O homem devia ter pedido um subsídio, um apoio, um programa…
agora defender que se altere aquele prodígio de regulamentos que faz de qualquer empresa uma espécie de campo de treinos do legislador isso é que não!
Para a próxima proponho que peça
a) Linha de apoio por promoverem uma política de género nas contratações
b) subsídio por promoverem um produto mediterrânico, o trigo
c) subsídio por promoverem produtos alternativos ao trigo como os legumes nas salaads e a alfarroba
d) financiamento a fundo perdido por recuperarem o mosaico hidraulico
e) patrocínio estatal por dinamizarem a saídos dos mais velhos de casa e desse modo contribuírem para o envelhecimento activo
f) apoio para o combate à anorexia que levam a cabo de cada vez que abrem o forno e sai de lá aquele cheiro a pão quente
…
Para já esta lista de pedidos serve para que o gestor da Padaria Portuguesa passe de desapiedado capitalista a empresário de rasgo, integrado nas políticas mobilizadoras de uma sociedade dinâmica e avançada. Até pode passar 95% da massa salarial para o salário mínimo que ninguém nota.
Portanto o contribuinte que compra atoalhados no hipermercado
Lendo os jornais
pode concluir-se que na fronteira entre os EUA e o México não existe muro algum? O Trump vai iniciar a construção desse muro ou prolongar o poucochinho muito poucochinho que existe? Aquilo da Operation Gatekeeper do Clinton nunca aconteceu?
Carta de Uma Cidadã Revoltada
Caro Rui Vilar,
Depois de tomar conhecimento que recorreu da decisão do Tribunal para a obrigação de entrega dos documentos da CGD, solicitados pela Comissão de Inquérito Parlamentar, permita-me estas palavras:
Caso não lhe tenham dito ainda, o Sr. não é “o Dono Disto Tudo”. Nem este país é a Venezuela. Aqui vivemos em democracia. O cargo que vai ocupar é de um Banco PÚBLICO, ou seja, suportado por todos os contribuintes deste país. O mesmo que dizer, NÓS. E se somos nós que o pagamos, somos “accionistas maioritários”. Temos por isso, uma palavra a dizer. Ler mais…
Big Brother mediático
Portugal vive num estado de permanente Big Brother, não o líder do estado omnipresente e omnisciente de “1984”, e sim o do programa televisivo da TVI, o que foi sofrendo iterações com títulos diferentes mantendo todo o princípio inalterável. O programa consiste em enfiar um conjunto de pessoas que não representam vivalma do país excepto os próprios em casa decorada como cenário televisivo e transmitir a coisa, esperando que, mais cedo que tarde, um vá às trombas a outro e alguém se meta da cama do tatuado às escuras por um cego. Refiro-me, naturalmente, à comunicação social.
Coisas fantásticas
A imprensa progressista espanhola está indignada com o desaparecimento da página em castelhano da Casa Branca. Curiosamente essa mesma imprensa deslumbra-se com a recusa dos independentistas catalães em usar o castelhano em Espanha.
Agora felizmente ninguém vai morrer de fome
Ns idos de 2009 começou a mania das cantinas sociais. Não havia autarca que não abrisse a sua cantina social. Tinham de funcionar para almoços e jantares mesmo nas férias escolares. Na época criticar essa opção equivalia a ser transformado num mostro que queria que as crianças e os velhos morressem de fome. Afirmar como então fiz que seria muito mais adequado fornecer alimentos às famílias estava ao nível do rançoso. Agora que o Governo anunciou “Cantinas sociais substituídas por distribuição de cabazes alimentares Governo apresenta estudo que mostra desperdício e ineficácia” espero pelas explicações dos militantes das cantinas.
Nacionalismo do que gostamos é refresco
Muita gente fala do regresso dos nacionalismos. Por exemplo, Timothy Garton Ash escreve no Observador que “este mundo em que os nacionalismos se reforçam mutuamente é também um mundo em que tanto o poder relativo como a coerência interna do Ocidente estão a sofrer uma enorme erosão de ambos os lados do Atlântico”. Imagino que seja assim que se vêem as coisas quando estamos na academia ou num think tank. Aqui, nos subúrbios, não vejo regresso de nacionalismos, vejo o nacionalismo que sempre conhecemos perder a vergonha ao ponto de se demonstrar no poder. Sim, é o mesmo nacionalismo que, na rua, não acha que o tipo que atira um camião contra uma multidão seja um francês, independentemente do que disser no seu passaporte.
Quando uma Catarina Martins diz que devemos estar preparados para a saída do euro, isso não é nacionalismo? Quando aquele palerminha que aparece ao lado do primeiro-ministro (eu sei, assim não é fácil identificar) diz que as pernas dos banqueiros alemães até tremem se ameaçarmos não pagar as dívidas, isso não é nacionalismo? Quando vamos sacar fundos estruturais e quando criamos PPP ruinosas para construir auto-estradas entre Moimenta da Serra e Moimenta do Vale, isso não é nacionalismo? Quando um país teso discute outro aeroporto para Lisboa, isso não é nacionalismo? Quando não construir linhas de TGV era ficar “fora da rede ferroviária transcontinental”, isso não era nacionalismo? Quando o país pedinte se queixa de uma tirada do Schäuble, porque é “ingerência na democracia nacional”, e que já não é ingerência quando se trata de criticar a eleição de Trump, isso não é nacionalismo? E a grande esperança no Tsipras e no Syriza, que iam mostrar a esses nazis do alemães como era, não é nacionalismo? O Brexit é nacionalismo, mas o discurso do PCP, da Bloca e da agremiação de loucos que é hoje o PS, quando sugerem sair do euro, isso já não é nacionalismo?
Então, agradeço que me expliquem o que é o nacionalismo. Talvez o muro do Clinton não seja nacionalismo, talvez só o segmento do Trump seja. Tentem explicar-me o que é nacionalismo sem recorrer a pessoas. Ficarei agradecido, mas esperarei sentado.
Afinal, Para Que Serve a CGD?
É curioso como de repente a CGD deixou de ter importância. Agora, já não é urgente a recapitalização de 5 mil milhões negociada à pressa com Bruxelas. Já não importa que esteja sem administração há 1 ano. A CGD é tão importante para a economia portuguesa que a puseram a “vegetar tranquilamente” à espera que nova equipa http://observador.pt/2016/12/01/paulo-macedo-tera-aceitado-convite-para-a-administracao-da-cgd/ entre em funções. É um silêncio ensurdecedor. Ler mais…
É Inconstitucional? Siga para “Bingo”!
O caso não é inédito. Já com a CGD tínhamos assistido a um episódio escandaloso de decreto-lei ilegal, feito à revelia da Constituição para aprovar no escurinho da noite, a isenção de apresentação de declaração de rendimentos para o novo corpo administrativo. Agora com o novo decreto-lei da TSU, a história repete-se. Se Costa diz mata, o outro, Marcelo, diz esfola. É a sintonia perfeita entre PR e Governo que Marcelo tenta disfarçar fingindo dar puxões de orelha. Mas quem o viu na primeira entrevista na SIC sabe bem que Marcelo é quem lidera a geringonça. Quem haveria de dizer que por baixo de tantos beijinhos e afectos haveria de estar alguém com perfil de “pequeno ditador”, a galgar a democracia, em aliança com o auto-denominado “Senhor” de Portugal? Ninguém.
Não se trata apenas de um caso de não concordância entre parceiros de maioria parlamentar, oposição e Costa. Nem sequer pelo facto de ter sido feito e promulgado em modo “expresso” em 2 dias. É mais do que isso. É inconstitucional.
Porque este decreto altera os artigos 100º e seguintes do Código dos Regimes Contributivos da Segurança Social, os mesmos ao abrigo do qual este foi feito. Ora essa alteração, não estando salvaguardada pelas excepções consagradas na lei que diz claramente que só o pode fazer em caso pontual de estímulo à criação de postos de trabalho, apoio à reinserção de desempregados, apoios em situação de catástrofe ou calamidade pública, é inconstitucional! Com efeito, devido à sua natureza, se por um lado há retorno em pensões ou prestações sociais, por outro trata-se de um imposto, logo, sem retorno. E assim, só pode ser criada por lei da Assembleia da República ou pelo Governo com autorização desta.
