Antecipando títulos
Vitória de Biden: O sistema eleitoral norte-americano deu uma prova da sua vitalidade.
Vitória de Trump: O sistema eleitoral norte-americano deu uma prova do seu anquilosamento.
A sondagem Goya Beans
Mas vamos ao Goya Beans. Para quem não saiba – e dificilmente sabe quem só acompanhar a informação portuguesa – em Julho deste ano, Robert Unanue, o proprietário da Goya, uma empresa norte-americana de vegetais enlatados, participou na Casa Branca num acto destinado à comunidade hispânica. Durante a cerimónia Robert Unanue declarou o seu apoio a Trump. De imediato várias pessoas manifestaram a sua viva indignação e surgiu o apelo ao boicote aos produtos da marca Goya. Nomes do Partido Democrata, como Alexandria Ocasio-Cortez, e estrelas ascendentes e descendentes do mainstream declararam que nos seus pratinhos jamais voltaria a estar um feijãozinho da Goya. Pior que tudo, para os lançadores de fatwas das redes sociais, o CEO da Goya recusou pedir desculpa. Foi nesse momento que resolvi adoptar o parâmetro Goya Beans: se as vendas da Goya, e particularmente dos Goya Beans, baixassem isso seria um claro sinal da perda de apoio por parte de Trump.
Assim, graças ao meu parâmetro Goya Beans, chegados a esta quase véspera das eleições norte-americanas, posso afiançar:
1) O eleitorado de Trump está mobilizado pois o boycott à Goya transformou-se num “buycott”, com as vendas a subirem espectacularmente. É óbvio que a pandemia deu uma ajuda pois muitos restaurantes fecharam e as pessoas optaram por comprar enlatados. Mas também é óbvio que ninguém obrigava os compradores a optar pelos da marca Goya;
2) Os nomes sonantes de Hollywood e os políticos que eles apoiam continuam a acreditar que o mundo gira em torno dos seus umbigos;
3) Trump não terá menos votos que na anterior eleição o que não quer dizer que seja reeleito porque para ser reeleito é necessário que consiga vencer nos estados que garantem mais votos no colégio eleitoral. Ora as minhas informações sobre as vendas dos Goya Beans não são tão detalhadas que me permitam dizer como correram as vendas dos feijões enlatados da Goya na Florida ou na Pensilvânia.
Trespasse de culpas
Diogo Prates , médico: «Defendi o primeiro confinamento porque, talvez ingenuamente, acreditei que o governo merecia o benefício da dúvida, que aproveitaria aquele tempo para organizar uma resposta capaz à pandemia, uma resposta que passaria por equilibrar o apoio prestado a doentes covid e não covid, e que um plano desta envergadura precisaria de tempo para ser organizado, de forma a dar resposta a uma possível segunda vaga. Sejamos honestos, qualquer governo precisaria de tempo para estar preparado para o inverno que vamos viver. (…) O governo perdeu tempo, não a fazer aquilo que lhe competia, organizar os serviços de saúde, mas a atirar culpas para os outros, jovens, serviços privados de saúde e oposição. Por tudo isto, não há desculpa, não há desculpa que não se tenha aproveitado o anterior confinamento, que tanto sofrimento causou, nomeadamente em destruição de pequenos negócios, desemprego, aumento de pobreza e mesmo suicídio.»
Perguntas não respondidas
1) Qual o número de internados registados c/covid19 com menos de 55 anos?
2) Dos anteriores quantos têm comorbidades?
3) Qual o número de internamentos de <55 anos que têm causa directa covid19?
4) Qual o número internamentos <55 anos em épocas gripais anteriores?
5) Quantos dos internados <55 anos registados c/covid19 passaram para UCI?
6) Quantos dos internados <55 anos com gripe em épocas anteriores passaram para UCI?
7) Qual a taxa de ocupação de camas de internamento e UCI em época gripal de anos anteriores?
