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A revolta dos parasitas

23 Abril, 2016

Miguel Angel Belloso chama a atenção no DN para o que está a acontecer em França: em França, metade do país é subsidiada pela outra, que arca com a totalidade da despesa. Esta, a que se levanta todas as manhãs para perseguir um sonho, é a que deveria estar a preparar as armas, mas é ao contrário: são os desocupados, os acomodados, os imprestáveis, os párias, os que não estão dispostos a perder os seus privilégios, os que todas as noites vão ocupar as praças da República no meio de um acolhimento caloroso por parte da imprensa progressista mundial, que não quer perder este magno acontecimento no qual encontrou um sentido renovado para a sua absurda existência.

Riquezas, vamos ao que interesssa

22 Abril, 2016

A única reforma que consta do Plano Nacional de Reformas é esta. Sim, a regionalização de secretaria. O Presidente da República leu isto ou não leu?

Definição de um novo modelo territorial, assente em 5 regiões de planeamento e de
desenvolvimento territorial
As eleições para os órgãos executivos das CCDR ocorrerão previsivelmente em 2018, após as eleições para as autarquias locais, arealizar em 2017.

a matraca

22 Abril, 2016
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marcelo-rebelo-de-sousa-1

não haverá qualquer coisa errada nisto?

22 Abril, 2016
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«Em setembro de 2014, Manuel Godinho foi condenado no âmbito do processo “Face Oculta” a 17 anos e meio de prisão».

«O rapaz de 18 anos que estava acusado de assassinar um adolescente de 14 anos em Salvaterra de Magos, em maio de 2015, foi condenado esta sexta-feira a 17 anos e seis meses de prisão efetiva. O Tribunal de Santarém deu como provados os crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver».

O problema de à falta de melhor se escolher Miss Simpatia

22 Abril, 2016

“Claro que o Conselho de Finanças Públicas é uma instituição importante, mas, com o devido respeito, o que nos interessa é saber se a Comissão Europeia aceita ou não os números” – o PR sobre as observações do Conselho de Finanças Públicas a respeito  das previsões económicas do Governo

Como são as coisas

22 Abril, 2016

Em Março de 2009, nos tempos em que Sócrates organizava almoços em São Bento com activistas, feministas e outros artistas que diante dos jornalistas juravam pelo avanço das políticas do então arrebatador líder, foi revelado por pessoas horríveis, um facto obviamente falso a que só pessoas nefandas podiam dar crédito:

São 67 páginas de documentos bancários de Celestino Monteiro, irmão de Júlio Monteiro, ambos tios de José Sócrates, que Mário Machado, líder dos Hammerskins portugueses, colocou na Internet. Os papéis publicados vão desde os certificados de constituição de uma offshore até aos movimentos bancários efectuados durante alguns meses do ano de 2001. Entre compra e venda de acções, o valor global das transacções do tio materno do primeiro-ministro ultrapassou os cem milhões de euros. Os documentos mostram a constituição de uma empresa offshore, a Medes, no estado do Wyoming, nos EUA, e de algumas subsidiárias, como uma em Gibraltar. Contactado pelo DN, o Banco Popular, entidade que absorveu o antigo Banco Nacional de Crédito, pelo qual, através da BNC International, foram feitas as transacções, não negou a veracidade dos documentos.

À época esta revelação não teve qualquer eco. E não acho que tal tenha acontecido apenas pela pelo respeitinho que Sócrates impunha mas também porque era difícil avaliar da seriedade daquelas informações. Curiosamente sete anos depois criou-se um frenesi nacional com os Panama Papers. E os mesmos jornais, rádios e televisões que ignoraram olimpicamente as revelações do off shore do tio de Sócrates andam agora arrebatados com as contas do Messi no Panamá mais de um tal Idalécio e pretendem que se crie uma nova ordem mundial por causa disto. A isto chama-se fazer dos outros parvos.

Devias ter ido a Évora mais cedo, pá!

22 Abril, 2016

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«tomara que caia»

21 Abril, 2016
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blusa-tomara-que-caia-nude_123751_600_1A estratégia de Pedro Passos Coelho, em relação ao governo Costa, parece um «tomara que caia», esse insidioso apetrecho brasileiro de moda feminina, que cobre o peito das senhoras razoavelmente avantajadas, dando a sensação de estar milagrosamente seguro e em vias de cair a qualquer momento. Em vias de cair, mas não cai, sendo esse o encanto do dito apetrecho e, por ora, o do governo de António Costa. Ora, se é certo que Pedro Passos Coelho, por ter sido o primeiro-ministro do governo que geriu a falência do país, está numa posição extraordinariamente difícil para poder explicar por que não fez mais do que o que pode (e deixaram) fazer, a verdade também é que não conquistará um único voto sem demonstrar às pessoas que poderá fazer melhor do que está a ser feito pelo actual governo. E essa é a sua dificuldade: se pode, agora, fazer melhor que Costa, por que não o fez antes? Bom, por um lado, Pedro Passos Coelho teria que explicar que Costa não está a fazer tão bem como muitos pensam; por outro, que não poderia ter feito diferente do que fez, dado o país ter falido e pedido a intervenção externa dos seus credores; e, por fim, teria que explicar porque e como faria agora melhor do que o seu rival socialista. A verdade, porém, é que Pedro Passos Coelho parece ter desistido deste caminho e deixado aos seus colaboradores as explicações sobre o expediente político do dia a dia. Por ele, parece ter decidido ficar à espera que o governo caia e que o futuro próximo lhe dê razão sobre o que fez no passado e poderá fazer no futuro. Só que nem o «tomara que caia» cai sem a ajuda de uma mão (ou duas) afoita, nem as pessoas estão à espera que outros, que não Passos Coelho, lhes expliquem o que fez, o que está a ser feito e o que poderia fazer-se. Portugal é um país de lideranças políticas. E é dos líderes que as pessoas esperam ouvir explicações.

