Apesar do desfecho trágico desta história, talvez o método utilizado por Queirós seja perfeito para avaliar a fidelidade político-conjugal de António Costa, que tudo indicia estar muito por baixo. Jerónimo de Sousa e Catarina Martins que arranjem perfis falsos e politicamente lascivos, como, por exemplo, «laranjinha vermelha» ou «social-democrata à deriva procura costa para ancorar», e verão como o primeiro-ministro do governo que eles suportam há três anos prontamente lhes agendará encontros. Depois não façam mais nenhuma asneira de que se venham a arrepender. Já basta o PC ter praticamente ficado sem eleitores e o Bloco sem credibilidade.
mudança
Até ser a pessoa mais importante do governo da França revolucionária, Maximiien de Robespierre era um humanista que contestava a pena de morte e tinha horror a sangue. Quando, entre 27 de Julho de 1793 e 27 de Julho do ano seguinte, liderou o Comité de Salvação Pública, o soturno político de Arras não hesitou em permitir e até incentivar a morte arbitrária de milhares de franceses, supostamente «inimigos da revolução» e, consequentemente, da «liberdade». Da sua liberdade.
A grande vitória do jacobinismo foi convencer os comuns de que as sociedades se podem mudar pela acção resoluta de alguns homens políticos. Enganam-se aqueles que pensam que o jacobinismo é de esquerda: ele não é nem de esquerda nem de direita, mas essencialmente revolucionário e/ou voluntarista, encontrando-se, assim, tanto à esquerda como à direita. A sua crença é que as coisas se mudam porque nós queremos e porque, dotados de razão preclara, somos senhores soberanos das nossas existências. Desse ponto de vista, Ayn Rand foi tão jacobina como Robespierre.
A extrema-esquerda não existe em Portugal!

“Mesmo a extrema-esquerda não existe mais em Portugal“, disse o nosso Presidente da República.
Marcelo absolutamente certeiro!
A nossa Direita é de Esquerda, o que faz do Bloco e do PCP partidos moderados, em termos relativos.
Por outro lado, um indivíduo não-socialista é uma aberração da natureza, pelo que mais vale negar também a sua existência não vá atrapalhar o caminho para a servidão.
*
Era só para lembrar
que Toulouse vive há duas noites confrontos graves. Tudo começou com um controlo policial e uma mulher usando niqab que não se deixou identificar. Em seguida vieram os carros queimados, confrontos… Toulouse fica em França país confrontado com uma sucessão de greves e ocupações violentas de faculdades. Também está a acontecer a desocupação de Notre Dame des Landes e o presidente deu uma entrevista que as florinhas cá do burgo deviam ver antes de se queixarem da agressividade dos jornalistas. Acreditem que há mundo para lá dessa fixação trumpiana

Centeno Está com Medo. Muito Medo.
Não é irónico ver Centeno passados quase 3 anos de governação encarnar Vítor Gaspar e dizer alto e bom som: “O risco de retrocesso existe e é maior do que parece (…). Não temos memória curta e sabemos o que custou aos portugueses sair daquele pesadelo. Não seguirei esse caminho. Não podemos deixar que os erros do passado sejam cometidos“? É. Mas não estou surpresa. Eu mesma disse aqui que Centeno, assim que tomasse posse como Presidente do Eurogrupo iria mudar sua postura como Ministro das Finanças. E, pasmem-se! acertei em cheio.
Era fácil de prever esta viragem brusca à “direita” no que concerne a pôr um travão ao despesismo das clientelas e birrinhas dos radicais de esquerda acoplados ao PS e segurar as contas do país. Porquê? Porque agora Centeno tem uma reputação a defender junto da CE e não pode mais brincar ao “faz de conta que estou a gerir as finanças de Portugal”. Sobretudo agora que visa alcançar o cargo de Comissário.
Porque Centeno é o único que sabe realmente em que estado estão as contas. Ele sabe que mentiram o tempo todo. Ele sabe melhor que ninguém do embuste que foram os défices apresentados em 2016 e 2017. Sabe que ambos estão seguros por pinças e que basta um “espirro” lá fora para que nossa economia fique com uma grave “pneumonia” da qual pode não sobreviver. Também escrevi aqui sobre isso. É o medo de uma bancarrota – enquanto ele estiver como Ministro das Finanças – que ele não põe de todo de parte ao dizer “… o risco de retrocesso existe e é maior do que parece…”
Centeno que até agora estava refém da Geringonça, liberta-se finalmente do peso de ter de fingir com sorriso amarelo patético que tudo vai bem. Pela primeira vez, comporta-se como um verdadeiro financeiro e sem receios de perder o lugar por cá, diz o que tem de ser dito. Este “basta!” mais direccionado para a UE ver – veja-se o tweet em inglês antes de as publicar em português – , é a prova que Centeno privilegia seu cargo e imagem como Presidente do Eurogrupo. Ele sabe que, ou faz um “garrote” às contas ou vai embora porque se ficar a Geringonça vai lhe estragar o futuro que ele almeja na UE.
Mas apesar desta contenção de despesa de Centeno, continua a ser uma gestão “à socialista” A maior inimiga dos financeiros responsáveis. Porque nada tem de estrutural. É apenas cosmética rasca. É suspender indiscriminadamente toda e qualquer despesa provocando a falência técnica de serviços e fornecedores essenciais ao bom funcionamento do país. É deixar morrer quem precisa do SNS, é deixar morrer quem precisa de socorro no meio das chamas, é deixar descarrilar e avariar comboios por falta de manutenção, é deixar os polícias sem carros por falta de gasóleo, só para dar alguns exemplos graves enquanto se injecta 5 mil milhões na CGD, 10 milhões na RTP, mais outros tantos mil milhões no Novo Banco e se multiplica quatro vezes a despesa com pessoal.
É curioso lembrar o que Costa alegava em 2015 para justificar o assalto ao poder (veja aqui): que a austeridade era ideológica e que por isso era preciso retirar a direita do governo. Precisamente numa época em que todas as economias estavam em recessão e nós acabávamos de ser resgatados pela UE por culpa de Sócrates. Agora que todas as economias estão em expansão vem este vendedor da banha da cobra com a mesma fórmula. Porquê?? Mas desde quando um paciente precisa de remédio para o cancro “sem ter doença oncológica”?
A explicação é simples: Portugal está de facto muito enfermo. Sofre de uma “doença gravíssima”. Uma “leucemia” que já estava controlada mas que por opção deste governo, deixou de “fazer medicação”. E agora? Só resta uma opção: ou continuar a mentir ou impedir a “morte”. Centeno escolheu a segunda. Costa, vai fingir por uns tempos que está de acordo para voltar a fazer estragos perto das eleições para captar votos e segurar os amigos das esquerdas radicais.
Enquanto isso os comentadores reles de serviço que não se calavam em acusações gravíssimas a PPC por este usar a dita austeridade para levantar o país da bancarrota herdada pelo PS, estão caladinhos como ratos a fingirem-se de mortos com esta AUSTERIDADE SEVERA sem precedentes, em tempos de bonança económica. Porque agora a austeridade “é boa”: sem aumentos para a Função Pública; sem dinheiro para os artistas; sem dinheiro para os professores; sem dinheiro para médicos do SNS; sem dinheiro para doentes do SNS; sem dinheiro para as escolas; sem dinheiro para porcaria alguma! Mas não piam.
Porque o medo não é só de Centeno. Também eles comentadores da treta, têm medo de ter de admitir que mentiram aos portugueses em directo. Só isso.
O tio Quim está de volta
A vida era dura, naquele tempo. O tio Abel, perante todas as adversidades anteriores às alterações climáticas – naquela altura nevava sempre –, lá conseguia levar o rebanho a pastar no declive adjacente ao terreno do Morgado. O tio Quim, mais velho, ocupava-se da horta, das batatas e do combate ao flagelo do míldio. Por muito que se esforçasse, sem os pesticidas modernos, não havia colheita que agradasse à matriarca da família, uma mulher roliça de meia-idade que, apesar de viver a mais de mil quilómetros de homens, vivia deprimida entre assédios imaginários e a visão diária de um rabo a murchar como laranja azeda em Março. O tio Abel era o preferido dela. Feminista dos sete costados, fez-se acompanhar das cabras viçosas que enchiam de orgulho a mãe, e, maricas que chegue, dedicou-se ao comentário político (ou assim).
Farto de ser preterido pela mãe em favor do azeiteiro do irmão, que isto de ter cabras lindas à conta de lhe comerem as melhores batatas já há muito o enjoava, o tio Quim, enfurecido, matou o tio Abel. Foi triste. Enfim, até foi exagerado, que bastava matar-lhe uma ou outra cabra à paulada e coisa ficava por ali, sem violência desnecessária. Porém, o receio de acusações de racismo por matar bicho de outra raça falaram mais alto e a justiça social, a igualdade e as restantes lérias progressistas imperaram: “vais mesmo tu, meu querido irmãozinho”.
Isto tudo para dizer que, até ontem, nunca soube o que tinha acontecido ao tio Quim. Diz-se que fugiu para França ou para outro deserto qualquer, mas não posso confirmar. Foi com bastante surpresa que o vi então, ontem, a apresentar o projecto de um novo partido liberal. Força, tio Quim! A tua família apoia-te.
Voando sobre um ninho de caca

Quando é útil confundir legislação com ética, dá nisto.
Há quem diga que Carlos César se prepara para outros voos, nomeadamente na expectativa de vir a ser Presidente da Assembleia da República.
O personagem tem bagagem de Presidente do PS.
Não admira que despache o código de conduta no porão.
*
Esta foi uma votação encenada – uma espécie de fantochada, portanto – porque os votos foram contados pelo número total de deputados de cada bancada e não pelo número de deputados presentes. Cabe perguntar se o Presidente da República, que em 2001 questionou a validade da votação de Lei de Programação Militar por causa da forma como os votos então foram contabilizados, se não tem uma palavra a dizer em 2018 sobre a votação por bancada na legislação sobre mudança de género.
A pantomina
Depois do número da educação de adultos em Outubro de 2015 – a educação de adultos foi a explicação dada à época pelo PS para explica porque corriam bem as reuniões com o PCP e o BE e mal com o PSD – estamos agora na fase dos ultimatos: “Da luta de classes à luta pelo melhor escalão” é o papel reservado ao povo nesta revista à portuguesa que tem como estrelas a Catarina dos ultimatos, o Jerónimo dos provérbios e Costa, o habilidoso.
Nada como fazerem-se ofendidos
para não serem responsabilizados pelos seus actos: o serviço de oncologia de um hospital do “nosso SNS” aquele que tem pais e famílias que tais funciona de forma degradante. Vamos ofender-nos comn isso? Não, coitadinhos dos nossos governantes que nos cobram tão poucos impostos. Coitadinhos dos pais do SNS que querem tanto salvar o SNS. Vamos é todos fazer de conta que o humorista foi insensível. O humorista está a precisar de ser metido na ordem, não está?
sexo e género
Desde 2011 que é possível, em Portugal, a alteração do sexo no registo civil e a consequente alteração dos nomes próprios.
O que muda então com a lei aprovada nesta sexta-feira pelo Parlamento? Para além da afirmação dos direitos à autodeterminação de género e do direito à protecção das características sexuais de cada pessoa, a par de proibições de discriminação em larga medida redundantes, são duas as alterações mais relevantes.
A primeira é a dispensa de qualquer relatório médico, exigido pela lei de 2011, ou de qualquer outra demonstração da existência de “perturbação de identidade de género”. A segunda é a possibilidade de o procedimento ser requerido por menores maiores de 16 anos, ainda que, aparentemente, sujeita a autorização dos responsáveis legais.
Não ponho em causa a existência do direito à autodeterminação do género e, muito menos, o direito à protecção das características sexuais de cada pessoa. Tenho sérias dúvidas, isso sim, que o primeiro daqueles direitos fique dependente de um procedimento administrativo perante o Estado. Passo a explicar.
Lugar de Corrupto Ladrão é na Prisão!
Só num país do terceiro mundo, sem formação ética e moral, completamente à deriva e cheio de doidos, defende corruptos e ladrões. Brasil transformou-se num manicómio gigante quando quis impedir que um corrupto bilionário e sem escrúpulos fosse preso alegando que, mesmo tendo roubado – foram só 229.412.000.000,00 R$ – Lula foi “amigo dos pobres”. Ou seja, viabiliza-se um comportamento amoral que lesa uma Nação inteira por décadas, provocando um colapso económico monstruoso, com a desculpa que ele “ajudou os pobrezinhos”. Isto é o mesmo que dizer-se que o pai violador é um bom homem porque apesar de tudo é muito amigo do filho não lhe faltando com nada. Se isto não é insanidade é o quê?
De facto, Lula foi um tipo porreiro (como Sócrates, estão a ver?). Entrou para o Governo liso como um carapau, começou a distribuir algum dinheiro pelas classes mais desfavorecidas, enquanto com isso escondia os biliões que desviava para si (agora bilionário) , filhos (agora bilionários), comparsas dos esquemas (agora todos ricos), regime (registou um crescimento estratosférico com gastos também colossais) e DITADURAS COMUNISTAS AMIGAS ( 1 bilião dólares para médicos em Cuba; 1,22 biliões dólares para uma ponte na Venezuela; 1,5 biliões dólares para um metro na Argentina; perdão de dívidas a ditaduras africanas de 900 milhões dólares; metro na Venezuela por 732 milhões dólares; um porto em Cuba por 692 milhões dólares; um gasoduto na Argentina por 637 milhões dólares; auxílio alimentar a Cuba por 400 milhões dólares; entrega de máquinas agrícolas em Cuba por 200 milhões dólares), sem qualquer controlo, como se o Brasil fosse um poço sem fundo de rendimentos. Um regabofe igual ao do Sócrates, mas em escala muito maior, que com a crise mundial – exactamente o mesmo “azar” da gestão do nosso “Lula português” – ajudou a pôr a nu os podres da sua gestão criminosa.
O problema é que a propaganda sobre a retirada de 36 milhões de brasileiros da miséria do Lula é falsa. Num estudo levado a cabo pelo economista Ricardo Pães de Barros, reconhecido pela sua contribuição na criação do Bolsa Família, são desmentidas passo a passo as narrativas populistas. Neste artigo muito bem fundamentado (veja aqui), conclui-se que a queda na desigualdade iniciou-se em 2001 e prolongou-se com a chegada de Lula. Ou seja, ainda o PT não tinha aquecido a cadeira do poder e a desigualdade atenuava-se gradualmente fruto de políticas implementadas em governos anteriores. O próprio Lula, à sua chegada, admitiu que no campo da economia iria limitar-se “a fazer rodar o software económico vindo do governo anterior”. Ou seja, as pessoas no poder eram Petistas mas a política económica NÃO! Assim, o crescimento económico não ocorreu por políticas inovadoras pós Lula mas sim pela continuidade das políticas ANTERIORES (isto lembra-me qualquer coisa). A juntar a isto, veio a já habitual SORTE nas governações socialistas: a conjuntura externa melhorou muito no seu mandato o que lhe permitiu “surfar nessa onda” (igualzinho ao Costa neste momento). A taxa de crescimento dos países da América Latina foi 72% maior do que durante o governo de FHC. . Em 2011 as exportações chegaram ao seu melhor nível em 50 anos. Mais: entre 2005 e 2008, 111 milhões de pessoas saíram da pobreza em todo o globo. Portanto, TODOS os países emergentes do Mundo deram um salto qualitativo nesse período!! Acontecimentos internacionais que o ex-presidente Lula nunca poderia controlar. Nem mesmo na educação o mérito é de Lula. Os indicadores demonstram que a bolsa educação do FHC estava já com um franco crescimento no acesso escolar.
Claro que há algum mérito a ser reconhecido do governo Lula: a expansão do Bolsa Família, e ainda outras contribuições importantes como as reformas micro-económicas, em especial a Lei de Falências. Mas isso é uma gota de água num oceano de corrupção gigantesca que tira mais do que dá. Que ilude enquanto desgraça o país. Principalmente quando num período altamente favorável, Brasil comparado com outros países idênticos, no mesmo período, tem resultados maus. O estudo chamado “A Década Perdida: 2003 – 2012”, explica o fenómeno. E mesmo a tão badalada Bolsa Família não passou do agrupamento de apoios já criados pelo anterior executivo, dando-lhe uma nova roupagem, ao qual juntou o “Fome Zero” , tornando o mecanismo já existente, mais eficaz nos seus objectivos:
- Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Educação – Bolsa Escola (Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Cadastramento Único do Governo Federal (Decreto nº 3.877, de 24 de Julho de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde – Bolsa Alimentação (Medida Provisória nº 2.206-1, de 6 de Setembro de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Programa Auxílio-Gás (Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
- Programa Nacional de Acesso à Alimentação – Fome Zero (Lei nº 10.689, de 13 de junho de 2003 – Governo Lula)
Mas na política populista o que vale é o que parece ser. Exactamente o que estamos a viver neste momento com Costa e seus companheiros. Não interessa se estamos a falir, interessa é que pareça o paraíso económico.
O lugar de corrupto ladrão é na prisão (dito pelo próprio Lula, veja aqui o vídeo) mas por cá não faltaram apoiantes como Catarina Martins, Louçã, Jerónimo, Isabel Moreira, Daniel Oliveira, manas Mortágua, Sócrates entre outros, tudo gente amiga de ladrões e corruptos como Fidel e Nicolás Maduro. Caso para dizer: “Diz-me quem apoias e dir-te-ei quem tu és”. Não falha!
descubra as diferenças
Há dois ou três dias, o Bloco de Esquerda e a Menina Mortágua acusaram Mário Centeno de estar a ir além das metas do défice impostas por Bruxelas.
No já distante ano de 2015, o líder do PS, António Costa, que é agora o chefe do governo onde Centeno ultrapassa as ditas metas bruxelenses, atacava Pedro Passos Coelho, então primeiro-ministro, num debate televisivo, com a seguinte frase sonora: “O senhor gosta tanto da troika que quis ir além da troika”.
«Ir para além do défice» e «ir para além da troika»: onde estão as diferenças?
Num ponto evidente: em 2011 o país estava falido; agora já não está.
mais as fotografias dos gatinhos e os amiguinhos do facebook que podem ter levado ao brexit podem parar um bocadinho e interrogar-se sobre os dados que esta entidade detém sobre nós:
nó cego
Ao fim de três anos de andarem com o PS e o Dr. António Costa, passe o pleonasmo, literalmente às costas, rumo à maioria absoluta, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, Catarina Martins e Jerónimo do Sousa vêem-se agora ultrapassados pela direita, com Rui Rio, recém empossado líder do PSD, a celebrar magníficos e lustrosos acordos com o governo do Dr. Costa. A mensagem socialista é claríssima: os parceiros de geringonça servem para as minudências e para ajudarem a aprovar orçamentos e a cumprir as promessas socialistas – que os conduzirão à maioria absoluta – perante a função pública. Em troca, Costa deu aos sindicatos comunistas aquilo que eles pediram e ao Bloco visibilidade, importância política e algumas mãos-cheias de lugares no aparelho de estado. Mas – e o recado não termina aqui – para as coisas sérias, para os grandes temas e reformas é com o PSD, o ambicionado PSD livre de Passos Coelho, que o PS se entende e entenderá. Os assuntos grandes não são para adolescentes.
Nesta situação, entre derrubarem o governo e ficarem a ver Costa com uma maioria absoluta ou, sem ela, a entender-se com o PSD, e continuarem a digerir sapos como se estivessem a saborear lagosta, que resta aos «compagnons de route» geringonceiros do Bloco e do PCP? Apenas rezar para que os seus eleitorados não se apercebam do nó cego em que se meteram, e continuar a mostrar os dentes, fazendo de contas que são muito maus.
O dia da raça é quando o homem quiser

Uma das coisas que mais me irrita – e hoje vou escrever sobre irritações, quem não gostar pode parar já aqui – é a conversa sobre pureza da raça. Quando este assunto é abordado pelo ponto de vista de raças humanas, fujo de imediato: pela parte que me toca só consigo reconhecer duas raças, a dos comprovadamente parvos e a dos que são só assim-assim. Contudo, o tema racial é frequentemente abordado noutros contextos, todos decorrentes da abrangência do verbo “ser”.
Eu sou liberal.
Tu és comunista.
Ela é conservadora.
Nós somos socialistas.
Vós sóis burros.
Eles são eleitores do Costa.
No plano das ideias, principalmente as ideias recauchutadas, a questão racial chateia-me, e não é pouco (sou uma pessoa sensível). O passatempo nacional da urbanidade, o que consiste, além das queixas contra turistas, na distinção da pureza das tribos das raças socialista, comunista, liberal, conservadora e outras anda a maçar-me profundamente, principalmente porque a esquerda já se deixou disso nos idos dos anos setenta, optando, ao invés, por cordões sanitários ideológicos que só foram postos em causa nas últimas eleições por um indivíduo que não se importou de se sujar para ficar como o Napoleão do chiqueiro. Cada um faz pela vida como pode, pelo que nem sequer é uma crítica, é mera característica.
Vai daí, como não me apetece repetir discursos do Álvaro Cunhal sobre o verdadeiro socialismo, tampouco me importa decidir se os novos partidos liberais são mais ou menos socialistas e, muito menos, entrar pela teoria dos conservadores contemporâneos serem os inimigos do eixo socialista-liberal para o progresso. Não digo que não entre numa ou noutra picardia de Facebook, porque, afinal, sou um gajo moderno, dos que entram em picardias inconsequentes de Facebook (é mais aconselhável do que ir abrir gabardinas à porta da escola), mas, mesmo assim, para ir à missa, prefiro a do conceito puramente religioso, a que sobreviveu centenas de anos, em detrimento desta missa progressista, quer a que vem dos auto-denominados liberais (“eu sou liberal”, “eu é que sou o presidente da junta”), quer a que vem dos socialistas (“eu sou de esquerda”). Admito que nem sempre os distingo, o que parece ser o propósito para quem quiser submeter-se ao regime. É que gente que não descansa enquanto não impõe a sua revolução racial interessa-me tanto como um glaucoma. Reaccionário? Soa-me bem.
Do 25 de Abril à Liberdade

No próximo dia 04 de Maio realiza-se no Porto mais uma edição das Tertúlias Liberais promovida pela Oficina da Liberdade.
Paulo Tunhas e Eduardo Freitas partilham connosco dois breves textos introdutórios ao tema que servirão para animar a conversa a ter dentro de quase um mês. Destaco as seguintes passagens:
“Ao longo de uma vida, prezamos mais certas liberdades do que outras. A concepção mais alargada de liberdade será aquela que permita o máximo de liberdades compatíveis entre si: passadas, presentes e futuras. Talvez se possa dizer que um dos fios orientadores do liberalismo clássico é precisamente esse.”
(Paulo Tunhas)
“Pensando a 20 anos de vista, é imperativo resolver a “pesada herança” deste regime: uma dívida colossal que, com vento forte pela proa, nos porá na 4ª bancarrota pós-1974, situação humilhante para o regime no confronto com a disciplina financeira do Estado Novo que possibilitou legar-nos 866 “pesadas” toneladas de ouro (de que apenas restam 343). A dívida é uma perigosa inimiga da Liberdade. Especialmente para os netos.”
(Eduardo Freitas)
O convite para participação na Tertúlia fica feito.
Os texto completos podem ser lidos aqui.
*
Nota: créditos da imagem do cartaz, Vitor Cunha
Fáxistas! Rásssistas! É p’racabar est’resto a um eurinho
Segundo a actriz que lidera – perdão: coordena – o manicómio a que se decidiu convencionar – porque até os bichinhos merecem respeito – a denominação de partido político, a prisão de Lula corresponde a “um golpe da direita reaccionária, racista, fascista”. Presumo que o citado golpe, além das enumeradas virtudes, também possua pontos passíveis de crítica: de outra forma, não se compreenderia o insulto aos portugueses que não andam aí na roubalheira evitando serem alvo dos decretos de “enriquecimento ilícito” defendidos por esta gente.
Desde que deixaram o esganiçar em virtude da necessária compatibilidade sonora com humanos, facto que se tornou notório com a diminuição brutal de cães que uivam durante o telejornal, passaram a optar pelo discurso populista para os charrados que constituem o seu eleitor-alvo, diga-se de passagem, com grande sucesso.
É sempre bom termos a apoiar o governo pessoas deste calibre em oratória psicadélica. De outra forma corríamos o risco de passar por um país decente.
discriminação socialista

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acaba de anunciar que vai criar habitação social no centro de Lisboa, com rendas entre os 150,00 € e os 600,00 €, que permitirá que cerca de 1.100 pessoas para lá possam ir viver. O anúncio é feito como se tratasse de uma medida de enorme justiça e inclusão social, quando não passa de uma acção puramente discriminatória. Na verdade, quantas outras 1.100 pessoas não gostariam de pagar essa renda por um apartamento no centro da capital e não terão acesso a essas casas? E com base em que critérios de justiça serão seleccionadas 1.100 pessoas em detrimento de muitos milhares de outras? O que é ainda mais grave nesta medida de Medina nem é tanto tratar-se de uma medida de puro marketing pessoal feita com o dinheiro dos impostos pagos por todos nós. É ela constituir uma injustiça e uma discriminação de que Medina se orgulha, porque nem sequer se apercebe disso.
Porque Devemos Apoiar os Novos Partidos Liberais
Todos se queixam das más governações que destruíram economicamente o nosso país. Literalmente! Todos avançam com palavras de ordem de que é preciso acabar com o “bloco central” e este círculo vicioso da rotatividade entre governos PS e PSD. No entanto, quando surge a oportunidade de quebrar essas amarras, voltam costas e fecham os olhos. Não faz sentido.
Falo obviamente da ala liberal. Daqueles que defendem mais liberdade económica e individual com menos Estado. Daqueles que com razão, contestam o roubo obsceno com impostos para satisfazer a gula das clientelas. Mas que não se movem para incentivar a mudança. Não me levem a mal. Mas estou deveras surpreendida.
Esta falta de coesão não era por mim expectável. Sempre achei que havia vontade séria de “partir a loiça” ao poder instalado durante décadas. Mas não. Afinal havia outra razão: deixar tudo como está mas com outros líderes. É isso não é?
O problema é que jamais haverá mudança sem a entrada de partidos novos liberais no Parlamento. Serão eles que terão coragem de enfrentar o politicamente correcto. Serão eles que representarão os desiludidos com as ideologias políticas vigentes. São eles que vão dar outro colorido às discussões e decisões que afligem o país. Serão eles que, com a sua força crescente – oxalá venha a acontecer como noutros lugares da Europa – vão obrigar CDS e PSD a repensarem sua maneira de estar em política, “limpar suas casas” dos políticos de meia tigela, interesses instalados, vícios, corrupção e abrir espaço para novas lideranças “não escolhidas previamente” pelos barões cadavéricos. Porque foi por falta de concorrência que estes dois hoje cheiram a mofo e pararam no tempo (veja-se a “magnífica equipa de seniores” repescada do baú de antiguidades do PSD, por Rio). Tal como a UBER veio revolucionar a actividade dos taxistas, serão estes liberais a revolucionarem o Parlamento. Não tenham dúvidas disso. A concorrência faz muito bem à política.
É o medo de perder o controlo que faz com que muita gente do PSD e CDS receiem os novos partidos liberais. Porque é disso que se trata: controlo. Ora que ganham os portugueses com o poder sempre controlado pelos mesmos? Nada. Pior: estão a dar um tiro no pé porque quantos mais liberais houver, mais barreiras se edificam ao avanço destruidor de políticas socialistas/marxistas, peritas em bancarrotas. Sou assumidamente liberal na economia e conservadora nos valores. Mas não deixo de apoiar, mesmo com algumas divergências, gente que vem dar uma lufada de ar fresco às políticas reinantes.
O Estado Português parece um grande acumulador de lixo. Lembra aquelas pessoas que enchem a casa de tralha, que deixam por isso de ter espaço e começam a dizer que a casa é pequena. Que é preciso aumentá-la, quando na verdade o que faz falta é fazer uma grande limpeza e deitar fora o que não interessa e só ocupa lugar. Portugal tal como os acumuladores de lixo, não precisa de mais Estado. Precisa de alguém, com coragem, que limpe o Estado do seu peso mórbido, o torne leve e eficiente para chegar a todos com excelência.
Ora, como se faz isto – antes de termos de pagar mais uma bancarrota – e ainda acabar com a hegemonia dos partidos do sistema que por “interesses ocultos” não fazem as reformas estruturais que o país precisa urgentemente? Abrindo espaço aos liberais.
Sou defensora de “Menos Estado, Menos Impostos, Melhor Estado Social”. Defendo que as questões sensíveis da sociedade se resolvem actuando na raiz dos problemas e não pela rama e que qualquer proposta que mexa com a vida e liberdades das pessoas, deva ser referendada. Que nenhum Estado pode falhar na protecção do seu povo, por isso, não pode deixar entrar massivamente todos os que assim o desejam, dentro do país, sem controlo e que para termos liberdade individual, não podemos comprometer a liberdade em sociedade (são coisas distintas) porque ser liberal é promover a liberdade, não a anarquia. E por isso estarei sempre do lado dos liberais que defendam o mesmo.
Parem de se lamentar e saiam do sofá. Dar uma assinatura não dói nada nem transforma ninguém em militante. Mas abre caminho à mudança tão desejada em Portugal.
Pensem nisso.
O património da Segurança Social ao serviço da CML
Anuncia sorridente Fernando Medina: A Segurança Social e a Câmara estão a trabalhar em conjunto para que o património da SS na cidade – os prédios da SS onde estavam e ainda estão instalados serviços que vão ser relocalizados num novo edifício que foi destinado para esse fim – possa ser mobilizado para o programa de renda acessível.
Para Fernando Medina a notícia é óptima para a Segurança Social é que não. QUAL VAI SER O CUSTO das novas instalações da Segurança Social? Quanto vai receber a Segurança Social pela social-municipalização do seu património? A CML vai cobrir a diferença entre as rendas baixas que vão ser pagas e as altas que a Segurança Social podia receber? O património da Segurança Social não devia antes ser utilizado para benefício dos pensionistas de todo país e não de algumas centenas de residentes em Lisboa? Os sindicatos vão manter-se calados?
A coisa
em louvor de luiz inácio «lula» da silva
No dia da mais do que provável prisão de Lula, não duvidando, por um segundo, do seu carácter venal, da justeza e necessidade da sentença, como também tendo a certeza – porque vi – da máquina de corrupção que foi o PT durante os seus anos de governo, e, por fim, não descrendo do rigor processual com que ele foi tratado, quero fazer aqui um louvor a Luís Inácio «Lula» da Silva, por um conjunto de motivos que passo a explicar.
O primeiro de todos foi o facto de Lula da Silva, eleito presidente da República e empossado em 2003, ter feito no seu primeiro governo o exacto contrário daquilo que se esperava dele: um governo moderado, financeira e economicamente conservador, que respeitou o Plano Real e contribuiu, assim, para refrear a inflação. Para o assegurar teve, infelizmente durante pouco tempo, um excelente ministro das finanças chamado Antonio Palocci, que ele colocou nesse lugar. Foi graças a ter mantido a política monetária do país e não propriamente às suas medidas propagandísticas, que a economia cresceu e que o Brasil se desenvolveu por alguns anos. É pouco? Bom, num país da América Latina, naquela altura e com um partido vindo da esquerda radical, o mais provável era ter desfeito tudo o que vinha de trás e ter começado a «construir um país novo». Veja-se, a contra-exemplo, o que foi feito, em situação semelhante, num pequeno país europeu nos últimos três anos…
O segundo facto foi Lula da Silva ter fechado o acesso ao seu primeiro governo da extrema-esquerda, que estava fortemente implantada no seu partido. Inclusivamente, expulsou do PT alguns membros mais radicais, como sucedeu com a célebre Heloísa Helena (que deve estar hoje a rebolar de gozo e a repetir «eu não dizia?»…). É coisa fácil? Num país da América Latina, naquela altura e num partido como o PT? Talvez. Mas tenha-se, mais uma vez a contra-exemplo, o que em matéria parecida foi feito num pequeno país europeu nos últimos três anos…
O terceiro motivo de louvor prende-se com ter conseguido resistir, ao contrário da sua sucessora «presidenta», a intervir na autonomia do Banco Central, tendo nomeado para o garantir um excelente governador, que foi Henrique Meireles, até há dias ministro das finanças de Temer que ajudou a tirar o Brasil do buraco em que se afundava. Também é pouco? Bom, novamente a contra-exemplo, atenda-se às relações entre o governo de um certo pequeno país europeu e o governador do seu Banco Central…
O quarto está em ter exercido o seu primeiro mandato sem complexos ideológicos. Eu mesmo o ouvi, duas ou três vezes, dizendo expressamente que a sua função como presidente da República era «proteger e apoiar o capitalismo [sic] brasileiro». É pouco? Num país da América Latina e num presidente vindo do sindicalismo e líder do PT? Provavelmente. Mas vão lá perguntar aos líderes dos dois partidos da direita do tal pequeno país europeu o que pensam do capitalismo…
Por último, Lula da Silva foi, como chefe do seu país, um incomensurável ladrão, montou uma rede criminosa e, por esses factos, merece ser preso. É certo que, apesar da dimensão gigante da coisa, no Brasil não é nada de novo, nem exclusivo de nenhuma formação política. Isso não o desculpabiliza, nem relativiza a sua culpa. Pelo contrário, agrava-a, porque ele, antes de chegar ao poder, estava mais do que consciente de que o Brasil era assim e prometeu que, com ele, deixaria de o ser. Mas também aqui vale a pena comparar o que se passou, há uns anos, num pequeno país europeu, muito mais polido e civilizado em matéria de corrupção, com alguém que também chegou ao poder para defender os mais pobres e desfavorecidos. E como os defendeu tão bem…
P.S.: Posto isto, apenas para dizer que a prisão de Lula é necessária, justa e higiénica, embora este ambiente de histerismo de turba que, por causa do facto, lá se vive, seja altamente prejudicial ao Brasil, porque esta prisão pouco – ou nada – resolverá. De facto, acreditar que a detenção do líder do PT porá termo ao grave problema endémico da gigantesca corrupção brasileira é meio caminho para que tudo fique na mesma, ou seja, é meio caminho andado para a desgraça. De facto, os «servidores públicos» brasileiros são genericamente corruptos, e essa corrupção ataca o governo federal, os governos estaduais e os municípios (onde existem muitas centenas de milhares de gatunos), e é frequentada por gente de todos, mas de todos sem excepção, partidos políticos. Desse modo, sem uma mudança profunda do paradigma político, que terá que passar necessariamente pela refundação do federalismo, por uma nova Constituição, pelo reforço da segurança pública, por reformas políticas gigantes – como a da segurança social e a tributária, e, também, claro, por um massivo e brutal ataque à corrupção, o Brasil não terá solução. E, mesmo assim, duvido que haja «uma» solução para problemas tão graves quanto aqueles que se vivem nesse extraordinário país. Antes houvesse, que certamente já alguém a teria encontrado.
Artistas: o mal menor da desgraça
Eu sou daqueles que são a favor de subsídios para a cultura, mas, felizmente, não tenho que escolher quem subsidiar, uma tarefa impossível dado o panorama tão amplo de mediocridade. O problema não está no princípio do subsídio, que um contribuinte já subsidia tanta coisa que não será mais um filme – felizmente nunca terá que ver – que o incomodará. Incomoda-me mais subsidiar bancos dispostos a arruinar o país com TGVs da dupla megalómana Sócrates & Buraco de Compal do que a subsidiar um canastrão que não sabe ser mau noutro ofício. Em certos aspectos é uma benção subsidiar artistas: é uma forma de assegurar que a maioria volta ao silêncio da pacata existência diária que consiste na produção de peças de teatro representadas para moscas e espelhos.
Por outro lado, um povo é a sua cultura. A preservação desta é essencial à continuidade da identidade nacional, o que, como desgraça planetária, temos vindo a fazer bem há já muito tempo. Claro, têm havido excepções, meros frutos do acaso pela lei dos grandes números, excepções que acidentalmente acabam a confirmar a regra. Uma destas foi João César Monteiro que em tempos idos disse, em resposta a intrépida repórter do decoro do regime, que “eu quero que o público se foda”. Nunca antes alguém expressou tão bem à vontade de uma nação: não é mesmo o que queremos todos?
inocentes ou culpados?
Os comentários de Pacheco Pereira e de Jorge Coelho sobre o processo de Lula da Silva, hoje proferidos na Quadratura do Círculo, só podem ser fruto de ignorância ou de má-fé. Ou de ambas as coisas juntas, claro. Tomemos apenas três exemplos dos muitos disparates ditos.
Primeiro, dizem os dois que «não estão dentro do processo, que não sabem se Lula da Silva é ou não culpado e que vão aguardar que a justiça brasileira se pronuncie». Nesta última parte da afirmação está obviamente implícito que os recursos ainda não esgotaram a matéria de facto e que é ainda possível que uma última instância dê os factos como não provados ou que conclua pela inocência do ex-presidente. Pois bem, há já duas sentenças que dão os factos como provados e que condenam Lula da Silva à pena de prisão. A segunda sentença, em resultado de recurso apresentado sobre a primeira, agrava mesmo em dois anos a medida da pena anteriormente aplicada. Por outro lado, o recurso para a última instância já não poderá alterar matéria de facto, cuja prova está feita e a decisão de culpabilidade decretada, mas somente matéria de direito, isto é, dizendo de uma forma elementar, avaliará se o direito decretado para os factos anteriormente comprovados está bem ou mal determinado.
Segundo, «este julgamento é político», afirmaram os dois, de tal modo político é que, disse Coelho, os juízes que ontem se pronunciaram foram nomeados, se calhar, por presidentes desafectos ao petista. Pois bem, 5 dos 6 juízes que votaram contra a concessão do habeas corpus a Lula foram nomeados por governos do PT, o partido de Lula da Silva.
Terceiro, «os juízes condenaram ontem Lula à pena de prisão», foi sendo dito nas várias intervenções. Pois bem, e no seguimento do que já foi dito sobre o estado da matéria de facto, ontem os juízes do Supremo em momento algum se pronunciaram sobre o mérito das decisões das duas instâncias que já julgaram o processo: limitaram-se a decidir sobre o pedido de habeas corpus aplicado a este caso. Explicando melhor: tratou-se de decidir se a prisão pode ser decretada havendo duas sentenças de duas instâncias diferentes no mesmo processo, com idêntica decisão («dupla conforme»), ou se devem deixar esgotar-se todos os recursos para se decretar a prisão. Note-se que, nesta fase do processo, os recursos já não poderão incidir sobre os factos, que estão considerados, neste processo, provados. Os juízes entenderam que sim, indo, de resto, ao encontro da jurisprudência do tribunal, que já decidira do mesmo modo em casos semelhantes. Decisão contrária, que fosse favorável à pretensão de Lula, seria, assim, uma excepção à tendência das decisões deste tribunal para casos semelhantes proferidas nos últimos anos. Foi isso mesmo que foi dito pela juíza Rosa Weber, nomeada juíza deste tribunal por Dilma Roussef, em 2011, para explicar o sentido do seu voto de ontem, contrário à concessão do habeas corpus e, aliás, contrário às suas convicções pessoais, como ela mesmo enfatizou. De resto, Aliás, se a decisão fosse diferente, isto é, se coincidisse com as pretensões do ex-presidente Lula, outros detidos, como Eduardo Cunha, teriam necessariamente que beneficiar do novo sentido jurisprudencial da Corte.
Enfim, serão Pacheco e Coelho inocentes ou culpados dos disparates que dizem? O veredicto não é fácil.
da rua dos fanqueiros
A transformação do regime político espanhol numa monarquia foi, há quarenta e três anos, o que salvou a Espanha de uma guerra civil e o que permitiu que ela se transformasse numa democracia, mantendo a integridade do seu território e a convivência (quase) pacífica dos espanhóis. Franco, que de tolo nada tinha, percebeu que o país só sobreviveria à sua ditadura se se transformasse profundamente, e que isso só se faria se algo completamente diferente sobreviesse à sua morte. O velho ditador sabia muito bem que nenhum poder meramente humano poderia suceder-lhe sem convulsões e, por isso, inventou um poder simbólico e neutro – o rei -, tendo sido em torno desse símbolo que se conseguiu conter os sectores mais radicais da sociedade espanhola e fazer abortar o golpe do 23-F.
Hoje, perante as ameaças que a Espanha atravessa, que não são mais fáceis do que as de há quarenta anos, substituído o velho e astuto Juan Carlos por uma espécie de manequim de uma loja de roupa da Rua dos Fanqueiros casado com uma «Conchita» da «Hola!», só algo de muito diferente daquilo a que estamos a assistir poderá salvar, uma vez mais, a Espanha. Por mim, não tenho dúvidas: mandar os Bourbons de volta à vida civil e implantar a república. Uma república federal e parlamentar, que redefina o sistema político e as relações entre as partes do estado espanhol com Madrid, e que seja capaz de harmonizar as muitas divergências daquela gente, procurando mantê-la unida nas próximas décadas. Com uma monarquia que se tem vindo a gastar a si mesma e a destruir o seu património simbólico, que é o que torna úteis as monarquias democráticas, as coisas não correrão bem.
Sobre as quotas, eu, preguiçoso, encorajo
Podemos argumentar o que quisermos sobre quotas para mulheres, que nada têm que ver com quotas para brancos ou sobre estabelecimentos nos quais só podem entrar casais de sexos diferentes. Podemos questionar o que é o género e se este tem alguma relação com sexo para podermos questionar o porquê de as quotas de sexo não serem extensíveis a género (coitada da Felisberta, que além de padecer de uma morte emocional por ter nascido com pénis, ainda é discriminada com a lei das quotas de sexo). Podemos questionar como se afere o sexo de alguém à luz das questões de género, e podemos passar o resto da vida a coçar a cabeça para perceber porque é que alguém perde tempo com isto tudo (desperdiçador de tempo me confesso). Podemos até perguntar porque é que não se aplicam as quotas a um casamento, mas seria sempre fútil.
O que importa é que fica sempre bem mais mulheres entre homens. Os críticos das quotas nem estão a contemplar todas as questões logísticas que ficam imediatamente resolvidas: por exemplo, em vez de uma administração contratar um serviço de acompanhantes à peça, pode contratar em regime permanente, com direito a seguro e 13º mês, reduzindo brutalmente as contas de hotel.
As quotas são é más para as mulheres que querem ser levadas a sério como profissionais. Para as outras, as que querem ser conhecidas pelo busto, é uma benção e, convenhamos, para os homens (que todos sabem que nasceram todos com o pecado original de serem predadores sexuais), é menos uma preocupação. No fundo, é a institucionalização democrática e republicana do tradicional bordel, o local onde, desde sempre, foi possível encontrar a equidade total (às sextas de bom movimento).

Numa entrevista à RTP, a directora-geral da Autoridade Tributária quer-nos tomar por parvos. Diz ela que os impostos são pagos voluntariamente. Helena Borges dá como exemplo a baixa percentagem de incumprimento como prova da sua tese. Esta senhora é cínica ao ponto gozar com a cara de quem, sob a ameaça da força e tendo como perspectiva enfrentar um inferno legal e um quadro de inversão do ónus da prova opta por pagar sem resistência aquilo que lhe mandam.
Esta funcionária do estado tem ainda o desplante de dizer que o propósito da AT é “fazer com que cada um dos que cumpre seja nosso aliado na forma como observa os incumpridores”. Está instituída a nova bufaria fascista!
Se isto não bastasse, esta personagem adverte o indivíduo de que está sob vigilância apertada e que nem vale a pena resistir à AT pois o Fisco dispõe de informação e bases de dados suficientes para “antecipar o comportamento das pessoas e para sinalizar capacidade de detecção do incumprimento”.
Meu caros leitores: não sois seres autónomos nem indivíduos, sois cidadãos contribuintes!
*
Salvem as vossas amigas da loucura
A nova vaga feminista em nada se distingue da velha vaga comunista ou da comum psicose persecutória, duas patologias que tendem a culminar no suicídio físico ou, nos casos mais leves, no mero suicídio intelectual. Baseado em rancor e projecções por complexo messiânico por encarnar a dores dos outros, em nada contribui, efectivamente, para ajudar mulheres em situações desfavorecidas a conquistarem a liberdade desejada. Contribui, porém, para escavar um fosso artificial entre homens e mulheres, levando a que pessoas civilizadas na sua conduta sejam consideradas opressores. Os comunistas sempre adoraram criar inimigos para exterminar.
O único feminismo que merece consideração intelectual, já que este merece é consideração dos amigos e familiares preocupados com a estabilidade mental da activista, é aquele que consegue reconhecer que não há pior inimigo das mulheres em sociedades minimamente civilizadas do que a inveja e o julgamento de outras mulheres.
Não deixa de ser curioso
Que tendo sido Maria Barroso responsável por uma escola privada essa escola continue a chamar-se como sempre se chamou – Colégio Moderno – e o nome de Maria Barroso tenha sido dado a uma escola pública.
São Pedro Gordo

– Dá para entrar, São Pedro?
– Não te conheço, meu filho, não deves ser cliente habitual. Como te chamas?
– Sou o Manuel Reis, cheguei agora mesmo de Lisboa.
– É melhor tentares noutro dia, Manel, não estás na lista de convidados e a casa está cheia.
– Bolas, São Pedro, o 007 é que entrou num filme chamado “Morre noutro dia”! Isto aqui não é cinema, estou um bocado limitado nas opções!
– Ehehehe, já me tinham dito que eras um gajo bem-humorado. Ok, podes passar, são 240 euros.
– 240 euros?! Mas acabaste de pedir 12 euros à última pessoa que entrou! É que nem na Venezuela a inflação está tão descontrolada!
– Misteriosos são os caminhos do Senhor, Manel. E, por vezes, caros…
– Eu li algures que o Limbo tinha acabado, gostava de saber para onde vou com estes valores celestes de consumo mínimo.
– Oh meu filho, estou a brincar, claro que podes entrar sem problemas. É fácil de perceber que tu és um tipo impecável, estava só a pegar contigo por causa deste tipo de traquinices que tu fazias lá em baixo.
– É a “política da porta”, São Pedro, não é por mal. Isso faz-se em todo o mundo e é obrigatório para o sucesso do negócio. Pergunta ao teu patrão omnisciente, ele sabe disso.
– Sabemos todos, Manel. E compreendemos a situação. Aliás, aqui na Igreja também temos uma espécie de “política da porta” relacionada com o sacerdócio: achamos que a nossa actividade pode ser melhor desenvolvida se não permitirmos a ordenação feminina.
– Pronto, ainda bem que entendes a minha situação.
– Claro que sim. O que não entendo é a veneração que te dedicaram nos últimos dias, uma vez que foi feita, quase sempre, por pessoas que nos azucrinam a cabeça diariamente por causa da discriminação que levamos a cabo!
– Vocês andam a discriminar mal, isto tem de ser feito com arte. É uma encenação como outra qualquer.
– Achas que estamos a precisar de um sommelier da discriminação? Podias dar-nos umas dicas, Manel…
– O mais importante é nunca discriminares os profissionais da luta contra a discriminação. É pessoal muito chato, devem ser mimados com regularidade. O resto vem por acréscimo: discriminação no cu dos outros é refresco.
– Não me parece que isso chegue. Bolas, Manel, falemos a sério! Prestaram-te um culto, lá na tua terra, como eu já não via desde as aparições da Cova da Iria!
– Dá-lhes um desconto, São Pedro, lembra-te do Eclesiastes: “vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Na maior parte dos casos, quando estão a falar de mim não estão a falar de mim; estão a falar deles. Vamos lá mas é à festa. Quem é que está a pôr música hoje?
pároco de caminha inicia caminhada pela fé

«Vinde a mim as ovelhas desgarradas»
Ricardo Esteves, o já famoso pároco da bela cidade minhota de Caminha, irá realizar uma tourné religiosa que se iniciará hoje, pelas 15,00 horas, na Igreja Matriz, e se prolongará até ao final do mês de Setembro, de modo a acolher os muitos milhares de emigrantes que até ao fim desse mês nos visitam.
Ricardo não foi insensível ao incontável número de apelos que lhe fizeram, depois da publicação desta notícia, para que levasse a Boa Nova aos quatro cantos do nosso país. «Tem sido uma completa loucura», afirmou. «De todo este lindo Portugal têm chovido telefonemas, emails e cartas de paroquianas e de alguns – em número menor – paroquianos, que me pedem para lhes levar a Palavra Divina. O meu objectivo com esta tourné é aumentar o número de fiéis, encher as igrejas portuguesas e salvar as almas pecadoras», avançou.
A tourné terá o nome global de «Vendaval da Fé» e consistirá numa missa celebrada pelo padre Ricardo em diversos pontos do país, que envergará, na ocasião, uma sotaina colada ao corpo, sendo que os cânticos religiosos ficarão a seu cargo e serão adaptados a músicas de Tony Carreira. O climax – espera-se – será atingido ao som de «Ai destino, ai destino», considerada a 5ª Sinfonia de Tony, com a qual o prelado encerrará o serviço religioso.
Do Vaticano vieram palavras de incentivo do Papa Francisco, que vê com bons olhos a iniciativa de Ricardo. «O Papa Francisco é um homem moderno e de progresso. Não é um bota-de-elástico conservador, como o seu antecessor», disse Esteves. «Se ele me pedir, e porque não?, levarei a Palavra do Senhor ao Vaticano. A Basílica de São Pedro é um destino irresistível e será, se Deus quiser, o termo glorioso desta caminhada pela Fé».
Teremos sempre Israel?
¿Fue Julia Kristeva espía comunista?
La intelectual francesa de origen búlgaro Julia Kristeva trabajó como agente y colaboradora de los servicios secretos búlgaros durante el régimen comunista, informó una comisión estatal
Mistério
Além da casa, cama, roupa lavada e demais despesas que os contribuintes portugueses pagaram aos senhores Hicham el Hanafi e Abdessalam Tazi, mais aos agentes de serviços policiais vários para os vigiarem, alguém consegue explicar o que leva Portugal a conceder com uma ligeireza suicida asilo político a cidadãos marroquinos que dizem ser perseguidos pelas autoridades daquele país? Alguns destes cidadãos integram movimentos bem menos democráticos que o governo de Marrocos. Não estamos propriamente perante democratas em fuga mas sim face a intolerantes ainda mais intolerantes que as autoridades marroquinas. Alguém já pensou nas consequências para Portugal da existência de uma Líbia com vista para o Algarve? Querem mesmo ver esta gente no poder em Marrocos?
A Propaganda Mentirosa de Costa
Sai uma medalha para o nosso querido líder da propaganda, António Costa! Kim Jong-un e Nicolás Maduro foram completamente destronados com esta capacidade extraordinária de enganar incautos! Com uma máquina caríssima paga por todos nós, otários contribuintes, Costa tem no Facebook e nos gabinetes que ele engordou colossalmente um batalhão de avençados que todos os dias fabricam “spins” e “fake news” para fazer circular até à exaustão notícias das maravilhas do glorioso líder. Convenhamos: é um mestre a enganar com o dinheiro dos outros.
Começou cedíssimo a propagandear que o anterior executivo tinha dado cabo do défice por causa do BANIF. Porém, esta malta ocultou que a decisão de vender este banco de forma compulsiva ao Santander em 2 meses escondia a necessidade de safar os accionistas que em Janeiro de 2016 estariam abrangidos pela normativa europeia que OBRIGA accionistas a avançar com capital, antes da entrada do Estado. Ora, pôr os portugueses a pagar SOZINHOS o prejuízo do banco e fazer de conta que a culpa era dos outros, sabendo que os portugueses são mal informados, foi o primeiro golpe logo a seguir a Outubro de 2015.
Depois veio o tão aclamado histórico défice postiço de 2016. Esse mesmo que eu tive a “honra” de denunciar (veja aqui) e que o tempo, agora, veio dar-me razão. Ah! pois… O fabrico nem sequer foi inteligente. Consistiu em varrer tudo o que podiam para debaixo do tapete, vender uns aviões, suspender pagamentos da administração pública, suspender investimentos públicos e fazer um perdão fiscal. Assim como quem disfarça borbulhas com base, estão a ver? Com esta cosmética gabaram-se de ter tido o valor mais baixo em défice desde a democracia (Ah! Ah! Ah!).
Mas o tempo, ah! esse implacável senhor, chegou e… pumba!, pôs a careca do défice martelado à mostra e começa as falências técnicas no sector da saúde, nas escolas, na PSP e GNR… Isto depois da morte por negligência criminosa do Estado de mais de uma centena de pessoas em fogos florestais como nunca se vira até hoje! E porquê? Porque simplesmente ABANDONARAM o país cativando-o para não estragar o embuste do défice. A máquina da propaganda do Costa logo arranjou um pinheiro culpado, mudanças climáticas do planeta, uma trovoada seca que não existiu até que finalmente descobriu que a culpa era das matas por limpar.
Vai daí, Costa e sua máquina propagandista de meia tigela e 20 ministros (dois eram bónus) vestiram-se a rigor e de helicóptero, porque os pneus andam caros, foi “incentivar” os proprietários dos terrenos em 6 minutos de fotos a cortar mato! Assim, ficou-se a saber da “grande” preocupação que este executivo tem na extinção dos fogos em Portugal. E se alguma coisa acontecer neste Verão não será porque não substituiu o inútil SIRESP; não será porque continuam com os mesmos incompetentes nas chefias do ANPC (um deles responsável por alterar a fita do tempo nos fogos criminosos); não será porque falharam as metas para instalar câmaras na floresta; não será porque medidas de combate aos fogos estão atrasadas; não será por os novos elementos do GIPS receberem formação por E-Learning (internet); não será por falta de intervenção IMEDIATA e com meios adequados como em Pedrógão ou pelo nosso Primeiro Ministro ter ido a banhos tranquilamente para Ibiza. Não! Será culpa dos donos dos terrenos graças a esta propaganda mentirosa. Claro! Mas se houver menos fogos não será porque mais de metade do país JÁ ARDEU mas sim por eficiência ao combate deste desgoverno. Estão a ver o truque?
Entretanto, chega o veredicto sobre o défice de 2017. Que ia ser de 1,4%, depois, 1,2%, depois 1,1%, depois 1% e finalmente 0,92%! Fantástico esmagamento! E tudo isto para quê? Ora, para nos preparar para a verdade: afinal será 3% porque a injecção de capital do Estado na CGD para tapar PREJUÍZOS é dívida e conta para o défice! Assim sendo, era preciso IMPEDIR nem que fosse à conta da miséria e sacrifícios brutais dos portugueses que o défice não subisse acima dos 3%, em tempo record. Perceberam?
Com este desmascaramento da farsa, caem junto por terra mais umas quantas mentiras. Afinal também a teoria do “não aumento de impostos” é falsa: foi o maior aumento em 22 anos. E a reposição dos rendimentos e rebaixa de IRS também: a reforma do IRS encetada em 2017, só veio beneficiar os 10% mais ricos e agravar as desigualdades, assim como, as reposições de rendimentos com o corte da sobretaxa de IRS só beneficiou 30% dos contribuintes que mais ganham, a reposição dos cortes salariais aos funcionários públicos que igualmente mais ganham (a partir de 1500€) e ainda o aumento das pensões acima dos 4611€ que deixaram de ter a CES, beneficiando de um aumento mínimo de 345€ comparado com 1€ das pensões mais baixas, Ou seja, a recuperação de rendimentos foi só para os mais abastados. E com o aplauso dos comunistas apoiados no governo!
Ah! e temos os bancos para quem não ia “nem mais um cêntimo”: negociaram a INÉDITA entrada da SCML no capital do Montepio roubando descaradamente o dinheiro dos pobres!
Conhecem propaganda mais mentirosa que esta avalizada pelo BE e PCP? Pois.
Depois da enorme tragédia da família que teve de mudar do Chiado para Campo de Ourique o DN descobriu outro grupo mártir
os turistas que se queixam da existência de turistas: “Muitos turistas”, queixa-se Ramón. “Fomos a Sintra, mas era muita gente, e em Belém também. Demasiados turistas”, afirma Ramón. Ramón veio de de Albacete, perto de Madrid, para estar uns dias na capital portuguesa.
será o dr. antónio costa liberal?
1. Não há nada de anormal nem de ofensivo no facto de se interpelar um partido político e os seus dirigentes acerca das suas origens e intenções. Tão pouco de confrontar os seus responsáveis com o que eles mesmos disseram, escreveram ou subscreveram. Pelo contrário, chama-se a isso responsabilidade democrática e é isso, entre outras coisas também importantes, que distingue as democracias liberais dos totalitarismos e das ditaduras: ética, transparência, responsabilidade e respeitabilidade. Qualquer partido, em regime democrático, deve cumprir estas regras mínimas
2. O meu interesse pela Iniciativa Liberal nasceu com uma brincadeira em que me envolvi por causa da recente vaga de novos partidos liberais que estão a surgir em Portugal. No facebook rascunhei dois ou três posts a brincar com o tema, sem qualquer destinatário preconcebido. Até que alguém me tagou no mesmo facebook sugerindo que, em vez de maldizer, avançasse para a frente de combate partidário, como alguém já teria feito. A pessoa em causa, constatei depois, tem responsabilidades na Iniciativa Liberal e foi assim que lá cheguei.
3. Fui, então, ver o que é que a coisa era. E, lamento dizê-lo, no site da organização encontrei um amontoado de banalidades que, por si mesmas, poderia encontrar em qualquer site dos nossos três partidos democráticos – PS, PSD e CDS, e que manifestamente não chegam para caracterizar como liberal um projecto político, quanto mais um partido já criado.
Escrevi aqui, no Blasfémias, um post sobre o que li no site do novo partido – o Manifesto Liberal – e logo recebi algumas metralhadas em resposta. O argumento mais falacioso de todos, repetido por várias pessoas envolvidas no projecto, é que aquilo é um «simples» manifesto e não o programa do partido, como se um manifesto de um projecto político nascente não contenha o seu ADN baptismal. Entre os vários ataques, um jovem mais azougado referiu a minha «desonestidade» por o ter feito, enquanto que o mesmo responsável que me tinha interpelado à «acção» disse que me deveria ter dirigido à posta restante do partido, em vez de estar numa página de arruaceiros a expor o tema. Fiquei esclarecido.
Como, todavia, sou uma pessoa de boa vontade, voltei ao site da organização e deparei-me, desta vez, com um documento intitulado «Programa – Portugal Mais Liberal», que terminava com umas frases sobre a União Europeia onde se podia ler que a Iniciativa Liberal pretende «uma maior integração europeia, com novos patamares de governação e de cidadania». Como isto é matéria importante, mas por si só significa pouco ou nada, escrevi outro texto perguntando-lhes o que queriam dizer. Não obtive resposta, a não ser de alguns comentadores de patrulha que insinuaram coisas medonhas sobre o meu interesse pela organização.
Mais recentemente, nuns comentários feitos no facebook, mais uma vez um responsável da Iniciativa Liberal apareceu, em tom irritadiço, a pedir que documentasse o que escrevera numa conversa entre amigos. Tendo-lhe respondido parcialmente ao que pedira, desqualificou a resposta como sendo uma «deturpação». Em face disso, fiquei-me por aí.
4. Ora, aqui chegados, é bom que os responsáveis da Iniciativa Liberal entendam que são eles – que se propõem ir para o governo do país – a terem de prestar esclarecimentos aos eleitores e não os eleitores que lhes têm de prestar esclarecimentos a eles. E, de facto, há ainda muito por esclarecer.
Coitado do Arlindo
O Arlindo era boa gente, amigo do seu amigo, sempre pronto a ajudar no talho quando chegava um mastim atropelado que pudesse ser vendido como cabrito para famílias numerosas.
Foi com relativa surpresa que encontrei o Arlindo na IV Internacional Liberal em representação da facção canibal pró-eutanásia utilitarista. Até comentei com o representante do clero de Moimenta, a bispa transsexual Antunes, que já não via o Arlindo desde aquele jantar da Confraria dos Pedófilos (é tudo só no domínio filosófico, nós respeitamos a lei). Estou a contar isto porque, apesar da minha postura usualmente ultramontana de conservador, o meu negócio de venda de vídeos voyeur de mulheres em topless na praia não está a correr tão bem: há uma grande rejeição dos meus clientes conservadores do conceito de igualdade entre homens e mulheres, mas a lei das quotas obriga-me a que 60% dos vídeos seja com gajos. É um negócio conservador, já se sabe, a sociedade demora muito tempo a ser educada para a igualdade liberal. Bem, não querendo mudar de negócio, ao ver o Arlindo vi uma oportunidade de empreendedorismo para um negócio paralelo, o do uso do testamento vital para fornecimento de um serviço completamente voluntário a pessoas que sonham em ser eutanasiadas para que possam deixar o seu corpo para usufruto por canibais. Ou isso ou o aborto retroactivo, que as facturas do colégio andam a causar grande transtorno emocional à minha família.
Ia eu de braços abertos ter com o Arlindo, chegando até a gritar “Arlindo!”, eis que aquele grande liberal que costumava andar pelo Piolho, o Armando, esse grande jornalista, passa com o tanque por cima do Arlindo. Enfim, perdi a oportunidade de negócio e a IV Internacional acabou com a remoção física, a bem dizer, da facção dos liberais-sociais que até estavam a formar um novo partido ou delegação do Bloco.
É por coisas dessas que agora passo mais tempo na Feira Erótica de Gondomar que em iniciativas liberais.