O antirracismo explicado em meio minuto
Junho de 2020: Manuel Morais, agente do Corpo de Intervenção (CI) chamou “aberração” a André Ventura na rede social Facebook e defendeu a “decapitação” dos racistas. Mais precisamente Manuel Morais escreveu: “Decapitem estes racistas nauseabundos que não merecem a água que bebem”
Janeiro de 2021: o comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP, superintendente-chefe Paulo Lucas, castigou com 10 dias de suspensão Manuel Morais
Maio de 2021: O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, suspendeu a execução da pena aplicada ao agente da PSP Manuel Morais, desautorizando desse modo a chefia da PSP. Os jonria stratam Manuel Morais como “polícia antirracista”.
230 anjos da guarda
Foi já promulgada e publicada no Diário da República uma nova Lei que determina que o Estado fica obrigado a proteger os cidadãos da desinformação. O que é ou não desinformação será determinado por entidades e estruturas do próprio Estado ou apoiadas pelo Estado. Mas, mesmo que os portuguesas passem a ter acesso somente a factos que o Estado certifique como verdadeiros, o Estado fica ainda com a obrigação de garantir que a história e relatos desses factos se faz unicamente de determinada forma, impedindo que se construam narrativas que ameacem a democracia ou coloquem em causa as políticas públicas.
Ou seja, fica claro que os 230 deputados acabam por esta via com a liberdade de expressão no nosso país, para aprovarem por actos ou omissões o que aparentemente é o direito dos Portugueses à Censura. Dantes eram ditadores tenebrosos que limitavam a liberdade de expressão. Hoje a censura reinstaura-se com a aprovação de quase 100% dos beneméritos deputados, e a anuência dos poucos que se abstiveram. Em qualquer dos casos a manobra foi sempre poeticamente justificada em nome do bem comum e de um futuro mais risonho.
Como se sabe, qualquer lei ordinária que limite a liberdade de expressão é inconstitucional. Todavia, como se viu nos constantes e abrutalhados atropelos à Constituição alegadamente justificados pela circulação de um novo vírus respiratório, a lei fundamental não é entendida como existindo para proteger os cidadãos dos abusos do Estado, mas para proteger o Estado da insolência dos cidadãos.
E por isso os nossos 230 anjos da guarda não hesitaram em munir quem está e quem vier a estar no poder de todos os instrumentos e ferramentas que possam vir a ser necessárias para guiar os Portugueses em direcção às opiniões convenientes e apascentar todos aqueles que divirjam da narrativa da oligarquia dominante.
Os idiotas úteis e os políticos invertebrados consideram que tudo isto é um tremendo exagero meu e que não estamos sequer perto de uma tirania. São os mesmos que o ano passado, a pretexto da covid19, venderam a ideia de que as limitações à liberdade das pessoas eram necessárias por apenas 15 dias para achatar a curva.
Os 230 deputados que aprovaram esta aberração da carta portuguesa dos direitos humanos na era digital estão calados que nem ratos e aguardam cobardemente que a polémica passe para não serem de forma nenhuma confrontados com o desastroso e péssimo serviço que prestaram à defesa da Liberdade.
Em video a minha crónica de quarta-feira passada, aqui:
Para quando uma greve dos contribuintes?
Paulo Tunhas sobre Miguel Sousa Tavares e Israel: «é justamente a banalidade e a indigência do raciocínio (chamemos-lhe assim) que confere algum interesse às suas palavras.»
Selminho e Rui Moreira
Caso os timings do processo Selminho sejam politicamente motivados (como não é inverosímil), tal reflete a imensa incompetência da oposição local.
Rui Moreira tem tido uma gestão autárquica repleta de decisões criticáveis e com variadíssimos exemplos contrários a políticas públicas para uma cidade que se quer mais solta, atractiva, dinâmica e livre. E a par da confrangedora inabilidade da oposição, é curioso verificar a falta de sentido crítico de muitos daqueles que hoje constituem, grosso modo, a sua área político-ideológica.
Se objectivamente não se pode dizer que Rui Moreira seja um mau presidente de Câmara, será justo reconhecer que a cidade do Porto é hoje muito diferente do que era há 10-15 anos, com dinamismo económico, social e cultural em grande medida catalizados pela abertura da base da Ryanair em 2009/10.
Que não se confunda correlação com causalidade e nem se ofusque o risco e rasgo que os investidores e a iniciativa privada tiveram ao longo de todo este tempo, frequentemente apesar dos poderes contingentes e invariavelmente indiferentes a egos e agendas políticas.

Coisas que só indignam quando na Moncloa está a direita
Isto aconteceu em Berlim
Repare-se que a jornalista em causa tem DOIS seguranças
Repare-se também nas aspas em “atacada”. A partir de que grau de agressão se pode escrever sem aspas que um jornalista foi atacado?
Polígrafos poligrafem pf
Perguntem aos cobardes do Hamas porque as usam como escudos humanos.
Iniciativa (esqueceu-se de ser) Liberal
Da IL espera-se, antes de mais, que seja defensora da Liberdade: de Expresssão, de Associação, de Criação de Empresas, etc. E como tal, quando perante uma lei que – em nome do “Direito à proteção contra a desinformação” – permite ao Estado “proteger” “a sociedade contra pessoas singulares ou coletivas, de jure ou de facto, que produzam, reproduzam ou difundam narrativa considerada desinformação”, não tenha a mínima duvida que deve 1) votar contra e 2) gritar alto a razão porque votou contra.
Infelizmente a IL absteve-se nesta votação, e ao fazê-lo foi conivente na aprovação de uma Lei que nunca deveria ter sido aprovada. Uma Lei que tendo sido aprovada merecia ter pelo menos um partido a lutar contra.
“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.”,
Martin Niemöller, teólogo protestante alemão.
Os parodiantes de Portugal
sá carneiro, cavaco e passos
Curto e grosso
A “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” é um documento que de direitos humanos tem zero. É, sim, o documento que institui a censura como meio de veicular as posições oficiais dos déspotas aos brutos. Os deputados que aprovaram a aberração devem ser tratados como ralé desprezível que demonstraram ser; os deputados que lavaram as mãos através da abstenção, como Pilatos, devem ser condenados ao mais puro desprezo por qualquer pessoa de bem. Resta pouco? Resta a dignidade dos que ainda conseguem viver à margem deste lodo.
Ouçam e depois não digam que não foram avisados
Hoje na Rádio Observador o Contra-Corrente foi dedicado à censura implícita à Carta de Direitos na Era Digital
Distância de segurança quando nasce é para todos
Hoje andam a ameaçar que vão multar pessoas sem máscara na praia. Não sei como estamos a conseguir viver nesta indecência. Não vejo qualquer impedimento ético para que se desobedeça a qualquer ordem ilegítima de “agentes da autoridade” dispostos a darem asas às suas fantasias de fascismo.
É um 1,5 metros? Pois bem, teremos que andar com uma vara desse comprimento assegurando que nenhum imbecil com uniforme se aproxime de nós sem qualquer causa provável de delito real.

e assim o que está a acontecer na faixa de Gaza agora acontece por culpa dos israelitas e dos palestinianos.
O jornalismo passou da histeria nos anos de Trump para uma espécie de adormecimento encantado face à governação de Biden. Quando o jornalismo passa a activismo todos perdemos.
O conto do vigário
A sustentabilidade das contas públicas é uma “fake news” socialista e a segurança social um esquema de pirâmide.
Estamos a condenar as gerações futuras à cêpa torta e António Costa conta-nos a patranha das subvenções da bazuca europeia que, na verdade, significará aumento de impostos e inflacção.
No meu video de hoje, explico porquê. Aqui:
Não é a polícia que intervém em excesso, são os responsáveis políticos quem não antecipa NADA.
Em Odemira sabe-se há anos e anos que são necessários alojamentos para trabalhadores sazonais.
Em Lisboa sabia-se que um clube da capital se ia muito provavelmente sagrar campeão.
Em Odemira sabia-se que os trabalhadores sazonais representam um risco acrescido para o contágio por Covid.
Em Lisboa sabia-se que os adeptos do Sporting iam celebrar a vitória do seu club,
O que fizeram os presidentes das respectivas autarquias? NADA.
O que fizeram os responsáveis das respectivas tutela? NADA
O que disseram os presidentes das comissões, os técnicos dos departamentos, os especialistas da área pagos para dizerem do seu saber? NADA
… em Odemira e em Lisboa, mandou-se a PSP e a GNR resolver o assunto.
Isto mantém-se válido?
Desinformação
Para combater a desinformação, deixo aqui em vídeo a evidência de sentido de voto de cada partido sobre a nova Censura, eufemisticamente chamada de “Carta de Direitos Humanos na Era Digital”:
E retirado dos registos do Parlamento, os resultados em forma escrita:

Como desde 08/Abril até hoje não houve nenhuma correcção ou admissão de erro na votação, parto do princípio que foi vontade consciente de todos os deputados não se manifestarem contra este atentado à liberdade de expressão.
17 de Março de 2020: Coronavírus: Odemira tem 500 lugares para quarentena de imigrantes
Para começar o “Avante” e as declarações sobre a sustentabilidade da Segurança Social vão ser proibidos ou não?
A fantochada criminosa da chamada a “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” vem instituir uma espécie de censura à medida. Como é hábito espera-se que a medida caia sobre aquilo que põe em causa a narrativa da esquerda. Dada a bovina distracção da sociedade portuguesa proponho que se use em força esta legislação. Querem melhor exemplo de uma “narrativa comprovadamente falsa ou enganadora criada, apresentada e divulgada para obter vantagens económicas ou para enganar deliberadamente o público, ” do que as as declarações sobre a sustentabilidade da Segurança Social? E o Avante a cantar os amanhãs na URSS e na Venezuela é ou não uma narrativa “suscetível de causar um prejuízo público, nomeadamente ameaça aos processos políticos democráticos, aos processos de elaboração de políticas públicas e a bens públicos”?
A censura impõe-se pela calada
Nenhum partido português votou contra um decreto-lei, aprovado no passado Sábado (08/Maio), que re-instaura na práctica a Censura, pela mão do Estado portanto.
Através de agências “apoiadas” pelo Estado pretendem os senhores legisladores “proteger a sociedade”, “verificando factos” e validando narrativas que não sejam “desinformativas” ou “enganadoras”.
A história conta-se no Notícias Viriato, aqui.

Vale a pena ouvir
Susana Prado, proprietária de uma empresa agrícola na região de Odemira, no Contra Corrente.
Porque não existem alojamentos para os trabalhadores em Odemira?
Os eco-fofuchos de Lisboa
Marcelo já foi a Odemira ou está à espera que chegue a época balnear para aproveitar e ir nadar?
4 Fevereiro 2019: Marcelo visitou o Bairro da Jamaica e deu um beijo à mãe de Hortêncio
14 Dezembro 2018: Marcelo no local do acidente com elétrico em Lisboa
2017-01-19: A noite de Marcelo com os sem-abrigo de Lisboa
Esta semana uma mulher de 30 anos foi queimada viva em França. Onde estão as notícias? Onde está a indignação?
Esta semana no Observador voltei a dar conta do que está a acontecer em França: 4 de Maio de 2021. 18h10. Mérignac, arredores de Bordéus. Uma mulher foge do homem que a persegue. Ele dispara-lhe para as pernas. Ferida, ela cai. Ele despeja-lhe gasolina em cima, depois pega-lhe fogo. Sim, esta semana uma mulher de 30 anos foi queimada viva em França. Mas sobre este crime não encontramos quase o rasto nas notícias portuguesas.
no observador
Fugir da Roménia para cair noutra Roménia?
Simples e directo ao assunto
Haverá um médico, daqueles que não recebe para fazer figura de palhaço na imprensa e televisões, que ainda ache que se deve usar máscara na rua?
Se há, os portugueses agradecem um pedido de desculpa por terem desperdiçado tanto dinheiro a dar um diploma a alguém sem que servisse para o instruir.
O assédio possível
Aos que andam numa ânsia de reproduzir em Portugal algo semelhante ao Me Too recordo que em Portugal a indignação só é possível quando não belisca quem está do lado certo. Caso contrário o único incontestavelmente culpado é o motorista. João Perna, o motorista que além de conduzir o carro de José Sócrates também conduzia o dinheiro que Carlos Santos Silva lhe enviava, e Bibi, o motorista da Casa Pia que levava as crianças até aos locais onde os esperavam os seus abusadores, estão aí para o provar. Em Portugal se não há motorista não há culpado. Só alegados. Assim no que ao assédio diz respeito ou se arranjam dois ou três nomes que correspondem ao estereótipo da pessoa de quem se pode e deve dizer mal (católico, conservador…) ou então não há indignação possível. Ou, mais provável ainda, acabamos no motorista do costume. Quanto à questão: o assédio existe? Claro que sim. E não é apenas praticado por homens heterossexuais.
Anormalidade
Uns iluminados decidiram organizar três ou quatro eventos culturais como teste-piloto para avaliar da exequibilidade de espetáculos culturais com público na sequência do processo de desconfinamento.
Nestes ensaios o número de espectadores foi limitado, turistas estrangeiros foram impedidos de entrar, o concerto estava vedado a menores de 18 anos e maiores de 65, cada pessoa teve de ser previamente testada à covid19, à entrada houve que higienizar as mãos, passar por uma barreira de medição da temperatura corporal, ficar sentado durante o evento, permanecer afastado pelo menos dois metros da pessoa do lado e usar máscara durante todo o tempo.
Estes talibãs sanitários querem avaliar a exequibilidade do quê?!
Querem testar se a proibição de espetáculos culturais é uma medida restritiva proporcional ao risco ou querem apenas saber se o povo é manso e está suficientemente apático para aceitar sem contestação as regras ditadas pela dona Graça Freitas por mais idiotas, inúteis e contraproducentes que sejam?
Se o objectivo fosse repor a ordem natural das coisas e deixar as pessoas viver em liberdade, a experiência que ainda poderia ter um resquício de razoabilidade ser feita seria organizar um espectáculo sem qualquer medida restritiva ou limitação, monitorizando depois se os respectivos participantes teriam alguma consequência gravosa relevante para o seu estado de saúde.
O exercício que se fez apenas serve para sustentar a narrativa enganadora e manipuladora de que medidas como aquelas referidas têm não só sentido hoje, como devem ser aquelas que passarão a ser o padrão e norma no futuro.
Ainda mais aberrante é a circunstância de muitos considerarem que, com a abertura das escolas, o ensino escolar estar finalmente normalizado. É malévolo continuar a sujeitar crianças ao uso permanente de máscaras, na práctica obrigatório por causa da pressão social e receio de retaliação, ou submetê-los regularmente a enfiar uma zaragatoa no nariz ou na boca sem qualquer sintoma de doença apenas para sossego de mentes retorcidas egoístas de professores e, pior, dos respectivos paizinhos.
Uma escola em que jovens de tenra idade não vêem a cara uns dos outros, em que a comunicação entre eles é afectada, e onde a expressão e linguagem facial são suprimidas não é uma escola normal, são campos de formatação mental e desumanização em série.
Isto não é um regresso responsável à normalidade antes da Covid19. É a inversão do ónus da prova de um modo de vida livre e saudável. É uma volúpia para instalar gradualmente a tirania, institucionalizar a eugenia e tornar a segregação de pessoas uma política central do Estado.
O que está acima foi o que disse no meu video de ontem e que pode ser visto aqui:
Direita Portuguesa vs Direita Espanhola
Como dizem que a situação política em Espanha não é comparável com a de Portugal, cá vai:
- Ayuso é uma Senhora, Moedas uma menina.
- Abascal tem categoria, Ventura é trampolineiro.
- O Chega é um partido ressabiado, o Vox um partido de coragem.
- O PP ganhou futuro, o CDS caminha para a irrelevância.
- O Ciudadanos é assintomático, a Iniciativa Liberal é tofu.
A actual Esquerda em Espanha, não se diferencia muito da Esquerda em Portugal.
É um “Portugal mais liberal” que floresce
Já está. Durante a noite, pela calada, como o comum ladrão, o estado pela mão dos palermas “estou só a cumprir ordens”, expropriaram a custo zero os proprietários do ZMar. No ZMar hoje, amanhã na vossa casa.
O que importa é pensar positivo. Quando vos enfiarem os tentáculos pelo vosso próprio rabo podeis sempre usar a fralda apensa à vossa face para vos limpar.
Ao menos usai-a pelo motivo válido: a vergonha que torna necessário esconder a fronha dos complacentes.
Escusam de se enervar: a senhora conhece a Amadora. Se não gostam da senhora arranjem melhor mas igualmente informado
Suzana Garcia, Advogada, candidata do PSD à Câmara Municipal da Amadora: «Na Estação Ferroviária de Santa Cruz-Damaia a entrada superior, que dá acesso ao bairro da Cova da Moura, está encerrada por questões de segurança há dez anos. Permanece abandonada e vandalizada. Uma população de cerca de 5 000 pessoas sem acesso próximo ao comboio. Muitos trabalhadores e residentes do bairro ignorados há dez anos. Pessoas trabalhadoras, que se levantam de madrugada cedo, e estudantes que chegam de Lisboa já tarde, pessoas com mobilidade condicionada, obrigadas a percorrer, por uma encosta íngreme, uma distância física de cerca de 2 kms. Tudo isto enquanto têm uma entrada cancelada junto ao seu bairro.
De facto, a Cova da Moura é muito saudada por alguma elite urbana da capital como um exemplo (exótico) de multiculturalidade vibrante. Mas a verdade é que nenhum desses influentes alguma vez lá tentou ir de comboio. Ou de autocarro. Sequer, a pé.»
E lá desapareceram as todas, todos e todes
Na hora da verdade não há tempo para as fantochadas: a esquerda espanhola que levou a campanha naquele falejar que quer tornar obrigatório do neutro esqueceu-se dos “todes” e foram confrontados com a derrota. Assim mesmo, sem derroto ni derrote, simplesmente e absolutamente derrota.
PS. Quanto ao anúncio de Iglesias de que vai deixar a política vamos com calma. Iglesias por agora vai ali fazer uma pausa. Mas vai voltar.
“comunismo ou liberdade”
Em Madrid parece que a Liberdade venceu!
E o Sr. Iglesias, alter ego do Sr. Louça, retirou-se para as catacumbas… de onde nunca deveria ter saído!
Sempre há esperança num futuro melhor!
Henrique Pereira dos Santos é uma das raras vozes a chamar a atenção para o enorme desconhecimento que existe hoje em torno do mundo rural: «as elites estão cada vez mais longe do campo. No fundo, partilham a ideia romântica de que os donos de empresas são pessoas que tomam decisões livres sobre a condução da sua empresa, pensando que onde plantam eucaliptos poderiam fazer cânhamo, se quisessem, que onde investem em olivais superintensivos poderiam manter olivais tradicionais por causa da Linaria ricardoii, se quisessem, e onde têm estufas e outras produções hortícolas intensivas deveriam antes manter charcos temporários mediterrânicos, para recreio e instrução do povo, se quisessem. (…)
Aqui, como em Almeria, como no Reino Unido, há problemas sociais graves associados ao trabalho agrícola sazonal, mas é completamente absurdo pretender que isso decorre da vontade de empresários gananciosos (sim, os casos mais graves, incluindo os raros em que há de facto escravatura, têm essa origem) e não da vontade dos consumidores terem alimentos e fibras baratas, de modelos de regulamentação do trabalho excessivos que não têm em atenção a especificidade do trabalho agrícola sazonal – os sindicatos estão-se literalmente nas tintas para estes trabalhadores e há muito que se preocupam mais com o que chamam direitos dos trabalhadores que com os trabalhadores propriamente ditos, de tal forma que a secretária-geral da CGTP nunca trabalhou noutra coisa na vida que não em sindicatos – e de regimes fiscais absurdos, como o regime português em que entre impostos e TSU o Estado se apropria de mais de um terço do valor do trabalho, note-se que não se apropria só da mais valia, como diriam os marxistas, apropria-se mesmo do valor do trabalho.»
