Compra dos ventiladores: uma cronologia da má fé da China e da propaganda governamental
23 de Março: Governo encomendou 280 mil testes. E comprou à China 500 ventiladores. Ventiladores custaram 9,3 milhões de euros. António Costa diz que 500 ventiladores chegam da China até 14 de abril
(A 5 de Abril chegam 144 ventiladores que nada têm a ver com esta encomenda: são ofertas ou aquisições feitas pela CML)
17 de Abril: Portugal ainda só recebeu 65 dos 508 Ventiladores comprados à China
Os ventiladores não chegam mas mediaticamente estão sempre a chegar: Portugal recebe mais 500 ventiladores nas próximas semanas . O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales adiciona ventiladores a cada intervenção.
Como se perceberá posteriormente neste caso receber não é sinónimo de chegar. Os jornais fazem títulos com “Portugal recebe” mas uma coisa é recebê-los na China outra bem diversa é fazê-los chegar a Portugal.
20 de Abril: Chegaram 66 ventiladores: 40 ficam na região Norte e Centro. Há 65 guardados na embaixada em Pequim, a aguardar transporte.
Acreditar-se-ia que estes 66 ventiladores se somavam aos outros 66 recebidos até 17 de Abril, o que dava que já tínhamos recebido131 ventiladores. Na verdade são os mesmos como dias depois de percebe.
2 de Maio: Portugal ainda só recebeu 73 dos 1151 ventiladores comprados à China
Portanto dos 1151 ventiladores comprados à China e das sucessivas remessas que estavam sempre a chegar, a ser entregues, a ser recebidas… chegaram 73 ventiladores. É isto?
Caiu a máscara ao Polígrafo
Que credibilidade tem um Jornal Online, cuja função é fazer a verificação de notícias, quando ele próprio é transmissor de informação errónea? Aconteceu recentemente com o uso de máscaras. Em pleno horário nobre, na sua parceria com a SIC, o Polígrafo disse textualmente que “nesta fase” ( a 2 de Março e no auge da pandemia) não fazia sentido o uso desse equipamento pela sociedade civil e que era desaconselhável porque dava a falsa sensação de segurança e não permitia uma protecção completa. Isto à revelia do que os profissionais de saúde defendiam. Mas afinal, são verificadores de factos ou papagaios dos interesses do sistema?

A resposta vou dá-la aqui num pequeno levantamento que fiz aos “fact-checking” destes jornalistas.
Não é de agora que o Polígrafo nos anda a confundir com verificações enviesadas e imprecisas. Vejamos à lupa algumas delas (porque são muitas e davam vários textos):
Na verificação a uma publicação do PCP sobre se era ou não verdade que em média as mulheres tinham salários mais baixos, o Polígrafo, de uma forma superficial, classificou imediatamente de “verdadeiro”. Sucede que esta publicação é imprecisa e foge à verdade ao referir SALÁRIOS em vez de média AUFERIDA. Isto é, não é verdade que os salários são discriminatórios pois nos CCT de cada sector de actividade, não pode existir – por isso não contém – diferenciação de sexos. Um salário de um administrativo/a, técnico/a, ajudante/a ou qualquer outra categoria, na tabela salarial é só um e o valor base no recibo nunca pode ser diferente do que é indicado na tabela aprovada. Nunca. Porém, os valores AUFERIDOS mensalmente já poderão ser diferentes. Porquê? A razão é simples: ausências ao trabalho para assistência à família, gravidez, número de horas extras etc. etc. Logo, a classificação deveria ter sido “verdadeiro mas…”. Portanto, fazer uma verificação a isto e NÃO REFERIR este detalhe, que o PCP propositadamente oculta, é enviesamento de informação.
Quando fez a verificação de uma publicação (que por acaso era minha) o Polígrafo escrevia: “(…)alega-se que a temperatura na Antártida aumentou porque “há mais Sol” e “os dias são mais longos”, devido a “alteração na inclinação da Terra”. Fonte de informação? Um vídeo no YouTube em que supostamente (escreveram “supostamente” quando é um testemunho real) os “anciãos” inuítes – povos indígenas que habitam tradicionalmente regiões em torno do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Terra – explicam que, ao longo dos anos, têm vindo a identificar diferenças no local onde o Sol se põe. Este fenómeno estaria relacionado com uma variação da inclinação da Terra que torna os dias mais longos, em comparação com as noites. Diz ainda o Polígrafo, que esta não é uma justificação cientificamente válida para a mais recente onda de calor que atingiu a Antártida, mas não fundamenta esta afirmação com fontes. Zero.

Ora na publicação havia um vídeo real, de testemunhos reais, de anciãos inuítes reais, que explicavam detalhadamente as suas observações sobre os dias naquela região dizendo que o Sol, onde nasce não mudou muito, mas o por do sol mudou de lugar e sabem quando ocorreu. Que o Sol está mais alto e os dias são mais longos aquecendo as temperaturas, os ventos do norte mudaram e as estrelas também: não estão mais nas suas posições originais. Há mais vento do sul e leste e que isso afectou-lhes o modo de vida. Que já tinham informado a NASA sobre essa constatação. Curiosamente isso foi invalidado pelo Polígrafo. Os nativos do Polo Norte são “ignorantes” e sabem menos que os “cientistas” e tudo o que observam é mera “imaginação”, por isso não sabem do que estão a falar, certo? Isto do Sol aquecer mais uma hora porque os dias são mais longos no Polo Norte não interessa porque são os esquimós a dizê-lo, certo? Por que razão o Polígrafo não confrontou os cientistas com estas declarações e não investigou? Porque estragam as narrativas oficiais.
A inclinação da Terra tem influência (mas não é a única) no aquecimento do Planeta. Em 2000 a Nasa publicou um artigo sobre essa importância mas AGORA tem um alerta: “o artigo pode conter informação desactualizada”. Curioso é isto indicar que estão agora alinhados com a teoria do “aquecimento “mega rápido” global por CO2″, aquela que se fundamenta na curva de aquecimento “súbito e alarmante” (o famoso hockey stick), conseguida por manipulação de dados pelo IPCC e que por isso, o seu director Phil Jones, foi alvo de um processo de investigação no Parlamento Britânico – resultante do escândalo Climategate – onde pasmem-se, se comprovou o “desaparecimento massivo” de documentos de prova (ao estilo Sócrates). É com base nesta fraude que ainda hoje os “cientistas do alarme catastrófico” do aquecimento antropogénico do clima, se fundamentam. O Polígrafo alguma vez verificou esta mentira fazendo prova (porque a há) de que as temperaturas foram estáveis e não subiram em flecha? Que não há até hoje base científica que o sustente? Não. Porque isso estraga as narrativas oficiais. Ainda sobre a inclinação do eixo da Terra, depois do grande terramoto de 2010 no Chile, neste artigo é dito: “A NASA indica que “o mais impressionante é, talvez, o quanto o terramoto mudou o eixo de rotação da Terra”, que determina a duração dos dias. Os cálculos efectuados por Gross mostram que o eixo se alterou em aproximadamente oito centímetros”.
