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“Les aventures de Harvey Dent au pays de Tintin” ou “como tudo corre sobre rodas nas margens do Mar Egeu”

3 Setembro, 2018

 

Sem Título

 

 

Governar à palerma? Pergunte-me como

3 Setembro, 2018

Por azar, num daqueles acidentes que nos acontecem por andarmos acelerados numa vida de permanentes atrasos, carreguei no botão que o carro tem para suicídio mental, o que permite que o sistema de som passe a emitir estações de rádio em vez de música mesmo. Subitamente, como com qualquer embate inesperado, “Martha” do Tom Waits passou a um indivíduo da TSF a anunciar a grande medida de hoje da junta que, entre aspas, nos governa. Parece que querem aumentar orçamento para as cirurgias que permitem que os badochas continuem badochas. “A obesidade é uma doença” – ouvia-se, em vez do telefonema do Tom Frost.

Sempre tive apetência para a gula: no fim do Verão há sempre massa a abater, coisa que nunca me pareceu particularmente difícil de fazer através de um processo biológico extremamente complexo que consiste, assim de forma básica e para leigos, em deixar de comer como um porco. Custa? Mais ou menos: custa menos do que olhar-me ao espelho, pelo que a teoria económica funciona na perfeição – o custo de me ver ao espelho é superior ao custo de deixar de comer.

As cirurgias que se designam vulgarmente por “banda gástrica” funcionam? Diga o que disser o médico, até funcionam, mas só se você quiser que funcionem. Pela amostra (pequena, admito) de familiares e conhecidos, não só não funciona como agrava o problema: não conheço pessoa que não acabasse tão gorda quanto era antes. Nada disso tem mal: o custo de continuar a comer em excesso é inferior ao custo da contenção. Vai daí, na grande maioria dos casos, a cirurgia é uma não-solução que só onera o sistema, induz morbilidade acrescida e serve como banha da cobra para quem procura perda de peso sem esforço. Não é de admirar, então, que seja uma causa querida a socialistas.

entendam-se

3 Setembro, 2018
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Não fosse suficiente o que já temos, esta ameaça de Catarina Martins, prometendo ir para o governo de Costa, se Costa precisar dos deputados dela (e Costa dar-lhe-à os lugares necessários no governo para o viabilizar) seria mais do que suficiente para a direita política começar a olhar para si mesma e preparar, seriamente, os embates eleitorais que aí vêm. Isso implica oferecer aos portugueses uma alternativa de bloco ao bloco das esquerdas que nos governam, e que se radicalizarão se a ameaça de Catarina se concretizar. PSD, CDS, Aliança, Liberais e o que houver por aí mais, entendam-se. O país pagará caro e não vos esquecerá se o não fizerem.

Não berraremos, senhor Presidente

2 Setembro, 2018

Tendo Vossa Excelência estabelecido como linha política silenciar o centro-direita e percebendo-se, até no uso inusitado que fez do verbo berrar na entrevista à Rádio Renascença, como o impacienta a simples hipótese de algum político nesse campo emitir uma opinião que se ouça, sabemos ambos que chegará o dia em que essa esquerda, a que acredita ter ganho por via da popularidade, lhe vai dar uma palmadinha no ombro e dizer-lhe para ir fazer selfies enquanto eles fazem política. Nesse dia, quantas pessoas berrarão por si, senhor Presidente?

Recém-chegada doutra galáxia

1 Setembro, 2018

constato que afinal havia dois McCain, dois George W. Bush, duas Merkel… Na primeira versão, a que vigorava quando parti,  eram hitleres, ignorantes, boçais e exploradores. Na segunda versão, a presente, são patriotas, solidários e políticos como já não há. Acho que vou embarcar outra vez para ver o que acontece.

Da censura à auto-censura quantos anos foram necessários?

1 Setembro, 2018

1968. Um homem é agredido na Cidade Universitária. Morre. O criminoso é “o homem do cão”. Prostituição homossexual? Tavez. Mas o que faz um PIDE no caso? – Neste crime acontecido em Lisboa em 1968 que agora reconstitui no Observador além do caso em si mesmo há outro dado a ter em conta: o facto de à época existir censura leva a que a PIDE – polícia a que pertencia o agressor – nunca tivesse sido nomeada directamente pelos jornais. Aliás foi precisamente porque ao folhear uns jornais de 1970 – ano em que o “homem do cão” é julgado – deparei algumas vezes com a expressão “organização policial à qual pertencia como ajudante de motorista o réu” que pensei que provavelmente ele seria da PIDE. O que consegui de facto confirmar.
Hoje é para nós óbvio que a censura era intolerável.  Mas na verdade a censura está de novo.  Hoje em 2018 a identidade dos agressores continua a ser ocultada sob expressões que evitam que se saiba onde nasceu, donde veio a sua família, a sua religião, grupo étnico, o seu nome.. Da censura à auto-censura quantos anos foram necessários?

Foi o socialismo que matou a Venezuela

1 Setembro, 2018

Boaventura Sousa Santos resolveu quebrar o silêncio confrangedor dos marxistas sobre a Venezuela escrevendo uma crónica no Público para totós.  Sabendo ele que a maioria dos portugueses é ignorante – não fosse ele professor catedrático na UC e defensor da estupidificação do ensino público onde os alunos lá chegam a pensar que quem escreveu “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” foi um dos apóstolos –  soltou a caneta que há em si e desatou a escrever “inverdades”, essa nova táctica para lavagem cerebral usada pelas esquerdas. Então não é que, segundo ele e só ele pois a história diz outra coisa totalmente contrária, “A morte prematura de Hugo Chávez em 2013 e a queda do preço do petróleo em 2014 causou um abalo profundo nos processos de transformação social então em curso?” Uau! Assim se dá uma cambalhota aos factos para fazer valer a ideia de que o socialismo de Chavez  funcionou maravilhosamente e que Maduro, coitadito,  teve apenas uns azares pelo caminho.   Nada mais falso.

Muito antes de Chavez, a Venezuela conheceu a prosperidade na década de 1950 com o maior PIB per capita do Mundo mas, infelizmente  vivia sob um regime ditatorial. A descoberta do petróleo no século XX  abriu-lhes o mercado  para os investimentos estrangeiros e exploração de multinacionais. Durante este regime, o Estado venezuelano  permitiu que investidores, locais e estrangeiros, explorassem livremente os jazigos recém descobertos  de petróleo ajudando a modernizar aquilo que até então não passava de uma atrasada província neo-colonial. Mas não só. O regime  estimulou a imigração trazendo mão de obra   de vários países tais como Portugal,  Itália e Espanha e criou um forte sistema legal que protegia os direitos da propriedade privada. Assim, foi durante o regime militar que a Venezuela atingiu o auge com políticas de mercado livre.

Apesar da pujante economia, a mão repressora desta ditadura e a corrupção, despertou os activistas de esquerda que provocaram o derrube do regime em 1958. A Quarta República Venezuelana acabou sendo liderada por Betancourt, um ex-comunista que defendia a imposição de um Estado socialista mas ao contrário de Marx, de forma muito gradual. Embora se designasse de social democrata,  fazia parte da geração que queria estatizar o sector petrolífero,  expulsando os privados,  para depois aplicar as receitas no Estado social. Acreditava que  a Venezuela, para ser independente teria de se desfazer da influência e interesses estrangeiros e ter o total controlo do sector petrolífero para poder distribuir gasolina barata , a saúde, educação e outros serviços públicos,  grátis . Para atingir seus objectivos implementou  políticas socialistas tais como a desvalorização da moeda, reforma agrária, estatização da economia. Mas foi com Perez, seu seguidor, que a estatização foi concluída, em 1975,  transformando a Venezuela num “petroestado”.  Perez financiava assim, o generoso o Estado social, com défices orçamentais que passaram a ser crónicos fazendo igualmente disparar o endividamento interno e externo. Com o preço do petróleo em alta, vieram os grandes fluxos de “petrodolares” que eram aplicados em obras megalómanas do Estado e projectos sociais (isto por acaso não vos lembra nada?). Porém, a população já sentia quebra no poder de compra porque o Estado não criava riqueza. Limitava-se a distribuir receita. Os políticos passaram a controlar a economia decidindo de acordo com seus próprios interesses e não de acordo com as necessidades da população (isto também não vos lembra nada?). Com uma inflação galopante e uma economia a descontrolar-se, abriu-se a porta a Chavez.

Quando Chavez chegou ao poder encontrou um país, embora desorientado, com cofres  ainda cheios. Consciente de que para aprisionar eleitorado futuro era preciso investir nele tornando-o dependente, abriu os cordões à bolsa e desatou a gastar indiscriminadamente na população cumprindo promessas eleitorais.  Enquanto isso, prosseguia a mesma política dos anteriores com um Estado cada vez mais forte e controlador da economia. Não se esqueceu  de, pelo caminho, encher também seus próprios bolsos com uma fortuna avaliada em 1,5 mil milhões de euros (coisa pouca).  Exactamente ao estilo de Lula no Brasil e Sócrates em Portugal.  Contrariamente ao que por aí é dito, pelos “Boaventura” deste país, a derrocada de Chavez começou um ano antes da quebra dos preços do petróleo. Com efeito, nacionalizada a industria petrolífera, a quebra de produção acentuava-se por falta de recursos e conhecimentos desde que Chavez iniciara uma série de tomadas de controlo hostis. Depois veio o clássico socialista: contrair avultados empréstimos e imprimir moeda para passar a viver na ilusão de que o país  continua a ter dinheiro para gastar.

A morte de Chavez apenas veio precipitar os acontecimentos quando um idiota chamado Nicolás Maduro lhe toma o lugar.  Com um país lapidado, seguir no mesmo rumo socialista fez colapsar definitivamente uma grande nação assim que se deu a quebra dos preços de petróleo.

Assim, este povo, mesmo com “ouro negro” abundante, more de fome,  morre de falta de assistência médica, morre da falta de segurança, morre da inflação interplanetária, morre de medo, de angústia, de tristeza, de abandono. Morre de tudo! Porque o socialismo, onde se instala não dá frutos. Seca tudo à sua volta. É a ideologia dos tontos que “não  plantam fruteiras mas esperam por comer fruta”.  A ideologia que põe o Estado improdutivo a pagar todas as necessidades do país à espera que a riqueza se crie sozinha por obra do espírito santo. É demagogia barata.

Quando vier de novo um “Boaventura” culpabilizar os EUA ou outros pela crise humanitária sem precedentes na Venezuela, atire-lhe com os factos históricos irrefutáveis deste país à beira da morte,  às “trombas”.

 

 

Deixemo-nos de artifícios, pf

31 Agosto, 2018

O presidente do PSD não fala com as casas e a mata a arder, e as pessoas a sofrer. O presidente do PSD respeita as pessoas e a perda de património”

Daqui se conclui
a) Rui Rio levará boa parte dos verões calado
b) Se o “presidente do PSD não fala com as pessoas a sofrer fala quando?
c) O presidente do PSD considera que falar é uma falta de respeito para com as pessoas e a perda de património?
d) Este silêncio de Rui Rio aplica-se apenas aos fogos florestais ou tb e extensível a cheias? Vendavais? Restringe-se a catástrofes naturais ou também engloba catástrofes políticas?…
Enfim, uma pessoa precisa de estar informada sobre a por assim dizer oposição

tréplica

31 Agosto, 2018
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Ao Pedro Arroja, no Portugal Contemporâneo.

case-os, pedro

31 Agosto, 2018
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Em resposta ao meu amigo Pedro Arroja, e a um post seu, no Portugal Contemporâneo, sobre o suposto anticlericalismo liberal.

É só convencer Rui Rio que o PS é o PSD e temos oposição!

31 Agosto, 2018

PSD. Rui Rio processa candidatos às autárquicas com gastos excessivos.
Partido avançou com um processo em tribunal contra candidato à Covilhã por gastos excessivos na campanha. PSD admite que possam surgir novos processos.

Ao cuidado da Presidência-Aquashow: temos de “berrar” porque ao PR entrou água para os ouvidos

30 Agosto, 2018

Marcelo pede que não se “berre” sobre o apoio aos portugueses na Venezuela

O que nunca falta ao socialismo? Boa imprensa

30 Agosto, 2018

Le Monde Diplomatique: Foram distribuídos aos camponeses três milhões de hectares de terras. Milhões de adultos e crianças foram alfabetizados. Milhares de centros médicos foram instalados nos bairros populares. Foram operadas gratuitamente dezenas de milhares de pessoas sem recursos que sofriam de doenças da vista. Os produtos alimentícios de base são subvencionados e propostos às pessoas mais desfavorecidas a preços 42 por cento inferiores aos do mercado. A duração semanal do trabalho passou de 44 para 36 horas, ao mesmo tempo que o salário mínimo subiu para 204 euros por mês (o mais alto da América Latina a seguir à Costa Rica).

Resultados de todas estas medidas: entre 1999 e 2005 a pobreza diminuiu de 42,8 por cento para 33,9 por cento, ao mesmo tempo que a população que vive da economia informal caiu de 53 por cento para 40 por cento. Estes recuos da pobreza permitiram apoiar muito o crescimento, que nos três últimos anos foi, em média, de 12 por cento, situando-se entre os mais elevados do mundo, estimulado também por um consumo que aumentou 18 por cento por ano”

Por hoje era só isto…

29 Agosto, 2018

A Amadora que em 2016 até inaugurou uma Praça Hugo Chavez não vai acolher refugiados venezuelanos?

29 Agosto, 2018

Na tragédia que se está a viver na Venezuela existem outros culpados além da camarilha grotesca que se governa enquanto faz de conta que governa aquele país. E esses culpados são os cúmplices do costume em Portugal representado pelo PCP ou pelos radicais e terroristas espanhóis transformados em assessores do governo venezuelano. Nesta galeria de horrores temos em Portugal além dos comunicados do PCP apoiando “o processo libertador bolivariano” a inauguração em 2016, repito 2016, na Amadora, da Praça Hugo Chavez.

index.

Mas os principais culpados estão na esfera democrática porque são eles e a sua condescendência face a qualquer um que integre no seu discurso expressões como combate à pobreza, solidariedade, apoio aos mais pobres, combate às injustiças e às desigualdades, reforço do papel do Estado nas políticas sociais… que tornaram possível que a Venezuela tenha passado de país que recebia imigrantes a país de emigrantes e refugiados. De país que exportava a país onde falta tudo. Na verdade basta usar a língua de pau do socialismo para se gozar do benefício da dúvida dos jornalistas e das organizações internacionais, todos sempre tão angustiados com a falta de condições de vida no mundo capitalista. Só este apoio implícito a tudo o que transpire socialismo-estatismo tornou possível que entidades como a FAO premiassem em 2013 e 2015 o governo de Maduro pelas suas políticas de combate à fome e à pobreza. Aliás durante anos a FAO só viu e estou a citar “progressos notáveis e excepcionais” na luta contra a fome na Venezuela

A lista de prémios e elogios aos governos de Chavez e Maduro pelas suas políticas sociais é aliás extensa e resistiu ao grotesco discursivo de Chavez, às imagens das prateleiras vazias nos supermercados (resultado da especulação dos merceeiros); às denúncias da oposição (gente ligada à CIA); à destruição das empresas (incapazes de se adaptar às mudanças)… Até que como invariavelmente acontece nas diversas marchas para o socialismo em qualquer lugar do mundo, o povo — sim, o povo esse em nome de quem se faz o socialismo— se pôs a caminho e fugiu da revolução.

Isso em empregos para militantes do partido nas comissões de controlo e na comissão de controlo às comissões de controlo mais na federação das comissões e na confederação das federações dá quanto?

29 Agosto, 2018

PCP defende “limites” ao turismo em Lisboa

o boca-rota

28 Agosto, 2018
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img_797x448$2018_03_08_18_26_15_289032A gravitas necessária à dignidade de qualquer regime político tem de estar estampada na cara e nos actos dos seus principais protagonistas. Marcelo Rebelo de Sousa não a tem. É muito simpático, plasticamente simpático, distribui beijinhos a eito, tira selfies com todos que lhas pedem, mas isso também a Cristina Ferreira faz. E, pior que tudo, continua a colar-se-lhe às faces o papel de comentador político, com a especial agravante de praticamente só comentar o que faz o governo, por achar, provavelmente, que tem esse dever constitucional.

Marcelo Rebelo de Sousa é um bouca-rota a quem António Costa, um primeiro-ministro de um governo minoritário, trata com desdém político. Imaginem o que lhe faria se o PS tivesse uma maioria absoluta no parlamento. Nada do que Marcelo diz ou «exige» tem provimento pelas bandas de São Bento, e bem pode Marcelo esbracejar e ameaçar, que Costa não lhe liga. Quando aparece a dizer que quer saber tudo e mais alguma coisa, Costa deixa-o a falar sozinho. Em 4 de Julho de 2017, por exemplo, o homem exigia uma «investigação total ao caso de Tancos, doa a quem doer». Quase um ano depois, o pobre Marcelo continua a exigir o «cabal esclarecimento do que se passou em Tancos». Em 5 de Setembro do ano passado, Marcelo queria o «esclarecimento público sobre os donativos dePedrogão». Ontem mesmo, o infeliz ocupante do Palácio de Belém já só pede que «a alegada fraude com Pedrogão fique esclarecida até ao final do ano».

À conta dos seus excessos de simpatia, da sua incontinência verbal e de se ter posto debaixo do governo e de António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa deixou de ser politicamente relevante, ao contrário do que os seus elevados índices de popularidade o podem levar a crer. Mas a Providência Divina, sempre tolerante para com os seus filhos, deu-lhe, agora, uma última oportunidade para inverter o jogo: a nomeação do próximo Procurador-Geral. Se a não aproveitar estará politicamente morto.

No dia em que desatarem a queixar-se por ficarem sempre com menos e pior espaço nas lojas de roupa nem imagino o que vai ser!

28 Agosto, 2018

Homens apresentaram mais queixas de discriminação de género do que mulheres em 2017

Será muito pedir?

28 Agosto, 2018

Procura-se com urgência candidato a Belém que não se obstine em tomar banho e tratar da roupinha enquanto comenta a vida política nacional e assuntos de Estado.

Coincidências

27 Agosto, 2018

Não deixa de ser irónico que no dia em que me junto ao Blasfémias, o próprio fisco, na ‘pessoa’ de um ‘Chefe de Finanças’ (sic) (título profissional incrivelmente jovial), tenha decidido contactar-me… para quem acredita no Espírito Santo, isto só pode ser sinal divino; para quem não acredita, isto só mostra o nível a que o totalitarismo fiscal (e não só) chegou em Portugal. O ‘Chefe de Finanças’ não tinha nada de importante (nem útil…) para me dizer… no entanto, fez-me recordar que as ofertas fiscais do senhor Costa para que os migrantes como eu voltem à pátria não passam de mais um malabarismo deste grupo de infelizes que nos (des)governa…

Vamos ao que interessa: é com alegria e determinação liberal que me junto a este grupo de Blasfemos… obrigado a todos os Blasfemos pelo simpático convite. Aos leitores, até breve!

reforços de início de época

27 Agosto, 2018
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Parece incrível, mas o Blasfémias existe há catorze anos. Teve duas moradas, entraram e saíram pessoas, escreveram-se centenas de milhares de posts, teve crises internas e zangas, influenciou a política e os jornais, teve audiências quase sempre em crescendo, milhares de comentadores “alojados” e eventuais, e hoje, apesar de uma certa crise em que se encontra o meio de comunicação que utilizamos, o Blasfémias continua a ser o blog português com maior audiência, em visitas e visualizações, da área política a que pertence: a do liberalismo, mais à direita ou à esquerda, onde coabitam conservadores, anarcocapitalistas, liberais clássicos, entre outros espécimes de plumagem variada.

Catorze anos de vida são, em comunicação, informação e opinião, uma eternidade, sobretudo se tivermos em consideração as limitações técnicas e tecnológicas dos instrumentos que utilizamos. Por conseguinte, só uma excepcional qualidade – e não vale a pena usarmos de falsas modéstias – dos seus colaboradores e mantenedores (à brasileira) pode explicar a subsistência e o sucesso deste projecto liberal.

A renovação e o rejuvenescimento da equipa fazem parte necessária da exigência de qualidade e sobrevivência deste projecto, mesmo quando não há deserções para equipas europeias, alegando justa causa de rescisão, como é o nosso caso. Por conseguinte, é com gosto que anunciamos a “contratação” de dois novos pontas-de-lança, que começam a escrever no blog a partir de hoje: o Alexandre Mota e o José Bento da Silva.

O Alexandre é gestor e empresário, foi presidente do Mises-Pt, e é um liberal à sua maneira, que certamente não será muito distinta da nossa, o que quer que isto signifique.

O José é um académico e investigador, com passagem pelo mundo das empresas, e também se considera um liberal à sua maneira, que não será muito distinta da nossa, o que quer que isto signifique.

Ambos recusam quaisquer preocupações de «justiça» social e votariam no António Costa, caso ele não existisse. Outros pormenores das suas fascinantes personalidades, eles que vos cuidem de transmitir.

