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Mortes na Bélgica: vamos lá ver se deixam de fazer de nós parvos

26 Abril, 2020

A Bélgica atingiu a espantosa média de 612 mortos por milhão de residentes.Não é como se tem escrito uma percentagem algo mais elevada que a dos seus vizinhos. É a mais elevada do mundo. Explicar isto como se tem feito com o argumento de que  a Bélgica contabiliza também os casos suspeitos não chega para explicar este número absurdo e levar-nos-is a outra pergunta inquietante: quantos casos suspeitos estão os outros países a esconder? A não contabilizar?

Mas reduzir o assunto a uma especificidade contabilística como se estivéssemos a falar de umas décimas é sobretudo iludirmos uma questão que devemos abordar: a legalização da eutanásia e a banalização da sua prática como aconteceu na Bélgica levou a que nesta epidemia os velhos fossem privadosna Bélgica de cuidados de saúde?

 

 

Abrilês

26 Abril, 2020

Em Abril de 1974 a ideologia determinou que não se combatesse a epidemia de cólera. Em 2020 a ideologia determina que não há austeridade. É o abrilês, o regime em que as palavras vencem a realidade. As crises e o seu cortejo de emergências determinam agora os tempos como outrora o faziam os golpistas. Sem crise não há mudança mas com crise tudo é possível. Sobretudo é possível, tal como está acontecer com esta crise do Covid-19, que no tropel dos acontecimentos tudo se banalize e nada se pergunte. Afinal nada de muito diferente do que aconteceu aos portugueses no Verão de 1974, quando as autoridades, enquanto cantavam loas ao povo “que mais ordena”, ficaram a ver progredir uma epidemia que matava. O povo, obviamente.

Covid19: porque os média nos escondem informação? (Parte 1)

25 Abril, 2020

Diz o Polígrafo no seu clip promocional: “Todos os dias lemos e ouvimos muitas notícias e tantas afirmações. Mas em quem podemos acreditar? Onde acaba a verdade e começa a mentira? A resposta é simples: na Comunicação Social do “mainstream” não é de certeza.

Já vem de longe a minha percepção de que os média nos escondem informação. Quando cruzamos o que é dito por toda a imprensa internacional e nacional com testemunhos e artigos dos VERDADEIROS  especialistas nas áreas em discussão, ficamos horrorizados com a quantidade de desinformação, manipulação e sobretudo de ocultação de informação. Porquê? Simples:  1. por falta de investigação; 2. por agenda política. É factual.

E porque os média actuam tão descaradamente desta forma? A resposta a isso também é muito simples: VERIFICAR o que é dito nas TV’S dá muito trabalho de investigação, – e sabendo que a maioria da população age como um grupo de carneiros preguiçosos -, encontram um terreno fértil para a manipulação de informação ao serviço do “establishment” (aquele que os financia). 

Antes que a brigada do politicamente correcto (marxistas, direita Haddad, carneirada incapaz de pensar por si) comece a despejar artilharia pesada (insultos e ameaças), alerto que todo o conteúdo destes artigos (este é a 1ª parte), não são de opinião, mas sim,  um levantamento de depoimentos dos  cientistas, médicos e investigadores da área de epidemiologia, altamente credenciados e com larga experiência, onde pode encontrar todos os links com dados oficiais e artigos científicos que lhe servem de base.

São inúmeros os epidemiologistas de todo o mundo  que alertam, desde o início da pandemia, para os erros dos políticos com as medidas de resposta ao SARS COV2 enganosas. Mas curiosamente não lhes foi dado voz. Pelo contrário, foram silenciados. Por quem? Claro, adivinhou: a comunicação social.

Neste artigo cronológico está toda a informação ocultada pelos média sobre a pandemia, ao detalhe e com links. Tire uns minutos para o ler com atenção. O conteúdo é factual.

Mas destaco algumas intervenções, feitas à revelia dos média e dos governos, e  às quais não é possível ficar indiferente:

Dr. Knut Wittkowski (PhD e ScD Rockefeller University-Centro de Ciências Clínicas Translacionais):

Em entrevista este especialista afirmou que perante um vírus respiratório, a medida mais eficaz é PROTEGER TODOS OS GRUPOS de risco, isolando-os, porque são os que correm mais risco de desenvolver pneumonia e deixar o resto da população saudável,  infectar-se. Porque o isolamento TOTAL da população prolonga a vida do vírus. Porquê? PORQUE TODAS AS DOENÇAS  respiratórias só são travadas com 80% da população em contacto com o vírus e a maioria nem dará por isso e se der, serão sintomas leves. Fazer um planalto da curva, só prolonga o problema.

Que as crianças resistem bem e por isso devem estar em contacto umas com as outras para rapidamente ganharem imunidade e só depois permitir contacto com grupos de risco, porque o vírus entretanto estaria extinto.

Que tivemos 2 SARS vírus antes, ou seja, não é o 1º coronavírus que nos atinge e não será o último. Vírus respiratórios actuam sempre da mesma forma: se os deixamos evoluir, temos 2 semanas de evolução, atinge o pico nas outras 2 e vai embora. Se os novos casos não estão a subir dramaticamente, já estamos em declínio. Se não tivesse havido intervenção politica, a epidemia já teria passado.

Sobre o distanciamento social, diz que não há dados  que digam este SARS é fundamentalmente diferente. As doenças respiratórias acabam na primavera porque as pessoas passam mais tempo na rua e  o vírus na rua não tem tantas hipóteses de progredir. Por isso, estar mais tempo confinado alimenta o vírus e torna-o activo. A China não teve bom resultado devido ao confinamento, que veio tardio. Teve porque inicialmente não sabia do que se tratava e por isso não tomou medidas drásticas no imediato. Assim, a maioria população ganhou imunidade antes do confinamento. Diz ter analisado os dados da China e Coreia do Sul sobre distanciamento: na China o pico foi em 1-5 Fevereiro mas as escolas fecharam a 20,  ou seja,  2 semanas depois. Na Coreia do Sul, a quarentena foi auto-proclamada em 23 Fevereiro, e o distanciamento a 29,  semanas depois do pico. Ao instalar o distanciamento na última fase de desenvolvimento do vírus, interromperam a conclusão do processo. Daí a reincidência de casos.

Afirma que vai haver uma 2ª onda por causa destas medidas de contenção. Se a população estivesse toda exposta, não haveria 2ª onda. O pânico e medo alimentado pelos média fez com que houvesse distanciamentos precoces. O vírus, diz,  vai regressar em força.

Dr. Sam Vaknin (PhD em Física):

Sobre Antony Fauci – a celebridade médica por detrás da gestão do COVID19 nos EUA –  diz que o mesmo publicou vários artigos científicos onde calculou a taxa de mortes com SARS COV2 igual a 0,1% e que 2 dias depois, foi dizer nos média que seria 1%. Ou seja, entre pares fala de 0,1% e nos média 1%. Usa uma percentagem que SABE SER ERRADA, exagerada em 10 vezes mais. E questiona: “porque está ele a enganar o público?”

Diz que a verdade sobre COVID19 não deve ser procurada junto de autoridades médicas enviesadas e muito menos funcionários do Governo, mas sim académicos independentes. A verdade até à data revela que, SARS COV2 não é pior que uma gripe severa. Recomenda ouvir Prof. John Ioannidis e Prof. Jay Bhattachanya da Universidade de Stanford que acaba de publicar a taxa de mortalidade em que o COVID19 é idêntico às gripes severas de 2008/2009.

