O dr Rio importa-se de explicar quando e em que circunstâncias é que Mário Centeno foi desleal?
Carta aberta à Revista Visão
Caro jornalista,
Acabo de ler o seu artigo na Revista Visão e como cidadã atenta permita-me umas palavras:
É preciso ter-se estômago para ler o artigo sem náuseas. Do início ao fim, àquilo que chama de “investigação, não passa de um artigo influenciador de opinião sustentado por uma interpretação e conclusões subjectivas, meramente a partir “depoimentos” de pessoas. Mas que jornalismo é este? Voltamos ao tempo da PIDE que por “achismo” prendia?
Mas vamos aos factos:
1- Começa por dizer que “(…) não é o messias mas parece, telemóveis ao alto os fieis transmitem em directo os discursos e difundem-nos em massa nas redes socais. (…) que frenéticos querem tocá-lo, segregar-lhe algo, tirar uma fotografia. (…) que o presidente do Chega juntava afectos”. Chama-lhe “profissional do palanque”. Diz que tem “oratória adaptada a reformados, professores, policias, taxistas, bombeiros, e saudosistas do regime”. Mas não se fica por aí. Diz que Ventura em palco “funde comédia de cabaret com panfleto clubista e jornal sencionalista” e usa “método do salame”. A carga negativa subliminar está presente tentando fazer uma analogia a líderes de “seitas”.

2- Apelida de ” Direita Radical Populista”. Mas agora são os jornalistas que classificam segundo a sua opinião? Com que base faz esta classificação? É capaz de me descrever ponto por ponto o que é uma “direita radical populista” ou só o faz porque lhe dá jeito dar esse cunho negativo com base em coisa nenhuma? Você é o Costa Ribas da Visão? Desde quando é que um partido que defende os valores judaico-cristãos é extremista e populista? Está a insinuar que os nossos bisavós e avós eram “perigosos extremistas”?
Sobre os principais dirigentes de “peso”, a mesma linha de rotulagem negativa, baseada em nada: refere “suspeito” de envolvimento (não há prova); escreve “ultraconservadora” sem explicar como avaliou essa colagem e o cuidado de referir que o Dr. Diogo Pacheco fez parte de uma “rede bombista”. Mas, não diz que “o MDLP teve um papel relevante na preparação de campo para o êxito do 25 de Novembro nos anos quentes que se seguiram à Revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal”. Ou seja, que foi uma organização que ajudou a evitar uma ditadura comunista e que citando o autor Miguel Carvalho: “O PS teve um grau de envolvimento muito grande com a rede bombista e com os seus objectivos. Achou, a determinada altura, que valia tudo para combater o PCP e isso significou, em certo momento, uma cumplicidade com o radicalismo de direita”. Mas isso, não convinha mencionar no seu artigo, pois não?


3- Fala de “como o Chega extremou a sociedade e pode beneficiar da crise pandémica, quem são os seus membros, que causas defendem, e o que escondem?” Parte do princípio que as pessoas “escondem” coisas deliberadamente. Insinua que são “criminosos”. Mas provou ou limitou-se a dizer “o que ouviu por aí”? Por acaso tem consciência que isso é um crime de difamação? Que os jornalistas não podem divulgar fake news?
4- Refere o cabelo pintado de azul da Elsa Abreu, uma militante professora reformada. O pormenor de referir cabelo azul não é meramente descritivo nem foi inocente. É influenciador de opinião. Tem propositadamente uma conotação de excentricidade que convém à narrativa.

5- Descreve João Tilly (outro apoiante) como negacionista das alterações climáticas (sempre conotações negativas). Escreve: “um dos vídeos onde se espraia em conspirações sobre a pandemia”. Logo aqui 2 mentiras descaradas: 1º ele não nega alterações climáticas mas sim, questiona a agenda do aquecimento antropogénico usando os argumentos dos cientistas que se opõem a esta agenda mundial; 2º questionar as incongruências das reacções governativas à pandemia sem qualquer base científica, não é conspiração, é constatar um facto. Mas quis influenciar opinião com estas conotações e desacreditar a pessoa em causa como apoiante do Chega. Não foi por acaso que o escolheu.

6- Compara o Chega a uma “seita”. Chama “dízimo” (colagem às seitas religiosas) ao preço “para entrar” em jantares, quotas e subvenção; chama “alcateia” aos aderentes seguidores na rede social e “milícias digitais” aos administradores das páginas comparando com uma “força militar” (também o uso da palavra “militar” não é por acaso). Usa e abusa da referência aos evangélicos para dar imagem negativa (quem não se lembra da reportagem de Ana Leal sobre a IURD que nada tem a ver com estas pessoas). O cuidado de mencionar Salvini, Trump e Bolsonaro que os média diabolizaram tal como o fazem com Ventura (mais carga negativa). A menção aos dirigentes com ligação ao ramo imobiliário de luxo (quem não se lembra dos escândalos com vistos Gold que nada tem a ver com estas pessoas) só com intenção de fragilizar a imagem do partido.

7- Afirma, com base no que é supostamente dito por um “perito” mas que não diz quem é, que existem 20000 perfis falsos atribuídos só ao Chega. Se houvesse seriedade neste trabalho não só divulgava o nome desse “perito” e onde trabalha, como demonstraria como chegou a essa conclusão. Mas não. Bastou “mandar a boca para o ar”.

8. Não mencionou que o melhor amigo do Ventura é um congolês – Luc Mombito – e seu secretário pessoal, estando sempre presente nos eventos sem que o entrevistasse (a sua fonte não o viu?), nem que possui simpatizantes de etnia cigana que estiveram numa manifestação de feirantes. Falar e mostrar isso não interessa a nenhum jornalista pois estraga a narrativa “racista”, certo?
A isto chamou de investigação jornalística. Não lhe ensinaram que INFORMAR carece de total isenção e nunca pode conter juízos de valor, opiniões subjectivas com vista a influenciar a opinião pública e que tudo tem de ser devidamente fundamentado com a devida prova?
Pois bem, agora sugiro que continue as suas investigações e faça o mesmo com todos os partidos do sistema ou ligados ao sistema. Um a um e com detalhe. Vá, atreva-se. Serei a primeira da fila a bater-lhe palmas pela coragem.
Para ajudá-lo deixo aqui orientações com algum material (mas há muito muito mais). Assim, os seus leitores, com uma RADIOGRAFIA a TODOS os partidos políticos protegidos do sistema, poderão ter uma visão real (não enviesada) do que são e quiçá até constatarem quem são afinal os verdadeiros partidos extremistas fascistas perigosos e as suas ligações. Aqui vai uma ajudinha:
Partido MAS – com ligações ao BE é um grupo anarquista revolucionário que expõe pessoas comuns em listas PÚBLICAS, que classificam de “fascistas” sem qualquer base legal apenas por “achismo” e as perseguem e ameaçam a elas e família. Depois das queixas, passaram a “trabalhar” com grupos “fechados”. São perigosos. Designam-se por “Antifas” e fazem apelo à anarquia, à rebelião e “eliminação” de “fascistas”. Aqui 2 intervenções durante uma convenção do MAS, onde Mamadou Ba sugere “dar porrada” e Jonathan faz apelo a acção mais musculada contra “fascistas” desconhecendo que fascistas e anti-fascistas são da mesma família. Graças à comunicação social, que não se cansa de fazer propaganda negativa contra o CHEGA e que falsamente classificam como “fascista”, estes indivíduos perigosos transformaram os militantes do Ventura em alvos a abater. É só ver as páginas dos Antifas. Infelizmente são um partido porque a Constituição não proíbe o comunismo.
https://www.facebook.com/Antifa-623935984751463
https://www.facebook.com/AntifaPorto
https://www.facebook.com/BragaAntifa/




Partido BE – Tem elementos que foram terroristas das FP25 (grupo terrorista que matou 18 pessoas incluindo uma criança), dois deles residentes em Agualva/Cacém e autarcas eleitos pelo BE (Teodósio Alcobia e Helena Carmo). Sem esquecer Otelo Saraiva de Carvalho com quem o BE anda ao colo. Veja todos os restantes nomes aqui: Fonte: https://dre.pt/home/-/dre/2838006/details/maximized
Com ligações ao SOS Racismo e ao MAS, instigam ao ódio para fragmentar a sociedade sob o pretexto da defesa das minorias.

Partido PSD – as ligações ao PCTP/MRPP de Durão Barroso e Emídio Guerreiro interveniente na criação da LUAR.

Partido PCP– O ARA e as Brigadas Revolucionárias foram o braço armado do PCP; as mortes, ocupação de propriedades e saques durante o PREC; o apoio assumido às ditaduras comunistas/socialistas.
Partido PS – “Os contos Proibidos”, o livro censurado por Mário Soares (leia tudo até ao fim), e que levou ao exílio do seu autor por temer pela vida – Rui Mateus – um dos fundadores do PS. É uma viagem alucinante ao submundo do partido; o apoio à MDPL que menciona no seu artigo, para travar o comunismo; Sócrates e a interminável teia de corrupção e branqueamento de capitais e tráfico de influências; as 3 bancarrotas dolosas; Costa e o nepotismo, clientelas, negociatas e manipulação da CS. Tenho até uma sugestão para a capa:

Transversal a TODOS os partidos do sistema ou ligados ao sistema, temos autarcas condenados por corrupção a exercer cargos públicos; populismo; propaganda enganosa; fabricação de fake news; ligações de políticos a negócios; clientelas; “recrutamento” de civis para manifestações e outros; nepotismo; adjudicações directas lesivas; gestão dolosa; licenciaturas falsas; financiamentos duvidosos; demagogia; mentiras; luvas; favorecimentos; perfis falsos e grupos fechados de avençados ao serviço dos partidos e governos para manipulação da opinião pública e muito mais.
No final, espero vê-lo chamar de populistas, radicais extremistas e fascistas a todos.
Bom trabalho!
PS: Pela gravidade desta acção concertada dos média à conta dos 15 milhões do patrocinador estatal nesta difamação colectiva sem precedentes a um partido, tenho esperança que o Chega responsabilize criminalmente, daqui em diante, todos aqueles que no seu dever de informar, fazem propaganda difamatória com o único objectivo de criar um estigma de medo junto do eleitorado para que receiem orientar o seu voto no partido.
Conta Corrente
De facto é inaceitável como se tolera ao PCP esta prática de contestar na rua o que aprova nos gabinetes
Ninguém acha oportuno recordar que o empréstimo de 850 milhões de euros do Estado ao Fundo de Resolução é uma obrigação do Estado, regulada por contrato entre as partes, de 2017. O empréstimo, respeitante à recapitalização de 2020 foi aprovado com o Orçamento do Estado para 2020. Portanto o PCP garantiu com os seus votos e com a sua abstenção aquilo que agora critica:
Em 2017 o PCP fazia parte da solução de Governo permitindo ao PS governar
Em 2018 o PCP fazia parte da solução de Governo permitindo ao PS governar
Em 2019 o PCP fazia parte da solução de Governo permitindo ao PS governar
Em 2020 o PCP permitiu a aprovação do OE (onde constava a transferência dos 850 milhões para o Novo Banco) ao abster-se na sua votação
Não há dinheiro que pague a raiz deste pensamento
Que pena a Espanha ficar em Marte e o último reporter que se mandou lá ter desaparecido
Pode não parecer mas por toda a Espanha estão a acontecer neste momento manifestações contra o governo de Sanchez. As manifestações foram convocadas pelo VOX mas é notório vendo os videos do que está a acontecer em Madrid que a adesão ultrapassa em muito o espectro eleitoral deste partido que os jornalistas classificam de extrema-direita porque sim . Manifestaçẽos como estas se convocadas pelo lado certo das notícias estariam neste momento com directos, comentadores… Assim tenta-se fazer de conta que no pasa nada.
O Correio da Manhã traz esta notícia. Quem redigiu tratou o caso como um episódio insólito, resultado do estilo frontal do tal cozinheiro: «Ao seu estilo frontal, o chef Ljubomir Stanisic contou um episódio insólito que viveu com o ex-banqueiro Ricardo Salgado há alguns anos (…) “[Vinguei-me] de um dos grandes senhores da Banca portuguesa – que está em liberdade e roubou-nos a todos -, quando tinha um restaurante em Cascais. Cada vez que ia à mesa dar uma sugestão, ele dava-me indicação com a mão tipo ‘baza daqui.’” A falta de simpatia de Ricardo Salgado deixou Ljubomir fora de si. “Não consegui vingar os portugueses pelo dinheiro que lhes foi roubado, mas consegui, no mínimo, fazê-lo cagar uns três ou quatro dias.”»
Nem isto é insólito, nem o cozinheiro é frontal: trata-se de um acto grave (vamos transferir isto para os hospitais?) e de uma profunda falta de profissionalismo: se não queria atender a pessoa em causa não atendia.
E as formigas lá de casa dão direito a pena suspensa? E as baratas, senhores? Duvidando eu muito que se os inquiridos tivessem uma cobra em casa conseguissem convidá-la a sair sem desatar aos gritos, ligar para as emergências existentes e por existir e que no limite não a matassem, gostaria de saber se estas 700 pessoas representativas da população portuguesa são a favor de penas de prisão efectiva para os agressores de humanos. Ou as agressões aos humanos são apenas a consequência dos distúrbios psicológicos e sociais decorrentes do sistema?
PS. A propósito de um livro o PÚBLICO faz hoje esta magnífica introdução: «fala-nos de uma experiência humana que continua a ser deste tempo: a do migrante sob as condições do capitalismo e da impiedosa mercantilização da vida humana» Como serão as condições do socialismo para o migrante? Por exemplo, quantas pessoas migraram para a Venezuela de Chavez-Maduro? O PÚBLICO de facto não dá recados: tornou-se uma madrassa chic.
O medo e a suspensão voluntária da liberdade
Na coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador, Carlos M. Fernandes:
As gerações contemporâneas, criadas num sentimento de exclusividade, acreditam estar a viver o apogeu do progresso. O erro de paralaxe geracional, comum a todas as épocas mas hoje ampliado por um sistema educativo que substituiu o ensino da História por um ajuste de contas com o passado.
Basta agora um sobressalto, uma inquietação, uma incerteza momentânea para desencadear um processo imparável de submissão voluntária.
Os déspotas de amanhã, e alguns do presente (…) serão os burocratas anónimos, os cidadãos diligentes, os operários das novas técnicas digitais, os vizinhos invejosos ou amedrontados.
O texto completo, aqui.
Marcelo por ele próprio
Maria João Avillez escreve hoje um texto crucial para se perceber a tactica de Marcelo: «procurei-o, apanhei-o num avião.(…) Apenas queria perguntar-lhe “então o centro e a direita nisto tudo?” (…) Havia um precedente que nada ajudava: Marcelo já me mostrara que o tema o irritava. Há uns meses, ainda no mundo ante-coronavírus, num dia em que eu voltara à questão, ouvira-lhe um quase ríspido “sempre quero ver se eu não me candidatar e ficar tudo nas mãos da esquerda, sim, sempre quero ver…” O argumento era ocioso, não me comoveu.. Insisti sobre a vantagem de um diálogo franco que desaguasse na explicação do persistente fastio que lhe causava o seu eleitorado natural mas a resposta foi desoladora “manda as perguntas por mail”.
Retenha-se:
1) o assunto irrita-o (Marcelo irrita-se e não, não é o Pai Natla!) porque na verdade ele acha que nem tem de prestar contas ao eleitorado de direita
2) Marcelo fez do facto de ser o único não socialista em cargos de poder a sua força: «sempre quero ver se eu não me candidatar e ficar tudo nas mãos da esquerda, sim, sempre quero ver…” Já vimos: Marcelo quer mesmo ser o único proveniente do espaço que não é de esquerda. Ele anda com Costa ao colo, troca elogios co Ferro Rodrigues, combina festejos com a CGTP… tudo o que for necessário para esvaziar politicamente o espaço não socialista. Marcelo não podia ser Marcelo com Passos Coelho ou qualquer outro líder do PSD na política activa. Marcelo neutralizou a direita porque com uma direita com voz ele não existia. Ou existia muito mais condicionado.
3) Com Passos arredado e a oposição não socialista transformada num não lugar Marcelo conseguiu impor à direita a sua tactica: é o «sempre quero ver se eu não me candidatar e ficar tudo nas mãos da esquerda, sim, sempre quero ver…
Mas Marcelo sabia que de algum lado algumas vozes surgiriam e então preparou o argumentário: é a lista. O que é a lista? Voltemos a Maria João Avillez:, no seguimento da resposta de Marcelo ela eviou-lhe um mail com sete perguntas, a resposta foi uma lista: «Mandei o mail o pedido por Marcelo. Voaram de Lisboa para o Índico sete perguntas consistentes e sempre bem educadas. Dou um exemplo da boa educação: “com que argumentos fortes deveria eu contrariar os que me manifestavam preocupações e perplexidades face a sua actuação”; ou: “em que é que eu me enganara na apreciação negativa que fazia da sua relação com o centro e a direita” (cito de memória). Dias depois surgiu surpreendentemente (ou deveria dizer habilmente?) uma lista. Interessante de resto. Dela constavam os gestos, iniciativas, vetos, démarches, atitudes, deslocações, inaugurações, escrita de prefácios, etc. que ilustrariam a sua atenção criteriosa aos valores e temas caros ao espaço político supostamente mal tratado.»
Marcelo vai enumerar esta lista nos debates e entrevistas da sua recandidatura. A tal que terá como tactica o «sempre quero ver se eu não me candidatar e ficar tudo nas mãos da esquerda, sim, sempre quero ver…» Nós já estamos a ver tudo nas mãos da esquerda porque Marcelo lhe entregou tudo. Voluntaria e propositadamente: porque só assim ele se tornaria imprescindível.
Estado, Comunicação Social e apoios públicos
No próximo Domingo (24/Maio) às 21h00 terá lugar um debate online sobre “Estado, Comunicação Social e apoios públicos”. Os participantes já confirmados são:
- Helena Garrido – Jornalista
- António Carrapatoso – Accionista do Observador
- Eduardo Cintra Torres – Autor e Investigador
- Nuno Gouveia – Consultor de Comunicação
- Paulo Rego – Administrador da Global Media
O debate terá transmissão em directo aqui:

A não perder!
Um dia vão fazer de conta que não estiveram aqui
O PS está a tomar o poder em Portugal. Este processo não tem a ver com eleições mas sim com captura do aparelho de Estado.
Nos próximos tempos haverá sempre uma justificação para o afastamento daqueles que não alinham pelo poder. Jornalistas, piadéticos, especialistas, comissários de comissões formais ou informais criarão o ruído qb para enquadrar o caso. Depois já nem haverá caso. Um dia, por boas ou más razões, tudo isto rebentará. E eles, os que agora fazem a situação, vão olhar para o lado e preparar-se para o novo assalto ao poder.
PS. A propósito, o que se sabe do Sócrates?
O indígena não paga!
Para o caso dos leitores deste blogue estarem interessados aviso que vai decorrer um certame designado V FESTIVAL DE POESIA DE LISBOA. A coisa poeticamente falando pelo texto de apresentação parece a bula de um medicamento dito alternativo: “Em um mundo de desigualdades, afirmarmos a própria existência é tarefa difícil para muitos. Negros, indígenas, mulheres, imigrantes, pobres, crianças, idosos, pessoas com habilidades especiais, entre outros, precisam lutar para dizer: “estou aqui, eu existo”. A natureza, cada vez mais devastada, também grita à sua forma: “sou parte legítima deste mundo”. E mesmo quem se sente bem ajustado à sociedade, por vezes se debate para ajustar-se a si mesmo, tamanhas são as tribulações que carregamos em nosso coração.”
Enfim literariamente o caso anuncia-se medonho e parece uma reciclagem daqueles textinhos barrocos sem talento mas com muito alento. Mas o que me interessa mesmo são os critérios de isenção da taxa de 50 euros para participar no evento. No ponto 3.7.1 do Regulamento lê-se esta coisa extraordinária: « Cientes dos desafios históricos para que certos grupos tenham acesso igualitário a bens e serviços culturais, o V Festival de Poesia de Lisboa oferecerá 10 inscrições gratuitas para autores que se declararem negros, indígenas e/ou transexuais, e que não tenham condições de pagar o valor solicitado. Os solicitantes devem incluir o pedido de isenção no corpo do email, junto com uma justificativa, ao enviar sua inscrição. Caso haja mais solicitações do que vagas, caberá à equipe da Helvetia Éditions decidir quem serão os solicitantes agraciados com a isenção da taxa.»
Para lá do óbvio disparate de alguém pagar 50 euros para participar numa coisa destas – recomenda-se vivamente que os interessados se declarem simultaneamente “negros, indígenas e/ou transexuais” para que tenham a certeza de conseguir a isenção da taxa – tenho duas questões
a) quem são os indígenas de Lisboa? Sim, não me vêm dizer que um concorrente de não sei onde no Brasil declara-se indígena e não paga taxa e um residente de toda a vida mais os respectivos tetravós no bairro de Alfama tem de pagar taxa?! E se for da Estrela já paga? Ser do Alentejo ou de Trás-os-Montes tb serve para se ser indígena?
b) Aquelas comissões do racismo e das discriminações não vêem nada de estranho nisto?
Isto chama-se torrar o dinheiro dos contribuintes
Acesso à habitação. Tudo o que precisa saber sobre o Programa Renda Segura. A ABRIR O INEVITÁVEL TÍTULO EM ESTILO AMANHÃ QUE CANTA
A Câmara Municipal de Lisboa quer arrendar até ao fim do ano 600 imóveis para colocar no mercado e subarrendar a preços acessíveis destinados à classe media. Proprietários que aderirem terão benefícios fiscais. NÃO SEI SE LÁ NO JORNAL DERAM POR ISSO MAS O TURISMO ESTÁ DE RASTOS, O ALOJAMENTO LOCAL À PROCURA DE CLIENTES RESIDENCIAIS, AS RENDAS ESTÃO A BAIXAR… LOGO A CML AO INTERVIR DESTA FORMA NO MERCADO ESTÁ SIMPLESMENTE A TORRAR O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES E A AJUDAR A QUE AS RENDAS NÃO BAIXEM
Em entrevista no “Quero Emigrar”
“Jornalismo – podemos confiar?” foi o tema da entrevista para a qual fui convidada, na plataforma do “Quero Emigrar”, destinada à diáspora portuguesa, a propósito do meu último artigo aqui no Blasfémias sobre o Polígrafo.
Para quem não pôde assistir ao directo, eis aqui a entrevista completa.
A dança com música dos outros
São 21:06 e a RTP1 está a discutir eleições presidenciais. É um desperdício de tempo e recursos: o presidente é Marcelo Rebelo de Sousa, o desafiador é André Ventura, que terá muitos votos, mas que não servirão para mais do que transformar a já fantochada que é uma campanha presidencial num autêntico festival de extrema portugalidade. Pedro Adão e Silva, vestido de mulher-aranha, diz que convinha aparecer um candidato do centro-direita. Naturalmente, está preocupado em não ter alguém que possa minorar num desastroso resultado que indique não existir qualquer mobilização presidencialista da direita pachorrenta.
Era bom que o tal centro-direita tivesse juízo. Nomeadamente, indo para a praia, mostrando que, tal como o resto do país, não liga nada a estes rituais das elites e proto-elites. Receio que não o faça, demonstrando que perante a música proposta por André Ventura acabe a dar prova de vida dançando a canção por ele proposta até finalmente se eutanasiar por exaustão.
Direita que dança o folclore da esquerda não faz grande falta.
Sair da crise com o Estado ou apesar do Estado?
Mais Estado ou menos Estado para ultrapassar a crise? Qual a posição dos empresários? O que é mais benéfico para os Portugueses? O Estado deve ser amigo das empresas ou dos consumidores? O fomento da economia deve ser promovido centralmente ou a concorrência e o mercado trarão melhores resultados?
Estas e outras questões em debate, hoje às 21h00 aqui.
Na galáxia Espanha multiplicam-se as manifestações a pedir a demissão do governo e o fim do estado de alarme que em Madrid vai continuar. É uma pena terem-se atrasado tanto a descobrir esta bizarra forma de vida – a oposição a um governo de esquerda – que agora este texto do El Pais (a única rota que conhecem para visitar a galáxia Espanha) está já desactualizado e portanto os protestos não acontecem apenas num bairro rico de Madrid. Eu sei que foi mais fácil o Gama chegar à Indía que propor um dia não fazer a notícia-anedota sobre o Trump e por exemplo escrever sobre o que está a acontecer em Espanha mas um dia há-de acontecer esse gesto, essa saga, esse momento único.
Já na galáxia Bélgica continua a viver-se em absoluto silêncio o aumento do número de morto por Covid: hoje contam-se em 781 mortos por milhão de residentes.
Marcelo, O Convicto, Este é o Marcelo das segundas-feiras. Aquele que, dizem, no seu segundo mandato, como já não precisa de ser reeleito, vai então dar mostra das suas convicções. E não menos importante impor-se ao PS que por sinal o vai ajudar a ser reeeleito.
Marcelo, o Hábil terá metido no bolso António Costa (o contrário também é válido) e é suposto que os demais, deslumbrados com o ilusionismo de tudo isto, apoiem Marcelo porque ele é um mestre da arte de meter políticos no bolso.
Marcelo, o Popular, conta agora com o apoio do PS. Mas ao certo esse apoio vale-lhe quantos votos?
Marcelo, Último Reduto, o reduto que Marcelo realmente construiu e que não é o que contém a esquerda mas sim o que acantonou a direita numa espécie de terreno em pousio, à espera do momento certo que nunca o é
Marcelo, o Transversal, precisa de radicais para que a sua transversalidade aconteça. Nesse sentido o fantasma de André Ventura é-lhe útil. Uma candidatura com um discurso radical à esquerda faz-lhe igualmente falta
Presidente pim-pam-pum
Anda por aí o movimento de pim-pam-pum para a escolha de um candidato presidencial de direita que cumpra os seguintes requisitos: perder as eleições, fazer de Tino de Rans por mais uns momentos de espelho televisivo e mostrar que o candidato presidencial apoiado pela direita há 5 anos deixou de ser apoiado quando conseguiu captar o apoio da esquerda governativa. Tudo causas tão relevantes como apagar incêndios como o de Pedrógão a mijar-lhe em cima. Poderá haver quem queira participar nessa brincadeira. Como não estamos aqui para tirar momentos de diversão a seja quem for, ao contrário do governo com as suas 78 regras absolutas de imbecilidade – ironicamente o número de um antigo autocarro para o Castelo do Queijo -, que siga a marinha. Só não esperem paciência para que venha a ouvir o que não têm a dizer numa candidatura ao cargo/busto que existe simplesmente para que não nos esqueçamos que isto é formalmente uma república.
a recomposição da direita
Não consigo imaginar o que iria fazer Adolfo Mesquita Nunes numa candidatura a Belém. Obrigar Marcelo a uma 2ª volta? Para quê? Competir com Ventura pelos votos da direita? Para quê? Demonstrar que existe uma direita que não se esgota em Marcelo e em Ventura? Para quê? As eleições presidenciais são – foram sempre – um fogo-fátuo da política portuguesa: uma vez resolvidas, todos os candidatos derrotados perdem a eventual (muito pouca) relevância política que as eleições lhe possam ter dado. Por conseguinte, se Ventura só lá vai para tentar arranjar uns votos para o partido que lidera, não se percebe o que lá ia fazer Adolfo Mesquita Nunes, que não lidera partido nenhum e quis mesmo afastar-se daquele que podia ter liderado. Afirmar valores? Numa campanha para Belém, que sabe estar perdida à partida? Deixem-se disso: a recomposição da direita só se fará com a recomposição do PSD. O resto é conversa para perder tempo.
Outro tempo, outra gente
João Gonçalves: «Nunca mais ninguém falou assim com o Costa. Até porque mais ninguém terá autoridade política para falar assim com ele. Como ele, aliás, está a precisar que falem.»
Marcelo escrutinado
Enquanto Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa não só é implausível (como o classificou Vasco Pulido Valente), mas também um desvio político patológico aquilo que se possa considerar a dignidade do cargo que ocupa e a suposta importância das responsabilidades que lhe assacam.
O estilo infantil, pantomineiro e habilidoso que lhe atribuem como sendo traços de uma personalidade genuína tornam-se características substantivas na sua acção como Chefe de Estado. O circo com Mário Centeno é só mais um recente episódio, mas Marcelo não falhou presença nos casos mais podres e fétidos do país nos últimos anos, de que basta dar apenas os exemplos de Pedrógão e Tancos.
Apesar disso, o ex-comentador televisivo goza de enorme popularidade junto da opinião pública, a oligarquia nacional baba-se perante a sua companhia e a generalidade dos jornalistas tem uma admiração incontida pela figura.
Tal é o culto em torno da sua imagem que ficou claro que o próprio não lida maravilhosamente com o escrutínio a eventuais conflitos de interesse e proximidade a interesses económicos. Reporto-me à peça da Sábado de título “Pedro e Marcelo: Tangentes Profissionais”. Em seis páginas a revista dá conta de vários casos de coincidências entre a política de Marcelo e os negócios do escritório de advogados do irmão.
Para mim o curioso da reportagem acima referida não foi propriamente a substância da mesma nem as razões apresentadas pelo próprio PR para concluir que nada lhe há a criticar do ponto de vista legal ou ético.
Nem sequer foi o facto de Marcelo ter sentido necessidade de uma extensa justificativa na própria edição de 07/Maio e, hoje, na edição seguinte da revista, ter enviado para publicação na Sábado mais uma carta sobre o mesmo tema.
O que mais me chamou a atenção foi a forma como MRS terminou a sua resposta à jornalista escrevendo:
“Como qualquer titular do Poder Político, em Democracia, encontra-se sujeito a escrutínio público, incluindo críticas ou insinuações, mesmo se totalmente infundadas, como as que lhe foram colocadas pela SÁBADO. Quanto a elas, nunca existiu, no que lhe respeita, qualquer conflito de interesses, razão pela qual nem sequer formula o juízo, que seria ofensivo para a SÁBADO, segundo o qual haveria, ainda que vagamente, um intuito de condicionar a ação política do Presidente da República”.
Na minha leitura, trata-se de uma tirada ao estilo passivo-agressivo, quase como que se os órgãos de comunicação não devessem ter o topete de colocar questões ao Senhor Presidente, nem de o importunar com perguntas deste teor. Pensará Marcelo que a sua popularidade deve ser retribuída com o respeitinho dos jornalistas? Seria ofensivo cogitar que haveria, ainda que vagamente, o intuito do Presidente da República de condicionar a ação da investigação jornalística e o dever de informar dos profissionais da comunicação social, apurando tudo o que houver para apurar, doa a quem doer?

Existir uma candidatura presidencial alternativa é um imperativo político, moral, psiquiátrico e higiénico
1) Marcelo Rebelo de Sousa ligou a Centeno por causa “do equívoco” na Autoeuropa.
2) Mas mantém tudo o que disse.
3) O Presidente da República telefonou a Mário Centeno para explicar as declarações na Autoeuropa.
3) Foram “um equívoco”, disse Marcelo.
4) Mas Belém rejeita que tenha havido um pedido de desculpas.
A exploração política da morte
não começou com o André Ventura. Ele simplesmente faz aquilo que outros se habituaram a fazer. E note-se que o fazem há largo tempo com grande aval e tonitruante aplauso daqueles que agora se horrorizam com o populismo do dito Ventura.
Verão é na Pedreira Antunes
Com o Verão à porta, é importante não nos andarmos a matar uns aos outros à beira-mar. Pelas indicações/recomendações/ordens (escolher a adequada consoante o tamanho dos chifres que considera ter) da DGS, não deveremos ir a praias excepto as da CGTP. Assim sendo, não vá à praia matar pessoas: mate antes os seus familiares em casa, que não conta para as estatísticas do covid.
Para pessoas que desejam cumprir a “lei”, proponho a Pedreira Antunes, que é de um amigo meu. Não só vende pedra em conta e areia barata para obras de construção civil como providencia serviço de praia privada por custo inferior ao dos concessionários que esfregam as mãos de contentes com o rico presente providenciado pelos torniquetes anunciados pelo governo para o acesso às praias.

Recordem: não são as vossas praias; são as praias deles.
Asco
«O senhor primeiro-ministro esteve muito bem no Parlamento quando disse que fazia sentido que o Estado cumprisse a as suas responsabilidades, mas naturalmente se conhecesse a conclusão da auditoria” ao Novo Banco, disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações transmitidas pelas televisões.
Mas não foi isso que o senhor primeiro-ministro inscreveu no OE nem decidiu no conselho de ministros. Portanto o senhor Presidente vai escrever cem vezes “cumprimento das responsabilidades. Depois procura sinónimos para responsabilidade. No fim promete que quando for adulto vai cumprir as suas responsabilidades. Certo?
Jorge Costa: «O empréstimo de 850 milhões de euros do Estado ao Fundo de Resolução é uma obrigação – atentem na palavra obrigação – do Estado, regulada por contrato entre as partes, de 2017. Especificamente este empréstimo, respeitante à recapitalização de 2020, por causa das perdas de 2019, foi aprovado pelo com o Orçamento do Estado para 2020, que vigora. (O BE acrescento eu escusa de se fazer de novas e de indignado pq permitiu a aprovação deste orçamento)
Após o pedido do Fundo de Resolução para lhe ser debitado na conta o montante, verificadas as condições que o enquadram, o Estado tem 5 dias úteis para fazer a transferência. É um assunto de secretaria. O Primeiro Ministro de Portugal não conhece os contratos e as leis que o seu Governo assina e faz aprovar. Promete o que não faz o mais pequeno sentido prometer porque não conhece a realidade das coisas de que fala. E isto, sim, é grave. Não a realização do empréstimo em maio, coisa antecipadíssima e regularíssima. Mas a forma como o Primeiro Ministro vive alheado dos assuntos da governação, especializado no show-off e na propaganda.»
«QUANDO O CONSELHO DE MINISTROS APROVOU O EMPRÉSTIMO AO FUNDO DE RESOLUÇÃO, ANTÓNIO COSTA DORMIA? Tenho estado a assistir à Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento. Nunca vi um ministro fazer uma demonstração tão exaustiva da ignorância mais elementar do primeiro ministro a respeito dos assuntos da governação, neste caso dos célebres empréstimos do Tesouro ao Fundo de Resolução»

André Abrantes AmaralOs que se queixavam do excesso de turistas em Lisboa ainda não devem estar arrependidos. Por estes dias a cidade está como sempre desejaram: despida de gente. Já quando a factura chegar, seja através de cortes nos salários ou aumento dos impostos, a conversa será outra. Nessa altura (por volta de Setembro quando a discussão do orçamento de estado se tornar pública) voltaremos a ouvir falar de solidariedade. Da solidariedade dos egoistas.
Compra dos ventiladores: uma cronologia da má fé da China e da propaganda governamental
23 de Março: Governo encomendou 280 mil testes. E comprou à China 500 ventiladores. Ventiladores custaram 9,3 milhões de euros. António Costa diz que 500 ventiladores chegam da China até 14 de abril
(A 5 de Abril chegam 144 ventiladores que nada têm a ver com esta encomenda: são ofertas ou aquisições feitas pela CML)
17 de Abril: Portugal ainda só recebeu 65 dos 508 Ventiladores comprados à China
Os ventiladores não chegam mas mediaticamente estão sempre a chegar: Portugal recebe mais 500 ventiladores nas próximas semanas . O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales adiciona ventiladores a cada intervenção.
Como se perceberá posteriormente neste caso receber não é sinónimo de chegar. Os jornais fazem títulos com “Portugal recebe” mas uma coisa é recebê-los na China outra bem diversa é fazê-los chegar a Portugal.
20 de Abril: Chegaram 66 ventiladores: 40 ficam na região Norte e Centro. Há 65 guardados na embaixada em Pequim, a aguardar transporte.
Acreditar-se-ia que estes 66 ventiladores se somavam aos outros 66 recebidos até 17 de Abril, o que dava que já tínhamos recebido131 ventiladores. Na verdade são os mesmos como dias depois de percebe.
2 de Maio: Portugal ainda só recebeu 73 dos 1151 ventiladores comprados à China
Portanto dos 1151 ventiladores comprados à China e das sucessivas remessas que estavam sempre a chegar, a ser entregues, a ser recebidas… chegaram 73 ventiladores. É isto?
Caiu a máscara ao Polígrafo
Que credibilidade tem um Jornal Online, cuja função é fazer a verificação de notícias, quando ele próprio é transmissor de informação errónea? Aconteceu recentemente com o uso de máscaras. Em pleno horário nobre, na sua parceria com a SIC, o Polígrafo disse textualmente que “nesta fase” ( a 2 de Março e no auge da pandemia) não fazia sentido o uso desse equipamento pela sociedade civil e que era desaconselhável porque dava a falsa sensação de segurança e não permitia uma protecção completa. Isto à revelia do que os profissionais de saúde defendiam. Mas afinal, são verificadores de factos ou papagaios dos interesses do sistema?

A resposta vou dá-la aqui num pequeno levantamento que fiz aos “fact-checking” destes jornalistas.
Não é de agora que o Polígrafo nos anda a confundir com verificações enviesadas e imprecisas. Vejamos à lupa algumas delas (porque são muitas e davam vários textos):
Na verificação a uma publicação do PCP sobre se era ou não verdade que em média as mulheres tinham salários mais baixos, o Polígrafo, de uma forma superficial, classificou imediatamente de “verdadeiro”. Sucede que esta publicação é imprecisa e foge à verdade ao referir SALÁRIOS em vez de média AUFERIDA. Isto é, não é verdade que os salários são discriminatórios pois nos CCT de cada sector de actividade, não pode existir – por isso não contém – diferenciação de sexos. Um salário de um administrativo/a, técnico/a, ajudante/a ou qualquer outra categoria, na tabela salarial é só um e o valor base no recibo nunca pode ser diferente do que é indicado na tabela aprovada. Nunca. Porém, os valores AUFERIDOS mensalmente já poderão ser diferentes. Porquê? A razão é simples: ausências ao trabalho para assistência à família, gravidez, número de horas extras etc. etc. Logo, a classificação deveria ter sido “verdadeiro mas…”. Portanto, fazer uma verificação a isto e NÃO REFERIR este detalhe, que o PCP propositadamente oculta, é enviesamento de informação.
Quando fez a verificação de uma publicação (que por acaso era minha) o Polígrafo escrevia: “(…)alega-se que a temperatura na Antártida aumentou porque “há mais Sol” e “os dias são mais longos”, devido a “alteração na inclinação da Terra”. Fonte de informação? Um vídeo no YouTube em que supostamente (escreveram “supostamente” quando é um testemunho real) os “anciãos” inuítes – povos indígenas que habitam tradicionalmente regiões em torno do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Terra – explicam que, ao longo dos anos, têm vindo a identificar diferenças no local onde o Sol se põe. Este fenómeno estaria relacionado com uma variação da inclinação da Terra que torna os dias mais longos, em comparação com as noites. Diz ainda o Polígrafo, que esta não é uma justificação cientificamente válida para a mais recente onda de calor que atingiu a Antártida, mas não fundamenta esta afirmação com fontes. Zero.

Ora na publicação havia um vídeo real, de testemunhos reais, de anciãos inuítes reais, que explicavam detalhadamente as suas observações sobre os dias naquela região dizendo que o Sol, onde nasce não mudou muito, mas o por do sol mudou de lugar e sabem quando ocorreu. Que o Sol está mais alto e os dias são mais longos aquecendo as temperaturas, os ventos do norte mudaram e as estrelas também: não estão mais nas suas posições originais. Há mais vento do sul e leste e que isso afectou-lhes o modo de vida. Que já tinham informado a NASA sobre essa constatação. Curiosamente isso foi invalidado pelo Polígrafo. Os nativos do Polo Norte são “ignorantes” e sabem menos que os “cientistas” e tudo o que observam é mera “imaginação”, por isso não sabem do que estão a falar, certo? Isto do Sol aquecer mais uma hora porque os dias são mais longos no Polo Norte não interessa porque são os esquimós a dizê-lo, certo? Por que razão o Polígrafo não confrontou os cientistas com estas declarações e não investigou? Porque estragam as narrativas oficiais.
A inclinação da Terra tem influência (mas não é a única) no aquecimento do Planeta. Em 2000 a Nasa publicou um artigo sobre essa importância mas AGORA tem um alerta: “o artigo pode conter informação desactualizada”. Curioso é isto indicar que estão agora alinhados com a teoria do “aquecimento “mega rápido” global por CO2″, aquela que se fundamenta na curva de aquecimento “súbito e alarmante” (o famoso hockey stick), conseguida por manipulação de dados pelo IPCC e que por isso, o seu director Phil Jones, foi alvo de um processo de investigação no Parlamento Britânico – resultante do escândalo Climategate – onde pasmem-se, se comprovou o “desaparecimento massivo” de documentos de prova (ao estilo Sócrates). É com base nesta fraude que ainda hoje os “cientistas do alarme catastrófico” do aquecimento antropogénico do clima, se fundamentam. O Polígrafo alguma vez verificou esta mentira fazendo prova (porque a há) de que as temperaturas foram estáveis e não subiram em flecha? Que não há até hoje base científica que o sustente? Não. Porque isso estraga as narrativas oficiais. Ainda sobre a inclinação do eixo da Terra, depois do grande terramoto de 2010 no Chile, neste artigo é dito: “A NASA indica que “o mais impressionante é, talvez, o quanto o terramoto mudou o eixo de rotação da Terra”, que determina a duração dos dias. Os cálculos efectuados por Gross mostram que o eixo se alterou em aproximadamente oito centímetros”.
Nota: Micheal Mann nunca conseguiu provar a veracidade destes dados, tendo perdido em Tribunal Canadiano, num processo que moveu contra Tim Ball que o acusou de fraude.

Depois diz que entrei em contradição quando afirmei que não era a primeira vez que havia temperaturas ALTAS na Antártida (mais um jogo de palavras). Porém, adiante no fact-checking, escrevem isto: “Os dois novos valores máximos estão a ser verificados pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e, segundo Randall Cerveny, relator da comissão para o Arquivo de Extremos Meteorológicos e de Clima da OMM, ainda é prematuro concluir que foi a primeira vez que a Antártida ultrapassou os 20ºC de temperatura. E escreve mais isto: “Gorodetskaya salienta que, apesar de a península da Antártida ser a região mais quente do continente, “não é típico ter 20ºC frequentemente”, nem mesmo na época de temperaturas mais altas como aquela que agora se vive no Hemisfério Sul. Mas indica que este valor é referente a uma região “muito particular” e por isso “não pode ser aplicável a toda a Antártida. Também Ricardo Trigo, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e director do Instituto D. Luís, aponta no mesmo sentido. “É como estarmos a falar da Europa e alguém referir a temperatura das ilhas da Ria Formosa ou das Berlengas. Tem a relevância que tem, está no continente europeu, mas não representam a Europa”, exemplifica.”
Ou seja, o mesmo Polígrafo que me desmente e classifica o meu post (baseado em declarações dos Inuites e outras pesquisas) de “Falso” – as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas”, é o mesmo Polígrafo que me dá razão sem se dar conta. Isto é, só quem abre o artigo e o LÊ constata isso. Os que lêem só os títulos, não. E se a justificação foi “ser impreciso” porque o classificam de “Falso”? Eu sei: para depois aparecer isto sempre que é visualizado o post:

E acrescento mais esta: “Alguns dos factores para o degelo são naturais, conforme explica a PHD e professora do Departamento de Oceanografia Física da USP, Ilana Wainer. “Variações climáticas são parte da evolução natural do planeta, função da variação de parâmetros orbitais como a distância terra-sol, a inclinação do eixo da terra e a constante solar”, explica a especialista.”
E mais esta: “Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO2 não estão relacionadas entre si, ou seja, o CO2 não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento do CO2 na atmosfera.” Luiz Carlos Baldicero Molion, PH.D. em Meteorologia pela universidade de Wisconsin, EUA.
Outro fact-checking manhoso foi com um artigo sobre ideologia de género do Notícias Viriato. Quando o Polígrafo diz “Concluindo, o Governo não obriga as escolas a deixarem que “um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos” e vice-versa. O que é assegurado através do referido diploma é que um rapaz que se identifique como rapariga não seja obrigado/a a utilizar os balneários masculinos, ou que uma rapariga que se identifique como rapaz não seja obrigada/o a utilizar os balneários femininos”, está EXACTAMENTE a dizer o mesmo – de forma enviesada – que foi dito no Notícias Viriato. Um jogo de palavras e interpretações SUBJECTIVAS para iludir sobre um decreto-Lei que NÃO É CLARO E OBJECTIVO exactamente porque não interessa ser e assim dar azo a várias interpretações à escolha, iludindo as pessoas sobre esta imposição ideológica, dando a entender que é “inofensiva” e cheia de “boas” intenções em nome da “igualdade”. Como classificou o artigo? Assim: “Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas.”
Fact-check com o uso de hidroxicloroquina. O post era este: “Bem, boas notícias finalmente. Esta publicação consiste em partilhar o processo de tratamento do paciente Covid-19 nos hospitais centralizados. Fica evidenciado o uso de hidroxicloroquina que tem sido tão polémico mundialmente como sendo o fármaco ‘milagroso. Na minha opinião, após muita relutância da DGS decidiram aprovar a terapia do uso de hidroxicloroquina. Vamos ter certamente uma redução do número de mortos nos próximos dias! Interessante que na comunicação social esta informação ainda é um tabu”. Esta é a imagem do post:

O erro deste autor foi ter escrito “aprovado” e vai daí o Polígrafo contorceu-se até ao tutano para “provar” que não houve aprovação nenhuma, quando pela leitura do post, se percebe que o que o autor quis dizer e ERA VERDADE, é que a DGS autorizava a terapêutica com esse e outros medicamentos como se pode ler nesta imagem: “À data, podem ser equacionadas terapêuticas antivirais de acordo com os critérios seguintes e juízos clínicos”. O Polígrafo faz ainda questão de acrescentar: “nenhum destes medicamentos tem ainda uma eficácia comprovada” para reforçar os seus “argumentos”. Ou seja, um mero jogo de palavras para classificar esta publicação como “falsa” sem o ser na realidade.
Sobre as saídas precárias de criminosos onde o Polígrafo desmente André Ventura, não preciso de lembrar que foi comprovado pelos factos: “O homem condenado a 23 anos por homicídio no processo Noite Branca, e que já cumpriu 13, estava pronto para sair quando foi notificado que a liberdade extraordinária estava suspensa devido a um processo pendente por agressões a guardas prisionais.” Portanto, este homicida só lá ficou porque (ups!) tem um processo pendente com… guardas prisionais.
Agora e só para terminar, compare estas verificações com as que são feitas a Costa, Catarina Martins, Nuno Santos (são só uns exemplos) onde as mentiras e omissões são classificadas de “verdadeiro mas…” e “impreciso” . E reflicta sobre este regresso do lápis azul pela mão da nova “pide”.



Os meninos da bolha
Ou a DGS tem informações secretas sobre os riscos do contágio entre crianças ou estas normas que eleborou para a reabertura das creches são um delírio de autoritarismo sanitário:
– Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição;
– Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 2m entre si (há creches que se queixam de falta de espaço para implementar esta medida);
– Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação;
– Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos (abaixo desta idade a máscara não é permitida);
– Espaçamento de 2m entre crianças (medida que a própria DGS reconhece não ser de fácil aplicação);
– Material didáctico não deve ser partilhado entre as crianças;
Isto não śo não é possível como não é desejável. Por uma vez ponham as crianças nos recreios. Percam o medo do ar livre. Deixem-nos correr. Saltar. Brincar. As creches não podem ser prisões de alta segurança. E esta não pode ser a geração bolha.
No pasa nada
PCP: o rolo de cozinha do PS
O que dizer Jerónimo quando diz: Festa do Avante! não é um festival e que comunistas “são muito criativos”?
Que em Setembro no festival que não é festival o PCP organiza uma missa-vudu contra os maus espíritos daqueles países da UE que recusam colocar os seus contribuintes como patrocinadores vitalícios dos socialismo de Estado praticado em Portugal.
Capítulo seguinte, o PCP apresenta a conta pelos altos serviços prestados: mais uns acordos colectivos, mais umas portarias de extensão… Em conclusão: desde a invenção do rolo de cozinha que o PS português não conhecia algo tão útil quanto o estatuto excepcional do PCP em 2020.
Estado de excepção
A excepção tornou-se a regra. Nem Marx, nem luta de classes, nem estado social: o estado de excepção permite tudo e o seu contrário. Sempre em nome do cumprimento das regras. E do socialismo, claro. Todos os dias mais uma excepção enquanto as regras apertam. Convém contudo recordar que A excepção pode ser racismo ou inclusão. Tudo depende de quem a propõe. André Ventura defendeu um programa de confinamento especial para a “comunidade cigana”. Ou seja um tratamente excepcional. Racismo – gritaram os activistas e depois toda a pátria, não se desse o caso de acabarem expatriados aqueles que não gritassem “racismo!” com suficiente convicção. A proposta de um tratamento excepcional feita pelo líder demissionário do Chega é tão despropositada e se quisermos racista quanto todas as outras propostas apoiadas e incensadas como tolerantes, progressistas e, pasme-se, inclusivas que tratam alguns portugueses não como os cidadãos que efectivamente são mas sim como um grupo ou comunidade, como agora se deve dizer. O absurdo das excepções que em nome da protecção às comunidades se aprovam e legitimam não tem explicação: tanto se tolera o casamento de meninas como se concedem bolsas de investigação específicas para mulheres. Tanto se condena o racismo como se aceita que certas comunidades se odeiem entre si…
Austeridade: pela honra e em nome do futuro
No meu artigo de hoje na coluna semanal da “Oficina da Liberdade” no Observador, procuro desmistificar a ideia habitualmente associada à austeridade.
Lá digo entre outras coisas:
Lamentavelmente todos parecem ter interiorizado que a austeridade é má e prejudicial. Além disso entendem que, a existir ou ocorrer, tal acontecerá não por vontade própria, mas pela força das circunstâncias ou pela imposição de terceiros.
O desmame da alucinação não será fácil, mas será certamente compensador podermos vir a olhar-nos de novo ao espelho e vermos pessoas adultas que não sequestraram o futuro dos próprios filhos e netos.
O artigo completo pode ser lido aqui.