Nota: Micheal Mann nunca conseguiu provar a veracidade destes dados, tendo perdido em Tribunal Canadiano, num processo que moveu contra Tim Ball que o acusou de fraude.

Depois diz que entrei em contradição quando afirmei que não era a primeira vez que havia temperaturas ALTAS na Antártida (mais um jogo de palavras). Porém, adiante no fact-checking, escrevem isto: “Os dois novos valores máximos estão a ser verificados pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e, segundo Randall Cerveny, relator da comissão para o Arquivo de Extremos Meteorológicos e de Clima da OMM, ainda é prematuro concluir que foi a primeira vez que a Antártida ultrapassou os 20ºC de temperatura. E escreve mais isto: “Gorodetskaya salienta que, apesar de a península da Antártida ser a região mais quente do continente, “não é típico ter 20ºC frequentemente”, nem mesmo na época de temperaturas mais altas como aquela que agora se vive no Hemisfério Sul. Mas indica que este valor é referente a uma região “muito particular” e por isso “não pode ser aplicável a toda a Antártida. Também Ricardo Trigo, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e director do Instituto D. Luís, aponta no mesmo sentido. “É como estarmos a falar da Europa e alguém referir a temperatura das ilhas da Ria Formosa ou das Berlengas. Tem a relevância que tem, está no continente europeu, mas não representam a Europa”, exemplifica.”
Ou seja, o mesmo Polígrafo que me desmente e classifica o meu post (baseado em declarações dos Inuites e outras pesquisas) de “Falso” – as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas”, é o mesmo Polígrafo que me dá razão sem se dar conta. Isto é, só quem abre o artigo e o LÊ constata isso. Os que lêem só os títulos, não. E se a justificação foi “ser impreciso” porque o classificam de “Falso”? Eu sei: para depois aparecer isto sempre que é visualizado o post:

E acrescento mais esta: “Alguns dos factores para o degelo são naturais, conforme explica a PHD e professora do Departamento de Oceanografia Física da USP, Ilana Wainer. “Variações climáticas são parte da evolução natural do planeta, função da variação de parâmetros orbitais como a distância terra-sol, a inclinação do eixo da terra e a constante solar”, explica a especialista.”
E mais esta: “Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO2 não estão relacionadas entre si, ou seja, o CO2 não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento do CO2 na atmosfera.” Luiz Carlos Baldicero Molion, PH.D. em Meteorologia pela universidade de Wisconsin, EUA.
Outro fact-checking manhoso foi com um artigo sobre ideologia de género do Notícias Viriato. Quando o Polígrafo diz “Concluindo, o Governo não obriga as escolas a deixarem que “um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos” e vice-versa. O que é assegurado através do referido diploma é que um rapaz que se identifique como rapariga não seja obrigado/a a utilizar os balneários masculinos, ou que uma rapariga que se identifique como rapaz não seja obrigada/o a utilizar os balneários femininos”, está EXACTAMENTE a dizer o mesmo – de forma enviesada – que foi dito no Notícias Viriato. Um jogo de palavras e interpretações SUBJECTIVAS para iludir sobre um decreto-Lei que NÃO É CLARO E OBJECTIVO exactamente porque não interessa ser e assim dar azo a várias interpretações à escolha, iludindo as pessoas sobre esta imposição ideológica, dando a entender que é “inofensiva” e cheia de “boas” intenções em nome da “igualdade”. Como classificou o artigo? Assim: “Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas.”
Fact-check com o uso de hidroxicloroquina. O post era este: “Bem, boas notícias finalmente. Esta publicação consiste em partilhar o processo de tratamento do paciente Covid-19 nos hospitais centralizados. Fica evidenciado o uso de hidroxicloroquina que tem sido tão polémico mundialmente como sendo o fármaco ‘milagroso. Na minha opinião, após muita relutância da DGS decidiram aprovar a terapia do uso de hidroxicloroquina. Vamos ter certamente uma redução do número de mortos nos próximos dias! Interessante que na comunicação social esta informação ainda é um tabu”. Esta é a imagem do post:

O erro deste autor foi ter escrito “aprovado” e vai daí o Polígrafo contorceu-se até ao tutano para “provar” que não houve aprovação nenhuma, quando pela leitura do post, se percebe que o que o autor quis dizer e ERA VERDADE, é que a DGS autorizava a terapêutica com esse e outros medicamentos como se pode ler nesta imagem: “À data, podem ser equacionadas terapêuticas antivirais de acordo com os critérios seguintes e juízos clínicos”. O Polígrafo faz ainda questão de acrescentar: “nenhum destes medicamentos tem ainda uma eficácia comprovada” para reforçar os seus “argumentos”. Ou seja, um mero jogo de palavras para classificar esta publicação como “falsa” sem o ser na realidade.
Sobre as saídas precárias de criminosos onde o Polígrafo desmente André Ventura, não preciso de lembrar que foi comprovado pelos factos: “O homem condenado a 23 anos por homicídio no processo Noite Branca, e que já cumpriu 13, estava pronto para sair quando foi notificado que a liberdade extraordinária estava suspensa devido a um processo pendente por agressões a guardas prisionais.” Portanto, este homicida só lá ficou porque (ups!) tem um processo pendente com… guardas prisionais.
Agora e só para terminar, compare estas verificações com as que são feitas a Costa, Catarina Martins, Nuno Santos (são só uns exemplos) onde as mentiras e omissões são classificadas de “verdadeiro mas…” e “impreciso” . E reflicta sobre este regresso do lápis azul pela mão da nova “pide”.



Os meninos da bolha
Ou a DGS tem informações secretas sobre os riscos do contágio entre crianças ou estas normas que eleborou para a reabertura das creches são um delírio de autoritarismo sanitário:
– Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição;
– Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 2m entre si (há creches que se queixam de falta de espaço para implementar esta medida);
– Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação;
– Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos (abaixo desta idade a máscara não é permitida);
– Espaçamento de 2m entre crianças (medida que a própria DGS reconhece não ser de fácil aplicação);
– Material didáctico não deve ser partilhado entre as crianças;
Isto não śo não é possível como não é desejável. Por uma vez ponham as crianças nos recreios. Percam o medo do ar livre. Deixem-nos correr. Saltar. Brincar. As creches não podem ser prisões de alta segurança. E esta não pode ser a geração bolha.
No pasa nada
PCP: o rolo de cozinha do PS
O que dizer Jerónimo quando diz: Festa do Avante! não é um festival e que comunistas “são muito criativos”?
