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Nunca melhor explicado

4 Janeiro, 2022

José Diogo Quintela sobre a não escolha da artista Grada Kilomba para representar Portugal na Bienal de Veneza: «Um júri composto por três mulheres e um homossexual é chamado a avaliar as candidaturas de uma pessoa não-binária, uma mulher e duas negras. Apesar de três juradas terem colocado a negra número 1 em primeiro lugar e o homossexual ter lá posto a mulher, pela média aritmética venceu a pessoa não-binário. Isto num concurso organizado pelo ministério dirigido por uma lésbica, parte de um governo chefiado por um indiano. Houve protestos por parte dos amigos da negra número 1, que responsabilizaram o racismo sistémico. Não sabemos reacções da pessoa não binária, nem da mulher, nem da negra número 2. (…) Como cereja de absurdo no bolo do queixume, é preciso acrescentar que estes artistas anti-sistema se estão a esgatanhar para serem escolhidos como representantes portugueses na Bienal de Veneza, um dos mais prestigiados certames internacionais de arte. Para mais, realizado numa antiga potência colonial que participou no tráfico de escravos. Um evento criado por privilegiados homens brancos europeus no séc. XIX. A definição perfeita de “sistema”»

Bem vindos ao primeiro ano da civilização dos pacientes

2 Janeiro, 2022

No Observador trato do que registo como a grande transformação registada nesta pandemia: «Não é coincidência qualquer semelhança com a entrada num hospital a nossa vida nesta passagem de 2021 para 2022, à espera dos efeitos de uma vaga Omicron que, garantiam, nos ia matar aos milhões: passámos de cidadãos a pacientes, a política adquiriu o modo de funcionamento das urgências hospitalares, os políticos não prestam contas, dão instruções que, dizem, nos vão salvar. (E quem não se quer salvar?) Vivemos agora com o tempo suspenso do universo hospitalar. Tudo fica para depois. Agora vamos salvar-nos. Os pacientes não criticam, acreditam – precisam de acreditar – que se cumprirem serão salvos. A sobreposição com o discurso religioso não é casual.»

Não há camisas só um bocadinho menos sujas

2 Janeiro, 2022

Não há nada para mim nas próximas eleições. Todos os partidos, sem excepção, são coniventes com este “estado de emergência” (ou de “catástrofe”, ou de “cataclismo”, ou de “holocausto”). Alguns ainda se esforçam para conseguir o feito de lançarem um discurso redondinho do contra, mas sem causar mossa, em particular ao bando de idiotas que inevitavelmente compõem o corpo numérico de invertebrados que preenchem todos os partidos.

Neste momento, quem não especificar no seu programa eleitoral – e exactamente nestes termos – o seguinte parágrafo é meu inimigo:

Certificados digitais deverão ser imediatamente abolidos e qualquer entidade, pública ou privada, que o solicite deve ser pontapeada nos dentes. Máscaras são proibidas em todos os estabelecimentos de ensino, transportes públicos, serviços públicos e privados, com a excepção de pessoas que desempenham funções cirúrgicas, se identifiquem com a identidade de género de dentistas ou se trate de evento como baile de máscaras ou ritual sexual inspirado no “Eyes Wide Shut”.

Há mais na vida do que evitar a morte

1 Janeiro, 2022

O “princípio da precaução” é essencialmente um princípio para tomar decisões sem evidências adequadas que afetam radicalmente a vida das pessoas . A sua rejeição [a 20 de Dezembro pelo governo britânico] foi um desenvolvimento encorajador com o qual outros governos europeus poderiam aprender.

O NHS [SNS britânico] é uma instituição, não um regulador. Existe para enriquecer e não para empobrecer nossas vidas. Existe para nos servir, e não o contrário. Não precisamos culpar os epidemiologistas. É seu trabalho não pensar em nada além de epidemias. Mas esta não é uma prioridade sensata para o governo ou para o resto de nós.

Temos vidas para viver e há mais na vida do que evitar a morte.

Tradução de excertos de artigo de Lord Sumption no The Telegraph de hoje, a ler por completo aqui.

O voto nas Legislativas

29 Dezembro, 2021

As mensagens de Ano Novo costumam ser preenchidas com votos de paz, boa saúde, confiança no futuro e felicidades. Também são desejos meus, embora, confesso, não tenha expectativa de que 2022 venha a ser um bom ano para os Portugueses.

Em Janeiro próximo teremos eleições legislativas mas quaisquer que sejam os vencedores é de esperar que mais de dois terços do Parlamento sinta ser sua missão pública decidir sobre a vida dos Portugueses colocando o Estado como agente principal e referencial da sociedade.

Ora, convém não esquecer que Democracia e Liberdade são conceitos diferentes e não raras vezes podem ser até conceitos incompatíveis. A Democracia não é um fim em si mesmo. É antes um instrumento útil e uma ferramenta validada ao longo dos tempos para uma sã convivência em comunidade que permite ajustes das naturais tensões sociais.

Muitas vezes esquecemo-nos também de que a Constituição não é (ou não deveria ser) um documento que outorga direitos aos cidadãos, mas antes um último reduto de defesa dos cidadãos perante os abusos do Estado e do Poder.

Porém, para uma Democracia ser livre e aberta os governos devem decidir sobre o mínimo possível acerca das nossas vidas. O que não tem acontecido no nosso país, onde apesar de haver eleições e ser dada ao povo a possibilidade de escolher regularmente os seus deputados, todos nós somos cada vez mais invadidos na esfera das nossas vidas privadas, seja pela subtracção em doses crescentes da riqueza que produzimos, seja por via da legislação passar a ditar os costumes, a regular a moral e, como temos visto nestes dois últimos anos de histeria da seita covidesca, a destratar-nos da saúde como se fossemos incapazes e desprovidos de qualquer capacidade cognitiva.

É razão para perguntar: quão substantivamente diferente é a liturgia democrática das eleições da manutenção no poder de um tirano, quando em ambas as situações o resultado tende para o mesmo fim que é o de apascentar populações servis e amputar a soberania de pessoas cientes e responsáveis pelo seu próprio destino?

A Liberdade não espera cartas de alforria concedidas pelos partidos ou pelo Estado. Em 30 de Janeiro próximo não irei votar para eleger representantes ou legisladores e muito menos para escolher um bom governo.

