Quem espera sempre alcança
Manhã fria e risco de chuva. Espero o topógrafo da câmara municipal à porta para que possa estacionar no interior da propriedade. A rua é estreita e movimentada, mas o acesso pela quelha sem saída à rampa da garagem permitirá ao homem evitar estacionar a uma distância desagradável. Era às 10h30, mas já não é. No fundo, era às 10h30 de outro dia frio e chuvoso de Dezembro, mas não foi. Será hoje? Se não for, terei que passar mais quatro horas ao telefone até o conseguir contactar no gabinete. Espero que seja hoje, mas já não deve ser. Preciso de um papel que diga que mantive as distâncias às outras casas numa obra que consistiu em manter as distâncias às outras casas. Minto: num caso foi aumentar a distância à casa do lado, demolindo o coberto que as unia.
Subo e desço a rua em frente à entrada principal, a única com número de polícia. Para cima, para baixo. Vizinhos cumprimentam-me com “bom dia” e estranhos indagam-me com a mesma frase, como que assegurando que alguém capaz de responder a uma saudação não é um génio da patifaria servindo de olheiro das casas a assaltar na rua.
Subo e desço, subo e desço. As mãos geladas e as luvas pousadas no aparador do apartamento. Subo e desço, subo e desço. Era às 10h30. Talvez seja às 11h00. Não, às 11h00 já não é: talvez às 11h30.
Quem espera sempre alcança. No meu caso, alcançarei o papel que eles próprios querem, que para mim não será de grande uso. Para cima, para baixo. Nem reclamo. Apenas lamento não estar a fazer outra coisa, talvez mais útil, talvez mais proveitosa, talvez mais construtiva. Apercebo-me, no entanto, do pecado cometido: querer passar pelo ritual sem que este cumpra todos os preceitos tradicionais, todos os ritos de iniciação, todas as vicissitudes inerentes ao privilégio que é a oportunidade de lidar com a administração, com o Olimpo onde se decidem as liberdades dos humanos, onde o livre arbítrio é equacionado pela regulação e a regulação é regada com burocracia. Ó vil humano, que te queixas de esperar ao frio. Não vês o privilégio que te é concedido? Milhões de fiéis que passam décadas sem sucesso a tentar chegar a Deus e tu, que com Ele combinaste às 10h30, que sabes que mais hora menos hora chegará, tens o desplante de rejeitar a epifania da criação através do papel sagrado que atesta alinhamentos entre prédios?
Subo e desço. Talvez ao meio-dia. Talvez amanhã. Talvez em Fevereiro. Definitivamente antes do Verão. Quem espera sempre alcança.
Cabrita Reis e a Câmara Municipal de contas bem feitas
Cabrita Reis, hoje no Público, sem se rir:
“Os artistas determinam o que é ou não é passível de ser considerado como obra de arte”.
“E agora, é claro, a questão do dinheiro. (…) a arte não tem preço. Uma obra de arte nunca será nem cara nem barata.”
“Se o cliente, neste caso a Câmara Municipal de Matosinhos, me pagou o que eu propus, é porque pode e porque desejava ter uma peça da minha autoria na cidade. E pode, porque tem as suas contas bem feitas”.
Mais aqui.

Será que é desta que a recolha de lixo vai funcionar?
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Além dos carrinhos eléctricos a juntar aos outros e da produção de material de propaganda política, a Lisboa Capital Verde Europeia é exactamente o quê?
Senhora ministra, se o SNS funcionasse como os supermercados éramos nós bem mais felizes
“Nós não acreditamos num modelo de saúde de supermercado baseado em vales”, diz ministra da Saúde
A nossa sorte senhora ministra é nunca se ter criado um Serviço Nacional de Abastecimentos Alimentares e confiar-se esse papel aos supermercados. Caso tivéssemos para os alimentos um Serviço nacional de Abastecimentos comprar batatas seria agora pretexto para filas, senhas e pancadaria. Em vez de depreciar o modelo de supermercado tem é muito para aprender com ele!
Tribunal do Canadá condena falsificador do “aquecimento global”
Para quem não sabe, Michael E. Mann é uma espécie de “José Sócrates” da ciência: um “cientista” de sucata, mentiroso compulsivo, comprado pelos políticos. Foi com base nos seus registos de temperatura – a que designaram de “hockey stick” – que se fundamentou a teoria do “aquecimento global”. No entanto, como foi provado pelo escândalo Climategate, esses dados foram claramente manipulados para que se registasse uma curvatura de aquecimento abrupta que nunca ocorreu.

Michael E. Mann – que apesar de descoberto na sua aldrabice, nunca admitiu a fraude e moveu processos sobre aqueles que duvidavam das suas pesquisas – foi protegido por Phil Jones e sua pequena equipa do IPCC, para manter a teoria credível e seguirem com a agenda do “apocalispe climático” ordenada por políticos. Investigado por organismos externos, o certo é que esses mesmos organismos não investigaram absolutamente nada – como se comprova neste documento do Professor Universitário Ken Gregory – e publicado no site da Friends of science.