8) Qual o excesso de ocupação de internamentos e UCI em 2020 face à média em época gripal de anos anteriores?
9) Qual a percentagem de internamentos e UCI de causa directa covid19 (e não “com” covid 19)?
10) Qual a percentagem de internamentos e UCI de positivos covid19 em relação aos internamentos totais?
11) Qual o número de positivos covid19 com fonte em ambiente hospitalar e/ou lares?
12) Qual a percentagem estimada de falsos positivos nos internamentos e UCI?
13) Qual o número acrescido de camas de internamento e UCI providenciadas pelo SNS desde Fevereiro/Março deste ano?
Quem vai ajoelhar diante das vítimas do terrorismo islâmico?
Adeus mr. Bond
uma questão de tempo
A entrevista dada por Marine Le Pen ao Expresso, hoje publicada, evidencia o erro enorme, e provavelmente irreversível, que foi o Chega colocar-se de baixo da sua asa e identificar-se com o seu pensamento político. A forma mentis de Le Pen é profundamente velha e enviesada, e, chegasse ela alguma vez ao poder, não atenuaria sequer qualquer um dos problemas que detecta na sociedade francesa, que são, muitos deles, reais. Para a economia, por exemplo, a líder do RN usa a velha fórmula do mercantilismo protecionista, a que pateticamente dá a designação de “protecionismo inteligente”, de fechar seletivamente as fronteiras às importações, presumindo que queira manter as exportações para os destinos a que vira costas. Não se concebe, por exemplo, que a França deixe de exportar para um gigante como o Brasil, exemplo que Le Pen dá de um país em relação ao qual há que controlar (fechar?) as importações. Seria, certamente, um bálsamo para a economia francesa e para os empresários e trabalhadores desse país, se o fizesse… Ainda no campo da economia, é absolutamente delirante a afirmação de que o euro é péssimo para a economia francesa, mas porque “os franceses o querem manter” (são masoquistas, certamente), Le Pen, que diz tê-los «ouvido», dispõe-se a recuperar a economia e a “limitar os efeitos nocivos desta moeda, conservando-a”. Delirante. Sobre o ensino do português nas escolas públicas francesas, Le Pen aplica-nos o mesmo chauvinismo que dedica a todos os imigrantes (a “imigração”, o “principal problema” com que a França de debate), entendendo que a “Educação Nacional é para fazer franceses, que falem francês”, essa língua mais morta de que o latim, que ainda por cá se vai ensinando nas nossas escolas… Por último, a inegável posição contra a existência da União Europeia, reclamando o gaulismo da “Europa das Nações”, como se a UE não fosse, desde os primórdios da CEE, uma organização supranacional de integração voluntária de soberanias, que se auto-limitam em favor de um ambiente de paz e desenvolvimento que perdura, com avanços e retrocessos, como é próprio de tudo o que é humano, desde, pelo menos, 1957. É que, na verdade, União Europeia e Europa das Nações, como as vê Le Pen, são uma insanável contradictio in terminis. Escolham uma, portanto, mas não pensem ficar com as duas, menos ainda com a moeda europeia. No meio de tanto amor declarado à pátria e animosidade à “globalização”, Le Pen dá uma resposta intrigantemente evasiva, à posição de Donald Trump sobre a responsabilidade (e responsabilização) da China na actual pandemia. Diz ela: “Donald Trump está numa guerra total com a China e tudo para ele é bom para tentar alimentar esse conflito com a China. Tenho vontade de perguntar: O que é que muda? Que tenha vindo da China, da Dinamarca ou de Moçambique, não muda nada. É uma pandemia mundial”. Eu diria que, para quem tanto se preocupa com o “mal” que vem de fora das fronteiras do seu país, esta posição é estranhamente evasiva e leva água no bico… Mas será, certamente, uma percepção errada, a minha.
De modo, que não se vê o que possa o Chega ganhar com esta colagem a Marine Le Pen e aos seus partidos francês e europeu. Em contrapartida, fica muito claro o que poderá perder: a confiança e o voto de uma direita que nunca se reverão nisto. Ao contrário do que André Ventura poderá pensar, por este caminho, o CDS (ou a IL, se quiser e for capaz de ocupar esse espaço) estará tudo menos morto. É apenas uma questão de tempo.


É isto
Henrique Raposo: “Quando o pó pandémico assentar, temos de rever a nossa relação com os velhos. Por exemplo, as casas do futuro não podem ser apenas “verdes” e preocupadas com os ursos da tundra, têm de ser casas preocupadas com os nossos pais. As casas da cidade não podem ser pensadas apenas para a família nuclear, têm de ser pensadas para uma família mais alargada. A par desta mudança arquitetónica, precisamos de uma revolução moral: não podemos continuar a viver no pressuposto de que a velhice dos nossos pais não pode ocupar o nosso espaço, o nosso tempo e o nosso dinheiro.”
( Eu não li no EXPRESSO que deixei de assinar mas sim aqui)
Os “criminosos” da Praia do Norte
Eduardo Cintra Torres: «Multiplicam-se PIDEzinhos nas TV, moralistas que à conta da COVID condenam os cidadãos comuns nas notícias, como se as notícias tivessem de opinar (e os políticos eles não criticam).
Aconteceu na Praia do Norte, Nazaré: num dos locais mais arejados do país, grátis para cidadãos sem dinheiro (não é o Avante ou a F1), acumularam-se pessoas para ver surfistas naquelas extraordinárias ondas. Não eram milhares, como li nos rodapés. Contei centenas. Não estavam a monte, como as lentes das câmaras simularam (e nem as ondas mostraram!, só os “maus” cidadãos!) Não estavam todas sem máscaras, pelo contrário. A polícia esteve lá e pôde agir. Que se viu nos noticiários? Ralhetes pidescos contra cidadãos que foram ver as ondas, ralhetes dados por jornalistas fechados em redacções sem janelas e sem máscaras, armados em agentes de polícia politicamente correcta. E sobre isto ainda veio o director da PSP armado em “eu vou-me a eles!”, aos cidadãos.»
Será isto a dança das sondagens?
Dois países


Duas Igrejas
O Cardeal Clemente não tem vergonha?
quem sabe?…
Da ausência de Estado de Direito
Luís Menezes Leitão, Professor Catedrático, advogado, jurisconsulto e Bastonário da Ordem dos Advogados:
Estão a ser suspensos os direitos fundamentais dos cidadãos por uma forma que a Constituição não admite.
É mais do que tempo de o Presidente da República, que jurou fazer cumprir a Constituição, solicitar ao Tribunal Constitucional que aprecie a constitucionalidade destas restrições aos direitos fundamentais dos cidadãos portugueses.
O texto completo aqui.
Contei a história que faz título deste post na minha intervenção de hoje no programa “Ao Final do Dia” no canal que tanto irrita o secretário de estado choninhas.
O video aqui:
Quem se mete com o PS leva. E, avisa um secretário de Estado,quem não condena quem se mete com o PS também leva
O Camilo Lourenço explica neste video o que aconteceu. No PÚBLICO o João Miguel Tavares comenta o caso num texto que subscrevo: “Tudo começou com um post de Camilo Lourenço publicado no Facebook na sexta-feira às 20h04, comentando a notícia de abertura do Jornal das Oito da TVI, em que a ministra da Saúde afirmava que o SNS iria ser muito pressionado nos próximos dias. Camilo Lourenço escreveu: “Os hospitais estão no limite? Vá-se lixar, sra. ministra. A senhora devia ter negociado, em devido tempo, a utilização dos hospitais privados. Que m… de políticos. Gente que prefere deixar morrer pessoas só por causa de complexos ideológicos. Fdx!”
