É todo um estilo
O ministro da Administração Interna terá exigido que militares da GNR ficassem no exterior da casa porque cão não parava de ladrar. Associação de guardas fez queixa do ministro ao comandante-geral. (…) Inicialmente, os guardas nem tinham forma de ir à casa de banho, sendo forçados a deslocarem-se à coletividade mais próxima da vivenda. Depois da primeira queixa, apurou o Observador, os militares já têm acesso a uma pequena casa de banho junto à piscina do ministro.
Enfim, se o homem é assim em público não admira que em casa seja um arrogante social, insuportável e intratável.
Estruturalmente conjuntural

“A direita não sabe ver uma reforma estrutural mesmo quando ela lhe entra pelos olhos adentro”. Foi com esta frase que José António Vieira da Silva respondeu às críticas do PSD sobre a falta de visão de futuro do executivo. Quando ouvi estas palavras da boca do político que foi Secretário de Estado da Segurança Social entre 1999 e 2001, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social entre 2005 e 2009 e que é o actual responsável pela mesma pasta, lembrei-me logo daquela anedota clássica do homem que tenta motivar o amigo doente a largar os cigarros, dizendo-lhe convictamente que deixar de fumar era tão fácil que ele próprio já o tinha feito várias vezes. Vieira da Silva partilha deste tipo de sabedoria: percebe tanto de reformas estruturais, que em menos de duas décadas já está a fazer a terceira.
Em 2001, ainda no tempo de António Guterres, colaborou naquela que, de acordo com o anunciado, salvava a Segurança Social “até ao final do século”; em 2007, com José Sócrates, liderou a que, de acordo com o anunciado, a salvava novamente, muito embora, dessa vez, apenas “até 2050”; e agora, de acordo com o anunciado, está outra vez a salvá-la! Estruturalmente, como não podia deixar de ser. Uma vez que, aparentemente, os salvamentos da Segurança Social estão sujeitos a uma espécie de lei dos rendimentos decrescentes, suponho que este terceiro só durará até 2025.
A ideia com que fico é que se o Ministro Vieira da Silva fosse nadador-salvador, era capaz de, após chegar com o náufrago a terra firme, voltar a atirá-lo ao mar só para ter o prazer de o salvar mais umas três ou quatro vezes.
O virar da página no SNS
Incêndio no Hospital de Santa Maria, em Lisboa
Número de casos de legionella sobe para 38
Finanças bloqueiam cirurgias oncológicas no IPO-Lisboa
…
E receber o salário do seu pai parece-lhe bem?
Numa espécie de redacção sobre os animais nossos amigos versando não os animais mas sim a implantação do comunismo em 1917 Jerónimo de Sousa escreve várias inanidades sobre o comunismo em si mesmo ea URSS que José Milhazes desmonta com saber que lhe vem do estudo e da experiência própria. Mas sobre o que vai na cabeça de Jerónimo de Sousa há uma frase fantástica, Escreve Jerónimo sobre o arrendamento na URSS “Em 1985, mais de 80% da população já tinha casa ou apartamento individual e as rendas não sofriam qualquer alteração desde 1928 representando apenas 3% a 4% do orçamento familiar.“ Digamos que nesse aspecto, o do congelamento das rendas, nós até começámos antes dos soviéticos – começámos em 1910 – e o resultado foi o que se viu: acabámos sem mercado de arrendamento e endividados desde a juventude até à velhice para pagar a casa que não, não era no centro da cidade, nem sequer na cidade mas sim na periferia.
Ora tendo Jerónimo de Sousa nascido em 1947 cabe perguntar-lhe se ele achava bem receber o salário que o pai dele recebia em 1928?
Aqui ninguém se indigna
Revela o EXPRESSO que um dos agressores de Coimbra já foi julgou e condenou um deles por 7 crimes, quatro deles envolvendo agressões graves mas saiu sempre com pena suspensa. Também foi julgado e condenado por posse de arma proibida e condução sob o efeito de alcool. Foi sempre condenado a pena suspensa, pagamento de multas e trabalho comunitário.
Não sei se seria mais adequado caso o homem em causa tivesse cumprido pena de prisão mas espantosamente no mesmo país que quase parou por causa do acordão de Neto Moura não vejo que agora se discutam estes acordãos. Nem sequer deve haver tempo para questionar o seguinte: o condenado pagou as multas? Cumpriu o trabalho comunitário? Onde era esse trabalho?…
À atenção das redacções
Há anos que isto dura:não se noticia aquilo de que se discorda. Temos reportagens sobre qualquer ajuntamento de dez pessoas e simultaneamente ignoram-se manifestações que reúnem um nº considerável de pessoas.
Não interessa se se discorda ou concorda. Estas manifestações aconteceram no passado sábado mas os jornalistas quase não estiveram lá
A Escravidão dos Impostos em Portugal
É simplesmente criminoso o que se anda a fazer em Portugal anos a fio. Com uma irresponsabilidade arrepiante governa-se para a “compra” de votos sem qualquer preocupação com o futuro. Depois pede-se com ar muito sério austeridade ao povo português (que não inclui nunca a classe política) à qual se junta sistematicamente aumentos de impostos. Quando não chega o aumento aos já existentes, inventam-se uns quantos mais. Isto não é governar. É roubar.
O saque começa sempre pelos mesmos: os criadores de riqueza. A eles cabe a responsabilidade em primeiro lugar para pagar os devaneios dos políticos. Como aquele filho adolescente, estão a ver? que passa o tempo todo a exigir aos pais que lhe pague todos os vícios e luxos só porque acha que tem esse direito por ser filho. Ora o Estado age para com os empresários do mesmo jeito, considerando o lucro como um vício capitalista que é preciso controlar e manter em níveis baixos. É pecado ser criador de riqueza. Assim, penaliza-se a classe com obrigações fiscais diversas sobre a empresa (IRC, tributações autónomas, PEC) e depois sobre os trabalhadores (seg. social, fundo de compensação, acidentes trabalho, subsídio alimentação, formação anual, higiene e segurança). Feitas as contas é assim: um trabalhador que leve um salário de 1000€ bruto, custará à empresa, por subsídios férias e natal, 166,6€ (1000 x 14/12=1166,6€), 277,08€ de segurança social (1.000€ x 23,75% = 237,5€ x 14=3 325€/12=277,08€), 11,66€ de acidentes trabalho (1000€ x 1% = 10€ x 14 = 140€ / 12 = 11,66€), 131,47€ de subsídio alimentação (6,83€ x 21 dias úteis = 143,43€ x 11 meses = 1.577,73€/12 = 131,47 €) num total de 1 581,81€ ao qual se junta AINDA as despesas, algumas variáveis, com formação anual obrigatória, fundo de compensação de 1%, higiene e segurança e 136 dias pagos anuais de trabalho não efectivo correspondente a fins semana, férias e feriados.
Depois vem o contribuinte que com seus parcos rendimentos tem de entregar ao Estado quase metade do fruto do seu trabalho a esse vigarista travestido no IRS e outra vez na segurança social (11%).
Mas o confisco não acaba aqui. Depois, o Estado obriga a pagar IVA (entre outras taxas e taxinhas) de todos os serviços e bens transaccionados. Ora, enquanto nas empresas o IVA é dedutível, ao nível particular, tirando aquelas despesas mínimas mas com limites à dedução no IRS, o resto é pagar e não bufar. Ou seja, se nos retiram quase metade à cabeça para impostos sobre o trabalho, o resto acaba por inevitavelmente ir para pagar impostos directos e indirectos sobre casa, transportes, comida, luz, água, gás, roupa, educação e lazer (quando é possível). Ou seja, no fim das contas, ou nos cortamos em despesas ou ficamos a dever. Poupar? Bem isso é quase uma miragem pois tal proeza é só de quem consegue privar-se de muito e mesmo assim…
Um Estado responsável e competente não precisaria senão do IVA, cuja taxa até podia aumentar, para fazer uma boa gestão do sector, onde se tributaria apenas TODAS as transacções de bens e serviços. Porque esse é o único imposto justo e aceitável. Em resultado teríamos um impulso na economia com investidores a guerrearem para criarem riqueza no nosso país, emprego a disparar, nível de vida a melhorar, pessoas mais felizes e motivadas porque veriam mais dinheiro ao fim do mês impulsionando o consumo, salários com muita mais margem de negociação logo muito melhores e acima dos miseráveis 585€ de mínimo nacional. Sim, o investimento cria riqueza e a riqueza, quando acessível a TODOS atenua as desigualdades. E sem grilhetas, as pessoas produzem mais porque sabem que o retorno do seu suor, é delas. Só delas.
O Estado actual é ladrão autorizado que empobrece tudo o que estiver à sua volta sem sequer dar o retorno a quem sacrifica. Por isso tem de ser reduzido ao essencial com limites expressos na Constituição, parar de tributar sucessivamente e procurar no futuro ALIVIAR reduzindo a carga fiscal até à razoabilidade para devolver a liberdade aos cidadãos.
Porque imposto é escravidão, é roubo aos indefesos.
Não sabia que também era dada à beatice
O julgamento de José António Saraiva e seu editor por uma passagem no seu livro é das coisas mais bizarras a enfeitar a espectacular paródia que já é a justiça portuguesa. Então, uma mulher chateia-se por alguém dizer que tirou fotos eróticas com o namorado? Após décadas de queixumes contra o heteropatriarcado e sei-lá-mais-o-quê que de forma tangencial possam ter a ver com a emancipação feminina, vamos agora borrar a pintura toda à conta de pudor por um relato de libertação? Que mal tem que uma mulher use a beleza do seu corpo para presentear o namorado com recordações do seu erotismo? Quebra a imagem da fêmea casta, esposa dedicada ao lar e às agruras da maternidade? Não é isso mesmo que se pretende, não ter amarras de pudores religiosos, ultramontanos e castradores da figura feminina como portadora de plenitude sexual?
Chamem-me antiquado, conservador, até opressor colonialista de um fascismo sem rosto humano, mas não consigo encontrar qualquer motivo de embaraço por uma criatura se dedicar a posar para fotografias do seu corpo. Perceberia tal coisa numa época retrógrada, quando esses actos poriam em causa, por pura mesquinharia, a capacidade de uma mulher ser esposa e mãe dedicada enquanto ser sexual, porém, em 2017, depois do enorme esforço para que a mulher deixasse de ser um mero apêndice da propriedade masculina, é altamente contraproducente apresentar tamanha insegurança sobre algo que não só não é motivo de embaraço como deveria ser de orgulho pelo à-vontade com o seu próprio corpo.
Uma coisa seria a publicação de tais fotos, sem consentimento, como, aliás, a própria Fernanda Câncio e o seu editor fizeram quando apareceu uma fotografia de uma alegada Angela Merkel nua em férias, alegação essa que Merkel, como mulher sem tretas, ignorou com a natural irrelevância do caso (o texto de Fernanda Câncio criticava a publicação da fotografia enquanto, ao mesmo tempo, na versão impressa, a fotografia ornamentava o artigo). Outra coisa é alguém ficar chocado por se saber que uma mulher tirou, no aconchego do lar, umas fotos sem roupa para o namorado.
E não, não ficaria chocado se num baú do sótão encontrasse fotografias do mesmo cariz com uma avó ou com a minha própria mãe. Ficaria, sim, feliz por constatar terem tido momentos de alegria terrena de alheamento total à feiura do dia-à-dia. Era o que mais faltava, perpetuar a ideia de que uma mulher não pode ou não deve vivenciar a sua sexualidade como bem entender.
TODO O PODER AOS SOVIETES!
DN 6 DE NOVEMBRO DE 2017 Medina admite subir taxa turística em Lisboa
BLASFÉMIAS 3 DE NOVEMBRO DE 2017 CML, o soviete do BE e do camarada Medina: Aumento de impostos
Ainda se fossem cães
descubra as diferenças


A propósito de segurança privada
Desesperados por ninguém ter filmado as agressões de que foram vítimas por parte dos seguranças devem estar os homens que apresentaram queixas por agressão e sequestro na Festa do Avante em 2015.
Em Abril deste ano, 2017, ficou a saber-se que “Esgotadas as diligências de prova, não foi possível ao MP identificar o os autores dos factos”.
Bloco, onde andas tu Bloco?
…Já teve lugar a conferência de imprensa do Bloco a culpar o Goveno pelo surto de legionella no Hospital São Francisco Xavier?
4 de Novembro de 2017: Legionella. DGS confirma 18 casos no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa
CML, o soviete do BE e do camarada Medina (2)
A cada compromisso do PS com a extrema-esquerda cresce a camada da burocracia e dos cargos para os discípulos do prof. Boaventura. O acordo do BE com o PS na CML é um exemplo do que pagamos e dos problemas que nos estão a ser criados para que o PS possa governar. O acordo PS-BE prevê como aqui já dissemos a criação de lugares à medida para que mais clientelas se instalem e a introdução de critérios que ninguém consegue avaliar mas que permitem aos oligarcas da CML escolherem quem bem quiserem recorrendo a argumentos ideológicos. Mas não só, temos também:
3. agitação e propaganda
- «Centro de Acolhimento e Cidadania LGBT+.» ISTO É COISA PARA DAR EMPREGO A QUANTAS PESSOAS?
- «Casa da Diversidade «no centro da cidade, um espaço associativo e de eventos públicos, aberto aos migrantes e refugiados e à defesa dos seus direitos. » SERÃO AS NOSSAS MADRASSAS JACOBINAS PARA DAR EMPREGO, FORMAR ACTIVISTAS E CRIAR INCIDENTES QUE LEVARÃO À CONTRATAÇÃO DE MAIS ACTIVISTAS
4. Aumento de impostos
«Aplicação das receitas da taxa turística em higiene urbana e transportes públicos nas zonas de pressão turística, com reavaliação do valor da taxa em 2018.» PORTANTO A TAXA VAI AUMENTAR
5.Manutenção de clientelas
«Atribuição automática da tarifa social da água». – TRATA-SE DE UMA MEDIDA PURAMENTE DEMAGOGICA E AMBIENTALMENTE IRRESPONSÁVEL: MUITOS AGREGADOS FAMILIARES PAGAM MENOS POR ÁGUA DO QUE POR TELECOMUNICAÇÕES, NÃO TÊM QUALQUER MOTIVAÇÃO PARA POUPAR ÁGUA O QUE NUM PAÍS EM SECA É DE UMA INSANIDADE TOTAL
«Alteração dos regulamentos de acesso à habitação para proteger inquilinos em incumprimento por carência económica ou sob ameaça de despejo sem realojamento adequado.» PORTANTO A HABITAÇÃO SOCIAL É PERPÉTUA. ALIÁS NÃO SE PERCEBE SEQUER A FIGURA DO DESPEJO SE EM SEGUIDA SE TEM DE ASSEGURAR REALOJAMENTO. NOTE-SE QUE PARTE DA VERBA DO FUNDO DA SEGURANÇA SOCIAL VAI SER APLICADO EM HABITAÇÃO SOCIAL QUANDO O PREJUÍZO CHEGAR FAZ-SE MAIS UMA TAXA PARA CAPITALIZAR A SEGURANÇA SOCIAL
«Gratuitidade dos manuais escolares na escolaridade obrigatória, até ao 9º ano (por reembolso) no presente ano letivo, até ao 12º ano no próximo.» NÃO HÁ GRATITUIDADE ALGUMA. ESTAMOS SIM PERANTE UMA DESPESA ABSURDA NO CASO ASSUMIDA PELA AUTARQUIA.
(segue)
Para Que Raio Serve o PAN?
Andaram muito ocupados com a Morte do Galo em Seia que afinal é um ovo. Deram prioridade aos animais que quisessem passar a comer fora em restaurantes. Também não se esqueceram de criminalizar os maus tratos nem de regulamentar a venda em comércios e internet dos patudos. O resto do tempo foi para defender os copos menstruais e ovos contraceptivos para pombos, ou o reconhecimento no Código Civil de um eventual terceiro tipo de “pessoa”, para além da pessoa singular e da pessoa colectiva já existente, para animais. Muito bem! Esqueceram-se no entanto, COMPLETAMENTE das PESSOAS, ANIMAIS e NATUREZA vítimas dos maiores incêndios florestais de que há memória em Portugal. Alguém os viu ou ouviu??
Só em Pedrógão Grande, o número de pessoas vítimas oficiais foram 67 (nem o INEM quis colaborar com a Comissão Independente de Investigação aos Fogos para não ter de revelar algo incómodo) com centenas hospitalizados. Animais foram mais de 500 mortos e cerca de 1200 assistidos. Com a tragédia de 15 de Outubro somaram-se ainda mais 47 pessoas falecidas, mais de 60 feridas e o dobro de animais perdidos na tragédia de Pedrógão. Onde raio está o PAN? Alguém viu esta gente a sujar os sapatinhos de verniz nas cinzas, preocupado com o ecossistema ou a falar com a população afectada? Ora essa! Gentes rurais por acaso dão votos no PAN?
Na verdade se não fosse a Sociedade Civil, outra vez, a mobilizar-se rapidamente acudindo logo no MESMO dia às vítimas destes mortíferos e criminosos fogos, animais e seus donos estariam já todos mortos de fome. Ouviram bem? MORTOS DE FOME. Com efeito, é preciso estar no terreno para ver a dramática e revoltante situação de abandono a que estão sujeitos. Meu Deus! É impossível ficar indiferente a este sofrimento. São agricultores a suplicar por alimento para os animais sobreviventes. São pessoas aflitas porque não têm anexos para abrigar as ovelhas. Lágrimas por não ter como acudir aos bichos enquanto eles próprios sofrem também por terem perdido tudo. Vá lá… vá lá… o PAN não quer saber mas pelo menos temos a romaria de cínicos do costume a visitar as zonas ardidas porque fica bem no focus group (menos mal). Fazer, concretizar no imediato e rápido, com dinheiros de donativos (não Estatais) nem pensar. É preciso BUROCRATIZAR ao máximo aquilo que não lhes pertence se não à Sociedade Civil para fazer render o peixe nas contas bancárias… Enquanto isso, que se desenrasquem! Não é? O Natal já está aí e só 32 casas de habitação permanente estão a ser concluídas em Pedrógão. Digam lá se isto é admissível com milhões de donativos onde parte até já foi para aquisição de equipamento hospitalar! Haja vergonha!
O PAN é um valente flop! Não serve efectivamente para nada. Dois anos já no Parlamento e não criminalizou a violência sobre idosos. Não se preocupou um único dia com pessoas que vivem na rua. Não emitiu um pio sobre crianças maltratadas e abandonadas. Nunca se debruçou sobre o Tejo que está a literalmente a MORRER. Tal como Costa, foram atrás daquilo que dá votos pouco se lixando para aquilo a que foram votados. São um embuste que à semelhança do BE se dizem tão preocupados com os mais desfavorecidos mas esquecem-se deles todos os dias. Porque esses como já disse não são funcionários públicos nem dão votos.
Oxalá o cidadão acorde e perceba rapidamente que esta gente não passa de burgueses preocupados com seu lugarzito no Parlamento e os ponha dali para fora. Parasitas a ganhar milhares de euros mensais junto com seus “assessores da treta” que nem árvores plantam em prol da natureza mas que a usam para se promoverem, precisam mesmo é de ir dar banho ao cão, ao gato ou ao periquito… lá de casa… para bem longe.
Porque o Parlamento precisa urgentemente tal como nossas florestas, de “limpeza e reordenamento”. Arrancar pela raiz as “ervas daninhas” e renovar as “plantas mortas” para dar lugar a uma nova “reflorestação” política.
O PAN e todos que por lá poluem.
Estátua de sal te tornarás, povo que vota em Barrabás
Esta onda de linchamento a tudo e todos, na minha opinião, não reflecte o fim da revolução sexual e sim o repúdio da sociedade contemporânea pelos progenitores. Não se fica pela censura de comportamentos inapropriados: arroga-se o direito de comoção colectiva e generalizada que vise expurgar, em última instância, as falhas da humanidade, assimilando na perfeição o conceito de Homem Novo. O Homem Novo é mulher, que também é homem, porque cada um é o que quiser ser a uma dada altura. Os nossos pais falharam, com a sua devassa sexual, com a falta de sensibilidade pelo pecado do heteropatriarcado. Como poderíamos nós, os seus filhos, frutos de luxúria pecaminosa, abdicar do Pecado Original de tão animalesca concepção?
Deus terá dito que pouparia os justos em Sodoma e Gomorra, mas não encontrou qualquer um que fosse merecedor de piedade. Talvez o erro de Deus tenha sido o da criação propriamente dita, que quem vê a floresta trata as árvores como sendo todas iguais (excepto eucaliptos, esses caíram em desgraça por outros motivos).
Acordem-me quando terminarem de extinguir as falhas da humanidade, ou, em rigor, a própria humanidade. Eu cá fico quietinho, devidamente cristalizado como a mulher de Ló, aquela que se atreveu a desobedecer por olhar para trás.
CML, o soviete do BE e do camarada Medina
A cada compromisso do PS com a extrema-esquerda cresce a camada da burocracia e dos cargos para os discípulos do prof. Boaventura. O acordo do BE com o PS na CML é um exemplo do que pagamos e dos problemas que nos estão a ser criados para que o PS possa governar
- criação de lugares à medida para que mais clientelas se instalem
«Regularização de todos os precários da Câmara e das empresas municipais». – PORTANTO MAIS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E MAIS FUNCIONÁRIOS ADMITIDOS SEM CONCURSO
«Criação de gabinete de fiscalização da qualidade da alimentação escolar.» AS CANTINAS ESCOLARES JÁ SÃO FISCALIZADAS. NAS ESCOLAS HÁ PROFESSORES QUE TÊM TEMPO LECTIVO PARA ACOMPANHAR AS CANTINAS. VAI APENAS CRIAR-SE OUTRA ESTRUTURA.
2. introdução de critérios que ninguem consegue avaliar mas que permitem aos oligarcas da CML escolherem quem bem quiserem recorrendo a argumentos ideológicos
- «Estratégia de contratação que favoreça empresas sem precariedade.» PORTANTO O BOM OU MAU DESEMPENHO DAS EMPRESAS CONTRATADAS CONTA MENOS QUE O FACTO DA CML AS CONSIDERAR EMPRESAS COM OU SEM PRECARIEDADE.
- «Exclusão de apoios e isenções das entidades que recorram à precariedade» PORTANTO A CML GERE OS APOIOS E AS ISENÇÕES COMO UM SENHOR FEUDAL QUE TRATA COM GENTILEZA AQUELES DE QUE GOSTA E PUNE OS QUE NÃO LHE AGRADAM. NÃO É UMA QUESTÃO DE LEGALIDADE MAS SIM DE GOSTO.
- «Planos de freguesia para a erradicação da precariedade» ALÉM DE DAR EMPREGO E VERBAS AOS AUTORES DO PLANO ISTO QUER DIZER O QUÊ? AS FREGUESIAS ERRADICAM A PRECARIEDADE DOS CAFÉS, LAVANDARIAS, COMÉRCIO TRADICIONAL…É ISSO?
- «Alojamento Local: definição e ampla discussão pública do mapa de quotas por zona a apresentar após aprovação de nova lei. Criação de gabinete municipal de fiscalização com intervenção na hora e capacidade de retirar licenças em caso de reincidência comprovada.» PORTANTO UM SOVIETE PARA O ALOJAMENTO LOCAL AÍ VÃO OS COMISSÁRIOS NA HORA, ENTRANDO NOS ALOJAMENTOS LOCAIS, RETIRANDO LICENÇAS NA HORA PORQUE ACHAM QUE A QUOTA NÃO ESTÁ A SER CUMPRIDA..
(SEGUE)
O professor Teixeira dos Santos nunca deu por nada?
Podemos falar sobre este assunto? Ou a única violência de que se pode falar é a doméstica?
A rua Luciano Castilho, em Coimbra, viveu uma autêntica manhã de terror.
«O McDonald’s foi onde começaram as coisas. Foram agredidas várias pessoas que estavam no restaurante, incluindo um senhor de 57 anos», afirma uma fonte que prefere não se identificar com medo de represálias. «Eles ameaçaram as pessoas, disseram que lhes cortavam o pescoço», refere.
Dois homens começaram a agredir várias pessoas dentro do restaurante McDonald’s. As cenas de violência continuaram fora do estabelecimento e, segundo uma testemunha, um jovem ficou com o rosto desfigurado. De acordo com várias testemunhas, o incidente aconteceu às oito da manhã desta quarta-feira, 1 de novembro.
A Polícia de Segurança Pública de Coimbra foi chamada ao local, avançando aos populares que os agressores são conhecidos na zona pelo seu comportamento violento e que já cumpriram pena de prisão, tendo saído em liberdade há dois meses.
apelo aos indignados da justiça
Em tempo de grandes indignações contra juízes que invocam a Bíblia nos seus acórdãos, seria bom que os indignados do costume fizessem, pelo menos, alarido semelhante contra uma senhora juíza que, dizem os jornais, advertiu o réu que acabara de condenar a uma pena de prisão suspensa de quatro anos e meio a «não persistir mais» neste processo, quer isto dizer, a não recorrer da sentença que ela mesmo acabara de proferir. Ora, se isto não é uma ameaça ao Estado de Direito, onde um dos direitos fundamentais que assiste a qualquer cidadão é o de poder suscitar a revisão de uma sentença condenatória de um tribunal inferior para um de hierarquia superior, hão-de dizer-me o que será. É que, durante os próximos quatro anos e meio, se a condenação se mantiver, Carrilho poderá ir parar com os ossos à cadeia, o que, muito francamente, parece ser o sentido da advertência, ou ameaça, que a senhora juíza lhe terá feito. Esperemos, então, pelos protestos do costume e que a juíza seja chamada ao Conselho Superior da Magistratura e ao Supremo Tribunal de Justiça para esclarecer o sentido das suas (graves) palavras.
Tudo isto, naturalmente, para além da substância do processo, que não me interessa nada, menos ainda as duas personagens públicas envolvidas, por quem tenho idêntica desconsideração.

O general Rovisco Duarte considerou o facto de existir uma caixa de petardos a mais no material recuperado na Chamusca uma “ligeira discrepância” “perfeitamente compreensível”, dizendo que o material em causa era utilizado na instrução, podendo ter sido registada a sua saída e não ter sido na realidade consumido por várias razões, como por exemplo atmosféricas: “Se chove, a instrução pode ser interrompida e os rebentamentos podem não ser executados. (…) É material volante que saiu, uma caixa, não é tanto assim” Eu até diria mais senhor general, e quando faz um sol abrasador podem lá os distintos militares andar preocupados com uma caixa de material volante? Para não falar nos dias de vento forte em que uma pessoa nem consegue manter a compostura da farda: o melhor a fazer é deixar a caixa dos explosivos para trás que mais a mais o vento não a leva. E o nevoeiro, senhor general, o nevoeiro!? Coitadinhos dos militares a carregarem com uma caixa de petardos no meio do nevoeiro ainda fogem em debandada com medo do D. Sebastião. E na chuva temos de distinguir a chuva forte da chuva miudinha. Por mim que nunca fui à tropa estou em crer que a miudinha é a pior – uma pessoa com aquela humidade no corpo esquece-se de tudo! – mas o senhor que é general saberá melhor se é com chuva forte ou miudinha que se torna mais difícil verificar quantas caixas saíram do paiol, quantas foram utilizadas e quantas regressaram. Desde que o homem foi à Lua que não se faz uma operação de tal complexidade!!! Mas na Lua como se sabe não chove.
Senhor general por mim estou por tudo e até admito que a segurança do material militar passe a ser uma alínea do boletim meteorológico mas pelas almas senhor general não diga essas coisas naquelas reuniões internacionais a que a tropa portuguesa tanto gosta de ir.
comunicado oficial mdn
Comunicado do Ministro da Defesa, ou não Defesa, Nacional
Ao fim de meses incessantes na busca da verdade, ou da mentira, sobre o que aconteceu, ou não aconteceu, em Tancos, o Ministério que dirijo, ou não dirijo, descobriu, ou não descobriu, não só tudo o que se passou, ou não passou, no fatídico dia em que desapareceram, ou não desapareceram, uns caixotes com armas do Exército Português, como ainda apanhámos, ou não apanhámos, as armas roubadas, ou não roubadas, emprestadas, ou não emprestadas. Para a total glória do Ministério que dirijo, ou não dirijo, ainda nos ofereceram, ou não ofereceram, mais um caixote cheio de armas que não eram nossas, ou eram nossas, a título de juros pelo financiamento por nós concedido, ou não concedido.
Depois desta vitória por mim alcançada, ou não alcançada, abandonarei o Ministério que dirijo, ou não dirijo, informando os portugueses que resolvi aceitar, ou não aceitar, um convite para liderar, ou não liderar, um partido político da Catalunha, que ficou, ou não ficou, recentemente sem chefia. Mais informo que, no presente momento, já não estou a despacho, porque me encontro a escolher um adereço capilar que me coloque à altura da importância do novo cargo que aceitei. Ou não aceitei.
Azarado Lopes – Ministro, ou não Ministro

un idiot*
Quand pensab que Rajoy no tendria tubercols, mê equivokei. Ele tieno-los y yo no. A próposit, num estoy em Brusel para pidir exil pólitik, más somient para integrar el grandiós Cirque Democratique de la Belgique. Adibin quêl papiel tienen para mi…
Carlinhes Puigdemont
* En catalunhês

Moral da História
Para que um processo de independência seja bem sucedido nada é mais importante que a natureza dos líderes que o vão protagonizar. Obviamente com Puidgemont dotado daquele ar atolambado de quem está a fazer uma traquinice tudo aquilo só podia acabar numa anedota. Os belgas que o aturem (desde que não fale da Flandres, claro) mais aos conselheiros com que abandonou a Catalunha num processo não de independência mas sim de monumental irresponsabilidade: a próspera Catalunha é agora uma região donde as empresas fugiram, profundamente descredibilizada e que paga um preço caríssimo pela leviandade de umas criaturas que resolveram brincar às independências. Se o senhor Puidgemont e seus comparsas tivessem estudado mais História nomeadamente a de Portugal saberiam em primeiro lugar que POrtugal já era reino antes de 1580 e sobretudo perceberiam que não há independências grátis.
Os Filhos de Ninguém
Compreendo a tristeza dos casais que querem ter filhos e não podem. Compreendo a dor das mulheres desprovidas de útero que jamais poderão conceber. Não compreendo que se meta no mesmo saco, casais homossexuais ou pessoas solteiras e se crie legislação que os permita procriar tolerando que a criança cresça sem DIREITO à figura materna ou paterna tão fundamental ao seu crescimento.
Estamos a criar a geração dos filhos de ninguém. Os fins justificam os meios numa sociedade cada vez mais egoísta. Chamam a isso evolução. Mas na verdade é a desumanização em curso. É a degradação acelerada de valores que gerações futuras terão de pagar a um preço muito alto. Dizem que é para acabar com a discriminação. Dizem que é uma luta por igualdade de direitos. E os direitos da criança onde ficam nisto tudo? Que igualdade vem a ser esta?
Alguém já questionou as crianças que são objecto dessas experiências? Alguém já se preocupou em saber o que pensam elas destas decisões onde não são tidas nem achadas? Claro que não. Nada pode pôr em causa o desejo egoísta dos adultos LGBT e feministas.
Só mesmo quem não passou pela experiência de ser pai ou mãe NÃO SABE da importância que ambos têm no crescimento equilibrado e saudável dos seus filhos. NENHUM consegue substituir o outro porque ambos complementam a sua formação enquanto indivíduo. As meninas agarram-se à figura paterna na infância onde o pai é seu herói, seu porto de abrigo para depois na adolescência o “substituírem” pela mãe que passa a ser a figura com a qual se identificam e que procuram sempre que são assoladas por dúvidas ou se metem em problemas. Pelo contrário os meninos na primeira fase da vida são todos “da mamã” para depois já pré-adolescentes procurarem identificar-se com o pai, seu modelo de homem, sua referência, seu conselheiro. A NATUREZA comanda. Não vale a pena inventar ideologias para aliviar as consciências gays. Não funciona assim.
Num testemunho emocionado (veja aqui), Millie Fontana com 23 anos, criada com duas lésbicas, explica a crueldade a que foi submetida por egoísmo dos adultos. O quão violento foi crescer ao ser-lhe negado a existência de um pai. O quanto a afectou ter pais AMBOS mulheres. O medo de dizer o que sentia por receio de lhe chamarem homofóbica. Apesar do amor com que foi criada, o facto de ter sido privada da figura paterna, deixou-lhe marcas. Alguém se rala com este tema? Alguém já investigou as consequências da Procriação Medicamente Assistida junto destas crianças? Claro que não. Não é politicamente correcto.
A adopção deveria ser a ÚNICA possibilidade, por uma razão muito simples: a criança institucionalizada não tem absolutamente nada. Vive desprovida de afectos, de um lar. Ora, viver com pais do mesmo sexo não a vai perturbar mais do que viver sozinha num completo abandono. Sem no entanto lhe negar qualquer possibilidade de conhecer seus pais biológicos (deveria ser proibido não lhe facultar esse direito) e até poder conviver com os mesmos, esta adopção é positiva e é louvável. Pelo contrário aqueles que nascem da PMA , nascem da mentira. E isso é eticamente muito errado e profundamente perturbador no seu crescimento.
Porque há uma agenda LGBT e feminista para cumprir, rouba-se uma geração no seu direito a ter uma família tradicional porque agora defender o tradicional é discriminatório. Mutila-se a criança no seu direito à igualdade menosprezando por completo os sentimentos dela. Depois incute-se o sentimento de culpa que as impede de dizer o que sentem, que as castram do direito de dizer que não estão bem porque se o fizeram serão homofóbicas. Mais, também não poderão queixar-se dos pais gays porque ao fazê-lo alguém lhes lembrará que isso é… descriminação. E neste ciclo vicioso crescerão revoltadas entregues a um silencio doloroso que não sabemos ainda como terminará porque nem sequer queremos ver reconhecido que existe este problema.
E todos que tiverem a coragem de abordar o tema serão classificados de homofóbicos por defenderem os direitos dos filhos de ninguém. Como é o meu caso.
Isto faz sentido?
Digam-me que isto “jamé” aconteceu!!!!

A sério que António Costa foi entrevistado num decor destes? Não, isto só pode ser uma montagem das redes sociais.
Sobre o juiz que se limitou a cumprir a lei
As pessoas têm uma noção muito errada das leis que nos regem e de como chegamos a elas. Mas a ideia é reabilitar o criminoso, não é puni-lo nem trazer justiça à vítima. Está tudo vertido no código penal. Chegamos aqui deliberadamente. São os que mais promoveram isto que agora querem penas efectivas para violência doméstica (porque é o crime da moda).
Artigo 50.º
1 – O tribunal suspende a execução da pena de prisão aplicada em medida não superior a cinco anos se, atendendo à personalidade do agente, às condições da sua vida, à sua conduta anterior e posterior ao crime e às circunstâncias deste, concluir que a simples censura do facto e a ameaça da prisão realizam de forma adequada e suficiente as finalidades da punição.
[…]
Artigo 71.º
Determinação da medida da pena
1 – A determinação da medida da pena, dentro dos limites definidos na lei, é feita em função da culpa do agente e das exigências de prevenção.
2 – Na determinação concreta da pena o tribunal atende a todas as circunstâncias que, não fazendo parte do tipo de crime, depuserem a favor do agente ou contra ele, considerando, nomeadamente:
a) O grau de ilicitude do facto, o modo de execução deste e a gravidade das suas consequências, bem como o grau de violação dos deveres impostos ao agente;
b) A intensidade do dolo ou da negligência;
c) Os sentimentos manifestados no cometimento do crime e os fins ou motivos que o determinaram;
d) As condições pessoais do agente e a sua situação económica;
e) A conduta anterior ao facto e a posterior a este, especialmente quando esta seja destinada a reparar as consequências do crime;
f) A falta de preparação para manter uma conduta lícita, manifestada no facto, quando essa falta deva ser censurada através da aplicação da pena.
3 – Na sentença são expressamente referidos os fundamentos da medida da pena.
Artigo 72.º
1 – O tribunal atenua especialmente a pena, para além dos casos expressamente previstos na lei, quando existirem circunstâncias anteriores ou posteriores ao crime, ou contemporâneas dele, que diminuam por forma acentuada a ilicitude do facto, a culpa do agente ou a necessidade da pena.
2 – Para efeito do disposto no número anterior, são consideradas, entre outras, as circunstâncias seguintes:
a) Ter o agente actuado sob influência de ameaça grave ou sob ascendente de pessoa de quem dependa ou a quem deva obediência;
b) Ter sido a conduta do agente determinada por motivo honroso, por forte solicitação ou tentação da própria vítima ou por provocação injusta ou ofensa imerecida;
c) Ter havido actos demonstrativos de arrependimento sincero do agente, nomeadamente a reparação, até onde lhe era possível, dos danos causados;
d) Ter decorrido muito tempo sobre a prática do crime, mantendo o agente boa conduta.
[…]
O heteropatriarcado opressor até é confortavelmente burguês
Mencionar as escutas a Sócrates e Câncio é algo que os meus cinco leitores regulares (já inclui a Câncio via um dos Minions) esperam que faça. Contudo, tirando a novidade da linguagem fofa usada por pessoa habituada a tratar todos os outros por estúpidos e a destreza com que se fala de quantias de milhões a partir de um salário de primeiro-ministro, não há ali qualquer conteúdo relevante. Quem ler as escutas publicadas pela Sábado deverá sentir, tal como eu senti, uma enorme tristeza pela forma como as mulheres tratam José Sócrates. O homem foi constantemente esmifrado, sugado, espremido por mulheres — incluindo a mãe — sempre à coca de mais um pacotinho de dinheiro. É casacos, é prestações de hipotecas, é pedidos de compra de apartamentos, é propinas… enfim, li aquilo e fiquei genuinamente com pena do homem.
All You Need is Love, mas um casaco novo também dá jeito. Pessoalmente, considero que a publicação das escutas telefónicas de Sócrates com as mulheres só causa tristeza. Quanto às senhoras, só mostra que quem mais denuncia a opressão do heteropatriarcado é quem mais espera dele beneficiar. Se alguma coisa se pode tirar das escutas é que Câncio, para lá da fachada do moderno feminismo grotesco — o que recauchuta o pior do machismo para usar como sendo fresco —, estava mais que preparada para o papel de fada do lar na casinha que o “marido” pagasse.
tarde demais
Em política, quando certos factos ocorrem, é quase impossível reverte-los. É o que me parece estar a suceder com o processo de secessão da Catalunha, em que o estado e o governo de Espanha têm vindo a reboque dos acontecimentos ditados pelos independentistas. Ainda ontem, Rajoy terá ficado à espera que Puigdemont resolvesse marcar eleições para Dezembro (o que provavelmente lhe terá sido prometido) e foi mais uma vez toureado pelos independentistas catalães, que não só não marcaram eleições, como declararam hoje a independência. Rajoy perdeu, assim, mais uma vez, a iniciativa política, que entregou de mão beijada a Puigdemont. Qualquer coisa que faça, a partir do momento em que a «independência» foi declarada, será sempre avaliada em razão desse facto. As eleições de 21 de Dezembro, que marcou tarde e a más horas, serão um referendo à declaração de independência de hoje e não uma votação para eleger um governo autonómico que reponha a legalidade constitucional espanhola. Com um rei frágil e sem a autoridade que tinha o seu pai, com um primeiro-ministro desautorizado e um líder socialista radical, de quem se pode esperar sempre o pior, o processo de secessão caminha, a passos largos, para uma inevitabilidade.
O Juiz Que Fundamenta Com a Bíblia
Parece que há no Tribunal da Relação do Porto um juiz que negou o provimento ao recurso do Ministério Público para agravamento de pena suspensa para efectiva a um estupor, que se juntou ao amante da mulher para a sequestrar e lhe desferir uma valente tareia com uma moca de pregos, citando a Bíblia e o código penal de 1886! Alegou ainda que estava em causa a honra desse idiota troglodita (como se os monstros das cavernas merecessem tamanho apreço) como atenuante. Bonito!
Não estou nada surpreendida com este acórdão. Nadinha. Se a comunicação social em vez de andar atrás do Marcelo e do Passos fizessem mais trabalho de investigação para denunciar o que de mal se faz neste país para assim o melhorar, teriam descoberto há muito que este caso é apenas um num milhão. E tenho a certeza que, assim como escrutinaram este, se fizessem um levantamento sério às sentenças da nossa justiça, o país entrava em choque.
Infelizmente o Tribunal logo muito cedo passou a ser minha segunda casa devido às imensas adversidades que tive de enfrentar, sozinha. Por isso tenho conhecimento de causa. Aliás, tenho dito com alguma ironia, que se Holywood descobre minha história de vida, fico rica com a trama dramática digna de um Óscar! Não estou a brincar. E foi nessa travessia árdua que dei conta de como funciona a nossa justiça a quem tive de recorrer tantas vezes (e o nosso país no geral) quando precisamos e sobretudo se formos mulher. Com apenas 22 anos senti-me humilhada por um juiz que simplesmente referiu que se insistisse com divórcio, faria com que perdesse a guarda da minha filha alegando que não tinha condições para a ter porque estava a contrato no ensino e vivia em casa arrendada. Tal e qual. Estávamos em 1990 e pelo que deixou transparecer naquele gabinete para Reconciliação das Partes, não era a favor de mulheres que pediam divórcio. Portanto, ou me reconciliava ou tinha as consequências. Acreditando na justiça acima de tudo (como eu era ingénua nessa época!) que apontava que à mãe só lhe eram retirados os filhos por falhas graves, segui em frente. E para espanto de toda uma sociedade (que ficou a olhar de canto para mim achando que eu só poderia esconder grandes pecados por ter perdido a guarda para o pai), perdi a minha filha que passei a ver de 15 em 15 dias, ao fim de semana. Nada normal para a época.
Consegui reverter o processo se não passado quase uma década (8 anos) quando resolvo entregar o caso a uma advogada (uma mudança de estratégia minha que até ali só tinha tido advogados) e ela me diz: “Parece que vamos ter sorte. O processo vai ser julgado por uma juíza”, deixando transparecer que isso seria uma mais valia. E foi. Em 1997, e já com 11 anos, minha filha é-me entregue finalmente.
Dito isto, é claro que temos um problema cultural até naqueles que nos julgam. Quando um juiz minimiza uma agressão à mocada numa mulher que diz ser adúltera, está a dizer que as agressões de violência doméstica, têm atenuantes. Está a defender abertamente as agressões para casos específicos. Vindo de um juiz é gravíssimo porque o recurso à violência é primitivo, bárbaro e cruel. Nada o justifica. NADA. Recorrer a esta argumentação mostra falhas graves de carácter e isso é perigoso.
Porque os juízes são meros seres humanos, tem de haver mecanismos que façam com que a selecção seja feita aos melhores que a sociedade tem. E para isso não basta ter boas notas na faculdade. Tem de haver avaliações aos valores, formação humana, psicológicos. Além disto há que avaliar o trabalho deles de forma contínua. Verificar as sentenças. Retirar da carreira quem presta mau serviço. Não são umas pessoas quaisquer. Nem estão num lugar qualquer. Estes indivíduos julgam outros. Têm uma responsabilidade gigantesca nas mãos. Uma má decisão arruína vidas. Traz dor e sofrimento. Não é para qualquer um. Veja-se o caso do Hugo, o GNR que em exercício das suas funções mata acidentalmente o filho de um ladrão em fuga que tinha levado a criança para um assalto. Quem teve de indemnizar? Quem ficou com a carreira e vida destruídas. O Hugo. Sem falar dos que ajudam políticos a fazer desaparecer provas ou nem sequer levá-los a julgamento ou condená-los… estão a ver?
Quando um juiz assistido por uma mulher juíza impedem o agravamento da sentença a um bárbaro com moca de pregos, amplamente condenado pelos bispos e Amnistia Internacional, ou vemos colarinhos brancos corruptos ou pedófilos sem nunca conhecerem uma cela, não ficam dúvidas que a nossa justiça anda mesmo muito doente.
Nós não saímos do Governo nem ao pontapé
Quando a Academia parece mais corrupta que os corruptos
Manuel Pinho (MP): É evidente que os gajos vão gostar imenso de estar consigo e, quanto mais à-vontade e mais aberto, isso é melhor. E depois vai ser você nos anos subsequentes, quer vir cá um mês ou dois ou qualquer coisa, e arranja a coisa tranquilamente, não é?
José Sócrates (JS): ’Tá bem.
MP: E até, se quiser se eternizar num desses [imperceptível], eu até lhe digo qual é a técnica, pá, não é? E, e você pode fazer isso de caras […].
JS: Sim?
MP: Sabe […], arranja um tema qualquer sobre o Brasil, que o Brasil ache interessante que se estude, pá, relações com a China, sustentabilidade e pá, meta um coisa, relações como o Chile, uma merda qualquer, e depois diz ao Lula, “vocês que têm milhões de bolsas, patrocínios e essa coisa toda, façam, eh pá, suportem financeiramente um estudo sobre qualquer coisa”[…].
JS: Uh, uh…
MP: …que seja falsa, pá. Bem eles, então, aí ficam satisfeitíssimos, porquê? Porque, ’tá a ver, isto aqui não tem mistério, isso são coisinhas que precisam de conhecimentos, de verbas para investigação e essa coisa toda, e depois, o talento deles é que conseguem pôr muita gente a puxar para o mesmo lado da carroça, pá, pronto. Portanto, vão gostar imenso, você vai adorar isto.
JS: Uh, uh.
Telefonema de 17/2/2014, às 17h22. In revista Sábado nº 704
Antecipação do discurso de Puigdemont
Somos independentes no sentido em que somos independentes e sendo independentes não declaramos a independência pois somos independentes e o governo de Espanha numa manobra fraquista oprime a nossa independência.
NOTA DO EDITOR: As declarações dos (ir)responsáveis da Catalunha passarão a constar das páginas das charadas, enigmas e cruzadismo.
Este senhor é presidente da Assembleia da República
24 de Outubro de 2017
Alexandre Quintanilha, Ana Catarina Mendonça Mendes, Ana Mesquita, Ana Virgínia Pereira, André Pinotes Batista, André Silva, António Eusébio, António Filipe, António Gameiro, António Sales, Ascenso Simões, Bacelar de Vasconcelos, Bruno Dias, Carla Cruz, Carla Sousa, Carla Tavares, Carlos César, Carlos Matias, Carlos Pereira, Catarina Marcelino, Catarina Martins, Constança Urbano de Sousa, Diana Ferreira, Diogo Leão, Edite Estrela, Eduardo Ferro Rodrigues, Elza Pais, Eurídice Pereira, Fernando Anastácio, Fernando Jesus, Fernando Rocha Andrade, Filipe Neto Brandão, Francisco Lopes, Francisco Rocha, Gabriela Canavilhas, Heitor de Sousa, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Hortense Martins, Hugo Carvalho, Hugo Costa, Hugo Pires, Idália Salvador Serrão, Isabel Alves Moreira, Isabel Pires, Isabel Santos, Ivan Gonçalves, Jamila Madeira, Jerónimo de Sousa, Joana Lima, Joana Mortágua, João Azevedo Castro, João Galamba, João Gouveia, João Marques, João Oliveira, João Paulo Correia, João Ramos, João Soares, João Torres, João Vasconcelos, Joaquim Barreto, Joaquim Raposo, Jorge Costa, Jorge Campos, Jorge Falcato Simões, Jorge Gomes, Jorge Lacão, Jorge Machado, José Luís Ferreira, José Manuel Carpinteira, José Manuel Pureza, José Miguel Medeiros, José Moura Soeiro, José Rui Cruz, Lara Martinho, Lúcia Araújo Silva, Luís Graça, Luís Monteiro, Luís Moreira Testa, Luís Soares, Luís Vilhena, Margarida Marques, Maria Antónia de Almeida Santos, Maria Augusta Santos, Maria da Luz Rosinha, Maria Manuel Rola, Mariana Mortágua, Marisabel Moutela, Miguel Coelho, Miguel Tiago, Miranda Calha, Moisés Ferreira, Norberto Patinho, Nuno Sá, Palmira Maciel, Paula Santos, Paulino Ascenção, Paulo Pisco, Paulo Sá, Paulo Trigo Pereira, Pedro Coimbra, Pedro Delgado Alves, Pedro do Carmo, Pedro Filipe Soares, Pedro Soares, Porfírio Silva, Renato Sampaio, Ricardo Bexiga, Ricardo Leão, Rita Rato, Rosa Maria Bastos Albernaz, Rui Riso, Sandra Cunha, Sandra Pontedeira, Santinho Pacheco, Sérgio Sousa Pinto, Sofia Araújo, Sónia Fertuzinhos, Susana Amador, Tiago Barbosa Ribeiro, Vitalino Canas, Wanda Guimarães.
Catarina Martins, não faça género
O BE está a fazer uma dramatização com a escolha do Governo para a liderança da unidade de missão dos incêndios. O problema é o escolhido trabalhar há vários anos com a Navigator (ex-Portucel).O BE talvez preferisse um cientista social. Um especialista ideológico. Quiçá o professor Boaventura…
Catarina deixe-se de palhaçadas. Claro que o Tiago Oliveira lhe dá jeito no lugar – ele é tecnicamente competente – e a Catarina sabe muito bem que mais um Verão como este e o povo de que tanto fala é capaz de fazer justiça popular. Para o caso de não saber informo-a que os casos de justiça popular, essa que o BE tanto aprecia, aconteceram em Portugal sobretudo por causa dos incêndios. Um dia o povo fartou-se e pronto.
Acabe lá com performance e amanhã garanta aos seus camaradas que o escolhido para a unidade de missão tem o perfil adequado para garantir que o Governo sobrevive ao Verão de 2018.
Noção de Censura

Quando Nicolau Maquiavel escreveu a sua mais conhecida obra, O Babush, digo, O Príncipe, não dedicou nenhum dos 26 capítulos desse tratado político à figura do “convertido”. E era importante que o tivesse feito, uma vez que se trata de um personagem importante na arte de conquistar e manter o poder a qualquer custo, o tema abordado pelo ilustre florentino.
Vem isto a propósito de uma entrevista que chamou a minha atenção no fim-de-semana. Estava a vaguear pela internet e eis que me aparece uma fotografia do Daniel Oliveira associada à citação “vivemos uma indignação permanente, vazia, histérica e inconsequente”. Cliquei imediatamente no link, entusiasmado com o que julgava ser o anúncio do lançamento de uma autobiografia por parte do cronista do Expresso; mas, infelizmente, enganei-me, e a frase era dirigida a essa entidade mítica chamada “os outros”. Nessa entrevista, entre outras considerações e análises, Daniel Oliveira detém-se na moção de censura apresentada pelo CDS ao governo de António Costa, classificando-a de macabra e oportunista. Anteriormente, já outras pessoas da mesma área política a tinham apelidado de “manobra parlamentar”, mas como se tratavam de apoiantes da Geringonça pensei que estivessem a fazer um elogio.
Pessoas mais maldosas poderiam recordar as 6 moções apresentadas pelos partidos de esquerda apenas entre 2011 e 2015, ou a carta aberta de 2012, assinada por Daniel Oliveira, pedindo a demissão de Passos Coelho, mas seria bastante injusta a comparação dada a diferença de contextos. Nessa altura estavam em causa assuntos bastante sérios, tais como as taxas da segurança social e os vencimentos dos funcionários públicos, e agora trata-se apenas da morte de umas dezenas de cidadãos e do colapso do Estado na sua função mais básica. É, na verdade, caso para perguntar: se excluirmos a desorganização, a falta de planeamento, as nomeações desadequadas, a desorientação, a descoordenação, a desvalorização da gravidade dos eventos e as declarações totalmente descabidas proferidas após a tragédia, quais são os motivos que justificam esta censura?