Sobre vacina diz que, contra o facto de todas as vacinas contra os coronavírus serem pouco eficazes, é dito às populações que devem ficar em casa para haver tempo na descoberta de vacina e assim, mesmo que contraiam COVID19, seja numa variante suave. Ora, mesmo sendo bem sucedidos, a vacina não é mais do que uma pandemia controlada para criar imunidade de rebanho. Causamos uma doença suave nas pessoas para que fiquem imunes. Assim, o vírus tem problemas em propagar-se. Neste momento o vírus é bem sucedido porque ninguém esteve exposto até hoje a esta variante de SARS e assim, infecta quase todos. Enquanto ele for bem sucedido, a infectar-nos, o vírus não tem razões para mutações. Vai passando de pessoa para pessoa sem mutações. Este, em particular, faz 2 mutações por mês o que é nada em comparação com os vírus da família Influenza ( estes fazem mutações de 4 a 6 vezes por mês). Portanto, este vírus não está em mutação porque não está sobre pressão selectiva (é a pressão exercida pelo fracasso). Quando o vírus fracassa na sua propagação porque a maioria está imune, isso cria uma selecção natural pois as variantes mais fracas do vírus morrem e as variantes mais fortes, que passaram por mutações, conseguem infectar porque as pessoas não têm anticorpos para essas versões que se mutaram. Por isso, a melhor estratégia é a imunidade de rebanho. Se expusermos fatia a fatia da população e gradualmente, estamos a forçar o vírus a adaptar-se e mutar-se. É o que acontece quando fazemos quarentena universal. Forçamos o vírus a mudar e recombinar-se e tornar-se aquilo que ele não é neste momento: agora é uma gripe severa; se continuarmos a negar corpos para serem infectados, o vírus torna-se vicioso. Não é necessário sacrificar humanos: basta isolar os mais frágeis e expor os restantes com sistema imunológico saudável para que se propague e replique. Temos de o deixar viver, caso contrário será ele a impedir-nos de viver.

Diz que já podemos ir tarde: bebés e adolescentes já morreram o que pode indicar mutação,  e torna o vírus mais abrangente em faixas etárias até agora protegidas. Isto pelo facto de ele não ter encontrado hospedeiros fáceis e começa a infectar qualquer um. Exemplo: pessoas que ficam bem e passado 9 dias recaem. Isto é um sinal que o sistema imunitário “falhou” a detectar o vírus porque ele torna-se “mais inteligente”. Diz que confinamento TARDIO já demonstrou uma taxa de infecção moderada a alta por milhão, mas com menor taxas de mortalidade. São estes países onde morre menos gente. Aqui, apesar do número elevado de infectados, as mortes são as mais baixas. Diz que felizmente para a Humanidade, o luxo de ficar em casa não é para todos.

Explica que este vírus é de uma família de centena de vírus sobre as quais temos muito conhecimento e por isso o pânico não se justifica de todo. Que o pânico gerado é propositado. Nunca se viu tal na História da Humanidade. Que é preciso estar em contacto com um paciente altamente sintomático pelo menos 30 min. para infectar. Mas que ninguém diz isto. Pelo contrário, os “doutores” do governo dão a entender que pela simples passagem por alguém infectado,  se contrai a doença. É falso.

Que entretanto os hospitais se tornaram vectores de transmissão pois 40% dos COVID19 são contraídos no hospital. Em análises aos dados da Itália, 70 a 80% de pessoas que foram ao hospital não deveriam ter ido. Os hospitais receberam doentes suaves de covid19 que acabaram por infectar doentes internados.

E denuncia: a primeira coisa que se faz em epidemiologia é pegar num grupo de 10 000 indivíduos aleatoriamente e testá-los para verem se têm SARS COV2. É básico. Todos os países o deveriam ter feito. Chama-se “estudo aleatório duplo-cego com grupo controle”. Ninguém o fez e já vamos no 5º mês de pandemia. Nunca tal se viu em toda a Historia da Humanidade. E reitera: quando o fim é travar, curar e cuidar, e não influenciar a pandemia para fins políticos, os testes aleatórios não são a última etapa, mas sim, a PRIMEIRA. E deixa uma pergunta: se a maioria dos vírus infecta 90% da população, porque não se mede a população infectada, se isso muda completamente o cálculo do que devemos fazer ou não? A resposta é simples: porque isso revelaria que o distanciamento  social é inútil e acabaria a narrativa.  

André Dias (PhD em Modelação de Doenças Pulmonares):

“A questão é: quantas pessoas estão a morrer. Só isto diz mais que todos os artigos que se possam ler. A mortalidade – como se demonstra no site Europeen Mortality Monotoring – euromomo.eu – está neste momento muito abaixo de um pico de gripe.

ENTREVISTA QI - COVID 19 - grafico momo

É normal haver gripe até Maio. É um surto tardio. Em tempo real temos em Portugal o site da DGS – evm.min-saude.pt – onde verificamos uma mortalidade com números banais que estão a anos luz dos picos da gripe.

ENTREVISTA QI - dados mortalidade port.

Não há razões para suspender a Constituição. A média de idade de mortes é muito alta. Na China é uma curva perfeita. A quarentena não teve efeito nenhum. É uma infecção banal mas que já fez disparar os alarmes da OMS.

Há uma relação directa na mortalidade com a qualidade do ar. Whuan é a mais poluída  do mundo e no inverno intensifica porque queimam carvão para se aquecerem. Por isso, os alarmes soaram em Outubro.

Por outro lado, a OMS publicou dados de letalidade sem dizer que tinham muito ruído porque os teste virológicos, se não forem feitos no pico da infecção, dão valores negativos e a OMS sabe disso. Mas não o diz. Pelo contrário avançam que a letalidade em Whuan é de 13% e entregam essa informação ao governo chinês. Em resposta o governo reage à bruta porque são políticos. Passou-se o mesmo com a gripe suína onde diziam que era 30% de letalidade, mas conforme foram mudando os testes, acabou em menos de 1%. Com o covid19 é o mesmo. Torna-se óbvio não tem efeito nem pânico justificável.  É o cenário da gripe suína. 

Os média passam a imagens à exaustão sobre a China e o medo instala-se. Não há qualquer base científica para fechar tudo. É uma decisão política por medo.  Há países como Portugal que partem de imediato para fechar tudo ignorando o Conselho Nacional de Saúde quando Jorge Torgal disse: “o novo SARS é menos perigoso que uma gripe”.  Mas o RU não. O 1º Ministro recebeu um conselho de base epidemiológica e disse: “não vamos fechar.” Mas o erro foi de não falar que o medo é real. E no dia seguinte, é cilindrado e, sendo o político que é, não vai fazer nada que lhe destrua a carreira. Já na Suécia, a decisão não foi política. Foi técnica, científica, porque a decisão passou exclusivamente pelas entidades de Saúde. O medo existe mas o risco não. É exagerado. O Imperial College é uma Universidade de referência, mas o Instituto de Epidemiologia parece que não.

O grupo do Imperial College tem um passado tenebroso por causa da FMD (foot and mouth disease). Foram abatidas centenas de milhar de ovelhas e vacas por via de um modelo que era lixo. A mudança do RU deu-se, essencialmente, por uma carta aberta de matemáticos a fazer uma avaliação catastrófica. Ou seja, pessoas sem a mínima formação em epidemiologia, que nunca viram uma infecção na vida, fizeram exponenciais que dão 12 milhões de infectados só em Portugal e nem sequer temos essa população. Essa carta catastrófica despoletou um  medo irracional. Quando a Suécia tiver mais mortes que numa época de gripe, devemos dizer que foi um erro. Até lá, é uma época de gripe.