Camilo Lourenço é uma figura pública e a sua página de Facebook é seguida por quase 120 mil pessoas. O espaço de comentário diário que transmite via Facebook, A Cor do Dinheiro, é um sucesso de audiências, o que lhe permite um contacto com o público sem mediação editorial e a utilização ocasional de uma linguagem que seria inaceitável numa rádio, televisão ou jornal de referência. O seu comentário está cada vez mais solto por causa disso, mas, até pelo impacto do que diz, Camilo pode e deve ser criticado quando exagera ou utiliza linguagem menos própria. Admito perfeitamente que um político lhe possa responder, ou até processar, se entender que passou dos limites. É também para isso que servem os tribunais (embora a liberdade de expressão deva ser particularmente extensa no que diz respeito a críticas políticas, como é o caso).
Contudo, aquilo que um político não pode fazer é aquilo que o secretário de Estado do Planeamento fez, escassos 25 minutos após ter lido o post de Camilo Lourenço. Às 20h29 dessa mesma sexta-feita (nota mental: é sempre péssima ideia responder a quente), José Gomes Mendes contra-atacou no Facebook, com um post em que não se limitou a defender Marta Temido (“trabalha até ao limite da sua resistência para fazer o seu melhor e ajudar o país”), nem a criticar a linguagem de Camilo Lourenço (“num qualquer cidadão é falta de educação; numa pessoa que ganha a vida a fazer opinião nos media é inaceitável, vergonhoso, desprovido de ética e de profissionalismo”), mas, como tem sido tristemente hábito neste Governo, entusiasmou-se com a sua voz grossa e deu um passo longe de mais.
Que passo foi esse? Foi quando saltou da crítica ao comentário para a sugestão do despedimento. Escreveu José Gomes Mendes: “Basta. Nem tudo é possível em democracia. E o meu recado não é só para ele, é também para aqueles que lhe dão espaço nos seus canais informativos. Estou para ver se assobiam para o lado.” O secretário de Estado acrescentou: “Sendo membro do Governo, é bem provável que este post acabe em polémica, mas há momentos em que calar é consentir. (…) Venham agora as virgens ofendidas.”
PS. Notícias sobre o assunto? – pergunto eu
Agora que acabou a gentrificação a cidade já recuperou o carácter?
As lojinhas tradicionais já regressaram aos bairros mais tradicionais ainda? Os residentes que tinham deixado o centro já estão de regresso? Estão um encanto os centros de Lisboa e Porto agora que se livraram da praga do turismo!
Dia zero: 6 Brumaire CCXXIX
A partir de amanhã é obrigatório o uso de máscara na rua. Deixemos esta frase entrar no nosso subconsciente. Motivos não interessam, explicações também não, até porque só há uma visão possível no mundo moderno, a da “ciência”. A mesma “ciência” que leva ao silenciamento e ostracização de cientistas que questionam o dogma. Estamos todos mais perto do sacerdócio da verdade, o da única verdade admissível, a que não necessita de comprovação, validação e que dispensa qualquer tentativa de racionalização.
Não dói nada. Venham agora as luvas, o escafandro e câmara hiperbárica. Liberdade, igualdade, fraternidade e guilhotina.
Hoje contei 34 com máscara e 31 sem máscara no caminho para a escola. Daqui a uns dias não conto nenhum. Vanilla Sky. Nem eles estarão na rua para os contar nem eu estarei lá para que sejam contados. Obedecer. Ser um bom cidadão.
Um humano é um bípede que não tem penas. Admirai, pois então, esta galinha depenada.
jerónimo de sousa presta declarações sobre os resultados nos açores

a essência do mal

Por vontade da comunicação social, da portuguesa, da europeia e da generalidade do mundo, Donald Trump não ganhará a reeleição. Como não teria ganho a eleição, ou, tendo-a ganho, não teria tomado posse, ou, tendo tomado posse, não governaria mais do que um dia. Essa comunicação social é, por sua vez, acriticamente seguida por legiões de patetas que garantem que o homem é o diabo em pessoa. Primeiro, ia começar a 3ª guerra mundial. Depois, ia instalar uma ditadura nos EUA. Por fim, recusar-se-á a sair da Casa Branca, caso perca as eleições.