Que em Setembro no festival que não é festival o PCP organiza uma missa-vudu contra os maus espíritos daqueles países da UE que recusam colocar os seus contribuintes como patrocinadores vitalícios dos socialismo de Estado praticado em Portugal.
Capítulo seguinte, o PCP apresenta a conta pelos altos serviços prestados: mais uns acordos colectivos, mais umas portarias de extensão… Em conclusão: desde a invenção do rolo de cozinha que o PS português não conhecia algo tão útil quanto o estatuto excepcional do PCP em 2020.
Estado de excepção
A excepção tornou-se a regra. Nem Marx, nem luta de classes, nem estado social: o estado de excepção permite tudo e o seu contrário. Sempre em nome do cumprimento das regras. E do socialismo, claro. Todos os dias mais uma excepção enquanto as regras apertam. Convém contudo recordar que A excepção pode ser racismo ou inclusão. Tudo depende de quem a propõe. André Ventura defendeu um programa de confinamento especial para a “comunidade cigana”. Ou seja um tratamente excepcional. Racismo – gritaram os activistas e depois toda a pátria, não se desse o caso de acabarem expatriados aqueles que não gritassem “racismo!” com suficiente convicção. A proposta de um tratamento excepcional feita pelo líder demissionário do Chega é tão despropositada e se quisermos racista quanto todas as outras propostas apoiadas e incensadas como tolerantes, progressistas e, pasme-se, inclusivas que tratam alguns portugueses não como os cidadãos que efectivamente são mas sim como um grupo ou comunidade, como agora se deve dizer. O absurdo das excepções que em nome da protecção às comunidades se aprovam e legitimam não tem explicação: tanto se tolera o casamento de meninas como se concedem bolsas de investigação específicas para mulheres. Tanto se condena o racismo como se aceita que certas comunidades se odeiem entre si…
Austeridade: pela honra e em nome do futuro
No meu artigo de hoje na coluna semanal da “Oficina da Liberdade” no Observador, procuro desmistificar a ideia habitualmente associada à austeridade.
Lá digo entre outras coisas:
Lamentavelmente todos parecem ter interiorizado que a austeridade é má e prejudicial. Além disso entendem que, a existir ou ocorrer, tal acontecerá não por vontade própria, mas pela força das circunstâncias ou pela imposição de terceiros.
O desmame da alucinação não será fácil, mas será certamente compensador podermos vir a olhar-nos de novo ao espelho e vermos pessoas adultas que não sequestraram o futuro dos próprios filhos e netos.
O artigo completo pode ser lido aqui.
E é isto
Protectorado
A Comissão da Carteira de Jornalista recusou o título profissional a António Abreu, responsável pelo site Notícias Viriato considerando que não existe nele “atividade jornalística”. A classe claro que não se vai solidarizar com António Abreu. Nem sequer lhe vai parecer preocupante que esta decisão tenha sido em parte baseada no facto do site Notícias Viriato estar na lista de vigilância do projeto Monitorização de propaganda e desinformação nas redes sociais do Medialab do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa. Amanhã outro argumento qualquer serve. Os observatórios do doutor Boaventura sinalizam um outro site e outras carteiras serão recusadas. Um dia chegará claro aos que agora acham que não é nada com eles.
Toda a gente vai olhar para o lado. Pigarrear que a eles os jornalistas como deve ser isto não vai acontecer. Esperem pela demora que não vai demorar.
Quaresmas
Um belo artigo de Ricardo Quaresma sobre um interessante personagem. Um outro Quaresma, que foi corajoso quando havia consequências para quem desafiava a tirania e queria ser livre.
O comunitarismo é uma treta. Perigosa.
Portanto as mesmas pessoas que defendem o tratamento diferenciado das comunidadesofendem-se porque André Ventura defende o tratamento diferenciado de uma dessas comunidades? Ou vice-versa: André Ventura que se insurge contra o tratamento diferenciado de uma comunidade vem pedir um tratamento diferenciado para essa comunidade.
Nos apoios anunciados para o jornalismo há verba para a nave intergaláctica que levará os jornalistas à Bélgica?
A Bélgica chegou nos números de hoje aos 720 mortos por milhão.Pretender justificar esta barbaridade e o seu silenciamento com uma forma mais rigorosa de contagem das vítimas é atirar areia para os olhos.
Vichyssoise
“Crise na comunicação social é uma situação de emergência e está a criar problemas de regime”.
Há pelo menos dois anos que Marcelo anda em campanha pela ainda maior estatização dos media.
O controlo da oligarquia faz-se, como sempre, sem pudor.

A realidade nua e crua. E de que ninguém fala
João de Carvalho «Quem nos governa só pensa em assalariados e funcionários públicos. Ninguém pensa nos pequenos negócios e nas suas especificidades. O privado para essa gente é assim uma espécie de excrescência aonde ainda habitam fantasmas de patrões exploradores e pessoas cheias de dinheiro, resquícios bolcheviques medievais cheios de naftalina que num país atrofiado à sombra do Estado medram.
Um bocadinho de tecido à frente do nariz
E falou dessa ideia com quem?
Marcelo tinha “ideia simbólica” para a celebração do 1.º de Maio Marcelo tem medo que Costa o ultrapasse no populismo e medo também da elevada abstenção entre aqueles que foram os seus eleitores. Medo sobretudo que um dia alguém lhe lembre que a vida não é uma brincadeira e que não está para brincadeiras. (Em que praia irá o Presidente mudar de calções este ano?) Vai levar os próximos meses neste jogo de escondidas.
Estávamos portanto com os migrantes, imigrantes, “pessoas retiradas”, estrangeiros, hóspedes, refugiados, requerentes de protecção ou de asilo devidamente instalados na base da Ota quando fomos informados que alguns tinham ido para a mesquita de Lisboa e outros, a fazer fé nos jornais, estavam em fuga”: “Dezanove refugiados de hostel em Lisboa com casos de coronavírus estão em fuga”. Mas em fuga de quê ou de quem? Então os refugiados não tinham sido acolhidos exactamente porque vinham a fugir? E que sentido faz que fujam requerentes de protecção ou de asilo?… O acontecido a estas pessoas deve servir também para reflectirmos sobre as condições em que vão ser acolhidas as chamadas “crianças migrantes” que estão desacompanhadas das suas famílias nos campos das ilhas gregas. Entre o frenesi do Covid-19 passou discreta a informação que “Portugal manifestou disponibilidade para acolher crianças migrantes que estão desacompanhadas nas ilhas gregas”.