A verdade que se quis esconder a todo o custo é que, em 1942, havia apenas 4,0 Gt de emissões de CO2, aumentando para 17,1 Gt em 1975, mas como esse aumento de 425% nas emissões não causou nenhum aquecimento global (muito pelo contrário) durante esse período de 33 anos, foi preciso manipular dados para haver base “científica” que responsabilizasse o Homem pelo aquecimento global. Tudo isto com financiamento maciço e a conivência de operadores políticos em jogo, e cientistas de sucata – como Michael Mann e Andrew Weaver, cuja reputação subia enquanto a dos que punham em causa esta fraude, eram destruídas.
Dr. Ball, um prestigiado cientista em climatologia e deveras temido pelos protagonistas desta fraude, foi o primeiro alvo a abater, como se viu pelos acções judiciais que ambos – Micheal E. Mann e Anfrew Weaver – interpuseram. Considerado um corajoso defensor da ciência honesta, Dr. Ball sacrificou oito dos seus últimos anos de reforma, para expor os principais actores da maior fraude científica de todos os tempos e venceu.
Acusado de difamação por Mann, a 15 de fevereiro de 2018, Dr. Ball viu a primeira vitória crucial no tribunal contra o Dr. Andrew Weaver, cientista de sucata de elite (autor principal do IPCC da ONU) e líder do Partido Verde da Colúmbia Britânica, uma de três acções movidas contra si pelo mesmo advogado, Roger McConchie, em Vancouver, em nome de membros do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Por detrás destas acções judiciais, além do IPCC, está o Climate Science Legal Defense Fund, uma plataforma que tem como missão providenciar apoio financeiro e jurídico a cientistas: “(…) e impede que grupos anti-ciência desacreditem a ciência climática e intimidam os pesquisadores”, como se pode ler na missão, no site. Ora o curioso e irónico disto é que os fundadores e membros são precisamente autores alinhados na narrativa do “apocalipse climático”. Outra curiosidade é, que o financiamento no Canadá para esses processos do SLAPP (Strategic Lawsuit Against Public Participation), seja da David Suzuki Foundation, outro “actor” na defesa ambiental contra o “apocalipse climático” e promoção de políticas “Big Green”. Não menos importante é também o papel do multimilionário socialista corrupto da indústria petrolífera, Maurice Strong, que descobriu que a chave para tornar a ONU num governo poderoso global (como era seu desejo), seria a causa do “ambientalismo”, tendo sido o fundador da UNEP, que se aliou mais tarde ao IPCC em 1992 – dando lugar ao UNFCCC – donde nasceu a Agenda 21 pela “emergência climática”. Não há acasos.
A segunda vitória aconteceu em Agosto 2019 quando o Tribunal Supremo canadiano da Colúmbia decidiu condenar por má fé Micheal E. Mann e ao pagamento das custas no valor de $700 000.
Dr. Ball sempre argumentou que se os dados fossem verificados pelo Tribunal (como era suposto), ficaria provado que Mann cometeu um crime de fraude. O objectivo era obrigar o queixoso (Dr. Mann) a mostrar sua matemática “malhando” para verificar se ele conscientemente deturpou suas alegações, recorrendo à falsidade estatística. Mas, a estratégia do advogado de Mann estava pensada desde o início: nunca revelar a base de dados, nem cálculos estatísticos que sustentam a teoria, escudando-se no “direito de propriedade intelectual” e adiar sistematicamente o processo, até finalizar por não cumprimento de prazos para responder às alegações de Ball. Assim, em vez de cadeia certa e provocar um tsunami de descrédito na comunidade científica, apenas seria condenado por má fé. Mann poderia, assim, dormir em segurança, sabendo que, enquanto os especialistas em estatística permanecessem privados de qualquer prova conclusiva de sua intenção de fraude, eles só poderiam considerá-lo culpado de incompetência.
Entretanto sabe-se que a respeitada cientista do clima americana, Dra. Judith Curry, submeteu ao Tribunal de Colúmbia um recurso que expõe a conduta suspeita de Mann, pedindo para que volte a ser ouvido em tribunal.
The meaning of life
Coming close to death you begin to know what life means, and what it means is gratitude.
in Spectator, Sir Roger Scruton (1944-2020)
Cristina Ferreira @ Capital Verde Europeia 2020
A partir do min 3:15 deste video (link abaixo):
“António Guterres tem sido inspirador em todo o Mundo!
Nós apoiamos António Guterres porque a sua voz é a voz do mundo. É sobretudo a voz dos que mais sofrem.”
Ver video aqui.
