Os apoiantes
Quando se soube que José Sócrates era cliente de uma loja em Rodeo Drive uma parte do país interrogou-se sobre a desmesura de tais gostos. Mas logo começou a onda explicativa das necessidades excepcionais de um primeiro-ministro na hora de se vestir. Agora que o actual primeiro-ministro se apresentou numa cerimónia oficial noutro país como se fosse ali tomar uma cerveja somos confrontados com uma sucessão de suspiros pelo fim do dress code, sobre a beleza de um mundo em que as pessoas se vestissem como quisessem… A capacidade da esquerda de normalizar todos e quaisquer comportamentos e decisões dos seus líderes leva a que à esquerda se possa governar sem limites.
Javardice oficial


Catarina, vá pregar para Cuba!
Cara Catarina, a propósito da sua intenção de criar uma “taxa Robles”, permita-me que lhe diga o seguinte:
Durante mais de duas décadas geri e criei empresas para descobrir que este país é inimigo de quem empreende. Que maltrata todo aquele que tem coragem de investir. Aprendi que para ter as contas em dia é preciso sacrificar fins de semana, férias e família e mesmo assim todos os meses, andar à rasca porque o Estado é o maior caloteiro que existe na economia do país, tornando-a cancerosa. Que quem não foge aos impostos, tem de andar a pedir aos bancos porque a carga fiscal é tão alta que fica sem margem para trabalhar. Que o banco público não serve sua função, porque não se interessa em apoiar pequenas e médias empresas, só se interessa pelos créditos habitação e empréstimos aos “Grandes Amigos Empresários” do Sistema a quem abre generosamente cordões à bolsa e depois vai sugar os impostos dos contribuintes. Que ser empresário é andar 24h por dia a se estafar para conseguir financiamento e quando o consegue, será em troco de “um porco por uma chouriça”. Que ser empresário por cá é ser-se masoquista, é ter prazer em andar sempre a mendigar, sempre na corda bamba, sempre a fazer contas para não falhar, tirar salário quando calha e mesmo assim falhar, porque falharam com ele. Para no fim, ver o Estado a condená-lo porque falhou, sendo o Estado o causador do falhanço.
Já criaram o Imposto Mortágua do qual, vós capitalistas caviar hipócritas da esquerda, logo arranjaram forma de se isentar. Agora querem uma taxa Robles depois de colocar vosso património a salvo. Porque não vai pregar vossas “maravilhosas” ideias de criação de impostos para Cuba ou Venezuela que tanto precisam de “mentes brilhantes” para levantar o país da miséria em que o marxismo os colocou e nos deixa em paz?
Já chega de hipocrisia. Já chega de propostas que penalizam seriamente o país. Já chega de ensaios que faz dos cidadãos, cobaias da vossa ignorância. Não conhece a lei da oferta e da procura? Não é criando e aumentando impostos que se regula o mercado. É aliviando a carga fiscal, diminuindo burocracias, criando estímulos à economia, estabilidade fiscal, que se cria riqueza e assim atrair investimento aumentando a oferta. Com mais oferta os preços baixam inevitavelmente. O Estado no seu papel de regulador até podia dar uma ajuda colocando seu património para habitação mais acessível em vez de o ter a cair de podre e vender depois aos “Robles” deste país a preço de uva mijona. O mercado regula-se a ele próprio quando os “assassinos da economia”, como vocês, saem da frente. E sim, é com mais riqueza, cara Catarina, que se combate a pobreza e não ao contrário. Porque sem os investidores, não há empregos, não há casas para vender nem alugar, não há bens para consumo, não há porra nenhuma!
Assuma de uma vez que são uns falhados. Que estão no Parlamento sem perceber patavina do que andam a fazer. Que não estão aí para trazer prosperidade a esta terra mas antes capturar as pessoas na vossa ideologia opressora que aniquila a liberdade individual para a transformar numa sociedade fraca e dependente do Estado, que alimenta a vossa ganância e garante o vosso poder.
Por isso, Catarina e companhia, façam um favor a esta grande Nação e saiam do caminho! Desapareçam! Usem sabão em vez de taxas para lavar a vossa cara suja com o caso Robles. Fica mais barato ao país.
Portugal empreendedor, trabalhador e pró-activo agradece!
«Não se vão enganar…»
Talvez a declaração governamental mais patética dos últimos tempos. A porta-voz do Governo espanhol afirma que as bombas que vão vender ao Estado Islâmico Saudita são dotadas de lasers de «grande precisão» e portanto os sauditas não se vão enganar e matar iemenitas.
Tá certo…. Numa guerra que já fez mais de 10 mil mortos, muitos dos quais civis e às mãos da coligação sob comando saudita, o Governo de Espanha dá estas piruetas para não perder os sacrosantos contratos de armamento com os sauditas. O resto que se lixe.
A casta branca do anti-racismo
Resumo da semana: Hockney à Lapa

A direita é careta
A direita é chata, maçuda, só pensa em défices e coisas dessas que nada têm a ver com a vida das pessoas. No fundo, estamos todos tão bem a receber o subsídio enquanto vemos a apresentadora jeitosa da RTP, e aparecem uns tipos taciturnos, que só sabem falar da economia, do crescimento e de como querem impedir a Deolinda de fazer o sexto aborto do ano antes da mudança de sexo que a tornará em Luís com pronome de “elo”.
A esquerda é fixe, tem até uma festa de um jornal comunista onde actuam pessoas num palco digno de U2 como The Black Mamba, Ana Bacalhau, António Zambujo, Dead Combo, Jorge Palma, Sérgio Godinho ou Xutos e Pontapés entre discursos de Jerónimo de Sousa e, por mero acaso, de nenhum dissidente norte-coreano. É até ternurento, ver aquela Fender Telecaster, uma maldita invenção do norte-americano Leo Fender nos mui heteropatriarcais anos 50, antes da crise dos mísseis de Cuba, caída ao chão, após mais uma contagiante fusão de sindicalista-tradicional com sindicalista-rock dos Diabo na Cruz.
O leitor incauto poderá achar que estou a criticar as bandas mencionadas. Longe disso. Estou a enaltecer a qualidade da esquerda na sua versatilidade de exploração de novos públicos. Já à direita, quais são os públicos que se pretendem adquirir? Pessoas que gostam de música (incluíndo alguma muito boa, diga-se de passagem) portuguesa? Não! Pessoas que marcham com bandeiras arco-íris sobre qualquer coisa relacionada com o direito de pessoas que consideram não os ter (ou assim). Legalização de drogas: tem mal? Não. É só pensar pequenino, pregar aos convertidos.
A esquerda sabe-a toda. Não é preciso novas fórmulas: estão todas aí. Enquanto apresentam propostas para legalizar drogas, na festa do Avante! já as estão a fumar. As conclusões são fáceis de tirar.
Lisboa, a cidade deles
Esta entrevista de Fernando Nunes da Silva antigo vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa dá conta linha a linha de uma Lisboa capturada por interesses em que a autarquia usa os seus poderes para manobrar negócios. O caso do edifício novo da Fontes Pereira de Melo é exemplar dessa forma de poder exercido na cidade:
Acha que Manuel Salgado pode ser condenado?
Sabe porque saí da Assembleia Municipal? Porque o apanhei numa coisa que dá perda de mandato e eventualmente cadeia, que é o edifício novo da Fontes Pereira de Melo. O processo esteve na PJ… O terreno é do Armando Martins, dono do Atrium Saldanha. Ainda no tempo do Abecassis ele ligou ao Armando a dizer que lhe comprasse o terreno. Ele comprou, fez vários projetos, e durante 20 e tal anos nunca lhe aprovaram nenhum projeto, por uma razão extremamente simples: os vários PDM só admitiam à volta de 10, 12 ou 14 mil metros quadrados de construção e naquela altura, para viabilizar o que lá estava, era preciso um pouco mais – 16 ou 17 mil. E um dos Espírito Santo com que ele trabalhava aconselhou-o a fazer uma hipoteca sobre o terreno, e ele fez, uns 15 milhões. Entretanto há o estoiro da economia, tem uma proposta da KPMG que estava no Monumental e precisava de expandir. Isto já se passa com o Salgado, ele diz não ao projeto por causa do PDM. E há uma carta em que os homens da KPMG escrevem ao Armando Martins a dizer que não vão falar mais com a CML porque não são pessoas de confiança. O Armando Martins faz um pedido de informação prévia para ficar com um documento escrito, que é assinado pelo Salgado e diz que se pode chegar a 12 mil metros quadrados para escritórios ou a cerca de 14 mil e tal para habitação. E o Armando entregou o terreno por um euro ao Banco Espírito Santo.
Mas porquê?
Tinha a hipoteca e não tinha como pagar. No ano seguinte, o mesmo Manuel Salgado aprova 24 mil metros quadrados de construção ao Banco Espírito Santo. E é por isso que saio, porque entreguei um dossiê disto ao Medina com os documentos todos numa reunião de duas horas e tal. O Medina agradeceu muito e não fez nada. O Vítor Gonçalves do PSD entregou ao Costa, porque o Costa julgava que era uma guerra pessoal minha com o Salgado. Mas o Costa estava de saída e já não conseguiu fazer grande coisa, o terreno já tinha sido entregue.
Por que é que Armando Martins não processou Salgado?
Foi a meu conselho, porque ele tinha dois grandes projetos em Lisboa para serem licenciados, além de interesses em Loures, outra câmara do PS. Eu fui ouvido pela PJ.
E a PJ não fez nada?
É muito grave. A PJ ouviu, isto veio cá para fora para os jornais, foi investigado. O Armando Martins foi ouvido, o Vítor Gonçalves do PSD também e depois de nós sermos ouvidos passam meses e o Vítor Gonçalves telefona à inspetora e pergunta pelo processo. E ela diz que o processo tinha sido avocado a nível superior e não sabia o que tinha acontecido. Foi abafado. Mas há aqui uma coisa: é que quando ele assina aquela carta ao Armando já tinha sido aprovado na CML o regulamento do novo PDM e a planta de ordenamento do novo PDM que estava na altura em discussão pública e o novo regulamento permitia o que o Armando queria. O que o Salgado devia ter dito ao Armando era para ele esperar mais uns cinco meses até isto estar aprovado porque o novo regulamento já permita fazer o que ele tinha pedido. O que lixou o Salgado? É que como eu estava a trabalhar com eles na CML, na redação do regulamento do novo PDM, eu guardei as cópias todas dos vários documentos. E tenho aquilo que tinha sido aprovado para ser submetido em discussão pública na sessão de câmara, onde, antes do despacho do Salgado para o Armando Martins a dizer que não podia construir, já era permitido construir o necessário. Isto é ocultação de informação, abuso de poder, etc. Por que é que ao fim deste tempo todo ele não foi preso? Por causa dos interesses do grupo Espírito Santo. Aliás, eu continuo a achar que face a alguns processos que continuam a ocorrer na câmara, como a Quinta da Matinha, muita coisa ainda se vai descobrir. Esses terrenos eram da família Espírito Santo que passaram para um fundo fechado de que ninguém sabe quem são os verdadeiros proprietários…
Quando revela tudo isso não tem medo?
Tenho algum, mas neste momento estou a um ano da reforma, os meus filhos estão empregados, a minha mulher está reformada, tenho casa própria, tenho a licença de utilização passada, respeitei tudo.
Num estado lastimável

Em que estado nos deixa o orçamento de estado? Num estado de nervos? Num torpor condescendente de quem nada pode fazer?
Será que este é o princípio do fim da geringonça ou apenas o fim do princípio que pré-anuncia um novo arranjo doutro tipo? E será que isso muda algo de fundamental?
Onde pára a Liberdade num país em que o estado abarbata metade da riqueza e regula tudo o resto?
Estas e outras inquietações poderão ser discutidas na próxima tertúlia da Oficina da Liberdade, uma associação sem fins lucrativos em processo de formalização, que tem como objectivo abordar temas fundamentais relacionados com a liberdade individual.
Oradores: Daniel Bessa e Camilo Lourenço
Eu irei moderar o debate.
12 de Outubro de 2018 / Porto / Casa do Vinho Verde / 21:30
Entrada Livre
Tem porta em casa? Então é “xenófobo”!
Tem uma porta de entrada na sua casa? Tranca-a todos os dias com chave quer esteja ou não? Protege sua família de invasões de pessoas, sejam elas de que nacionalidade for, não permitindo que usem sua casa, sem seu consentimento, para dormir, comer e usar WiFi de borla?
Então saiba que de acordo com os jornalistas actuais ao serviço da agenda política globalista você é “xenófobo e racista”. Se ainda por cima é daqueles que tem vídeo porteiro e propriedade com muros além de “xenófobo e racista”, é um “neonazi e de “extrema direita”.
Por isso, segundo a ideologia de “nação sem fronteiras”, qualquer pessoa que não viva de porta escancarada para receber tudo e mais alguma coisa em sua propriedade, sem qualquer restrição de acesso, é um “xenófobo” independentemente da sua cor política. Ouviu bem?
Se não se revê nesta definição por ter uma porta de entrada na sua casa, fechada, é porque percebeu a estupidez e o ridículo em que cai sempre que rotula pessoas que apenas defendem a segurança do seu país, de “xenófobos ou racistas”.
Porque seu país também é sua casa o’ idiota! Pense nisso.
Os vendedores de indemnizações
A DECO que não sei como tem os meus contactos inunda-me a caixa do correio com as mais variadas propostas.