O meu voto servirá apenas para desalojar António Costa e o PS do poder, acabar com o pior governo dos últimos 40 anos e rejeitar um grupo de dirigentes políticos caracterizados pela sua falta de dignidade e sórdida ausência de escrúpulos e princípios morais ou éticos.

O meu vídeo de hoje, aqui:

A ler e ver: a história das FP 25 no Observador

28 Dezembro, 2021
Antes sequer de começarem a atuar, já tinham uma morte no cadastro.
Seguir-se-iam muitas mais: quando a Justiça conseguiu acabar com as FP-25, 13 pessoas tinham morrido vítimas das balas e das bombas da organização terrorista.
Esta é a história de como um pequeno grupo de homens e mulheres espalhou o terror em Portugal entre 1980 e 1987. A PJ, o Ministério Público e os tribunais nunca tiveram dúvidas: o seu líder era Otelo Saraiva de Carvalho
.

A notícia principal é que a notícia principal é uma campanha de medo e histeria

26 Dezembro, 2021

Todos juntos no Natal

22 Dezembro, 2021

A preparação para o Natal é um bom momento para lembrar as vítimas esquecidas das medidas destrutivas, deploráveis e funestas que o governo de António Costa tomou a pretexto da histeria colectiva com um vírus respiratório.

Milhares de pessoas morreram ou viram muito seriamente comprometida a sua qualidade e esperança de vida devido à obsessão aberrante do governo com uma única doença. O governo realocou os recursos de um Serviço Nacional de Saúde – que se encontra em frangalhos há mais de 20 anos em mãos socialistas -para atender os enfermos de uma doença que tem a atenção das televisões, mas esqueceu deliberadamente as muitas centenas de milhar de vítimas que sofrem de outras doenças (actualmente menos mediáticas) mas muito mais letais e causadoras de sofrimento muito mais duradouro do que a covid19. Sem tratamentos e diagnósticos atempados esses milhares de pessoas viram a sua vida irremediavelmente comprometida pelas decisões de burocratas e decisores políticos.

Lembremo-nos dos idosos despejados em lares a quem os governantes e irresponsáveis conselheiros e especialistas negaram ou dificultaram profundamente a visita e carinho dos seus familiares. Ou todos aqueles que em idade avançada e tendo até seguido escrupulosamente as recomendações de inoculação, se vêem privados da companhia da sua família alargada precisamente na altura do Natal em que, quiçá pela última vez, poderiam conviver com todos os seus.

A lista de exemplos de pessoas espezinhadas e obrigadas a penosos sacrifícios e sevícias morais, psicológicas, atentatórias do seu bem-estar e que esbulham o seu futuro é quase infinda.

Destaco apenas mais um grupo, o das crianças e jovens privados de um verdadeiro ensino, com aulas presenciais, em resultado das regras maníacas e absurdas definidas centralmente nos corredores das agências do Estado. O impacto desta privação perdurará ao longo de toda a sua carreira escolar e profissional.

Ora, o Natal é um tempo Santo que não é compatível com uma espécie de conspiração de silêncio da sociedade e em particular das chamadas elites formadoras de opinião em torno do tanto que o Governo tem prejudicado as famílias portuguesas a pretexto do vírus da moda.

O Natal é um momento em que não só devemos cumprir as nossas obrigações sociais, em particular para com os que nos são mais próximos, mas também uma festa para desfrutar do encontro e da companhia de todos os nossos familiares, e quanto mais alargadamente e juntos for possível, celebrar o nascimento do menino Jesus e com Ele não ter medo de viver.

O meu vídeo de hoje, aqui:

a doutrina rio

19 Dezembro, 2021
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“Rio é o herdeiro de uma certa tradição da direita nacional que Eça sumariava na gravitas profunda do Conselheiro Gama Torres: Salazar, Cavaco, Rio. Homens de poucas palavras, inquestionável auctoritas”.

Votar ou não na IL

17 Dezembro, 2021

Politicamente sou um liberal. Já em termos pessoais é irrelevante se sou ou não conservador, desde que o liberalismo, como eu o entendo, seja sobretudo um “vive e deixa viver”, uma apologia da tolerância. Em suma, defendo a liberdade de fazer e dizer asneiras, defendo a evolução espontânea das tradições e das instituições, as quais devem ser defendidas e não manipuladas de cima para baixo, sobretudo em nome de uma falsa neutralidade libertadora. Irrita-me, por isso, um certo tipo de liberalismo de inspiração utilitária, supostamente científico, que defende esta doutrina por ser a que traz mais benefícios à sociedade. Não é essa a minha linha de pensamento; sou liberal porque me arrogo no direito natural de fazer o que entendo, mesmo que isso possa estar errado. Em sociedade, as formas fundamentais para coordenar espontaneamente esses direitos naturais são o mercado e os direitos de propriedade. É preciso protegê-los.   

Posto isto, quem “não deixa viver”? Como é evidente, a maior ameaça ao “vive e deixa viver” é o monstro estatal, são as novas e velhas ideologias de cariz totalitário que o estado protagoniza frequentemente, funcionando como uma espécie de mestre de uma tirania da maioria.

Há uns anos, em Portugal surgiu um partido intitulado liberal que aparentemente se situa na minha linha de posicionamento filosófico: a Iniciativa Liberal.

Atalhando: no dia 30 de janeiro ou votarei IL ou não porei os pés na escolinha na qual costumo votar. Parto do princípio de que vou eleger deputados e não futuros ministros, pelo que é muito importante saber quem serão as pessoas elegíveis no distrito do Porto.

Carlos Guimarães Pinto, pessoa que estimo bastante, é sem dúvida um bom cabeça de lista. Mesmo não concordando com tudo o que ele diz ou escreve, é um valor seguro para o campo liberal. No entanto, apesar do palco que teve estes anos, pouco o ouvi sobre este ataque ignóbil à liberdade que tem sido a gestão da palermia. Terá, com certeza, oportunidade de corrigir este quase silêncio durante a campanha. Se o fizer, em modos que eu considere aceitáveis, terá o meu voto, se se cumprirem as condições seguintes:

– Que o partido se assuma como fortemente opositor da tendência totalitária em curso, em especial na sua vertente sanitária.