O mais curioso desta novela “cubana”(mais uma!), é que o nosso Presidente é formado em Direito e mesmo assim, promulgou-o. E para piorar o cenário, era, no passado, veemente contra este tipo de medida que considerou inconstitucional. Mas assinou e mais nada. Quem é que o vai fazer agora, salvaguardando os interesses nacionais, se Marcelo afinal governa com o Babusha?
Ficou assim vergonhosamente à vista de todos a promiscuidade existente entre “o senhor feliz” e “o senhor contente”, que seguem suas trajectórias de auto-promoção popular, com mais selfies, abraços, beijinhos e muitas promessas, a borrifarem-se simplesmente para as consequências num país que era suposto ser democrático.
Numa terra onde poderes “dormem juntos” em vez de respeitar o princípio da separação, onde “um” diz mata “outro” esfola pisando a Constituição, não é democracia. É “ditadura dissimulada”.
Ler mais…
A entrevista de Marcelo
O meu muro é um muro inclusivo
Escreve a Rádio Renascença «Francisco. “O perigo em tempos de crise é procurar um salvador que nos proteja com muros”»
É certo que sendo a Rádio Renascença uma emissora católica o Papa é assim lá de casa mas esta mania de tratar o Papa pelo nome próprio lembra-me aqueles betos que falam da mãe e do pai como se todos tivéssemos de partilhar o pai e a mãe deles. Mas vamos ao que interessa, aos muros propriamente ditos. Não sei se sua santidade está a par do assunto ou se é só um falar mas muros ou projectos deles é o que não falta por esse mundo fora nomeadamente entre a sua Argentina natal e o Paraguai. Mas também não é preciso ir tão longe pelo menos para a Renascença que se mudou para uma mais que murada quinta na Buraca. Ora que coisa mais linda seria derrubar os muros dessa quinta? Afinal do lado de fora desse muro não faltam pessoas interessadas em usufruir os espaços agora preservados pelos muros (bem altos) da Quinta do Bom Pastor. Falar dos muros dos outros é fácil não é?
Marcha do gajedo contra o medo

Representação de matrona com ar de acidentada na estrada que só um cego chamaria de querida.
Qual o propósito de marchas segregadas, particularmente num país como os Estados Unidos? Não seria estranho a marcha dos pretos contra Obama? Ou a marcha de heterossexuais a favor da exposição de pêlos púbicos de Madonna? Ou a marcha de brancos cobertos com lençóis com configuração pontiaguda na cabeça (calma, refiro-me aos Nazarenos da Andaluzia)? Ou ainda, a marcha de trolhas com criativos piropos de ordem mesmo em frente à marcha das mulheres?
Parece que foram quase cem mulheres, entre as filiadas nas associações de lésbicas (inclui o Bloco) e as filiadas nos partidos que as equiparam a vacas (sim, o PAN). Cem contando com o patriarcado que as acompanhou, no caso de algumas senhoras que trouxeram o marido, sem esquecer os dois ou três panascas muito indignados por as mães não terem providenciado mudança de sexo logo à nascença para agora a poderem reverter.
E, pronto, já acabou. Vamos ao almoço de Domingo. Beijinhos para todas.
cartas revolucionárias
Carta do camarada José ao camarada Ricardo.
Camarada Ricardo,
Espero que te mantenhas firme e hirto no combate ao fascismo. Nós, pela célula revolucionária que dirijo, só pensamos no dia em que o socialismo reine sobre a terra e em que as desigualdades entre os homens (e as mulheres) desapareçam. Para as continuarmos a combater, manda daí, se fazes o favor, mais daquelas fotocópias de que tanto gosto. É que, se és pelo socialismo, és pela igualdade. E, hás-de convir, ela está ainda bem distante entre nós.
Hasta la vitoria, siempre!
José, o carismático
Carta do camarada Ricardo ao camarada José.
