Estados Unidos este problema duplicou colocando agora 23% das famílias em risco de passar fome.

A intervenção dos governos resulta em consequências que não se podem planear nem prevêr em toda a sua extensão, produzindo um efeito de cascata em centenas de setores e segmentos da sociedade. Para surpresa de muitos a economia não funciona como um interruptor de luz, ora liga, ora desliga. Enfim, a ideia de que uma economia pode ser fechada sem critério e retomada sem consequências de largo espectro, é criminosa. Só poderia vir da mente de indivíduos e decisores políticos sem nenhuma compreensão ou consideração pela extraordinária interdependência do sector produtivo e a enorme complexidade do funcionamento da sociedade. Só poderia vir de socialistas e estatistas de todos os quadrantes políticos.

O meu vídeo de hoe, aqui:

Esta gente não se enxerga

20 Outubro, 2021

Os títulos de hoje exultam: 11 crimes. CPI da Covid chega ao fim com Bolsonaro acusado

De repente é como se o mundo tivesse tido uma gestão correcta , coerente, acertada e sempre fundamentada no combate à COVID e o Brasil tivesse sido uma excepção a essas políticas esclarecidas. O enviesamente é tal que nem se comparam os números do Brasil com os de outros países e por exemplo não se pergunta o que aconteceu no Perú que tem praticamente o dobro dos mortos por COVID/milhão de habitantes do Brasil? Aqui na Europa, a Bulgária, a República Checa e a Hungria têm valores de mortes por milhão de habitante superiores ao Brasil. E a Argentina com um dos confinamentos mais drásticos do mundo tem valores de morte por COVID/milhão de habitantes muito próximos dos do Brasil.

O resultado da comissão do inquérito do Brasil não espanta. O que espanta é que nos outros países não existam comissões de inquérito. Ao combate à COVID e a outras coisas. A propósito a que velocidade seguia o carro do ministro Eduardo Cabrita?

Portanto foi 3×0?

19 Outubro, 2021

No primeiro dia de Moedas, um protesto a favor da ciclovia que “triplicou” o número de ciclistas

… Se excluirmos os distribuidores da Uber a ciclovia da Almirante Reis não interessa a ninguém. E em Benfica nem os distribuidores a utilizam. Já a anexa ao IPO continua à espera que os doentes e suas famílias saltem das bicicletas para o hospital.

A propósito de quotas, racialização e outros patatispatatás…

19 Outubro, 2021

esta é a fotografia do podium da Meia Maratona de Lisboa em 2021, 2019, 2018, 2017… Só não é em 2020 porque não aconteceu. Alguém acharia normal reservar um lugar para brancos ou asiáticos nestes podiuns?

Uma pergunta por dia numa semana com sabor a farsa

18 Outubro, 2021

Será que o deputado britânco David Amess assassinado por um terrorista islâmico vai ter uma rua em Lisboa com o seu nome como aconteceu com a vereadora brasileira Marielle Franco também ela assassinada? Recordo que além da homenagem da CML também o parlamento português aprovou, por unanimidade, um voto de pesar escassos dois dias após a morte de Marielle Franco. Aguardam-se pelas homenagen a David Amess.

16 de Outubro de 1793

18 Outubro, 2021

Esta semana no Observador lembrei esta data cada vez mais omnipresente: «Agora que se assinala mais um aniversário da execução de Maria Antonieta é urgente recordar o que foi o Terror e como ele se impôs a uma sociedade que gritava “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. Rapidamente se constata que os jacobinos do século XXI aprenderam bem a lição com os seus antepassados. Não é coincidência qualquer semelhança com o que agora acontece com os géneros, as fantasias das identidades e a imposição de formas politicamente correctas de falar e escrever. É sim o jacobinismo a mostrar a sua influência e os jacobinos a impor o seu controlo absoluto a sociedades que acreditam estar a libertar-se. E agora, tal como no século XVIII, é preciso arranjar alguém para fazer subir ao patíbulo (agora figurado) no meio das multidões electrizadas.»

Para o ano a senhora vai exigir o fim dos mata-moscas e das armadilhas para ratos?

15 Outubro, 2021

OE2022: PAN com sentido de voto “em aberto”

Sorte a dele usar sempre máscara caso contrário ainda acabava expulso da magistratura

15 Outubro, 2021

É impossível calcular o número exato de decisões do juiz Ivo Rosa que já foram revogadas pelo Tribunal da Relação de Lisboa desde 2017, mas é certo que já estarão em causa perto de vinte acórdãos de diferentes desembargadores das três secções criminais daquele tribunal superior. Esta quarta-feira, mais um despacho do magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal foi anulado — e num tom bastante severo para com Rosa.

O PCP faz de conta que esta contra mas aprova, o PS faz de conta que tem dúvidas mas obviamente assina de cruz, só Costa deseja que lhe dêem um pretexto para se ir embora

14 Outubro, 2021

Líder socialista estava na reunião do Conselho de Ministros mas resolveu ir à reunião do grupo parlamentar do PS para explicar Orçamento numa altura em que há ameaças de crise política.