Sejam, então, muito bem vindos, esperando que se sintam em família, para o que, se for necessário, recorreremos à práticas de integração na equipa que temos aprendido nalgum lado de que agora não me recordo.

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Presidente Marcelo, os donativos de Pedrógão Grande foram desviados!

27 Agosto, 2018

Já foi encontrado parte do dinheiro dos donativos desaparecidos em Pedrógão, e que pôs a sociedade a questionar seu paradeiro, até o próprio Presidente da República,  ao ver que muita gente, um ano depois, continuava sem ajudas. Aleluia!! Afinal não andava perdido. Não senhor! Nada disso! Estava só “muito  bem guardado”  pelos autarcas locais e seus preciosos colaboradores para ser distribuído pelos familiares, amigos e familiares de amigos! Portanto tratou-se apenas de fazer uma “boa gestão dos dinheiros solidários” por forma a garantir que chegava primeiro e depressa aos que deles não necessitavam antes de esgotar. Exactamente como fazem os  oportunistas, ladrões, salafrários sem um pingo de carácter pelo nosso país fora! 

Numa Reportagem corajosa de Ana Leal na TVI ficamos então  com a confirmação daquilo que já todos suspeitávamos: os cerca de 15 milhões de euros (coisa pouca) doados pelos portugueses solidários  com a tragédia de Pedrógãoestavam a ser sugados descaradamente pela máfia do costume sempre atenta às boas oportunidades para meter dinheiro ao bolso seja ele do que for.

O plano era simples: fazer com que o dinheiro ficasse todo nos bolsos de gentes da terra sejam vítimas ou não. Para isso, aconselhava-se a quem não viu arder suas casas de 1ª habitação, que aceitassem a falsificação dos dados de modo a serem contemplados. Enquanto isso, os que verdadeiramente viram arder todo o património de uma vida ficavam em lista de espera para receber migalhas ou nada. Falta só  saber o que estes conselheiros levaram em troca. Não há almoços grátis.

Assim, e com a conivência da Câmara Municipal de Pedrógão, foi possível reabilitar com prioridade, casas devolutas inabitadas há anos; palheiros e abrigos para carneiros; casas de férias e até casas que nunca existiram, como sendo de 1ª habitação,  em tempo recorde e por valores exorbitantes que claramente não correspondem ao investimento feito! Isto sem falar dos envelopes entregues em mão com dinheiro vivo sem qualquer controlo como denunciam alguns habitantes.

Enquanto isso, as verdadeiras vítimas,  esperam e desesperam por apoios que nunca vêm ou se vêm, são tão irrisórios que dá vontade de desistir. A uns atolam-nos de burocracias para que se contentem com 5000 euritos. Outros esperam em casas da Segurança Social a conclusão das obras que nunca mais acabam, com o aviso de despejo à porta. Outros valeu-lhes a ajuda de voluntários que fizeram as obras e doaram materiais. Outros ainda, não viram mexer sequer um tijolo na sua propriedade carbonizada.

Confrontados os responsáveis do poder local com estas evidências, a reacção foi a de sempre: não vi nada, não sei de nada, não há ilegalidades, somos todos bons rapazes, isto é calúnia. Até vão apresentar queixa contra a TVI, tadinhos destes injustiçados! Fazem lembrar aqueles putos que foram ao pote de mel e apanhados todos besuntados afirmam que não sabiam do mel. Estão a ver? Canalhas sem vergonha é o que são!

A verdade no entanto, por muito que a neguem, não deixa margens para dúvidas. O fundo Revita (para onde foram canalizados todos os donativos) e a CCDR foram os responsáveis pela selecção  das casas a apoiar. Eram eles que mandavam nos fundos privados. Escusam de mandar areia para os olhos! Curioso porém  foi ver a seguir à exibição da reportagem, o desbloqueio imediato de 350 000 euros para apoio a agricultores e entrega de electrodomésticos doados. A comprar silêncios?

Infelizmente e por tradição somos assim. Um povo que não vê maldade nenhuma em se apropriar do dinheiro público por achar que “ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão”. Justificamos os nossos delitos com os exemplos que vemos de cima. E por isso, dizemos tal como se viu na reportagem ” fiz porque os outros também fizeram” ou fizemos porque nos mandaram” sem qualquer demonstração de culpa.  É o país real que temos. Por isso seremos eternamente pobres enquanto esta mentalidade persistir.

Aqui há tempos Marcelo queria saber onde parava o dinheiro de Pedrógão Grande. Está aqui. Já pode e deve  pronunciar-se em defesa da honra do nosso país.

Aguardemos.

 

O homem que só sabe fazer oposição ao seu partido

27 Agosto, 2018

Desde que se tornou líder do PSD Rui Rio ficou sem objectivo. Rio não pode liderar o PSD porque aquilo que ele faz bem e gosta de fazer é contestar as lideranças  do PSD.

O Liberal esquecido

27 Agosto, 2018

Marinho-e-Pinto_Aeroporto

Se não me falha a memória, formalizados ou em processo de criação estão os seguintes movimentos partidários ditos liberais:

  • Iniciativa Liberal
  • Democracia 21
  • Aliança
  • Nós Cidadãos
  • Volt
  • Democratas – Novo Centro
  • Partido Libertário

Pelo menos os dois primeiros da lista acima são declaradamente seguidores da ALDE.

Sendo que as próximas eleições serão as Europeias, estranho neste mediatismo em torno da volúpia por novas máquinas de acesso ao poder e de intervenção na sociedade por via legislativa é o facto de os media terem votado ao ostracismo o único eurodeputado português pertencente ao grupo Liberal do Parlamento Europeu.

Marinho Pinto através do seu PDR-Partido Democrático Republicano parece ser o liberal esquecido.

*

 

boa noite

27 Agosto, 2018
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O Rui Rio é mau? Provavelmente sim, pelo que dele até agora se viu. Mas não esqueçamos que foi eleito líder numa disputa a dois, com um outro candidato que, na campanha para essas eleições, jurou nunca lhe ter passado pela cabeça sair do partido a cuja liderança se candidatava, e que, nem meio ano depois, o abandonou para fundar outro. Foram estas as escolhas que foram oferecidas aos militantes do PSD.

Boa noite e até amanhã.

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Em 2008 os jornalistas eram outros?

26 Agosto, 2018

Dadas as reacções à morte do senador McCain, deve ter ocorrido uma renovação a 100% nas redacções do mundo. Em 2008 McCain foi o bombo da festa dos mesmos jornais que agora o homenageiam. O que terá acontecido?

Até quando?

26 Agosto, 2018

Não sei se será graças a um partido novo ou velho ou a um movimento anti-partidário. Também não sei dizer quem será o primeiro político a enfrentar directamente o assunto mas, a bem da nossa liberdade e dignidade, alguém vai ter de dizer que não podemos continuar a viver nesta ratoeira em que os políticos compram o voto dos cidadãos à custa da criação de uma ditadura sobre os contribuintes. Esses invisíveis que na sua mansidão tornam possível o populismo de quem promete o insustentável às suas clientelas eleitorais. Esses desmobilizados sem cartazes nem megafones e portante irrelevantes na hora em que o Estado negoceia com os seus: Caixa dá prémio aos trabalhadores em plena guerra laboral. Esses silenciosos que pagam aos credores que nos resgatam e aos governos que nos levam à falência… Até quando?

Eu vou

26 Agosto, 2018

Alguns amigos entretém-se com partidos, tentando descobrir se há uma matriz liberal na Iniciativa Liberal ou se o país é mais socialista ou mais o raio que o parta. Fui perdendo paciência para essas conversas ao perceber que estavam a falar a sério. Poucas coisas faladas a sério me entusiasmam, principalmente na política: estou sempre disposto a depositar a minha confiança e energia a apoiar pessoas, não a apoiar o que parecem ideias mas não passam de toscas recauchutagens do velho conceito “eu é que sei, eu é que tenho os livros”. Apoiei Passos Coelho porque apanhou um país na lama e, contra tudo e todos, resistiu a navegar por onde lhe foi possível nas turvas águas dos instalados, por entre a gritaria dos peões organizada por bispos, cavaleiros e torres de um xadrez que tolera (e incentiva) a triste ideia de haver “cultura de esquerda”.

Assim, surja aí alguém que proponha fazer diferente – ou seja, que não ande a reboque das causas esotéricas de um grupo de azeiteiros que fingem preocupação com as causas alheias (sim, as Câncios, os Daniéis Oliveiras, as Catarinas Martins, os Rui Tavares, os trepadores académicos da doutrina e as filhas da podridão lisboeta que acabam em apresentadoras de “televisão”), alguém que compreenda que o país são pessoas e não “massas” e que saiba que conservadores somos todos, em particular do que possuímos (ainda estou para entender como é que alguém que defende propriedade pode ser não-conservador, mas sei que, a obter resposta, será necessário compartimentar comportamentos, como se toda a economia não fosse comportamentos de pessoas), então terá o meu apoio de todas as formas possíveis.

Até agora não surgiu nada que o mereça, só o pitoresco faduncho da política interna que preenche o espaço mediático com entretenimento rasca, como um hotel de uma estrela em Benidorm e a sua magnífica atracção da noite, a estonteante Soraia, directamente de Las Vegas (Las Vegas como subúrbio de Albacete, não a do Nevada).

Venha ele, não o D. Sebastião, só o gajo ou gaja que me trate como pessoa e não como conceito. Venha ele, que eu vou.

Cadeiras e malas pelo ar??? Não terá sido um disco voador?

25 Agosto, 2018

Agentes da PSP foram atacados num supermercado de Estremoz, distrito de Évora, por familiares de jovens identificados por suspeita de roubo. Lançaram cadeiras, malas de viagem… Prejuízos rondam os cinco mil euros.

O concubinato dos Salgados

25 Agosto, 2018

MiguelCatuna

A vida política dissoluta que o Presidente da República e o Primeiro-Ministro mantêm um com o outro não é propriamente notícia. O facto de Marcelo e Costa se amancebarem à vista de todos já não causa estranheza ao povo.

A única curiosidade no jantar da Paia dos Salgados da passada noite de 16 para 17 de Agosto (conforme documenta o gerente do restaurante em foto partilhada no Facebook) é que se juntaram ao encontro amoroso Rita e Fernanda.

De resto, aguardo apenas que o Vomidrine que acabei de tomar faça efeito.

*

 

 

 

 

Futebol, Portugal, anos 30: quem matou o Pepe?

25 Agosto, 2018

Às 12h30 o escrivão anota no livro de registos de ocorrências do Hospital da Marinha: “Torneiro mecânico José Manuel Soares, em serviço nas Oficinas da Aviação Naval – Hospitalização acidental, julgada urgente.”

Enquanto presta os primeiros cuidados ao doente, o médico nota que os seus gestos são seguidos com crescente interesse pelos marujos e pessoal do hospital. Há quem acorra para ver o que está acontecer. Para surpresa do médico o grupo desses assistentes não pára de aumentar. Até que, como mais tarde relatará o médico Mendes Belo a um jornalista, “os rapazes” lhe disseram: “É o Pepe! É o Pepe!”

Quem estava entre a vida e a morte naquela enfermaria era o primeiro grande ídolo do futebol português: o torneiro mecânico José Manuel Soares era o jovem que em 1927, com 19 anos acabados de fazer e a camisola da Selecção vestida, marcou dois dos quatro golos com que Portugal esmagou a França. Foi também o autor do golo na vitória sobre a Checoslováquia em 1930 e capitão de uma das mais importantes equipas de então, o Belenenses.

Alguém consegue avisar o PCP que essa mania com os crocodilos já deu o que tinha a dar?

25 Agosto, 2018

Jerónimo diz que CDS-PP verte “lágrimas de crocodilo” pela ferrovia

Jerónimo acusa PSD e CDS de chorarem “lágrimas de crocodilo” sobre contratos de associação

PCP: As lágrimas de crocodilo do PSD/CDS sobre a falta de concorrência

A deputada do PCP, Paula Santos, disse ontem em Castelo Branco que o PSD chora lágrimas de crocodilo em relação ao encerramento de colégios privados.


PSD e CDS Depois de terem degradado e reduzido a capacidade do SNS, de terem transferido serviços e valências para os privados, hoje, por oportunismo e calculismo político, derramam lágrimas de crocodilo perante os problemas que criaram e ignoraram enquanto foram governo.

Zen

24 Agosto, 2018

Eu sei que o doutor Rui Rio existe porque o vi uma vez. Quer dizer, existiu, isso é garantido; entretanto, pode ter acontecido algo e não nos quererem dizer nada: uma família não tem que andar aí a explicar que o seu patriarca foi raptado por extraterrestres ou, pior, que até está confortável com a ideia de mais quatro anos de Geringonça. Pessoalmente, eu não andaria por aí a dizer que o meu pai apoia secretamente a Geringonça; por outro lado, não teria grandes pruridos em assumir que foi raptado por extraterrestres que isto, na família, deve tentar manter-se a honra das pessoas o mais intacta quão seja possível.

Se, por acaso, alguém vir o doutor Rio por aí, digam-lhe que estou feliz por estar vivo e de saúde. Só não peço para lhe dizerem para aparecer porque… bem, porque isso poderia colocar em causa a brilhante estratégia de perder eleições com a certeza que tal fortuna não aconteceu por algo que disse.

Num registo mais pessoal, eu, uma vez, estive mesmo para casar com uma rapariga muito linda e arranjada de boas famílias. Tal só não aconteceu porque nunca tive coragem para meter conversa com ela.

24 de agosto de 1820

24 Agosto, 2018
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Portuguese_Cortes_1822O dia 24 de Agosto de 1820, que hoje celebra 198 anos, foi de extraordinária importância para a História Contemporânea de Portugal, graças à Revolução Liberal iniciada, nesse dia, no Porto, com um pronunciamento militar no Campo de Santo Ovídeo, que verdadeiramente deu inicio à modernidade política de Portugal.

Por esse tempo, o país encontrava-se numa das suas mais profundas crises de sempre. Com o rei ausente no Brasil desde 1807, transformado num protectorado da Inglaterra, às mãos do Marechal William Beresford, entregue a um Conselho de Regência que perpetuava as velhas estruturas sociais do nosso Ancien Régime, o país encontrava-se desamparado, desmoralizado e sem rumo.

É verdade que D. João VI, então ainda apenas Príncipe Regente, não foi para o Brasil em fuga dos exércitos napoleónicos, ou, pelo menos, foi-o de acordo com a Inglaterra, com quem assinou um tratado secreto, a 22 de Outrubro de 1807, para fazer a transferência da coroa portuguesa para o Brasil e evitar que Napoleão a capturasse e destituísse. Desse modo, permaneceria a soberania portuguesa salvaguardada numa nova capital – o Rio de Janeiro – e Napoleão teria maiores dificuldades em executar as suas pressentidas intenções de retalhar Portugal, que o Tratado de Fontainebleau, assinado com os espanhóis a 27 de Outubro, tornariam claras. Mas, depois de fracassadas as incursões napoleónicas em Portugal, pelo ano da terceira expedição peninsular, capitaneada por Massena, em 1810, e da segunda e definitiva abdicação de Napoleão, em 22 de Junho de 1815, já nada justificava a ausência do rei no Brasil. Todavia, cinco anos após aquela última data, D. João VI não dava quaisquer sinais de querer regressar à pátria. E esta continuava, assim, entregue à tutela inglesa.

Foi esse, então, o móbil aglutinador dos homens que, a partir da cidade do Porto, reunidos numa associação secreta, posteriormente denominada de «Sinédrio», organizaram o 24 de Agosto de 1820: o regresso de D. João VI a Portugal.

Mas não foi apenas por aqui que esses homens, ou, pelo menos, parte deles, se ficou. Se tivesse sido uma mera «Restauração» da soberania nacional e do rei, 1820 teria sido igual a 1640. Mas foi muito mais do que isso.

Na verdade, o partido civilista do Sinédrio, os «becas» ou «rábulas», em referência à sua condição maioritária de juízes e advogados, influenciados pelas ideias iluministas e liberais vindas de França e de Inglaterra, leitores de António Ribeiro dos Santos, de Montesquieu e de Locke, queria que essa «Restauração» fosse acompanhada de uma profunda transformação política do país, recuperando velhas tradições representativas, como as Cortes, que já não reuniam desde o longínquo ano de 1698, com a sua última reunião promovida por D. Pedro II em Lisboa, e estabelecendo uma Constituição política moderna onde figurassem os princípios liberais da soberania nacional, da separação de poderes, da garantia dos direitos individuais da liberdade, da segurança e da propriedade.

Foi essencialmente isso que conseguiram os homens do Sinédrio, entre eles, com natural destaque, Manuel Fernandes Tomás, José da Silva Carvalho e José Ferreira Borges. Contra o partido militar da revolução, que prontamente se rendeu a D. João VI e até a D. Miguel, quando se apercebeu que a Revolução não fora uma mera «Restauração». Restauração do rei, das instituições tradicionais do absolutismo e dos seus direitos no exército, que Beresford relegara em benefício dos oficiais ingleses.

Depois de aprovada a primeira Constituição Portuguesa, em 23 de Setembro de 1822, que criava um sistema de governo verdadeiramente liberal e parlamentar, o 24 de Agosto de 1820 terminaria poucos meses mais tarde, a 27 de Maio do ano seguinte, com o golpe miguelista da Vilafrancada. E o país entrou, então, numa nova e profunda crise política, que adiou a sua modernização e industrialização, cujas consequências ainda hoje estamos a pagar.

Heloísa, pf… É só dizer a frase

24 Agosto, 2018

Ó sinhor primeiiiro miniiistro é uma vergonha o que está a acontecer.  O sinhor primeiiiro miniiistro tem de dar uma explicação.  Ó sinhor primeiiiro miniiistro é uma vergonha o que está a acontecer. O sinhor primeiiiro miniiistro tem de dar uma explicação….

Jerónimo, pronuncie naquele tom sincopado de palavra de ordem…

24 Agosto, 2018

Após um desinvestimento brutal na ferrovia o governo e seus capangas reservam para si o que negam aos operários e operárias deste país.

Esta é a hora de lutarmos para salvar o que resta do comboio em Portugal e  corrermos com este governo. A hora é de luta porque só a luta dos comunistas, dos independentes e de todos aqueles que se procupam com o futuro do país trará de novo Portugal aos caminhos de Abril.

Catarina, faça de conta que estamos em 2012, coloque a voz naquele agudo-indignado e repita…

24 Agosto, 2018

O descaramento deste governo vendido ao capital atingiu o máximo: a CP vai mudar os seus horários para que os lacaios de Merkel viajem sem incómodos em campanha partidária. Os trabalhadores e trabalhadoras deste país não aceitam mais esta afronta e esta arbitrariedade. Enquanto o povo desmaia de calor nas carrugens a clique governamental viaja em primeira.

Que extraordinário polo cultural era a Livraria Lello antes do amor tóxico dos turistas!

24 Agosto, 2018

Na linha das suas preocupações com a invasão turística o DN transcreve e comenta um artigo da revista alemã “Der Spiegel” que conclui: Amor tóxico: como os turistas estão a destruir o Porto.
Exemplificando essa toxicidade vem esta pergunta a propósito da Lello: Fica a pergunta dos alemães: “Os habitantes locais também têm de ficar na fila e pagar cinco euros?”
Para início de conversa, comecemos por uma pergunta: quando compraram pela última vez um livro na Lello antes da invasão turística a tornar inacessível aos locais?

Diferenças

24 Agosto, 2018
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Como já tenho dito várias vezes aqui ao Rui, os partidos liberais não podem ser comparados a um qualquer partido ideal constítuido por monges impolutos estudiosos do liberalismo, mas em relação às alternativas partidárias. A mini-crise recente da Iniciativa Liberal é um bom exemplo disso. Este novo partido entrou em mini-crise por ter cóstistas no sua direcção. Já o PSD não só convive bem com eles, como os coloca em lugares de destaque.

o mínimo que se lhe pode exigir

23 Agosto, 2018
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Se bem entendi esta crise na Iniciativa Liberal, o líder Ferreira da Silva sai e o vice-presidente Krauss fica para o tentar substituir. Também parece que os motivos da zanga são devidos às ligações de Krauss ao PS e a Costa, o que, não sendo novidade para ninguém, terá provocado agora, por razões não explicadas, uma ruptura entre aqueles dois dirigentes. Foi isto? Foi outra coisa qualquer? Não sei, e apesar dos comunicados, contra-comunicados e notícias nos jornais, ainda não deu para perceber o que se está a passar. O que é mau, embora seja a marca genética da casa. E é mau porque quem se reclama adepto da «responsabilidade» e da «transparência» devia pôr tudo em pratos limpos, e explicar o que levou a uma decisão tão drástica. Por outro lado, se querem salvar o projecto, há que fazer as rupturas que forem necessárias para que a Iniciativa Liberal deixe de ser uma coisa pardacenta e duvidosa, e passe a ser um projecto inteligível. Ora, isso só poderá ser feito pelo líder demissionário, que tem, aliás, recebido apelos para se recandidatar na sua página pessoal do Facebook. Que faça o que tem que ser feito e limpe a casa, é o mínimo que se lhe pode exigir.