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a expiação dos pecados mortais da direita portuguesa

1 Novembro, 2018
by

Reunião de pessoas da direita portuguesa profundamente democrática e liberal, logo, imensamente anti-bolsonarista, expiando os pecados da direita portuguesa anti-democrática e iliberal, logo, imensamente bolsonarista. Na foto podem ver-se alguns rostos e costas conhecidos.

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Uma peça jornalística verdadeira mesmo

31 Outubro, 2018

Porque hoje é o meu aniversário, peço especial abébia pela eventual comiseração causada quer pelo teor, quer pela extensão do texto que de seguinda reproduzo. Muito obrigado.

Há uns anos, quando um grupo de jovens decidiu acampar no Rossio para acabar com a austeridade (e plantar rabanetes), decidi seguir o evento com grande atenção por o ter considerado tão interessante quanto a multiplicação de partidos com foices e martelos em 1975. Sabia que seria algo que duraria três ou quatro dias, independentemente dos resistentes (ou, mais propriamente, inconscientes) que ficariam perante a extinção da chama revolucionária. Eis o relato.

Dia 1 – Manhã
O ambiente é de festa. Montam-se tendas, partilham-se croissants, tofu e os primeiros charros. Toda a gente emana uma alegria contagiante, de quem sabe que vai mudar a história do país e, inclusivamente, do mundo com a resistência passiva de Gandhi nos seus tapetes de ioga da Primark. Os discursos sucedem-se, anarquicos: todas as vozes são necessárias e não há ninguém cuja contribuição seja dispensável. Alguém propõe homeschooling, o cluster estratégico da marijuana e o amor livre em festivais pop como forma de combate à austeridade. Outro, calçando umas sapatilhas Nike, sugere que festivais pop têm que ser gratuitos para os jovens e financiados compulsivamente pelo grande capital; terminou a intervenção com uma foto da assembleia com o seu iPhone. O discurso seguinte é de um pacifista que defende que a paz que todos desejam só pode ser obtida prendendo os fascistas. Toda a gente dá as mãos.

Dia 1 – Tarde
Dada a dificuldade em atribuir uma ordem justa para as intervenções políticas, é criada uma mesa para gerir as inscrições para discurso. Para que todos possam contribuir equitativamente, as intervenções são limitadas as dez minutos. Alguém usando blusão de couro comprado em 1983 na Roménia — e que não é bem couro mas uma napa muito resistente (apenas em teoria) — sugere efusivamente que os porcos capitalistas devem ser pendurados nos candeeiros da cidade. A intervenção é interrompida com o alegre convivência entre aplausos e apupos. O recém-eleito presidente da mesa recebe do auto-nomeado vogal o microfone para intervir, exigindo que os discursos sejam pautados pelo máximo respeito pelos valores humanistas de Marx, Lenine e, antes que dissesse Estaline, é interrompido pela assembleia que grita: “Trotsky”. Não é permitido ao jovem cinquentão de napa que termine a intervenção e são apagadas as fotos do seu inflamado discurso dos iPhones de registo oficial do comité organizador do evento espontâneo. Entretanto, chega uma delegação oficial de um partido com representação parlamentar e, antes que o mais proeminente membro dessa delegação suba ao palco para falar na vez de todos os previamente inscritos, tiram-se selfies. A RTP está lá, pronta para cumprir a sua função de assessoria ao partido.

Dia 2 – Manhã
Após a noite na calçada fria, os ânimos estão redobrados. Algumas activistas pedem para que os trabalhos comecem mais tarde de forma a poderem ir à farmácia comprar pílulas do dia seguinte para “quem precisar”. A mesa anuncia que foram criadas três comissões independentes: a comissão de planeamento de acção política, a comissão de intervenção no planeamento social e a comissão de gestão de intervenções livres de quem quiser intervir. São afixadas as regras de participação no debate, que cabem em apenas três cartolinas A3. Alguns activistas, impelidos pela necessidade de uma resposta mais musculada em relação à simples plantação de rabanetes, criam uma mesa independente, livre de censura, onde todas as pessoas que subscrevem os valores da revolução armada podem intervir. O acampamento divide-se em dois.

Dia 2 – Tarde
Após o almoço comunal de cada uma das nove facções criadas entre a última intervenção da mesa original, duas delas por criação espontânea de dois transeundes turistas oriundos da Finlândia num voo Ryanair, são criadas mais trinta e sete facções. A facção humanista entra em conflito com a facção bélica da facção pacifista da mesa rebelde criada após a primeira cisão com a mesa original (num desenho percebem-se melhor as relações). São atiradas pedras da calçada e é necessária a intervenção das forças dos que vestem de preto e não têm cabelo com chocas. Uma cabra da facção hindu é atingida e morre. O representante que ficou toda a noite do partido com representação parlamentar abandona o local, não por divergências e sim porque “já tinha trabalho parlamentar agendado para hoje”, confima a RTP.

Dia 3 – Manhã
A Liga Feminista de Intervenção Social criada durante a noite decide banir do recinto todos os resquicios do heteropatriarcado. Sete senhoras participam num acção teatral que consiste na defecação irónica na fotografia de Angela Merkel. A forte presença de metano no recinto afasta a Facção Lenhadora Que Também Canta Céline Dion. A Comissão Para A Igualdade De Género Trans e Hipertrans, criada da cisão entre a Comissão Para a Passarinha e a Comissão para o Dildo de Silicone passa uma moção que considera sexo vaginal uma aberração opressora cuja finalidade única é a reprodução para um planeta judaico-cristão, um acto que consiste em destruir a liberdade de crianças ao serem sujeitas a nascer sem consentimento prévio para um mundo podre pelo capitalismo.

Dia 3 – Tarde
A ameaça de chuva e dos cabeças rapadas da Facção Hitlariana pela Liberdade Universal faz com que um número significativo de activistas abandone o recinto. Não levam as tendas porque estas foram ocupadas pela Facção Okupa – Uma Casa Para Todos. Na mesa do canto (penso que é a Mesa Verdadeira Da Revolução Verdadeira Versão 8.2) é aprovada uma moção de desmobilização.

Dia 4 – Manhã
A polícia retira os últimos drogados do local sem que estes se apercebam.

E assim termina o relato da Direita portuguesa. Podia ser pior: podia ser igual à esquerda.

A ver e ler

31 Outubro, 2018

Pouco ou nada comentada esta entrevista de Pedro Ferraz da Costa, Presidente do Conselho Directivo do Forum para a Competitividade, merece ser ouvida.  Em Espanha os empresários começam a verbalizar o seu cansaço com o maniqueísmo que apresenta o sector público como virtuoso e o privado como um mal.

O Estado da Noção

31 Outubro, 2018

BP

 

“empresas e empresos”

30 Outubro, 2018

Nenhum pequeno ou médio empresário se pode hoje dar ao luxo de ter um discurso como Juan Roig, homem-forte do grupo Mercadona. Juan Roig é muito rico e velho, dois factores para que diga o que pensa sem temer pelo futuro. Ou até para fazer humor ao falar de “empresas e empresos”.

 

Iluministas

30 Outubro, 2018

Nos próximos dias a chuva, o sol, o vento e tudo o que de mau possa acontecer será por culpa do Bolsonaro. O fascista de ontem já foi. Agora é Bolsonaro. Se espirra. O que diz. A catástrofe. O horror… Até que outra criatura vai ser o boneco vudu destas élites a quem o despotismo esclarecido surge cada vez como mais tentador.

#DireitaHaddad

30 Outubro, 2018

fernando-haddad----confirmado-vice-em-conven----o-do-PT

O hashtag #DireitaHaddad tem sido utilizado por diversas pessoas penso que não com intuito insultuoso ou desrespeitoso, mas em jeito de síntese sobre a perplexidade com que no campo não socialista muitos tomaram conhecimento da declaração de voto no candidato do PT (caso fossem eleitores brasileiros) por parte de vários liberais.

Tem servido também para aplicação a casos de pessoas na Direita portuguesa que não deixaram claro que, tendo de optar apenas entre os dois únicos participantes na contenda presidencial, nunca e em circunstância alguma votariam Haddad.

O assunto fica contextualizado ainda por uma série de artigos de opinião publicados em diversos media e nas redes sociais por autores da nossa Direita defendendo a necessidade de retirar do debate político a carga moral com que normalmente são tratados os temas da sociedade, nomeadamente os mais polémicos.

Totalmente de acordo se por isto se quer dizer que um indivíduo não deve arrogar-se moralmente superior a outro indivíduo numa discussão. Isso não! Julgamentos de carácter, dispenso.

Agora, para quem como eu tem argumentado que “Imposto é roubo!” ou que “O estado-social é imoral“, é absolutamente central isto:

(é necessário) restaurar o espírito do Liberalismo Clássico. Reconhecer e divulgar a superioridade moral da defesa das liberdades individuais por contraponto a qualquer das alternativas ideológicas existentes.
A autoridade moral do Liberalismo deve ser central nas discussões e análises sobre o nosso futuro enquanto sociedade. As causas do Liberalismo são superiores, em todos os aspectos, a correntes de pensamento que conduzem a uma vida em sociedade a caminho da servidão.
A juventude deve ser galvanizada pelo argumento da superioridade moral do individualismo.
Só a ética e integridade individuais poderão sustentar um caminho de Liberdade.

 

Desculpem a presunção de citar a mim próprio deste artigo no Observador, mas é só mais prático para deixar claro que não deixarei de ter como referência uma Autoridade nem esquecerei a existência de Direitos Naturais do indivíduo.

Nem tudo é relativo. Há Moral.

*

anjos exterminadores

30 Outubro, 2018
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Nas minhas intermináveis leituras sobre a Revolução Francesa (perdoem-me o pretensiosismo, mas, de facto, passei anos a ler sobre o tema), quando chegava aos massacres de Setembro de 1792, instigados por um psicopata chamado Marat e fomentados por boa parte dos Cordeliers, a historiografia apologética do Terror arranjava sempre um excelente argumento para justificar o injustificável: «a fúria purificadora do povo», que, qual anjo exterminador, dizimara quem o tinha explorado. Pois muito me espanta agora não ver esse mesmo entusiasmo, por parte de alguma esquerda lusitana, pelo facto do povo brasileiro, num exercício de soberania castigadora de quem o andou a roubar ao longo de anos, ter dizimado o PT. Sem que tenha havido massacres e mortos, que não meramente eleitorais e políticos. Eu, por mim, acho que essa esquerda se anda a afastar do povo soberano.

Foi lapso, senhor, foi lapso

30 Outubro, 2018

Li por aí tanto apelo a que se denuncie tudo o que nos pode levar a tempos mais tenebrosos e colocar em causa a liberdade, que resolvi aderir a tão nobre causa. Eis portanto o meu primeiro contributo:


«Margarida Martins é Presidente da Junta de Freguesia de Arroios e deputada na Assembleia Municipal de Lisboa, onde integra a 5ª, 6ª e 7ª Comissões Permanentes.» Fonte: Grupo Municipal do PS Lisboa

Fazendo contas

30 Outubro, 2018

*Helena Roseta: a uma candidatura presidencial de frente de esquerda

*Paulo Portas: a um regresso

Jair e voltar

30 Outubro, 2018

Jair Messias Bolsonaro é um chapado idiota e um tipo sem preparação alguma para a função. Mas não é original, vários como ele também tiveram sucesso. Politicamente conseguiu cavalgar a onda que varreu o Brasil nos últimos tempos, conseguindo agregar todo o sentimento anti-petista que grassa no país. Milhões de brasileiros que votaram PT nas últimas 4 eleições parecem ter-se fartado e preferem qualquer coisa, nem que seja Bolsonaro, a terem de viver novamente sob o governo do PT. Bolsonaro conseguiu cilindrar todos os partidos e candidaturas dos ditos partidos moderados mediante um discurso agressivo, violento, insultuoso, populista.  Todos os outros perderam o pé porque a população os vê, juntamente com o PT, como parte de um mesmo polvo de corrupção e de inacção que se tem espalhado em todos os níveis da sociedade e do Estado.

Obviamente ele não é um fascista. Para isso teria de ser um colectivista, um revolucionário, um líder de massas, um defensor do corporativismo, um estatista. O que não é. As esquerdas insistem em desvalorizar o verdadeiro fascismo colocando tal rotulo em todos os que se afastem ligeiramente das suas próprias ideias. Um mau serviço que prestam à democracia e à liberdade, e que as impede de ver o fascismo onde ele de facto acontece.

Bolsonaro insere-se nas correntes militaristas, autoritárias e caceteiras de cariz conservador tipicamente sul-americanas, cujas práticas foram aplicadas em tantas ditaduras repressivas nas décadas de 70 e 80 do século passado em quase todos os países da América Latina.

Mas não é o sujeito perigoso? Certamente. Eu sou dos que acho que quem diz certas coisas em campanha é bem capaz de as tentar cumprir quando chega ao poder. O que seria uma tragédia para os brasileiros. Que no entanto parecem acreditar nas suas instituições e desvalorizam (pelos testemunhos que a imprensa/tv nos mostram) aquilo que apenas entendem como «excessos de linguagem na campanha». Não estou tão certo disso. Com gente daquele estilo, militarão, cobardola e de verbo fácil, é aconselhável leva-los a sério e estar prevenido quando chegam a pôr as mãos no poder. Mas de facto parece haver à partida mais confiança nas instituições democráticas e no Estado de Direito nos adeptos bolsoranistas do que nos petetistas. Não sei de momento quem terá razão. É verdade que o sistema politico e jurisdicional brasileiro foi capaz de absorver sem violência e com maturidade a destituição de uma presidente e o julgamento, condenação e prisão de um outro presidente, o que pode indiciar estarem as instituições prontas a resistir na defesa do Estado de Direito. Quem na altura colocou em causa o Estado de Direito recusando os veredictos, as provas, os julgadores e as instituições, ameaçando não as respeitar foram os petistas.

Mas resistirá  o Estado de Direito às iniciativas de Bolsonaro, se o mesmo levar por diante todas as suas ameaças que proferiu em campanha? É bastante incerto. Até porque por vezes iniciando-se um processo, o mesmo pode escapar de qualquer controle se o líder for um incapaz ou inábil e ser tomado directamente em mãos pelos seus apoiantes de forma caótica e totalmente à margem da lei. E aí é difícil de voltar ao lugar, em especial se as instituições do Estado forem coniventes, pela acção ou inacção. Que é na verdade o que falta mesmo saber: se, apesar de toda a corrupção endémica e estrutural brasileira, a liberdade, democracia e o Estado de Direito são suficientemente fortes no Brasil para aguentarem o embate com as promessas do novo presidente e com as reacções dos seus opositores.

Propostas para uma verdadeira democracia. Ou uma democracia-manicure

29 Outubro, 2018

*O voto dos imigrantes passa  a ser feito pelo representante da comunidade. O senhor Mamadou Ba é nomeado presidente da comissão de avaliação dos representantes das   comunidades.

*Nas eleições cujos resultados não correspondam aos anseios dos activistas, jornalistas e intelectuais a vitória é atribuída a quem ficar em segundo.

*Blogues, comentários e opiniões que não sigam a linha justa passarão a ser automaticamente criminalizados

*Depois desse momento libertador em que se viu a deputada Isabel Moreira  a pintar as unhas das mãos devemos unir esforços para a senhora deputada passe a pintar as unhas dos pés. A depilação pode ficar para a próxima legislatura.

Uma democracia em que o povo vota dá sempre mau resultado…

29 Outubro, 2018

… a não ser que vá para o governo quem fica em segundo lugar.

Mas o mundo continua perigoso porque consta que a direita inorgânica de Portugal elegeu um fascista no Brasil.

*

E agora para onde parte a brigada da salvação do governo português?

29 Outubro, 2018

Agora que o Bolsonaro foi eleito, o Trump tb, o Salvini idem (e já agora tb houve eleiçºoes na Alemanha), o Brexit anda por aí… alguém sabe qual a campanha  eleitoral que vai ocupar as energias dos apoiantes do governo português?

Reparo tb que já está em curso a passagem do pior que pior não podia haver a menos mau: Trump já vai a assim assim. Bolsonaro é agora o pior pior. Nesta escala só não sei onde colocar Maduro.

O melhor programa de comentário destas eleições brasileiras

29 Outubro, 2018

Por razões que o pensamento não alcança a TVI optou por constituir um painel de cómicos para comentar as eleições brasileiras.

Ali pelas 22h 27 um dos convidados explicava “Isto é um problema sexual, entendeu? O fascismo é um problema sexual. As pessoas são simultaneamete possibilidades masculinas e possibilidades femininas. Toda a vez que o homem tenta eliminar nele tudo o que há de feminino nele ele passa a ter ódio do feminino e ao ter ódio do feminino ele se junta a um poder masculino. Esse homem, Messias, ele catalizou a insatisfação do homem brasileiro e propôs ao homem brasileiro uma potência que śo interessa ao impotente.”…

Depois do sexo passaram para os algoritmos, as redes sociais e o dinheiro que,  afiançavam aquelas mentes, tal como a religião é uma fantasia. Um dos tais cómicos que se fazia passar por  editor de política internacional da TVI após uma performance de  apelo às massas passou para as teorias da conspiração… Enfim,  um programa para a história.

 

 

fascistas aos molhos

28 Outubro, 2018
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O Presidente da República Portuguesa felicitou Jair Bolsonaro pela sua eleição. O Presidente da República Portuguesa é fascista.

Sem título ;-)

28 Outubro, 2018

De repente pôs-se uma noite maravilhosa…

Conselho para sair vencedor das eleições

28 Outubro, 2018

Deixem-se de assessorias de imagem. Mandem fora os consultores. Poupem trabalho e dinheiro.Para que um candidato seja eleito basta:

* ter todos os dias em todos os canais de televisão e rádio  comentadores que se declaram 100% contra o candidato em causa

*ser objecto de um movimento tipo EleNão

*em todos os noticiários os potenciais eleitores desse candidatos devem ser apresentados como incultos  e em seguida insultados

*Distribuam milhares de fotos deste género

index

 

The Times They Are A-Changin’

28 Outubro, 2018

The Times They Are A-Changin’ (1963)
Bob Dylan

Come gather ‘round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You’ll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin’
Then you better start swimmin’
Or you’ll sink like a stone
For the times they are a-changin’.

Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won’t come again
And don’t speak too soon
For the wheel’s still in spin
And there’s no tellin’ who
That it’s namin’.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin’.

Come senators, congressmen
Please heed the call
Don’t stand in the doorway
Don’t block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There’s a battle outside
And it is ragin’.
It’ll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin’.

Come mothers and fathers
Throughout the land
And don’t criticize
What you can’t understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin’.
Please get out of the new one
If you can’t lend your hand
For the times they are a-changin’.

The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin’.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin’.

Compositor: Bob Dylan © Sony/ATV Music Publishing LLC, Audiam, Inc

Dilema rive gauche

28 Outubro, 2018

Se os resultados das eleições em Portugal forem os que circulam os patrões tão de esquerda, tão sensíveis, tão indignados com o candidato Bolsonaro vão continuar a entregar a lida da casa, o tratamento das unhas e o ir buscar as crianças à escola nas mãos da fascista, racista, homofóbica enfi nazi que votou no dito Bolsonaro?

Se fosse Brasileiro…

28 Outubro, 2018

BatatoonFiz há umas horas e por mera chalaça uma sondagem no Facebook em que perguntava às pessoas se, caso fossem Brasileiros, em quem votariam para Presidente da República Portuguesa. Duas únicas hipóteses de resposta foram consideradas: 1) Marcelo Rebelo de Sousa ou 2) Batatoon.

O inquérito já vai com mais de uma centena de votos e os resultados parciais indicam que mais de 95% das pessoas votou no palhaço. No Batatoon, bem entendido.

Olho agora para aquilo que no início era para mim uma brincadeira de auscultação de opinião como uma réstia de esperança de sanidade e crença nos Portugueses.

Agradeço que não me expliquem a irrelevância estatística do exercício.

Permitam-me uns momentos de ilusão.

*

 

 

 

O fascismo que aí vem e o fascismo que aí está (2)

28 Outubro, 2018

O Rui A. assinala, e bem, o carácter fascista do regime venezuelano. Mas julgo conveniente realçar que neste caso não estamos apenas a usar o termo «fascista», como faz grande parte da esquerda mais radical, como mero adorno retórico,  visando denegrir, desvalorizar, criticar um qualquer movimento ou situação politica que não seja do seu agrado (técnica politica aliás com raízes fascistas….). Para a esquerda radical e de visão mais totalitária, a eventual  vitoria de Freitas do Amaral sobre Soares seria o fascismo, a Aliança Democrática era o retorno do fascismo,  Cavaco teria tido práticas fascistas, Passos Coelho era o introito a um período fascista, Bush, Sarkozy, Tatcher, e agora Macron todos eles seriam uma frente avançada de cariz fascista. De tal forma usam esse termo que, como bem assinala o Rui A., esquecem ou melhor dizendo, propositadamente evitam falar sobre fenómenos, eles sim, marcadamente fascistas.

A Venezuela de hoje é, nas ultimas décadas, o projecto politico mais próximo das teorias fascistas dos anos 20 do século passado. O Fascismo foi um projecto e prática politica assente em algumas ideias base: movimento de massas  dirigido por líder carismático;  com significativo enraizamento nas classes operárias; marcadamente anti-burguesia; anti-liberal; contrário à democracia parlamentar e liberal; advogando o uso da violência como prática politica de controle e assumpção do poder; defensores do controle e expropriação das grandes empresas e dos grandes proprietários de terra; contrários à livre associação fosse ela sindical, civil ou politica; defensores do modelo corporativo onde as diversas formas de organização social fossem agrupadas consoante a sua classe económica e social sob a tutela do Estado; defensores de um visão totalitária do Estado, sendo este o representante único e exclusivo da nação e da sociedade; nacionalismo extremo baseado em mitologias do passado que se pretendiam recuperar e reviver; utilização de milícias e militarização das estruturas do Estado.

Ora, em grande parte é o que sucede na Venezuela. Chaves e Maduro criaram e alimentam o mito do bolivarismo como base ideológica que sustente as suas politicas, baseadas num conceito de socialismo colectivista e nacionalismo hiper-exacerbado.

Criaram e utilizam milícias populares sob a designação Milícia Nacional da Venezuela  a qual integra mais de um milhão de membros e que tem sido instrumento de repressão e ameaça sobre forças opositoras; tomada do controle e propriedade de quase toda a força económica do país (petróleo; siderurgia, bancos; telecomunicações; energia eléctrica, cimenteiras; nacionalizou mais de 5,2 milhões de hectares de terrenos agrícolas;

O regime persegue, prende, tortura e mata opositores políticos; organizou umas «eleições» para uma Assembleia Constituinte onde os partidos não podiam apresentar candidatos, sendo os eleitos escolhidos de acordo com critérios corporativistas (municípios, sindicatos, conselhos comunais, grupos indígenas, agricultores, estudantes e pensionistas); o regime perdeu as eleições para a Assembleia Nacional, o orgão legislativo em 2016, mas o Presidente Maduro impediu o seu regular funcionamento e os poderes legislativos foram posteriormente trespassados para a Assembleia Constituinte onde não existe oposição, significando na prática o arresto do poder legislativo pelo poder executivo e por um único partido; deputados viram retirada a sua imunidade e foram presos, tiveram de se exilar ou são acusados e perseguidos por crimes políticos;

O regime militarizou toda a economia, sendo militares 11 dos 32 ministros, incluindo Fazenda, Agricultura e Alimentação. O ministro da Defesa chegou ao ponto de indicar «um general ou um almirante» responsável pela produção ou importação e distribuição de 18 produtos alimentares e também dos medicamentos. Pelo menos a casta militar não passa fome e é uma forma de fazer com que a corrupção se infiltre totalmente nas FA, vital para a manutenção de Maduro do poder. Qualquer regime totalitário vigora sem problemas quanto mais igualitários na pobreza, miséria e dependência forem os seus cidadãos. É esse o caminho que está a ser feito, propositadamente, na Venezuela. O descalabro financeiro, económico e social da Venezuela é fruto, não de algum acidente, não como consequência exterior, mas fruto de uma vontade politica do seu próprio governo. Quem ainda pode foge, e o regime agradece, pois reforça o seu poder.

Em suma, praticamente todas as características do Fascismo estão já presentes no Estado venezuelano. E a sua «constituinte» prepara-se para acelerar tal projecto. Ao contrário dos anos 20 e 30 do século XX, nenhum regime tem hoje interesse em assumir claramente o seu projecto totalitário. Ainda há partidos na Venezuela, mas os seus principais dirigentes estão presos, são perseguidos ou impedidos de agir; ainda há meios de comunicação, mas são ameaçados, os jornalistas espancados ou perseguidos; ainda há manifestações, mas a repressão das milícias e dos grupos para-militares e das forças do Governo é brutal e impiedosa. Na prática toda e qualquer oposição é intolerada, qualquer veleidade democrática impedida, qualquer brisa de liberdade ou de protesto reprimida.

Há vários regime totalitários no mundo, alguns ainda mais repressivos e sanguinários, mas apenas a Venezuela assume uma prática e fundamentação claramente fascista. Para desgraça daquele povo e no silêncio e cegueira voluntária de todos os que à esquerda clamam contra os «fascismos».

Francisco Assis é o candidato do círculo europeu nas eleições brasileiras?

28 Outubro, 2018

Depois de se ter esforçado o mais possível para não ser confundido com um crítico a António Costa, Francisco Assis descobriu a sua vocação: fazer campanha  no Brasil.

Aproveitando o enorme interesse pátrio pelas potenciais ditaduras sul-americanas

28 Outubro, 2018

aqui fika o link para a entrevista de um preso polútico venezuelano: “Juan Manuel Santos, el Nobel de la Paz, me secuestró y me entregó a Nicolás Maduro”

O boato era a arma da reacção. Agora são as fake news.

28 Outubro, 2018

MFA-O Boato - Ruivo
Agora a culpa é das fake news. Do WhatsApp. Do facebook. Em resumo das redes sociais… Sim, as tais que eram uma maravilha de potencialidades na primeira vitória de Obama e que agora se estão a tornar numa espécie de entidade demoníaca responsável por a História não estar a cumprir a escatologia oficial que dá o progressismo estatista como o pilar do paraíso mais que certo do nosso futuro.

As crianças vão ser assassinadas para servirem de adubo

27 Outubro, 2018

twitter-pedrosa-wacko

Virtude. Virtude por todo o lado. Imensa gente com necessidade de dizer que ama os passarinhos, as crianças, as flores que brotam numa contagiante tarde de Primavera, os pés dos outros no Instagram e a democracia, a verdadeira, a de Lula e Dilma, a de Maduro, a de Costa e Catarina e Jerónimo, a de Galamba, a de Sócrates. É tanto amor pela humanidade, pela empatia, pela ternura do hálito do velho com chagas que, com o fim da austeridade, deixou de morrer sozinho nos corredores dos hospitais. É andar a cavalo em África, sentir-se fresca, sentir-se Evax®, com vontade de jogar ténis e de ir para a piscina porque, com a virtude, uma pessoa pode fazer tudo e a ovulação deixa de ser incomodativa para se tornar numa exultação da liberdade de julgar os outros, os passivos, os que se limitam a viver a vida sem fingirem que esta se assemelha a um anúncio de tampões.

Todas as Marias e Maneis sentiram a necessidade de dizer em quem os brasileiros deveriam votar, talvez porque não terem nada para fazer, talvez por ainda crerem terem algo a dizer sobre o destino da colónia. Aquilo ainda é nosso! Das novelas ao financiamento dos nossos média, Portugal está mesmo em todo o lado, da irrelevância no rumo da Europa à irrelevância dos portugueses para a aristocracia azeiteira que manda nisto.

Quem não vota Haddad não é boa gente. É só fascistas. Logo, lá vai tudo, em bicos de pés, assegurar que o “eu fragmentado” da solitária angústia em patológica existência nacional não é, ele próprio, o fascista. Do #MeToo para o #EleNão, as serigaitas (que são aves que trepam) asseguram ao circuito do baile de debutantes que prefeririam votar em Lula (acho que usa outro nome, Haddad, que significa “luto” em árabe, e que, infelizmente, não é Polvo) do que no tipo que vai vencer as eleições.

Feitas as contas, o mundo lá continua indiferente a nossa opinião. Deve ser isto, a tal de condição humana.

 

Descubra as diferenças

27 Outubro, 2018

mw-860Esta capa do Expresso reflecte uma deriva daquele jornal. Não apenas por aquilo que mostra – um posicionamento maniqueísta em relação às eleições no Brasil. Não está em causa que se apoie um candidato , é até bem mais honesto que se tome essa opção em vez dessa hipocrisia da fala independência mas  porque de facto não se trata de igual modo os diversos candidatos. Mas sobretudo esta capa do Expresso (e de muita da nossa comunicação social) contém um posicionamento perante a realidade política portuguesa: ela praticamente não existe.

O estardalhaço com as eleições no Brasil ocupa o espaço das não notícias sobre Portugal.

A título de exemplo ficam aqui algumas páginas do Expresso (e não só) aquando das eleições na Venezuela em 2012, provavelmente falseadas  a favor de Hugo Chávez

 

Caro cronista do ECO…

27 Outubro, 2018

Caro cronista, como leitora assídua do Observador, permita-me umas palavras acerca deste seu texto:

É desonesta, sua comparação de Bolsonaro a Chávez porque as suas alegações são exactamente o que Haddad promete no seu programa eleitoral:  controlo dos média pelo Estado; aumento de impostos sobre propriedade privada; desmilitarização das forças policiais; penas mais leves para criminosos; reforma do sistema judicial de forma a reduzir o poder de investigação do ministério público federal; novo processo de constituinte para aumentar o poder do Estado. Quem é o anti-democrático, afinal? Quem é que camufladamente quer implantar uma ditadura? Sabia que o socialismo é apenas um meio para atingir o comunismo? Pois. Bem me parecia…

Em contrapartida, Bolsonaro promete um país livre, sem diferenças entre as pessoas, com liberdade de imprensa, combate aos criminosos e corruptos agravando-lhes as penas, mercado livre, respeito pela propriedade privada, fim do marxismo cultural, fim da ideologia de género nas escolas, mais policiais na luta contra o crime, mais segurança, defesa dos valores e cultura ocidental, separação total dos poderes, justiça sem interferência governamental. Onde está o tal discurso “mais anti-democrático” nisto? Se os viu escritos por aí, então é porque também foi vítima das manipulações dos nossos média que cortam frases fora do contexto para propagandear uma agenda claramente esquerdista/marxista e assim construir uma imagem falsa do candidato de direita. Quando ele disse, referindo-se aos corruptos criminosos do PT: “essa turma se quiser ficar vai ter de se colocar sob a lei de todos nós ou vão para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria”, escreveu a imprensa, que ele iria prender todos os opositores de esquerda. Meias verdades não são verdades. São fake news. Nem a actual Constituição brasileira permitiria tal. Mas claro, isso não convém dizer.