 -Que eu não tenha reservas éticas sobre nenhum membro da lista da IL no Porto, em lugar elegível.

DGS tem Graça

15 Dezembro, 2021

No website da Direcção Geral de Saúde escreve-se que a DGS é «uma fonte informativa de inquestionável utilidade» e acrescenta-se que a organização se caracteriza pela sua «capacidade estratégica, competência, inovação e transparência». Como há por aí gente a espalhar notícias falsas quero assegurar-vos que o que vos transmiti anteriormente não foi retirado de nenhuma conta paródia, nem consta que o site da DGS tenha sido alvo de ataque por parte de piratas palhaços.

Dito isto, parece-me que dos qualificativos usados o mais acertado e justo de atribuir à DGS é o de ser uma entidade inovadora. O facto de a sua directora-geral não trabalhar com computadores e provavelmente usar ainda o minitel em vez da Internet terão sido algumas das razões para termos assistido ao longos dos últimos 21 meses a um salto de inovação sem paralelo na história mundial que foi o de a DGS esquecer por completo todos os princípios básicos de saúde pública validados e adensados durante as décadas anteriores para, ao invés, ter posto em prática políticas e medidas experimentais inovadoras a pretexto do “combate” a um vírus respiratório.

Alguns exemplos da vanguarda da DGS na gestão desta epidemia são a descoberta de que o vírus não ataca anões com menos metro e meio, e por isso o uso de máscara nos restaurantes é obrigatório quando se está de pé, mas não quando se está sentado; a revelação à humanidade pela magnífica equipa da Dona Graça de que o vírus da covid19 é noctívago e por isso a DGS recomendou às pessoas não saírem de casa à noite; ou a inteligente medida para trocar as voltas ao vírus fechando o comércio durante as tardes de fim-de-semana e obrigando a ajuntamentos de clientes durante as manhãs.
Enfim, a lista de evidências da espantosa competência e rigor científico da DGS é tão extensa que, como se diz no site oficial desta agência do estado é «inquestionável a sua utilidade».

Já atribuir a categoria de «Autoridade Nacional de Saúde» à DGS será menos consensual. Isto porque são vários os candidatos a esta designação. O Conselho Nacional de Saúde Pública parece ter saído da corrida porque desde o início de 2020 quando emitiu pareceres não alinhados com o governo perdeu toda a sua reputação. O Colégio da Especialidade de Pediatria da Ordem dos Médicos esteve bem posicionado, mas desde que o seu presidente considerou que vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos é «desproporcionada» e «desnecessária» ficou para segunda escolha. Dada a insolência deste órgão a DGS constituiu especificamente uma Comissão Técnica da Vacinação contra a covid-19, mas este colégio de especialistas afinal considerou prudente aguardar antes de avançar com vacinação universal deste grupo etário, e por isso foi desclassificado. De forma que o Dr. Paulo Portas, visionário e principal promotor da aplicação de telemóvel de rastreio da doença e o Dr. Marques Mendes, porta-voz informal do hipocondríaco e mexeriqueiro encartado do regime estão em vias de destronar a DGS enquanto Autoridade Nacional de Saúde.

De qualquer forma, como é António Costa que decide sobre matérias de saúde pública conforme lhe der mais jeito para se manter no poder, os portugueses poderão continuar perfeitamente descansados e confiantes na excelência técnico-científica da DGS, nomeadamente para acompanhar e aconselhar a população também sobre todas as outras doenças que matam muito mais pessoas do que a covid19.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Estranhos vão os tempos

15 Dezembro, 2021

O Pedro Almeida Vieira que está a levar pela frente o projecto PÁGINA UM chama a atenção para a dualidade de critérios que vigora quando se fala de jornalismo:

O embuste sistémico

12 Dezembro, 2021

Hoje no Observador escrevo sobre o embuste sistémico. Comecemos pelo do racismo sistémico. «Uns peritos da ONU visitaram Portugal durante uma semana. Chocaram-se com a presença do “passado colonial” e afiançam que “Portugal ainda tem uma narrativa colonial tóxica” Para compor o ramalhete das indignações à medida, em tudo o que mexia estes peritos entreviram racismo: morreu um preso numa cadeia portuguesa? É racismo. Apanharam um táxi que se recusa a entrar na Cova da Moura? É racismo. A propósito desta ida de táxi à Cova da Moura não posso deixar de sugerir aos peritos que da próxima vez que vierem a Portugal se instalem num hotel próximo da Cova da Moura. Desse modo constatarão os inúmeros problemas que afectam os residentes da zona sejam eles afrodescendentes, celtiberodescendentes ou visigododescendentes»

A ouvir… e ver

11 Dezembro, 2021

Portugal declara-se independente de Lisboa

10 Dezembro, 2021

A convite da Oficina da Liberdade, José Rentes de Carvalho descreve no Observador o seu sonho de Portugal se declarar independente de Lisboa.

Por vários sentimentos e razões, as palavras do Presidente e a interpretação do jornalista vieram sacudir uma velha ideia minha: a de que Lisboa é um enclave, povoado de gente com uma nebulosa ideia do país a que pertence, e recordar o sonho que há muito acalento, o de que numa manhã de sol o rádio me acorde com a notícia de Portugal se ter declarado independente de Lisboa.

O texto completo, imperdível, encontra-se aqui com o título “Bolsa larga, barriga cheia

Parecer do Conselho Consultivo de Pediatria da Direcção Geral da Saúde

9 Dezembro, 2021

Obtivemos o parecer secreto, que agora divulgamos.

Parecer do Conselho Consultivo de Pediatria da Direcção Geral da Saúde

Em conclusão da assembleia extraordinária realizada, aconselhamos a instituição requerente, a Direcção Geral de Saúde, a inocular todos os cidadãos com idades compreendidas entre os cinco e os onze anos de idade com a substância já comprada à Pfizer/BioNTech de acordo com o parecer técnico do senhor doutor Paulo Portas, do senhor doutor Rodrigo Guedes de Carvalho e dos restantes senhores doutores que exercem teleconsulta em todos os programas de televisão onde obtemos o conhecimento científico que nos permite também acrescentar que a senhora doutora Graça Freitas tem feito aparições televisivas muito informativas e, porque não dizê-lo?, muito sexys.

Como comentário adicional a este parecer secreto, gostaríamos de agendar já a reunião deliberativa das culpas técnicas a atribuir aos palermas que diligentemente vão inocular os pirralhos com esta merda. Sugerimos a próxima quarta-feira.

Pel’O Orgão Consultivo Secreto,

Zé Mengele, doutor de putos

Covid e crianças: a diferença entre o diz-se o é

9 Dezembro, 2021

Jacinto Gonçalves, Vice-Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia: «na Europa estamos no prelúdio duma nova vaga, ainda da variante Delta, precedida como de costume, duma campanha alarmista nos media, que suscita o medo. O aparecimento da nova variante Ómicron, provocou reacções desajustadas e irracionais. É totalmente insensato fechar uma urgência pediátrica e uma consulta de pediatria num hospital só porque um dos médicos que lá trabalha testou positivo. É possível continuar a trabalhar em segurança sem pôr em causa o “superior interesse da criança” garantida pelo Decreto 49/10 de 12 de Setembro, promulgado pelo saudoso Presidente Mário Soares. Diz-se nos telejornais que há imensas crianças infectadas e que por isso devem ser vacinadas; mas não há crianças com Covid 19 nos cuidados intensivos pediátricos, o que prova, tal como a baixíssima mortalidade, que a expressão clínica da doença nas crianças e jovens é extremamente benigna

A sério? Como é possível tal ausência? Tal perda?

8 Dezembro, 2021

Eduardo Cabrita anunciou que não volta a candidatar-se ao cargo de deputado.

“Campanha Viajar sem Pressa” – no próximo ano não querem convidar os membros do Governo?

8 Dezembro, 2021

Só não sintam vergonha por tomarem a vacina

6 Dezembro, 2021

Não há motivo para se envergonharem de terem tomado a vacina. Eu sei que o entusiasmo de receber uma droga experimental grátis, paga com o desemprego e cancros por diagnosticar, leva a que queiramos que o resto do mundo sinta a mesma transcendência que sentimos, mas nem todos estão preparados para providenciar a benção dos vossos actos com narcóticos através da participação obrigatória nessas actividades recreativas.

Bem sei que se todos lambessem a tampa da sanita não teríamos que andar às escondidas a sentirmo-nos oprimidos por uma sociedade que nos condena, mas estamos no século XXI e esses assuntos já não são tabu. Podeis lamber a tampa da sanita da big pharma tranquilamente sem precisar de anunciar ao mundo a obrigatoriedade para todos que legitimaria os early adopters, que os faria sentirem-se bem com esse salto de fé para uma religião de obscurantismo.

Houve um tempo em que fez sentido falar de liberalismo, liberdade e coisas bonitas de jardins floridos, mas hoje, que já se assimilou que bancos de jardim são para estarem vedados sob risco de pessoas mostrarem sinais exteriores de vida, o próprio termo já só tem significado como farsa. As escolas estão cheias de crianças e adolescentes mascarados, desprovidos de identidade, mesclados num “eu” colectivo de resignação à anódina existência de pacientes em potência. Agentes de contaminação. O ser humano como destruidor da humanidade por desprovido de fé na “ciência” estabelecida por evangelistas de TV, uma Igreja Universal do Reino da Pfizer com bispos e diáconos que apregoam as virtudes públicas que asseguram a riqueza necessária para os vícios privados.

Se até o lotus pode desabrochar na lama, qualquer um pode obter a luz que o conduza à plenitude da existência. Mas há, porém, um caminho a percorrer e esse é, inevitavelmente, um caminho individual. Ou como diziam os árabes antigos, a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro.

Encontrar-nos-emos novamente, seja como humanos, seja como animais, seja como uma ínfima parte de cada um de nós agrupado molecularmente num novo coronavírus. Até lá, meditemos em privado.

É o Estado de Direito socialista a que temos direito

5 Dezembro, 2021

Foi assim com o caso Casa Pia. Foi assim com Sócrates. É assim com Eduardo Cabrita: além do motorista-bode expiatório temos invariavelmente a reiteração do “Estado de Direito a funcionar”. Hoje, no Observador, trato do lugar perigoso a que nos conduziu a banalização da ideia de que enquanto não há uma acusação do ministério Público não há responsabilidade: “Seja na política, na vida de cada um, nas empresas ou nas escolas, o certo e o errado não podem ser definidos por despachos do Ministério do Público. E não podemos, nós e quem nos governa, permitir que o Estado se substitua à consciência. Não por acaso vivemos num quotidiano cada vez mais criminalizado enquanto actos que sabemos errados não sofrem qualquer censura porque não foram considerados crimes.

Certificado da nossa decadência

3 Dezembro, 2021

«A melhor forma de controlar um povo e controlá-lo em absoluto é retirar um pouco da sua liberdade de cada vez, erodindo direitos de mil e uma diminutas e quase impercetíveis maneiras. Assim, as pessoas não sentirão a perda desses direitos e liberdades até um ponto em que essas mudanças já não poderão ser revertidas». Esta citação circulou abundantemente nas redes sociais, mas foi erradamente atribuída a Adolf Hitler. Mesmo que nunca a tenha escrito no Mein Kampf nem conste que alguma vez a tenha proferido, quem a lê reconhece o nazismo implícito na mesma. É verosímil.

A supressão da liberdade individual por meio da aplicação de coerção física directa e ostensiva é um meio pouco sofisticado e, a prazo, insustentável de manter pois fomenta resistências e boicotes. Já a manipulação, condicionamento psicológico e controlo comportamental que assente na persuasão ao consentimento por parte da maioria das pessoas, permite a manutenção mais prolongada do status quo.

É num estado de “amor pela servidão” – como lhe chamou Aldous Huxley – que estamos há 20 meses desde que nos impingiram uma narrativa de medo a um bicharoco chinês. Os governantes e políticos em pânico por não conseguirem aceitar a sua impotência perante um fenómeno natural que é uma epidemia respiratória que se transmite por todo o mundo, repetidamente colocaram a sociedade em stress psicológico através de políticas e declarações públicas próprias de perigosos demagogos que, amplificadas à escala planetária por uma comunicação social rendida a “jornalismo” de causas e desejosa de drama e tragédia para atingir shares de audiências, coloca as decisões dos nossos dirigentes no limite de se poderem considerar terrorismo de Estado.

Mas o terror deixa o povo manso e dócil e se combinado com a perspetiva ilusória de esperança no relaxamento das normas (“duas semanas para achatar a curva”; “contenção para salvar o Natal”; “restrições só até a vacina chegar”, etc.) é um método quase infalível de dissolução da sociedade e de aceitação generalizada de tudo o que seja determinado por quem está em posição de poder.

É neste quadro que a oligarquia controladora, aproveitando o estado de alucinação e hipnose colectivas que vivemos, introduz o mecanismo de segregação social proto-nazi da obrigatoriedade do certificado cov19 para inúmeras actividades da vida quotidiana, excluindo na práctica os não-vacinados da vivência em comunidade. Para tal é invocado o pretexto da defesa da saúde pública. Mas o conceito de “saúde pública” não pode ser questionado e tudo é tratado como uma questão meramente técnica só ao alcance do discernimento de uns eleitos. Porém, todos os efeitos colaterais de ordem económica, social e política são totalmente esquecidos e convenientemente negligenciados.

Como escrevia recentemente Lord Sumption, não havendo limites ao que uma maioria assustada pode legitimamente impor aos outros e na ausência de escrúpulos morais na busca do que se pensa ser um bem público, os seres humanos são reduzidos a meros instrumentos de política de Estado. Ultrapassada esta linha de decência e de moral, deixamos de viver numa sociedade aberta.

Os certificados cov19 não são um instrumento benigno e dizerem-nos que não há alternativa ao passaporte sanitário para um regresso ao “velho” normal, é falso. O que possa parecer à primeira vista uma mudança trivial nas nossas vidas, é na verdade uma perversão de uma sociedade livre e democrática. É transformar uma sociedade com indivíduos naturalmente livres, numa sociedade em que são os organismos do Estado a conceder a seu critério permissões de liberdade condicionada. É uma alteração profunda e radical da nossa civilização em que a liberdade individual fica limitada àquilo a que for dado explícita permissão.

Ademais, é fácil de ver o plano inclinado ou mesmo o precipício a que a aceitação do certificado cov19 nos levará. Hoje são pedidas duas doses de vacina, em breve serão exigidas três e quatro e cinco. No Reino Unido, por exemplo, já todos os adultos passarão a ser inoculados de três em três meses. Em breve o fascismo sanitário chegará ao comportamento dos obesos, depois dos fumadores e seguidamente dos apreciadores de bebidas alcoólicas e a todos os que quem está no pináculo da pirâmide social determine serem úteis remover da sociedade ou passíveis de ser castigados pela sua não-conformidade às regras estabelecidas.

Os certificados nada têm que ver com a saúde pública e muito menos com a saúde de cada um de nós. Trata-se tão somente de um passo muito relevante para a institucionalização da segregação social e a demonização de grupos de pessoas. Quem manda e promove este tipo de cultura vê o mundo de forma maniqueísta, separando pessoas sujas das limpas, irresponsáveis das responsáveis, maus cidadãos dos bons cidadãos.

A Covid19 tem, no entanto, uma grande virtude que é a de expor o autoritarismo e sentimento de vingança repreendida que estavam latentes e escondidos em tanta gente.

Todavia, acusar sem qualquer base científica uma minoria de pessoas de colocar em perigo a restante população e de serem assassinos em potência é aceitar o alibi da tirania permitindo a que quem está no poder controle o comportamento das pessoas, ao mesmo tempo que distribui um bálsamo ilusório de boa consciência à maioria colaboracionista com a infâmia dos certificados sanitários.

É lógica da barbárie manter um bode-expiatório para que os bárbaros que nos governam evitem no futuro ter de se confrontar com a sua consciência e os remorsos de um sentimento de culpa interior que os desassosseguem a prazo.

A patifaria de considerar o que já é uma doença endémica uma “pandemia de não-vacinados”, tal como fazem alguns comentadores televisivos, além de uma desonestidade intelectual primária e uma ignóbil acusação é uma antecâmara para a criação de castas na população.

Mas revela também que os políticos e as classes dirigentes estão aflitos e receosos de que o actual ainda pequeno grupo de gente que mantém espírito crítico sobre a vertigem maníaca dos governos em criarem estados bio-securitários e os ainda escassos grupos de portugueses que mantêm a sua tenacidade na defesa da liberdade venha a tornar cada vez mais evidente a covardia pandémica e expor os atentados e crimes que têm vindo a ser cometidos desde Março de 2020.

Embora as notícias não passem nas televisões portuguesas nem nos jornais nacionais, são já muitas centenas de milhar de pessoas que por essa Europa fora vêm todos os dias para a rua em defesa da sua dignidade enquanto seres humanos, manifestando repúdio pelas restrições imorais às suas liberdades.

A condição humana nem sempre é bonita e a preservação da liberdade individual por vezes exige dizer coisas pouco simpáticas para que possamos assistir a uma regeneração e voltemos gradualmente a uma sã convivência.

Se a verdade deixa algum leitor incomodado, então culpe a mentira que o deixa confortável.

Certificado da nossa decadência, texto publicado originalmente na coluna semanal da Oficina da Liberdade no jornal Observador.

O problema é que o Estado de direito já não funciona como funcionava

3 Dezembro, 2021

“Eu sou passageiro! É o Estado de direito a funcionar!” – responde o ainda ministro Cabrita aos jornalistas que o interrogam sobre a velocidade a que seguia o carro em que viajava quando foi mortalmente atropelado o trabalhador Nuno Santos. É sem dúvida o Estado de direito a funcionar. O Estado socialista.

É cúmplice?

