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Portanto vão retirar a carteira a quem trabalha em jornais desportivos e partidários?

8 Maio, 2020

A Comissão da Carteira de Jornalista recusou o título profissional  a António Abreu, responsável pelo site Notícias Viriato considerando que não existe nele “atividade jornalística”.  A classe claro que não se vai solidarizar com António Abreu. Nem sequer lhe vai parecer preocupante que esta decisão tenha sido em parte baseada no facto do site Notícias Viriato estar  na lista de vigilância do projeto Monitorização de propaganda e desinformação nas redes sociais do Medialab do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa. Amanhã outro argumento qualquer serve. Os observatórios do doutor Boaventura sinalizam um outro site e outras carteiras serão recusadas.  Um dia chegará claro aos que agora acham que não é nada com eles.

Toda a gente vai olhar para o lado. Pigarrear que a eles os jornalistas como deve ser  isto não vai acontecer. Esperem pela demora que não vai demorar.

Quaresmas

7 Maio, 2020

Um belo artigo de Ricardo Quaresma sobre um interessante personagem. Um outro Quaresma, que foi corajoso quando havia consequências para quem desafiava a tirania e queria ser livre.

O comunitarismo é uma treta. Perigosa.

7 Maio, 2020

Portanto as mesmas pessoas que defendem o tratamento diferenciado das comunidadesofendem-se porque André Ventura defende o tratamento diferenciado de uma dessas comunidades? Ou vice-versa: André Ventura que se insurge contra o tratamento diferenciado de uma comunidade vem pedir um tratamento diferenciado para essa comunidade.

Nos apoios anunciados para o jornalismo há verba para a nave intergaláctica que levará os jornalistas à Bélgica?

6 Maio, 2020

A Bélgica chegou nos números de hoje aos 720 mortos por milhão.Pretender justificar esta barbaridade e o seu silenciamento com uma forma mais rigorosa  de contagem   das vítimas é atirar areia para os olhos.

Vichyssoise

6 Maio, 2020

“Crise na comunicação social é uma situação de emergência e está a criar problemas de regime”.

Há pelo menos dois anos que Marcelo anda em campanha pela ainda maior estatização dos media.

O controlo da oligarquia faz-se, como sempre, sem pudor.

Marcelo_chapeu

A realidade nua e crua. E de que ninguém fala

6 Maio, 2020

João de Carvalho «Quem nos governa só pensa em assalariados e funcionários públicos. Ninguém pensa nos pequenos negócios e nas suas especificidades. O privado para essa gente é assim uma espécie de excrescência aonde ainda habitam fantasmas de patrões exploradores e pessoas cheias de dinheiro, resquícios bolcheviques medievais cheios de naftalina que num país atrofiado à sombra do Estado medram.

Maria tem que pagar mensalmente o seu local de trabalho, a renda de sua casa, 2 edps, 2 águas, as telecomunicações ao serviço da profissão, a sua alimentação e as medicações para a asma que não primam pela comparticipação. Restam no seu negócio ainda o pagamento da recolha de resíduos a uma empresa certificada, a medicina no trabalho e mais uma catrefada de compromissos com que o Estado a vai “abafando” muitas vezes coadjuvado de empresas parasitas socialmente inúteis cuja propósito não é senão albergar gente de partidos e seus afins.

Maria comunicou a sua situação a várias entidades. Realço só algumas: a Meo comunicou-lhe para contactar um número que além de ser pago nunca atende, a EDP e as Águas de Portugal népia. Só duas reacções foram decentes e por acaso privadas: a sua senhoria que mostrou total compreensão e apoio e a empresa privada Ambimed Stericycle que recolhe os resíduos no seu local de trabalho. A Ambimed muito correcta e rapidamente suspendeu após solicitação por mail os pagamentos. Do Estado veio uma mão cheia de promessas e outra de nada!»

Se a notícia for sobre o Brasil substituir “dá puxão de orelhas” por “ataca independência dos juízes”

5 Maio, 2020

Comissão Europeia dá puxão de orelhas a juízes do Constitucional alemão

Um bocadinho de tecido à frente do nariz

5 Maio, 2020

E falou dessa ideia com quem?

4 Maio, 2020

Marcelo tinha “ideia simbólica” para a celebração do 1.º de Maio Marcelo tem medo que Costa o ultrapasse no populismo e medo também da elevada abstenção entre aqueles que foram os seus eleitores. Medo sobretudo que um dia alguém lhe lembre que a vida não é uma brincadeira e que não está para brincadeiras. (Em que praia irá o Presidente mudar de calções este ano?) Vai levar os próximos meses neste jogo de escondidas.

 

O estranho mundo do acolhimento aos migrantes, imigrantes, pessoas retiradas, estrangeiros, hóspedes, refugiados, requerentes de protecção ou de asilo….

4 Maio, 2020

Estávamos portanto com os migrantes, imigrantes, “pessoas retiradas”, estrangeiros, hóspedes, refugiados, requerentes de protecção ou de asilo devidamente instalados na base da Ota quando fomos informados que alguns tinham ido para a mesquita de Lisboa e outros, a fazer fé nos jornais, estavam em fuga”: “Dezanove refugiados de hostel em Lisboa com casos de coronavírus estão em fuga”. Mas em fuga de quê ou de quem? Então os refugiados não tinham sido acolhidos exactamente porque vinham a fugir? E que sentido faz que fujam requerentes de protecção ou de asilo?… O acontecido a estas pessoas deve servir também para reflectirmos sobre as condições em que vão ser acolhidas as chamadas “crianças migrantes” que estão desacompanhadas das suas famílias nos campos das ilhas gregas. Entre o frenesi do Covid-19 passou discreta a informação que “Portugal manifestou disponibilidade para acolher crianças migrantes que estão desacompanhadas nas ilhas gregas”.

Hoje, Domingo 3/Maio – 21h00

3 Maio, 2020

Apesar de nos últimos meses a Covid-19 ser pródiga em exemplos de divergências entre cientistas e especialistas quanto a inúmeros aspectos relacionados com a doença e a gestão da epidemia, ainda há muita gente que acredita no dogma da verdade única e absoluta. Para esses só há uma ciência: a sua ciência.

Qualquer um que coloque objecções, aponte incongruências ou identifique erros de análise à tese dominante é desqualificado do ponto de vista pessoal e a sua abordagem tida como leviana e atentadora do interesse público, quando não mesmo uma ameaça directa à saúde de cada um de nós.

Ora, como na Oficina da Liberdade se rejeita a húbris intelectual das certezas e ao mesmo tempo se tem desconfianças quanto ao exercício do poder, procuramos dar espaço ao contraditório.

Assim, fica o convite aos leitores do Blasfémias para assistirem hoje, Domingo, às 21h00 a um debate entre André Dias e Carlos Meneses Oliveira. A contenda será moderada pelo Carlos Guimarães Pinto.

Será transmitido ao vivo aqui: www.facebook.com/oficinadaliberdade/

 

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As máscaras começaram a cair

3 Maio, 2020

Os comunistas portugueses vão arrepender-se mil vezes da celebração do 1º de Maio de 2020 pois vai ser enorme o preço político que vão pagar por elas. O que se viu “claramente visto” na Alameda não foi uma celebração mas sim a exibição obscena do poder por parte de quem se acha acima da lei que rege os demais. A falta de pudor na exibição desses privilégios tornou mais evidente aquilo que a CGTP de facto é: uma corporação feroz na hora de defender os seus interesses e a sua capacidade de influência. Para mais uma corporação a quem ninguém pergunta nada. Por exemplo, e apenas para começarmos, alguém sabe ou quis saber quantos sindicalistas da área da saúde se apresentaram durante esta epidemia nos seus serviços para trabalhar?

estado de suspensão constitucional

2 Maio, 2020
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«A situação que teremos, a partir do dia 3 de Maio, independentemente da bondade das intenções, é, por isso, manifestamente inconstitucional. Manterá a suspensão de direitos fundamentais, sem o fazer por via de nenhuma das duas figuras constitucionalmente previstas para esse fim, mas apenas por decisão unilateral do governo.». Hoje, no Observador.

Equipamento para ir para à praia enquanto é proibido para todos os outros

2 Maio, 2020

Toalha de praia

É so colocar um auto-colante com a carinha do Che

O chapéu na versão maoista protege mais do sol

Para desenfastiar da foice e martelo

Sequestrar a China

1 Maio, 2020

Reparei que o Presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Direito Internacional defende hoje no Observador que “tendo a China investimentos estatais em todo o mundo poderá ser muito vulnerável à aplicação de sanções que consistam, por exemplo, no sequestro dos seus interesses noutros Estados.”

