O livro de estilo da LUSA é uma PPP venezuelana
Está a decorrer a 3ª convenção do MEL – Movimento Europa e Liberdade, commumente designada como a “convenção das direitas”. É sempre positivo quando pessoas de diferentes áreas se juntam para discutirem o país, o seu passado e soluções para o futuro. Tirando a própria designação do movimento – Europa – e o seu manifesto1, até simpatizo com o movimento: é bom meter as pessoas a falar em bailes de debutantes para que possamos ir conhecendo as caras daqueles com quem acabaremos por casar quando for necessário conceder umas férias de governo ao PS. O que acho estranho é que, para “convenção das direitas”, insistam em convidar Rui Rio e a Iniciativa Liberal, ambos ferozes defensores das suas imagens como centrista – no primeiro caso – e membros do eixo dos números imaginários – no caso da Iniciativa Liberal.
No caso da Iniciativa Liberal é ainda mais bizarro, pois pelas repetidas afirmações de ortodoxia urbano-mata-fradista2, incluindo a proferida na própria convenção – “nunca apoiaremos visões não liberais da sociedade” abstendo-se, como de costume, de definir o que seria então uma “visão liberal de sociedade” – não seria com este partido que se poderia encontrar um entendimento para um compromisso de governação. Já com a visível obsessão das linhas vermelhas tão veementemente repetidas em torno de André Ventura, líder do Chega, que a organização poderia ter optado por convidar apenas aqueles que têm realmente algo a contribuir para a solução, não para a sua força de bloqueio. Quer dizer, não convidam o PAN, convidam o Iniciativa Liberal? Não se percebe. Até porque, convenhamos, da Palestina ao feminismo, da eutanásia ao hábito de moldar a modernidade a uma resposta pavloviana em torno do termo “liberal”, seria numa convenção do Bloco de Esquerda que o Iniciativa Liberal poderia encontrar o entendimento necessário para a valorização eleitoral do eixo imaginário que tanto defende.
1 “A participação no processo de formação e desenvolvimento da União Europeia é uma parte necessária e configuradora do horizonte estratégico de Portugal, que precisa dessa partilha de soberania numa escala superior para poder exercer a sua soberania no seu espaço nacional” – in Manifesto Europa e Liberdade.
2 O Iniciativa Liberal define-se como o partido que mais veementemente se oponha a qualquer coisa que cheire a um dos verbetes do lema “Deus, Pátria e Família”.
O EXPRESSO a carregar nas notícias
Graças a Alá que os muçulmanos podem rezar cinco vezes por dia sem que o EXPRESSO ache estar diante de uma manifestação de fanatismo. Tb as declarações de ser espanhola até à medula só não desencadeiam as fúrias do multiculturalismo pq a senhora que se diz espanhola até à medula tb diz que é muçulmana e reza cinco vezes por dia. Ainda bem para ela pq se se se dissesse católica outro galo cantaria neste título.
Mas prossigamos nesta “visão expressiana” até à medula do que aconteceu em Ceuta: «O líder do Vox prometia reunir em Ceuta perto de mil pessoas numa manifestação contra a política de imigração espanhola e a favor de “fronteiras seguras”. Houve uma contramanifestação, a polícia teve de intervir.» Também temos a variante Polícia em Ceuta carrega sobre manifestantes pró-migração Imagine o EXPRESSO que um querido líder tipo Iglesias, Sanchez, Montero… iam a um local onde por sinal até representavam o partido mais votado e acabavam com o hotel onde estavam instalados cercado? Aquilo que o EXPRESSO titula como Polícia em Ceuta carrega sobre manifestantes pró-migração é tão só a forma como o EXPRESSO dá conta desse cerco.
As notícias sobre as acções da extrema-esquerda são pura propaganda. Quem ler hoje as diversas versões do texto da LUSA sobre a apresentação à justiça dos manifestantes que interromperam o trânsito junto ao aeroporto de Lisboa acreditará que se está perante um erro da justiça:
SIC: Segue para inquérito o processo contra jovens que protestaram contra poluição provocada pela aviação
CM: Processo contra jovens que protestaram contra poluição gerada pela aviação segue para inquérito
Não foram a tribunal por protestar. Foram a tribunal porque interromperam o trânsito!
MEL e os líderes partidários
Nos próximos dois dias, participarão no congresso do MEL – Movimento Europa e Liberdade quatro líderes partidários da chamada “Direita” que deixaram passar a nova lei da censura, tendo cada um votado da seguinte forma:
- PSD – Rui Rio: a favor
- CDS – Francisco Rodrigues dos Santos: a favor
- IL – João Cotrim Figueiredo: abstenção
- Chega – André Ventura: abstenção
Além desta ignomínia de reinstauração da censura, todos eles, em diferentes graus mas sem grandes ou substanciais diferenças, foram complacentes com o maior atentado das últimas décadas à liberdade das pessoas que foi, tem sido e será a gestão política do governo a pretexto do “combate à covid19”, com um infindável e sádico conjunto de leis, regulamentos e normas altamente gravosas da dignidade humana e que têm conduzido a uma tragédia económica e, consequentemente, de puro atentado à vida.
Não tenho nenhuma expectativa de que algum destes homens tenha sequer consciência do mal (e não mel) de que são culpados, não espero que aproveitem o evento para dar explicações cabais acerca das suas opções políticas e menos ainda fico com esperança de que peçam desculpa aos Portugueses.
De resto, vão com certeza “pensar Portugal” e fazer discursos empolgantes.
Os betinhos do movimento Climáximo onde pontua o genro de Francisco Louçã vão ser ouvidos esta segunda-feira às 13h30 no Campus da Justiça, em Lisboa. Como de costume falam em maus tratos por parte da PSP. As criaturinhas estiveram permanentemente acompanhados por um advogado, por sinal pai de uma das activistas detidas. Vamos lá colocar as coisas de forma clara: para a próxima se querem fazer birras espojados no chão fazem em casa.
Esta semana no Observador escrevo sobre a gramática esquerdista que usamos para referir ou esconder a realidade. “Menores Estrangeiros Não Acompanhados” é uma das expressões mais polémicas dessa gramática:
Normalização do absurdo!
O antirracismo explicado em meio minuto
Junho de 2020: Manuel Morais, agente do Corpo de Intervenção (CI) chamou “aberração” a André Ventura na rede social Facebook e defendeu a “decapitação” dos racistas. Mais precisamente Manuel Morais escreveu: “Decapitem estes racistas nauseabundos que não merecem a água que bebem”
Janeiro de 2021: o comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP, superintendente-chefe Paulo Lucas, castigou com 10 dias de suspensão Manuel Morais
Maio de 2021: O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, suspendeu a execução da pena aplicada ao agente da PSP Manuel Morais, desautorizando desse modo a chefia da PSP. Os jonria stratam Manuel Morais como “polícia antirracista”.
230 anjos da guarda
Foi já promulgada e publicada no Diário da República uma nova Lei que determina que o Estado fica obrigado a proteger os cidadãos da desinformação. O que é ou não desinformação será determinado por entidades e estruturas do próprio Estado ou apoiadas pelo Estado. Mas, mesmo que os portuguesas passem a ter acesso somente a factos que o Estado certifique como verdadeiros, o Estado fica ainda com a obrigação de garantir que a história e relatos desses factos se faz unicamente de determinada forma, impedindo que se construam narrativas que ameacem a democracia ou coloquem em causa as políticas públicas.
Ou seja, fica claro que os 230 deputados acabam por esta via com a liberdade de expressão no nosso país, para aprovarem por actos ou omissões o que aparentemente é o direito dos Portugueses à Censura. Dantes eram ditadores tenebrosos que limitavam a liberdade de expressão. Hoje a censura reinstaura-se com a aprovação de quase 100% dos beneméritos deputados, e a anuência dos poucos que se abstiveram. Em qualquer dos casos a manobra foi sempre poeticamente justificada em nome do bem comum e de um futuro mais risonho.
Como se sabe, qualquer lei ordinária que limite a liberdade de expressão é inconstitucional. Todavia, como se viu nos constantes e abrutalhados atropelos à Constituição alegadamente justificados pela circulação de um novo vírus respiratório, a lei fundamental não é entendida como existindo para proteger os cidadãos dos abusos do Estado, mas para proteger o Estado da insolência dos cidadãos.
E por isso os nossos 230 anjos da guarda não hesitaram em munir quem está e quem vier a estar no poder de todos os instrumentos e ferramentas que possam vir a ser necessárias para guiar os Portugueses em direcção às opiniões convenientes e apascentar todos aqueles que divirjam da narrativa da oligarquia dominante.
Os idiotas úteis e os políticos invertebrados consideram que tudo isto é um tremendo exagero meu e que não estamos sequer perto de uma tirania. São os mesmos que o ano passado, a pretexto da covid19, venderam a ideia de que as limitações à liberdade das pessoas eram necessárias por apenas 15 dias para achatar a curva.
Os 230 deputados que aprovaram esta aberração da carta portuguesa dos direitos humanos na era digital estão calados que nem ratos e aguardam cobardemente que a polémica passe para não serem de forma nenhuma confrontados com o desastroso e péssimo serviço que prestaram à defesa da Liberdade.
Em video a minha crónica de quarta-feira passada, aqui:
Para quando uma greve dos contribuintes?
Paulo Tunhas sobre Miguel Sousa Tavares e Israel: «é justamente a banalidade e a indigência do raciocínio (chamemos-lhe assim) que confere algum interesse às suas palavras.»
Selminho e Rui Moreira
Caso os timings do processo Selminho sejam politicamente motivados (como não é inverosímil), tal reflete a imensa incompetência da oposição local.
Rui Moreira tem tido uma gestão autárquica repleta de decisões criticáveis e com variadíssimos exemplos contrários a políticas públicas para uma cidade que se quer mais solta, atractiva, dinâmica e livre. E a par da confrangedora inabilidade da oposição, é curioso verificar a falta de sentido crítico de muitos daqueles que hoje constituem, grosso modo, a sua área político-ideológica.
Se objectivamente não se pode dizer que Rui Moreira seja um mau presidente de Câmara, será justo reconhecer que a cidade do Porto é hoje muito diferente do que era há 10-15 anos, com dinamismo económico, social e cultural em grande medida catalizados pela abertura da base da Ryanair em 2009/10.
Que não se confunda correlação com causalidade e nem se ofusque o risco e rasgo que os investidores e a iniciativa privada tiveram ao longo de todo este tempo, frequentemente apesar dos poderes contingentes e invariavelmente indiferentes a egos e agendas políticas.

Coisas que só indignam quando na Moncloa está a direita
Isto aconteceu em Berlim
Repare-se que a jornalista em causa tem DOIS seguranças
Repare-se também nas aspas em “atacada”. A partir de que grau de agressão se pode escrever sem aspas que um jornalista foi atacado?
Polígrafos poligrafem pf
Perguntem aos cobardes do Hamas porque as usam como escudos humanos.
Iniciativa (esqueceu-se de ser) Liberal
Da IL espera-se, antes de mais, que seja defensora da Liberdade: de Expresssão, de Associação, de Criação de Empresas, etc. E como tal, quando perante uma lei que – em nome do “Direito à proteção contra a desinformação” – permite ao Estado “proteger” “a sociedade contra pessoas singulares ou coletivas, de jure ou de facto, que produzam, reproduzam ou difundam narrativa considerada desinformação”, não tenha a mínima duvida que deve 1) votar contra e 2) gritar alto a razão porque votou contra.
Infelizmente a IL absteve-se nesta votação, e ao fazê-lo foi conivente na aprovação de uma Lei que nunca deveria ter sido aprovada. Uma Lei que tendo sido aprovada merecia ter pelo menos um partido a lutar contra.
“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.”,
Martin Niemöller, teólogo protestante alemão.
Os parodiantes de Portugal
sá carneiro, cavaco e passos
Curto e grosso
A “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” é um documento que de direitos humanos tem zero. É, sim, o documento que institui a censura como meio de veicular as posições oficiais dos déspotas aos brutos. Os deputados que aprovaram a aberração devem ser tratados como ralé desprezível que demonstraram ser; os deputados que lavaram as mãos através da abstenção, como Pilatos, devem ser condenados ao mais puro desprezo por qualquer pessoa de bem. Resta pouco? Resta a dignidade dos que ainda conseguem viver à margem deste lodo.
Ouçam e depois não digam que não foram avisados
Hoje na Rádio Observador o Contra-Corrente foi dedicado à censura implícita à Carta de Direitos na Era Digital
Distância de segurança quando nasce é para todos
Hoje andam a ameaçar que vão multar pessoas sem máscara na praia. Não sei como estamos a conseguir viver nesta indecência. Não vejo qualquer impedimento ético para que se desobedeça a qualquer ordem ilegítima de “agentes da autoridade” dispostos a darem asas às suas fantasias de fascismo.
É um 1,5 metros? Pois bem, teremos que andar com uma vara desse comprimento assegurando que nenhum imbecil com uniforme se aproxime de nós sem qualquer causa provável de delito real.

e assim o que está a acontecer na faixa de Gaza agora acontece por culpa dos israelitas e dos palestinianos.
O jornalismo passou da histeria nos anos de Trump para uma espécie de adormecimento encantado face à governação de Biden. Quando o jornalismo passa a activismo todos perdemos.
O conto do vigário
A sustentabilidade das contas públicas é uma “fake news” socialista e a segurança social um esquema de pirâmide.
Estamos a condenar as gerações futuras à cêpa torta e António Costa conta-nos a patranha das subvenções da bazuca europeia que, na verdade, significará aumento de impostos e inflacção.
No meu video de hoje, explico porquê. Aqui:
Não é a polícia que intervém em excesso, são os responsáveis políticos quem não antecipa NADA.
Em Odemira sabe-se há anos e anos que são necessários alojamentos para trabalhadores sazonais.
Em Lisboa sabia-se que um clube da capital se ia muito provavelmente sagrar campeão.
Em Odemira sabia-se que os trabalhadores sazonais representam um risco acrescido para o contágio por Covid.
Em Lisboa sabia-se que os adeptos do Sporting iam celebrar a vitória do seu club,
O que fizeram os presidentes das respectivas autarquias? NADA.
O que fizeram os responsáveis das respectivas tutela? NADA
O que disseram os presidentes das comissões, os técnicos dos departamentos, os especialistas da área pagos para dizerem do seu saber? NADA
… em Odemira e em Lisboa, mandou-se a PSP e a GNR resolver o assunto.
Isto mantém-se válido?
Desinformação
Para combater a desinformação, deixo aqui em vídeo a evidência de sentido de voto de cada partido sobre a nova Censura, eufemisticamente chamada de “Carta de Direitos Humanos na Era Digital”:
E retirado dos registos do Parlamento, os resultados em forma escrita:

Como desde 08/Abril até hoje não houve nenhuma correcção ou admissão de erro na votação, parto do princípio que foi vontade consciente de todos os deputados não se manifestarem contra este atentado à liberdade de expressão.
17 de Março de 2020: Coronavírus: Odemira tem 500 lugares para quarentena de imigrantes
Para começar o “Avante” e as declarações sobre a sustentabilidade da Segurança Social vão ser proibidos ou não?
A fantochada criminosa da chamada a “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” vem instituir uma espécie de censura à medida. Como é hábito espera-se que a medida caia sobre aquilo que põe em causa a narrativa da esquerda. Dada a bovina distracção da sociedade portuguesa proponho que se use em força esta legislação. Querem melhor exemplo de uma “narrativa comprovadamente falsa ou enganadora criada, apresentada e divulgada para obter vantagens económicas ou para enganar deliberadamente o público, ” do que as as declarações sobre a sustentabilidade da Segurança Social? E o Avante a cantar os amanhãs na URSS e na Venezuela é ou não uma narrativa “suscetível de causar um prejuízo público, nomeadamente ameaça aos processos políticos democráticos, aos processos de elaboração de políticas públicas e a bens públicos”?
A censura impõe-se pela calada
Nenhum partido português votou contra um decreto-lei, aprovado no passado Sábado (08/Maio), que re-instaura na práctica a Censura, pela mão do Estado portanto.
Através de agências “apoiadas” pelo Estado pretendem os senhores legisladores “proteger a sociedade”, “verificando factos” e validando narrativas que não sejam “desinformativas” ou “enganadoras”.
A história conta-se no Notícias Viriato, aqui.

Vale a pena ouvir
Susana Prado, proprietária de uma empresa agrícola na região de Odemira, no Contra Corrente.
Porque não existem alojamentos para os trabalhadores em Odemira?
Os eco-fofuchos de Lisboa
Marcelo já foi a Odemira ou está à espera que chegue a época balnear para aproveitar e ir nadar?
4 Fevereiro 2019: Marcelo visitou o Bairro da Jamaica e deu um beijo à mãe de Hortêncio
14 Dezembro 2018: Marcelo no local do acidente com elétrico em Lisboa
2017-01-19: A noite de Marcelo com os sem-abrigo de Lisboa
Esta semana uma mulher de 30 anos foi queimada viva em França. Onde estão as notícias? Onde está a indignação?
Esta semana no Observador voltei a dar conta do que está a acontecer em França: 4 de Maio de 2021. 18h10. Mérignac, arredores de Bordéus. Uma mulher foge do homem que a persegue. Ele dispara-lhe para as pernas. Ferida, ela cai. Ele despeja-lhe gasolina em cima, depois pega-lhe fogo. Sim, esta semana uma mulher de 30 anos foi queimada viva em França. Mas sobre este crime não encontramos quase o rasto nas notícias portuguesas.






