Pois é, se os vikings viajassem de bicicleta o clima não tinha mudado e eles podiam ter ficado na América
Vikings chegaram à América há mais de mil anos, pelo menos 500 antes de Colombo
E se a Greta a as taxas carbono já existissem a Gronelândia nunca teria ficado coberta de gelo.
A carga pronta metida nos contentores
Regista-se uma subida dos preços das matérias-primas nos mercados mundiais, faltam produtos nas prateleiras dos supermercados em alguns países, há escassez de componentes para automóveis ou computadores, atrasos nas entregas de mercadorias e, em geral, assiste-se a uma série de graves disrupções nas cadeias de fornecimento e comércio internacional.
Mas se a comunicação social lhe disse que o grande culpado desta situação é a covid, mentiram-lhe!
Tudo isto resulta directamente ou foi fortemente agravado por decisões dos governos e de políticos.
Se hoje já é evidente para muitos (e cada vez mais pessoas) que a esmagadora maioria das medidas ditas sanitárias adoptadas pelos governos a pretexto da covid19 foram totalmente estúpidas, largamente ineficazes e muitas vezes contraproducentes em termos de saúde pública, os efeitos destas intervenções estatais na vida das pessoas tornam-se agora mais claros.
Os decisores políticos decretaram suspender ou limitar fortemente a actividade da indústria e dos negócios, mandaram trabalhadores para casa, colocaram em confinamentos sucessivos pessoas saudáveis. Fechadas em casa sem poder viajar, fazer férias, frequentar espectáculos ou cinemas, sem ginásios ou jantares em restaurantes os consumidores em isolamento ou teletrabalho foram induzidos pelos governos a alterar os seus padrões de consumo habituais e com os apoios de layoff e injecções de dinheiro e subsídios públicos na economia, as pessoas em vez de serviços aumentaram as suas compras de bens como equipamentos electrónicos, artigos para casa, equipamentos de fitness, etc.
Mas ao mesmo tempo, as fábricas fecharam ou reduziram drasticamente a sua produção, os motoristas de pesados deixaram de estar na estrada e ficaram em isolamento profilático, os trabalhadores dos portos e tripulações de cargueiros de mercadorias deixaram de estar disponíveis em número suficiente. Apenas um exemplo: com a detecção de um teste positivo à Covid num único trabalhador de 34 anos, totalmente vacinado e assintomático, o terceiro maior porto do mundo fechou por completo durante duas semanas.
A carga pronta e metida nos contentores fica parada, os navios de transporte acumulam-se às dezenas nos portos, o tráfego marítimo reduz-se significativamente, deixa de haver paletes e contentores para acomodar novas encomendas, os custos de transporte e logística disparam. O sistema de transporte e comércio internacional está em pré-colapso, os estrangulamentos estão à vista de todos.
E não se pense que estes problemas afectam apenas a burguesia ou aqueles que passaram a usar o ZOOM como a sua ferramenta de trabalho preferida. Não só escasseiam alguns produtos alimentares como o preço dos alimentos também subiu. O número de pessoas em situação de insegurança aumentou, e só nos Estados Unidos este problema duplicou colocando agora 23% das famílias em risco de passar fome.
A intervenção dos governos resulta em consequências que não se podem planear nem prevêr em toda a sua extensão, produzindo um efeito de cascata em centenas de setores e segmentos da sociedade. Para surpresa de muitos a economia não funciona como um interruptor de luz, ora liga, ora desliga. Enfim, a ideia de que uma economia pode ser fechada sem critério e retomada sem consequências de largo espectro, é criminosa. Só poderia vir da mente de indivíduos e decisores políticos sem nenhuma compreensão ou consideração pela extraordinária interdependência do sector produtivo e a enorme complexidade do funcionamento da sociedade. Só poderia vir de socialistas e estatistas de todos os quadrantes políticos.
O meu vídeo de hoe, aqui:
Esta gente não se enxerga
Os títulos de hoje exultam: 11 crimes. CPI da Covid chega ao fim com Bolsonaro acusado
De repente é como se o mundo tivesse tido uma gestão correcta , coerente, acertada e sempre fundamentada no combate à COVID e o Brasil tivesse sido uma excepção a essas políticas esclarecidas. O enviesamente é tal que nem se comparam os números do Brasil com os de outros países e por exemplo não se pergunta o que aconteceu no Perú que tem praticamente o dobro dos mortos por COVID/milhão de habitantes do Brasil? Aqui na Europa, a Bulgária, a República Checa e a Hungria têm valores de mortes por milhão de habitante superiores ao Brasil. E a Argentina com um dos confinamentos mais drásticos do mundo tem valores de morte por COVID/milhão de habitantes muito próximos dos do Brasil.
O resultado da comissão do inquérito do Brasil não espanta. O que espanta é que nos outros países não existam comissões de inquérito. Ao combate à COVID e a outras coisas. A propósito a que velocidade seguia o carro do ministro Eduardo Cabrita?
Portanto foi 3×0?
No primeiro dia de Moedas, um protesto a favor da ciclovia que “triplicou” o número de ciclistas
… Se excluirmos os distribuidores da Uber a ciclovia da Almirante Reis não interessa a ninguém. E em Benfica nem os distribuidores a utilizam. Já a anexa ao IPO continua à espera que os doentes e suas famílias saltem das bicicletas para o hospital.
A propósito de quotas, racialização e outros patatispatatás…
Uma pergunta por dia numa semana com sabor a farsa
16 de Outubro de 1793
Comecem a guardar os anúncios da TAP. É o que costuma sobrar das companhias aéreas depois de anos a escamotear o óbvio
Extorsão fiscal
A proclamada justiça das taxas progressivas de imposto sobre o rendimento advém do suposto facto de elas tenderem para “igualdade de sacrifício” entre ricos e pobres, no pressuposto de que a capacidade para pagar impostos e impacto dessa cobrança no bem-estar não é idêntico para uma pessoa que tenha rendimentos anuais de 20.000€ quando comparado com outra que receba por ano 200.000€.
Além disso os defensores da tributação progressiva entendem que um euro adicional gasto pelo Ronaldo tem menor valor social do que um euro gasto por um empregado de balcão e, por isso, preferem cobrar esse euro ao Ronaldo através de imposto e dá-lo ao funcionário do café.
Só alguém muito distraído acredita que um euro retirado a um rico por meio de impostos entra por magia no bolso de um pobre. Como se sabe, esse dinheiro vai para um bolo do Estado para ser gasto como os políticos bem entenderem. E ninguém certamente se esquece das muitas dezenas de milhares de milhões de euros que já foram gastas no BES, no Banif, na TAP e em tantas e tantas outras opções políticas absolutamente vergonhosas do nosso governo…
Mas se a riqueza tivesse realmente de ser redistribuída, deveríamos confiar que as pessoas o fizessem com seu próprio dinheiro ou nos políticos com o dinheiro que não é deles? Independentemente disso, será justo aplicar uma taxa de imposto mais elevada ao rendimento de alguém que opte por trabalhar mais horas do que uma pessoa que opte por trabalhar menos horas e usufruir de tempo de lazer adicional? E, já agora, se a apropriação de 100% do produto do trabalho de alguém é escravatura, a partir de que percentagem deixa de se ser escravo?
Numa situação de equidade fiscal os impostos são cobrados proporcionalmente e não progressivamente. Uma pessoa rica pagaria sempre e automaticamente mais impostos do que uma pessoa pobre. Ou seja, a exigência de impostos mais altos sobre rendimentos mais elevados também é satisfeita através de um imposto de taxa fixa em que essa taxa de imposto é aplicada à globalidade do rendimento e não por escalões artificiais que estratificam e segregam a sociedade. A quem não tiver rendimento suficiente para uma vida humanamente condigna deveria ser concedida isenção desse pagamento e não a fórmula habitual de cobrar relativamente mais a terceiros.
Por isso acho que a procura da igualdade através de políticas fiscais tem uma motivação de inveja. Começa-se pela ideia de “os ricos que paguem a crise”, mas logo a noção de rico passa a englobar também toda a classe média. Neste processo coloca-se a minoria mais produtiva e geradora de riqueza da sociedade à mercê de uma maioria da população e de zelosos burocratas que por sua vez obedecem aos desejos e comandos de políticos que decidem sobre o destino a dar ao dinheiro dos outros.
Todavia, quaisquer que sejam as motivações para uma tributação desproporcionalmente pesada dos ricos, esse argumento seria unicamente aplicável no caso em que o rendimento é usado para o consumo e não para investimento. Mas, e aqueles que usam os seus elevados rendimentos e disponibilidades financeiras para criar empresas ou abrir negócios dando emprego a mais pessoas? Esse rendimento deve ser retirado por via de uma taxa de imposto especialmente elevada?
Um imposto progressivo desincentiva fortemente a que se trabalhe para ganhar mais. O facto de a legislação permitir que uma minoria de indivíduos com elevados rendimentos seja relativamente mais penalizada com taxas superiores de imposto não é justiça social. É uma violação de princípio éticos e morais fundamentais e não legitima a prática de extorsão. Apenas absolve o criminoso.
O meu vídeo de hoje, aqui:
Ouçam que por agora ainda se pode ouvir
Será que o PCP e o BE vão fazer o favor a António Costa de o libertar do cargo de PM?
PCP junta-se a BE no voto contra à proposta de Orçamento do Estado para 2022
O principal interessado no chumbo do OE: António Costa. O chumbo do OE era o pretexto certo que António Costa deixar o Governo.
De pedras rolante a floquinhos de neve
13 de Outubro
Não deixem que alguém se gabe das suas visões progressistas, que se vanglorie da posição como académico ou como artista reconhecido, seja cidadão distinto ou cidadão comum. Deixem que ele diga para ele próprio e de forma clara: eu sou gado, eu sou um covarde; eu apenas procuro conforto e comida em abundância.
Aleksandr Sozhenistsyn
Os senhorios continuam a fazer de Segurança Social
A opacidade da dona Kristalina
A mesma UE que saca do arsenal todo sobre a Polónia mantém uma doce candura no caso dos técnicos do FMI suspeitos de terem favorecido a China. Entre esses técnicos conta-se Kristalina Georgieva directorra-geral do mesmíssimo FMI.
PSD e CDS podiam trocar de líderes, não era?
Se Rui RIo tivesse metade da genica de Francisco Rodrigues dos Santos até que Portugal teria oposição. PSD e CDS podiam trocar de líderes com vantagens para todos: Francisco Rodrigues dos Santos tinha um partido para liderar e Rui Rio ficava feliz no meio daquela coisa trostquista em que o CDS está transformado.
O PÚBLICO quando não é a folha de couve roxa do BE investiga bem. Veja-se a reportagem sobre os jovens com idades entre os 15 e os 25 internados no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. À conta da Covid, entre Março de 2020 e Outubro de 2021, estes jovens não tiveram visitas presenciais. Durante quase dois anos, os pais tiveram de falar com os filhos através de janelas fechadas, por vezes empoleirados em escadotes ou corrimãos. Interrogada pela autora da reportagem a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central diz “Eu nunca vi as visitas à janela. Os pais e as mães não fazem visitas assim, que eu tenha conhecimento.” Em seguida , a instâncias da jornalista fez um telefonema e confirmou que sim, as visitas aconteceram nestes moldes entre Março de 2020 e 7 de Outubro de 2021.
Presume-se que entre Março de 2020 e Outubro de 2021 a a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central também esteve confinada.
Rendeiro, Pandora papers e Robin dos Bosques
Nos últimos dias falou-se muito do caso BPP e da fuga de João Rendeiro do país. Houve declarações indignadas sobre o assunto e uma quase revolta com a rebaldaria da Justiça em Portugal. O que parece que ninguém notou é que a soma de penas para Rendeiro resulta em mais de 19 anos. Ou seja, os crimes de colarinho branco são, aparentemente, mais graves do que atentados directos à vida e à integridade física das pessoas.
Algo na escala de valores do legislador não está bem ou, pelo menos, o sistema legal não traduz uma proporcionalidade aceitável das penas.
Entretanto, surgiram também nos jornais notícias sobre o novo escândalo do agora chamado de “Pandora Papers”. O que juntando ao caso Rendeiro resulta na salgalhada habitual que desemboca inevitavelmente na perseguição a todos os que procuram pagar menos impostos e obter o máximo rendimento dos seus investimentos financeiros.
Tirando casos de branqueamento de capitais ou crimes semelhantes, confesso-me muito pouco preocupado com paraísos fiscais, e no meu íntimo sinto até alguma inveja de quem consegue ultrapassar com êxito o Purgatório. Preocupa-me bastante mais o inferno fiscal em Portugal do que os Pandora Papers.
Isto porque se é normal as pessoas procurarem as melhores taxas para os seus depósitos, por que razão não hão de procurar também pagar o mínimo possível de impostos sobre juros de poupanças resultante de actividade sobre a qual até já pagaram impostos sobre rendimento?
A forma como o comentariado politicamente correcto ataca a utilização de offshores baseia-se na crendice de que “se todos pagassem impostos, todos pagariam menos impostos” como se alguma vez o Estado se contivesse na contenção de despesa pública… Ao contrário do que pensam esses ingénuos, a verdade é que se todos pagassem impostos, todos pagariam mais impostos.
João Rendeiro está a fugir à Justiça e à sua condenação efectiva. Mas quero recordar que os Portugueses que pagam impostos, esses, têm eles próprios um julgamento sumário e são condenados sem hipótese de recurso a uma brutal carga de impostos que mais não é do que subtracção por parte do Estado de propriedade privada alheia através de ameaça e coação.
Quando, apesar de a legislação o permitir, a sociedade tem pouca consideração pela propriedade privada fruto do trabalho dos indivíduos, ficam muito ténues os limites éticos que separam a actividade da Autoridade Tributária da prática de extorsão.
Como disse atrás, a lógica do poder é inexorável e o Estado cobrará sempre mais e mais impostos. Lembro que o Robin dos Bosques não roubava aos ricos para dar aos pobres. O que Robin dos Bosques fazia era tirar dos cobradores de impostos o dinheiro que estes tinham subtraído aos empreendedores e comerciantes.
Robin dos Bosques tornou-se herói porque se insurgia contra o Rei e o aparelho de Estado que extorquia aos cidadãos a sua propriedade privada.
O meu vídeo de quarta-feira passada, aqui:
E aproveito para colocar uma pergunta: «Uma dúvida profunda atormenta-me há dias: dado o unanimismo das redacções portuguesas na hora de apelidar Rui Fonseca e Castro como “juiz negacionista” vão passar a tratar como juiz ou juiza “xoné” quem aceitou que João Rendeiro desse a morada da embaixada portuguesa em Londres como local para ser contactado após viajar para Inglaterra?»
Depois do socialismo democrático e do socialismo terceira via temos o “socialismovamolaverquatéabarracabana”
O jornalismo palhaço

É o chamada jornalismo palhaço. Aquele do vale tudo contra quem não é da nossa cor e que despublica artigos de opinião porque, segundo o PÚBLICO, estes têm um “tom desprimoroso e supérfluo usado pelo autor em relação a várias personalidades da nossa vida pública“
Apresentar desta forma o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, é certamente um primor do jornalismo palhaço que não tarda muito será o jornalismo feito por palhaços.
Portanto
Foi o juiz Rui Fonseca e Castro que deixou fugir o Rendeiro, certo?
O deputado Magalhães
Esta manhã ouvi o deputado Magalhães perorar com aquela sanha que o caracteriza sobre a falta de regulação do facebook. O deputado Magalhães referia tb não existir um facebook europeu.
Sabe o deputado Magalhães pq não existe um facebook europeu? Porque os deputados Magalhães da Europa impedem que tal aconteça. Por cada deputado Magalhães é um criativo que não cria. Ou que se põe a andar para paragens onde os deputados magalhães não mandem tanto.
Uma certa forma de populismo
De cada vez que se divulgam mais uns papers lá vem o indisfarçável ódio à riqueza. Não interessa se as pessoas que recorrem a offshore roubaram ou simplesmente escolheram colocar o seu dinheiro de forma a pagarem menos impostos. Por exemplo, as pessoas referidas neste título sabe-se como ganharam os milhões «Pandora Papers. Shakira, Guardiola e Julio Iglesias entre as estrelas internacionais que usaram offshores para negócios» Querer misturar estas pessoas com outros que não se sabe donde lhes veio o dinheiro é um populismo justicialista.
Não são eles que decidem mal, somos nós que não os percebemos
Esta semana no Observador tratei de um artifício clássico de quem nos governa: nunca assumem um erro, uma má decisão. Nós é que não os entendemos: «No caso da exoneração do Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), o presidente da República veio já tranquilizar-nos garantindo que “Todos os equívocos sobre a polémica na Armada estão esclarecidos” como se tudo se tivesse resumido a uns trocadilhos que nós no nosso fraco entender não discernimos.
O que não queremos ver
Jacinto Gonçalves, médico octogenário sobre o dia mundial dos idosos: «a maioria de nós, com a sabedoria ancestral que só se aprende no dia a dia, sabedoria a que também se chama “bom senso”, está fechada nos novos Jardins Zoológicos, só para a espécie humana em idade avançada, também chamados Lares de Terceira Idade. As famílias vão lá aos fins-de-semana, quando faz bom tempo, ultimamente com máscara e distanciamento social. A pandemia da Covid 19 apanhou os idosos na ratoeira destes lares.»
O Reitor e as suas soluções para residências de estudantes
O Professor de Anatomia e Reitor da Universidade do Porto diz – sem se rir – que “como as residências de estudantes não se constroem da noite para o dia, a solução do alojamento estudantil passa pelas autarquias”.
O intervencionismo estatal, como toda a gente sabe, tem-se revelado magnífico…
O meu vídeo de hoje está disponível aqui:
A isto chegámos: tratar da exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada na Casa do Artista
«Presidente da República afirmou esta quarta-feira que a saída do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, antes do fim do mandato está acertada, mas não acontecerá agora, escusando-se a adiantar qual será a data.
Em declarações aos jornalistas, na Casa do Artista, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que António Mendes Calado mostrou “lealdade institucional” no exercício do cargo e realçou que nesta matéria “a palavra final é do Presidente da República”.»
Em resumo: o PR despacha a exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada numas declarações na Casa do Artista e os jornais informam-nos que que ficamos com um chefe do Estado-Maior da Armada a meio tempo : “Saída do chefe do Estado-Maior da Armada não é para já”.
Há fins de ciclo muito tristes!
Assim estamos de regular funcionamento das instituições*
Defesa propõe exoneração de Chefe do Estado-Maior da Armada. Decisão é do Presidente da República
*Alguém se lembra porque Sampaio correu com Santana Lopes? Uma pista estava em causa o regular funcionamento das instituições….
Os comandos africanos foram traídos e abandonados durante a guerra colonial? E quem traiu?

O DN tem hoje esta chamada de capa que dá conta da bizarra forma de falar dos crimes cometidos no âmbito do que se chama descolonização. Já se fala desses crimes mas correm por conta da guerra colonial. Não foram apenas os militares e os políticos que traíram. Os jornalistas e os activistas também traíram. Não quiseram ver. Calaram o que se sabia e que militares como Otelo não escondiam sequer: a célebre frase sobre o meter os reaccionários no Campo Pequeno foi precedida do exemplo de como na Guiné tinham sido fuzilados os reaccionários.
TSF: «O ministro das Infraestruturas critica as opções de Carlos Moedas para Lisboa em matéria de mobilidade e de habitação. Pedro Nuno Santos diz que admite estar “muito preocupado”
Resposta socialista: baixar a exigência
Era uma vez uma noite muito loonggaaaaaaa…
Os resultados não era bons para o BE
Catarina Martins foi buscar aquilo que deve ter aprendido nas aulas de teatro.
De repente senti-me transportada para aquelas peças de teatro que faziam parte da minha infância.
Reflectindo
Hoje, no Observador, escrevo sobre o regresso dos caldeirões infernais agora na versão do planeta em chamas e aproveitando o dia de reflexão pergunto:
Zeca Afonso Revisited
Na viatura que é municipal
Com estardalhaço e nunca calada
Vem com lacaios e com um fiscal
Chupar os néctares de uma laranjada
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
…
Figos, cerejas, mangas e melões
Tudo tratado em ajuste directo
Nem é preciso gastar uns tostões
Para encher a copa até ao tecto
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
…
O esbulho faz-se descaradamente
Não há problema pois a malta é branda
Pode levar fruta suficiente
Pra mil chapéus da Carmen Miranda
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada




