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Quem sabe esclarecer?

24 Outubro, 2017

Estou perdida no gigantismo das revoluções na floresta levadas a cabo por este Governo. Pelas minhas contas já vamos em duas pois no sábado passado “a maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis” anunciada pelo ministro Capoulas Santos  deu lugar à nova maior revolução que a floresta conheceu  desde a anterior  maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis?

E portanto a senhora veio de Marte fazer essa redacção tipo candidata a miss após os incêndios?

24 Outubro, 2017

Há algum tempo desenvolvi um hábito: na leitura matinal dos jornais vou ao site do JN. E espero. Espero. Mas nada. Como bem se percebe espero para ler o director daquele periódico explicar, comentar, negar… enfim fazer qualquer coisa que explique a sua concepção de jornalismo-esfregona, porque valha a verdade quem quer ser general prussiano ou português vai para a tropa. Mas enfim ou o Afonso Camões não escreve ou eu não lhe encontro a prosa. O que não quer dizer que não encontre umas coisas equivalentes. Como este texto de Ana Catarina Mendes. Quem o ler acreditará que Ana Catarina Mendes tem estado em Marte nos últimos dois anos e lá de Marte viu os incêndios em Portugal. Tristinha resolveu mandar para a Terra donde não lhe chega qualquer notícia um texto. A bem dizer uma redacção comovida. Chama-se essa redacção “Futuro nascido das cinzas” porque de tudo há que tirar uma lição: ardeu-lhe a casa? Ardeu-lhe a terra? Pois olhe é todo um Futuro nascido das cinzas que tem à sua frente. Abstenho-me de comentar o futuro das vítimas e dos seus familiares pois Ana Catarina tb mal os evoca porque é o futuro que a espera.

Ana Catarina Mendes garante que o Governo vai fazer “aquilo que tem de ser feito. Com determinação e com condução política firme.” Mas cara Ana Catarina porque não o fez antes? Ana Catarina coitada está em Marte e não sabe o que aconteceu. Nunca ouviu falar das alterações na Protecção Civil, do SIRESP… Aliás Ana Catarina aponta um culpado, ou melhor culpadas: as alterações climáticas. Diz Ana Catarina que  “as alterações climáticas têm de ser consideradas no plano de ação para que não se repitam as tragédias deste ano.  Portanto Pedrogão foi o resultado das alterações climáticas? E qual a parte das alterações climáticas que levou o Governo a ignorar os avisos da metereologia em Outubro?

Além das alterações climáticas Ana Catarina tem outro culpado: o CDS e a Direita. Escreve Ana Catarina: “Com o país ainda incrédulo com a tragédia, a Assembleia da República discute e vota hoje uma moção de censura apresentada pelo CDS/PP. É curioso que seja protagonizada por um dos rostos mais responsáveis pelo estado a que chegaram as florestas portuguesas, por quem fez parte do Governo que mais cortou na prevenção e combate aos incêndios. Este é um momento de respeito por quem ainda chora e não para explorar a tragédia para proveito político próprio. É a Direita que temos. Contributo negativo para o momento que todos, coletivamente, vivemos.”

Nem sei que diga Ana Catarina. Realmente não se compreende. Eu até acho que se devia era apresentar uma moção de censura ao CDS por perturbar “o momento que todos, coletivamente, vivemos. e conspurcar o “Futuro nascido das cinzas”  que Ana Catarina anuncia num estilo arrebatador: “É tempo de reconstruir e de construir. O caminho está traçado e a estratégia definida pelo Governo. Este é o tempo de avançar.”

Cara Ana Catarina avance que vai por bom caminho. Pela parte que me toca vou experimentar olhar para umas courelas onde tudo ardeu e dizer que vai ser um “Futuro nascido das cinzas” O que a Ana Catarina não diz é que destas cinzas nascerão outras cinzas. Mas aí a culpa vai ser do clima que afinal não mudou e da Direita. Da Ana Catarina e daqueles que a acompanham no retiro em Marte é que nunca será.

Truque grotesco

23 Outubro, 2017

O PCP e o BE  qualificam a moção de censura do CDS a propósito dos incêndios de que resultou a morte de 113 pessoas como  “aproveitamento político” e  “truque grotesco”.

O Alexandre Homem Cristo fez o levantamento da fundamentação das moções de censura apresentadas pelo PCP e pelo BE nos últimos 10 anos (2008-2017).

O PCP apresentou 6 moções de censura, uma das quais através do PEV – 2008, 2010, 2012 (Junho), 2012 (Outubro), 2013, 2014. O que as justificou?

As ofensivas brutais “contra o valor dos salários” (2012)
o “ataque brutal aos direitos dos trabalhadores” (2008)
“a destruição da vida de tantos portugueses” (2012)
o “sentimento popular de rejeição da política de direita” (2014).

Nesse mesmo período, o BE apresentou 3 moções de censura2008, 2011, 2012.  O que as justificou?

A “defesa das gerações sacrificadas” (2011),
a recusa do “Tratado Orçamental” (2008) 
o “direito aos salários e às pensões” (2012).

Desta Vez, Quem Estraga Tem de Consertar! Ponto!

23 Outubro, 2017

Era o que mais faltava demitir o governo AGORA! Sei que pareço radical e insensível mas para grandes males grandes remédios! As pessoas jamais compreenderão a lição se não virem o diabo de frente como o foi anunciado e com razão, várias vezes. Jamais mudarão seu jeito de olhar para a política e os políticos se não faltar dinheiro nas contas no dia 21 de cada mês. Portugueses esquecidos que quem nos paga salários são os estrangeiros da UE. É triste dizê-lo mas só com a desgraça é que certos cidadãos acoplados ao Estado entenderão que gerir um país exige responsabilidade e responsabilidade não é distribuir a riqueza que não se tem para estender a mão a credores que nos vão pôr a todos a viver miseravelmente durante décadas. Isto tem de acabar, já!

Costa desde que tomou conta da governação a revelia dos resultados eleitorais para fabricar uma geringonça da treta, por causa dela, não parou de destruir o país. Não é só com fogos. É com TUDO. De forma completamente tonta desatou a reverter tudo e mais alguma coisa dando falsamente a entender que o país estava preparado para isso, pouco se importando com o que efectivamente a contabilidade revelava. Passou por cima de todas as instituições independentes que pediam cautela. E distribuiu novamente regalias às clientelas. Depois, sabendo desde sempre que isso iria dar cabo das contas, desatou a cativar dinheiro essencial ao bom funcionamento das instituições públicas. Resultado: um défice controlado à conta da mentira. Ora, sem dinheiro fundamental para o bom funcionamento do país, com cortes absurdos na protecção civil, estavam à espera de quê? Um mar de rosas? Pois bem, aguentem agora com um mar de chamas.

Isto sem falar dos amigos e familiares de amigos que desde o primeiro dia encheu o Estado parecendo a máfia siciliana, c’um catano!!! Já nem vergonha há para pôr marido, mulher, primos, sobrinhos, filhos, tios, tias, amigos e amigos de amigos!!! Nem sequer escondem. Não se privilegia a competência, não se evita sequer ministérios tão importantes quanto o MAI, nem organismos tão sérios como a ANPC. Nada. Venham os amigos porque a vidinha tem de ficar orientada assim que isto rebente e rodar de governo. Pagamos com a vida estas brincadeiras. Malditos!

Quando o país volta a bisar uma tragédia DANTESCA inexplicável, vem prontamente outra vez  a PJ afirmar que já sabe que não há indícios de crime!! Mas que brincadeira de mau gosto ver ser isto? Só um cego não vê. Espanha mesmo ali ao lado não hesitou em apontar o dedo à criminalidade que promete acabar. Não é por acaso que eles são uma grande nação e nós esta tristeza de terra ao Deus dará. Porca miséria.

Foi preciso um Presidente da República dar um valente murro na mesa para que os governantes parasitários em “eternas férias” reagissem e pusessem alguma ordem na casa.  Uma Constança que cai e finalmente deixa de ser o bode expiatório do Costa que se servia dela como  escudo à incompetência; uma maioria parlamentar que se viu obrigada a uma tomada de posição CLARA de apoio ao governo e os compromete finalmente nas consequências desta governação. Uma boa cartada, do Presidente sim senhor! RESPONSABILIZAR e CRIMINALIZAR é palavra de ordem.

É claro que num país civilizado, duas tragédias tão mortíferas com clara falência do Estado nas suas funções básicas teria estremecido o chão que estes políticos pisam e derrubado a corja toda! Mas ainda bem que cá continuam. Porque o chão ardeu todo mas agora há-de vir o terramoto dar conta do resto. O terramoto do descontrolo total da dívida que vai fazer disparar todos os alertas junto dos credores. Que vai pôr a UE de pé atrás e a torneira do dinheiro vai escassear.

Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) em posição no governo nesse dia. Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) a explicar aos portugueses que vão ter de lhes RETIRAR de novo nas regalias que repuseram sem qualquer responsabilidade. Quero-os a informar o país que vamos ter de apertar OUTRA VEZ o cinto porque não há dinheiro para um par de cuecas do Estado. Quero-os a subir impostos directos porque já nem todos os indirectos chegarão para esta engorda compulsiva do sector público. Quero-os a explicar novos congelamentos na Função Pública, novas vendas no sector do Estado, reduções de contratações, cortes de apoios sociais, desemprego galopante, fecho de empresas privadas. Quero-os a LIMPAR a porcaria que estão agora a fazer prontinhos para  descartar para outros palermas que virão. Para que outros sejam os maus da fita que limpa a sujidade governativa  deles e saírem bem vistos como “os bonzinhos que dão tudo” e os outros “os maus que tiram”! Chega! TERÃO DE ASSUMIR! Porque só assim a festa do regabofe socialista à conta do contribuinte, acaba.

Tal como nossos filhos que por muito que os orientemos só aprenderão mesmo com as cabeçadas da vida, desejo o mesmo aos portugueses. Porque se uns compreendem que é preciso governar com responsabilidade,  uma grande parte acha o contrário e merece tudo o que temos passado e vamos ainda passar.

Por isso para grandes males um grande remédio. Seja servida mais uma bancarrota que será certamente muito mais letal para quiçá aprendermos de vez a votar na responsabilidade em vez dos habituais encantadores de cães.

BASTA!

Esqueceram-se destas

23 Outubro, 2017

O Observador resolveu mostrar-nos as maravilhosas e pacíficas fronteiras existentes na Europa versus o pérfido e horroroso muro que Trump quer construir na fronteira com o México, muro esse que já vem dos tempos de Clinton. Para lá desse detalhe do muro de Trump que também é de Clinton, Bush que agora deixou de ser abominável e de Obama, temos outras imagens de fronteiras na Europa que não integraram a bucólica galeria do Observador. Aqui ficam algumas da Grécia com a Turquia e com a Macedónia e da Espanha com Marrocos

 

 

O mistério das segundas-feiras

23 Outubro, 2017

Todas as semanas acontece em Portugal um mistério. Dá ele pelo nome de “marquesmendologia”

Observador: Marques Mendes. “Marcelo Rebelo de Sousa não está lá para ser a rainha de Inglaterra”

I : Marques Mendes elogia “trabalho notável” de Marcelo e diz que Costa está “muito fragilizado” 

DN: Marques Mendes diz que Presidente não será contrapoder

Expresso: Marques Mendes: “Dizer que António Costa acabou é um manifesto exagero”

 

 

Leiam pf

22 Outubro, 2017

Especialistas: novas medidas são “o primeiro passo concreto para o fogo absolutamente desastroso de 2030”

Para memória futura

22 Outubro, 2017

António Costa: “Admito que tenha errado na forma como contive as emoções”

Morrem mais de cem pessoas em incêndios, o funcionamento das autoridades foi calamitoso e António Costa acha que errou na forma como conteve as emoções.

Metafísica socialista

22 Outubro, 2017

ps-toxicAs mesmas pessoas que, até ao mês passado, dariam a vida do primogénito (caso o tivessem) em sacrifício por juras de inocência de José Sócrates, agora, que fogem do ex-primeiro-ministro como um leproso foge dos abraços do Presidente da República, decidiram que a mais de centena de mortos nos incêndios deste ano foi consequência dos eucaliptos mutantes — dos que se tornam em árvores adultas em menos de três anos — que a Assunção Cristas “mandou” plantar.

Ignorando por completo a assinatura de um tal de António Costa, que ainda este ano anunciava 18 milhões de euros para “a melhoria da produtividade na plantação do eucalipto”, uma vez que “a produtividade média que temos por hectare é baixíssima e temos condições de a melhorar significativamente”, estes chanfrados profissionais a que o país mediático insiste em dar voz continuam a expiação dos pecados do governo com “o maior crescimento económico do século”.

Tal como Cristo, que, rezam as Escrituras, foi enviado por seu Pai para nos salvar do Pecado, é extraordinário — em todos os planos possíveis, incluindo o religioso — ver a ex-namorada de Sócrates — a jornalista que nunca viu, nunca desconfiou, nunca percebeu, nunca questionou — no rol dos messias que libertam o governo do peso do pecado. Para pessoas tão avessas ao Catolicismo, seria importante perceberem a lição completa antes de o assimilarem quando julgam que o denunciam: o caminho para a redenção começa pela confissão.

 

Uma oposição que prefere a meteorologia à ideologia

22 Outubro, 2017

O sol, a chuva, o calor, o frio, o fogo e as inundações ocupam agora em 2017 o lugar que a evolução dos juros desempenhou em 2010/2011: são aquele pedaço da realidade que se impõe à propaganda. Os mapas dos incêndios substituíram os gráficos do crescimento dos juros. Ao contrário do que se possa pensar, o balanço trágico deste Verão não tornou mais frágeis os acordos entre PS, BE e PCP. Pelo contrário, a contagem dos mortos, o relato do falhanço da Protecção Civil, a descrição da mediocridade dos boys por eles colocados, uniu António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa com o cimento mais poderoso de qualquer ligação: o medo. O governo não pode cair porque os seus protagonistas têm medo do dia seguinte.

Como de costume a oposição de direita, ou “menos de esquerda” confia mais na meteorologia do que nas suas ideias para que esse dia chegue.

Perante isto faz-se o quê?

22 Outubro, 2017

Robert Mugabe nomeado embaixador da boa-vontade das Nações Unidas

A resistência da varanda

21 Outubro, 2017

Desde que começou a paródia da independência da Catalunha que esta varanda de um andar de Barcelona se tornou um símbolo dos catalães que não se revêem nas tacticas de Puidgemont e, não menos importante, dos catalães que não se conformam com o ridículo a que os radicais os conduziram.

 

Quem é o Culpado do Inferno em Chamas?

20 Outubro, 2017

Fixe este número: 519 mil hectares de floresta ardida na região interior centro e norte do país SÓ em 2017, o equivalente à área de 519 mil campos de futebol onde jazem milhares de animais,  mais de 100 vidas humanas (até ver) queimadas vivas e centenas de casas, fábricas, produções agrícolas e ecossistemas destruídos. Depois junte a frieza de um primeiro-ministro que diz “que os portugueses têm de se habituar” , de um secretário de estado  que diz “não podermos ficar todos à espera que cheguem os nossos bombeiros e aviões” apelando ao “desenrasquem-se”, de uma MAI que diz que “temos de ser resilientes”, como reacção a esta SEGUNDA tragédia mortífera, como nunca se vira, e reflictam.  Não foi por causa das temperaturas elevadas, não senhor! Não foi por ser um ano excepcionalmente seco. Não foi raios nem queimadas. Não foi por causa dos incendiários do costume. Não! Não foi por causa disto que o Inferno em chamas chegou e incinerou tantos seres. Foi por INÉRCIA CRIMINOSA DO ESTADO. Outra vez.

Porque não há justificação que possam dar  e que explique como um país DEPOIS de uma tragédia tão grande como Pedrógão, não tomou acções PREVENTIVAS imediatas colocando todas as florestas em permanente vigilância e consequente limpeza de matas. Porque foi encerrada a fase Charlie ainda com temperaturas elevadíssimas e tempo seco, sem um pingo de chuva. Porque se deixou expirar contratos de meios aéreos reduzindo de 48 para 18 os meios de combate. Como foi possível deixar exactamente igual as chefias incompetentes e sem formação suficiente na ANPC.  Porque depois de cair o CONAC deixou-se o comando nas mãos Albino Tavares, o número dois, exactamente aquele que impediu o registo de mais alertas na fita do tempo aquando Pedrógão. Porque não foi imediatamente decretado na primeira tragédia que ceifou vidas, o estado de calamidade. Porque não foi de imediato substituído por outros meios de comunicação (os que nunca falharam nos tempos anteriores ao SIRESP) como plano B até resolver esse contrato de comunicação ruinoso e ineficiente. Eu explico: numa casa roubada onde até decorreu mortes trágicas, se de seguida não se põe trancas à porta nem vigilância, é porque simplesmente QUEREMOS que volte a acontecer. Porquê? Ora aqui está o grande busílis da questão…

É que só mesmo um parvo não entende o que está VERDADEIRAMENTE por trás disto tudo (veja aqui). A começar pela análise das fotos que foram chegando da catástrofe. Uma delas a qual  se tornou viral (veja aqui), tirada em Vieira de Leiria, analisada por  um conhecedor na matéria (ex-militar), revelava um fumo MUITO NEGRO e espesso com chamas vivas que alcançavam mais de 200 metros de altura (veja aqui) no pinhal de Leiria. Segundo o mesmo, jamais  pinheiros e resina a arderem teriam este cenário. Atribui a outros combustíveis como a mistura de gasolina e napalm (uma hipótese a considerar). Porque não se analisou isto? Mais: foram cerca de 600 focos de incêndio praticamente todos em simultâneo a deflagrarem de noite e madrugada. Cabe na cabeça de alguém que isto não seja um acto extremamente bem organizado por indivíduos MUITO BEM ENTENDIDOS na matéria e com a CUMPLICIDADE absoluta de gente bem colocada no poder? Mais ainda: o ataque foi só no INTERIOR centro e norte e este último num fim de semana que antecedia a previsão de chuva. Coincidências… A quem convém esta área ardida? Veremos daqui por uns tempos… E vou mais longe, para uma PJ tão hábil a no dia seguinte a Pedrógão descobrir a causa do incêndio numa árvore, não consegue imediatamente e só pela visualização das fotos do pinhal de Leiria chegar a uma única conclusão? Porque está tudo em silêncio e nem a Comunicação Social interroga isto? Porque agem como se tudo isto fosse normal?

Curiosamente vem agora o Louçã do alto da sua divina sabedoria dizer que é preciso um Super Ministério do Combate ao Fogo (mais boys anda girls chefiados quiçá por ele) em vez de mais eficiência do Estado na PREVENÇÃO e combate, a nacionalização das florestas  e expropriação a quem não limpa matas em vez de medidas de ajuda aos proprietários. Mas que conveniente. A reforma agrária do “tempo novo”.

A verdade é que o Governo QUIS manter tudo exactamente igual ignorando e MINIMIZANDO totalmente o trágico acontecimento em Pedrógão como se viu com Costa de ir tranquilamente para férias. O pedido de desculpas que nunca veio alegando que “só se dá na vida privada” demonstra algo que passou totalmente despercebido: um primeiro-ministro que não vê mal no que aconteceu. Que vê apenas danos colaterais. Porque onde há surpresa há choque e onde há choque há um sentimento profundo de culpa do qual nos tentamos redimir. Fiz-me entender? E isto está longe de ser arrogância.

O culpado só tem um nome e um rosto: Estado. Porque o verdadeiro criminoso não é quem pratica o crime. É quem deliberadamente o permite.

 

 

 

Desqualificado por falta de comparência

20 Outubro, 2017

Desistencia

“Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma?” – uma interessante pergunta de Adolfo Mesquita Nunes

20 Outubro, 2017

Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma? – uam pergunta feita por Adolfo Mesquita Nunes. A resposta já chegou?

Não deixa de ser significativo que o comentário que se ofereceu a Jerónimo de Soisa tenha sido esta boçalidade: “o Governo ficou mal na fotografia”. É tudo uma questão de imagem. não é?

Não, não é a continuidade numa linha de tragédias

20 Outubro, 2017

“As questões por detrás destas tragédias nunca foram prioridade de nenhum governo” – declarou Jorge Coelho a propósito dos incêndios florestais deste ano. Esta frase visa apenas desculpar o governo de António Costa: nunca governo algum falhou em Portugal desta forma no combate aos incêndios.

A náusea

19 Outubro, 2017

Mais um abraço, mais um beijinho. Agarra-se uma mão, se não forem as duas, olha-se para o chão, acende-se a vela e, na televisão, com o ângulo certo, o quadro compõe-se. Projectamos empatia, dizem eles, uma obrigação profissional para as ocupações do amor. Jornalistas-psicólogos atestam a dor que o político sente naquele momento fotografado, diagnóstico oriundo dos muitos anos a testemunharem momentos fotografados. “Adoro-vos a todos”, disse, em tempos, um deles. “Este cravo é vosso”, gritara o cangalheiro já depois de o ter sido e preparando-se para o voltar a ser. Cangalheiro em Junho, carrasco em Outubro. Nada fez. Seis dezenas não lhe perturbam as férias. Beijinhos, mais um abraço, “a direita”, “os eucaliptos”, “o raio”, o que o parta, talvez. Praia. Descanso da “direita”, do SIRESP que só funciona quando não faz falta. Descanso das esganiçadas e dos defensores de outros carrascos em terras alheias a quem vendeu a Fonte Luminosa, os que, em troca de um palanque para atirar beijos, moedinhas e Português de tasca, lhe cobram a alma dos portugueses que o enojam, putas a soldo tão difícil de sacar. Mais um beijinho. Mais um abraço. Acende a vela. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance” sem que tenha esticado o braço. Pornografia em horário nobre. Morre tu, Dantas, pum!, que, para ti, este Inferno é demasiado frio.

 

Sobra sempre para o motorista

19 Outubro, 2017

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Na Casa Pia tivemos o Bibi. Todos os outros eram alegados. No caso Sócrates  temos o João Perna. O João Perna é acusado. O João Perna sabia muito bem o que fazia. Os ministros coitados esses foram instrumentalizados.

Nada bate certo nesta história

19 Outubro, 2017

Apareceram as armas que eram muito perigosas e depois passarm a velharia e que nem se sabia se tinham sido ou não roubadas. A história do seu achamento como agora soe dizer-se é uma sucessão de inverosmilhanças:

Um comunicado divulgado pela PJM ao final da manhã de ontem adiantava que no âmbito de investigações de combate ao tráfico e comércio ilícito de material de guerra tinha recuperado, “com a colaboração do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé, o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos”. AS ARMAS ESTAVAM NA CHAMUSCA. A GNR DA CHAMUSCA NÃO FOI VISTA NO CASO MAS A DE LOULÉ SIM

A PJM recuperou todo o material, entre o qual os lança-granadas e as granadas de mão ofensivas. O Ministério Público (MP), titular da investigação, não foi informado da diligência da PJM NÃO É APENAS O MINISTÉRIO PÚBLICO: É O PAÍS.

Terá sido uma denúncia anónima para o número de piquete da PJM a dar a informação sobre a localização do material, facto que vai ser averiguado pelo MP. DIGAMOS QUE É UM ANÓNIMO SELECTIVO. ESTE ANÓNIMO ESCOLHEU A PJM. 

Informavam ainda que o material, intercetado na zona da Chamusca, já tinha sido levado para os Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está a ser realizada a peritagem para identificação mais detalhada.É AGORA QUE VÃO DECIDIR SE ESTAMOS PERANTE UM FURTO DE ARMAS OU DE ANTIGUIDADES?

Então está tudo bem

18 Outubro, 2017

Ele relatou que achara estranho as mensagens o urgirem para aquele local ermo a meio da madrugada, mas, como pessoa livre de desconfiança, cumprira como solicitado. Explicou que o ácido na cabeça que a tia penafidelense do Piscoiso lhe atirara não causou dor tão forte como as chamas do banho de gasolina que se seguiu.

A tia penafidelense do Piscoiso chegou a ser detida, mas as evidências levariam à sua imediata libertação. Ainda hoje se nota a reverência dos guardas pelas sábias declarações da velha matrona:

“Se ele quiser ouvir-me a pedir desculpa, eu peço”.

 

Faço minha esta pergunta

18 Outubro, 2017

FACE A ESTAS DECLARAÇÕES DO SECRETÁRIO DE ESTADO

“Têm de ser as próprias comunidades a ser pro-activas e não ficarmos todos à espera que apareçam os bombeiros e os aviões para resolverem os problemas. Temos de nos auto-proteger – é fundamental.”

Acabou-se a Taxa Municipal de Protecção Civil?

Admito que as armas que podem nem existir tenham aparecido em localidade que não sei se existe

18 Outubro, 2017

A armas, que o ministro admite não saber se foram mesmo roubadas, apareceram na Chamusca, que é localidade que o ministro admite poder nem existir. Aparentemente, os terroristas de direita que andaram a incendiar o país para matar as populações que em tempos elegeram Cavaco Silva, terão escolhido esta data para revelar as armas (que poderão nem existir) para abafar a demissão da ministra que comprovadamente nunca existiu.

O Presidente, que ninguém sabe se existe mesmo, terá falado ontem sobre o incómodo que é estas chatices todas existirem. Entretanto, admito que os autocarros continuam a andar entre uma paragem e outra enquanto Sócrates não admite que o questionem acerca do que o próprio admitiu querer falar na RTP, que, admito, terá mesmo concedido o tal desejo para, admite-se, conseguir audiências abaixo das do programa que a entrevista substituiu.

Começa a ser bastante atraente admitir a possibilidade deste país nem sequer existir.

 

Heloísa, daqui chama Terra…

18 Outubro, 2017

Essa extraordinária negociata da política portuguesa que dá pelo nome de Partido Os Verdes que permite ao PCP tirar ainda mais vantagens do sistema parlamentar de que tanto mal diz, já se pronunciou sobre os incêndios?E a camarada Heloísa vai votar como a moção de censura?

O Bloco vai à manifestação dos seus amigos galegos contra a Junta por causa dos 4 mortos dos incêndios?

18 Outubro, 2017

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Até podem adaptar para português: Non nos resignamos a sinalar como o principal culpábel o goberno incompetente da Xunta de Feijóo.

Ps. Note-se que o BE finalmente pediu uma demissão a propósito dos incêndios. Era um vazio difícil de preencher; a ausência do demita-se vindo do BE. Pelas palavras de João Semedo o Bloco pediu a demissão de David Dinis, director do PÚBLICO.Screenshot-2017-10-18 (4) João Semedo - Página inicial

O discurso que faria o Presidente Tino de Rans

18 Outubro, 2017

Gente, isto assim não pode ser. ‘Tá tudo á’rder, gente a morrer e ninguém faz nada de jeito. Os bombeiros andam às aranhas… e ele que me desculpe, mas o António Costa tamem tem culpa disto. Eu gosto muito dele, mas aqui ele num tem muita razão. Atão o SIRESTE serve para quê? Gastou-se um dinheirão com engenheiros e doutores e outros que até têm estudos e aquilo vai-se a ver, aquela merda não dá? Um gajo fazia melhor serviço com latas amarradas por um fio. Custava alguma coisa ter usado as antenas dos telemóveis existentes criando uma rede secreta que só os telemóveis dos operacionais podiam usar? Isso geria sozinho a capacidade da rede, que nunca esgotava porque aquilo tinha uma coisa automática para dar prioridade à rede de emergência em vez da normal da TMN. Eu disse isto ao Costa ainda noutro dia que o meu primo fazia aquilo a metade do preço.

Estou zangado e estou chocado. Eu sou um presidente amigo do povo, gosto de patuscadas e de ir à praia tirar fotografias com a miudagem. É este o meu povo que eu adoro. Esta cena vai manchar a minha magistradura de influênza… as pessoas pensam mal de mim e com razão, mesmo que eu não tenho culpa disto porque eu disse a tempo que isto num é um serviço em condições.
Desculpa, Tancinha, mas fizeste mal. Já disse ao Costa que devias ir para outro serviço, talvez o ministério da saúde, que a gente é para o que nasce. Ele lá sabe, mas eu acho que devias ir de férias e voltar mais descansada, se bem que agora também é importante não deixar o trabalho a meio e resolver o que correu menos bem.

Não há dúvida que o governo é legítimo, mas se o CDS tem dúvidas é melhor verem isso no parlamento para depois o PSD não continuar a queixar-se que roubaram as eleições e tal. É preciso respeitar a democracia. O que sei é que não vou tolerar mais incêndios como até agora. Se para o ano houver mais incêndios eu faço outro discurso e as pessoas vão ouvir, porque eu sou o presidente e o Costa tamém vai ouvir porque ele não fez por mal mas tem que evitar estas cenas para o bem de todos.

Força aí, Portugal. Eu estou com vocês.

Adenda: Gente, o vosso Presidente optou por incluir espaços nos parágrafos porque fica mais bonito e agora todos precisamos de uma palavra amiga com tipografia decente.

Porque sorri?

17 Outubro, 2017

A propaganda nunca resiste à realidade

17 Outubro, 2017

ESte gráfico que tirei do facebook do Vítor Cunha mostra como é uma mistificação dizer que esta tragédia é apenas a versão um pouco ampliada das tragédias dos anos anteriores. Para nãi falar da patranha do “Depois deste ano, nada pode ficar como dantes” proferido pelo primeiro-ministro. Se voltássemos aos anos anteriores sendo que eles não foram bons já não era mau. O que tem de mudar em relação ao “dantes” é precisamente a incompetência do Governo. Na maior parte dos dias essa incompetência traduz-se numa uma vergonha inútil que se entretém com o teor do sal, os livros para meninos e as mudanças de sexo. Nos dias que sobram essa incompetência torna-se criminosa

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O problema dos incêndios não se resolve de um dia para o outro mas agrava-se. E muito

17 Outubro, 2017

Tenta-se agora dar a ideia que esta tragédia é apenas a versão um pouco ampliada das tragédias dos anos anteriores. Isso é uma ABSOLUTA MENTIRA.  Há anos que o número de mortos vinha a baixar. E as populações sempre tinham ficado a salvo: na verdade até 2017 os anos em que o número de mortos subia tal devia-se ao facto de  bombeiros terem sido apanhados pelo fogo ou sofrido acidentes.

Logo este ano não só é um caso absolutamente diferente pelo número de vítimas mortais mas tb porque os mortos são as populações que um ser dito humano diz serem pouco resilientes. Em conclusão, importa-se esse prodígio da irresponsabilidade que nos governa a par da oligarquia de interesses que sustenta esta artimanha governativa de explicar como é isto possível:

1985, 14 mortos – todos bombeiros/ operacionais

1986, 16 mortos –  13 dos quais bombeiros/operacionais.

2003, 21 mortos.

2005 , 16 mortos – 12 eram bombeiros

2006, 6 mortos – todos bombeiros

2010, 4 mortos  – 3 eram bombeiros

2011, 2 mortos – ambos bombeiros

2012, 6 mortos – 4 eram bombeiros

2013 , 9 mortos  – 8 eram bombeiros

2015, 2 mortos  – 1 era bombeiro

2016, 3 mortos

2017, 100 mortos

Ai agora? Agora é tarde

17 Outubro, 2017

Vejo algumas pessoas — não muitas, admito — admiradas com a postura de governantes perante uma tragédia que é, hoje e sempre, consequência directa das opções orçamentais e de organização do governo. Compreendo-os, mas não percebo onde querem chegar. É por terem morrido mais de 100 portugueses em incêndios por falta de evacuação atempada por parte de uma Protecção Civil que só serve para proteger a sua própria existência e consequente salariozinho mensal? É por surpresa que um governo que defende a barbaridade do regime venezuelano, onde já morreram bem mais de 100 por motivo idêntico — o de o regime não funcionar —, tenha como prioridade comprar eleições com aumentos salariais para o eleitor-alvo através do esvaziamento de orçamento para as áreas consensuais de acção do estado, como a segurança? É por os incêndios terem sido em regiões de pessoas que, coitadinhos, por viverem fora da corte merecem uma atençãozinha em forma de briochezinho? Ou será porque, ao indignarem-se, conseguem o milagre da ilusão de que o país ainda tem espaço para alguma decência e pode ser mais do que o feudo do Partido Socialista?

Apesar da imensa ternura da última hipótese, esta demonstra uma perspectiva ingénua. Devemos é dar graças ao deus laico pela fortuna que é podermos ser camponeses da Sagrada Igreja do Partido Socialista. Só aceitando o PS no nosso coração podemos livrar-nos do pecado original e de toda a culpa futura pelas pragas que ocorram, das bancarrotas aos mortos em incêndios. Engane-se quem pensa que o Céu é lá em cima e o Inferno lá em baixo: toda a gente de coração puro sabe que o Céu é do lado esquerdo e o Inferno do lado direito.

 

Espanha 1 – 0 Portugal

16 Outubro, 2017

rescaldo-incendios

Alguém ajude o Costa

16 Outubro, 2017

Suponho que o actual primeiro-minsitro tenha amigos políticos e conselheiros. Alguém rapidamente lhe deite e mão e o ajude, sob pena de ele continuar de cabeça perdida a dizer e fazer asneiras que não apenas o envergonham, como comprometem seriamente o país.

Alguém que lhe diga que anunciar que na quarta-feira irá reunir com a associação de vítimas do incêndio de Pedrogão para dsicutir a reforma da floresta e o sistema de prevenção de incêndios deixa os cidadãos de boca aberta de espanto;

Alguém lhe diga que repetir muitas vezes num discurso ao povo a expressão «relatório de comissão independente» e «reforma da floresta» perante o número de 38 mortos, assusta bastante…;

Algúem lhe diga que afirmar  aos portugueses perante a tragédia de 100 mortos em dois dias de incêndios de que «estas coisas se irão certamente repetir» é completamente de loucos;

Alguém lhe diga que um dia terá de assumir a sua responsabilidade na negociação e contratação do SIRESP, sistema que é hoje objecto de chacota nacional, apesar de custar milhões aos contribuintes;

Alguém lhe diga que no dia a seguir a uma tragédia com 38 mortos, falar da futura revisão do Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, sem assumir que foi o  responsável político pela sua criação enquanto ministro em 2005, com os resultados que os portugueses comprovam pela televisão, não vai mesmo dar para esconder;

Alguém lhe diga que não pode continuar ignorar a sua responsabilidade por ter mudado todas as chefias de comandos da prevenção civil a meses do inicío da época de fogos, certamente decisão pouco sensata e com efeitos catastróficos como os relatórios já conhecidos comprovam;

Alguém lhe explique que todos sabem que a catástrofe vivida em dois dias de fogos não deriva do número de fogos (já houve semelhante), mas sim à centena de mortos, número sem paralelo em todo o mundo.

Alguém lhe explique que é o seu governo que governa, que é o seu governo que dirige as estruturas de prevenção, que é o seu governo que dirige as entidades de coordenação e combate a fogos, que é o seu governo que dirige as polícias e forças militarizadas, que é o seu governo que dirige todos os organismos responsabilizados por deficiência de planeamento e estrutrais que falharam;

Alguém lhe explique, porque já se percebeu que ele não entendeu e continua a fazer a triste figura que todos veêm;

Alguém lhe explique que já não consegue enganar ninguém;

Lembrem-se do Santana

16 Outubro, 2017

Se o Governo não fosse de esquerda discutia-se neste momento a sua queda não a demissão de uma ministra.

Isto vai ser assim

16 Outubro, 2017

Agora fazem de conta que nunca estiveram com o Sócrates. E o Sócrates esbraceja por aí que é tudo uma cabala.

Dentro de alguns anos vão de fazer de conta que foram críticos do governo de António Costa. António Costa vai dizer que este não era o seu governo. O PCP vai dizer que estava contra o governo porque apesar de o viabilizar este era de direita. O BE vai dizer que os incêndios aconteceram porque não foi possível avançar.

Então? ‘Tá tudo bem? Pois claro que ’tá.

16 Outubro, 2017

leiria-ardida

O Monstro da Dívida

16 Outubro, 2017

Com Sócrates e o Processo Marquês ficou claro como se alimenta um monstro criado em democracia. Já vem de longe esse golpe de esquemas. O país que  tinha as contas controladas e muito ouro nos cofres com Salazar, o bastante para que Portugal, na mudança do regime prosperasse, foi literalmente engolido pela ganância sem escrúpulos dos governantes e suas clientelas. Sob a falsa promessa de liberdade, Abril de 74 afinal trouxe muita escravidão fiscal (roubo descarado a quem produz) ao brindar-nos 3 anos depois, em 1977, com uma bancarrota seguida de mais outra em 1983. E nem sequer ficamos por ali… Em 2011 caiu-nos outra em cima!! Tanta austeridade severa imposta! Tanta miséria! Como foi possível tamanha derrocada financeira? Ah! Já sei…  andaram todos a roubar a Nação em vez de a governar.

Não me venham com a treta das crises internacionais. É claro que países dependentes do exterior sofrem com estes abalos. Mas é para isso que servem as reservas. As poupanças são para precaver o futuro e num país bem governado, nunca são descuradas. Mas nós, com governantes despesistas a viverem só para o momento,  à conta do contribuinte (essa fonte inesgotável de rendimento), preocupados em fazer crescer suas contas bancárias e as clientelas que lhes vão eternizar a cadeira do poder e dar acesso a status e boa vida, só poderíamos estar hoje completamente endividados, pré-falidos e literalmente nas mãos de credores. Miseráveis!

De sorriso descarado nos lábios, Centeno, com os chavões recorrentes de falsa reposição de rendimentos, enganam os tolos orçamento após orçamento, dando migalhas dum lado para carregar fortemente nos impostos sob a lenga lenga nojenta de taxar pela nossa saúde! Ora se fosse pela nossa rica saúde, BAIXAVAM os produtos alimentares SAUDÁVEIS e essenciais. Se taxam mais é porque desesperadamente querem receita fácil nos produtos de maiores vendas. Vão enganar outros!

O OE2018 volta ao ASSALTO habitual ao contribuinte. Faz falta dinheirinho para alimentar os esquemas habituais da governança e suas respectivas clientelas FAMINTAS a quem se promete mundos e fundos sem um chavo no bolso! O monstro da dívida, esse, cada vez mais gigantesco não se mata. Não se diminui. Controla-se, isso sim, o défice como se o défice não tivesse nenhuma ligação à dívida pública e chama-se a isso “controlo” (sim, é o controlo contabilístico do empurra para debaixo do tapete). É para rir? Isto claro, até ao próximo colapso. Mas alguém acredita que com o tetra em bancarrotas os credores não nos tentem pôr os patins rapidamente? Não brinquem com coisas sérias. Porque só temos tido dinheiro para pagar as despesas do Estado graças à UE. Esqueceram-se?

Se fossem competentes (porque taxativamente não valem um pum!) neste OE começariam por CORTAR a eito tudo o que nos empobrece : nas regalias e subvenções vitalícias (a austeridade tem de chegar a todos); nas fundações, institutos, empresas municipais e observatórios (a maioria não observa coisa nenhuma); no número de Câmaras Municipais e Assembleias e Juntas freguesia; nos financiamentos e isenções a partidos políticos; no número de deputados; na atribuição de carros a Presidentes, governantes e assessores; nos motoristas particulares 24h/dia e a fazer extras; nas renovações sistemáticas de frota de carros; na utilização dos carros Estado para fins particulares; nos subsídios de deslocação e/ou residência para TODOS os deputados e governantes; nas administrações numerosíssimas de hospitais públicos; nos milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios; nos salários milionários da RTP e nos milhões que a mesma recebe todos os anos.; nas PPP; nos prejuízos das empresas públicas e salários desses administradores. Depois dos cortes, AUDITAR todo o sector público impondo rigor e contenção de custos. Ao cêntimo. E isto, rapidamente, para atacar a dívida enquanto a conjuntura externa nos é favorável.

Porque em casa mal governada onde uns roubam outros desperdiçam perde-se muito dinheiro. Perdas que dariam para baixar impostos e investir na qualidade de vida dos cidadãos. E pôr equilíbrio financeiro nas contas do país.

Os prejuízos do Estado são colossais e ninguém os ataca porque ninguém quer perder suas regalias (ora aí está o cerne da questão) e é mais fácil enganar o cidadão fingindo que se lhes dá alguma coisa do que atacar o problema de frente.

Até ao dia em que o monstro passe a ser Besta e os salários da Função Pública e reformas deixem de cair na conta ao 21 dia…

Lembram-se da Grécia?

é sempre possível fazer pior

16 Outubro, 2017
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A senhora Patrícia Gaspar que “dirige” uma, segundo se deduz das suas próprias palavras, inexistência orgânica – a Protecção Civil – afiançou-nos, numa conferência de imprensa de há pouco, que ontem «batemos todos os recordes» em matéria de incêndios. Parabéns, Patrícia, por mais este triunfo do governo de António Costa: quando se pensava que o recorde, nesta matéria, tinha sido alcançado nos incêndios de Junho e que tínhamos aprendido alguma coisa com isso, afinal é sempre possível fazer melhor. Ou pior, neste caso.

Isso mesmo nos foi também garantido pelo senhor Primeiro-Ministro, que, ontem ainda, nos assegurou que isto não ficará por aqui e que «dias negros vão seguramente repetir-se». Repare-se na segurança do governante, a prometer somente aquilo que sabe, de ciência certa, que pode cumprir: basta vir aí mais uns dias de calor que, lamentamos muito, isto arde tudo outra vez. Paciência: habituem-se!

Mas o que mais incomoda em tudo isto é o discurso permanentemente auto-justificativo de quem nos governa: a culpa é da fúria dos elementos, dos incendiários, das populações que não se sabem precaver, da falta de «resiliência das populações», segundo a inenarrável ministra (?) Constança, que, certamente pensando na sua elevada capacidade de resiliência ao caos em que transformou o ministério que dirige (?), recomenda o mesmo às populações atacadas pelos incêndios. A culpa é de tudo e de todos, menos de quem nos governa, claro está.

Enfim, o que interessa é que hoje começa a chover, o Inverno está à porta e só devemos voltar a ter disto daqui por uns meses. Na confessada impotência do nosso governo, o melhor mesmo seria entregarmos o ministério da administração interna ao S. Pedro. Ou a ninguém, o que não seria muito diferente daquilo que temos.

Agora aguentem!

16 Outubro, 2017
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Quando aceitamos bovinamente e até exigimos que o Estado se imiscua em tudo, da economia à vida privada dos cidadãos – se andamos de carro ou a pé, se ingerimos muito sal ou açúcar, que aceitemos a mudança de sexo dos catraios, no limite (lá chegaremos…) como devemos repartir as quecas com parceiros de diferentes “géneros” – não nos podemos admirar que faça tudo de forma deficiente e sempre insuficiente. Nem nos podemos queixar que aquilo que deveria ser a sua função primordial e inalienável – a defesa do território e a segurança de pessoas e bens – seja relegado para o fundo da escala de prioridades.

Habituem-se, aguentem e conformem-se com as mortes. E nas próximas eleições, não se esqueçam de dar maioria absoluta ao Costa.

Nojo

16 Outubro, 2017

um país de merda

16 Outubro, 2017
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Um país que deixa que lhe consumam mais do que 50% da riqueza produzida em impostos e permite que o estado não lhe garanta a protecção civil é um país de merda. Um país de merda onde, depois de morrerem mais de 65 pessoas por incúria do estado e do governo, dirigentes merdosos dizem alarvidades como «Não podemos ficar todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver o problema», sem se demitirem, nem serem demitidos. É um país pelo qual o poder já não tem qualquer respeito e ao qual se atreve a falar assim. É um país onde não há responsáveis políticos, nem gente com categoria para assumir as tragédias que acontecem nas áreas onde o estado e o governo têm obrigações, refugiando-se em explicações meteorológicas, no passar do tempo, em processos burocráticos, em relatórios que ninguém lerá. Mas é esse mesmo país que tenciona continuar a votar em quem não lhe garante sequer a segurança física das suas pessoas e bens. Não merece outra coisa.

Não quero incomodar, mas isto poderá estar a arder

15 Outubro, 2017

Não sei se vale a pena noticiar mais incêndios, que tal começa a parecer má vontade de ingratos pelo aumento de quase uma dezena de euros nas pensões do próximo ano para mitigar o aumento de várias centenas de euros em impostos. Sim, é verdade que morreu gente hoje, mas, bem vistas as coisas, ninguém viu, ninguém soube, ninguém desconfiou de nada. Após um ano de quase perfeição no combate aos incêndios de Verão e uma espectacular planificação para resultado que se antecipa ainda melhor para as cheias de Inverno, parece mesmo má vontade andar aí a presumir que algo podia ser feito para que não morressem mais pessoas pelo fogo neste pacato ano de 2017.

Vamos ser honestos: também não estamos à espera que as pessoas que durante doze anos — pelo menos doze! — não repararam na fantástica vida do nosso querido líder e vitaliciamente presumido-inocente fossem agora reparar em pequenos aborrecimentos perfeitamente banais como incêndios de grande proporção.

É por coisas destas que discordo da proposta de Assunção Cristas para arborizar o Terreiro do Paço: aquilo ainda pega fogo e acaba a morrer alguém importante por um motivo tão fútil como “ficar mais bonito”. Já sei que é garantido haver “mão criminosa” nestes incêndios. É que nisto, a presunção de inocência de pessoa desconhecida não se aplica: já se sabe que há criminosos, tal como se soube com a Kate McCann, com o Duarte Lima e com qualquer indivíduo sob a qual recaia a suspeita de ter, em tempos, votado em Cavaco Silva. Não, a presunção de inocência não se aplica a eventuais incendiários (é que nem o famigerado “alegado” entra na historieta): são culpados, ponto final, a culpa não é de mais ninguém.

Inocente é o Sócrates. Culpados sois vós, os que insistis em viver entre brutos para lá dos jardins da corte.