Hoje, Domingo 3/Maio – 21h00
Apesar de nos últimos meses a Covid-19 ser pródiga em exemplos de divergências entre cientistas e especialistas quanto a inúmeros aspectos relacionados com a doença e a gestão da epidemia, ainda há muita gente que acredita no dogma da verdade única e absoluta. Para esses só há uma ciência: a sua ciência.
Qualquer um que coloque objecções, aponte incongruências ou identifique erros de análise à tese dominante é desqualificado do ponto de vista pessoal e a sua abordagem tida como leviana e atentadora do interesse público, quando não mesmo uma ameaça directa à saúde de cada um de nós.
Ora, como na Oficina da Liberdade se rejeita a húbris intelectual das certezas e ao mesmo tempo se tem desconfianças quanto ao exercício do poder, procuramos dar espaço ao contraditório.
Assim, fica o convite aos leitores do Blasfémias para assistirem hoje, Domingo, às 21h00 a um debate entre André Dias e Carlos Meneses Oliveira. A contenda será moderada pelo Carlos Guimarães Pinto.
Será transmitido ao vivo aqui: www.facebook.com/oficinadaliberdade/

As máscaras começaram a cair
estado de suspensão constitucional
«A situação que teremos, a partir do dia 3 de Maio, independentemente da bondade das intenções, é, por isso, manifestamente inconstitucional. Manterá a suspensão de direitos fundamentais, sem o fazer por via de nenhuma das duas figuras constitucionalmente previstas para esse fim, mas apenas por decisão unilateral do governo.». Hoje, no Observador.
Sequestrar a China
Reparei que o Presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Direito Internacional defende hoje no Observador que “tendo a China investimentos estatais em todo o mundo poderá ser muito vulnerável à aplicação de sanções que consistam, por exemplo, no sequestro dos seus interesses noutros Estados.”
Traduzindo “sequestrar”: sugere-se ser eventualmente benéfico para os Portugueses a nacionalização do grupo Luz Saúde, do MillenniumBcp, da Fidelidade, do Jornal de Notícias, do Diário de Notícias, da Level Constellation, da Reformosa, da STDM, do Haitong Bank, entre muitas outras empresas…
Ou seja, além dos problemas de saúde provocados pelo vírus e da quebra abrupta de rendimentos gerada pelo lockdown imposto governamentalmente, os contribuintes ainda teriam de pagar este “sequestro”.
Quem sabe se os nossos governantes acharão sensata a proposta, mesmo depois de terem andado anos a fio a salivar (alguns literalmente) e pedinchar pelo investimento chinês, facilitando e atribuindo benefícios selectivos.
Afinal, a flexibilidade vertebral dos políticos é semelhante à de um dragão chinês.

Uma meia verdade não é uma verdade. Ora, se os média não mostram todos os factos sobre a COVID19, colocando-os na ordem do dia, é porque não querem contraditório e se não querem contraditório, é porque têm uma agenda política. Ponto.
Nesta 2ª parte do meu artigo “Covid19: porque os média nos escondem informação? (Parte 1)”, continuo a dar voz a todos aqueles especialistas da área, que foram silenciados/apagados, desacreditados, insultados pelas brigadas radicais “muito democráticas” do “nós é que sabemos por isso cala-te” do “establishment”, para que houvesse apenas uma “teoria” sobre o tema. Eis mais profissionais da área:
Dr. Sucharit Bhakdi (Professor Doutor emérito da Universidade Johannes Gutenberg em Mainz especialista em microbiologia e epidemiologia das doenças infecciosas). Escreveu uma carta dirigida à Chanceler Alemã onde colocou várias questões pertinentes:
- “Há motivos para este gigantesco “lockdown”? Se sim, onde estão os dados científicos que o sustenta? E continua: “uma nova infecção diagnosticada por um teste de laboratório, não pode ser equacionada como uma doença ou um doente que requer tratamento. É dito que 5% dos infectados acabou nas UCI´s e requerem ventilação artificial. Os prognósticos de que o Serviço Nacional de Saúde da Alemanha será levado ao limite. Pergunto: essas projecções diferenciaram os infectados com ou sem sintomas e os genuínos casos, severos ou só hospitalizados? A verdade é que os números de infectados é exponencial mas não pode servir de base para cálculos sobre lotação do Serviço Nacional de Saúde. Tem de haver números genuínos (só com aqueles que desenvolveram a doença) para termos números fiáveis.
- Há dados científicos que suportam a teoria de que a COVID19 é efectivamente letal? A implementação draconiana de medidas que restringem os direitos fundamentais só pode ser justificada se houver razões para esse medo por ameaça de um vírus letal. A resposta é simples: não. Para aferir o verdadeiro grau de perigosidade do vírus, de que tipo de dados necessitamos? De um lado temos os coronavírus com que vivemos todos os dias; do outro temos a COVID19. O que precisamos de aferir é quantos morrem em cada grupo. Se a mortalidade for idêntica, então serão similarmente perigosos ou menos perigosos; se o 1º grupo é mais letal, logo é mais perigoso e vice versa. Pergunto: e houve esse estudo na Alemanha? A resposta é: não! Quando saiu o 1º estudo de colegas franceses para reportar esta situação, a conclusão foi: “a mortalidade nos 2 grupos é similar. A COVID19 não difere dos seus parentes “coronas” em perigosidade.
- Quantos pacientes com genuíno SARS COV2 estão a ser tratados em UCI´s em comparação com os pacientes dos comuns coronas? Esses dados estão a ser tidos em conta no presente e futuro na prevenção estratégica da doença? E o estudo dos nossos colegas franceses vai receber atenção nesse contexto? Não afirmo que o SARS COV2 é igual aos anteriores, mas asseguro que nada indica ser muito muito mais perigoso como o é o SARS e o MERS que foram mesmo muito letais, ou como a Gripe de há 2 anos que foi 50-100 vezes mais letal que a gripe sazonal. No ano passado ficaram horrorizados com mais de 20 000 mortes de gripe e não foi implementado medidas preventivas. Porquê? Porque temos um SNS e profissionais à altura dessas emergências. Não há por isso razões para pânico.
- Sobre a propagação do vírus precisamos de saber até onde chegou na população porque neste momento qualquer tentativa de travar evolução do vírus é contraproducente. Foi feito algo nesse sentido? Investigação à comunidade poderia levar 1-2 semanas e saberíamos…
- A quinta pergunta é relacionada com as verdadeiras taxas de mortalidade do vírus em especial na Itália e Espanha. É minha convicção de que o erro colossal que se está a fazer no Mundo inteiro é que, quando o vírus é detectado no doente, é automaticamente atribuído como causa da morte por SARS COV2. Isto viola o princípio básico da medicina: tem de se registar que esse pacientes morreram por um vírus e não com um vírus. Isto está explícito nos manuais de medicina mas não se verifica nos casos de SARS COV2. Pergunto: a Alemanha seguiu as práticas médicas estabelecidas pela Ordem na classificação e reportação das mortes por SARS COV2? E se vão continuar a quebrar as regras científicas estabelecidas? Como vão distinguir as mortes por SARS COV2 das mortes com SARS COV2?
