«Mais de 20 mil alunos contam este ano letivo com tutores para melhorarem as notas. Estão em causa crianças do segundo e terceiro ciclo, que chumbaram na escola pelo menos duas vezes. No total, o programa Apoio Tutorial Específico tem um custo direto de 15 milhões de euros. Três mil professores estão integrados no programa, que arrancou em 2016 com 2728 docentes.
Arte para a classe baixa
Calhou ver um post indignado da Presidente da Câmara de Matosinhos, Luisa Salgueiro, a propósito de um acto de vandalismo sobre umas vigas de metal pintadas de branco espetadas na marginal de Leça da Palmeira.
Repudio, obviamente, actos de vandalismo e não é isso que está em causa neste meu comentário.
Deixarei também de lado considerações estéticas nomeadamente a minha apreciação negativa da chamada “instalação artística”.
Apesar de não ser munícipe do Concelho da autarca socialista, quero, no entanto, dizer que também eu me sinto vandalizado pelo facto de a CMM gastar nestes fins o dinheiro dos contribuintes.
Conforme se sabe, a “obra” de Pedro Cabrita Reis custou cerca de 310.000€. Já que a presidente da Câmara o referiu na sua publicação, lembro que a “medida incerta” de José Pedro Croft também custou mais de 300 mil euros em final de 2017.
Luísa Salgueiro justificará como quiser as suas prioridades e como gasta o dinheiro dos contribuintes. Os eleitores farão com certeza a avaliação política do seu mandato.
Mas a presidente da Câmara não se poderá furtar ao escrutínio público da situação.
A edil diz que este tipo de gastos serve para não privar a “classe média e baixa” do acesso à cultura. Ora, o que eu vejo aqui é que com esta despesa camarária são os artistas (elite) quem não se privam de encaixar uma bela maquia de dinheiro.
Importa também a bem da transparência pública referir que as aquisições do município não foram feitas a título pessoal aos artistas, mas a uma sociedade por quotas e a uma sociedade anónima. Numa dessas empresas figura até como sócio um político e no outro caso um conhecido empresário fabricante de equipamentos, sistemas e peças metálicas.
Nada contra os negócios destas empresas e não serei eu a criticar que façam contratos com o Estado. Convém também deixar claro que não há nenhuma suspeita de irregularidade no processo de contratação pública respectivo.
Mas, o que a meu ver não é politicamente aceitável é Luísa Salgueiro justificar o gasto de mais de 600.000 euros com a compra de duas obras para usufruto das “classes média e baixa”.
Além do mais, o Natal já passou e estou por isso menos disponível para acreditar em políticos caridosos.

Foi mesmo isso que quis dizer?
Francisco Louçã comparou o juiz Carlos Alexandre com Sérgio Moro. Portanto está a comparar Costa com Lula? Louçã tem a certeza do que está a dizer?
A propósito doutro protegido de Louçã e dos indignados com o juiz Carlos Alexandre recomenda-se que se ouça isto.
O Quarto de Século Socialista
“Neste Quarto de Século Socialista, comparando Rendimentos per Capita em Paridades de Poder de Compra, Portugal foi ultrapassado por Malta, República Checa, Eslovénia, Estónia, Eslováquia e até pela Lituânia. A Lituânia que em 1995 tinha um PIBpc que era apenas 40% do português, só necessitou de pouco mais de duas décadas para nos suplantar. Quando terminar esta legislatura, é muito provável que tenhamos sido ultrapassados também pela Letónia e pela Polónia.
Em 1995, dos actuais 28 países da EU, 12 estavam atrás de Portugal. Neste Quarto de Século Socialista, todos esses 12 países convergiram com a média europeia. Portugal divergiu. Neste Quarto de Século Socialista apenas a Grécia fez pior que nós.
Neste Quarto de Século Socialista, expulsámos as nossas melhores holdings para a Holanda, deixámos que os nossos fundos sejam investidos a partir do Luxemburgo e assistimos passivamente às grandes multinacionais a ignorarem sistematicamente Portugal como possibilidade para instalarem as suas sedes europeias. Neste Quarto de Século Socialista permitimos que muitos dos nossos melhores e mais promissores quadros emigrassem para qualquer lugar onde o mérito seja mais reconhecido.
Neste Quarto de Século Socialista nasceram, cresceram e multiplicaram-se impostos, taxas e taxinhas, escoltados por uma máquina fiscal implacável, que avançou como um tsunami sobre a economia, sem grande consideração pelos contribuintes e plantando obstáculos a quem tenta criar riqueza.”
Oficina da Liberdade
A Oficina da Liberdade comemora hoje um ano desde a sua formalização em associação cívica.
No entanto, desde o início de 2016 que a Oficina da Liberdade existe enquanto organização emergente e informal. Um pequeno grupo de pessoas com um quadro mental semelhante e visões do mundo razoavelmente conflitantes que se encontrava virtual e esporadicamente nas redes sociais, passou a ter um contacto mais regular e pessoal a partir dessa altura.
Primeiro estiveram juntos no lançamento do grupo “Liberalismo em Portugal” no Facebook, por onde passou muita da discussão inicial acerca da re-organização da Direita política no nosso país no quadro da chegada ao poder da geringonça.
Em Abril de 2017 decide-se organizar uma primeira tertúlia temática tendo como mote a liberdade de expressão e a ameaça do politicamente correcto. De tal modo o espírito desse encontro seminal foi simpático e agregador de todas as tendências e idiossincrasias da Direita que outros eventos semelhantes se seguiram, incluindo sessões organizadas em Lisboa. Aconteceram seis edições destes encontros até entrarmos em 2019, ano de vários actos eleitorais no país.
Após tudo isto, o grupo que hoje são amigos, fundadores e membros da Oficina da Liberdade decidiu dar corpo mais estruturado à ordem espontânea entretanto gerada e constitui-se em 27 Dezembro de 2018 enquanto associação sem fins-lucrativos, pondo em marcha os projectos que tinham em mente e dando espaço para outros de que ainda não têm sequer noção do que possam vir a ser.
Um outro resultado deste trabalho, foi a publicação em Maio de 2019 do livro “Juntos somos um 31. Liberais à solta”, para o qual contribuíram com registos de prosa diversos vinte e nove autores, e cujos conteúdos sistematizam de algum modo uma visão e estética liberais acerca da nossa realidade.
No próximo ano será editado, ainda no primeiro trimestre, um outro livro. Em 2020, voltarão as tertúlias, encontros de reflexão e outros eventos. A coluna semanal no Observador, às sextas-feiras, continuará a ser preenchida com textos de convidados.
Passo a passo a Oficina da Liberdade continuará a contribuir para que as ideias e princípios da liberdade floresçam.
Mais sobre a Oficina da Liberdade e o seu posicionamento cultural pode ser lido aqui.
Os beto-bimbos urbanos continuam a deixar rasto
Os meninos candidatos ao Prémio Gandhi de Educação para a Cidadania agora instituído nas nossas escolas-madrassas pelo Governo e que versará na primeira edição sobre “os princípios éticos para o bem-estar animal” podem muito bem tratar deste assunto: Javalis e outros animais selvagens forçam abandono da agricultura familiar na região Centro: Javalis, veados e corços regressaram aos antigos habitat da região Centro, onde agora se multiplicam e arrasam culturas, levando as famílias a desistir das explorações.
Rendas pouco acessíveis a custos garantidamente milionários
O pedreiro e a porteira foram enormes casos de sucesso
O DN titula Sete portugueses de sucesso em França: o fim do mito do pedreiro e da porteira?
Sem desprimor do curriculum dos Sete portugueses de sucesso em França apontados pelo DN, os milhares portugueses que partiram de um Portugal rural e que uma vez chegados a França se tornaram em pedreiros e porteiras protagonizaram enormes casos de sucesso. Não tendo mais que a instrução primária e às vezes nem isso, sem apoios nem associações para os defender, enfrentando as autoridades e o desprezo dos libertadores da classe operária que não lhes perdoavam não ficarem aqui a combater o regime eles conseguiram não só uma vida melhor para si e para os seus, como deram lições de integração nos países para que emigraram e a cada regresso nas férias a Portugal – onde as élites lhes ridicularizavam os gostos – ajudavam a mudar o país.
O PSD terá o que merece

*
socialistas não gostam de preços
A outra face do “fenómeno Greta Thunberg”
Começou com a imagem de uma jovem com ar de menina, de trancinhas, sentada no chão da rua em frente ao Parlamento sueco com um cartaz a dizer: ” greve das escolas pelo clima”. Esta foto depressa se tornou viral ao ser publicada na página da plataforma “We Don’t Have Time”, do magnata Igmar Rentzhog, dono desta “start up” fundada em 2016 – com a missão de “criar uma rede social com mais de 100 milhões de membros que irão influenciar políticos e líderes empresariais a fazerem mais para mitigar as alterações climáticas” – como se pode ler no site. O Mundo parou emocionado para observar a “ousadia” daquela jovem a lutar por um planeta “sozinha”. O problema é que depois de uma investigação do Sunday Times ficou-se a saber que nada foi espontâneo nesta iniciativa. Tudo orquestrado. Vamos aos factos?
A estória, segundo a investigação, começa na escola em maio de 2018 quando Greta ganhou o segundo prémio de um concurso sobre ambiente organizado pelo jornal Svenska Dagbladet. Bo Thoren – ativista que luta contra a utilização de combustíveis fósseis e líder da Associação Fossil Free Dalsland – que tomara conhecimento do concurso, entrou em contacto com os vencedores e outros jovens activistas com vista a obter ajuda dos jovens, no seu movimento, para acelerar o ritmo da transição para uma sociedade sustentável. Thoren propunha uma greve escolar inspirada nas manifestações dos estudantes sobreviventes do massacre do Parkland Institute na Flórida em 2018. Citando o próprio: “Havia eleições agendadas para Setembro, três semanas após o início das aulas. Imagine o que aconteceria se as crianças chegassem no primeiro dia e dissessem ‘não voltaremos até as eleições”. Apenas Greta Thunberg aceitou o convite.
Nesta narrativa mal contada, Thoren afirma que, só “depois de saber” que Greta tinha intenção de fazer greve à escola, quis se juntar a ela no dia 20 de Agosto em Estocolmo. Porém, Igmar Rentzhog apesar de ter afirmado que encontrou a activista “casualmente” na frente do Parlamento, acabou por admitir ao Sunday Times que uma semana antes havia recebido um e-mail de Thoren informando sobre o protesto, o que revela que os dois estavam concertados. Também ficamos a saber que Rentzhog conheceu a família de Greta meses antes da greve escolar, quando numa conferência sobre clima em Estocolmo esteve com Malena Ernman, a mãe da jovem, como se pode ler no e-mail trocado com o jornalista do Dagens ’Nyheter. Acrescente-se ainda a isto o facto da greve de Greta coincidir com o lançamento do livro da sua mãe “Scenes from the Heart” que descreve como “trabalhar para salvar o planeta salvou a vida de sua família”. Ou seja, este livro também não é obra do acaso..
Foi assim que nasceu o relacionamento entre os Thunberg e Rentzhog e a ideia para uma greve que, como se vê, não foi espontânea, embora agora o tentem desmentir. Mais: a foto em frente ao Parlamento tirada em Agosto, foi publicada no twitter da jovem criado em Junho desse ano. Como diria Camilo Lourenço, “faites la liaison”.

