A conta
Pedrógão Grande – Lista de perguntas
Espero que se faça um inquérito independente com membros externos ao governo, protecção civil, politica em geral e bombeiros que responda às questões seguintes:
1. Qual foi a sequência de acontecimentos no Sábado dia 17 desde o início do incêndio até ao momento em que o Secretário de Estado anunciou a existência dos primeiros mortos? Para se saber a que horas chegaram os primeiros pedidos de ajuda, a que horas foi fechado o IC8, a que horas o incêndio passou nas diferentes aldeias, a que horas passou na estrada da morte, a que horas as autoridades tomaram conhecimento da existência de mortes, a que horas os políticos ficaram a saber da existência de mortos.
2. Porque é que houve um aparente blackout informativo entre as 20h00 e as 23h45 quando são anunciados os primeiros mortos? Houve gestão política da divulgação impedindo a população de ter acesso a informação sobre o risco que corria? Porque é que é aparentemente mais fácil e rápido o Marcelo chegar a Pedrógão do que a notícia de mortos chegar a Lisboa?
3. Como se decidiu e com que informação se decidiu fechar a IC8 mas não nenhuma outra estrada? Para se saber se é normal as autoridades fecharem estradas sem uma noção clara das implicações desse fecho para o fluxo de trânsito.
4. Qual foi o papel da falha do SIRESP no desastre? Por que razão o SIRESP é como é e porque é que ninguém tentou mudar nada?
5. A protecção civil tem planos prévios para incêndios catastróficos? Se tem, testa-os em simulacros? Existem planos que permitem identificar rapidamente pontos e situações de risco? Como é que a protecção civil identifica precocemente um incêndio catastrófico e em como difere o procedimento?
6. A protecção civil tem meios para colectar, tratar e representar graficamente informação em sistemas de informação geográfica sobre o terreno de cada incêndio ou os comandantes têm que seguir o instinto e fiar-se no que vão ouvindo de outras pessoas?
7. Que tipos de dados são analisados e que tipo de planos são feitos antes de cada época de incêndio? Sabe-se à partida se há ou não meios para eventos catastróficos? São feitos cálculos e simulações? Quem se responsabiliza por esse planeamento e qual o grau de controlo que o governo faz sobre isso?
A caminho do disparate
Ó senhor secretário de Estado…
E pronto além de combaterem os incêndios os bombeiros têm ainda de tentar salvar os membros do Governo de si mesmos
Desculpem a pergunta…
onde é que pára a geringonça?
24 horas
Lembro-me, como se fosse hoje, da tragédia da ponte de Entre-os-Rios, e da rápida decisão do então ministro Jorge Coelho se demitir do importante cargo político que ocupava. Estava, por essa altura, há alguns dias no Rio de Janeiro, distante do que por cá se passava, e tudo aquilo me pareceu exagerado: no fim de contas, que responsabilidade poderia ter um ministro que tem, sob a sua responsabilidade, a tutela de milhares de equipamentos iguais ou semelhantes ao da ponte acidentada? Humanamente, nenhuma.
Politicamente, tinha-a toda, como Jorge Coelho, sem o dizer por palavras, explicou lapidarmente ao país. Jorge Coelho era, então, o homem mais poderoso do Partido Socialista, mais até do que o próprio António Guterres, e poderia ter ficado no poder, se o desejasse. Ninguém pediu a sua cabeça, nem o governo foi cabalmente acusado de responsabilidades no sucedido. O acidente ocorreu na noite do dia 4 de Março de 2001. No dia seguinte, menos de 24 horas depois, Jorge Coelho demitiu-se.
Por conseguinte, existe um enorme desvio do padrão desta «ética republicana», que Coelho tão bem demonstrou saber honrar, e o patético pedido de «esclarecimentos urgentes» que António Costa fez, nem ele sabe bem a quem, a propósito da tragédia que caiu em cima do país, nos últimos dias. Tragédia que todos os anos, com maior ou menor intensidade, se repete, é bom frisar. António Costa não percebeu ainda que não tem nada a perguntar a ninguém, senão a si mesmo e aos seus ministros. Que ponha os olhos no seu velho camarada de partido e perceba o que é a responsabilidade política. Depois, conclua o que entender.
este ano, não ajudou

Todos os anos, nos meses de Verão, Portugal arde de norte a sul, de leste a oeste. Todos os anos, depois da «época de incêndios», os políticos fazem declarações exaltadas contra quem governa ou quem governou, por não ter resolver ou não ter resolvido o problema. Todos os anos os governantes anunciam novas medida que resolverão, ou reduzirão muito, este horrível drama nacional, «já no próximo ano». Todos os anos se reclamam duras penas contra os donos de terrenos que não estejam devidamente limpos e preparados para a época incendiária. Todos os anos se pedem castigos mais severos para os responsáveis por estes crimes. Todos os anos choramos os mortos. E todos os anos exaltamos a heroicidade e a coragem dos nossos bombeiros.
Todos os anos é assim, desde que me conheço. Com excepção de alguns poucos em que o clima ajudou, todos os anos Portugal arde, de lés-a-lés, perante a impotência de todos, governantes e governados. Aí há uns dois meses, um responsável, de cujo pelouro não me lembro, teve, na TSF, um assombro de honestidade e disse o óbvio que ninguém aceita reconhecer: se chovesse um pouco mais antes do Verão, as coisas correriam melhor, porque as florestas ficariam mais húmidas e menos explosivas; caso contrário, que Deus nos ajude! Neste ano, desgraçadamente, não ajudou.
Estamos condenados a isto? Estamos, enquanto Portugal for um país pobre, pouco desenvolvido, sem riqueza privada que seja capaz de manter e preservar o que lhe pertence. Porque, apesar das proclamações de António Costa, boas para lhe serenar a consciência e não o fazer perder muitos votos em Outubro, a verdade é que, se alguém falha, ao longo de todos estes anos, é o estado português. Se bem me recordo, uma das funções do estado, de qualquer estado, a primeira razão que justifica o «contrato social» é a de prover a segurança dos seus. Para isso lhe pagamos impostos. Que, no caso português, não são baixos.
Pois bem, o problema não é um problema: são muitos e, afinal de contas, sempre o mesmo: Portugal não tem dinheiro e os portugueses não têm dinheiro. Não tem dinheiro, o estado, para mandar limpar os seus terrenos (antes de chatearem os privados verifiquem como estão as matas públicas…), para montar meios humanos e técnicos de prevenção e de fiscalização, para comprar e manter meios eficazes de combate ao flagelo dos incêndios. Não têm dinheiro, as pessoas comuns, para mandarem limpar os seus terrenos (antes de vociferarem, informem-se sobre o preço do m2 da limpeza de terrenos de mato), para os cultivarem com espécies menos perigosas para o ambiente e para os incêndios (os eucaliptos são um recurso de «tesos» e de quem não acredita no retorno de um investimento florestal a médio, longo prazo…), enfim, para manterem o que é seu. Não tendo, uns e outros dinheiro, o estado faz leis! As leis são a confissão da sua incompetência e impotência face a este problema. Os particulares procuram esquecer que são proprietários.
O problema de Portugal com os seus incêndios só se resolverá a médio, longo prazo. E se quem nos governa não apostar no empobrecimento das pessoas e se as deixar (já não digo incentivar) ganhar dinheiro e mantê-lo na sua propriedade. Tudo o mais é conversa para aliviar consciências e ganhar votos, cujo dramático resultado testemunhamos ano após ano.
Catarina, Heloísa, Mariana…
Podem abandonar a experiência do retiro no ermitério e vir aqui só por um minuto comentar esta calamidade nacional prontamente denunciada pela DECO: A Deco avaliou a Jerónimo Martins como a empresa nacional onde existem maiores disparidades salariais
Meros acidentes de viação
O número de mortos parou subitamente. É estranho.
Más línguas diriam que um governante do tipo bandalho ordenaria que a contabilidade dos que morreram atropelados passasse para a categoria “acidente de viação”. Mas o nosso querido governo dos afectos nunca encaixaria nessa categoria, pois não?
A vida como ela é
Proteção Civil admite que faltam meios para controlar o incêndio.
Chamas já chegaram ao concelho de Góis, vizinho de Pedrógão Grande, e obrigaram à evacuação de três aldeias.
Costa (primeiro-ministro) pede explicações. Não se percebe se ao seu Governo, se a si memso, se aos serviços que reportam ao Governo ou quiçá vai pedir explicações aos governos anteriores. A ele Costa não se podem pedir explicações porque ainda não é o tempo.
Na SIC, Miguel Sousa Tavares diz que a culpa política é de Cavaco Silva
Francisco Louçã assina no PÚBLICO um texto sobre o incêndio de Pedrogão em que consegue escrever e culpar Cristas duas vezes e, prodígio dos prodígios, nem uma vez refere Costa ou qualquer um dos seus ministros. Dada a dificuldade que o eterno indignado Louçã está a ter neste momento em acompanhar a actualidade sugiro que vá à pasta do seu computador dedicada à sua actuação no caso Prestige.
Aviso urgente às polícias do mundo
Desapareceram de Portugal, desligando os respectivos telemóveis, as seguintes pessoas:
Jerónimo de Sousa, há muito, muito tempo foi metalúrgico. Levou as últimas décadas a anunciar catástrofes na vida do povo. Agora que aconteceu uma, ele desapareceu. Teme-se que algum grupo o tenha sequestrado e embarcado para a Venezuela, onde poderá experimentar as maravilhas do socialismo.
Catarina Martins, outrora palhaça agora membro informal do Governo. Costuma falar nas tvs de manhã, à tarde e à noite. Agora foge dos microfones. Dizem algumas fontes que está a preparar um número de funambulismo para recentrar o país nos assuntos que importam.
Manas Mortágua, chegaram as duas e desapareceram as duas. Teme-se que no prolongamento de uma mania familiar andem a banhos, em zonas frescas e bem fornecidas de bancos.
Heloísa dos Verdes, se encontrarem uma mulher que de dois em dois minutos diz num tom irreproduzível “Ó senhor primeiro-ministro!!!!!!! é ela. Não lhe digam nada. Deve estar em transe. Chamem o 112.
Em castelhano percebe-se melhor?
Editorial do El Mundo:
Las autoridades lusas, completamente desbordadas, movilizaron más de 700 efectivos. Un dispositivo a todas luces insuficiente para controlar, perimetrar y, finalmente, extinguir un incendio de proporciones tan devastadores. No es de recibo que, en pleno siglo XXI, en un país de la Unión Europea un incendio forestal ocasione un número de víctimas mortales tan elevado. Máxime teniendo en cuenta los antecedentes de los últimos años. Lo que muestra este terrible episodio es que, a día de hoy, Portugal no está preparado para hacer frente al fuego. Ni ha llevado a cabo las labores preventivas idóneas, ni tampoco dispone de un dispositivo óptimo para controlar, perimetrar y extinguir los fuegos, lo que revela no sólo la ineficacia de sus equipos sino una preocupante ausencia de medios. La crisis y el rescate económico han mermado notablemente la capacidad de inversión del Ejecutivo luso. Pero ello no es óbice para desantender una amenaza tan grave y preocupante como la de los incendios, cuyas dramáticas consecuencias exceden el daño medioambiental.
Eucaliptofobia em força
Com a simpática tentativa levada a cabo pelo governo e seus gabinetes — a que normalmente chamamos “comunicação social” — para nos explicar que é perfeitamente normal encerrar uma estrada dando como alternativa um fogueiro onde as pessoas acabam por morrer, veio também um excesso de explicações (perfeitamente plausíveis) para a catástrofe, como a estreia de uma trovoada sem chuva em Portugal, a desvinculação dos Estados Unidos do tratado de Paris, o excesso de vacas que comemos, o de-vez-em-quando-tem-que-ser da senhora que recebeu o dom divino de Sócrates (refiro-me ao pénis) e, a minha preferida, os eucaliptos.
A eucaliptofobia é uma doença. Tem que ser combatida. Não compete ao Estado defender qualquer forma de discriminação na flora. Se uma árvore quer reproduzir-se ou abortar é da sua inteira responsabilidade, ninguém tem nada a ver com isso. Esta mania de tratar árvores pela sua espécie indica um país preconceituoso, ainda dominado pelo heteropatrarvorado ultramontano que nos afasta do progresso.
Exijo ao PAN uma tomada de posição. O eucalipto também é árvore e, consequentemente, também é gente.
Onde Há Fogo, Há Governos Incompetentes
A história da árvore descoberta em 24h no meio de centenas de hectares de mata no calor da noite, como “única arguida” neste processo hediondo de mortes no incêndio de Pedrógão Grande, não convence ninguém. Como sempre, sempre acontece, nas governações socialistas A CULPA É SEMPRE de alguém ou alguma coisa MENOS de quem governa. Volvidos ano e meio, APENAS de governação, esta aliança de esquerdas consegue o maior feito jamais visto em Portugal num tão curto espaço de tempo: o mérito de ter conseguido as duas maiores tragédias em área ardida e mortes em incêndios.
A verdade é só uma, doa a quem doer: os incêndios em Portugal são da responsabilidade EXCLUSIVA dos governos. Somos o único país no Mundo que “abre” todos os anos a “época de incêndios” amplamente noticiados nos média como se de uma coisa banal e perfeitamente natural se tratasse! Apesar de termos um país pequeno com florestas pouco densas, Protecção Civil, militares, bombeiros, Kamovs, legislação, estudos mais que suficientes sobre reordenamento de território e estarmos integrados na UE, ainda conseguimos o feito de em pleno século XXI termos povoações a morrer SOZINHAS no combate às chamas!! Valha-me Santa Eugénia!!!! Mas que raio de país de bananas é este? É claro que a responsabilidade não começa e acaba neste governo. Já somos fósforos queimados desde que Salazar foi à vida. Pois claro. Alguém se lembra porque não havia fogos nessa época? Claro que não convém lembrar… A República das Bananas esteve mais ocupada em fazer crescer as clientelas e lobbies a viver à conta do povo do que zelar por eles. Foram 43 anos a fazer crescer o Estado de forma criminosa para se servirem dele descaradamente e não para servir os cidadãos como é obrigação. E o resultado está aqui bem à vista. A cada ano que passa as proporções do problema adensam-se. E morre cada vez mais gente. Porque dizem eles que não há dinheiro… Mas houve 18 milhões para amigos plantarem eucaliptos!!
Mas, quando se está no poder, e não se faz nada para impedir de todo estas tragédias, somos AINDA MAIS responsáveis que todos os anteriores. Porquê? Simplesmente porque se ignorou o passado recente. Simples. E quanto a ignorar e tomar medidas desastrosas, esta Geringonça de irresponsáveis entrou com Pedrógão Grande para o Guiness. Porque a 9 Junho 2016 a Ministra da Administração Interna reverteu a decisão do anterior Governo recusando concentrar na Força Aérea os meios aéreos do Estado para combate a incêndios e emergência médica. Porque em 14 Agosto 2016 António Costa afirmou que as verbas para combate a incêndios seriam desviadas da Segurança Interna. Porque em 28 Agosto 2016 depois de ter sido conseguido 50 milhões da UE para a compra de aviões de combate aéreo, pelo anterior executivo, António Costa decidiu recusar esse dinheiro. Porque em Abril 2017 António Costa anunciou que os helicópteros Russos Kamov só voltariam a ser utilizados em 2018, devido aos elevados custos de manutenção. Porque a 18 Maio 2017 António Costa decreta que bombeiros passarão a ir de autocarro ou comboio para combater incêndios por razões de contenção de custos. Porque em 2017 para se obter o melhor défice do planeta fizeram-se cortes cegos e obscenos nos meios dos soldados da paz e suspendeu-se remunerações por falta de verbas.
E depois desculpabiliza-se a acção medíocre e irresponsável de todo um governo por via de uma trovoada seca. A sério? Então se assim foi, que respondam: como pode o raio que supostamente caiu numa árvore às 18h ter provocado um incêndio que começou às 15h com ausência total de trovoada segundo os populares? Como é possível não haver registo das horas e localizações das descargas eléctricas desse dia no IPMA? Porque razão não se viu um único bombeiro a pé ou de carro, um único meio aéreo? Onde estavam os 700 bombeiros que a Protecção Civil dizia ter disponibilizado e que ninguém viu? Porque razão as pessoas que tentaram fugir foram encaminhadas pela GNR a seguir para a “estrada da morte”? Porque razão às 5h com fogo por todo o lados da estrada, ela ainda não estava cortada? Porque razão só depois do fogo ter feito vítimas, foi notícia nos noticiários? Porque razão o Sr. Afectos não deu uma única palavra sobre responsabilidade do governo nesta acção? Com um fogo de 4 frentes activas porque demorou tanto o pedido de ajuda internacional?
Respondo eu, sem problemas: porque somos governados por bananas. Não há governo, há marionetas. Não há liderança, há ocupação de lugares de chefia para encher bolsos. Porque é nos momentos de crise que se vê a qualidade de quem governa na forma como acodem aos problemas e nas medidas implementadas para os resolver. E estes não resolvem nada, maquilham a realidade.
Podem guardar as romarias ao local da morte, lágrimas de crocodilo e discursos emotivos para os vossos gatos lá de casa. Quem viveu a tragédia, perdeu tudo inclusive familiares sabe bem que foi abandonado por um bando de políticos hipócritas que só aparece no fim das tragédias e antes das eleições.
Tarde demais. Porque onde há fogo há sempre governos incompetentes culpados pela inacção. Quem paga impostos elevados como nós em Portugal devia ter um serviço público de excelência. Se não o tem é porque o desviam para outros fins. Ponto.
As armadilhas do fogo e também as do combate ao fogo
Falta pouco para o ‘a estrada estava cortada’
Já sei que é preciso deixar que se trabalhe, que é preciso respeitar as vítimas e familiares dos mortos na tragédia, que é necessário apagar o incêndio antes de apontar dedos.
Contudo, eu quero saber como é possível num país, que (alegadamente) pertence ao primeiro mundo se morra no meio de uma estrada nacional rodeado de chamas. É que não vai faltar muito até alguém lavar as mãozinhas afirmando que a estrada estava cortada e as vítimas foram lá retirar as barreiras com as próprias mãos que o fogo há-de comer para participarem numa forma de eutanásia por imolação (e, caso levassem crianças no carro, respeitando a proibição de fumar, com cinto de segurança em todos os bancos e inspecção periódica obrigatória em dia). E eu quero saber o nome da besta capaz de afirmar que as barreiras de corte da estrada foram removidas pelas vítimas.
A César e Costa o Que é… da Nação!
Carlos César é um chico-esperto que vive e põe a família a viver à custa de toda uma Nação. Pouco se importa do escrutínio do povo em relação à sua conduta. Ele é César e manda no “seu império”. Quem não gosta põe na borda do prato e siga a festa. Porque ele não está na política para servir ninguém a não ser a ele próprio. Já sabemos que a vida política é curta e tem de ser rápido a fazer investimento no futuro. Por isso não há tempo a perder. Meter todos os familiares possíveis a depender do Estado é urgente antes que esta porcaria toda estoure! E se estourar como aconteceu com Sócrates, pela terceira vez, sempre nas mãos do PS, haverá sempre nabos na governação seguinte a compor o mal e não faltarão contribuintes obedientes e submissos a pagar com seu orçamento doméstico, a factura desta irresponsabilidade criminosa. Ler mais…
Carta aberta a José Gomes Ferreira
Meu caro,
Foi com enorme pesar que assisti à entrevista que fez ao nosso querido líder. Como jornalista e investigadora na área da comunicação social, fiquei boquiaberta com a falta de isenção e parcialidade por si demonstradas. Apeteceu-me sugerir-lhe que se inspirasse nos versos do poeta seu homónimo e se suicidasse por seis meses; ou, de preferência, por mais algum tempo.
Não sei se esta minha missiva adiantará alguma coisa; no entanto, quero poder dizer que tentei, como professora de jornalismo que também sou, ensiná-lo a conduzir uma entrevista equilibrada e imparcial a um chefe de Governo oriundo do PS, o único partido do mundo que, adaptando Almada Negreiros, consegue conciliar a presença de todas as qualidades com a ausência de todos os defeitos.
Deixo-lhe por isso aqui as perguntas que deveria ter feito na passada quarta-feira:
– Boa noite, Sr. Primeiro-Ministro. Após um ano e meio de intensa devolução de rendimentos começam a surgir relatos de pessoas, idosos principalmente, que aparecem mortas em casa, esmagadas pelo peso das notas e moedas que entretanto acumularam. Não acha que chegou o momento de abrandar o ritmo de enriquecimento dos portugueses?
– Dr. António Costa, agora que as previsões de crescimento de 2,4% para 2016 inscritas no Plano Macroeconómico de Mário Centeno foram largamente ultrapassadas pelo crescimento de 1,4% efectivamente alcançado, não tem medo que as grandes potências económicas queiram contratar o seu Ministro das Finanças?
– Ilustríssimo líder, depois de ter anunciado a aposta no consumo interno e no investimento público, verifica-se que foram afinal as exportações e o investimento privado a puxar pela economia. Quando é que se lembrou dessa ideia genial de enganar o crescimento com uma estratégia falsa para depois o apanhar desprevenido pelo outro lado?
– Luz da pátria, pastor do povo, será que o Sr. Dijsselbloem, agora que passaram três meses da ameaça de demissão que lhe dirigiu, já consegue adormecer sem ansiolíticos?
– Babush, o líder do PSD tem dito, com uma imensa lata, que o senhor anda a colher os frutos que ele plantou. Até quando é que os portugueses terão de aturar disparates da boca de um político que, tendo vencido as últimas eleições apenas por poucochinho, já tinha mais era que ter abandonado a vida pública?
– Primeiro-Ministro-Sol, não lhe parece que, dado o estrondoso sucesso da parceria PS/PCP/BE, seria boa ideia avançar para uma revisão constitucional que ilegalizasse, para bem do povo, os partidos feios, porcos e maus da direita portuguesa?
– Messias, a Presidente da CMVM afirmou que as cativações orçamentais estão a colocar em causa o funcionamento da instituição. Não estará na altura de organizar uma acção de formação para todos estes ignorantes que continuam a confundir os saudáveis instrumentos de rigor financeiro do seu executivo com os desumanos cortes austeritários do último governo?
– António, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. An-tó-ni-o: os portugueses merecem-no?
Certa de que não deixará de reflectir profundamente na fraca figura que fez diante de todos, dou por terminada esta epístola.
Atentamente
Estrela Serrano
É o ADN
Carlos César pretende fazer passar a contratação da sobrinha pela GEBALIS como uma boa escolha da administração pública. Realmente os familiares dos políticos têm de trabalhar e não podem ser excluídos da coisa pública. A mim, por exemplo, espanta-me que a senhora secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, declare que “por acaso” tem as filhas numa escola privada. Mas passemos adiante. Nada haveria a criticar na contratação da sobrinha de Carlos César caso ela tivesse outro curriculum que não fosse precisamente esse: ser sobrinha de Carlos César.
Aliás que alínea, que formação, que saber, que práticas, que experiência, que investigação levaram a que Maria Inês Rodrigues do Vale César licenciada em Sociologia tivesse sido contratada pela junta de freguesia de Alcântara para trabalhar na “aquisição de serviços de apoio ao licenciamento e espaço público”?
A não ser a óbvia questão das espirais do ADN que outra característica tinha a sobrinha do senhor César para trabalhar na “aquisição de serviços de apoio ao licenciamento e espaço público” na junta de freguesia de Alcântara?
Era uma vez uma barragem amarela…
Do tempo de Salazar
Doutor César, co-adopte-me
Esta semana foi notícia o emprego da sobrinha de Carlos César na câmara municipal do Primeiro-Ministro. Contrariamente ao que pensa a maioria das pessoas a quem ouvi mencionado o assunto, não só acho que a contratação não é condenável como a acho muito bem, um autêntico serviço público ao país. Inclusivamente, considero que as pessoas que condenam este funcionamento napolitano das instituições não estão a pensar bem no assunto: empregar um socialista numa câmara municipal permite afastar do mercado de emprego um candidato em risco de ser erroneamente contratado por um privado com consequências imprevisíveis para a sobrevivência da empresa. Permite também que a sobrinha de César adquira competências úteis no âmbito de conhecimentos gerais sobre as pessoas certas a conhecer para que nunca mais tenha que ser sujeita a processos de selecção. Sobretudo, permite o reconhecimento pela sociedade de que não há pessoa mais qualificada para uma autarquia que um familiar de um dirigente nacional do PS. Já achei bem quando o dr. Vieira da Silva levou a filhota para o governo: o dr. Costa bem precisa de um sociólogo que o acompanhe para tirar notas. A única coisa que lamento na contratação da sobrinha do dr. César é não ser muçulmana e preta, estragando assim a possibilidade de um brilharete quádruplo nas quotas com quatro minorias desprotegidas de uma vez só: mulher, negra, não-católica e sobrinha do dr. César.
Nota: não sei se o Carlos César é mesmo doutor, mas, como sou a favor da não discriminação, acho que toda a gente merece ser tratada por “doutor” a partir dos doze anos.
Candidatura a Vaga de Socialista
Venho por este meio candidatar-me a uma eventual vaga a socialista para a qual acredito ter o perfil ideal.
Desde criança que sigo essa ideologia com rigor. Nunca me preocupei em saber de onde vinha o dinheiro. Limitei-me, até aos meus 30 anos, a gastar como me dava na gana e a pedir sempre mais quando me faltava. Por razões que nunca questionei, nunca faltou água quente, nem luz, nem comida ou outras “cenas” que eu exigia aos meus pais apesar de nunca ter contribuído para elas. O dinheiro também nunca faltou no multibanco porque eu sempre lutei pelos meus direitos lembrando meus pais das suas obrigações.
Decidi viver sozinho para pôr fim a uma ditadura parental que me obrigava aos 30 anos a cumprir com deveres. Foi quando aprendi a pedir emprestado para as minhas “cenas” que depois me esquecia de pagar. Tive de negociar vários empréstimos em simultâneo para fazer face às minhas necessidades. Endividei-me brutalmente. Depois pedi insolvência. Consegui uns empregos pontuais mas como eram muito cansativos pois tinha de cumprir horários e tarefas por um salário, acabei com essa exploração capitalista e passei a viver de subsídios.
Não tenho qualquer experiência profissional por isso não sei fazer “ponta de um corno” o que penso ser uma mais valia pois assim não sofri qualquer contaminação neoliberal na ideologia que defendo: o socialismo. Além disso não tenho qualquer curso concluído apesar de ter frequentado vários.
Tenho excelente aptidão para mentir transformando qualquer narrativa numa verdade inquestionável. Sei vender pedras da calçada por preciosas sem problemas. Sou ainda excelente a gastar dinheiro sem preocupações não tendo até à data feito uma única poupança nestes 45 anos de vida. Esta é a minha especialidade. Além disso sei falir em pouco tempo qualquer finança que me coloque nas mãos. Eu mesmo sou um falido. Nunca me preocupei com o futuro pois ele sempre está longe e o que conta é de facto o dia de hoje pois amanhã podemos já estar a “fazer tijolo”. Não gosto de planeamento nem de visão a longo prazo. Isso é uma treta. Temos de nos preocupar connosco porque quem vem a seguir é que tem obrigação de o fazer. Até porque a responsabilidade não é de quem governa mas sim dos outros.
Sou defensor de justiça social por isso nunca admiti que meus amigos tivessem mais do que eu mesmo trabalhando para isso. Também nunca deixei que alguém pudesse ter seja lá o que for sem repartir pelo próximo. Porque se todos não podem ter por igual, ninguém pode ter coisa nenhuma. Defendo a expropriação do Estado para distribuir pelo todo em nome da justiça e igualdade.
Também sou muito crítico de tudo e mais alguma coisa pois entendo que tudo deve ser questionado e posto em causa sem ter para isso de construir algo. Isso é para quem não sabe fazer mais nada na vida.
Nos meus tempos livres faço piercings e tatuagens. Já pareço um tapete persa por isso, sou valiosíssimo, não sei se estão a ver, a qualidade da minha pessoa. Falta de humildade é coisa que me assiste e já agora, caso me aceitem, não se esqueçam que mereço medalhas pela minha fidelidade à ideologia que vos representa. Garanto que melhor socialista não encontrarão. Até já fui sondado para liderar os EUA mas não aceitei por achar que faço falta ao meu país.
Tenho alguns hobbies como fumar cigarro electrónico, polir as cadeiras da esplanada com o rabo sentado a tomar um drink mas raramente me apetece praticá-los porque me cansam muito. Prefiro praticar reiki no “vale dos lençóis” lá de casa dormindo horas a fio num momento Zen imperdível. Sou imbatível nisso.
Espero vir a ser contratado nas muitas vagas que vão ainda criar de Boys na função pública até ao final do vosso mandato que espero ser muito longo para poder abrir muitas vagas. O desemprego graças a vós com estas contratações que em ano e meio já ultrapassaram o milhar, baixou, e isso é bom.
Na expectativa do vosso futuro contacto.
Subscrevo-me.
Um Candidato Socialista
Ao cuidado do PCP
Cancioneiros populares e Câncio(neiros) sofisticados

Saber que um amigo resolveu falar mal de nós pelas costas é das coisas mais horríveis com que nos podemos confrontar. Pior, pior, só mesmo quando um amigo resolve falar mal de nós na nossa cara. Enveredar pelo caminho da frontalidade é uma ameaça civilizacional indesculpável, e um alargamento generalizado da sua prática remeter-nos-ia à Idade da Pedra em pouco tempo. É por isso que invejo a sorte das amizades de Fernanda Câncio, que inventou uma terceira via para transmitir os estados de espírito com elas relacionados: a crónica de opinião publicada em jornal de tiragem nacional. Num texto do Diário de Notícias, intitulado “Lisboa e os parolos”, a jornalista começa por falar daqueles que, há três ou quatro anos, quando os preços eram baixos, não mostravam o menor interesse em viver no seu bairro, a Baixa Pombalina. Uma vez que, ao contrário da cronista, essas pessoas recusavam casas antigas sem garagem e sem elevador, são sumariamente descritas como saloias, tacanhas, ignaras e não sofisticadas. Logo de seguida, para rematar o parágrafo, Fernanda Câncio convoca os seus amigos para a polémica e partilha connosco a pergunta que alguns deles lhe foram fazendo nos últimos 20 anos: a muito reveladora e chocante “que horror, como é que consegues viver ali?”
Em 1915 o psicólogo dinamarquês Edgar Rubin espantou o mundo com uma figura que ficaria conhecida como o “Vaso de Rubin”, uma ilusão de óptica em que algumas pessoas visualizam a silhueta de um vaso e outras o perfil de duas faces humanas. Com esta crónica a jornalista do DN aplica um truque semelhante aos leitores: onde a maioria apenas vê um conjunto de palavras separadas por espaços, os seus amigos da periferia conseguem identificar um barrete com o tamanho exacto das suas cabeças. E como é um barrete de saloio, fica a faltar apenas a faixa da cintura e o varapau para estarem preparados para o próximo Carnaval.
Felizmente, nem só de parolos é constituído o seu núcleo íntimo. A propósito da recente discussão sobre o arrendamento a turistas, Fernanda Câncio relatou o pânico que assaltou um casal amigo desde que colocaram à venda um dos apartamentos do prédio da Baixa em que vivem. Pelos vistos, a perspectiva de terem de aturar viajantes estrangeiros como vizinhos está a tirar-lhes o sono. Muito honestamente, compreendo o drama: se eu tivesse de estacionar todos os dias o carro a 1 km de casa e depois carregar com as minhas duas crianças e respectiva tralha pelas escadas até ao 2º ou 3º andar, também não aguentava cruzar-me com gente de ar feliz e descontraído a gozar férias.
Saindo em defesa dos moradores, a cronista realça os incómodos provocados pelos turistas e defende a possibilidade de veto por parte do condomínio; entrada no prédio de madrugada, deposição de lixo reciclável no contentor comum e barulho do arrastar de malas são alguns dos tormentos que os atingem e que muito me impressionaram! E é por isso que aconselho Viktor Orbán e Donald Trump a alterarem o discurso: associar os refugiados islâmicos ao perigo do terrorismo ou os migrantes mexicanos ao tráfico de droga e roubo de empregos é uma estratégia errada que só acarreta acusações de insensibilidade e xenofobia. Se o Primeiro-Ministro da Hungria e o Presidente dos Estados Unidos não querem essas pessoas nos seus países é só pôr a circular que os fiéis do Corão e do sombrero mostram pouco respeito pelo ambiente e pela recolha selectiva, tendo sido vistos a colocar jornais velhos no vidrão e pilhas usadas no papelão. Acredito que a solidariedade progressista fica garantida e, quem sabe, podem até vir a ser distinguidos pela Greenpeace.
Como é que podemos ter eleito o Tino de Rans quando tínhamos candidatos como Marcelo Rebelo de Sousa?
qual deles será o responśável pelo ataque de hoje em Paris? Ainda vamos chegar às moscas do vinagre que queriam ser moscas do mel e ao ornitorrinco revoltado por não voar.
Comissão sobre obras na Segunda Circular começou e acabou em vinte minutos A maioria socialista bloqueou a audição de técnicos e o PSD saiu da sala em protesto. Fernando Medina despachou a questão em poucas linhas
Na prática isto quer dizer o quê? Quanto custa?
Amanhã a FENPROF reúne com o Ministro da Educação. Em causa estão segundo aquela federação:
* descongelamento da carreira,
* regime especial de aposentação,
* horários de trabalho adequados,
* direito à vinculação
* gestão democrática
“Ronaldo” Não! É “Pinóquio do Ecofin”!
É muito fácil construir uma mentira. Sobretudo quando os visados são manipulados por uma comunicação social comprada pelo “establishment” para vender gato por lebre, que explora até à exaustão a iliteracia de um povo que não lê, não se instruiu, não quer saber porque prefere viver na ilusão. Então que fazem eles? Vendem resmas de ilusões para ocultar a verdade. Uma verdade bem cruel ali mesmo à espreita, prontinha para nos saltar no colo. Lembram-se de Ricardo Salgado, o melhor banqueiro, de Zeinal Bava e António Mexia como os melhores gestores de topo? Pois bem, acredite caro leitor que o quadro não está completo. O nosso “Ronaldo” das finanças em breve se juntará ao grupo destes Pinóquios. Ler mais…
Os supervisores