Hoje, sem mais aquelas, trata-me pelo meu nome e convida-me numa espécie de versão gauche motivacional do mail da Nigéria a ganhar 200 euros: “Helena, vamos lutar em tribunal por uma indemnização. Em média, cada lesado poderá vir a ter direito a 200 euros.Ação contra o Facebook. Os meus dados são meus!Os consumidores devem ter o controlo dos seus dados, saber exatamente para que finalidade são usados e obter uma parte justa do valor criado pelas empresas que os utilizam.”
Não se querem indignar um bocadinho?
Se invocarmos violência de género ou que o gato ficou assustado talvez Lisboa se agite
Dança, menina, dança
Apelo ao Bloco de Esquerda para que apresente rapidamente a proposta de lei que obrigará todos os cidadãos a serem amputados uma vez por ano por uma foice. Só assim poderemos ter o doutor Rio a aproveitar a oportunidade para apresentar a sua justa proposta alternativa de amputação por gadanha ferrugenta.
O especulador

Um empresário é aquele identifica (mais rápido e melhor do que outros) oportunidades no mercado de fazer lucro, combina recursos e orquestra as operações para produzir esse bem e serviço, arriscando recursos e património próprios.
Um especulador é aquele que procura antecipar as condições futuras do mercado e com essa análise atenta e muitas vezes profissionalizada procura ter ganhos com esse conhecimento diferenciado que possui.
O especulador, portanto, é tipicamente um first-mover: compra quando a procura de um determinado bem é diminuta (e preço está baixo) e vende quando a procura desse bem é grande (e preço está alto). Há algum mal nisto? Seria preferível o especulador não colocar no mercado os produtos precisamente na altura em que as pessoas necessitam deles e os querem comprar?
Estou mais do que acostumado a que socialistas, trotskistas e comunistas menosprezem e, no fundo, sejam contra os empresários, entendidos aqui como empreendedores.
Já me causa alguma surpresa que à Direita muitos cedam ao politicamente correcto e à novinlíngua ao terem o cuidado de afirmar em público não quererem ser confundidos com apoiantes da especulação.
*
Bolsonaro não é de extrema-direita
Rotular de “extrema direita” tudo o que se opõe ferozmente à agenda da esquerda globalista é agora a arma desesperada das criaturas marxistas algumas disfarçadas de jornalistas. Diz-se que a melhor defesa é o ataque e é bem verdade. Nunca a ameaça à ideologia de esquerda esteve tão patente no mundo devido à loucura da abertura de fronteiras à imigração descontrolada de gente vinda de países com culturas anti ocidentais, prontas a destruir nossos valores e sociedade tal como a conhecemos, à corrupção e às bancarrotas, que condenam as nações à pobreza. Os povos, fartos de serem as cobaias, estão a reagir expulsando do poder as esquerdas. Estão no limite da paciência. E isto não é opção pelo extremismo de coisa alguma, é a revolta das pessoas a exigir o regresso à ordem.
Esta semana tentaram matar Bolsonaro no Brasil como sempre fizeram os extremistas de esquerda para silenciar seus opositores. No passado, foram “só” 100 milhões, coisa pouca, às mãos do comunismo/socialismo, onde nele se fabricou, os quatro maiores carniceiros de que há memória: Mao Tsé Tung, Lenine, Hitler (sim, Hitler era um radical Nacional Socialista e não de direita) e Stalin.
Justificaram a tentativa de homicídio a este político como sendo uma resposta ao “discurso de ódio” de Bolsonaro. Bem, se ser católico e defender os valores da família, imigração controlada, um Estado social sustentável, ordem e disciplina, escola sem partido, condenações pesadas para criminosos, combate sério à corrupção, querer um Brasil próspero, condenar o ensino da ideologia de género nas escolas a meninos de 4 anos, não ter objecção pela escolha sexual de cada um desde que não condicione a liberdade dos outros, defender que pobreza se combate com mais instrução e não mais dependência de apoios sociais, querer um país sem divisões entre hetero e homossexuais, entre brancos e negros, homem e mulher, entre ricos e pobres, um país unido, sem violência e seguro, é discurso de ódio e extremismo, bom, então parece-me que alguém tem de voltar à escolinha e rápido para reaprender o conceito.
A ver se registam de uma vez que extrema direita é “toda manifestação humana que possua orientação considerada exageradamente conservadora, elitista, exclusivista e que alimente ainda noções preconceituosas contra indivíduos e culturas diferentes das de seu próprio grupo”. Assim, expliquem lá onde se encaixa aqui Bolsonaro se ele não tem no seu discurso qualquer uma destas características?
No entanto, a esquerda que o rotula de radical, defende reformas radicais no sistema social politico e económico que visam igualdade social com desmantelamento dos estratos sociais; o confisco da riqueza para distribuir por igual; um Estado totalitário que decide tudo em nome do bem comum e controla em absoluto a economia; que domina os meios de comunicação na defesa de um pensamento único e ainda persegue com violência quem se lhes opõe. Não é irónico? Afinal quem é extremista aqui? Mais: a mesma esquerda que persegue Bolsonaro com ódio – sim, porque aquele ataque não foi por amor – idolatra o maior promotor de ódio jamais visto na América Latina, Che Guevara, esse carniceiro louco que todos estes radicais homenageiam com saudosas “t-shirts” como foi o caso do BE no Parlamento. Um sanguinário que matou a sangue frio crianças, mulheres, homens, negros, gays, jovens para impor sua ideologia! E ainda deixou para a prosperidade estas “maravilhosas” frases: “O individualismo deve desaparecer!”; “Estou aqui nas montanhas de Cuba sedento por sangue”; “Querido pai, hoje descobri que realmente gosto de matar”; “Minhas narinas se dilatam quando aprecio o odor acre da pólvora e do sangue. Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos! Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”; “Não tenho casa, não tenho mulher, não tenho pai, não tenho mãe, não tenho irmãos. Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu”. Não é “lindo” e “inspirador”?
Este animal, hoje herói das esquerdas, foi ainda responsável pelo confisco da poupança e propriedade de 6,4 milhões de cidadãos e transformou 20% da população de Cuba em refugiados numa nação que até então era inundada de imigrantes e cujos cidadãos gozavam um padrão de vida superior a metade daqueles que residiam na Europa. Criou gulags Guevaristas com trabalhos forçados e câmaras de tortura. Ainda saqueou e ocupou a mais luxuosa mansão de Cuba obrigando o seu proprietário a fugir do país. Só gente extremista doida varrida idolatra um filho da mãe desta natureza. No entanto nós temo-los no Parlamento. E chamam-se PCP e BE.
Mas nosso querido Marcelo, sempre a passar esponja em tudo, já veio dizer que em Portugal não existe extrema esquerda. Anda distraído? É ignorância? É má fé? Como pode afirmar algo que é mentira quando são eles próprios, BE e PCP, todos os dias a demonstrar que o são, com apoio aberto às ditaduras de Fidel e Che Guevara, Maduro, Kim Jong Un, Lenin e Stalin? Quando nas suas políticas defendem sem preconceito a perseguição ao capital, o controlo absoluto da economia e dos média pelo Estado, têm um discurso constante de ódio contra a direita a quem chamam de fascistas e neoliberais!!! Brincamos com a inteligência do povo português, é isso?