O curioso disto tudo é também o facto de por entre os accionistas da “start up” de Rentzhog encontrarmos duas famílias poderosas: os Perssons, filhos do bilionário Sven Olof Persson que fez sua fortuna na indústria automóvel e finança ( Cerberus Capital Mgmt LP), e os Rentzhog– duas famílias de investidores que se encontraram na região Jämtland, especialistas em finança sem qualquer ligação no passado ao ambientalismo.
Mas há mais: Rentzhog é também presidente da “Global Challenge”, um grupo de reflexão no qual estão envolvidos líderes de lobbies, executivos de empresas de energia e até políticos: a fundadora do “Global Challenge” é Kristina Persson, ex-membro do Partido Social Democrata e ministra do governo sueco entre 2014 e 2016; David Olsson, membro do Svenska Bostadsfonden, um dos maiores fundos imobiliários da Suécia de cujo Conselho fazem parte Rentzhog e Gustav Stenbeck, cuja família deste último, controla a empresa de investimentos sueca “Kinnevik“; também inclui Petter Skogar, presidente da “KFO“, a maior associação patronal da Suécia; Anders Wijkman, ex-presidente do Clube de Roma e membro do Parlamento Europeu entre 1999 e 2009; Nystedt Ringborg, consultor da Agência Internacional de Energia e ex-vice-presidente da multinacional suíça-sueca “ABB”, que actua em áreas de robótica e energia, entre outras. Ringborg é ainda membro da “Sustainable Energy Angels”, empresa de capital de risco de energia verde.
Acresce que Igmar Rentzhog é também membro do The Climate Reality Project de Al Gore.
Embora a família de Thunberg tenha tentado esconder qualquer ligação a lobbies, também seu novo assessor de imprensa, Daniel Donner, trabalha no lobby de Bruxelas: European Climate Foundation.

Contudo, isto não se fica por aqui. Num artigo recente, Greta assina em conjunto com mais duas activistas um texto que diz o seguinte: “A crise climática não é apenas sobre o ambiente. É uma crise de direitos humanos, de justiça e de vontade política. Sistemas de opressão coloniais, racistas e patriarcais criaram-na e alimentaram-na. Nós precisamos de os desmantelar a todos.” Ou seja, a “luta” pelo clima é na verdade apenas um meio para atingir outros fins. Dúvidas?
Coincidência ou não, na COP25 de Madrid estalou-se a polémica ao colocarem na ordem do dia a agenda da Igualdade de Género o que levou vários países a levantarem-se da mesa.
E para finalizar, a cereja no topo do bolo: a Times elege como figura do Ano Greta Thunberg com apenas 2% dos votos.
Pior cego é aquele que não quer ver o que os factos denunciam. Mas como diz a sabedoria popular que “a verdade pode ser combatida, mas não vencida”. Aguardemos com serenidade pelos próximos capítulos.
Resposta aberta ao debate sobre alterações climáticas na TVI24
Cara jornalista Raquel Matos Cruz,
Depois de assistir ao debate sobre emergência climática pelo CO2 na TVI24, cujo seu convite para estar presente declinei, venho aqui dizer-lhe o seguinte:
Previ que esse debate não seria uma abordagem séria e isenta sobre um tema tão importante da actualidade mundial e que a minha presença seria apenas para personificar sozinha aqueles a quem os média (nos quais se inclui a TVI) gostam de chamar nomes falsos tais como “negacionistas com teorias da conspiração a propagar mitos”, só para desacreditar, ridicularizar os autores perante a opinião pública (tal como se verificou várias vezes neste debate).
Infelizmente, não me enganei.
Mas vamos aos factos:
1- Levou um painel de 5 comentadores todos alinhados com a EMERGÊNCIA climática – Raquel Moreiras, uma jovem do Movimento Greve Climática Estudantil; Prof. Filipe Duarte Santos especialista em geofísica; Presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva; Luis Ribeiro jornalista da Visão; Carla Franco Movimento Parents for Future. Por isso o debate não passou de uma amena conversa de café entediante sem qualquer aprofundamento dos factos que dividem os cientistas e que levou alguns deles a escrever a Guterres afirmando não haver emergência climática (veja aqui);
2- Tomou uma posição clara e inequívoca sobre a existência de uma “emergência” climática quando a um jornalista cabe arbitrar com neutralidade e isenção o debate e não dar opiniões;
3- Afirmaram insistentemente que há “emergência” climática antropogénica por emissões de CO2, quando não há, por enquanto, nada que o confirme a não ser relatórios falsificados do IPCC em que o autor desses estudos – Michael Mann – se recusou a mostrar esses dados matemáticos, o que originou uma condenação em 2019 num Tribunal Canadiano. Sem prova, é mera hipótese não confirmada para a qual não existe sequer consenso científico (sim, até o tal consenso foi falseado);
4- Sabe-se já que a jovem Greta, ao contrário do que se afirmou no debate, não iniciou a greve climática por iniciativa própria e sozinha. Foi denunciado numa investigação do Sunday Times;
5- No final do debate, utilizou as minhas frases de forma descontextualizada do meu artigo no Observador para questionar o único “especialista” presente e assim quis provar que eram “mitos”. Mas OCULTOU do mesmo, outras frases nele contidas. Devo então depreender que as frases ocultadas ao especialista não são mitos e por isso não lhe convinha fazer esse contraditório? Ou será que foi por medo das respostas? Vamos aos factos.
A primeira frase do painel:

A frase original com base no link existente no texto de um artigo sobre declarações feitas pela ONU:
“Quando ele me pergunta se é verdade que o planeta vai acabar em 12 anos respondo que há décadas que os alarmistas do clima da ONU tentam convencer as massas que era suposto já termos sido engolidos pelo mar e os humanos, extintos;”
Aqui excerto do link:
“UNITED NATIONS (AP) _ A senior U.N. environmental official says entire nations could be wiped off the face of the Earth by rising sea levels if the global warming trend is not reversed by the year 2000.”
A segunda frase do painel:

A frase original do meu texto sustentada com link de um artigo da NASA:
“Quando me pergunta se há degelo nos pólos respondo que sim mas à medida que perde de um lado, ganha do outro segundo a NASA; que o buraco de ozono está a fechar; o planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema mas sim o NOX”
Aqui o excerto do link do artigo da NASA sobre gelo nos pólos:
“One study paradoxically suggests that ocean warming and enhanced melting of the Antarctic ice sheet is causing the small but statistically significant sea ice expansion in the region. Another study suggests that rain caused by a warmer climate has been causing an influx of fresh water into the Southern Ocean, making it less dense and inhibiting oceanic heat from reaching sea ice in the Antarctic. To date, there is no consensus on the reason for the expansion.
“Partial explanations have been offered, but we don’t have the complete picture,” said Ted Scambos, a scientist at NSIDC DAAC. “This may just be a case of ‘we don’t know yet.”
A terceira frase do painel:

O contexto original no meu artigo com link do Jornal Público:
“(…) que o buraco de ozono está a fechar; o planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema mas sim o NOX”
Excerto do link:
“O buraco na camada de ozono está a começar a fechar, segundo uma nova avaliação científica de um dos mais mediáticos problemas ambientais globais. E, pasmem, se lançarmos mais gases com efeito de estufa para a atmosfera – ou seja, aqueles que estão a aquecer o planeta –, a cicatrização pode eventualmente ser mais rápida.
No futuro, segundo o estudo, o que também terá grande influência na camada de ozono serão os principais gases com efeito de estufa – o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Os dois primeiros são benéficos, ou seja, tendem a aumentar a concentração de ozono. O terceiro tem o efeito contrário.” e diz “No futuro, segundo o estudo, o que também terá grande influência na camada de ozono serão os principais gases com efeito de estufa – o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Os dois primeiros são benéficos, ou seja, tendem a aumentar a concentração de ozono. O terceiro tem o efeito contrário.”
A quarta frase do painel:

A frase original do meu texto sustentada no link do artigo do DN :
“Quando me questiona sobre foto de cães caminhando sobre a água de um rio em degelo na Gronelândia explico que essa terra no passado já foi verde e muito mais quente e é perfeitamente normal que volte a sê-lo mas que essa foto também foi usada para manipular opinião.”
Excerto do link:
“Axford provou esta teoria estudando os sedimentos formados no fundo do lago situado em Narsaq, situado numa região que terá feito parte da “Terra Verde” durante pelo menos três mil anos. No lago foram-se acumulando pólen, insetos mortos, fragmentos de vegetação e outros restos orgânicos, que agora ajudam a compreender como era o clima e a ecologia do Ártico num passado distante. (…)Em média, naquela época, as temperaturas eram um grau e meio mais altas do que no início da Idade Média, e semelhantes às temperaturas da Gronelândia atualmente. A era quente terminou no fim do século XIV, quando o clima se tornou instável e a ilha começou a ser coberta por gelo.”
Mas OCULTOU do painel esta frase do meu artigo:
“Quando me pergunta se o clima está a mudar respondo que provavelmente sim mas sempre foi assim há biliões de anos e sempre assim será porque a terra tem vida própria e nós homens apenas podemos atenuar essas mudanças como no passado e nunca as poderemos impedir. Assim o explica 500 cientistas de todo o mundo numa carta dirigida a Guterres “.
ESCONDEU também esta frase do meu artigo:
“o planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema mas sim o NOX.”
IGNOROU esta frase do meu artigo:
“Quando me pergunta se o planeta está mesmo a aquecer respondo que segundo os dados existentes a tal curvatura do aquecimento que provocou alarmismo, não existe, foi forjada; os registos desde 1880 demonstram estabilidade nas temperaturas o que obrigou à falsificação de dados pelo IPCC para servir as agendas políticas.“
SONEGOU também do painel esta frase do meu artigo:
“Quando me pergunta se não está mais calor por causa de picos registados em Julho respondo que sempre os houve e segundo a imprensa: “Em 1884 já se falava num calor “tão intenso em Portugal que tinha danificado a vegetação”, bem como da “falta de água” em 1919. Já em 1930, “em Lisboa a temperatura subiu como nunca”, falando-se até num “calor tropical” que fez “numerosas pessoas desmaiarem nas ruas”.
CAMUFLOU esta frase mas usou a imagem do urso faminto na reportagem:
“Quando me questiona sobre o urso polar faminto e moribundo respondo que a jornalista confessou que a foto foi descontextualizada para dar voz a uma narrativa que interessava aos alarmistas mas que o google já eliminou esse artigo na Natgeo.“
Em resumo, manipulou o meu texto para que não pudesse haver nenhuma evidência contra a narrativa em agenda das alterações climáticas por acção do CO2.
A manipulação jornalística e o debate pobre sem cientistas/especialistas que afirmam claramente não haver “emergência climática”, demonstra o medo que os média têm da verdade dos factos que desesperadamente tentam ocultar. Ficou aqui mais que provado.
Ao contrário do que quis fazer passar, aqueles que negam as alterações climáticas antropogénicas pelas emissões do CO2 – e não as alterações climáticas como gostam de distorcer – ganharam mais credibilidade porque em nenhum momento deste monótono debate explicaram com factos a tal “emergência”, fundamentando apenas com a “evidência” – como se isso fosse suficiente – e não como o fazem estes g que recomendo que ouça com atenção e a quem apenas me limito a dar voz.
Para terminar, eu só tenho a agradecer porque quanto mais se esforçam em desacreditar, mais se enterram. As pessoas inteligentes sabem ver por si.
Realmente é uma vergonha!
Enquanto sentirmos vergonha a coisa nem vai mal. Isto gera mais raiva
O que não se diz
Somos convidados a acreditar que o desembarque de jovens e menores marroquinos na ilha da Culatra é algo banal e sem consequências. Infelizmente não é verdade.
O gesto simpático e aparentemente muito humanitário de acolher jovens nomeadamente menores conduz a um dos aspectos mais graves da actual imigração na Europa: a questão dos menores não acompanhados. São de toda a ordem os problemas vividos em França e em Espanha com os menores não acompanhados provenientes do norte de África.
Ferro Rodrigues na defesa das instituições da República
Eco-Socialismo
A luta contra as alterações climáticas é uma causa fantoche capturada por gente bem identificada:

Não resisto a citar mais algumas ideias alegremente partilhadas pelo nosso já conhecido dirigente do Bloco Climáximo de Esquerda, co-organizador da passgem da figura do ano da Time por Portugal:
Um futuro reconciliado com a natureza e com a própria
humanidade exige uma MUDANÇA RADICAL DE PERSPECTIVA, uma
mudança radical nos modos de produção e consumo, que ponha no
centro da vida as necessidades básicas de todas as pessoas,
democraticamente determinadas e ajustadas aos limites biofísicos do
planeta (ECOSSOCIALISMO).
Perante a ofensiva generalizada do sistema capitalista sobre a
vida, é imprescindível a construção de uma alternativa da qual façam
parte, em igualdade, todas as agendas libertadoras ( feminismo,
sindicalismo, movimento indígena e camponês, ecologistas, etc.).
Para que se produzam essas transições justas e sustentáveis, é
imprescindível embeber as nossas sociedades de uma visão feminista
capaz de estender a todos os âmbitos o direito das mulheres à
igualdade, acabando com as chagas da opressão patriarcal.
O jornalismo místico
O meu comentário ao Brexit: o jornalismo entrou numa fase mística: os factos são relatados como os jornalistas gostavam que eles acontecessem pois estes partilham da firme crença de que se noticiarem um facto como gostavam que ele acontecesse ele vai acontecer desse modo. Como se sabe Deus também é jornalista só que escreve por linhas tortas.
Da vergonha
A cena de hoje no Parlamento só passa sem ter como consequência a imediata saída de funções do grotesco Ferro Rodrigues porque as duas principais figuras na hierarquia do Estado estão bem uma para a outra.

Eu é que sou o presidente da retrete
Depois de “estar-se [sic] cagando para o segredo de justiça” aquando de caso envolvendo a tropa fandanga que torna este país na aberração aristocrática de saloio feudo, eis que Ferro Rodrigues consegue relaxar mais uma vez o delicado esfíncter ao exigir a André Ventura que não use a palavra “vergonha”, um óbvio monopólio da esquerda.
No fundo, o sonho socialista a concretizar-se.
Não são necessárias revoluções – tudo muda, tudo muda
Enquanto que no Ruanda os pensos higiénicos ficam isentos de IVA para que raparigas passem a ir à escola, no mundo ocidental isenta-se raparigas de irem à escola para que sejam os pensos higiénicos do sentimento de “culpa do homem branco”, o cancro da minha geração.
Sãozinha de Alenquer, a “Florzinha da Abrigada”, era uma jovem muito devota a Jesus, a Nossa Senhora e a Santa Terezinha que, tragicamente, faleceu aos 17 anos. Diz-se que oferecera no seu último Natal a vida em sacrifício para que o pai, médico descrente, se convertesse à Graça de Deus. Com a morte da filha, que ocorreu nos finados da Primavera de 1940, o desejo de Sãozinha concretizou-se: o pai, Alfredo da Silva Pimentel, descendente de D. Nuno Álvares Pereira e D. Favila, Rei das Astúrias, de coração retalhado pela saudade da filha, confessou-se em preparação e recebeu, pela primeira vez, a Sagrada Comunhão.
Em 1992 participei nas manifestações contra a Prova Geral de Acesso – a PGA. Era uma prova obrigatória de acesso à universidade que, publicitando-se como uma prova geral de compreensão da língua portuguesa, além de uma parte de redacção, continha uma série de perguntas percursoras de quizzes da internet como – e recordo-me de algumas – “qual destes é sinónimo de misantropia” ou “escolha o antónimo de lacónico” (esta última, decerto, uma ironia mal disfarçada de quem criou a prova desse ano). Na primeira chamada da PGA obtive 74%, o que foi confortável o suficiente para tentar a segunda chamada com visão crítica. Não me recordo de quem era o texto que tinha que comentar na prova da segunda chamada, nem me recordo o que dizia, mas recordo-me do motivo pelo qual discordei: discordei porque me era pedido para explicar se o autor tinha razão e, como decerto se tratava de alguém de uma geração anterior à minha, era evidente que não tinha. É que, aos dezassete anos, se um adulto diz que está a chover é porque, incontestavelmente, está um sol abrasador. A minha audácia foi recompensada com um quase respeitável 37%, algo que me deixou perplexo pela expectativa lograda de obter até ao máximo de 25%. O governo cedeu e realizou, naquele que seria o último ano da PGA, uma terceira chamada excepcional. Lá fui, sem grandes preocupações – é a prova de que tenho menos lembrança – e obtive um mais civilizado, bem-comportado e sistémico 75%, no fundo o mesmo que na primeira prova.

Quando, dois anos mais tarde, a geração a que eu e os pais da Greta pertencemos anunciou que vinha para educar filhos na arrogância da leviandade, mostrando o cu à ministra Manuela Ferreira Leite em protesto pela existência de propinas e granjeando o epíteto “geração rasca” por Vicente Jorge Silva num editorial do Público, tornou-se claro que os nossos filhos seriam uns merdas. Não o escrevo por insulto, apenas como mera descrição. Fizemos amor a ver o Zé Maria e o pontapé do Marco no Big Brother original da TVI; engravidamos ao som de “Last Kiss” versão teenage angst dos Pearl Jam recauchutando o já fora de época quasi-pastiche de 1961 de Wayne Cochran, o homem do rockabilly pompadour falecido há dois anos sem grande menção mediática; deixamos de fumar em cafés e substituímos o odor de café acabado de moer por cápsulas de alumínio; voltamos a meter a parte de cima do biquini quando na praia e passamos a removê-la nas redes sociais; passámos a estéreis.

“My Generation” was inspired by the fact that I felt that as artists we had to draw a line between all those people that have been involved in the Second World War and all those people who were born right at the end of the war. Those people that sacrificed so much for us, but they didn’t… they weren’t able to give us anything, no guidance, no inspiration… nothing, really. We used to describe ourselves as disenfranchised. We weren’t allowed to join the army, we weren’t allowed to speak, we were expected to shut up and enjoy the peace. And we decided not to do that.
— Pete Townshend about “My Generation”

Greta Thunberg como personalidade do ano para a revista Time não é chocante: de facto, se não foi a pessoa mais falada do ano, esteve muito perto de o ser. Também não é chocante que precisemos de uma Sãozinha de Alenquer na forma de uma pirralha sueca para preencher o vazio. Chocante é a geração dos nossos filhos estar a chegar ao poder sem que nós, os da minha geração, lhes tenhamos dado algo como orientação ou inspiração. Esperamos que se calassem e aproveitassem a paz que a nossa existência abstémica através de “direitos conquistados” lhes proporciona. Eles decidiram não o fazer.
Não admira que a Greta possa deixar de ir à escola: nós também não queríamos necessariamente aprender as velhas maneiras.
Alguém sabe donde vem esta mania com o pai do SNS?
Começou a guerra da influência no OE. Quem é o pai do plano para o SNS?
Por acaso a Segurança Social tem mãe? Paizinho? A escolaridade gratuita é orfã?… Donde vem esta mania com os pais do SNS?
Os emergentistas do clima e a praga do mau tempo
RR Mau tempo regressa com chuva e até neve
Mas qual mau tempo? Desde quando é que nevar na Guarda e em Castelo Branco e chover em todo o país durante o mês de Dezembro é mau tempo?
Quem tem Farelo?
Além da spin-off bloquista Climáximo, a passagem de Greta Thunberg por Lisboa e as “greves” climáticas estudantis em Portugal têm sido organizadas por outros grupos, nomeadamente o FridaysForFuture e o MED-Movimento Estudantil Democrático.
Como sabemos há uma amálgama infindável de “causas” que se interligam e misturam entre si de forma fluída, mas cujos promotores são basicamente sempre os mesmos. No caso destes dois últimos referidos uma das protagonistas é Beatriz, jovem de 20 anos.

Todavia, quer-me parecer que o Ambiente é só uma causa pretexto e veículo para difusão de mensagens políticas, partidárias e ideológicas claras.
Não se trata apenas do branqueamento da era Sócrates.

Há também a omnipresente mensagem anti-capitalista e eventos com companhias conhecidas:

Gil Vicente, o nosso dramaturgo medieval, perguntava numa das suas peças: “Quem tem farelos?”.
Eu respondo: é o Bloco de Esquerda!

A escola, fábrica socialista de desigualdades
Bloco Climáximo de Esquerda
Ou derrubamos o capitalismo, ou as alterações climáticas acabarão com a civilização humana.
É necessário derrubar o sistema capitalista, criar uma nova forma de estado alternativa ao capitalismo, com planeamento democrático.
O decrescimento económico não é uma miragem, mas uma necessidade, uma mudança planeada para responder às necessidades reais.
Atualmente, apenas existem dois partidos: o partido do capitalismo e o partido da sobrevivência.
Uma revolução ecossocialista é necessária para derrubar o capitalismo, não por causa do romantismo ou de uma visão mecanicista da história, mas sim por uma necessidade de garantir a sobrevivência e manutenção de condições materiais minimamente razoáveis para a continuação das civilizações humanas.
(João Camargo, a quem os orgãos de comunicação social chamam de “especialista em alterações climáticas”)

Quer excedentes orçamentais? Deixe de pagar contas
Mas como é que eu não me lembrei disto? Andei este tempo todo sempre a fazer contas e planificações do meu orçamento doméstico para poder fazer face às despesas, sempre com muito controlo para não falhar com nada em casa; a trabalhar que nem uma “moura” para governar minha vida e eis que Centeno revela a sua fantástica estratégia que fez gerar “excedentes” milionários: cativar toda a despesa e pagamentos enquanto carrega forte nos impostos dos contribuintes que trabalham arduamente para sustentar a máquina do Estado. Não é genial?
Com esta “brilhante” lição de economia aprendi que, se não pagar luz, água, gás, renda, compras de supermercado, gasóleo, créditos e outras responsabilidades; nem fizer manutenções de nenhuma espécie em casa com electricidade quando há curto-circuitos ou nas canalizações quando rompem ou no telhado quando voam telhas; nem arranjos mecânicos no carro quando há avarias, mudanças de óleos ou pneus quando estão “carecas”; nem comprar sapatos mesmo que rotos ou roupas mesmo que velhas e gastas, posso abrir conta na Suíça e com os juros pagar uma férias milionárias à família no Mónaco ou comprar um Lamborghini ou uma mansão à beira mar como o visionário Al Gore!! Sou mesmo idiota.
Eu sempre desconfiei das capacidades de gestão do nosso “Ronaldo das Finanças” e denunciei-o no meu artigo de Março de 2017, “O défice de 2016 é um embuste” onde afirmei: “O défice que nos apresentaram é uma perigosa bomba relógio. Não há mérito nenhum nos 2,1%. Muito menos prova que usando outras políticas se consegue os mesmos objectivos como disse Marcelo. O que há são malabarismos grotescos, diria quase criminosos, de “chico-espertice tuga” que escondem o maior embuste, depois de Sócrates, fundamentado em mentiras, patranhas e ilusões para o iletrado cidadão. Uma falta de respeito por toda uma Nação a quem se pede constantemente sacrifícios fingindo ser pelo bem de todos. Uma mentira abençoada pelo PR que nos deveria fazer corar de vergonha. Infelizmente.”
Repeti-o no meu artigo de 16 Outubro 2017, “O monstro da dívida” quando escrevi:” O OE2018 volta ao ASSALTO habitual ao contribuinte. Faz falta dinheirinho para alimentar os esquemas habituais da governança e suas respectivas clientelas FAMINTAS a quem se promete mundos e fundos sem um chavo no bolso! O monstro da dívida, esse, cada vez mais gigantesco não se mata. Não se diminui. Controla-se, isso sim, o défice, como se o défice não tivesse nenhuma ligação à dívida pública e chama-se a isso “controlo” (sim, é o controlo contabilístico do empurra para debaixo do tapete). É para rir? Isto claro, até ao próximo colapso. Mas alguém acredita que com o tetra em bancarrotas os credores não nos tentem pôr os patins rapidamente? Não brinquem com coisas sérias. Porque só temos tido dinheiro para pagar as despesas do Estado graças à UE. Esqueceram-se?”
Voltei a lembrá-lo no meu texto “Não felicito Centeno“, em Dezembro de 2017, quando afirmei: “Não, não o felicito porque por causa dele temos 3 Orçamentos de Estado às costas carregados de aumentos de impostos como consequência do seu eterno “amem” às clientelas da geringonça; temos cativações grotescas que colocaram em risco a saúde, a educação, a segurança e o bem estar dos portugueses, e perspectivas de futuro com mais agravamentos de impostos para impedir um novo colapso das contas.”
Mas dou agora a mão à palmatória. O homem é mesmo um “grande génio”. Conseguiu o que ninguém consegue sem qualquer peso na consciência: défice zero e excedentes orçamentais só com uma brutal asfixia financeira de todas as instituições do Estado e aumento do roubo fiscal às famílias trabalhadoras deste país.
Isto não é para qualquer um. É só para gente muito corajosa ou estúpida. Quem arrisca colocar os serviços públicos de um país inteiro em falência técnica e empobrecer os portugueses que vivem dos seus parcos rendimentos só para agradar à Geringonça em 4 anos de legislatura, com o risco que daí advém para os mais vulneráveis? Só mesmo um pequeno génio fantoche à espera de uma recompensa como o “Bobby” que faz tudo o que o dono manda por um croquete ou um osso.
Só tenho pena de nós, cidadãos, não podermos seguir a mesma dica – sem irmos presos – e suspendermos todos os nossos pagamentos ao Estado, já! Quem sabe assim, provando do seu próprio veneno, a “pulhítica” acabasse de uma vez no Parlamento por falta das verbas que alimentam esta casta nojenta que nos escraviza e ainda se regozija dos “grandes feitos” contabilísticos como se fôssemos todos parvos.
Com isto podemos então tirar a conclusão que o estado lastimável em que deixaram as escolas, os hospitais, os transportes públicos, as esquadras, a segurança nacional e muito mais, que matou e ainda mata muita gente, é mesmo de propósito por um “excedente” fictício. “Bravo” Centeno! Ninguém faria pior.
Alguém consegue investigar e fazer uma notícia sobre o que estes números querem dizer?
(…) a avaliação ao programa, feita pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência, mostra que 32% dos alunos abrangidos faltaram a mais de metade das sessões com os tutores; e 9% dos alunos não foram autorizados pelos pais a frequentarem essas aulas.»
As pessoas estúpidas
As pessoas estúpidas querem recuperar a naturalidade dos gestos. Querem comprar uma camisola este Natal sem ter de pensar em todos os dramas do mundo. Querem que comer seja simplesmente comer e não um manifesto em prol da saúde, do ambiente e do comércio um pouco justo ou muito injusto.
As pessoas estúpidas querem levar os filhos e os netos ao Jardim Zoológico sem antes terem de fazer mea culpa.
A importância das pessoas estúpidas tornou-se-me óbvia não sei se a culpa foi do marido de Penélope Cruz gritando “estúpido” na Marcha do Clima, em Madrid, se do marido da filha do dr. Louçã transformado em profeta do apocalipse ambiental. Mas de algum deles foi certamente pois ambos com o seu particular e bem sucedido modo de vida fizeram-me perceber a importância das pessoas estúpidas. Ou seja aquelas pessoas que, com os seus impostos em ordem e desejo de viver em paz e sossego, mantêm a funcionar um sistema que o senhor Bardem e o marido da filha do dr. Louçã declaram abominar.
Camargo sai do armário
Citações de um suposto ambientalista:
“Negociar o fim do capitalismo com capitalistas é impossível”.
“Pode negociar-se com empresas como a Exxon ou a Mobil, mas elas têm de ser fechadas. Pode falar-se com a EDP, mas ela tem de ser nacionalizada.”
“A única luta que pode conter o colapso climático é a luta anticapitalista e a única estratégia para ganhar a luta é revolucionária”.



