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Querem falar dos actuais cortes nas pensões? Chamem Mário Centeno

15 Fevereiro, 2022

Os empréstimos a 40 anos no crédito à habitação passaram à história. Agora, por recomendação do Banco de Portugal ou seja de Mário Centeno, os empréstimos do crédito à habitação são a 30 anos, logo as prestações vão ser mais altas. Os bancos procuram deste modo garantir que já terão os empréstimos liquidados. no momento em que os actuais contribuintes ou seja os burlados da pax socialista se reformarem com pensões comparativamente muito mais baixas do que aquelas que as suas contribuições agoram pagam.

Et pourtant

14 Fevereiro, 2022

Os novos duques D’Orléans cantam sem máscaras. Ao fundo os criados de máscara esperam.

Os Orléans do nosso tempo cantam revoltas que visaram outros, enquanto mandam reprimir o povo nas ruas de Paris.

De Portugal foi um Presidente falar da emigração do seu povo ao mesmo tempo que cala o desprezo pelo voto desses mesmos emigrantes. Aos artistas da comitiva parece-lhes bem. Ao PR francês em campanha eleitoral idem.

A ler

14 Fevereiro, 2022

Este texto do João Gonçalves sobre o CDS. O JG tem memória e esteve lá, nesse momento de 2013 em que o irrevogável foi revogado e começou a desenhar-se aquilo que João Gonçalves define como “desgraça do CDS”. O João Gonçalves tem razão. Ele estava lá: «Temos de recuar a 2 de Julho de 2013. Recuo com facilidade porque estava lá. Nesse dia, o então líder do CDS, e ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, desligou os telefones e fez saber que estava “irrevogavelmente” demissionário. Depois da comezinha distribuição dos “lugares” a que esse líder deu toda a importância no início do XIX Governo Constitucional, enquanto MNE começou a desenvolver uma espécie de “diplomacia económica paralela”. Alguns membros do Governo da área da Economia que o acompanharam nessa altura lembram-se bem do exercício, do caricato de certas situações. Da América Latina a África, o homem não parava. Mesmo assim, queria a Economia, de que obteve a “coordenação” enquanto vice-primeiro ministro ex-“irrevogável”. O “delegado” escolhido para a Horta Seca era um amável empresário do CDS, que sucedeu a Álvaro Santos Pereira, alguém permanentemente armadilhado no Governo.»

O que mais iremos ver?

13 Fevereiro, 2022

Hoje no Observador pergunto: «O que levou a todo este alarde em torno de um atentado que não aconteceu?João de imediato foi o terrorista. O terrorista para português ver. Não ponho em causa o acerto e a fundamentação da decisão das autoridades policiais mas daí para a frente tudo me parece desproporcionado e insólito.»

E é isto

12 Fevereiro, 2022

Carlos Abreu Amorim hoje no Observador (para quando aqui no Blasfemias?) «Rui Rio nunca escondeu o que queria nem tentou camuflar a sua visão sobre o papel do PSD. Por exemplo, abdicou de lógicas e instrumentos de Oposição esperando que o poder lhe caísse nas mãos por caducidade natural. Pior, aderiu tacitamente à narrativa do PS sobre a superação da crise e calou-se sobre o melhor da história recente do PSD – ter vencido a bancarrota socialista e colocado o país na via do crescimento económico. Ainda assim foi seguido convictamente pela maioria do partido. E isso tem um preço que só agora o PSD começou a pagar.»

Aposto que o miúdo é do Chega

12 Fevereiro, 2022

Pelo que se vai entendendo das publicações em jornais de expressões e jargão desconhecido para a vasta maioria das pessoas, uma pessoa foi encontrada pelo seu IP numa rede que existe precisamente para obscurecer o IP dos seus utilizadores. Isto é o realismo mágico que tanto caracteriza uma certa literatura sul-americana ou a vida dos toscos que emprenham na protecção comunitária concedida por um certificado digital.

Não posso afirmar que o jovem pretendia ou que não pretendia praticar um acto terrorista. Porém, posso afirmar que este caso é talhado para providenciar uma necessidade que ninguém sabia ter antes, tal como a “vacina” covid, máscara nas fuças ou uma miocardite de estimação. Serve para garantir que nenhum espaço da internet seja livre de observação permanente de uma entidade do bem que tanto assegure o julgamento cognitivo de prevenção de crime de pensamento como a escorreita moral pública. Pensamentos, palavras, actos e omissões. Espera-se a legislação europeia. Não mais se planeara actos terroristas, nem se enviará fotos da pila, nem se organizará manifestações, nem se negacionistará a siensia.

Não fazia mal a uma mosca, diziam. Na realidade, não fez. Talvez fosse fazer, mas se ia, para quê o circo? Não sabemos, mas iríamos saber, se quiséssemos, coisa que não queremos.

Ao c/ dos futuros deputados

11 Fevereiro, 2022
Lesther Alemán
Miguel Mora, periodista y pre-cantidato a la Presidencia de Nicaragua, que fue detenido el pasado verano y ahora ha sido condenado a 13 años de cárcel por conspiración

O estudante Lesther Alemán e o jornalista Miguel Mora foram condenados a 13 anos de prisão nos julgamentos-farsa que estão a ter lugar na Nicarágua.

Do parlamento português que agora vai começar uma nova legislatura espera-se que saia um voto de condenação da tirania instalada na Nicarágua.

E jornalistas avençados daquela lista que o EXPRESSO está para revelar não estarão lá também? Ou quiçá a madrasta da Branca de Neve

10 Fevereiro, 2022

Os novos ministros de Costa

9 Fevereiro, 2022

O anterior governo de maioria absoluta do partido socialista tinha um chefe a que muitos reconheciam traços complexos de um pobre provinciano deslumbrado com as mordomias e sofisticações urbanas. Mas Sócrates, no fundo, foi sempre obcecado com aquilo de que mais gostava: fotocópias. Desse ponto de vista, poderia assinalar-se a honestidade e transparência com que assumia ser o acumular de fotocópias para si próprio o seu objectivo de vida. Um ambicioso desmedido e sem princípios para quem os fins justificavam todos os meios.

Já António Costa, é um balofo instalado na classe dirigente lisboeta que manobra no sentido de se manter no poder, mas, para evitar chatices desnecessárias, prefere alimentar-se não só a si próprio, mas também a uma corte de amigos e fiéis seguidores que mantenham o povo apascentado. Tem, todavia, os mesmos princípios ético-políticos de Sócrates: nenhuns. Com a vantagem de Costa beneficiar de um cúmplice pantomineiro que lhe dá cobertura a partir da Presidência da República.

A colonização dos cargos dirigentes da administração pública com boys do PS, as inúmeras nomeações de familiares para o Governo, o ascendente que o partido socialista tem sobre as das entidades reguladoras, a influência que o PS tem no exercício da Justiça, a cultura de permissividade perante a pequena e grande corrupção e o nepotismo, o domínio das redacções e colunas de opinião na comunicação social, o constante atropelo e menosprezo pelas regras de um Estado de Direito democrático, o assalto fiscal contínuo aos contribuintes, o caos instalado no serviço nacional de saúde muito antes e durante a covid19, o infame crime político de Pedrogão e a falha total do Estado na protecção dos cidadãos durante os incêndios, tudo isto e muito mais foi desculpado a António Costa pela maioria absoluta dos Portugueses. A promessa de migalhas do dinheiro da bazuca europeia deu a ilusão à maioria absoluta dos eleitores que um dia poderiam também vir a beneficiar e pertencer à crescente e inclusiva família socialista.

É este o quadro político geral de alucinação colectiva em que estamos.

Nos próximos dias e semanas vão ser conhecidos os nomes dos próximos ministros, secretários de estado e da catrefada de assessores que os acompanharão. Estas nomeações serão provavelmente a única coisa útil que o primeiro-ministro fará ao país. Desta forma ficaremos a conhecer um a um os nomes dos oligarcas que alinham na rebaldaria governativa e que não têm vergonha na cara de ter um chefe com as características e prática política de Costa. A composição do próximo Executivo tornará assim mais evidente quem colabora para a sistemática degradação ética e moral do nosso país ao aceitar integrar o Governo socialista.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Mortes súbitas: o novo “normal”

7 Fevereiro, 2022

A morte da criança de 6 anos por miocardite, uma semana após inoculação do líquido experimental, depois de já noticiado outros casos de reacções adversas em crianças e jovens, já deveria ter soado todos os alarmes e mais alguns da DGS, Governo, políticos de todos os partidos da oposição e profissionais de saúde, em massa! Mas não. Ao contrário de outros países como o Japão, Dinamarca, Irlanda e Suécia que a suspenderam logo que detectaram algo anormal, nós prosseguimos como se nada fosse até à desgraça final. Faz-se uma autópsia à pressa para determinar a causa da morte mas, em vez disso, foi só com o propósito de dizerem que não foi pela vacina. Não foi? Então do que foi? Do engasgamento que avançaram? Não dizem. E querem que acreditemos neles? (leia aqui este excelente artigo a desmontar esta narrativa)

Ler mais…

Carlos Moedas: o cerco que se segue

6 Fevereiro, 2022

Hoje no Observador trato do cerco que aí vem: «Enquanto o país que quer ficar bem na fotografia pede cerco ao Chega, o PS trata do cerco a Carlos Moedas. A CML ter um presidente não socialista é para o PS um desafio intolerável à sua hegemonia.

Que a extrema-esquerda diabolize o Chega não é de admirar nem de condenar, o que não se pode aceitar é que de imediato o país todo se sinta obrigado a repetir-lhes o mantra, para desse modo obter a versão ideológica do passe sanitário. partidos como o PSD ou a IL não percebem que amanhã eles serão o alvo dos novos cercos. »

Entretanto

5 Fevereiro, 2022

Devem estar a passar a bandeira a ferro

5 Fevereiro, 2022

Estive uma hora à espera que me atendessem no balcão da TAP. Devem estar a passar a bandeira a ferro.

bilhete da província

4 Fevereiro, 2022
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Alguns comentadores do meu último post insurgiram-se por eu ter dito que a Catarina Martins era uma provinciana nascida no Porto. Ora, eu próprio nasci no Porto, vivo habitualmente no Porto e não me importo nada de assumir o epíteto, esclarecendo os leitores indignados que uma coisa é ser provinciano, outra saloio e outra ainda um patego/parolo indecente. Acrescento, aliás, que a província não se exclui do universo da civilização e que, bem pelo contrário, se pode ser provinciano e cosmopolita. A quem não tiver ainda entendido a coisa, resta-me uma sugestão: leiam A Cidade e as Serras.