Não, não é Bolsonaro que é de extrema direita. São os opositores que o tentaram matar para o silenciar que são extremistas.
Todos os nomes
Porto, 21 de Novembro de 2029
Querido diário:
Hoje vendi a minha casa. Andava a gastar muito dinheiro com ela e cansei-me, talvez fique mais barato ir viver para um hotel de luxo, como fez o Gulbenkian. Desde 2017 que pagava o “imposto Mortágua”, o adicional ao IMI criado para dar corpo à ideia de “ir buscar a quem está a acumular”. Entretanto, em 2020, comecei a pagar o adicional ao adicional ao IMI, conhecido por “tributo Catarina”. Ainda havia quem estivesse a acumular demasiado e tentou-se resolver o assunto desta forma. Em 2022, por causa de um episódio de ciúmes fraternais, comunicaram-me a obrigatoriedade de liquidar o adicional ao adicional ao adicional ao IMI, baptizado de “imposto Mortágua II” ou “imposto da Joana”. Não me importei, gosto de ver as famílias felizes e fiquei contente por poder ajudar. Mas em 2026, com a introdução do “extra Louçã”, comemorativo do 70º aniversário do fundador do Bloco de Esquerda, achei que talvez já estivessem a exagerar, o que ficou comprovado com o “suplementar Luís Fazenda” de 2028. A direcção do Bloco, achando injusto o tratamento diferenciado dado aos dois primeiros deputados do partido, agiu em conformidade. E eu, já a arrancar cabelos, fiz o mesmo e coloquei a casa à venda.
Infelizmente, devido ao atrelado fiscal que acompanha o imóvel, ganhei apenas uns trocos com o negócio. Trocos esses que me foram imediatamente retirados pela “taxa Robles” de 2019 e pela “contribuição Soeiro” de 2021. A primeira, criada para tributar as mais-valias que sobravam depois da aplicação do imposto sobre as mais-valias, foi uma das apostas do BE para combater a especulação, o nome técnico de “ganhos dos outros”. No entanto, como as malvadas são fugidiças, tornou-se indispensável a criação de um novo instrumento que conseguisse caçar as mais-valias que escapavam à taxa sobre as mais-valias que incidia sobre as mais-valias que escapavam ao imposto sobre as mais-valias.
De qualquer forma, antes assim, uma vez que se aproximam tempos arriscados. É que o Fernando Rosas faz 85 anos em 2031. Já para não falar do 150º aniversário da morte de Karl Marx que será festejado em 2033.
Instruções Eleitorais

o método científico marques lopes
Havia, mais ou menos, um consenso generalizado sobre o princípio popperiano de que a robustez duma hipótese científica aumentava à medida que fracassavam as suas tentativas de refutação. É o vulgarmente chamado «método hipotético-dedutivo», que Karl Popper propôs como base do método científico contrário ao arcaico «método indutivo» de Locke, que sugeria que o conhecimento pudesse ser adquirido pela indução do particular para o geral. Já antes de Locke René Descartes, talvez o pai destas coisas, adiantara que a melhor maneira de conhecer era pôr tudo em causa, só se devendo acreditar no que se podia inequivocamente demonstrar. Era o famoso «cogito ergo sum», o «penso logo existo», que constituía a base de todo o conhecimento filosófico e científico do velho René, embora ele se tivesse esquecido de explicar o que era isso de «pensar». E já depois de Popper houve muito quem o criticasse e sugerisse coisas distintas do que ele defendera, como a da existência de verdades científicas auto-evidentes ou a necessidade de uma abordagem sistémica, e não individualizada, do conhecimento.
Mas tudo isto era o estado da Ciência até há dois dias. Porque, graças a um artigo de Pedro Marques Lopes – Elvis está vivo -, anteontem publicado na revista científica online Diário de Notícias, a Ciência arrisca-se a uma revolução completa que a remeterá para um novo e profundamente inovador método de alcançar a verdade, sustentado por um revolucionário paradigma, auto-evidente em Pedro Marques Lopes: «non cogito, ergo sum», isto é, «não penso, logo existo». A comprovação da infalibilidade deste novo método temo-la, de facto, no próprio autor, que abundantemente existe por tudo o que é comunicação social, onde debita uma enorme quantidade de patetices sem nexo nem sentido, fruto de não pensar no que escreve e diz. Basta ler o artigo em causa, e o que nele debita o jovem cientista sobre o «método científico» e a « promoção do conhecimento científico nas universidade», para o perceber.
Mortágua sobre Robles

“Ricardo Robles cometeu um erro quando pôs um imóvel à venda no meio de um ciclo especulativo em Lisboa e sem saber qual seria o fim para que seria utilizado esse imóvel. A Comissão Política cometeu um erro de análise, quando, em cima do momento e sem ter toda a informação, achou que Ricardo Robles tinha condições para se manter no cargo. Esse erro foi reconhecido e corrigido”.
“Este caso mostrou que o BE tem enormes padrões de exigência. E os seus representantes têm a grande responsabilidade de estar à altura dessas exigências que são legais e éticas, mas também de coerência. O Ricardo Robles não esteve à altura dessas exigências. Mas isso só nos obriga a fazer melhor”.
Tão nova e já tão desavergonhada…
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Última hora: sondagens do Bloco de Esquerda ligeiramente esfaqueadas por Ricardo Robles

Negócio da revolução
Por entre diáfano tecido urdido para militante socialista ver, Rui Rio mostra as lascivas formas da fogosidade nacional pelo estado de peneirice que blasona a pátria na autenticidade de um chiqueiro. Quem não estiver bem com a magnificência do audaz líder na sua condução do partido à condição de gueixa do Partido Socialista, ora bem, que saia e feche a porta, que Rio compromete-se a ficar para apagar a luz. Há dias queixava-me que Rio não falava, com a ressalva de que isso, dadas as circunstâncias, só podia ser positivo; hoje, verifica-se que, mais ainda que prejudicar o partido quando fala, nunca descobriu porque venceu a câmara municipal do Porto. Uma pista: teve a ver com o hilário fracasso de um político regional do PS que imaginou ser possível lidar com todo o país como se de uma autarquia um bocadinho maior se tratasse.
A denominada Direita portuguesa tem, e para não complicar muito, um triste complexo de derrota desde Cavaco Silva. Para tal, em muito contribui o que, doravante, designarei por “negócio da revolução”, aquela actividade que a esquerda trauliteira (inclui Bloco, mas também inclui PS) exerce em gritar “Che Guevara” enquanto escolhe móveis IKEA para o seu negócio de aluguer de alojamento local. De Varoufakis a Catarina Martins, de Pablo Iglésias ao ainda mais sinistro Louçã, o que conta é a puta dizer que é mulher séria, não o número de homens que diariamente enfia na cama com janela escancarada. Também se poderia denominar por política de Instagram, aquela coisa onde toda a gente parece viver uma vida idílica de férias e comida, como se as pessoas fossem de plástico, ninguém encornasse ninguém e as doenças fossem um resquício de uma realidade antiga, pré-histórica.
O eleitorado PSD não é esse, ó doutor Rio. Isso é gente que nem vota ou, se o faz, escolhe o partido pela sensação de bem-estar que a exibição de persona de Bem, de esquerda, permite auferir. É bastante fácil “ser de esquerda” porque não há relação qualquer entre “ser de esquerda” e comportar-se como tal, como se comprova com a crónica necessidade dos artistas se afirmarem assim. Não precisamos disso, doutor Rio. Precisamos de alguém que nos conheça, a nós, a gente. A última sondagem dá 24,1% de intenções de voto ao seu PSD, doutor Rio: é um número astronómico para esta liderança. Resta saber se até às eleições consegue o feito de ainda ter deputados dispostos à lúgubre presença de vultos de costas arcadas, os yes men do regime alimentado a lentilhas.
Demência
Isto é o perfeito retrato da elite Portuguesa: babam-se uns para cima dos outros e nem percebem o absoluto ridículo do que fazem, do que dizem e do que na verdade são… numa semana pede para não berrarmos por causa da Venezuela; na outra semana faz-se presente numa iniciativa absolutamente ridícula, sem relevo absolutamente nenhum, fazendo questão de berrar disparates sobre alguém que não tem no seu currículo uma única linha digna de nota… mas algo faz sentido neste apontamento do senhor Marcelo: a inutilidade é genética… ficámos a saber que o pai do homenageado também era outro inútil a quem devemos essa aberração mental do SNS… porreiro pá!…
Marcelo: Sampaio sacrificou o talento que tinha para o golfe para “servir Portugal”
Dívida externa – um gráfico
Volto ao tema da dívida externa líquida, entendida como a diferença entre a soma total de instrumentos de dívida (empréstimos, títulos de dívida, numerário, depósitos e outros) dos residentes face a não residentes e vice-versa, para ilustrar através de um gráfico que cerca de 75% da responsabilidade da passagem de um stock de dívida de 975 milhões de euros em 1996 para 178.556 milhões de euros em 31/Dez/2017 foi das Administrações Públicas.

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Lamento mas vou BERRAR!
O Presidente não quer que berremos por Venezuela. Diz que berrar é perigoso e pode pôr em risco os portugueses que lá vivem. Como se já não estivessem há muito tempo no limite do perigo, a sobreviverem desgraçadamente no fio da navalha. Desculpem-me mas sinto repúdio por estas declarações e por isso vou BERRAR minha indignação!
Não faltava mais nada! Logo ele que não se cala e fala e berra sobre o que deve e não deve, seja a comer na Pastelaria Suiça ou a nadar no rio, vestido ou de calças na mão. E que por berrar pelos cotovelos sem ponderação nem responsabilidade, em qualquer sítio em qualquer lugar a qualquer hora, já contribuiu para o caminho sem retorno do colapso financeiro deste país: ao desculpar os incompetentes no governo sempre que há desgraças; ao felicitar pelos “belos” défices martelados; ao elogiar a falsa diminuição do desemprego que não é mais do que o resultado do êxodo dos portugueses à procura de melhor vida lá fora; ao enaltecer os “excelentes” números económicos de umas míseras décimas; ao promover estas políticas de degradação social e económica com base na despesa sem controlo do Estado, aumentos de impostos, roubalheira descarada e cativações criminosas; ao conotar de “sucesso” esta Geringonça com alicerces comunistas que já destruiu 4 anos de esforços colectivos!
Não se cala nunca, parece uma gralha, mas silenciou de forma ensurdecedora sobre venezuelanos a morrerem de fome, sobre fazendeiros brancos a serem assassinados na África do Sul por racistas negros, sobre crianças a serem abusadas por padres, sobre cristãos e judeus a serem mortos, mulheres a serem estupradas e famílias a chorarem a perda dos seus filhos por ataques de islamitas. Mas em contrapartida, quebrou o silêncio para nos informar que era preciso escancarar as fronteiras para receber massivamente jovens migrantes, sob estatuto de refugiados, que não fogem de guerra nenhuma. Porquê?
Também nos disse para não berrar por Pedrógão, não foi? quando denunciamos que era responsabilidade do Estado e não do clima, que havia gente sem receber ajudas, que o dinheiro fora desviado, que as mortes foram muitas mais, que ardia tudo propositadamente para receber fundos perdidos de Bruxelas e resolver problemas financeiros de Portugal. Mandou-nos silenciar, acusando-nos de aproveitamento político para agora confirmamos que foi esse silêncio que permitiu tanta fraude, tanto saque e ocultação de factos por abuso de poder de gente sem escrúpulos. Pois é.
Querem o nosso silêncio à força, pois querem, porque o silêncio é o que mais convém aos ilusionistas populistas que vendem a todo o custo uma realidade que não existe para cativar eleitorado. Que fazem da farsa sua aliada na conquista do poder que almejam mais que tudo na vida e por isso mandam silenciar para não comprometer suas “gloriosas” caminhadas rumo à reeleição. Querem o silêncio porque esse, é a arma dos ditadores que não vêm com bons olhos quem se lhes opõe.
Mas eu não vou silenciar. Vou berrar, vou gritar, sempre que houver um populista a mandar silenciar as vozes que o incomodam. Entendido?
Liberalismo a metro

Janeiro de 1702. Charles Louis de Secondat, vulgarmente conhecido como Montesquieu, entra na adolescência e recebe de presente um exemplar do Segundo Tratado do Governo de John Locke. Descontente com um dos parágrafos em que se expunha a nova teoria liberal, deixa-se tomar pela ira e convoca o filósofo inglês para um duelo: quem conseguisse fazer chichi mais longe ficaria com o título de pontífice máximo do liberalismo. Entretanto, desde esse momento fundador, várias foram as vezes em que a popular competição das distâncias foi levada a cabo pelos defensores do governo limitado e das virtudes da iniciativa e propriedade privadas. O economista Jean-Baptiste Say, por exemplo, gabava-se de ter ultrapassado a marca histórica do seu colega Adam Smith em 34 centímetros. E toda a gente se lembra do dia em que Hayek e Milton Friedman, aproveitando um pequeno intervalo na reunião da Sociedade Mont Pèlerin, se viraram para o Lago Léman, desabotoaram as respectivas calças, e deram início às hostilidades.
Não foi por isso de estranhar que, após a divulgação da declaração de princípios do novo partido de Santana Lopes, onde eram reveladas as suas tendências liberais, tenha imediatamente surgido, da parte de outros grupos políticos, uma reacção do tipo “eu sou mais liberal do que tu” e o consequente desafio urológico-métrico. Estes concursos, apesar de ligeiramente infantis, são sem qualquer dúvida preferíveis à picareta que Estaline mandou cravar no couro cabeludo de Leon Trotsky, evento que integra a epopeia concorrente intitulada “eu sou mais socialista do que tu”. É também por estas pequenas diferenças que escolhi este lado do combate de ideias, um lado que, até ver, não dá tantas dores de cabeça.