Bye bye Facebook, sua Miss American Pie
War is peace. Freedom is slavery. Ignorance is strength.
No momento em que cedemos voluntariamente ao Facebook o benefício do canal principal de comunicação generalizada, tornando-o no distribuidor exclusivo do nosso pensamento estruturado e espontâneo, cumprimos o sonho húmido da ficção distópica. Uma única corporação mundial com todos os clientes a produzirem um único produto que consiste em obter dopamina em troca da fictícia sensação de relevância. Ler mais…
Os irrelevantes vão passar factura a Marcelo
A importância da blogosfera
Os blogues estão fora de moda. Contudo quando a censura ataca no facebook percebe-se melhor a sua importância.
Com a censura no facebook e a omertá na comunicação social restam os blogues para tratar o que não está na agenda.
A censura do Facebook ao blogue Do Portugal Profundo
O totalitarismo politicamente correto face ao genocídio de Giovani
O assassínio de Giovani e os racismos
Os irrelevantes
AT, BE & BA
É bem conhecida a estreita ligação entre o Bloco de Esquerda e a SOS Racismo.
Há tempos consegui identificar pelo menos 7 elementos da Direcção da SOS Racismo e apenas sobre dois deles (duas raparigas do Porto, aliás) não encontrei ligações explícitas ao Bloco, embora se afirmem “anti-capitalistas”.
De resto, os outros têm ligações partidárias que são públicas:
- José António Formosinho de Palhares Falcão – Bloco de Esquerda (deputado municipal)
- Joseph da Silva – Bloco de Esquerda (moção M convenção nacional)
- Mamadou Ba – Bloco de Esquerda (assessor e comissão direitos BE)
- Teresa Marisa Alves Martins – Bloco de Esquerda (candidata à Junta de Freguesia)
- Nuno André Silva – Bloco de Esquerda (candidato à Assembleia Municipal).
Mamadou Baila Ba, segundo julgo saber, ter-se-à desvinculado recentemente do BE pelo facto de a actual direcção do partido não guinar ainda mais à esquerda, num rumo radical acrescido e adicionalmente extremista.
Pode-se por isso dizer com segurança que Mamadou Ba será também adepto de uma Autoridade Tributária repressiva, defensor da manutenção da inversão do ónus da prova em situações de divergência entre a AT e contribuintes, apologista do striptease de contas bancárias e, sobretudo, de opinião de que o não pagamento de impostos implica necessariamente e, no mínimo dos mínimos, uma desconsideração desses devedores pelo “bem comum”.
É curioso por isso registar a duplicidade de critérios e a divergência entre discurso e práctica, algo que, é justo dizê-lo, o Bloco de Esquerda nos tem habituado.

(fonte: portaldasfinancas.gov.pt | listas públicas de devedores ao Fisco)
em condições normais
O ciclo político que o PSD provavelmente hoje iniciou com a vitória de Rui Rio, ainda que lhe falte ganhar a segunda volta e dos 9.000 abstencionistas (25% do colégio eleitoral) possa vir uma surpresa, será de dois anos, até às próximas autárquicas. Findo esse período de tempo, se Rio não constituir uma alternativa credível para substituir o governo das esquerdas, o que será pouco provável a avaliar pelo seu estilo ensimesmado de fazer política, dificilmente ganhará as autárquicas e dificilmente aguentará o partido até às legislativas. No entretanto, Montenegro deixará de ser alternativa e Pinto Luz – com franqueza – não tem perfil para o cargo. Aliás, nem Luz, nem Montenegro, nem Rio, que esta noite reuniram salas sorumbáticas, meias-vazias, sem entusiasmo em qualquer vestígio de futuro para o país a quem supostamente se deveriam dirigir e não dirigiram. Donde, do que se precisa não é de alguém que seja capaz de ser eleito líder do PSD ou do CDS, mas que consiga agregar os eleitores não-socialistas num projecto nacional alternativo ao de António Costa, do Bloco e do PCP. Em condições normais esse homem chamar-se-ia Pedro Passos Coelho.
ainda está para vir
Ganhe quem ganhar, hoje, a eleição no PSD, o partido não sairá unido para enfrentar o PS e a frente de esquerda governamental. Está ainda para vir quem o conseguirá fazer.
Os zumbidos
É sabido que há duas principais correntes de educação dos filhos: a de que sem perseverança é impossível alcançar conhecimento em qualquer área, a começar pelo desenvolvimento de gostos próprios; e a de que quem manda em tudo é o pirralho, o que, dando azo ao seu moderno défice de atenção, pode, perante determinadas circunstâncias, até florescer na ignorância necessária para chegar a ministro da educação.
Infelizmente, a providência amaldiçoou-me com o vexame da incompatibilidade com a segunda, tornando os meus descendentes em dotados do engenho necessário para suportar más escolhas de actividades extra-curriculares durante todo o ano lectivo. Contudo, vim a saber pelo descendente de espécimen feminino, muito mais dado a reivindicações avulsas por inconformação com o saco roto em que estas caem, que “muitos meninos desistiram do ballet para irem para o teatro”. Num estado de quasi-assombro por ter ouvido este derradeiro argumento – não por ter sido proferido e sim por o ter compreendido além dos habituais murmúrios que qualquer pai que se preze aprendeu a ignorar como se de zumbidos se tratassem -, tratei de tranquilizar a petiz dando-lhe uma janela de esperança: “a professora de ballet dá-vos crack a fumar ou tenta tocar-vos nas partes privadas? Fora essas situações, o ballet é para manter até ao fim do ano lectivo”.
Um típico xoninhas desses que aí anda a identificar-se como pai cairia facilmente na tentação de permitir que as escolhas da criança – em particular da pressão que as outras crianças exercem – fossem tão voláteis como a ideologia do Partido Socialista. Todavia, eu estou impedido de o fazer por um defeito fatal a que doravante designarei por “integridade”. A escolha pelo ballet foi feita há pouco mais de três meses, pelo que, a consequência dessa escolha é a obrigação de a levar até ao fim. Foi mal escolhido? Azar: para a próxima escolhe de forma mais avisada.
O leitor mais atento já percebeu que este relato se relaciona com a teatral farsa hoje decorrida a que se convencionou chamar “votação do orçamento de estado”. Não faltaram intervenções acerca “do que o povo quer”. Pois eu, como amaldiçoado pela previdência para o método educativo da perseverança, sei exactamente “o que o povo quer”: quer quatro anos de orçamentos do Partido Socialista, como decidido a 6 de Outubro do ano passado. Qualquer outra afirmação, venha de quem vier, não passa de um zumbido.
Luísa Salgueiro e Matosinhos “ComPrimos”
Quando surgiu a polémica sobre a “instalação” que a Câmara Municipal de Matosinhos mandou colocar na marginal marítima de Leça da Palmeira, comentei aqui que não considero politicamente aceitável Luísa Salgueiro justificar o gasto de mais de 600.000 euros com a compra de duas obras para usufruto das “classes média e baixa”.
Este post que agora escrevo não se vai focar neste tema, mas em algo bem mais vasto e que do meu ponto de vista importa escrutinar. Não tenho qualquer suspeição quanto ao respeito dos regulamentos e do cumprimento da lei por parte das pessoas e entidades que vou referir, mas do ponto de vista estritamente político são situações que me deixam desconfortável e credor de explicações democráticas por parte dos responsáveis públicos.
Mas vamos por partes…
Ainda sobre as vigas de ferro provisoriamente instaladas à beira-mar
Apesar de muito já se ter escrito e noticiado sobre a “escultura” de Pedro Cabrita Reis, faltou dizer que a “obra” não custou 307.500€, pois a esse valor deve ser somado o gasto com a sua colocação, ou seja 49.750€. (cf este contrato). O curioso é que empresa que fez esta montagem é do mesmo proprietário da empresa a quem a C.M. Matosinhos já havia comprado uma obra de José Pedro Croft também por 310.000€ + IVA. (fonte).
Adicionalmente, penso que haveria relevância pública em que a C. M. Matosinhos esclarecesse se o facto de alguns dos sócios da empresa “Armazem 10 Lda” (à qual foi adjudicada a compra do trabalho de Pedro Cabrita Reis) serem também sócios do escritório de advogados contratado pela autarquia em 02/09/2019 por 35.000€ para prestar serviços de assessoria jurídica é uma evidência da limitada rede de contactos da autarquia em prejuízo de uma escolha mais informada recorrendo a uma base mais alargada de prestadores de serviços que seria certamente valorizada pelos munícipes.
A edil de Matosinhos justificou o gasto de mais de 600.000€ nestas duas obras (Cabrita + Croft) como sendo fundamental para assegurar o acesso à Cultura por parte “das classes média e baixa” (sic). Eu teria também interesse em saber se a Presidente da Câmara entende que isso se compagina com o facto de, a preços de contrato da própria Câmara Municipal de Matosinhos (fonte), o dinheiro dos contribuintes gasto nas vigas de ferro pintadas de branco e espetadas no calçadão de Leça ser equivalente ao do montante necessário para fornecer 170.330 refeições escolares no mesmo Concelho.
Alguns antecedentes
Os casos polémicos envolvendo a Presidente da Câmara têm-se sucedido e lembro-me pex deste ou este.
