Habituem-se!

Ps. Entretanto pode começar por se ver alguma da pouca e muito ignorada cinematografia sobre os campos comunistas.
Salve-se quem puder!

Tempos de servidão.
Boa sorte.
Bolsonaro vs McCloskey
Esta notícia é curiosíssima.

Deirdre McCloskey é uma académica de excelência internacional e das mais interessantes cabeças da actualidade. Paulo Guedes um economista defensor de uma intervenção mínima do estado, agora ministro de Bolsonaro.
Interessante será seguir as reacções e comentários.
Ena tantos leaks e likes!
Se fizermos de conta que esta notícia consta num disco roubado já se consegue que ela deixa de ser semi-clandestina?
SOL: «Uma patrulha da PSP foi este sábado à noite recebida à pedrada no Bairro da Quinta da Fonte, em Loures, Lisboa, onde pretendia recuperar um carro que tinha sido roubado. O carro tinha sido roubado em Sacavém, sendo que o seu proprietário fez as diligências necessárias e acabou por ser ele mesmo a deparar-se com a viatura neste bairro problemático de Loures. De seguida, chamou as autoridades ao local, que quando chegaram já não encontraram o proprietário aí presente, uma vez que este já teria sido ameaçado por seis encapuçados.
O Cometlis – Comando Metropolitano de Lisboa da PSP – informou que os agentes da PSP se preparavam para apreender a viatura em questão e, assim que chegaram ao bairro e enquanto esperavam pelo reboque, começaram a ser apedrejados. Os agentes ainda se afastaram do local, indo para a rotunda que se encontra ali perto, mas continuaram a ser atacados.
Testemunhos, relatam que os ataques viriam dos telhados daquelas habitações. Para além disso, os mais de 10 indivíduos responsáveis pelas agressões, colocaram vários caixotes a arder à volta das autoridades, por forma a cercá-los, rebentando ainda com petardos e fugindo de seguida.
Na altura do ataque não existia Corpo de Intervenção (CI) disponível para avançar, uma vez que este se deu à mesma hora do jogo entre o Sporting de Braga e o FC Porto, a contar para a final da Taça da Liga, em Braga. Os agentes da PSP presentes acabaram por não entrar na Quinta da Fonte por determinação superior, da cadeia de comando. Fonte policial avança que o Oficial de Prevenção e Ronda achava melhor entrar, com as devidas cautelas, e recuperar a viatura, mas isso acabou por não acontecer por ordem superior.
Assim, as autoridades esperavam recolher a viatura furtada no dia seguinte, mas esta acabou por ser também ela incendiada por volta das 2h de domingo. Os agentes envolvidos no apedrejamento não sofreram ferimentos.»
Quem vai responder?
O actual CDS vai manter a decisão da anterior direcção de apoiar a recandidatura de Marcelo? O dilema é pírrico: apoiar Marcelo não faz sentido, mas apoiar uma candidatura de André Ventura seria um erro colossal. Irá o novo CDS conseguir impor ao Chega e à IL a candidatura de uma personalidade de direita?
EXPRESSO: veja e descubra as diferenças

Acham muito caras as remodelações feitas por Isabel dos Santos nos seus apartamentos de Lisboa?
Façam as contas às obras da CML no seu parque habitacional e acrescentem-lhes os ordenados dos vários funcionários, directores, técnicos… da GEBALIS. Pois é, as obras da Isabel dos Santos são uma pechincha não são?
Síntese
O mais comum no discurso político actual é a oposição de uns -ismos que sirvam para deflectir o que realmente está em causa. Socialismo versus liberalismo? Liberalismo versus conservadorismo? Bah! Tudo isto se resume a ateus versus agnósticos e crentes.
o disparate da democracia-cristã
A insistência do CDS em dizer-se um partido «democrata-cristão» é um imenso disparate, que, em parte, explica a panaceia ideológica em que o partido se deixou cair e, porque não entusiasma ninguém, o tem levado ao esvaziamento progressivo.
As causas da origem da democracia-cristã estão hoje mais do que ultrapassadas. Na verdade, a “Rerum Novarum” (1891), de Leão XIII, foi uma tentativa inteligente da Igreja Católica estancar a progressão do socialismo no mundo operário, que foi, em parte, conseguida. Por razões evidentes, deixou de ter, hoje, qualquer utilidade.
Por outro lado, no século XX, a democracia-cristã teve duas referências matriciais: uma, a italiana, muito importante na reconstrução da Itália, no pós 1945, e no arranque da construção comunitária, terminou, na década de 90, com o sinistro Giulio Andreotti. Hoje, já não serve para nada e a sua memória tem sombras indesejáveis.
Quanto à democracia-cristã alemã, há que ter em conta que os seus dois nomes maiores – Konrad Adenauer e Ludwig Erhard – eram, sobretudo o segundo, verdadeiros liberais clássicos, influenciados pelo pensamento austríaco de Menger e Mises, graças ao que a reconstrução alemã foi um êxito. Por isso, ser hoje «democrata-cristão» à alemã só pode significar uma coisa: ser liberal. Como, aliás, já o tinha percebido muito bem, há anos, Francisco Lucas Pires.
Consequentemente, persistir na «democracia-cristã» é persistir no vácuo. Por onde o partido flutua e donde só sairá se abandonar, de vez, essa velha aventesma.
um cadáver não alimenta ninguém por muito tempo
A velha lenda (ou mito?) do “CDS-partido-de-quadros”, se é que alguma vez existiu no mundo real (e, como Portugal é um país onde eles não abundam, é capaz de ter tido algum fundo de verdade), há muito que se desvaneceu. Como o partido, desde o cavaquismo, tem vindo a ameaçar a extinção, com alguns momentos de aparente recuperação, mas sempre feitos em torno de carismas solitários, os caciques que, ao longo de décadas, foram dominando as estruturas locais agarram-se. com unhas e dentes, aos pequenos poderes que ainda sobravam, e montaram os seus feudos e senhorios onde só entra quem eles autorizam. Hoje, em razão disso e por causa disso, o CDS não é um partido em que o aparelho tem uma grande influência, como acontece neles todos: o CDS é, ele mesmo, quase apenas e só, um aparelho partidário. Ora, como o instinto de sobrevivência é o primeiro de qualquer espécie, e no «homos caciquencis» é apuradíssimo, é natural que o CDS saia deste congresso com um líder eleito pelo seu aparelho, para o preservar e manter influente. Todavia, há aqui um enorme erro de percepção: é que o CDS, se não muda, não sobrevive. E um cadáver não alimenta ninguém por muito tempo.