Traduzindo “sequestrar”: sugere-se ser eventualmente benéfico para os Portugueses a nacionalização do grupo Luz Saúde, do MillenniumBcp, da Fidelidade, do Jornal de Notícias, do Diário de Notícias, da Level Constellation, da Reformosa, da STDM, do Haitong Bank, entre muitas outras empresas…

Ou seja, além dos problemas de saúde provocados pelo vírus e da quebra abrupta de rendimentos gerada pelo lockdown imposto governamentalmente, os contribuintes ainda teriam de pagar este “sequestro”.

Quem sabe se os nossos governantes acharão sensata a proposta, mesmo depois de terem andado anos a fio a salivar (alguns literalmente) e pedinchar pelo investimento chinês, facilitando e atribuindo benefícios selectivos.

Afinal, a flexibilidade vertebral dos políticos é semelhante à de um dragão chinês.

chinese Dragon

 

 

 

 

Covid19: porque os média nos escondem informação? (Parte 2)

1 Maio, 2020

Uma meia verdade não é uma verdade. Ora, se os média não mostram todos os factos sobre a COVID19,   colocando-os na ordem do dia, é porque não querem contraditório e se não querem contraditório, é porque têm uma agenda política. Ponto.

Nesta 2ª parte do meu artigo “Covid19: porque os média nos escondem informação? (Parte 1)”, continuo a dar voz a todos aqueles especialistas da área, que foram silenciados/apagados, desacreditados, insultados pelas brigadas radicais “muito democráticas” do “nós é que sabemos por isso cala-te” do “establishment”,   para que houvesse apenas uma “teoria” sobre o tema.  Eis mais profissionais da área:

Dr. Sucharit Bhakdi (Professor Doutor emérito da Universidade Johannes Gutenberg em Mainz especialista em microbiologia e epidemiologia das doenças infecciosas). Escreveu uma carta dirigida à Chanceler Alemã onde colocou várias questões pertinentes:

  1. “Há motivos para este gigantesco “lockdown”? Se sim, onde estão os dados científicos que o sustenta? E continua: “uma nova infecção diagnosticada por um teste de laboratório, não pode ser equacionada como uma doença ou um doente que requer tratamento. É dito que 5% dos infectados acabou nas UCI´s e requerem ventilação artificial. Os prognósticos de que o Serviço Nacional de Saúde da Alemanha será levado ao limite. Pergunto: essas projecções diferenciaram os infectados com ou sem sintomas e os genuínos casos, severos  ou só hospitalizados? A verdade é que os números de infectados é exponencial mas não pode servir de base para cálculos sobre lotação do Serviço Nacional de Saúde. Tem de haver números genuínos (só com aqueles que desenvolveram a doença) para termos números fiáveis.
  2. Há dados científicos que suportam a teoria de que a COVID19 é efectivamente letal? A implementação draconiana de medidas que restringem os direitos fundamentais só pode ser justificada se houver razões para esse medo por ameaça de um vírus letal. A resposta é simples: não. Para aferir o verdadeiro grau de perigosidade do vírus, de que tipo de dados necessitamos? De um lado  temos os coronavírus com que vivemos todos os dias; do outro temos a COVID19. O que precisamos de aferir é quantos morrem em cada grupo. Se a mortalidade for idêntica, então serão similarmente perigosos ou menos perigosos; se o 1º grupo é mais letal, logo é mais perigoso e vice versa. Pergunto: e houve esse estudo na Alemanha? A resposta é: não! Quando saiu o 1º estudo de colegas franceses para reportar esta situação, a conclusão  foi: “a mortalidade nos 2 grupos é similar. A COVID19 não difere dos seus parentes “coronas” em perigosidade. 
  3. Quantos pacientes com genuíno SARS COV2 estão a ser tratados em UCI´s em comparação com os pacientes dos comuns coronas? Esses dados estão a ser tidos em conta no presente e futuro na prevenção estratégica da doença? E o estudo dos nossos colegas franceses vai receber atenção nesse contexto? Não afirmo que o SARS COV2 é igual aos anteriores, mas asseguro que nada indica ser muito muito mais perigoso como o é o SARS e o MERS que foram mesmo muito letais, ou como a Gripe de há 2 anos que foi 50-100 vezes mais letal que a gripe sazonal. No ano passado ficaram horrorizados com mais de 20 000 mortes de gripe e não foi implementado medidas preventivas. Porquê? Porque temos um SNS e profissionais à altura dessas emergências. Não há por isso razões para pânico.
  4. Sobre a propagação do vírus precisamos de saber até onde chegou na população porque neste momento qualquer tentativa de travar evolução do vírus é contraproducente. Foi feito algo nesse sentido? Investigação à comunidade poderia levar 1-2 semanas e saberíamos…
  5. A quinta pergunta é relacionada com as verdadeiras taxas de mortalidade do vírus em especial na Itália e Espanha. É minha convicção de que o erro colossal que se está a fazer no Mundo inteiro é que,  quando o vírus é detectado no doente, é automaticamente atribuído como causa da morte por SARS COV2. Isto viola o princípio básico da medicina: tem de se registar que esse pacientes morreram por um vírus e não com um vírus. Isto está explícito nos manuais de medicina mas não se verifica nos casos de SARS COV2. Pergunto: a Alemanha seguiu as práticas médicas estabelecidas pela Ordem na classificação e reportação das mortes por SARS COV2? E se vão continuar a quebrar as regras científicas estabelecidas?  Como vão distinguir as mortes por SARS COV2 das mortes com SARS COV2?
  6. Sobre a comparação entre Itália e Alemanha por causa das terríveis imagens que chegam desse país e não só, que são extrapolados ao limite dando a  indicação que poderá ser o cenário na Alemanha. Contudo não há acesso aos verdadeiros dados da Itália. Também não pode ser descurado a poluição extrema do ar no norte de Itália e seu sistema de saúde doente. Sabemos que o vírus é extremamente contagioso. Reflictam: o vírus está muito provavelmente espalhado mais do que se estima na população saudável. Quão provável é de que os pacientes idosos, que eram visitados pelos seus entes queridos e amigos, o vírus não tenha passado  por eles tal como os comuns coronavírus?  Quando esses pacientes entram no hospital é imediatamente identificado o vírus. Se morrerem nas suas casas o vírus é encontrado “post mortem”. Isto leva a falsas interpretações. E repito: a simples presença do vírus não o qualifica como morte causada pelo vírus e não deve entrar nos registos. O que é reportado da Itália não pode servir de base para a Alemanha. Então, a minha última pergunta é: que esforços estão a ser feitos de forma a informar a sociedade destas regras básicas de diferenciação entre Alemanha e Itália para informar que não há razões para ter medo?
  7. Não estou sozinho. Há mais vozes de colegas em sintonia e um dos mais renomados especialistas da área – Prof. Ionnadis -, disse exactamente o mesmo. A mais importante questão que se coloca e urge responder é: pode esta implementação de medidas que restringe os direitos fundamentais ser legalmente justificada?  Decisões erróneas baseadas em crenças médicas trouxeram muito sofrimento a milhões de habitantes na Terra. Robert Koch abriu a porta para a medicina moderna quando demonstrou que uma doença específica – a tuberculose – tinha uma causa específica: bactérias. Desde então, a ciência baseada no CONHECIMENTO continua a substituir a “crença” na medicina. 

Dr. Dan Erikson e Artin Massihi médicos na Califórnia (entretanto o YOUTUBE censurou e consequentemente eliminou este vídeo da conferência de imprensa. Perceberá através da  transcrição feita, felizmente antes do apagão, o quão inconveniente foi para o “establisment” estas declarações. No entanto, se as cruzar com os restantes especialistas, seguem no mesmo sentido):. Numa conferência de imprensa de cerca de 1h, eis o que foi dito:

“Milhões de casos (infectados), pequeno número de mortes. Este é o quadro registado no terreno onde operamos. São as severas condições de saúde que aceleram a doença. Entram pacientes COVID e cai abruptamente outros doentes com hospitais vazios onde se fechou andares, se dispensou médicos, o SNS foi evacuado em certos sítios. Em Nova Iorque o SNS está a trabalhar no seu máximo de capacidade. Na Califórnia, estamos nos mínimos, dispensando médicos, enfermeiros por não haver doentes passando-se o mesmo noutros estados. E são muitos pelos pais fora. Estão atarefados apenas com burocracias administrativas para COVID e todos focados em COVID. Porque COVID passou a ser a única preocupação. Doenças cardíacas, oncológicas, hipertensão não vêm ao hospital por medo. Há efeitos secundários do COVID que estão a ser negligenciados e nem sequer são falados.