A Itália tem a pior morbalidade. A poluição é a pior da Europa no vale da Lombardia. Portanto, a mesma receita que em Whuan. O número de mortes em Bérgamo nunca ultrapassou o que seria expectável. Os serviços funerários colapsaram, não por terem muitos corpos para cremar, mas sim,  porque estavam muito mais lentos a fazerem o seu trabalho. Tinham mais corpos do que o normal não por causa do vírus mas porque o sistema de saúde obrigava a concentrar tudo em Bérgamo –  por ser uma doença de notificação obrigatória  contagiosa -, e por isso, tinham de ser encaminhados todos para o hospitais centrais. Daí o recurso a camiões militares. Com imagens destas “ad nauseum”, vende-se o medo. Em Madrid, o colapso das funerárias prendeu-se com o congelamento por medo, medo de tratar desses mortos.

Os discursos políticos vão-se alinhar e dirão que se não se achatasse a curva, se não tivéssemos feito “lockdown”, teria morrido o tal meio milhão que avançou o Imperial. A verdade é que vão morrer menos do que numa época de gripe mas dirão que foi por causa das medidas. Em resposta os epidemiologistas vão dizer: “Então mostrem as curvas – que são as distribuições normais – onde se vê as medidas”. Não vão ter a mínima hipótese. O efeito social foi fortíssimo. Nada dizia que iria ser catastrófico. Porém, os governos não vão voltar atrás e dizer: “enganámo-nos”.

O ciclo são 15 dias: 2 semanas para cima, duas para baixo (na Itália ficou mais tempo por causa da morbilidade pulmonar). Há ainda o factor primavera que não deixa passar da semana 19. Isto porque os raios UV destroem os vírus, independentemente de onde vêm. São o seu pior inimigo. Têm uma camada de lípido que desintegra com os UV e a cadeia DNA, desfaz-se. Sair à rua faz cair a infecção. Em casa, não.

Os políticos dizem: “não podemos arriscar ter 80% da pessoas infectadas com 1% a morrer.” Mas há um detalhe: uma infecção pulmonar nunca chega aos 80%. É impossível. Falta-lhes o essencial da epidemiologia neste raciocínio: saber que as doenças pulmonares respiratórias, são lineares, são probabilísticas e que é a própria infecção que determina como ela vai evoluir. E esta interacção nunca foi levada em conta.

Os jornalistas precisam de vender e amplificar.  Isto é vender o medo. Deu-se voz a matemáticos e silenciou-se os cientistas. A opinião de quem tem formação não é valorizada. A OMS, na rede de avaliação epidemiológica, usa as redes sociais para tentar tirar “palavras sintomas” e avaliar se há algo anormal – usam o Twitter – mas este está pejado de “bots”. Não estão a tirar nada de valor,  mas sim, ruído. Já foram avisados para não o fazerem, mas continuam. Depois vem a publicação de dados na página oficial: letalidade 13% (sem referir ruído). Ficou aberta a porta para os jornalistas alarmistas. Esta percentagem dá 80% de pessoas infectadas quando é impossível infectar 80%. Mas não interessa. Então vende-se isto: 80% de infectados e 13% morrem (4 milhões) colocado na 1ª página da OMS. A OMS tem obrigação de não publicar números assim.

Fechar escolas foi um erro colossal. Sabia-se desde o dia 1 que o risco para crianças era inexistente. As crianças são a 1ª barreira imunológica.  Mas elas são mais do que isso: são aspiradores, são vassouras de vírus. Não há riscos. Não vão ficar doentes. Ficam imunes rapidamente. Em 2-3 dias são infectadas, um pouco de tosse e ficam imunes. A partir daí “aspiram” (limpam) o vírus. Colocava-se funcionários e professores de risco em quarentena, mas mantinha-se actividades onde elas pudessem conviver entre elas. Foi nada mais que uma decisão política.

O Centro Helmholtz na Alemanha é um colosso da investigação biomédica e o Dr. Gerald Krause em entrevista afirmou: “vamos matar mais pessoas por suicídio que por vírus”. Os 1º resultados da Alemanha dos testes serológicos indicam que 14% da população poderá estar imune. Isto tem um peso político colossal. Não é um peso estatístico, porque a amostra não é aleatória, mas diz uma coisa brutal em termos políticos: o número de infectados, quando se declarou a quarentena, era provavelmente altíssimo e por isso a quarentena não fez nada mas sim, acelerou a infecção. Ou seja, não só os políticos fizeram borrada da grande como tornaram isto pior. Porque a partir do momento em que temos 10 a 15% de infectados, o que se está a fazer é colocar uma pessoa infectada em cada casa e as probabilidades de infecção disparam. Mas isto, é igual ao litro, porque o número de infectados NÃO DIZ NADA SOBRE LETALIDADE. 

Prof. Sucharit Bhakdi (especialista em microbiologia médica):

Disse em entrevista que culpar o novo SARS por mortes é errado e perigosamente enganoso pois existem outros factores importantes tais como a saúde pré-existente e qualidade do ar, classificando as medidas adoptadas de isolamento,  como grotescas, inúteis, auto-destrutivas e suicídio colectivo.

Que a Itália tem a pior poluição da Europa; a China a pior do Mundo. Preocupámo-nos com o COVID19 porque temos medo que 1 milhão de infectados venham a representar 30 mortes/dia, durante os próximos 100 dias, mas não dizem que 20, 30, 40, 100 pacientes positivos com o NORMAL coronavírus (a gripe sazonal) estão neste momento a morrer.

Os contactos socais prolongam a vida na Terra. Assim, encurta-se a vida de biliões. Morrerão mais por falta de atendimento do que desta doença. 

(Continua)

A infância

25 Abril, 2020

Um governo serve para gerir – diz-se – a vontade popular. Vai daí, a minha conclusão é que as pessoas querem que o governo as mande ficar em casa. Portanto, estamos na fase de desenvolvimento que normalmente se chama de infância. Quando chegarmos à adolescência bem que o papá pode mandar isto e aquilo na solidão das quatro paredes. Ah, a angústia da descoberta sobre o que aconteceu ao dócil menino que ainda há meses cumpria ordens. Felizmente, os portugueses ainda não são adolescentes. Se o papá manda, o português cumpre. É por isso que não gosto da comparação com corno manso: o português ainda não tem idade para pensar nessas coisas, quanto mais para cair em tentações.

A celebração obrigatória

24 Abril, 2020

Novidades de Pyongyang-Lisbon: já andam carros pelas ruas entoando a Grândolae não nos vamos esquecer de a cantar amanhã. Mais um  ano e passamos a ter um detector de canto: quem canta, quem não canta, quem no fim grita Fascismo nunca mais, quem canta baixinho…

be careful what you wish for, it might just come true

24 Abril, 2020
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Medida após medida, orçamento após orçamento, o governo de António Costa perseguiu os investidores imobiliários, sobretudo os mais pequenos, aqueles que apostaram no Alojamento Local e no turismo como complemento dos seus rendimentos, ou mesmo como rendimento principal. O resultado está aqui, e é bom que se tenha bem presente que estes números nada têm a ver com a pandemia do corona, para que, mais tarde, não se procurem confundir as coisas, e quando a bronca estoirar não se atire ainda mais areia para os olhos das pessoas. O resultado – apenas relativo à Baixa da cidade do Porto – foi de que, somente no 2º semestre de 2019, o investimento imobiliário desceu 27% em relação ao semestre anterior. Porquê? Por causa das medidas do governo contra o sector, anunciadas para o orçamento de 2020, que, naturalmente, afugentaram os investidores.