2 Dezembro, 2021

Palhaços pobres

1 Dezembro, 2021

A história da carochinha é a seguinte: no ano passado sacrificamos Novembro para salvar o Natal de 2020. Não nos portamos bem nessa altura e Janeiro foi terrível. No primeiro trimestre de 2021 contivemo-nos entre Janeiro e Março para salvar a Páscoa. Depois, para não perdermos as férias de Verão, tivemos de ser conscienciosos até Agosto. Posteriormente repreenderam-nos por termos sido demasiado irresponsáveis durante o tempo quente e agora neste Inverno estamos perante o drama terrível da ómicron, apesar de sermos os melhores do mundo em taxa de inoculações. Enfim: quando é a maior parte das pessoas percebe que está a ser gozada à grande, tratada como pacóvios imbecis e carneiros acéfalos que seguem qualquer cantilena sádica e manipuladora dos políticos?

No momento em que a União Europeia fechava as fronteiras aos países da África Austral, Marcelo viajava para Angola e um par de dias antes de serem anunciadas as novas medidas restritivas o Presidente da República esteve numa festa, em local fechado apinhado de gente sem máscara aos pulos e a cantar. O leitor não sente que quem está no poder está a fazer de si um palhaço, ainda por cima pobre?

Quanto às vacinas, elas eram absolutamente fantásticas, mas afinal precisam de vários reforços e o Reino Unido vai até alargar a inoculação de todos os adultos para uma periodicidade de 3 em 3 meses. Por outro lado, vários países querem vacinar as crianças que não adoecem de covid com uma vacina que além de não lhes ser útil não impede a transmissão a adultos que supostamente já estariam protegidos contra a covid. O leitor tem noção da inversão de valores e da total falta de ética em usar crianças para disfarçar a cobardia e hipocondria dos adultos?

Na Alemanha uma pessoa em sofrimento atroz que queira ser eutanasiada é obrigada pelas autoridades locais a apresentar previamente um certificado cov19 comprovativo de que não tem o vírus. Na Nova Zelândia a respectiva primeira-ministra numa conferência de imprensa anunciou que a partir deste momento as pessoas teriam o luxo (nas palavras dela, luxo) de poder voltar a usar as casas de banho em casa de amigos. Está a ver a alucinação e tragicomédia em que o querem envolver?

Cá a palermice e irresponsabilidade também imperam. Paulo Portas farta-se de chamar negacionistas a todos os que têm opinião e angulo de análise diferente dele e teve em directo na televisão o desplante obsceno de dizer que “felizmente houve medo” na sociedade que induziu as pessoas numa procura acrescida pelas vacinas. O ex vice primeiro-ministro, parolamente visto como um comentador informado, é também useiro e vezeiro na propagação da mentira do conceito retorcido da “pandemia de não-vacinados”. E até gente tida por liberal como Adolfo Mesquita Nunes acrescenta elaborando teses mirabolantes sobre os certificados darem liberdade às pessoas. O leitor já reparou como se passa facilmente de uma sociedade com indivíduos naturalmente livres para uma sociedade em que são os organismos do estado a conceder a seu critério permissões de liberdade condicionada?

E, evidentemente, com a aquiescência do hipocondríaco de Cascais, António Costa e o Governo decretaram por antecipação uma situação de calamidade que não existe e determinou que essa calamidade inexistente se prolongará até Março de 2022. A generalidade dos comentadores entende ser isto o regular funcionamento das instituições e parece que não há nenhum partido político que se digne levar a questão ao tribunal constitucional.

Vai ficar tudo mal!

Em vídeo, aqui:

O Estado de Direito morreu

30 Novembro, 2021

Morreu, outra vez:

Artigo publicado originalmente no Jornal I (aqui) e disponível também no website da Ordem dos Advogados (aqui).

Felizmente houve medo

28 Novembro, 2021

Felizmente houve medo que provocou uma diferença enorme na procura

Paulo Portas, sobre a covid19 e vacinação.

TVI, 28/nov/2021

O ascensor no r/c

27 Novembro, 2021

De novo a convite da Oficina da Liberdade, José Rentes de Carvalho escreve no Observador:

Há gerações sem conta que assim se mantém a vida no nosso Portugal, onde com tapete vermelho, vénia e rapapés, a uns tantos é apontado o ascensor-expresso, para que nele subam aos andares mais altos. Uma mão-cheia de sortudos ainda é capaz de chegar ao segundo ou terceiro, mas os restantes, quando passam na rua vêem o ascensor parado no rés-do-chão, às vezes com um papelucho onde se lê “Avariado”, nele uma seta a indicar as escadas.

(…)

Agora com as eleições à porta mais me entristecem as parangonas nos media e a verborreia dos políticos, o cinismo das suas juras a demonstrar a pouca conta em que têm o cidadão, tomando-o por débil mental, repetindo promessas que, em falta de vergonha e desprezo por quem as ouve, não desmerecem das que garantem os bufarinheiros.

O delicioso texto completo aqui.

Sinais de esperança

24 Novembro, 2021

No passado, o antigo dirigente do partido socialista e ex-presidente da Assembleia da República, Jaime Gama apelidou Alberto João Jardim de Bokassa, a propósito do que na altura considerava o défice democrático na região autónoma da Madeira. Bokassa foi um auto-declarado imperador da República Centro-Africana, um ditador sanguinário e sem escrúpulos.

Nos últimos dias, Miguel Albuquerque assinou um decreto que coloca na práctica em prisão domiciliária uma camada da população considerada perigosa e suja por não estar vacinada contra uma doença que está muito longe de ser das mais perigosas para a vida humana. Mas, nem estas decisões políticas (com paralelo óbvio nas ordens de segregação social da Alemanha dos anos 30 e 40 do século passado), nem o facto de o actual presidente do Governo Regional Madeira ter sido durante muito tempo o delfim de Alberto João Jardim desperta nos bem-pensantes urbanos com acesso ao espaço mediático a dúvida sobre se haverá também hoje na Madeira algum défice democrático ou eventualmente algum ataque grotesco à liberdade das pessoas.

A vontade do governo da Madeira de colocar em isolamento domiciliário pessoas saudáveis não vacinadas contra a covid19 e exigir certificado e testes para as actividades de uma vida normal teve a aparente concordância de toda a classe política, com a honrosa excepção da Iniciativa Liberal.

Ainda que Miguel Albuquerque tenha tido a delicadeza de um brutamontes e usado de bazófia arrogante pestilenta para dizer que se estava a marimbar para a flagrante inconstitucionalidade e ilegalidade das medidas, esta decisão do governo regional tem implicações bem mais fundas do que o incumprimento do estado de direito.