A 1ª reacção ao COVID enquanto nação, por via do desconhecimento e consequentemente o medo, foi fechar o país à China. Foi uma boa medida. Quando não temos base de dados, ainda, sobre o vírus.

Ter pessoas em casa saudáveis como reacção imediata em quarentena (a quarentena é para pessoas doentes) nunca se viu.  Colocar pessoas saudáveis em quarentena sem sintoma,  sem doença, isto do ponto de vista imunológico e microbiológico nâo tem base científica.

Então, vem um vírus desconhecido e como se responde a ele? A 1ª reacção já a tivemos: proteger no imediato. Mas agora temos dados:

Em Kern County foram testados 520.013 pessoas o que deu um total de 340 positivos (6,5% da população).  Significa que há contágio generalizado similar à gripe.

Na Califórnia: 280.900 testados deu 33.865 positivos (12%). Os modelos iniciais eram fundamentalmente imprecisos, previam milhões de mortes mas isso não se está a verificar.

O estado da Califórnia tem uma população de 39,5 milhões. Temos  4.7 milhões de positivos. Isto significa que  está generalizado.  São boas noticias. Tivemos 1.227 mortes o que significa que temos 0,03% hipóteses de morrer de COVID. É preciso um lockdown? Mais: 96% das pessoas recuperam sem sequelas. Estes são dados nossos não estão filtrados pelo governo.

Quanto mais se testa, mais casos temos de positivos. Positivos sobem, mortes descem. A prevalência dos infectados sobe e o rácio de mortes mantém-se, ou seja, milhões de casos, pequeno número de mortes. Isto verifica-se em todos os estados dos EUA. Isto seguindo a ciência e a estatística.

Em Nova Iorque: 256.272 positivos em todo o Estado. Foram feitos 649.325 testes o que dá 39%. São dados oficiais. Resultaram 19.410 mortes numa população de 19 milhões de pessoas dá 0,1% de mortes por COVID e  92% pessoas recuperadas. ou seja milhões de positivos, poucas mortes.

USA: 802.590 casos positivos. testaram 4 milhões de pessoas. Deram positivos 19,6% (64 milhões) similar à gripe: números de 2017 e 2018  para gripe: 43.545 mortes. Temos sempre 30 a 60 mil mortes por gripe sem lockdown. Todos os anos. É oficial.

Mas há efeitos secundários graves que estão a ser negligenciados: violência doméstica, abuso infantil, suicídio, alcoolismo, fome, miséria. Vejo isto nas minhas clínicas. E pelo que me informaram, é  geral.

Comparando com a gripe sazonal nos EUA: mortes 24000 a 62000 cada ano. São 45 milhões de casos em 2017 com 62000 mortes o que dá 0,13% de mortes por gripe nos EUA contra 0,02% por COVID.  Significa que presentemente temos uma letalidade mais baixa se seguirmos a ciência.

O sistema imunológico é construído com base na exposição aos vírus e bactérias. Quando se é criança a exposição a eles, ao tocar em tudo e levar à boca, formam o complexo de anticorpos antigénicos. Isto é como o SI é construído. Não se coloca uma criança numa redoma. É científico. Quando nos mandam fechar em casa, desinfectar tudo, impedindo o contacto com bactérias e vírus, faz baixar as defesas do SI  e quanto mais tempo durar esse confinamento, mais baixam as defesas. O contacto com vírus e bactérias é fundamental para a sobrevivência de acordo com a ciência. Isto é imunologia  e microbiologia. Isto é senso comum em imunologia. A quarentena diminui o nosso SI. Se temos um normal, precisamos de interagir. Se estiver fraco tem de ser isolado.

As pessoas preocupam-se demais por medo, por ignorância por culpa dos média. Se as pessoas estão em casa trancadas impedidas de construir defesas, quando saírem vão estar mais expostas porque o SI está fragilizado. COVID vai disparar em número de infectados.

Sobre o Dr. Fauci: segundo a ciência e números estou a analisar há 2 meses os dados, não estou numa “torre de marfim” num gabinete.  Estou na base em contacto com os doentes e tenho a minha base de dados sem filtros políticos. Os académicos não têm bases para manterem a narrativa de Dezembro até agora. Já há dados concretos sobre COVID. Contudo nunca se respondeu na História do país. Porquê agora?

Os primeiros dados eram teóricos porque nada havia sobre COVID. Estuda-se coronavirus desde anos 70. Cada ano temos 1 novo vírus devido às mutações, mas 99% é gripe com mais ou menos virulência.

Sempre que há algo de novo na comunidade médica despoleta o medo. É normal.  Mas olhando para as teorias e modelos utilizados, a teoria e a realidade não são a mesma e é isso que se está aqui a  apresentar.

Dr. Fauci não vê um paciente há 20 anos. Nós estamos no terreno. As figuras de topo não vêm o que se passa no terreno. Estão isoladas nos gabinetes, são académicos. Mas teorias de académicos e realidade são coisas distintas.

Os governantes são  lideres políticos,  ouvem as pessoas que os rodeiam e tomam decisões a partir daí. Acontece que a verdade muda a cada 2 horas e as respostas são diferentes de há 1 mês.

Incongruências: o corona vive no plástico por 3 dias. Recebemos em casa por take away produtos com embalagens. Dizemos ser seguro estar em casa. Mas já não o é para ir trabalhar.  Que é seguro ir fazer compras essenciais, mas não à igreja. Sob o ponto de vista imunológico, não faz sentido. Tivemos gripe suína e das aves mas não houve lockdown. Eram menos perigosos? Se olharmos para as mortes, não. São similares na prevalência e taxa de mortalidade.

Os testes são uma amostragem num determinado espaço de tempo.

Agora ninguém fala de mortes por outras doenças. Dizem que é morte por covid apenas porque se detectou presença do vírus. É errado. Quando morremos de pneumonia não é morte de gripe mas sim de pneumonia com gripe. Os profissionais de saúde são pressionados por colocar nos relatórios de óbitos que são mortes por COVID. Porquê? Para parecer pior do que é? Sim. Doentes com graves patologias morrem de COPD com covid. Foram os 25 anos de tabagismo. Podiam ter morrido por complicações por gripe. Quando o mundo se confrontou com o vírus da lepra isolou doentes e não a população inteira.

É seguro estar sem lockdown. Para criar imunidade a isto temos de nós, os saudáveis, estar expostos a isto para estar em contacto com as boas bactérias e vírus não virulentos para poder combater os maus. Precisamos de adquirir flora bacteriana. Isolados 3 meses perdemos flora bacteriana. Por isso vai haver uma segunda onda muito mais grave. Isto é básico em imunologia e microbiologia.

Conclusão: são os doentes e pessoas mais vulneráveis que devem estar em quarentena.

Para ultrapassar a Constituição tem de haver uma base científica. Não há. Este vírus trata-se como a gripe: se tens vais para casa em quarentena.

Menos vitamina D porque não se pode ir ao parque e caminhar ao ar livre? É absurdo.

É o medo do desconhecido explorado pelos média, não é ciência não é segurança, é controle.  Os modelos teóricos não são precisos, os dados sim. Com a gripe houve pressão sobre SNS sempre e com sobrelotação. Este pode ser mais contagioso e mais rápido mas tem a mesma letalidade. Facto: em 30 000 ventiladores em Nova Iorque, só usaram 5″.

Dr. Didier Raoult( médico e microbiologista francês e é especialista em doenças infecciosas). Diz este médico no activo, o seguinte:

“Não vejo com bons olhos o confinamento total da população – saudáveis e não saudáveis. Já sabemos que em média são os mais vulneráveis que morrem. Não é verdade que mata tudo. Nós, no terreno, não vemos nada disso. Sou médico infecciologista há 42 anos. Isto é o que sei sobre doenças infecciosas em contacto com a realidade  e não sentado em gabinetes. É preciso 1º fazer um diagnóstico,  isolar quem é contagioso e tratar.

Sobre as terapêuticas para tratamento da COVID com  a hidroxicloroquina, noto que há uma clara divisão entre quem já é médico há muitos anos e quem acabou de se licenciar ou nem sequer são médicos (conselhos científicos). Transformam doentes em objectos de pesquisa. Mas são doentes e temos de os tratar. Há gente a ficar  doida com a aplicação de métodos desconectados da prática da medicina. A hidroxicloroquina era já administrada sem receita médica agora são necessários estudos para quê? Foram dizer que era perigoso quando se demonstrou que era eficaz. É de doidos”.

