
Ataque à casa de Bin Laden cujo endereço foi obviamente fornecido pelo próprio
Não, não é maluqueira: é tão só o amanhã caso continemos tolhidos perante estas criaturas
Vale a pena ler este decálogo de 19 pontos (antigamente os decálogos tinham dez pontos agora as contas devem ser outras) publicado na revista de um sindicato espanhol que entre outras coisas propõe “Prohibir el fútbol en los patios de recreo.” e ” Eliminar libros escritos por autores machistas y misóginos entre las posibles lecturas obligatorias para el alumnado. Ejemplos de libros y/o autores machistas a eliminar de los temarios: Pablo Neruda (Veinte poemas de amor y una canción desesperada), Arturo Pérez Reverte y Javier Marías (cualquiera de sus libros).” …
Não, as criaturas que escrevem isto não são malucas nem excêntricas. O que está por trás da presente onda dita femenista é tão só o ódio do costume ao ocidente, ao capitalismo e ao pluralismo político
Agora são feministas, amanhã podem ser animalistas, depois de amanhã nativistas…
Tudo leva ao mesmo: o ódio à nossa forma de vida.
Como de costume as criaturas investem chamando nomes a torto e a direito. Mal apodam alguém esse alguém torna-se um pestífero. À cautela os demas dizem que sim, realmente, pois também… As criaturas rejubilam e continuam. Exigem que os professores e juízes tenham formação em feminismo. Que as empresas criem planos de iguladade. Que se patrocinem programas ditos feministas… Com elas, as criaturas, a avaliar. A julgar. A condenar. Continuem a achar que isto não vos toca e um dia vão descobrir que elas já vos descobriram.
Manifesto Anti-Passos Coelho – Parte II

Há duas semanas escrevi aqui sobre a ida de Passos Coelho para a Universidade. Entretanto, por causa desse texto, fui abordado por amigos e conhecidos, curiosos por saber se tenho alguma coisa contra doutorados e académicos puristas. Sinto, por isso, que há aqui um mal-entendido que importa esclarecer: em relação aos primeiros só posso experimentar uma certa inveja pela perseverança e capacidade de concentração; em relação aos segundos, que defendem que os lugares de professor do ensino superior devem ser todos ocupados por pessoas que entraram na escola aos 6 anos de idade e nunca mais de lá saíram, não só não tenho nada contra, como até julgo, depois de ter pensado melhor no assunto, que eles têm razão. Imaginem que esta moda de recrutar docentes com experiências de vida fora dos campus universitários se espalha na nossa Academia? O que iria acontecer aos restantes, despojados do seu posto e lançados à crueldade do “mundo exterior”? Muitos deles acabariam, certamente, por se aleijar. Outros, ao tentarem introduzir as suas teorias no quotidiano, acabariam, certamente, por aleijar alguém. Se há coisa que a história já provou é que o local onde os intelectuais provocam menos danos é no recato das faculdades e das bibliotecas. Logo, tudo o que possa contribuir para os tirar de lá deve ser evitado. Se Passos Coelho quer continuar a ser útil ao país, o melhor que tem a fazer é deixar a torre de marfim em paz.
Estão a ver o que está a acontecer ao Passos?
Grupo de professores universitários faz abaixo-assinado contra Passos catedrático
Um calvário em muito pior espera todos aqueles que não prestem vassalagem ao PS.
Governar “com a razão e o coração”,
Pelo direito a não fazer parte da Igreja da Igualdade de Género
Congresso do CDS
Um congresso partidário a meses-luz de eleições legislativas só é notícia em países patuscos, daqueles em que, além da bola, não se passa nada, nem um concerto da banda de tributo a Phil Collins. Ter reparado que a comunicação social e, muito particularmente, amigos que não são do CDS deram alguma importância ao ocorrido este fim-de-semana em Lamego só é justificável por fastio com intrigas da bola e do festival da canção.
Assunção Cristas, ao que se diz, vestiu roupa para a ocasião. Fluíram alguns discursos entre as pausas da degustação de cabrito e, inevitavelmente, chegou-se ao fim da coisa com mais um partido a afirmar-se o futuro da nação e o bastião do centro (tão pouco concorrido – deve ser nicho de mercado eleitoral). Além da conciliação da ala bruta com a homossexualidade do vice-presidente Adolfo Mesquita Nunes, momento que permitiu aos toscos uma sensação de profundo bem-estar com a sua magnífica superioridade ultramontana de perdão pós-modernista do pecado alheio, restou do evento o habitual rol de larachas dos comentadores indígenas que trocam um ou outro vaticino por momentos de proximidade com o pentelho do quinto poder.
