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Leitura da Terceira Rectificação ao Código Civil de São Vieira da Silva aos Tessalonicenses

28 Março, 2018

Imaginemos uma esquadra de polícia onde estão sentados uns miúdos que devem ter feito umas asneirolas. Imaginemos que um agente da PSP está em frente a eles, com umas folhas na mão, a explicar-lhes que, de acordo com o artigo x do código civil, em conjunção com o decreto-lei y de 29 de Fevereiro e de acordo com o estipulado em despacho z pelo Senhor Ministro da Tutela datado de 31 de Outubro de 1979, rectificado em Conselho de Ministros do Quinquitetragésimo Governo Constitucional da sua enésima legislatura, estão a cometer desobediência ao estado de direito como consagrado na redacção da Constituição da República Portuguesa alterada em milnovecentosecarqueija. Remetendo-os para o artigo supra, que adita artigo anterior cuja redacção se encontra em livro diferente (sem link directo) e cuja redacção foi alterada por artigos subsequentes que tornam a sua leitura integral num exercício labiríntico para o comum mortal que apenas possui uma estante para dez edições, imaginemos que o polícia adverte tais miúdos para um caminho estatisticamente comprovado de delinquência futura que culminará em penas efectivas de prisão após processo em tribunal com duração aproximada de uma adolescência e meia e vários filhos atirados para o arquipélago de bairros em ilha que lhes sucedam na transgressão jurídico-legal. Não estais a ouvir? Tomai lá bastonada.

Imaginemos agora que o mesmo polícia utiliza uma linguagem decorrente do livro mais difundido de todos os tempos, lendo uma passagem clara, inequívoca e perfeitamente ilustrativa da situação. Sois baptizados? Então sabeis que estais em pecado. Tendes que caminhar para o caminho da Luz.

Qual destas situações indignará os mais-que-pidescos religiosos do eixo Bairro Alto-“uma vez vi um sem-abrigo na Avenida da Liberdade”?

 

Última vítima de anti-semitismo em França: uma judia que em 1942 se refugiou em Portugal

27 Março, 2018

Em Paris, uma mulher de 85 anos foi assassinada. O seu corpo semi-carbonizado foi encontrado sexta-feira passada. Mireille Knoll era uma das sobreviventes das rusgas que no ano de 1942 levaram à prisão e deportação de milhares de judeus mais precisamente escapou à chamada rusga do Vél d’Hiv que teve lugar em Julho de 1942. Fugiu com a mãe para Portugal.
Setenta e seis anos depois não escapou ao anti-semitismo que varre a França.

Ps. Quanto demorará até que as redacções portuguesas consigam fazer esta notícia?

Venha então a lepra

27 Março, 2018

O “partido da Sofia” e os “liberais ALDE” são discos riscados sob a agulha da esquerda progressista. Ao som de hinos modernaços que substituem o ruído de fundo de um PCTP/MRPP para o fundo de ruído da outra esquerda, a progressista, limitam-se a procurar tacho no sistema corrupto da fátua insustentável leveza lusitana, adoptando as mesmas causas de obliteração social que cheirem a tradicionais ou — Stephen Hawking nos livre — civilizacionais. Beatos da laicidade cibertosca, recauchutadores da linguagem de Chomsky, têm a oferecer casamentos entre pilas, adopção de crianças equiparadas a animais de estimação, drogas leves (eles lá decidem o peso das cenas) e homicídio sancionado dos velhos que atrapalham o sacrossanto estado social, o que escrevem com maiúscula, como portadores da Palavra, a única fé que pretende o sacerdócio por via de quotas de divorciadas em crises de meia-idade. Falam do “género” como quem sente o cerebelo entumecido e cheiram a bafio por entre os poros desprovidos de bloqueadores-beta de mensagens de modernidade. Acrescentam uma redução de impostos ao discurso, uma léria consensual que se recusa a especificar como se consegue, que o estado social (com maiúsculas) é necessário para esculpir vulvas a partir de velhos testículos peludos. É esse o género.

Direitos. Mais uns para a erosão democrática da religião dos direitos.

Antigamente comprava-se um Porsche e abria-se a porta em frente à faculdade de letras. Agora colocam-se likes e corações em posts de Facebook e cria-se a necessidade crescente das pessoas de bem se tornarem ermitas. É isto que eu penso se o tentar exprimir de forma simpática. Não me peçam é para o exprimir sem um filtro de cortesia.

Vem aí o Partido da Sofia Afonso Ferreira

26 Março, 2018

Portugal sempre esteve preso aos mesmos partidos durante décadas. Ora PS ora PSD com ou sem coligação com CDS, o certo é que tem sido sempre isto: vira o disco e toca o mesmo. Em resultado, o país andou estes anos todos a parecer um elástico, a esticar até quase falir com uns e com outros a retomar um pouco a forma no ano seguinte, sem nunca progredir senão em acumulação de dívidas, cada vez maiores, cada vez menos sustentáveis. Ou seja, uns a estragar, outros a remendar, mas nenhum a resolver verdadeiramente.

E isto tudo porque desde que nos livramos da ditadura este grupo – sempre os mesmos, composto de políticos pseudo-intelectuais – encontraram um meio de sobrevivência confortável à conta dos contribuintes onde inclusivamente “fabricaram” lugares para os familiares e amigos. Com favores distribuídos por todos os segmentos de actividade com o intuito de perpetuar a estada no Parlamento, ficaram todos de rabo preso em negociatas que prejudicaram o erário público anos a fio. Daí o facto de nenhum deles tomar todas as medidas estruturais necessárias, quando chegam ao poder, para endireitar o país.

Por isso é com agrado que vejo nascer novos partidos. Porque já o disse várias vezes, Portugal só muda quando alguém fora da política, dos vícios, da corrupção, do compadrio, dos favores, se meter à estrada e rasgue um caminho rumo a uma governação responsável e transparente totalmente dirigida à Nação, ou seja: NÓS!

Porque é na sociedade civil que está a chave para sair deste pântano. Porque é na sociedade civil onde estão aqueles que partiram as unhas a trabalhar para ter algo na vida. É na sociedade civil que estão as pessoas que sabem o quanto custa ganhar a vida a pulso e sem favores. É na sociedade civil que se aprende a ter resiliência, a lutar sem meios, a sobreviver a tudo para pôr pão na mesa. É na sociedade civil que estão os vencedores que não precisaram do Estado para ser alguém. Por isso, é na sociedade civil que está a melhor casta de futuros governantes.

Está mais do que provadíssimo que crescer profissionalmente na política e seguir directo para o Parlamento é a pior das opções para um país. O resultado de quatro décadas não podia ser mais claro. Políticos que nunca fizeram nada na vida real não têm a noção real de nada sobre o país, logo não possuem a valiosa experiência que ensina no terreno. Nunca sofreram desilusões nem fracassos, nunca perderam nada, nunca tiveram de recomeçar, de se superar. Por isso, são uns inaptos para decidir sobre a vida dos portugueses. Porque é caindo e levantando várias vezes que se ganha estofo para as batalhas e sabedoria para as vencer.

Eu não sei se a Sofia vai estar à altura do desafio. Mas agrada-me e muito saber que uma mulher com costela do Norte empunha um projecto liberal de direita – o Democracia21 – numa altura de crise ideológica partidária como nunca se viu no nosso país onde o PS é comunista, o PSD socialista, o BE a ajudar a governar à direita e o CDS a querer ser alternativa SOZINHO ao centro direita. Uma “salganhada” de todo o tamanho onde grande parte dos portugueses não se revê de todo.

É preciso, sim, criar uma alternativa séria à miscelânea que agora vivemos para resgatar aqueles abstencionistas – são quase 50% – que não acreditam na política actual por não se reverem nos malabarismos destes incompetentes. Aqueles também que mesmo votando, andam à toa a fazê-lo, não por convicção, mas por falta de alternativas.

Se for um projecto capaz de servir as pessoas com excelência e devolver a economia TODA à sociedade libertando-a das grilhetas do Estado actual incompetente, castrador e devorador de impostos. Se for um projecto que estimule a criar em vez de estimular a parasitar. Se for um projecto que dê sempre voz aos cidadãos antes de tomar decisões fracturantes como o deve ser numa democracia. Se for um projecto onde o Estado presta contas do que faz com os impostos e os utiliza somente na sociedade. Se for um projecto onde só se permite a permanência daqueles que cumprem com honra seu dever de servir a Nação, então temos gente.

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26 Março, 2018

Cândida Almeida levou em caixotes processos da operação Fizz para casa.

Os partidos liberais

26 Março, 2018

Três revolucionários entram num bar. Um é comunista dos que votam PS, outro é social-democrata dos que.votam qualquer coisa, o terceiro é liberal. Fartam-se de discutir sobre tudo o que tem que mudar para a verdadeira revolução, chamando a atenção das outras pessoas dispostas a ruidosas contribuições alimentadas por álcool.

O comunista grita com o social-democrata e com o liberal: eutanásia é estúpida, basta um tiro na nuca. O liberal argumenta que as pessoas têm um direito inalienável a uma execução digna desde que paguem menos impostos. O social-democrata diz que alguém tem que pagar os medicamentos para a eutanásia, logo é necessário mais impostos. O liberal responde que a eutanásia deve ser entregue à iniciativa privada de um jagunço auto-regulado pelo enquadramento legal de uma redacção de deputados e seus escritórios de advocacia. O comunista quase que concorda, mas ressalva que o jagunço tem que ser funcionário do partido. O social-democrata diz que isso sai ainda mais caro do que uns comprimidos letais, e acabam todos a concordar que o mais importante é a dignidade do direito inalienável à liberdade de execução de qualquer ser humano independentemente de raça, credo e preferência sexual.

O Zé Povinho enjoa-se e abandona o bar. Cá fora, vira-se para mulher desconhecida e diz: é por isto que um partido liberal faz tanta falta como a lepra.

A abstenção atinge os 50%. Ainda bem que criaram 38 partidos liberais.

Escumalha intelectual

25 Março, 2018

O meu artigo de hoje no Observador tem tido comentários interessantes.

Alguns exemplos:

  • Um artigo que é um verdadeiro dejecto.
  • Escumalha intelectual
  • Um liberal é isto, não se aproximem.
  • Este encarnou o Tecnoforma.
  • Lá vem a Direita dos ricos…
  • Como é possível que existam criaturas destas em pleno Sec. XXI ?
  • Emigre para o Sudão !
  • Sociopata inconformado.

O meu texto tem por título “O estado-social é imoral!“.

Boa leitura!

*

 

 

A Marielle e o polícia

25 Março, 2018

Espera-se que o parlamento português que foi tão lesto a subscrever um voto de pesar pelo assassinio de Marielle Franco faça o mesmo em relação a Arnaud Beltrame, vulgo “o polícia” nas notícias sobre o atentado de Trèbes.

Um preto de cabeleira loura ou um homossexual no CDS não é natural

25 Março, 2018

Natural é o homossexual ser do Bloco de Esquerda. Ou pelo menos de esquerda. Quando, a propósito de Adolfo Mesquita Nunes, Fernando Rosas declarou “O CDS até tem um dirigente gay! Ai que moderno que ele é!” exprimiu com notório mau gosto mas com muita clareza a intrumentalização ideológica subjacente a essas entidades que agora por aí pululam – as comunidades – e ao discurso comunitarista.

Causas nacionais de Marcelo

24 Março, 2018

JC07

Numa pesquisa rápida pelas notícias dos últimos 12 meses verifico que Marcelo Rebelo de Sousa já deu instruções ao povo de que os seguintes temas são “Causas Nacionais”:

  • Limpeza das matas (24.03.2018)
  • Dádivas de sangue (16.02.2018)
  • Combate ao fogo de Oleiros (26.08.2017)
  • Projecto da Mota Engil no México (17.07.2017)
  • Tejo (17.06.2017)
  • Agricultura (07.05.2017)

Sobre as questões de “interesse nacional” (diferente de “causas”), perdi a conta às identificadas pelo nosso Presidente da República. Os leitores desculparão por isso que nem sequer dê destas exemplos.

*

 

Quando os lisboetas acordarem para o problema do centralismo já serão quase todos almadenses

24 Março, 2018
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Quando se pensava que a humanidade já tinha batido no fundo, ficamos a conhecer tragédias como a descrita no DN de João Silvério, forçado a mudar-se do Saldanha para os Olivais, umas boas 5 estações de metro de distância. Lá para o meio do artigo aparecem problemas mais reais de pessoas com salários baixos a ter que viajar 1h30m para o emprego. Lisboa é uma cidade com imensas oportunidades de emprego, mas sem um parque habitacional para corresponder à procura. Se há milhares de empregos sem casas, das duas uma: ou se constroem mais casas onde existem empregos ou se levam os empregos para onde há casas. No entanto, há uma certa elite lisboeta que acha possível ter uma capital cosmopolita, que centraliza instituições públicas, empresas privadas, eventos internacionais, que quer que Lisboa seja o novo centro tecnológico da Europa, mas que não se construa muito para manter a autenticidade e, ao mesmo tempo, pagar 500€ por um T2 no centro da cidade. São contra a construção e a descentralização, mas no final culpam os mercados e a desregulação(?) por uma evidência matemática: quando se concentram todas as oportunidades de emprego numa pequena área com um parque habitacional limitado, alguns terão que viver longe. Outros (os mais pobres), muito longe. A solução mais fácil, claro, é dispersar as oportunidades de emprego, mas isso nunca faz parte da narrativa do choradinho. Um dia serão os lisboetas a acordar para os problemas do centralismo. Infelizmente, muitos nessa altura já serão almadenses.

Mais respeito, se faz favor

24 Março, 2018

Iniciamos a manhã com o anúncio da morte do tenente-coronel Arnaud Beltrame, o policia que substituiu uma refém no sequestro terrorista de Carcassonne de ontem. Os epitáfios dirão que foi um herói, o que só indica o estado decrépito da ética europeia: o homem cumpriu a sua função, executou o seu trabalho com zelo, dedicação e perdeu a vida, como a um militar compete, por inerência da sua função, não por heroísmo.

Ouve-se constantemente que o bombeiro Sicrano e o polícia Beltrano foram heróis após se colocarem em situação de perigo. Já os que foram mandados para o Ultramar são uns bandidos para a esquerda pensante (adoro oxímoros).

Só um mundo asfixiado na sua própria banha de confortavelmente infantilizado poderia achar que lidar com a sujidade, com tudo o que é feio, com a ameaça à paz, com a revolução, é um acto de heroísmo. Não é: é uma necessidade. Tratar o tenente-coronel como herói é desrespeitar o que estes homens representam, porque não representam heroísmo, representam a obrigação que têm para com os outros, os seus compatriotas e os seus companheiros, os que sobrevivem para escreverem romances de Facebook.

Mais respeito, se faz favor.

 

Os incidentes de hoje do alegado terrorista

23 Março, 2018

serão uma manifestação “de xenofobia, racismo e ódio contra muçulmanos.” recentemente denunciadas em Portugal por António Guterres ou uma manifestação dosfundamentalismos budista e cristão em boa hora denunciados pelo mesmo Guterres? 

O Arguido “Sócrates da Bancarrota” foi Orador na Universidade de Coimbra

23 Março, 2018

Não podíamos enquanto Nação bater mais fundo ao aceitarmos que um ex-primeiro ministro, um falso engenheiro que tirou o curso aos domingos, que fingiu escrever livros, que foi preso preventivamente durante 10 meses por prática de 31 crimes cometidos durante seu mandato – 3 de corrupção passiva de titular de cargo público, 16 de branqueamento de capitais, 9 de falsificação de documentos e 3 de fraude fiscal qualificada –  num processo de 4000 folhas a que deram o nome de Operação Marquês, fosse a uma Universidade Pública como orador de uma conferência subordinada ao tema ” O Projecto Europeu depois da Crise Económica”. Logo ele que além de arguido num dos maiores processos judiciais de que há memória contra um ex-governante,  é ainda responsável pela bancarrota que Portugal suportou em 2011. Um fracasso de líder. Não, não é uma piada. Aconteceu mesmo. Na Universidade de Coimbra.

O núcleo de estudantes de Economia da Associação Académica de Coimbra entendeu que Sócrates  era uma mais valia para este ciclo de conferências por ter governado depois da crise de 2008. É verdade. E quiseram ouvi-lo falar sobre essa experiência.  Ora, isto é o mesmo que pôr um ladrão a dar o seu ponto de vista sobre um assalto – veja-se Camilo Mortágua a falar do seu passado de bandido e assassino com orgulho – ou um pedófilo sobre o “amor” a crianças. Se queriam saber como ele geriu a crise era só convidar o cidadão comum que viu e sentiu tudo na carne com  os famosos contratos ruinosos com PPP’s, os “negócios” na PT, as obras megalómanas do falido Parque Escolar, os favores a empresas de amigos, os negócios do “Magalhães”, o TGV que pagamos mesmo sem o ter, os aeroportos para moscas, do IVA que aumentou 2 vezes sendo o último para 23%, os cortes nos salários e pensões, a criação das sobretaxas, as falências das empresas, o desemprego, a austeridade assinada com a Troika. Enfim, toda a miséria provocada pela SUA bancarrota.

Mas não, convidaram o próprio ex-governante incompetente que recebia garrafas de vinho em envelopes colados com fita cola. E que fez ele? Aproveitou, claro,  a oportunidade para deturpar factos, reescrever a história  dizendo inverdades. Começou a sua brilhante apresentação criticando a austeridade implementada para tirar o país do lodo em que ele o meteu. Não se riam. Ele foi mesmo capaz de dizer isto! Ele que nos PEC’s carregou na austeridade, queria ainda mais PEC’s austeros com medo da bancarrota e que depois de ultrapassado por seu ministro das Finanças, foi obrigado a declarar falência e pedir ajuda à Troika com quem se comprometeu com mais austeridade severa e PRIVATIZAÇÕES! (veja aqui o documento). Mais hilariante foi dizer que este governo deixou a austeridade. Disse: “(…) a recuperação económica portuguesa não está a acontecer porque houve austeridade, mas sim porque se abandonou a austeridade”. Ou seja, este energúmeno tem a lata de dizer isto dum governo que em 3 OE não parou de aumentar significativamente os impostos, criou mais uns quantos e suspendeu todos os pagamentos na administração pública pondo em risco toda a população matando  até centenas de cidadãos com fogos e legionella!! Mas não falou na franca recuperação económica após 4 anos de assistência financeira dos herdeiros do pantanal que ele deixou. Claro. Enganar é preciso.

Tal como durante a sua governação desastrosa,  defendeu perante  estes futuros economistas que Portugal –  endividado por ele até ao pescoço penhorando até 2035 gerações vindouras – não precisa de austeridade precisa de projectos. Tal como ele, que nunca precisou de trabalhar para ter dinheiro, só precisou de ter otários para viver à conta “de empréstimos”  e assim dar largas à sua imaginação para viver como um lorde “num projecto arrojado” de novo rico sem rendimentos justificados.  Auto-elogiou-se, claro, porque os meninos que vestem Armani e se pavoneiam em Paris com os impostos dos contribuintes deste país, não têm vergonha na cara e acham-se um colosso na arte de governar (até o são: com o dinheiro extorquido aos  outros).

Foram duas horas de palestra com o Sócrates da Bancarrota a explicar, de forma inconsciente, tudo  o que não se deve fazer em governação para uma plateia de futuros economistas bacocos que acham que têm muito a aprender com os  falhados deste país.

Podia rir-me disto tudo se não fosse trágico ver manchar o prestígio da Universidade de Coimbra que aos olhos dos países civilizados verão com estranheza esta escolha. E com razão. Só mesmo um país do terceiro mundo põe ex-políticos indiciados por corrupção e pais de bancarrotas, a fazer palestras numa instituição desta natureza.

Mas é o país de crise profunda de valores que temos.

 

Quando a pertença política do utilizador determina se estamos perante um escândalo ou perante um notável progresso

23 Março, 2018

2008: a campanha de Obama era apresentada como o paradigma do futuro.  A Blue State Digital era um caso de sucesso e o activismo online uma aŕea nobre da tecnologia e da política. Obama ganhava pq tinha consigo  Chris Hugues um dos criadores do facebook e a todos isso ouro osbre azul: os jornais encheram-se de artigos que descreviam fascinados a forma como a campanha do cadidadato democrata soubera usar as novas tecnologias: «O site da campanha de Obama contou com mais de 1.400.000 endereços de email dos simpatizantes e sobre essa informação criaram-se aproximadamente 100.000 perfis de utilizador, escreveram-se mais de 50.000 entradas de blogs e escreveram-se aproximadamente 20.000 eventos relacionados com a campanha, a que outros entusiastas assistiram depois de tomarem conhecimento deles e de se informarem sobre os mesmos através deste meio. Se se somar a eficácia na criação e gestão da rede social, o resultado é uma poderosa máquina que funcionou quase por si mesma e constituiu um dos aliados mais importantes da campanha de Obama.»

 

 

É importantíssimo ouvir José Sócrates

21 Março, 2018

Em boa hora Sócrates foi falar a Coimbra. Acho mesmo que Sócrates devia falar todos os dias: 10 minutos ao almoço. 10 minutos ao jantar.

Assim torna-se mais evidente os riscos políticos que corremos e percebe-se como depois do 25 de Novembro de 1975, as eleições legislativas de 2011 são um marco na defesa democracia.

 

a iniciativa liberal e a união europeia

21 Março, 2018
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Tendo manifestado o meu interesse pessoal, como liberal, sobre a Iniciativa Liberal, um partido que afirma representar o que penso, depois de ter lido o seu Manifesto, que os promotores parecem querer desvalorizar, fui tentar perceber um pouco melhor o que é que agregou os 7.500 subscritores desse novo partido, de modo a ver se me revejo nele.

Tendo encontrado, no site da nova organização, um documento intitulado Programa Portugal Mais Liberal, cuja natureza axiológica não compreendi exactamente em que consiste, e que, confesso, tenho algum receio em qualificar, vista a agressividade de algumas reacções aos meus comentários sobre o Manifesto, há uma passagem, quase no final, que gostaria de compreender melhor. É a seguinte: (A Iniciativa Liberal deseja) «Uma maior integração europeia, com novos patamares de governação e de cidadania.».

Ora, sendo a questão europeia da maior importância para Portugal e um assunto que divide profundamente os liberais, julgo que deve ser bem esclarecido este ponto, até pelo tom afirmativo com que surge naquele documento, em forma de síntese conclusiva do que está para trás.

Assim, quando se pede uma maior «integração europeia», o que quer isso dizer? Lembro que, actualmente, a União Europeia já atingiu um nível muito elevado de integração, de modo que desactualizou mesmo a tabela de Balassa, que considerava a fase da União Económica anterior à monetária, quando, como é sabido, a União já chegou a esta última sem ter ainda completado (longe disso) a primeira. O que propõe, então, a Iniciativa Liberal: um orçamento federal europeu, com receitas comuns e despesas comuns para além das áreas já comunitarizadas? A progressão, pura e simples, para uma União Federal total? E quando se fala em «novos patamares de governação» o que quer isto dizer? Que os Estados-Membros devem atribuir novas competências às instituições comunitárias? Que estas se devem reforçar, constituindo-se como governo federal da União? Em caso afirmativo, que competências entende a Iniciativa Liberal deverem ser atribuídas a Bruxelas? E quanto à «cidadania», falamos na nacional, dos Estados-Membros, ou da europeia? Acreditando que se referem a esta última, que direitos de cidadania europeia devem ser acrescentados aos já existentes? Os que constam da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia? Outros? Quais, nesse caso, se for o caso?

