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Um dia acordamos e percebemos que é muito tarde: estamos reféns do “processo legislativo” e este só obededece ao comando socialista

12 Fevereiro, 2020

“É praticamente impossível evitar que o processo legislativo não ocorra. Isto deverá ser aprovado e segue para a comissão, para a discussão na especialidade.” – declara a propósito da discussão da eutanásia Carlos Peixoto, vice-presidente da bancada do PSD.

Percebido? Isto é assim: a contestação só é válida se tiver o selo maçónico e ou socialista. No resto temos pena. É isto que neste momento também está a ser dito a propósito do debate da eutanásia: uma parte da socieddade vive uma cidadanioa de segunda: as suas opiniões nunca são as que deveriam ser, a sua contestação nunca muda nada.

O “processo legislativo” tornou-se uma burocracia sem rosto ao serviço de uma agenda que já não nos deixam discutir. Um dia, como agora está a acontecer com a eutanásia, percebemos que o processo legislativo se tornou a máscara de uma ditadura feita em nome do povo.

Na mesma semana de 17 a 21 de Fevereiro tem vários momentos em que os deputados se propõem legislar sobre o que não houve coragem de colocar à discussão dos eleitores como é o caso da eutanásia ou até sobre aquilo que os portugueses discutiram e rejeitaram como acontece com a regionalização: a 19 de Fevereiro, PCP e BE levam ao parlamento projectos de resolução que visam relançar o processo da regionalização, através da calendarização da criação das regiões administrativas. Serão estes projectos chumbados? Ou mesmo que sejam corremos o risco de ficar inscrito no “processo legislativo” que elas vão ser criadas e um dia somos informados que na proxima sexta-feira em hora e meia, mais minuto menos minuto, o assunto fica resolvido?

Aceitar que a eutanásia seja tratada como um expediente burocrático em 157 minutos é aceitar também que uma parte da sociedade portuguesa é constituída por cidadãos de segunda.

Nossa Europa

11 Fevereiro, 2020

Vi na imprensa que políticos, académicos e artistas criaram uma plataforma cívica chamada “Nossa Europa” para “pôr fim ao desconhecimento da UE em Portugal” e que Marcelo Rebelo de Sousa apadrinha a iniciativa.

Não tenho especial gosto em ser desmancha-prazeres, mas começa mal a empreitada pois duas coisas fundamentais perceber seria que a Europa é bem diferente da União Europeia e que a Europa não tem donos e a UE não deveria tê-los.

Um dos mais importantes propósitos desta nova agremiação é “construir o maior Dicionário de Termos Europeus em português” e criar um “EUROOGLE.COM”. Será que vai surgir um novo Esperanto, uma língua desenhada centralmente por uma elite? Ou será apenas o “aportuguesamento” do jargão burocrático de Bruxelas e a tentativa de inventar conjuntos de caractéres sem qualquer significado e utilidade?

Esta nova instituição também se quer opor “à manipulação de notícias, aos factos alternativos e às fake-news” e por isso vai ela própria criar a sua narrativa pró-União Europeia e a “transmissão pedagógica de conceitos” que considerem correctos. Esqueceram-se de referir que é uma organização inclusiva, de combate às alterações climáticas e preocupada com os territórios de baixa densidade para fazer quase o pleno das causas da moda.

Mas quem são os promotores da iniciativa? Tudo gente nova nestas andanças. Uma lufada de ar fresco. Uma disrupção total com o sistema e os interesses. Não acreditam? Pois aqui têm os nomes: Carlos Coelho, Maria Manuel Leitão Marques, Marisa Matias, Carlos Moedas, Pedro Mota Soares, António José Seguro, Leonor Beleza, Nuno Severiano Teixeira, Luís Marques Mendes, Rui Tavares, Paulo Sande, Rui Marques ou Luís Represas.

Foram prudentes em não acreditar. São os mesmos de sempre e a corte lisboeta em peso.

É curioso que o “Nossa Europa” diz que a “diversidade de opiniões enriquece a sociedade plural em que vivemos”, mas não vejo entre os seus promotores euro-cépticos, nem anti-UE… Tem todo o ar de ser uma coisa melosa que em vez de pensar Portugal vai pensar a União Europeia.

Mas está bem feito. Para combater a indiferença, a apatia dos cidadãos e incentivar a participação cívica, além das caras novas que se apresentam vão ter um “Conselho Superior”, pois as ovelhas têm de ter os seus pastores…

Resumindo e concluindo: num país onde mais de 80% do investimento público provém dos fundos da União Europeia, é preciso educar o povo para saber mostrar-se grato pela esmola e para que continue amigo da coesão.

NossaEuropa

Um dia na vida de um professor

10 Fevereiro, 2020

Como já o disse, não estava previsto voltar ao ensino. Depois da minha saída em 1994, quando leccionava Práticas Administrativas no Secundário – por já naquele tempo achar que esta profissão em que se anda de mochila às costas não oferecia estabilidade  suficiente para poder organizar a minha vida -, nunca mais tive sequer vontade de retomar a carreira. A cada ano, as notícias sobre professores só me davam razão. Porém, e depois de muita insistência, acabei por aceitar substituir uma colega que saíra e não havia docente para suprir a vaga. Já lá vão 3 meses e ainda estou estupefacta com o estado a que chegaram as escolas públicas.

É preciso estar dentro do problema para entender o problema. Ninguém de fora, por muito que tente, consegue sequer vislumbrar o real estado da educação pública em Portugal. Ninguém. Mesmo contado, fica muito aquém. Mas vou tentar.

As escolas públicas  parecem manicómios. Não, não estou a ironizar. As crianças têm mesmo imensos problemas de toda a ordem. E profundos.  É perturbador. Numa sala de aula, mesmo na presença do professor,  temos meninos que berram em vez de falar; que correm e saltam por cima das mesas; que choram por tudo e por nada; que atacam outros colegas com agressividade; que fazem bullying umas às outras; que têm necessidades já diagnosticadas de acompanhamento especial. Como é que se pode ensinar com qualidade os meninos que chegam assim e estão todos reunidos numa turma?

É muito fácil culpar os professores quando não se sabe com que batalhas se confrontam todos os dias. É dos desafios mais difíceis que já vi. E só agora percebo por que razão os meninos vêm da primária a saber pouco: é impossível ensinar nestas condições. Impossível.

Numa turma, enquanto estavam a fazer um trabalho de grupo, uma menina, a líder da turma, começa de repente um jogo: “quem gosta do professor levanta o braço!”. Toda a turma levanta o braço. “Quem quer que o professor nunca saia desta escola levanta o braço”. Todos levantaram o braço. “Quem não gosta do “H” levanta o braço”. Todos, excepto um, levantam o braço. “Quem quer que o “H” saia desta escola para sempre, levanta o braço”. Todos, menos um,  levantaram o braço. Interrompi abruptamente a “brincadeira”, ainda tonta com o que acabara de ouvir. Escusado será dizer que a partir dali a aula foi de psicologia, com a advertência e a proibição absoluta destes comportamentos nas minhas aulas.  Bullying em plena sala de aula sem constrangimentos? Está tudo doido? Como é possível, em meninos de 11 anos?

Numa aula do 1º ano explicava uma actividade que íamos desenvolver e, enquanto formávamos um círculo, dou conta que um menino e uma menina estavam de boca aberta e a tocarem-se com a língua, mesmo à minha frente.  Quando os questionei sobre o que era aquilo, não responderam. Minutos depois voltaram ao mesmo e de novo tive de os separar. Estamos a falar de meninos com 6-7 anos.

Noutra ocasião,  por um motivo fútil,  começou uma batalha campal com um teor de agressividade que não se consegue imaginar em tão tenra idade. Uma violência tal, com expressões de fúria, que me obrigaram a separar os agressores exigindo um pedido  imediato de desculpas, para passados poucos minutos  voltarem ao mesmo.

Ontem as meninas divertiam-se com gritos estridentes e contínuos, de tal ordem que a funcionária (a única àquela hora) ao ver-me chegar disse num tom de desespero e cansaço: “isto hoje não se aguenta”.

É notório que os problemas vêm de casa. Sem qualquer  sombra de dúvida. São meninos cuja maioria não sabe ter limites, não sabe respeitar colegas, não sabe obedecer, não sabe falar com educação, não sabe estar, não aceita ser contrariado e  não sabe ouvir. Na origem disto, uma falha colossal de transmissão de valores, de afectos e de atenção.

Tenho a certeza que se os pais pudessem ver, através dos meus olhos, o que se passa dentro das salas de aula, mudariam completamente A EDUCAÇÃO em casa. Perceberiam que  o problema geracional foi provocado pelas famílias e não nas escolas, e fariam “mea culpa”. Sem essa percepção, teremos futuros adultos cada vez piores. Porque as psicologias modernas ensinaram a anular a autoridade dos pais e dos professores, com pedagogias que transformam os seres humanos em pequenos ditadores. Tão simples quanto isto.

Muitos dirão que é ao professor que cabe impor respeito na sala de aula. Sim, é verdade, mas… quem se atreve a ser mais duro com estas “pobres criaturas”, para depois ser sovado pelos pais dos meninos reprimidos? Que professor se atreve a usar da sua autoridade, para depois ser literalmente abandonado pela Direcção da escola e até pelo próprio Ministério da Educação se houver algum problema? Ninguém.

Por isso, quando chego vejo rostos envelhecidos e sem alegria, como de quem vai cumprir pena, a deambularem pela escola. Dizem que são docentes. A mim parecem-me penitenciários.

Já pensei desistir e dei por mim a perguntar-me tantas vezes  o que estava ali a fazer.  É impossível seguir o  programa. Todas as aulas são interrompidas mais de uma vez para impor ordem, separar alunos que se envolvem em lutas, consolar outros que foram vítimas de agressões, dar atenção a outros que se sentem perdidos ali.  Mas como não sou de desistir dos desafios, assumi uma missão diferente: mudar estas crianças até ao final do ano, tornando-as melhores seres humanos. Será que consigo? Vamos ver.

QED

10 Fevereiro, 2020

Ontem fui banido do Facebook por ter publicado o último artigo colocado aqui, no Blasfémias. Diziam na altura que seria por 24 horas, agora dizem que faltam 22, pelo que não sei realmente por quanto tempo estarei em silêncio nessa rede. Contudo, ficou demonstrado: é uma rede onde posso sugerir as maiores barbaridades, da morte de pessoas a genocídios, desde que ninguém tenha que passar pela desgraça que é ver uns mamilos femininos. Sendo masculinos não tem mal, pelo que até daria para uma bela dissertação sobre igualdade de género, mas não vale a pena complicar.

Publiquei no Observador um texto que gostaria que lessem. Divulgaria nas redes, mas, já se sabe, correria o risco de ficarmos chocados com a ideia de termos tido uma mãe que nos amamentou. Quem nos amamenta é o estado – ou, neste caso, o Facebook, que é bem mais que uma mãe.

O artigo que gostaria que lessem está aqui: Eles lá sabem o que é morte digna, meu coronel.

Jamila Bárbara

9 Fevereiro, 2020

Alguém tem visto a secretária de estado adjunta da Saúde, Jamila Bárbara?

Na gestão da crise do vírus Corona, o padrão tem sido a ausência:

“Os anteriores diretores-gerais da Saúde tinham quatro subdiretores. Graça Freitas só tem dois e nenhum estava ao serviço. Um por baixa médica, compreensível, e outro por licença de paternidade, que devia ter interrompido logo que foi decretada a situação de ameaça internacional”, explica um dos peritos externos que tem apoiado a diretora-geral da DGS. (lusa)

Quem sabe se a Dra. Madeira e Madeira estará ocupada à procura de colchões e termómetros, como refere a imprensa ter acontecido à equipa de enfermeiros a escassas horas da chegada dos portugueses repatriados desde Wuhan.

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Pornográfico

9 Fevereiro, 2020

Cresci numa altura em que havia anúncios televisivos como o do Fá Fresh. Era um tempo em que conseguíamos distinguir o obsceno do belo. A minha geração, entretanto, foi crescendo e chegou à política; não por vias muito normais, porque o que mais há são toscos que se julgam aristocratas armados em senadores que se agarram com unhas e dentes à percepção de auto-importância, mas mais pelo lambecuzismo que estas coisas do poder dos jacobinos costumam fomentar.

Na altura, não era obsceno apresentar uma jovem de peito ao ar num anúncio. O que era obsceno era matar gente, como o que acontecia na Jugoslávia. Agora não há anúncios Fá Fresh: são obscenos. O que é belo agora é todos fingirmos que o estado mandar médicos executarem pessoas não é obsceno. Alguns até acreditam que é mesmo belo. O que não é só obsceno, é sobretudo pornográfico, a representação do obsceno.

Espero que a geração dos meus filhos volte ao Fá Fresh em vez de caminhar directamente para os campos de concentração que a minha deseja.

A vida são dois dias e o Carnaval são três

9 Fevereiro, 2020

Em Portugal, partidos minoritários como são o PAN, a IL e o BE apresentaram agora propostas para a legalização da eutanásia. Pode (e na minha opinião deve) discordar-se das propostas apresentadas por estes partidos mas note-se que eles não enganaram ninguém: o assunto consta dos seus programas. O que não se entende nem pode aceitar é que partidos como o PS e o PSD, que não têm a eutanásia nos seus programas, que não tiveram a coragem de apresentar o assunto à consciência dos seus eleitores, se digam agora legitimados para votar a eutanásia após afectarem uns espantosos 157 minutos de discussão ao assunto. Não, não estou a delirar, segundo o site do parlamento, na tarde do dia 20 de Fevereiro os partidos apresentarão os seus argumentários em 157 minutos, votando em seguida a eutanásia. Depois ala que se faz tarde e os senhores deputados têm de ir brincar ao Carnaval.

Face à leviandade cruel subjacente a esta forma de exercer o poder ou melhor dizendo de o garantir, que agora nos leva a esta votação da eutanásia como se de um banal regulamento se tratasse, as palavras de António Variações tornam-se urgentes:

O referendo é uma má ideia? A aprovação à socapa no parlamento é uma ideia muito pior.

8 Fevereiro, 2020

Os cidadãos portugueses abaixo-assinados, regularmente recenseados no território nacional, vêm, nos termos previstos no artigo 115.º da Constituição da República Portuguesa e nos artigos 16.º e seguintes da Lei Orgânica do Regime do Referendo (Lei n.º 15-A/98, de 3 de abril, na redacção actualmente em vigor) propor à Assembleia da República a convocação e realização de um Referendo Nacional sobre a questão da (des)Penalização da morte a pedido.

Não sei porquê mas isto não me parece um bom negócio

8 Fevereiro, 2020

Um funcionário da EDP bate-me à porta. Ao que parece a EDP quer propor-me que instale painéis solares: entre dois a trẽs mil euros. No fim pouparei 20 por cento da factura da luz. Tudo para ajudar o ambiente, diz o senhor.

Na verdade parece-me que é para ajudar a EDP: em primeiro lugar o investimento é enorme face à poupança. E em segundo e não menos importante se a EDP quer ajudar o ambiente compre ela os painéis solares, pague-os e produza energia solar que depois vende aos seus clientes.

Eu optaria por comprar paineis solares para me ver livre na medida do possível da EDP não para continuar a pagar-lhes uma brutalidade com o ónus de ter arranjado mais um encargo material e logístico – os painéis solares em si mesmos.

Talvez seja por viver num país governado por uma frente de esquerda…

7 Fevereiro, 2020

que me começa a parecer indispensável a apresentação de um atestado de sanidade mental antes de se tomar posse como ministro, PR, deputado…

Azeredo Lopes diz que vê muitos filmes policiais e que por isso não estranhou encenação de Tancos

Como o caso continua sem ser notícia o Blasfémias continua a cumprir esse papel

7 Fevereiro, 2020

« Nous avons trouvé une solution, avec la famille.» – anunciam as autoridades francesas. Ou seja Mila vai voltar à escola mas não se sabe a qual, sobretudo não é claro que possa voltar ao seu antigo liceu. Entretanto aqui ficam transcritas algumas das ameaças que recebeu.

De Ruby Bridges a Mila ou da liberdade à submissão

6 Fevereiro, 2020

Nos anos 60, nos EUA o poder do Estado mobilizou-se e mostrou-se para acabar com o segregacionismo nas escolas. Em 2020, o poder do Estado em França não se mostra nem se mobiliza para assegurar que uma adolescente consiga ir à escola, não uma em particular mas a qualquer escola: os segregacionista da jihad escolar conseguiram afastar das escolas públicas francesas os alunos judeus, calar todos os que não se mostram reverentes perante os islamitas e aterrorizar os que quebram esta lei não escrita mas real. Em resumo Ruby Bridges foi à escola até aí só para aluns brancos. Mila deixou de ir à escola e obviamente continua sem ser notícia.

O comando político da magistratura

5 Fevereiro, 2020

Ontem Pedro Nuno Santos teve saudades da URSS e manifestou a sua intenção de fazer do Estado empreiteiro-geral.

Hoje, o dia também foi pródigo em notícias humorísticas, não fossem tristes reflexos da piolheira em que estamos metidos:

Entretanto, à “Direita”, a Iniciativa Liberal quer solenidade e burocracia para a eutanásia, o recém-eleito Presidente do CDS deixa cair um membro da comissão executiva do partido que ainda há pouco tempo se levantava em Congresso para homenagem a um ex-ministro de Salazar e hoje Senador da agremiação. O Chega anda entretido em conversas de café com uma senhora, e a demacar-se de visitas indesejadas nos seus eventos. O PSD não sei o que faz.

Todavia, o meu destaque noticioso vai para um cada vez mais pronunciado comando e condicionamento político da investigação criminal, com a perda de autonomia interna dos procuradores e a interferência das chefias na condução dos processos e em que as decisões sobre o que investigar (ou não investigar) se tomam de forma secreta, sem registo.

Conclui-se pois que podem acabar as investigações a políticos.

Ontem o Presidente da República participou no programa “Artistas no Palácio de Belém” e hoje deve ter tirado selfies ou ido à praia mudar de cuecas, em defesa do regular funcionamento das instituições democráticas.

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Iberolux: já ouviram falar?

5 Fevereiro, 2020

El alcalde de Oporto propone la formación de Iberolux, una fusión de España con Portugal A ânsia de protagonismo de Rui Moreira não tem limites e pauta-se por ser de uma total irresponsabilidade!

O meu sonho para a leitura matinal dos jornais de hoje

5 Fevereiro, 2020

*Conseguir notícias sobre o discurso do estado da União, sobre os argumentos económicos e políticos usados por Trump. Caixas e notícias anexas sobre o folclore de Trump e Pelosi também agradecia mas era depois do tal artigo propriamente dito.

*Notícias, em muitos casos a primeira, sobre Mila a jovem francesa ameaçada de morte por ter proferido a sua opinião sobre o Islão. A quem numa redacção tal possa interessar acrescento que hoje se soube que tanto ela como a sua família estão sob protecção policial mas que essa protecção não é suficiente para que Mila regresse à escola.

*Que se deixassem de usar língua de pau sempre que algo, com fundamento ou sem ele, os leva a pensar que pode haver um muçulmano envolvido na questão. Ontem uma turista francesa foi esfaqueada em Lisboa quando estava na fila de um restaurante. A turista alegou desconhecer o agressor que se pôs em fuga. Logo apareceu a explicação dos “problemas psicológicos” para explicar o acto de agressão. O único problema psicológico que se vê aqui é o medo de quem escreve, medo que os faz dividir automaticamente as agressões à facada em agressões-crimes e agressões devidas a problemas psicológicos. Foi uma facada e ponto.

Fala o povo

4 Fevereiro, 2020

— Dona Delfina, o que pensa da eutanásia?
— Da quem?
— Do suicídio assistido, quando alguém ajuda um…
— Houve um moço aqui que se matou. Um rapaz tão bonito. Foi cu’a droga. Era toxicoindependente. Por mim acabavam com isso da droga qu’isso só faz mal.

— Ahmed, o que pensa da eutanásia?
— Sou a favor, principalmente num café cheio de sodomitas em Tel Aviv.

— Doutor Fidalgo, o que pensa da eutanásia?
— É uma situação… er… que exige… er… uma evidente contemplação… er… reflexiva e contrastante sobre… er… perspectivas conceptuais da existência… er… como definida pela construção semântica da linguagem… er… estética de um princípio regulador da… er… arbitrariedade markoviana de um ciclo… er… libertário da acção humana na inferência… er… com o mundo como percepcionado pela… er… razão inferente pelos sentidos… er… e dotada de comunicacionalidade argumentativa sobre a abstractalidade… er… da nossa própria construção conceptual… er… do universo, como é evidente.

— Senhor Zé, o que pensa da eutanásia?
— Não tenho, sou hipertenso, mas tenho pena dos que sofrem muito com isso e dá dores nas costas.

— Dona Albertina, o que pensa da eutanásia?
— A MIIIINHAAAA SAAAAIIIAAAA BEEEEELLLHIIINHAAA TÁÁ TODAAAAA ROTINHAAAA DANDAAAR A BAILAAAAR…

— Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Moimenta Sul, o que pensa da eutanásia?
— TENHO JÁ A ANUNCIAR QUE MOIMENTA SUL JÁ ESTÁ A CONSTRUIR O MAIOR E MAIS BONITO CENTRO DE ENTRANÁSIA DO PAÍS E DE PORTUGAL INTEIRO!

— Senhora ex-namorada de primeiros-ministros, o que pensa da eutanásia?
— Se é para dizer que sou a favor é uma viagem para as Baleares, se é para dizer que sou contra pode ser em dinheiro. Isso não está a gravar, pois não?

— Senhor que sempre votou votou nas eleições, o que pensa da eutanásia?
— Eu penso que há pessoas esclarecidas que sabem decidir o que é o melhor para nós.

A anedota do ano

4 Fevereiro, 2020

O Rui Tavares a perorar no PÚBLICO sobre o caos nos caucuses Democratas! Sim, o fundador do Livre que mal Joacine acabava de gritar “Mentira!” se pôs a caminho dos EUA – os tais que iam ficar desertos ou destruídos após a eleição do Trump mas onde os críticos do capitalismo podem sempre usufruir de bolsas várias – está agora a explicar como se instalou o caos no Partido Democrata! Sobre o caos no Livre nem uma letrinha.

Mas o mais espantoso nesta amnésia de si mesmo que afecta Rui Tavares acontece quando, entre a pleiade de apoiantes do Partido Democrata que rodeavam Rui Tavares no átrio da Harvard Kennedy School de ciência política, um está tão informado sobre Portugal que lhe perguntou: «Você vem de Portugal? Conhece o alvará régio de Dona Maria I em 1785 proibindo o estabelecimento de manufaturas no Brasil?”

Ao que o nosso Rui Tavares como convinha à sua condição de fugitivo da sua criatura Joacine, responde: «Tem a certeza de que não quer antes perguntar-me sobre o Cristiano Ronaldo?»

Ronaldo? A sério, Rui? A um homem que lhe pergunta pela Dona Maria I responde com o Ronaldo? Então não tem para contrapor o exemplo de uma mulher migrante, negra, gaga, em luta contra os preconceitos e sei lá que mais para falar no o átrio da Harvard Kennedy School de ciência política? Ó homem de Deus é lá coisa que se faça!

Só não percebo se Rui Tavares se está a inspirar para a próxima confusão que vai armar na pátria (à qual regressará espero eu em barco a remos porque pelo menos descarboniza) ou se está a observar como um grande partido – o Democrata – consegue tal como aconteceu com o Livre deixar-se enredar numa série de disparates. Certo, certo é que tem pelo menos um doutoramente na área do fazer-se transparente.

Agora que pensaram já concluiram o que tinham concluído

4 Fevereiro, 2020

Diz a Iniciativa Liberal, o partido cangalheiro do liberalismo português, que o projecto de extermínio de humanos por eles patrocinado é “solene e formal”, como que reconhecendo que em toda esta palhaçada há muito idiota activista pronto a festejar o avanço civilizacional que é atirar para a fornalha os velhos e indigentes “que padeçam de lesão definitiva” – cuidado, manetas -, doença incurável – diabéticos, ponham-se a pau – e fatal – sei lá, todas as pessoas que fatalmente padecem dessa doença mortal que é estar vivo?

Noticia o Observador que a Iniciativa Liberal pretende demarcar-se dos restantes projectos dos outros partidos de esquerda liberal exigindo a confirmação da vontade do doente em todas as fases burocráticas do processo de execução estatal e o “acompanhamento de pareceres de médicos” que dirão que sim, que a pessoa deve ir desta para o caralho em vez de andar aí a dar trabalho. Nem fazem empresas de empreendedorismo nem nada, para brainstorming, esses parasitas. Dizem que também contemplam a “objecção de consciência” do médico (obrigado, sois muito gentis), mas não referem se o empregador destes, o proprietário das execuções, pode, de acordo com as regras de mercado, decidir contratar apenas os idiotas formados sem qualquer tipo de consciência.

Depois acrescentam uma merda qualquer sobre “cuidados paliativos” e lá vão todos, alegres e contentes, de bandeiras LGBTQI+ em punho, descendo a Av. Otelo Saraiva de Carvalho para a cervejaria artesanal do senhor lenhador trans que já se chamou Adalberta para se congratularem por mais uma vitória do brilhantismo que consiste em besuntarem-se de azeite.

E depois ainda se preocupam que os nazis andam é no CDS e no Chega. Eu sei que não estou a fazer amigos com isto, mas, porque precisaria eu de amigos que querem matar pessoas?

Um papa que não sabe do que fala

4 Fevereiro, 2020

Reporta-se aqui a propósito de um encontro que decorreu recentemente em Sintra de forma discreta.

 

 

Baixa de Lisboa, zona reservada a turistas e à nomenklatura

4 Fevereiro, 2020

O plano anunciado pela CML para a baixa lisboeta é excelente se se pretender que o centro de Lisboa se deve tornar uma área exclusiva para turistas. Uma recriação daquelas zonas especiais para turistas existentes nas ditaduras comunistas. Viver lá é que não.

De acordo com essa sovietização das nossas vidas os jornalistas já formulam perguntas como: “Os residentes poderão receber visitas?Realmente para descarbonizar a cidade o melhor até seria acabar com o direito dos residentes a receberem visitas mas vá lá a CML, magnânima, diz que sim, eles podem receber visitas mas apenas “dez visitantes por mês”, com carros posteriores a 2000 e claro avisando antes o soviete da zona “indicando a matrícula do respetivo veículo, o que poderá acontecer através de uma app criada par o efeito ou por telefone. ”

Há cadeias com regimes de visitas mais simples!

Quero lembrar que Mila continua sem ir à escola e praticamente sem ser notícia fora de França

4 Fevereiro, 2020

Desalegoria da caverna

3 Fevereiro, 2020

Eu sei que estou sozinho quando olho para o lado e vejo pessoas nas suas vidas, a andarem de um lado para o outro, completamente alheias ao regresso da pena de morte. Talvez não se importem, ou talvez até equacionem sentenciar o velho a “um fim digno” que leve às tão necessárias partilhas.

O seguro não paga a hipoteca da casa caso a morte do cônjuge se comprove ter sido por suicídio. Poderia dizer que já se sabe como será em caso de eutanásia, mas a realidade é que não se sabe nada, só se sabe que é fundamental legalizar o extermínio de pessoas imaginárias, já que em Portugal, que se saiba, nunca alguém solicitou ao estado que o matasse. Vê-se muita gente a pedir o contrário, que os salve, muitas vezes sem que tal seja possível, outras ainda porque o estado os trata com menor reverência do que a que dispensa a um poio de cão na praia.

Os projectos de legalização de eutanásia visam apenas um fim: convencer papalvos da bondade do estado para certificar que chegou a altura em que só andam a chatear e a dar despesa. Como se costuma dizer por aí, há muito idiota útil à causa. Discordo da expressão: são idiotas inúteis. Talvez sejam úteis a alguém, se dotados da imensa riqueza que é serem amados por outro, mas, para a causa comum, são inúteis que acumulam com amor alheio desperdiçado.

Os meus amigos não acham que o grande cisma nacional se dará com a aprovação da hedionda lei, seja ela qual for. Quanto a eles e ao país não sei, mas quanto a mim, será o meu regresso à caverna numa tentativa de esquecer que, em tempos, tentei compreender a humanidade. Foi um desperdício de tempo: além de macacos a masturbarem-se com as próprias fezes não resta mais nada.

Amigos da Coesão

3 Fevereiro, 2020

Um país de mão estendida em duas imagens:

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Peso relativo dos fundos de coesão da UE no investimento público (2015-2017)

Portugal: > 80%

Fonte: aqui.

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Sobre a suposta saudação nazi no jantar do CHEGA

3 Fevereiro, 2020

Não é a primeira vez que o Polígrafo, a partir de apenas um vídeo ou imagem, tenta colar a um partido uma ideologia que não defende. Na minha crónica “O Polígrafo tem de ir ao Polígrafo” já o tinha denunciado com o VOX (leia aqui). Repetiram a mesma artimanha com o CHEGA ao detectarem um indivíduo a fazer, supostamente, a saudação nazi num jantar do partido. Mas desde quando é que por haver alguém que vai ao engano, isso significa que o partido partilha esses ideais?

Vou lembrar que, com tamanha desinformação constante, ataques sucessivos, manipulação de discursos,  adulteração e distorção de factos numa campanha difamatória sem igual da comunicação social, por parte de comentadores políticos (veja aqui Constança Cunha e Sá a combinar “fazer frente ao CHEGA”) e políticos, é perfeitamente normal que haja muita gente equivocada sobre o que defende o CHEGA. Por isso, até me surpreende é que não haja muito mais gente enganada por aí.

Como diz o Polígrafo – mas não faz o que diz -, vamos aos factos, que eu ao contrário deles,  fui averiguar:

1 – O gesto que podia efectivamente ser feito por um patriota (a fazer saudação patriota romana), ex-combatente ou um infiltrado da esquerda, foi intencional e era mesmo uma saudação nazi;

2- O indivíduo foi confrontado logo ali – por pessoas  que partilhavam a mesma  mesa  – num total desagrado quer pela atitude quer pelo discurso profundamente radicalizado durante o jantar e  que motivou críticas severas e desconforto por parte daquele grupo (informação dada por um amigo que estava nessa mesa);

3 – O partido tomou imediatamente providências pedindo ajuda no sentido de identificar o indivíduo em causa e poder agir em conformidade tendo-lhe eu mesma fornecido esses dados conseguidos com a minha pesquisa;

4 – Tratou-se efectivamente de um caso isolado, impossível de controlar ou evitar;

5 – Um acto isolado não define um partido.

Agora pergunto a esse órgão de desinformação: Porque não se faz o mesmo com o gesto do braço em riste com punho fechado? Em  que difere o  Comunismo do fascismo? 

O  braço de punho fechado  é o símbolo soviético  de Lenine, utilizado na Revolução Russa (1917-1921) como saudação vermelha. Vemo-lo ainda hoje em todos os comícios do PCP, BE e PS. Em Portugal aceita-se os punhos fechados ao som do hino da internacional comunista nos encontros da extrema-esquerda. Isso incomoda alguém? Não. Muito estranho. Ou talvez não. Dizia João Brás num comentário no Facebook: “Esta é a resposta de um Gustavo Sampaio director e funcionário do Poligrafo quando questionado se a noticia sobre a festa dos nazis numa reunião no Porto ( um individuo de braço estendido) não era exagerada. Fala de vários motivos porque não gosta do Chega, e conclui com o parágrafo que se lê aqui:”

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E continua: “Um individuo que escreve e pensa assim não é só funcionário de uma agenda ideológica, é outras coisas. Diz-me um bom amigo que se queremos pensar com a lógica deles damos em malucos. Porque isto não tem lógica, nem argumentos racionais, nem factos. É apenas o funcionário do partido a defender a doutrina do politburo”.

Vamos lá ser coerentes: se é para condenar, condene-se tudo e não só o que nos dá jeito. E chamar os “bois pelos nomes”, também: BE e PCP não são esquerda moderada, logo é preciso acrescentar “extrema” sempre que se fala neles. “Extrema” porque defendem o totalitarismo de Estadoapoiam ditadores e  até emitem votos de pesar no Parlamento quando estes  morrem. Sejamos sérios.

Em contrapartida, é preciso urgentemente repor a verdade e dizer que em Portugal NÃO HÁ partidos aprovados pelo Constitucional que sejam FASCISTAS. Logo, não temos nenhuma “extrema” à direita em terras lusas. Mais: querer controlo de imigração não é extrema-direita de coisa nenhuma. Quem foi o idiota que inventou isto? Extrema-direita, caso existisse, seria aquela que transformaria um país numa anarquia, onde a liberdade individual e colectiva seria absoluta. Perceberam? O extremo à direita é o oposto do extremo à esquerda: esquerda radical versus totalitarismo; direita radical versus anarquismo. Fascismo é um subproduto do socialismo.  Estudem. 

Mas vamos lá analisar – já que a imigração é a justificação do jornalixo  para chamarem de “extrema” – o que diz o Chega sobre imigração e racismo:

Declaração de Princípios e Fins CHEGA

Porquê então,  tanto esforço em desacreditar junto da opinião pública um partido que nada tem de xenófobo? Medo, muito medo dos políticos e serviçais do sistema com as  sondagens a subir.

sondagem chega

O Establishment não tem medo da xenofobia, que sabem ser  inexistente no André. Tem claramente receio da sua ascensão e, por isso, tal como nos EUA e no Brasil, da noite para o dia transformaram milhões de eleitores em “fascistas e xenófobos”, para travar desesperadamente essa ascensão semeando o “terror ideológico”. Vai correr mal para eles. Vai correr bem para o país. Portugal está a “acordar”. 

O que esta comunicação social está a fazer na pessoa de alguns jornalistas e comentadores políticos nas TV´s é crime de difamação. E num Estado de Direito deve ser severamente punido. 

O CHEGA tem de começar a processar sem dó nem piedade todos  os “jornalixos” e “comentadeiros políticos de televisão”, obrigando-os a fundamentar sempre que falam e a  repor toda a verdade sempre que falham. Porque os jornalistas  não fazem opinião, informam.  E mentir, manipular, distorcer, inventar  não é informar. É crime de difamação.

Não era assunto mas quem decide se é não és tu

3 Fevereiro, 2020

Não concordo contigo, Telmo. Dizes que não tens vontade, necessidade ou dever de debater eutanásia, mas, como poderás reparar, essa vontade não depende de ti. Eu também não queria debater eutanásia, particularmente porque não há nada a debater: misturar o que se passa no interior de uma casa em família e um medicamento que alivie dores mas que com isso acelere a morte da pessoa com “eu tenho o direito a que o estado me providencie uma execução nos moldes que eu quero” não foste tu – nem eu – que fizemos: foram os calhaus que se arrogam o direito divino de achar que nos representam. Se, por força de lei, abres a porta à execução de doentes só porque uns cabrões encaram a liberdade como um conceito filosófico em vez de uma doutrina de vida, passas a criminoso. Como serão todos os que se abstiverem ou votarem a favor de qualquer projecto de lei que atribui ao estado poder discricionário para terminar com a vida de alguém.

Criminosos, assassinos. Todos eles.

Alguém sabe responder?

3 Fevereiro, 2020

Os líderes dos 17 países da UE que se reuniram em Beja aterraram no aeroporto de Beja ou de Lisboa?

Mila continua à espera da solidariedade dos activistas e dos artigos dos jornalistas

3 Fevereiro, 2020

Para Ségolène Royal, Mila é « une adolescente qui manque de respect» e que como tal não deve ser tratada como alguém que luta pela liberdade de expressão.

Ségolène Royal foi levada ao colo pela imprensa portuguesa quando foi candidata à presidência francesa. Ela era segundo o PÚBLICO “Uma GUERREIRA POLÍTICA que não tem medo e uma FEMINISTA sEm VERGONHA DE SER MULHER”. Pois a guerreira é isto: uma vergonha . O que Mila disse sobre o Corão é dito todos os dias sobre a Igreja católica e passa pro atitude crítica. Mas o que está em causa não é o que Mila disse ou não disse e quão parvo é. O que está em casa é que ela não pode sair de casa porque ameaçam matá-la, violá-la…

À atitude vergonhosa das feministas junta-se o silêncio das muito frenéticas associações dita de defesa das lésbicas. Mila diz-se lésbica e até agora é muito escasso o apoio desses activismos

Morte digna

2 Fevereiro, 2020

Não tenho nem vontade, nem necessidade, nem dever algum de discutir a questão da eutanásia e, por isso, excluir-me-ei de tecer comentários acerca dos detalhes legislativos que venham a ser propostos por cada um dos partidos.

Se posso formular apenas um único desejo para o alarido que aí vem (embora saiba de antemão que não será atendido) é o de que não me venham com a ladaínha do “direito a uma morte digna”.

Por mais terríveis e incompreensíveis que sejam as circunstâncias que levam à morte de uma pessoa, o exacto momento em que a morte chega é de outra ordem. E esse momento é sempre digno. Se assim não fosse também a vida não teria dignidade. E tem.

 

Já ouviram falar de Mila? Não, porque os activistas não querem

2 Fevereiro, 2020

Mila é uma adolescente francesa que não pode ir à escola, está ameaçada de morte, violação e outras formas de violência. Não sai de casa. O estado francês não lhe consegue garantir a segurança por ela ter escrito: «Le Coran il n’y a que de la haine là-dedans, l’islam c’est de la merde». O comentário da ministra da Justiça foi este: «L’insulte à la religion, c’est évidemment une atteinte à la liberté de conscience, c’est grave»

Racismo, dizem eles

2 Fevereiro, 2020

Os mesmos que em 1974 acharam que a “devolução” de um milhão de pessoas era tão natural, inevitável e justa que até lhes chamaram retornados, impedindo que fossem designadas como refugiados, pretendem agora que é um crime de racismo André Ventura ter escrito a propósito da proposta da devolução do património das ex-colónias portuguesas feita pelo Livre, “Eu proponho que a própria deputada Joacine seja devolvida ao seu país de origem. Seria muito mais tranquilo para todos… inclusivamente para o seu partido! Mas sobretudo para Portugal!” Se pesquisarmos nos debates parlamentares constataremos que a frase não tem nada que a destaque de tantas outras trocadas entre deputados, e nem sequer estou a incluir nesta lista os debates entre Sousa Tavares e Jerónimo de Sousa!

O problema

1 Fevereiro, 2020

O Gabriel pergunta qual o problema?, mas certamente não ignora que as atitudes e posições do Papa têm uma leitura política, mais não fosse porque também é um Chefe de Estado.

E seja ainterpretação religiosa ou mundana, a meu ver a verdade é que Francisco, ao receber Lula e permitir que sejam tornadas públicas as missivas com ele trocadas assim como as calorosas palavras de amizade entre os dois, o sinal e incentivo que dá é o de valer a pena persistir na corrupção e ladroagem como que caucionando ou contemporizando moralmente tais comportamentos.

É que nem Lula nem Sócrates mostraram qualquer arrependimento, nem sequer assumiram qualquer falha ou menor consideração à verdade e a uma vida recta.

Pelo contrário, ambos cavalgam uma narrativa de complot montado contra as suas pessoas, apresentam-se como vítimas e ambos desafiam a legitimidade das instituições e dos representantes políticos do seus países, democraticamente eleitos.

 

 

Qual o problema mesmo?

1 Fevereiro, 2020

Receber o Lula? Sinceramente, qual o problema? Ui, é acusado/condenado por corrupção? A sério? Nunca o Papa recebeu qualquer acusado ou condenado por corrupção? Recordo-me assim de repente de uma dezena deles. E acusados de crimes de guerra? Também. Ladrões, corruptos, mentirosos? Dezenas, senão centenas certamente.

Aliás parece que o Papa representa nos dias de hoje Aquele que foi acusado no seu tempo precisamente de ser dar com pecadores de todo os géneros e feitios: corruptos, ladrões, colaboradores com os ocupantes romanos, adúlteros, prostitutas, blasfemos entre outras espécimes. Consta aliás que a Sua missão é precisamente dirigida a esse tipo de pessoas e não aos santos (conferir Mat. 9:11-13).

Francisco Lula da Silva

1 Fevereiro, 2020

A Helena Matos tem ainda uma réstia de dúvida sobre se o Papa Francisco terá mesmo dito ao Presidente da Argentina que terá “todo o prazer” em receber Luiz Inácio Lula da Silva no Vaticano.

Mas só pode ser verdade e é, aliás, coerente com o teor e forma das anteriores cartas que foram propositadamente tornadas públicas entre Francisco e Lula.

O comunicado oficial do Vaticano não o refere, mas também não houve nenhum desmentido, correcção ou clarificação sobre o que se passou e conversou entre os dois argentinos, ao contrário do que aconteceu com outros aspectos, conforme se verifica aqui.

Temos portanto um líder religioso que faz statments políticos deste calibre e que não hesita em abrir portas à corrupção moral dentro da própria hierarquia da instituição.

Felizmente a Igreja e a Fé estão muito para além de enredos de novelas latino-americanas.

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Se isto for verdade o Sócrates tb já vai a caminho

1 Fevereiro, 2020

Papa aguarda pedido de Lula da Silva para uma audiência no Vaticano

É bastante simples, mesmo

31 Janeiro, 2020

A partir de dia 20 de Fevereiro vai passar a ser possível exigir a terceiros para que activamente assumam domínio sobre nós, praticando actos que são imposição de forças superiores – como o governo – de forma a que possamos usufruir do nosso “direito” a execução através da obrigação de outro de nos matar.

Diz-se que liberais apoiam. Está bem. É sempre útil saber que liberais conseguem domar o ímpeto para a “liberdade em cada esquina” atribuindo poderes ao governo que anteriormente não tinha de forma a que este possa integrar na obrigação contratual de terceiros a prestação de um acto que lhes confere o máximo poder sobre o indivíduo requerente.

É por coisas destas que ando a namorar com o socialismo. Dá muito menos voltas para chegar ao mesmo resultado de merda.

Alto e pára o baile

30 Janeiro, 2020

Vamos ver se nos entendemos? Eu posso criticar as declarações de André Ventura, tal como eu posso criticar a birra do meu filho ou a nota a inglês da minha filha. Eu posso criticar os meus. Daí até o senhor “estou-me cagando para o segredo de justiça” vir mandar as suas postas de pescada vai uma distância abismal. Senhor presidente da artolice, feche a matraca. Se o ouvir outra vez sobre a democracia, a liberdade e a puta que o pariu, talvez seja eu que o mande para a sua terra, apesar da dificuldade acrescida agora com a separação dos lixos por cores de contentor.

Linhas vermelhas

30 Janeiro, 2020

Com tantas “linhas vermelhas”, sobretudo aquelas que querem definir centralmente no eixo Bairro Alto/São Bento, vejam lá se não acabam todos a escrever a lápis azul…

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Organizem-se e façam já um código para sabermos o que é racismo e o que não é

29 Janeiro, 2020

Esta canção de intervenção cantada pelo Sérgio Godinho é racista ou de libertação?I

A África é dos africanos
Já chega quinhentos anos
Já chega quinhentos anos
A África é dos africano
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Não vos parece racista? Então cantem isto com “A Europa é dos europeus” e logo vêem onde vão parar. Na verdade o racismo é aquilo que a esquerda quiser. Por exemplo, a polémica em torno da reacção de André Ventura à proposta da deputada Joacine de devolver património dos museus às ex-colónias é em si mesma de um paternalismo absurdo.

Vitória do entrismo e o mundo ao contrário

29 Janeiro, 2020

Anos de discurso em volta de políticas identitárias teriam que gerar a inevitável reacção. Quando, perante uma proposta descabida e francamente pusilânime da deputada Joacine Katar Moreira, o deputado maravilha André Ventura atira um “eu proponho que a própria deputada Joacine seja devolvida ao seu país de origem”, sabemos que atingimos o ponto mais baixo de sempre na desorientação nacional. Muito malabarismo será feito nos próximos dias, sem qualquer sucesso, para que a frase não seja interpretada como o “vai para a tua terra, preto” que efectivamente é.

Mais do que entrar na dialéctica marxista de o racismo ser isto e o seu contrário, a questão que aqui se coloca é se a frase de André Ventura o prejudicará ou o beneficiará. Eu tendo para a última. Após tantos anos da acusação pela esquerda de que a direita é racista, nada como a grande esperança de salvação da direita a atirar a toalha para o ringue onde a esquerda combatia, então agora, a batalha sozinha. Parabéns à esquerda por mais uma vitória do entrismo: a direita destrói-se por dentro.

É pena. Já tínhamos tido a eleição de um deputado dito liberal que é conhecido por nos fazer gastar dinheiro com essa fantochada new age de culto ao palhaço Paddy Cosgrave e que se designa Web Summit. Agora temos o deputado “que diz as verdades” a institucionalizar o pensamento que nos fez trocar os táxis por Uber e Cabify. O mundo está mesmo ao contrário.

Querem segurança? Chamem os Super- Heróis da Marvel.

28 Janeiro, 2020

Fico horrorizada com tanta, mas tanta gente, a criticar as nossas forças policiais, quando sabemos que este país está cada vez mais perigoso. Senão, vejamos: Portugal é o 4º país do sul da Europa com mais homicídios; é o 5º com maior taxa de roubos da UE (2017); o 3º país europeu onde o crime mais cresceu.

Em consequência, no ano passado e só na região de Lisboa, foram agredidos 238 polícias. Repito: só na região de Lisboa! Num estudo recente fez-se o levantamento desta realidade analisando as causas, onde se concluiu, entre outras coisas, que ” se deverão maioritariamente ao sentimento de impunidade do agressor e atitude negativa face ao agente de autoridade e consequente acção policial”. Ou seja, os criminosos em Portugal sabem que estão “protegidos” por um Estado que não apoia as forças de segurança e desinveste no sector.

Mesmo sem esses estudos, qualquer cidadão atento constata esta realidade. Ao comum mortal, nada lhe é perdoado. Se tem uma multa, paga-a; se lhe pedem identificação, dá-a; se agride é julgado e vai preso; se mata, se rouba, se vandaliza, ninguém o transforma em “coitadinho”. O cidadão comum que não se distingue pela cor, pela etnia, pela cultura ou pela língua, tem de cumprir as leis deste país e mais nada. E os outros?

Bem… os outros têm atenuantes: porque são “excluídos” pela sociedade; porque são de cor diferente; porque são de etnias diferentes; porque são de culturas  e religiões diferentes. Porque, porque, porque. Logo, a priori, temos de ser mais condescendentes e reagir ao contrário: quem não se opõe às actuações policiais “contra estas vítimas sociais”, mesmo que sejam criminosos, não cumpram as leis ou desobedeçam às autoridades, é imediatamente rotulado de “xenófobo, racista, nazi” e por aí fora. É a inversão de valores em marcha e é essa inversão que está a transformar o nosso país num “ninho” para criminosos cada vez mais perigosos.

Vou lembrar que até ao apuramento de toda a verdade, ouvindo ambos os lados e respectivas testemunhas, fazendo depois o cruzamento desses depoimentos com outras provas, nada está provado. A imagem da Cláudia, com cortes e hematomas na face, tanto pode ser de agressão policial como, efectivamente, da queda ao sair do autocarro. Foi essa a conclusão de dois peritos forenses. Exemplo disso, esta foto de uma senhora no programa da SIC que ficou naquele estado ao tropeçar num  degrau. Imagine se caísse de um autocarro… 

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À luz da lei todos somos iguais. Ninguém é mais que alguém, só por ser maioria ou minoria. E se assim é por imposição da nossa Constituição, por que anda a Associação SOS Racismo de Mamadou Ba, juntamente com a comunicação social, a propagar ódio racista num país que nunca o  foi  e nem tolera que tal exista? Como podemos admitir que gente que fugiu dos seus países, esses sim que perseguem minorias, venham para o nosso que os acolheu e até lhes permitiu estar no nosso Parlamento instigar ao ódio racial constantemente, desencadeando uma onda de manifestações violentas contra pessoas e bens? Mas está tudo parvo?

Constituição da República Portuguesa

Como resultado dessa defesa de causas duvidosas agrediu-se brutalmente um motorista da VIMECA, que apenas cumpria o seu dever com zelo. Podemos achar que ele devia fechar os olhos à situação e perante a falta de passe não exigir o pagamento do bilhete. Porém, ele não pode nem deve fazer isso. Porquê? Porque não cumprir a lei pode trazer-lhe consequências: 1º pela entidade patronal, caso a senhora depois de prometer mostrar o passe não o fizesse e saltasse na paragem seguinte, desaparecendo sem pagar; 2º porque abrir excepções pode criar situações de abusos e outros recorrerem a esse método para não pagar, quando a lei obriga ao pagamento. Mais: o motorista não é obrigado a contrariar ordens por causa de cidadãos esquecidos. Se o fizer, fá-lo por conta e risco, mas só se ele o quiser. A sociedade não o pode obrigar a infringir a lei. Por outro lado, a senhora Cláudia tinha obrigação de acatar a decisão do motorista, de pagar, independentemente de ela dizer ou não a  verdade,  porque não cabe a essa senhora decidir o que o motorista deve ou não aceitar no exercício das suas funções.

A actuação policial perante a recusa e desobediência agressiva de Cláudia, como se pode ver no vídeo do JN, não pode ser analisada de forma vã – até porque as filmagens só mostram o fim da detenção e não o início. Pergunto: mas desde quando é que um policial tem de ser meiguinho, sem recorrer à força, com gente que se recusa a obedecer? Expliquem lá isso devagarinho para ver se eu entendo. Estamos todos em delírio, é isso? A questão fundamental é esta: se a senhora Cláudia tivesse acatado as ordens, haveria o recurso a alguma força policial ajustada àquela situação? Essa é a questão. Convém explicar isso urgentemente a Ana Gomes que teve uma lastimosa prestação pública na CMTV ao proferir declarações vergonhosas para um Estado de Direito, quando há imagens. Francamente. Eis o que diz a lei:

Código Penal (1)

Um governo que ainda antes de apurar os factos tece comentários públicos que sugerem abuso dos policiais condenando ainda antes de qualquer prova –  como também foi o caso no Jamaica -, não nos defende, não está do lado dos cidadãos. Está, isso sim, claramente   a fragilizar as  autoridades e a incentivar a criminalidade. A prova está nas estatísticas. 

Chegou o momento  de o Ministério Público actuar e vermos fechar todas as associações de causas duvidosas que promovem o racismo e a violência. Não podemos admitir que em pleno século XXI as autoridades sejam alvo de constantes ataques por imporem a lei e a ordem, pois  a continuar assim quando a sociedade precisar de ser socorrida terão de ligar aos Super-Heróis da Marvel, porque não vai haver agentes de autoridade para acudir.