Ora aqui está um caso exemplar do discurso do amor.

1 Fevereiro, 2022

no regresso aos palcos da invicta

1 Fevereiro, 2022
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Na última década, Catarina Martins representou o socialismo extremista-chique do Bloco de Esquerda. Vinda da província e com uma carreira medíocre no teatro e no teatro da política local, Catarina combinou uma certa doçura com a fúria radical dos enragés de Hérbert, no pico da violência da Revolução Francesa, que ela procurou mimetizar à nossa escala.

A verdade dos factos é que Catarina Martins era um anacronismo provinciano num partido feito de elites da esquerda-caviar e intelectualóide das Universidades de Coimbra e Lisboa, e de certos Centros de Investigação regiamente subsidiados pelo estado, que fizeram do Bloco a sua mais bem sucedida experiência de engenharia política.

Enquanto durou, todos foram muito felizes. Mas, assim a pobre mulher tropeçou nos azares da vida, Boaventura Sousa Santos, o verdadeiro criador da criatura, exigiu-lhe a outrora tão admirada cabeça. Ser revolucionário tem destas coisa: um dia é a tua, amanhã será a minha. Esperemos que não lhe faça muita falta no regresso aos palcos da Invicta.

A improbabilidade de um país provavelmente seu (mas não)

28 Janeiro, 2022

Ao cair do pano de mais uma estimulante campanha eleitoral, impera que se salientem os aspectos mais positivos do amplo debate nacional sobre a situação económica mundial, o papel nacional na diáspora da cultura covid e a galáxia de portugalidade influenciadora no fortalecimento da integração europeia como obtido através do encerramento de fronteiras.

Da miríade de aspectos amplamente positivos desta campanha, tomando por critério a monumental contribuição para o debate popular obtido pelas estimulantes xingarias de vão de escada de candidatos — como transmitidas pela televisão — e posteriormente comentadas de forma épica por profissionais do marketing, cabeleireiros e outros discípulos de mindfulness avançada da escola Paula Bobone, pretendo salientar apenas um deles pela inquestionável influência na geração mais bem preparada de sempre: O Meu Primeiro Voto, do jornal Observador. Para o efeito recorrerei ao método científico de criar um jovem típico para ilustrar uma potencial contribuição real para o programa.

— Dionísio Nume, estudante do mestrado em Interseccionalidade pós-colonial de gaivotas de perna curta, concedeu-nos uns preciosos minutos da sua tentativa diária de masturbação para partilhar as suas emoções acerca do seu primeiro voto.

— Eu penso que o meu primeiro voto vai ficar marcado na história como sendo um voto essencial à sucessão de posteriores votos, até porque este sendo o primeiro é essencial que se realize para que possa existir um segundo voto.

— Dionísio, pensa que os políticos falam para os jovens?

— O que eu penso é completamente original, pelo que terá que ser consequentemente diferente daquilo que os outros pensam. Por isso, devolvo a pergunta para que depois lhe possa responder ao contrário da sua.

— Qual considera ser a maior lacuna na comunicação política para os jovens?

— A maior lacuna é a escola. Os horários escolares dão demasiada ênfase a coisas demasiado factuais e até a outras sem sentido prático como a matemática ou a ciência pré-colonial e pouco tempo às emoções. Nas escolas deveriam ensinar aos jovens como votar, quais são as ideologias, quais as certas e as erradas, quais os partidos que representam essas ideologias e como devemos ser cidadãos informados para votar certo num regime democrático. É com muito pesar que vejo colegas meus completamente inconscientes, que caem no canto do peru…

— …cisne…

— …avestruz da extrema-direita, como o Chega, que quer exterminar todos os esquimós, e o Livre, que quer calar a Joacine Katarina Nogueira.

— Joacine Ka… katar Moreira.

— Isso é racismo. O papel dos jovens é abrir portas que estejam escancaradas através do sistema de ensino de forma a revolucionarmos as mentes das pessoas para a originalidade de um sistema comunitário de redistribuição que permita que nos dediquemos a estudar fenómenos antro e ornitológicos de coação psicológica formatante de uma psique de aceitação da repressão não reparadora de danos do colonialismo expropriador amorfanhante das aves não binárias.

— Essa frase foi densa e em simultâneo desprovida de semântica. Uma mera aglutinação de palavras sem ligação entre elas.

— É uma opinião, a minha é diferente, como já disse.

— Dionísio, obrigado e votos de um bom primeiro voto.

— Foi um prazer. Quer dizer, ainda não, mas vou voltar ao trabalho pelo que em breve será.

Se tivessem Covid então seria caso para polémica assim é uma fatalidade

23 Janeiro, 2022

Duas das crianças feridas em acidente rodoviário em Palmela em estado grave

António Costa no tempo do professor Cavaco

23 Janeiro, 2022

Hoje no Observador trato de um dos tópicos que marca esta campanha do PS: o tempo do professor Cavaco, para usar a terminologia do líder do PS: «Porque está António Costa obcecado com Cavaco Silva? Afinal, como o próprio José Sócrates fez questão de recordar na entrevista que deu à CNN, o PS já teve uma maioria absoluta: a que ele, Sócrates, conseguiu! Sim, entre Março de 2005 e Setembro de 2009, Portugal foi governado em maioria absoluta pelo PS, facto que António Costa não pode ignorar não só porque já era nascido nessa data mas também e sobretudo porque integrou esse governo socialista de maioria absoluta nos nada irrelevantes cargos de ministro de Estado e ministro da Administração Interna.»