Dr. Jay Bhattacharya (Prof. medicina e pesquisador na Universidade de Standford):

“Fecharam a economia sem saber nada, sem dados. Projectaram 4 milhões de mortes e transportaram isso para os média e os  políticos responderam. A base científica para essa projecção é nula. Dr. Antony Fauci, quando fez a sua afirmação catastrófica, ele não sabia nem podia saber porque não havia testes serológicos por isso era impossível saber-se quantos tinham anticorpos ao vírus. Ele suportou-se exclusivamente em modelos e teorias. Neste estudo com aplicação do novo teste concluímos que este vírus é igual ou pouco mais letal que a gripe”.(veja aqui a entrevista completa)

Agora, olhemos para os dados contidos no Relatório do Observatório Nacional  de Doenças Respiratórias de 2018.Diz o seguinte:

“Em termos de Doenças Respiratórias, a mortalidade em Portugal é das maiores da Europa ultrapassando os 115 por 100.000 habitantes. (…) Dados do INE: morreram em 2016,  13 474 indivíduos; por dia foram 37 pessoas por doença respiratória; idade média 82,5 anos. (…) Se a este número acrescentarmos os óbitos por cancro de traqueia, brônquios e pulmões (mais 4 074), podemos dizer que por dia morreram 48 pessoas por doença respiratória. (…) Dos 13 474 por doenças respiratórias, em 6 006 a causa foi pneumonia. (…) Dos óbitos por pneumonia, 94,3% tinham 65 anos ou menos e 87% tinham 75 anos ou mais. (…) A pneumonia e insuficiência respiratória são as que têm mais impacto no internamento.

O recurso à ventilação mecânica é particularmente relevante na DPOC, Pneumonia e Insuficiência Respiratória, respectivamente 30,3%, 11,7% e 37,9% dos doentes internados com aquelas patologias.”

Eis o quadro geral. Dê uma atenção especial aos valores da gripe para a qual temos vacina:

relatorio de saude internamentos globais“(…)Na avaliação ao longo dos anos verificamos, que o número total de internamentos por doenças respiratórias aumenta 26% e os episódios de doentes submetidos a ventilação mecânica cresceu 131%. Quando avaliamos por patologias constatamos que contribuem para este aumento os internamentos por Pneumonias, Fibroses pulmonares, Patologia Pleural e Insuficiência Respiratória. Em 2016, os internamentos por Tuberculose são 57% dos efectuados em 2007. A Gripe aparece com um pico em 2009 e apesar de menor, novo pico em 2016”.

E aqui sobre a influência da qualidade do ar:

relatório sobre qualidade do ar

Agora leia o Relatório  da Pandemia da Gripe em Portugal 2009:

“A detecção de actividade epidémica por infecções respiratórias no México e na Califórnia associada à identificação de um novo vírus da gripe em 17 de Abril em 2 doentes na Califórnia, EUA, foi motivo imediato de preocupação por parte das autoridades de todos os países do Mundo. A nova estirpe foi designada A/Califórnia/4/2009/H1N1 e incorpora dois segmentos do genoma de origem suína. O rearranjo do genoma do vírus, está na origem da pandemia 2009 designada como “gripe A”. A partir do foco inicial no México,verificado no primeiro trimestre de 2009, a evolução a propagação foi muito rápida. Afectou todo o Continente Norte-Americano(México,EUA e Canadá) e logo depois Espanha e Reino Unido. Em poucas semanas propagou-se a todos os continentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, sucessivamente, as fases 4 e 5 da pandemia respectivamente a 27 e a 29 de Abril. A 11 de Junho a OMS declara a fase 6, uma vez reconhecida a extensão da epidemia em grande escala (pluricontinental, atingindo 74 países).

A propagação do novo vírus foi muito rápida e a 1 de Julho o vírus já tinha sido identificado em 120 países. Dois marcos tiveram um impacte significativo no plano psico-social. O primeiro, foi a recomendação pública das autoridades britânicas para grávidas ficarem em casa durante as semanas de maior actividade viral, no Verão de 2009. O segundo terá sido a declaração de emergência nacional nos Estados Unidos, pelo presidente Barack Obama, no Outono do mesmo ano. Sabia-se que a expressão da actividade gripal da pandemia seria diferente em cada país. Todos reconheciam que o impacte de uma epidemia de gripe de grande escala iria depender, não só da virulência do vírus, mas também da rapidez da implementação de medidas previamente planeadas.
Naturalmente, este último aspecto é influenciado não só pela qualidade dos trabalhos
preparatórios que estão na origem dos Planos de Contingência, mas, também, pela mobilização dos meios previstos que visam assegurar a sua operacionalidade em tempo adequado.

Em Portugal, o Plano de Contingência foi proactivamente operacionalizado a partir de 24 de Abril. O Comunicado, emitido nesse próprio dia, assinalou que foram “accionados os dispositivos previstos para este tipo de situações”. Internamente, na Direcção Geral da Saúde, as quatro áreas funcionais do Plano foram activadas”. (leia mais aqui)

Compare a dinâmica do vírus pandémico de 2009 e as medidas adoptadas pelos países, inclusive Portugal. E pergunte-se por que razão fizeram tudo diferente agora.

E só para concluir esta 2ª parte do meu artigo, segundo o relatório  do Instituto Ricardo Jorge:

“Durante a época de gripe 2018/2019 o número de óbitos atribuíveis à gripe e às temperaturas extremas foi estimado, respectivamente em 3.331 e 397 óbitos”.

Considerando que para a gripe sazonal há vacina, enquanto preparo a 3ª e última parte, reflicta sobre tudo isto.

(continua)

Ao menos não se reproduzem

1 Maio, 2020

Fui a uma loja de equipamento electrónico noutro concelho. Sem problemas, como se o país estivesse normal (que não está, particularmente nas cabeças de inúmeros idiotas). Para entrar na loja, com máscara, foi-me requisitado que passasse gel nas mãos e me dirigisse estritamente ao funcionário X após ter que explicar o que desejava comprar. O funcionário X lá me levou ao corredor onde estavam os dispositivos e, impedindo-me de lhes tocar, mostrou-me uma caixa a distância suficiente para garantir o entretenimento de uma eventual troca por incompreensão das características do aparelho. Diligentemente, dirigiu-se à caixa e, após o meu pagamento contactless, finalmente permitiu que tocasse no objecto. Toda a gente no interior da loja usava máscara. Toda a gente, não: o indivíduo de uma etnia automaticamente identificada pela expressão “indivíduo de outra etnia” circulava livremente, sem máscara, tocando (e talvez lambendo, não sei) tudo o que desejasse.

Parabéns a todos nós. Bem merecemos.

Antes de embarcarem na próxima emergência pensem nisto

1 Maio, 2020

2020 Janeiro Plásticos descartáveis acabam já em 2020. Governo antecipa prazo imposto pela UE. A diretiva europeia previa a proibição de colocação destes plásticos no mercado até 2021, mas o Governo decidiu antecipar a medida.

2020 Maio: vamos prescindir das máscaras, viseiras, luvas, embalagens para a comida, película protectora?

 

2020 Janeiro Quem defendia o uso de animais em experiências médicas?

2020 Maio: Quem contesta o uso de macacos e ratos na produção da vacina contra o Covid?

 

2020 Janeiro Há que legislar para controlar o problema do Alojamento Local, a gentrificação das cidades, a expulsão dos residentes

2020 Maio : os alojamentos locais estão vazios, a economia está de rastos proque dependia do turismo. Quiçá podemos fazer um programa para ir buscar  os residentes “expulsos” e ver se eles reanimam a economia

 

 

Berçário de activismos, votos e dependência

30 Abril, 2020

A) Casas municipais estão a esgotar-se e a Câmara de Lisboa quer comprar mais. Vereadora da Habitação revela que já quase não há património municipal para reabilitar e quer avançar para a compra de casas que tenham estado até agora no mercado de alojamento local.

B) Famílias vivem acampadas na rua à espera de casas em Lisboa. Empresa municipal que gere o bairro diz que as casas estão todas atribuídas e que quando houve acções de despejo dos casos de ocupação detectaram-se situações de subarrendamento ilegal.

C) Corrigir lei laboral e construir habitação pública: o plano do Bloco para mudar a economia

Admirável mundo novo

30 Abril, 2020

Regra nº1: Pode dizer-se uma coisa, o seu contrário e o que se diz e desdiz nada tem a ver com a realidade

Desde o final de janeiro, Portugal tem planeado cuidadosamente a sua resposta tendo em conta a situação internacional e a avaliação do risco levada a cabo pelas autoridades de saúde” – Lacerda  Sales, secretário de Estado da Saúde ( A 15 de Janeiro a planificação era esta: A Diretora-Geral da Saúde considera que há pouca probabilidade de o novo vírus na China chegar a Portugal. Graça Freitas disse esta quarta-feira que não é caso para alarme, apenas para prestar atenção.)

