Depois do socialismo democrático e do socialismo terceira via temos o “socialismovamolaverquatéabarracabana”
O jornalismo palhaço

É o chamada jornalismo palhaço. Aquele do vale tudo contra quem não é da nossa cor e que despublica artigos de opinião porque, segundo o PÚBLICO, estes têm um “tom desprimoroso e supérfluo usado pelo autor em relação a várias personalidades da nossa vida pública“
Apresentar desta forma o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, é certamente um primor do jornalismo palhaço que não tarda muito será o jornalismo feito por palhaços.
Portanto
Foi o juiz Rui Fonseca e Castro que deixou fugir o Rendeiro, certo?
O deputado Magalhães
Esta manhã ouvi o deputado Magalhães perorar com aquela sanha que o caracteriza sobre a falta de regulação do facebook. O deputado Magalhães referia tb não existir um facebook europeu.
Sabe o deputado Magalhães pq não existe um facebook europeu? Porque os deputados Magalhães da Europa impedem que tal aconteça. Por cada deputado Magalhães é um criativo que não cria. Ou que se põe a andar para paragens onde os deputados magalhães não mandem tanto.
Uma certa forma de populismo
De cada vez que se divulgam mais uns papers lá vem o indisfarçável ódio à riqueza. Não interessa se as pessoas que recorrem a offshore roubaram ou simplesmente escolheram colocar o seu dinheiro de forma a pagarem menos impostos. Por exemplo, as pessoas referidas neste título sabe-se como ganharam os milhões «Pandora Papers. Shakira, Guardiola e Julio Iglesias entre as estrelas internacionais que usaram offshores para negócios» Querer misturar estas pessoas com outros que não se sabe donde lhes veio o dinheiro é um populismo justicialista.
Não são eles que decidem mal, somos nós que não os percebemos
Esta semana no Observador tratei de um artifício clássico de quem nos governa: nunca assumem um erro, uma má decisão. Nós é que não os entendemos: «No caso da exoneração do Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), o presidente da República veio já tranquilizar-nos garantindo que “Todos os equívocos sobre a polémica na Armada estão esclarecidos” como se tudo se tivesse resumido a uns trocadilhos que nós no nosso fraco entender não discernimos.
O que não queremos ver
Jacinto Gonçalves, médico octogenário sobre o dia mundial dos idosos: «a maioria de nós, com a sabedoria ancestral que só se aprende no dia a dia, sabedoria a que também se chama “bom senso”, está fechada nos novos Jardins Zoológicos, só para a espécie humana em idade avançada, também chamados Lares de Terceira Idade. As famílias vão lá aos fins-de-semana, quando faz bom tempo, ultimamente com máscara e distanciamento social. A pandemia da Covid 19 apanhou os idosos na ratoeira destes lares.»
O Reitor e as suas soluções para residências de estudantes
O Professor de Anatomia e Reitor da Universidade do Porto diz – sem se rir – que “como as residências de estudantes não se constroem da noite para o dia, a solução do alojamento estudantil passa pelas autarquias”.
O intervencionismo estatal, como toda a gente sabe, tem-se revelado magnífico…
O meu vídeo de hoje está disponível aqui:
A isto chegámos: tratar da exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada na Casa do Artista
«Presidente da República afirmou esta quarta-feira que a saída do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, antes do fim do mandato está acertada, mas não acontecerá agora, escusando-se a adiantar qual será a data.
Em declarações aos jornalistas, na Casa do Artista, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que António Mendes Calado mostrou “lealdade institucional” no exercício do cargo e realçou que nesta matéria “a palavra final é do Presidente da República”.»
Em resumo: o PR despacha a exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada numas declarações na Casa do Artista e os jornais informam-nos que que ficamos com um chefe do Estado-Maior da Armada a meio tempo : “Saída do chefe do Estado-Maior da Armada não é para já”.
Há fins de ciclo muito tristes!
Assim estamos de regular funcionamento das instituições*
Defesa propõe exoneração de Chefe do Estado-Maior da Armada. Decisão é do Presidente da República
*Alguém se lembra porque Sampaio correu com Santana Lopes? Uma pista estava em causa o regular funcionamento das instituições….
Os comandos africanos foram traídos e abandonados durante a guerra colonial? E quem traiu?

O DN tem hoje esta chamada de capa que dá conta da bizarra forma de falar dos crimes cometidos no âmbito do que se chama descolonização. Já se fala desses crimes mas correm por conta da guerra colonial. Não foram apenas os militares e os políticos que traíram. Os jornalistas e os activistas também traíram. Não quiseram ver. Calaram o que se sabia e que militares como Otelo não escondiam sequer: a célebre frase sobre o meter os reaccionários no Campo Pequeno foi precedida do exemplo de como na Guiné tinham sido fuzilados os reaccionários.
TSF: «O ministro das Infraestruturas critica as opções de Carlos Moedas para Lisboa em matéria de mobilidade e de habitação. Pedro Nuno Santos diz que admite estar “muito preocupado”
Resposta socialista: baixar a exigência
Era uma vez uma noite muito loonggaaaaaaa…
Os resultados não era bons para o BE
Catarina Martins foi buscar aquilo que deve ter aprendido nas aulas de teatro.
De repente senti-me transportada para aquelas peças de teatro que faziam parte da minha infância.
Reflectindo
Hoje, no Observador, escrevo sobre o regresso dos caldeirões infernais agora na versão do planeta em chamas e aproveitando o dia de reflexão pergunto:
Zeca Afonso Revisited
Na viatura que é municipal
Com estardalhaço e nunca calada
Vem com lacaios e com um fiscal
Chupar os néctares de uma laranjada
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
…
Figos, cerejas, mangas e melões
Tudo tratado em ajuste directo
Nem é preciso gastar uns tostões
Para encher a copa até ao tecto
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
…
O esbulho faz-se descaradamente
Não há problema pois a malta é branda
Pode levar fruta suficiente
Pra mil chapéus da Carmen Miranda
…
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Quem são os verdadeiros chalupas?
As armas de persuasão
Robert Cialdini, no seu livro Psychology of Persuasion, explica que há seis princípios essenciais que sustentam a arte da persuasão: o princípio da reciprocidade resulta da nossa tendência para retribuir uma oferta, o que implica uma maior disponibilidade para fazer negócio com alguém que nos oferece algo a priori; o princípio da consistência significa que as pessoas procuram ser coerentes com o que disseram no passado, principalmente se o fizeram em público ou por escrito; o princípio da empatia significa que tendemos a fazer as vontades a alguém que conhecemos ou/e com quem há interesses mútuos; o princípio da escassez significa que valorizamos o que não podemos ter ou alcançar ou que estamos na iminência de perder; o princípio da autoridade significa que as pessoas procuram interpretar a miríade de informações recorrendo à autoridade de especialistas a quem reconhecem autoridade na matéria; o princípio da prova social diz-nos que as pessoas tendem a fazer aquilo que é socialmente aceite.
Estes princípios têm muita utilidade como técnicas de vendas e marketing das empresas, mas também podem ser olhados como contexto para a adoção de políticas e promoção das mesmas na opinião pública.
O princípio da autoridade e suas consequências
Talvez o episódio mais impressionante sobre o poder de influência do princípio da autoridade esteja no Velho Testamento, quando Abraão, em cumprimento das ordens de Deus, se dispôs a executar filicídio, o que acabou por não acontecer porque Deus cancelou a ordem no último momento. Seja ou não factualmente verdadeiro, o episódio ilustra bem a tendência humana para confiar no juízo da autoridade. No seu livro, Cialdini dá um exemplo de uma experiência em que dois atores, que se faziam passar por cientista e cobaia voluntária, pediam a um terceiro elemento (o verdadeiro objeto da experiência) que colaborasse numa rotina “científica” que visava, supostamente, testar os efeitos da punição na aprendizagem e memória (na verdade a experiência visava perceber quanta dor as pessoas são capazes de provocar num inocente, no âmbito de uma tarefa ou trabalho). O “falso cientista” fazia perguntas à “falsa cobaia” e sempre que esta errava o primeiro ordenava ao terceiro elemento que carregasse num botão que produzia um choque elétrico (obviamente o terceiro elemento não sabia que o choque era fictício). A experiência foi-se desenrolando e os choques aumentavam de intensidade, assim como os gritos das “cobaias”, à medida que as respostas erradas se sucediam. O mais impressionante é que dois terços das pessoas continuaram a carregar no botão, apesar de estarem a assistir àquele espetáculo atroz, mas nenhum o fez quando numa experiência similar em que quem dava a ordem não era cientista. Conclusão: é muito importante que a autoridade não seja beliscada para que possa ter o poder de influenciar decisivamente as pessoas.
Uma autoridade em vacinas mRNA esteve em Portugal
Esteve em Portugal Robert Malone, pioneiro na técnica mRNA que levou à produção de algumas vacinas contra a Covid-19. Surpreendentemente, ou talvez não, nenhum órgão de comunicação social mainstream entrevistou Malone. Podem ter tentado, mas não creio que tenha sido o caso. Para ouvi-lo é preciso consultar as malditas redes sociais, as Tertúlias da Junqueira ou as Notícias Viriato. Mas porquê esta omissão? Parece-me evidente que, para a narrativa oficial, o facto de Malone ter pedido, com boas razões para tal, cautelas na vacinação de crianças e de ter alertado para a pressão política sobre a FDA, entre outras reflexões inquietantes, o qualificam não como uma autoridade científica, mas sim como um “perigoso chalupa”.
E o que é um chalupa?
Devo começar por afirmar que a lista quase não tem fim, pelo que faço apenas um pequeno resumo. Um chalupa é: alguém que anda sozinho de carro com a máscara posta; alguém que usa duas máscaras; alguém que destrói a epiderme abusando de produtos de limpeza das mãos à base de álcool; é alguém que se cruza na rua com outra pessoa e foge assustado; são grupos de pessoas que, apesar da vacinação, mantiveram ou agravaram as medidas sanitárias nas escolas; por último, chalupa é o médico veterinário do Zoo de Lisboa que diz que vacinar os animais “faz todo o sentido”. Isto sim, são pessoas com deficits de vária ordem ou então estão encurraladas pela narrativa do medo. Claro que também há, embora num grau muitíssimo menor, pessoas que dizem que não se passa nada e que o vírus não existe, mas a proporção entre o primeiro grupo de chalupas e estes últimos é de 1000 para 1, ou algo do género.
A seleção de chalupas a abater
Para os prosélitos da narrativa oficial, o mais incomodativo no processo de persuasão das massas não é o chalupa que nega o vírus, mas sim os malditos cépticos. Os cépticos são alguém que faz perguntas, que sugere alternativas e, sobretudo, alguém que não admite que se justifiquem as facadas nos direitos das pessoas que ocorreram nestes tempos de vírus. Numa sociedade civil livre, com uma imprensa livre, o céptico faria sempre parte da formação da opinião pública. Numa pequena proporção foi isso que aconteceu, embora com limitações e condicionamentos de forma a não beliscar a integridade da narrativa oficial e um consenso social visto como absolutamente necessário. Mais recentemente, deu-se um truque adicional que consistiu em aproveitar fenómenos soltos como os insultos ao Presidente da Assembleia da República para qualificar como chalupas a abater todos os que se insurgem contra as medidas e contra a falta de transparência do processo de vacinação das crianças. Isto apesar de, numa ilha de liberdade de expressão, uma reportagem de Ana Leal ter exposto de forma tão evidente a Ordem dos Médicos, que escondeu na gaveta um parecer que recomendava prudência na vacinação das crianças. Prudência essa que foi durante bastante tempo a palavra de ordem nesta matéria, até que, de repente, a DGS recomendou a vacinação de crianças dos 12 aos 15 e todos os dissidentes passaram a ser tratados como chalupas. O que fazer com eles? Mafalda Anjos respondeu assim no final do seu editorial infame na Visão: “…É, pois, preciso consequências, imediatas, rápidas e duras, tal como estipula a lei. Encolher os ombros não é mais solução.” Uma fascista, portanto.
Um mundo nada admirável
No artigo O Admirável Mundo Novo em 2020 chamei a atenção de que a submissão das massas seria mais eficaz e duradoura numa sociedade anestesiada e condicionada no pensamento livre, tal como descreve o livro Brave New World de Huxley, do que através de métodos totalitários mais diretos. Para que tal aconteça é preciso dominar os princípios da persuasão, em especial a força do princípio da autoridade e do princípio da prova social. É o que está a acontecer em larga escala.
A reação a este estado de coisas é a insubmissão através de todas as ferramentas ainda existentes que permitam travar o caminho em direção a uma sociedade de servos. O admirável mundo novo não tem nada de admirável.
Nota: artigo publicado no Observador.
A cruzada das crianças
Relatos como este que o PÚBLICO traz hoje sob o subtítulo Ansiedade Climática é o que temos de mais aproximado com Cruzada das Crianças: «Há noites em que Sofia Oliveira se deita mas não consegue adormecer com os cenários que a sua preocupação constrói. “Penso demasiado nas catástrofes ambientais à minha volta”, explica a jovem de 16 anos. E os exemplos são vários: há cada vez mais plantas e animais em risco de extinção, a subida do nível do mar continua a obrigar muitas pessoas a abandonar as suas casas e os episódios meteorológicos extremos são cada vez mais frequentes – inundações, furacões, tempestades ou mesmo a seca, que já é apontada pela Organização das Nações Unidas como a próxima pandemia. “Já tive ataques de ansiedade a pensar nisto”, diz a jovem. “Se hoje já acontece tanta coisa devastadora, o que posso esperar do futuro?”, questiona.»
A paranoia que se criou em torno do clima não vai passar sem deixar sequelas.
Arroios, o futuro do Portugal socialista
Norma nº 1 da imprensa portuguesa: desde que Trump saiu da Casa Branca não há mais nada a noticiar
O Vaticano e a segregação de milhões de pessoas
O Vaticano proibiu a entrada nesta cidade-estado a 5.400 milhões de pessoas. Isto porque segundo despacho oficial do Estado do Vaticano, a partir de 01 de Outubro próximo qualquer pessoa que não esteja munida do certificado de vacinação covid será impedida de entrar no território da sede da Santa Sé.
Como a proibição não abrange a possibilidade de participar na missa na Basílica de S. Pedro, – desde que se entre e saia imediatamente e apenas para esse efeito – podemos colocar de lado a possibilidade de o decreto atender a motivos estritamente sanitários. O caso parece, pois, uma manifestação pública de suposta virtude pelo actual ocupante da Cadeira de Pedro. Se 68% da população mundial não está hoje vacinada pelos mais variados motivos, que virtude é esta em que o Papa impede a entrada de mais de meio mundo no seu domínio territorial? Domínio esse outorgado em 1929 por Mussolini, que foi quem permitiu que a cidadela do Vaticano tivesse “fronteira”.
Seguindo o exemplo de Cristo que chamou a si os leprosos, a Igreja Católica sempre acolheu e foi próxima dos doentes. Por isso seria já de si uma enorme perplexidade que o actual Papa permitisse afastar do Vaticano os que sofrem de doenças infeciosas, através da lei e com fiscalização policial. Mas o Papa Francisco vai mesmo ainda mais longe na ignomínia e perversão da palavra de Deus ao excluir por decreto a possibilidade de uma pessoa saudável, mas sem vacina da covid, se deslocar e permanecer até numa Praça de São Pedro deserta.
O Papa já antes tinha dito coisas pouco cristãs numa entrevista a um canal de televisão italiano. Pasme-se e atente-se à forma bruta e arrogante de Francisco quando afirma e cito novamente: “Eticamente todos devem tomar a vacina. Não é uma opção”. E mais uma vez, faz alusão ao “negacionismo” que apesar de nunca explicar em concreto de que se trata, reconhece que não consegue explicar a “negação suicida” (na expressão do Papa) de quem opta por não se vacinar.
Recentemente, o Papa Francisco fez outras declarações aos jornalistas aquando da sua viagem à Eslováquia que são no mínimo de mau gosto, e indiscutivelmente perversas e impróprias para um líder religioso que não queira ceder ao populismo e fomentar a divisão e tribalismo entre seres humanos. Disse Francisco e cito: “Mesmo no Colégio de Cardeais há alguns negacionistas da vacina. Mas um deles, por má sorte, está hospitalizado com o vírus” E acrescentou o Papa: “Essas são as ironias da vida.”
O actual Papado e chefia de Estado do Vaticano é exemplo da mais abjecta miséria moral da hierarquia da Igreja que deixou, aliás, de ser católica, universal.
O chefe de uma Igreja supostamente universal cauciona assim o estigma do “negacionismo” sobre pessoas que fazem a sua própria avaliação de risco, têm sentido crítico e dúvidas sobre o processo de vacinação. Curioso é que tenha sido o Papa na mesma ocasião a dizer asneiras grosseiras sobre o tema ao equivaler a vacina da covid à do sarampo ou da poliomielite.
Agora, quando Francisco deixar a sua habitual mensagem urbi et orbi a partir dos seus aposentos no Vaticano, ficará patente a contradição com uma cidade que deixou de estar aberta ao mundo.
Felizmente para todos, o dogma da infalibilidade do Papa apenas se refere a questões de fé.
O meu vídeo de hoje, aqui:
Costa amigo, Maduro está contigo
CML de Medina: Bicicletas para o povo, estacionamento à porta para nós

A Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes, organismo da CML a funcionar na Rua Alexandre Herculano 46 reserva uma meia dúzia de lugares para si mesma à porta. Só não levam os carrinhos lá para dentro porque não conseguem. Entretanto a mesma CML/Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes diaboliza o automóvel. Dos outros, claro.
Discurso de Costa sobre a GALP versão de 1975

António Costa ressuscitou o Decreto-Lei n.º 222-B/75, o tal que proibia as falências.
Mais uns dias de campanha e chegamos ao discurso de Almada
Olhó candidato com os seniores, olhó candidato no cartaz
A Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, é uma espécie de sempre em festa. Tudo é propaganda.
Aquelas actividades vulgarmente conhecidas como férias seniores são por todo o país um pretexto para garantir o voto dos velhos. Em Benfica a junta levou os seniores (raio de nome) para férias em Montegordo. E lá foi o senhor presidente da junta falar com os seniores. De Benfica a Montegordo não vão eles esquecer-se em quem devem votar pouco depois. Entretanto a prestimosa junta coloca na caixa do correio dos literalmente fregueses material de propaganda disfarçado de informação. Temos revista, folhetos
corporações
Sobre as novas exigências da Ordem dos Advogados aos estagiários de advocacia. No Observador.
Regulação? A sério que o problema é a falta de regulação?
Explicações. Fenómeno a crescer e o Estado a olhar para o lado
O que devia ser excepcional – as explicações – tornou-se uma rotina. É esse o problema.
O ideal é a GALP fechar às 2, 4 e sextas para descarbonizarmos
e às terças, quintas e sábados mantém-se a funcionar para manter os postos de trabalho e tratar dos solos.
Dezembro de 2020: Galp fecha refinaria em Matosinhos a partir de 2021 e concentra em Sines. Decisão está alinhada com descarbonização,
Setembro de 2021: Refinaria de Matosinhos. António Costa acusa Galp de “irresponsabilidade”
Lisboa ciclável fora das ciclovias
Um estranho cortejo avançava este sábado, 18, na zona de Sete-Rios em Lisboa: vários polícias em motos e automóveis acompanhavam um grupo de ciclistas. Espantosamente os ciclistas ignoravam as duas ciclovias paralelas existentes neste local da capital (ciclovias da Conde Almoster e da Radial de Benfica) e pedalavam pelo asfalto devidamente escoltados pela frota automóvel da polícia. Para mais tudo isto aconteceu no âmbito de um evento denominado Lisboa Ciclável que diz ter “como objetivo promover a utilização da bicicleta e das ciclovias da cidade de Lisboa”. Para lá do óbvio absurdo deste caso — se o evento se destinava a promover a utilização das ciclovias porque não as usavam? —, o folclore em torno do uso da bicicleta está a ficar insuportável.
Negacionismos e verdades convenientes
Esta semana no Observador escrevo sobre a palavra do momento: o negacionismo:
A fulanização dos negacionistas tornou-se uma prova de vida das máquinas de debitar certezas em que muitas redacções estão transformadas. Não passa de um exercício de má fé transformar num grupo homogéneo movido por interesses obscuros, aqueles que de forma diversa e com razões diversas (e frequentemente também com falta delas) colocam em causa as medidas tomadas ao abrigo do combate à pandemia da Covid 19 ou questionam a seguranças das vacinas.
Sr Presidente, antes de falar peça um papel quadriculado, um lápis e faça as contas
Os jornais informam-nos que o Presidente está preocupado com os preços da energia: Marcelo alerta que subida dos preços da energia pode ser um travão à recuperação económica
Conhecendo os protagonistas vão pedir limites, travões, fundos e compensações. Dizer o porquê deste aumento é que não. Por exemplo o Marcelo que em 2019 foi para as nas Nações Unidas, afirmar ufano que Portugal foi o primeiro país a comprometer-se a ser neutro em carbono até 2050 e pediu urgência no combate global às alterações climáticas. “Já se perdeu demasiado tempo. A complacência e a indiferença já não são toleráveis” nunca se interrogou sobre os custos disso tudo? Achou que era só atirar para o ar expressões como neutralidade carbónica ou transição energética? Sr Presidente, antes de falar peça um papel quadriculado, um lápis e faça as contas.
Porque não vai o TC para Beja?
Em Coimbra os membros do TC vão ainda ensizesmar mais. Já nos basta a faculdade de Direito de Coimbra, agora o TC em Coimbra só vai reforçar essa coimbricice. A localização do TC tem de ousar, romper preconceitos, inovar. Logo o TC deve ir para Beja. Justificava-se assim o aeroporto que de desastre passava a rasgo visionário. Por mim voto Beja.
Mas será que é constitucional a mudança do TC para onde quer que seja? Recordo toda a jurisprudência do T tornando inamovíveis os garantismos dados à função pública e a tudo o que fosse despesa pública. Logo não vejo que levar o TC para Coimbra possa ser constitucional. Vasculhem bem, chamem o Joaquim José Coelho de Sousa Ribeiro que ele logo explicará que tudo isto é inconstitucional.
Afirmacionismos
Ferro Rodrigues quer saber porque morrem idosos vacinados. O motivo do seu súbito interesse pela condição humana é – passo a citar – “não alimentar negacionismos”.
Perante isto, não há muitos ainda dotados de um pingo de dignidade que lhes possam responder, pelo que terei que ser eu:
Idosos vacinados morrem porque quem não morre novo acaba a morrer velho.
Despedidos por causa da cor da sua pele
Com desenho percebe-se melhor

(tirado do Instituto Mais Liberdade)
E com bold tb lá vai a propósito da última falácia: a das casas acessíveis: num apartamento que se venda por 170.000€ o Estado abarbata ao longo do processo mais de 70.000€. Estas e outras contas estão aqui apresentadas no Blasfémias pelo Telmo Azevedo Fernandes. Vale a pena ler e ouvir.
Habitação acessível e eleições autárquicas
O preço elevado da Habitação tem sido um dos temas centrais da campanha eleitoral. Os políticos de todos os quadrantes prometem implementar políticas públicas para corrigir supostas anomalias do mercado e proporcionar aos seus munícipes habitação a preços acessíveis.
Mas é extraordinário que os candidatos não percebam que o problema é causado pelos políticos que não permitem aos promotores construir apartamentos para a classe média, e que única maneira de haver preços acessíveis é haver mais casas no mercado.
Comparando com outro sector, o MacDonalds ganha muito dinheiro servindo refeições a preços acessíveis à grande massa da população. Já os promotores imobiliários têm orientado os seus investimentos para o segmento mais elevado do mercado, simplesmente porque só conseguem ganhar dinheiro vendendo casas a gente rica ou a estrangeiros.
Os burocratas exigem requisitos técnicos de construção tão extensos e pormenorizados que isso encarece de sobremaneira o preço final das casas. Ou seja, em vez de os promotores poderem construir habitação de acordo com as opções e prioridades de cada consumidor, tendo uma oferta para todos os segmentos de mercado, são antes incentivados por via legal a responder às exigências de uma classe dirigente de conforto estabelecido que prefere impor através da lei que ou se tem uma casa XPTO ou dorme debaixo da ponte. O hamburguer é menos saudável que um prato de tofu ou seitã, mas o cliente do macdonalds prefere pagar preço baixo a não ter refeição.
Por outro lado, a conversa idiota dos perigos da gentrificação e das cidades sustentáveis além de serem um encapotado proteccionismo a quem vive em zonas mais apetecíveis, atira para os subúrbios uma grande camada da população que acaba por gerar uma pegada ecológica mais significativa. À conta destes activismos da moda, protegem-se mais os edifícios do que as pessoas. Por exemplo, não se permite densificar o edificado nos centros das cidades para lá morar mais gente. Ou impede-se por via dos PDMs mais construção em altura que seria uma forma de colocar no mercado mais casas quando há limitação de espaço de expansão.
Outra tragédia é a complexidade e incerteza jurídica para quem quer construir. O gigante labirinto de licenças e processos burocráticos que demoram tempos infindos a desbloquear pelos serviços das câmaras e organismos diversos são dos maiores entraves a novos investimentos em habitação e fonte de compadrios, quando não de pura corrupção. E tudo isso tem um custo que, obviamente, é repassado ao cliente final.
Importa também referir que contas exaustivas feitas por especialistas demonstram que em toda a cadeia de valor da promoção imobiliária, desde a compra do terreno, passando pelo projecto, construção até à venda final das casas, o Estado fica com 40% do volume de vendas que cada projecto imobiliário gera. Num exercício mais fácil de entender, num apartamento que se venda por 170.000€ o Estado abarbata ao longo do processo mais de 70.000€. Ao que sobra desconte-se o custo directo dos materiais e mão-de-obra na construção e fica a perceber-se melhor por que razão a habitação não tem preços acessíveis.
O Estado não é a solução, é o problema da Habitação.
Infelizmente todos os candidatos autárquicos parecem sofrer de dissonância cognitiva ao querer resolver o problema com a sua causa.
O meu vídeo de hoje, aqui:
Le 25 avril toujours !
É a partir de hoje que aqueles a quem há um ano atrás se aplaudia da varanda do T2 passam a deixar de receber salário pelo crime contra a humanidade que é o de rejeitarem um medicamento em fase de testes. É em França, lá na terra do liberal Macron. Siga.
“Negacionistas” do Bem: 10 de Junho de 2014
Cavaco Silva desmaia enquanto discursa na crimónia do 10 de Junho. Simultaneamente decorre uma manifestação sindical que pretende sabotar o discurso presidencial. Perante a alarvidade dos manifestantes o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Pina Monteiro declara: “Peço a todos aqueles que estão a perturbar esta cerimónia militar que tenham respeito por Portugal e pelas Forças Armadas.”
Mário Nogueira que esteve presente na manifestação explicou claramente que não só não tinha nada por que pedir desculpa como reiterou: “Se todos os dias são bons para os governantes imporem políticas que esmagam Portugal e os portugueses, todos os dias serão bons para protestar contra eles.“
Não me parece correcto que o almoço do dr Ferro Rodrigues tenha sido perturbado mas os “negacionistas” que o interromperam têm pelo menos a vantagem de não serem pagos pelos contribuintes para fazerem essas tristes figuras, sendo que o “negacionsmo” dos comunistas não é menos nocivo para a humanidade que outros que por aí campeiam.
E, por fim mas não por último, os socialistas não podem querer dois pesos e duas medidas.

A ler
Henrique Pereira dos Santos: A rampa deslizante «Tenho reparado que muita gente se indigna actualmente com um magistrado que é claramente excessivo com um polícia que está à sua frente a fazer o seu trabalho, mas não tenho ideia de tamanha indignação perante um magistrado – no caso e na altura, o mais alto magistrado da nação – se dirigir mal criadamente a um polícia dizendo-lhe para desaparecer porque não queremos polícias, quando o senhor estava apenas a ser diligente no seu trabalho (quando se indignarem pelo facto de ainda hoje não sabermos a velocidade a que ia ao carro do Senhor Ministro Cabrita, lembrem-se bem da razão que deu origem a esta cena).»



