O meu “privilégio” branco
Reina a hipocrisia. Nunca como hoje se respeitou mais os direitos humanos no ocidente. Os racismos foram criminalizados, a igualdade entre indivíduos está salvaguardada nas Constituições das nações, a escravatura abolida. Mas… é exactamente aqui, no ocidente, e nos países que mais oportunidades dão aos cidadãos de todos os credos, culturas e raças, que as manifestações contra o racismo têm lugar e de forma cada vez mais violenta. Porquê?
Morreu um negro nas mãos de policiais. É factual. Como morrem às mãos das mesmas autoridades gente de outras raças e culturas. Todos os anos. Centenas. Por que razão a morte de um negro é racismo e as outras, não? Isso mesmo foi denunciado por vários negros que não se revêem, e bem, nesta hipocrisia monumental dos FALSOS activistas pelos direitos humanos. Mas uma mulher destacou-se e arrasou com a narrativa perguntando por onde andaram os “Black Lives Matter” quando todos os dias negros matam negros:
É claro que estes cidadãos indignados insuspeitos por serem negros, não têm qualquer destaque nos média, pelo contrário: são ignorados. Como são ignoradas as mortes de cidadãos negros e não só, às mãos destes anarquistas terroristas que dizem defender direitos humanos nestas manifestações violentas (veja aqui). Estas “black lives” não importam?
Mais vozes de negros a arrasarem a narrativa dos “Black Lives Matter”:
E outra:
Outras:
Se dúvidas houvesse que a MORTE na sequência da detenção de George Loyd não é uma questão de cor de pele, deixo aqui uma detenção policial, desta vez em Dallas, mas que não foi motivo de histeria mundial generalizada e em que o indivíduo também disse aos agentes: “I can’t breathe” (veja aqui). A diferença é que este era branco e loiro. Terá sido pelo seu “privilégio branco”?
Depois vem as estatísticas oficiais que desmontam a falácia da vitimização das “minorias”( veja aqui).
E grandes senhores a dizerem o que tem de ser dito sobre essa constante vitimização em pleno século XXI:
Em consequência soltaram-se motes contra o “privilégio branco” ou lá o que isso é, levando pessoas a colocarem crianças inocentes a fazerem isto:

Então fui à procura de ver esse “privilégio branco” na sociedade de hoje e encontrei-o aqui: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/adolescente-espancada-por-grupo-de-raparigas-no-seixal
aqui: https://www.jn.pt/sociedade/video-de-agressao-a-adolescente-causa-indignacao-1860230.html
aqui: https://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/jovens-violentamente-agredidos-na-baixa-do-porto
aqui: https://expresso.pt/actualidade/advogado-de-leonor-cipriano-pede-proteccao-policial=f427893
e na África do Sul: https://www.youtube.com/watch?v=EThwj4NtnvU&list=PLr4FezHm2oaIrQMEpcOCwkdwfgyJzb89o&index=2&t=0s
E podia continuar a lista interminável de “privilegiados brancos” cá e pelo mundo fora…
Depois lembrei-me que eu, tal como milhões de pessoas, também fui (e sou) uma “privilegiada branca” mas:
- desde cedo tive de trabalhar no duro, das 8h às 6h, para a minha independência e sem ajudas de ninguém ;
- sempre descontei para a segurança social mas quando precisei dela a ajuda não dava “para a cova dum dente”;
- nunca tive facilidades com empréstimos pelo contrário, quando precisei, tive de deixar o “pêlo” no banco como garantia caso contrário, não havia nada para ninguém. Zero;
- nunca fui favorecida em tribunal porque a lei é para todos e é para cumprir;
- nunca me perdoaram dívidas, multas ou impostos: “pagas e não bufas senão vem aí penhora”;
- nunca me caiu emprego, nem bom nem mau, no colo. Tive de dar “às sapatilhas” para os conseguir e sujeitar-me ao que havia sem esquisitices, com muita honra e orgulho;
- passei uma infância muito triste por ter sido vítima de racismo. Sim! Sim! Os brancos também são alvos das pessoas estúpidas e mal formadas, mas não fiz do vitimismo a minha luta. Fiz da luta a minha força para vencer todos os obstáculos;
- nunca tive qualquer oferta na vida servida numa bandeja: tive que trabalhar arduamente para ter tudo o que tenho.
Foi isto que consegui com o meu “privilégio”. Nem mais, nem menos.
Termino com um comentário, que subscrevo, encontrado no facebook de João Loureiro Vaz:
Alguém sabe responder?
É Bloco, é Esquerda, é Bloco de Esquerda
Como Catarina Martins e os dirigentes do partido não se demarcaram das cenas e palavras de ordem da manifestação de ontem que apadrinharam e promoveram activamente, pode-se concluir que isto é Bloco:




Do Bloco, with love.



A ler. E a voltar a ler
Um país às avessas e na linha
No Portugal socialista fala-se ao contrário:
Não, não é uma bazuka. É o tacho do costume para os rapazes do costume.
Não, não é um processo exemplar. É um processo que correu mal.
Não, não é anti-racismo. É a manipulação do costume. E o paternalismo de sempre
Não, não é um vírus. É um processo de discriminação em curso.
Não, não é um passozinho. É uma negociata para que não exista referendo à regionalização.
George Floyd ?
As aulas marxistas de História da telescola
Aqui há tempos um indivíduo que se dizia de direita, num partido de direita, perdeu a compostura comigo quando eu, muito educadamente, e a propósito de um pequeno vídeo que ele fizera sobre os extremismos de “direita” e de esquerda, o corrigia dizendo que Hitler e Mussolini não eram de direita. O moçoilo trepou paredes e de forma quase directa chamou-me de ignorante mesmo depois de lhe ter demonstrado que essa narrativa ensinada nas escolas era manipulada pelo “gramscismo” que passou a fazer parte do ensino depois de 74. Expliquei-lhe que a escola não ensina a História tal como ela aconteceu. Que os conteúdos foram manipulados com “camuflagem”, truncagem e adulteração de factos para favorecer a ideologia socialista/comunista e por isso, pensava assim. Que a culpa não era dele. Pedi inclusive que aprofundasse o tema pesquisando por conta própria. Escusado será dizer que não valeu a pena e ainda saiu ofendido da conversa.
Ora, graças ao COVID, voltamos à telescola e em casa passamos a ter acesso aos conteúdos ensinados nas escolas públicas. E não é que me vieram dar razão?
Neste vídeo podemos assistir, ao vivo e a cores, a uma aula com um professor de História a contar os factos de forma enviesada, ocultando e reescrevendo outros. Editamos o vídeo para que consiga ver onde estão as manipulações. Mas aqui vou mais em pormenor falar delas:
Diz que nasceram extremismos de “direita” e de esquerda devido às crises de 1919 e “crash” de Wall Street em 1930. De facto, é no caos que as ditaduras se instalam. Mas quais são as ideologias propensas à implementação autoritária do Estado?
- As que defendem um Estado “forte” e absoluto na sociedade e economia. Quais são elas? O comunismo e o socialismo. Mas isso, o professor não fala.
Define extremismo de “direita” como sendo iniciado pelas camadas mais altas da sociedade e contrapõe com o extremismo de esquerda que diz tratar-se de uma forma de pensar adoptada sobretudo pelos operários e que acabou por se expressar através do comunismo. Porém, isso não é verdade:
- Os extremismos no mundo foram iniciados por elites que mobilizaram as massas para a “revolução” numa sociedade destruída pelo caos (social e económico).
Diz que na Europa foram adoptados regimes de extrema “direita” para fazer frente ao comunismo dando o exemplo de Mussolini e Hitler. Não lembra nem ao diabo dizer que Hitler e Mussolini eram de direita só porque combateram os comunistas:
- Soares fez o mesmo. Juntou-se ao MDLP e combateu os comunas no “verão quente”. Deixou de ser socialista por isso? Não.
Afirma ainda que ao serem anti-comunistas são do outro extremo (direita). Isto também é falso:
- Mussolini era ex-membro do Partido Socialista Italiano e redactor do Jornal Socialista “Avanti”. Hilter líder do Partido “Nazi” que era uma abreviatura de “der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei” — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães Socialista e um socialista assumido quer na forma como governou a Alemanha, quer nos seus discursos:
discurso de Hitler:
Como nacional-socialista e soldado alemão entro nesta luta com um coração forte! Toda a minha vida foi uma luta permanente pela minha nação, para a sua ressurreição, para a Alemanha, e toda esta luta foi inspirada por uma única convicção: a fé neste povo! Uma palavra eu nunca conheci: capitulação. E se alguém pensa que vem aí tempos difíceis gostaria de recordar-lhe o facto de que há tempos um rei da Prússia com um Estado ridiculamente pequeno, enfrentou uma das maiores alianças que alguma vez existiu e saiu vitorioso após três campanhas, porque possuía uma fé forte e firme que nós nestes tempos, também temos necessidade de ter . Quanto ao resto do mundo, quero assegurar: Novembro de 1918 não acontecerá novamente na história alemã. Assim como eu estou preparado para arriscar, a qualquer momento, a vida pelo meu povo e pela Alemanha, exijo o mesmo de todo a gente!
Quem acreditar que tem uma hipótese de fugir, directa ou indirectamente, a este dever patriótico morrerá.
Não queremos traidores. Estamos a agir unicamente de acordo com o nosso velho princípio: a nossa própria vida nada importa, o que importa é que o nosso povo, que a Alemanha viva…
Afirma que o fascismo é de “direita” e refere-se a Mussolini apenas como líder do fascismo italiano:
- Contudo, esquece-se de referir que a palavra fascismo vem de fascio , o símbolo do partido socialista nacionalista criado por Mussolini, depois de desavindo com seus camaradas que não queriam a entrada da Itália na guerra. O fascio representa a “autoridade e a união” e era usado pelos guardas dos magistrados que detinham o poder.

Mostra imagens de milhares de pessoas na Marcha de Roma onde se pode ver que não são de todo a classe alta que ele inicialmente indicou:
- e acaba por contradizer-se ao referir que muitas manifestações ocorriam por via da crise, pelos operários. Greves e manifestações que Mussolini usou para manipular massas.
Diz que Mussolini desenvolveu uma nova forma de pensar a que chamou de “fascismo”:
- mas desde quando uma ideologia que não passa de uma corrente ideológica revista do socialismo de Marx, é uma nova forma de pensar? A única diferença é que a primeira apelava à revolução pela luta de classes; a segunda usava o nacionalismo para unir as massas em torno de um objectivo: implementar um Estado forte e omnipresente na sociedade e economia – ou seja, o SOCIALISMO – como resposta à crise.
Diz que na Alemanha, Hitler em resultado da grande depressão (caos económico e social), subiu ao poder sem eleições a convite do presidente e que implementou o Nazismo que descreve como sendo semelhante ao fascismo:
- logo aqui, está a dizer que ambas as ideologias são idênticas na sua origem. Ora, se a origem de ambos os líderes e o seu pensamento ideológico é o socialismo, então porque insiste em classificar de “direita”?
Diz que nazismo e fascismo são ambos totalitários, que consideram que o Estado é o órgão central, que tudo deve depender desse mesmo Estado, ao contrário dos regimes democráticos cujo o órgão mais importante é o Parlamento. Logo conclui que, ambas são anti-parlamentares e também anti-comunistas e que assim sendo, são o oposto ao comunismo porque são o contrário do pensamento de esquerda:
- ou seja, o mesmo professor que em cima DESCREVEU o que é o pensamento de uma ideologia de esquerda, diz que estes dois líderes, que implementaram exactamente essa ideologia segundo a cartilha do pai do socialismo (Karl Marx), não são de esquerda. A contradição é uma constante nesta aula.
Diz que além disso, estes dois líderes que classificou de “direita” (repete isto constantemente), eram nacionalistas e imperialistas, dando a clara ideia que estas características eram de… “direita”:
- porém, sabemos pela História que os países Comunistas foram no passado e AINDA SÃO hoje, NACIONALISTAS e IMPERIALISTAS. Veja-se a ex URSS. Veja-se a China. Esta última ainda não parou de se expandir e conquistar o Mundo (hoje de forma mais sofisticada e sem recurso às armas). É sabido que o mundo ocidental está financeiramente nas mãos do Partido Comunista Chinês. (veja aqui este documentário da RTP).
Sobre Estaline, um genocida, diz que a “raiz” é diferente dos outros (???). Que teve como principal preocupação desenvolver o país (dando a entender que os outros, não):
- mas esqueceu-se de referir que a maldita reorganização da propriedade (como “carinhosamente” chamam aos saques violentos aos proprietários) onde colectivizou à força deixando à fome os seus proprietários, fez morrer de FOME 14 milhões de pessoas inocentes na ex-URSS. Que os tais planos organizativos da produção (saques violentos, exploração laboral assassina, fome e Gulags para quem não entregasse toda a produção agrícola), deram origem ao maior genocídio da História da Humanidade, mais mortífero que o socialista Hitler na sua insanidade de limpeza étnica: HOLODOMOR. E fala de Estaline ocultando isto com uma ligeireza e romantismo assustador;
- os judeus foram enviados para os campos de concentração pelo Hitler; os Ucranianos para os Gulags pelo Estaline. Onde diferem?
Sobre isto o Instituto Mises explica:
“Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo? Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle económico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções económicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.”
(…) “Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas. O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas. Exactamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.”
(…) “O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários sectores da economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos. Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.”
(…) “Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa. Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adoptar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing. (…) O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objectivos. Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”
(…) “os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.”
(…) “era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.”
(…) “Em uma época em que vários membros da intelligentsia européia estavam encantados com a União Soviética, essa narrativa de que os nazistas eram capitalistas passou a ser uma falácia extremamente conveniente. Mas trata-se de uma ideia sem o mais mínimo fundamento em princípios económicos. É apenas uma deturpação soviética com base no arcabouço marxista. Os nazistas, que apregoavam orgulhosamente seu socialismo e que implantaram políticas socialistas com grande consistência, passaram a ser chamados de capitalistas pelo simples motivo de que eles não se encaixavam pristinamente na visão de mundo soviético-marxista. Esta narrativa segue viva até hoje.”
Se as escolas não doutrinassem, hoje não teríamos tantos idiotas úteis à narrativa (tão conveniente) marxista. Vale a pena pensar seriamente nisto.
Saiba mais aqui:
https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2162
https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2574
estórias infantis
Hoje, no Observador, dedico-me a relembrar uma velha anedota da minha infância, a estória do «Silva dos plásticos», infelizmente recuperada agora, na minha idade adulta.
Uma questão de proporção
Brasil ultrapassa Itália e torna-se no terceiro país com mais mortes
Só falta acrescentar que a Itália tem 61 milhões de habitantes e o Brasil 209 milhões. E naquele país remoto e inacessível que é a Bélgica já se vai em 824 mortos por milhão de habitantes
Catolicismo e Liberdade
Num ambiente cultural cada vez mais ofuscado e absorvido pelo Estado e rendido às causas progressistas, o evento que a Oficina da Liberdade organiza no próximo Domingo com Alejandro Chafuen, Managing Director de um dos mais importantes e prestigiados Think Tanks de base religiosa do mundo – o Acton Institute – não deixará com certeza de abordar desafios estimulantes sobre o papel da Igreja e dos católicos na preservação e defesa da liberdade individual.
André Azevedo Alves, terá questões a colocar ao convidado e enquadrará o tema na realidade Portuguesa.
O debate terá transmissão online e em directo tanto no Facebook (aqui) como no Youtube (aqui).
Fica o convite:

Onde estiveram então as ONG’s e os activistas?
Parem com a hipocrisia!
Tempos modernos
No ano da Graça de Žižek de 2032, numa cidade do Califado da Catalunha, dois adolescentes – Ablah, 34 e Khalid, 35 – descobrem o desejo sexual emanante da doce fragrância do amor. Andavam na mesma escola, a Secundária George Floyd, em regime de telescola através do Microsoft® Mass®. Um dia, por circunstâncias de um trabalho de grupo sobre eutanásia ambiental, Ablah confundindo os ficheiros, enviou a Khalid uma selfie pensando tratar-se de uma foto da Santa Greta. Khalid, ao ver a figura de Ablah, a única mulher que vira excluindo a mãe, apaixonou-se imediatamente. Qualquer rapaz daquela idade cairia pela doce Ablah e a sua foto sexy, de escafandro negro que oculta com descrição a arrojada burka interior por baixo do fato de apicultora. Nunca vira uma mulher tão despida. Sua mãe, que desde sempre usara armadura de chumbo, não serviu de modelo para a compreensão da forma cilíndrica ligeiramente sextavada do corpo feminino. Khalid, aproveitando a distracção de Ablah, enviou-lhe também um retrato. Ablah, ao ver a viseira, máscara cirúrgica e balaclava Armani, sentiu um inexplicável fogo, como uma infecção urinária das que o pai lhe costuma causar, mas com uma dor agradável, como a da tatuagem de #BlackLifesMatters que fez quando a papisa Mortágua tweetou a recomendação para todos os crentes.
Khalid, a medo, perguntou-lhe: “posso enviar uma foto menos vestido?” Ablah hesitou, mas cheia de vontade anuiu enquanto tirava a viseira do escafandro. Khalid enviou uma foto sem viseira. À medida que a roupa se ia tirando, o nervoso-miudinho de chegarem ao estado em que ficavam apenas com as algálias e os depósitos de urina no corpo dava-lhes uma sensação de bem-estar nunca antes experimentada por nenhum deles, nem Ablah com o pai, nem Khalid com o seu bode David. Por fim, completamente nus, acedem em retirar a sub-máscara do tipo cirúrgico agrafada à face que todos os jovens adquirem ao atingirem a puberdade no ritual pan-religioso de passagem à idade adulta, aos 32 e meio.
O calor, naquele mês de Jordan Peterson, nunca anteciparia o fervor que estes miúdos sentiriam neste mês de André Silva. Foi o mês de André Silva mais abafado da década de acordo com o relatório ISCTE/Instituto Greta-Gates. Toda a fruta que não foi destruída pela geada do mês de Rothbard sucumbiu ao calor de André Silva. Completamente nus, no Zoom, decidem retirar a sub-máscara.
Enquanto se masturbavam, os pêlos nas palmas das mãos de ambos cresciam, mas não se importavam. Continuaram até ao momento do êxtase, altura em que, como lhes explicaram nas aulas de ecologia política do 7º ano, ambos sucumbiriam pelo Coronavírus. E foi o que aconteceu, desgraçando as respectivas famílias. Ainda hoje a história de Ablah e Khalid vem impressa nos manuais dos bonecos sexuais que o estado distribui como aviso para os perigos da perversão que é sexo entre dois humanos.
Não são os EUA do Trump mas sim a França de Macron em tempo de manifestações dos coletes amarelos.
Zita Seabra: «Alguém se lembra do nome do ucraniano morto nas instalações do SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras)em Lisboa? Morto à pancada, torturado por autoridades portuguesas até à morte? Disseram, na altura que esteve 15 horas atado e algemado até morrer. No aeroporto de Lisboa. Mas claro que um ucraniano não interessa nada. Para mais refugiado. A Assembleia aprovou algum voto? O Presidente falou? Os intelectuais fizeram alguma manif ou abaixo-assinado? Foi no passado dia 10 de Maio.
Mas realmente que interesse tem um ucraniano assassinado (alegadamente) por tortura de inspectores portugueses. As vítimas ucranianas nunca tiveram nome, nem no tempo do Estaline porque havia este emigrante de ter? Esqueçam que nem Presidente, nem governo, nem Parlamento se lembram e estão de boa consciência.
Já me esquecia eu também. Chamava-se Ihor Homenyuk . Mas é um pequeno pormenor porque os ucranianos não têm nome.»
Um problema com o sistema
Segundo se lê aqui J. R. Smith terá dito «Ele não sabia de quem era a janela que ele partiu e levou uma sova. Persegui-o e espanquei-o. Isto não é crime de ódio. Não tenho nenhum problema com ninguém que não tenha nenhum problema comigo. É um problema com o sistema».
Os problemas com o sistema do milionário J. R. Smith devem ser da natureza dqueles problemas que os milionários costumam ter. Mas o sistema que para o caso me interessa é o que leva a expurgar as suas declarações de tudo aquilo que se ele não fosse negro levaria a que a esta hora estivesse a ser objecto de uma onda de indignação.
Onde se pode encontrar a declaração de choque da UE
sobre as manifestações dos gillets jaunes em França? Sim, houve mortos e também feridos graves.
De caminho alguém encontra uma declaração de choque da UE sobre os tumultos da Catalunha? Pois é, chocarmo-nos com os outros é tão fácil!
Cansados das maravilhas da libertação
Rasca não era insulto, era diagnóstico
Durante anos fomos sustendo a teoria que a minha geração, os nascidos com e de cravos, iriam conquistar o acesso ao poder informativo e executivo e, com isso, mudar definitivamente a face do parolo folclore revolucionário para um cosmopolitismo natural, oriundo da facilidade com que se chega a Badajoz e daí a Dubrovnik. Não aconteceu. A minha geração chegou à meia-idade sem se afirmar, declarando com todas as letras o quão o modelo de dinâmica social a que aspiramos é o de pertencermos ao mesmo mundo em que gravita um — digamos — Manuel Alegre.
No resto do planeta civilizado, baby boomers definiram o cânone cultural. A paz conquistada com o fim da segunda guerra não lhes apaziguou o espírito. Pelo contrário, foram os rebeldes, os rock’n’rollers, os criadores, os sátiros, os rebeldes, os da consciência alterada e os dos “tem que haver algo mais”. Nós, os que vieram a seguir, nós somos as formiguinhas à espera que o sentido de oportunidade pela vida dos baby boomer nos arranje uma vidinha confortável. E depois tivemos filhos, que criamos para enaltecerem obras tão relevantes como $ave Dat Money.
All of my luggage is Louie V, I swear to God nigga
All of my bitches be scared of me, I put that rod in ‘em
All of them bitches actin’ thotties, I disregard them
All them bitches actin’ holy, ain’t got no God in ‘em
I can teach a lil nigga somethin’, preach
I can take his ass church fresh as hell, no Easter
I can make his ass burp like a baby without no hiccup
Com todo o respeito pelas pessoas que agora se embeiçam por velhos e novos partidos, não é aí que “se muda o mundo”. As pessoas têm no bolso computadores poderosos que tornariam qualquer equipamento usado para gravar Penny Lane num mero brinquedo. E, no entanto, usam-o para ver gatinhos ou para sentirem que participam em algo ao dizerem uma laracha para os “amigos” entre idas ao quarto-de-banho.
Olho para os meus filhos e percebo que a minha geração nunca teve nada para lhes oferecer para que se insurjam contra nós. O mínimo que podemos fazer é sair de cena e prepara-los para serem o que nós nunca fomos e, lamentavelmente, nunca quisemos ser.
A experiência impactante da arquitectura comunista
A arquitectura comunista tem uma estética própria. Observá-la é uma experiência integral. Ao contrário do que acontece nas obras do imaginário capitalista, concebidas para satisfazer as exigẽncias de uma clientela, aqui tudo faz sentido, os materiais cumprem o seu papel numa articulação perfeita entre o espaço e a função. Não há cedências.

Bairro da Jamaica, Seixal.
Só para lembrar
Contra o novo normal
Manadou Ba, acabou o teatrinho!
Tinha de vir o dia em que duas minorias se enfrentassem para ficar claro como a água o teatrinho do Manadou Ba e seus satélites – BE e o MAS. Sempre com a boca cheia de palavras de ordem contra o racismo, que lhes serve de bandeira para mostrar “solidariedade” com os grupos “oprimidos”, a hipocrisia tem sido evidente quando os factos acabam por contradizer em absoluto estes personagens que se alimentam da fracção social e instigam a ódios. Vamos aos factos:
Que disse publicamente Mamadou Ba sobre este episódio bárbaro em plena luz do dia de um cidadão cigano contra um africano? Fez o jogo do arremesso virando o assunto para o lado que lhe convinha: chamou nomes àqueles que o acusam de hipocrisia, pede justiça, diz não saber “se este é um crime racista e que, se alguém cometeu um crime, independentemente da cor da pele, tem de responder pelos crimes que cometeu”. Só isto. Viu alguma marcha, manifestação ou apelo à mobilização de todos os oprimidos contra esta barbárie nas redes socais ou média, ordenou alguma acção musculada junto da sociedade para condenar estes actos e exigir responsabilidades públicas como o fez com o Giovanni e outros? Viu?
Não. Nem vai ver. Como não viu quando uma miúda branca ficou sem um punhado de cabelos depois de ter sido vítima de uma agressão violenta de um grupo de africanas. Aqui:
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/video-mostra-jovem-a-ser-brutalmente-agredida-em-cascais
Como não viu quando outra miúda branca foi também agredida e humilhada por uma africana. Aqui:
Como não viu quando cidadãos que acudiam a um homem a ser agredido na via pública por ciganos em Coimbra, ficaram quase à beira da morte. Aqui:
https://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/agressao-brutal-em-coimbra-faz-tres-feridos-graves
Se é violência contra caucasiano, não interessa. Se for contra africano ou cigano, só interessa se o autor for caucasiano. Isto é que é o VERDADEIRO racismo. E é este racismo que Mamadou promove. Ponto.
Factos são factos e não vale a pena fingir que não vemos isto. Não vale a pena fingir que não percebemos o RACISMO destes “mamadous” hipócritas ao tratar de modo diferente as agressões violentas que por vezes levam à morte de inocentes, sejam de que raça, etnia ou cultura forem.
E que dizer deste ataque de Mamadou Ba a um africano só porque é instruído o suficiente para o desmascarar?

Esta gente não defende as minorias. Alimenta-se delas. Instigam-nas para que se revoltem e provoquem o caos social no qual eles se movimentam e se fazem perpetuar como “os salvadores” dos pobres oprimidos. Mas não passam de farsantes.
Ademais, algo de muito estranho se verifica quando vemos que apesar de terem recebido por ajuste directo várias verbas (veja aqui), que totalizaram até 2015 cerca de 200 000 euros, e outras através da CIG, não se vê qualquer resultado concreto na integração dessas populações. Pelo contrário, continuam exactamente como sempre: pobres, marginais, segregados em bairros sociais que são autênticos guetos. Porquê?
Não há registos. Ao abrir o site desta “associação” não temos qualquer informação sobre os órgãos sociais, estatutos, relatórios e contas. Nada. Zero. As “actividades”, essas então, são quase nulas.
Com actividade desde 2003, não seria já tempo mais que suficiente para ver resultados práticos dessas acções?
Era. Só que a verdade não é mostrada nem investigada pelos jornalistas do mainstream mais preocupados em perseguir quem denuncia estes agiotas racistas da agenda “anti-racista”. É preciso ir atrás da informação, que nos é ocultada, para ouvir de viva voz o próprio racista Mamadou a dizer preto no branco que, de facto, há uma agenda política que serve de base a esta hipocrisia monumental a que chamam de “combate ao racismo”. Aqui um resumo do que é dito no vídeo durante a intervenção deste indivíduo na Conferência do MAS:
1- Tudo é luta política, só uma guerra social generalizada possibilitará o erigir do socialismo; generalização e extensão da luta de classes tradicional a todas as relações humanas possíveis e imaginárias, divisão da população por raças, etnias, sexos, desejos sexuais e por diante; apoio a novos grupos de marginais e minorias enquanto arma e instrumento de ataque à civilização ocidental; incitação à violência e instauração de clima de terror; tomada da cultura para impor uma hegemonia cultural marxista; apropriação das artes, escolas, universidades, comunicação social, redes sociais e todo o espaço público; conotação de todo o pensamento não marxista como fascista ( incluindo a social-democracia ); ilegalização, perseguição e punição do pensamento não marxista; reescrever a história e criminalizar retroactivamente todo o percurso humano na existência; utilizar e manipular movimentos não marxistas como instrumentos revolucionários.
2- e por fim, segundo este ideólogo “DAR PORRADA” minuto: 4:40; estar preparado para o combate e confronto “porque daqui a uns anos não vai ser possível andar nas ruas sozinhos…”
As pessoas pastilha-elástica

Comecei a ver a interessante série Netflix “Trial by Media”. Deixando pontas soltas e ângulos por explorar, dificilmente classificaria esta série documental como excelente, mas, apesar das limitações, é bastante interessante por trazer à tona material que permite a discussão sobre o papel dos média e a ruptura que podem causar na opinião pública acerca do julgamento de um crime.
No quinto episódio, sem contar, deparei com uma história conhecida, a da Cheryl Araújo, a jovem violada em grupo num bar de New Bradford, Massachusetts, nos início dos anos 80 e que serviu de inspiração ao filme de 1988 protagonizado por Jodie Foster, The Accused. É um caso que é paradigmático por vários factores, desde a legitimidade para a divulgação do nome de vítimas até ao esmiuçar na praça pública de eventuais comportamentos que de alguma forma sirvam para atribuir culpa à vítima do crime que ela própria sofreu. Contudo, o aspecto que quero trazer à baila é o do orgulho de manada. A tribo.
Após a condenação de seis homens – Victor Raposo, John Cordeiro, Joseph Vieira, Daniel Silva, Virgílio Medeiros e José Medeiros – a comunidade portuguesa e de luso-descendentes do Massachusetts saiu à rua em indignação. Crendo que a caracterização dos condenados como “portugueses” colocaria em causa toda a comunidade lusa em território norte-americano, a certa altura no documentário ouve-se alguém questionar, parafraseando: “não bastaria dizer serem homens, era mesmo necessário dizer que eram portugueses?”
Durante as manifestações podiam ver-se cartazes afirmando que o julgamento foi injusto, assim como macabros cartazes de “was she willing?” e “it wasn’t murder it was consent [sic] sex!!!”. Entre cânticos de “o povo unido jamais será vencido”, toda uma comunidade saiu à rua para condenar a atribuição de pena a uns homens, que por serem portugueses, nunca deveriam ser condenados por violar alguém à vez numa mesa de bilhar: se houve sexo foi porque ela o instigou, crêem os manifestantes.
Quando atribuímos crimes “aos ciganos” ou “aos muçulmanos” devemos mencionar a etnia ou a religião? Enquanto uns acham que sim, outros acham que é uma generalização abusiva para grupos heterogéneos como “os portugueses”, ou “os ciganos”. Porém, há generalização mais abusiva do que duvidar que uma vítima de violação – e é indiferente se usava mini-saia, se estava nua ou se inicialmente estaria disposta a flirtar ostensivamente com fosse quem fosse – possa colocar em causa a honra de toda uma nação apenas pela origem dos criminosos, levando até a desculpar criminosos como vítimas que meramente cederam num “pequeno deslize”?
Só há uma forma de evitar este horror: é que as denúncias dos horrores partam dos próprios grupos, das próprias tribos. Contrariamente aos portugueses de Massachusetts que sairam à rua para defender violadores, deveriam ter saído em defesa da sua comunidade, que só é conseguida manifestando o imenso repúdio pelos actos de membros dessa comunidade. Quando ciganos, muçulmanos, portugueses ou católicos se insurgirem contra os lobos dessas próprias comunidades, aí sim, poderemos acabar com generalizações. Até lá, a única atitude racional é aquela a que qualquer Mamadou Ba chamará de racismo ou de xenofobia.
Fiquei a saber que nenhum dos homens condenados pela violação de Cheryl Araújo cumpriu pena superior a seis anos. Fiquei também a saber que Cheryl morreu em 1986, aos 25 anos, apenas dois anos após o julgamento, sem qualquer atenção mediática dedicada ao facto. Como a pastilha elástica: mastiga-se e quando perde o sabor deita-se fora.
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Decidindo e revogando ao sabor do facebook
Maio de 2020: Dirigente do PCP nega que haja repressão em Hong Kong e critica media por abafarem “fabuloso desenvolvimento” da China. Segundo Gustavo Carneiro, membro do comité central, a repressão foi antecipada pelos media mas nunca existiu.
21 de Abril de 2020: «O PCP defendeu na segunda-feira a opção de a China adotar meios de controlo pessoal de doentes em Wuhan, no princípio do surto de Covid-19, mas rejeitou a sua aplicação em Portugal. Partido criticou ainda as “campanhas de desinformação” dos EUA.»
2020, 19 de Abril: «O PCP sugeriu esta terça-feira que o Governo peça a ajuda da China ajudar no “trabalho de prevenção e controlo” da pandemia de Covid-19 em Portugal»
2019: Em entrevista à agência Xinhua (Nova China), o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, diz que “no mundo atual, é de grande importância que a China continue vigorosamente trilhando seu próprio caminho de construção socialista, sob a liderança do PCC. Diz também que “China promove comércio internacional para desenvolver relações equitativas”
2019: PCP vota contra pesar por massacre de Tiananmen
2017: Delegação do PCP visita China
2013, Fevereiro: Delegação do PCP liderada por Jerónimo de Sousa visita China, Vietname e Laos
2010: «Uma delegação do PCP deslocou-se à República Popular da China, de 4 a 15 de Julho, a convite do Partido Comunista Chinês (PCC). A delegação, recebida de forma acolhedora e fraternal, teve a oportunidade de aprofundar o conhecimento da actual realidade daquele grande país, onde a par de extraordinárias realizações se apresentam significativas contradições e amplos desafios para o PCC e o povo chinês, confirmando a importância do papel e da evolução da situação na China para a evolução de toda a situação internacional.»
2008: Delegação do PCP na China (…) Em Wuhan, Nanquim e outras cidades que visitou, a delegação do PCP pode observar as profundas transformações económicas e progressos sociais alcançados no processo de reforma e abertura conduzido pelos comunistas chineses. Declarações durante visita à China Partido Comunista Português reitera apoio à soberania chinesa no Tibete
2005: Delegação do PCP visita China e Vietname. Partiu hoje para Pequim uma delegação do PCP dirigida pelo Secretário-Geral, Jerónimo de Sousa e integrando Albano Nunes, da Comissão Política e do Secretariado, Rosa Rabiais, da Comissão Política e Ângelo Alves, do Comité Central e da Secção Internacional.
Medidas consideradas excelentes no Portugal socialista desde que usadas apenas contra os outros
O DESPEDIMENTO NA HORA: Polícia de Minneapolis matou negro. Quatro agentes foram despedidos
A ler
Diogo Prates: «Se o socialismo falhou em todo o lado onde foi implementado, caso de Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte, porque haveria de resultar no distrito de Setúbal? O distrito de Setúbal é das regiões da Europa com mais pessoas a viver em barracas. Deixem-me dar-vos três exemplos: as Terras da Costa, na Costa de Caparica; o Bairro do 2ª Torrão, também no concelho de Almada; e o bairro da Jamaica, no concelho do Seixal. Estes são bairros onde as pessoas vivem sem a mínima dignidade e salubridade, sem água canalizada, sem electricidade ou com “puxadas” ilegais, e com esgotos a céu aberto.»
Víctor Reis «A dita “Renda Segura”, com contratos a 5 anos, terá o seu primeiro grande teste nos meses que antecedem as eleições autárquicas de 2025. Quando os proprietários das habitações agora entregues à Câmara Municipal de Lisboa lhe comunicarem que não pretendem renovar os contratos de arrendamento, haverá um monumental pandemónio: a câmara não terá onde realojar as famílias que lá habitam e que não têm para onde ir. (…) As manifestações, os protestos, as ocupações, as movimentações e… vocês que entregaram as vossas casas à câmara pensando que estavam “seguras”, vão ficar “entalados”.»
PS. Entretanto a CML terá torrado milhões a brincar às agências imobiliárias.
Fábulas intervencionistas na Comunicação Social
Um ensaio de Ricardo Dias de Sousa para a Oficina da Liberdade que vale a pena ler por completo no Observador.
Passagens avulsas:
Não garanto, mas o sistema de preços está a informar que, neste momento, os recursos empregues nestes projectos são mais urgentemente necessários noutros que os empreendedores têm que descobrir. O resto é culpar o mensageiro porque a mensagem não é do nosso agrado.
As preferências dos indivíduos só se podem manifestar no acto livre de eleição e, quando um indivíduo escolhe livremente comprar um par de sapatos em vez de um jornal, está a manifestar essa preferência por sapatos sobre jornais nesse preciso momento, por muito que a alguns lhes custe admitir o contrário.
Informação urgente e escassa é valiosa, o que é difícil é acertar no modelo. Os produtores de música ou de filmes e séries também se queixavam de que as pessoas não estavam a pagar o “justo valor” pelo trabalho dos criadores. Afinal com grandes reduções do preço e entrega desse produto intelectual de uma maneira que os consumidores apreciam, foram capazes de solucionar (sempre de forma transitória) os problemas que afectavam o sector.
Existem muito poucas coisas que os estados inventem, o que quer dizer que todos os bens, mesmo aqueles que se consideram públicos, apareceram por via de empreendedores privados, apesar das características que “teoricamente” fazem deles bens públicos. E é sem surpresa que, nesta situação, estejam obviamente incluídos… os meios de comunicação social.
Quando alguém afirma que a lei da oferta e da procura não funciona está a dizer que não funciona da maneira como essa pessoa gostaria ou esperaria que funcionasse.
Julgo que muito do mal-estar das sociedades modernas deriva exactamente do facto de o Estado nos querer fazer pagar pela nossa suposta felicidade, ao mesmo tempo que determina coerciva e arbitrariamente o preço desta.
Os velhos foram nacionalizados
O que está a acontecer com os velhos, incomunicáveis, condenados a morrerem longe, com um regime de visitas mais controlado que o das prisões (e sem direito a amnistia) espelha aquele que é o lado mais obscuro do nosso tempo: os velhos foram nacionalizados
Marcelo não quer explicar isto?
JN: De acordo com o jornal digital “Cascais24”, que avançou a notícia, terá havido um assalto a um estabelecimento na rua Direita, do qual resultaram cinco feridos, três dos quais agentes policiais. O incidente ocorreu por volta das 20 horas, em circunstâncias ainda por apurar. Segundo o diário local, um gangue terá procurado tomar de assalto um estabelecimento explorado por emigrantes indiano. Marcelo Rebelo de Sousa, que estaria a circular entre as praias da Conceição e da Rainha, foi conduzido de imediato pelos agentes do Corpo de Segurança Pessoal para o interior do vizinho hotel Albatroz, adiantou o mesmo jornal.
EXPRESSO: Por muito pouco, Marcelo Rebelo de Sousa não foi apanhado na terça-feira, ao final do dia, no meio de um assalto, em Cascais. O Presidente da República circulava entre as praias da Conceição e da Rainha, como qualquer veraneante, quando ocorreu um assalto a uma pequena mercearia, situada na rua Direita. Os três indivíduos responsáveis pelo assalto ofereceram resistência, mas acabaram por ser detidos pela PSP. O dono do estabelecimento e dois agentes tiverem que receber tratamento no Hospital de Cascais.
CM: Grupo de 20 pessoas assalta loja em Cascais. Um polícia ficou ferido Polícia acabou com ferimentos ligeiros e teve de ser conduzido ao Hospital de Cascais.
A roleta e a espada
Em 2014 escrevi para o Observador um texto sobre Manuel dos Santos, Clementina Ângela e Stanley Ho. Stanley morreu hoje. Entre a roleta e a espada, a vida destas pessoas foi uma espécie de “suerte entre dos”, essa faena a dois em que a sorte de cada toureiro está nas mãos daquele com quem partilha o capote: Stanley Ho, um dos homens mais ricos do mundo. Manuel dos Santos, um dos toureiros mais marcantes que o mundo conheceu. Entre eles uma mulher: Clementina Ângela. A “Tininha”. A mulher que dava sorte. Portugal, que fez de Stanley e da sua mulher Clementina Ângela imensamente ricos, deu-lhes também a provar o amargo da tragédia: em Portugal Clementina ia perdendo a vida e viveu a morte de alguém., Manuel dos Santos, a quem estava unida, independentemente da natureza dessa relação. Stanley ia perdendo a mulher no acidente que esta sofre com Manuel dos Santos. E ambos, Clementina e Stanley, perderam o filho mais velho, aquele que era visto como o herdeiro natural do império construído por Stanley: a 23 de Junho de 1981, Robert Ho e a mulher, a modelo Suki Potier, morrem num acidente de automóvel na marginal.
Logo à tarde o que será?
PÚBLICO: Em dez anos nenhum polícia foi condenado por racismo. Estudo diz que há negligência na investigação
Por exemplo quantos jornalistas do PÚBLICO foram condenados por racismo? Nenhum? A sério! Como é possível? Houve certamente negligência na investigação.
Percebido?
Covid – Os Vinte Países com maior número de mortes por 10 milhões habitantes

Publicidade institucional do Estado nos Media
No debate de ontem à noite sobre “Estado, Comunicação Social e apoios públicos” que pode ser visto na íntegra aqui, referiram-se alguns números sobre a publicidade institucional do Estado que gostaria de salientar:


(Fonte: ERC – Relatório de Regulação Publicidade Institucional do Estado 2018)
No entanto, os apoios com dinheiro dos contribuintes conhecidos há dias e enquadrados como publicidade institucional do Estado equivalem a cerca de 10 anos de gastos desta rúbrica de despesa.

Em vez de chamar a esta operação “adiantamento por conta de publicidade”, conviria talvez deixar claro que se trata de uma subvenção directa ao sector.