 

Regra nº 2: Uma estatística vale não pelo seu rigor mas sim pelos títulos que pode gerar

Taxa de desemprego caiu no trimestre centrado em Fevereiro de 6,8% para 6,4%, mas parte desse resultado deve-se à passagem dos desempregados da classificação de activos para inactivos.

 

 

A ONU deve estar a confundir o Brasil com a Espanha

29 Abril, 2020

«Políticas irresponsáveis do Brasil colocam milhões de vidas em risco, diz ONU. ONU defende que o Brasil deveria abandonar imediatamente políticas de austeridade que considerou serem mal orientadas e aumentar os gastos para combater a desigualdade e a pobreza.»

Tornou-se um clássico: se um país abandona o espectro autorizado pelo socialismo de imediato surgem os alertas para a fome, a miséria eas catástrofes. A ONU assistiu e  aplaudiu até determinado momento a destruição da Venezuela. A ONU mantém-se calada perante os desmandos de toda e qualquier política que aumente o peso de de Estado. O contrário causa-lhe um estado de alarme ideológico que já nem se esforça por disfarçar. Não tenho qualquer dúvida que se o governo de Espanha fosse de uma aliança de sinal oposto – PP+Ciudados com ou sem Vox – neste momento a ONU estaria a produzir alertas sobre as responsabilidades do governo de Espanha na catástrofe acontecida naquele   país. Acontecida, note-se. Não estamos a falar de possíveis catástrofes. Aconteceu mesmo.

Enquanto lê este post já outra notícia terá surgido com BE propõe, exige, defende… Enfim é o BE sempre nas notícias

29 Abril, 2020

12:27
BE: AMP deve adiar validação de títulos
12:27
BE questiona ausência de fundo para cinema
6:38
BE propõe redução no valor das creches proporcional à perda de rendimentos dos pais

A velha música do povo que manda nas empresas nacionalizadas

29 Abril, 2020

“A música agora é outra no que diz respeito à TAP” – declarou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos que completou o seu raciocícinio com esta frase: “E se é o povo português, é bom que seja o povo português a mandar”.  Pedro Nuno Santos usa a retórica da extrema-esquerda para reforçar o poder da nomenklatura. É o socialismo de estado. O povo nunca mandou nem manda nas empresas nacionalizadas. As empresas nacionalizadas servem para  reforçar o poder do círculo do poder.

A pretexto do Covid está a ser imposto em Portugal o estatismo como regime possível.

O mistério do país que não sai nas notícias

28 Abril, 2020

O que impedirá que se investigue o país em que o Covid atinge a cifra de 633 por milhãO de residentes? Ou porque apesar do número de mortos este país testa pouco? Talvez seja porque a Bélgica fica num daqueles lugares da Terra onde não existe internet, nem telefone, nem estradas, nem rede de telemóvel, nem postos de correio, nem sinal de satélite… A Coreia do Norte ao pé de Bélgica tem uma cobertura jornalística exaustiva. Aliás o querido líder se quer mesmo passar incógnito devida mudar-se para a Bélgica: ninguém dava por ele. Tal como ninguém dá pelos 633 mortos por mlhão de residentes.

Não fosse o Obama ter fechado Guantanamo

28 Abril, 2020

Já imaginaram os efeitos do Covid entre os pastores, camponeses e artesãos que o Bush tinha enfiado em Guantanamo? Bem haja o jornalismo, os activistas e o Obama que conseguiram fechar Guantanamo. Acho até que se devia instituir o Dia em que Guantanamo Desapareceu das Notícias. Guantanamo é um símbolo do jornalismo.

A ler

27 Abril, 2020

i 15 4 14 b

i 15 4 14 c

 

i 15 4 14 d

Tirado desse blogue que é também uma espécie de hemeroteca digital:  Porta da Loja. 

A ler.

Notícias do estado de emergência

26 Abril, 2020

Isabel Jonet, do Banco Alimentar Contra a Fome:

“Estou há muitos anos no Banco Alimentar e nunca vi nada com esta brutalidade”.

“Estamos a falar de profissões normais, como fisioterapeutas, instrutores do ginásio, condutores de Tuk-tuk, feirantes, funcionários de manicure, cabeleireiros e empregados de café. São profissões normais que, neste momento, não têm capacidade de poder continuar, o que fez com que estas pessoas não tenham salário ou remuneração.”

“Começa a haver situações de fome. Há muitos anos que isto não acontecia: temos tido pessoas a ir diretamente ao armazém do Banco Alimentar a pedir ajuda desesperada.”

“Enquanto não reabrirem as creches, os infantários e as escolas, estas pessoas não têm possibilidades de voltar ao trabalho e estão bloqueadas, continuarão sem remuneração”.

Com som, aqui.

no observador

26 Abril, 2020
by

«Be careful what you wish for, it might just come true», hoje, no Observador.

Restringir circulação e confinamento? Não pode sem EE.

26 Abril, 2020

António Costa, primeiro-ministro, anunciou que no próximo fim de semana, de 1 a 3 de Maio voltará a existir a restrição de circulação entre concelhos. E que o governo tem “instrumentos legais” para continuar a “restringir a circulação” e promover o confinamento. “Ninguém pode ter a ideia de que o fim do estado de emergência significa o fim das regras de confinamento. Não. Muitas delas, aliás, já existiam até antes de ter sido decretado o estado de emergência”, explicou o primeiro-ministro»(*). Só que está enganado.

Um dos instrumentos que António Costa pensa é o Decreto-Lei n.º 135/2013 referente competências de autoridade de saúde, o qual no seu nº 5 diz que aquela pode  «Desencadear, de acordo com a Constituição e a lei, o internamento ou a prestação compulsiva de cuidados de saúde a indivíduos em situação de prejudicarem a saúde pública;». Só que a Constituição refere expressamente que os direitos, liberdades e garantias apenas podem ser restringidos em caso de estado de emergência ou de sítio (artº19). Ou seja, o confinamento obrigatório, apenas pode ser decretado e aplicado em caso de Estado de Emergência aprovado pela Assembleia da República.

O outro diploma é a Lei n.º 27/2006, lei de bases da protecção civil, que no seu artigo 22ª refere uma série de medidas que poderiam ser implementadas em estado de calamidade, nomeadamente cercas sanitárias, limites à circulação de pessoas e mobilização civil de pessoas. Medidas essas que naturalmente são graves restrições aos direitos e liberdades individuais, uma vez mais proibidas pelas CRP sem serem tomadas num contexto de estado de sitio.

Portanto, terminando o estado de sitio no dia 2 de Maio e não havendo entretanto renovação, no dia 3 de Maio já não poderá haver restrições de circulação nem confinamento obrigatório. Se nos próximos tempos se mostrar necessário voltar a ter confinamento obrigatório no todo ou apenas em certas zonas do país, ou limitar a circulação das pessoas, terá de ser previamente novamente declarado o estado de sitio pela Assembleia da República.

 

Mortes na Bélgica: vamos lá ver se deixam de fazer de nós parvos

26 Abril, 2020

A Bélgica atingiu a espantosa média de 612 mortos por milhão de residentes.Não é como se tem escrito uma percentagem algo mais elevada que a dos seus vizinhos. É a mais elevada do mundo. Explicar isto como se tem feito com o argumento de que  a Bélgica contabiliza também os casos suspeitos não chega para explicar este número absurdo e levar-nos-is a outra pergunta inquietante: quantos casos suspeitos estão os outros países a esconder? A não contabilizar?

Mas reduzir o assunto a uma especificidade contabilística como se estivéssemos a falar de umas décimas é sobretudo iludirmos uma questão que devemos abordar: a legalização da eutanásia e a banalização da sua prática como aconteceu na Bélgica levou a que nesta epidemia os velhos fossem privadosna Bélgica de cuidados de saúde?

 

 

Abrilês

26 Abril, 2020

Em Abril de 1974 a ideologia determinou que não se combatesse a epidemia de cólera. Em 2020 a ideologia determina que não há austeridade. É o abrilês, o regime em que as palavras vencem a realidade. As crises e o seu cortejo de emergências determinam agora os tempos como outrora o faziam os golpistas. Sem crise não há mudança mas com crise tudo é possível. Sobretudo é possível, tal como está acontecer com esta crise do Covid-19, que no tropel dos acontecimentos tudo se banalize e nada se pergunte. Afinal nada de muito diferente do que aconteceu aos portugueses no Verão de 1974, quando as autoridades, enquanto cantavam loas ao povo “que mais ordena”, ficaram a ver progredir uma epidemia que matava. O povo, obviamente.

