Como vai ser a manutenção?

Em várias estruturas e empenas de prédios de habitação social têm sido desenvolvidas pinturas deste género. Sem dúvida que a coisa ficar com um ar festivo mas pergunto-me sempre: como vai ser a manutenção deste tipo de intervenções? A esta pergunta junto uma questão de fundo: é mesmo isto que estes edifícios precisam? Por exemplo, a maior parte deles têm péssimos isolamentos térmicos. Uma intervenção menos espalhafatosa mas mais estrutural talvez contribuísse mais para a qualidade de vida dos residentes.
O que me intriga mesmo é o que estará a dizer o senhor de capacete e já agora porque não havendo obra alguma está ele de capacete
![]()
Os inimigos da liberdade
Discutia há poucos dias, informalmente, a questão simbólica do posicionamento do deputado da Iniciativa Liberal no hemiciclo. Pessoalmente, gostaria de o ver entre o CDS e o PSD, mas é verdade que, como o partido sempre se mostrou pouco disponível para ser catalogado na tradicional dicotomia esquerda/direita, a posição central também me parece adequada, embora me mereça um reparo:
Alguns dizem que a IL deveria estar ao centro porque está à direita na economia e à esquerda nos costumes.
Correcto? Não, incorrecto.
Se quisermos ser rigorosos, a IL, pelo seu programa político e eleitoral e até pela sua base de apoio sociológica, não se identifica economicamente com a direita tradicional que tende a ser nacionalista, mercantilista e protecionista, nem se identifica com a esquerda em matéria de costumes, pois esta interpreta a liberdade neste campo não como “tirar o estado da cama das pessoas”, mas como a imposição de um novo normativo de costumes, de cima para baixo; no fundo novos costumes anti-tradição, frequentemente anti-científicos, absurdamente revolucionários, destrutivos e, por conseguinte, iliberais.
Portanto, ser liberal nos costumes não é uma receita para a vida de cada um. É antes a consagração de uma postura tolerante (no sentido em que não temos o direito de interferir) quanto aos costumes dos outros, muito especialmente quando esses costumes são diferentes dos nossos ou mesmo nos repugnam por os consideramos ora antiquados ora de mau gosto moderninho.
Conforme escreveu Pedro Galvão, na análise crítica do livro “Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade”:
“A liberdade é um ideal político que quase todos reconhecem, mas que admite interpretações muito divergentes. A contribuição mais influente de Berlin para a filosofia política é a sua defesa da “liberdade negativa”, que consiste na simples ausência de coerção ou de obstáculos à ação individual. Os defensores da “liberdade positiva” rejeitam esta interpretação, característica do pensamento político liberal. Em seu entender, a liberdade deve ser entendida não como a simples ausência de interferências externas, mas como realização pessoal ou como autodeterminação enquanto membro de um grupo.”
Concluindo, quer o mercantilismo à direita, quer a libertação à esquerda não são boas companhias para quem preza a liberdade, pelo que a posição central não deverá decorrer de uma espécie de equidistância, mas sim de uma total dissonância quer quanto às posições tradicionais de direita, quer sobretudo quanto à tentação ingénua de julgar as posições de esquerda como uma defesa moderna da liberdade individual. Para quem pensa assim, fica a recomendação de leitura do livro acima mencionado.
O “segredo” de André Ventura

Não tem papas na língua. Não é politicamente correcto. Está-se pouco lixando para os Focus Group. É intuitivo. É assertivo. É contundente. Sabe comunicar. Chega a todos. Não é elitista. Não tem medo da verdade. Defende rigorosamente suas convicções. Toca em todas as feridas do país sem receios. É determinado. É teimoso. É genuíno. Sabe liderar. Eis o segredo de André que personifica o CHEGA.
Não é por acaso que todos lhe têm medo. Uma pessoa assim, no Parlamento, de facto, é assustador. Pior: abre as portas, caso seja bem sucedido, para que entre mais gente do mesmo calibre. O problema? Simples: vai ser o começo de uma oposição forte ao regime que nos desgovernou por mais de 44 anos. É a semente que vai germinar e reproduzir-se de tal modo que vai provocar a médio prazo a implosão do sistema que criou políticas erráticas que conduziram à maior corrupção de que há memória neste país. Será o início do fim de uma era de hegemonia socialista que arruinou a nossa economia e que, como todos sabemos, está apenas segura por pinças da UE ( não fosse isso já teríamos colapsado há muito tempo).
Eu sempre disse a quem me quis ouvir – inclusivamente a alguns membros da Direcção do partido – que o CHEGA entraria no Parlamento pelo menos com um deputado. Há muito tempo que avisava quem o desdenhava que pusessem os olhos nele e seguissem seu exemplo em vez de o achincalhar. Avisei que nunca se deve menosprezar os adversários mas antes, observá-los e analisá-los com atenção para identificar o que fazem de bom e tentar superá-los. Mas, ninguém me quis ouvir. Na organização onde me encontrava, desde o Congresso até à minha saída, falei para a parede quando disse que era urgente corrigir a trajectória porque o abismo estava mesmo ali à espreita. Não adiantou de nada. E eu, mais uma vez acertei em cheio.
O problema dos intelectuais que andam na política é mesmo esse: não entendem o segredo por trás da popularidade. Todos pensam que tem a ver com palavras eruditas contidas num discurso pomposo (que quase só de dicionário ao lado e manuais sobre economia conseguem ser entendidos), politicamente correcto, que agrada a todos e quando não agrada, tem flexibilidade suficiente para se contorcer até agradar. E quando vêem alguém com uma mensagem mais simples, mais transparente, mais assertiva, mais forte, mais abrangente, ficam atónitos e perguntam-se: como foi possível aquela pessoa tão “básica” chegar a tanta gente? Não percebem porque para se perceber tem-se de ser genuinamente do povo ou ter pelo menos vivido com ele ou perto dele.
O “fenómeno André” é o mesmo que o meu. Cronista no Blasfémias há pouco tempo, sou a que se mantém no pódio das mais lidas. Não é porque sou a melhor. É apenas porque sou a única que consegue chegar a TODA a população. Porquê? Porque os temas que escolho são os que preocupam a maioria dos portugueses; porque quando desenvolvo os temas não tenho medo de tocar nas feridas porque também são minhas; porque não tenho nenhum tema tabu; porque uso linguagem do povo e não há ninguém que, do mais formado até ao que tem menos instrução, que não me entenda; porque pertenço à maior classe do país – o povo – e por isso são milhões a identificarem-se com o meu dia-a-dia de dureza no trabalho, o meu percurso familiar e profissional, os meus fracassos e sucessos. E isto não se aprende na escola. Aprende-se com a vida aqui no fundo da pirâmide.
Por isso André chegou até aos comunistas (que nunca o foram apenas foram iludidos) porque mensagens fortes sobre a realidade escondida do país, faz abanar toda a gente.
Se não se perderem na sua identidade, nas próximas eleições legislativas serão um fenómeno igual ao VOX espanhol que já ultrapassou o Ciudadanos. Não tenho quaisquer dúvidas disso.
Está na altura de atacar o bipedismo
Espero sinceramente que esta causa chegue a Portugal atempo da próxima campanha eleitoral O El Mundo apresenta a coisa assim: La vuelta del ser humano a la naturaleza, dejando el anticuado bipedismo y volviendo a andar por el mundo como nuestros ancestros, a cuatro patas.
Outra vez o faz de conta
Era só para lembrar que na Pensínsula existem dois Estados

O senhor Errejón que dirige em Espanha o equivalente ao nosso LIVRE veio propor a “Limitación de vuelos peninsulares con alternativa ferroviaria competitiva”
Vamos ser claros: na Pensínsula existem dois Estados. O senhor Errejón trata da Espanha. Sim, eu já sei que a expressão peninsular não quer dizer que Errejón se esteja a referir a Portugal. Por isso mesmo vamos fazer questão que se diga e escreva Espanha e não península. Entretanto para aqueles que andam inebriados com a substituição do avião pelo comboio proponho que voltem a olhar para o mapa. Não sei se já perceberam o que isso implica para os portugueses além da animação da ferrovia espanhola.
André Ventura (1)
Não tenho simpatia nenhuma por André Ventura, tal como não tenho por outros políticos ou pessoas, por razões por vezes difíceis de verbalizar. No entanto, admito que possa estar enganado sobre uns e outros.
Custa-me um pouco ter que, de alguma forma, defender o Chega, que está a ser alvo de uma espécie de histeria sanitária que vai da extrema-esquerda até à direita e que, sinceramente, espero que não atinja um certo partido de que gosto.
Convido as pessoas a lerem o programa do Chega e a encontrarem uma medida que ponha em causa o regime ou/e medidas que, significando profundas reformas, não precisem de uma aprovação democrática dentro do atual quadro constitucional. Pois, não há.
Vamos à Xenofobia. André Ventura gasta grande parte do seu tempo a agitar as águas neste campo, e muitos eleitores do Chega são abertamente xenóbofos. Quando confrontam Ventura acusando-o de ser xenófobo, ele tem o cuidado de explicar o que quer dizer quando critica os ciganos, por exemplo, o que dificilmente e em rigor pode ser considerado xenofobia ou racismo. Inteligentemente ele tem uma retórica de café que atrai, lamento mas é verdade, os maluquinhos, e que envereda amiúde por um justicialismo que me choca, mas no detalhe, e quando convidado a especificar, verificamos que é bem mais ponderado (consistente até) do que ostenta a sua veia de comentador da bola. Portanto, Ventura é um populista de direita, e não há problema algum nisso em termos de regime.
Por conseguinte, o cordão sanitário em torno do Chega é ouro sobre azul para as ambições de Ventura. Só o fará crescer.
A Esquerda festeja o quê?
Depois dos resultados das eleições legislativas Catarina avançou que BE saiu reforçado. PCP disse que o acordo das esquerdas unidas funcionou e se o seu partido não obteve mais votos foi porque foi feita uma campanha de difamação (coitadinhos). Costa atribuiu esta “vitória” ao sucesso da Geringonça. Mas qual sucesso minha gente? Bateram com a cabeça nalgum lado?
O PC perdeu 110 000 votos e 5 deputados; o BE perdeu 60 000 votos e por pouco não ia um deputado à vida; os três partidos “geringonceiros” perderam no seu conjunto, cerca de 50 000 votos; os verdes “evaporaram-se”; o PS não só não obteve a maioria absoluta quase garantida durante um bom par de meses pelos média que andaram com eles ao colinho, como só cresceu 120 000 votos em relação à sua derrota em 2015 e a votação de 2019 foi ainda menor que a da PAF em 2015, mas ao contrário destes, com uma conjuntura nacional e internacional amplamente favorável ao passo que o executivo anterior teve de governar sob um resgate financeiro severo. Entrou ainda o CHEGA e o IL, duas forças, uma de direita outra liberal que vieram revolucionar a forma de fazer política em Portugal. Então festejam o quê?
A juntar a isto há que lembrar que tivemos uma abstenção recorde e subida de brancos e nulos. Querem melhor mensagem de que a maioria silenciosa está a dizer BASTA a esta miséria de socialismo e social democracia que nos desgoverna desde que existe?
Os “geringonceiros” tiveram 4 anos completos para mostrar o que valem unidos nas suas poucas diferenças a aprovar todos os OE de Centeno, todas as medidas “milagrosas” de aumento camuflado de austeridade de Costa para acabar com a austeridade (quanta ironia) e no fim nem uma votação melhor que a que tiveram com Passos Coelho conseguem? Não era suposto com um governo “tão bom” e cheio de “sucessos” ser exactamente o oposto?
A verdade é que esta união das esquerdas foi um autêntico “flop” que levou o país outra vez a secar todas as suas provisões e colocá-lo de novo na corda bamba a um passo de colapsar caso a economia internacional se constipe. E as pessoas ao contrário do que quiseram fazer crer, não estão a dormir.
De nada valeu abafar as vozes críticas a esta alternativa de desgoverno. De nada adiantou silenciar os novos partidos. De nada valeu escrever artigos a granel a ameaçar com a “extrema-direita” e suas “consequências”. As pessoas não são parvas. A maioria sentiu e sente que não houve qualquer melhoria nesta país, bem pelo contrário. A maioria percebeu e percebe que tudo isto é só uma grande farsa. A maioria só não se mobilizou mais, ainda, porque apesar de se rever nalguns partidos novos, jamais acreditou que esses votos poderiam mudar alguma coisa (a tal estória do voto útil).
Por isso, não foi ainda desta vez que a viragem à direita se tornou expressiva mas será daqui a uns anos. Anotem aí.
A entrada no Parlamento do IL e CHEGA é só o começo de uma nova etapa política.
Valha-nos Deus, senhora doutora! Disse ascendente?
“PSD impediu a maioria absoluta do PS” Manuela Ferreira Leite, antiga presidente do PSD, afirmou que o partido está numa trajetória ascendente em termos de resultados eleitorais. A social-democrata considera que estes resultados representam um bom trabalho de Rui Rio.
Está bem visto. Deve ser mais ou menos isto o que MFL quer dizer com a trajectória ascendente
O Livre deve achar que somos todos parvos
Em primeiro lugar o Livre resolveu candidatar uma pessoa gaga. Podia não o ter feito. Foi uma escolha. O parlamento não é um um exame a que se é obrigado a comparecer, uma consulta a que se tem de ir. Só se candidata quem quer.
Em segundo lugar o Livre enganou os eleitores na campanha: tratou o assunto como se fosse óbvio apresentar como candidata a um parlamento uma pessoa com dificuldades de expressão. Porque vem agora o Livre pedir mais tempo no parlamento para Joacine quando nem sequer pediu mais tempo nos debates?
Portanto agora o Livre assume as consequências da sua escolha. E deixa de tentar fazer um grupo parlamentar – tipo Verdes na CDU – à conta da gaguez de Joacine. Aliás a questão de mais ou menos tempo nem sequer faz sentido porque o que acontece é que o discurso tenha ele um minuto ou cinco se torna impossível de ser acompanhado.
Por fim e a avaliar por vários registos gravados de intervenções de Joacine Moreira, dentro de algum tempo, quando se sentir mais à vontade, Joacine deixará de gaguejar.
Iniciativa Liberal versus Chega
A IL e o Chega têm neste momento eleitorados diferentes (um mais burguês e urbano, digamos assim; outro mais suburbano). Para crescerem terão de tentar consolidar esse eleitorado e, ao mesmo tempo, captar um eleitorado potencial comum que anda pela abstenção e pelos partidos tradicionais como o CDS e o PSD. Portanto, é natural que haja aqui e ali uma necessidade de alertar para as diferenças, que aliás são várias. O Carlos Guimarães Pinto fez um post, a meu ver inatacável do ponto de vista do eleitor da IL, que pode ser visto como inoportuno e potenciador de uma guerrilha desnecessária com o Chega. Percebo que se possa pensar dessa forma, mas é preciso ser muito crente para pensar que alguém com um temperamento truculento como é o André Ventura não irá aproveitar todas as oportunidades para se demarcar da IL. Fá-lo-á com todo o gosto, mais cedo ou mais tarde.
Em suma, a questão é outra e é muito simples de formular: como é que a IL e o Chega vão lidar com o facto de terem muitos pontos em comum nos seus programas?
E para responder a esta questão temos de ser rigorosos nas palavras. Mendes da Silva, ex deputado do CDS, escreveu que o Chega é um perigo para o regime. Ora, não há uma única proposta do Chega fora do regime. Nem uma. É um partido democrático, isto é, não aceita contrariado a democracia como é o caso do PCP; e também é um partido que respeita a presença de Portugal na UE, ao contrário do PCP que foi sempre contra. Isto basta para o definir como um partido não só do arco do regime, como até defensor de dois pilares fundamentais do tão propalado sistema que muitos apelidam queirosianamente de “Choldra”.
Por conseguinte, é bom que, da direita à esquerda passando pelo extremo centro, as propostas do Chega (necessariamente dentro do regime, quer por imposição deste quer por decorrência do seu programa) sejam respeitadas e discutidas como as de qualquer outro partido.
Nesta matéria, caberá à IL demonstrar que tem as melhores ideias, as mais adequadas ao país e à defesa dos valores da liberdade individual. Eu acho que as tem, mas terá de o demonstrar. Se o adversário é o socialismo, o Chega não é seguramente esse adversário.
E este não sofre de perturbações mentais?
Chega para cá
Ainda na sequência do meu post de ontem, será sensato reconhecer que os votantes do Chega não surgem do nada e, por muitos votos que tenha ido bucar à abstenção, vários dos apoiantes do Doutor em Direito e licenciado com média final de curso na Nova de 19 valores, virão também de partidos como o CDS e o PSD (aliás como o próprio Ventura).
Ora, se estes votantes/militantes estivessem nas suas agremiações de origem (PSD e CDS, pex) seriam considerados como “tendências” ou “sensibilidades” e os respectivos partidos seriam elogiados pela sua diversidade e pluralidade de opinião interna. Como estão num partido próprio, ficaram repentinamente com sarna, lepra e são indesejáveis…
Além disso, conheço pê-pê-dês, cê-dê-esses bem mais fascistas, securitários e anti-europeus do que gente do Chega. Já para não falar de uma quantidade infindável de socialistas, estatistas e mamistas do estado democraticamente espalhados por CDS e PSD…
Bloco, Pan e PC são muito mais fascistas do que o Chega e é isso que importa demonstrar. Ainda para mais quando são assumida ou veladamente apoiantes de regimes totalitários sanguinários. Admiradores de assassinos, misóginos e homofóbicos como Che(Guevara) não são a mesma coisa do que admiradores do Che(ga).
A conversa da auto-exclusão de André Ventura do processo de reconstrução da Direita será no imediato conveniente e politicamente correcta, mas a prazo contraproducente.
Porco fascista e nazi não entra!
Está em curso um retomar das conversações e preocupações sobre a “Refundação da Direita”, entendida como todo o espaço democrático não-socialista.
Tenho vindo a notar que, salvo erro, todos os actuais líderes e potenciais líderes futuros das agremiações partidárias nesta área política excluem o Chega de André Ventura destes esforços de juntar forças e vontades.
Ora, por muitas e profundas que sejam as divergências de pontos de vista, estabelecer um cordão sanitário em torno de quem se afirma anti-socialista não me parece muito democrático nem útil para “construir pontes” (conforme politiquês da moda).
Pensem nisso.
Limpando contas antigas usando um piaçaba
A pessoa…
Que compra lutas na lama a cada toque no teclado.

Que de vez em quando é apanhada em falso por quem, mesmo sendo pouco recomendável, anda há muitos anos nisto, e se deu ao trabalho de a desmascarar como mentirosa compulsiva.
https://jugular.blogs.sapo.pt/bom-enough-is-enough-a-maria-joao-3929108
Que ainda há pouco tempo (2 anos) partilhava a sua presença num evento em que falavam o atual presidente da IL e o atual presidente do partido libertário mas que entretanto se dedicou a uma campanha negra contra a IL.

O que não resultou (e como deve doer…), levando a mais um vómito…

Que se diz de direita, mas que exulta com a eleição da deputada do Livre.

Que ousou usar o meu nome em mais um delírio mentiroso (no fundo é por isto que escrevo hoje, apenas após as eleições).

Essa pessoa, auto-intitulada feminista e empresária, ficou muito aborrecida por nenhuma mulher ter sido consultada num inquérito. Estranhei duas coisas: 1) esse mesmo facto e as explicações para o mesmo 2) a hipótese subliminar dessa pessoa querer ser consultada.

Empresária? O que venderá em part-time, na empresa do papá, nos intervalos dos seus escarros literários? Parece que vende, entre outras coisas, Piaçabas. Faz muito bem. Não vejo melhor imagem para ilustrar a quantidade de fezes e outros dejectos escritos pela senhora, e que necessitam de correctivo do dito instrumento.

Use-os em proveito próprio, criatura, e desampare-me a loja!
Isto é verdade? O que diz o Livre? E Mota Pinto confirma?
André Ventura escreve: Ontem, depois do debate na RTP, fui cumprimentar todos os deputados eleitos. Deve ser assim em democracia. A Dra. Joacine deixou-me com a mão estendida e disse “Ah, André, desaparece!”. E virou – me as costas.
Felizmente houve uma testemunha de tudo isto, o Dr. Mota Pinto (PSD), que trocava algumas palavras comigo.
Se o princípio agora constitucionalizado do “quem não se sente não é filho de boa gente” for adoptado neste caso qual é o passo seguinte?
Introdução ao acampamento de Verão do BE
Nova disciplina de História para ajudar alunos do 12.º ano a interpretar o presente
«As aprendizagens essenciais estruturam-se em torno de quatro grandes temas: “A História faz-se com critério”; “Global e Local (“Glocal”) e Consciência Patrimonial”; “Passados Dolorosos na História” e, finalmente, “História e tempo Presente”. O tema “Passados Dolorosos na História”, por exemplo, assenta no pressuposto de que o desconhecimento da realidade histórica pode conduzir à instrumentalização do passado.»
Ainda acham que os debates influenciam a votação?
O PAN obteve em Setúbal 4,57% dos votos
Os cartuxos
Caso a partida dos monges Cartuxos tenha passado despercebida, aqui fica o link para uma das várias notícias / reportagens que dá conta do facto…
Notas sobre um desastre eleitoral da direita
Começo por definir em termos latos aquilo que entendo por direita para efeitos deste texto. É de direita todo o cidadão que entende que o motor da economia é a iniciativa privada. Por sua vez, é de esquerda todo o cidadão que entende que cabe ao estado (à política) mandar na economia. Nestes termos, o PSD, o CDS, a IL e o Chega são de direita. Ora, estes partidos vão ser representados por 86 ou 87 deputados. Não são basicamente os mesmos resultados de há quatro anos, conforme disse Rui Rio; nem sequer é rigoroso comparar com as autárquicas onde lhe dá jeito a comparação, isto é, em concelhos como Lisboa e Porto onde fenómenos distintos afundaram o PSD nas últimas eleições. Em suma, a direita perde, embora se salve do desastre que seria ficar com menos de 1/3 dos deputados na AR.
Dentro da direita as coisas mudaram.
O PSD mantém-se claramente como partido liderante, mas não há dúvidas que repetiu grosso modo os maus resultados de Ferreira Leite (2009) e Santana (2005). Há quem diga que o reforço de liderança da direita por parte do PSD prova que é ao centro que a coisa se resolve. Não contesto que o eleitorado do centro é fundamental para ganhar uma eleição, mas isso não quer dizer que o partido não reafirme os valores de direita que estão na sua matriz e que, sobretudo, são partilhados pela esmagadora maioria do seu eleitorado atual e potencial. Este equívoco estratégico, que persiste em Rui Rio, transformá-lo-á apenas num “PS com dê” e não num partido federador do centro e da direita.
O CDS afundou, prejudicado pelo voto útil em Rui Rio e pela emergência de novos partidos como a IL e Chega. Cristas demitiu-se, obviamente.
A IL teve um desempenho fantástico. Uma análise mais fina por concelho e freguesia permite ver votações muito interessantes para um estreante e promissoras para o futuro eleitoral. Para já, parece-me ser um partido fundamentalmente urbano, em contraste com o Chega que me parece ser sociologicamente suburbano.
Ao contrário de Lisboa, no Porto a IL foi prejudicada pelo prestígio de Rio (o PSD ganhou no concelho do Porto – e até me pareceu que Rio está a comentar isso e não o total nacional), facto que também afundou o CDS (elegeu só um deputado) e não permitiu eleger o grande responsável por este resultado, o Carlos Guimarães Pinto.
Por último, queria deixar uma saudação especial à Madame Marques, que fez parte do espontâneo movimento liberal dos blogues e redes sociais que pavimentou o caminho para o surgimento de um partido como a IL, mas que, devido a problemas de saúde mental, não pode saborear devidamente esta vitória. Ficam aqui (e ficam bem) um grande beijinho e desejos de melhoras.
Desculpem mas para esse peditório não dou
Portugal tem como PM um homem que não se controla que literalmente quase desata à estalada na campanha eleitoral. A sustentar o governo temos tido o PCP e o BE uma esquerda radical e extrema que oscila na sua admiração entre Estaline e Chavez. E estão todos enervadinhos porque o Chega elegeu um deputado? Os extremistas já lá estão.
O caso Rui Rio
Desde que Ségolène Royal perdeu as eleições para Sarkozy e levou a noite eleitoral a sorrir de forma tão exuberante que Dominique Strauss Kahn chegou a perguntar aos microfones da rádio “Esta mulher já percebeu que perdeu as eleições?” que não assistia a uma reacção eleitoral tão espantosa quanto a de Rui Rio.
Resumo da noite

*
Desculpem a pergunta
O almirante Pinheiro de Azevedo encarnou no dr Rui Rio?
cds
O CDS teve, em toda a sua história, dois momentos: o da sua fundação, que foi até ao fim da primeira AD, em que beneficiou de um eleitorado vindo, essencialmente, do antigo regime, e o da refundação operada pelo O Independente e Paulo Portas, em que apanhou um eleitorado jovem, cansado do cavaquismo e que se revia na modernidade do projecto político e de comunicação social daquele jornal e do seu director.
O seu segundo ciclo foi completamente dominado pela figura de cada um dos seus dois presidentes, Manuel Monteiro e Paulo Portas, ambos com boa imagem mediática, mais o segundo do que o primeiro. Foi por isso que o CDS voltou a crescer, e foi graças ao carisma mediático do “Paulinho das feiras” que conquistou eleitorado e foi parar duas vezes ao governo.
Todavia, nesta última fase o CDS praticamente nunca ultrapassou os 10%, e foi-se esclerosando em torno da elite dos dirigentes que, com Portas, tirou o partido a Monteiro, no célebre Congresso de Braga. Hoje, os seus dirigentes são ainda os mesmos desse tempo, e o CDS é um partido de velhos-novos, porque, apesar de ainda serem relativamente jovens, já lá estão há décadas, não deixando o partido renovar-se.
Cristas foi das muito poucas que não saiu desse naipe, escolha pessoal de Paulo Portas para o partido e para o governo. Quando se diz que o CDS não arranjará melhor do que ela, é porque ela ainda tinha uma réstia do único argumento que rendia votos ao partido: uma imagem agradável e fresca, que não passava mal na comunicação social.
Tudo o mais é uma desgraça, porque o CDS nunca se preocupou em ser mais do que um clube de amigos em Lisboa e outro no Porto. O Adolfo Mesquita Nunes fugia a este estereótipo, mas, por si só, não chegava, como não chegou e se foi embora.
Consequentemente, o que sobra ao CDS é o vácuo absoluto. E dificilmente sairá dele.
chacun à sa place
O PS perderá, amanhã, a possibilidade da maioria absoluta, porque o Bloco lha tirará. Não serão nem o PSD, nem o CDS, muito menos o moribundo PCP, os responsáveis por isso. O pacto de sangue que António Costa fez com os bloquistas, para ter um governo de legislatura, teve os seus custos: deu palco e poder a uma agremiação política que, de outro modo, penderia, naturalmente, para a irrelevância. O Bloco agradeceu e aproveitou. Amanhã apresentará a conta no Largo do Rato. O carteiro toca sempre duas vezes.
O PSD ficará condenado a ser o maior partido da oposição. E assim ficará, ad eternum, se não perceber que precisa de 116 deputados para voltar a governar e que, para isso, tem de arrumar a direita e construir um bloco político alternativo ao bloco de esquerda. Qualquer criança é capaz de entender isso. Mas será que Rui Rio, com novo fôlego para se manter mais uns anos como líder, conseguirá aceitar que a vocação do seu partido é liderar um espaço político a que ele nega pertencer?
O CDS poderá entrar num suicídio alucinante se decidir correr com Assunção Cristas. Apesar de estar longe da perfeição, não arranjarão melhor do que ela, nem nada que se lhe chegue. Pelo partido do Dr. Portas já se fala no regresso do Dr. Monteiro, o que nos proporcionaria bons momentos de humor. Pedro Mota Soares e Nuno Melo não acrescentariam nada ao que já existe. O que o CDS precisa é de ter presente que não pode ser apenas um clube de bons amigos do Caldas, que se distribuem, de tempos a tempos, por lugares elegíveis em listas de deputados. O CDS não existe sociológica e ideologicamente. E, ou resolve esses problemas, ou desaparecerá, qualquer que seja o líder.
O Bloco, como grande vitorioso destas eleições, ficará, muito provavelmente, com o futuro do próximo governo nas mãos, como, de resto, já teve o do que cessa funções. É evidente que a próxima legislatura lhe sairá mais cara do que a anterior, e, se quiser credibilizar-se como verdadeiro partido de esquerda e não como um grupo de moças de recados de António Costa, terá de ser mais exigente a viabilizar orçamentos. Isso implicará exigir medidas que colidirão com as exigências e os filtros de Bruxelas, que o PS não poderá aceitar. No limite, chegará o dia em que terá de derrubar o governo, ou ficará sem qualquer utilidade para o eleitorado.
O PCP junta, ao problema gerontocrático das suas elites e, principalmente, das suas bases, o de ter sido o partido mais prejudicado pela geringonça. Foi vampirizado pelo PS e pelo Bloco e, se continuar a viabilizar orçamentos de estado amigos de Bruxelas, levará o destino dos seus antigos congéneres europeus, que, durante anos, o Dr. Cunhal conseguiu evitar, com inteligência e pertinácia. Não será, portanto, com o PCP que António Costa poderá contar para mais quatro anos.
PAN: espera-se que, com o abrandar da moda do holocausto ambiental e dos animaizinhos em restaurantes, se torne numa espécie em vias de extinção.
Iniciativa Liberal: consiga, ou não, eleger um deputado, o Iniciativa Liberal tem de compor uma futura solução política à direita. Tem ideias, pode refrescar o ambiente e provará, amanhã, que tem eleitores. Sá Carneiro foi buscar o PPM, que nunca elegera meio deputado, para integrar a AD. Sabia o que fazia. Depois desta campanha, o IL não poderá deixar de fazer parte da solução.
Amanhã será um velho dia
Grosso modo, no Domingo de amanhã tudo ficará igual.
Haverá cada vez mais dificuldade em gerir aparências de prosperidade, pelo que se acentuará a tónica das causas fracturantes e terá lugar disputa pelo melhor desenho legislativo para um homem novo.
A poupança e o património serão atacados como nunca.

*
A crise da siderurgia nacional
27.10.2017: António Costa: “Tenho os nervos de aço”
Isto já acabou, apaguem as luzes
Num país decente, António Costa teria terminado ontem a sua carreira política. Isto não está ao nível de sexo com estagiárias ou envio de fotos em cuecas para moças, isto está abaixo de qualquer lapso de decoro. Isto está ao nível em que já não há nível nenhum. Se o país não se dá ao trabalho de encontrar um único indivíduo que não faça destas figuras enquanto primeiro-ministro, então o problema não é de mais ou menos socialismo ou de falta de crescimento, é de falta de vergonha.
Comparem-se as reacções do CDS e da sua lider perante a atitude desta senhora com a forma como o PS e Costa estão a reagir ao acontecido hoje.
Suponha-se ainda que Assunção Cristas tinha reagido como António Costa. Pois é, a sua vida política estaria dada mais ou menos como terminada.
Até quando o país vai tolerar que o PS se comporte como uma milícia?
Um homem de cabeça perdida
PS apresenta queixa-crime contra homem que acusou Costa de estar de férias nos incêndios
Acusação de Tancos. PS acredita em conspiração política do Ministério Público
António Costa não tem qualquer capacidade para fazer campanhas eleitorais. Não sabe conviver com o povo, em qualquer situação menos favorável só vê conspirações.
Foi um homem de cabeça perdida que acabou esta campanha. Qualquer outro lider teria resolvido o incidente de hoje de forma cordata e simpática. Ele desatou numa berraria, a empurrar quem o interpelava.
António Costa não esteve de férias durante os incẽndos de Pedrogão, fez bem pior: foi de férias depois dos incẽndios de Pedrogão. É óbvio que percebe agora que não devia ter ido.
Escusa de gritar, empurrar, esbracejar. O homem que paralisa nos maus momentos para o país e reage despropositadamente perante as criticas pessoais não dá tranquilidade como titular de cargos de responsabilidade. O PS fecha os olhos perante esta deriva bolivariana como fechou perante Sócrates. Vai ser medonho.
Que todavía hay clases!
Velha boa, Velho mau
Idosa tenta agredir Cristas | #BEM

Idoso manda bocas a Costa | #MAL

“Cativações” de votos de emigrantes
As cativações deste (des)governo chegaram também aos votos dos nossos emigrantes. Eis aqui uma denúncia de Tiago Sousa Dias que transcrevo. É só para reflectirem.
“Não param de chegar queixas de portugueses no estrangeiro a quem está a ser negado o direito de votar. As causas são intermináveis. Os envelopes não têm “To” nem “From”, o selo pago não é reconhecido, no Lobito os envelopes chegaram ontem e hoje (dificilmente chegarão antes de dia 16), no Dubai não reconhecem o modelo de carta, no Canadá e EUA já há envelopes devolvidos pela segunda vez pelas mais variadas razões.
Não tenho dúvidas do que estou a dizer nem da dimensão da conclusão: foram milhares os Portugueses a quem foi negado o direito a votar. A democracia falhou àqueles a quem o Estado já antes falhou empurrando-os para o estrangeiro.
Vergonha!”
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10221701545627469&id=1219952993
Partido PAN: um lobo com pele de cordeiro
Encontrei no Observador uma excelente análise num artigo de José Ribeiro e Castro do que nos espera se o PAN crescer na Assembleia da República. Deixo aqui para reflectirem. Esta é a verdadeira face dos “amigos dos animais”:
“O programa do PAN, com 1196 propostas, é difícil de abarcar em toda a variedade. É um festival de burocracia: entre Estratégias, Observatórios, Planos, Programas, Redes, Centros, Sistemas, Inventários, Registos, Estudos, novas Secretarias de Estado e Direcções-Gerais, Provedores e Plataformas encontrei mais 190, aos mais diversos propósitos. A medalha de ouro atribuí-a aos (vá lá, retenham o fôlego) GLPSSAOSES: “Grupos Locais de Situação de Sem-Abrigo e Outras em Situação de Exclusão Social”. É também um festival de proibicionismo: tem 50-propostas-50 para “abolir”, “impedir”, “interditar”, “limitar”, “proibir”, “vedar” ou “não permitir” isto ou aquilo. É amigo de lobbies que serve diligentemente, como um de psicólogos: contei 30 propostas para favorecer psicólogos, incluindo contemplar “a dedução à colecta, em sede de IRS, na categoria de despesas de saúde, de gastos com Serviços de Psicologia a qualquer área de intervenção e não apenas na área da Psicologia Clínica” – isto é, descontar como saúde gastos que não são clínicos. É um bodo de benefícios e regalias, restando explicar como é que paga tanta coisa, sobretudo depois das marteladas que o PAN propõe dar na economia – pode recear-se que o PAN, ao soltar a ideologia para fustigar o “modelo económico extractivista-produtivista” e propor “a mudança de paradigma baseado no crescimento ilimitado”, esteja a pensar num futuro caracterizado pelo paradigma da recessão ilimitada.
O programa do PAN tem coisas de elevadíssima importância, como “incluir legendas em inglês nos ecopontos das zonas de maior afluência turística”, a par de outras talvez um nadinha intrusivas, como “promover campanhas de sensibilização sobre os impactos ambientais dos produtos de higiene íntima e os benefícios da utilização de copo menstrual” – aqui, não esclarecendo o PAN se, sim ou não, com legendas em inglês. O PAN não deixa, todavia, de nos informar que “estima-se que cada mulher utilize cerca de 15 mil produtos de higiene íntima descartáveis durante a sua vida”.
Tem manifestações de fúria veggie, ao “determinar como regra que todas as refeições nos eventos promovidos pela administração directa e indirecta do Estado são vegetarianas”, a par de ataques de dirigismo informativo, como na cominação de “incluir uma rubrica/peça jornalística diária de divulgação cultural em programas de grande audiência da televisão pública, como, por exemplo, o Telejornal”. E não esquece uma incursão ternurenta pelo programa Walt Disney para a reforma do sistema financeiro, anunciando “criar regulamentação própria com vista à instalação da Banca Ética e das Finanças Solidárias em Portugal”.
Entra a sobrepor a ideologia à decisão exclusivamente técnica e científica em matérias de saúde, seja na questão da “doação de sangue por parte da população LGBTI+”, seja na proibição de intervenções cirúrgicas “à nascença de bebés e crianças intersexo” (carregando nas tintas como “mutilações genitais”) – trata-se de matérias em debate, mas que devem ser decididas pela ciência médica, não por programas partidários. E lança uma girândola de ideologia de género: “alargar a autodeterminação no reconhecimento legal da identidade de género a jovens menores de idade”; “possibilidade da abolição da menção de género/sexo em documentos oficiais”, na linha do combate por “processos legislativos cada vez menos centrados no binarismo de género”; e insistência nas barrigas de aluguer, acrescentando o “alargamento do acesso a homens solteiros e casais de homens.” Já, porém, quanto às vacas, sempre na ordem do dia, a doutrina é diferente, velando pela estreita relação filial/maternal entre vitelo e vaca: “Regulamentar a separação dos vitelos das suas progenitoras, considerando que actualmente é possível a sua separação nas primeiras 24h de vida”.
É generoso para além da natureza, ao garantir, “a obrigatoriedade da existência de sombra e a protecção contra as intempéries nos pastos extensivos”, ou seja, pradarias com abrigos e coberturas, “para além – acrescenta o PAN – das demais condições que devem ser asseguradas aos animais”. O que serão? Instalações sanitárias? Balneários? É possível – trata-se de gado vegetariano, todos os privilégios são poucos.
O PAN (tal como o Bloco) prevê autorizar os médicos a matar doentes a pedido – a eutanásia -, sob o falso eufemismo de “morte assistida”, que é a prática comum e humana de chegar à morte com assistência médica e os cuidados de familiares e amigos. Ameaça a independência partidária do Procurador-Geral da República e do Presidente do Tribunal de Contas, mudando a fonte da sua indicação para a Assembleia da República. Abre um paraíso para os “hackers”, ao anunciar a criação de “um portal para consulta facilitada sobre os dados de cada cidadão que estão a ser recolhidos, por que entidade e qual a sua finalidade”. E previne-nos para a “conhecida Declaração de Cambridge de 2012”, em que “cientistas na área das neurociências declararam, pela primeira vez, que animais não-humanos (designadamente mamíferos, aves e polvos) possuem os substratos neurológicos, neuroanatómicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência em linha com a capacidade de exibir comportamentos intencionais, devendo, por isso, haver mais exigência no seu trato e mais respeito pela sua existência e natureza.” Esta constatação levará a importantes consequências: por um lado, podemos dizer adeus a pitéus como a salada de polvo, o arroz de polvo e o polvo à lagareiro, uma vez que o saboroso cefalópode está coberto pela esmerada atenção dos sábios de Cambridge; por outro, impõe uma série de medidas de educação alimentar dos animais selvagens carnívoros, a fim de passarem a herbívoros – que é como quem diz vegetarianos –, não só porque será melhor para a sua saúde e pegada ecológica, mas porque há que pôr fim à prática cruel de devorarem outros animais vivos sencientes. Estas medidas não constam deste programa do PAN para 2019; certamente estão guardadas para 2023.”
Ainda assim, Iniciativa Liberal
Partilho inteiramente o que diz o Vítor sobre a eutanásia. Ainda assim não vejo que tal seja motivo para não votar na Iniciativa Liberal no próximo domingo. Creio que ele concordará que será impossível encontrar algum partido onde estivéssemos de acordo com todas as propostas. Aliás, tenho a certeza que se fosse eu próprio a escrever todas as propostas partidárias para uma legislatura, ao fim de um mês era bem capaz de já não concordar com uma ou outra.
Eu subscrevo o que já aqui disseram o Rui A. e o jcd e votarei na Iniciativa Liberal. A minha discordância com várias propostas não é justificação para deixar de votar em quem, e pela primeira vez no espectro partidário, assume as ideias e valores liberais que há mais de 15 anos neste blog e noutros locais temos defendido. Aliás, divergências e discordâncias são coisa que não tem faltado neste blog que sempre se assumiu liberal e nem por isso deixamos de seguir um caminho junto. Nem teria graça de outra forma. Discordar é algo muito liberal. E seria pena perder ou diminuir a oportunidade de eleger um deputado liberal, com o risco de ser eleito mais um deputado comuna ou socialista de qualquer espécie e tonalidade de pantone, que é no que se resumem todas as demais alternativas.
O legado catastrófico de Costa
Enquanto nos distraem com o “apocalispe” do clima, a verdadeira catástrofe aqui mesmo no nosso país, soma e segue com uma destruição “ciclónica” como não há memória. O pupilo de Sócrates, fiel amigo e braço direito, não desiludiu o mestre e com primor aplicou todo o desgoverno possível para nos tornar na próxima “Venezuela da Europa”.
Se bem se lembram a primeira medida desastrosa em 2015 e lesiva para o contribuinte, foi a resolução do Banif. A compra compulsiva por parte do Santander foi muito bem planeada pelo actual executivo, que com uma notícia falaciosa, acelerou o declínio do banco. Tudo isto para justificar a necessidade urgente de actuação, que na verdade escondia um milionário empréstimo ao Estado, contratações de ex políticos do PS para chefias do Santander e impedir que entrássemos em 2016 para que a normativa da UE, que põe os grandes depositantes e accionistas a pagar os prejuízo não fosse aplicada no Banif, para proteger os amigos envolvidos nesse banco. Bruxelas que afirmou que “estava disposta a continuar em 2016 qualquer novo plano de reestruturação” nem sequer foi ouvida.
Depois veio a “CGDgate”. O vazamento de e-mails confirmavam um acordo de Centeno e Domingues para administradores não declararem rendimentos. Como a união faz a força, a geringonça impediu uma comissão de inquérito. Lindo! A juntar a isto a administração cresceu para 19 elementos, aumentou salários aos dirigentes, fechou centenas de balcões e despediu milhares de trabalhadores pois claro, para de seguida injectar 6 mil milhões dos contribuintes neste banco para ele continuar… público.
Na segurança, chegou a tragédia maior: os fogos mortais em Julho 2017 de Pedrógão. Centenas de mortos, feridos e desalojados. Gente entregue à sua sorte quando o maior fogo de sempre tudo. Seguiu-se milhões em donativos que foram desviados pela autarquia e pelo REVITA criado pelo governo. A Protecção Civil carregada de boys que meses antes tinham assumido os cargos e que muitos deles nem sequer eram da área, deixaram engolir tudo pelo fogo. Enquanto isso, Costa foi tranquilamente de férias mas estava a seguir tudo pelo telefone, disse. Foi quando se descobriu que o SIRESP não funciona quando faz falta mas é muito bom e infalível nas clausulas contratuais do tempo do Costa como ministro do MAI, para não assumir responsabilidades e sugar o contribuinte até ao tutano. Como a lição não foi bem aprendida (os maus alunos são assim) repetiram-se as tragédias com os grandes fogos de Outubro que ceifaram o resto do país até ao pinhal de Leiria mas que foram um sucesso porque não morreu gente, afirmou Costa todo orgulhoso pela proeza. A seguir veio a derrocada anunciada e com conhecimento do governo – Galamba tinha lá estado meses antes – da estrada de Borba com mais 5 mortes por inércia do Estado.
Na justiça, o afastamento de Marques Vidal com apoio de Marcelo e um sorteio de um juiz para o Processo Marquês que se repetiu 4 vezes até dar o resultado pretendido: Ivo Rosas (o juiz arquivador já deveras conhecido no meio por arquivar tudo). O “insuspeito” vencedor ainda não parou de minar o processo que envolve Sócrates obrigando o MP a fazer queixa. Portanto, mais um “gate” para juntar à lista.
E por falar em “gate” tivemos o Galpgate, familygate, golasgate e o mais recente , Tancosgate que não pára de nos surpreender com um furto a um paiol que acabou em encenação de recuperação de armamento furtado e com cada vez mais evidências de que o envolvimento neste caso cabeludo não se limita aos que se demitiram do governo.
Nas finanças e economia, uma subida de impostos indirectos e criação de outros tantos novos que nos colocou com a maior carga fiscal de sempre; uma economia que cresce miseravelmente – apesar das condições conjunturais favoráveis como há muito não se registava – com os países de leste acima de nós e uma dívida pública que nunca parou de subir e está já nos 252 mil milhões.
Nos transportes públicos assistimos à degradação diária com supressões na CP e Soflusa com filas intermináveis de gente à espera e passes baratos que não servem para nada porque não há transportes suficientes.
Na saúde tomamos conhecimento da falta de medicamentos nas farmácias; dos hospitais sem dinheiro para despesas correntes, com falta de material, de pessoal, de manutenção nos equipamentos; das listas de espera por consultas que aumentam; das consultas que se cancelam para obesos; dos cortes nos tratamentos oncológicos. Em suma um SNS em ruptura.
Tivemos reversões ruinosas: da TAP cujos obscenos prejuízos voltamos a ser nós contribuintes a ter que os assumir e as 35h no sector público que fez disparar a factura das horas extras no ministério da saúde atingindo o valor mais elevado de que há registo e a redução do IVA da restauração que, nem aumentou emprego nem melhorou a oferta.
Vimos ainda a censura nas plataformas digitais, a manipulação dos órgãos de comunicação social, caos nos serviços com filas intermináveis nas lojas do cidadão e bateu-se o recorde de greves de todos os sectores de actividade.
O momento alto foi a introdução secreta sem debate, sem escrutínio da Ideologia de Género nas escolas públicas que tal como o nome indica não é uma ciência é uma doutrina sob a falsa capa da “igualdade de géneros” e a assinatura do Pacto Global das Migrações que compromete seriamente o futuro da nossa nação.
Nesta brilhante desgovernação houve ainda lugar a 15 demissões:
- Francisco José Ferreira, líder do PS de Arouca fazia parte do gabinete do secretário de Estado da Protecção Civil (caso das golas);
- José Artur Neves, secretário de Estado da Administração Interna (caso das golas);
- João Soares ministro da cultura (caso das bofetadas);
- João Wengorovius Meneses, secretário de Estado da Juventude e Desporto,em “profundo desacordo” com o ministro da Educação;
- Nuno Félix, chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e do Desporto (licenciaturas falsas);
- Rui Roque,adjunto do primeiro-ministro para os Assuntos Regionais (licenciaturas falsas);
- Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde (caso Raríssimas);
- Rocha Andrade, secretário estado Assuntos Fiscais (caso Galpgate);
- João Vasconcelos secretário estado Indústria (caso Galpgate);
- Jorge Costa Oliveira secretário estado Internacionalização (caso Galpgate);
- Constança Urbano de Sousa ex-ministra da Administração Interna (incêndios Pedrógão Grande);
- Azeredo Lopes, ministro da Defesa (caso Tancos);
- Carlos Martins, pasta do Ambiente (caso Familygate);
- Armindo Alves, adjunto e primo de Armindo Alves (caso Familygate);
- João Ruivo, marido da secretária de Estado da Cultura com funções na secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional (caso Familygate).
Não admira pois, que com tanta coisa às costas o Costa não aguente as dores.