E por quê? Por que é que Donald Trump nunca beneficiou de um segundo de tranquilidade para fazer aquilo para que os norte-americanos democraticamente o mandataram: ser o presidente dos EUA durante quatro anos? Por que é que temos de aturar, ad nauseam, toneladas de comentadores televisivos a garantirem-nos a perfídia do homem, a hossanizarem a genialidade de Biden e a lembrarem-nos que os EUA têm a obrigação moral de se verem livres do homem?
São muitas as respostas possíveis e várias as que concorreriam para uma conclusão final abrangente e satisfatória. Por mim, sobre Trump, interessa-me apenas o essencial: que esta Administração republicana reduziu, substancialmente, a conflitualidade internacional que Obama nos deixou; que praticamente acabou com o clima de guerra fria com a Rússia que Obama criara; que começou a conter um Irão transformado em potência regional pela invasão do Iraque e pelas políticas mantidas no Médio Oriente pelas anteriores Administrações; que foi provavelmente o único presidente americano dos últimos cem anos que não iniciou um único conflito militar; que a economia americana recuperava e crescia a olhos vistos até ao início da pandemia, graças a políticas públicas inteligentes de redução de impostos sobre as empresas e as pessoas; que obrigou o expansionismo económico chinês a negociar e a acalmar-se; que, finalmente, lembrou os parceiros europeus que a 2ª guerra mundial acabou em 1945 e que há contas para pagar das despesas de segurança comum. Isto, como é evidente, para a elite da comunicação social e da política, de nada vale. Só conta o facto do homem ser o diabo em pessoa e ser um imperativo moral e humanitário removê-lo do poder. Não me lembro de um fenómeno de cretinismo de massas com esta dimensão.
Boa noite.
Jornada Mundial da Juventude
O tempo do lobo
A revolução que estamos a viver, a do combate a um inimigo imaginário – é um vírus de baixa letalidade, mas podia ser brinquedos segregados por sexo no McDonalds – acabou com o mundo livre. Emigrar seria uma opção, mas não estou a ver para onde.
Algumas pessoas dizem que é preciso resistir. A resistência através de desobediência civil é fútil. Culminaria em casos de tribunal que teriam resolução daqui a 10 ou 15 anos. Ninguém pode esperar tanto tempo nem ninguém sabe o regime em vigor na altura. Muito menos sabe se está vivo.
A única resistência é a das armas. Como não sou pessoa para andar aí aos tiros, mais vale aceitar a situação: um dia de cada vez até dia nenhum.
Um debate que não existe em Portugal
Em Portugal o prime-time televisivo estaria vedado a um debate blasfemo deste género e mesmo nos recônditos cantos da programação fora de horas tal seria altamente improvável.
É ver o video:
Consequências lógicas
O Chega quer voto obrigatório. O PSD quis máscara obrigatória. O Chega não foi votar a proposta do PSD. Multe-se o Chega por faltar ao voto sobre a obrigatoriedade da máscara.
Diz não
A Constituição não foi suspensa
Artigo 44.º
Direito de deslocação e de emigração
1. A todos os cidadãos é garantido o direito de se deslocarem e fixarem livremente em qualquer parte do território nacional.
Artigo 18.º
Força jurídica
1. Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos, liberdades e garantias são diretamente aplicáveis e vinculam as entidades públicas e privadas.
2. A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos.
Artigo 19.º
Suspensão do exercício de direitos
1. Os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição.
Artigo 21.º
Direito de resistência
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
Políticos adultos tratam eleitores como adultos
Não vou esquecer
o estado da arte
Portugal pode ser um Estado com Direito. Com muito Direito, até mesmo com Direito a mais. Mas, decididamente, o que já não é é um Estado de Direito.