- Sobre a comparação entre Itália e Alemanha por causa das terríveis imagens que chegam desse país e não só, que são extrapolados ao limite dando a indicação que poderá ser o cenário na Alemanha. Contudo não há acesso aos verdadeiros dados da Itália. Também não pode ser descurado a poluição extrema do ar no norte de Itália e seu sistema de saúde doente. Sabemos que o vírus é extremamente contagioso. Reflictam: o vírus está muito provavelmente espalhado mais do que se estima na população saudável. Quão provável é de que os pacientes idosos, que eram visitados pelos seus entes queridos e amigos, o vírus não tenha passado por eles tal como os comuns coronavírus? Quando esses pacientes entram no hospital é imediatamente identificado o vírus. Se morrerem nas suas casas o vírus é encontrado “post mortem”. Isto leva a falsas interpretações. E repito: a simples presença do vírus não o qualifica como morte causada pelo vírus e não deve entrar nos registos. O que é reportado da Itália não pode servir de base para a Alemanha. Então, a minha última pergunta é: que esforços estão a ser feitos de forma a informar a sociedade destas regras básicas de diferenciação entre Alemanha e Itália para informar que não há razões para ter medo?
- Não estou sozinho. Há mais vozes de colegas em sintonia e um dos mais renomados especialistas da área – Prof. Ionnadis -, disse exactamente o mesmo. A mais importante questão que se coloca e urge responder é: pode esta implementação de medidas que restringe os direitos fundamentais ser legalmente justificada? Decisões erróneas baseadas em crenças médicas trouxeram muito sofrimento a milhões de habitantes na Terra. Robert Koch abriu a porta para a medicina moderna quando demonstrou que uma doença específica – a tuberculose – tinha uma causa específica: bactérias. Desde então, a ciência baseada no CONHECIMENTO continua a substituir a “crença” na medicina.
Dr. Dan Erikson e Artin Massihi médicos na Califórnia (entretanto o YOUTUBE censurou e consequentemente eliminou este vídeo da conferência de imprensa. Perceberá através da transcrição feita, felizmente antes do apagão, o quão inconveniente foi para o “establisment” estas declarações. No entanto, se as cruzar com os restantes especialistas, seguem no mesmo sentido):. Numa conferência de imprensa de cerca de 1h, eis o que foi dito:
“Milhões de casos (infectados), pequeno número de mortes. Este é o quadro registado no terreno onde operamos. São as severas condições de saúde que aceleram a doença. Entram pacientes COVID e cai abruptamente outros doentes com hospitais vazios onde se fechou andares, se dispensou médicos, o SNS foi evacuado em certos sítios. Em Nova Iorque o SNS está a trabalhar no seu máximo de capacidade. Na Califórnia, estamos nos mínimos, dispensando médicos, enfermeiros por não haver doentes passando-se o mesmo noutros estados. E são muitos pelos pais fora. Estão atarefados apenas com burocracias administrativas para COVID e todos focados em COVID. Porque COVID passou a ser a única preocupação. Doenças cardíacas, oncológicas, hipertensão não vêm ao hospital por medo. Há efeitos secundários do COVID que estão a ser negligenciados e nem sequer são falados.
A 1ª reacção ao COVID enquanto nação, por via do desconhecimento e consequentemente o medo, foi fechar o país à China. Foi uma boa medida. Quando não temos base de dados, ainda, sobre o vírus.
Ter pessoas em casa saudáveis como reacção imediata em quarentena (a quarentena é para pessoas doentes) nunca se viu. Colocar pessoas saudáveis em quarentena sem sintoma, sem doença, isto do ponto de vista imunológico e microbiológico nâo tem base científica.
Então, vem um vírus desconhecido e como se responde a ele? A 1ª reacção já a tivemos: proteger no imediato. Mas agora temos dados:
Em Kern County foram testados 520.013 pessoas o que deu um total de 340 positivos (6,5% da população). Significa que há contágio generalizado similar à gripe.
Na Califórnia: 280.900 testados deu 33.865 positivos (12%). Os modelos iniciais eram fundamentalmente imprecisos, previam milhões de mortes mas isso não se está a verificar.
O estado da Califórnia tem uma população de 39,5 milhões. Temos 4.7 milhões de positivos. Isto significa que está generalizado. São boas noticias. Tivemos 1.227 mortes o que significa que temos 0,03% hipóteses de morrer de COVID. É preciso um lockdown? Mais: 96% das pessoas recuperam sem sequelas. Estes são dados nossos não estão filtrados pelo governo.
Quanto mais se testa, mais casos temos de positivos. Positivos sobem, mortes descem. A prevalência dos infectados sobe e o rácio de mortes mantém-se, ou seja, milhões de casos, pequeno número de mortes. Isto verifica-se em todos os estados dos EUA. Isto seguindo a ciência e a estatística.
Em Nova Iorque: 256.272 positivos em todo o Estado. Foram feitos 649.325 testes o que dá 39%. São dados oficiais. Resultaram 19.410 mortes numa população de 19 milhões de pessoas dá 0,1% de mortes por COVID e 92% pessoas recuperadas. ou seja milhões de positivos, poucas mortes.
USA: 802.590 casos positivos. testaram 4 milhões de pessoas. Deram positivos 19,6% (64 milhões) similar à gripe: números de 2017 e 2018 para gripe: 43.545 mortes. Temos sempre 30 a 60 mil mortes por gripe sem lockdown. Todos os anos. É oficial.
Mas há efeitos secundários graves que estão a ser negligenciados: violência doméstica, abuso infantil, suicídio, alcoolismo, fome, miséria. Vejo isto nas minhas clínicas. E pelo que me informaram, é geral.
Comparando com a gripe sazonal nos EUA: mortes 24000 a 62000 cada ano. São 45 milhões de casos em 2017 com 62000 mortes o que dá 0,13% de mortes por gripe nos EUA contra 0,02% por COVID. Significa que presentemente temos uma letalidade mais baixa se seguirmos a ciência.
O sistema imunológico é construído com base na exposição aos vírus e bactérias. Quando se é criança a exposição a eles, ao tocar em tudo e levar à boca, formam o complexo de anticorpos antigénicos. Isto é como o SI é construído. Não se coloca uma criança numa redoma. É científico. Quando nos mandam fechar em casa, desinfectar tudo, impedindo o contacto com bactérias e vírus, faz baixar as defesas do SI e quanto mais tempo durar esse confinamento, mais baixam as defesas. O contacto com vírus e bactérias é fundamental para a sobrevivência de acordo com a ciência. Isto é imunologia e microbiologia. Isto é senso comum em imunologia. A quarentena diminui o nosso SI. Se temos um normal, precisamos de interagir. Se estiver fraco tem de ser isolado.
As pessoas preocupam-se demais por medo, por ignorância por culpa dos média. Se as pessoas estão em casa trancadas impedidas de construir defesas, quando saírem vão estar mais expostas porque o SI está fragilizado. COVID vai disparar em número de infectados.
Sobre o Dr. Fauci: segundo a ciência e números estou a analisar há 2 meses os dados, não estou numa “torre de marfim” num gabinete. Estou na base em contacto com os doentes e tenho a minha base de dados sem filtros políticos. Os académicos não têm bases para manterem a narrativa de Dezembro até agora. Já há dados concretos sobre COVID. Contudo nunca se respondeu na História do país. Porquê agora?
Os primeiros dados eram teóricos porque nada havia sobre COVID. Estuda-se coronavirus desde anos 70. Cada ano temos 1 novo vírus devido às mutações, mas 99% é gripe com mais ou menos virulência.
Sempre que há algo de novo na comunidade médica despoleta o medo. É normal. Mas olhando para as teorias e modelos utilizados, a teoria e a realidade não são a mesma e é isso que se está aqui a apresentar.
Dr. Fauci não vê um paciente há 20 anos. Nós estamos no terreno. As figuras de topo não vêm o que se passa no terreno. Estão isoladas nos gabinetes, são académicos. Mas teorias de académicos e realidade são coisas distintas.
Os governantes são lideres políticos, ouvem as pessoas que os rodeiam e tomam decisões a partir daí. Acontece que a verdade muda a cada 2 horas e as respostas são diferentes de há 1 mês.
Incongruências: o corona vive no plástico por 3 dias. Recebemos em casa por take away produtos com embalagens. Dizemos ser seguro estar em casa. Mas já não o é para ir trabalhar. Que é seguro ir fazer compras essenciais, mas não à igreja. Sob o ponto de vista imunológico, não faz sentido. Tivemos gripe suína e das aves mas não houve lockdown. Eram menos perigosos? Se olharmos para as mortes, não. São similares na prevalência e taxa de mortalidade.
Os testes são uma amostragem num determinado espaço de tempo.
Agora ninguém fala de mortes por outras doenças. Dizem que é morte por covid apenas porque se detectou presença do vírus. É errado. Quando morremos de pneumonia não é morte de gripe mas sim de pneumonia com gripe. Os profissionais de saúde são pressionados por colocar nos relatórios de óbitos que são mortes por COVID. Porquê? Para parecer pior do que é? Sim. Doentes com graves patologias morrem de COPD com covid. Foram os 25 anos de tabagismo. Podiam ter morrido por complicações por gripe. Quando o mundo se confrontou com o vírus da lepra isolou doentes e não a população inteira.
É seguro estar sem lockdown. Para criar imunidade a isto temos de nós, os saudáveis, estar expostos a isto para estar em contacto com as boas bactérias e vírus não virulentos para poder combater os maus. Precisamos de adquirir flora bacteriana. Isolados 3 meses perdemos flora bacteriana. Por isso vai haver uma segunda onda muito mais grave. Isto é básico em imunologia e microbiologia.
Conclusão: são os doentes e pessoas mais vulneráveis que devem estar em quarentena.
Para ultrapassar a Constituição tem de haver uma base científica. Não há. Este vírus trata-se como a gripe: se tens vais para casa em quarentena.
Menos vitamina D porque não se pode ir ao parque e caminhar ao ar livre? É absurdo.
É o medo do desconhecido explorado pelos média, não é ciência não é segurança, é controle. Os modelos teóricos não são precisos, os dados sim. Com a gripe houve pressão sobre SNS sempre e com sobrelotação. Este pode ser mais contagioso e mais rápido mas tem a mesma letalidade. Facto: em 30 000 ventiladores em Nova Iorque, só usaram 5″.
Dr. Didier Raoult( médico e microbiologista francês e é especialista em doenças infecciosas). Diz este médico no activo, o seguinte:
“Não vejo com bons olhos o confinamento total da população – saudáveis e não saudáveis. Já sabemos que em média são os mais vulneráveis que morrem. Não é verdade que mata tudo. Nós, no terreno, não vemos nada disso. Sou médico infecciologista há 42 anos. Isto é o que sei sobre doenças infecciosas em contacto com a realidade e não sentado em gabinetes. É preciso 1º fazer um diagnóstico, isolar quem é contagioso e tratar.
Sobre as terapêuticas para tratamento da COVID com a hidroxicloroquina, noto que há uma clara divisão entre quem já é médico há muitos anos e quem acabou de se licenciar ou nem sequer são médicos (conselhos científicos). Transformam doentes em objectos de pesquisa. Mas são doentes e temos de os tratar. Há gente a ficar doida com a aplicação de métodos desconectados da prática da medicina. A hidroxicloroquina era já administrada sem receita médica agora são necessários estudos para quê? Foram dizer que era perigoso quando se demonstrou que era eficaz. É de doidos”.
Dr. Jay Bhattacharya (Prof. medicina e pesquisador na Universidade de Standford):
“Fecharam a economia sem saber nada, sem dados. Projectaram 4 milhões de mortes e transportaram isso para os média e os políticos responderam. A base científica para essa projecção é nula. Dr. Antony Fauci, quando fez a sua afirmação catastrófica, ele não sabia nem podia saber porque não havia testes serológicos por isso era impossível saber-se quantos tinham anticorpos ao vírus. Ele suportou-se exclusivamente em modelos e teorias. Neste estudo com aplicação do novo teste concluímos que este vírus é igual ou pouco mais letal que a gripe”.(veja aqui a entrevista completa)
Agora, olhemos para os dados contidos no Relatório do Observatório Nacional de Doenças Respiratórias de 2018.Diz o seguinte:
“Em termos de Doenças Respiratórias, a mortalidade em Portugal é das maiores da Europa ultrapassando os 115 por 100.000 habitantes. (…) Dados do INE: morreram em 2016, 13 474 indivíduos; por dia foram 37 pessoas por doença respiratória; idade média 82,5 anos. (…) Se a este número acrescentarmos os óbitos por cancro de traqueia, brônquios e pulmões (mais 4 074), podemos dizer que por dia morreram 48 pessoas por doença respiratória. (…) Dos 13 474 por doenças respiratórias, em 6 006 a causa foi pneumonia. (…) Dos óbitos por pneumonia, 94,3% tinham 65 anos ou menos e 87% tinham 75 anos ou mais. (…) A pneumonia e insuficiência respiratória são as que têm mais impacto no internamento.
O recurso à ventilação mecânica é particularmente relevante na DPOC, Pneumonia e Insuficiência Respiratória, respectivamente 30,3%, 11,7% e 37,9% dos doentes internados com aquelas patologias.”
Eis o quadro geral. Dê uma atenção especial aos valores da gripe para a qual temos vacina:
“(…)Na avaliação ao longo dos anos verificamos, que o número total de internamentos por doenças respiratórias aumenta 26% e os episódios de doentes submetidos a ventilação mecânica cresceu 131%. Quando avaliamos por patologias constatamos que contribuem para este aumento os internamentos por Pneumonias, Fibroses pulmonares, Patologia Pleural e Insuficiência Respiratória. Em 2016, os internamentos por Tuberculose são 57% dos efectuados em 2007. A Gripe aparece com um pico em 2009 e apesar de menor, novo pico em 2016”.
E aqui sobre a influência da qualidade do ar:

Agora leia o Relatório da Pandemia da Gripe em Portugal 2009:
“A detecção de actividade epidémica por infecções respiratórias no México e na Califórnia associada à identificação de um novo vírus da gripe em 17 de Abril em 2 doentes na Califórnia, EUA, foi motivo imediato de preocupação por parte das autoridades de todos os países do Mundo. A nova estirpe foi designada A/Califórnia/4/2009/H1N1 e incorpora dois segmentos do genoma de origem suína. O rearranjo do genoma do vírus, está na origem da pandemia 2009 designada como “gripe A”. A partir do foco inicial no México,verificado no primeiro trimestre de 2009, a evolução a propagação foi muito rápida. Afectou todo o Continente Norte-Americano(México,EUA e Canadá) e logo depois Espanha e Reino Unido. Em poucas semanas propagou-se a todos os continentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, sucessivamente, as fases 4 e 5 da pandemia respectivamente a 27 e a 29 de Abril. A 11 de Junho a OMS declara a fase 6, uma vez reconhecida a extensão da epidemia em grande escala (pluricontinental, atingindo 74 países).
A propagação do novo vírus foi muito rápida e a 1 de Julho o vírus já tinha sido identificado em 120 países. Dois marcos tiveram um impacte significativo no plano psico-social. O primeiro, foi a recomendação pública das autoridades britânicas para grávidas ficarem em casa durante as semanas de maior actividade viral, no Verão de 2009. O segundo terá sido a declaração de emergência nacional nos Estados Unidos, pelo presidente Barack Obama, no Outono do mesmo ano. Sabia-se que a expressão da actividade gripal da pandemia seria diferente em cada país. Todos reconheciam que o impacte de uma epidemia de gripe de grande escala iria depender, não só da virulência do vírus, mas também da rapidez da implementação de medidas previamente planeadas.
Naturalmente, este último aspecto é influenciado não só pela qualidade dos trabalhos
preparatórios que estão na origem dos Planos de Contingência, mas, também, pela mobilização dos meios previstos que visam assegurar a sua operacionalidade em tempo adequado.
Em Portugal, o Plano de Contingência foi proactivamente operacionalizado a partir de 24 de Abril. O Comunicado, emitido nesse próprio dia, assinalou que foram “accionados os dispositivos previstos para este tipo de situações”. Internamente, na Direcção Geral da Saúde, as quatro áreas funcionais do Plano foram activadas”. (leia mais aqui)
Compare a dinâmica do vírus pandémico de 2009 e as medidas adoptadas pelos países, inclusive Portugal. E pergunte-se por que razão fizeram tudo diferente agora.
E só para concluir esta 2ª parte do meu artigo, segundo o relatório do Instituto Ricardo Jorge:
“Durante a época de gripe 2018/2019 o número de óbitos atribuíveis à gripe e às temperaturas extremas foi estimado, respectivamente em 3.331 e 397 óbitos”.
Considerando que para a gripe sazonal há vacina, enquanto preparo a 3ª e última parte, reflicta sobre tudo isto.
(continua)
Ao menos não se reproduzem
Fui a uma loja de equipamento electrónico noutro concelho. Sem problemas, como se o país estivesse normal (que não está, particularmente nas cabeças de inúmeros idiotas). Para entrar na loja, com máscara, foi-me requisitado que passasse gel nas mãos e me dirigisse estritamente ao funcionário X após ter que explicar o que desejava comprar. O funcionário X lá me levou ao corredor onde estavam os dispositivos e, impedindo-me de lhes tocar, mostrou-me uma caixa a distância suficiente para garantir o entretenimento de uma eventual troca por incompreensão das características do aparelho. Diligentemente, dirigiu-se à caixa e, após o meu pagamento contactless, finalmente permitiu que tocasse no objecto. Toda a gente no interior da loja usava máscara. Toda a gente, não: o indivíduo de uma etnia automaticamente identificada pela expressão “indivíduo de outra etnia” circulava livremente, sem máscara, tocando (e talvez lambendo, não sei) tudo o que desejasse.
Parabéns a todos nós. Bem merecemos.
2020 Janeiro Plásticos descartáveis acabam já em 2020. Governo antecipa prazo imposto pela UE. A diretiva europeia previa a proibição de colocação destes plásticos no mercado até 2021, mas o Governo decidiu antecipar a medida.
2020 Maio: vamos prescindir das máscaras, viseiras, luvas, embalagens para a comida, película protectora?
2020 Janeiro Quem defendia o uso de animais em experiências médicas?
2020 Maio: Quem contesta o uso de macacos e ratos na produção da vacina contra o Covid?
2020 Janeiro Há que legislar para controlar o problema do Alojamento Local, a gentrificação das cidades, a expulsão dos residentes
2020 Maio : os alojamentos locais estão vazios, a economia está de rastos proque dependia do turismo. Quiçá podemos fazer um programa para ir buscar os residentes “expulsos” e ver se eles reanimam a economia
Berçário de activismos, votos e dependência
B) Famílias vivem acampadas na rua à espera de casas em Lisboa. Empresa municipal que gere o bairro diz que as casas estão todas atribuídas e que quando houve acções de despejo dos casos de ocupação detectaram-se situações de subarrendamento ilegal.
C) Corrigir lei laboral e construir habitação pública: o plano do Bloco para mudar a economia
Admirável mundo novo
Regra nº1: Pode dizer-se uma coisa, o seu contrário e o que se diz e desdiz nada tem a ver com a realidade
Desde o final de janeiro, Portugal tem planeado cuidadosamente a sua resposta tendo em conta a situação internacional e a avaliação do risco levada a cabo pelas autoridades de saúde” – Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde ( A 15 de Janeiro a planificação era esta: A Diretora-Geral da Saúde considera que há pouca probabilidade de o novo vírus na China chegar a Portugal. Graça Freitas disse esta quarta-feira que não é caso para alarme, apenas para prestar atenção.)
Regra nº 2: Uma estatística vale não pelo seu rigor mas sim pelos títulos que pode gerar
A ONU deve estar a confundir o Brasil com a Espanha
Tornou-se um clássico: se um país abandona o espectro autorizado pelo socialismo de imediato surgem os alertas para a fome, a miséria eas catástrofes. A ONU assistiu e aplaudiu até determinado momento a destruição da Venezuela. A ONU mantém-se calada perante os desmandos de toda e qualquier política que aumente o peso de de Estado. O contrário causa-lhe um estado de alarme ideológico que já nem se esforça por disfarçar. Não tenho qualquer dúvida que se o governo de Espanha fosse de uma aliança de sinal oposto – PP+Ciudados com ou sem Vox – neste momento a ONU estaria a produzir alertas sobre as responsabilidades do governo de Espanha na catástrofe acontecida naquele país. Acontecida, note-se. Não estamos a falar de possíveis catástrofes. Aconteceu mesmo.
Enquanto lê este post já outra notícia terá surgido com BE propõe, exige, defende… Enfim é o BE sempre nas notícias
12:27
BE: AMP deve adiar validação de títulos
12:27
BE questiona ausência de fundo para cinema
6:38
BE propõe redução no valor das creches proporcional à perda de rendimentos dos pais
A velha música do povo que manda nas empresas nacionalizadas
“A música agora é outra no que diz respeito à TAP” – declarou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos que completou o seu raciocícinio com esta frase: “E se é o povo português, é bom que seja o povo português a mandar”. Pedro Nuno Santos usa a retórica da extrema-esquerda para reforçar o poder da nomenklatura. É o socialismo de estado. O povo nunca mandou nem manda nas empresas nacionalizadas. As empresas nacionalizadas servem para reforçar o poder do círculo do poder.
A pretexto do Covid está a ser imposto em Portugal o estatismo como regime possível.
O mistério do país que não sai nas notícias
O que impedirá que se investigue o país em que o Covid atinge a cifra de 633 por milhãO de residentes? Ou porque apesar do número de mortos este país testa pouco? Talvez seja porque a Bélgica fica num daqueles lugares da Terra onde não existe internet, nem telefone, nem estradas, nem rede de telemóvel, nem postos de correio, nem sinal de satélite… A Coreia do Norte ao pé de Bélgica tem uma cobertura jornalística exaustiva. Aliás o querido líder se quer mesmo passar incógnito devida mudar-se para a Bélgica: ninguém dava por ele. Tal como ninguém dá pelos 633 mortos por mlhão de residentes.
Não fosse o Obama ter fechado Guantanamo
Já imaginaram os efeitos do Covid entre os pastores, camponeses e artesãos que o Bush tinha enfiado em Guantanamo? Bem haja o jornalismo, os activistas e o Obama que conseguiram fechar Guantanamo. Acho até que se devia instituir o Dia em que Guantanamo Desapareceu das Notícias. Guantanamo é um símbolo do jornalismo.
A ler
Notícias do estado de emergência
Isabel Jonet, do Banco Alimentar Contra a Fome:
“Estou há muitos anos no Banco Alimentar e nunca vi nada com esta brutalidade”.
“Estamos a falar de profissões normais, como fisioterapeutas, instrutores do ginásio, condutores de Tuk-tuk, feirantes, funcionários de manicure, cabeleireiros e empregados de café. São profissões normais que, neste momento, não têm capacidade de poder continuar, o que fez com que estas pessoas não tenham salário ou remuneração.”
“Começa a haver situações de fome. Há muitos anos que isto não acontecia: temos tido pessoas a ir diretamente ao armazém do Banco Alimentar a pedir ajuda desesperada.”
“Enquanto não reabrirem as creches, os infantários e as escolas, estas pessoas não têm possibilidades de voltar ao trabalho e estão bloqueadas, continuarão sem remuneração”.
Com som, aqui.
no observador
Restringir circulação e confinamento? Não pode sem EE.
António Costa, primeiro-ministro, anunciou que no próximo fim de semana, de 1 a 3 de Maio voltará a existir a restrição de circulação entre concelhos. E que o governo tem “instrumentos legais” para continuar a “restringir a circulação” e promover o confinamento. “Ninguém pode ter a ideia de que o fim do estado de emergência significa o fim das regras de confinamento. Não. Muitas delas, aliás, já existiam até antes de ter sido decretado o estado de emergência”, explicou o primeiro-ministro»(*). Só que está enganado.
Um dos instrumentos que António Costa pensa é o Decreto-Lei n.º 135/2013 referente competências de autoridade de saúde, o qual no seu nº 5 diz que aquela pode «Desencadear, de acordo com a Constituição e a lei, o internamento ou a prestação compulsiva de cuidados de saúde a indivíduos em situação de prejudicarem a saúde pública;». Só que a Constituição refere expressamente que os direitos, liberdades e garantias apenas podem ser restringidos em caso de estado de emergência ou de sítio (artº19). Ou seja, o confinamento obrigatório, apenas pode ser decretado e aplicado em caso de Estado de Emergência aprovado pela Assembleia da República.
O outro diploma é a Lei n.º 27/2006, lei de bases da protecção civil, que no seu artigo 22ª refere uma série de medidas que poderiam ser implementadas em estado de calamidade, nomeadamente cercas sanitárias, limites à circulação de pessoas e mobilização civil de pessoas. Medidas essas que naturalmente são graves restrições aos direitos e liberdades individuais, uma vez mais proibidas pelas CRP sem serem tomadas num contexto de estado de sitio.
Portanto, terminando o estado de sitio no dia 2 de Maio e não havendo entretanto renovação, no dia 3 de Maio já não poderá haver restrições de circulação nem confinamento obrigatório. Se nos próximos tempos se mostrar necessário voltar a ter confinamento obrigatório no todo ou apenas em certas zonas do país, ou limitar a circulação das pessoas, terá de ser previamente novamente declarado o estado de sitio pela Assembleia da República.
A Bélgica atingiu a espantosa média de 612 mortos por milhão de residentes.Não é como se tem escrito uma percentagem algo mais elevada que a dos seus vizinhos. É a mais elevada do mundo. Explicar isto como se tem feito com o argumento de que a Bélgica contabiliza também os casos suspeitos não chega para explicar este número absurdo e levar-nos-is a outra pergunta inquietante: quantos casos suspeitos estão os outros países a esconder? A não contabilizar?
Mas reduzir o assunto a uma especificidade contabilística como se estivéssemos a falar de umas décimas é sobretudo iludirmos uma questão que devemos abordar: a legalização da eutanásia e a banalização da sua prática como aconteceu na Bélgica levou a que nesta epidemia os velhos fossem privadosna Bélgica de cuidados de saúde?