Covid19: porque os média nos escondem informação? (Parte 1)

25 Abril, 2020

Diz o Polígrafo no seu clip promocional: “Todos os dias lemos e ouvimos muitas notícias e tantas afirmações. Mas em quem podemos acreditar? Onde acaba a verdade e começa a mentira? A resposta é simples: na Comunicação Social do “mainstream” não é de certeza.

Já vem de longe a minha percepção de que os média nos escondem informação. Quando cruzamos o que é dito por toda a imprensa internacional e nacional com testemunhos e artigos dos VERDADEIROS  especialistas nas áreas em discussão, ficamos horrorizados com a quantidade de desinformação, manipulação e sobretudo de ocultação de informação. Porquê? Simples:  1. por falta de investigação; 2. por agenda política. É factual.

E porque os média actuam tão descaradamente desta forma? A resposta a isso também é muito simples: VERIFICAR o que é dito nas TV’S dá muito trabalho de investigação, – e sabendo que a maioria da população age como um grupo de carneiros preguiçosos -, encontram um terreno fértil para a manipulação de informação ao serviço do “establishment” (aquele que os financia). 

Antes que a brigada do politicamente correcto (marxistas, direita Haddad, carneirada incapaz de pensar por si) comece a despejar artilharia pesada (insultos e ameaças), alerto que todo o conteúdo destes artigos (este é a 1ª parte), não são de opinião, mas sim,  um levantamento de depoimentos dos  cientistas, médicos e investigadores da área de epidemiologia, altamente credenciados e com larga experiência, onde pode encontrar todos os links com dados oficiais e artigos científicos que lhe servem de base.

São inúmeros os epidemiologistas de todo o mundo  que alertam, desde o início da pandemia, para os erros dos políticos com as medidas de resposta ao SARS COV2 enganosas. Mas curiosamente não lhes foi dado voz. Pelo contrário, foram silenciados. Por quem? Claro, adivinhou: a comunicação social.

Neste artigo cronológico está toda a informação ocultada pelos média sobre a pandemia, ao detalhe e com links. Tire uns minutos para o ler com atenção. O conteúdo é factual.

Mas destaco algumas intervenções, feitas à revelia dos média e dos governos, e  às quais não é possível ficar indiferente:

Dr. Knut Wittkowski (PhD e ScD Rockefeller University-Centro de Ciências Clínicas Translacionais):

Em entrevista este especialista afirmou que perante um vírus respiratório, a medida mais eficaz é PROTEGER TODOS OS GRUPOS de risco, isolando-os, porque são os que correm mais risco de desenvolver pneumonia e deixar o resto da população saudável,  infectar-se. Porque o isolamento TOTAL da população prolonga a vida do vírus. Porquê? PORQUE TODAS AS DOENÇAS  respiratórias só são travadas com 80% da população em contacto com o vírus e a maioria nem dará por isso e se der, serão sintomas leves. Fazer um planalto da curva, só prolonga o problema.

Que as crianças resistem bem e por isso devem estar em contacto umas com as outras para rapidamente ganharem imunidade e só depois permitir contacto com grupos de risco, porque o vírus entretanto estaria extinto.

Que tivemos 2 SARS vírus antes, ou seja, não é o 1º coronavírus que nos atinge e não será o último. Vírus respiratórios actuam sempre da mesma forma: se os deixamos evoluir, temos 2 semanas de evolução, atinge o pico nas outras 2 e vai embora. Se os novos casos não estão a subir dramaticamente, já estamos em declínio. Se não tivesse havido intervenção politica, a epidemia já teria passado.

Sobre o distanciamento social, diz que não há dados  que digam este SARS é fundamentalmente diferente. As doenças respiratórias acabam na primavera porque as pessoas passam mais tempo na rua e  o vírus na rua não tem tantas hipóteses de progredir. Por isso, estar mais tempo confinado alimenta o vírus e torna-o activo. A China não teve bom resultado devido ao confinamento, que veio tardio. Teve porque inicialmente não sabia do que se tratava e por isso não tomou medidas drásticas no imediato. Assim, a maioria população ganhou imunidade antes do confinamento. Diz ter analisado os dados da China e Coreia do Sul sobre distanciamento: na China o pico foi em 1-5 Fevereiro mas as escolas fecharam a 20,  ou seja,  2 semanas depois. Na Coreia do Sul, a quarentena foi auto-proclamada em 23 Fevereiro, e o distanciamento a 29,  semanas depois do pico. Ao instalar o distanciamento na última fase de desenvolvimento do vírus, interromperam a conclusão do processo. Daí a reincidência de casos.

Afirma que vai haver uma 2ª onda por causa destas medidas de contenção. Se a população estivesse toda exposta, não haveria 2ª onda. O pânico e medo alimentado pelos média fez com que houvesse distanciamentos precoces. O vírus, diz,  vai regressar em força.

Dr. Sam Vaknin (PhD em Física):

Sobre Antony Fauci – a celebridade médica por detrás da gestão do COVID19 nos EUA –  diz que o mesmo publicou vários artigos científicos onde calculou a taxa de mortes com SARS COV2 igual a 0,1% e que 2 dias depois, foi dizer nos média que seria 1%. Ou seja, entre pares fala de 0,1% e nos média 1%. Usa uma percentagem que SABE SER ERRADA, exagerada em 10 vezes mais. E questiona: “porque está ele a enganar o público?”

Diz que a verdade sobre COVID19 não deve ser procurada junto de autoridades médicas enviesadas e muito menos funcionários do Governo, mas sim académicos independentes. A verdade até à data revela que, SARS COV2 não é pior que uma gripe severa. Recomenda ouvir Prof. John Ioannidis e Prof. Jay Bhattachanya da Universidade de Stanford que acaba de publicar a taxa de mortalidade em que o COVID19 é idêntico às gripes severas de 2008/2009.

Sobre vacina diz que, contra o facto de todas as vacinas contra os coronavírus serem pouco eficazes, é dito às populações que devem ficar em casa para haver tempo na descoberta de vacina e assim, mesmo que contraiam COVID19, seja numa variante suave. Ora, mesmo sendo bem sucedidos, a vacina não é mais do que uma pandemia controlada para criar imunidade de rebanho. Causamos uma doença suave nas pessoas para que fiquem imunes. Assim, o vírus tem problemas em propagar-se. Neste momento o vírus é bem sucedido porque ninguém esteve exposto até hoje a esta variante de SARS e assim, infecta quase todos. Enquanto ele for bem sucedido, a infectar-nos, o vírus não tem razões para mutações. Vai passando de pessoa para pessoa sem mutações. Este, em particular, faz 2 mutações por mês o que é nada em comparação com os vírus da família Influenza ( estes fazem mutações de 4 a 6 vezes por mês). Portanto, este vírus não está em mutação porque não está sobre pressão selectiva (é a pressão exercida pelo fracasso). Quando o vírus fracassa na sua propagação porque a maioria está imune, isso cria uma selecção natural pois as variantes mais fracas do vírus morrem e as variantes mais fortes, que passaram por mutações, conseguem infectar porque as pessoas não têm anticorpos para essas versões que se mutaram. Por isso, a melhor estratégia é a imunidade de rebanho. Se expusermos fatia a fatia da população e gradualmente, estamos a forçar o vírus a adaptar-se e mutar-se. É o que acontece quando fazemos quarentena universal. Forçamos o vírus a mudar e recombinar-se e tornar-se aquilo que ele não é neste momento: agora é uma gripe severa; se continuarmos a negar corpos para serem infectados, o vírus torna-se vicioso. Não é necessário sacrificar humanos: basta isolar os mais frágeis e expor os restantes com sistema imunológico saudável para que se propague e replique. Temos de o deixar viver, caso contrário será ele a impedir-nos de viver.

Diz que já podemos ir tarde: bebés e adolescentes já morreram o que pode indicar mutação,  e torna o vírus mais abrangente em faixas etárias até agora protegidas. Isto pelo facto de ele não ter encontrado hospedeiros fáceis e começa a infectar qualquer um. Exemplo: pessoas que ficam bem e passado 9 dias recaem. Isto é um sinal que o sistema imunitário “falhou” a detectar o vírus porque ele torna-se “mais inteligente”. Diz que confinamento TARDIO já demonstrou uma taxa de infecção moderada a alta por milhão, mas com menor taxas de mortalidade. São estes países onde morre menos gente. Aqui, apesar do número elevado de infectados, as mortes são as mais baixas. Diz que felizmente para a Humanidade, o luxo de ficar em casa não é para todos.