As contratações públicas da Câmara de Matosinhos têm aspectos suis generis como em 23/Dez/2019 contratar a empresa do arquitecto Souto Moura por 75.000€ para “dar assessoria ao próprio arqº Souto Moura” no âmbito do Museu Cais da Língua e das Migrações. Por sua vez, este arquitecto já tinha sido contratado em Ago/2016 por 413.000€ para conceber o projecto do “Museu Cais da Língua e das Migrações”. Lembro que em Julho/2016 também a ex-ministra socialista da Cultura no tempo de José Sócrates (Isabel Pires de Lima) foi contratada por ajuste directo por 137.500€ para concepção deste núcleo museológico.
O Primo de Luísa
A prevalência de casos percepcionados na opinião pública como de incompatibilidades e conflitos de interesses vários envolvendo familiares de políticos tem sido endémica no Partido Socialista. Bastará recordar os casos recentes das golas anti-fumo da Protecção Civil, do ministro Siza Vieira ou de Pedro Nuno Santos que até levou a que António Costa pedisse esclarecimentos ao Tribunal Constitucional e que poderia, no limite, levar à queda do Governo.
Pois situações semelhantes envolvem a C. M de Matosinhos e assim é porque Jorge Augusto Pinto Salgueiro é primo da Presidente da Câmara, Luísa Salgueiro e sócio e/ou gerente de inúmeras empresas, algumas das quais com negócios directos adjudicados pela edilidade ou empresas municipais presididas por Luísa Salgueiro. (ver abaixo um resumo de informações contratuais retiradas do base.gov.pt).

E digo que são primos, não apenas pela coincidência do apelido, mas porque os próprios fazem referência pública a essa relação familiar:

Outras relações familiares
Também é sabido que Marta Pontes, filha de Laranja Pontes (IPO-Porto) envolvido no caso da rede de corrupção socialista no Norte, é chefe de gabinete de Luísa Salgueiro, casada com Tiago Maia, ex-vereador da Câmara de Matosinhos e atual administrador executivo da Matosinhos-Habit, empresa municipal). Tiago Maia, aliás, assinou contratos de adjudicação às empresas do primo da Presidente da Câmara, Jorge Salgueiro (cf acima referido).
Por seu lado, Tiago Manuel Freitas Teixeira da Costa Maia, esteve também envolvido num outro caso de concurso apartentemente irregular e após ter falhado a eleição autárquica foi nomeado presidente da Matosinhos-Habit.
A coincidência de apelidos de Olga Costa Maia com Tiago Costa Maia não permite pressupor uma relação familiar entre ambos, mas vale a pena no entanto perguntar aos responsáveis autárquicos o que terá justificado o processo de decisão para as seguintes adjudicações directas pela C. M. Matosinhos a esta ex-administradora da empresa municipal Matosinhos Habit:

Sabe-se também que uma IPSS de Matosinhos (Associação Mais) tem como Presidente do Conselho Fiscal Olga Costa Maia, o Presidente da Direcção é o deputado municipal eleito pelo Partido Socialista, Francisco da Silva Araújo (ver aqui) e o Presidente da Mesa da Assembleia Geral o também Presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, pelo PS (aqui).
Para completar o ramalhete de relações familiares em torno da Câmara de Matosinhos, acresce que a cunhada (irmã do marido) de Luísa Salgueiro, Isabel Esteves, é por sua vez Directora de Qualidade da Empresa Municipal Matosinhos Sport.
Conclusão
Nenhuma das pessoas ou entidades referidas acima é suspeita de ter cometido qualquer ilegalidade ou irregularidade no âmbito dos casos que aqui apresento nem se deve interpretar este texto como lançando tal suspeição. Todavia o exercício de funções públicas exige especial dever de transparência e deve merecer atenção redobrada no escrutínio das decisões tomadas institucionalmente, neste caso a Câmara Municipal de Matosinhos e a sua Presidente.
Não levanto neste post nenhuma dúvida sobre a legalidade de tudo isto, nem sobre a correcção de processos atendendo às normas de contratação pública em vigor. O que coloco é à consideração dos leitores formarem o seu juízo no plano político e ético acerca do que aqui se relata. A Câmara de Matosinhos terá com certeza todos os meios públicos necessários para eventualmente corrigir alguma informação veiculada, esclarecer (como é seu dever) os munícipes e o público em geral e justificar politicamente (como lhes compete) as suas opções e prioridades nas escolhas que fizeram.

Perguntar tb ofende?
É verdade que o Facebook está a eliminar todos os posts e a suspender as contas de utilizadores que lincam o post Do Portugal Profundo “O assassínio de Giovani e os racismos”, sobre o homicídio do jovem cabo-verdiano Luís Giovani dos Santos Rodrigues?
Há que ter em conta o seguinte, ensina a história da blogosfera que o Balbino Caldeira, autor do Portugal Profundo, não escreve sem ter a certeza.
Paulo Tunhas e a biblioteca de Luís Costa Ribas
Candidatos presidenciais
A escolha é vossa.

*
Primeira reacção ao discurso de Trump: o príncipe Harry e Meghan Markle vão mudar-se para os EUA.
Depois dos anúncios de abandono dos EUA por causa da vitória do Trump nas presidenciais por parte de tudo quanto é estrelinha em Hollywood eis que o príncipe Harry e a sua mulher, a ex-actriz Meghan Markle, resolveram deixar a Inglaterra e mudar-se para os EUA, país que continua a ter Trump na presidência. Dirão que a antipatia de Meghan Markle por Trump é conhecida. Pois é mas por isso mesmo: não há milionário anticapitalista (hoje em dia todos os milionários são anticapitalistas pois essa é a melhor forma de ser sossegadamente milionário!) que troque os EUA do senhor Trump por países mais conformes às suas ideologias: quanto mais gostam da Venezuela mais próximos de Mar-a-Lago, quanto mais sofredores com as alterações climáticas mais compradores da indústria automóvel norte-americana… Enfim, tudo isto vai dar um filme espectacular!!
Que Deus lhe valha!
A ver: os resultados dos alunos das escolas francesas segundo dados étnicos e sexuais

Um estudo analisou os dados de 30 mil alunos das escolas francesas. Os resultados mostram que os filhos dos imigrantes são os melhores e os piores alunos das escolas francesas. Ou seja as raparigas asiáticas são as melhores. Os rapazes do Magreb e da África sub-sahariana os piores. Portugal está a meio da lista.
Louçã, amigo mais amigo do PS não há
Luís Rosa: «O que anda a preocupar o conselheiro Anacleto? A Justiça, mais concretamente esse perigoso juiz chamado Carlos Alexandre e o facto de querer ouvir o primeiro-ministro António Costa no âmbito da instrução criminal do caso de Tancos.
Confrontado pela jornalista Ana Patrícia Carvalho com o óbvio — se o depoimento for por escrito, o juiz não poderá contestar as respostas de António Costa —, o fundador do Bloco de Esquerda responde: “O juiz não pode contestar as respostas. Isso não compete a um juiz. O juiz faz as perguntas e regista as respostas”.
É certo que Anacleto é economista de formação mas não saber a diferença entre um juiz e um oficial de justiça é de uma ignorância atroz. Como pela boca morre o peixe, talvez seja realmente assim que o conselheiro gostaria de ver expresso na lei o papel do juiz: como alguém que “regista as respostas”. Pelo menos, a do primeiro-ministro António Costa.»
Imaginemos que Mamadou Ba ganhava bom senso
“Imaginemos que tinha sido um jovem branco a ser espancado por 15 jovens negros”, Mamadou Ba queixa-se de indiferença dada ao caso de jovem morto em Bragança.
Imaginemos que o jovem branco assassinado no Campo Grande tinha sido assassinado por negros, era muito estúpido estar a colocar a questão da cor da pele ou o país de origem , não era?
Se Mamadou Ba ganhasse bom senso era um sossego, não era?
A consternação variável da deputada Joacine
Sobre o estudante Pedro Fonseca assassinado dois dias antes a deputada Joacine cala-se. A consternação da deputada Joacine varia segundo a origem nacional das vitimas?
Ricky Gervais
Vale a pena ver o video completo e lá para o final isto:
So if you do win an award tonight, don’t use it as a platform to make a political speech. You’re in no position to lecture the public about anything. You know nothing about the real world. Most of you spent less time in school than Greta Thunberg.
So if you win, come up, accept your little award, thank your agent, and your God and fuck off, OK?
Como foi possível Portugal ter estado nas mãos de tal criatura?
É por isto que precisamos da regionalização
É preciso o papel. Sem o papel não é possível dar seguimento ao requerimento que visa a obtenção do documento. O documento é impreterivelmente necessário para a obtenção da certidão que permitirá apresentar o pedido de autorização de utilização da minha propriedade como sendo minha propriedade.
Depois do funcionário verificar que a minha propriedade está em condições regulamentares de funcionamento para que possa ser usada como me aprouver por ser minha propriedade, resta ao chefe de departamento emitir a guia que será encaminhada para o representante do povo assinar, validando assim, perante toda a sociedade, que a minha propriedade pode mesmo ser considerada como sendo minha propriedade.
Há um problema: a entrada do quarto-de-banho feito exclusivamente para cumprir com a regulamentação autárquica tem menos dois centímetros que o mínimo necessário. Perante a argumentação de que, mal seja obtida a autorização para usar a minha propriedade como minha propriedade, o dito quarto-de-banho tornar-se-á nos aposentos da jovem nigeriana que importei para obter comissões sobre os rendimentos na prostituição legalizada, o funcionário respondeu-me que a entrada tem menos dois centímetros que o mínimo necessário.
Perante tantas dificuldade, não me restaram grandes opções: teria que propor ao senhor autarca a realização de um aborto às trinta e duas semanas à senhora que espera que ele deixe a mulher e dois filhos para construir nova família nas proximidades do bingo. Só precisava arranjar forma de chegar ao senhor presidente.
Sabendo, pelo jardineiro da câmara a quem paguei sem IVA para me mandar um moço limpar o jardim de graça, que o director do serviço de direcção dos departamentos autónomos sem direcção própria estava a faltar há dois meses por ter a mãe com Alzheimer, ofereci a Dona Ondina – que está na recepção – um frigorífico comprado por erro demasiado grande para a casa em construção para que me providenciasse o número de telefone do topógrafo que trabalha no mesmo piso que o tal director. Contactei o topógrafo e, por apenas pouco mais que uma centena de euros, deu-me o telefone do director dos serviços sem director próprio.
Falei com o director e propus-lhe que, à troca de uma reunião com o senhor presidente, lhe trataria da eutanásia da mãe. Prontamente aceite, após o bafo final da velha sob a almofada, dirigi-me à câmara onde me encontrei com o senhor presidente, que prontamente acedeu a dar-me o papel preenchido em troca do aborto à doida solitária.
Agora, que tenho o papel, só me falta a certidão. Aí, a minha propriedade vai poder passar a ser, finalmente, a minha propriedade, pelo menos até à expropriação com a alteração ao PDM. Em qualquer dos casos, o que lamento no processo é não haver ainda regionalização: nem pude dar azo às minhas outras capacidades de persuasão, a começar pelo meu fulminante sex appeal homoerótico.
Descubra as diferenças
Realmente o Nobel da Paz tratava do assunto doutra forma

SIC «Um grupo de 15 a 20 pessoas entrou na quinta-feira no pavilhão onde habitualmente treina a equipa de futsal do Leixões, numa ação que culminou com a agressão a jogadores, tendo alguns sido transportados ao hospital para observação.
A equipa de futsal do Leixões treina no Pavilhão da Biquinha desde a época passada e, de acordo com o presidente do Leixões, “o ambiente nunca foi muito favorável, apesar de o clube ter alguns jogadores oriundos do bairro”.
Segundo o presidente, o motivo do incidente verificado na quinta-feira no Pavilhão da Biquinha, em Matosinhos, poderá estar relacionado não com a instituição Leixões, em si, mas sim por uma questão identitária do espaço, que os moradores do bairro consideram ‘seu’.»
Regras de vida num país governado à esquerda: quando a autoridade desaparece a pancadaria instala-se
Casal de médicos sequestrado por doente no Hospital de Setúbal
Depois de ter agredido médico em Moscavide, doente insultou outro clínico no Prior Velho
Médica agredida com violência na urgência do hospital de Setúbal
Funcionário de escola agredido por dois adolescentes
Professora agredida por pais de aluno em escola do Entroncamento
A geração mais ridícula de sempre
Na coluna semanal da Oficina da Liberdade, Carlos M. Fernandes:
Os filhos chegam a ser usados como cavalos de Tróia do progressismo que tomou conta do ensino oficial: bem providos de raiva e prédicas moralistas, são enviados para casa com a missão de vigiar e evangelizar os pais que não reciclam, que não comem quinoa, que não dizem «presidenta», ou que, em geral, desconfiam das virtudes do novo marxismo ecocultural.
O artigo completo disponível aqui.
*
O Estado e o mundo rural
Henrique Pereira dos Santos: «São os produtores de pinhão que se queixam das quebras por causa das doenças, mas também dos roubos de pinha, são os produtores de cortiça que vêem as pilhas diminuir, são os empreiteiros florestais que não podem deixar as máquinas no monte sem ficarem sem gasóleo, são os produtores de regadio que vêem ser roubados os metais dos sistemas de rega, são os produtores de cereja a começar a vedar e fiscalizar as áreas de produção, são os produtores de azeitona a queixar-se de um dia acordarem sem a azeitona no olival, são as castanhas que se evaporam, a juntar aos já citados roubos de gado e muitos outros.
No outro dia, à procura de uma estrada, passo pelo posto da GNR de uma grande aldeia, e resolvo pedir indicações. O posto estava fechado, bati à porta, apareceu um agente a quem pedi indicações debalde: “não sou de cá, amigo, não faço ideia de onde será essa estrada, com a falta de pessoal, aos fins-de-semana mandam para aqui pessoal de fora só para o posto não estar fechado, de maneira que eu não conheço esta zona”.
(…) E, no entanto, este é o Estado que passa a vida a falar na valorização do interior – Portugal deve ser o único país do mundo em que o interior começa a uns vinte quilómetros da costa – tem até umas secretarias de Estado catitas espalhadas por aqui e ali, fala dos milhões que os contribuintes europeus despejam nessas tais regiões da convergência territorial.
O problema é grande parte do dinheiro chegar através de autarquias que pagam festas de Verão, piscinas, auditórios vazios, empresas inviáveis, pensando que estão a resolver os problemas do interior.