Como é mais que óbvio

18 Janeiro, 2022

José Gonçalo MarquesO maior número de testes não permitiu travar o surto atual. Penso que nesta fase os testes já deviam estar reservados sobretudo para diagnóstico em sintomáticos e em contexto hospitalar.

A obsessão de fornecer diariamente os números de infetados, de internamentos e de mortes que continuam a alarmar, a meu ver desnecessariamente, a população. Sobretudo quando responsáveis de grandes hospitais nacionais nos garantem que atualmente mais de 50% das pessoas internadas infetadas por SARS-CoV-2 não estão internadas por causa desta infeção.»

Quem sabe? Talvez Sumol a mais

18 Janeiro, 2022

Dulce Salzedas, hoje, SIC Notícias:

Até pode acontecer que a criança tivesse uma qualquer doença não diagnosticada e que pudesse ter esta paragem cardiorrespiratória por causa disso, ou pode ter sido que a criança se tenha engasgado.

Ou até que a criança tenha decidido por ela própria reter a respiração até à morte por não a deixarem jogar mais uma hora de Roblox. Não devemos descartar as hipóteses mais óbvias. Isto há-de ser tirado a limpo até se saber, preto no branco, que foi um mero rapto seguido de asfixia por negacionistas para denegrir a miraculosa vacina.

Descansemos em paz

17 Janeiro, 2022

Durante alguns anos a partir de meados dos 90, naquela que foi a época dourada da geração que chegou aos anos 80 no pico do cavaquismo — enquanto noutros países lá chegaram aos anos 80 como consta no calendário — a malta manteve uma presença na internet através de escritos em blogues. Na altura, a tecnologia estava a favor da proliferação de opiniões, com todo o tipo de pessoas a publicarem registos das suas deambulações, pensamentos, receitas culinárias e fotos gamadas a outros que expressavam o tão habitual “hoje sinto-me assim”.

Depois vieram as redes sociais. Alguns migraram em exclusividade para estas, outros mantiveram uma presença dual, outros ainda ficaram pelo espaço não-imediato e contemplativo de textos ponderados, publicados em plataformas pouco dadas a vícios de dopamina com os seus thumbs up, ha-has ou sad faces. A cacofonia da igualdade, o pensamento comum, a troca do “ser interessante” pelo “ser popular”. Dão jeito: fazem com que sintamos pertencer a uma comunidade de outras pessoas que julgam pertencer a uma comunidade. Não satisfaz, mas mata a fome.

Escrevo isto enquanto descubro a faixa “The Loneliness” do álbum HitchHiker de Crystal Bowersox, e enquanto ela canta “I’m tired”, lembro-me de ter vaticinado há muito tempo que os jornais e partidos (passe a redundância) iriam destruir os blogues, colocando-nos a partilhar ligeiros comentários às suas notícias, passando os articulistas a meros DJ das más canções dos outros. No fundo, se nada temos a dizer — e creio que bem no fundo até não temos —, só poderíamos encontrar refúgio na política.

Alguns subsistem, a falar para os outros que subsistem, mas não vamos daí concluir que a coisa está viva. Não está: está morta, enterrada e em decomposição avançada. As colunas de opinião, salvo raríssimas excepções, estão no mesmo ponto de decomposição, só parecem um bocado mais conservadas à conta de um passado em que o que se escrevia era interpretado — frequentemente mal — pelos outros, os anónimos. A “sociedade civil” não existe, sendo esta apenas uma designação para os que ainda não estão “na política”, ou, em concreto, nos partidos. E como há poucos partidos (há muitos, mas a maioria é pastiche ou farsa dos outros), tudo fede, tudo apodrece devagarinho. Nunca fomos tão iguais.

Cá há o PS, o maior partido nacional, e há o PCP, um partido a sério. Para além destes, há uma miríade de pantomineiros (sem ofensa) à procura de um lugar ao sol. Ainda há o PSD, porque se há um PS tem que haver um PSD, mas é o lado B do mesmo disco, a versão instrumental de uma canção que nem por desprovida do mau poema passa a prestar. Mesmo assim, perde-se tempo a determinar quem arrasa quem, invariavelmente numa visão do mundo que o equipara ao vão de escada das bisbilhoteiras. É entediante: não é uma saída, é uma prisão.

Também não há artistas, nem há poetas, nem há pintores. Se há, são do PS, ou do seu clube infantil — o Bloco — ou jazem bêbados na berma da estrada. Há gente muito boa, muito capaz, muito interessante, mas ou tentam passar pelos pingos da chuva de um país capturado por pertença clubística ao partido, ou permanecem perfeitamente enclausurados no mundo que criaram para eles próprios, longe disto tudo, talvez a plantarem cenouras enquanto a TV fala de penas perpétuas, certificados de participação em experiências eugénicas e da pestilência da Europa, dos Macron, dos Boris, da massa de queques filhos de outros queques e cuja noção de classe é de que eles a têm e os outros não.