Há muitas pessoas que não conseguem entender a obsessão pelos purismos ideológicos no espaço político que defende a “sociedade aberta”. Dizem que o liberalismo, mais do que uma ideologia, é um conjunto de tradições que podem e devem estar presentes em partidos conservadores, democratas-cristãos, sociais-democratas e, até, nos que pertencem ao campo do socialismo democrático. Para estes excêntricos, que ignoram os prazeres das competições com líquidos, mais importante do que a existência de partidos liberais é a existência de liberais nos partidos – e quanto maior o número, melhor. Notoriamente, não percebem nada do assunto. E bastava que analisassem a história recente do Reino Unido e o caso concreto de Margaret Thatcher para entenderem. Sendo mulher, nunca reuniu as condições anatómicas indispensáveis à boa prestação no confronto urinário, e esse facto, catastrófico, condenou o seu país a uma década sem vestígios de liberalismo.
Não percebo nada de futebol

Aos jornalistas da SIC
Aos jornalistas da SIC que chamaram repetitivamente à manifestação de Chemnitz, na Alemanha, de neonazi e de extrema direita, umas palavras:
Mete nojo ver o jornalismo servir uma agenda política. Mete raiva perceber que não há qualquer intenção de informar. Dá náuseas ouvir classificar, vezes sem conta, gente pacífica a desfilar com fotografias dos seus filhos, pais, netos, irmãos, mortos barbaramente por criminosos fanáticos, fiéis a uma ideologia medieval e assassina, de nazis ou radicais de extrema direita, quando não passam cidadãos em sofrimento, desesperados, revoltados contra esta política de destruição dos valores ocidentais. Dá asco ver que se esqueceram de informar que no mesmo dia, radicais de esquerda foram provocar os manifestantes e que outro grupo de nazis aproveitaram para se juntar ruidosamente. Repugna ver que desinformar é a táctica para que possam depois rotular e condenar quem se impõe contra a agenda de migrações massivas sem controlo.
Aprendam que os alemães não são racistas muito menos xenófobos. São um povo extraordinário, muito inclusivo, muito respeitador das liberdades individuais, com uma cultura e educação invejável. Estive na Alemanha e vi multiculturalismo em grande escala a conviver saudavelmente com a cultura alemã. Vi negócios turcos, vi negócios chineses, vi negócios mexicanos, vi negócios indianos, brasileiros, africanos e tantos outros. Mas não vi manifestações de alemães a pedir expulsão de nenhum deles. Porque os alemães, meus caros jornalistas fraudulentos da SIC, gostam de pessoas integradas a contribuir para a economia do país, que pagam impostos, que trabalham independentemente da sua origem! Têm vergonha do seu passado que condenam e por isso convivem bem com outras culturas desde que respeitem o país de acolhimento. Se fossem jornalistas a sério e não jornaleiros, estariam no terreno a comprovar isso mesmo.
Mas não. Isso não interessa porque poria por terra toda a vossa exausta narrativa de que os cidadãos que contestam estas migrações massivas são xenófobos. No entanto, sabem bem chamar os “bois pelos nomes” quando são padres católicos apanhados na pedofilia. Aí já não chamam “perturbação mental” aos horrores praticados a inocentes nem escondem a religião a que pertencem. Nem tão pouco condenam ou acusam de discriminação quem se manifesta contra estes padres ou o Vaticano. Até batem palmas!
Esta fantochada hipócrita a que chamam de jornalismo é a base da revolta na marcha de Chemnitz e é por isso, também nas vossas mãos, que corre o sangue destas vítimas.
Porque é mais criminoso aquele que permite o assassínio sem o denunciar e condenar, do que aquele que o pratica.
Pensem nisso. Pois amanhã podereis ser vós, os próximos a desfilarem nas ruas com um cartaz de um familiar morto ao pescoço, às mãos destes “perturbados mentais sem religião”, onde não faltará gente como vós a chamar-vos de racistas xenófobos por se terem coibido de fazer o que vos compete: informar com isenção e seriedade.
Dívida externa: o culpado é o Estado
Para quem não queira seguir a lengalenga mercantilista e bacoca sobre a promoção das exportações ser um desígnio nacional e o défice da balança comercial significar mais dívidas para os portugueses, pode ler o que eu já escrevi, por exemplo, aqui.
Complemento o meu post anterior “Balança Comercial: défice e dívidas” com este gráfico que ilustra a relação entre o crescimento do PIB, o défice da balança comercial e as variáveis explicativas do fenómeno: Poupança e Investimento.

Aproveito t
ambém para juntar um quadro que normalmente é esquecido por quem tende a louvar as exportações e a ajuizar como más ou menos boas as importações. Verifica-se uma subida muito acentuada do peso das exportações, passando de 15% do PIB em 1961 para 43,27% em 2017, mas é de assinalar também a impressiva subida do peso das importações. Ademais, nos últimos 22 anos (desde 1996), em valor absoluto, enquanto o PIB duplicou, as exportações multiplicaram-se por um factor de 3,4 e as importações cresceram 2,5 vezes.
Mas queria chegar finalmente ao ponto deste post que partilho com os leitores do Blasfémias e que tem a ver com a dívida externa, coisa bem diferente do saldo da balança comercial ou sequer do saldo da balança corrente.
A dívida externa líquida, entendida como a diferença entre a soma total de instrumentos de dívida (empréstimos, títulos de dívida, numerário, depósitos e outros) dos residentes face a não residentes e vice-versa, tinha em 31/Dez/2017 um valor acumulado de stock de 178.556 milhões de euros. Em termos de fluxo, durante 2017, a dívida externa aumentou 3.328 milhões de euros.
O que é curioso, mas triste, é que 75% do stock da nossa dívida externa é da responsabilidade das Administrações Públicas. Se somarmos a contribuição de outros sectores institucionais como o Banco Central e instituições financeiras, o peso relativo será superior a 90%.
É pois importante que fique claro que quem anda sempre a pregar que o país tem de exportar mais para não ficar a dever ao estrangeiro nos anda a vender banha da cobra. O saldo da balança comercial é um cálculo estatístico sem relevância para as dinâmicas da economia real e o problema da sustentabilidade da dívida externa do país não tem origem nos particulares nem nas empresas.
O culpado é o Estado!
(todos os dados computados a partir das estatísticas oficiais do Banco de Portugal e INE)
*
A Venezuela também somos nós!
O Carlos Guimarães Pinto a dizer basicamente tudo o que há para dizer e que se resume no seguinte: nunca funcionou, mas continuamos a esperar que funcione… melhor definição de estupidez não há!