Do autoritarismo de Costa
Constituição da República Portuguesa
Artigo 19.º
Suspensão do exercício de direitos
1. Os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição.
Tem as costas largas, o pequeno vírus
E quando discutem a morte sem ser a pedido nos lares?
A Igreja Portuguesa entregou-se ao Estado?
Na casa de Deus passou a mandar Marta Temido.
O missal foi substituído pelo manual da DGS.
A Caridade tem de esperar pelo fim da Covid.
Se não é assim, parece…
O video de hoje:
A maldição socialista do interesse público
Antiga CUF. Zona industrial do Barreiro classificada como de ‘interesse público’
O socialismo destruiu a CUF em nome do interesse público. Agora o interesse público é invocado para musealizar o espaço do que foi a CUF.
Um país que se levanta perante os erros do governo
Oitenta e três anos, no Reino Unido.
Video:
Os vizinhos do andar do lado continuam a fazer questão de colocar o prédio inteiro a par das suas zangas e reconciliações
Bloco de Esquerda sai de reunião com Costa com “abertura negocial”
Catarina Martins. “Se não existir um orçamento, o Governo pode apresentar outro
OE2021: Catarina Martins diz que Bloco de Esquerda não viabiliza orçamento “da maneira em que está”
PS acusa Bloco de irresponsabilidade ao sugerir nova proposta orçamental
Bloco de Esquerda impõe linha vermelha: só viabiliza Orçamento se houver nova auditoria ao Novo Banco
PS espera contribuição do Bloco de Esquerda para melhorar o Orçamento do Estado
Orçamento do Estado. BE diz que propostas não são “lista de compras”
Bloco de Esquerda não vê condições para viabilizar o Orçamento do Estado
Bloco “quer muito chegar a acordo” sobre Orçamento
….
Flores no esterco
Como uma avalanche que extingue a aldeia a partir da queda de uma pequena massa que desencadeia inumeráveis reacções, atingimos em Outubro de 2020 o patamar do progresso a partir do qual não há retorno. Daqui para a frente, do “ninguém está disposto a ouvir seja quem for”, só virá o “calem-no antes que alguém o possa ouvir”.
Os nossos antepassados já passaram por isso. Não há volta a dar. Resta o silêncio, aliás o mesmo silêncio que já se faz sentir nas redes sociais, a Torre de Babel do nosso tempo. Se alguém fala na floresta e as árvores falam ao mesmo tempo, será que alguém falou?

Pouco importa se há confinamento ou não. A própria palavra nunca existiu. Existe agora, e não é para designar prisões domiciliárias: designa o muro que cada um construiu à volta de si próprio. Uns chamam-lhe política partidária, outros chamam-lhe a choldra, outros ainda – os ingénuos – chamam-lhe esperança. Eu prefiro chamar-lhe o desígnio humano para a destruição.
Primeiro foram os artistas, ou porque morrem, ou porque já não interessam. E depois disso não há nada.
Against the wall.
Nota: não publico este post no Facebook porque calaram a cotovia por 7 dias.
As explicações formatadas
A Argentina viveu um dos mais longos confinamentos do mundo: seis meses. A Argentina é agora um dos países que regista maior número de casos de Covid. Dizem os jornais que o problema foi não se ter cumprido o confinamento adequadamente.
O Peru é o país com a maior mortalidade por habitante da América Latina por coronavírus. Dizem os jornais para explicar os números do Perú que no Perú é enorme a falta de acesso aos serviços de saúde e a impossibilidade de confinar adequadamente. Mas se fosse apenas isso em Espanha ou em França não haveria contaminação.
… Quanto mais tempo passa mais óbvio se torna que a cartilha de pouco serve.