Camarada José,
Os teus pedidos são ordens para mim! Queres as fotocópias pela mula habitual ou serve outro destino? Desta vez mando mais do que o costume, para que a igualdade seja, finalmente, uma realidade entre nós.
Saúda-te, de punho erguido e firme,
Ricardo, o vermelho.
Carta do camarada José ao camarada Ricardo.
Camarada Ricardo,
Podes mandar pela mula do costume. Já está habituado. Mas não te esqueças que a igualdade entre nós ainda é um sonho distante. Não desistiremos até que ela seja plenamente realizada.
Entretanto, fica sabendo que aquele reacionário do Norte, o merceeiro, atacou, sem pré-aviso, um dos nossos quartéis generais. Os camaradas Henrique e Zeinal estão preocupados. Vais ter de mandar mais fotocópias pela mula do costume, para organizarmos a contraofensiva revolucionária. E manda muitas.
Morte ao fascismo e a quem o apoiar!
Mensagem do camarada Carlos enviada, em cópia, aos camaradas José e Ricardo.
Camaradas,
Começa a ser muito cansativo andar com tanta fotocópia às costas. E perigoso, porque, um destes dias, os serventuários do fascismo começam a dar conta de tanta movimentação revolucionária. Vejam lá se usam meios mais subtis para o combate ao fascismo.
Ah, e, já agora, parem de me chamar “mula”.
Os ricos que paguem a crise!
Carlos, o Chacal da Lusitânia
Carta do camarada Ricardo ao camarada Zé-Zé-Dú-Dú,
Heróico Camarada Zé-Zé,
Preciso, com urgência, de muitas fotocópias. Há sérias ameaças de um novo PREC, só que, desta vez, de direita. O teu emissário em Portugal manda dizer que não tem fotocópias para me entregar. Só pode ser brincadeira, certo? Por favor, não te esqueças da ajuda que te dei para enfrentares o colonialismo. Conto contigo!
Nem mais um soldado para as colónias!
Ricardo, o Nelson Mandela europeu
Resposta do camarada Zé-Zé.Dú-Dú ao camarada Ricardo
Camarada,
Não sei do que estás a falar. Não me lembro de me teres ajudado com fotocópias e, se ajudaste, não sei onde as meti. A memória, com esta idade, já não ajuda. Assim de coisas antigas, só me lembro dos poemas do camarada Agostinho. Todas as noites recito um, ao deitar, da varanda do palácio. Quanto ao PREC de direita, já te safaste de um de esquerda. Vai correr tudo bem.
A Pátria é de todos e o resto é bolos!
Zé-Zé-Dú-Dú, o gabiru do Terceiro Mundo
Carta do camarada Ricardo ao camarada José,
Camarada José,
Já oiço os fuzis da reacção. Sinto os tanques do fascismo. Começou o PREC da direita! Salve-se quem puder!
Ricardo, o Allende da Península Ibérica.
Fim de comunicação.

Podemos falar de isolacionismo, fim da democracia, destruição dos valores do mundo civilizado?

Catarina a fazer grande a nossa agricultura
Riquezas, não querem mandar estes cartazes ao Trump?
Para desenjoar um bocado das televisões
Tenho muitas esperanças em Trump, algumas delas confirmadas hoje. Admito que acho bastante parolo que num país se opine sobre as escolhas livres de outro, principalmente quando não achamos grande piada se um país que vai financiando os desmames da balofa classe política que nos pastoreia faz o mesmo sobre as nossas opções, as que eles vão pagar. Mas, pronto, vamos lá.
A maior esperança que tenho em Trump, que já hoje foi confirmada pelos inúmeros comentadores que balbuciaram tretas nas redes sociais, nas televisões e nos jornais, é a de colocar socialistas a criticarem veementemente o discurso proteccionista e sinteticamente idêntico aos dos vários partidos nacionais da dita esquerda quando proferido pelo presidente norte-americano. É que uma pessoa muda os nomes e a coisa é igualzinha, mas não dá para mais naquelas cabecitas.
Isto fez-me pensar no que leva os socialistas a odiarem Trump. Não é pela conversa de gajas – tipos que levam jornalistas de férias que lhes escrevem artigos laudatórios mostra bem o que “homens de carisma” pensam das mulheres –, é pelo discurso contra os radicais islâmicos. Com necessidade de um cachorro para afagar na sua imensa bondade, a esquerda europeia encontrou o pote no fim do arco-íris em malucos que até lhes violam os filhos desde que permitam que apregoem o eterno amor pelos desgraçados, desgraçados estes que nunca permitiriam no seu condomínio, que ali é só gente que usa o garfo e faca.
E essa é a segunda grande esperança que tenho em Trump: a de que a grande maioria silenciosa abdique do medo de tratar este putedo mediático do sentir-bem progressista como merecem e devem ser tratados.
Quanto ao resto, o problema é lá deles, dos americanos.
O problema é dia em que o PS não for preciso para governar
Aleluia
Foi preciso o Trump chegar à presidência dos EUA para que nas nossas televisões tivesse acontecido uma conversão súbita às vantagens do comércio livre.
Depois de anos a clamarem contra o imperialismo americano e a defenderem políticas patrióticas – ai a banca que vai ser espanhola, ai a PT que é sangue do nosos sangue, ai a CGD que é nossa… – os pivots e comentadores televisivos indignam-se pq o homem defende exactamente o mesmo que eles.
Por fim, não poderiam essas sapientes almas deixar de nos dizer pq não gostam de Trump mas sim pq ganhou ele as eleições?
Obrigados!
Claro, erro meu
Claro que não se pode manter Guantanamo, Helena. Manter implicaria que nunca se tinha fechado, como foi prometido e cumprido logo em 2009. O que Trump vai fazer é reabrir Guantanamo. E está-se mesmo a ver que será horrível.
E depois há isto, logo hoje, que até tinha marcação no dentista. Bem, pelo menos escuso de tratar os dentes.
Cenário cataclísmico
Dizem que o diabo chega hoje e com ele o apocalipse. É o fim do Mundo, mas está um frio de rachar.
Vítor, como vai o Trump ser pela “manutenção de Guantanamo”?
O Obama não fechou Guantanamo assim que tomou posse? Como iam dar o Nobel da Paz a um presidente que mantinha Guantanamo? Guantanamo fechou ou é como se tivesse fechado. O Presidente queria que Guantanamo fechasse, prontos. E simpaticamente o mundo fez-lhe a vontade: não mais se falou de Guantanamo.
Meu Deus, meu Deus, acabou a tranquilidade

Uma pessoa recebe isto de manhã e fica preocupada. Eu não tinha consciência que a presidência de Trump iria ser perigosa! Admito, habituei-me ao clima de paz, tranquilidade e harmonia que a presidência Obama originou, esquecendo que, um dia, o presidente norte-americano mudaria e tal mudança criaria situações de perigo inimagináveis. Que ingénuo que fui!
Situações de perigo inimaginável tão graves como a criação de 1,1 milhões de desempregados, o aumento de $14.000 da dívida per capita, o aumento em 43% da dívida federal, o aumento em 83% do preço dos combustíveis, a manutenção de Guantanamo e bombardeamentos em sete países com perto de cinco centenas de ataques com drones. Meu Deus, nem posso imaginar tal coisa.
Apertem o cinto. Acabou a paz!
Deixem-se de hipocrisias, está bem?
Nesta história do quem canta na tomada de posse de Trump ou de quem veste Melania – o PÚBLICO até pergunta se os criadores devem vestir Melania – existe uma hipocrisia tremenda: cada um é ou devia ser livre de trabalhar para quem quiser. Mas viciadinhos que estão na fama, os criadores não ousam de modo algum ir contra a corrente (o que eles chamam ir contra a corrente é precisamente dizer e fazer o que se espera que façam) pois tal pode levá-los a perder clientela.
Na prática o mesmo que os levou a cantar, dançar ou trabalhar para os Obama – na verdade um excelente negócio dada a popularidade do presidente – é o mesmo que que agora os leva a rejeitar qualquer convite de Trump: popularidade e dinheiro. Com um ganhavam com o outro perdem. É o negócio e não tem mal algum. Mas não lhe chamem outra coisa.
Por fim, livrámo-nos da acusação do racismo. Se alguma criatura tivesse recusado vestir Michelle Obama ou rejeitasse um convite para actuar na tomada de posse de Obama teria sido um escândalo de proporções inimagináveis e a criatura seria banida por racismo do mundo mediático. Agora o problema desapareceu. Ainda bem.
Eleições já! Com selfie e tudo
Atingimos o último patamar de funcionamento da Geringonça: habituamo-nos à sua existência.
Pouco importa o que diz Costa, o que diz Catarina Martins e, muito menos, o que diz Jerónimo de Sousa. Vieira da Silva abre a boca e só se ouvem murmúrios indecifráveis; o Centeno, sempre que aparece, lembra um anúncio do IEFP à contratação de indivíduos com síndroma de Coffin-Lowry; o resto do governo ninguém sabe quem é, daí que ninguém saiba exactamente o que fazem ou dizem.
Défice de 2,3%? Pode ser. TSU a subsidiar emprego? Pode ser. Reportagens da visita do estronço à família indiana? Pode ser. A culpa é da oposição? Pode ser. É do Salazar? Pode ser. É do heteropatriarcado, do heteropatronato, da heteropornografia? Pode ser. A culpa é das gorduras saturadas, do tabaco, das centrais nucleares espanholas, da Volkswagen e da menopausa socrática? Pode ser. É necessária heterolimpeza de jornais de vozes incómodas? Pode ser. Não queremos saber. Estamos habituados, é isto, é o que há.
Estou com Francisco Assis: é preciso eleições antecipadas. Pouco importa que sejam para reforçar Costa como inevitável Querido Líder: quando batermos na parede não podem existir desculpas, as velhas desculpas que culpam o Cavaco, o Trump (que nem sequer tomou posse), a oposição ou um barbudo de Bragança que se recusa a casar com uma cabra para co-adoptar um africano transportado para a Europa por ONG que – por mero acaso – ia de passagem no local onde a sua embarcação “naufragou”. Se é para bater a 200 km/h com Costa ao volante, é preciso sacar o mais rapidamente possível os moscardos do Bloco e do PCP do compartimento. Para a frente é que é o caminho.
se isto não é o povo, onde é que está o povo?
O PREC de direita continua em marcha e a atacar os valorosos vigilantes da Revolução. Desta vez, a vítima foi, de novo, o camarada Salgado, chefe da brigada operária de acção armada, na clandestinidade, Spiritus Sanctus, nome de código dado em honra à santa missão de que está incumbida. Salgado foi acusado pelo tribunal plenário burguês de assaltar bancos para financiar um golpe de estado subterrâneo, cujo objectivo era minar as estruturas da super-estrutura do estado fascista onde vivemos. Destruir a economia do estado, levando-o à perda total da soberania burguesa, para mais facilmente o conquistar, foi um objectivo alcançado em 2011, graças à actuação corajosa do camarada Salgado e de outros revolucionários. A acusação alega que o camarada Salgado executou a sua missão com tamanho fervor revolucionário, que levou mesmo um banco à falência com os desfalques que fazia para patrocinar a nobre causa. «Tudo mentiras e inventonas da reacção», defendeu-se o camarada, que transitou, em carro policial, para a sua casa, situada no bairro operário da Quinta da Marinha, onde residem muitos trabalhadores da indústria naval. Os camaradas Louçã, Jerónimo, Catarina e Mariana já convocaram uma vigília de solidariedade para hoje à noite, à porta da casa do revolucionário, onde será lido um poema de Oliveira e Costa. O camarada Salgado mandará providenciar a distribuição de whiskies, flutes de Moet e Chandon, tapas de caviar beluga e, claro, puros de Habana aos manifestantes presentes.

Factura nas empresas públicas?