Explica que este vírus é de uma família de centena de vírus sobre as quais temos muito conhecimento e por isso o pânico não se justifica de todo. Que o pânico gerado é propositado. Nunca se viu tal na História da Humanidade. Que é preciso estar em contacto com um paciente altamente sintomático pelo menos 30 min. para infectar. Mas que ninguém diz isto. Pelo contrário, os “doutores” do governo dão a entender que pela simples passagem por alguém infectado,  se contrai a doença. É falso.

Que entretanto os hospitais se tornaram vectores de transmissão pois 40% dos COVID19 são contraídos no hospital. Em análises aos dados da Itália, 70 a 80% de pessoas que foram ao hospital não deveriam ter ido. Os hospitais receberam doentes suaves de covid19 que acabaram por infectar doentes internados.

E denuncia: a primeira coisa que se faz em epidemiologia é pegar num grupo de 10 000 indivíduos aleatoriamente e testá-los para verem se têm SARS COV2. É básico. Todos os países o deveriam ter feito. Chama-se “estudo aleatório duplo-cego com grupo controle”. Ninguém o fez e já vamos no 5º mês de pandemia. Nunca tal se viu em toda a Historia da Humanidade. E reitera: quando o fim é travar, curar e cuidar, e não influenciar a pandemia para fins políticos, os testes aleatórios não são a última etapa, mas sim, a PRIMEIRA. E deixa uma pergunta: se a maioria dos vírus infecta 90% da população, porque não se mede a população infectada, se isso muda completamente o cálculo do que devemos fazer ou não? A resposta é simples: porque isso revelaria que o distanciamento  social é inútil e acabaria a narrativa.  

André Dias (PhD em Modelação de Doenças Pulmonares):

“A questão é: quantas pessoas estão a morrer. Só isto diz mais que todos os artigos que se possam ler. A mortalidade – como se demonstra no site Europeen Mortality Monotoring – euromomo.eu – está neste momento muito abaixo de um pico de gripe.

ENTREVISTA QI - COVID 19 - grafico momo

É normal haver gripe até Maio. É um surto tardio. Em tempo real temos em Portugal o site da DGS – evm.min-saude.pt – onde verificamos uma mortalidade com números banais que estão a anos luz dos picos da gripe.

ENTREVISTA QI - dados mortalidade port.

Não há razões para suspender a Constituição. A média de idade de mortes é muito alta. Na China é uma curva perfeita. A quarentena não teve efeito nenhum. É uma infecção banal mas que já fez disparar os alarmes da OMS.

Há uma relação directa na mortalidade com a qualidade do ar. Whuan é a mais poluída  do mundo e no inverno intensifica porque queimam carvão para se aquecerem. Por isso, os alarmes soaram em Outubro.

Por outro lado, a OMS publicou dados de letalidade sem dizer que tinham muito ruído porque os teste virológicos, se não forem feitos no pico da infecção, dão valores negativos e a OMS sabe disso. Mas não o diz. Pelo contrário avançam que a letalidade em Whuan é de 13% e entregam essa informação ao governo chinês. Em resposta o governo reage à bruta porque são políticos. Passou-se o mesmo com a gripe suína onde diziam que era 30% de letalidade, mas conforme foram mudando os testes, acabou em menos de 1%. Com o covid19 é o mesmo. Torna-se óbvio não tem efeito nem pânico justificável.  É o cenário da gripe suína. 

Os média passam a imagens à exaustão sobre a China e o medo instala-se. Não há qualquer base científica para fechar tudo. É uma decisão política por medo.  Há países como Portugal que partem de imediato para fechar tudo ignorando o Conselho Nacional de Saúde quando Jorge Torgal disse: “o novo SARS é menos perigoso que uma gripe”.  Mas o RU não. O 1º Ministro recebeu um conselho de base epidemiológica e disse: “não vamos fechar.” Mas o erro foi de não falar que o medo é real. E no dia seguinte, é cilindrado e, sendo o político que é, não vai fazer nada que lhe destrua a carreira. Já na Suécia, a decisão não foi política. Foi técnica, científica, porque a decisão passou exclusivamente pelas entidades de Saúde. O medo existe mas o risco não. É exagerado. O Imperial College é uma Universidade de referência, mas o Instituto de Epidemiologia parece que não.

O grupo do Imperial College tem um passado tenebroso por causa da FMD (foot and mouth disease). Foram abatidas centenas de milhar de ovelhas e vacas por via de um modelo que era lixo. A mudança do RU deu-se, essencialmente, por uma carta aberta de matemáticos a fazer uma avaliação catastrófica. Ou seja, pessoas sem a mínima formação em epidemiologia, que nunca viram uma infecção na vida, fizeram exponenciais que dão 12 milhões de infectados só em Portugal e nem sequer temos essa população. Essa carta catastrófica despoletou um  medo irracional. Quando a Suécia tiver mais mortes que numa época de gripe, devemos dizer que foi um erro. Até lá, é uma época de gripe.

A Itália tem a pior morbalidade. A poluição é a pior da Europa no vale da Lombardia. Portanto, a mesma receita que em Whuan. O número de mortes em Bérgamo nunca ultrapassou o que seria expectável. Os serviços funerários colapsaram, não por terem muitos corpos para cremar, mas sim,  porque estavam muito mais lentos a fazerem o seu trabalho. Tinham mais corpos do que o normal não por causa do vírus mas porque o sistema de saúde obrigava a concentrar tudo em Bérgamo –  por ser uma doença de notificação obrigatória  contagiosa -, e por isso, tinham de ser encaminhados todos para o hospitais centrais. Daí o recurso a camiões militares. Com imagens destas “ad nauseum”, vende-se o medo. Em Madrid, o colapso das funerárias prendeu-se com o congelamento por medo, medo de tratar desses mortos.

Os discursos políticos vão-se alinhar e dirão que se não se achatasse a curva, se não tivéssemos feito “lockdown”, teria morrido o tal meio milhão que avançou o Imperial. A verdade é que vão morrer menos do que numa época de gripe mas dirão que foi por causa das medidas. Em resposta os epidemiologistas vão dizer: “Então mostrem as curvas – que são as distribuições normais – onde se vê as medidas”. Não vão ter a mínima hipótese. O efeito social foi fortíssimo. Nada dizia que iria ser catastrófico. Porém, os governos não vão voltar atrás e dizer: “enganámo-nos”.

O ciclo são 15 dias: 2 semanas para cima, duas para baixo (na Itália ficou mais tempo por causa da morbilidade pulmonar). Há ainda o factor primavera que não deixa passar da semana 19. Isto porque os raios UV destroem os vírus, independentemente de onde vêm. São o seu pior inimigo. Têm uma camada de lípido que desintegra com os UV e a cadeia DNA, desfaz-se. Sair à rua faz cair a infecção. Em casa, não.

Os políticos dizem: “não podemos arriscar ter 80% da pessoas infectadas com 1% a morrer.” Mas há um detalhe: uma infecção pulmonar nunca chega aos 80%. É impossível. Falta-lhes o essencial da epidemiologia neste raciocínio: saber que as doenças pulmonares respiratórias, são lineares, são probabilísticas e que é a própria infecção que determina como ela vai evoluir. E esta interacção nunca foi levada em conta.

Os jornalistas precisam de vender e amplificar.  Isto é vender o medo. Deu-se voz a matemáticos e silenciou-se os cientistas. A opinião de quem tem formação não é valorizada. A OMS, na rede de avaliação epidemiológica, usa as redes sociais para tentar tirar “palavras sintomas” e avaliar se há algo anormal – usam o Twitter – mas este está pejado de “bots”. Não estão a tirar nada de valor,  mas sim, ruído. Já foram avisados para não o fazerem, mas continuam. Depois vem a publicação de dados na página oficial: letalidade 13% (sem referir ruído). Ficou aberta a porta para os jornalistas alarmistas. Esta percentagem dá 80% de pessoas infectadas quando é impossível infectar 80%. Mas não interessa. Então vende-se isto: 80% de infectados e 13% morrem (4 milhões) colocado na 1ª página da OMS. A OMS tem obrigação de não publicar números assim.

Fechar escolas foi um erro colossal. Sabia-se desde o dia 1 que o risco para crianças era inexistente. As crianças são a 1ª barreira imunológica.  Mas elas são mais do que isso: são aspiradores, são vassouras de vírus. Não há riscos. Não vão ficar doentes. Ficam imunes rapidamente. Em 2-3 dias são infectadas, um pouco de tosse e ficam imunes. A partir daí “aspiram” (limpam) o vírus. Colocava-se funcionários e professores de risco em quarentena, mas mantinha-se actividades onde elas pudessem conviver entre elas. Foi nada mais que uma decisão política.