Dia de corridas

21 Abril, 2016

O vapor de diesel ascende no ar quente que emana o cheiro a pneus novos em contacto com o asfalto ardente. Súbitas acelerações desembraiadas enchem o espaço com relâmpagos sonoros que tanto podem ser suspiros pela consternação de Deus como gargalhadas do Diabo. Os dois vermelhos do semáforo de partida antecipam o momento que separa os homens do rapazes. Na segunda linha da grelha está António Costa, capacete rosa, suando a fibra de Nomex da máscara protectora de fogo com excessiva salinidade em adiantamento estratégico ao amarelo do semáforo, que tarda e permeia quase ao mesmo tempo. São segundos que se expandem em horas por corações acelerados de adrenalina e a inebriante incerteza de terminar a corrida com vida. Costa conhece a pista, ouviu as histórias e reconhece as semelhanças na inversão interior com o canto de Villeneuve que, mesmo matando Ratzenberger, acabaria na relativa obscuridade face a Tamburello, que imortalizaria Senna no panteão um dia depois.

Amarelo. Pupilas dilatadas, também nos bastidores, onde o técnico chefe de oficina snifa a última linha de coca antes da acção, preparando-se para as mudanças de pneus que permitam manter a aderência do carro perante uma pressão crescente pela termodinâmica do atrito com a realidade da pista. Costa inspira, retém a respiração e aguenta estoicamente a gota de suor que lhe queima o olho.

Verde. Prego a fundo, o fim da austeridade dinâmica, a vitória sobre a inércia que altera o estado de espera para a ultrapassagem que permite a dianteira, a que, bem gerida, garante uma probabilidade exponencial de vitória. O barulho é ensurdecedor e os espectadores saltam, percebendo que tal ruído só seria possível juntando os suspiros de Deus com as gargalhadas de Satanás. Costa assume a dianteira nos primeiros 1500 m graças ao entalanço que os carros da equipa vermelha originaram na margem de manobra do pole position Passos Coelho.

Primeira curva, sem problemas. Costa entra na perfeição, reduzindo para uns precisos 187 km/h no ápex, onde acelera novamente para uns aparentemente excessivos 273 km/h na curta recta antes da monumental barreira de recife que é a DBRS. Redução drástica, súbita. O motor parece estar a falhar. Entra na curva a 60 km/h, ultrapassado por todos. Não aguenta o carro e estampa-se, a 43 km/h contra a barreira de saída. O acidente mais comicamente estúpido de todos os tempos, em directo, perante uma audiência de milhões de aficionados do corredor mais astuto a enobrecer a arte da competição com máquinas de suicídio.

Costa sai do carro, que não se incendeia – aliás, nem um arranhão parece ter -, rega-se com gasolina e acende o fósforo que o colocará, até etnicamente, na mais nobre saída possível. O fato não pega fogo, o calor da pista evapora rapidamente a gasolina, insuficiente para a incinerar. Ou, talvez seja diesel mesmo, que não arde assim com duas tretas. A corrida perdeu o interesse perante tão fustigante desgraça. É que nem o buraco está por perto, para lá se enfiar.

A catequese

21 Abril, 2016

este tipo de programas tem um objectivo: mostrar como a sociedade está cheia de preconceitos e atavismos. Há racismo por todo o lado, discriminações várias e sei lá mais o quê com os do costume a fzerem sempre de maus.E os não menos costumeiros no papel de vítimas. Curiosamente muitos destes programas podiam ser feitos sem sequer ter de ir à rua: quantos apresentadores negros existem na SIC? E agora que se anuncia um programa sobre obesidade a pergunta repete-se: quantos não magros homens e mulheres não magríssimas aparecem nos ecrans da SIC?

Estranho, não é?

21 Abril, 2016

Hoje “O Parlamento pode vir a legalizar a gestação de substituição em Portugal.” Mas à excepção da Rádio Renascença o assunto passa incógnito.Essa conformada desatenção é o melhor sinal do fatalismo resignado com que se reage perante as mais destravadas propostas dos radicais.

PS e BE resolveram aprovar a questão de forma discreta e as redacções reagem em conformidade. Pode lá haver um assunto fracturante a ser discutido se Catarina Martins não aparecer a anunciá-lo e Mariana Mortágua a explicá-lo? Ora, ora deixemo-nos de tolices: em Portugal discute-se aquilo que o BE quer e o PS manda. O pais acha isto natural.

Foi assim com o Costa, lembram-se?

20 Abril, 2016

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Estas duas notícias constam do Jornal de Negócios de hoje e são um bom exemplo da boa imprensa que rodeia o actual presidente da CML e que já rodeou o anterior.

Não se questiona, não se pergunta, anuncia-se. E só se anunciam coisas boas: “A Câmara de Lisboa vai ficar com um edifício “com várias dezenas de milhares de metros quadrados” que pertencia ao Exército por sete milhões de euros, para lá fixar empresas e artistas. “Será um dos projectos mais emblemáticos” da cidade, garante Medina.“

A CML é proprietária de inúmeros edifícios devolutos e mal aproveitados. Precisava mesmo de comprar mais este? E que empresas e artistas – os artostas têm d evir sempre na equação porque assim ningume contesta nada – são esses que a CML via “fixar” no Beato? Com que contrapartidas? E essas empresas quere, ser fixadas no Beato? Quanto vão pagar de renda? … Não interessa. Ninguém pergunta nada. É só escrever dinamização e emblemático, juntar artistas e pronto. Ainda mais enigmática é a notícia sobre o estacionamento junto ao Saldanha: Medina garante mais lugares de estacionamento junto ao Saldanha Lendo o texto percebe-se que

a) estava previsto eliminar 300 lugares nesta obra

b) a CML desistiu de eliminar 149

c) não se pode concluir que vão desaparecer  151 lugares. Essa contabilidade apenas poderá ser feita “quando começarem as obras da segunda fase, só no próximo mandato”. Está a ver-se um privado a fazer obras e a dizer que depois avisa como vai ficar

d) Medina anunciou que conseguiram criar sete lugares de estacionamento junto ao Saldanha – note-se que a única coisa adquirida é que já se perderam 149 – e os jornais escrevem: Medina garante mais lugares de estacionamento junto ao SaldanhMedina garante mais lugares de estacionamento junto ao Saldanha

Conclusão: Medina vai ser o líder da próxima geringonça.

 

Jornalismo de referência

20 Abril, 2016

A capa do PÚBLICO de hoje e os títulos do EXPRESSO sobre a presença de ex ministros e portugueses isto e aquilo nos Panama Papers sem depoiis apresentar algo mais que aquilo que já era noticiado há anos fazem do CORREIO DA MANHÃ um exemplo de contenção e rigor.

A interpretação adequada da capa do Público de hoje

20 Abril, 2016

  

Raia papers

19 Abril, 2016

Digamos que é uma espécie de off shore para os combustíveis

Governo vai reduzir o preço dos combustíveis na fronteira

Entretanto esta quinta-feira

19 Abril, 2016

Vai voltar ao Grupo de trabalho no Parlamento o alargamento das técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) a todas as mulheres, independentemente de serem casadas, solteiras ou viúvas, e as barrigas de aluguer.

Encontrei o senhor Domingos, que já não via há muitos anos

19 Abril, 2016

Ontem vi o senhor Domingos, que conheço desde que tinha borbulhas oriundas de uma infância feliz na pasmaceira da Gandra. O senhor Domingos já era adulto feito quando tive o meu primeiro carro – um usado com cinco anos sem sistema de som – e era conhecido na zona por arranjar auto-rádios. Não arranjar no sentido de passarem do estado de avariados para funcionais; arranjar no sentido de lhe aparecerem na mão – “não perguntes” – como uma concretização da vontade do Homem sobre a inexistência material, uma consubstanciação da oferta com a procura. Sempre encarei o senhor Domingos como um técnico especializado, como um hacker dos Anonymous a explorar vulnerabilidades do sistema para efeitos de melhoramento da segurança dos veículos, a saber, da resistência dos vidros e sistemas de fecho. Vendeu-me o meu primeiro auto-rádio. O senhor Domingos, quando não estava fora para arranjar auto-rádios, passava o tempo na oficina onde instalava sistemas de alarme em veículos vulneráveis, aos quais, facilmente, qualquer meliante podia roubar o auto-rádio.

“Leio-te de vez em quando lá nas Blasfémias” – disse, com ar sério. Corei um bocadinho. “Não entendo nada do que lá escreves” – acrescentou, com um tom que me fez pensar que este homem barbudo podia ser o nosso simpático comentador Bolota, o comunista residente. Tentei justificar-me, afirmando que o Adão e Silva escreve sempre a mesma coisa sem qualquer conteúdo no Expresso e que ninguém o deve abordar na rua para obter uma justificação para tal. “E pagam, lá no Expresso?” – perguntou, com a mesma dúvida que frequentemente me inquieta. “Devem pagar”. “Então deviam convidar-te, que também não dizes nada de jeito”. Anui com a cabeça.

A conversa continuou e percebi que o senhor Domingos era um eleitor do António Costa. “Agora já não arranjo auto-rádios, que ninguém quer isso. Temos que nos adaptar ao tempo novo, à nova realidade, às necessidades do mercado e ao empreendedorismo”. “O senhor Domingos sempre foi empreendedor”. “Verdade, tem que ser. Agora faço reabilitação urbana no Porto”. “É empreiteiro”? “Pois. Olha, se precisares de ferramentas, de uma betoneira ou de um martelo pneumático, diz, que eu arranjo”.

É assim, a ouvir o homem do povo, que percebemos porque é que o socialismo está entranhado nas pessoas.

São estes os «novos tempos»?

18 Abril, 2016

Portanto, a coisa foi assim: Primeiro-Ministro e Presidente da República conspiraram para fazer uma lei que beneficia uma das partes num negócio privado. Deram um tempo para as partes se entenderem – mas sob a ameaça da publicação da dita lei. Falhado o acordo, eis que se revela que o Conselho de Ministros  havia aprovado secretamente (sem divulgação pública) o decreto-lei em causa na quinta-feira e hoje o PR anuncia que já está promulgado.

Convinha esclarecer o que fez com que dois orgãos do Estado (ou meramente os seus titulares?) se tenham empenhado de forma tão directa num negócio entre partes privadas.

Já agora, podia o primeiro-ministro explicar porque colocou o seu padrinho de casamento, a negociar e intervir, alegadamente em nome do Estado português, um acordo numa entidade privada como é o BPI, sabendo-se que tal negociador é administrador da Geocapital, empresa que está «associada a uma dos maiores investidores no Millenium BCP», como consta do seu site. Sabendo-se que tal «associado» da Geocapital é a Sonangol e sendo o BCP um concorrente do BPI, mal se entende o que faz tal «parceiro» na pessoa do administrador da Geocapital a intermediar qualquer solução para um problema que não lhe deveria dizer respeito. A menos que esteja relacionado com o processo de reestruturação da Sonangol, onde uma das partes do processo do BPI – Isabel dos Santos – , parece vir a ter significativa intervenção. Mas convenhamos que tal promiscuidade de acesso a informações e papeis desempenhados pelo agente pessoal de António Costa dá um belo novelo que conviria explicar. Que tudo isto seja feito, alegadamente em nome do Estado português e assim à descarada, é o que mais se estranha.

tchau, queridos!

18 Abril, 2016
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8c1c4b90e8O grande derrotado da votação do impeachment de Dilma Roussef não foi tanto a «presidenta», mas Lula da Silva, o seu criador e mentor político. O que ontem ficou claramente demonstrado é que o poder de articulação política de Lula terminou e, com ele, acabaram também mais de quinze anos de poder do PT. Mas ficou igualmente muito claro que o regime presidencialista brasileiro sofreu uma séria inflexão e terá necessariamente de se reformar num sentido mitigado com o parlamentarismo. Porque, de facto, apesar dos fortes indícios da prática de, pelo menos, crimes tributários por parte de Dilma, o juízo dos congressistas foi prioritariamente político: estão fartos da parelha Lula-Dilma, sentem que a rua também o está, e querem uma mudança política radical. E depois do dia de ontem, em que a câmara parlamentar fez sentir o seu poder, não será fácil voltar a trás. Esta transformação que dê efectivos poderes de controlo político ao Congresso, a suceder, será francamente positiva, já que, num país da América Latina, com rudimentares tradições democráticas, o presidencialismo facilmente se transforma em coronelismo. Foi o que sucedeu com Lula da Silva, perdido na soberba de um poder quase absoluto. E que ontem teve fim.

É só buracos

18 Abril, 2016

Um indivíduo de barba, activista LGBT/igualdade-de-género/Hamas, dos que também fazem perninhas no feminismo versão Erika Lust e ecologia ainda-bem-que-há-pessoas-que-metem-as-mãos-nesse-nojo-que-é-a-terra-molhada, está, hoje, indignadíssimo com o “impeachment” (em Português, empêssegamento) de Dilma, personagem que, tal com Cher ou Madonna, dispensam apelido. Não me refiro, em específico, ao modelo robótico com designação de fábrica “Rui Tavares”; refiro-me a um qualquer, desse e de outros modelos mais ou menos refinados.

As deliberações de que o empêssegamento de Dilma representam o “fim da democracia”, que não consegui determinar serem comicamente histéricas ou desesperadamente pacóvias, não tomam em consideração a crise humanitária decorrente de tamanha degradação institucional. A saber, a necessidade de uma ponte aérea que salvaguarde a segurança do Fernando Tordo em território nacional, longe da opressão anti-democrática, gerando mais cultura; nem que, para o efeito, seja necessário enviar o ex-ministro Soares para distribuir umas chapadas queirosianas, em conjunção com a diplomacia do novo ministro não-diplomata, para se conseguir levar o resgate a bom porto.

Noutro prisma, é curioso que o laçarote hipster – não me refiro ao modelo robótico “Nicolau Santos” em específico -, que ainda há uns meses apoiava o golpe da geringonça ao abrigo da “democracia parlamentar representativa”, a considere, agora, um autêntico atentado lesa-pátria e dignidade humana. Razão tem o casal – que, à semelhança do nome Brangelina para o casal Brad Pitt e Angelina Jolie, merece um nome aglutinado – Socrâncio: toda esta gente não passa de um valente buraco.

brincar com o fogo

17 Abril, 2016
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Por um lado, desentendem-se no BPI e atiram-se para cima das autoridades nacionais a responsabilidade de uma solução, que elas mesmas, sem a noção dos riscos, se tinham voluntariado para encontrar. Por outro, o estado português responde com o chumbo dos administradores do BIC indicados pelos angolanos, por suposta falta de idoneidade, coisa nunca antes vista. Parece que Portugal voltou a estar em guerra em Angola, ou melhor, desta vez, com Angola. Os resultados não nos serão seguramente favoráveis. Cá e lá.