Que espero eu do CDS? Espero tanto do CDS como do PSD de Rio ou do POUS de Carmelinda: nada. E assim é que está bem.
Lero-lero de Lamego

Chegou a hora de o governo resolver os problemas do futebol!
Ana Catarina Mendes disse ontem à TVI que chegou a altura de o governo colocar cobro à situação grave a que chegou o futebol. Tem razão Ana Catarina Mendes: o futebol está coberto de problemas:
– Começa na linguagem agressiva dos seus dirigentes…
– … incluindo entre elementos do mesmo clube nas disputas internas…
– ….adicionam-se escândalos de corrupção …
– …suspeitas de corrupção a árbitros…
– … e ligações pouco claras à imprensa…
– … com comentadores cartilhados…
– … e, claro, o clima de confronto começa a afectar os adeptos e os episódios de violência vão-se repetindo
Chegou a altura de os políticos intervirem. Se há alguém com legitimidade e autoridade para resolver os problemas no futebol são eles.
Paridade no cu dos outros
O governo aprovou ontem o aumento das quotas de mulheres na administração pública e empresas privadas cotadas na bolsa. Segundo esta notícia, passará a ser obrigatório ter pelo menos 40% de mulheres em conselhos de administração e orgãos de fiscalização. Para quem não conhece os membros do conselho de ministros que aprovaram estas medidas, ficam as fotos abaixo.
Façam de conta que isto aconteceu nos EUA e assim já podem indignar-se muito (e até mete armas)
A comunidade de Agnettes está em guerra com a comunidade de 3 F e portanto organizam batalhas. Por agora com agora com armas convencionais.
Ps. Dos combates entre a comunidade do Sry Lanka – que meteram escalpes e decepações – não se soube mais nada a não ser que por saber mais se inclua a informação de que em 2011 já tinha havido um caso semelhante, que em Fevereiro deste ano tinha acontecido um ajuste de contas dentro da comunidade felizmente só com feridos dizem os jornais mas que no outro ajuste de contas de Janeiro tinha morrido uma pessoa e assim sucessivamente. Mas enfim é mais uma questão etnográfica que criminal.
Há vidas que são uma quadratura do círculo
henrique pereira dos santos: «Jorge Coelho, de forma sistemática, transferiu riscos dos concessionários para o Estado, renegociando concessões em posição de fragilidade: uma coisa é negociar uma concessão através de um concurso em que todos os concorrentes querem ganhar a concessão, outra coisa é negociar alterações a concessões quando já existe um contrato e só há um concessionário, que tem evidentemente a faca e o queijo na mão.
Jorge Coelho perseguia objectivos políticos de curto prazo, querendo obras mais rápidas para estarem prontas ou lançadas a tempo de eleições ou querendo motivar interessados em obras injustificáveis do ponto de vista da racionalidade económica, como algumas das auto-estradas que foram feitas (não deixa de ser uma deliciosa ironia que pelo menos um dos subscritores do processo judicial posto à troica seja um dos principais economistas envolvidos nas marteladas dadas aos números para justificar obras injustificáveis, sustentadas em empréstimos que só não deram pior resultado porque a troica nos pôs a mão por baixo, não sei se por sermos meninos, se por sermos borrachos).
Pois bem, sendo isto assim e estando perfeitamente documentado, o que mais se vê são referências à putativa promiscuidade entre Ferreira do Amaral e a Lusoponte, como justificação para o facto da manutenção da ponte ir agora sair do bolso dos contribuintes, mesmo na imprensa de referência e nos comentadores mais influentes, conseguindo Jorge Coelho (e Guterres) nunca ser responsabilizado pela captação do Estado a favor dos seus interesses políticos (dos outros não falo, a polícia que tome conta do assunto, se houver matéria para isso, do que aliás duvido, neste caso)»
Autoridade

A Autoridade o que é e de onde emana?
Poder versus autoridade.
Disciplina ou caos?
Coerção ou ordem espontânea?
A moral, o direito e a lei.
Instituições, partidos e o estado.
O exercício e as transferências de autoridade.
A liberdade do indivíduo.
Tudo isto e muito mais vai ser o tema de conversa para mais uma tertúlia que se realiza no Porto esta sexta-feira, 09 de Março, às 21h30. Entrada livre.
Mais pormenores, aqui.
*
todos os dias são dias da mulher
Mas, hoje, é ainda mais especial! Contudo,…

Dada a enorme onda feminista do dia
já se pode dizer que o miltuculturalismo se traduziu na tolerância perante o machismo e a violência sobre as mulheres? Ou o machismo só existe quando o agressor é branco e cristão?
Em 2005, uma empresa indiana que já prestava serviços a empresas americanas decidiu atrair clientes europeus. Na falta de recursos humanos locais com conhecimento de línguas europeias que não o inglês, decidiu contratar uma série de estagiários de vários países europeus, incluindo o humilde autor deste texto. Aterrando num ambiente corporate ocidentalizado, alguns dos/as estagiários/as levaram o seu tempo a integrar-se na cultura indiana. Ao fim de algumas semanas, as estagiárias europeias são chamadas a uma sala de reuniões. Foram aconselhadas a vestir-se de forma mais modesta (leia-se, mangas compridas com 35 graus e um ar condicionado dado a falhas). Quem se tinha queixado? As chefias? Os homens conservadores que sentiam tentados ao ver cotovelos nus? Não. As estagiárias indianas, também elas na casa dos vinte e poucos anos.
Uns anos mais tarde, passei uma longa temporada num dos países árabes mais conservadores. Na empresa onde estava trabalhava um casal oriundo de um país ainda mais conservador que ocupavam ambos cargos de relevo. A certa altura convidam-me para a sua casa (um palácio quase no centro da cidade). Na sala de estar conversávamos como o fazíamos na empresa, mas ela, mais à vontade, retirou o lenço que lhe tapava o cabelo. Passado alguns minutos passa um homem mais velho que lhe diz qualquer coisa em árabe meio a sorrir. Continuamos a conversar como antes. Passado uns minutos ouve-se alguém a entrar. O mesmo homem mais velho entra na sala e diz qualquer coisa. A mulher coloca o lenço. Tinha chegado a mãe.
Numa reportagem sobre mutilação genital feminina num país africano a repórter quase só consegue encontrar mulheres disponíveis para falar. Entre as mais velhas, a opinião é unânime de que as mulheres que não são excisadas são menos higiénicas, menos fertéis e menos fieis. Uma dessas mulheres diz mesmo que sabe quando uma mulher não é excisada pelo cheiro: “cheira a bode”, segundo a tradução da repórter. Uma especialista diz à repórter que a excisão feminina é também uma forma de defesa das mulheres mais velhas: ao tornarem o sexo uma actividade dolorosa para as mulheres mais novas, torna-se menos provável que elas se predisponham a fazer sexo com os seus maridos.
Recentemente, algumas feministas mais radicais protestaram pela existência das chamadas “grid girls”, mulheres jovens e bonitas empregadas na Formula 1 para dar um colorido a um desporto maioriatariamente seguido por homens, que na sua maioria gostam de mulheres jovens e bonitas. Apesar de as próprias grid girls defenderem o seu papel e afirmarem que não se sentiam objectificadas, o protesto de outras mulheres que não grid girls levou a que perdessem o seu emprego. As feministas não entram todas na mesma categoria e há lutas bastante justas, mas não será por acaso que entre as mais radicais estejam quase sempre mulheres mais velhas. A ala feminista “all sex is rape” (como hiperbolicamente descrita num episódio de Family Guy) tem um fundo evolucionista (que não consciente!!) semelhante ao da excisão feminina: o de baixar as oportunidades de encontros sexuais das mulheres mais jovens e bonitas de forma a diminuir as oportunidades de infidelidade dos homens.
Finalmente, dois estudos já referidos neste artigo do Luis Aguiar-Conraria. Num deles, feito em Espanha, conclui-se que quando há mais mulheres num juri de selecção é menos provável que a pessoa escolhida para o emprego seja… mulher. Dito de outra forma, quantos mais homens estiverem na posição de escolher, mais provável é ser escolhida uma mulher para a posição. Num outro estudo, em que os investigadores enviavam CVs semelhantes com e sem fotografia, conclui-se que os homens bonitos beneficiavam em enviar CV com foto, mas as mulheres bonitas não. Motivo? A selecção dos CVs é maioriatariamente feita por mulheres e estas discriminam outras mulheres quando elas são bonitas.
Dia da mulher é dia de igualdade na arte de WC
Sendo o “dia da mulher”, debruçar-me-ei sobre o problema da igualdade no mundo artístico.

Os homens são, desde que importa recordar, representados em todo o esplendor viril, com detalhes de músculos, veias, pêlos púbicos e pénis. As mulheres são representadas como tendo osso pélvico e mais nada – não há vulvas, não há pêlos púbicos, não há qualquer tentativa de representar a existência de um sexo. Não admira que se pense que bebés vêm de França por cegonha ou a sua variante pós-moderna, de um supermercado de óvulos e espermatozóides devidamente misturados por indivíduos de bata pagos pelo contribuinte.

Nada. Nem um pequeno vale.

Quando uma pessoa envia uma chamada dicpic para pantomineira exibicionista que não se coíbe de dizer ao mundo o quão boa é ao ponto de receber dick pictures por ridicularização do perpetrador, fica, naturalmente, à espera da equivalente cuntpic. Porém, uma busca no urbandictionary.com revela a entrada de dicpic sem que se encontre o equivalente cuntpic, pussypic ou outro qualquer equivalente. Isto seria suficiente para originar a adição de nova acepção à definição de vagicide. Efectivamente, estão a matar a vagina na cultura pop.
A única forma que me ocorre de combater o heteropatriarcado é através da representação da vulva em graffiti. Não faltam pilas em paredes no estilo naïf-mas-ei-todos-podemos-ser-artistas, mas o défice de vulvas é particularmente alarmante.
Assim, no dia da mulher, pela igualdade e pela representatividade, é meu desejo que o vandalismo de paredes se torne inclusivo. Para o efeito, defendo quotas para arte de rua: por cada pila numa parede deverá haver uma vulva da mesma cor.
Depois da fase em que acampavam indignadamente
e escreviam prosas com títulos inesquecíveis como:Na Ágora de Bruxelas, a descascar batatas e a regar o jardim a par da exaltação mística com a primavera árabe em que só viam democratas e democracias, deu-lhes para o feminismo. Amanhã é dia de convocatória geral às celebrações. Para o ano que vem com alguma sorte andam dedicados a outro assunto.
a dra. cristas tem os dias contados
A avaliar pelo que se lê neste artigo do Observador, parece que há uns quantos cidadãos filiados no CDS sumamente preocupados com o «esvaziamento ideológico» do partido, que se propõem redefini-lo nos «grandes princípios» que o devem nortear.
Lido o texto do jornal, e presumindo que este não falta à verdade, conclui-se que o esforço intelectual desses cidadãos não excede o de uma toupeira à procura de um buraco por onde possa ver a claridade do luar. Porque, se for verdade o que ali está escrito, o esforço da toupeira será infinitamente superior aos resultados aqui apresentados.
Enumerando os méritos de tão suados trabalhos, ficamos a saber que o CDS deverá «abrir-se» aos militantes e ao povo trabalhador, proibir o aborto e o casamento homossexual, conferir o direito de voto nas autárquicas aos jovens com dezasseis anos, afirmar-se perante o PSD (de que não poderá ser «muleta») e – não podia faltar – retomar as suas preciosas origens «democratas-cristãs».
Admitindo que todos os subscritores das peças «ideológicas» a submeter ao Congresso do partido tenham mais do que dezasseis anos – o que o teor das propostas não permite assegurar – e que aqueles que tenham já atingido a maioridade tenham todos casamentos heterossexuais e nunca tenham levado as namoradas à parteira, é de lhes perguntar o que pensam (?) sobre o destino do país e da sua economia, sobre o papel do estado na regulação social, a carga fiscal que incide sobre os portugueses e as suas empresas, a educação e a justiça, ou até, fugindo às funções tradicionais da soberania, coisas um pouco mais prosaicas como, por exemplo, o alojamento local, o Serviço Nacional de Saúde, a RTP ou a Caixa Geral de Depósitos. Tudo coisas certamente muito comezinhas para preocupar tamanhas inteligências, preocupadas que estão com a especulação sobre o cosmos e a vida, de que as propostas que veiculam trazem uma nova e invejável mundovisão.
A Dra. Cristas que se acautele, ou não aquecerá o lugar que ocupa.
Das comunidades
Agora que estamos todos arrumadinhos em comunidades os crimes tornam-se problemas das respectivas comunidades. Em Paris, um homem estava a jantar num restaurante. Entraram outros dois homens no restaurante armados com um machado e um sabre. Deceparam-lhe um braço, cortaram-lhe uma mão e arrancaram-lhe parte do escalpe. Em França a imprensa arruma o assunto como um ajuste de contas dentro da comunidade do Sry Lanka e por cá mantém-se o silêncio do costume pq notícias siobre violência só saem as que a cartilha autoriza.
Uma camisa para Vénus

Não sei ao certo há quanto tempo conheço a senhora desta fotografia. É possível que tenha contactado com ela pela primeira vez em 1989, no livro de História do 7º ano, mas também me pode ter sido anteriormente apresentada pelo meu pai, quando folheava comigo aquelas Histórias da Arte em fascículos que gostava de coleccionar e que, por essa altura, ocupavam as estantes de muitos lares portugueses. Numa época em que os pais já não tinham o hábito de levar os filhos varões a casas onde se desenvolve o comércio amoroso, foi com certeza uma maneira familiarmente interessante de ir, quase literalmente, aos primórdios da questão.
Aparentemente, e de acordo com uma notícia que li num jornal estrangeiro, o Facebook não gostou que um retrato desta escultura, exposta num museu de Viena, tivesse sido publicado na rede social. E vai daí, sem meias medidas, censurou-o com a classificação de “conteúdo impróprio”. Faço notar, antes de mais, que, ao contrário do que se passa em Portugal, os estrangeiros limitam-se a dizer Viena, sem acrescentar o país a que pertence, pelo que fiquei sem saber se o dito museu se encontra na Áustria ou no estado norte-americano do Missouri, que tem uma pequena povoação com o mesmo nome. Mas o que verdadeiramente me surpreendeu foi a atitude da empresa de Mark Zuckerberg, retirando dos seus domínios esta vénus pré-histórica. Como não quero acreditar que um empreendedor nova-iorquino do séc. XXI seja mais conservador do que o Ministério da Educação e as famílias portuguesas dos anos 80, tenho de concluir que foi o aspecto da matriarca que lhe desagradou. É certo que a sua forma física não é a melhor, com alguma gordura localizada na área abdominal e com as glândulas mamárias ligeiramente descaídas. No entanto, se levarmos em consideração que a senhora tem quase 30 mil anos, temos de concluir que até está muito bem conservada. Tomara a muitas bem mais novas! Pode não servir para as páginas da Victoria’s Secret e da Playboy que o Facebook desinteressadamente alberga, mas talvez ainda conseguisse sacar três ou quatro matches no Tinder às 4 da manhã de uma noite de sábado. Fica a dica para a minha velha amiga.
Tudo passa…

*
Um Bom Líder Não Procura Consensos Com Costa
É um erro gigante procurar consensos com gente que não tem feito outra coisa senão demonstrar todos os dias falhas de carácter. Pessoas que mentem, escondem, manipulam e ainda fingem estar do lado do cidadão. Pessoas que nitidamente demonstram que vêm só para satisfazer seu ego (e o dos familiares e amigos). Mas apesar de todas as evidências, há quem pense que pode haver consensos junto de pessoas que traíram adversários. Que pisam tudo o que aparece pela frente sem escrúpulos. Não se trata de ideologias, mas de carácter. Desculpem, mas isso não faz sentido. A menos que… Bem, adiante.
Qualquer indivíduo correcto e determinado a corrigir o que vai mal em Portugal nunca pode aceitar misturar-se com este tipo de pessoas. Gente com ética, no mínimo, sente náuseas do que andam a fazer a esta Nação não aceitando outro caminho senão fazer uma forte oposição para erradicar esta classe política do compadrio e embuste como quem extermina ratazanas. Mas onde está essa oposição? Tirando o CDS, para já, ninguém. O que é preocupante.
De repente temos a união política maior de sempre em sintonia com esta (des)governação . Ou seja, pouco importa que os três metralhas em quase 3 anos tenham feito crescer a dívida pública, que as instituições do Estado estejam em falência técnica, que os números do défice sejam martelados, que haja um falso excedente de contas derivado à suspensão total de pagamentos a fornecedores, que o crescimento da economia seja apenas fruto do surf em cima da onda positiva da UE sem qualquer mérito do Estado português, os números do desemprego serem um embuste fabricado. Não. Não interessa mesmo nada. O importante parece ser o consenso. Neste caso, consenso com quem nos encaminha para a ruína, de novo. Mas o que é isto?
Gente séria na oposição estaria a gritar alto seu nojo por um governo assente em esquerdas que pouco se está lixando para os contribuintes. Governo esse que ama tanto seu povo que aumentou barbaramente todos os impostos possíveis e inimagináveis e ainda criou outros chamando-lhe “fim de AUSTERIDADE” gozando com a cara dos cidadãos!! Que algema a economia quando taxa e condiciona ainda mais o Alojamento Local, o arrendamento, a poupança, o imobiliário, os combustíveis, as portagens, as empresas!! Que falhou criminosamente na sua obrigação de proteger as populações e as deixou a morrer sozinhas carbonizadas. Que depois falha no seu dever de indemnizar deixando-as outra vez sozinhas (as que sobreviveram) a aguardar por um dinheiro que nunca mais chega, enquanto agonizam. Que agora põe a população inteira sob ultimato para limpezas de terrenos fragilizando-as ainda mais. Que desvia fundos da UE destinados ao interior, levando-os para os “amigos do litoral”. Mas que no entanto, souberam auto-aumentar-se, auto-empregar-se, auto-reformar-se de forma milionária, auto-financiar-se partidariamente às custas das dolorosas medidas impostas ao povo. Como pode haver consensos com este nojo de gente que põe os portugueses a passar sacrifícios já DEPOIS da recuperação económica pós-troika, para eles viveram desafogadamente fingindo governar?
Pois eu tenho uma teoria: quando se procura consensos com gente “desta categoria” quer-se uma fatia de bolo em vez de corajosamente ir à luta pela higienização do Parlamento. É o medo de liderar sozinho um caminho que se sabe ser difícil mas correcto. É a falta de coragem de pegar o touro pelos cornos e por isso preferir “poucochinho garantido” à hipótese de perder. É a cobardia a falar mais alto.
Porque um bom líder daria um valente murro na mesa. Não teria medo de pronunciar um estrondoso “chega pra lá que aqui vou eu” carregado de convicção nas alternativas a uma governação que promove bancarrotas e ilude só para ter votos.
Assim, jamais vão acordar os abstencionistas e ainda vão ganhar muitos mais. Enquanto isso, a estratégia de Costa soma e segue com ele a esfregar as mãos por ter enganado mais um sem coluna dorsal a juntar aos outros dois idiotas úteis que ele mantém bem “amordaçados”.
Adenda: actores, apresentadores de televisão e humoristas também vão deixar de publicitar produtos de beleza e farmacêuticos além dos inevitáveis bancos e empresas de telecomunicações?
Eles vão fazer de conta que nunca viram o drag kid
Phantom Thread
Hoje é noite de Oscars. Isto é digno de post porque, pela primeira vez, há um filme a competição sobre Portugal.
Phantom Thread (2017) de Paul Thomas Anderson apresenta uma história de amor abusiva entre um povo (representado por Daniel Day-Lewis), povo artista/génio que só funciona de forma frenética e mediante rituais sociais fixos, e um inevitável governo socialista (representado por Vicky Krieps), que o envenena para ciclicamente o tornar suportável antes do processo frenético reiniciar.
Gostei muito e tenho a certeza que o António Costa também gostaria se conseguisse seguir as legendas.
A ler
A Porta da Loja colocou este texto de leitura mais que recomendada. A máquina fiscal transformou-se num poder absoluto

O primeiro já passo foi dado
Em Lisboa não se morre
Sempre que se coloca a possibilidade de se construírem capelas funerárias temos polémica e invariavelmente nessa polémica surge o argumento do trauma das crianças. Agora é em Telheiras. Já foi em Alvalade… Enfim em Lisboa não se morre. Ou pelo menos não se morre em alguns locais porque naqueles em que já existem capelas mortuárias estas e os seus mortos convivem sem problema algum com escolas, cafés, paragens de autocarros, lojas de roupa, padarias, jardins de infância cheios de vivos. Num caso até que conheço bem de um lado do edifício estãs as crianças e do outro as ditas capelas. E até agora nunca houve trauma algum.
Mas enfim para as criancinhas não se traumatizarem o melhor será doravante e para o futuro ninguém morrer assim de forma desregulada quando calha. As pessoas depois da intervenção da morte assistida – ou derradeira liberdade como lhe chama uma daquelas manas cujo pai segundo elas fazia atentados a brincar e nessa por assim dizer brincadeira proporcionou ele e os seus amigos morte assistida por bala a um pobre que teve o azar de se cruzar entre o referido paizinho + amigos e respectivos intentos. Mas deixando de lado esta ditosa família voltemos às vantagens de uma nova política para a morte: depois de devidamente assistidos somos de imediato reduzidos a cinzas e pronta e higienicamente empacotados e minimizados. Depois nesse discreto preparo lá se fará a passagem do embrulho para a família que coitadinha a par das criancinhas é poupada ao trauma da morte.
O que tu queres, sei eu!
A Nova Reforma Agrária Está em Marcha
Quando um Governo, seja ele qual for, depois de anos consecutivos a fechar os olhos a uma legislação que é de 2006, dá um ultimato às populações para no espaço de um mês, cumprir com a limpeza dos terrenos ou ter avultadas multas para pagar, não está a zelar pela prevenção aos incêndios, está a pôr em marcha uma reforma agrária ao estilo do PREC.
Porque sabemos todos que a maioria dos privados com terras são gente idosa que vive sozinha, com parcos recursos que foram herdando e investindo em terras para dali criar seu próprio sustento. Que por outro lado, metade do país ardeu tendo deixado proprietários sem nada da noite para o dia e como se já não bastasse, ainda nem sequer foram indemnizados pelo Estado que faliu negligentemente no seu dever de protecção. São gente sem meios imediatos que se não forem ajudados, serão obrigados a abandonar suas terras. Tal e qual como no Verão Quente mas desta vez, sem violência.
Se assim não fosse, ao invés dum ultimato, fariam antes um pedido às Juntas Freguesia para fazer um levantamento das intervenções a fazer. Incumbiriam essas mesmas autoridades locais a proceder às limpezas para cumprir o prazo e depois, com mais tempo, identificar os proprietários em dificuldades, apoiá-los financeiramente e aos restantes, apresentar a conta dos serviços à cobrança. Assim, o Estado que se diz social, estaria a fazer prevenção séria e não saque oportunista às terras alheias. Um Estado que apoia gente que não trabalha, porque não pode apoiar quem detém floresta e paga IMI?
Já se previa que isto ia acontecer quando os partidos que compõem este Governo se juntaram para discutir a posse compulsiva dos terrenos “abandonados” após os incêndios de Junho 2017 justificando com a necessidade de avançar com a reforma florestal. Ironia das ironias, mal sabiam que meses mais tarde seria o próprio Estado a estar na berlinda ao deixar arder o Pinhal de Leiria, provando ele próprio ser irresponsável e incumpridor da lei. Em que ficamos? Podemos nós privados à luz do que pretendem aplicar ao povo, apropriar os terrenos do Estado que são a maioria no país e todos eles ao abandono? Claro que não! Aqui em “Portugalzuela” a lei quando é feita não se aplica ao Estado que nunca a cumpre e muito menos é responsabilizado por isso. Somos uma “Venezuela da Europa” governada por comunistas, estão a ver? Eles podem tudo, nós nada.
E claro, como não podia deixar de ser, a medida já começou a ter os efeitos pretendidos: muitos proprietários estão a oferecer as terras às Juntas de Freguesia. Querem melhor PREC que este, sem armas e sem sangue? É ou não é este Costa marxista melhor do que a encomenda?
O plano que se iniciou com a mudança de todas as chefias da ANPC para boys incompetentes, depois se prolongou com a falta de socorro comprovada do Estado em Pedrógão Grande no Relatório do Professor Universitário, Xavier Viegas e se repetiu em Outubro para consumir no total cerca de metade do país, juntou-se agora o ultimato das limpezas. Enfim, o plano perfeito para o Estado tomar conta da floresta e oferecê-la aos lobbys do costume, aos amigalhaços de sempre. O tempo dirá brevemente o que esconde estas políticas.
Sem surpresa num país que está no TOP do mais corrupto da UE e único a ser governado com comunistas.
E entretanto
28 de Fevereiro: Nouvelle agression antisémite d’un adolescent dans le Val-d’Oise
29 de Janeiro: Agression d’un enfant juif : à Sarcelles, le malaise croissant de la «petite Jérusalem
12 de Janeiro: agression au couteau d’une jeune fille juive
…
uma dúvida
Ao fim de muitos anos a seguir, ouvir e tentar entender esta senhora, ainda não consegui perceber como é que alguém que conjuga o singular com o plural e o plural com o singular consegue manter-se viva, por tanto tempo, no espaço público.
Nova tentativa de assalto

Parece que se prepara uma nova tentativa de assalto.
Eu já aqui tinha comentado a ladroagem piolhosa dos partidos. Mas como aprendemos todos das séries e livros policiais, o criminoso volta sempre ao local do crime.
Os nossos políticos sabem bem que imposto é roubo. Por isso estão tão empenhados em conseguir isenções ficais para as suas agremiações.
*
Animais e bestas
Como qualquer um que não é funcionário público ou não ganha o suficiente para aceder a hospitais privados sabe, o Sistema Nacional de Saúde está um caos. A dívida a fornecedores continua a aumentar, causando os respectivos problemas de fornecimento. Em Faro, os médicos têm sofrido pressões para dar altas precoces devido à sobrelotação. Em Vila Nova de Gaia, doentes passam dias em macas nas urgências à espera de lugar. Adultos com diabetes continuam sem acesso a bombas de insulina de última geração. Segundo o tribunal de contas, a situação do Sistema Nacional de Saúde é extraordinariamente débil. Perante esta situação, os representantes dos eleitores de Lisbolalaland decidiram recomendar a construção de um novo hospital público… para cães e gatos. No fundo, faz sentido que num sistema de saúde em que se trata pessoas como animais, se comece a tratar animais como pessoas. Segundo a deputada do PAN (que conseguiu convencer todos os malucos que se sentam na Assembleia Municipal, incluindo os do PSD e CDS que já têm experiência suficiente para ter juízo), “os animais têm vindo a assumir uma importância crescente no seio familiar”. É verdade. Os animais são baratos, crescem e ficam autónomos mais depressa do que os filhos. Faz todo o sentido não só apadrinhar esta mudança demográfica, como subsidiá-la. Só faltou sugerir que, à falta de dinheiro, se feche a ala pediátrica do Santa Maria para dar espaço ao hospital público veterinário. O próximo passo é transformar as escolas primárias fechadas em centros de dias para animais e dar abatimentos fiscais por cada animal doméstico. Se as pessoas crescentemente substituem filhos por cães e gatos, é normal, na cabecinha desta gente, que o estado vá atrás e subsidie este comportamento. Pelo menos, estas prioridades dão votos.
A realidade versus a grande burocracia
José Pedro Anacoreta: De acordo com o artigo do Jornal de Negócios, o Governo refere que apenas estão abrangidos pelo Banco de Horas Individual cerca de 0,9% dos trabalhadores, correspondendo a pouco mais de 23 mil pessoas em todo o país (dados de 2016). Uma análise superficial levar-nos-ia a concluir que o Banco de Horas por acordo individual tem pouca expressão. Acontece que, qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento da realidade, percebe que este indicador tem de estar errado. Ninguém sabe qual o número real, mas será seguramente várias vezes superior àquele que é indicado pelo Governo.
Qual é a origem do erro?
Estes dados resultam da informação fornecida nos mapas de quadros de pessoal, que consistem em informação prestada pelas empresas de forma administrativa através do preenchimento de extensos formulários. No caso específico dos instrumentos de flexibilidade, estamos a falar de uma questão com 12 opções de resposta distintas. No entanto, esta questão não permite respostas múltiplas. Se um trabalhador estiver abrangido por dois ou mais regimes de flexibilidade, o que é o mais comum, a empresa só pode optar por uma resposta. Normalmente, as empresas optam pela primeira opção aplicável. Como o banco de horas está em sétimo lugar, normalmente as empresas só preenchem este campo quando nenhum dos anteriores é aplicável. Prova disso é o facto de a primeira opção merecer mais de metade das respostas. E assim se constrói um indicador que não indica coisa alguma!
29.02.2004
É provável que haja hoje leitores do Blasfémias que não tinham ainda nascido quando foi escrito o primeiro post. Tal como há governantes e deputados que ainda não tinham direito de voto, géneros que ainda não tinham sido inventados, campeonatos europeus e festivais da canção que ainda não tinham sido ganhos ou processos judiciais que ainda não tinham sido iniciados.
O Facebook fora fundado no mesmo mês e ainda não era conhecido por cá. O Twitter ainda não existia.
Os motivos para a criação do blogue, porém, nunca deixaram de ser actuais: a defesa apaixonada da liberdade continua a ser uma blasfémia.