O Centro Helmholtz na Alemanha é um colosso da investigação biomédica e o Dr. Gerald Krause em entrevista afirmou: “vamos matar mais pessoas por suicídio que por vírus”. Os 1º resultados da Alemanha dos testes serológicos indicam que 14% da população poderá estar imune. Isto tem um peso político colossal. Não é um peso estatístico, porque a amostra não é aleatória, mas diz uma coisa brutal em termos políticos: o número de infectados, quando se declarou a quarentena, era provavelmente altíssimo e por isso a quarentena não fez nada mas sim, acelerou a infecção. Ou seja, não só os políticos fizeram borrada da grande como tornaram isto pior. Porque a partir do momento em que temos 10 a 15% de infectados, o que se está a fazer é colocar uma pessoa infectada em cada casa e as probabilidades de infecção disparam. Mas isto, é igual ao litro, porque o número de infectados NÃO DIZ NADA SOBRE LETALIDADE. 

Prof. Sucharit Bhakdi (especialista em microbiologia médica):

Disse em entrevista que culpar o novo SARS por mortes é errado e perigosamente enganoso pois existem outros factores importantes tais como a saúde pré-existente e qualidade do ar, classificando as medidas adoptadas de isolamento,  como grotescas, inúteis, auto-destrutivas e suicídio colectivo.

Que a Itália tem a pior poluição da Europa; a China a pior do Mundo. Preocupámo-nos com o COVID19 porque temos medo que 1 milhão de infectados venham a representar 30 mortes/dia, durante os próximos 100 dias, mas não dizem que 20, 30, 40, 100 pacientes positivos com o NORMAL coronavírus (a gripe sazonal) estão neste momento a morrer.

Os contactos socais prolongam a vida na Terra. Assim, encurta-se a vida de biliões. Morrerão mais por falta de atendimento do que desta doença. 

(Continua)

A infância

25 Abril, 2020

Um governo serve para gerir – diz-se – a vontade popular. Vai daí, a minha conclusão é que as pessoas querem que o governo as mande ficar em casa. Portanto, estamos na fase de desenvolvimento que normalmente se chama de infância. Quando chegarmos à adolescência bem que o papá pode mandar isto e aquilo na solidão das quatro paredes. Ah, a angústia da descoberta sobre o que aconteceu ao dócil menino que ainda há meses cumpria ordens. Felizmente, os portugueses ainda não são adolescentes. Se o papá manda, o português cumpre. É por isso que não gosto da comparação com corno manso: o português ainda não tem idade para pensar nessas coisas, quanto mais para cair em tentações.

A celebração obrigatória

24 Abril, 2020

Novidades de Pyongyang-Lisbon: já andam carros pelas ruas entoando a Grândolae não nos vamos esquecer de a cantar amanhã. Mais um  ano e passamos a ter um detector de canto: quem canta, quem não canta, quem no fim grita Fascismo nunca mais, quem canta baixinho…

be careful what you wish for, it might just come true

24 Abril, 2020
by

Medida após medida, orçamento após orçamento, o governo de António Costa perseguiu os investidores imobiliários, sobretudo os mais pequenos, aqueles que apostaram no Alojamento Local e no turismo como complemento dos seus rendimentos, ou mesmo como rendimento principal. O resultado está aqui, e é bom que se tenha bem presente que estes números nada têm a ver com a pandemia do corona, para que, mais tarde, não se procurem confundir as coisas, e quando a bronca estoirar não se atire ainda mais areia para os olhos das pessoas. O resultado – apenas relativo à Baixa da cidade do Porto – foi de que, somente no 2º semestre de 2019, o investimento imobiliário desceu 27% em relação ao semestre anterior. Porquê? Por causa das medidas do governo contra o sector, anunciadas para o orçamento de 2020, que, naturalmente, afugentaram os investidores.

O potencial destruidor dessa política era, há muito, previsível. Nós mesmo o escrevemos aqui e noutros lugares, chamando a atenção para o óbvio: que fora graças à liberalização do imobiliário que o país tinha, em boa parte, conseguido sair da crise de 2011-14, que as cidades recuperaram os seus centros históricos devastados por décadas de políticas tresloucadas, que o turismo cresceu e teve milhares e milhares de leitos para ser bem acolhido e bem tratado, a preços reduzidos face à concorrência europeia, e que, em consequência de tudo isso, aumentou exponencialmente o emprego. Os governantes socialistas, com o raciocínio manhoso que os caracteriza, pensaram doutro modo: “o grosso do investimento está feito, vamos, agora, sacar impostos e obrigar os investidores a colocarem os seus imóveis no arrendamento de longa duração, a preços baixos, para ganharmos uns votos”. “Vamos corrigir o mercado”, como eles arrogantemente tanto gostam de pensar que podem fazer.

Pois bem: esquecem-se, ou ignoram, que a economia é um processo, e não um momento parado no tempo. Que os investidores contraíram, na grande maioria, empréstimos bancários para adquirirem os seus imóveis e criarem os seus negócios. Que os bancos estão – como estiveram em 2008 – pendurados no crédito imobiliário. Que o turismo alimentou o país nos últimos dez anos e que muito dele utilizava os serviços deste sector. Que o emprego cresceu graças a ele. Que, em torno destas duas actividades conexas – imobiliário e turismo -, se desenvolveram a restauração, a hotelaria, a construção civil e múltiplas pequenas e médias empresas de toda a espécie de serviços. Enfim, que o país estancou a crise devido a quem se dispôs a investir num momento arriscado e não graças ao Estado, que estava completamente falido para poder sonhar em fazer quaisquer investimentos. Hoje, já depois da quebra do 2º semestre de 2019, o investimento imobiliário não estará a zero, mas não andará muito longe disso. Aliado à quebra do turismo – o que certamente alegrará os inúmeros patetas que achavam que as nossas cidades estavam a ser sequestradas por invasores alienígenas – temos uma combinação explosiva para a nossa rudimentar economia.

Preparem-se, pois, porque aquilo que sempre desejaram vai acontecer: o investimento imobiliário vai parar e os turistas desaparecerão por muito tempo. Depois, quando vierem queixar-se da “austeridade”, a tal que o chefe Costa das “cativações” diz que jamais aplicará (até podia ter falado em francês…), lembrem-se do que andaram a pedir para a actividade que vos deu de comer.

A grandolização do condomínio

23 Abril, 2020

O Bloco fez um Manual de Instruções para cantar a “Grândola” à janela. Uma pessoa pensa que cantar é uma coisa simples mas não, com o BE cantar implica manual. E s eo confinamento continuar hão-de chegar à comissão de acompanhamento do canto à janela, mais à unidade de missão e ao plano de combate à desigualdade no canto.

Este ano o BE fica-se pelo manual devidamente ilustrado

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E no fim o BE manda: Imprime o Manual de Instruções (a cores ou a preto e branco) e afixa-o na parede interior do teu prédio.  Mas a entrada dos prédios é propriedade do BE? Agora cada um imprime o que lhe dá na veneta e coloca na entrada do prédio? Não sei como vai ser a sessão no parlamento mas em alguns condomínios vai haver muita animação.

Os cheques anti-austeridade levantam-se onde?

23 Abril, 2020

Estou aqui a tentar explicar a uma pessoa que se propõe pagar muito menos do que aquilo que havíamos acordado que só existe austeridade na cabeça dela. A pessoa certamente alucinada insiste que não tem alternativa. Onde é que esta pessoa pode ir levantar o cheque para não acontecer a austeridade na sua vida e na dos outros a quem tem de fazer pagamentos?

Não esquecer: nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã vai haver austeridade

22 Abril, 2020

Quando aumentarem os impostos vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã.

Quando nos despedirem vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

Quando nos propuserem fazer o mesmo trabalho por menos dinheiro vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

Quando a empresa fechar vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

Quando perdermos rendimento vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

… Se repetirmos “esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã” a austeridade não acontece.

Um Ferro indecente

22 Abril, 2020

Espero que os deputados tenham a dignidade e decência de não participar na sessão comemorativa convocada por esta personagem.

 

 

 

Com medo do impacto do vírus nas cadeias, o Governo tratou de livrar-se de responsabilidades

22 Abril, 2020

Mais de 20% dos 10.269 condenados que cumpriam pena vão ficar fora das cadeias por causa da covid-19. Perdões de pena não necessitam do consentimento dos reclusos. Quando foram informados de que iriam ser libertados por causa do risco da covid-19 nas prisões, Hélder C. e Jorge limitaram-se a receber algum dinheiro dos serviços prisionais e a fazer a mala à pressa. De repente estavam à porta da cadeia. Sem transporte sem ninguém para os ir buscar e sem uma casa para os receber.