Aqui: https://oinsurgente.org/2018/09/03/venezuela-o-pais-onde-se-fez-tudo-bem-2/
Fernando O’Sullivan Medina

Costa não quer luta contra a corrupção
Nunca as coisas foram tão claras como agora, ao tomarmos conhecimento que Costa não colocou na lista a apresentar junto do Presidente da República, o nome de Joana Marques Vidal para o cargo de PGR. E o mais incrível disto tudo é que ele nem sequer disfarça. Podia ter incluído o nome só para “inglês ver”. Mas não. O acto de omitir o nome é uma clara mensagem ao Presidente da sua intenção de não a ver renomeada. Clarinho como a água.
Assim, Costa declara que “não vê” qualquer mérito no trabalho de 6 anos da actual PGR. É isso mesmo! Portanto, a brilhante “Operação Marquês” que pela primeira vez na história de Portugal coloca no banco dos réus políticos, banqueiros e ex-governantes como José Sócrates, Ricardo Salgado e Armando Vara entre outros por fraude e branqueamento de capitais; a corajosa “Operação Fizz” contra ex-presidente angolano igualmente por corrupção; o megalómano “Processo Universo Espírito Santo” sobre o maior colapso financeiro registado em Portugal com ligações políticas nefastas para o erário público; e ainda a menos badalada “Operação O Negativo” de que já nem se fala, mas igualmente grave e que envolve o ex-presidente da Octopharma e o ex-presidente do INEM, num esquema que envolvia a venda de plasma sanguíneo, lesando gravemente o Estado, não são currículo mais do que suficiente para reconduzir esta competentíssima profissional. Não senhor. É “currículo a mais” para o cargo que se deseja ser desempenhado por gente frouxa, “amiga do seu amigo”. Ao estilo daquele que safou Sócrates quando ele era ainda primeiro ministro. Percebem?
É preciso, portanto, chutá-la dali para fora por falta de “perfil adequado”. Porque para governos opacos que gostam de se mover em lodo, transparência, justiça e separação de poderes não interessa nem um pouco. Porque isso torna-se um obstáculo ao “safanço” dos amigos entalados na justiça e que com uma “Joana Marques Vidal” no caminho, poderão ser uma ameaça, abrindo a boca, levando consigo outros para o banco dos réus assim que perderem a imunidade parlamentar. Estão a ver o problema? Assim, Mulheres determinadas, isentas e sem qualquer hipótese de compadrio, não são desejadas no meio podre da máfia portuguesa, que ameaça todos de alguma forma, de tantos tentáculos que os ligam entre si.
O problema é que ao não reconduzir Joana Marques Vidal, Portugal perde credibilidade porque está a passar a imagem para o exterior, de que não privilegia o combate à corrupção, antes combate quem lhe faz frente de forma exemplar. Cá dentro passa a imagem de que não existe justiça igual para todos, nem separação de poderes mas sim, arranjos políticos tal como nos países do 3º mundo. É a desacreditação total de uma Nação que se diz democrática mas a toda a hora se comporta como numa ditadura.
O único que pode e deve salvar a honra deste país, é o Presidente da República com o poder de decisão que lhe cabe nestas circunstâncias, de acordo com a nossa Constituição. Será dele a última palavra. E dele, espera-se sentido de Estado que ponha ordem nesta bagunça. Falta saber se será essa a decisão, para dar continuidade a um trabalho louvável e irrepreensível ou se vai deixar que a política tome conta da justiça em Portugal.
Esperemos que a defesa pelos interesses da Nação e não outros, fale mais alto na hora de assinar.
“Les aventures de Harvey Dent au pays de Tintin” ou “como tudo corre sobre rodas nas margens do Mar Egeu”

Governar à palerma? Pergunte-me como

Por azar, num daqueles acidentes que nos acontecem por andarmos acelerados numa vida de permanentes atrasos, carreguei no botão que o carro tem para suicídio mental, o que permite que o sistema de som passe a emitir estações de rádio em vez de música mesmo. Subitamente, como com qualquer embate inesperado, “Martha” do Tom Waits passou a um indivíduo da TSF a anunciar a grande medida de hoje da junta que, entre aspas, nos governa. Parece que querem aumentar orçamento para as cirurgias que permitem que os badochas continuem badochas. “A obesidade é uma doença” – ouvia-se, em vez do telefonema do Tom Frost.
Sempre tive apetência para a gula: no fim do Verão há sempre massa a abater, coisa que nunca me pareceu particularmente difícil de fazer através de um processo biológico extremamente complexo que consiste, assim de forma básica e para leigos, em deixar de comer como um porco. Custa? Mais ou menos: custa menos do que olhar-me ao espelho, pelo que a teoria económica funciona na perfeição – o custo de me ver ao espelho é superior ao custo de deixar de comer.
As cirurgias que se designam vulgarmente por “banda gástrica” funcionam? Diga o que disser o médico, até funcionam, mas só se você quiser que funcionem. Pela amostra (pequena, admito) de familiares e conhecidos, não só não funciona como agrava o problema: não conheço pessoa que não acabasse tão gorda quanto era antes. Nada disso tem mal: o custo de continuar a comer em excesso é inferior ao custo da contenção. Vai daí, na grande maioria dos casos, a cirurgia é uma não-solução que só onera o sistema, induz morbilidade acrescida e serve como banha da cobra para quem procura perda de peso sem esforço. Não é de admirar, então, que seja uma causa querida a socialistas.
entendam-se
Não fosse suficiente o que já temos, esta ameaça de Catarina Martins, prometendo ir para o governo de Costa, se Costa precisar dos deputados dela (e Costa dar-lhe-à os lugares necessários no governo para o viabilizar) seria mais do que suficiente para a direita política começar a olhar para si mesma e preparar, seriamente, os embates eleitorais que aí vêm. Isso implica oferecer aos portugueses uma alternativa de bloco ao bloco das esquerdas que nos governam, e que se radicalizarão se a ameaça de Catarina se concretizar. PSD, CDS, Aliança, Liberais e o que houver por aí mais, entendam-se. O país pagará caro e não vos esquecerá se o não fizerem.
Não berraremos, senhor Presidente
Recém-chegada doutra galáxia
constato que afinal havia dois McCain, dois George W. Bush, duas Merkel… Na primeira versão, a que vigorava quando parti, eram hitleres, ignorantes, boçais e exploradores. Na segunda versão, a presente, são patriotas, solidários e políticos como já não há. Acho que vou embarcar outra vez para ver o que acontece.
Da censura à auto-censura quantos anos foram necessários?
1968. Um homem é agredido na Cidade Universitária. Morre. O criminoso é “o homem do cão”. Prostituição homossexual? Tavez. Mas o que faz um PIDE no caso? – Neste crime acontecido em Lisboa em 1968 que agora reconstitui no Observador além do caso em si mesmo há outro dado a ter em conta: o facto de à época existir censura leva a que a PIDE – polícia a que pertencia o agressor – nunca tivesse sido nomeada directamente pelos jornais. Aliás foi precisamente porque ao folhear uns jornais de 1970 – ano em que o “homem do cão” é julgado – deparei algumas vezes com a expressão “organização policial à qual pertencia como ajudante de motorista o réu” que pensei que provavelmente ele seria da PIDE. O que consegui de facto confirmar.
Hoje é para nós óbvio que a censura era intolerável. Mas na verdade a censura está de novo. Hoje em 2018 a identidade dos agressores continua a ser ocultada sob expressões que evitam que se saiba onde nasceu, donde veio a sua família, a sua religião, grupo étnico, o seu nome.. Da censura à auto-censura quantos anos foram necessários?
Foi o socialismo que matou a Venezuela
Boaventura Sousa Santos resolveu quebrar o silêncio confrangedor dos marxistas sobre a Venezuela escrevendo uma crónica no Público para totós. Sabendo ele que a maioria dos portugueses é ignorante – não fosse ele professor catedrático na UC e defensor da estupidificação do ensino público onde os alunos lá chegam a pensar que quem escreveu “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” foi um dos apóstolos – soltou a caneta que há em si e desatou a escrever “inverdades”, essa nova táctica para lavagem cerebral usada pelas esquerdas. Então não é que, segundo ele e só ele pois a história diz outra coisa totalmente contrária, “A morte prematura de Hugo Chávez em 2013 e a queda do preço do petróleo em 2014 causou um abalo profundo nos processos de transformação social então em curso?” Uau! Assim se dá uma cambalhota aos factos para fazer valer a ideia de que o socialismo de Chavez funcionou maravilhosamente e que Maduro, coitadito, teve apenas uns azares pelo caminho. Nada mais falso.
Muito antes de Chavez, a Venezuela conheceu a prosperidade na década de 1950 com o maior PIB per capita do Mundo mas, infelizmente vivia sob um regime ditatorial. A descoberta do petróleo no século XX abriu-lhes o mercado para os investimentos estrangeiros e exploração de multinacionais. Durante este regime, o Estado venezuelano permitiu que investidores, locais e estrangeiros, explorassem livremente os jazigos recém descobertos de petróleo ajudando a modernizar aquilo que até então não passava de uma atrasada província neo-colonial. Mas não só. O regime estimulou a imigração trazendo mão de obra de vários países tais como Portugal, Itália e Espanha e criou um forte sistema legal que protegia os direitos da propriedade privada. Assim, foi durante o regime militar que a Venezuela atingiu o auge com políticas de mercado livre.
Apesar da pujante economia, a mão repressora desta ditadura e a corrupção, despertou os activistas de esquerda que provocaram o derrube do regime em 1958. A Quarta República Venezuelana acabou sendo liderada por Betancourt, um ex-comunista que defendia a imposição de um Estado socialista mas ao contrário de Marx, de forma muito gradual. Embora se designasse de social democrata, fazia parte da geração que queria estatizar o sector petrolífero, expulsando os privados, para depois aplicar as receitas no Estado social. Acreditava que a Venezuela, para ser independente teria de se desfazer da influência e interesses estrangeiros e ter o total controlo do sector petrolífero para poder distribuir gasolina barata , a saúde, educação e outros serviços públicos, grátis . Para atingir seus objectivos implementou políticas socialistas tais como a desvalorização da moeda, reforma agrária, estatização da economia. Mas foi com Perez, seu seguidor, que a estatização foi concluída, em 1975, transformando a Venezuela num “petroestado”. Perez financiava assim, o generoso o Estado social, com défices orçamentais que passaram a ser crónicos fazendo igualmente disparar o endividamento interno e externo. Com o preço do petróleo em alta, vieram os grandes fluxos de “petrodolares” que eram aplicados em obras megalómanas do Estado e projectos sociais (isto por acaso não vos lembra nada?). Porém, a população já sentia quebra no poder de compra porque o Estado não criava riqueza. Limitava-se a distribuir receita. Os políticos passaram a controlar a economia decidindo de acordo com seus próprios interesses e não de acordo com as necessidades da população (isto também não vos lembra nada?). Com uma inflação galopante e uma economia a descontrolar-se, abriu-se a porta a Chavez.
Quando Chavez chegou ao poder encontrou um país, embora desorientado, com cofres ainda cheios. Consciente de que para aprisionar eleitorado futuro era preciso investir nele tornando-o dependente, abriu os cordões à bolsa e desatou a gastar indiscriminadamente na população cumprindo promessas eleitorais. Enquanto isso, prosseguia a mesma política dos anteriores com um Estado cada vez mais forte e controlador da economia. Não se esqueceu de, pelo caminho, encher também seus próprios bolsos com uma fortuna avaliada em 1,5 mil milhões de euros (coisa pouca). Exactamente ao estilo de Lula no Brasil e Sócrates em Portugal. Contrariamente ao que por aí é dito, pelos “Boaventura” deste país, a derrocada de Chavez começou um ano antes da quebra dos preços do petróleo. Com efeito, nacionalizada a industria petrolífera, a quebra de produção acentuava-se por falta de recursos e conhecimentos desde que Chavez iniciara uma série de tomadas de controlo hostis. Depois veio o clássico socialista: contrair avultados empréstimos e imprimir moeda para passar a viver na ilusão de que o país continua a ter dinheiro para gastar.
A morte de Chavez apenas veio precipitar os acontecimentos quando um idiota chamado Nicolás Maduro lhe toma o lugar. Com um país lapidado, seguir no mesmo rumo socialista fez colapsar definitivamente uma grande nação assim que se deu a quebra dos preços de petróleo.
Assim, este povo, mesmo com “ouro negro” abundante, more de fome, morre de falta de assistência médica, morre da falta de segurança, morre da inflação interplanetária, morre de medo, de angústia, de tristeza, de abandono. Morre de tudo! Porque o socialismo, onde se instala não dá frutos. Seca tudo à sua volta. É a ideologia dos tontos que “não plantam fruteiras mas esperam por comer fruta”. A ideologia que põe o Estado improdutivo a pagar todas as necessidades do país à espera que a riqueza se crie sozinha por obra do espírito santo. É demagogia barata.
Quando vier de novo um “Boaventura” culpabilizar os EUA ou outros pela crise humanitária sem precedentes na Venezuela, atire-lhe com os factos históricos irrefutáveis deste país à beira da morte, às “trombas”.
Deixemo-nos de artifícios, pf
Daqui se conclui
a) Rui Rio levará boa parte dos verões calado
b) Se o “presidente do PSD não fala com as pessoas a sofrer fala quando?
c) O presidente do PSD considera que falar é uma falta de respeito para com as pessoas e a perda de património?
d) Este silêncio de Rui Rio aplica-se apenas aos fogos florestais ou tb e extensível a cheias? Vendavais? Restringe-se a catástrofes naturais ou também engloba catástrofes políticas?…
Enfim, uma pessoa precisa de estar informada sobre a por assim dizer oposição

