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Altas figurinhas

2 Julho, 2018

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As mais importantes figuras da nação – Marcelo Rebelo de Sousa, Eduardo Ferro Rodrigues e António Costa – quiseram homenagear Zé Pedro, fundador dos Xutos & Pontapés, durante o último Rock in Rio. Como Zé Pedro se tornou famoso e admirado por nos presentear com canções, as três mais altas figuras do Estado português prestaram o seu tributo imitando, em cima de um palco, a sua arte em vida.

É por isso que, apesar de ter apreciado o espectáculo, peço a Deus nosso Senhor que dê, durante longos anos, muita saúde à Érica Fontes.

 

Ainda bem que deixei o liberalismo a tempo

2 Julho, 2018

5d8a188244b004b1baa24bc89795b3d9--hippie-boho-hippie-chickDesde que deixei o liberalismo que me sinto mais fresco, mais leve, mais livre, como num anúncio da Tampax®. Sinto que posso andar a cavalo, saltar à corda, beber Compal®, até Santal®, sair com as amigas… Até posso jogar ténis com aquelas saias curtinhas e heteronormativas, que ninguém tem nada a ver com isso. Sair do liberalismo deu-me mais liberdade do que sair das Testemunhas de Jeová. Todos os dias, era a segunda epístola de Mises aos Hayeks, era o evangelho de Rothbard aos objectivistas, era o quinto livro de Kinsella aos fariseus (podia ser dele ou podia não ser: nesta religião os autores não têm direitos, ao contrário dos que elaboram contratos de matrimónio poliamoroso interespécies)… uma pessoa nem podia simplesmente ser sodomizada por “migrantes” (sem prefixo, para ajudar à confusão) sem que aparecesse um antropólogo-advogado-activista para oficializar a relação…

Agora, que não sou liberal, até posso ir à missa, tal como posso não ir, que ninguém quer saber. Nem sequer sou obrigado a pagar o dízimo à Santa ALDE, nem tenho que usar roupa em arco-íris, posso subir e descer avenidas sem escolta de comunistas e até posso assistir a touradas enquanto acuso o forcado que puxa pelo rabo como sendo o mariquinhas de serviço. Posso até defender o Miss América em biquíni, tal como posso defender o Nudes-A-Poppin’ (IP norte-americano necessário), posso comer fritos, posso fumar na praia e posso chamar o eutanasiador pelo correcto nome de carrasco. Posso rir do folclore LGBT, aquelas marchas identitárias em circuito fechado que, num país como Portugal, onde ninguém quer saber quem enfia o pincel em qual balde, só podem servir para engate (atenção: eu aprovo engate). Bolas, até posso usar drogas tax free, se quiser! Posso piropar! Piropar, meu Deus!

Agora, que me livrei das políticas identitárias do liberalismo, até consigo ver a necessidade de um Bloco Liberal para bloquistas que não tocam djembê.

 

E de caminho o processo não pode condenar a DECO por usar os nossos dados (arranjados onde?) para nos prometer objectos vários em troca da subscrição dos seus serviços?

2 Julho, 2018

A DECO vai avançar com uma ação em tribunal contra o Facebook para que os portugueses registados naquela rede social sejam indemnizados pelo uso massivo e indevido dos seus dados.

 

rio não anda a dormir

1 Julho, 2018
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derrapagem[1]Fui muito pessimista sobre a candidatura de Rui Rio a líder do PSD e nunca acreditei que conseguisse tirar o poder ao PS. Hoje, vendo o homem em «acção», palavra que só na aparência será excessiva a seu respeito, ao contrário do que quase toda a gente opina sobre o cinzento chefe laranja, mudei de opinião. Tentarei explicar porquê.

Rui Rio não é, nunca foi e nunca será, um líder carismático, galvanizador, capaz de atrair e fazer mover multidões. É um tecnocrata, um homem de gabinete que fala pouco e não gosta de exposição. Isso é um impedimento para que possa triunfar politicamente? Certamente que não ajuda, mas poderá até funcionar ao contrário do que julgam os seus inimigos, porque a direita portuguesa sempre cultivou o perfil do chefe autoritário, com pose distante e gravitas na expressão: Salazar nunca foi um populista e Cavaco teve de trabalhar muito para se conseguir misturar com as pessoas.

E quanto à famosa «ausência de estratégia» do novo líder do PSD? Rui Rio não tem estratégia? Era o que me parecia e o que pode ainda parecer a muita gente. Mas não é verdade.

Rio parte de três pressupostos basilares. Primeiro, que o poder não se conquista se quem o está a exercer não estiver em perda. Ou seja: se um governo está com índices elevados de popularidade será contraproducente atacá-lo ostensivamente, porque o eleitorado não o compreenderá e não o aceitará: no fim de contas, está-se a dizer mal daquilo de que se gosta. Segundo, que o PSD só terá chances de voltar ao poder se a geringonça se desentender e se puser a ela mesma em causa; de outro modo, será quase impossível tirar-lhes a maioria parlamentar e um governo de direita não durará dois meses. Terceiro, que ele precisa de se credibilizar aos olhos dos eleitores para que, quando chegar o momento em que os 10% de eleitores que fazem mudar os governos o queiram fazer, lhe confiem o poder como confiaram a quem se preparam para afastar.

Nesta medida, o que tem feito Rui Rio?

Tem dado a aparência de um homem responsável, que não critica o governo por criticar. Mais: adiantou que, sempre que o governo fizer alguma coisa boa para o país, isto é, que os eleitores apreciem, ele estará lá para ajudar. Com isto transmitirá conforto e segurança aos eleitores mais conservadores, que só mudam o seu sentido de voto se tiverem a convicção de que não ficarão a perder com a troca.

Viabilizou algumas medidas do governo que a extrema-esquerda não poderia nunca apoiar, com o que lançou a discórdia entre os parceiros da coligação parlamentar. Neste momento, parece impossível que o PCP se mantenha mais quatro anos a perder votos para o PS, sufragando medidas que o seu eleitorado não pode aceitar. Se o PS não formar maioria absoluta com o Bloco, ficará sozinho e ao dispor do líder do PSD.

E tem, ainda, contribuído para acalmar dossiers importantes, credibilizando-se aos olhos do país e diminuindo António Costa. A recepção, nesta última semana, pelo presidente de Angola, donde saiu a dizer que «agora havia uma estrada aberta» para esse país, foi uma jogada de mestre, que demonstra que não anda a dormir. Todos sabemos a quantidade imensa de portugueses cujas vidas dependem das boas relações entre os dois estados, e todos sabemos também que os sucessivos governos do PS não têm conseguido manter boas relações com o MPLA, para ansiedade de muita gente. Quando Costa for agora a Luanda, por melhores que sejam os resultados que de lá trouxer, boa parte deles serão imputados, pelo eleitorado, ao líder do PSD.

Entretanto, com ronha de quem sabe o que quer, tem deixado o tempo gerir os problemas internos que tem no partido e cuja importância desvaloriza publicamente. Ele sabe que as próximas listas de deputados e candidatos municipais já serão feitas ou controladas por ele. Pelo que ou a oposição interna a Rui Rio lhe desfecha um golpe fatal no próximo ano, ou desaparecerá do mapa. A segunda hipótese é mais provável.

Três conservadores entram num bar

1 Julho, 2018
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O José António lembra-se como se fosse ontem. O pai chegou a casa naquela sexta-feira e disse-lhe “Hoje vais-te tornar num homem”. O Zézinho, 12 anos, ainda atarantado desde que a mãe o tinha apanhado uns dias antes a fazer coisas marotas (“foi a primeira vez”, garantiu) não percebeu o que o pai queria dizer com aquilo. Mas lá foi. Lá chegado, o pai entrega-o à Gracinda. A Gracinda com 40 anos ainda apresentava um corpinho mais ou menos. “Anda lá miúdo, tira a roupa que ainda tenho mais três para aviar hoje”. Só aí o Zezinho percebeu ao que ia. Já a salivar com a visão da Gracinda ali deitada, sem roupa, despe-se rapidamente. “É aqui miúdo, põe-na aqui”. Mas o Zezito mal tinha acabado de pensar que não a esperava tão felpuda e já as coxas da Gracinda tinham sido abençoadas pela sua semente. “Porra, 5 segundos, é um recorde miúdo. É da forma que avio mais um esta noite”. “Então, Gracinda, o miúdo é bom nisto?” “Nem 5 segundos durou, querido. Gosto mais do pai”. Apesar da comichão que o atormentou umas semanas, o José António não mais esqueceu a Gracinda. Passou os próximos anos na ânsia de um dia lhe mostrar que podia fazer melhor. Quando tinha juntado uns trocos do seu emprego lá na fábrica voltou ao local onde se tornou um homem e pediu a Gracinda em casamento. Os anos não tinham amansado a Gracinda que lá lhe explicou que fazia mais numa semana que ele num mês lá na fábrica e que, se fosse para sair dali, não era com um desgraçado que, ainda para mais, nem 5 segundos aguentava.

O Armando, pele escura e cabelo forte, cresceu em Cabinda. “Pele queimada pelo sol de Angola”, insistia o tio materno quando lhe falavam no contraste em a pele clara dos pais e a pele morena do miúdo. “O teu pai?”, “Foi à metrópole”, “A tua mãe está bem? Não se sente sozinha?”, “Está muito triste. Ainda ontem veio lá o caseiro à noite e ela não parou de chorar a noite toda. Mas o caseiro, tão bom rapaz, só se foi embora quando ela parou de gemer”, “Há pretos de bom coração”, replicava o vizinho a tentar esconder o riso.

O Luis, também conhecido por Rei das Alcatifas do Algarve, é um empresário de sucesso. O maior exportador português para a Tailândia, garantia o próprio. Filho de um general na reforma, o Luis fez a escola toda no colégio militar. Havia poucos alunos mais felizes naquele colégio. “E não tens pena de não estudares com meninas?”, “Não, nenhuma”, respondia convicto. Mas a entrada na adolescência foi complicada para o Luis. A mãe levou-o ao psicólogo, que no fim da primeira sessão percebeu o problema. “Você conhece um amigo dele lá do colégio, o Joãozinho?”, “Sim, é um dos melhores amigos dele. Ele está sempre a falar dele”, “Convide-o lá para casa. Vai ver que o Luisinho se vai sentir melhor”, “Obrigado, doutor”, acenou a mãe. O João passou a ser visita recorrente lá de casa, e o Luisinho andava mais feliz. E mais feliz ficou quando a mãe disse que o Joãozinho podia passar lá a noite. O Luis passou 1 hora no banho nesse dia e, para surpresa da mãe, deixou o quarto num brinco. Mas a noite não correu muito bem. Antes das 10 já o Joãozinho estava a telefonar aos pais para o irem buscar. Nenhum dos dois alguma vez explicou porque se tinham zangado nessa noite. O Luisinho cresceu e ficou conhecido por ser um casanova. “Uma namorada por semana”, dizia, “As gajas são para usar e deitar fora”. As relações eram tão fugazes que ele nunca apresentou nenhuma namorada à família. A empregada já se limitava a arrumar as perucas espalhadas pelo quarto ao Domingo de manhã sem fazer perguntas.

O José António, o Armando e o Luis, três conservadores da velha guarda, juntavam-se ao almoço depois da missa.

– O problema do país são os pretos. Estamos cheios de pretos. Já não chega tê-los aturado lá em África, agora tenho que os aturar aqui também na minha terra – dizia o Armando.
– E o putedo que para aí anda? Já não se pode ir a lado nenhum ou abrir o jornal sem ver uma puta. Perdeu-se a vergonha toda. – replicava o José António
– Eu já não posso é com as fufas e os paneleiros. Cambada de degenerados, agora querem casar-se e o caralho. Eu sabia bem como resolvia isto.

Os três concordam que a sociedade já não tem valores como antigamente, e que apenas eles se mantêm como guardiões da moral e dos bons costumes.

O futuro do liberalismo em discussão

1 Julho, 2018

Num restaurante baratinho já nos arrabaldes do que seria o limite da corte para colonialistas entusiasmados, um grupo de desconhecidos conspira formas de convencer o inculto povo a abraçar o liberalismo através da concessão aos vícios comunitaristas co-adoptados (sim, a co-adoptação é uma realidade jurídica) dos hábitos de sodomia, suicídio assistido e consumo de ópio da burguesia mais esclarecida.

“O indivíduo é o mais importante, não é a família”, diz o Bernardo Bernardo de Bernardo y Silla enquanto o iPhone liga com uma notificação do JN permitindo ver o papel de parede do dispositivo com a mulher a amamentar o filho de ambos, Sampedro Santiago Sebastião Von Mises-Silva (doação de esperma e barriga de aluguer), de seis anos. “Malditos conservadores ultramontanistas tradicionalistas beato-islamofóbicos”, exclama Rimbaud Verlaine de Matos Sottomayor, filho de Marx-Lenine Pitta Sottomayor e da criada filha da senhora com quem Manuel Alegre perdeu a virgindade. “É necessário redefinir conceitos”, diz, em contramão, Valentina de Mamadou Tá Tá Tá, a feminista preta que acumula com outras condições não especificadas de vítima.

“Como é que querem pagar a conta?” – pergunta o empregado de mesa. “É para dividir por todos!” – exclamam em surdina.

Construindo o homem novo

1 Julho, 2018

“Ministério da Educação quer que os refeitórios de todas as escolas estejam ao serviço nas férias.” Mas para quê? Com que fim? E de todas as escolas?… O monstro soviético da 5 de Outubro é incapaz de assegurar o essencial daquilo para que foi criado – ensinar – mas a voz engrossa-lhe na hora de cumprir a missão que cada vez mais privilegia: estatizar a vida das crianças e jovens. Substituir-se cada vez mais às famílias. Diminuir-lhes as competências. Desresponsabilizá-las.

 

A gargalhada de Salazar

1 Julho, 2018

Os outrora tão criticados espectáculos da política e a política-espectáculo deram lugar a algo completamente diferente e muito mais perigoso: o espectáculo enquanto forma de preencher o vazio da política. Morre um cantor? Eles cantam e o seu canto é a notícia. Joga a selecção? Eles pulam e o seu pulo torna-se espectáculo. Eles celebram-se a si mesmos através dos outros. Todas as semanas “as personalidades” ou “as mais altas figuras da nação” como escrevem uns desconcertados jornalistas apresentam constantemente novas performances. No cemitério de Santa Comba a esta hora ressoa uma gargalhada escarninha.

Por um Portugal asseado!

30 Junho, 2018

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Uma geração que consente deixar-se representar por um _____ é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia – se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

 

(Adaptado de Manifesto Anti-Dantas de José de Almada Negreiros)

*

 

 

a casinha

30 Junho, 2018
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Que saudades eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta como eu
Como é bom meu Deus morar
Assim num primeiro andar
A contar vindo do céu

O meu quarto lembra um ninho
E o seu tecto é tão baixinho
Que eu ao ir p’ra me deitar
Abro a porta em tom discreto
Digo sempre senhor tecto
Por favor deixe-me entrar

Tudo podem ter os nobres
Ou os ricos de algum dia
Mas quase sempre o lar dos pobres …
Tem mais alegria

De manhã salto da cama
E ao som dos pregões de Alfama
Trato de me levantar
Porque o Sol meu namorado
Rompe as frestas do telhado
E a sorrir vem me acordar

Corro então toda ladina
Minha casa pequenina
Bem dizendo o solo cristão
Deitar cedo e cedo erguer
Dá saúde e faz crescer
Diz o povo e tem razão

Tudo podem ter os nobres
Ou os ricos de algum dia
Mas quase sempre o lar dos pobres
Tem mais alegria

orgulho: isto não é os eua

30 Junho, 2018
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Rock In Rio

29 Junho, 2018

Basta lembrar isto para demonstrar em 1m52s o colossal abismo da Senhora abaixo retratada no video para Marcelo, Costa e outras amebas políticas.

Oxalá que para além da luz não exista nada

29 Junho, 2018

Concedamos, para o efeito deste artigo, que existe vida depois da morte. Aceitemos que existe um lugar numa dimensão alheia aos vivos que permite acompanharmos os acontecimentos mundanos que preenchem os dias da nação. Consideremos que há um local onde reencontraremos os que há muito partiram e uma eternidade para acolher os que ainda se encontram sujeitos às privações do tempo terreno. Contemplemos a hipótese de um dia, nesse outro mundo, sermos confrontados por um coro da defunta Catarina Martins, do defunto Ferro Rodrigues e do finado Marcelo Rebelo de Sousa. Conseguirá alguém descrever melhor o conceito de Inferno?

justiça revolucionária «à la carte»

29 Junho, 2018
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naom_581cc54f52704Em 2015, Sandro Santos, dirigente do Bloco de Esquerda de Guimarães, foi detido pela PSP por ser o cabecilha de uma rede de plantação de cánabis, organizada em quatro apartamentos onde cultivava essa planta. A produção e venda de cánabis são um crime público em Portugal.

Em 2018, um empregado da empresa de segurança 2045 espancou selvaticamente uma mulher, enquanto estava ao serviço nos STCP. Bater em pessoas é um crime de ofensas corporais, que, no caso, pode ser agravado por ter sido cometido por motivos raciais, que o Código Penal qualifica como circunstância agravante.

Hoje, no seguimento deste último acontecimento, a dirigente do Bloco de Esquerda Catarina Martins exigiu que a empresa 2045 fosse responsabilizada pelo comportamento criminoso do seu funcionário, pretendendo que o governo lhe retirasse a licença e, na prática, a encerrasse.

Aplicando a mesma lógica ao que aconteceu em 2015, o que acham que deveria ter acontecido ao partido da azougada Catarina?

Refugiados que são imigrantes, imigrantes que são refugiados

29 Junho, 2018

O assunto da temporada parece ser a imigração. Já passamos a fase em que o assunto era o asilo político e o refúgio temporário por conflito bélico: agora diz-se simplesmente imigrante. Ao mesmo tempo que se discute a alegada selvajaria da colonização europeia de uma forma homogénea – como se Angola fosse o Congo – e formas de expurgar a culpa dos progressistas de outrora, lida-se bem com a imposição de burkinis nas piscinas escolares do velho continente, tudo com o mesmo à-vontade e certeza que a superioridade moral ateísta permite para cruzadas contra crucifixos nas salas de aula. É sempre bom quando a linguagem mediática se aproxima da realidade, revelando que o que está em questão é o velho ódio leninista ao cristianismo misturado em doses certas com a fajuta urbanidade do cosmopolitismo compartimentado entre os nossos restaurantes e as mesquitas dos pobrezinhos.

Isto não vai acabar bem, mas o problema não é esse, se acaba bem ou mal: o problema é sempre o de se crer que algo se limita a acabar. Os supostos radicais caem todos no erro de anunciar a chegada do fim do mundo: é que o fim do mundo, se chegasse, resolveria todas as questões. O que torna tudo perigoso não é “o mundo acabar”, é ficarem cá aqueles que testemunharão que o fim da História é tão ilusório como o seu início.

Um banco público cheio de sumo

29 Junho, 2018

Alexandre Soares dos Santos: Quando a Compal foi posta à venda, tínhamos uma parceria com a Heineken, concorremos e concorreram três ou quatro empresas, quase todas com os mesmos preços, embora não tivesse havido conversa nenhuma. Quem ganhou? A CGD. O que é que o banco tem a ver com a Compal, com refrigerantes? Mas isto é assim mesmo.

Os imigrantes ilegais

29 Junho, 2018

Certo dia a propósito do meu texto sobre o  caso do pequeno Alfie, deixaram-me um comentário que tomei em consideração. Dizia, em resumo, que a lei pode ser dura mas que era a lei e assim,  os ingleses, sendo cumpridores de leis (ao contrário de nós que só as temos para serem quebradas)  podia-se  contestar pela mudança da lei mas não pela sua execução. Aplicando este princípio que está certíssimo (pese embora o facto de no meu texto estar a criticar o poder exagerado concedido ao Estado e não a aplicação da lei) a  qualquer nação, não podemos entrar em histeria parva só porque os EUA fazem cumprir suas leis fronteiriças. Das duas uma: ou somos sérios naquilo que defendemos ou não o somos.

Todas as nações têm fronteiras e compete a cada um dos países decidir como as quer manter na defesa pela segurança dos seus cidadãos. Ninguém de fora tem o  direito de  impor seja o que for nesta matéria. Na nossa “casa” mandamos nós ou mandam os vizinhos? Não seja hipócrita e responda com verdade. Você, na sua propriedade, só autoriza  a permanência de quem lhe convier e sob regras impostas por si, certo? E também não tem a porta aberta 24 horas por dia  acessível a qualquer um, pois não? Está a fazer discriminação positiva, certo? A questão da imigração ilegal é complexa e é precisamente por isso que não pode ser tratada de forma leviana porque põe em risco a vida das pessoas violando um dos princípios básicos da função do Estado: proteger. Tal como na sua casa em que toma medidas como fechar a porta à chave, vedar a propriedade com muros, para proteger sua família de invasões indesejadas e impedir a exposição aos perigos, as leis das nações servem exactamente o mesmo propósito.

Esta semana atacaram violentamente a Presidência actual dos EUA por fazer cumprir a lei existente criada por Clinton, agravada depois por Obama e aplicada por todos. Para justificar a desumanidade da separação de crianças dos acompanhantes adultos, registada em 2018 socorreram-se de imagens tiradas em 2014 durante a administração de Obama (ups!) e fizeram correr uma estória de uma menina das Honduras que fez capa no Times como tendo sido falsamente arrancada da mãe quando na verdade apenas se tratava de uma mulher retida em 2013, fugida do pai das meninas (tinha três) e que usou a mais nova para conseguir entrar com mais facilidade na fronteira sem nunca terem sido separadas. Mesmo depois de devidamente desmentido pela Reuters a nossa SIC continuou a divulgar essas imagens como sendo de 2018. Porquê?

A verdade é que é preciso promover a todo o custo  as imigrações ilegais  e diabolizar quem se  opõe porque há uma agenda política para cumprir. Mas não se explica, porque claro não convém, que a luta dos EUA não é contra os imigrantes (a sociedade americana só é multi-étnica porque promovem a imigração)  é contra os ilegais (e quem os promove) que assaltam o país pelas suas fronteiras e invadem a sociedade americana de criminosos como o gangue MS-13 responsável por atrocidades indescritíveis espalhando terror e a quem Trump classificou, e muito bem,  de “animais” para “horror” dos democratas. Basta analisar as declarações de Clinton, Obama, Hillary e Trump para verificar que todos estão em sintonia sobre esta matéria. Todos querem que a imigração positiva siga seus trâmites legais. Algum problema nisso? Parece que sim.

Os EUA não querem ser uma Europa que já conta com muitos países a braços com problemas sérios de invasão  em curso onde só em França, por exemplo a população islâmica já representa 15% da população total e    conta com 1500 zonas interditas as “no-go zones”. Dá que pensar.

Devemos aceitar imigração? Claro que sim. Mas sem desrespeito pelos cidadãos que já vivem nesses países.  Dito e muito bem dito, por Obama em 2005: “Aqueles que entram ilegalmente no país e aqueles que os empregam desrespeitam o estado de direito. Eles estão mostrando desrespeito por aqueles que estão seguindo a lei. Nós simplesmente não podemos permitir que pessoas entrem nos Estados Unidos sem serem detectadas, não documentadas, sem controle e contornando a linha de pessoas que pacientemente e legalmente se tornem imigrantes.” Alguém arrisca contestar esta declaração? Claro que não. Porque foi dita por… Obama.

notícias sobre o novo psl

28 Junho, 2018
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Fiquei tão entusiasmado com o anúncio de que Pedro Santana Lopes vai criar um novo partido, que fui imediatamente comprar os jornais para ler as notícias.

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A mistificação

28 Junho, 2018

Uma importante mudança de estratégia perante a evidência de que as coisas não têm corrido bem no campo da higiene pública. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) deverá, a médio prazo, começar a proceder à recolha de lixo doméstico ao domingo nas “zonas de maior pressão turística”.

Esta notícia é uma mistificação: m zonas de Lisboa, como Benfica, onde não existe turista algum, o lixo amontoa-se. Não é a pressão turística que faz crescer o lixo (aliás será interessante comparar a produção de lixo por parte dos turistas coma dos residentes) mas sim a incapacidade da CML para fazer com que os serviços de recolha do lixo recolham o lixo.

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28 Junho, 2018
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É o tipo que mais vezes anunciou que ia fazer um partido sem ter feito nenhum, e que mais vezes ia desfazendo um que ele não fez.

A sério que não pode?

28 Junho, 2018

Alguém consegue explicar porque não pode Cristiano Ronaldo ser candidato a PR? Então não somos todos iguais?

Como as notícias sobre estes ataques são transmitidas por pombos-correio só com uma asa coloco aqui o video do ataque esta noite em Amsterdão ao jornal Telegraaf

27 Junho, 2018

O “interior profundo”

27 Junho, 2018

Não o compreendi imediatamente, daí que tenha estranhado que o familiar de um familiar que serviria de guia na minha visita adolescente a Paris tivesse dúvidas se a Torre Eiffel se situava na margem norte ou sul do Sena. Um homem que, vivendo há 40 anos em Paris, não sabe exactamente onde fica o elemento arquitectónico mais famoso da cidade? Depois comecei a pensar: ele dizia viver em Paris, mas, na realidade, vivia em Noisy-le-Grand, a 23 km este da Torre Eiffel; isto é como se um tipo que vive em Lavra, Matosinhos, disser que é do Porto, o que está bem.

Os quarenta anos “de Paris” foram passados a carregar baldes de argamassa, não a fazer turismo. “É só uma torre, diz que é bonita, é porque é. Vem gente de fora ver isto. Bonito, para mim, é Amarante, não é isto”.

Sempre que se menciona “o interior profundo”, fico sem saber o que isso é. Quantas pessoas de Alfama não vêem a Torre de Belém há mais de dez, vinte, trinta anos? O que é o “interior profundo”? É o empresário da Guarda com um BMW 730 que consegue passar uma noite tranquila e chegar a Aveiro ou Porto às nove da manhã? Ou será a velhota de vestes pretas em São Pedro da Cova que uma vez na vida viu a Torre dos Clérigos por contingência da cirurgia realizada no Hospital de Santo António há já muitos anos?

Não sei se será cegueira ou inconsciência, mas qualquer cosmopolita dos que opina sobre “o interior profundo”, por muito pitoresco que o possa achar, não precisa mais que uma voltinha por partes da sua própria cidade, sem sequer necessitar sujar-se nos subúrbios, para o encontrar. Temo é que, quando o encontrar, não o saiba reconhecer.

Ah esqueci-me

26 Junho, 2018

… acham que o demagogo do Trump vai desatar a falar sobre o Mundial de Futebol com o nosso Presidente? Quiçá a fazer comentário dos jogos e fazer até de conta que é um treinador a desenhar estratégias de jogo?.. Deve ser realmente um tremendo embaraço para o professor Marcelo Rebelo de Sousa ver-se em tal situação.

Já agora se o Trump confundir Portugal com Espanha e perguntar pelo nosso muro em Ceuta e Melilha sugiro que o nosso Presidente diga que aquilo não é um muro para separar pessoas mas sim uma instalação artística que visa promover o diálogo. É um fake muro.

Se bem percebo

26 Junho, 2018

o país mediático está angustiado com a possibilidade de o presidente dos EUA optar por manifestar os seus afectos, romper o protocolo, ser genuíno, ser ele mesmo quiçá desatar a cantar ou dançar… enfim copiar o estilo  do nosso presidente.

Imobiliária Janus

25 Junho, 2018

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No debate parlamentar da semana passada António Costa acusou Assunção Cristas de ter provocado uma calamidade no país com a lei do arrendamento de 2012. É uma afirmação bastante dura que me deixa ligeiramente confuso. Por um lado, como sabemos, a primeira coisa que António Costa faz quando uma calamidade se abate sobre o país é ir de férias para Espanha – e eu não me lembro que tenha feito alguma viagem quando a legislação de Assunção Cristas foi aprovada; por outro lado, como também sabemos, a estratégia seguida por António Costa diante de uma calamidade é não fazer nada até que ocorra uma segunda – e esse princípio parece estar a ser cumprido neste caso, uma vez que este Governo está em funções desde 2015 e ainda não tocou nos aspectos essenciais dos diplomas em causa. Os sinais são, por isso, contraditórios: a ausência de repouso no estrangeiro afasta a hipótese de ter ocorrido uma catástrofe, mas a presença de repouso nos gabinetes ministeriais sustenta o cenário mais sombrio.

Se o nosso primeiro-ministro fosse praticante da arte do descaramento, atrevia-me a dizer que estamos na presença de jogo duplo: enquanto se aproveita dos múltiplos benefícios da lei (fim da expropriação encapotada dos proprietários, reabilitação das cidades, promoção do investimento, renascimento da construção civil, fomento do turismo, crescimento económico, redução do desemprego, etc.), trata de empurrar para terceiros as responsabilidade pelas suas consequências negativas. É sempre uma boa estratégia. Ainda ontem, quando descobri que o miúdo tinha conseguido, depois do cocó vespertino, arrancar a própria fralda, me virei para a minha mulher, com cara de enjoo, e atirei: “já viste o que o TEU filho fez?” Infelizmente, o sentido ético de António Costa não lhe permite estas jogadas rasteiras, o que complica em muito o desempenho do cargo. Esperemos, para seu bem, que nunca lhe faltem os toalhetes.

 

É uma espécie de sinergia: “Id hacia aguas españolas y aviso a Salvamento Marítimo”

25 Junho, 2018

Como um traficante de pessoas em Marrocos explica o seu trabalho: «Todo depende del presupuesto. Por 7.000 dirhams (631 euros) organizo convoys hacia Europa, con todo el material necesario para navegar (se refiere a una toy para siete personas y cámaras de neumático o chalecos de juguete a modo de salvavidas), seguridad a pie de playa y un mafia taxi que los deja al borde de la playa. A partir de ahí yo le voy indicando al grupo cómo deben actuar para que consigan tocar el agua. Después les digo que esperen 30 minutos, hasta que salgan de las aguas marroquíes, para avisar a Salvamento Marítimo».

Em resumo ele coloca as pessoas num caixão flutuante em aǵuas marroquinas e depois avisa as autoridades espanholas para as irem salvar.

Onde estava António Costa quando se discutiu a imigração em Bruxelas?

25 Junho, 2018

João Marques de AlmeidaO PM não encontrou tempo para ir a Bruxelas a uma reunião sobre um tema crucial para o futuro da Europa, mas vai hoje à Rússia assistir a um jogo do Mundial. Entre o futebol e a política europeia, Costa escolhe o que lhe dá mais popularidade.

por muitos e bons anos

24 Junho, 2018
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Entre a edição do meu último post, há um par de horas, e este que agora publico, fui jantar com a minha filha, e, durante o repasto, recebi a notícia de que Bruno de Carvalho, nem 24 horas depois de suspender vitaliciamente a sua condição de sócio, anunciou a sua candidatura a presidente do Sporting! Já me tinha causado alguma estranheza essa figura jurídica da «suspensão vitalícia», que Carvalho tinha ontem anunciado. Uma suspensão indicia sempre um possível retorno, mas o termo «vitalício» fez-me lembrar o inesquecível «irrevogável» do dr. Portas, um outro grande artista português de variedades, cuja ausência muito se tem sentido. Fiquei então ciente de que Bruno regressaria, para gaudio de nós todos, alegria da pátria e, principalmente, para a boa saúde financeira do Correio da Manhã e do grupo Cofina. Mas o que não poderia prever é que ele regressaria antes mesmo de nos ter deixado, o que constitui um novo paradoxo nacional. Mas foi o que ele fez. Exactamente enquanto a minha filha comia meio frango de churrasco e eu aviava uma bela posta de bacalhau à lagareiro.

Pois bem. É uma verdadeira deslealdade para todos os comediantes profissionais uma instituição oferecer-nos, ainda que generosa e desinteressadamente, um património desta riqueza: um mafioso de urinol como o Bruno de Carvalho, um substituto que esmigalha vidros de carros de luxo com garrafas de água, um Sobrinho que se tem de enfiar nas retretes para não levar no focinho, a oratória do “Jasus”, um ataque do Daesh indígena para dinamitar o seu próprio património, Santana Lopes, um banqueiro falido a explicar como se gerem empresas, um treinador nazi, o Octávio Machado, Marta Soares, Ferro-caga-para-o-segredo-de-justiça-Rodrigues, os chineses do Futre, eu sei lá!

Há uns dias escrevi que o Sporting era um «um saco de lacraus». Foi um injustiça. É apenas uma troupe circense que não desiste de nos divertir. Que Deus Nosso Senhor os poupe por muitos e bons anos.

um outro nível

24 Junho, 2018
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Quando pensava que nos íamos deixar de divertir com o Sporting, julgando que o clube passaria a ser dirigido por um tipo focinhudo e sem graça, como o Sobrinho ou o Ricciardi, tenho de confessar que me enganei: o regresso do saudoso Sousa Cintra, cuja entrevista à TSF, interrompida por um «lapso» com uma garrafa de água, ficará para sempre nos anais da comédia, é a garantia de que novos e melhores dias aí virão. Não deixando por mãos alheias os seus créditos, Cintra começou já hoje a prestar declarações públicas: “Aqueles que saíram, acho que bem possam voltar”, disse sobre os jogadores desertores. Soubesse eu disto há mais tempo e não teria senão apelado à defenestração leonina de Bruno de Carvalho. É que isto é um outro nível de comédia.

Parem com essas lágrimas de crocodilo!

24 Junho, 2018

Perdoem-me mas é absolutamente insuportável ouvir certas figuras políticas falar sobre a tragédia de Pedrógão Grande! Com  ar sério fingindo-se preocupados e emocionados com aquele fatídico dia vêm passados 365 dias dizer alarvidades como se os portugueses fossem um bando de estúpidos sem qualquer capacidade de análise. Continuamos com o mesmo SIRESP apenas com umas “melhorias” e  com a mesmas cláusulas vergonhosas que desresponsabilizam em caso de catástrofe; continuamos com 60% de casas por reconstruir; continuamos com vítimas sem água nem luz nem apoio psicológico; continuamos com os mesmos “boys” incompetentes na ANPC; continuamos em meados de Junho sem prazo de entrega de viaturas à GIPS e GNR  para combates a fogos; continuamos sem saber onde estão os donativos; continuamos sem saber porque o Estado compra mais 4 Kamov por ajuste directo depois da experiência desastrosa com esse equipamento; continuamos sem saber porque o  Estado ainda não foi formalmente acusado por negligência depois de três inquéritos independentes que o comprovam. Francamente!

Como se isto já  não bastasse vem o Primeiro Ministro afirmar que “Portugal devia ter estado mais alerta a tempo e horas para evitar Pedrógão” quando foi ele próprio como ministro da Administração Interna que fragilizou o SIRESP alterando clausulas para diminuir custos. Foi seu comparsa Lacerda Machado o autor do brilhante texto que transformou o SIRESP naquilo que ele é hoje – uma nulidade absoluta – com a colaboração de Constança Urbano!! Foi ele também que acabou com os guardas florestais! Foi ele que já primeiro ministro autorizou que gente sem qualquer habilitação para o cargo – professores do ensino básico, advogados, licenciados em Desporto e Lazer, enfermeiros –  integrasse as chefias do ANPC. Foi ele que fez os negócios ruinosos dos Kamov. Foi ele também que rumou para Ibiza enquanto Portugal ardia e morria gente e no regresso foi a correr fazer um Focus Group para avaliar sua popularidade e vem agora dizer que se podia ter evitado Pedrógão como se a culpa fosse dos proprietários dos terrenos que ele fez o favor de perseguir em vez de ajudar?! É preciso realmente fazer de nós todos parvos.

Por outro lado, Marcelo sempre politicamente correcto, a deixar a mensagem outra vez que tudo foi feito – claro, até os políticos foram roçar mato, coisa nunca antes vista – que todos manifestaram empenho e fizeram tudo o que era possível (e de facto o empenho foi tão grande que há bens e dinheiro  doados sem controlo nenhum e até perderam rasto a donativos). Que  “Houve um Portugal metropolitano que acordou para os “Portugais” desconhecidos, os “Portugais” do interior, que são vários. Começou a acordar em Junho e depois continuou a acordar em Outubro”. A sério?!! Como acordar se nunca dormiram sobre o assunto? O abandono do interior é um facto perpetuado ao longo de décadas por não trazer votos. Todos sabemos que poderá continuar a arder, poderá continuar a despovoar, que  o abandono às gentes do interior não vai acabar. Porque aos olhos dos políticos, quem não compensa eleitoralmente é simplesmente ignorado. Vão mas é mentir para longe!

Entretanto,  a lista  de arguidos de Pedrógão que não pára de crescer, não tem um único político  ligado ao governo, como muito convém. Nem mesmo Valdemar Alves, o Presidente da Câmara de Pedrógão Grande durante a tragédia faz parte dela como deveria. Esse, quase que por “milagre”, livrou-se de boa ao contrário dos outros autarcas. Há gente com “sorte”.

Se tudo está a ser feito é no sentido contrário ao que deveria ser. É para encobrir quem de facto teve responsabilidade e incriminar apenas a arraia-miúda. Arrastar depois o processo até entrar no esquecimento com uma condenaçãozita sem importância nenhuma. Fingir depois que nunca se fez tanto pela prevenção e combate aos fogos quando na verdade estão apenas a aplicar as mesmas fórmulas  desastrosas com cosmética. Para depois, caso se registe nova tragédia, com lágrimas de crocodilo no canto do olho, dizer: “fizemos tudo mas as alterações climáticas, os eucaliptos, os raios, os proprietários com as matas por limpar,  são culpados”. Outra vez. Eles? Nunca têm culpa de nada.

 

A política da miragem

24 Junho, 2018

Depois de nos anos 70 terem trauteado “A África é dos africanos” agora se pudessem despovoavam essa mesma África para através da imigração alimentarem o activismo do ressentimento. Tudo isto acontece num momento em que os políticos entendem que os povos têm os problemas que eles políticos determinam que existem. Eles não governam. Animam miragens. A imigração é uma delas. Mas para lá da miragem está o óbvio: receber imigrantes/refugiados num país tolerante com estado social não é um elemento neutro nesta operação.

 

Comércio e o interesse nacional

23 Junho, 2018

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Se Adam Smith desmontou já há muito tempo a visão mercantilista sobre o comércio internacional, talvez o título da sua obra mais conhecida não seja o mais feliz para que se perceba que as trocas comerciais se fazem entre indivíduos e organizações e não entre países ou nações.

Não é Portugal que exporta para Inglaterra ou Portugal que importa de Espanha. Não são os países enquanto entidades abstractas que têm preferências, gostos ou que tomam decisões sobre os produtos a comprar e vender. Só indivíduos ou entidades que se organizam de forma intencional, planeada e segundo regras próprias de comando em torno de desejos e objectivos comuns (empresas ou organismos do estado, pex) têm relevância económica para análise da acção humana.

A sociedade (ou economia, se se preferir o termo), mais não é do que o conjunto não planeado das interacções entre estes agentes.

Ora, neste pressuposto, resulta obtuso que se possa tomar como desequilibrado ou pernicioso o agregado de trocas comerciais voluntárias e, portanto, mutuamente benéficas entre agentes individualmente considerados.

Dito de outro modo: se os agentes económicos consideram que para melhorar a sua condição económica é do seu interesse importar mais do que exportar, por que razão o conjunto de todas estas interações há de ser considerado prejudicial para o país?

Os sistemas contabilísticos e em particular o recurso à análise da balança de pagamentos não nos deve desviar da realidade económica que lhe está subjacente. Os países não perdem nem ganham com o comércio internacional. Isso só se verifica ao nível dos indivíduos e dos agentes económicos. E é cada uma destas unidades que tem de gerir os seus orçamentos e responder pelas suas escolhas económicas.

Se não tivermos isto presente é porque partilhamos o ideal colectivista de atribuir maior importância à “nação” do que ao indivíduo. Só assim se poderá justificar a defesa da intervenção estatal no sentido de alterar ou “corrigir” os padrões de consumo e a livre gestão dos recursos próprios dos indivíduos.

Mas, em termos económicos, o “interesse nacional” existe? Ou o que existe é o interesse de cada uma das pessoas concretas que vive num espaço comum delineado por fronteiras a que chamamos habitualmente de “país”?
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O problema do gaiato que tratou Macron por Manu era não se dedicar à música techno

22 Junho, 2018

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dívida pública para totós

22 Junho, 2018
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Despesa pública é aquilo que o estado gasta para desempenhar e suportar um conjunto de actividades e funções que entende só poderem ser desempenhadas por si (segurança, justiça, educação, segurança social, etc.).

Dívida pública é a quantidade de dinheiro que, entre despesas e receitas do estado, fica por pagar.  Aqui há a considerar as despesas correntes do ano e as despesas com o passivo, isto é, com a dívida acumulada. Esta, por sua vez, é aquilo que o estado deixou de pagar ao longo dos anos.

Como o estado não é produtivo e, inclusivamente, destrói, com reiterada frequência, recursos que poderiam ser muito melhor geridos (veja-se, por exemplo, o relatório deste ano da Gulbenkian sobre o SNS) por uma entidade cuja finalidade fosse o lucro e não, por exemplo, a retribuição de favores partidários (veja-se, de novo, o citado relatório…), suscita-se o seguinte problema: donde lhe vem o dinheiro para pagar a sua despesa?

Quando os estados fabricavam moeda, o recurso habitual para suportar o aumento da dívida era pintar com cores garridas folhas de papel em branco e dar-lhes o nome de «dinheiro». A consequência imediata disso era a inflação, um processo normal de correcção do mercado pelo qual os produtores ajustam o valor de venda dos seus produtos ao valor (real) de mercado das unidades monetárias de troca. Bastaria conhecer um pouco de História Medieval para saber que «a quebra da moeda» nunca dá bons resultados. Mas, infelizmente, os governantes têm pouco tempo para ler História.

Em situação de desespero, alguns países fabricantes de moeda de fraca qualidade optavam por uma segunda medida «correctora» das «injustiças» económicas: tabelar os preços. Resultado? Falência dos produtores, que não conseguiam receita para suportar os custos da actividade, ou desvio de investimento de capital produtivo para países que permitissem uma melhor remuneração dos investimentos. Também a História ensina que, pelo menos desde o «máximo» da Revolução Francesa, essas medidas só servem para destruir um país.

Como, felizmente, já nada disto é possível (e, verdadeiramente, no plano dos resultados, nunca o foi…) em países civilizados, por exemplo, os que pertencem à União Europeia, o dinheiro para sustentar a conta dos estados tem de vir, necessariamente, numa percentagem esmagadora, dos impostos cobrados aos cidadãos e às suas empresas.

E donde vem este dinheiro cobrado pelo estado aos particulares? Do seu trabalho, da sua poupança e do investimento produtivo que fazem, obviamente, se valer a pena investir, isto é, se tiverem uma perspectiva de estabilidade económica e de obterem lucro. Pelo que qualquer governo minimamente racional tudo fará para que estes possam ganhar muito dinheiro e desenvolver as suas actividades produtivas.

Ora isto é o exacto contrário do aumento de impostos, das medidas que restringem as actividades económicas dos indivíduos e das empresas, em suma, de um clima económico incerto e inseguro para os investidores e para os que querem ganhar dinheiro com o esforço do seu trabalho e/ou das suas poupanças.

A solução que o governo do PS, com o Bloco e o PCP, apresentaram ao país, no início da legislatura, foi outra: ir buscar mais dinheiro aos contribuintes que ainda o têm e dá-lo a quem tem menos, para aumentar o consumo interno e, assim, desenvolver a economia. Só que nem esse dinheiro cobrado a mais foi entregue a quem tem menos (vd. os ridículos aumentos de pensões e salários do estado), nem o sofrível crescimento económico dos últimos anos lhe foi devido. Pelo contrário, ele resultou, essencialmente, de reformas do governo de Pedro Passos Coelho feitas sobre o imobiliário e o arrendamento, que transformaram essas actividades em actividades lucrativas, o que permitiu fazer renascer a construção civil, e, com isso, ganhar capacidade para receber turistas em grande quantidade, e desenvolver a restauração, a hotelaria, e aumentar a compra de imóveis e de produtos nacionais, etc.. E quais têm sido os resultados das novas medidas tributárias do actual governo: menos dinheiro no bolso dos portugueses ficarem para que eles possam poupar e investir.

Pois bem, quando ficamos a saber que a dívida pública portuguesa continua a subir exponencialmente e que o governo actual está a criar entraves ao arrendamento e aos negócios turísticos que têm sustentado o país, é de adivinhar o quê? Um enorme estoiro, a prazo, e o regresso do FMI. Preparem-se, pois então.

A táctica do costume

22 Junho, 2018

Como reage o socialismo-estatista quando um serviço público se degrada? Põe-se a discutir leis mais que perfeitas que garantem direitos mais direitos. Tudo gratuito, evidentemente. E sempre com os privados a serem apresentados como o inimigo a combater.

Começa esta sexta-feira o debate para mudar lei de bases da saúde

Futebol cirúrgico

21 Junho, 2018

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Acompanhar as participações da Selecção Nacional nos grandes torneios é assistir em tempo real à forma como se desenvolve um paradoxo. Sou do tempo em que os portugueses se entretinham a debater, e até a celebrar, vitórias morais. A equipa perdia o jogo mas, dado o extraordinário desempenho durante os 90 minutos, era como se tivesse ganho. Entretanto, durante o Europeu de 2016, perante uma sucessão interminável de empates que nos conduziram à inédita taça, franzimos o sobrolho com o orgulho ofendido. E agora, perante vitórias como a que foi alcançada contra Marrocos, soltamos doses cavalares de azedume e de desgosto pela prestação dos jogadores. As saudades que temos da época do “jogar como nunca, perder como sempre” levaram-nos a fechar o círculo e a substituir as vitórias morais pelas derrotas morais, desfrutando do futebol na óptica do bloco operatório: quanto mais pontos, maior a cicatriz. É possível que nem o troféu mundial nos livre da depressão que se está a instalar.

 

Costa amigo governa que nós fazemos estardalhaço para animar a malta!!!

20 Junho, 2018

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A guerra: imigrantes e cultura

19 Junho, 2018

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Ao escrever algo quando um tema está “ao rubro” na opinião pública corre-se o risco de os argumentos que se elaborem, mais do que nunca, serem treslidos, hiperbolizados, distorcidos ou pura e simplesmente ignorados. É difícil manter uma conversa intelectualmente honesta. Rapidamente se resvala para o plano pessoal e a catalogação dos intervenientes de acordo com estereótipos e caricaturas pré-estabelecidas.

Relativamente à questão da imigração ainda não percebi se os principais receios são de natureza cultural ou económica. É que quando se argumenta sobre a questão cultural, logo se contra-argumenta com a questão económica (ou vice-versa).

A objecção cultural que se vai observando por aí fica a dever-se ao facto de os imigrantes serem:

  • Islâmicos?
  • Pretos?
  • Islâmicos e pretos?

Ou será por quererem alterar o nosso modo de vida, os valores europeus e minar a sociedade tal como ainda a vivemos hoje em dia?

De acordo com a objecção cultural, a recusa de entrada de imigrantes deve ser aplicada a que grupos de pessoas?

  • A islâmicos?
  • A pretos?
  • A pretos islâmicos?

E esse não-acesso deve ser aplicado a todos os desse grupo? Ou há um número pré-definido de imigrantes que podem ser aceites?

Que tratamento dar a gente que queira alterar o nosso modo de vida, os valores europeus e minar a sociedade tal como ainda a vivemos hoje em dia, mas que já cá estejam dentro? Comunistas e Bloquistas devem ser expulsos de Portugal? O Pablo Iglesias ou o Varoufakis podem imigrar para cá?

Aos imigrantes deve ser vedado o direito de voto por forma a que não possam ter influência directa na escolha de políticas públicas?

Quem e de que modo se avaliam os critérios culturais acima mencionados para cada pessoa que queira entrar? O Estado através da discricionariedade de funcionários públicos? Se é fácil perceber quem é preto e quem é branco, que tratamento dar a mestiços? Vai-se perguntar que religião professa cada imigrante? Presume-se que as respostas que forem dadas sejam verdadeiras? Quem define o número de pessoas a entrar, o governo?

Devem ser colocadas a referendo estas questões? A Assembleia da República ou o Governo estão legitimados politicamente para tomar decisões nesta matéria?

Com base em que argumento moral se funda a objecção cultural à entrada de imigrantes?

Estas são algumas questões que não tenho visto serem respondidas com clareza e isso ajudaria à reflexão sobre o tema. Sei que o problema é complexo e nenhum de nós tem obrigação de ter a solução milagrosa para o assunto.

Todavia, será dispensável atribuir segundas intenções a estas minhas dúvidas, dizendo que estou a contribuir para o branqueamento do Islão, a defender o multiculturalismo ou a ceder a argumentos politicamente correctos. Não dou para esse peditório!

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A ler

19 Junho, 2018

João Miguel Tavares: Os senhores que mandam na Universidade de Lisboa (…) tomaram duas decisões abracadabrantes: entenderam que o professor Domingos Farinho era a pessoa mais indicada para integrar o júri que vai decidir quais serão os nossos futuros juízes (sim, refiro-me ao professor Farinho que admitiu ter dado uma ajudinha a José Sócrates na escrita da sua tese de mestrado e que foi apanhado a fazer pesquisa para a sua tese de doutoramento) e concluíram que o novo regulamento europeu de protecção de dados proíbe que as pautas de avaliação sejam tornadas públicas. Os senhores da Universidade de Lisboa fogem da transparência como o Conde Drácula fugia da luz.