Neste vídeo que lhe recomendo, e deixo o link aqui https://www.youtube.com/watch?v=7fxTF48Z52E ele diz textualmente: “Qual a diferença minha pra negro? Ele é inferior a mim? Obama chegou lá como? Mérito! Se querem democracia é assim, artigo 5º da Constituição. Todos nós somos iguais, ponto final! Quanto a negros serei daltónico: todos terão a mesma cor. Vocês (imprensa) é que foram pervertidos ao dizer que direitos humanos é defender minoria. Não é. Devemos brigar por minorias? Não! Nós temos de brigar para que TODOS sejam iguais perante a lei”. Isto é ser homofóbico? Isto é discurso de ditador? E os deputados do PSL, já olhou bem para eles? Quer mais multiculturalismo que isso? E o eleitorado, cheio de mulheres, gays, negros, de todas as culturas e raças, jovens e séniores, mais e menos formados, mais e menos ricos, mais de 50 milhões! Quer mais diversidade votante que isto? Não brinque com coisas sérias.

Se o discurso de Bolsonaro não é justificável como pode justificar seu discurso a favor de Haddad, que de forma aberta venera e apoia a ditadura de Maduro e de Cuba? Os discursos de extremistas marxistas agora são bons? Quem é aqui o candidato amante e apoiante de ditadores? Foi ou não foi o PT que além de apoiar ditaduras, financiou-as?

Acusa alguns dos cronistas do Observador de espalhar ódio com as suas opiniões. Mas agora pensar diferente, argumentando seus pontos de vista, é espalhar ódio? Que fundamentalismo vem a ser este? Estamos em ditadura?

Sim, a disputa é mesmo entre a liberdade de um mercado livre, numa sociedade igualmente livre, na figura de Bolsonaro, contra a servidão a um regime onde o Estado concentra em si toda a economia e controlo da sociedade, representada e defendida por Haddad, debaixo do comando do presidiário Lula da Silva que controla o partido a partir da cadeia. Está tudo explicadinho nos programas eleitorais de cada um. Vá ler!

Dizer que não é uma escolha contra a corrupção, porque só Lula foi preso, Dilma ainda não, Haddad não foi acusado de corrupção e o partido não é todo corrupto, é ainda mais desonesto. Não meu caro, Lula não roubou um país inteiro sozinho. É do conhecimento público que o PT transformou-se numa organização criminosa gigantesca onde poucos escapam; Dilma ainda não é acusada porque beneficiou de imunidade parlamentar e Haddad sua opção “democrática” está sim acusado de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro (fonte DN). Anda só distraído ou é mesmo má fé?

Mas tem razão quando cita que “ uma sociedade aberta não pode tolerar o intolerável, sob pena de se fechar definitivamente”. Só não entendo porque defende o intolerável na pessoa de Haddad e tudo o que ele representa quando a História já nos ensinou a todos que o socialismo mata a democracia. Quando o legado do PT no Brasil já demonstrou isso inegavelmente.

A responsabilidade da comunicação social é não fazer juízos de valor a um povo que decide nas urnas, democraticamente, aquilo que entende ser o melhor para si. Nem ser fundamentalista, muito menos parcial. A comunicação social tem o dever de informar com isenção e respeitar os cidadãos nas suas escolhas, sem rótulos e frases ou adjectivos tendenciosos. Já agora onde estava você quando o povo da Venezuela escolheu Chavez? Porque não se insurgiu alertando para a ameaça duma ditadura etc. etc e tal?

O que distinguiu o Observador até hoje foi o facto de nunca vedar qualquer opinião dos seus cronistas mostrando que em democracia todas as opiniões são válidas, todos os pontos de vista interessam mesmo divergentes. Porque o que mata um jornal e afasta leitores é sentir que o mesmo só serve um grupo de pensadores, todos em sintonia. Não é assim que se contribui para uma saudável construção de opiniões. Quem foi que disse que há opiniões mais válidas que outras? Isso não é liberdade de expressão, é censura, castração do pensamento.

É precisamente essa liberdade que o Observador dá que faz dele a minha referência jornalística. Porque assim posso exercer a minha liberdade de escolher quem quero ler e não ter de ler apenas o que é escolhido para mim. E é nas diversidades de opiniões que formo a minha.

No dia em que o Observador se deixar manietar por estas críticas de pequenos ditadores de pensamento único, morre.

A direita tuga…

26 Outubro, 2018

A direita tuga é isto: ‘Eu, tal como ele, se tivesse de votar nas presidenciais brasileiras, fecharia os olhos e votaria Haddad.’ (comentário de Alexandre Homem Cristo, no Facebook, ao artigo de David Dinis a cuspir no Observador)

A pergunta que se impõe é: e entre Bolsonaro e Maduro?… pera aí: já responderam à pergunta…

Evolução das explicações do heterónimo de Maria Leal sobre o desaparecimento/aparecimento das armas de Tancos

26 Outubro, 2018

26 de Outubro de 2018. Tancos. Costa diz que desconhece memorando sobre furto de material militar. Costa “acha” que não foi enganado por ex-ministro

25 de Outubro de 2018. Tancos. Costa pede responsabilização de “eventuais cúmplices e encobridores” no caso de Tancos

5 de Outubro de 2018. Tancos. Costa: “Falta muita coisa esclarecer”

11 de Setembro de  2018 Tancos é um assunto ‘arrumado’ para António Costa

4 de Outubro de 2017: Costa rejeita responsabilidade política sobre Tancos

10 de Setembro de 2018. Tancos. Costa diz que Governo fez o que lhe competia

20 de Outubro de 2017 Tancos: António Costa felicita trabalho da PJM e GNR

29 de Setembro de 2017. Tancos. António Costa: Se houve roubo em Tancos a responsabilidade política não é do Governo, no entender de António Costa. Em entrevista à TSF, o primeiro-ministro lamentou que o oficial de dia não tenha assumido as responsabilidades, ilibando assim Azeredo Lopes.

12 de Julho de 2017: Tancos. Costa. “Obviamente que não demito o ministro da Defesa Nacional. Tudo aquilo que qualquer uma das minhas ministras ou dos meus ministros fizer, será sempre responsabilidade minha.”

Evolução do activismo progre

26 Outubro, 2018

1992: Sinead O’Connor rasgava diante das câmaras de televisão uma fotografia do Papa João Paulo II enquanto afirmava “Fight the real enemy”
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2018:  Sinead O’Connor converte-se ao islão. cobre a cabeça, não contesta nada no mundo muçulmano, não rasga fotografias.