Por tudo isto, e por mais que me abstenho de explicar, a blogosfera morreu quando morreu a cultura nacional. Quem diz nacional diz europeia e norte-americana. Cultura não são os livros, a arte ou a música: é aquilo que todos conhecemos, vivemos e sentimos, aquilo que apenas alguns conseguem expressar através de um meio, seja musical, seja pictórico, seja com letras numa página. Em Portugal restam partidos a disputarem migalhas, portanto, se restasse cultura seria a da propaganda. Que é o que agora “a ciência” é, aqui e em qualquer lado. Tal como são os “racismos”, os “ambientalismos”, os “higenismos”, as tretas de género e toda a fraude intelectual dos solitários que importam taras de bandas ainda mais culturalmente delapidadas.

Deus nos ajude, porque mais ninguém nos poderá ajudar. Por isso, ergamos o cálice destas lágrimas e brademos aos céus: a blogosfera morreu, a cultura morreu, a Europa morreu, o país morreu, os adolescentes só comunicam a abanar mamas no Tik Tok por incentivo das escolas pelas regras do “novo coronavírus”, viva então Portugal! Não deixa saudades.

Certificado Digital: os “conspiracionistas” tinham razão

17 Janeiro, 2022

Desde Março de 2020 que questiono a nova virose (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Pela forma como surgiu; pela forma como foi (ou melhor, não foi) combatida. Tudo muito opaco, tudo muito suspeito. Narrativas contraditórias, medidas sem qualquer nexo, censura sobre quem questiona a lenga lenga oficial, perseguição aos cientistas, virologistas, epidemiologistas renomados (alguns Nobel) que fazem contraditórios. Nada, absolutamente nada, faz sentido desde que foi declarada esta “pandemia”.

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Auto-crónica

17 Janeiro, 2022

No meu grupo de Facebook de microbiologia estamos a discutir se Jesus, tal como Anne Frank, foi denunciado por um judeu. Isto vem, naturalmente, a propósito da discussão nacional sobre o pangolim como alternativa viável à vaca numa dieta vegan, poupando água ao ciclo de destruição do heteropatriarcado. Concluímos, ainda de forma experimental, que a liberdade é passear pelos campos de papoilas com focinheiras enquanto a TAP sobrevoa pocilgas várias. Os hospitais estão que não se pode, mas o Bill Gates está a tratar disso. O Armando Gama morreu, mas não de covid, no fundo como o John Lennon, mas o Gama vacinado, eventualmente, e certificado, evidentemente.

Recentemente, fui informado de que estes textos não fazem grande sentido, mas foi por gente certificada, pelo que isso tem o valor que tem. A terceira dose já figura nos papéis a mostrar ao SS do McDonalds, excepto para os que morrendo ficaram privados do privilégio. Tenho tido uma zoeira na cabeça, pelo que pensei em ir para a fila da farmácia para me pesar, mas optei por ficar em casa a comer quiche. Estranhamente, liguei a televisão e facilmente conclui que, a julgar pelas conversas a que se assiste, estou completamente maluco. Melhor assim.

No intervalo da reunião de terraplanistas

11 Janeiro, 2022

Na vida de um negacionista também há momentos em que, inadvertidamente, somos confrontados com a opinião sábia, avisada e cientificamente certa da vasta maioria dos portugueses. A opinião da ciência democrática, portanto. Um desses momentos aconteceu há pouco, quando ouvi uma estação de rádio nacional entre a mudança de um álbum do Eric Clapton para o último do Van Morrison. Aproveito agora o intervalo da reunião do núcleo regional de flat earthers para escrever isto, pois depois estarei muito ocupado no congresso científico onde esperamos definir mais uma dezena de géneros ainda por documentar.

Parece que há uma incerteza sobre a hora a que voluntariamente deverão ir votar as pessoas em isolamento voluntário no dia das eleições. Pelo que percebi, estão a tentar definir um horário e condições para que pessoas voluntariamente cumpram a recomendação a definir por se sentirem obrigadas ao isolamento que lhes foi recomendado por gente sem nada útil para fazer que não o de recomendar cenas aos propensos a recomendações. Compreendo a causa: pessoas que se julgam obrigadas a isolamento também tendem a ser pessoas que julgam ter a obrigação de escolher o asno que se mostre asno suficiente para lhes recomendar recomendações. Estou ansioso para ver como vão lidar com a recomendação de uso de máscara quando lhes aparecer um daqueles que não vai em recomendações na mesa de voto. Infelizmente, penso que não vão usar voto por correspondência, para pena minha, pois teria muito mais tempo para refinar o desenho da pila que o boletim de voto merece. Assim, com o voto presencial, terá que ser daquelas rápidas, depiladas, como as de um dos géneros ainda por definir.

Estão a chamar. Acabou o intervalo. Vou terminar o texto por aqui, fraquinho e sem nada de útil para dizer nos tempos que correm, que um senhor está ali a apresentar as provas irrefutáveis de que as vacinas estão a fazer muito bem às pessoas e a dar cabo dos cofres da Pfizer e companhia.