Todos os impostos começam por ser para os ricos…

17 Abril, 2016

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Todo o imposto sobre o rendimento, quando é introduzido, dirige-se aos “ricos” (pelo menos é o que os políticos dizem). Depois, os anos passam, e a noção de “rico” vai sendo cada vez mais alargada; as deduções vão emagrecendo; e, finalmente, a complexidade ligada à aplicação do imposto cresce exponencialmente – medido em número de páginas, o código o imposto tem hoje 187 vezes mais páginas que as 400 originais em 1913 (caso dos Estados Unidos). Eduardo Freitas

Podia ter tido uma despesa imprevista, TSF

16 Abril, 2016

Ontem, depois das 19h00, vinha eu no carro a ouvir uns indivíduos, um tal de Adão Lopes e outro que se chama Marques e Silva, acho, a opinarem generalidades na TSF, um programa de humor bem necessário perante o panorama sisudo da programação geral da estação, como uma coisa que o Miguel Guilherme faz para gerar a ira dos ouvintes, eis que um deles, com total anuência do outro, afirma que é uma vergonha o Estado não poder capitalizar da forma que bem entender as suas empresas em situação de falência. Babei imediatamente a bebida carbonizada com alto teor de açúcar que ingeria, projectando-a com particular violência em fluxo explosivo contra o pára-brisas, com velocidade tal que linearizou a trajectória do fluido, da tradicional curva balística para o segmento de recta que minimiza a distância entre o meu esófago e o plano paralelo que contém o vidro do carro. Enquanto conduzia, observando, em simultâneo, a inércia inicial obtida por colagem do pedaço de bolacha pré-mastigada ser vencida pela gravidade, gerando um movimento que se pode descrever como “escorrendo vidro abaixo”, percebi que a sua segunda derivada era constante. Depois, o outro explicou, sem se rir, que são mesmo profissionais, que o Estado tem que ter todo o direito a injectar o dinheiro que entender nas ditas empresas públicas em situação de falência e gargalhei, como numa sala de aula onde se aprende Monty Python e Blackadder, fechando momentaneamente os olhos, de forma involuntária, das que mostram que a gargalhada é real, por tempo tão curto mas, mesmo assim, suficiente para atropelar uma idosa com bengala na passadeira. Estes programas de humor radiofónico são perigosos para condutores e trabalhadores que operam maquinaria pesada. Enquanto estes brilhantes cómicos falavam de injectar dinheiro dos contribuintes em empresas tão bem geridas pelo Estado que estão em situação de falência, acabei a injectar a velha na parte da frente do meu carro. O carro está bem, é alemão, não se inquietem, porém, podia ser um carro francês, daqueles que são feitos de gesso cartonado com revestimento de papel vegetal, e aí, bem, aí teria tido estragos sérios, causando-me uma despesa para a qual não estou, neste momento, preparado, que o doutor Costa mandou-me parar de poupar e apostar no consumo interno.

Apelo, assim, à TSF e ao David Dinis, para que sejam alterados – e não removidos, atenção – os horários dos programas de humor de forma a não coincidirem com horas de ponta, para evitar este tipo de colisões que só fomentam o consumo interno de velhotas em passadeiras e importações de componentes caros para carros alemães, a bem do país e dos desígnios do nosso Querido Governo.

Self fulfilling prophecy?

15 Abril, 2016
Do comunicado do Banco de Portugal
A perda sucessiva de depósitos, que fragilizava a situação de liquidez do BANIF de forma mais aguda desde outubro de 2015, agravou-se significativamente no início da semana de 14 de dezembro de 2015, com levantamentos registados, no dia 14 de dezembro no valor de € 189 milhões, e no dia 15 de dezembro no valor de € 328 milhões.
O que aconteceu nessa semana?
Assim, de repente, só me lembro desta história do dia 13 de Dezembro:
A TVI apurou que está tudo preparado para o fecho do Banco, A parte boa vai para a Caixa Geral de Depósitos, Vai haver perdas para os acionistas e depositantes acima dos 100.000 e muitos despedimentos

presumir a estupidez inata do nativo

15 Abril, 2016
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O spin da geringonça pôs hoje a circular (os noticiários da TSF não se calaram com o assunto) que o rigor do contrato assinado com Lacerda Machado vai ao ponto de incluir uma cláusula que o obriga ao sigilo, a ele e a todos os seus colaboradores e funcionários, por um período de cinco anos contados a partir da cessação contratual. De facto, na cláusula 5ª pode ler-se o seguinte:

«(Sigilo)
  1. O prestador de serviços obriga-se a manter sigilo e garantir a confidencialidade, não divulgando quaisquer informações que obtenha no âmbito da formação e da execução do contrato, nem utilizar as mesmas para fins alheios àquela execução, abrangendo esta obrigação todos os seus agentes, funcionários, colaboradores ou terceiros que nelas se encontrem envolvidos.
  2. O prestador de serviços compromete-se a tomar as medidas necessárias para que os seus agentes, funcionários, colaboradores ou terceiros envolvidos na execução do contrato se vinculem à obrigação de confidencialidade referida no número anterior.
  3. O dever de sigilo mantém-se em vigor até ao termo do prazo de 5 (cinco) anos a contar da cessação do contrato, por qualquer causa, sem prejuízo da sujeição subsequente a quaisquer deveres legais relativos designadamente à proteção de segredos comerciais, de Estado ou da credibilidade, do prestígio ou da confiança devidos às pessoas colectivas.».

Tamanhas exigências, ainda por cima para com um «amigo», mais do que demonstram a honorabilidade do negócio e das pessoas envolvidas, como a inusitada divulgação da cláusula leva a entender, e bem compensam as graves acusações que impenderam, nos últimos dias, sobre a honrada cabeça do primeiro-ministro.

Há, todavia, alguns pequenos pormenores por esclarecer.

O primeiro, presumindo que Portugal continua a ser um estado de direito, o de saber como podem as partes obrigar terceiras pessoas não intervenientes no contrato à vontade nele declarada. De facto, apesar do nº 2 remeter essa responsabilidade para Lacerda Machado, permanece o enigma de saber como irá ele obrigar terceiros a um compromisso contratual que eles não subscreveram, nem sobre o qual sequer se pronunciaram.

Mas o segundo pormenor é muito mais curioso do que o anterior: o que sucederá a Lacerda Machado, caso não cumpra o seu dever de sigilo, nem impeça que os terceiros visados no contrato o façam? Pagará uma multa? Qual? Calculada como e por quem? Ficará, ao menos, inibido, por algum tempo, de ter negócios com o estado? Ninguém sabe, porque o contrato nada diz. Ou seja: apesar de tão duras exigências determinadas na cláusula 5ª, não decorre para Lacerda Machado qualquer consequência contratual pela violação do dito dever de sigilo nela estipulado. Legal, que eu saiba, também não há. Talvez o amigo Costa lhe dê um puxão de orelhas ou um par de açoites. Ou mande dar.

“Sou de Gestão e Marketing, mas o que mais gosto de fazer é nada”

15 Abril, 2016
Graças ao Eduardo Cintra TorresEduardo Cintra Torres descobri esta frase “Sou de Gestão e Marketing, mas o que mais gosto de fazer é nada”, proferida segundo o ECT por uma das «moças larocas concorrentes ao novo reality da TVI, ‘Love on Top’»
Isto não é uma frase. é um modo de vida. A bem dizer o retrato do país: “Sou de Gestão e Marketing, mas o que mais gosto de fazer é nada”. Esta rapariga merece um prémio.

Nem bilhete nem cartão. Viva a cartolina

15 Abril, 2016

O Bloco quer acabar com a designação do Cartão de Cidadão. Acho bem. Mas não é para ficar Cartão da Cidadania. Quem é a cidadania? Uma prima nossa da província? O que nós devemos ter é a Cartolina.A Cartolina é o documento de identificação adequado a um país palhaço governado por quem não só nunca deixou de fazer palhaçadas mas transformou as palhaçadas numa táctica

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Nem tenho tido tempo para me tornar embaixador

15 Abril, 2016

Uma das saídas da rotunda Karl Marx, uma obra autárquica que transformou um simples cruzamento da antiga estrada nacional com duas ruas sem saída no mostruário para um cubo verde de escultor consagrado e que representa a opressão do patriarcado sobre o bolor, é a rua onde estou a recuperar uma decrépita casa rural de 1892, a Rua Pol Pot. Do outro lado do hino ao musgo e da vontade do homem através da representação autárquica, de seu nome “Cubo Verde”, Ildefonso mantém um pomar em terreno camarário, adquirido pela autarquia a pensar já no alargamento da rua para boulevard cosmopolita com ligação ao Centro Ceausescu, uma obra de integração da povoação, ocupando dois hectares de área de edificação e mantendo a traça da vila em quatro andares de mármore polido e vidro com cubo de madeira lituana em anexo de 200 m2 onde se efectuarão as sessões de poesia bucólica dos autores do concelho, o Quim, primo do presidente da junta e coveiro de profissão, que exerce com dedicação de capataz desde que perdeu o braço na serração em 1981, entretanto demolida.

Toda a gente que caiu em tentação de efectuar obras em edifícios perceberá a minha dificuldade em acompanhar notícias ou qualquer outro assunto do mundo que me rodeia, desde as demissões na geringonça até à higiene pessoal ou o nome dos filhos; daí que não tenha postado sobre a situação nacional de calamidade permanente criada pelo doutor Costa e por quem não o trata com o desprezo que merece.

Na Escola Básica Número Um de Vila Chã, conhecida por Escola Idi Amin, a professora do meu mais velho – cujo nome agora não me ocorre -, a doutora Alcina, pernas rechonchudas em skinny jeans, aguarda a minha chegada queimando tempo a postar selfies em biquini no Facebook. Tem um corpo roliço e uma tatuagem de uma pomba sobre a linha da cueca que ninguém poderia antever sem acesso à internet, um trabalho de expressão pessoal que considero meta-irónico e que baptizei “Pomba Sobre Pomba”. Contar-me-á das dificuldades do miúdo com o programa curricular, na parte de nutrição; aparentemente, o petiz – cujo nome agora não me ocorre – decidiu dizer que a pizza caseira – base incluída – de tomate, mozzarella e manjericão fresco é saudável. Domina as fracções e sabe dividir números com complexidade das operações efectuadas pelo Centeno numa folha de cálculo, mas, a minha criança – cujo nome agora não me está a ocorrer -, desconhece as vantagens de uma alimentação rica em seitan. Vai ficar de castigo até ao fim do ano lectivo.

Este fim de semana tentarei resolver os problemas de inadequação das minhas crianças à sociedade em geral. Em vez de perder tempo com elas limpando a maldita trepadeira que asfixia a nogueira centenária no terreno agrícola, iremos ao Museu Etnográfico e Centro Cultural Número Um de Vila Chã, onde as dotarei de uma experiência multimédia a cinco dimensões da cultura regional e da exibição permanente do primeiro poema publicado do Quim no Jornal de Notícias, em Junho de 1984, secção de quadras de Santo António, peça central, protegida por três camadas de vidro anti-bala e um rebordo em cartão obtido através do enrolamento e prensagem de uma velha gravura de Miró sem qualquer interesse.