Os antecessores da Greta: Pavlik Morozov, o menino de Estaline
Pavlik Morozov. Aos 13 anos Pavlik Morozov tornou-se um herói e um maŕtir. As razões para tal são complexas de explicarmas digamos que da família directa de Morozov não sobrou quase ninguém. Como a Europa em 2019 não é a Rússia soviética Greta e a sua família não terão o destino dos Morozov mas não duvido que daqui a algum tempo nos virão perguntar: como foi possível termos colaborado com a exploração e exposição de uma criança doente?
Para quando um movimento contra esta discriminação?
Ao menos as gaiatas símbolos doutros tempos cantavam: Marisol, a menina do franquismo
Um governo liberalizante
Tiago Brandão Rodrigues e Marta Temido são, para todos os efeitos práticos, os ministros mais liberais deste governo. Com efeito, nunca na era moderna os ocupantes das pastas da educação e da saude fizeram trabalho tão meritório na promoção dos serviços privados de educação e saúde. Da “greve climática” à sexta-feira – influências CGTP: sempre à sexta, nunca à quarta-feira – à culpa dos resultados do PISA a todos desde D. Afonso III até Nuno Crato (e nem mais um dia após este); das listas de espera e urgências de especialidade fechadas à rejeição do curso de medicina da Universidade Católica pelo indivíduo comunista que lidera impunemente a badalhoquice que é a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior a pedido da anacrónica corporação fascizóide a que se chama Ordem dos Médicos, a promoção do serviço público por estes ministros tem originado o magnífico êxodo dos portugueses para serviços privados quando os conseguem pagar.
Aquando da transição do infantário para o primeiro ciclo de ensino do meu filho mais velho, zero crianças da sua turma foram matriculadas em colégios; agora, com a minha filha mais nova, serão pelo menos três da turma, para não mencionar os que o queriam fazer sem terem ainda concluído poderem encaixar mais uma mensalidade no orçamento familiar. Decerto que este relato pessoal pode ser repetido por vários leitores em circustâncias idênticas, pelo que não é puramente anedótico.

Parabéns então ao ministro da educação e à ministra da saúde dos pobres pelo enorme esforço na promoção das desigualdades. Já diziam os antigos: “Deus escreve direito por linhas tortas”.
Spin-off do Bloco de Esquerda
Relacionado com o meu anterior post, cito duas interessantes e eloquentes passagens de doutrina climática por parte da Climáximo, que é uma spin-of do Bloco de Esquerda para assuntos “ambientais”:
“As alterações climáticas não acontecem no vazio. O Norte Global é significativamente mais responsável pelas emissões de gases de efeito de estufa ao longo da história, enquanto o Sul Global é dramaticamente mais afetado pelos seus impactos. As nações mais pobres, praticamente sem nenhuma responsabilidade pelas alterações climáticas, têm muito menos capacidade de adaptação. Num só país, os mais pobres são muito mais vulneráveis do que os ricos. Em geral, a cor da pele está associada a vulnerabilidades diferenciadas aos impactos ambientais do que os brancos, assim como o género.”
“Ou derrubamos o capitalismo e mais uma vez nos lançamos na luta das revoluções internacionalistas, ou o terror capitalista autoritário será combinado com um clima implacável para afundar numa escassez desconhecida e numa decomposição social sem precedentes.”
A mesma organização ensina-me num seu tutorial que existem conceitos como o “eco-feminismo” e o “eco-socialismo” e diz-me que devemos “construir uma ciência feminista e anti-capitalista”.
São estas pessoas, por assim dizer, que organizam e promovem a gazeta climática e a passagem da Greta sueca por Portugal.

Foto 1: Genro de Francisco Louçã, dirigente do movimento, acompanhado por alguns dos seus correlegionários.

Foto 2: sem título.
Metástases bloquistas
O Observador tem hoje uma peça onde são referidos vários dos movimentos extremistas em Portugal que estão no backoffice da causa do Ambiente, nomeadamente durante a recepção à Greta sueca em Lisboa.
Eu já por várias vezes tenho escrito, dando exemplos e nomes, que estes grupelhos são meras extensões e metástases do Bloco de Esquerda, assim como aliás acontece com os movimentos feministas, anti-racistas e a maior parte dos colectivos de intervenção cultural.
No entanto, a evidência destes fenómenos não deveria retirar responsabilidade aos orgãos de comunicação social num escrutínio muito mais claro e directo, informando os leitores e o público em geral desta teia de interesses e conexões políticas, dos nomes e perfis dos seus dirigentes e de todos aqueles que procuram aceder a posições de exercício ou influência do poder (nomeadamente legislativo) para controlar e orientar as vidas das pessoas.
Apocalipse now!
As “causas” podem ser estas ou outras quaisquer.
O que importa é a estética e a encenação, quanto mais imbecis melhor.