Ao contrário dos bons princípios de saúde pública, acusar uma minoria de pessoas de colocar em perigo a restante população e de serem assassinos em potência é aceitar o alibi da tirania para que quem está no poder controle o comportamento das pessoas, ao mesmo tempo que distribui um bálsamo ilusório de boa consciência à maioria colaboracionista com esta infâmia e desumanização gritante da sociedade.

É da lógica da barbárie manter um bode-expiatório para que os bárbaros que nos governam evitem no futuro ter de se confrontar com a sua consciência e os remorsos de um sentimento de culpa interior que os desassosseguem a prazo.

A patifaria de considerar o que já é uma doença endémica uma “pandemia de não-vacinados”, tal como Paulo Portas fez no seu último comentário televisivo, além de uma desonestidade intelectual primária e uma ignóbil acusação é uma antecâmara para a criação de castas na população e uma estigmatização da sociedade.

Mas revela também que os políticos e as classes dirigentes estão aflitos e receosos de que o actual ainda pequeno grupo de gente que mantém espírito crítico sobre a vertigem maníaca dos governos em criarem estados bio-securitários e os ainda escassos grupos de portugueses que mantêm a sua tenacidade na defesa da liberdade venha a tornar cada vez mais evidente a covardia pandémica e expor os atentados e crimes que têm vindo a ser cometidos ao longo dos últimos 20 meses.

Mas há sinais de esperança e embora as notícias não passem nas televisões portuguesas nem nos jornais nacionais, são já muitas centenas de milhar de pessoas que por essa Europa fora vêm para a rua em defesa da sua dignidade enquanto seres humanos manifestando o repúdio pelas restrições imorais às suas liberdades e rejeitando na sua vida quotidiana obedecer às sufocantes e injustas normas dos respectivos governos.

Em vídeo, aqui:

O cubículo

22 Novembro, 2021

Ferro Rodrigues: “Aconselhei sempre António Costa a não fechar as portas ao PSD

Ferro Rodrigues: Paulo Rangel? “Não tenho ideia. Não conheço

Desmistificando o efeito da vacinação

21 Novembro, 2021

Neste artigo de um médico sueco explica-se que os países que têm neste momento baixas taxas de mortalidade têm em geral taxas de vacinação tão altas quanto as dos países que têm elevadas taxas de mortalidade. Ou seja, a vacinação em si mesma parece não estar a ter impacto significativo.

Defende-se ainda no artigo que nos países que desenvolveram maior imunidade natural graças ao facto de terem tido alguns meses adicionais de forte disseminação da covid-19 durante a Primavera de 2020, a epidemia já terminou (vírus tornou-se endémico) e que não deverão sofrer novas grandes vagas no futuro. Destaca-se a este propósito o exemplo de Israel com altas taxas de vacinação, mas que como no início do Outono de 2021 teve menos meses de propagação da pandemia (e, portanto, tinha uma proporção menor da população com imunidade natural à infecção desenvolvida anteriormente) está actualmente a registar uma quarta vaga.

Por fim, lembra-se que está já bem estabelecido que a imunidade conferida pela infecção é muito mais durável do que a imunidade conferida pela vacinação. A imunidade gerada pelas vacinas é passageira.

O texto completo na versão original em Inglês pode ser lido aqui e só os verdadeiros negacionistas entenderão como heresia o que Sebastian Rushworth argumenta. Quem quiser pensar, .

A Literatura antecipa sempre a realidade

21 Novembro, 2021

Hoje no Observador recordo aquela carta que um aterrorizado Dâmaso escreveu a Carlos da Maia, para evitar que este o desafiasse para um duelo. A semelhança é aterradora: «À medida que lia a sucessão encastelada de justificações do injustificável pronunciadas por Marcelo  “Eu entendi, fiquei com a impressão de que o senhor ministro tinha tomado essa decisão com base em opinião jurídicas não disse escritas, disse opiniões jurídicas, eu chamei-lhes pareceres jurídicos, podem ser pareceres verbais….” das profundezas da memória chegava-me, escarninha e trágica a carta que o Dâmaso Salcede escreveu a Carlos da Maia: «Ex. mo Sr. Tendo-me Vossa Excelência, por intermédio dos seus amigos João da Ega e Vitorino Cruges, manifestado a indignação que lhe causara um certo artigo da Corneta do Diabo, de que eu escrevi o rascunho e de que promovi a publicação, venho declarar francamente a Vossa Excelência que esse artigo, como agora reconheço, não continha senão falsidades e incoerências

Os amanhãs cantantes e descarbonizados da Lusa

21 Novembro, 2021

LUSA: «Portugal deixou definitivamente de usar carvão para produzir eletricidade. Sábado foi o primeiro dia de produção de eletricidade sem recurso de carvão, depois de a Central do Pego ter esgotado o stock que tinha, apesar de estar licenciada para funcionar até ao final do mês.»

Querida Lusa, seria bom acrescentar “Portugal passa agora a comprar energia mais cara proveniente das centrais a carvão de Marrocos”

Que grande estima!!!

20 Novembro, 2021

«Milhares de pessoas em manifestação da CGTP em defesa de melhores salários. A organização estima que tenham participado nesta ação cerca de 20 mil pessoas vindas de todo o país, em mais de 50 autocarros e em dois comboios, provenientes do Porto» Cerca de 20 mil pessoas? É o que se chama uma grande estima nesta estimativa.

Bode expiatório

19 Novembro, 2021

É da lógica da barbárie quem está em posição de poder (e os seus colaboracionistas) querer deixar uma ínfima parte da sociedade não-vacinada.

Se assim não fosse, estariam a usar outras técnicas de informação e recomendação para os não-vacinados, e não usariam a ameaça e a coação, completamente ineficazes nesse objectivo e até contraproducentes.

Mas o objectivo não é que os actuais 4% de não-vacinados se vacinem. O objectivo é manter 4% de pessoas não-vacinadas. Ou 3%, ou 2% também serve. Mas o fundamental é ter sempre “negacionistas” e “anti-vaxxers”, nem que seja preciso inventá-los…

Com um bode-expiatório os bárbaros evitarão no futuro ter de se confrontar com a sua consciência e minimizarão remorsos ou sentimentos interiores de culpa que os desassosseguem a prazo.

E nestes casos vamos confinar?

19 Novembro, 2021

Infeções por bactérias resistentes originam anualmente 1.160 mortes em Portugal

Cancro do pulmão matou 4797 pessoas em Portugal em 2020

Enfarte mata em média 12 portugueses por dia

Negacionismo dos “Negacionistas”

19 Novembro, 2021

Chegará o momento em que aqueles que conhecem “negacionistas” os negarão conhecer.

(Caravaggio, 1610 “A negação de Pedro”)

Ora, Simão Pedro e outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo-sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo-sacerdote. Pedro, porém, ficou parado junto à porta, do lado de fora. O outro discípulo – o que era conhecido do sumo-sacerdote – saiu, falou com a porteira e fez Pedro entrar. Então a porteira, uma jovem serva, disse a Pedro: «Não és, também tu, um dos discípulos desse homem?». Disse ele: «Não sou». Estavam ali parados a aquecer-se os servos e os guardas, que tinham feito uma fogueira, porque estava frio. Também Pedro estava com eles, parado, a aquecer-se.
(…)
Entretanto, Simão Pedro continuava parado, a aquecer-se. Disseram-lhe então: «Não és, também tu, um dos seus discípulos?». Ele negou e disse: «Não sou». Disse um dos servos do sumo-sacerdote, familiar daquele a quem Pedro cortara a orelha: «Não te vi eu no jardim com Ele?». Pedro negou de novo, e imediatamente um galo cantou.

(Jo 18 | 15-18; 25-27)

Manifesto Anti- Camilo

18 Novembro, 2021

Conhecia a figura através dos jornais e das aparições televisivas. Tal como qualquer parlapatão que se preze, Camilo Lourenço era e ainda é um bom comunicador. Pessoalmente, tive um, felizmente breve, encontro com a peça. Numa tertúlia patrocinada pela Oficina da Liberdade, fui moderador de um debate entre Daniel Bessa (a única estrela desse debate) e este transmissor tonitruante de lugares comuns da suposta direita. Para a tertúlia em si, penso que foi útil da mesma forma que o truão é útil a entreter a corte. Nada mais que isso. O sumo e mesmo os soundbytes que arrancaram aplausos da sala pertenceram a Daniel Bessa, um senhor de outra estirpe, mesmo não sendo de direita. Entretanto, Camilo tem (ou já tinha) um canal no Youtube, onde todas as manhãs faz o resumo do dia anterior, uma espécie de envelope matinal de notícias escolhidas e comentadas. Teatral, frequentemente burro, Camilo não deixa de ser aos olhos da direita (e aos meus, evidentemente) o seguinte:

“É burro, é um parlapatão, mas é o nosso burro parlapatão”.

Se o pano já estava impregnado de sujidade, eis que cai a nódoa fatal:

No seu programa matinal, Camilo chamou assassinos aos não vacinados. Leram bem: Assassinos!

Ora, como há limites para tudo, mesmo sendo o nosso burro parlapatão, eu digo:

As opiniões do Camilo cheiram mal.

O Camilo é um ciganão.

O Camilo é intelectualmente vigarista.

Venha a Vacina contra as opiniões do Camilo.

Se o Camilo é liberal, eu sou comunista.

O Camilo é burro.

Morra o Camilo.

PIM!

Com papas e bolos enganam os espertos os povos tolos

18 Novembro, 2021

“É altura de repor aquilo que a troika nos retirou” na área laboral – Mário Mourão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Financeiro e o próximo secretário-geral da UGT.

Nacional-socialismo

17 Novembro, 2021

Nos últimos 100 anos, não é a primeira vez que a Áustria remove fisicamente da sociedade milhares e milhares de cidadãos, mas desde a passada segunda-feira o governo austríaco colocou em prisão domiciliária cerca de dois milhões de pessoas. Todos os maiores de 12 anos que não tenham completado o esquema vacinal contra a covid19 são forçados a confinamento obrigatório.

As simpatias dos austríacos com o antigo partido nacional-socialista fazem parte da história da Europa e não deve nem é justo que por essa circunstância seja lançado um estigma sobre um povo. Tenho esperança aliás de que na Áustria resolverão internamente esta medida desumana de fechar em casa pessoas saudáveis e assistiremos à indignação colectiva e desobediência generalizada a esta ignomínia por parte dos austríacos.

O que me preocupa mais é a forma normal e condescendente com que a comunicação social, grande parte dos comentadores e, verdade seja dita, muitos cidadãos comuns de outros países Europeus e, em particular em Portugal, vêem virtude em políticas medievais repugnantes e infames como a austríaca e que até na televisão venham defender publicamente a sua aplicação imediata também ao nosso país.

Talvez seja um artifício retórico capcioso para preparar as mentes dos portugueses (tolhidos pelo medo e desorientados com tanta estupidez não-científica) aceitarem outras medidas menos gravosas do que a prisão domiciliária, mas igualmente repugnantes e totalmente ineficazes.

Como já se sabe hoje, as vacinas não impedem a transmissão do vírus da covid19 e as pessoas totalmente vacinadas também podem transmitir a doença a outras pessoas. Nas cabecinhas desta gente auto-proclamada virtuosa e limpa não estão, portanto, preocupações racionais de saúde pública. Há sobretudo uma incapacidade de compreensão das razões de quem opta por não ser vacinado.

Como estes novos fascistas sanitários têm grande dificuldade em reconhecer as suas limitações e lhes aflige não compreenderem o fenómeno, têm medo dos não-vacinados e acreditam na fábula de que o melhor é excluir e segregar pessoas saudáveis da vida em sociedade.

Não fico feliz por dizê-lo, mas numa significativa parte das pessoas que apoiam estas esdrúxulas medidas, é impossível não sentir uma motivação punitiva e de vingança. Sem qualquer razão que não seja apenas a sua mesquinhez e patológica vertigem sádica.

A condição humana nem sempre é bonita e a preservação da liberdade individual por vezes exige dizer coisas pouco simpáticas para que possamos assistir a uma regeneração e voltemos gradualmente a uma sã convivência.

O meu vídeo de hoje, aqui: