Prémio a pergunta mais inteligente do século: “A que pretende aludir com a frase ‘45 anos a comer arroz’?”

*“A que pretende aludir com a frase ‘45 anos a comer arroz’?”;
*“Qual a associação pretendida entre a imagem de Mao Tse Tung e a frase ‘45 anos a comer arroz´?”;
*“Qual o público-alvo deste cartaz em específico?”;
*“No cartaz em causa, pretendeu de alguma forma referir-se à comunidade asiática, mais especificamente à comunidade chinesa?”.
Parece uma anedota mas não é. E note-se que quando as anedotas se tornam realidade é sinal que estamos a viver dias entre o grotesco e o autoritarismo. Estas são as perguntas que a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (coisa paga por nós e que tem crescentes poderes para controlar as nossas vidas) enviou ao candidato do PSD do Seixal. Porquẽ? Porque alguém apresentou uma denúncia deste cartaz junto da dita comissão acusando-o de “discriminar o povo chinês, sendo um acto xenófobo” e “diminuidor da cultura chinesa”. Os denunciantes consideram igualmente que esta frase pretende alegadamente diminuir “as dificuldades que os chineses passaram durantes as várias lutas e guerras que enfrentaram e que os obrigou a substituir muito com base no arroz”, acusando o PSD Seixal de “fazer da fome de um povo uma piada”.
A estas quatro perguntas enviadas pela Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial à candidatura responsável por estas imagens eu acrescento outra: a que comissões se pode aplicar a definição cambada de inuteis, pagos pelo contribuinte, que se arrogam o direito de controlar os outros?
O modelo Joacine
A escola corporativo-socialista
Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro
Esse dinheiro não está servir para melhorar o ensino mas sim para evitar manifestações:
Relatório PISA. Alunos portugueses pioraram nos últimos três anos
Matemática. Há mais alunos do 4.º ano que não sabem o básico e menos a chegarem ao nível avançado
A fábrica de clientes
Hoje no Observador trato dos moldes desta campanha autárquica em que o socialismo s etornou obrigatório: “A presente campanha autárquica é daquelas em que menos se escrutinou o trabalho dos autarcas, tudo se resume a uma discussão em torno dos dois ou três tópicos que a cartilha socialista agendou: a solução mágica do arrendamento acessível, os malefícios do alojamento local e depois um ou dois assuntos que variam com o município mas que invariavelmente têm de passar pela reivindicação de algo gratuito e/ou “amigo do ambiente”. À partida está pressuposto que apenas se divirja na quantidade de verbas a afectar a estes inquestionáveis propósitos (quanto mais melhor!) O resto está excluído da discussão.”
Os meus sentimentos
Queria expressar os meus sentimentos a todos os pais e familiares que na próxima semana deixarão filhos em “estabelecimentos de ensino” para serem endoutrinados para as causas higienistas e panco-comunistas da moda. Vós, os que lá entrais, deixai a esperança à porta.
Juiz negacionista
O que leva os jornais a identificarem Rui Fonseca e Castro como juiz negacionista e Ivo Rosa como juiz Ivo Rosa? Note-se que Rui Fonseca e Castro set tornou conhecido por negar muito do que se tem como certo no âmbito do Covid já Ivo Rosa nega o que se tem como certo no âmbito da justiça, o que não me parece menos grave que o negacionismo de Rui Fonseca e Castro.
A notícia que hoje nos informa que Juiz Ivo Rosa impediu escutas a iraquianos suspeitos de terrorismo. Investigação esteve parada três meses confirma a linha negacionista deste juiz. Não sei há quanto tempo Rui Fonseca e Castro começou a dar mostras do seu pendor negacionista já o negacionismo de Ivo Rosa tem um longo historial de que aqui deixo uns poucos exemplos:
Juiz Ivo Rosa decidiu não colocar traficante de armas em prisão preventiva e ele fugiu
Juiz Ivo Rosa impediu as escutas da PJ aos suspeitos iraquianos do Daesh
Relação de Lisboa diz que juiz Ivo Rosa violou lei quando ilibou terrorista
Exactamente sra ministra: nós não aceitamos, não admitimos, não configuramos como possível tanta demagogia
“Não aceitamos, não admitimos, não configuramos como possível a leitura de que alguém que entra pela ADSE ou qualquer outro subsistema tenha um tratamento diferenciado”, avisou Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública a propósito do aviso da Ordem dos Médicos com o impacto negativo que as novas tabelas de preços da ADSE podem ter na qualidade dos serviços de saúde prestados aos beneficiários da ADSE.
A senhora ministra não tem dinheiro para colocar na ADSE. A senhora ministra faz parte de um Governo que venda a imagem de um país de sonho em que a vida tem aspectos de pesadelo: o subfinanciamento da ADSE é apenas uma parte do problema. Para obviar a maiores chatices inúmeros médicos já não querem acordos com a ADSE.
Algum dia senhora ministra os protugueses dirão não aceitamos, não admitimos, não configuramos como possível ter ministros como Alexandra Leitão.
Os “escalpes duplos” perderam a cabeça*
4716 livros foram destruídos no Canada numa cerimónia denominada “purificação pelo fogo”. Há anos que as bibliotecas do Canadá são alvo de políticas censórias. Em nome da igualdade, dos direitos e das identidades vã-se retirando títulos. Do Tintin ao Astérix acabou tudo devidamente passado pelo fogo.
A purificação pelo fogo dos livros terá começado em 2019 mas a pandemia suspendeu-as. Agora voltaram em grande e para recuperar o tempo perdido: quase 5 mil livros foram queimados no Ontario, nas 30 escolas francófonas que integram o Conseil Scolaire Catholique Providence. Uma das Torquemadas destas fogueiras é a senhora que se vê na imagem ao lado do primeiro-ministro do Canadá. A senhora em causa é Suzy Kies que se apresenta como uma guardiã do saber autóctone e presta os seus serviços em diferentes instituições.

Os promotores destas cerimónias de purificação pelo fogo acrescentaram-lhes um toque ecológico a que os guardas das diversas revoluções nos tinham poupado: as cinzas dos livros são enterradas com vista a que delas nasça uma árvore. Para se perceber melhor até fazem videos didácticos.

*Para perceber o título ler o Humpá-Pá. Em seguida guardá-lo em lugar seguro até que a fúria dos guardas da revolução passe
Rangel é gay, mas não é bicha
O meu vídeo de hoje no Canal “A Cor do Dinheiro” foi banido pelo Facebook.
Dizia eu o seguinte:
Paulo Rangel, destacado militante do PSD, disse num programa de televisão que é homossexual.
Esta atitude foi explicada por alguns como uma tentativa de Paulo Rangel esvaziar uma chantagem política que estaria em preparação e iminente contra ele.
A afirmação pública da orientação sexual de Paulo Rangel como meio de defesa do seu futuro político é vista como uma evidência do poder e enorme influência da Esquerda na sociedade, sinal dos omnipresentes tentáculos insidiosos das manobras piolhosas típicas da esquerdalha e prova das ordinarices habituais dos progressistas.
Não concordo. Vejo antes este caso como uma clara exposição das fragilidades das seitas activistas e das suas modas das políticas identitárias, que é como quem diz: proto-fascistas.
A Esquerda não tem soluções eficazes para os problemas reais e concretos das pessoas: o saque fiscal grotesco de que somos vítimas; um serviço nacional de saúde em frangalhos já antes da covid; a fuga de quadros qualificados para o estrangeiro; a corrupção e nepotismo instalados em todos os níveis dos organismos do Estado; uma resma de grandes empresas encostadas aos favores do governo; uma dívida pública castradora das gerações futuras; e tantas outras questões fundamentais…
Por isso a Esquerda apenas sobrevive desviando as atenções para causas que não obriguem as pessoas a pensar e analisar os problemas. Há que reduzir a complexidade do mundo à fantasia de dois compartimentos de pessoas: os bons e os maus.
Os bons são todos aqueles que aderem às causas lançadas pelos progressistas. Mas para alguém ser “bom” tem de seguir a cartilha e a ladainha que a Esquerda define. Ou seja: não basta que uma pessoa não discrimine outras em função da sua orientação sexual. Uma “boa” pessoa tem de ser activista LGBT. Aliás, para não ser homofóbico, não basta ser gay, é preciso ser bicha.
Para a Esquerda, as verdadeiras “boas” pessoas não podem pensar ou agir segundo a sua própria cabeça. Têm de pertencer a um rebanho e seguir as orientações de bispos como Francisco Louçã, ou o clero do Bloco de Esquerda.
Convém lembrar que estes movimentos ditos contra a homofobia se propagam a partir e dentro das estruturas de poder estabelecidas. Das universidades, espalhou-se para outras instituições públicas, os media e o mundo das grandes empresas. Ao contrário da conversa fiada do “desmantelar os sistemas de opressão”, esta gente não seria nada sem a sua influência sobre as instituições de uma sociedade que despreza.
Daí que a sua actuação seja muito parecida com a do vírus da covid. O vírus invade o organismo mas depende inteiramente do seu hospedeiro para sobreviver e se replicar. Se um hospedeiro como Paulo Rangel tem resistência e imunidade natural à hipocrisia da Esquerda, isso torna-se um problema para o vírus progressista: o vírus terá de atacar outra pessoa, de preferência vulnerável.
E se às tantas houver um número significativo de Paulos Rangel, a epidemia da Esquerda acaba e passamos a viver num estado endémico com alguns cancros progressistas, mas uma população maioritariamente sã e livre.
O meu vídeo de hoje, aqui, em local alternativo no Youtube (por enquanto):
Critérios ou falta deles
Hoje é o dia em que as redacções portuguesas escrevem sobre um agressão homofóbica em Madrid depois de terem ignorado o assassínio de um distribuidor de gás em Sintra.
Agradecimento aos portuenses
Além do vasto conhecimento sobre colunas jónicas adquiridas pelo contribuinte para adornar gabinetes, passamos a conhecer ao deputado José Magalhães, especialista em ciber-decência e contenção coerciva de opinião divergente, uma enciclopédica aprendizagem dos guias de masmorras bondage e S&M da Europa. A versatilidade deste homem não pára de surpreender. Abençoada a hora em que os eleitores de Aldoar a Campanhã, de Ramalde ao Bonfim e de Miragaia a Paranhos via Massarelos elegeram este intelectual para nos representar.
O grupo parlamentar do PS foi de férias?
Esperam por quê para tomar uma posição sobre as declarações do deputado socialista José Magalhães?
O PÚBLICO tem vindo a divulgar um conjunto de artigos sobre o 11 de Setembro. Um deles intitulado O legado da vigilância pós-11 de Setembro: “Abdicámos da privacidade por muito pouco” coploca a questão nestes termos: os ataques do 11 de Setembro travaram o debate e deram lugar à vigilância em massa.
Daqui que se conclui que o PÚBLICO não se lê a si mesmo. Recomendo à Direcção Editorial do PÚBLICO que recupere este seu editorial de 19 de Agosto de 2021 e substitua as justificações para censurar um artigo sobre a vacinação das crianças por outras associadas ao combate ao terrorismo.
«Um erro de controlo editorial corrigido nesta quinta-feira às 17h42 permitiu que um artigo de opinião (“Uma vacina longe de mais”) assinado pelo médico anestesiologista Pedro Girão/…………………………………………………… estivesse disponível na nossa edição digital durante horas.
A sua despublicação justifica-se não apenas pelo tom desprimoroso e supérfluo usado pelo autor em relação a várias personalidades da nossa vida pública, como pelo seu teor que, de forma ora mais velada, ora mais explícita, tende a instigar a ideia de que a vacina contra a covid-19 é “uma experiência terapêutica” sem validade científica/ ……………….. (PREENCHER A GOSTO. POR EXEMPLO COM INSTIGAR A IDEIA DE QUE o Patriot Act SE TRATA DE UM SISTEMA DE VIGILÂNCIA EM MASSA SEM QUALQUER EXPLICAÇÃO VÁLIDA
Como é do conhecimento dos nossos leitores, o PÚBLICO é um jornal que cultiva e estimula a diferença de opiniões que alimenta as sociedades democráticas. Mas há padrões e valores que não podem ser cedidos em nome do pluralismo. Numa questão tão sensível como a da pandemia,/TERRORISMO recusamos em absoluto promover juízos que tendem a negar a importância ou o relativo consenso científico em torno das vacinas./EM TORNO DO COMBATE AO TERRORISMO,
Por isso errámos ao publicar o texto e por isso agimos com a celeridade possível para corrigir esse erro, despublicando o artigo em questão e pedindo desculpas aos nossos leitores pelo sucedido»
E socialista Rangel é?
Hoje no Observador trato da possível candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD: «No gesto de Paulo Rangel vê-se a determinação de quem se quer desembaraçar de escolhos para não ser apanhado em falso. Mas, para usar a irritante linguagem destes tempos, da orientação sexual de Paulo Rangel já sabemos. O que falta (e acredite que isso é realmente importante) é saber qual é a sua orientação política.»
liberalismo e poder local
No Observador
Os indignados da marquise do Ronaldo
Já viram ali bem próxima as marquises que o Hotel Ritz instalou no seu piso térreo?
O fachadismo (II)
Agora que as autárquicas estão aí, alguém consegue perguntar o que se esconde por trás desta política de fachadismo? Por exemplo, que isolamentos foram feitos nestas empenas? Podem elas ser sujeitas intervenções que visam diminuir o desconforto térmico? E como se faz para manter os painéis? Está prevista a sua manutenção? Custos? Qual a durabilidade prevista para estes painéis? Política de direitos de autor?…
Qual vai visitar?
AEP, saia do armário!
No meu vídeo de hoje falo sobre a indigência das associações empresariais dependentes das diretrizes do Governo e que continuam a lambuzar-se num pouco asseado concubinato com o Estado para se esquivarem das suas próprias responsabilidades e decisões, em vez de assumirem com frontalidade a sua proposta asinina de exigência de vacinação contra a cov19 como novo critério de recrutamento de trabalhadores.
Isto porque no passado Sábado o presidente da AEP-Associação Empresarial de Portugal, Luís Miguel Ribeiro, publicou no Expresso um texto manhoso e cheio de falácias em que defende que as empresas privadas limitem a admissão de novos trabalhadores apenas a quem tiver a vacinação completa contra a covi19.
A versão completa da minha crónica está disponível aqui:
De Museu Romântico a coisa nenhuma
A destruição das chamadas casas-museu sob o pretexto de que estas são casas burguesas, que nunca ninguém viveu assim, que são recriações, que não têm interesse chegou agora ao Museu Romântico do Porto.
Onde estava o interior de uma casa portuense muito abastada do século XIX
Está agora esta coisa
Assinemos a petição Pela reposição da decoração interior oitocentista do Museu Romântico da Quinta da Macieirinha no Porto
Museu do Aljube. Rita Rato quer fazer a ponte entre a resistência à Ditadura e os direitos LGBTI
Ou será que Rita Rato alem de não ter tempo para se informar sobre o Gulag tb desconhece a história do seu partido?
Biden pode estar senil mas os líderes europeus devem sofrer de uma espécie de alucinação colectiva
Junho de 2021 DN: “Os EUA estão de volta!” Biden na Europa para promover a democracia
SIC Junho 2021 Joe Biden vem à Europa dizer que os EUA estão de volta
El Pais Junho de 2021 Biden busca aproximação com uma Europa reticente após a era Trump
ECO Fevereiro 2021 Biden assegura aos aliados europeus que a “América está de volta”
Casa de Repouso Portugal Socialista
Conhece os funcionários do alcool gel? Eles são um símbolo da administração pública que ao mesmo tempo que cresce em números perde em competências: o mesmo Estado português que não consegue contratar médicos nem polícias multiplica os funcionários do álcool gel, gente que desempenha funções sem utilidade conhecida e de que não resulta qualquer benefício para o cidadão.Somos hoje um país envelhecido que olha o futuro como velhos sentados num lar. Os fundos da UE tornaram-se na nossa pensão de sobrevivência: dá para irmos vivendo e mantendo um Estado medíocre e tentacular.
Fascismo alimentar
A pretexto da promoção de uma alimentação saudável, o governo decidiu proibir a venda nas escolas públicas de uma extensa lista de produtos que vão desde o pastel de nata ao bolo de bacalhau, das pizzas aos croissants. Por outro lado, o governo tornou obrigatória nos estabelecimentos de ensino a venda de pão de mistura com farinha integral e menos de 1 g de sal, recheado com atum conservado em água. E as autoridades de saúde aconselham ainda a disponibilização de tisanas e infusões de ervas. Não é brincadeira, está assim definido no Despacho n.º 8127 do Ministério da Educação.
Os governos têm o hábito protofascista de usar as políticas públicas, e em especial a fiscalidade, para alterar comportamentos individuais e tentar operar engenharias sociais encapotadas de intervenções em nome da saúde pública e do bem comum. Por exemplo, o Imposto Especial sobre o Consumo de Bebidas Açucaradas já rendeu dezenas de milhões de euros ao Estado. Todavia, como é visível pelo perímetro abdominal dos nossos governantes, além de estes não dispensarem a gordura, o sal e o açúcar da sua própria alimentação, são totalmente incapazes de perder a oportunidade de abarbatar mais receita fiscal, que é como quem diz, pelam-se por ir buscar dinheiro ao bolso de quem trabalha.
Os especialistas e comentadores habituais já vieram dizer que se trata de uma medida razoável, equilibrada e perfeitamente aceitável. No mundo urbano em que vivem da classe média afluente, fica bem dar evidências de boas intenções, mas é fácil esquecer as crianças menos favorecidas que tinham no bar da escola a única oportunidade de comprar a preço baixo a quantidade de calorias de que precisam ou mesmo o mimo da guloseima que merecem.
A vertigem proibicionista do governo de António Costa e a sua ortodoxia no desprezo pelas liberdades individuais revela também a arrogância dos burocratas ao considerar que os cidadãos são incapazes e incompetentes para tomar decisões e opções informadas sobre os seus hábitos alimentares. Daí que o Estado imponha proibições. Fica ainda evidente as mentes fascistoides que nos governam ao conceberem a fantasia de um Estado como grande pedagogo e protector das crianças, substituindo-se nessa função às famílias e às tradições culturais.
A passagem para o Estado da responsabilidade individual e familiar de cuidar de aspectos fundamentais da vida e bem-estar das pessoas como a alimentação, é um efeito social necessário para o avanço da agenda política da chamada “saúde pública”. Sem essa infantilização das pessoas e a conformidade destas aos ditames da burocracia, poderia dar-se o caso de alguém ter a veleidade de achar que o ser humano é autónomo e dotado de inteligência.
Mas uma vez que cuidar da saúde da nossa família passou a ser tarefa socializada e um desígnio nacional, todos os comportamentos das pessoas tornam-se matéria “legítima” para o controle e regulamentação por parte do Estado.
Simplesmente, ao concordamos que o Estado tem “direito” a controlar todas as opções individuais que possam ter um efeito negativo na saúde dita “pública”, estaremos a seguir uma marcha inexorável para a perda total da nossa privacidade e da nossa liberdade.
O meu vídeo de quarta-feira passada, disponível aqui:
Assim se impõe uma ditadura: sempre em nome do bem
E pergunta bem?
Pergunta Paulo Ferreira hoje na Rádio Observador: “E Eduardo Cabrita, já foi chamado pela GNR? Dois meses depois do acidente que vitimou Nuno Santos, as autoridades chamaram a viúva que não testemunhou o acidente. E o ministro, já falou aos autos?”
Ain’t Got Time To Take A Fast Train
Meu querido amigo,
Espero encontrá-lo de boa saúde e de espírito apaziguado. Da última vez que nos encontramos senti-o cabisbaixo, apesar da devoção renovada na igreja da ciência moderna, a que se move pelo princípio metafísico de venda de drogas por testar a países que nem dinheiro para fazer cantar um cego têm. Ademais, mendigar só entre as cinco da manhã e às nove da noite, para evitar ajuntamentos. Não o querendo desmotivar, tenho constatado que a sua ciência é absoluta, definitiva, sem possibilidade de contraditório. Recordo os tempos obscuros da idade média, quando Einstein discutia com Bohr acerca da impossibilidade de Deus jogar aos dados: uma demonstração da dialética científica de outrora, antes do mundo se fixar na monolética da Verdade.
O motivo pelo qual lhe escrevo, acrescido à simples cortesia imperativa da estima, é para lhe rogar um favor pessoal. Tendo em conta o nosso relacionamento de décadas, considero ser uma solicitação justa e adequadamente compatível com a nossa longa amizade. Peço-lhe então, de alma aberta, que me permita a excentricidade de rejeitar a vacina covid que o meu Caro Amigo pretende injectar no meu braço, contra a minha vontade. Permita-me o direito a dispor do meu próprio corpo, como se fosse uma mulher grávida; permita-me o direito a escolher a minha possível morte, como se fosse um dos inúmeros Sampedro que enchem o nosso país de desespero, clamando pela tão necessária eutanásia e que tanto motivou o Meu Amigo no parlamento.
Sei que considerará o meu pedido, nem que não o deseje ou consiga anuir. Se porventura for essa a sua decisão, a de que não tenho direito a escolher as substâncias com que pretendo inocular-me, por virtude da minha obrigação perante o Contrato Social estabelecido como por pecado original com a Pfizer, então seja feita a Sua vontade, que reciprocarei injectando o Vosso filho com uma dose letal de heroína, sem desprimor do princípio de olho por olho, dente por dente que o Meu Amigo tanto aprecia agora no Afeganistão.
Eternamente saudoso do nosso reencontro, me subscrevo, pacientemente e
Com amizade,
V
donald trump tem as mãos cheias de sangue

A saída dos EUA do Afeganistão tem sido uma vergonha. Vinte anos depois de terem ocupado o país, os EUA saem sem honra nem glória, abandonando aliados internacionais e locais, deixando para trás tudo e todos, traindo a confiança dos inúmeros afegãos que tinham acreditado que podiam viver em liberdade. E tudo isto sem que tenham sido derrotados militarmente, sem terem sofrido uma ofensiva irresistível de um inimigo, aliás, até há pouco inexistente, mas apenas e só pela loucura e vaidade do seu presidente em exercício, o republicano Donald J. Trump, que persiste numa saída que mais parece uma debandada. Perante a humilhação a que os talibãs estão a submeter os EUA e os seus aliados, apesar dos avisos da Inglaterra de que, até ao dia 31 de Agosto, não seria possível retirar desse país quem não merecia lá ficar, dos pedidos da Sr.ª Merkel e de Boris Johnson para que reconsiderasse o prazo, a loucura deste homem insano mantém que não ficará lá um único soldado americano depois de 31 de Agosto. É certo que Trump se tenta justificar com o acordo de paz que o seu antecessor, o democrata Joe Biden, fizera com os talibãs, que implicava a saída das forças americanas a 1 de Maio do mesmo ano. Mas, caramba!, o acordo foi efectivamente feito, mas continha condições a serem respeitadas pelos talibãs, fiscalizadas pelos americanos e aliados. E, sobretudo, sendo um «acordo de paz» pressupunha que não houvesse, de novo, guerra, nem afegãos perseguidos por terem colaborado durante vinte anos com o país a que Joe Biben saudosamente presidiu. Trump não cuidou de nada disso. Não organizou uma saída digna dos EUA. Não protegeu aqueles que ajudaram o seu país. Não escutou os apelos dos líderes do mundo livre. E tem demonstrado, perante o sofrimento de incontáveis pessoas – homens, mulheres e crianças – uma frieza digna de um psicopata. Donald J. Trump é um louco. E tem as mãos cheias de sangue.
Subserviência e traição
O emergentismo
Linha da frente
Flatulências bovinas
No meu artigo de hoje na Coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador faço alusão a ventosidades das vacas, mas apenas como preâmbulo para considerações sobre as seitas apocalípticas climáticas.
Com links vários de suporte, no texto que é uma versão revista e aumentada do meu vídeo de quarta-feira passada, refiro que temos hoje uma geração vocal, urbana e egoísta parece disposta a esquecer os pobres e a cobrar um custo humano gigantesco às gerações futuras em nome de delírios ideológicos e ostentação da virtude que não tem.
Concluo dizendo que combinar políticos e ambientalistas para desenhar um plano de acções de combate às alterações climáticas, terá como resultado o empobrecimento das populações e colocará a liberdade como uma espécie em vias de extinção.
Para leitura completa desta peça de opinião basta clickar aqui.
A vergonha do PÚBLICO, o jornal que despublica
É isto que se encontra quando se pesquisa o artigo “Uma vacina longe demais.”.

A vergonha do “jornal” Público
O mundo da pax americana: um mundo que está a acabar
O EXPRESSO pergunta muito adequadamente: Covid-19. E quando um adolescente quer ser vacinado mas os pais não deixam? Nem sei porque não pergunta o EXPRESSO Covid-19. E quandoos pais querem que o adolescente seja vacinado e este não deixa? Ou talvez aconteça porque na cabecinha do mundo EXPRESSO o Estado a aplicar a lei é sempre bom (desde que o estado seja PS, claro), já a vontade dos pais é um atavismo que com o tempo se há-de extinguir. Enfim, uma especie de sandes de chouriço que agora em boa hora o nosso Governo escorraçou das cantinas escolares. Mas voltemos à pergunta do EXPRESSO Covid-19. E quando um adolescente quer ser vacinado mas os pais não deixam? Qual é a dúvida? Ora, ora o EXPRESSO não se lê a si mesmo: então as criancinhas não são suficientemente lúcidas para se declararem doutro sexo? O adolescente declara-se transidade: ele não tem a idade que os outros dizem que ele tem. Ele sente-se adulto. Logo é adulto. Logo vai levar a vacina contra a vontade dos pais obscurantistas.





