Página a ler

10 Janeiro, 2022

O Página Um tem publicado vários artigos que dão conta da distorção da informação nesta pandemia. A questão dos óbitos atribuídos à Covid mereceu um desses aritgos que vale a pena ler. Aqui ficam alguns casos apresentados pelo Página UM

Óbitos atribuídos à covid-19 de pessoas internadas no próprio dia da morte após quedas e outros acidentes similares

Homem, 91 anos
Data de internamento: 28/11/2020

Causa do internamento: queda resultando em traumatismo crânio-encefálico com hematoma subdural e lesão focal.
Unidade de saúde: Centro Hospitalar Universitário de Coimbra

Homem, 87 anos
Data de internamento: 15/01/2021
Causa do internamento: queda resultando em traumatismo intracraniano de doente diabético.
Unidade de saúde: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra)

Mulher, 84 anos
Data de internamento: 27/01/2021
Causa do internamento: queda de doente acamado com doença de Alzheimer.
Unidade de saúde: Centro Hospitalar de Setúbal

Mulher, 65 anos
Data de internamento: 24/11/2020
Causa do internamento: queda resultando em traumatismo crânio-encefálico hemorrágico.
Unidade de saúde: Centro Hospitalar Universitário de São João (Porto)

Perpétuos enganos

9 Janeiro, 2022

A propósito da temática da prisão perpétua trato hoje no Observador da nossa condenação, enquanto país, à mediocridade e à pobreza perpétuas: Como e quando o sonho de viver melhor deu lugar entre ao esforço administrativo para provar que se vive mal qb para ter direito a receber um apoio? Ou beneficiar de uma isenção? Esta pergunta assalta-me quando leio na capa do Expresso desta semana: “PS quer Estado a apoiar subida de salários no privado” Estamos a assistir ao aparecimento de uma nova geração de portugueses: os que não aspiram a viver melhor mas sim a conseguir fazer prova de que continuam a viver mal qb para poderem ser apoiados. Patrões, empregados, novos e velhos, eles não só vivem mediocremente. Eles precisam de viver assim para que o socialismo diga que funciona.

O Expresso e a SIC não celebram o ataque informático aos seus sites?

7 Janeiro, 2022

Depois de anos a apostar na divulgação de informação acedida de forma ilĺícita o grupo Impresa tornou-se alvo de um ataque similar àqueles que têm alimentado aquilo a que chama jprnalismo de investigação.

Tesourinho deprimente

5 Janeiro, 2022

Uma centena de pessoas juntou-se para publicar um manifesto pró-geringonça num jornal que mais parece um edital do Bloco de Esquerda, o Público.

A parolice e jactância de pensarem que ao escrever um texto em conjunto conferiria à iniciativa alguma relevância política, revela a húbris da bolha em que vivem estes auto-ungidos.

O facto de serem defensores de uma solução governativa que deixou o país com a maior carga fiscal de sempre e uma elevadíssima dívida pública que será paga pelas gerações futuras, não surpreende.

Mas este abaixo-assinado de lunáticos da extrema esquerda tem inegável piada e é um manancial de factos curiosos que não resisto a partilhar com os seguidores deste canal.

O decano destas coisas é Boaventura de Sousa Santos que arregimentou pelo menos 18 pessoas ligadas ao seu centro de estudos da universidade de Coimbra de que se auto-intitula “director emérito”. Fica a dúvida se estes 18 signatários participam nesta fantochada por convicção ou por reverência ao chefe.

Outros seis subscrevem o texto enquanto “jornalistas”, não se coibindo no entanto de fazer acção politico-partidária activa. Dois são comentadores avençados nas televisões e outra é apenas conhecida por ser viúva de um prémio Nobel. Uma sétima pessoa dita “jornalista” poderia também ser apresentada como filha de uma operacional ligada à rede bombista das FP25. Esta última, por sinal, também assina o manifesto, não enquanto próxima de terroristas, mas na sua qualidade de médica.

Há também neste conjunto de personalidades um investigador de um laboratório colaborativo liderado por Manuel Carvalho da Silva (ex-CGTP) que obteve subsídios públicos superiores a 1.300.000€.

Temos também entre o grupo dos 100 uma advogada que se notabilizou por ter patrocinado Otelo e defender tolerância e compreensão para com os Talibãs do Afeganistão. Acompanha ainda este conjunto de cidadãos um agente da polícia que ficou conhecido por clamar nas redes sociais pela «decapitação de racistas nauseabundos» e por apelar ao «combate contra André Ventura», embora tenha vindo depois esclarecer que foram apenas declarações metafóricas suas.

Para adornar a coisa e dar um ar intelectual e urbano à empreitada, juntaram-se mais uns escritores e alguns artistas, mas foram sensatos pois Pedro Abrunhosa entra como músico e não como cantor.

Entre os co-autores deste manifesto estão ainda:

  • uma senhora que trabalha no escritório do marido da actual ministra da Justiça;
  • o tio do ministro da Economia;
  • uma antiga secretária estado do PS;
  • um apoiante do antigo secretário-geral da CGTP para presidente da Assembleia Geral da associação mutualista Montepio;
  • um ex-ministro de Guterres e dirigente da campanha de Ana Gomes à Presidência da Repúbica;
  • o mandatário da candidatura da CDU a Mértola;
  • um antigo dirigente do Movimento Católico de Estudantes;
  • o presidente do maior sindicato de professores;
  • uma deputada municipal do Bloco;
  • ex-dirigentes do Bloco e do Livre assim como militantes do PS

Mas todos estes são capciosamente apresentados como professores universitários, sociólogos, arqueólogos, arquitectos, editores ou investigadores, para dar a ilusão de independência e descomprometimento políticos.

Esta gente vive directa ou indirectamente dependente do Estado e encostada a quem está no poder e tudo isto parece uma carta de defesa de empregos e posições sociais.

Até 30 de Janeiro ficamos ansiosos por mais tesourinhos deprimentes.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Neste debate discutiram-se temas concretos

5 Janeiro, 2022

Pode ou não concordar-se com as soluções apresentadas por Francisco Rodrigues dos Santos e Inês Sousa Real mas os dois discutiram temas concretos. Não ficaram por cenários nem projecções.

A vida no país da Omicron

5 Janeiro, 2022

Esta é uma foto de uma praia na África do Sul por este mês de Janeiro. Na África do Sul este é um período habitual de férias. E os sul-africanos fazem o que por ali é habitual neste período: vão à praia, saem, passeiam. Fechados em casa, confinados, isolados é que parece que há poucos.

Nunca melhor explicado

4 Janeiro, 2022

José Diogo Quintela sobre a não escolha da artista Grada Kilomba para representar Portugal na Bienal de Veneza: «Um júri composto por três mulheres e um homossexual é chamado a avaliar as candidaturas de uma pessoa não-binária, uma mulher e duas negras. Apesar de três juradas terem colocado a negra número 1 em primeiro lugar e o homossexual ter lá posto a mulher, pela média aritmética venceu a pessoa não-binário. Isto num concurso organizado pelo ministério dirigido por uma lésbica, parte de um governo chefiado por um indiano. Houve protestos por parte dos amigos da negra número 1, que responsabilizaram o racismo sistémico. Não sabemos reacções da pessoa não binária, nem da mulher, nem da negra número 2. (…) Como cereja de absurdo no bolo do queixume, é preciso acrescentar que estes artistas anti-sistema se estão a esgatanhar para serem escolhidos como representantes portugueses na Bienal de Veneza, um dos mais prestigiados certames internacionais de arte. Para mais, realizado numa antiga potência colonial que participou no tráfico de escravos. Um evento criado por privilegiados homens brancos europeus no séc. XIX. A definição perfeita de “sistema”»

Bem vindos ao primeiro ano da civilização dos pacientes

2 Janeiro, 2022

No Observador trato do que registo como a grande transformação registada nesta pandemia: «Não é coincidência qualquer semelhança com a entrada num hospital a nossa vida nesta passagem de 2021 para 2022, à espera dos efeitos de uma vaga Omicron que, garantiam, nos ia matar aos milhões: passámos de cidadãos a pacientes, a política adquiriu o modo de funcionamento das urgências hospitalares, os políticos não prestam contas, dão instruções que, dizem, nos vão salvar. (E quem não se quer salvar?) Vivemos agora com o tempo suspenso do universo hospitalar. Tudo fica para depois. Agora vamos salvar-nos. Os pacientes não criticam, acreditam – precisam de acreditar – que se cumprirem serão salvos. A sobreposição com o discurso religioso não é casual.»

Não há camisas só um bocadinho menos sujas

2 Janeiro, 2022

Não há nada para mim nas próximas eleições. Todos os partidos, sem excepção, são coniventes com este “estado de emergência” (ou de “catástrofe”, ou de “cataclismo”, ou de “holocausto”). Alguns ainda se esforçam para conseguir o feito de lançarem um discurso redondinho do contra, mas sem causar mossa, em particular ao bando de idiotas que inevitavelmente compõem o corpo numérico de invertebrados que preenchem todos os partidos.

Neste momento, quem não especificar no seu programa eleitoral – e exactamente nestes termos – o seguinte parágrafo é meu inimigo:

Certificados digitais deverão ser imediatamente abolidos e qualquer entidade, pública ou privada, que o solicite deve ser pontapeada nos dentes. Máscaras são proibidas em todos os estabelecimentos de ensino, transportes públicos, serviços públicos e privados, com a excepção de pessoas que desempenham funções cirúrgicas, se identifiquem com a identidade de género de dentistas ou se trate de evento como baile de máscaras ou ritual sexual inspirado no “Eyes Wide Shut”.

Há mais na vida do que evitar a morte

1 Janeiro, 2022

O “princípio da precaução” é essencialmente um princípio para tomar decisões sem evidências adequadas que afetam radicalmente a vida das pessoas . A sua rejeição [a 20 de Dezembro pelo governo britânico] foi um desenvolvimento encorajador com o qual outros governos europeus poderiam aprender.

O NHS [SNS britânico] é uma instituição, não um regulador. Existe para enriquecer e não para empobrecer nossas vidas. Existe para nos servir, e não o contrário. Não precisamos culpar os epidemiologistas. É seu trabalho não pensar em nada além de epidemias. Mas esta não é uma prioridade sensata para o governo ou para o resto de nós.

Temos vidas para viver e há mais na vida do que evitar a morte.

Tradução de excertos de artigo de Lord Sumption no The Telegraph de hoje, a ler por completo aqui.

O voto nas Legislativas

29 Dezembro, 2021

As mensagens de Ano Novo costumam ser preenchidas com votos de paz, boa saúde, confiança no futuro e felicidades. Também são desejos meus, embora, confesso, não tenha expectativa de que 2022 venha a ser um bom ano para os Portugueses.

Em Janeiro próximo teremos eleições legislativas mas quaisquer que sejam os vencedores é de esperar que mais de dois terços do Parlamento sinta ser sua missão pública decidir sobre a vida dos Portugueses colocando o Estado como agente principal e referencial da sociedade.

Ora, convém não esquecer que Democracia e Liberdade são conceitos diferentes e não raras vezes podem ser até conceitos incompatíveis. A Democracia não é um fim em si mesmo. É antes um instrumento útil e uma ferramenta validada ao longo dos tempos para uma sã convivência em comunidade que permite ajustes das naturais tensões sociais.

Muitas vezes esquecemo-nos também de que a Constituição não é (ou não deveria ser) um documento que outorga direitos aos cidadãos, mas antes um último reduto de defesa dos cidadãos perante os abusos do Estado e do Poder.

Porém, para uma Democracia ser livre e aberta os governos devem decidir sobre o mínimo possível acerca das nossas vidas. O que não tem acontecido no nosso país, onde apesar de haver eleições e ser dada ao povo a possibilidade de escolher regularmente os seus deputados, todos nós somos cada vez mais invadidos na esfera das nossas vidas privadas, seja pela subtracção em doses crescentes da riqueza que produzimos, seja por via da legislação passar a ditar os costumes, a regular a moral e, como temos visto nestes dois últimos anos de histeria da seita covidesca, a destratar-nos da saúde como se fossemos incapazes e desprovidos de qualquer capacidade cognitiva.

É razão para perguntar: quão substantivamente diferente é a liturgia democrática das eleições da manutenção no poder de um tirano, quando em ambas as situações o resultado tende para o mesmo fim que é o de apascentar populações servis e amputar a soberania de pessoas cientes e responsáveis pelo seu próprio destino?

A Liberdade não espera cartas de alforria concedidas pelos partidos ou pelo Estado. Em 30 de Janeiro próximo não irei votar para eleger representantes ou legisladores e muito menos para escolher um bom governo.

O meu voto servirá apenas para desalojar António Costa e o PS do poder, acabar com o pior governo dos últimos 40 anos e rejeitar um grupo de dirigentes políticos caracterizados pela sua falta de dignidade e sórdida ausência de escrúpulos e princípios morais ou éticos.

O meu vídeo de hoje, aqui:

A ler e ver: a história das FP 25 no Observador

28 Dezembro, 2021
Antes sequer de começarem a atuar, já tinham uma morte no cadastro.
Seguir-se-iam muitas mais: quando a Justiça conseguiu acabar com as FP-25, 13 pessoas tinham morrido vítimas das balas e das bombas da organização terrorista.
Esta é a história de como um pequeno grupo de homens e mulheres espalhou o terror em Portugal entre 1980 e 1987. A PJ, o Ministério Público e os tribunais nunca tiveram dúvidas: o seu líder era Otelo Saraiva de Carvalho
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A notícia principal é que a notícia principal é uma campanha de medo e histeria

26 Dezembro, 2021

Todos juntos no Natal

22 Dezembro, 2021

A preparação para o Natal é um bom momento para lembrar as vítimas esquecidas das medidas destrutivas, deploráveis e funestas que o governo de António Costa tomou a pretexto da histeria colectiva com um vírus respiratório.

Milhares de pessoas morreram ou viram muito seriamente comprometida a sua qualidade e esperança de vida devido à obsessão aberrante do governo com uma única doença. O governo realocou os recursos de um Serviço Nacional de Saúde – que se encontra em frangalhos há mais de 20 anos em mãos socialistas -para atender os enfermos de uma doença que tem a atenção das televisões, mas esqueceu deliberadamente as muitas centenas de milhar de vítimas que sofrem de outras doenças (actualmente menos mediáticas) mas muito mais letais e causadoras de sofrimento muito mais duradouro do que a covid19. Sem tratamentos e diagnósticos atempados esses milhares de pessoas viram a sua vida irremediavelmente comprometida pelas decisões de burocratas e decisores políticos.

Lembremo-nos dos idosos despejados em lares a quem os governantes e irresponsáveis conselheiros e especialistas negaram ou dificultaram profundamente a visita e carinho dos seus familiares. Ou todos aqueles que em idade avançada e tendo até seguido escrupulosamente as recomendações de inoculação, se vêem privados da companhia da sua família alargada precisamente na altura do Natal em que, quiçá pela última vez, poderiam conviver com todos os seus.

A lista de exemplos de pessoas espezinhadas e obrigadas a penosos sacrifícios e sevícias morais, psicológicas, atentatórias do seu bem-estar e que esbulham o seu futuro é quase infinda.

Destaco apenas mais um grupo, o das crianças e jovens privados de um verdadeiro ensino, com aulas presenciais, em resultado das regras maníacas e absurdas definidas centralmente nos corredores das agências do Estado. O impacto desta privação perdurará ao longo de toda a sua carreira escolar e profissional.

Ora, o Natal é um tempo Santo que não é compatível com uma espécie de conspiração de silêncio da sociedade e em particular das chamadas elites formadoras de opinião em torno do tanto que o Governo tem prejudicado as famílias portuguesas a pretexto do vírus da moda.

O Natal é um momento em que não só devemos cumprir as nossas obrigações sociais, em particular para com os que nos são mais próximos, mas também uma festa para desfrutar do encontro e da companhia de todos os nossos familiares, e quanto mais alargadamente e juntos for possível, celebrar o nascimento do menino Jesus e com Ele não ter medo de viver.

O meu vídeo de hoje, aqui:

a doutrina rio

19 Dezembro, 2021
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“Rio é o herdeiro de uma certa tradição da direita nacional que Eça sumariava na gravitas profunda do Conselheiro Gama Torres: Salazar, Cavaco, Rio. Homens de poucas palavras, inquestionável auctoritas”.