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Fui assaltado!

26 Outubro, 2018

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Assim. Tal e qual. Sem mais, nem menos.

Estava eu profundamente concentrado nos meus afazeres profissionais, revolvendo algumas notas passadas a papel e ao mesmo tempo tentando não confundir as linhas do excel projectado no monitor de computador diante de mim quando, subitamente, escuto um sonoro sinal de alerta.

Era o ViaCtt.

Receoso do que aí viria e antecipadamente acabrunhado, lá fui abrir a mensagem de email.

Era uma multa. Fiscal.

Detive-me na análise da missiva que me era dirigida tendo verificado tratar-se de mais nada senão do que uma mera notificação de coima. O caso não pareceu de imediato desesperante já que me era magnanimamente lembrada a possibilidade de apresentação de defesa nos dez dias seguintes, facultando-se até a opção de tal oposição ao processo ser feita por escrito ou oralmente.

Todavia, decidi realizar a minha defesa oral de imediato em voz alta e firme, mas julgo que o signatário da correspondência não me terá ouvido ou, se ouvisse, duvido que entendesse as minhas palavras como uma deferência cerimonial ou saudação pela sua acérrima defesa do interesse nacional em sacar dinheiro a quem produz riqueza.

Cuido que me terei esquecido de fazer uma das tranches de pagamento do IRC. Ou melhor, do Pagamento por Conta.

Portanto, a dívida que me atribui a autoridade tributária não diz respeito a lucros apurados em fim de exercício, mas sim a um lucro estimado e presumido pela agência fiscal que eu venha a ter até ao final do ano. É por isso um pagamento antecipado que me é exigido, independentemente do resultado que a empresa efectivamente venha a registar até 31 de Dezembro.

Para quem como eu considera que imposto é roubo, imaginem a minha opinião sobre os dons de adivinhação que as Finanças têm acerca do meu próprio negócio.
Foi-me dito que estas coimas não são perdoadas e aconselhado a proceder ao pagamento não só da dita como do valor da prestação tributária em falta, pois a continuar a falta de pagamento, os serviços do estado aumentariam o montante da multa para o seu máximo que é igual ao valor do “imposto” previsto.

Assim, a multa foi só de 30%.

Tecnicamente explicaram-me que o pagamento por conta é calculado como 85% do IRC do ano anterior dividido em 3 prestações iguais.
Para pequenas empresas com volumes de facturação e lucro tipicamente muito variáveis esta mecânica tributária vem mesmo a calhar para a gestão de tesouraria…

É que num ano (n) de forte lucro, terá por consequência IRC correspondente, e, no ano seguinte (n+1) 85% desse IRC deverá ser entregue como adiantamento. O IRC por conta é sempre reembolsado ou tido em conta no IRC devido no fecho do exercício. Mas, entretanto, os pequenos negócios e as PME financiam o estado em prejuízo da sua actividade.

Não confundir coisa diferente que é o Pagamento Especial por Conta, este calculado como 1% da facturação e abatido da soma dos IRC por conta de n-1, com um mínimo de 800 Euros e dividido em 2 prestações, obrigatórias e não reembolsáveis e que apenas são tidas em conta no IRC devido no fecho do exercício. No entanto, se não houver IRC devido suficiente, este imposto por conta é perdido caso não seja deduzido ao fim de 5 anos. Ou seja, este Especial por Conta passa a ser o mínimo a pagar mesmo em caso de prejuízos.

Para facilitar, ao “Por Conta” e ao “Especial por Conta” dou o mesmo nome próprio: Esbulho.

O apelido é Socialismo.

*

 

 

Van Dunem azeredou

25 Outubro, 2018

«Relativamente àquele tribunal, todas as condições de segurança estavam criadas. Havia segurança passiva suficiente e segurança activa, e isso funcionou» , disse a Ministra da Justiça Van Dunem.

Para um leigo em matéria de segurança de tribunais fica desde logo a questão de saber como é que a coisa «funcionou» como diz a ministra mas ao mesmo tempo 3 reclusos escaparam.

Após tão contraditória sentença, a ministra recua e afirma que é «um caso que está em investigação. Vamos aguardar os resultados. Não nos precipitemos com antecipações de cenários». Muito bem, é melhor mesmo esperar pelas conclusões e evitar declarações do tipo que «havia condições de segurança» e que tal «funcionou».

Mas, em vez de terminar por ali, ainda acrescenta «Vamos aguardar o resultado da averiguação que está a ser feita e vamos perceber, em concreto, o que é que falhou, se é que alguma coisa falhou, para aquelas três pessoas terem fugido».

Aqui a Francisca Van Dunem deu uma de Azeredo Lopes: «…se é que alguma coisa falhou, para aquelas três pessoas terem fugido». Como é que é? Coloca a hipótese de terem fugido sem ter havido falhas de segurança? Explique lá isso. É que só faltou mesmo acrescentar como o outro: «se é que fugiram….»

consequências? qual quê!

25 Outubro, 2018
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Tudo na vida e na política são consequências. Mas é preciso ter em atenção que…o “mensalão” nunca aconteceu; a Petrobrás não faliu; Marcelo Odebrecht não existe; e Emílio Odebrecht não é seu pai; que Alberto Youssef é um homem sério; e Lula da Silva também (não há nenhuma, mas nenhuma prova contra ele!!!); que José Dirceu é o guerreiro do povo brasileiro; Moro é corrupto; a Lava-Jato é uma trama da CIA; a Camargo Corrêa é nome de uma empresa de pastéis de Belém; que Haddad não é Lula e Lula não é Haddad; que a violência está controlada e nos serviços públicos não falta nada; e o Ciro é um democrata; e o Lulinha não é rico; que o Palocci é um mentiroso compulsivo; que a «presidenta» é amada pelo povo; que o Eike Batista é um empresário próspero; que a Máfia dos Vampiros é o nome de um romance gótico; que a Varig foi bem vendida pelo Teixeira; que nunca saiu dinheiro do BNDES para políticos amigos; que a Erenice Guerra é uma querida; que o Pixuleco foi apenas uma operação de mkt do Vaccari. Enfim, tudo está bem, correu tudo bem, e, quando está tudo bem, só pode acabar ainda melhor.

Já chamaram os do Guinness?

