CRAP26 Summit
O clima substitui o COVID e torna-se na nova idiotice. O foco agora são as emissões de metano. Parece que quase tudo emite metano, mas é a flatulência das vacas o que preocupa os líderes da farsa. Eis o que vos vai acontecer num conjunto de 5 passos:
1. Quase tudo emite metano, mas não vamos atacar tudo, certo?
2. Foquemos a atenção na carne, que essa sim é que é o problema…
3. Para resolver o problema, vamos tentar diminuir o consumo de carne
4. Para diminuir o consumo de carne, nada melhor do que taxar a carne
5. Mas como o povo não vai deixar de comer carne assim por dá cá aquela palha, o que na realidade vai ocorrer é que os governos acabam de criar mais uma forma de extrair ainda mais impostos ao povo…
A agenda climática não passa de mais uma forma de extrair riqueza aos cidadãos. Não tem, nem nunca teve, nada que ver com o clima… reporta a Spectator que a senhora von der Leyen e a sua equipa de comissários inúteis tem este hábito curioso de usar aviões privados para fazer distâncias de 31 milhas (leu bem… 31 milhas de avião privado!)… ver também notícia do The Telegraph sobre o mesmo assunto…
Tirem-nos daqui!
“Quem precisa de 5G, quando tem o sol?”. Um dia a trocar mensagens com Paddy Cosgrave
«Ya basta de tratar a la naturaleza como un retrete», el secretario general de la ONU, António Guterres
Archbishop of Canterbury, Justin Welby’s here at COP too – tells me leaders will be ‘cursed’ if they don’t reach agreement in next fortnight, and suggests failure to act would be possibly more grave than leaders who ignored warnings about the Nazis in the 30s – , Laura Kuenssberg BBC’s political editor,
Para esta geringonça não há nem haverá crise
No OBSERVADOR desta semana tratei da outra geringonça, daquela que há décadas define a agenda do avançar, das causas, dos combates certos… Não é verdade que a aliança entre o PS e a extrema-esquerda tenha começado em 2015. Muito antes já imperava uma frente de esquerda que definia as causas e a agenda. Gozando de uma extraordinária simpatia nas redacções, instalados nessa teia de institutos, comissões, observatórios – o caso do operacional das FP-25 condenado por terrorismo que agora, na qualidade de presidente de um observatório do ISCTE, acabou a avaliar candidatos a juízes é um bom símbolo desse mundo que BE e PS repartiram entre si –
Para esta geringonça não há nem haverá crise. Quer estejam ou não no poder vamos vê-los a mobilizarem-se contra a direita (pronunciar enfaticamente), banalizando absurdos e impondo contra-sensos. Da outra teremos notícias na próxima noite eleitoral. Enquanto não colocarmos em causa o poder desta geringonça — aquela que nos diz sobre o que devemos falar, como e quando — não seremos capazes de enfrentar nenhuma outra. Sobretudu é inútil fazê-lo.
Finados à Direita
Tenho seríssimas dúvidas que o apoio e as dores que os apoiantes de Rangel e da IL tomam pelos recentes dissidentes do CDS augure uma regeneração sã da porcalhota da nossa classe política.
Ao mesmo tempo, vejo em Rio e na sua equipa uma inabilidade crónica e total falta de sentido político, a personificação da inexistência de oposição ao PS. Em Francisco Rodrigues dos Santos a incapacidade de reconstruir um partido de cariz «thatcheriano» ainda seco e amarrado à sombra e conexões de Portas. Ventura não é Abascal, o Chega está a anos-luz do Vox, e portanto o pêndulo não tem força consistente para a Direita ser capaz de equilibrar o quadro e cultura políticas em Portugal, maioritariamente de Esquerda. Na Iniciativa Liberal permanece o risco do seu aburguesamento, a enorme pressão interna e externa para se entregar à agenda progressista, de engenharia social modernista e ao lero-lero da moda do “combate” às alterações climáticas.
De maneira que isto não está famoso…
Anúncio prematuro da morte da geringonça
Seis anos de geringonça não é nem foi coisa pouca e a sua morte pode ser uma notícia prematura ou exagerada.
António Costa não deixará de procurar vias de entendimento para uma segunda versão da geringonça, agora muito provavelmente sem o Bloco de Esquerda, mas não esquecendo o PAN, os Verdes e outras pontas soltas que se puderem arregimentar.
O espaço político da Direita está e estará ainda mais fragmentado e é expectável que o Chega passe a ter um grupo de deputados na Assembleia, quiçá imprescindível para a formação de uma maioria dita não-socialista que assegure ao presidente da república a estabilidade parlamentar que este exigirá para dar posse a um governo chefiado por Rio ou Rangel.
Mas como a direita bem-pensante parece ter nojo dos portugueses que votam no partido de Ventura, o arranjo de forças à Direita ficará extremamente dificil de conseguir.
Com o grau de dependência de subsídios a que grande parte do país já se habituou, com a União Europeia a continuar a disponibilizar bazucas ilusórias de crescimento económico e uma sociedade sem vergonha de viver uma vida à custa de dívida cuja conta deixará às gerações futuras para pagar, se Rui Rio ou Paulo Rangel não passarem a ter um discurso e acção política na defesa de grandes cortes na despesa pública e na redução drástica do âmbito de actuação do Estado, mesmo que a Direita venha a formar governo, não haverá propriamente um novo ciclo político.
Acresce que se o PSD continuar a embarcar na agenda e tralha do discurso sobre o combate às alterações climáticas e quejandos, aí é que nem nos próximos 20 anos começaremos a regressar a um caminho de país decente.
Marcelo, o arranjista
Enquanto as 4 milhões de famílias portuguesas lutam todos os dias para que o orçamento do seu próprio agregado chegue para pagar as contas da vida quotidiana, os políticos e jornalistas dedicam-se ao circo mediático das discussões em torno do orçamento do Estado e contas de merceeiro sobre qual dos partidos propõe ou promete dar mais benefícios aos portugueses.
É extraordinário que para muita gente continue ainda hoje a não estar claro que cada euro a mais no orçamento do Estado é um euro a menos no bolso de cada uma das nossas famílias.
Mas, independentemente do resultado da votação final de hoje do orçamento de Estado e havendo ou não havendo eleições antecipadas, parece continuar a faltar discernimento ao PSD e CDS para perceber que se querem desalojar António Costa do Governo e colocar um travão às suas políticas que fariam corar de inveja Hugo Chavez ou Fidel Castro se fossem vivos, é que é imprescindível ser também implacável e rejeitar por completo a acção política de Marcelo Rebelo de Sousa.
Ao contrário do PSD e CDS que apoiaram e fizeram campanha pela reeleição de Marcelo, honra seja feita ao Chega e à Iniciativa Liberal que apresentaram candidatos próprios nas últimas eleições presidenciais, embora num caso com um candidato bazófia e noutro caso com um candidato descafeinado.
Marcelo sintetiza tudo o que de mais pantanoso tem existido no nosso país e representa um desvio político patológico da dignidade que o cargo de Presidente exigiria.
O estilo infantil de menino mimado, pantomineiro e habilidoso que lhe atribuem como sendo traços de uma personalidade genuína não seriam dramáticos se Marcelo não usasse essas características – como tem usado – para brincar aos Chefes de Estado e alimentar um recreio dos casos mais podres e fétidos do país nos últimos anos, de que basta dar apenas os exemplos de Pedrógão, Tancos ou a substituição da Procuradora-Geral da República.
Além de que Marcelo foi também responsável por quinze declarações sucessivas de estado de emergência, atirando Portugal para a lista de países que não respeitam o Estado Direito nem as liberdades individuais à boa maneira da antiga RDA ou da Albânia.
O ilusionismo político do ex (?) comentador televisivo aliado à sua falta qualquer pensamento ou convicção digna de substância tem oferecido telenovelas e música-pimba ao povo ao mesmo tempo que tem deixado o espaço político da Direita refém da obsessão do hipocondríaco de Cascais com a sua popularidade.
Há tempos um semanário perguntava em título desse jornal se “Marcelo estava lélé da cuca”. Ora, se nem Rui Rio nem Paulo Rangel, Francisco Rodrigues dos Santos nem Nuno Melo perceberem que Marcelo está lúcido e consciente, mas que por isso mesmo devem ser denunciados os seus espectáculos de fintas, intrigas, jogos, voltas e baldrocas para entreter audiências, não sairemos da cêpa torta.
Marcelo e Costa são duas faces da mesma moeda do nosso atraso de vida.
Precisamos de nos livrar dos dois. Nas próximas eleições, toda a Direita, do Chega ao PSD, terá oportunidade de dizer se quer regressar a um caminho de liberdade.
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Nota: escrito e o vídeo publicado originalmente antes da votação de hoje da AR.
Era óbvio que o dia de hoje ia chegar. Em Novembro de 2015 publiquei um texto intitulado Faz agora o que quiseres mas depois não te queixes. Esse texto era destinado aos socialistas e muito particularmente aos socialistas num dia como o de hoje: “Estou a ver-te à minha frente com aquele jeito algures entre a nevralgia e a dor ciática que te acompanha nas situações embaraçosas: foi um momento de esperança, se tivesse corrido bem tinha sido… Mas – e ao proferires este “mas” o tom auto-condescendente da tua voz dará lugar a uma ênfase acusatória – o pêcê lixou tudo.
É sempre assim: os teus sonhos de esquerda esbarram invariavelmente na ortodoxia do pêcê. Como quem acabou de ter uma epifania logo desatarás numa listagem das provas terrenas dessa tua descoberta ou melhor dizendo redescoberta. Ou será que desta vez vais culpar o BE, mais a Catarina porta-voz e as manas Mortágua?
Olha, antes que a conversa azede vamos já combinar uma coisa: faz agora o que quiseres mas depois não te queixes. E sobretudo não culpes os outros.
Sim. Não te faças desentendido. Quem? Tu, o gajo porreiro da esquerda, aquele com quem gostamos de ir de férias, de almoçar no trabalho, de conversar sobre cidades que talvez nunca conheçamos… Tu, esse mesmo que no momento em que se trata do poder político te tornas no nosso maior problema. Um problema muito maior que o representado pelos interesses que se agitam no CDS, pelo destrambelhamento congénito do PSD, pelo lobbie corporativo que é o PCP ou pelo folclore arruaceiro do BE. Porque tu, burguês blasée como ninguém, o gajo porreiro da esquerda que vota PS, ao contrário dos outros atrás citados, achas que o poder te é devido por isso mesmo, por seres um gajo porreiro. De esquerda, claro.
Aliás detalhar que és de esquerda é um pleonasmo porque, para ti, fora da esquerda só existe um mundo de trevas, interesses, hipocrisia, ignorância, atavismo… Excepções a esta regra: os mortos como Sá Carneiro ou os vivos que reconhecem o teu direito natural ao poder. Para ti o regime e as suas instituições só fazem sentido e só merecem ser respeitadas se e quando o regime e as instituições forem tutelados por ti. A começar naturalmente pela Presidência da República e a acabar no Tribunal Constitucional que rapidamente passará de intocável bastião da República a escolho deste “histórico virar de página” caso os ocupantes do Palácio Ratton chumbem qualquer iniciativa deste governo nomeadamente alguma da resultante dessa espécie de PREC legislativo que tem tido lugar na Assembleia da República nos últimos dias.
Escusas de sorrir com esse ar mimado de quem se habituou a lamentar a posteriori não o que fez mas sim aquilo que os outros não fizeram para o impedir de errar: sei bem que por feitio é pouco provável que juízes do TC alguma vez se interponham entre ti e o teu sonho. Mas caso isso acontecesse logo os juízes seriam apeados do pedestal para onde os elevaste e acabariam nas ruas não da amargura mas sim da fúria das redes sociais e dos humoristas do regime. O problema de discordar dos gajos porreiros é que, exactamente por eles se acharem porreiros, tal discordância nunca é entendida como uma posição legítima mas sim como um ataque pessoal.
Dirás que nesta forma de reagir o PCP e o BE procedem exactamente do mesmo modo. É verdade mas como também sabes, eles, ao contrário de ti, não são porreiros. Como tu lhes lembras nos momentos da tua desilusão, eles são “ortodoxos”, “paranóicos” e “totalitários”. É claro que agora fazes de conta que nunca disseste tais coisas e até esperas que comunistas e bloquistas se ocupem nesse exercício arrebatador de ódio fulanizado e da engenharia social e te deixem a ti a decidir o País.
Um país novo cheio de estímulos e multiplicadores precisa de um homem novo. Queres enganar-te como das outras vezes, não é? Lembras-te quando o Sócrates tinha lá as suas coisas mas era uma máquina? Resiste a tudo, declaravas indignado com as investigações policiais que puseste no patamar dos ataques pessoais. Os aumentos à função pública em 2009? Era preciso dinamizar o país. O TGV? Tínhamos que apostar nas infra-estruturas. Para tudo havia uma explicação. Com o tempo começaste a conceder que havia um novo-riquismo na casa da Rua Castilho, mais os estudos de filosofia em Paris e as férias de nababo russo mas era mais uma questão estética do que ética: a mãe era rica não era? E isso também não interessava nada. Havia sempre uma cabala. Também já tinha havido a cabala do Processo Casa Pia.
Depois veio 2011 e o pedido de ajuda externa. Mas o sobressalto não durou mais que umas breves semanas porque logo passaste a acusar os credores (sim exactamente aqueles a quem esse Governo que nunca enjeitaste tinha suplicado ajuda pouco antes) de quererem destruir o País: a austeridade não era o resultado da nossa falência mas sim a consequência de um pérfido plano da Merkel e da direita liberal.
Agora calaste perante o processo que colocou o PS e o país nas mãos da extrema-esquerda: é um tabu que se quebrou, um muro que se derrubou… e acabo aqui porque de rima em rima ainda vou buscar as “pombas assassinadas” e o “camarada, amigo, palhaço”.
Depois quando a realidade se impuser logo vais arranjar uma desculpa para o falhanço. Tenho a certeza que vais reler esses patéticos acordos e descobrir neles sinistras intenções nos teus agora parceiros. Por mim, ficamos combinados: quando este teu sonho acabar no jeito do costume eu estou disposta a pagar ainda mais impostos, a ganhar ainda menos dinheiro mas ouvir-te culpar os outros é que não. Fala-me de livros, de quadros, de comida… Ou de fado. Porque agora já gostas de fado, não é? Mas nunca digas que foste enganado. Quiseste sim enganar-te a ti mesmo que é o mais perigoso dos enganos.
Faz agora o que quiseres, diz o que quiseres mas por favor depois não te queixes de ninguém a não ser de ti mesmo.
Aqui ninguém enganou ninguém.
Vai-se a ver a culpa é do trolha
14.10.2015: Costa: “É como deitar abaixo o resto do muro de Berlim”
10.11.2015: António Costa: “Acabou um tabu, derrubou-se um muro, venceu-se um preconceito”
02 dez 2019: António Costa diz ter apagado “último vestígio do Muro de Berlim” com “geringonça”
Exactamente
henrique pereira dos santos: “Lembram-se da forma como António Costa fingia negociar com Passos Coelho ao mesmo tempo que consolidava a gerigonça, porque o PSD era absolutamente intransigente?
É a mesma pessoa, é a mesma técnica, portanto, qual é a surpresa sobre o resultado das negociações sobre este OE?“
Ao certo o que era aquela coisa do regular funcionamento das instituições invocado por Sampaio para correr com Santana Lopes?
Depois do PCP ter anunciado que vai votar contra o OE o Governo diz-se disponível para suspender caducidade de convenções colectivas “sem limite de tempo”-
Portanto o OE está morto, o PS tenta manter-se no poder cedendo às alegadas pretensões do PCP que diz que vai votar contra.
Se o PR se tivesse deixado de brincar aos comentadores
Comentando hipóteses: Marcelo exigiria acordo escrito se Governo incluísse o Chega
E tivesse tido a coragem de Cavaco tudo seria hoje mais claro

Contado não se acredita
O ministro ignora as perguntas dos jornalistas sobre a proibição dos paraquedistas cantarem o seu hino.
Fonte do Ministério da Defesa diz que o ministro desconhecia uma alegada diretiva que proíba a entoação dos cânticos. (Será que o ministro também ignora aquilo que a “fonte” disse aos jornalistas?)
O Presidente da República explicou que foi um caso isolado. Marcelo Rebelo de Sousa disse que o hino não foi cantado por causa da pandemia de covid-19: “Não houve proibição nenhuma, continuará a haver os cânticos, o que houve foi por razões meramente de medida sanitária nesta cerimónia dada uma orientação para que não existisse. Mas foi nesta cerimónia, não como regra geral, que eu acharia estranho, não faria sentido e felizmente não ocorreu“, disse aos jornalistas.
Marcelo e Cravinho tiveram aqui o seu momento “Agora vai falar o sr ministro das Obras públicas”.
Papa Francisco faz do melhor amigo dos pobres um inimigo
Abaixo deixo uma tradução livre de um artigo de opinião de hoje do Pe. Robert Sirico:
Papa Francisco faz do melhor amigo dos pobres um inimigo – o mercado livre
Como podemos alimentar os famintos?
É uma pergunta que o Papa Francisco trouxe à tona no Dia Mundial da Alimentação em uma série de tweets. “A luta contra a fome exige que superemos a lógica fria do mercado avidamente focada no mero lucro económico e na redução dos alimentos a uma commodity, e que fortaleçamos a lógica da solidariedade”.
Mas sem mercado, como alimentamos alguém?
Sim, a comunidade cristã deve exigir a alimentação de todos os homens. Mas a mensagem anti-mercado do Papa deixa muita gente questionando-se sobre como serão produzidos os alimentos para alimentar os famintos. A mensagem do Papa Francisco justapõe duas abordagens contrastantes para o escândalo da fome: uma expressa essa solidariedade e outra cria empresas e produtores que tentam atender às necessidades dos famintos.
Em Mateus 21: 28-32, Jesus apresenta um dilema aos líderes religiosos de sua época. É a história de um pai que manda dois filhos trabalharem na sua vinha. O primeiro recusa a ordem, mas muda de ideias e vai para a vinha. O segundo prontamente responde que vai trabalhar, mas nunca o faz.
Jesus pergunta: Qual dos filhos fez a vontade do pai? Claro, foi o primeiro filho – aquele que no final cumpriu efectivamente o que seu pai ordenou.
O efeito subjacente do texto é marginalizar os líderes religiosos da sua época que professavam cumprir a palavra de Deus, mas nunca actuaram em conformidade. O julgamento de Jesus é claro: para ele, são os muito marginalizados – “os cobradores de impostos e as prostitutas (podemos incluir aqui os capitalistas?)” – que entram no reino de Deus antes dos piedosos que professam a missão Deus.
Tudo isto inundou a minha mente enquanto lia as palavras do Papa condenando o próprio sistema de mercado que alimenta mais pessoas famintas hoje do que antes na história do mundo.
Então, como responderia o Papa Francisco à mesma pergunta: “Quem fez a vontade do pai?” É a pessoa que apoia publicamente a posição de que destruir o mercado é a melhor maneira de alimentar os famintos? Ou é a pessoa que traz a colheita capaz de alimentar multidões?
O Papa fala da “lógica fria do mercado” que ele associa a um foco ganancioso no “mero lucro económico” e na redução da “comida a uma mercadoria (commodity)”.
Pode-se presumir que por “lógica fria” o Papa está preocupado com o facto de o mercado carecer de uma intimidade pessoal e subjetiva. Isso é verdade, mas apenas na medida em que um mercado, quando desobstruído por várias intervenções, fornece informações vitais para coisas como a oferta e a procura.
Sem dados implacavelmente precisos, toda a capacidade de atender às necessidades das pessoas seria mal calibrada e as pessoas morreriam de fome. Paradoxalmente, a informação que se ajusta é tudo menos objectiva, pois reflete um conhecimento muito íntimo e subjetivo que vem de trabalhadores, investidores e produtores que actuam no mercado – não apenas por ganância – mas por conhecimento das necessidades das suas famílias.
Os lucros, muitas vezes descritos como resultado da “ganância”, são na verdade apenas um sinal de que o processo de “colheita” da produção foi bem planeado. O antecessor do Papa Francisco, S. João Paulo II afirmou isto mesmo na sua encíclica Centesimus annus de 1991: “A Igreja reconhece o papel legítimo do lucro como uma indicação de que uma empresa está funcionando bem. Quando uma empresa tem lucro, isso significa que os factores produtivos foram devidamente alocados e as correspondentes necessidades humanas foram devidamente satisfeitas. “
Uma economia sem preocupação com o lucro é como um navio sem leme – simplesmente não teria a capacidade de dirigir a si mesmo. Como podemos combater a fome se não podermos produzir de forma segura abundância de alimentos?
Talvez a afirmação menos coerente do Papa seja seu lamento de “reduzir a comida a uma mercadoria”. Podemos ter diferentes definições de mercadoria, mas a maioria entende o conceito como um bem básico que é produzido e pode ser comprado ou vendido – ou doado. Mas tem que ser produzido primeiro. O pai da parábola acima mencionada estava, no fundo, a pedir aos seus filhos que se envolvessem numa produção lucrativa.
Como padre, fico perplexo quando colegas meus (até mesmo o Papa), sem dúvida com a melhor das intenções morais, apesar disso insistem em tornar como inimiga a própria instituição que foi e pode continuar a ser a mais eficaz ferramenta para combater a fome e a pobreza — o mercado livre.
Sem dúvida é apenas uma ferramenta, não um deus. Mas, nas mãos certas, o mercado livre pode-nos ajudar a cumprir concretamente as nossas responsabilidades morais, muito mais do que meras boas intenções.
O hino que o sr ministro não quer ouvir
Uma ordem superior impediu os para-quedistas de entoar os versos “ó pátria minha, por ti dou a vida / há sempre alguém que não te quer perdida“ no Dia do Exército. De facto, percebe-se.
Motel Orçamento Delírio
Hoje, no Observador, trato dos termos em que este Orçamento está ser tratado e do imaginário de motel que o rodeia:
Almofada. A almofada é uma peça indispensável à discussão do orçamento neste rectângulo a que chamamos Pátria.
Aceno. O PS tornou-se a nova candidata a Miss Fotogenia – sim, Fotogenia, aquela que pode não ser muito bonita mas parece e no parecer é que está o ganho – daí a importância do aceno.
Avanço. Se com os comunistas o PS aprofunda, com o BE avança.
Folga. A folga orçamental é a versão portuguesa da Falha de Santo André, na Califónia.
Margem. A confirmação da nossa redução a um país náufrago chega-nos todos os anos com o anúncio da margem. Aí por meados de Setembro começa a ouvir-se: Há margem! Há margem!
(…)
A propósito de ciclovias a Almirante Reis está assim
Imagem tirada daqui
Pois é, se os vikings viajassem de bicicleta o clima não tinha mudado e eles podiam ter ficado na América
Vikings chegaram à América há mais de mil anos, pelo menos 500 antes de Colombo
E se a Greta a as taxas carbono já existissem a Gronelândia nunca teria ficado coberta de gelo.
A carga pronta metida nos contentores
Regista-se uma subida dos preços das matérias-primas nos mercados mundiais, faltam produtos nas prateleiras dos supermercados em alguns países, há escassez de componentes para automóveis ou computadores, atrasos nas entregas de mercadorias e, em geral, assiste-se a uma série de graves disrupções nas cadeias de fornecimento e comércio internacional.
Mas se a comunicação social lhe disse que o grande culpado desta situação é a covid, mentiram-lhe!
Tudo isto resulta directamente ou foi fortemente agravado por decisões dos governos e de políticos.
Se hoje já é evidente para muitos (e cada vez mais pessoas) que a esmagadora maioria das medidas ditas sanitárias adoptadas pelos governos a pretexto da covid19 foram totalmente estúpidas, largamente ineficazes e muitas vezes contraproducentes em termos de saúde pública, os efeitos destas intervenções estatais na vida das pessoas tornam-se agora mais claros.
Os decisores políticos decretaram suspender ou limitar fortemente a actividade da indústria e dos negócios, mandaram trabalhadores para casa, colocaram em confinamentos sucessivos pessoas saudáveis. Fechadas em casa sem poder viajar, fazer férias, frequentar espectáculos ou cinemas, sem ginásios ou jantares em restaurantes os consumidores em isolamento ou teletrabalho foram induzidos pelos governos a alterar os seus padrões de consumo habituais e com os apoios de layoff e injecções de dinheiro e subsídios públicos na economia, as pessoas em vez de serviços aumentaram as suas compras de bens como equipamentos electrónicos, artigos para casa, equipamentos de fitness, etc.
Mas ao mesmo tempo, as fábricas fecharam ou reduziram drasticamente a sua produção, os motoristas de pesados deixaram de estar na estrada e ficaram em isolamento profilático, os trabalhadores dos portos e tripulações de cargueiros de mercadorias deixaram de estar disponíveis em número suficiente. Apenas um exemplo: com a detecção de um teste positivo à Covid num único trabalhador de 34 anos, totalmente vacinado e assintomático, o terceiro maior porto do mundo fechou por completo durante duas semanas.
A carga pronta e metida nos contentores fica parada, os navios de transporte acumulam-se às dezenas nos portos, o tráfego marítimo reduz-se significativamente, deixa de haver paletes e contentores para acomodar novas encomendas, os custos de transporte e logística disparam. O sistema de transporte e comércio internacional está em pré-colapso, os estrangulamentos estão à vista de todos.
E não se pense que estes problemas afectam apenas a burguesia ou aqueles que passaram a usar o ZOOM como a sua ferramenta de trabalho preferida. Não só escasseiam alguns produtos alimentares como o preço dos alimentos também subiu. O número de pessoas em situação de insegurança aumentou, e só nos Estados Unidos este problema duplicou colocando agora 23% das famílias em risco de passar fome.
A intervenção dos governos resulta em consequências que não se podem planear nem prevêr em toda a sua extensão, produzindo um efeito de cascata em centenas de setores e segmentos da sociedade. Para surpresa de muitos a economia não funciona como um interruptor de luz, ora liga, ora desliga. Enfim, a ideia de que uma economia pode ser fechada sem critério e retomada sem consequências de largo espectro, é criminosa. Só poderia vir da mente de indivíduos e decisores políticos sem nenhuma compreensão ou consideração pela extraordinária interdependência do sector produtivo e a enorme complexidade do funcionamento da sociedade. Só poderia vir de socialistas e estatistas de todos os quadrantes políticos.
O meu vídeo de hoe, aqui:
Esta gente não se enxerga
Os títulos de hoje exultam: 11 crimes. CPI da Covid chega ao fim com Bolsonaro acusado
De repente é como se o mundo tivesse tido uma gestão correcta , coerente, acertada e sempre fundamentada no combate à COVID e o Brasil tivesse sido uma excepção a essas políticas esclarecidas. O enviesamente é tal que nem se comparam os números do Brasil com os de outros países e por exemplo não se pergunta o que aconteceu no Perú que tem praticamente o dobro dos mortos por COVID/milhão de habitantes do Brasil? Aqui na Europa, a Bulgária, a República Checa e a Hungria têm valores de mortes por milhão de habitante superiores ao Brasil. E a Argentina com um dos confinamentos mais drásticos do mundo tem valores de morte por COVID/milhão de habitantes muito próximos dos do Brasil.
O resultado da comissão do inquérito do Brasil não espanta. O que espanta é que nos outros países não existam comissões de inquérito. Ao combate à COVID e a outras coisas. A propósito a que velocidade seguia o carro do ministro Eduardo Cabrita?
Portanto foi 3×0?
No primeiro dia de Moedas, um protesto a favor da ciclovia que “triplicou” o número de ciclistas
… Se excluirmos os distribuidores da Uber a ciclovia da Almirante Reis não interessa a ninguém. E em Benfica nem os distribuidores a utilizam. Já a anexa ao IPO continua à espera que os doentes e suas famílias saltem das bicicletas para o hospital.
A propósito de quotas, racialização e outros patatispatatás…
Uma pergunta por dia numa semana com sabor a farsa
16 de Outubro de 1793
Comecem a guardar os anúncios da TAP. É o que costuma sobrar das companhias aéreas depois de anos a escamotear o óbvio
Extorsão fiscal
A proclamada justiça das taxas progressivas de imposto sobre o rendimento advém do suposto facto de elas tenderem para “igualdade de sacrifício” entre ricos e pobres, no pressuposto de que a capacidade para pagar impostos e impacto dessa cobrança no bem-estar não é idêntico para uma pessoa que tenha rendimentos anuais de 20.000€ quando comparado com outra que receba por ano 200.000€.
Além disso os defensores da tributação progressiva entendem que um euro adicional gasto pelo Ronaldo tem menor valor social do que um euro gasto por um empregado de balcão e, por isso, preferem cobrar esse euro ao Ronaldo através de imposto e dá-lo ao funcionário do café.
Só alguém muito distraído acredita que um euro retirado a um rico por meio de impostos entra por magia no bolso de um pobre. Como se sabe, esse dinheiro vai para um bolo do Estado para ser gasto como os políticos bem entenderem. E ninguém certamente se esquece das muitas dezenas de milhares de milhões de euros que já foram gastas no BES, no Banif, na TAP e em tantas e tantas outras opções políticas absolutamente vergonhosas do nosso governo…
Mas se a riqueza tivesse realmente de ser redistribuída, deveríamos confiar que as pessoas o fizessem com seu próprio dinheiro ou nos políticos com o dinheiro que não é deles? Independentemente disso, será justo aplicar uma taxa de imposto mais elevada ao rendimento de alguém que opte por trabalhar mais horas do que uma pessoa que opte por trabalhar menos horas e usufruir de tempo de lazer adicional? E, já agora, se a apropriação de 100% do produto do trabalho de alguém é escravatura, a partir de que percentagem deixa de se ser escravo?
Numa situação de equidade fiscal os impostos são cobrados proporcionalmente e não progressivamente. Uma pessoa rica pagaria sempre e automaticamente mais impostos do que uma pessoa pobre. Ou seja, a exigência de impostos mais altos sobre rendimentos mais elevados também é satisfeita através de um imposto de taxa fixa em que essa taxa de imposto é aplicada à globalidade do rendimento e não por escalões artificiais que estratificam e segregam a sociedade. A quem não tiver rendimento suficiente para uma vida humanamente condigna deveria ser concedida isenção desse pagamento e não a fórmula habitual de cobrar relativamente mais a terceiros.
Por isso acho que a procura da igualdade através de políticas fiscais tem uma motivação de inveja. Começa-se pela ideia de “os ricos que paguem a crise”, mas logo a noção de rico passa a englobar também toda a classe média. Neste processo coloca-se a minoria mais produtiva e geradora de riqueza da sociedade à mercê de uma maioria da população e de zelosos burocratas que por sua vez obedecem aos desejos e comandos de políticos que decidem sobre o destino a dar ao dinheiro dos outros.
Todavia, quaisquer que sejam as motivações para uma tributação desproporcionalmente pesada dos ricos, esse argumento seria unicamente aplicável no caso em que o rendimento é usado para o consumo e não para investimento. Mas, e aqueles que usam os seus elevados rendimentos e disponibilidades financeiras para criar empresas ou abrir negócios dando emprego a mais pessoas? Esse rendimento deve ser retirado por via de uma taxa de imposto especialmente elevada?
Um imposto progressivo desincentiva fortemente a que se trabalhe para ganhar mais. O facto de a legislação permitir que uma minoria de indivíduos com elevados rendimentos seja relativamente mais penalizada com taxas superiores de imposto não é justiça social. É uma violação de princípio éticos e morais fundamentais e não legitima a prática de extorsão. Apenas absolve o criminoso.
O meu vídeo de hoje, aqui:
Ouçam que por agora ainda se pode ouvir
Será que o PCP e o BE vão fazer o favor a António Costa de o libertar do cargo de PM?
PCP junta-se a BE no voto contra à proposta de Orçamento do Estado para 2022
O principal interessado no chumbo do OE: António Costa. O chumbo do OE era o pretexto certo que António Costa deixar o Governo.
De pedras rolante a floquinhos de neve
13 de Outubro
Não deixem que alguém se gabe das suas visões progressistas, que se vanglorie da posição como académico ou como artista reconhecido, seja cidadão distinto ou cidadão comum. Deixem que ele diga para ele próprio e de forma clara: eu sou gado, eu sou um covarde; eu apenas procuro conforto e comida em abundância.
Aleksandr Sozhenistsyn
Os senhorios continuam a fazer de Segurança Social
A opacidade da dona Kristalina
A mesma UE que saca do arsenal todo sobre a Polónia mantém uma doce candura no caso dos técnicos do FMI suspeitos de terem favorecido a China. Entre esses técnicos conta-se Kristalina Georgieva directorra-geral do mesmíssimo FMI.
PSD e CDS podiam trocar de líderes, não era?
Se Rui RIo tivesse metade da genica de Francisco Rodrigues dos Santos até que Portugal teria oposição. PSD e CDS podiam trocar de líderes com vantagens para todos: Francisco Rodrigues dos Santos tinha um partido para liderar e Rui Rio ficava feliz no meio daquela coisa trostquista em que o CDS está transformado.
O PÚBLICO quando não é a folha de couve roxa do BE investiga bem. Veja-se a reportagem sobre os jovens com idades entre os 15 e os 25 internados no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. À conta da Covid, entre Março de 2020 e Outubro de 2021, estes jovens não tiveram visitas presenciais. Durante quase dois anos, os pais tiveram de falar com os filhos através de janelas fechadas, por vezes empoleirados em escadotes ou corrimãos. Interrogada pela autora da reportagem a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central diz “Eu nunca vi as visitas à janela. Os pais e as mães não fazem visitas assim, que eu tenha conhecimento.” Em seguida , a instâncias da jornalista fez um telefonema e confirmou que sim, as visitas aconteceram nestes moldes entre Março de 2020 e 7 de Outubro de 2021.
Presume-se que entre Março de 2020 e Outubro de 2021 a a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central também esteve confinada.
Rendeiro, Pandora papers e Robin dos Bosques
Nos últimos dias falou-se muito do caso BPP e da fuga de João Rendeiro do país. Houve declarações indignadas sobre o assunto e uma quase revolta com a rebaldaria da Justiça em Portugal. O que parece que ninguém notou é que a soma de penas para Rendeiro resulta em mais de 19 anos. Ou seja, os crimes de colarinho branco são, aparentemente, mais graves do que atentados directos à vida e à integridade física das pessoas.
Algo na escala de valores do legislador não está bem ou, pelo menos, o sistema legal não traduz uma proporcionalidade aceitável das penas.
Entretanto, surgiram também nos jornais notícias sobre o novo escândalo do agora chamado de “Pandora Papers”. O que juntando ao caso Rendeiro resulta na salgalhada habitual que desemboca inevitavelmente na perseguição a todos os que procuram pagar menos impostos e obter o máximo rendimento dos seus investimentos financeiros.
Tirando casos de branqueamento de capitais ou crimes semelhantes, confesso-me muito pouco preocupado com paraísos fiscais, e no meu íntimo sinto até alguma inveja de quem consegue ultrapassar com êxito o Purgatório. Preocupa-me bastante mais o inferno fiscal em Portugal do que os Pandora Papers.
Isto porque se é normal as pessoas procurarem as melhores taxas para os seus depósitos, por que razão não hão de procurar também pagar o mínimo possível de impostos sobre juros de poupanças resultante de actividade sobre a qual até já pagaram impostos sobre rendimento?
A forma como o comentariado politicamente correcto ataca a utilização de offshores baseia-se na crendice de que “se todos pagassem impostos, todos pagariam menos impostos” como se alguma vez o Estado se contivesse na contenção de despesa pública… Ao contrário do que pensam esses ingénuos, a verdade é que se todos pagassem impostos, todos pagariam mais impostos.
João Rendeiro está a fugir à Justiça e à sua condenação efectiva. Mas quero recordar que os Portugueses que pagam impostos, esses, têm eles próprios um julgamento sumário e são condenados sem hipótese de recurso a uma brutal carga de impostos que mais não é do que subtracção por parte do Estado de propriedade privada alheia através de ameaça e coação.
Quando, apesar de a legislação o permitir, a sociedade tem pouca consideração pela propriedade privada fruto do trabalho dos indivíduos, ficam muito ténues os limites éticos que separam a actividade da Autoridade Tributária da prática de extorsão.
Como disse atrás, a lógica do poder é inexorável e o Estado cobrará sempre mais e mais impostos. Lembro que o Robin dos Bosques não roubava aos ricos para dar aos pobres. O que Robin dos Bosques fazia era tirar dos cobradores de impostos o dinheiro que estes tinham subtraído aos empreendedores e comerciantes.
Robin dos Bosques tornou-se herói porque se insurgia contra o Rei e o aparelho de Estado que extorquia aos cidadãos a sua propriedade privada.
O meu vídeo de quarta-feira passada, aqui:
E aproveito para colocar uma pergunta: «Uma dúvida profunda atormenta-me há dias: dado o unanimismo das redacções portuguesas na hora de apelidar Rui Fonseca e Castro como “juiz negacionista” vão passar a tratar como juiz ou juiza “xoné” quem aceitou que João Rendeiro desse a morada da embaixada portuguesa em Londres como local para ser contactado após viajar para Inglaterra?»