O potencial destruidor dessa política era, há muito, previsível. Nós mesmo o escrevemos aqui e noutros lugares, chamando a atenção para o óbvio: que fora graças à liberalização do imobiliário que o país tinha, em boa parte, conseguido sair da crise de 2011-14, que as cidades recuperaram os seus centros históricos devastados por décadas de políticas tresloucadas, que o turismo cresceu e teve milhares e milhares de leitos para ser bem acolhido e bem tratado, a preços reduzidos face à concorrência europeia, e que, em consequência de tudo isso, aumentou exponencialmente o emprego. Os governantes socialistas, com o raciocínio manhoso que os caracteriza, pensaram doutro modo: “o grosso do investimento está feito, vamos, agora, sacar impostos e obrigar os investidores a colocarem os seus imóveis no arrendamento de longa duração, a preços baixos, para ganharmos uns votos”. “Vamos corrigir o mercado”, como eles arrogantemente tanto gostam de pensar que podem fazer.

Pois bem: esquecem-se, ou ignoram, que a economia é um processo, e não um momento parado no tempo. Que os investidores contraíram, na grande maioria, empréstimos bancários para adquirirem os seus imóveis e criarem os seus negócios. Que os bancos estão – como estiveram em 2008 – pendurados no crédito imobiliário. Que o turismo alimentou o país nos últimos dez anos e que muito dele utilizava os serviços deste sector. Que o emprego cresceu graças a ele. Que, em torno destas duas actividades conexas – imobiliário e turismo -, se desenvolveram a restauração, a hotelaria, a construção civil e múltiplas pequenas e médias empresas de toda a espécie de serviços. Enfim, que o país estancou a crise devido a quem se dispôs a investir num momento arriscado e não graças ao Estado, que estava completamente falido para poder sonhar em fazer quaisquer investimentos. Hoje, já depois da quebra do 2º semestre de 2019, o investimento imobiliário não estará a zero, mas não andará muito longe disso. Aliado à quebra do turismo – o que certamente alegrará os inúmeros patetas que achavam que as nossas cidades estavam a ser sequestradas por invasores alienígenas – temos uma combinação explosiva para a nossa rudimentar economia.

Preparem-se, pois, porque aquilo que sempre desejaram vai acontecer: o investimento imobiliário vai parar e os turistas desaparecerão por muito tempo. Depois, quando vierem queixar-se da “austeridade”, a tal que o chefe Costa das “cativações” diz que jamais aplicará (até podia ter falado em francês…), lembrem-se do que andaram a pedir para a actividade que vos deu de comer.

A grandolização do condomínio

23 Abril, 2020

O Bloco fez um Manual de Instruções para cantar a “Grândola” à janela. Uma pessoa pensa que cantar é uma coisa simples mas não, com o BE cantar implica manual. E s eo confinamento continuar hão-de chegar à comissão de acompanhamento do canto à janela, mais à unidade de missão e ao plano de combate à desigualdade no canto.

Este ano o BE fica-se pelo manual devidamente ilustrado

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E no fim o BE manda: Imprime o Manual de Instruções (a cores ou a preto e branco) e afixa-o na parede interior do teu prédio.  Mas a entrada dos prédios é propriedade do BE? Agora cada um imprime o que lhe dá na veneta e coloca na entrada do prédio? Não sei como vai ser a sessão no parlamento mas em alguns condomínios vai haver muita animação.

Os cheques anti-austeridade levantam-se onde?

23 Abril, 2020

Estou aqui a tentar explicar a uma pessoa que se propõe pagar muito menos do que aquilo que havíamos acordado que só existe austeridade na cabeça dela. A pessoa certamente alucinada insiste que não tem alternativa. Onde é que esta pessoa pode ir levantar o cheque para não acontecer a austeridade na sua vida e na dos outros a quem tem de fazer pagamentos?

Não esquecer: nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã vai haver austeridade

22 Abril, 2020

Quando aumentarem os impostos vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã.

Quando nos despedirem vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

Quando nos propuserem fazer o mesmo trabalho por menos dinheiro vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

Quando a empresa fechar vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

Quando perdermos rendimento vamos responder: esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã. 

… Se repetirmos “esta crise não se pode resolver com respostas de austeridade, nem hoje nem amanhã nem depois de amanhã” a austeridade não acontece.

Um Ferro indecente

22 Abril, 2020

Espero que os deputados tenham a dignidade e decência de não participar na sessão comemorativa convocada por esta personagem.

 

 

 

Com medo do impacto do vírus nas cadeias, o Governo tratou de livrar-se de responsabilidades

22 Abril, 2020

Mais de 20% dos 10.269 condenados que cumpriam pena vão ficar fora das cadeias por causa da covid-19. Perdões de pena não necessitam do consentimento dos reclusos. Quando foram informados de que iriam ser libertados por causa do risco da covid-19 nas prisões, Hélder C. e Jorge limitaram-se a receber algum dinheiro dos serviços prisionais e a fazer a mala à pressa. De repente estavam à porta da cadeia. Sem transporte sem ninguém para os ir buscar e sem uma casa para os receber.

A propósito

22 Abril, 2020

Eduardo Cintra Torres:  A China protesta por todo o mundo por se chamar “vírus da China” a um vírus que apareceu na China.
Outros países ponderam tomar medidas.
A Espanha ameaça declarar guerra a quem chamar “gripe espanhola” à pandemia do século XX que nem sequer começou em Espanha.
A Grécia quer apresentar queixa contra Portugal por se dizer em português “vi-me grego” quando se passa por uma situação difícil.
A Rússia regressará ao auge do seu programa nuclear se se chamar “roleta russa” a um joguinho em que uma pessoa morre sem ser por decisão de Putin.
A França mantém silêncio sobre dizer-se “à grande e à francesa”, por não ter decidido se as recordações do seu passado são reconfortantes ou dolorosas.
A Suécia diz que “jogar à sueca” não representa a sua verdadeira cultura nacional.
O Estado português pensa em pensar na hipótese hipotética de apresentar uma proposta prévia e provisória de decisão na ONU para se ponderar pensar mudar o nome da “caravela portuguesa”, um bicho gelatinoso do alto mar, para “alforreca portuguesa”.
E a Itália grita e gesticula que sairá da Europa se se continuar a falar em “casamento à italiana”, argumentando que confusões conjugais há por todo o lado.

O dr. Ferro Rodrigues está a um passo de cumprir o seu sonho de membro da Comissão Política Nacional do MES: desmascarar a Assembleia da burguesia

21 Abril, 2020

o mercado tem sempre razão. quer tenha ou não.

20 Abril, 2020
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Independentemente da elevada, ou reduzida, perigosidade do COVID-19, debate que, para o que aí virá, até à descoberta de uma vacina, é absolutamente irrelevante, o facto é que as pessoas, na sua enorme maioria, não querem correr riscos que possam pôr as suas vidas em perigo. As pessoas são muito mais inteligentes que os governos ou as estruturas de decisão colectiva (em Portugal, por exemplo, a DGS) e antecipam-se-lhes quase sempre, em regra com muito mais bom senso do que estas últimas.
Se olharmos para o caso português, antes mesmo do governo decretar a suspensão das aulas e o fecho das escolas, a maior parte dos alunos já lá não ia, proibidos por pais responsáveis, que não queriam pôr os seus filhos em risco, por mais que lhes garantissem o contrário. Foi, também, devido à pressão de trabalhadores, que boa parte do comércio fechou antes da declaração do estado de emergência.
Não se discute se isto é muito ou pouco sensato, se a crise económica irá fazer mais ou menos vítimas do que estas medidas de precaução eventualmente exagerada. Constata-se, apenas, o óbvio: que as pessoas têm medo de um vírus desconhecido, altamente contagioso e que já matou mais de 100 mil pessoas, só na Europa, num breve espaço de tempo. E como as pessoas têm bom senso (é, pelo menos, isto em que acredito, como liberal), sabem que nenhum sistema de saúde – muito menos o português – aguentará uma pressão de milhares de doentes, como, de resto, aconteceu em Itália e na Espanha. Este é, obviamente, mais um incentivo para que se recatem e tomem precauções, porque não querem ficar doentes de uma doença sem cura certa e a cargo de um Serviço Nacional de Saúde que não as poderá acompanhar, se a pressão for grande.
É, pois, com estas coordenadas que a nossa sociedade, as suas instituições e empresas terão de trabalhar, até que surja uma vacina ou terapêutica seguras para o COVID-19. Até lá, o mundo em que sempre vivemos não regressará. E, por isso, teremos de ter inúmeros planos b para salvaguardar o nosso modo de vida, cientes de que as pessoas não se deixarão empurrar por soluções que não preservem, em primeiro lugar, a sua segurança. Foi sempre assim na História do Mundo, pelo que só um delírio nos poderá levar a crer que desta vez será diferente.

E se já não estivéssemos a produzir plástico como os activistas pretendiam?

20 Abril, 2020

 

As alminhas que tremiam mal avistavam um saco de plástico onde param agora? Foi necessária uma pandemia para que alguém ouvisse outras opiniões- Como esta de Maria Elvira Callapez:  dois mil e vinte “iria ser o annus horribilis” para a indústria dos plásticos. “Era o ano das proibições”,Maria Elvira Callapez é uma defensora convicta deste material e acredita que é possível usar o plástico como aliado – desde que, sublinha, a reciclagem funcione sobre rodas.

 

PS. Também era para avisar que as dezenas de vacinas em desenvolvimento contra o COvid-19 estão a ser testadas em animais. Querem manifestar-se contra? Pode ser virtualmente.

Dia da libertação

20 Abril, 2020

Não percebo a indignação dos meus amigos com as cerimónias parlamentares do 25 de Abril. Em primeiro lugar, é uma data que só é festejada no parlamento, servindo para piqueniques e idas à praia para os restantes portugueses (não me levem a mal: é precisamente para isso que deve servir um “dia da liberdade”). Em segundo lugar, porque a existência de cerimónia parlamentar indica que já nem o parlamento acredita no estado de emergência. Como tal, falta pouco mais de quatro dias para que todos possamos seguir o exemplo dos nossos parlamentares. A minha única preocupação com o 25 de Abril de 2020 é se vai estar tempo que convide a uma ida à praia para que os portugueses também possam festejar. Isso, e que a telescola não mande muitos trabalhos de casa para que o senhor provedor do telespectador, doutor (deve ser doutor) Jorge Wemans, não passe o dia a corrigi-los.

25 de Abril de 2018 no Algarve, segundo a revista Sábado.

O fim do tempo que disseram nosso

19 Abril, 2020

Eles, os donos do que dizem ser o nosso tempo, nem percebem como reproduzem, passo por passo, os tiques do regime cujo final querem celebrar: depois de anos, décadas, quase meio século a troçarem da cerimónia da brigada a que chamaram do reumático (a 14 de Março de 1974, oficiais-generais dos três ramos das Forças Armadas mostraram o seu apoio a Marcelo Caetano numa cerimónia em que sobressaíram as ausências de Spínola e Costa Gomes) também eles estão transformados numa brigada do reumático e reivindicam a sua cerimónia como se ela fosse um amuleto.

Sem soluções para o futuro, agarrados à vacuidade das palavras tantas vezes ditas e cansadas pelo confronto com uma realidade que se tornou escarninha, precisam de celebrar a data fundadora do regime já não como uma vitória sobre o passado, ou de exaltação do presente mas sim como um exorcismo face a um futuro que temem e para o qual não têm propostas. O combate aos fascismos futuros cumpre agora o papel retórico de anos de evocações e recriações dos fascismos passados: iludir o momento em que alguém faça o balanço entre o prometido a 25 de Abril de 1974 e o concretizado nos anos seguintes.

Comemoração do 25 de Abril na AR

18 Abril, 2020

CDS:  «A democracia fora do parlamento, não pode valer menos do que a democracia dentro do parlamento. O 25 de Abril não se fez para separar ainda mais as elites do Povo, nem para que uns fossem mais livres do que os outros.»

Manter a cerimónia «dá um péssimo exemplo aos portugueses e não respeita os sacrifícios que estão a fazer – aos quais é pedido que não participem em celebrações religiosas como a Páscoa, que não abracem os seus filhos, pais e avós, que não se despeçam dos seus entes queridos que morreram, que fiquem fechados em casa mesmo que isso tenha levado milhares ao desemprego, que fechem as empresas, e que não vão trabalhar ainda que não tenham como pagar as suas contas.»

Louçã, o homem a quem nunca se pergunta nada

18 Abril, 2020

Escreve o JCD «Uma ideia que me acompanha desde há muitos anos, ainda Louçã era apenas um dirigente de um partido mínimo, é que o Francisco Anacleto é um mentiroso compulsivo mas a imprensa, quase sempre dócil para com cromos de extrema-esquerda vestidos de cordeiro, raramente questiona o que ele diz. Aqui mais um exemplo das aldrabices do Dr. Francisco Anacleto.» Ao que eu acrescento: não percam ali pelos 1.18 o ar de satisfação do Louçã quando começa a dizer a mentira sobre a IL. Louçã vive há anos desta retórica: faz uma introdução aparentemente genérica e depois em jeito de contraponto apresenta um dado sobre os vilões. Ele sabe que ninguém lhe vai perguntar nada, que ninguém lhe vai dizer que não é assim, que com ele não há contraditório. Como escreve o JCD Louçã é um mentiroso compulsivo e, acrescento eu, sabe disso e vive disso. Não se tem dado mal

A zaragatoa lusa e a covid-20

17 Abril, 2020

Hoje, no Observador, refiro quão patriótica pode ser uma zaragatoa e lembro que a composição e gestão dos fluxos da chamada “reserva estratégica do medicamento” são definidas por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da defesa nacional e da saúde, através do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos.

Swab

Defendo nesse artigo que o Estado, em vez de tentar dirigir a economia e a indústria, deve preparar-se para, com a retoma dos circuitos internacionais, obter os equipamentos de que precisamos para protecção da nossa saúde.

Tudo, aqui.

 

 

Carta ao rei dos belgas e ao presidente do Brasil

17 Abril, 2020

Venho encarecidamente pedir a Vossas Excelências que por uns breves dias troquem de países. Mais propriamente proponho que o senhor Bolsonaro se torne presidente da Bélgica  e o rei dos Belgas imperador do Brasil. Pessoalmente os dois ficavam a ganhar: o rei dos belgas porque passava a imperador de um país com dimensão mais que qb e o senhor Bolsonaro porque alargava as vistas e ganhava patine. Quanto a nós, pessoas que nos procuramos informar através dos jornais, revistas, rádios, televisões…, também ganharíamos notícias sobre o Covid-19 na Bélgica.

Não duvido que se o senhor Bolsonaro fosse presidente da Bélgica alguém já teria reparado que naquele país se atingiu o número de 445 mortos por milhão de habitantese  obviamente seria considerado um genocida. Já agora se o senhor Bolsonaro tivesse a gentileza de prolongar a sua permanência na Europa por mais uma semana podia ocupar o trono de Espanha (entretanto os reis de Espanha até tiravam férias que bem precisam que as coisas não estão fáceis na Zarzuela)  e aí teria outro genocídio por que responder: 423 mortos por milhão de habitantes. (Só o que aconteceu e está a acontecer nos lares de Espanha devia dar-lhe para meia dúzia de denúncias. Por crimes contra  a humanidade, obviamente.)

Posto isto o senhor Bolsonaro podia e devia regressar ao seu país natal donde aliás nunca mais saíria dado o número de processos por genocídio que o esperavam.  O rei dos belgas regressava à sua Bélgica e os reis de Espanha à sua Zarzuela. E nós quem sabe finalmente discutíriamos como foi possível termos deixado o populista, demagogo, irresponsável, alucinado, ignorante e genocida do Bolsonaro conduzir a Espanha e a Bélgica a tal catástrofe.

Obrigada.

 

As pessoas ficam maluquinhas, já se sabe

17 Abril, 2020

Como um carteirista que vê a carteira do incauto leitor de jornal no café pousada na mesa, olho para a porta do apartamento sabendo que a sua abertura me exporá a terríveis doenças e ainda piores menções na comunicação social. Se a abrir estarei a cometer uma nefasta acção contra toda a humanidade. Dizem-me que não custa nada: é só mais uns 15, talvez medidos em dias, em meses ou em anos. Mesmo no pior cenário de 15 anos, é uma pena menor que a normalmente atribuída a outros genocídios. É preciso um esforço, diz o senhor presidente na sua palavra dirigida aos da idade dele, de idade menor e de idade também maior. É assim que fala o presidente, como se existisse uma idade certa – a dele – e outras idades que lá vão circundando o pináculo da existência humana. Isto é uma guerra, dizem, e decerto que é: não faltam as bombas que deputados e líderes partidários atiram. O doutor Rio explicou que enquanto não se colocar um escafandro em todos os portugueses não existem condições para voltar à rua. Bem diziam as muçulmanas que a moda do futuro seria a apicultura.

Não sei se arrisco. Se abro a porta pode dar-se o caso de sentir uma irresistível vontade de lamber o corrimão. E se eu morro? Recordo com pesada melancolia a angústia de atravessar a linha de comboio nas idas para a escola primária: “E se um comboio aparecer à velocidade da luz?”, perguntava ao Rui, meu companheiro de viagem. Sobrevivi ao comboio, não sucumbirei ao vírus. Fico em casa, a receber encomendas do Continente através do esterilizado estafeta. Recebo o correio enviado em envelope anti-bacteriano.

Dizem que o mundo tem risco. Não posso aceitar isso. Enquanto não inventarem uma vacina para este e para todos os outros vírus do futuro, não mais sairei de casa. Continuarei a olhar para a porta, à espera do dia em que se anuncie a conquista da imortalidade. Até lá, resta-me a janela para identificar os perigosos prevaricadores. Era autorizarem-me a dar-lhes um tiro. Isso é que era.

Emérito

16 Abril, 2020

Hoje, Torgal Ferreira declara à revista Visão a sua confiança no Estado para acudir aos desvalidos da crise, quiçá por já não acreditar numa Igreja independente e autónoma do poder em funções.

Todavia deixo abaixo três outros recortes onde fica patente a fé, muita fé, deste homem. Fé em Costa, nosso Senhor e na santíssima trindade da geringonça, bem entendido.

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Espanha: 400 mortos por milhão. Bélgica: 383 mortos por milhão. ‘Bora falar do Trump e do Brasil

16 Abril, 2020

Este é o destaque de hoje do Expresso para o Coronavírus.

Coronavírus
«Em direto. Covid-19 no 🌏: Estados Unidos com 2.569 mortos, o pior registo global em 24 horas (e já há mais de 600 mil infetados)
 Reino Unido com quase 5.000 casos e 761 mortes em 24 horas. Em França registam-se mais vítimas mortais, mas a quantidade de doentes hospitalizados desce. Bruxelas revela critérios para alívio das medidas restritivas: “Recomendamos uma abordagem gradual”. Todos os estados do Brasil com vítimas mortais. Petróleo afunda e consumo cai para níveis de 2012. Siga em direto»

Regra nº 1: Chamar todos os dias a atenção para a catástrofe norte americana. Note-se que os EUA registam 86 mortos por milhão de habitantes.A Espanha tem 400 mortos por milhão de habitantes. Também há sempre a possibilidade de alertar para o drama brasileiro: o Brasil que regista 8 mortos por milhão.   A Espanha repito tem 400 mortos por milhão de habitantes.

Regra nº 2: A não ser nos casos em que está em causa um governo não friendly do ponto de vista do eixo Belém-São Bento os números nem são referidos: Onde estão os 383 mortos por milhãode habitantes atingidos pela Bélgica?  Isso não interessa nada porque há o Reino Unido do Brexit com metade dos mortos por milhão de residentes da Bélgica mas esse é um detalhe que não interessa nada.

Regra nº 3: Anotar o dia em que se comprou o Expresso pela última vez.

 

 

Reunião da elite

16 Abril, 2020

A imprensa diz que ontem houve uma reunião da “elite” ou de “alto nível”.

Vou tentar não perceber quem participou neste encontro para não deprimir.

Mas o Observador já me deixou com um sorriso nos lábios e mais sossegado. Percebi pelo relato da notícia que quem tomou parte neste conclave não se leva a sério: afinal, juntaram-se todos para ouvir uma masterclass de Marcelo sobre assessoria de imprensa, relações públicas e comunicação política.

 

A complexidade do mundo para lá do maniqueísmo infantil das notícias bem comportadas

15 Abril, 2020

Bolsonaro pede ‘prudência’ no uso de dados celulares no combate à covid-19

A ler

15 Abril, 2020

André Abrantes Amaral : convencer os Portugueses a ficarem em casa não foi difícil. O mundo pode ser caótico e selvagem que aqui dentro alguém nos protege. Até já nos disseram que podemos ir de férias. Somos crianças felizes a viver uma fantasia. O norte da Europa paga. Porquê? Porque se somos moralmente exemplares, cabe à Europa estar à altura e fazer a parte que lhe cabe: passar o cheque. Haverá cenário mais favorável para um político governar sem contraditório?

Tiago Coelho «Pequim encontra aliados (não importa se conscientes ou inconscientes) nas Nações Unidas, OMS ou mesmo em alguns órgãos de comunicação social Ocidentais que há umas semanas estavam mais preocupados em discutir se a designação de “vírus de Wuhan” era racista ou não. O silêncio ensurdecedor que se sente numa altura em que se deveria confrontar a China com as suas responsabilidades não será alheio à crescente influência financeira, económica e política de Pequim no plano internacional. É justamente neste ponto que importa olhar para o que se passa na OMS como um estudo daquilo que o PCC pretende de organizações multilaterais e, em última análise, de um sistema internacional multipolar.»

Mariana Sottomayor «O neurónio DGS anda muito ufano com o achatamento da nossa curva, mas eu peço aos leitores que procurem, e aos jornalistas que divulguem, o que se passa na Grécia. E como as medidas certas na hora certa permitiram que a Grécia tenha oito vezes menos casos e cinco vezes menos mortes, para uma população que tem o mesmo tamanho que a nossa (valores de 13 de abril)! Mas o neurónio DGS é dedicado como já referi. E bem vivo, porque sendo só um, é utilizado continuamente.  E assim emite a norma 9/2020 de 2/04 relativa a doentes oncológicos em que, entre coisas essenciais  decreta o seguinte:  um doente oncológico que faça quimioterapia deve obrigatoriamente ser testado para a Covid-19 antes do tratamento (ponto 17). Significa isto que um doente oncológico que faça tratamento semanal (o mais frequente), vai passar a ter que se deslocar duas vezes por semana ao hospital.. Ir duas vezes por semana ao hospital significa para muito doentes fazerem horas de transporte com outros doentes ou em carreiras públicas! Pense-se Miranda do Douro-Porto! São duas vezes de canseira física, contactos físicos redobrados e visita a um hospital que, mesmo com circuitos independentes, será sempre um local de risco elevado de contaminação! Por outro lado, um hospital que fazia por semana 500 tratamentos, vai passar a ter que fazer mais 500 atendimentos, envolvendo uma logística que vai ocupar um contingente muito significativo de profissionais de saúde, desde funcionários administrativos a enfermeiros e médicos. Isto num momento em que estes profissionais não têm mesmo nada que fazer!»

Sim, depois da Espanha, da Bélgica, da Itália, da França…

14 Abril, 2020

Holanda tem recusado isolamento total. Agora, tem uma das maiores taxas de mortalidade da Europ

O fantasma holandês anda por aí! Se não for muito pedir alguém consegue explicar os  números da Bélgica?

O SOS Racismo está de quarentena?

14 Abril, 2020

Numa nota conjunta enviada ao ministro de negócios estrangeiros da China, embaixadores africanos na China reclamam de vários casos de discriminação e abuso contra os estrangeiros africanos naquele país, sobretudo, na cidade de Guangzhou.
Segundo a nota dos embaixadores, citada pela Reuters, os africanos estão a ser maltratados, sendo que alguns foram obrigados a evacuar hotéis no meio da noite, outros têm passado por testes compulsivos da COVID-19, sem direito a resultados, e têm sido alvo de discriminação no espaço público.
Algumas reclamações têm sido expostas nas redes sociais e televisões locais. Os embaixadores apelam à cessação de testes e quarentena obrigatórios e qualquer acto desumano contra os africanos na China.

Era mesmo o que faltava: a apologia do regresso dos alguidares!

14 Abril, 2020

A melhor forma de lavar a roupa à mão para “matar” o coronavírus  Tem montes de graça escrever estas coisas. Dizem que é ecologista, que se poupa energia…. patati patatá. Começo por lembrar que se gasta muito mas mesmo muito mais  água  a lavar roupa ou louça à mão do que na máquina – e portanto estas máquina na terminologia em vigor são “amigas do ambiente” . Em seguida convém perguntar a quem escreve estas patetices: sabem o que é lavar roupa à mão? Não estou a falar de lavar aquela camisola de lã especial ou tirar a nódoa da toalha bordada. Estou a  falar da roupa de uma casa de família. Há uma insensibilidade social crescente nesta maluqueira fashion da quarentena: há gente fechada em andares pequenos, três, quatro, cinco pessoas em três ou quatro assoalhadas.  No meio do muito que há para  fazer ainda se sugere acrescentar lavar a roupa à mão.Trabalho que para mais sobra para as mulheres do costume. Logo agradecem-se sim artigos a dizer para as pessoas não se sentirem culpadas por  fazerem máquinas com pouca roupa e não a apologia do regresso dos alguidares!

A coisa começou por aparecer  na Vogue. Está-se a ver: vestidos de milhares, jóias de milhões, malas de que é melhor nem falar e, claro, a apologia do eco-chic como o novo caviar com gauche incluída. Mas mesmo assim o título era diferente: How to Launder Your Clothes—and Face Masks—Even If You Don’t Have a Washing Machine

Aqui, portuguesmente falando, transformou-se em A melhor forma de lavar a roupa à mão para “matar” o coronavírus

As máquinas de lavar roupa fizeram mais pela autonomia económica das mulheres que dezenas de decretos históricos. Lavar roupar à mão é como ir ao dentista sem anestesia: não, obrigada.

Covid-19: o falhanço europeu

13 Abril, 2020

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(dados de hoje. Os números da Bégica são tenebrosos. O que está a acontecer na Bégica?)
Não adianta o vudu com o Trump ou com o Bolsonaro. Se exceptuarmos a China em cujos números nunca se sabe se se pode confiar, foi aqui na UE que as coisas falharam. E falharam muito. Não era assim que nos tinham dito que ia acontecer. Mas no socialismo tem sempre de existir um Trump. Imagine-se que em vez de olhar para o Trump se olhava para o país?

A ler

13 Abril, 2020

Pedro Salvador   «Mas, então se Espanha, Itália e os restantes países do sul podem contar com a solidariedade europeia e até do Eurogrupo pela via do BCE e do MEE, porquê este alarido todo à volta da falta de solidariedade e da ameaça do fim da UE? Por uma razão simples: os países do sul querem endividar-se sem condições. Não querem dívida para resolver uma crise sanitária e depois implementarem medidas de saneamento do Estado. Querem prosseguir as suas políticas de estatização da economia, de aumento dos gastos públicos e ao mesmo tempo beneficiar de uma moeda, da taxa de juro e das garantias que outros assegurarão. Por outras palavras, os países do sul não querem solidariedade do norte, querem o dinheiro do norte para continuarem a gastar á tripa forra, sem fazerem as reformas que os outros fizeram depois da última crise.»

Filipe Brito Bastos  «Que o nosso país não esteja a oferecer a nossa solidariedade aos italianos, na medida do possível dentro das suas humildes possibilidades, é desanimador. Mas é particularmente inexplicável em relação aos espanhóis.»

J. Margalho Carrilho «Coronavírus, o «imperador maoista» Xi Ji Ping e a grande estratégia da China da Rota da Seda: Do passado só sabemos que as crises, o medo, o confinamento social, a disciplina marcial e pobreza acentuada são favoráveis ao emergir de mentes totalitárias, a todos os níveis, à esquerda e à direita.»

André Azevedo Alves e Rodrigo Adão da Fonseca «As informações que recebemos da Europa mostram que, pese embora o otimismo político e as grandes proclamações que compreensivelmente se fazem para consumo interno, dificilmente grande parte das perdas decorrentes da pandemia não terão de ser absorvidas por cada um dos países. Tentar suspender a Morte deixando em suspenso todo um país pode ser um desejo latente, mas é em si uma impossibilidade, um absurdo, e reflete também uma profunda cegueira e desumanização. Podemos aceitar medidas de restrição, inclusive de confinamento, como resposta a necessidades provisórias de reorganização dos serviços de saúde e atraso da propagação do contágio, mas tal não pode transformar-se e escalar – como tem vindo a ocorrer – para se tornar na forma estruturante como encaramos a adversidade e enfrentamos um vírus. Muitos dos que hoje paralisaram e estão disponíveis para capturar ou entregar as liberdades para que se opere este “combate ao vírus” fazem-no a partir de uma posição confortável – em muitos casos, ilusoriamente confortável –, esquecendo que as crises têm impactos assimétricos.»

As vacas socialistas nunca dormem. Podem é deixar de voar…

12 Abril, 2020

… emagrecer e passar a andar nas suas quatro patas.  Aqui ficam as quatro patinhas em que o socialismo vai andar nos próximos tempos:

*Nunca pronunciar a palavra austeridade.  As vacas que já estavam a emagrecer antes do Covid-19  vão ficar ainda mais magras. Mas é proibido falar de austeridade. A austeridade aplicada por um governo socialista não se chama austeridade, chama-se rigor ou, mais patrioticamente ainda, esforço de todos nós. Caso de todo em todo este rigor ou este esforço patriótico não se distingam da austeridade – e note-se que em Portugal só existe oficialmente austeridade quando a função pública é afectada – será chegado o momento de introduzir o factor Passos Coelho.

Teremos sempre um Trump. A Espanha com 47 milhões de habitantes tem 16.480 mortos por Covid-19. Os EUA contam 328 milhões de habitantes e 20.456 mortos. Conclusão: o Trump é uma besta.

Não vamos perder tempo com essas questões. Vão dizer-nos para nos centrarmos no que interessa. E o que interessa é o apresentar das políticas (no momento da apresentação resultam sempre), dos programas (provavelmente de relançamento do turismo de que se tinha tornado moda dizer mal) e das medidas (quiçá até de apoio ao alojamento local que há uns meses se perseguia).Tentar perceber em que falhámos é uma questão com que obviamente não vamos perder tempo.

*O que o governo não refere não existe. Este poder socialista de criar ou apagar a realidade leva a que no mesmo país que em 2011 e 2012 se vislumbravam esfomeados em cada esquina agora se mantenha um impressionante silêncio sobre as pessoas que ficaram subitamente sem rendimentos e que não cabem nos programas de ajuda anunciados. Como acontece, por exemplo, com a maioria dos comerciantes

A ler, sem falsas sensações

11 Abril, 2020

Fernando Leal da Costa: «uma estratégia que tivesse incidido muito mais sobre a protecção de grupos de maior risco, nomeadamente os mais idosos, sem que tivesse sido imposto recolher obrigatório a toda a economia, poderia ter sido mais avisada de início. Bastaria ter fechado acessos ao País em devido tempo e ter confinado os potenciais transmissores em vez de os ter convidado a ficarem confinados. Bastaria ter um sistema de saúde melhor coordenado, com melhor liderança global e intermédia, sem preconceitos ideológicos, com medidas de protecção pensadas a tempo, com circuitos de diagnóstico e assistência organizados antecipadamente. Nada disso aconteceu. Talvez bastasse ter um sistema de saúde que não estivesse à partida com a sua capacidade ultrapassada e um Serviço Nacional de Saúde (SNS) com reserva para expansão. Não tínhamos.»

Festa da varíola

11 Abril, 2020

Vai um indivíduo dentro do seu veículo, tranquilamente, encontra uma operação policial sem precedentes que consiste em assegurar que o residente em Valongo não conspurca com a sua presença indesejada o glorioso concelho da Maia. Para assegurar a eficácia do procedimento higiénico da operação “Vai Para a Tua Terra”, o agente solicita que o condutor abra o vidro, para que possa baforar o interior do veículo com a sua assintomática declaração de virtude enquanto apalpa com vigor os documentos que comprovam o estatuto de tentativa de imigração temporária e ilegal para o concelho vizinho.

Na maior operação de imunização comunitária levada a cabo pelas autoridades, esta autêntica “festa de varíola” poderá ser o factor determinante para o sucesso da nação no combate ao Covid–19. Daqui a uns anos, entre a chacota decorrente das unintended consequences, o sucesso da operação “Páscoa Segura – Vai Para a Tua Terra, Bandalho” poderá ser referido internacionalmente como mais uma prova irrefutável de Deus a escrever direito por linhas tortas. É por isso que devemos louvar o triunvirato dr. Costa, prof. Marcelo, senhor Ferro Rodrigues: ninguém teria tanta capacidade para providenciar as linhas tortas a Deus.

Não se pode brincar em serviço

10 Abril, 2020

Marcelo tomou o gosto dos fracos e possidónios pelos poderes de tiranetes e, ao pré-anunciar que quer renovar a declaração de estado de emergência até Maio, eterniza aquilo que ou não era necessário ou, sendo-o, deveria ser absolutamente excepcional e circunscrito o mais possível no tempo.

Justifica tal intenção dizendo que “não podemos brincar em serviço”.

Ora, não tem ele feito outra coisa senão gozar à grande com o pagode, mas como hoje é Sexta-feira Santa abstenho-me de dar exemplos que, aliás, são muitos e de todos conhecidos.

Marcelo_Taverna

Imoral e criminoso

9 Abril, 2020
Fotografia por Milad B. Fakurian

Manter as escolas do ensino básico encerradas até ao fim do ano lectivo é imoral. Manter o isolamento total após o período que os portugueses, até à Páscoa, gentilmente cederam ao governo para que organizassem os serviços hospitalares de forma a lidarem com um fluxo crescente de contaminados é imoral. Impedir os portugueses de se deslocarem entre concelhos ou até que se dirijam a áreas descobertas para usufruto da natureza é imoral. Perguntar a alguém de onde vem e para onde vai é imoral. Transportar consigo um salvo-conduto é imoral.

Manter o estado de emergência além do dia 15 é imoral e criminoso. O governo é imoral e criminoso.

os conselhos da dra. graça

9 Abril, 2020
by

gfNo post imediatamente anterior a este, o Vitor Cunha cometeu um erro de percepção. É que o que António Costa proibiu não foi que os portugueses mudassem de concelho, até porque desde a última reforma administrativa ninguém sabe onde eles começam e acabam, mas que não se mudassem os conselhos que as autoridades sanitárias, a ministra da saúde e a dra. Graça Freitas dão diariamente aos portugueses. De facto, se um dia há que desconsiderar a perigosidade do vírus, no dia seguinte é preciso tomar todos os cuidados com ele; se de manhã devemos usar luvas, à noite é melhor andar sem elas; se hoje as máscaras são inúteis, no dia seguinte todos temos de sair à rua mascarados; se ontem as escolas eram para manter abertas, hoje já são todas para fechar; se há uma semana devíamos ir aos lares visitar os velhinhos, uma semana depois estamos proibidos de passar-lhes à porta. O que António Costa quer é que os conselhos da dra. Graça Freitas não mudem ao sabor do vento, e que se perceba a quantas andamos. Também para seu próprio governo, coitado!, que anda tão confuso como nós. Não será fácil, mas talvez depois do fim da epidemia o consigamos.

Se meter um pé num concelho e outro noutro terá que aí ficar para sempre

9 Abril, 2020

Não se pode passar de um concelho para outro. O motivo científico para tal medida é que não há nada mais passível de criar déspotas de bairro como dotar as camadas operacionais das forças de autoridade com o poder de perguntar a qualquer pessoa a eterna questão filosófica: “de onde vem e para onde vai?”

Não pondo em causa o isolamento social, há aquelas medidas contraditórias que deixariam qualquer um confuso. Por exemplo: não havendo o “direito à Páscoa em família”, qual o propósito de tolerância de ponto para a função pública? Não estão já todos (excepto pessoal médico e policial) a coçar micoses em casa? O topógrafo da câmara precisa de tolerância de ponto para quê? O senhor gestor de projecto de obra particular que não me responde a emails há mais de três semanas precisa de uma tolerância de ponto? E no caso do pessoal médico, que não beneficiará de tolerância de ponto, qual o motivo para obterem duas folgas pagas a horas extraordinárias a gozar no futuro? É recompensa por desempenharem a sua função, a mesma que noutros períodos é devidamente recompensada com umas pauladas por grupo étnico não designado?

As televisões estão com os seus intrépidos repórteres nas fronteiras e nas entradas das principais cidades à procura dos bandalhos que se arriscam a deslocar entre concelhos como se fossem membros do Baader Meinhof a caminho de colocar bombas. Deve haver um motivo para esta loucura, mas nenhum deles é médico ou científico. E se não subscrevo a teoria de que se aproxima o apocalipse, também não percebo a passividade de cornudo com que qualquer excentricidade despótica do governo é encarada como “a nova normalidade”.

Não que tenha mudado de opinião. Peçam-me para ficar em casa, e eu fico. Se me ameaçam com penas por não ficar em casa, está o caldo entornado: não me ocorre melhor incentivo à rebelião.

Estou para ver os alertas que se vão fazer sobre a necessidade do mundo no seu todo mudar a sua forma de viver

8 Abril, 2020

caso um dia um vírus resulte dos extraordinários consumos de bacalhau por parte dos portugueses. Até para não nos discriminarem acho que se deve fazer uma campanha na Finlândia sobre os perigos da açorda de bacalhau com poejo.