É o mesmo Estado que tinha uma missão para a valorização do interior – depois passou a secretaria de estado, vai agora num ministério da coesão territorial – que apresentou umas dezenas largas de medidas para valorizar o interior e de que cito apenas uma: “Projeto de difusão de espetáculos produzidos e coproduzidos pelo Teatro D. Maria II visando alcançar territórios onde a oferta teatral é ocasional ou irregular”.»
Um título para esquecer
Luísa, educadora da plebe
Há dias comentei a inaudita ideia da presidente da Câmara de Matosinhos de providenciar acesso à “classe baixa” ao que ela considerará ser arte.
O Paulo Tunhas escreve hoje bem melhor do que eu sobre o tema no Observador, do qual retiro como aperitivo para leitura completa do seu texto:
Luísa Salgueiro (…) acredita que a sua missão neste mundo consiste em fomentar, com a ajuda do Estado, o acesso à cultura por parte da “classe média e baixa” e que a solução para tão nobre imperativo se materializa na encomenda de “A Linha do Mar” a Pedro Cabrita Reis. Passo por cima da estranheza da ideia segundo a qual a “classe média e baixa” (“classe média e baixa”?) se vai extasiar culturalmente a passear na Avenida da Liberdade de Leça da Palmeira, uma ideia de um absurdo à prova de bala. O que é mais verosímil é que nem ela própria experimente nada de parecido com qualquer êxtase cultural.
Nada disto pretende – ou sequer podia – ser uma censura a Pedro Cabrita Reis: fez o que tinha a fazer e como o sabia fazer, e provavelmente o preço é perfeitamente razoável para o “mundo da arte”. É sim uma crítica à Câmara de Matosinhos.
Hayek explicado aos simples
Passo 1: A comissão 1 decide que o povo quer ter acesso à arte. Sem, naturalmente, perguntar ao povo o que pensa do assunto.
Passo 2: A comissão 2 decide que o senhor Cabrita Reis é um artista. Sem, naturalmente, perguntar ao povo o que pensa do senhor Cabrita Reis e da sua arte.
Passo 3: A comissão 1, informada pela comissão 2, decide que o senhor Cabrita Reis vai produzir uma obra de arte para o município de Matosinhos. Sem, naturalmente, perguntar ao povo de Matosinhos qual o seu interesse em ter e, desgraça das desgraças, ver uma obra do senhor Cabrita Reis.
Passo 4: A comissão 1 decide pagar ao artista Cabrita Reis, o qual é sócio de uma empresa com, entre outros, o senhor António Lobo Xavier e o Senhor Francisco Mendes da Silva, a realização de uma obra de arte. O povo, entretanto, não tinha percebido bem as quantias em causa, que empresas estavam envolvidas, nem quem eram os sócios das empresas.
Passo 5: O povo, que não tem representação nas comissoões 1 e 2, descobre que tem uma factura para pagar. Agora que o povo finalmente fala, ficamos a saber que o povo não considera o senhor Cabrita Reis um artista. O povo também fez saber que não tem especial interesse em arte de rua. A comissão 1 classifica a atitude do povo de vandalismo e chama a polícia; a comissão 2 considera o povo ignorante e vê naquilo que a comissão 1 classifica de vandalismo mais uma razão para a necessidade de popularizar a arte por forma a educar o povo. Os senhores Lobo Xavier e Mendes da Silva, entretanto, demonstram ser artistas na arte do silêncio…
#Hayek adaptado ao século XXI #
Passo 6: Nas redes sociais, indivíduos sem formação em arte, aparentemente membros do povo, insistem em defender as comissoões 1 e 2. O povo descobre que, afinal, tais indivíduos são avençados, literalmente, da comissão 1.
Passo 7: Proibir o povo de ler Hayek, criar uma comissão para controlar fake news nas redes sociais e catalogar indivíduos como eu de ‘neo-liberais de extrema direita adeptos de teorias da conspiração’.
Vaga de assaltos? Qual vaga de assaltos?
Polícia admite ligação entre o homicídio de jovem e vaga de assaltos com faca no Campo Grande
Aqui chegámos: de repente os jornais falam de uma vaga de assaltos que não noticiaram mas que agora dão como um facto consumado . As notícias sobre assaltos, vandalismo e violência são objecto de uma edição ideológica: neste momento a agenda do progressismo manda destacar agressões ditas de violência doméstica ou de agressões a não brancos, não heterossexuais. Tudo o mais ou não é noticiado ou é noticiado em breves muito breves. Até que uma tragédia como a que agora aconteceu no Campo Grande impõe que se noticie de facto o que se andou a atirar para o fim das páginas. Então nesse momento fala-se de vaga, onda…. Um dia teremos de falar sobre a vaga de auto-censura que vai por essas redacçẽos fora.