Desejo-vos, desde já, um bom fim-de-semana.

Bilhete de Identidade era neutro

14 Abril, 2016

O Bloco está preocupado com o Cartão do Cidadão.

“a designação desde [sic] documento de identificação não respeita a identidade de género de mais de metade da população portuguesa […] O Grupo Parlamentar do Bloco considera que a sua designação não deve ficar restrita à formulação masculina, que não é neutra, e deve, pelo contrário, beneficiar de uma formulação que responda também ao seu papel de identificação afetiva e simbólica, no mais profundo respeito pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.”
Confesso que nunca me tinha apercebido do “papel de identificação afectiva” do CC.
Em todo o caso, a palavra cidadão (no singular) aparece quatro vezes na Constituição da República e a palavra “cidadãos” 88 vezes. Não consta que, na vigência da CRP, as cidadãs ou @s cidad@s de géner@ indefinid@ alguma vez tenham deixado de ser considerados cidadãos por causa do género, mas nunca se sabe. Sugiro por isso que o grupo parlamentar do Bloco avance com uma proposta de revisão constitucional que acabe de vez com esta inaceitável discriminação.

Uma questão de agenda

14 Abril, 2016

Sabia o leitor que as barrigas de aluguer vão hoje a votos no parlamento? Pois é, não sabia. Só sabemos e só discutimos aquilo que o BE e a ala jacobina do PS colocam na agenda dos noticiários.

Vossas senhorias sois servidos de mandar mais alguma coisa?

14 Abril, 2016

Costa quer cidades (quase) sem carros

BE quer que os 25 dias úteis de férias sejam um direito e não dependam da assiduidade.

o mundo é cruel para com a «presidenta»

13 Abril, 2016
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O mundo é cruel para a «presidenta» Dilma, que choraminga na praça pública e se queixa de ser vítima de golpistas e traidores. Apesar dos petistas garantirem que «não vai haver golpe», impeachment haverá pela certa. Agora, depois de múltiplas deserções, até o antigo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que saltou dos Democratas para fundar um partido próprio, o PSD, e, assim, se afastar do PSDB para se entender com o PT e o governo de Dilma (de quem ainda é Ministro das Cidades), abandonou o navio da «presidenta». Dilma foi um erro de casting provocado pela imensa soberba de Lula da Silva, que se julgava capaz de eleger qualquer «poste» para qualquer cargo. Mas, uma coisa é eleger postes, e disso Lula foi capaz, outra é pô-los a funcionar direito. No estado em que as coisas estão, a «presidenta» não aguentará mais do que um par de semanas. E convém que saia rápido, para que o Brasil não se afunde, ainda mais, com ela.

guerra e paz

13 Abril, 2016
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Não me comove especialmente esta questão entre o ministro da Defesa e o chefe de Estado-Maior do Exército. Admitindo que o primeiro possa ter cometido uma qualquer grosseria em relação ao segundo que seja merecedora de repúdio da corporação, a verdade é que o tema tem vindo a deslizar para uma lógica castrense, segundo a qual os militares prestam um especial serviço ao país no qual arriscam as suas vidas e, por essa razão, devem ser tratados com especiais deferências.

É isto, de resto, que quase sempre se subentende nas reacções a esta polémica e a outras onde as Forças Armadas são envolvidas, nas quais é frequente aludir-se à natureza «especial» da instituição militar, aos cuidados que o poder político deve ter para com ela e os seus protagonistas, e à elevada importância que ela tem na estrutura do estado.

Ora, a verdade é que a profissão de militar não obriga actualmente ninguém a frequentá-la. Felizmente, desde há muito que «a nação» já não está «em armas», condição a que a Revolução Francesa condenou os mancebos do seu país, no que foi acompanhada pela generalidade da Europa, e que felizmente terminou, em Portugal, há uns anos, com o fim do famigerado Serviço Militar Obrigatório. De facto, não estando um país em guerra, nem perto de lá estar, como se pode justificar a obrigatoriedade de prestação de serviço militar a um jovem de 18, 19 ou 20 anos, no qual, depois de alguns meses de recruta, os jovens iam perder o seu tempo em trabalho administrativo de caserna? Não pode, nem deve, como o estado português acabou, sensatamente, por reconhecer.

Não estando ninguém obrigado a ser militar, só o é quem quer, pelo que nada distingue uma vida dedicada à carreira castrense ou a qualquer outra carreira profissional. Também a sua importância para a comunidade é considerável,  ninguém dirá o contrário, mas não será certamente maior ou menor do que aquela que deve ser reconhecida a quem trabalha na justiça, nas forças de segurança interna ou, já agora, na vida civil, como médico, professor ou empresário. Nessa medida, também, os militares deveriam fazer questão de pugnar por um tratamento igualitário ao dos seus concidadãos e repudiar veementemente qualquer espécie de distinção que vise colocá-los acima dos demais.

Subordinação, sim.

12 Abril, 2016

Mas não existe nenhuma «questão militar». Tão somente, um subdirector de um estabelecimento de ensino sob tutela do Estado reconheceu publicamente que alunos com tendências homosexuais, não tem internamente clima para ali permanecerem alunos, pelo que os respectivos pais são convencidos a retirarem os seus filhos. «São exluídos». Naturalmente um ministro não pode aceitar que tais comportamentos, tal «cultura» sejam praticadas sem mais. Vai daí exigiu ao responsável directo que tomasse medidas. Este, ou não as tomou, ou as que que sugeriu não foram consideradas suficientes. Pelo que se foi embora. Como é habitual nos meios corporativos, sob o manto de muita «honra e dignidade»….Mas na prática demonstrou uma incapacidade para o cargo. Não soube ou não quis tomar as medidas necessárias para corrigir uma anomalia ou, pior ainda, para corrigir um seu subalterno. Portanto, saiu e ainda bem. Que depois disso outros fardados ou ex-fardados o apoiem e se virem contra o ministro, não é nada de novo. Sempre sucede quando entra em choque com o poder político, pois ainda permanece uma cultura que apenas aceita contrariada a subordinação do poder militar ao poder político. Mesmo, como no caso, apenas por envolver «um dos seus» pois nem sequer estão em causa assuntos militares, mas meramente de camarata e de escola.

p.s. também, felizmente não fiz o smo

O Comandante Supremo das Forças Armadas

12 Abril, 2016

Na forma como Marcelo Rebelo de Sousa e Azeredo Lopes  têm lidado com a questão do Colégio Militar verifica-se um alheamento muito grande das questões militares. Os jornalistas adoram aquela conversa do PR que é  Comandante Supremo das Forças Armadas mas é uma coisa assim tipo  os almirantes na Bolívia país que não tem mar mas tem almirantes para dar e vender.

Não vejo como necessário que os PR e os ministros da Defesa tenham cumprido serviço militar mas parece-me indispensável que o PR e o ministro da Defesa tenham a noção do que é a instituição militar.Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em 1948 logo deveria ter  cumprido o SMO. Marcelo declarou que no final de 1973 estava a estudar e  ia ser chamado, em 1974. Veio o 25 de Abril e não foi.  Mas no seu caso muito particular acho que lhe fez muita falta.

Induzindo ortodoxia

12 Abril, 2016

A negrito, no rodapé da história do último resgate português, constará a passagem do apalermado governante que se deslocou a Atenas para ouvir o trauliteiro original afirmar, alto e a bom som, que este se encontra “mais perto dos comunistas que dos socialistas gregos”.

Era óbvio desde sempre que a conversa do “tempo novo”, forma ligeira de se referir ao Homem Novo, traria frutos. Honra seja feita: haja quem reconheça a base filo-ideológica de António Costa.

Vai o ministro exigir a demissão de alguém?

12 Abril, 2016

Professora com cancro agredida por alunas na aula. Uma professora com 55 anos, da EB 2,3 de Nogueira, em Braga, foi insultada e agredida por duas alunas, de 15 e 16 anos, no final de uma aula de Educação Tecnológica, pelas 13.20 horas desta segunda-feira.
Segundo o JN apurou, a estudante mais velha acabou mesmo por arrancar cabelo da docente, tal a força da agressão, a empurrar-lhe a cabeça contra uma parede.

Comparem-se as reacções a este caso e ao sucedido no Colégio Militar. No Colégio Militar o subdirector daquele colégio fez uma declaração que pode ser interpretada como discriminatória para os alunos homossexuais, tivemos logo o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, a pedir explicações, considerando a “situação inaceitável” e o Presidente da República a aceitar o pedido de demissão do Chefe do Estado-Maior do Exército, general Carlos Jerónimo. Sem esquecer o BE que imediatamente requereu a audição do general Carlos Jerónimo para lhe perguntar se tinha conhecimento da “discriminação em função da orientação sexual”, existente no Colégio Militar. Entretanto o Vice-chefe do Estado-Maior do Exército também já se demitiu.

Aguarda-se por que seja pedida uma audição ao ministro da Educação para que seja esclarecido o sucedido na EB de Nogueira.

O Exército tem em Portugal alguma experiência em matéria de inovação no porte

12 Abril, 2016

022 Cabelo e barba (2)

Caminho perigoso

11 Abril, 2016

A presidente Dilma do Brasil, tudo indica, verá aprovado um processo de impugnação contra si. Assim prevê a Constituição brasileira. Mas apenas no caso de ter praticado um crime. Ora, nem se deu como provado qualquer crime, nem sequer é suspeita. O máximo que a oposição conseguiu foi encontrar umas irregularidades orçamentais, cuja (prática habitual em todos os mandatos), não é sequer ilegal.

Ora, abrir este tipo de processos, forçando a lei apenas porque se tem maior número de votos é distorcer gravemente o sistema político, com consequências imprevisiveis, mas todas muito previsivelmente más. Péssimas mesmo. Não gostar da pessoa, opôr-se á sua governação, detestar as suas medidas, considerar o seu governo um desastre, tudo é legítimo. E usar dos meios próprios para se opôr é bom para todos. Forçar a lei, usar da «força» númerica, é destruir o sistema, é o caminho para a servidão.

Sr. ministro ponha gravata

11 Abril, 2016

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Isto é assim: os homens estão fardados. O sr. ministro está na qualidade de ministro a passar revista às tropas. Logo veste-se adequadamente sff. Pôe a sua fardinha civil pela mesmissima razão que as tropas estão aprumadas, com o cabelo penteado e cortado…Não vamos acabar de chinelos na parada está bem?