Lembro, por fim, que a União Europeia já atingiu um grau de federalismo jurídico e monetário (e político, já agora) muito elevado. Muitos liberais não gostam disso, como não gostam da própria supranacionalidade da coisa. Por mim, satisfaz-meo supranacionalismo comunitário sectorial, aprecio – imenso – os princípios, verdadeiramente hayekianos, em que a coisa se fundou, estimo muito o federalismo jurídico, mas duvido imenso do federalismo monetário. Mas, como conto pouco nisto e o que importa é saber o que quer o novo partido liberal, é à Iniciativa Liberal que cabe esclarecer o que subscreveu. Obviamente, se estiver interessada.

Ao estúpido eu acrescentaria masoquista

21 Março, 2018

Isabel Stilwell Só um tipo muito estúpido é que tem uma empresa O empresário é um alvo colocado à mercê dos milhares de institutos, direções, autoridades, departamentos e repartições criados para lhe infernizar a vida. Decididamente, fazemos bem em desconfiar de quem se mete nisso.

E hoje não há voto de pesar?

21 Março, 2018

O vereador brasileiro Paulo Henrique Dourado Teixeira estava no seu carro quando foi atingido por vários tiros que causaram a sua morte. Uma outra pessoa que o acompanhava no carro sofreu ferimentos ligeiros.

Tendo em conta que aquando do assassínio da vereadora Marielle Franco o parlamento português de imediato aprovou um voto de pesar espera-se agora idêntica atitude. Aliás vale a pena recordar que após a morte de Marielle Franco o parlamento português foi a reboque de caixa do BE e não se limitou a aprovar um voto de pesar mas sim um texto claramente enviesado que será interessante saber que leitura teve da comunidade portuguesa do Rio de Janeiro.

Liberalismo: era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto

21 Março, 2018

 

Uma boa telenovela tem sempre muitos episódios; uma má telenovela, também. Não há pois motivo, independentemente da qualidade, para não se continuar a escrever sobre a contratação de Passos Coelho pela Universidade de Lisboa.

Um dos argumentos mais interessantes dos críticos é o que se baseia na suposta incoerência ideológica: o ex-PM é um liberal e, por isso, não deveria trabalhar no sector público. É uma objecção que me surpreendeu: depois de tudo o que foi sendo dito pela oposição durante os quatro anos do seu mandato, estava convencido de que já não existia nada público em Portugal! Afinal, talvez por esquecimento, parece que ainda sobrou a Universidade de Lisboa.

Como estas pessoas seriam as primeiras a criticá-lo caso fosse contratado por uma empresa privada, acusando-o de estar a levar segredos de Estado para o mundo dos negócios, conclui-se que o que não querem é deixá-lo trabalhar! Já houve um tempo em que se combatiam os adversários políticos com argumentos e raciocínios; agora, pelo que vejo, a ideia é tentar que fiquem sem dinheiro para comer. É que os liberais acreditam na “mão invisível”, mas as contas que têm para pagar, incluindo a do talho e a da peixaria, vêem-se bem. De qualquer forma, afigura-se-me uma boa estratégia: urna por urna, já que não conseguiram vencê-lo na de voto, pode ser que consigam derrotá-lo quando estiver dentro de uma fúnebre, morto por inanição.

E a quem se destinam, então, os empregos públicos? Se não são para os liberais, são para quem? Olhando para a História das Ideias Políticas e para a História do Pensamento Económico, lendo os escritos de John Locke, de Adam Smith e dos posteriores teóricos do liberalismo, devem ser para os defensores das monarquias absolutas ou das ditaduras republicanas, e para os adeptos do planeamento central de uma economia e propriedade totalmente colectivizadas. É que todos os outros, sociais-democratas e democratas-cristãos, conservadores e socialistas democráticos, são, em diferentes graus, liberais. Felizmente! Mesmo que o não saibam ou que o não queiram admitir, e que prefiram torcer o conceito à medida de uma caricatura.

Mas entremos no jogo e analisemos a questão à luz da caricatura: os liberais querem um Estado mínimo e uma economia de mercado livre; os restantes querem um Estado máximo e uma economia fortemente regulada; Pedro Passos Coelho faz parte dos primeiros. Deve, por isso, recusar-se a ganhar a vida à conta de dinheiros públicos? Por mim, tudo bem, desde que os segundos se recusem a ganhar a vida à conta de dinheiros privados. Se o Francisco Louçã pode trabalhar para o grande capital do Francisco Pinto Balsemão sem qualquer problema, não vejo motivos para desenterrar agora “incoerências”. Podem ambos defender que o país teria a ganhar com mudanças: nacionalizando a SIC e o Expresso, no caso de Louçã; privatizando a Universidade de Lisboa, no caso de Passos. No entanto, enquanto isso não acontece, vivem os dois no Portugal que existe, e têm todo o direito a trabalhar onde bem lhes apetecer. A alternativa é vivermos todos no país imaginário que idealizamos e, nesse caso, solicito desde já que me autorizem a pagar apenas metade dos impostos que pago actualmente e a cumprir apenas um terço dos decretos, portarias e despachos existentes.

Não nos esqueçamos que as oportunidades de emprego em Portugal sempre foram escassas e, ideologias à parte, o Estado que o ex-líder laranja deixou em 2015 é praticamente do mesmo tamanho do que aquele que encontrou em 2011. Se a esquerda o tivesse apoiado quando ele mostrou vontade de o reduzir, existiriam neste momento menos lugares disponíveis para o acolher. Como optaram por combater ferozmente essa estratégia, agora aturem-no.

Não sou porta-voz de nenhum movimento de reforma liberal mas, salvo melhor opinião, a ordem dos acontecimentos não poderá ser outra que não esta: o Estado retira-se progressivamente de algumas áreas, o que permitirá a diminuição dos seus gastos e dos regulamentos que emite, o que permitirá a diminuição dos impostos que cobra às pessoas e às empresas e a diminuição da carga burocrática, o que permitirá um aumento da poupança e do investimento, o que permitirá um crescimento da riqueza nacional, o que permitirá novas e melhores oportunidades de trabalho na economia privada. É que esse desejo socialista de ter um sector público gigantesco, omnipresente e em permanente expansão, para depois tentar impedir que lá trabalhe quem com ele não concorda é, à primeira vista, um bocadinho maldoso. Embora compreenda a sua potencial eficácia: se à mesa do Orçamento não há lugar para liberais, e se os cargos que mais influenciam as decisões políticas são sempre pagos pelo Orçamento (deputados, governantes, chefias militares, dirigentes da administração central, dos IPs, das EPs, etc.), então está montada a espiral de morte dessa filosofia e dos seus partidários. Seria a versão portuguesa do “fim da história”, com uma conclusão ligeiramente diferente da que Fukuyama nos apresentou. De todas as esparrelas que já vi, esta é, sem dúvida, das mais bem concebidas.

Agora, se o objectivo de toda esta polémica não é armadilhar o debate, mas apenas brincar com os significados de “coerência” e de “incoerência”, então estão todos perdoados e deixo também aqui o meu contributo: desde a publicação da Riqueza das Nações, com a sua história do talhante, do cervejeiro e do padeiro*, que a perspectiva liberal sobre a natureza humana está definida e o papel do interesse próprio no andamento do mundo devidamente sublinhado. Ora, se na opinião de Passos Coelho os funcionários públicos são relativamente privilegiados em relação aos trabalhadores do privado, não vejo qual é a incoerência na escolha que acaba de fazer. Quem deve refazer o raciocínio são os seus opositores, que andam sempre a reclamar das condições de trabalho do funcionalismo e dos múltiplos sacrifícios que lhe são impostos. É altura de serem coerentes e de agradecerem ao ex-PM a disponibilidade que demonstra em carregar tamanha cruz.

 

* “Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse” – Smith (1776); livro I, cap. 2

 

O meu pai

20 Março, 2018

O meu pai já não está connosco. Esteve setenta e seis anos, partiu há nove e deixou saudades para os setenta seguintes. Enquanto cá esteve, nunca assaltou bancos, nunca desviou aviões, nunca tomou de assalto navios, não violou ninguém, não espancou ninguém e bastava um aniversário para lhe fazer soltar uma ou muitas lágrimas. A mãe dele morrera aos trinta e sete, na altura em que ele já partia pedra, mais novo do que é agora o meu filho.

Pelo que vejo, era um quadradão.

Não é Ódio a Passos Coelho e Nádia Piazza. É Medo.

20 Março, 2018

Todos aqueles que vomitaram um aparente ódio visceral a Passos Coelho, desde a esquerda radical à moderada, passando pelo próprio PSD e seus militantes mumificados de estimação, todos sem excepção estiveram na verdade estes anos todos em luta contra si mesmos. O “puto que vinha das jotas” chegava a líder e ainda por cima estava a ser bem sucedido na megalómana tarefa de retirar o país do pântano socialista (outra vez) em que o magnífico e agora “académico” Sócrates nos tinha mergulhado. País esse que – vou lembrar de novo – não tinha dinheiro senão para mais um mês de pagamentos de salários e pensões. O desejo de falhanço era o sonho das suas vidas mas, azar do caneco, o “puto jotinha”, em 4 anos, não só nos tirou da bancarrota como pôs o país a crescer com a recuperação da confiança internacional. E ainda venceu com maioria quase absoluta as eleições de 2015! O ódio emanado não passava assim de admiração secreta por uma conquista que gostavam que fosse deles. Mas não foi.

Para cegar aqueles que viam esse sucesso e confundir aqueles que sozinhos nunca conseguem ver nada, atiraram toneladas de areia aos olhos criticando e distorcendo coisas tão óbvias como uma redução da dívida, do défice, do desemprego, aumento de exportações, aumento de investimento, crescimento económico, sem ser à boleia doutros mas sim, por coragem de aplicar medidas (pecou por serem insuficientes) que deram o impulso necessário para fazer emergir o país.

Ora, como é sabido, esse sucesso personalizado e eternizado em Passos Coelho – que foi enaltecido por Tsipras – não pode de forma alguma ser ensinado nas Universidades onde vegetam os “intelectuioides” parasitários defensores de regimes igualmente parasitários que vivem da exploração e escravidão dos seus povos. Ensinar os jovens a serem bem sucedidos e evitar bancarrotas nas suas vidas pessoais e profissionais é torná-los a si e seus países, independentes. E isso é o que menos interessa aos marxistas.

Daí o tsunami à volta da contratação de Passos na Universidade. Não é ódio, é medo. Medo de perderem o controlo sobre as ideologias que professam. Medo de ver os jovens  a serem autónomos e dispensarem o Estado para serem bem sucedidos. O medo de perderem o poder que lhes foi dado pelas universidades de lavarem cerebralmente os indefesos garotos que serão o futuro de amanhã.

No entanto, já não é celeuma nenhum ter o brilhante Sócrates da bancarrota – que nos hipotecou a todos até 2035 com dívidas colossais por desvios de dinheiro e  contratos ruinosos – a mandar umas baboseiras dia 21 de Março na FEVC sobre”O Projecto Europeu depois da Crise Económica” (Ah! Ah! Ah! Só pode ser piada). Mas recuemos. Mário Soares foi professor catedrático convidado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1996-1998) e da Universidade Lusófona (2001-2002) com a particularidade de ter sido o pai de duas bancarrotas. Será que é esse o requisito para poder ser professor catedrático neste país ou fazer uma conferência? Parece que sim.

Por outro lado temos a Nádia Piazza, a quem os cães de fila rosnaram assim que souberam que ela não iria ficar num canto da casa a chorar as perdas irreparáveis dos fogos criminosos do verão passado mas sim, arregaçar as mangas para mudar o que efectivamente não funciona neste país,  participando de um projecto político. Ódio a esta senhora? Não. Medo. Muito medo. Porque tal como Passos Coelho, ela personifica também o crasso falhanço dos governantes socialistas mas desta vez não na economia mas sim na protecção e segurança. Trata por “tu” a maldita inércia que lhe ceifou entes queridos. Perigosíssima, assim, aos olhos daqueles que nos querem vender um país maravilhoso ao som de uma ideologia  que nos empobrece e  mata. Literalmente.

O Medo, porque é disso que se trata realmente entendo-o perfeitamente e no lugar deles, até as pernas me iriam tremer porque na verdade o Mundo está em viragem e só um cego não vê que caminha lentamente para o fim do socialismo que vence cada vez menos eleições.

 

 

 

A propósito de António Champalimaud

20 Março, 2018

Jaime Nogueira Pinto: Era o tempo da segunda industrialização e do início de um ciclo de oiro do desenvolvimento económico-social, que acabaria entre a crise energética de 73 e o 25 de Abril. Um tempo de grandes patrões da indústria e da banca – Jorge e José Manuel de Mello, Manuel Boullosa, Manuel Queirós Pereira, Manuel Espírito Santo, Artur Cupertino de Miranda e outros. Apesar da guerra de África – ou devido a ela – o país mudava em mentalidade, e a sociedade portuguesa ia absorvendo o que acontecia lá fora. (A ideia de que foi o 25 de Abril que mudou socialmente os hábitos e os costumes é uma visão ideológica de propaganda que toma o efeito por causa e não quer perceber que foi o contrário: precisamente porque a sociedade já estava em mudança é que veio a mudança política… que, curiosamente, interrompeu o tempo de crescimento e desenvolvimento).

O golpe de Estado-revolução não poupou os grupos económicos, ainda que os seus líderes tivessem prestado lip service à nova situação. Foi um processo a contramão da História: quando o socialismo soviético e leste-europeu entrava em crise disfuncional e a China estava nas vésperas das reformas de Deng Xiao Ping, instaurava-se aqui um socialismo mais ou menos burocrático, oportunista e folclórico, cujas consequências se prolongariam e ficariam connosco muito para além do tempo e dos eventos que lhe deram origem.

Direito de resposta: Na Iniciativa Liberal não levamos a mal

19 Março, 2018
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A pedido do João Luís Serrenho, Vogal da Comissão Executiva da Iniciativa Liberal, publica-se o seguinte direito de resposta ao texto do Rui Albuquerque publicado ontem.

No bom espírito liberal, este artigo vem como contraditório, mas sempre visando a complementaridade, a um post neste blog por rui a., de 18 de Março de 2018.
Clarifico que não pretendo com esta resposta comentar ponto a ponto o artigo do rui a. sobre o Manifesto Portugal Mais Liberal, que se tornou a Declaração de Princípios da Iniciativa Liberal (IL) enquanto Partido – pretendo antes usar o artigo como veículo para clarificar um pouco a IL, as suas intenções, os seus objectivos para Portugal. Aliás, gostaria de começar por agradecer a rui a. a crítica que apresenta. Estamos comprometidos a incorporar todas as críticas construtivas, e aceitamos contributos de todos os que se queiram juntar a nós neste caminho para um Portugal Mais Liberal.
Queria no entanto começar com um par de desmistificações, se me permitem –
A IL não é, nem pretende ser, o espelho perfeito das ideologias liberais clássicas, ou libertárias, ou liberais sociais, ou anarco-capitalistas, ou *fill in the blank*. A IL é um partido liberal. Ponto. Dentro do partido temos liberais mais à direita, mais à esquerda, mais radicais, mais moderados. Mas com algo em comum – somos todos liberais. Significa isto que quem venha olhar à lupa com o objectivo de fazer um teste de pureza, sairá com certeza desapontado.
Adicionalmente, temos o desejo de combater o sistema vigente, mas com o objectivo de trabalhar para um Portugal Mais Liberal (note-se o “Mais”) – não desmontar a sociedade portuguesa e voltar a construir de acordo com os princípios deste ou aquele pensador. Neste sentido, é natural que haja pontos de acordo com partidos existentes no panorama político português, e também com a Constituição. Por exemplo, cremos que em termos de costumes a sociedade portuguesa é progressista, e fez muitas coisas bem. Podíamos decidir ignorar o ponto de partida, ou fingir que não concordamos com o que está bem feito, mas tal não seria honesto. Há muito para fazer, muito para melhorar, muito para desconstruir. Mas não estamos a começar um País do zero.
Neste sentido, o exercício de comparar o nosso Manifesto ponto a ponto com a Constituição e percepcionados programas de outros partidos parece-nos interessante de um certo ponto de vista, mas ultimamente pouco esclarecedor. O Manifesto não pretende elencar pontos de discórdia com o status quo, pretende ser uma declaração de princípios base para construção de propostas, essas sim, disruptivas. Se realmente não existissem diferenças, então o PS, PSD e CDS seriam já partidos liberais – creio que não haverá muitos a defender que o são. De resto, o Manifesto da IL foi largamente baseado no Manifesto de Oxford de 1947, que serviu como carta de princípios da Internacional Liberal. Se um liberal não se revê nestes pontos, então talvez a discussão seja outra.
No entanto, a crítica mais alargada entende-se e foi bem encaixada. A IL, de facto, ainda não avançou com propostas arrojadas que tenham permitido transmitir claramente a sua forma diferente de ver a sociedade portuguesa, e também a sua forma diferente de fazer e estar na política. Estamos convictos que somos diferentes dos actuais partidos tanto em forma como conteúdo, mas aceitamos que ainda não demos suficientes provas disso publicamente. Somos partido apenas desde Dezembro de 2017, e estivemos os últimos meses dedicados a construir a estrutura interna necessária para operar como tal. Não apresento isto como uma desculpa, mas antes como um momento charneira no percurso da IL e, esperamos, do liberalismo em Portugal – a construção interna acabou (por agora), e chegou a altura de agir. Assim, atrevo-me a desafiar os leitores que se considerem liberais (de qualquer estirpe) a participarem no nosso processo em curso de recolha de contributos para o programa político da IL. Basta clicar em agenda.liberal.pt.
É também aqui que a IL se diferencia de todos os partidos existentes na história da democracia portuguesa. Em vez de decidir manifestos e programas em grupos reduzidos à porta fechada, queremos construir com os contributos de todos os cidadãos interessados e motivados. Foi assim com o Manifesto, tem sido e está a ser com a Agenda que visa criar o Programa Político e será para programas eleitorais. Maior disponibilidade para o escrutínio não existe.
Seria mais fácil de outra forma? Talvez. Mas a iniciativa não é apenas nossa, a iniciativa é tua.

Não querem dar abracinhos ao prediozinho verde da Mouraria que dá lugar a uma mesquita?

19 Março, 2018

O”Movimento Quadrado Verde” protesta contra a construção de uma igreja no jardim entre duas escolas, em Telheiras. Como tal organizam este cordão humano pelo seu quadradinho verde. Dado este acendrado amor pelo verde creio que será de alargar o dito cordão ao prédio verde da Mouraria expropriado para dar lugar a uma mesquita
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Já que andam por aí dúvidas acerca dos meus estudos

19 Março, 2018

Os estudos são muito importantes. Para que não haja dúvidas acerca da minha licenciatura em antropologia barra mestrado em sociologia afro-LGBT, deixo aqui a secção da conclusão (intitulada “Conclusão”) da minha tese/dissertação/teorema integrada/o e avaliada/o em 19,5 valores/es.

Em jeito, de conclusão pode argumentar-se a elevada compreensibilidade normativa do proponente num âmbito discorrente de inegável mérito adquirido, como que demonstrado em inúmeras publicações como, os 32 capítulos em livros, 73 trabalhos científicos em websites indexados de grande renome, 3 discursos panfletários subordinados ao tema “Primeira sodomização, Alfredo: e agora? – Dúvidas, questões e situações a esclarecer num âmbito geocêntrico da indivisibilidade humana”, 9 post-its amarelos e 14 de tom azul bebé e 18 posters alusivos ao 1º e único Festival de Cinema LGBT do Bairro da Pasteleira. Sem querer salientar especificamente a contribuição incalculável no domínio da matrização hiposexual em indivíduo de raça negra que teve número ímpar de parceiros pansexuais de outras etnias desde que não mais de 50% tenham sido em simultâneo, é de salientar a contribuição incalculável mas devidamente valorizável quantitativamente no âmbito desta tese no domínio da matrização hiposexual em indivíduo de raça negra que teve número ímpar de parceiros pansexuais de outras etnias desde que não mais de 50% tenham sido em simultâneo. Quer-nos parecer-nos que o candidato possui vastíssima experiência teórico-prática nas disciplinas humanizantes de conhecimento social a que se propõe obter grau de mestre, até por ter tido oportunidade de desempenhar funções de grande responsabilidade homonormativa nas províncias de Nheeeeck e Zxzzzh, no sudonordeste asiático ao abrigo do plano de estudos da prestigiada Faculty of the Social Sciences of the Umanity of the Peoples of the World, UCLLA (Universty of the County of Los Lobos, Authonomus). — Cunha, © 2001-2017.

 

Naturalmente, deixei todos os críticos sem resposta. Para mim é assim: transparência.

Ninguém Fala dos Feridos dos Incêndios, Porquê?

19 Março, 2018

Foi preciso assistir ao programa de Hernâni Carvalho, o “Linha Aberta” para saber do total e absoluto abandono em que estão os feridos graves e muito graves dos incêndios mortíferos do verão passado, que ocorreram no “saboroso ano de 2017” segundo o nosso querido líder, camarada António Costa. Isto é inadmissível num país dito democrático onde o jornalismo deveria servir as populações mostrando o país real e assim pressionar o poder central e local para agir de acordo com a sua obrigação de proteger e servir as pessoas.

Como é possível quase um ano depois, termos vítimas graves que quase carbonizaram no meios do inferno das chamas e não terem sido acompanhadas, visitadas, apoiadas psicologicamente e financeiramente??? Veja aqui esses testemunhos e revolte-se. Alguém explica isto?? Pior: onde se meteu entretanto toda a comunicação social que nos deixou completamente em branco sobre estes nossos cidadãos??? Foram para Ibiza tal como o nosso orgulhoso primeiro ministro no meio da tragédia. Só pode.

Pois é graças  a gente como Hernâni Carvalho, entre outros (poucos), que este assunto e tantos igualmente medonhos, são escrutinados. Pena não ser emitido em horário nobre. Porque será? O país tem de saber. O país, que somos nós todos e que amanhã pode estar no lugar destas vítimas, tem de acordar. Este Governo anda a esconder-nos a realidade. Propositadamente e com a ajuda “comprada” dos média. Por falar nisso, saiba ainda que grande parte das vítimas dos fogos não vão ter acesso a apoios por causa de manobras tácticas do Governo.(veja o vídeo) Sim, ouviu bem. Um esquema de envio de SMS pouco claras e confusas para os que declararam prejuízos até 5000€ , a que se juntou os que tiveram prejuízos elevados mas que foram obrigados a ANTECIPAR o investimento para poder concorrer!! É para isso que eles pagam fortunas a assessores: para tramar o cidadão sempre que ele precisa do Estado e assim poupar nas DOAÇÕES dadas pelos portugueses para estas vítimas! Escandaloso!

Eram já mais de 250 feridos nos fogos de Pedrógão ao que se juntou mais de 70 no remake de fogos logo a seguir. E nem uma palavra na comunicação social. Nem um acompanhamento televisivo daqueles que ridiculamente fizeram quando o Presidente da República fez uma cirurgia de emergência sem qualquer interesse nacional, lembram-se? Não se calavam com a porcaria da hérnia! Bolas! Que país é este? Mais de 300 pessoas queimadas, algumas com muita gravidade e só uma  referência a uma dessas vítimas transportadas para Espanha. Além do drama da esposa que ficou com o filho entretanto nascido sem poder dar o nome. Um drama que passou despercebido não fosse, claro, a bendita rede social! Nojo!

Eu sei. No final do mês é preciso pagar as contas e o “patrão” é quem tem a última palavra. Sim, também sei, porque não sou parva, que a imprensa em Portugal não é livre como o querem fazer crer. Que o lápis azul de hoje, mascarado de democracia manieta os jornalistas. Mas vender a alma ao diabo compensa mesmo? Trair o país e seu povo não deixa peso na consciência? Sei de gente com carácter que virou costas a quem o quis algemar como foi o caso de Alberto Gonçalves. Mas pronto, não temos todos os mesmos valores, certo?

Não há nada mais criminoso do que ser cúmplice da  morte de um povo enquanto sociedade que deveria ser livre e está a ser amordaçada pelo sistema com a complacência daqueles que deveriam estar do lado do cidadão, defendendo-o, em vez de o deixar ao abandono.

Porque jornalista comprado é um  soldado da ditadura.

 

começa mal, a iniciativa liberal

18 Março, 2018
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Quem se dispõe a fundar um partido para ir a eleições e chegar ao governo tem a pretensão de obter os votos do número suficiente de pessoas que lhe confiram um poder público que será exercido sobre elas. Por isso, o escrutínio público e rigoroso de quem se apresenta publicamente com tão nobres intenções é, não só, uma obrigação de liberdade individual, como, sobretudo, é uma exigência da democracia representativa. Será, pois, a partir das intenções, anunciadas pelos seus fundadores, e documentos por eles publicados, que analisarei o partido, recentemente formado, chamado Iniciativa Liberal.

Para esse efeito, passei os olhos pela carta de princípios da nova organização partidária, a que foi dado o nome de «Manifesto Portugal Mais Liberal». O texto, que se esperaria de uma certa ruptura com o que já existe, porque só isso justificaria a criação de um novo partido, é um conjunto de lugares-comuns confrangedores, onde não se encontra uma única, repito, uma única, afirmação que não possa ser subscrita pelo PS, PSD ou CDS, e que, muito provavelmente, sem ter lido os programas de cada um deles (não me desejem tanto mal…), aposto que se encontram em todos eles. Por outro lado, todos os «direitos» que o Manifesto pretende assegurar estão todos, sem excepção, já «garantidos» pela Constituição da República Portuguesa, ou seja, pela Lei Fundamental do actual regime.

Para que não digam que estou de má vontade, ilustrarei o que acabei de afirmar com alguns exemplos, divididos em duas partes: a) Propostas extraídas do Manifesto que encontraremos nos programas do PS, PSD e CDS; b) Direitos já garantidos na CRP. É um exercício um tanto ou quanto fastidioso, mas tem que ser.

Ler mais…

1.993.921 razões para Passos não poder ser professor no ISCSP

18 Março, 2018

A contestação à contratação de Passos Coelho pelo ISCSP é um ajuste de contas com o anterior PM. Mas não só. Há que mostrar quem manda aos 1.993.921 portugueses que em 2015 votaram Passos.

Reaprender a ler

17 Março, 2018

Durante anos os portugueses como todos os povos sujeitos a censura desenvolveram a técnica de ler nas entrelinhas. Agora que a censura enquanto exame prévio foi substituída pela auto-censura as entrelinhas voltaram. E assim temos uma notícia sobre a decisão do Vaticano de divulgar a totalidade da carta do papa emérito Bento XVI sobre o papa Francisco. Ora como apesar da polémica  não se tinha noticiado que o Vaticano não divulgara a totalidade da carta não se percebe nada de nada. Para maior sossego das nossas almas ainda temos a informação que as críticas à não divulgação total da carta vieram  “em particular do meio mais conservador” que como se sabe está em comunicação directa com o demo. Ainda se as críticas viessem dos sectores mais progressistas!…

 

Rio: “Estou habituado a ambientes de tensão, é assim que funciono bem”

17 Março, 2018

Rui Rio

Estamos portanto a assitir a Rui Rio em pico de performance.

Agora imaginem…

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Portanto as facadas, os ataques com ácido, as bombas, os autocarros contra as pessoas… tudo isso tem sido por causa da falta de investimento e naturalmente não têm nada a ver com o fundamentalismo islâmico

17 Março, 2018

António Guterres falou nos “Encontros de reflexão comemorativos dos 50 anos da fundação da Comunidade Islâmica de Lisboa”, que decorreram na Mesquita Central de Lisboa. E o que disse Guterres?

Em primeiro lugar que tem de existir“um grande investimento”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou esta sexta-feira que o investimento de Portugal na diversidade tem de continuar com “grande persistência”, lembrando que subsistem no país manifestações xenófobas e racistas.  António Guterres disse que “em muitas sociedades europeias não houve este investimento“, nomeadamente por parte de governos. “A diversidade é uma fonte de riqueza, não é uma ameaça (…). [Mas] só por si não garante a harmonia de uma sociedade”, referiu, acrescentando que, “para que haja efetivo pluralismo e uma coesão”, tem de haver “um grande investimento”, envolvendo governos, autarquias, líderes religiosos e sociedade civil.

Em segundo diz Guterres  que apesar “do investimento feito em Portugal em prol da diversidade ainda há no país manifestações de xenofobia, racismo e ódio contra muçulmanos.

Em terceiro o antigo primeiro-ministro sublinhou que o investimento realizado “tem de ser continuado, e com grande persistência”.

Por fim na sua intervenção  assinalou que o radicalismo “é uma perversão do pensamento religioso, que não é monopólio do Islão”, dando como exemplos os fundamentalismos budista e cristão.

EM CONCLUSÃO: as facadas, os ataques com ácido, as bombas, os autocarros contra as pessoas… tudo isso tem sido por causa da falta de investimento. Em Portugal existem  manifestações de xenofobia, racismo e ódio contra muçulmanos. E podem ir estes últimos descansados para casa porque fundamentalismos há muitos. Fundamentalismo budista na Europa então tem sido um nunca mais acabar!

um novo partido

16 Março, 2018
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É também evidente que, por pior que corram as coisas a Rio, este não sairá da liderança do PSD. Rio esteve mais de quinze anos para chegar a esse lugar, adiou sucessivas entronizações que estavam mais do que asseguradas, pelo que, agora que se decidiu a arrepiar caminho, não será com duas tretas, isto é, com maus resultados eleitorais, que ele cederá voluntariamente o seu cargo a outro. Acresce que o homem é teimoso, faz gala em cumprir mandatos e tem os seus planos. Consequentemente, se a derrota para o PS já está devidamente preparada, um mau resultado face ao CDS só o abalará se for excessivamente mau – com resultados muito próximos ou, no limite do dificilmente concebível, com o partido de Cristas a ultrapassar o PSD. Menos do que isso não o fasrá sair do lugar. Mas se o resultado for péssimo, também Passos é capaz de sair chamuscado, porque foram os seus dois péssimos anos na oposição que, de facto, abriram alas a Assunção Cristas, e os «rioistas» não deixarão de lho lembrar. Deste modo, de os resultados de Rio forem insatisfatórios mas derem para aguentar, a Passos e aos seus só restará um caminho: criar um novo partido. Em França foi o que Macron fez.

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o regresso de passos

16 Março, 2018
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É curioso constatar que, pela primeira vez na história do partido, o líder do PSD está menos dependente de uma derrota nas legislativas para o PS, do que dos resultados que o CDS possa vir a obter nessas mesmas eleições. Na verdade, Rui Rio promoveu, mesmo antes de ganhar a liderança laranja, o «damage control» de uma previsível derrota, nessas eleições, em relação ao partido de António Costa, mas esqueceu-se, ou desvalorizou, o CDS e Assunção Cristas. Deste modo, se o avanço eleitoral deste último partido for considerável, se o PSD baixar substancialmente e não ficar muito distante do CDS, estará aberta a porta para a saída de Rio e para o regresso de Passos Coelho à liderança do PSD e da direita. Na cabeça dos militantes laranja, ele será o único capaz de pôr a sua ex-ministra na ordem e de criar uma alternativa real ao PS, que Rui Rio, pelo menos por enquanto, não parece querer protagonizar.

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Um negro de cabeleira loira e um branco de carapinha não parece bem nem é normal

16 Março, 2018

Sendo difícil capturar a imaginação do português para as grandes questões europeias e mundiais, fruto da espalhafatosa insignificância do país na Europa e consequentemente no mundo, é, contudo, bastante fácil capturar a atenção do pobre lusitano para as insignificâncias espumosas do quotidiano de mesquinha intriga.

O caso do abaixo-assinado dos académicos do Bloco (pode haver um ou outro que seja do POUS, mas eu gosto de generalizações) contra a contratação por meia-dúzia de aulas de Passos Coelho é paradigmático. Encabeçado por Miguel Vale de Almeida, o ex-deputado limiano do PS (OK, não era queijo que defendia, era só a consagração pelo estado celebrada pelo padre funcionário-burocrata de um determinado tipo de actividade sexual entre humanos), pessoa que a nação conhece unicamente pelas prestações no programa Prós e Contras no desempenho do papel “o que é homossexual”, seria de supor que o pedigree bloquista (logo, nenhum) dos signatários não originasse tanta tinta vertida nos jornais “de verdade”. Todavia, originou. Tudo e mais um pentelho tem opinião sobre se uma faculdade deve contratar um tipo para umas aulas que mais serão palestras.

E vós, sim, vós, continuais a comer dessa mistela que vos metem no prato. É o que é: tendes os pastores que mereceis. Este país, do que precisa mesmo, é do regresso de um Restaurador Olex.

 

A campanha das Quatro Pestes

16 Março, 2018

O primeiro-ministro apelou hoje a uma mobilização nacional para a causa da floresta, convidando todos os deputados a juntaram-se aos presidentes da República, do parlamento e Governo nas ações de limpeza dos próximos dias 24 e 25.

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O primeiro-ministro que “o senhor Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa] e o senhor presidente da Assembleia [da República, Eduardo Ferro Rodrigues] já aceitaram o convite da Associação Nacional de Municípios Portugueses, juntamente com os membros do Governo, na grande ação de limpeza da floresta que é promovida nos próximos dias 24 e 25 de março”. “Deixo aqui o desafio a todas as bancadas a juntarem-se a nós para fazer de março o grande mês da limpeza da floresta”, frisou o líder do executivo na parte final do seu discurso.

O nosso Grande Líder nesta sua campanha de salvação do seu cargo político avisou: “Revela-se, pois, prioritário dar cumprimento à legislação que obriga à limpeza das propriedades privadas, uma obrigação que impende em primeiro lugar sobre os proprietários.” donde se poderá concluir que a legislação não obriga à limpeza das propriedades públicas.

Mais avisou o Grande Líder com aquelas aritméticas características  de quem não faz a mínima ideia sobre aquilo que está a falar; «enquanto os proprietários não cumprirem as suas obrigações, os municípios podem tomar posse administrativa dos terrenos e recolher os proveitos dos seus rendimentos» Assim postas  as coisas, ou  o Grande Líder e o senhor Presidente da República e o senhor presidente da Assembleia da República andam a limpar mato pro bono ao fim de semana por esse Portugal fora ou os munícipios acabam a arcar com os custos.

Da ignomínia

15 Março, 2018

Forest fire in Pedrogao Grande, Portugal

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Assim Não Saímos da Cepa Torta

15 Março, 2018

Não sou nem serei nunca apologista de impostos. Porque tal como a palavra indica, imposto é impor.  É sacar parte do nosso suor diário a trabalhar ou a empreender sem pedir licença. Mas compreendo que para ter um Estado Social seja necessário contribuir para o sustento dele. O problema é que há décadas que legalmente os políticos deste país metem a mão nos dinheiros arrecadados das famílias portuguesas e empresas, para o distribuir por eles próprios, suas famílias, amigos e clientelas criando um Estado mamão insaciável que além de crescer desmesuradamente, sacrifica cada vez mais quem trabalha. E isso é extorquir.

Com a desculpa de que faz falta mais dinheiro para acudir ao Estado Social e mais outras tantas tretas para burro comer, não se limitam a cobrar impostos já existentes. Aumentam e inventam mais uns quantos. É a máquina fiscal do Estado ladrão a triturar a economia para sobreviver. Ele e quem manda nele. Como não há na Constituição nenhum limite à cobrança de impostos, é só ter imaginação e vítimas para taxar. Isto não é governar. É roubar! Para que este roubo fiscal tivesse uma justificação válida teria no mínimo, na mesma proporção, de ter retorno na sociedade. Ou seja, pagar impostos , mesmo que altos, mas em contrapartida ter serviços de saúde, educação, segurança e protecção social  de excelência para todos, bons salários e reformas. Como acontece nalguns países. Mas por cá, zero! O que temos é uma carga fiscal das mais pesadas da Europa para ter gente a morrer em listas de espera para tratamentos e cirurgias, ou cirurgias suspensas por falta de assistentes operacionais, ou Centeno a suspender pagamentos a fornecedores de Hospitais a provocar falência técnica do SNS ou congelar entrada de especialistas ou deixar escolas sem auxiliares, enquanto contratam mais 10 000 pessoas no Estado sem sabermos muito bem para quê se onde fazem falta não existem.

O nosso Primeiro Ministro está tão orgulhoso com seu desempenho nesta arte de (des)governar onde criou um conceito único  de “fim de austeridade e reposição de rendimentos”, com aumento brutal de impostos em três OE (mas que génio!) desde Gaspar no período da Troika, que até já foi propor a fórmula à UE com a criação de mais impostos que, segundo ele, não vão recair sobre os cidadãos europeus (só sobre os marcianos). Palavra – que não vale nada – dada. Ou seja, mais roubo.

Ora temos de reverter rapidamente este caminho de empobrecimento. Se temos salários baixíssimos não podemos ter impostos altos.  Mas também não é possível ter salários  mais altos com impostos pesados sobre quem cria postos de trabalho.  Nenhuma economia sobrevive  assim sem se endividar e consequentemente, empobrecer. É preciso importar bons exemplos de governação e aplicá-los. Por muito que alguns tentem negar, há uma relação evidente entre qualidade de vida  e o pagamento de impostos. Países que cobram menos e simultâneamente melhor aplicam os impostos cobrados,  proporcionam melhores condições de vida aos cidadãos. Porque não é o valor do salário que conta (há países com salário elevadíssimo e não chega para nada) é sim o valor que fica depois do que se desconta em impostos e despesas básicas de sobrevivência. No caso de Portugal: nadinha. Estamos na 29ª posição em qualidade de vida (dados OCDE) em 38 países avaliados. Quase no fundo da tabela. Uma vergonha.  

Analisando dados disponíveis da OCDE constatamos que o Top 10 dos países com mais qualidade de vida é constituído por países como Noruega, Austrália, Dinamarca, Suiça, Canadá, Suécia, Nova Zelândia, Finlândia, EUA e Islândia, países que, com excepção da Suécia, Finlândia e Dinamarca estão também no Top dos países que menos cobram impostos. Ou seja, são países onde menos se sacrifica as famílias e empresas com o retorno dos seus impostos bem aplicados na sociedade em prol do seu bem estar.

E é este um dos  caminhos para tirar este país do lodo.

 

 

 

 

 

Os operários já não dão votos

15 Março, 2018

White working class girls traded for sex, says Telford MP

O espelho da sua alma.

14 Março, 2018

Domingos Lopes escreve hoje no PÚBLICO um texto intitulado “A cátedra de Massamá que é um verdadeiro espelho da sua alma. Sobre Pedro Passos Coelho escreve Domingos Lopes:  Morando em Massamá, chegou àquele cargo onde quase ninguém chega. Durante o mandato defendeu as oligarquias do sistema financeiro e, em relação aos estudantes, mandou-os sair da zona de conforto e deixarem de ser piegas.”

Para lá de uma misteriosa fixação com Massamá e sabendo-se como as questões locais são importantes para Domingues Lopes (este é o homem que só percebeu a ignomínia da invasão da Checoslováquia em 1968 quando, em 2009, foi afastado pelo PCP das listas de candidatos à Assembleia Municipal do Alandroal) estamos perante o retrato do progressismo que nos pastoreia, enxameado de comissários políticos capazes até de cavalgar a onda dos arrependimentos.

 

Será que 40 anos bastariam a Domingos Lopes para concluir que a contestação à ida de Passos Coelho para o ISCSP é uma manifestação de intolerância? Não sei. Quiçá se alguém o convidadasse para a União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão acabasse a pensar mais rapidamente. É que 40 anos para perceber o que aconteceu na Checoslováquia é pensar muito devagarinho.