Um Estado acima da lei no Delito de Opinião: Nestes dias de voragem fiscal da Autoridade Tributária (o nome já é todo um programa), qualquer estabelecimento comercial privado e legal que não tenha em funcionamento um sistema de emissão de facturas e que as emita a pedido do cliente teria o Fisco, a ASAE e sabe-se lá que mais Autoridades à perna para o habitual bullying tributário. Nestes tempos em que o Estado incentiva os contribuintes a solicitarem factura por tudo e mais alguma coisa (até podem ganhar prémios, veja-se bem), qualquer estabelecimento que se recuse à emissão da facturinha será decerto falado nas redes sociais pelos piores motivos. No entanto, e como não podia deixar de ser, o mau exemplo vem de cima: se o leitor ou a leitora for utente dos Transportes de Lisboa, que tanto quanto sei ainda é uma empresa pública, não poderá obter uma factura no acto do pagamento, seja este feito nas máquinas automáticas que encontramos nas estações do Metro ou nos balcões de atendimento do Metro ou da Carris: terá de preencher um formulário para solicitar a factura pelo correio, ou aceder a uma página Web, seguir um formulário de sete etapas e descarregar enfim a dita factura (mas só poderá fazê-lo 48 horas após o pagamento, e apenas durante os cinco dias que se seguirem). O motivo, conforme me explicou hoje um funcionário do Metro, é simples: em pleno 2017, ano em que todos transportamos no bolso aparelhos com maior capacidade de processamento do que a nave espacial que levou três astronautas à Lua em 1969, o software das máquinas automáticas e dos balcões de atendimento não está preparado para algo tão básico como… a emissão de facturas. Que o Estado continue a permitir às empresas públicas aquilo que não permite às privadas dificilmente irá surpreender alguém nos dias que correm. O que espanta é que se ache isto normal.
Heloísa, a vigilante que olha para o lado
Verdes vêem acordo violado, mas não vão fazer nada. O Governo aprovou mesmo a medida que os Verdes diziam violar a posição conjunta assinada em novembro de 2015, mas nem por isso o partido vai extremar posições. Heloísa promete apenas “vigilância”
Por favor, Heloisasinha não deixes de vigiar. Quererás tu Heloísa ir vigiar o depósito de resíduos nucleares em Almaraz? Assim tão acutilante na vigilância ficaríamos todos descansados, não era Heloisasinha?
Aqui não vão nem os comandos nem os jornalistas
Um bando armado de paus e sabres tomou conta de um bairro na noite de sábado para domingo. Os seus membros, vinte jovens rapazes, partem o que encontram. Destroem o que está nas ruas. ameaçam abrir de alto a baixo as pessoas que de dentro de casa assistem aterrorizadas àquela cena que virá a ser definida nas horas seguinte como de guerrilha urbana.
Tudo isto aconteceu em Juvisy nos arredores de Paris, este fim de semana. Notícias? Ora, ora não está na agenda.
Já se pode falar do treino dos comandos
A geringonça tem de geringonçar
Por favor não se zanguem! Eu não estou preparada para ouvir de novo a dona Rosário Gama que coitadinha deve ter entrado para o carmelo tal é o sumiço, mais o Mário Nogueira, a Ana Avoila que, quem sabe, foi finalmente trabalhar na função pública, o pobre do Arménio que deve estar com ciática pois há meses que o homem não faz desfiles nem marchas… e sobretudo não consigo imaginar o que será ter de ouvir outra vez a Heloísa Apolónia naquele desgraçado tom de voz a gritar “Ó senhor primeiro-ministro, ó senhor primeiro-ministro!!!!!!!!!!!!!” Por favor, deixem-se estar, assim como assim isto dos juros dificilmente vai a pior e a nossa vida é um sossego.
Oxfamintos de atenção
Um certo dia, o engenheiro José Sócrates e noventa e nove pessoas que recebem exactamente dez salários mínimos nacionais por mês entraram num bar. Rapidamente constaram que 1% dos presentes tinha fortuna superior a pelo menos metade dos mais pobres. Vai daí, escreveram um relatório que há-de ser propagado pelas redacções dos jornais como se tivesse algum significado.
A “Carripana” Gripou? Chamem as Esganiçadas!
Montaram uma “carripana” com motor velho, que só andava de empurrão, a que lhe chamaram Geringonça. Garantiram a Cavaco Silva que seria capaz de governar Portugal com responsabilidade e estabilidade. Diziam que ela – “a carripana” – estava bem de saúde e que se recomendava, mesmo a tossir como um velho quase a cuspir os bofes. Entretanto a vida sorriu porque claro, enquanto há dinheiro para esbanjar, é só “paixão”… O problema é quando o limite do cartão de crédito explode e… numa casa onde “não há pão”… e já não se pode só anunciar coisas boas… desentendem-se.
Enquanto esteve do alto do seu pedestal, firme e seguro, Costa dizia que não precisava do PSD para nada. E deu-lhe férias prolongadas: não quis fazer uma coligação social democrata; nunca o consultou; “chumbou” na praça pública as suas propostas antes de chegarem ao Parlamento; nem o levou a concertação social da TSU. Desprezou-o até ao limite, com espaço para muitas faltas de respeito pelo parceiro da oposição. Mandou-o caçar Pokémons… literalmente. Mas agora que as “esganiçadas” já não querem “conversa”, desolado, quer dar uma “facadinha no matrimónio” com o Pedro? Ler mais…
Potência Ininterrupta
O Estado português paga a diversas (muito poucas) empresas para manterem unidades produtoras de energia eléctrica (a gás e a carvão) paradas, mas disponíveis para entrarem em funcionamento no caso de as restantes fontes não serem capazes de assegurar picos de procura. Estas unidades recebem pela disponibilidade e, nos momentos em que são chamadas a efectivamente produzir energia, recebem também pela energia injectada na rede.
Faz sentido? Considerando a volatilidade de algumas fontes renováveis (em particular das eólicas), sim. [O facto de o preço pago às eólicas ser mais elevado do que o pago pela energia produzida a partir de fontes não renováveis é outro problema].
Porém, além de pagar pela simples disponibilidade de potência, o Estado paga ainda a algumas dezenas de unidades industriais mais de uma centena de milhões de euros por ano para que estas se obriguem a, em caso de um pico de procura de energia, desligar as suas máquinas, para que a rede não entre em colapso. Chamam a isto “interruptibilidade“.
A segurança do sistema eléctrico justificará a existência de mecanismos redundantes? Considerando que a “interruptibilidade” nunca foi usada e considerando ainda que os beneficiários a qualificam como “subsídio” (como compensação pelos preços absurdos da energia eléctrica em Portugal, mais do que pelo serviço que se obrigam a prestar), a resposta não oferece grandes dúvidas. Não seria mais lógico, em caso de efectiva necessidade de redução pontual da procura, ordenar-se aos grande consumidores que desligassem as máquinas, com o pagamento, se fosse caso disso, das correspondentes indemnizações?
Educação sexual, uma necessidade para a espécie adiada por milénios
Deve haver educação sexual nas escolas? É uma boa pergunta, principalmente porque ninguém sabe ao certo o que significa “educação sexual”.
É explicar os termos às crianças?
Olha, isso que aí tens é o que algumas pessoas chamam de rata.
Golden shower é quando tu finges que és a sanita, percebes, Alfredo?
É explicar as abelhinhas e os passarinhos (e passarinhas) apelando à igualdade?
É perfeitamente normal que sintas vontade de esfregar o teu sexo com qualquer pessoa, independentemente do seu sexo, sua identidade de género, identidade de género socialmente percepcionada e/ou estatuto jurídico.
Sabes quando o Bóbi se começa a esfregar na tua perna, Horácio?
É ensinar a mecânica sexual?
Sim, é normal que gostes muito de usar o chuveiro prolongadamente nessa zona, Florência.
A sucção de um aspirador pode ser excessiva e causar problemas ao teu pénis, Santiago.
Ou é ensinar a respeitar as pessoas e, afinal, não se deveria chamar educação sexual e sim ética? Claro que não, se assim fosse seria responsabilidade dos pais, não da escola. Ridículo.
Aguardo ansiosamente as integração de outras aulas de interacção humana com o meio e com outros humanos, particularmente na sua vertente mecânica. Educação para a defecação tranquila, educação para esgravatar orelha com unha do mindinho e educação para activista social.
Recapitulando
O Passos devia assinar a baixa da TSU para que o PS possa governar à esquerda?