25 Outubro, 2018

Já toda a gente criticou o livro de Cavaco Silva, o segundo volume de “Quinta-feira e outros dias”. Com isso se conclui que um livro de 534 demora 24 horas a ler. Às tantas tem muitas figuras (mas eu não sei, eu tendo a demorar mais tempo a ler).

Alguém sabe explicar?

25 Outubro, 2018

Porque é que o assassínio de Luís Grilo não é apresentado como um caso de violência de género?

Os socialistas estão tão enlevados com Marcelo que agora também comentam livros que não lêem

25 Outubro, 2018

Que os socialistes estão convictos que Cavaco Silva devia ser proibido de falar não é novidade. Que achem que todos lhe devem subserviência faz parte da vida dos portugueses. Outra coisa é darem provas de tanta palermice: o político cujo retrato é mais cruel no livro de Cavaco Silva é Paulo Portas. Sobre os socialistas Cavaco conta factos. Muitos deles, aliás, do conhecimento de todos. Que os socialistas não gostem de ser ao espelho esse é outro problema. Já sobre Paulo Portas as palavras de Cavaco têm a frieza de um bisturi.

Centralista e liberal?

25 Outubro, 2018

Ainda a propósito de um dos temas que foi discutido na mais recente tertúlia da Oficina da Liberdade, o Manuel Pinheiro apresenta o seu argumento sobre a Regionalização.

Destaco abaixo breves excertos, sendo que o texto completo pode ser lido aqui.

O que importa não é saber se o Estado é melhor gerido a partir de Lisboa ou de cada Concelho. O Estado desenvolve actividades muito díspares. Portanto, o que importa é perceber de que forma o Estado se deve organizar para melhor servir os cidadãos em cada uma das áreas de intervenção.

Desengane-se quem acha que o Porto é menos centralista do que Lisboa ou que Guimarães é ainda menos do que o Porto. Todos os são: a única diferença é que Lisboa anda há 850 anos a apanhar porrada e aprendeu a moderar-se.

Não subscrevo as soluções do costume que partem sempre por colocar o Estado no Interior. O que o Interior precisa é de actividade económica, que gera emprego, que gera necessidade de serviços públicos e não o oposto.

 

Academia LGBTI

24 Outubro, 2018

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Pensava que as universidades e institutos de ensino superior eram ambientes privilegiados para discutir ideias. Parece que não. Agora discutem-se identidades.

Recentemente, a Universidade Europeia, o IADE-UE, o IPAM Lisboa e IPAM Porto “celebraram” o Coming Out Day. Organizaram seminários “para falar sobre a temática do orgulho LGBTI” e “dar formação sobre inclusividade”. Abordaram questões como “o que é o ser transexual, transgénero e intersexo” e “o que significa orgulho”.

No Porto, por exemplo, adiaram-se ou atrasaram-se aulas de unidades curriculares no IPAM para permitir que os alunos assistissem à intervenção da coordenadora do “GIS – Centro de Respostas à População LGBT.”

A narrativa é a de sempre: o mundo está contra a “comunidade” LGBT. A “comunidade” é vítima. A “comunidade” tem de combater um inimigo sem face.

Não basta defender e lutar para que todas as pessoas sejam tratadas de forma igual perante a Lei. A “comunidade” tornou-se um lobby para implementação de políticas em seu benefício. Além de serem também uma estética camuflada de modernismo e cosmopolitismo são ainda movimentos que se opõem à discussão e troca de ideias e que renegam a liberdade e a autonomia de pensamento dos indivíduos.

Resolve-se e reduz-se qualquer debate sobre aspectos que interessam à vida quotidiana das pessoas a argumentos do nós (“comunidade”) contra eles (mundo). O confronto de opiniões e a troca de informações ficam simplificados quando não se tornam totalmente irrelevantes para o caso que estiver em apreço. A substância pouco importa, basta enquadrar o interlocutor em estereótipos de grupo e atribuir-lhe intenções maléficas para a contenda ser ganha (pela “comunidade”).

Não sei se esta é uma tendência inexorável na sociedade dos nossos dias. Espero que de uma forma ou de outra este marxismo cultural possa ser travado. Mas tenho infelizmente a certeza que nas nossas escolas e academia se fabricarão mais crianças e jovens como o retratado acima.

*

 

 

Uma sociedade lobotomizada

24 Outubro, 2018

O Parlamento discute esta quarta-feira um projeto-lei do PAN que pretende proibir a prescrição e administração de medicamentos para a hiperatividade e défice de atenção em crianças com menos de seis anos. Também no Parlamento será debatido esta quarta-feira um projeto de resolução do Bloco de Esquerda que defende a prevenção de consumos excessivos de estimulantes do sistema nervoso central para tratamento da perturbação de hiperatividade com défice de atenção.
A simples possibilidade de os deputados passarem a decidir sobre tratamentos médicos dá conta da anomia dos nossos dias. Para mais como isto vem com a chancela da esquerda os autores de tal proposta e a dita proposta são tratados não são colocados no devido sítio: o dos trauliteiros ignorantes.
O PAN propõe até que “Nos casos em que crianças com menos de seis anos já se encontrem a tomar medicamentos com metilfenidato e atomoxetina, o PAN propõe que interrompam o tratamento, em termos a definir pelo médico.” O parlamento a decidir a interrupção de tratamentos médicos? Isto chama-se totalitarismo.
Sobre os considerandos do PAN de que estes casos “devem ser tratados sem medicamentos e antes através de intervenção psicológica” aconselho que se tente perceber o que acontece em França, país onde a psicanálise se tornou uma espécie de remédio para tudo.
Embora por cá ninguém leia francês e até façam de conta que a França não existe – só assim se explica que na mesma semana os insultos a uma passageira num avião tenham tido cobertura em todos os meios e a pistola apontada à cabeça de uma professora em França tenham sido quase ignorados – devem os leitores conseguir perceber que a psicanalização dos casos de autismo levou em França a que a vida de muitas das famílias com crianças com estes problemas se tornasse um inferno. Invariavelmente acusadas de serem más mães várias mulheres viram e vêem os serviços sociais retirar-lhe os filhos e colocá-los em instituições. Outras optam por não procurar ajuda porque receiam ver-se acusadas de negligência pois nesta perspectiva as crianças são apenas mal educadas, estão traumatizadas…
Presumo que a medicação não seja indicada para todos os casos. É evidente que existem abusos de medicação mas a simples hipótese de ser um parlamento a decidir sobre tratamentos médicos é sinal de que a lobotomia anda ser praticada por aí.