Manuais escolares grátis já!
Está tudo ultimado para a viagem que o colégio vai fazer em Fevereiro, a Andorra, durante uma semana, para que os miúdos possam aprender ski. Portanto, vejo com muito bons olhos a proposta liberal para que no próximo ano não tenha que pagar os manuais escolares, essa renda que o estado cede amavelmente para manter editoras que de outra forma já teriam falido. É importante não falhar com o apoio a quem mais precisa.
Do “longinquamente formal”
Juiz que é sócio e accionista de uma associação desportiva que é parte em processo que vai julgar pede escusa, o que é recusado pelo seu colega juiz Ataide das Neves, porque:
“a integridade de um magistrado não pode resultar de uma mera aparência epidermica, de superfície, que apenas num longinquamente formal e puramente teórico e preconceituoso, quiçá amedrontado, pode ter alguma leitura.
Rompe, rasga, quebra e torna a partir
Uma característica interessante de Portugal é a capacidade com que desfazemos o que custou a construir, tentando refazer várias vezes as coisas com a mesma pompa pueril de uma criança que julga ter descoberto a roda. Eu chamo-lhe o Princípio da IP5. A série de circunstâncias especiais que levaram Passos Coelho a primeiro-ministro naquela precisa altura, aparentando ser possível sedimentar alguma cultura de direita e originando frutos na vitória eleitoral subsequente, rapidamente se tornou num rude golpe aos esperançosos no início da evolução do país para algo menos patético. Mal o Partido Socialista e os companheiros na Geringonça tomaram conta da frágil situação, a direita tratou, de formas que variam entre o trágico e o cómico, de assegurar que não passaria mais de uma semana sem tentativa de suicídio.
Dos “jornais de direita” recheados de redacções marxistas aos carreiristas que saltam de partido em busca no novo ovo com o mesmo afinco com que um ciclista rapa as pernas, passando pelas sucessivas declarações “somos um partido de centro” como um feirante a anunciar que as calças de ganga são produto nacional e não chinês, o termo certo para este incómodo que leva a crises identitárias de eixos é o velho monstrinho verde da inveja. Inveja pela esquerda, que sabe federar-se mesmo quando diz que não o faz desde as famosas “forças de bloqueio”; inveja pelos lugares disponíveis para quem souber aguentar as virtudes da ausência de opinião própria; inveja pelo que poderia ser se a Suíça fosse aqui, apesar de não o ser. Multiplicando-se em novos partidos, como coelhos, cada um tem que deixar a sua marca pessoal, o seu estilo, a sua visão romântica e floreada para o desígnio único que consiste em apoderar-se do aparelho do estado.
Aparecem novas esperanças, alguém em quem ter fé, assimilando o velho espírito de que um Ronaldo há-de sempre aparecer num clube de quem, até então, ninguém ouviu falar. Afinam-se os discursos, mais -ismo para aqui, menos -ismo para acolá, como uma receita, um Kama Sutra ideológico que nos levará definitivamente a continuar frustrados por não ir a lado algum. Ruptura! Ruptura com o que ontem defendíamos e amanhã voltaremos a defender.
Um circo de marionetas, mas sem humor.
Não vivemos num Estado de Direito, mas antes, num “Estado Mafioso”
Acabo de receber esta carta que partilho aqui para reflexão. Se estou surpreendida? Não. Seja qual for a problemática, quando não vai ao encontro dos interesses dos “ditadores” desta “república venezuelana”, situações destas aqui relatadas nesta carta, são prática recorrente no nosso país. Há muito que denuncio que esta classe de políticos funciona à margem de uma verdadeira democracia. E tenho dito também que urge limpar o Parlamento deste tipo de gente. Que ontem já era tarde.
Como o denunciei aqui, a Vianapolis já deveria ter sido EXTINTA há muito por insolvência. Mas continua “activa”. Como é possível fechar os olhos à lei?

Para seu conhecimento envio-lhe acção especial que deu entrada no Tribunal de Contas em 2018 a denunciar as graves irregularidades da Soc. Vianapolis. Até à data não houve qualquer resposta daquela instituição!
Envio-lhe também um estudo económico sobre as contas da referida sociedade. Ambos os documentos não contêm os anexos porque foi assim que os recebi. Ambos os documentos são já do conhecimento dos Grupos Parlamentares, jornalistas, comentadores e personalidades, Sra. Procuradora da República e Presidente do Tribunal de Contas para que estes factos não sejam abafados como alguns pretendem.
Como deve saber conseguimos reunir as assinaturas necessárias para levar a petição “Salvar o Prédio do Coutinho” a discussão no Parlamento. Uma vez conseguido esse nosso objectivo, a Vianapolis, em conjugação com o Sr. Presidente da Câmara de Viana do Castelo, de imediato trataram de escrever uma carta ao Sr. Presidente da Comissão de Ambiente – que no meu entender não foi mais que uma tentativa de condicionar a discussão da mesma – e que acabou de ter o efeito pretendido.
Assim, formalmente os cidadãos dispõem de um mecanismo de participação nas decisões políticas mas, quando essa participação não é do interesse do Estado, existem mecanismos de sabotagem.
A votação da esquerda não constituía uma surpresa, mas o voto PSD na referida comissão, não há palavras para descrever!
Mesmo assim, lá arranjara, para compor o ramalhete, o voto do Livre e outro.
Apesar de ter sido chumbada, a sua discussão (nota de admissibilidade) admitia que o peticionário pudesse recorrer apresentando a sua contestação e assim fizemos, sem qualquer hipótese, porque a referida comissão tinha como único objectivo impedir a sua discussão ( leia a nota de Admissibilidade e a resposta ao despacho).
A nossa Petição foi sabotada, simplesmente!
Quando saírem as decisões judiciais e na posse desses documentos, vai poder ter uma percepção mais clara do tipo de Estado em que vive.
Estou plenamente convicto que em Portugal não vivemos num Estado de Direito mas antes num “Estado Mafioso”!
Em anexo segue também uma “Carta Aberta” dirigida ao Sr. Primeiro Ministro publicada em Set. /2019 no Jornal O Público.
Tire as suas próprias conclusões.
Com os meus melhores cumprimentos e muito obrigado por tudo.
Agostinho Correia
ANEXOS:
Documento nº 1 – Acção Especial entregue no Tribunal de Contas sobre denúncia às contas da Vianapolis
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmUEFRWWJvcmZPTXVyRXZMU3l1MXBfMFJ3UUhB/view?usp=drivesdk
Documento nº 2 – Carta ao Presidente da XIII Comissão de Ambiente
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmVFNxUnhpUFhTVnVmVkEtS181c3RsTy1YVnBn/view?usp=drivesdk
Documento nº 3 – Nota de Admissibilidade
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmQ0F1U1ZCWktjWkJSSmZLNTFmZzE1eGZjbWRn/view?usp=drivesdk
Documento nº 4 – Resposta ao despacho de admissibilidade da petição
https://drive.google.com/file/d/1JkGnOdR-n-MZfJ5k2k7M8a7QIZf4vnH1/view?usp=drivesdk
Documento nº 5 – Carta aberta a António Costa
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmaGdsOW85WE1EUE13ckVYd1lMVGlDSHNlcGUw/view?usp=drivesdk
Outros tempos
Tempo do Lobo
Na triologia da glaciação emocional de Michael Haneke somos confrontados com três perspectivas diferentes da nossa indiferença para com os outros. No primeiro filme, Der siebente Kontinent, uma família segue escrupulosamente o plano de auto-remoção do tédio da existência mundana, destruindo todas as posses e assassinando a filha antes de ambos cometerem suicídio. No segundo filme, Benny’s Video, um miúdo mata uma colega por nenhum motivo que não o de registar em video, meio que também usa para confessar o crime aos pais que tentarão evitar que seja por este condenado. Em 71 Fragmente einer Chronologie des Zufalls somos confrontados com vinhetas que ilustram a habituação dos humanos à violência e a relação de proximidade que com ela temos como parte integrante do tédio quotidiano.
Na vida real somos confrontados com uma pré-campanha presidencial que leva ao aparente suicídio de um homem e que, ao que consta, era pai de filhos menores. Na vida real somos confrontados com o enquadramento legal – em nome da liberdade – para que o estado dê aval e eventualmente forneça o funcionário-carrasco que torne o nosso suicídio num simples acto administrativo, eventualmente afixado em edital para consulta por cangalheiros, fotógrafos e organizadores de eventos. Celebrar a vida, certo? Não vale a pena termos pena dos filhos: é um acto socialista. Somos liberais e, como tal, defendemos que qualquer homem é dono do seu corpo, da sua vida, e só a ele cabe determinar a hora em que, “com dignidade”, a termina. Filhos ficam sem pai? É a liberdade. E até vamos a correr votar na Ana Gomes, a nossa justiceira, certo? Pela liberdade. Ao menos não anda aí a tirar selfies nem aparece na televisão a mudar as cuecas. Somos facilmente contentáveis.
Como o Bom Selvagem de Rousseau, a vida é algo que simplesmente nos acontece, uma propriedade que nos é atribuída através do alinhamento dos astros e da inconsciente luxuria dos pais. Só a nós nos compete antecipar o fim da vida, diz-se por aí, com uma aceitável excepção se menor que 10 semanas. Não vale a pena racionalizar a excepção perante o Grande Dogma Liberal. O Estado é bom, nasceu bom, quer ser bom. Só é mau a cobrar impostos, mas a matar é Bom. A conceder a autorização e a purgar-nos de culpa é mais que bom: é misericordioso. Também é compassivo e generoso: toma conta dos filhos que deixamos quando decidimos que nos seria administrada uma droga letal. Não consigo pensar em ente mais dotado de virtude para nos abençoar a morte que o Estado. Demos Graças a Ele.
Na página da Iniciativa Liberal diz-se, em letras gordas: “o partido de todos os liberais”. Eu acredito. Só vos peço é misericórdia: não me voltem a ofender chamando-me liberal.
Nasci na era errada.
Senhora de Matosinhos

A “Sábado” publica na sua edição de hoje seis páginas sobre um tema que já havia sido tratado aqui.
Da leitura da peça da revista constato que os responsáveis autárquicos não têm registo dos contratos com os seus próprios fornecedores. Conforme citação da jornalista, informam que “a Itgest não consta como fornecedora do município”. Ora, não passa de uma cortina de fumo já que a ADEIMA é uma entidade na órbita directa da Câmara, presidida pela própria Luísa Salgueiro, e cujo contrato pode ser obtido à distância de um click aqui.

Não é de espantar que os políticos se refugiem sempre na legalidade dos procedimentos quando estão em causa questões éticas e políticas como é este caso em Matosinhos. Noutros casos é também comum ver responsáveis públicos invocar a ética imaculada quando porventura se apontam ilegalidades à sua gestão. Ou seja, a legalidade e a ética são sempre relativas e por isso desvaloriza-se cada uma delas conforme as conveniências.
Por outro lado, a oposição em Matosinhos é de uma pobreza confrangedora. Não se ouve, não actua e aparentemente apenas quando as notícias chegam aos jornais sai do conforto do seu recato. A oposição partidária funciona com base na emissão de comunicados e a oposição independente queixa-se da população por não lhe dispensar as assinaturas suficientes para uma candidatura alternativa. É curto e é choninhas.
Por fim, fiquei com uma lágrima no olho ao ler que a presidente da Câmara acha “louvável a preocupação com a ética.”
Isto anda tudo ligado
Após o estrondoso sucesso do “ambicioso plano” (PUBLICO dixit) das creches nos quartéis o ministro da Defesa lançou outro plano: Dormir em quartéis para atrair jovens às fileiras.
Portanto o presidente Macron que teve de ser retirado à pressa pela polícia de um teatro em França
Foi armar-se em Rambo para Israel?
Ps. Não só a comparação com o episódio protagonizado por Chirac é óbvia como o melhor será contratar os israelitas para lhe garantirema segurança em França
Afinal ainda não sabemos se é ou não para tirar senha para execução
Após ter sido esclarecido que a IL não está necessariamente a pensar apresentar uma proposta para legalizar a eutanásia, algo que interpretei da noticia “Iniciativa Liberal pondera apresentar projecto sobre eutanásia” da Rádio Renascença, tenho que apresentar o meu pedido de desculpas à IL por ter inferido erradamente que “está tudo em aberto” significaria estarem a pensar se iriam pensar em apresentar uma proposta para legalizar a eutanásia. Vim a saber que a jornalista da Rádio Renascença, contra todas as expectativas, é católica. Por isso, não é de estranhar que tenha interpretado as frases do programa político que rezam “eutanásia é uma questão de cidadania e deve ser regulamentada” e “a criminalização da eutanásia é inaceitável” como “eutanásia é uma questão de cidadania e deve ser regulamentada” e “a criminalização da eutanásia é inaceitável”, respectivamente. Isto, em conjunção com “está tudo em aberto” só pode permitir inferir que a IL vai apresentar uma proposta de legalização da eutanásia por fruto do engano lançado pela armadilha de uma católica infiltrada na Rádio Renascença que se identificou como jornalista da Rádio Renascença, uma rádio conhecida pela ausência de católicos.
Assim sendo, as minhas desculpas à IL com a habitual sinceridade que sempre demonstrei.
É isto?
Portanto Isabel dos Santos é garantidamente criminosa porque recebeu do pai o que não era dele mas sim do Estado angolano. Já José Sócrates que diz ter recebido da mãe o que ela claramente não tinha é um perseguido pela justiça
O conto “A cigarra e a formiga” versão Portugal 2020.🇵🇹️🐜🦗
Um texto brilhante com autor identificado que merece ser lido por todos. Nada a acrescentar. É isto.
O conto “A cigarra e a formiga” versão Portugal 2020.🇵🇹️🐜🦗
A burra da formiga trabalha no duro o ano todo, constrói a sua casa e acumula provisões para o Inverno.
Enquanto isso, a cigarra passa os dias no ginásio 💪, no café ou a arranjar as unhas de gel e o caraças 💅
As noites são no Bibá la noche com as amigas. #girlpower 🍸🍻🥃🍾
Chegado o inverno 🌨️🌩️☃️, a formiga refugia-se em casa onde tem tudo o que precisa até á primavera. 🍞🍗🥣🔥
A cigarra, cheia de frio e de fome, vai ao programa da Cristina queixar se à Cristina Ferreira que não é justo que a formiga tenha direito a casa e comida quando outros, com menos sorte que ela, passem frio e fome. O Hernáni Carvalho diz que é uma vergonha. 👎👎👎
A CMTV não perde a oportunidade e faz um directo à porta de casa da formiga, passando imagens da formiga ao quentinho com a mesa cheia de comida.
O povo fica revoltado ao saber que o seu país, dito desenvolvido, deixa sofrer a pobre cigarra enquanto que outros andam a viver à grande e à francesa. 🇫🇷️
É organizada uma marcha de apoio à cigarra. #jesuiscigarra 🙏
É feito um episódio especial do Prós e Contras – RTP onde se questiona como é que a formiga enriqueceu às custas da cigarra. De um lado da bancada, os defensores da igualdade (pró-cigarra). do outro lado, os sem-coração 💔(Que defendem a egoísta e insensível formiga)
Em resposta às mais recentes sondagens. O governo prepara uma lei sobre a igualdade económica com efeitos retroactivos (desde o verão)
Os impostos da formiga aumentam consideravelmente e ainda incorre numa multa por não ter prestado assistência à cigarra. Os descontos da segurança-social também sobem, de modo a ser justamente partilhados com a cigarra. #rendimentominimo 🤑
A casa da formiga é penhorada pela finanças por não ter conseguido pagar os impostos.
A formiga, decepcionada, faz as malas e emigra para um país onde o seu esforço seja reconhecido e onde possa desfrutar dos frutos do seu trabalho árduo. 🇦🇺️🇨🇦️🇧🇻️🇨🇵️🇩🇪️🇫🇮️🇭🇲️🇯🇵️🇮🇸️🇱🇺️🇷🇴️🇺🇲️
A antiga casa da formiga é convertida numa habitação social para cigarras. Que, irresponsavelmente, não param de fazer filhos 🍆💦👨👧👦👩👧👦 e que vivem de doações de comida, cerveja e de coca-cola. O pouco que recebem dos descontos da formiga mal dá para os bens essenciais, como por exemplo sapatilhas da Nike e caps da Obey, 🕶️👚👟👠💍💄👜🎮
A casa deteriora-se por falta de cuidados.
O governo é fortemente criticado pela falta de meios colocados à disposição da cigarra, que vive agora em condições quase desumanas.
A oposição propõe uma comissão de investigação multi-partidária que custará milhões de euros.
Entretanto a cigarra morre de overdose.
Os media garantem que a morte da cigarra deveu-se à falta de apoio social por parte do governo, que falhou em acabar com as desigualdades sociais e a injustiça económica.
A casa acaba por ser ocupada por uma família de aranhas imigrantes. traficantes de droga e que aterrorizam a vizinhança.
O governo felicita-se pela diversidade cultural de Portugal
🤝🤝🤝
Viva.
By Vitor Gingeira
(Texto de Neuroses de um iluminado)
Isabel dos Santos é filha do socialismo
Isto deixa-me furioso
O Arménio sofre de transtorno de identidade de integridade corporal. Alega que a sua vida é um tormento porque, por infortúnio, nasceu com duas pernas. Arménio quer amputar a perna direita, mas nenhum médico português está em condições legais para executar o procedimento que garantirá a Arménio uma vida feliz. Teve azar: foi com uma perna que nasceu a mais; tivesse sido com um pénis e isso resolvia-se facilmente e de forma perfeitamente legal.
Apesar de raro, Arménio não é caso único. Foi nos idos de dois mil que Gregg Furth viu o seu pedido de amputação recusado pelo hospital Abbey King’s Park de Stirling, Escócia, Reino Unido. Apesar de ter garantido o aval do doutor Robert Smith, que se prontificou para lhe retirar a incómoda perna em plena liberdade, procedimento que realizara antes a pelo menos dois pacientes perfeitamente saudáveis… quer dizer… com as pernas saudáveis, assim é que é, os conservadores da ética (ou do caraças) entraram em cena para impedir a felicidade de Gregg. A academia, sempre pronta para filosofar do seu sofá Chesterfield, avançou com inúmeros papers que concluem não haver qualquer argumento razoável para que este tipo de amputações seja impedido. Bayne e Levy, citados por mais 67 batatas de sofá, publicaram um desses… estudos apesar de continuarem a exibir excesso de membros.
No entanto, em Portugal ninguém fala disto. Arménio vê-se compelido a cortar o pénis, a eutanasiar-se ou a meter a perna debaixo do comboio, o que pode causar um descarrilamento com custos sociais gravíssimos, atrasos e a ocupação de uma cama que podia ser deixada vaga para um abortamento. Enquanto não legislarmos sobre este tema, quantos Arménios andarão por aí (literalmente), a deambular, infelizes, aprumados, privados da felicidade de se fazerem transportar numa cadeira de rodas? Tudo que o estado português tem a oferecer a estas pessoas é capá-las ou matá-las. Estamos a impedir médicos de executarem cortes limpos, com enormes custos sociais, como o desperdício de voluntário para treino de velocidade com o serrote. É pouco e mostra que o conservadorismo da sociedade patriarcal ainda vê com maus olhos as escolhas pessoais, feita em plena liberdade e na total posse das faculdades mentais para o padrão necessário no século XXI.
Um bom médico, misericordioso, não deixa por tratar um doente como o Arménio apenas porque fazem um juramento bacoco de não administrar vidro moído a socialistas. E quem diz um médico para um Arménio, diz um veterinário para o Tareco. Quantas vezes o PAN se indignou pelo número astronómico de gatos vadios na posse de quatro patas? Quem nunca desejou entrar no restaurante e sentar-se à mesa com o Bóbi enquanto este fuma um cigarro (a proibição é só para humanos) que saca da bolsa no skate que lhe providencia locomoção após amputação das patas traseiras? E para quando uma lei que permita ao sapo que quiser, em plena liberdade, fumar em qualquer estabelecimento?
Um estado que se limita a providenciar amputações penianas e que daí salta logo para a morte das pessoas banais e bípedes é um estado egoísta, que se alimenta do sofrimento alheio por privação de liberdade. Se bem conheço os políticos, poderão até obrigar pessoas e animais a pagarem uma taxa moderadora por um direito inalienável, o de se amputarem os membros excedentes. É por isto que o SNS está como está: não resolve os problemas reais das pessoas.
a economia portuguesa
Imagine que você tem 40 anos e que, por qualquer razão que não vem agora ao caso, recebia 500 mil euros limpos de encargos e impostos, prontos a que lhes dê o destino que muito bem entender.
Sendo embora muito dinheiro, não é, contudo, suficiente para vc. se encostar às boxes e deixar de trabalhar. Donde, o mais sensato seria investir esse dinheiro nalguma coisa que lhe dê rendimento e segurança para alguns anos de vida.
Assim, a primeira ideia que tem é a mais natural do mundo: ir depositá-lo num banco. Todavia, informando-se sobre o estado da banca portuguesa (e europeia) e dos depósitos bancários, facilmente constatará que os depósitos a prazo não lhe dão qualquer rendimento, que terá que pagar taxas bancárias elevadas para manter a sua conta e, pior do que isso, que nenhum banco lhe oferece a garantia de que, daqui por meia-dúzia de anos, esteja ainda de portas abertas, com o seu dinheiro em segurança. Você desiste da ideia e passa para a seguinte.
E pensa, com naturalidade, em investir em imóveis, de modo a poder colocá-los no mercado para obter rendimento. A primeira constatação, contudo, é que irá pagar elevados impostos na transacção de compra. Depois, que terá de pagar, de quatro em quatro meses, o IMI, que tem vindo a crescer nos últimos anos e que é muito pesado. Também ouviu falar no Imposto Mortágua e, obviamente, teme que este o abranja.
Depois, pensa no Alojamento Local, negócio de que ouviu dizer muito bem e onde constava que se ganhava algum dinheiro. Foi informar-se e ficou a saber que já não é assim: os impostos sobre esse ramo de actividade aumentam todos os anos, a cada orçamento que é feito, criaram-se zonas de protecção, nas grandes cidades, onde o imposto sobre os rendimentos do negócio aumenta ainda mais, criam-se regras burocráticas em cima de regras burocráticas, a água que se consome tem um preço superior ao dos imóveis comuns, etc.. Então, vc. conclui que o Alojamento Local também já não é negócio seguro para gastar o seu dinheiro.
Aí pensa no arrendamento comum. Mas fica imediatamente de sobreaviso com as notícias de que o governo se prepara para impor rendas de valor limitado, para garantir o chamado «direito constitucional à habitação», que tem vindo a congelar as actualizações anuais e que se prepara para aprovar legislação que impeça, ou dificulte ao extremo, os despejos em caso de incumprimento contratual. Para além do mais, qualquer renda que cobre tem o inconveniente de ter de pagar, à cabeça, 28%, sendo que, no fim do ano fiscal, quando faz a sua declaração de IRS, a soma de rendimentos que daí vêm, mais os que tem do seu trabalho, provavelmente o farão aumentar de escalão e terá, por isso, de pagar ainda mais impostos. Por tudo isto, também desiste dessa hipótese.
Em seguida, põe a possibilidade de investir num negócio. Ter um negócio é bom! è? Talvez, mas qual? E como? Vc. informa-se e fica imediatamente a saber que, se abrir um negócio é fácil, mantê-lo e, sobretudo, fechá-lo, se as coisas correrem mal, é um completo inferno. Ouviu até dizer que um vizinho seu, que abriu uma padaria de rua, teve azar no andamento das coisas e agora o fisco não lhe larga a perna, penhorou-lhe a conta bancária e a casa, e, inclusivamente, o homem anda a responder em tribunal por não ter pago alguns dos impostos que o estado lhe exigia, para pagar os salários aos seus trabalhadores e ver se conseguia manter o negócio aberto. Pondera bem todas as circunstâncias e desiste, porque não está para ficar sem o dinheiro e ainda arranjar chatices.
Posto isto, vc. começa a ficar sem grandes opções para dar destino ao dinheiro que, em sorte, lhe entrou nos bolsos. Mas, um dia, a ver o noticiário das 20,00, ouviu um senhor ministro e um grande economista da praça a dizerem, num debate sobre »O Estado da Economia Portuguesa”, que é a consumir que o país vai por diante e que todos ganhamos muito quando muitos gastam muito. Vc., que é um patriota e está farto dos 500 mil euros que tem, compra um carro topo de gama, uma casa num bairro social de classe média-alta e ainda arranja uma namorada gastadora, que está sempre a pedir-lhe roupa de marca e maquilhagens de qualidade, com quem embarca para um resort de luxo nas Caraíbas. Seguindo as instruções de tão importantes figuras, vc. gasta o que tem, até que um dia deixa de ter, mas continua a gastar por hábito e necessidade de deixar satisfeita a loira platinada, que entretanto é cada vez mais exigente para consigo.
Um dia, vc. acordará cheio de dívidas, com o banco onde foi buscar o resto do dinheiro para a casa a penhorá-la, sem dinheiro para manter o carro (que vende ao desbarato) e com um bilhete da loira na cozinha com os seguintes dizeres: «Juvenal, afinal não és o homem da minha vida. Tchau!».
Vem aí a Primavera do extermínio do untermensch
Segundo notícia da Renascença, a Iniciativa Liberal prepara-se para se juntar aos partidos dos camafeus do niilismo moral apresentando também uma proposta para o extermínio daqueles que não encontram argumentos para continuar aqui a sofrer com as propostas que os pândegos apresentam em nome do povo.
Já ontem, no debate dos candidatos ao CDS realizado na RTP3, não faltaram uns betos a falar no povo com o romantismo platónico de quem nunca viu o tal de povo a transferir catotas do nariz para a boca.
O primeiro indício, o mais evidente, para determinar quem não faz qualquer ideia do que é isso do tal povo é referir-se a ele. Quem sabe o que é o povo nunca se refere a esse estranho ente, percebendo que atribuir-lhe uma vontade ou uma consciência colectiva é reduzir a bestial individualidade humana à condição de caricatura. O povo é tudo, e, como tudo que é tudo, é absolutamente nada.
Da mesma maneira que empresários sistémicos do cronyismo tratam os empregados pelo eufemismo de “colaboradores”, também os políticos-pastores tratam o gado que pastoreiam por “povo”. Tal como o pastor interessado em limpar o pasto, o político escolhe a erva que o tal de povo deve ruminar para seu benefício próprio, o de direccionar a moral para o preenchimento do seu desígnio de sacerdote das gentes em busca de um significado para a angústia da solidão da mente humana. Como entes seculares, são fracos substitutos para a finitude temporal da era em que se inserem, optando por modas imbecis em detrimento da testada experiência acumulada pelas civilizações.
No que diz respeito à proposta da eutanásia, a apresentar em Março, altura involuntariamente irónica por ser o natural renascimento cíclico da vida planetária após os meses frios, acho bem que IL se junte ao Bloco de Esquerda e ao PAN na ajuda que estes fazem ao PS na conquista de “avanços civilizacionais”. Nem que não seja por mais nada, para que se perceba de uma vez por todas ao que vêm com o liberalismo Verhofstadt: a maior interferência possível na liberdade dos indivíduos perante a superioridade moral dos eleitos. Não é bem socialismo, só cheira, sabe e parece ser, mas é algo pior: é comunismo intelectual, um dogma de manada sem contemplações pelo mistério da conjunção da insignificância humana com a paradoxal importância urgente da vida de cada um dos humanos.
Apresentem a proposta. O vosso povo aguarda-a com impaciência de morte.
Asco
Esta gente que agora corre a tentar escapar das ligações que estabeleceu com Isabel dos Santos são os mesmos que a bajularam e lhe permitiram fazer os negócios que a tornaram imensamente rica. Esta gente dá-me asco.
Conversa de casa vinícola
Enquanto decorria a segunda internacional do Livre unipessoal, Rui Rio reconquistava o lugar que é seu pelo direito natural de sucessão. Desde 1995, o partido teve dois líderes improváveis e por motivos distintos: Fernando Nogueira, que visto de fora sempre pareceu um homem pacato com a missão impossível de suceder a Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho, o homem empurrado pelo sistema para a inconveniência que é lidar com o período de desmame inevitável que o regime toxicodependente gera.
They tried to make me go to rehab
I said, “no, no, no”.
O candidato Montenegro, que até parece um tipo simpático, ao desafiar a ordem natural das coisas no ano passado, colocou-se na posição de Santana Lopes vagada por Santana Lopes ao sobrestimar o interesse do eleitorado em personagens. Na realidade, a única coisa que interessa ao eleitorado é o conteúdo da carteira ao fim do mês. Por isso mesmo, divaga, quando pode, quer pelo amor pelos bichinhos, quer pela passagem de modelos de virtude sexo-cromática, quer pelo tradicional teatro de revista com gritos de “basta”, quer pelas diabrites liberais de nascidos no SNS e instruídos no ensino público que o recusam para a geração seguinte. Até se dá ao luxo de permitir que seitas socialmente extintas nos anos 80 tenham catarro.
I can’t help you if you won’t help yourself
(Help yourself, help yourself)
O PSD não morreu com Rio, nem há-de morrer com o seu sucessor. O que já devia estar morto é o perpétuo saudosismo de um paraíso que nunca existiu, mas, convenhamos, se eliminarmos a ilusão há o perigo de termos que enfrentar a realidade, e isso ninguém quer.
I cheated myself
Like I knew I would.
I told you I was trouble
You know that I’m no good
Os outros racismos do dia
Vamos tentar aqui no Blasfémias dar conta dos sucessivos casos de racismo na sociedade portuguesa. A dra Isabel dos Santos considera-se vítima de racismo e do preconceito como sempre dos colonialistas portugueses. Ja o caso dos 40 naturais do Bangladesh que se envolveranm numa desordem com facas e armas na Rua do Terreirinho, na Mouraria, neste sábado, esta para se saber se e racismo por ter sido noticiado ou se pelo contrario foi racismo nao se ter noticiado outro desacato similar acontecido em 2019. Mas racismo ha-de haver.
E no fim, claro, a culpa é do Ventura
Da motivação racista aos suspeitos de etnia cigana: as falsidades que inundaram as redes sociais ESTE TEXTO DO PÚBLICO É UM EXERCÍCIO SOBRE COMO BARALHAR PARA CONFUNDIR E NO FIM CULPAR O VENTURA.
«Apesar de desde o início não existir qualquer indício de que as agressões ao jovem tivessem motivação racista, essa tese começou desde cedo a tomar forma. Uns dias depois da morte de Giovani o SOS Racismo emitiu um comunicado onde lamentava o silêncio geral à volta do caso e anunciava que iria estar presente nas concentrações em homenagem ao estudante do Instituto Politécnico de Bragança para que “as vítimas racializadas de violência não sejam também vítimas do silêncio». PORTANTO QUEM PRIMEIRO REFERIU O RACISMO COMO CAUSA PARA ESTA MORTE FOI O SOS RACISMO
«Uns dias depois surgia um novo dado que também veio a revelar-se falso. Num blogue de um professor do ensino superior apareceu a informação de que as agressões tinham “alegadamente” sido cometidas por um “grupo de rapazes ciganos”» O TEXTO NÃO REFERE O AUTOR DO BLOGUE O QUE JÁ DE SI É UM EXERCÍCIO PATETA E PATÉTICO COMO NO BLOGUE A PORTA DA LOJA JÁ SE DENUNCIOU. CURIOSAMENTE A QUESTÃO DA MOTIVAÇÃO RACISTA DEIXA DE SER REFERIDA COMO SE OS CIGANOS NÃO PUDESSEM SER RACISTAS: PASSÁMOS A ESTAR DIANTE DE UM NOVO DADO E NÃO DE UM RACISMO COM ORIGEM DIFERENTE
«O sociólogo Gustavo Cardoso, que integra o MediaLab, acredita que há quem tente aproveitar-se de casos como o de Giovani para passar as suas ideias, ainda que, por vezes, de forma camuflada. “Tentam materializar os medos que existem”, afirma o investigador».AQUI PENSARÍAMOS QUE O TEXTO DO PÚBLICO ESTARIA A REFERIR-SE QUER ÀS REFERÊNCIAS DOS CIGANOS COMO AUTORES DO CRIME QUER ÀS ACUSAÇÕES DO SOS RACISMO. MAS NÃO: O SOCIÓLOGO FOCA-SE EM ANDRÉ VENTURA.
«O sociólogo lembra que a sociedade portuguesa sempre teve problemas de racismo, apesar da mistura cultural que também nos caracteriza. “O que mudou foi o contexto político. Com a eleição de André Ventura, pessoas que não se sentiam à vontade para partilhar ideias similares porque achavam que não seriam ouvidas sentiram uma nova legitimidade”, acredita Gustavo Cardoso». A NÃO SER QUE O SOS RACISMO TENHA IDEIAS SIMILARES ÀS DE ANDRÉ VENTURA ESTE ACREDITAR DO SOCIÓLOGO É MESMO UMA FEZADA EM QUE DE UM LADO ESTÃO OS QUE ACREDITAM EM COISAS BOAS E OS QUE ACREDITAM EM COISAS MÁS. AMBOS PODEM ESTAR ERRADOS MAS UNS SÃO BONS E OUTROS MAUS.
«O facto de ter havido sensivelmente ao mesmo tempo outra morte de um jovem no Campo Grande, em Lisboa, que resistiu a um assalto e foi esfaqueado – e cujos alegados responsáveis foram detidos uma semana depois – , ajuda a explicar, no entendimento de Inês Amaral, alguma reacção das redes sociais a um alegado silenciamento do caso de Giovani.» ESTA É A SEGUNDA QUESTÃO QUE O TEXTO LEVANTA: O QUE SE QUER DIZER COM ISTO: “resistiu a um assalto e foi esfaqueado”. PRETENDE-SE QUE A CULPA POR TER MORRIDO É DA VÍTIMA?
a notícia da morte do psd é manifestamente exagerada
Quarenta e cinco anos e quinze eleições legislativas democráticas depois, apenas em três delas houve maioria parlamentar absoluta de um só partido (1987, 1991 e 2005) e com dois líderes (Cavaco Silva em 1987 e 1991 e José Sócrates em 2005).
Fora desses períodos, a governabilidade foi sempre muito difícil de assegurar. O PS, para governar, contou com o beneplácito da direita (António Guterres, em 1995-9, e Mário Soares, em 1977), ou não conseguiu aguentar o governo (Mário Soares, em 1978, ou José Sócrates, em 2011), enquanto que o PSD, fora do período de Cavaco Silva, governou sempre com o CDS e, excepcionalmente, com o PS, no Bloco Central.
Desde que António Costa levou o PCP e o Bloco para o poder, a direita viu a sua vida aparentemente mais dificultada, porque, desde então, só mesmo com 116 deputados é que conseguirá formar governo. Todavia, nem ela alguma vez lá esteve doutra maneira, nem António Costa, muito menos a geringonça, são politicamente eternos.
Saindo o PS do poder, a solução que se seguirá será, inevitavelmente, da responsabilidade maioritária do PSD. É certo que, com a entrada de dois novos partidos, à direita, no parlamento, a formação de coligações pós-eleitorais se torna mais complexa, mas deixem que o conjunto dos deputados eleitos por essa área política ultrapasse a bitola dos 115, que ela logo se constituirá…
Por conseguinte, quem antevê a morte política do PSD, por causa do partido estar temporariamente entregue a Rui Rio, ou porque André Ventura é uma estrela em ascensão, que tire o cavalinho da chuva: desde que temos parlamento em Portugal, os sucessivos regimes são de bipartidarismo maioritário, com outros partidos de pequeno porte para complemento. Além do mais, isto é como o futebol, e não é por não ganhar nada há muitos anos que desaparecem os sportinguistas, os portistas ou os benfiquistas, como os últimos 28% de Rio bem o comprovam. André Ventura que, se não fizer disparates, irá obviamente crescer, poderá ir buscar mais votos ao CDS (este sim, arrisca-se a desaparecer), alguns mais ao PSD e ao PS e PCP, mas dificilmente se transformará no partido que lidere a direita em Portugal, até porque, se alguma vez isso sucedesse, seria a própria 3ª República que desapareceria, e isso a União Europeia (por vários modos e formas) não deixa.
Por fim, diga-se que o PSD já atravessou momentos mais melindrosos do que o presente. Basta recordar a morte de Sá Carneiro, os governos-Balsemão, o Bloco Central com Mota Pinto, a fuga de Barroso para Bruxelas, ou as lideranças anémicas de Marques Mendes, Manuela Ferreira Leite, Menezes ou Santana. De resto, o PSD, tal como o PS, só está bem e unido quando está no poder e, para isso, são precisos os tais 115 + 1. Donde, se Rui Rio não conseguir construir uma alternativa para o pós-costismo, certamente que os laranjinhas arranjarão quem seja capaz de o fazer. A tempo das próximas legislativas, entenda-se.
a ordem natural das coisas
Foi bom que Rui Rio tivesse ganho a eleição no PSD: se a tivesse perdido ontem, ficaria a convicção de que não o tinham deixado governar o partido e levá-lo a vencer as eleições nacionais que se avizinham. Rui Rio sempre se definiu como um vencedor e alega ter perdido as últimas legislativas por factores exteriores à sua personalidade, principalmente o ambiente de intriga e traição em que o PSD está submerso. Assim, Rio terá dois anos de mandato e umas eleições autárquicas para mostrar o que vale. Mas, valha muito, valha pouco, há uma coisa que ele não será capaz de fazer: unir a direita num projecto alternativo ao da frente de esquerda que detém o poder com António Costa. Dito doutro modo, o líder do PSD será o líder de uma grande coligação de direita capaz de levar o partido para o governo, ou não será coisa nenhuma. Daqui por dois anos se verá quem, de facto, está em condições de o fazer.
Sábado, dia de feira livre
Qualquer pessoa normal, das que bebe água sem ser com a testa, percebeu que a candidata Joacine tinha tanto a ver com o projecto de carreira do Rui Tavares como este tem a ver com astronomia. Rui Tavares é o arquétipo do brutalismo soviético, o indivíduo que para representar Trotsky num filme teria que se limitar a aparecer e repetir o guião. Guarda-roupa? O armário de Rui Tavares.
Joacine é da nova vaga de comunistas. Sem nada político a dizer, limita-se a repetir que o projecto da sociedade idealizada por estes trogloditas é uma mistela de igualdade marcada pela diferença em melanina, presença de vagina e enormes problemas de articulação. Uns mais iguais que outros.
Seria de supor que se chateassem. Não tão cedo, mas depois da lua-de-mel. Rui Tavares defende em exclusivo uma ideia: a de que alguém quer saber o que Rui Tavares, o burguês dos clichés que passam por erudição, tem a dizer ao mundo. Já Joacine, que tem tanto interesse no que Rui Tavares tem a dizer ao mundo como o mundo tem interesse em o ouvir, Joacine tem algo a dizer: que é mulher, que é negra, que é gaga, que se dá com indivíduos cuja filosofia política se resume à bainha da saia e que veio para ficar com o voto da juventude “mais bem preparada de sempre”.
Nós queremos ouvir Joacine. É refrescante ouvir alguém sem discurso próprio e cuja mensagem é a existência da própria. É um símbolo: representa que o vazio intelectual pode ser preenchido visualmente e que, numa era em que ninguém tem nada a dizer, a imagem é a única coisa que conta. Não há diferença entre o parlamento e o Lisboa Fashion.
Quanto à presença de crianças no congresso da peixeirada, tenho a dizer que não vi nada fora do normal: era capaz de estar um adulto presente, só não apareceu nas fotografias.
Joacine põe tudo a nú

Joacine Katar Moreira deixou claro hoje que o LIVRE a usou e que “elegeram uma mulher negra que gagueja e que deu jeito para a subvenção” e deixou no ar a ideia de que muito mais haveria para contar porque “vocês não sabem da missa a metade”.
Por outro lado, tornou também evidente de que massa é feita, ao considerar “ilegal” as críticas que lhe fazem. Ou seja, para JKM a legislação substitui a ética, a moral e a opinião livre.
Dedicado a Joacine
(…)
É mentira, mentira, mentira
Se queres que te diga se juro e rejuro
É mentira, mentira, mentira
Escrever-se intriga é falsa prejuro
As pedradas que o mundo me atira
Hão de telhas de vidro cair
E é mentira, mentira, mentira
Talvez ainda fira
Quem fere ao mentir
(…)
As pedradas que o mundo me atira
Hão de telhas de vidro cair
E é mentira, mentira, mentira
Talvez ainda fira
Quem fere ao mentir
Rosie, come out tonight!

Esta criancinha vai ter muito que contar
Uns olham para o lado. Outros parecem sofrer do síndroma da vergonha alheia. Outros fazem-se transparentes. E a criancinha observa. A senhora, provavelmente mãe que está sentada ao lado, está com aquele ar dorido”Eu a ter tanto cuidado com a alimentação, os brinquedos didácticos, o zero pláticos, o incutir-lhe um pensamento progressista … e depois acabo a espetar a criança na primeira fila duma vergonhaça destas!” Por mim, daqui a una anos ia atrás desta criança porque assistir auma coisas destas nesta idade não só forma o caracter como deve deixar uma marca política inapagável.
